Ficha Corrida

06/08/2016

Meritocracia e transparência à moda dos golpistas

Filed under: CGU,Liechtenstein,Meritocracia,Transparência — Gilmar Crestani @ 4:52 pm
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Todo novo ato se reveste de lição para os novos tempos. Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do conceito de meritocracia, Torquato Jardim dá uma aula magna. De brinde, dá um choque de gestão: ensina como se faz aparelhamento do Estado com a cumplicidade da velha mídia e como deve funcionar a transparência made in Paraguai.

Transparência, na novilíngua é traz parente. O Tiririca da Serra, quando fez da esposa Secretária, também mereceu os aplausos do Eliseu Rima Rica… Como se vê, não é uma exceção, é a regra.

Claro, é tudo culpa do Lula…

Ministro da Transparência elimina seleção interna para cargos de chefia

Alan Marques/Folhapress

O ministro Torquato Jardim (Transparência) durante sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

O ministro Torquato Jardim (Transparência) em sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

05/08/2016 16h36 – Atualizado às 19h36

O ministro Torquato Jardim, da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga CGU (Controladoria-Geral da União), revogou a exigência de processo seletivo interno para ocupar cargos de coordenação no órgão.

A decisão de Torquato é de uma portaria da última quarta (3). Por ela, Torquato anulou uma determinação de dezembro do ano passado que estabelecia "processo seletivo interno para nomeação de chefes das unidades da Controladoria Regional da União nos Estados e para coordenadores-gerais da Secretaria Federal de Controle Interno".

Na prática, essa mudança dá ao ministro mais poder político para escolher os coordenadores e retira um crivo técnico do processo.

Já houve reação dos servidores do órgão contra a medida. O Unacon Sindical, sindicato que representa a CGU, anexou a portaria feita por Torquato a uma representação contra ele que o sindicato já havia protocolado na comissão de ética da Presidência, depois que o ministro pediu alinhamento "ideológico" dos servidores que ocupavam cargos de confiança.

Exonerações feitas por Torquato também aumentaram a insatisfação na área técnica.

Logo que chegou, ele removeu o servidor que cuidava dos acordos de leniência. Nesta semana, também exonerou o então secretário-executivo do órgão, que na prática era o segundo na sua hierarquia, Carlos Higino, que estava no posto desde as gestões anteriores, ainda sob o governo Dilma Rousseff.

Procurado, o Ministério da Transparência afirmou que "todas as decisões adotadas pelo ministro Torquato Jardim têm respaldo legal".

04/03/2015

PMDB é a cara do Pedro Simon

cp04032015Pedro Simon é o político mais inútil que já apareceu neste Estado. Ganhou sobrevida porque, nos bastidores, abastecia a RBS com suas fofocas de puteiro. A cara do Pedro Simon pode ser vista nas Presidências do Senado e do Congresso. Nada mais parecido que Pedro Simon que Sarney, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Esta é a cara do PMDB do José Ivo Sartori e do Padilha Rima Rica. É com esta cambada, estas chaves de xilindró que a Dilma terá de enfrentar os golpistas do Instituto Millenium.

Por que a Folha não diz que Renan Calheiros pensa que Dilma é FHC e Janot é o seu Engavetador-Geral. Renan, Cunha, PMDB e velha mídia esperava que Dilma buscasse suspender as denúncias. Dilma não é FHC, por isso Rodrigo Janot não é Geraldo Brindeiro.

Ontem falei do Severino Cavalcanti, que a mídia a oposição enfiou goela abaixo do Lula. Deu no que poderia dar, em corrupção de bagatela. Na segunda gestão da Dilma, a direita impôs um cara que é a cara da direita, corrupção no DNA. Uma direita turbinada pelos holofotes dos golpista incrustrados nas cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS) só podia dar em Eduardo Cunha.

Mesmo com todos os escândalos com participação do PMDB a velha mídia resiste em condenar a agremiação. Ataca no varejo, na bananeira que já deu cacho. Por que não criminalizam o PMDB como fazem com o PT? Por que o PMDB é cara do velho coronelismo eletrônico. O coronelismo que vocifera contra a corrupção no jornal, rádio e tv, onde, nos bastidores, corrompe e é corrompido com o prazer e desenvoltura. O PMDB é mão avançada da corrupção midiática, da corrupção sacoleira, pé de chinelo. A corrupção profissional não é do PMDB. Esta pertence ao PSDB. A corrupção de quebrar banco, de paraíso fiscal, de entrega trilionária, como a Vale do Rio Doce e EMBRATEL, por por cachos de bananas é coisa de profissional. Tem cara de FHC, jamais de Renan Calheiros. Por que o PSDB não ataca o PMDB mas ataca o PT? Por que o PMDB é a mula do PSDB! Os peemedebistas são os aviõezinhos do tráficos PSDBista! É dos farelos desta gangue que os velhos grupos mafiomidiáticos sobrevivem.

