Ficha Corrida

29/07/2015

Pacto Molotov-Ribbentrop? Não, Marcola-Alckmin!

Filed under: Geraldo Alckmin,Marcola,Ney Santos,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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pcc alckmin_pcc06As bem documentadas relações do PSDB com o PCC fazem inveja ao pacto germano-soviético de não agressão. A escravização eslava atende por periferia paulista. Não vivêssemos uma ditadura midiática-judicial, e estes pactos não sobreviveriam à luz do sol. Como tudo é feito às escuras, sob os auspícios da Lei Rubens Ricúpero, o PSDB ainda usa os assoCIAdos do Instituto Millenium para tripudiar sob a cabeça dos midiotas. Estas revelações de agora coincidem com a divulgação de que Geraldo Alckmin pretende retirar das rodovias federais paulistas a PRF. Ligando os pontos, pode-se facilmente chegar à confecção de um mapa, com aecioportos e helipópteros.

O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

Postado em 27 jul 2015 – por : Kiko Nogueira

Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC

O que o PCC ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?

Na época, a facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de Presidente Bernardes, no interior do estado.

De acordo com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e representava o PCC.

Iracema esteve com Marcola, o líder. O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente.

A história foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha  num processo contra advogadas supostamente ligadas ao crime organizado. “Eu apenas autorizei a viagem. O que aconteceu lá dentro, não tenho detalhes”, afirma Lembo.

O diabo está nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o poder do PCC só fez crescer. Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.

O deputado Conte Lopes, ex-delegado, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa é cria do PSDB”. O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.

Em 2010, Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado Claudiney Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.

Pouco depois, Santos foi preso, acusado de adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Era também investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, possuía um patrimônio de 50 milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.

Ok. Alckmin muito provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos. Mas nem sua equipe?

Em 2012, um inquérito sobre o envolvimento de PMs com o PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.

Ele teria sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado. “Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol. “Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público.”

Não contavam com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta dos membros do PCC circulava desde 2011.

“Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.

“Aí vem o governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”. De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.

No início de 2014, outro evento inacreditável. Um relatório vazado do Ministério Público dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da penitenciária de Presidente Venceslau.

O plano estaria sendo arquitetado há oito meses. Os homens já tinham serrado as grades das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente pintadas. Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia Militar.

O “vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá. No Jornal Nacional, um repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma dele. Diante da falta de ação, era o jeito.

Claro que não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar. Na Jovem Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida”. Para ele, “lamentavelmente, isso acabou vazando.”

Nomeado em janeiro, o secretário de segurança pública Alexandre Moraes é advogado em ao menos 123 processos de uma cooperativa denominada Transcooper, citada em investigações que apuram lavagem de dinheiro do PCC. Em nota, avisou que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia”.

O PCC, hoje, controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba e mantém bases no Paraguai e na Bolívia. Um fenômeno.

Naquele ano de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana. A jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da facção. Irritado, ele se levantou da cadeira e encerrou o papo.

“Esse é um problema do governo estadual. Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau. Bye, bye”, diz. “Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista. Não faz o menor sentido”. A entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre isso”.

O que o PCC levou, de fato, no tal acordo permanece uma incógnita. Geraldo Alckmin, ao menos, vem levando excelentes dividendos políticos com um pacto cujo preço é pago por seus eleitores.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

3 Comentários »

  1. Uma investigação séria nos desgovernos do PSDB, incluindo aí a estadia de FHC no Planalto, daria emprego a mais de 3 Milhões de brasileiros, tal o tamanho e complexibilidade das investigações que não têm muita semelhança com uma auditoria. Nesta investigação, os agentes da autoridade, assim que encontram provas robustas de crime praticado, prendem seu autor e comparsas sem direito a benefício algum que reduza a prisão cautelar. Contratar advogado só depois de terem todos os seus bens confiscados e começariam pela entrega da Embratel, Rede Ferroviária Federal e quantas mais até chegarmos na Companhia Vale do Rio Doce onde a investigação recuaria até aos tempos do Batista, pai do Eike, e de seu grande protetor Zé Ribamar Costa, avançando depois com a prisão de Serra, FHC, Gilmar Mendes e todos que assinaram documentos que viabilizaram a entrega da empresa. A prisão perpétua para todos é considerada muito branda pelo Povo daqui e de outras paragens mais temperdas.
    Chegamos ao estado de S.;Paulo e uma boa tarde dos ladrões já está confinada, mas surgem novas figuras como Geraldo Alckmin e a grande quadrilha de sacrossantos ladrões, todos empossados com pompas de secretários e outros cargos de salários pincepescos. O primeiro grande crime começa com o Banespa, doado ao Santander a troco duma caixinha de 500 Milhões de dólares, mas investigações encontram uma roubalheira desgraçada em tudo que investigam, de presídios, a concessão de rodovias, passando pelo descalabro da educação, saúde e segurança.
    Dos acordos do Alckmin com o Marcola, seria testada a capacidade professional do juiz Sérgio Moro que na melhor das hipóteses acabaria sentado no banco dos réus que nem os outros dois.

    Comentário por pintobasto — 29/07/2015 @ 10:56 pm | Responder

  2. O psdb vai transformar o BRASIL num Mexicão.

    Comentário por Mauro Abdon Palhares — 29/07/2015 @ 3:05 pm | Responder

  3. .

    MARCOLA X PSDB
    .
    Você se lembra e eu me lembro
    Quando o senhor Claudio Lembo
    Assumiu o Governo de São Paulo
    Porque Geraldo Alckmin
    Deixou o cargo para assim
    Concorrer ao Planalto.
    .
    Era o ano de 2006
    E na sangrenta tela da TV
    Víamos cenários de guerra
    Mostrando criminosos soltos
    Incendiando viaturas e ônibus
    Agindo como raivosas feras.
    .
    Adultos e menores marginais
    Matavam os policiais
    Que tentavam conter os ataques
    Que tiveram como saldo
    Um número muito alto
    De anônimos cadáveres.
    .
    Muitas foram as explicações
    Para esclarecer as agressões
    Que o PCC fez contra a sociedade
    Falaram que a transferência de presos
    Teria sido o pavio do enredo
    De tamanhas atrocidades.
    .
    Mas chegou-se à conclusão
    De que o líder da facção
    Vingou-se do Estado
    Porque policiais corruptos
    Usando os seus atributos
    Sequestraram o seu enteado.
    .
    Para contornar a difícil situação
    Houve uma importante reunião
    Entre os dois chefes do poder
    E atrás das grossas e frias grades
    Da cadeia em Presidente Bernardes
    Reuniram-se Marcola e o PSDB.
    .
    Depois de um amplo acordo
    Marcola decretou que todos
    Os bandidos deveriam ceder
    E o Governo em reverência
    Curvando-se abaixou a cabeça
    E pediu a bênção ao PCC.
    .
    Eduardo De Paula Barreto
    29/07/2015

    .

    Comentário por Eduardo de Paula Barreto — 29/07/2015 @ 12:27 pm | Responder


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