Ficha Corrida

24/09/2015

Volkswagen, uma marca alemã

Filed under: Choque de Gestão,Meritocracia,Planejamento Alemão,Volkswagen — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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fuscaEstive na Alemanha, uma vez. Não gostei. Nunca fui aos EUA, nem pretendo ir. Tenho amigos que amam a Alemanha e outros que amam os EUA. Depois de três viagens ao exterior, sempre na Europa, voltei gostando ainda mais do Brasil. O complexo de vira-latas é coisa de midiotas. Depois que o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha nosso colonistas deitaram falação, em nostalgia incontida pela blitzkrieg, que a Alemanha venceu porque teve mais organização, enquanto no Brasil fazemos as coisas nas coxas. Tinham razão, pelo menos em parte. Aqui nossa mídia valoriza coxinhas.

O nazismo ganhou proporções na Alemanha, mas nasceu nos EUA. A Inglaterra, aliás, tinha um rei nazista.

O que deve ficar de lição aos midiotas vira-latas, não só em relação à Volks, mas também em relação à SIEMENS, é que a Alemanha não detém o patrimônio da superioridade racial e muito menos da ética.

Para finalizar, não faltará na próxima marcha dos zumbis alguém que seja capaz de dizer que a Volkswagen é do Lulinha ou que a culpa pela corrupção na empresa alemã seja do Lula. Porque para boa parcela dos celerados brasileiros a corrupção só passou a existir no Brasil e só depois que Lula chegou ao poder.

Ah, se meu fusca falasse, ele teria muitos segredos da Volks para contar…

Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega

Crise na montadora pode evoluir para ameaça à economia, dizem analistas.
Volkswagen é um dos maiores empregadores da Alemanha.

Da Reuters

Martin Winterkorn, presidente-executivo da Volkswagen, renuncia (Foto: Alex Domanski/Arquivo Reuters)Martin Winterkorn, presidente-executivo da Volkswagen, renuncia (Foto: Alex Domanski/Arquivo Reuters)

O escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes que envolveu veículos da Volkswagen nos Estados Unidos abalou o establishment corporativo e político da Alemanha e analistas alertam que a crise na montadora pode evoluir para uma ameaça à maior economia da Europa.

A Volkswagen é a maior fabricante de automóveis da Alemanha e um dos maiores empregadores do país, com mais de 270 mil funcionários empregados diretos, sem contar os postos de trabalho nas empresas fornecedoras.

ESCÂNDALO NA VW

Volkswagen é acusada de fraudar testes

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, após o escândalo sobre os testes manipulados de emissão de poluentes, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (23), e agora os economistas estão avaliando o impacto sobre até agora saudável economia alemã.

"De repente, a Volkswagen tornou-se um risco para a economia alemã maior do que a crise da dívida grega", disse à Reuters o economista-chefe do ING, Carsten Brzeski. "Se as vendas da Volkswagen na América do Norte afundarem nos próximos meses, isso causará um impacto não somente para a empresa, mas para a economia alemã como um todo", acrescentou.

A Volkswagen vendeu quase 600 mil automóveis nos Estados Unidos no ano passado, cerca de 6 por cento das 9,5 milhões de unidades vendidas globalmente.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que a companhia pode ser multada em até US$ 18 bilhões, mais do que todo seu lucro operacional do ano passado.

este escândalo não é uma ninharia. A economia alemã foi atingida na sua essência"

Michael Huether, chefe do instituto econômico IW da Alemanha

Embora tal multa possa ser coberta com os € 21 bilhões (US$ 24 bilhões) que a companhia tem em caixa, o escândalo tem gerado temores de grandes cortes de empregos.

A preocupação mais ampla para o governo alemão é que outras montadoras como a Daimler e BMW possam sofrer consequências da catástrofe da Volkswagen. Não há nenhuma indicação de má conduta por parte das duas empresas e alguns analistas dizem que um impacto maior seria limitado.

O governo alemão disse na quarta-feira que a indústria automotiva permanece um "pilar importante" para a economia, apesar do agravamento da crise em torno Volkswagen.

