Ficha Corrida

24/12/2015

Falha de São Paulo

fsp 24122015Neste ano de 2015, muitos foram os problemas enfrentados por todos os governos estaduais. Quase todos ganharam manchetes negativas da Folha, nenhuma contra o PSDB. E não faltaram motivos.

A começar pelo racionamento d’água em São Paulo, que nas internas a Folha chamou de crise d’água, e assim a Folha terceirizou a culpa ou a São Pedro ou ao PT. Da mesma sorte, não faltaram problemas no Paraná, onde a parceria do Beto Richa com Fernando Francischini conseguiram uma façanha de violentarem mais de 200 professores. Nenhuma capa incriminadora.

Voltando a São Paulo, violência contra alunos. As milícias treinadas pelo PCC e a serviço do soldado da Opus Dei baterem sem dó nem piedade nos alunos que se manifestavam contra o fechamento de suas escolas. Unindo as duas ações não estava apenas a mesma sigla, mas também o mesmo método e com o mesmo sentido: atingir de forma implacável que as pessoas tenham acesso à informação. O PSDB demonstrou com estas ações que odeia quem tenha discernimento.

O retrocesso educacional é uma política de estado do PSDB pelo menos desde que FHC ocupou por dois mandatos o Governo Federal. Todos os que não sejam completos midiotas amestrados devem saber que foi FHC que proibiu a criação de Escolas Técnicas, impediu a renovação das Universidades e impôs o PDV. Com o dinheiro economizado, investiu no PROER. No RS, Yeda Crusius, que conseguiu o pior governo que este Estado já teve, tentou fechar, com a parceria da RBS, a UERGS, criada pelo Olívio Dutra.

As tentativas de destruir as instituições que podem melhorar o país contaram sempre com as bênçãos da Veja, Folha, Estadão, Rede Globo & RBS. Estas cinco irmãs se fundem e se confundem ideologicamente com o PSDB. Se acham escolhidos por direito divino para conduzirem os destinos do Estado, por isso nunca perdem uma eleição: pra velha mídia e o coronelismo do PSDB e aliados ou eles ganham ou são roubados. Não é sem motivo que ao longo de mais de 20 anos de PSDB em São Paulo a única iniciativa que não mudou foi o de distribuir milhares de assinaturas da Veja, Folha, Estadão para as escolas públicas.

E para se colorarem no governo se unem e com eles toda sorte de milícias. Eduardo CUnha, por exemplo, não passa de um chefe de milícia. A mesma milícia que atacou Guido Mantega e agora Chico Buarque, um bando de desocupados que são diuturnamente excitados pela mídia golpista. Nem as famigeradas milícias da SS ou do fascismo usaram de tanta violência contra pessoas honestas. Ninguém viu eles molestarem bandidos como Marcola ou o próprio Eduardo CUnha. No entanto, a velha mídia preferiu jogar seu manto protetor aos fascistas e responsabilizou a vítima, Chico. Como sempre, os jornais ficaram ao lado dos bandidos.

A manchete da Folha desta véspera de Natal explica o critério que norteia o jornalismo dos Frias. Ataca e busca denegrir, nem importa se com ou sem razão, o Rio de Janeiro. Por quê? Por que o Rio de Janeiro jogou ao mar Eduardo CUnha. O PMDB do Rio abandonou o arauto da moralidade que subia aos píncaros da glória com sua louca cavalgada para tirar Dilma e colocar em seu lugar o Napoleão das Alterosas. Bastou aos peemedebistas do Rio tirarem os votos do Eduardo Cunha que a Folha se volta contra o Rio. Não fossem estes motivos, a Folha teria dado o mesmo tratamento nem digo aos governos de São Paulo e Paraná, mas ao governo do RS. Também o Tiririca Gaudério é peemedebista como Pezão. A diferença está em que José Ivo Sartori, como todo ventríloquo da RBS, esteve e, diferentemente de Pezão, está com Aécio Neves.

Nem todo mundo é um midiota que compra versão pronta e acabada. Antes de engolir tudo o que estes grupos mafiomidiáticos tentam nos impingir como oráculos temos de nos lembrarmos que eles sempre estiveram ao lado da plutocracia e contra os avanços sociais. Eles não praticam jornalismo, mas lumpenjornalismo. Os Associados do Instituto Millenium, como a SIP, têm uma única preocupação: manter o controle do Estado para garantir enriquecimento e poder, não necessariamente nesta ordem.

24/11/2015

Jornalixo

jornalismo_independenteO jornalixo praticado no Brasil não nasceu espontaneamente. É de caso pensado  e amestrado com mão de ferro. E a seleção acontece de tal forma que o casamento da genuflexão com o arriamento das calças se dá de forma natural e espontânea. Arriar as calças pra que o patrão se sirva é o traço comum encontrado nas redações dos assoCIAdos do Instituto Millenium. Na Folha, por exemplo, só o patrão pode falar mal do Aécio. Mas só quando isso pode favorecer algum correligionário da Judith Brito do PSDB paulista.

Como hoje, em editorial, a Folha abordou o que seus articulistas não têm culhão para publicarem: MPF/PF e Judiciário são parceiros passivos do PSDB. É mais fácil uma tartaruga chegar em Marte que o Mensalão do PSDB ou mesmo o Tremsalão sejam julgados antes da prescrição. A Argentina investigou, processou e puniu os bandidos da ditadura. Aqui, graças ao hímen complacente de parcela do MPF/PF e Judiciário, Brilhante Ustra morreu inocente. Paulo Malhães, mesmo admitindo os crimes praticados na ditadura, jamais foi processado. Aqui, um candidato notadamente toxicômano, não só não sabe perder, como põe em cheque, com o apoio ostensivo da mídia, a credibilidade do TSE.

No Brasil, um empresa de comunicação pode pagar R$ 11 milhões para sonegar  R$ 110 milhões e não aparece ninguém para dar nome aos bois. No Brasil, todo investigado ou é filho, nora ou amigo do Lula. Paulo Preto e Zezé Perrella não são amigos de ninguém… Deve ser por isso que não são investigados. É muita hiPÓcrisia!

A nossa imprensa é abjeta porque seus parceiros, desde seus finanCIAdores ideológicos, às autoridades com quais mantém uma relação de mancebia, são abjetos.

Vale para as relações da imprensa o que se diz das más companhias: as más companhias tem o costume de andar com as más companhias…

 

Que redação teria peito para repudiar um editorial como fizeram os argentinos? Por Paulo Nogueira

Postado em 24 nov 2015 – por : Paulo Nogueira

Jornalista é jornalista, dono é dono: o protesto da redação do La Nación

Jornalista é jornalista, dono é dono: o protesto da redação do La Nación

Viralizou nas redes sociais uma foto em que jornalistas do diário argentino La Nación manifestam sua rejeição a um editorial.

Nele, os donos do jornal sustentam que é hora de perdoar, ou coisa parecida, os militares que cometeram atrocidades durante a ditadura.

A redação se incomodou. O repúdio se espalhou e disso resultou uma imagem épica, na qual os jornalistas aparecem com cartazes em que dizem o que pensam.

Nas redes sociais no Brasil, a pergunta que mais se fez foi esta: você consegue imaginar isso na Folha, no Globo ou em qualquer redação?

Claro que não.

Minha hipótese é que o similar brasileiro seria uma foto na qual os jornalistas diriam em cartazes: “Eu apoio o editorial!” (Com exclamação, provavelmente.)

Isso mostra quanto as redações brasileiras foram aparelhadas pelos donos e seus prepostos.

É uma lástima, uma vez que se perde o debate de ideias e visões que mesmo na ditadura militar vigorava nas redações. É destruído, também, um certo equilíbrio de forças do qual o beneficiário foi sempre o leitor.

A situação clássica no jornalismo, no Brasil e em qualquer parte, é mais ou menos a seguinte. Os donos são conservadores, por razões óbvias. E os jornalistas são progressistas, por motivos igualmente óbvios.