É indisfarçável o prazer nos grupos mafiomidiáticos  com as denúncias que pegam os principais líderes do PMDB. Exatamente aqueles líderes que os mesmos grupos turbinaram para derrotarem os candidatos do PT. O PMDB é a cara da velha mídia: hiPÓcrita por fora, podre por dentro.

Até onde se pode ver da lista do Janot, os corruptos da Petrobrás estavam lá desde a época de José Sarney, quando a Globo escalou o porta-voz, Antonio Britto, e o Ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, vulgo ACM. São eles que estão aparecendo nas denúncias. Toda vez que Lula e Dilma tentam fazer uma limpa, lá vem o PIG e seus amestrados falarem em aparelhamento do Estado. Falam em meritocracia, em choque de gestão. Esse é o choque de gestão do PMDB que o PSDB adota e apóia. E que a velha mídia abraça.

Alvo da Lava Jato, Renan retalia e derrota governo no ajuste fiscal

Senador nega medida que taxaria empresas; pedido de inquérito
inclui Cunha, presidente da Câmara, também do PMDB

Peemedebista devolve medida provisória de Dilma que aumentava tributos

Procurador pede ao STF investigação sobre 54 pessoas, incluindo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

DE BRASÍLIA

Incluído na lista de políticos que os procuradores da Operação Lava Jato querem investigar, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), reagiu atacando o governo e barrando uma das principais medidas do ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff.

A retaliação amplia as dificuldades que a presidente tem encontrado para obter apoio no Congresso para as medidas de ajuste, que a sua equipe econômica considera essenciais para equilibrar as finanças do governo e recuperar a capacidade do país de crescer.

Nesta terça (3), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar 54 pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Operação Lava Jato.

Renan foi avisado com antecedência de que seu nome entrara na lista. Seus aliados acreditam que o governo exerceu influência sobre Janot com o objetivo de enfraquecer o PMDB, partido que comanda as duas casas do Congresso e é o principal aliado do PT.

O presidente do Senado reagiu à tarde, determinando a devolução de uma medida provisória que aumentava tributos pagos por empresas de vários setores, apresentada pelo governo ao Congresso no fim da semana passada.

Horas depois, Renan criou outro problema para o governo ao adiar para a semana que vem uma sessão conjunta do Congresso convocada para avaliar vetos da presidente e depois apreciar o Orçamento da União para 2015.

A decisão pode criar novo embaraço para a equipe econômica, que tem feito esforços para recuperar a confiança do mercado financeiro no governo e conta com uma rápida aprovação do Orçamento para alcançar o objetivo.

Além de Renan, a lista de políticos que a Procuradoria pretende investigar inclui o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu para o cargo contra a vontade de Dilma em fevereiro e desde então impôs várias derrotas a ela.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos no STF, analisar os pedidos e autorizar ou não os inquéritos sobre os políticos. Teori não tem prazo para decidir.

A reação de Renan foi a culminação de um processo de irritação que o Palácio do Planalto menosprezou, de acordo com a avaliação de interlocutores da presidente.

O presidente do Senado já havia boicotado um jantar com Dilma na segunda-feira (2) e dado antes declarações negativas sobre o relacionamento do PMDB com os petistas e o Palácio do Planalto.

Como os processos no Supremo estão sob sigilo, ainda não está claro por que a Procuradoria quer investigar Renan. Cunha foi citado por uma testemunha como destinatário de uma remessa de dinheiro do esquema, mas não se sabe se há outros indícios.

Renan é padrinho político do presidente da Transpetro, empresa de transporte de petróleo da Petrobras, Sergio Machado, que se licenciou do cargo por pressão dos auditores externos da estatal.

Questionado sobre o pedido de investigação da Procuradoria na tarde de terça, Renan desconversou: "Não tenho nenhuma informação".

Eduardo Cunha disse ter a consciência tranquila. "Ninguém está imune a absolutamente a nenhum tipo de investigação", disse o peemedebista. "Só não posso deixar que a mentira crie corpo."

O deputado lembrou de um episódio de sua campanha para a presidência da Câmara, quando sugeriu que integrantes da cúpula da Polícia Federal poderiam ter forjado uma gravação para associá-lo à corrupção na Petrobras.