Mas analistas alertam que é exatamente essa dependência do setor automotivo que pode gerar uma ameaça para uma economia que deve crescer 1,8% este ano. A Alemanha já está tendo que enfrentar a desaceleração da economia chinesa.

"Se as vendas de automóveis caírem, os fornecedores também seriam afetados e com eles toda a economia", disse à Reuters o especialista do setor automotivo do instituto DIW, Martin Gornig.

Em 2014, cerca de 775 mil pessoas trabalhavam no setor automotivo alemão — quase 2% de toda a força de trabalho do país.

Além disso, automóveis e autopeça sãos os produtos de exportação de maior sucesso da Alemanha. O setor exportou no ano passado US$ 225 bilhões, sendo responsável por quase um quinto do total das exportações alemãs.

"É por isso que este escândalo não é uma ninharia. A economia alemã foi atingida na sua essência", disse Michael Huether, chefe do instituto econômico IW da Alemanha.

Economia – Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega

 

Volkswagen reconhece que adulterou 11 milhões de carros em todo o mundo

Fabricante de automóveis implantou um sistema para escapar de controles ambientais

Luis Doncel / Álvaro Sánchez Berlim / Madri 22 SEP 2015 – 19:47 BRT

O escândalo pela fraude coletiva com a qual a Volkswagen (VW) tentava evitar os limites a emissões poluentes aumenta a cada dia. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa, que no primeiro trimestre do ano vendeu mais de 5 milhões de veículos – número que a colocou na liderança mundial –, reconheceu que o software com o qual tentava enganar autoridades ambientais sobre as emissões de seus carros a diesel pode afetar 11 milhões de automóveis em todo o mundo. Até agora falava-se em 482.000 carros vendidos nos Estados Unidos.

As revelações dos últimos dias tiveram suas primeiras consequências econômicas. Depois de caírem 18,6% na Bolsa de Frankfurt na segunda-feira, as ações da Volkswagen operavam em queda de mais de 20% nestas terça-feira. A empresa com sede em Wolfsburgo, cujo valor de mercado era de 77,8 bilhões de euros na última sexta-feira, perdeu 26,45 bilhões de euros em apenas dois dias. Além disso, a montadora acaba de anunciar uma reserva de 6,5 bilhões de euros para possíveis futuras perdas. Um número que parece otimista diante das últimas revelações.

O presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, venceu há cinco meses uma disputa pelo poder com o patriarca e neto do fundador da empresa, Ferdinand Piëch. Mas agora é Winterkorn quem está em uma situação insustentável. Tudo estava preparado para que, nesta próxima sexta-feira, seu contrato fosse prorrogado por dois anos. Mas o enorme escândalo, que ameaça prejudicar a fama não só da Volkswagen como também de toda a indústria automobilística alemã, pode acabar com sua carreira. O jornal Tagesspiegel, que cita fontes do conselho de supervisão, informa que Winterkorn será substituído nesta sexta pelo chefe da Porsche, Matthias Müller.

"Investigações internas mostram que o software também estava presente em outros veículos a diesel do grupo", afirma o comunicado da empresa, dona de outras marcas, como Audi, Skoda, Seat e Porsche.

A Alemanha, a França, a Itália e a Coreia do Sul anunciaram que farão uma revisão nos veículos para conhecer o alcance da fraude. Já a Comissão Europeia afirmou, nesta terça-feira, que ainda é cedo para estabelecer "medidas de vigilância imediatas" na Europa, após a revelação de que a Volkswagen falsificou os controles. A montadora se defende dizendo que abordará as investigações com a máxima transparência e que não irá tolerar nenhuma violação das leis.

O sistema implantado pela Volkswagen em seus veículos era capaz de detectar o momento em que os carros estivessem sendo submetidos a testes por parte das autoridades. O sistema possuía um mecanismo interno de limitação de gases contaminantes que permitia ao veículo passar no teste. Uma vez terminada a prova, o mecanismo se desativava e o carro passava a liberar gases poluentes durante seu uso cotidiano.

Escândalo: Volkswagen reconhece que adulterou 11 milhões de carros em todo o mundo | Internacional | EL PAÍS Brasil

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