Internamente, os dois lados esgrimam em torno de seu pensamento. Uma síntese sai daí.

Alguns casos notáveis: a Folha nos anos 1970, quando teve no comando da redação o jornalista Claudio Abramo, de esquerda. Claudio negociava o espírito do jornal com Frias, de direita.

Durante muitos anos, a coexistência na Folha de duas mentalidades tão diferentes em posições-chave resultou num jornal interessante. A Veja no período Mino Carta-Civitas é outro bom exemplo.

Mas o que se viu nos últimos anos foi a virtual eliminação do progressismo nas redações.

Começou com os diretores – não mais Claudios, não mais Minos. E seguiu pelos escalões inferiores.

Os colunistas, hoje, repetem as opiniões dos donos. Todos falam, basicamente, as mesmas coisas. Você lê um e não precisa ler os outros.

E os repórteres publicam o mesmo tipo de vazamento, sempre contra aqueles dos quais seus patrões não gostam.

Há histórias icônicas. O diretor de mídias digitais da Globo, Erick Bretas, é mais Marinho que a família Marinho. Em sua conta no Facebook, ele convocou os seguidores a aderir às manifestações pelo golpe no auge delas. Bretas avisou que iria para a rua, e colocou como avatar no Facebook esta frase sepulcral: “Game Over”.

Acabou, numa tradução livre. Quer dizer, Bretas derrubou Dilma alguns meses atrás.

Este tipo de jornalista patronal ocupou as redações. São centenas de Bretas que diariamente produzem o conteúdo que chegará ao público da grande mídia.

É dentro desse quadro que se instalou o desequilíbrio que marca hoje jornais e revistas.

Já não há confronto de ideias. Vigora uma ideia única, a dos donos.

A foto da redação do La Nación mostra que na Argentina é outra a realidade – e muito mais arejada.

Existe algo de profundamente errado numa redação em que o repórter acha exatamente as mesmas coisas que o dono.

E é isso o que acontece nas redações brasileiras.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Que redação teria peito para repudiar um editorial como fizeram os argentinos? Por Paulo Nogueira

22/10/2015

Jornalismo de aluguel

Temos um notório corrupto na Presidência da Câmara, mas a Folha entende que não vem ao caso. Prefere não desviar o foco de seu ódio eterno, Lula. Apesar de todas as provas contra Eduardo CUnha, a Folha ainda não fez uma boa reportagem explicando aos brasileiros o histórico deste filhote de PC Farias. As relações de Lula e Dilma estão em abalo sísmico, mas as revelações da Suíça a respeito da corrupção do Eduardo Cunha não provoca nem coceira no jornalixo da Folha.

folha spA Folha de São Paulo mantém-se na cruzada de caça ao Lula. E para isso não medem esforços exatamente porque faz jornalismo sem escrúpulos. As contínuas e sucessivas tentativas de contraporem Lula e Dilma baseia-se exclusivamente na fonte dos desejos. Não há nunca um único fiapo de prova. Pior, os fatos provam exatamente o contrário, mas para o jornalismo de aluguel do golpe paraguaio, se os fatos não estiverem de acordo com as intenções golpistas pior para os fatos.

Alguém consegue imaginar jornais alemães vinculando os crimes praticados pela Volks ao governo da Angela Merkel. Alguém vinculou à famiglia Mesquita o assassinato da jornalista Sandra Gomide pelo Diretor de Redação do Estadão, Pimenta Neves?! Alguém cobra a família Sirotsky pelo estuprador de Florianópolis? Alguém cobra da Rede Globo por abrigarem em seu seio inveterados consumidores de cocaína? Ou o consumo de cocaína não alimenta o narcotráfico?

Então estamos assim, o ex-presidente FHC admite que não só sabia da corrupção na Petrobrás como nada fez para punir os corruptos como pretendia usar a corrupção para vender a empresa. Chegou a dar o primeiro passo, transformando para Petrobrax. A corrupção no governo FHC chegou a provocar pelo menos uma morte, a de Paulo Francis.

O ódio ao PT, Lula e Dilma se inscreve ao fato de adotarem, em termos de combate à corrupção, uma política bíblica de não deixar “pedra sobre pedra”. Dá para ver a diferença ou precise que desenhe?!

Aliados de Lula reprovam frase de Dilma Rousseff sobre corrupção

POR PAINEL – 22/10/15 02:00

Abalo sísmico Pegou muito mal no Instituto Lula o bate-boca de Dilma Rousseff com o chefe da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para interlocutores do petista, a frase “meu governo não está envolvido em escândalo de corrupção”, proferida pela presidente da República em resposta ao peemedebista, soou como indireta à gestão de seu antecessor. As irritações de Lula com sua sucessora há muito deixaram de ser segredo. Mas o episódio tende a ampliar a fissura na relação entre criador e criatura.

Temperatura Um petista de São Paulo assim resumiu o humor no partido sobre a declaração de Dilma: “O cara no meio de uma saraivada, e ela parece jogar o tema da corrupção no colo dele”.

16/10/2015

O Globo já não choca o ovo, compra a serpente

ovo da serpenteÉ impressionante a fábrica de bandidos que os velhos grupos de mídia teimam em popularizar. Dia após dia, como na fábula da rã e do escorpião, a natureza peçonhenta dos assoCIAdos do Instituto Millenium teima em se fazer presente.

Pode-se perdoar Eduardo CUnha por ser um político sem escrúpulos, é da natureza da política.

Pode-se perdoar Marcola pelo tráfico, ele é traficante.

Agora, porque perdoar jornalista que pratica crime, se a profissão dele não é o crime?

Não tenho e menor dúvida, o ódio a Lula, Dilma e ao PT é criação das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) que diuturnamente disseminam preconceito, mentiras e ódio.

Ou o Brasil elimina as serpentes, ou elas desovarão víboras ainda mais peçonhentas das que já infestam as redações.

Filho de Lula prepara ação contra Globo e colunista

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O motivo: não há, na delação premiada do lobista Fernando Soares, nenhuma referência ao nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula; em sua estreia no jornal O Globo, no último domingo, o colunista Lauro Jardim, egresso de Veja, cravou que "Lulinha" era um dos alvos de Fernando Baiano, como suposto beneficiário de pagamentos de R$ 2 milhões; por meio de seus advogados, ele pediu que fosse apresentada a delação – o que o colunista se negou a fazer; agora, o próprio jornalista encampa uma nova versão: a de que os R$ 2 milhões teriam sido pagos à esposa de Fábio Luís, uma das quatro noras de Lula; "requeremos a íntegra da delação não porque tenhamos qualquer preocupação com seu teor, mas apenas para instruir as ações judiciais", diz o advogado Cristiano Zanin Martins, que representa Fábio Luís

16 de Outubro de 2015 às 17:59

247 – A estreia retumbante do colunista Lauro Jardim no jornal O Globo renderá processos judiciais contra o jornalista e a publicação. O motivo: ao contrário do que foi noticiado no último domingo na capa do periódico (relembre aqui), o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, não fez qualquer menção ao nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, em sua delação premiada homologada pelo ministro Teori Zavascki.

Baiano citou, de fato, o nome do pecuarista José Carlos Bumlai, tido como amigo pessoal do ex-presidente Lula. Nesta sexta-feira, em sua manchete, a Folha de S. Paulo noticiou que Baiano teria mencionado um suposto pagamento pedido por Bumlai para uma "nora do ex-presidente Lula". No entanto, não foi feita qualquer referência ao nome de Fábio Luis.

Nesta sexta-feira, Lauro Jardim tentou consertar o erro do último domingo, com a seguinte nota:

Renata, a nora de Lula citada na delação premiada de Fernando Baiano é a mulher de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Lula tem três noras e Baiano não dá, em sua delação, o nome de quem seria a beneficiária do pedido supostamente feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai.

Mas pelo relato do caso, ou seja, o dinheiro serviria para quitar dívidas de um apartamento, quem conhece a família não tem dúvida em apontar a mulher de Lulinha como a nora referida.