"Eu já fui vítima de alopragem há dois meses e, se essa não foi suficientemente esclarecida, que o seja, e qualquer outra alopragem que possa aparecer estarei pronto para sempre esclarecer." (ANDRÉIA SADI, MARIANA HAUBERT, NATUZA NERY E VALDO CRUZ)

29/12/2014

“Suguem mais um pouco e venham para o nosso lado”

Si vis pacem para bellum, ou em livre tradução tucana: “Suguem mais um pouco e venham para o nosso lado”. Quando Lula ameaçou limpar os dejetos deixados pelo PSDB, a velha mídia golpista abraçou a causa e acusou o golpe: “aparelhamento do Estado”. As tentativas de limpeza barraram na proteção que a velha mídia sempre dá ao PSDB. Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da Petrobrás, ganhou o primeiro cargo com FHC. Precisou chegar Dilma para despacha-lo. Outra, parceira de todas as horas do PSDB, Venina Velosa, está sendo alcovitada pela velha mídia golpista. A partir do momento em que são pegos, basta se voltarem contra o PT para que a velha mídia endosse e passa a beatifica-los.

Depois de fritarem Aécio Neves em banho de pó, já que em São Paulo Cantareira virou pó, a mídia paulista começa a preparar o terreno para sedimentar o caminho de seus pupilos, Geraldo Alckmin ou José Serra. O problema não é só Lula pela frente. O ataque também virá de trás. Será a vez de Aécio mandar O Estado de Minas publicar um artigo para desancar o pó do Sistema Cantareira: Pó pará, governador Geraldo Alckmin… E a Veja ver-se-á na contingência de revidar: São Paulo a reboque, não. Se o Instituto Millenium abraçou com unhas e dentes o Senador com a pior nota de avaliação, com certeza terá menos dificuldade ainda para se assoCIAr aos dois tucanos paulistas.

O problema é que até 2018 não haverá mais revistas nem jornais. A internet estará ainda mais popular e não sobrará pedra sobre pedra. Tudo virará pó! Além do que a operação Mani pulite na Petrobrás poderá catapultar um Silvio Berlusconi para abrilhantar as noites de Bunga Bunga nos trópicos…

29/12/2014 – Ex-Presidente do PSDB telefonava para doleiro Youssef cobrando propinas “atrasadas” da Petrobrás

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O empresário Leonardo Meirelles afirmou, em depoimento na 13ª Vara Federal de Curitiba, que outros políticos do PSDB, além do ex-presidente do partido Sérgio Guerra, receberam dinheiro desviado da Petrobras pela organização do doleiro Alberto Youssef. Meirelles aparece como um dos donos do Labogen, o laboratório usado por Youssef para mandar aproximadamente US$ 130 milhões para o exterior a partir de falsos contratos de importação e exportação.

O empresário falou sobre o suposto envolvimento de políticos do PSDB em perguntas de seu advogado Haroldo Nater durante audiência oficiada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na segunda-feira. O advogado perguntou se outros partidos, além do PP, PT e PMDB foram beneficiados com desvios de dinheiro da Petrobras pelo grupo de Youssef.

– Acredito eu que o PSDB e eventualmente algum padrinho político do passado e provável conterrâneo ou da região do senhor Alberto – disse Meirelles.

Quando o advogado pediu mais detalhes, Moro interveio. Para o juiz, Meirelles não precisaria identificar os personagens sobre os quais estava falando. Se mencionasse o envolvimento de políticos com foro privilegiados, Moro teria que interromper o processo e mandar os autos para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na sequência da conversa, também em resposta a pergunta de Nater, Meirelles confirmou que presenciou uma conversa por telefone entre Youssef e Sérgio Guerra. O ex-senador estaria cobrando uma promessa não devidamente cumprida pelo doleiro.

– Um ajuste, não uma reclamação, de coisas do passado – disse Meirelles.

Em um dos depoimentos da delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que pagou R$ 10 milhões para Sérgio Guerra com o objetivo de esvaziar a CPI da Petrobras em 2009. A CPI, que começou de forma ruidosa para investigar supostas fraudes na construção da refinaria de Abreu e Lima, entre outras obras da Petrobras, terminou sem qualquer resultado concreto. Guerra morreu em março deste ano e foi substituído na presidência do PSDB pelo senador Aécio Neves, candidato do partido à presidência da República. Na semana passada, a direção do partido disse que todas as denúncias têm que ser investigadas.