Como se vê, é uma informação bem diferente da publicada no último domingo, em que o colunista cravava que "Lulinha era um dos alvos":

Delação explosiva

"Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita na sexta-feira pelo ministro Teori Zavascki. O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Baiano contou que pagou despesas do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca. A propósito, quem teve acesso à delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano. O operador admite ter relações com o presidente da Câmara, mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

Fábio Luis garante que nem sequer conhece Fernando Baiano. Seu advogado, Cristiano Martins, afirma que pediu acesso ao inteiro teor da delação do lobista não porque tenha qualquer preocupação com seu teor. "Queremos os documentos apenas para instruir as ações judiciais contra quem difundiu informações falsas e levianas", disse ele.

Leia, abaixo, a nota divulgada pelo advogado de Fábio Luis:

Diante do ataque sistemático à honra e reputação do sr. Fábio Luís Lula da Silva, sua defesa requereu na data de hoje (16.10) ao Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, acesso à íntegra da delação premiada do lobista Fernando Soares. 

A providência tem por objetivo instruir ações que serão promovidas contra os que, pela imprensa, encabeçaram a divulgação, desde o último dia 11, de notícias falsas sobre pagamentos de contas de nosso cliente pelo citado delator.

De forma sistematizada, põe-se em pé uma operação jornalística que, a cada dia, coloca na mira de suas manchetes o personagem da vez, eleito alvo da ofensa. Surge, agora, uma entidade primeiramente nominada a “nora de Lula". Após 24h, divulga-se que a “nora” citada é a mulher do sr. Fábio Luís, sob o alegado argumento de que “quem conhece a família não tem dúvida em apontar” sua esposa.

A verdade não pode estar no mero repasse de informações fornecidas e colhidas a bel prazer, pingadas a conta-gotas de uma delação sob sigilo, que, a cada dia, muda sua versão dos fatos, para tornar mais verossímil a narrativa. O que se identifica são irresponsáveis ilações daqueles que foram, depois, desmentidos no decorrer do processo.

Filho de Lula prepara ação contra Globo e colunista | Brasil 24/7

15/10/2015

Reporcagem da Folha desafia a lógica mais elementar

folha1Em sua louca cavalgada em direção ao golpe paraguaio contra Dilma, a Folha desafia a lógica. Deu-se o mesmo no governo Lula quando da defenestração do Severino Cavalcanti. Ambos, Eduardo CUnha e Severino Cavalcanti, só chegaram à Presidência da Câmara graças ao apoio ostensivo dos assoCIAdos dos Instituto Millenium aos seus midiotas do PSDB/DEM.

Eduardo CUnha é um produto exclusivo dos golpistas da mídia e de uma oposição com síndrome de abstinência eleitoral. Capitaneando todos, o Napoleão das Alterosas e seu mentor, FHC. Carlos Sampaio e Paulinho da Força Sindical são meros estafetas. Eduardo Cunha não só não foi apoiado pelo PT como é o condutor de todas as iniciativas do “quanto pior melhor” exatamente para destruir o Governo Dilma.

A marotagem da Folha tem nome: Judith Brito!

Então que dizer que logo agora que o STF interrompeu a marcha golpista do melhor  amigo da Rede Globo, que está nas cordas jogado pela Suíça, Dilma salvaria o herói do MBL e da marcha dos zumbis? Ora, Dilma não move um dedo sequer para salvar seus próprios correligionários, porque o faria para salvar um crápula, o maior dentre todos os que se aliaram aos grupos mafiomidiáticos exatamente para golpea-la?!

A Folha deveria era perguntar ao MPF por que ainda não pediu a prisão da mulher do Eduardo Cunha. Cobrar do MPF porque, por mera semelhança, pediu a prisão da cunhada do Vaccari mas nada fazem  com aquela cujas provas já foram produzidas pela Suíça e encaminhadas prontinhas ao Brasil? Seria porque o MPF, sob o guarda-chuva da velha mídia, virou um imenso Rodrigo de Grandis?! Todo mundo sabe que hoje o esporte mais popular no MPF é caça ao Lula Gigante. Deve ser por isso que não pediram a prisão preventiva de Eduardo Cunha.

Cunha negocia acordo com governo para salvar mandato

A contrapartida do peemedebista seria barrar os pedidos de impeachment

Apesar da desconfiança mútua, os dois lados avaliam que precisam de um acerto para sobreviver à crise

DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o governo negociaram os termos de um acordo para de um lado, salvar o mandato do deputado e, de outro, evitar um processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Cunha e assessores presidenciais vinham ensaiando essas negociações nos últimos dias. Nesta quarta (14), elas foram acertadas na busca do que é classificado, dentro do governo, de um "armistício" visando tirar a temperatura da crise política.

O acordo tácito foi tema de um almoço entre o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e gira em torno de dois pontos básicos.

O primeiro é a garantia pelo governo e pelo PT de que o Conselho de Ética não vai aprovar um parecer pela cassação de Cunha. O pedido, feito pelo PSOL e pela Rede e assinado por 34 dos 62 petistas, começará a tramitar no final do mês no colegiado.

O segundo é que o presidente da Câmara, do seu lado, deixaria de tomar decisões sobre pedidos de impeachment contra a petista, inviabilizando a tramitação de processos do gênero.

O almoço entre Temer, Cunha e Renan foi realizado depois que o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) pediu ao vice que ajudasse numa aproximação com o presidente da Câmara. Durante o encontro dos peemedebistas, Cunha teria dito que não tem "nenhum interesse" em sacrificar Dilma se o PT também não sacrificá-lo no Congresso.

Um assessor do governo disse à Folha que as negociações não visam fechar um acordo formal, o que seria impossível politicamente, mas uma "trégua ou armistício" para acalmar os ânimos. E, alguns reconhecem, é um acordo que pode ter vida curta dependendo do que vier pela frente contra ambos.

À noite, Temer relatou a Wagner a conversa com Cunha. Apesar da desconfiança mútua, os dois lados avaliam que, neste momento, precisam desse acordo para sobreviverem politicamente. Até o ex-presidente Lula, um dos entusiastas da tática de não agressão à Cunha, desembarcou em Brasília para traçar estratégias visando barrar um eventual impeachment.

Nas palavras de um assessor palaciano, o "patrimônio de Cunha hoje é não decidir nada" sobre o impeachment. Do lado do peemedebista, a avaliação é que, pela primeira vez, ele precisa buscar confiar no governo, com o qual esteve em guerra, para não ter seu mandato cassado.

O governo, com o PMDB, tem maioria para travar a tramitação de um processo de cassação no Conselho de Ética. O órgão tem 21 integrantes, sendo 9 do bloco comandado pelo PMDB. Somados os 7 do bloco liderado pelo PT, há número suficiente para barrar o processo contra o peemedebista.

Cunha tem apelado a aliados e ao governo para que não seja aprovada a sua cassação no colegiado. O parecer do conselho, aprovando ou rejeitando a cassação do deputado, precisa ser submetido ao plenário da Casa, em votação aberta, de qualquer maneira.

Mas, na avaliação de aliados de Cunha, se o colegiado votar contra a cassação, há mais chances de o plenário fazer o mesmo. Para que haja a cassação, é preciso apoio de pelo menos 257 dos 512 colegas de Cunha na Casa.

O presidente da Câmara é acusado de integrar o esquema de corrupção na Petrobras, sob suspeita de ter recebido dinheiro de propina em contas secretas na Suíça. Em depoimento à CPI sobre a estatal, ele negou ter dinheiro no exterior. Se ficar comprovado que Cunha mentiu aos colegas, sua situação se agravará.

Nas tratativas sobre o acordo, segundo assessores presidenciais, o peemedebista foi avisado de que o governo não tem condições de oferecer ajuda para barrar processos contra ele no STF ou no Ministério Público.

Cunha também pressiona Dilma a demitir o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). A petista, porém, resiste a afastar seu auxiliar.

Resultado dessas negociações, líderes petistas já estão articulando para que o partido não feche questão no Conselho de Ética sobre o processo de Cunha. Questionado nesta quarta sobre as negociações com o governo, Cunha disse que não "há nem guerra nem trégua" com nenhum dos lados. (RANIER BRAGON, DÉBORA ÁLVARES, MARINA DIAS, GUSTAVO URIBE E VALDO CRUZ)

14/10/2015

Folha já tratava impeachment como jogo jogado

OBScena: flagrante do momento em que, logo após soltar nota contra Eduardo CUnha, os taradinhos do impeachment se reúnem com o condutor do golpe paraguaio no Clube dos Cafajestes.

Embusteiro da FolhaA manchete de capa da Folha de São Paulo é uma confissão de jogador viciado: “Decisões do STF embaralham rito do impeachment de Dilma”. Esconde dois embustes e revela a a tradição de proteger mau caráter.

Primeiro embuste é que se trata a destituição de um Presidente eleito com mais de 54 milhões de votos, contra a qual não pesa a denúncia de um único crime. Não é um conto de gata borralheira e o Planalto não é um sapatinho de cristal.

O segundo embuste da Folha consiste em querer fazer crer aos seus midiotas que o Supremo, ao apontar o blefe do Eduardo CUnha, fez chicana. Depois que a oposição deu as cartas a público, correu à privada. A nota contra Cunha era mais suja que o papel higiênico deixado no chão do puteiro. A Folha desvia o foto como parte do jogo de cena, a tentativa de blefe do Carlos Sampaio revelada pelo Estadão.

O comportamento açodado dos taradinhos do impeachment revela a atualidade da velha lição do gaúcho Pinheiro Machado: "Nem tão devagar que pareça afronta, nem tão depressa que pareça medo!"[7] A rapidez com que correram à alcova do varão de Plutarco, Eduardo CUnha, é prova suficiente do jogo de cartas marcadas.

O que o Supremo diz é que até na suruba há de manter boa aparência. Por exemplo, não se deve sair correndo com a “camisa fora das calças”…

Cada sujeira a seu tempo. Fica para outra ocasião uma leitura semiótica das razões, sempre revelando ódio, que levam a Folha a botar na capa esta imagem do Lula.

1528754Supremo trava marcha do impeachment na Câmara

Tribunal suspende regras definidas por Cunha para encaminhar denúncias

Decisão ajuda Dilma a ganhar tempo para defender seu mandato e atrapalha estratégia adotada pela oposição

MÁRCIO FALCÃOMARINA DIASVALDO CRUZDE BRASÍLIA

O Supremo Tribunal Federal freou a estratégia traçada pela oposição com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para deflagrar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Em três decisões de caráter provisório, os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber suspenderam nesta terça-feira (13) a aplicação das regras estabelecidas por Cunha para dar andamento aos pedidos de afastamento de Dilma.

Com isso, a presidente poderá conseguir mais tempo para articular politicamente a defesa do seu mandato.

Até a manhã desta terça, o cenário considerado mais provável pelos políticos para o andamento do impeachment era uma manobra conjunta da oposição e de Cunha.

O plano era usar um pedido apresentado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal. Cunha arquivaria a petição, para não deixar suas digitais na iniciativa, e em seguida a oposição recorreria ao plenário da Câmara para dar andamento ao processo.

Os procedimentos para a execução desse roteiro foram definidos por Cunha em setembro, mas deputados governistas recorreram ao STF contra alguns dispositivos.

Os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber acolheram as ações dos governistas, aceitando o argumento de que Cunha inovou em relação ao que está disposto na Constituição, na lei dos crimes de responsabilidade e no Regimento Interno da Câmara.

As regras para o impeachment já foram aplicadas contra o ex-presidente Fernando Collor (1990-1992). No entanto, há detalhes sobre os quais nem o Regimento Interno da Câmara é considerado claro.

Entre as questões formais levantadas está, por exemplo, o prazo de cinco sessões para apresentação do eventual recurso ao plenário da Câmara. As regras definidas por Cunha também permitem que ele interfira na comissão especial encarregada de analisar um pedido de impeachment admitido pela Câmara.

Outro procedimento que desperta dúvidas é a inclusão de novos argumentos nos pedidos de afastamento. A oposição pretendia acrescentar irregularidades atribuídas a Dilma em 2015 na peça de Bicudo, Reale Jr e Paschoal.

DÚVIDAS

Em sua decisão, Teori disse que o rito de impeachment não é apenas uma questão interna da Câmara. O ministro disse ter concedido a liminar para evitar "a ocorrência de possíveis situações de dano grave à ordem institucional".

"Em processo de tamanha magnitude institucional, que põe a juízo o mais elevado cargo do Estado e do governo da nação, é pressuposto elementar a observância do devido processo legal, formado e desenvolvido à base de um procedimento cuja validade esteja fora de qualquer dúvida de ordem jurídica", disse.

Weber escreveu que sua decisão teve o propósito de determinar a Cunha "que se abstenha de receber, analisar ou decidir qualquer denúncia ou recurso contra decisão de indeferimento de denúncia de crime de responsabilidade contra presidente da República com base naquilo em que inovado [em relação à lei]".

Segundo a Folha apurou, a interpretação dos ministros chegou a ser contestada internamente no STF. Teori, no entanto, disse a interlocutores que as deliberações não pretenderam impedir a Câmara de analisar os pedidos de impeachment, mas assegurar que a medida siga a lei.

POSSIBILIDADES

Segundo ministros do Supremo ouvidos sob a condição de anonimato, uma saída para retomar a articulação pelo impeachment seria a apresentação de um novo pedido, em vez de aditamentos a pedidos já apresentados.

Ao presidente da Câmara ainda resta a possibilidade de aceitar um pedido seguindo o procedimento adotado no caso Collor. Ele decidiria sozinho e encaminharia o pedido a uma comissão especial.

Em qualquer situação, Dilma só será afastada se a abertura do processo de impeachment for aprovada por ao menos 342 dos 513 deputados federais. Se isso ocorrer, a presidente será processada e julgada pelo Senado, que terá 180 dias para decidir o caso.

14/09/2015

José Serra detona Alckmin

Há, na denúncia que a Folha publicou ontem, as digitais do José Serra. É o mesmo tipo de denúncia que fez o Mauro Chaves no Estadão: “Pó pará, governador”, para detonar o então concorrente do Serra dentro do PSDB.  Se isso tudo já é muito, não é tudo. Não foi muito diferente do Caso Lunus, não é? Este é o método José Serra de detonar potenciais concorrentes.

Consegues imaginar o que faria José Serra com o poder de Presidente?!

E então Alckmin pôs meio milhão na “Caviar Lifestyle” de João Doria. Por Kiko Nogueira

Postado em 13 set 2015 – por : Kiko Nogueira

Eles

Eles

Caviar Lifestyle.

Conhece?

Oficialmente, é uma revista lançada em agosto. Fala de “gastronomia e luxo elevados à máxima potência”. Nada?

Pois deveria. O governo paulista colocou mais de 500 mil reais em anúncios na Caviar Lifestyle, da editora de João Doria Jr. A publicação, como todas as do grupo de Doria, não é auditada. A circulação alegada, nesse caso, é de 40 mil exemplares.

Não que signifique alguma coisa, mas é mais do que a Playboy vende em banca.

A Caviar é distribuída nos eventos do grupo Lide, de Doria. O número é inflado, como é inflado o ego do dono. O PSDB tem dois nomes fortes para disputar a prefeitura paulistana em 2016: Andrea Matarazzo, da turma de Serra, e João Doria, homem de Alckmin.

A relação de ambos é um poço de conflito de interesses e o dinheiro que circula é apenas o sintoma mais evidente. No primeiro trimestre, JD organizou dois eventos em Nova York: um jantar em torno de Fernando Henrique Cardoso (ele ganhou o prêmio “Person of the Year”) e um café da manhã para Geraldo.