(Estadão)

Ex-Presidente do PSDB telefonava para doleiro Youssef cobrando propinas “atrasadas” da Petrobrás « Poços10 – Poder e Política

13/09/2014

A ética da malandragem

Collor_de_Mello_Cacador_de_MarajasA partir do momento em que a Constituição obrigou a realização de concurso público pessoas com a ética da Ana Amélia Lemos começaram a bater no servidor público. Houve até uma orquestração da Veja com Globo, RBS e demais membros do Instituto Millenium para eleger o tal de caçador de marajás…

Fazer concurso público para preencher cargos virou aparelhamento do Estado. Quando o marido empregava a mulher para ganhar, por mês, R$ 8.115,00, para não fazer nada, a RBS e seus colegas de Instituto Millenium não tinham fixação no serviço público. Tanto que a RBS terceirizou o pagamento do salário de sua funcionária ao Senado Federal e não se viu na obrigação tornar público esta pilantragem.

Aliás, pilantragem deve ser, a julgar pela prática política de Antonio Britto, Yeda Crusis, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins, a única coisa que se aprende na RBS.  O grupo sempre disposto a apontar o dedo na ferida alheia “não enxerga” o que se passa embaixo do seu nariz.

Vivem acusando Dilma de não saber o que se passa na Petrobrás mas vamos ver dois casos escandalosos nos que estão sempre de dedo em riste para acusar: a RBS, que não via, não sabia o que sua diretora da Sucursal de Brasília fazia. O outro caso aconteceu no Estadão: Pimenta Neves era o Diretor de Redação. Assediava moral e sexualmente a colega de redação, Sandra Gomide. O miopismo da família Mesquita com o que acontecia sob seus olhos resultou no assassinato, pelas costas, de Sandra Gomide, pelo Diretor de Redação.

E um outro caso, ainda mais emblemático. Miriam Dutra, jornalista da Rede Globo, era amante de FHC. E dizia ter dele um filho. A Globo escondeu o fato e escondeu a funcionária na Espanha para não atrapalhar suas relações com o então Presidente. Apesar de ter tantos meios de informar, a Rede Globo se recusou a falar sobre isso. A ironia da história é que os filhos da D. Ruth Cardoso, ex-mulher de FHC, conheciam tão bem o pai que têm que resolveram pedir exame de DNA e aí descobrem que o filho que a Globo e sua jornalista dizerem ser dele, não era.

São estes grupos mafiomidiáticos que querem nos ensinar ética na política, que querem falar aparelhamento do Estado.

Eu sempre suspeito do moralismo exacerbado e a cada dia que passa descubro que as pessoas de dedo em riste para apontar a mazela dos outros, e por isso ocupam espaço na velha mídia, são os piores que existe. Nestas horas, e só nestas horas, lamento que não exista inferno.

Ana Amélia Lemos é da mesma escola, a escola do mau caratismo, de um Pimenta Neves, Lasier Martins, Antonio Britto, Augusto Nunes, Demóstenes Torres, Silas Malafaia, Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Arnaldo Jabor et caeterva…

12/set/2014, 17h31min

Ana Amélia divulga nota mas não explica como conciliava cargo no Senado e emprego na RBS

Ana Amélia Lemos foi a primeira a se pronunciar | Foto: Camila Cabrera/OABRS

Ana Amélia Lemos divulgou nota sobre o emprego no Senado | Foto: Camila Cabrera/OABRS

Ana Ávila

A candidata ao governo do Estado pelo PP, Ana Amélia Lemos, divulgou nota sobre o período em que ocupou Cargo em Comissão no gabinete do marido, o senador biônico Octávio Cardoso, entre 1986 e 1987, ao mesmo tempo em que dirigia a sucursal do Grupo RBS em Brasília. No entanto, na declaração, a candidata não responde a questões como de que modo conciliava os empregos. Desde a tarde de quinta-feira (11), o Sul21 tenta falar com a progressista, mas conseguiu contato apenas com seus assessores e com o presidente do PP, Celso Bernardi. Ana Amélia concedeu entrevistas a outros veículos na manhã desta sexta (12), mas sua assessoria informou que ela está cumprindo agenda de campanha no interior do Estado, e não pode falar com o Sul21.

Leia também:
Ana Amélia foi CC do marido no Senado enquanto era diretora da RBS

Ana Amélia não informou até agora, nem na nota oficial, nem nas declarações à imprensa, como cumpria a carga de 40 horas semanais de trabalho como CC, que deveriam ser atestadas pelo titular do Gabinete, juntamente com a função de diretora da sucursal da empresa de comunicação gaúcha em Brasília.