Na ocasião, Alckmin teve a oportunidade de “vender” o estado. Por que nos EUA?, você há de perguntar. Jamais saberemos a resposta. Em tese, deveria haver empresários americanos.

O Harvard Club, porém, só tinha brasileiros, com exceção de um ou outro diplomata. De acordo com uma matéria lambe botas do site Glamurama, “as mesas eram batizadas com nomes dos patrocinadores do evento, superconcorrido. Pequenos discursos de dois minutos foram feitos por Rubens Ometto, da Cosan, João Carlos Brega, presidente da Whirlpool, Carlos Terepins, da Even, Zeco Auriemo, da JHSF, Fabricio Bloisi, da Movile, José Luís Cutrale, da fábrica que leva seu sobrenome, Sylvia Coutinho, da UBS, e Luiz Furlan, da BRF, entre outros.”

O governo Alckmin não acha necessário prestar contas à sociedade. (Eu espero há mais de uma semana uma resposta da secretaria de saúde sobre a censura ao DCM num dos maiores hospitais da rede estadual, o Pérola Byington. A ordem “partiu de cima”, contou uma diretora. A alegação oficial do assessor Gabriel Costa é que eles estão “apurando o caso”.)

O único interesse público atendido nos convescotes armados por João Doria Jr em torno de Geraldo Alckmin é o dos dois senhores.

Doria já tem, ao menos, um novo trunfo para sua campanha: é o sujeito que conseguiu meio milhão para uma piada denominada “Caviar Lifestyle”. Imagine o que eles não farão juntos em SP.

O lançamento da Caviar Lifestyle foi um sucesso

O lançamento da Caviar Lifestyle foi um sucesso

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » E então Alckmin pôs meio milhão na “Caviar Lifestyle” de João Doria. Por Kiko Nogueira

Corrupção Padrão FIFA? O PSDB tem!

Se a ligação direta, como faz Geraldo Alckmin, já é um jogo sujo, pior ainda é o finanCIAmento cruzado. São os tais de patrocinadores ideológicos. Eles investem em publicidade nos assoCIAdos do Instituto Millenium para que estes se encarreguem de patrocinar a bandidagem. Eu até diria que, no jogo político os partidos “têm direito” a métodos heterodoxos. É do jogo de forças. O que não se admite é que a imprensa e o judiciário compactuem e atuem com os mesmos métodos. Aí vira lumpenjornalismo e inJustiça.

Por exemplo, a RBS ainda existiria sem o patrocínio dos parceiros da Agenda 2020? João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo del Nero existiriam sem a participação da CBF na Rede Globo?

A distribuição das milhares de assinaturas de Veja, Folha, Estadão tem o mesmo sentido da distribuição de estatuetas pela Rede Globo. Pode mudar o objeto, o objetivo final é o mesmo: a captura. Por exemplo, FHC foi captura pela Rede Globo via Miriam Dutra. Para que serviam aqueles R$ 70 mil que Fernando Gouveia recebia?

O que é mais espantoso nestes golpistas do CANSEI é que são mais sujos que pau de galinheiro. Então é com este tipo de gente que a direita quer melhorar o Brasil? Não. Eles querem tirar a Dilma, botar um Rodrigo de Grandis na PGR, ou Geraldo Brindeiro, encontrar um novo Gilmar Mendes para o STF e continuar fazendo o que sempre fizeram antes dos governos republicados do Lula e Dilma. O déficit civilizatório desta gente só não é repudiada por quem compartilha dos mesmos métodos. Os midiotas da Marcha dos Zumbis só fazem por segui-los, bovinamente!

O tucano de estimação de Alckmin é o maior “blogueiro sujo” do Brasil?

Por Fernando Brito · 13/09/2015

caviar

Já sei o que vou propor no próximo encontro do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Vou sugerir  a eleição de João Dória Júnior, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, como nosso presidente honorário (com o devido perdão pelo uso do adjetivo).

Assim, paramos de sofrer com dois problemas: sermos acusados de enriquecer (pausa para gargalhar) com anúncios do governo e com a escassez completa de anunciantes, que abundam nas publicações do promoter Dória e seus eventos “papa-fina” em Comandatuba.

fotodoriaNão seríamos acusados de favorecimento político, pois  tudo seria totalmente impessoal e “técnico”, pois nada tem a ver com a sustentação tucana da candidatura de Dória à Prefeitura de São Paulo, como você pode ver na foto do seu twitter, sob o modesto apelo de que é “um time forte para uma nova história”. (Depois do estrondoso sucesso como chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa América, Dória não devia usar a palavra “time”, não é?).

E vai ser uma eleição merecida pelos “blogueiros sujos”, que – mesmo quando arrumamos um anunciozinho, perto dele somos uns “porqueras”. Pois, como mostra hoje reportagem da Folha – daquelas do tipo “uma no cravo, trinta na ferradura” – Dória “papou” R$ 501 mil por um anúncio na revista (repare o nome) Caviar Lyfestyle, publicação “doriana”,  para ressaltar a importância da água.

Não, não é da água Perrier. É daquela que falta nas torneiras paulistas e que vem branquinha de cloro na hora em que volta.

Estou pensando em fechar o Tijolaço e abrir o Feijão&Arroz Lifestyle e ver se Alckmin me dá um anúncio destes.

Afinal, o Tijolaço tem mais acessos até o meio-dia de cada uma das voltas que a Terra dá do que a Caviar Lifestyle tem em um ano, que é a periodicidade das edições. Ou seja, nem tem custos fixos, é montada à base de frilas e de tarefa

Nem precisa ser de R$ 500 mil, não, com R$ 5 mil eu já “lamberia os beiços”.

E faço todo dia um “publieditorial” sobre as obras de Alckmin para o abastecimento hídrico de São Paulo.

É tão pouco que não vai dar quase trabalho.

doria1Já prometo, para o primeiro número, um especial sobre as gambiarras instaladas para chupar o fundo lamacento das represas.

Ou será que Alckmin preferiria uma “reportagem” mostrando que apesar dos temporais de setembro, São Paulo está com menos água que há um mês? Que o maior dos reservatórios, o Jaguari-Jacareí, estava, em 11 de setembro de 2014 com um nível de 816,94  metros  e anteontem estava  a 810, 79 metros,  seis metros abaixo?

Tudo ilustrado com o lamaçal que se tornou o  Cantareira, ou com os tocos secos que brotam das represas do Alto Tietê.

Se quiser, ainda dou de brinde uma promoção, para os leitores escolherem qual o dirigente paulista que merece integrar o Hall of ‘Lame’: o próprio Governador, a ex-presidente da Sabesp Dilma Pena, ou aquele diretor da empresa que disse para o pessoal ir tomar banho em Santos…

E não vou ser ingrato com meu inspirador. Ofereço, pela ideia que me deu Dória Jr., anúncios gratuitos de cada uma de suas dez empresas, as nove do quadro aí ao lado e mais a Dória Associados. que não parece nesta lista da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Todas dele e dele mesmo, com a participação – em várias delas – da Max Marketing e Produções, da qual é o único sócio  e que desde 1990 sofre alterações na sua finalidade que só mesmo um gênio de ecletismo seria capaz de realizar.

Já registrou na Junta Comercial, desde então, que a empresa se destinava à compra e venda de imóveis, auditorias financeiras, serviços de advocacia, consultoria, publicidade, editoração  de livros e manuais científicos, didáticos, literários, etc, atividades de rádio,atividades de televisão aberta, gestão de propriedades imobiliárias e até mesmo uma curiosíssima, objeto de alteração contratual registrada na Jucesp em 16 de maio de 1997:

“Alteração da atividade econômica/ Objeto Social da Sede para comércio varejista de produtos saneantes domissanitários”.

Prova maior de que tudo deve ser “limpinho” não poderia haver.

O tucano de estimação de Alckmin é o maior “blogueiro sujo” do Brasil?TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

23/07/2015

Jornalismo tarja preta

Esquilo frase-na-guerra-a-verdade-e-a-primeira-vitimaHá uma frase que explica as tarjas pretas do Estadão: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”. O axioma é atribuído a várias personalidades. Como Ésquilo é o mais antigo, e os gregos foram os primeiros em tudo, penso que se encaixa no pensamento do autor de Os Persas a primazia. Nos tempos napoleônicos, o filósofo da guerra, Carl Von Clausewitz, cunhou a expressão: "A guerra é a continuação da política por outros meios". Que meios seriam estes? Os Meios MafioMidiáticos!

No Brasil, a partir da primeira vitória do Lula, a imprensa é o exemplo e síntese dos dois pensadores.

Não é por acaso que a velha mídia inventou o Instituto Millenium. Este clube da direita Miami foi criado e existe para ser instrumento da política por outros meios, meios empresariais da informação.

Por exemplo, a Lei Rubens Ricúpero foi criada numa a$$oCIAção entre o governo FHC e Rede Globo. Mostrar o que é bom e esconder o que é ruim, em relação a FHC e o contrário em relação a Lula e Dilma tem sido a tônica da Rede Globo desde sempre. Se ficamos sabendo somente a partir do Escândalo da Parabólica, muito antes a Globo já fazia das suas, como no editorial que saudava a chegada da ditadura, ou em outra batalha da mesma guerra da Globo contra as forças populares, quando agiu buscando manipular o resultado eleitoral contra Leonel Brizola, no Escândalo da Proconsult.

Os exemplos são inúmeros e constantes. Não vem ao caso citar todos. Mas para o caso, só mais um. A tentativa de transformar um bolinha de papel em objeto contundente, para fazer de seu candidato uma vítima.

A Veja, pelo menos depois do Boimate, perdeu toda credibilidade. Hoje é consumida apenas em estábulos e pocilgas.

A Folha de São Paulo tem um currículo recheado com os escândalos da ditadura cuja participação permanece em seu DNA. Ter ajudado a manter a OBAN, emprestado carros para os agentes da ditadura desovar corpos estraçalhados nas orgias do DOI-CODI seria suficiente. Mas a Comissão da Verdade revelou que houve participação, no mínimo como espectadores, nas sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento nos porões do DOI-CODI. Não bastasse isso, na democracia perfila-se ao lado de outras famílias, perpetrando atos vergonhosos como a fabricação de um Ficha Falsa da Dilma. Recentemente, contra todas as evidências, “revelou” um habeas corpus inexistente do Lula.

E assim chegamos ao Estadão, o baluarte do conservadorismo e bíblia da direita hidrófoba.

O fato de os donos do Estadão terem participado da marcha dos zumbis pedindo golpe militar no Brasil é indício suficiente da demência desta empresa que vive de vender informação. Mas há pelo menos mais dois episódios que dizem muito sofre o Grupo Estado. Sabemos todos das inúmeras tentativas do Estadão de atribuírem às pessoas de Lula e Dilma a responsabilidade por todos os casos de corrupção ocorridos em seus governos. Só que o Estadão não se deu por conhecedor que seu Diretor de Redação, Pimenta Neves, praticava assédio moral e sexual sob as barbas dos Mesquitas. Ora, se é verdade que Lula e Dilma compactuaram com a corrupção em seus governo, o assassinato pelas costas de Sandra Gomide também pode ser atribuído, senão doloso pelo menos de forma culposa, aos chefes do assassino.

Requiao Jose SerraHá um outro papel desempenhado pelo Estadão que causa perplexidade pela forma como usa e se deixa usar para influenciar politicamente. É o caso do antológico artigo do Mauro Chaves, “Pó pará, governador!” Não precisa de mais adendos, o título já diz tudo. Coincidentemente, envolve a mesma personagem que agora o Estadão, de forma infantil, alcovita, José Serra.

A tentativa de incriminar uns e inocentar outros é prova suficiente de que nosso jornalismo é um antro de bandidos ainda mais perigosos do que os do PCC. Os bandidos atuam contra o patrimônio, os bandidos do jornalismo atuam contra a democracia, o maior patrimônio de um povo.

Na guerra contra Lula, Dilma e o PT, todas as armas já foram utilizadas. Ultimamente está em voga o golpe paraguaio. O golpe paraguaio, em moda na América do Sul, acontece quando se tenta dar um verniz legal a um golpe perpetrado às claras. É mais ou menos como atribuir a mulher de saia curta a culpa de seu estupro.

Na marcha do golpe paraguaio estão parcelas da Polícia Federal, Ministério Público e do Poder Judiciário, instrumentalizados pelos derrotados das últimas três eleições. A Síndrome de Abstinência eleitoral e de outros matizes tem levado o Napoleão das Alterosas a navegar pelo tapetão jurídico com uma desenvoltura só vista em fábulas árabes. Tudo em combinação com a velha mídia. A dobradinha de vazamentos seletivos, com maquiagem da meios mafiomidiáticos mantém em marcha um golpismo de republiqueta de bananas.

O mais recente episódio diz muito sobre o estágio atual do golpe paraguaio, mas fala ainda mais alto em relação ao “jornalismo” brasileiro.

Trata-se da sucessivas tentativas, e de forma escancarada, de manipular os fatos. Nesta guerra encetada pela direita brasileira para retomar o poder, depois de quinhentos anos, implica em esconder, como num passe de mágica, um helicóptero com 450 kg de cocaína. Todos os vazamentos da Operação Lava Jato são utilizados para esconder seus parceiros no golpe paraguaio e, ao mesmo tempo, incriminar a Presidente Dilma e o ex-Presidente Lula. A ponto de que tudo o que eles fazem os deixam de fazer é levado para aos tribunais, exatamente como fizerem os golpistas paraguaios. E mesmo quando os “crimes” atribuídos a eles sejam ocorrências idênticas às praticadas por FHC, Aécio Neves ou Geraldo Alckmin. Foi assim que o Estadão resolveu colocar uma tarja preta sobre personagem da marcha dos golpistas paraguaios, como se todo mundo fosse imbecil como eles. Para proteger as fontes que constantemente jorram, o Estadão joga para a fonte porque, como sabemos, o jornalista não precisa declinar o nome de sua fonte, e assim retira de seus ombros as tarjas espalhadas sobre seus parceiros ideológicos.

Fico com a análise do Roberto Requião: "Quem cobriu com tarja preta o nome de José Serra no documento da PF, quer seja da PF ou do Estadão, é um completo e perfeito idiota". Idiota, sim, mas peça importante na engrenagem do golpe paraguaio.

Nesta guerra em que a verdade é a primeira vítima, se os fatos não estiverem de acordo com as exigências para o golpe paraguaio, pior para os fatos.

27/06/2015

Retrato falado (e escrito) do banditismo da Folha

O ódio com que atacam Lula denuncia um esquema gigantesco de apropriação do Estado ao modo mafioso. Nem Al Capone agia com tanta ousadia e desenvoltura com que agem os assoCIAdos do Instituto Millenium. E tudo para que empresas como a Chevron possam se apropriar do pré-sal.

Para entender a caça a Lula, Dilma e o PT basta verificar o modus operandi da máfia que, à pedido das sete irmãs petrolíferas, sumiu com o Ministro da Energia italiano, Enrico Mattei! Somente em 2005 se conseguiu chegar à prova de que não foi acidente, mas atentando.  

Após a Segunda Guerra Mundial recebeu a tarefa de liquidar a Azienda Generale Italiana Petroli Agip, a empresa estatal de petróleo criada pelo regime fascista. Porém, ao contrário do previsto, Mattei concentrou e aumentou a antiga estrutura sob a nova denominação de Ente Nazionale Idrocarburi (ENI).