Questionado sobre o assunto, o presidente o PP, Celso Bernardi, disse que ainda não havia conversado com Ana Amélia, mas falou um pouco sobre o modo como acredita que seja cumprida a carga horária pelos CCs. “Essa exigência de oito horas é meio interessante”, disse Bernardi. “O CC é Cargo em Comissão. Muitas vezes, a pessoa tem escritório fora, trabalha de noite. Por exemplo, o deputado que tem escritório em Porto Alegre, tu achas que oito horas é uma exigência? É muito mais, é a campanha, viajando junto. Eu não sei. Tu estás pegando um ponto que não fazia oito horas. Eu não sei. Na época, quem controlava isso é que tinha que avaliar se a pessoa fazia, ou não fazia”, afirmou o presidente do PP.

Ao ouvir que seria de interesse público saber se o funcionário cumpria as horas pelas quais recebia, Bernardi disse que “desde 1988, foi bem mais assegurado isso aí. Eu não posso avaliar um assunto que aconteceu há 28 anos. Eu não estou em Brasília, eu não estou no Senado”.

Na nota que divulgou nesta sexta (12), Ana Amélia também se refere à Lei do Nepotismo, de 1988, que passou a coibir a prática. “Após a Constituição de 1988 é que foi admitido o impedimento de parentes no setor público! O fato de ter ocupado esse cargo não me proíbe, hoje, de criticar os abusos nessas contratações!”, diz o texto, sem entrar na discussão do aspecto moral.

A candidata afirmou também, em entrevista ao Portal Terra, que não havia incompatibilidade na função que desempenhava: “Fiz uma assessoria com um ‘salariozinho’ para o meu marido. Não havia nenhuma incompatibilidade porque o salário na época era baixo”, disse Ana Amélia. O salário ao qual Ana Amélia se refere era de Cr$ 9 mil, (cerca de R$ 8.115,00 em valores atualizados). A quantia corresponderia hoje a mais de nove salários mínimos regionais.

Segundo Ato da Comissão Diretora do Senado nº12, de 1978, a função de Secretária Parlamentar exercida pela então jornalista tinha como tarefa prestar “apoio administrativo ao titular do Gabinete, preparar e expedir sua correspondência, atender as partes que solicitam audiência, executar trabalhos datilográficos, realizar pesquisas, acompanhar junto às repartições públicas assuntos de interesse do Parlamentar e desempenhar outras atividades peculiares à função”.

Confira a nota na íntegra:

“Na política brasileira, alguns partidos se especializaram em tentar destruir reputações, como ocorreu recentemente com as biografias de dois conhecidos jornalistas. Agora, vasculham minha vida e o que encontram? Trabalho! Um contrato de 1986, no qual prestei por 11 meses assessoria parlamentar no Senado quando era jornalista em Brasília! Naquela época, não havia a tecnologia de hoje e eu fazia pautas e clipagens, que não eram incompatíveis com a minha função na RBS! Após a Constituição de 1988 é que foi admitido o impedimento de parentes no setor público! O fato de ter ocupado esse cargo não me proíbe, hoje, de criticar os abusos nessas contratações! Meu gabinete é a prova que valorizo os CCs porque a maior parte deles está nessa condição! Lembro também que esses cargos não têm direito a FGTS, assistência médica, etc! O que critico é o excesso de CCs no Rio Grande do Sul, pois o atual governo possui 6 mil funções comissionadas! Com gasto mensal de R$ 10,5 milhões mensais, não incluindo aí todas as despesas desse contingente com diárias, telefone e outros gastos inerentes às funções desempenhadas. Em quatro anos, o atual governo terá gasto mais de meio bilhão de reais somente com CCs! Devo ser avaliada pelo meu mandato no Senado e não por um fato de 30 anos que não possui ilegalidade!”

Senador biônico

Octávio Omar Cardoso, marido de Ana Amélia, morto em 2011, era filiado à Arena, partido que dava apoio aos governos da ditadura. Ele foi vereador entre 1950 e 1954, deputado estadual entre 1962 e 1966 e suplente de Nelson Marchezan na Câmara, em 1974. Durante o regime militar, foi suplente do senador Tarso Dutra, em 1978, também ele senador biônico. Em 1983, quando o partido já se chamava PDS, assumiu definitivamente o cargo de senador, após a morte de Dutra. Cardoso foi secretário de Economia do governador Ildo Meneghetti e ocupou diretorias na Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM) e na Caixa Econômica Federal.

A inclusão de um percentual de senadores eleitos indiretamente por colégio eleitoral foi instituída pela chamada Emenda Constitucional n° 8 , de 1977, que também ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos, instituiu governadores e prefeitos biônicos e ampliou o número de deputados federais nos estados menos populosos. O dispositivo garantiu maioria aos militares no Congresso Nacional.

Ana Amélia divulga nota mas não explica como conciliava cargo no Senado e emprego na RBS « Sul 21

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