Sob sua direção, o ENI negociou importantes concessões de petróleo com o Oriente Médio bem como acordos comerciais relevantes com a antiga União Soviética, ajudando a quebrar o oligopólio das Sete Irmãs, que dominavam a indústria do petróleo em meados do século XX. Mattei introduziu também o princípio segundo o qual o país possuidor das reservas exploradas receberia 75% dos lucros.

Enrico Mattei, que se tornou uma figura poderosa na Itália, era um democrata-cristão de esquerda e foi membro do Parlamento italiano entre 1948 e 1953.

Faleceu em um misterioso acidente aéreo em 1962. Em 2005 foi descoberto a natureza dolosa do acidente, que foi provocado mediante colocação de bomba a bordo do avião.

O relato (quase desenhado) da má-fé da Folha, por Conceição Lemes

26 de junho de 2015 | 10:54 Autor: Fernando Brito

folhamaluco

Dispensa comentários, porque as imagens fornecem ao texto quase que um desenho da narrativa, o artigo escrito por Conceição Lemes no Viomundo sobre o circo armado pela Folha – e por boa parte da mídia – em torno do palerma (ou provocador) que impetrou o tal patético “habeas corpus” em favor de Lula que, como disse o próprio desembargador que negou seguimento à pataquada jurídica. Só serve para  “expor e prejudicar” o ex-presidente.(veja aqui).

Desejo que um transtornado, que já impetrou 150 (!!!) habeas corpus – marca que poucos advogados conseguiram atingir com anos e anos de carreira, ao qual,  de imediato, toda a grande mídia atendeu.

Coube à Folha erguer o mastro principal do circo, o que Conceição fotografa,  em detalhes, para reconstruir o “passo a passo” de uma sordidez.

Leia o texto que reproduzo, com suas imagens, tomando apenas a liberdade de reduzir o título:

A Folha e o maníaco do HC

A má-fé da Folha de S. Paulo é sem limite.

A cada dia que passa, o jornal que serviu à ditadura militar, se afunda mais no esgoto.

Nesta quinta-feira, 25 de junho, protagonizou mais uma patifaria.

Folha 1Primeiro, o jornal dá como  manchete  que “Ex-diretor ligado a Lula continuará preso, decide juiz”.

Refere-se a Alexandrino Alencar.

“Ele era diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. E nessa condição acompanhou Lula em palestras da empresa, quando o ex-presidente já havia deixado o cargo”, explica José Chrispiniano, assessor de imprensa do Instituto Lula. “Apenas isso.”

Só que a Folha, como a mídia em geral, o liga a Lula como “amigo”, para forçar a versão que lhe interessa, na tentativa de incriminar o ex-presidente.

Depois, coloca como manchete da capa que Lula havia pedido um habeas corpus preventivo à Justiça.

Na versão, postada nesta quinta-feira, às 11h25, a Folha afirma que Lula pediu à Justiça para não ser preso por juiz da Lava Jato. Ou seja, a Folha assume como verdade a notícia de que Lula é o autor do habeas corpus.

Detalhe: sem ouvir o Instituto Lula ou o ex-presidente sobre a veracidade da informação.folhatwitter

A Folha publica a mesma notícia no twitter, assumindo, de novo, como verdade que Lula é o autor do habeas corpus.

Cerca de uma hora depois a Folha muda a versão. Afirma que “Habeas corpus pede que Lula…” e não mais “Lula pede”. Detalhe: sem dizer aos leitores que a sua informação inicial era mentirosa.

Na capa, o UOL noticia: Instituto Lula diz que não impetrou habeas corpus. Propositalmente dá margem ao leitor a ficar em dúvida com a explicação do Instituto Lula. É como se IMG_1392-001afirmasse: “se o Instituto Lula diz, pode ser que esteja mentindo”.

A Folha, além de não ter ouvido o Instituto Lula — o outro lado, é regra básica do jornalismo — não teve a menor preocupação em saber quem impetrou o mandato.

Apenas numa atualização às 13h02, surge o nome de Maurício Ramos Thomaz, de Campinas, como o verdadeiro autor:

Folha 5

A Folha não se dá por vencida nem mesmo diante do conteúdo do habeas corpus do Maurício Thomaz. Vejam o trecho abaixo. Tirem as suas próprias conclusões.

Pior. Como habeas corpus não foi impetrado pelo ex-presidente Lula, a Folha tenta, obliquamente, ligar Maurício Ramos Thomaz a fatos relacionados a petistas.

888272327c4e0900650aa8c9184d9bf5Só que “esquece” de pesquisar direito.  Thomaz é maníaco por HCs.

O autor é fã de Diogo Mainardi. Num processo movido pelo jornalista Paulo Henrique contra o ex-colunista da Veja, Thomaz entrou com habeas corpus em favor de Mainardi, para livrá-lo da condenação. E perdeu.

Em e-mail à ombusdman da Folha, José Chrispiniano, assessor de imprensa do Instituto Lula, denuncia a irresponsabilidade do jornal.

Cara ombusdman,

Bom dia. Segue abaixo matéria Folha 4da Folha de S. Paulo. Ela foi depois alterada, mas não importa, porque foi ao ar atribuindo de maneira irresponsável informações não checadas. Nenhum desses repórteres do jornal nos contatou (outros dois, Andreia Sadi e Bruno Boghossian nos contataram para checar). Eles checaram apenas com a assessoria de imprensa do TRF-4. Não checaram a autoria do Habeas Corpus. Já sabemos que a suposta regra de outro lado no Manual da Folha e da checagem de informações é relativa quando se refere ao ex-presidente Lula. Mas o jornal, na figura desses dois repórteres, passou agora de qualquer limite.

Atenciosamente,

José Chrispiniano

Que a Folha quer ver Lula na cadeia, o PT banido e a presidenta Dilma defenestrada, não há a menor dúvida.  Todos nós sabemos disso.

A questão é: para conseguir os seus objetivos, quantas mais mentiras a Folha publicará? Até onde o jornal de Otavinho Frias afundará nos seus dejetos?

O relato (quase desenhado) da má-fé da Folha, por Conceição Lemes | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/05/2015

FBI prende na Suíça bandidos brasileiros ligados a govenador do PSDB

O Quatrilho na FIFA Fan Fest: FHC, Aécio Neves, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero

A Folha não perde oportunidade de praticar bandijornalismo, uma espécie de prestação de serviço ao banditismo. Não fosse isso, a Folha também teria dito que José Maria Marin não é só amigo mas é “ligado” a José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Fez com e para eles campanha. Se não fosse apenas banditismo, a Folha também teria dito que o dono do helipóptero, Zezé Perrella, não foi só fornecedor de quentinhas para os presídios de Minas durante a gestão de Aécio Neves, como também com ele dividiu inúmeras vezes os camarotes do Mineirão nos jogos do Cruzeiro. Aí, sim, houve uma amizade que, de repente, para o tipo de jornalismo praticado pela Folha, numa passe de mágica, virou pó e sumiu com a menor brisa do esvoaçar das hélices. Por que a Folha nunca pôs em manchete que o dono do helicóptero com 450 kg de cocaína era ligado ao governador do PSDB? Por que a Folha tem tanto prurido em tratar do narcotráfico quando envolve figuras de suas relações políticas? Por que o narcotráfico, quando praticado por amigos dos amigos não é tratado como crime?

Por que será que a Folha não conseguiu fazer nenhuma reportagem mostrando aos brasileiros este paulista preso pelo FBI, José Maria Marin, amigo e parceiro de tantos políticos do PSDB?!

Por que a Folha nunca disse que o autor do famoso libelo “Pó pará, governador!”, Mauro Chaves, era amigo de José Serra?! Por que a Folha nunca associou o assassino Pimenta Neves a famiglia Mesquita, para quem prestava serviços como Diretor do Estadão quando assassinou Sandra Gomide?! Por que a Folha nunca publicou que FHC tinha como amante Miriam Dutra, jornalista da Rede Globo utilizada como isca para captura-lo? À Folha não causa espécie que um Presidente da República seja capturado mediante a chantagem de que a amante teria um filho dele?! É apenas meia verdade a declaração D. Judith Brito de que a Folha pratica a verdadeira oposição. Não, D. Judith, a Folha faz bandijornalismo. Ou alguém já leu alguma machete: Robson Marinho é ligado ao governador do PSDB?!

A Folha não faz a mesma sorte de associação quando seus parceiros comerciais, como a Rede Globo, com quem dividido o jornal Valor Econômico, é pega sonegando ou fazendo parcerias com a FIFA, a CBF, João Havelange, Ricardo Teixeira ou J. Hawilla?! Afinal, a Folha não é também assoCIAda ao Instituto Millenium, onde divide espaço com José Hawilla os irmãos Marinho? O mesmo José Hawilla que é amigo e parceiro de FHC, José Serra e Geraldo Alckmin!

Por que a Folha não faz manchete dizendo que é ligada, via Instituto Millenium, à famiglia Sirotsky, dona da RBS, pega, junto com a Gerdau, na Operação Zelotes? Ou que a Folha não diz que o Márcio Fortes, pego na Lista Falciani sonegando no HSBC da Suíça é não só ligado ao José Serra, Geraldo Alckmin, FHC e Aécio Neves, como também foi o operador financeiro das campanhas do PSDB?

Por que a Folha nunca publicou manchete, por ocasião da Operação Rodin, dizendo que as pessoas presas eram ligadas à governador do PSDB? Ou que a governadora do PSDB denunciada na Operação Rodin era ligada ao Grupo RBS?

Por que será que a Folha odeia tanto a Dilma? Não basta a Folha ter apoiado a ditadura, inclusive emprestando peruas para transportar os corpos dilacerados pelos tarados que torturavam e estupravam, de tentar nos convencer que a ditadura foi ditabranda, de ter inventado um ficha falsa para a Dilma?

Seria porque a Dilma, ao contrário do FHC, não joga a corrupção para debaixo do tapete? Seria porque ao contrário do PSDB, que inventou Geraldo Brindeiro, o PT de Lula e Dilma não nomeiam Engavetador Geral?!

Polícia prende empresário ligado a governador do PT

Amigo de Fernando Pimentel é investigado por suspeita de associação criminosa

Empresas de Benedito Oliveira receberam R$ 525 milhões por contratos com governo federal desde 2005

RUBENS VALENTENATUZA NERYDE BRASÍLIA

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (29), sob suspeita de associação criminosa, um empresário ligado ao PT e ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, cujas empresas receberam pelo menos R$ 525 milhões em contratos com o governo federal desde 2005.

A PF também prendeu um assessor que trabalhou na campanha de Pimentel em 2014, Marcier Trombiere Moreira, e fez buscas em um apartamento em Brasília usado até o ano passado como residência da mulher de Pimentel, Carolina Oliveira. Eles se casaram em abril passado.

Não foram divulgados os resultados das buscas no endereço da primeira-dama. Ela é próxima de Bené e montou uma empresa de comunicação, a Oli, que, segundo a revista "Época" informou em 2014, prestou serviços ao PT.

A casa do ex-deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG) também foi alvo de buscas em Belo Horizonte.

Investigadores do caso detectaram indícios de crime eleitoral, e é possível que parte da investigação siga para um tribunal com prerrogativa de processar autoridades com foro privilegiado.

Indagado sobre Pimentel ser alvo da apuração, o delegado Dennis Cali afirmou que "até o momento o governador não é objeto da investigação" e "nenhum partido político" é investigado.

Bené atua nos ramos de gráfica, publicidade e organização de eventos e manteve contratos com pelo menos dez ministérios nos últimos dez anos. Os negócios tiveram uma ascensão vertiginosa.

Em 2005, sua Gráfica e Editora Brasil recebeu apenas R$ 400 mil na Esplanada dos Ministérios. Em seguida o faturamento explodiu, atingindo, segundo os valores apresentados pela PF, pouco mais de meio bilhão de reais desde 2005 por meio de só duas empresas, a gráfica e a Dialog.

Levantamento da Folha indica que os principais clientes das empresas foram os ministérios da Saúde, com R$ 105 milhões, das Cidades (R$ 56 milhões) e do Desenvolvimento Social (R$ 21 milhões).

Em 2010, Bené esteve na berlinda quando a imprensa revelou que ele pagava o aluguel de uma casa no Lago Sul usada na primeira campanha da presidente Dilma Rousseff.

Em outubro passado, a PF apreendeu R$ 113 mil em notas de reais e dólares em um avião turboélice King Air, pertencente a Bené, que pousou em Brasília vindo de Belo Horizonte. No voo estavam Bené e Marcier Moreira, que fora assessor do Ministério das Cidades, sob controle do PP.

Na campanha de Pimentel em 2014, o PT pagou R$ 3,2 milhões por serviços prestados pela gráfica de Bené.

O delegado Dennis Cali afirmou que há provas de desvio de recursos públicos, mas a PF ainda não sabe esclarecer o destino do dinheiro.

"Sabemos que houve sobrepreço, que ocorreu a inexecução dos contratos, que houve o desvio do recurso público. O objeto da investigação é justamente rastrear para onde esses valores transitaram, por quem transitaram e como transitaram", disse.

Segundo a PF e o Ministério Público Federal, os suspeitos movimentaram recursos fracionando valores para despistar as autoridades e usando empresas fantasmas.

Colaborou ANDRÉIA SADI, de Brasília

16/05/2015

Instituto Millenium lança manual de jornalismo para estagiários

03/05/2015

Saiba porque Globo, Folha, Veja, Estadão & RBS odeiam Dilma

folha-copa

Dilma na copan

Dilma Bonner

Comunicação do governo na Copa rendeu prêmio internacional

sab, 02/05/2015 – 10:17

Enviado por Veras

Quem ficou sabendo disso?

Copa do Mundo rende prêmio ao governo Dilma Rousseff

Por Paula Bonelli – Do Glamurama

O governo de Dilma Rousseff foi homenageado por ter se comunicado bem na Copa

Em meio ao noticiário negativo de crises econômicas e política, um alento para a Secretaria de Comunicação Social de Dilma Rousseff. O trabalho da Secom durante a Copa do Mundo de 2014 foi premiado nesta quarta-feira com o​ PRWeek 2015 Global Awards em Londres. O case de relações públicas apresentado venceu por ter dado todo o apoio necessário à mídia antes e durante o evento, mas também por ter mostrado o Brasil como um país diverso, sustentável e em desenvolvimento .

Comunicação do governo na Copa rendeu prêmio internacional | GGN

20/04/2015

Quanto custa o ódio ao PT? R$ 70 mil mensais!

Puxa, por este valor até eu odiaria o PT… Mas não me venderia porque levo muito a sério a lição do inestimável Barão de Itararé: “o homem que se vende sempre recebe mais do que vale”. Mas há muitas alternativas no mercado. Por qualquer dá cá um big mc há dúzias nas antessalas dos grupos mafiomidiáticos. Hoje, a única condição para ser empregado pelo coronelismo eletrônico é ser mercenário. O próprio STF estabeleceu esta condição ao eliminar a necessidade de diploma. Corrijo, há outra possibilidade de arrumar emprego e aí até de graça. Basta falar mal do PT. A Jovem Pan adotou esta política de recursos humanos.

O que Nassif conta abaixo é mais uma briga de bugios, igual à do Demóstenes Torres com o Ronaldo Caiado… Vale a pena conferir quem são os lixeiros que produzem o lixo que vendem como informação. Há ratos de esgoto que vivem com muito mais dignidade.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja”

sab, 18/04/2015 – 20:01 – Atualizado em 19/04/2015 – 04:49 – Luis Nassif

Márcio Aith, instrumento de Mário Sabino em uma guerra interna na Veja contra Eurípedes Alcântara, uma novela em que havia de tudo, até Daniel Dantas

Não é surpresa o aparecimento de blogueiros profissionais bancados a peso de ouro pelo governo Alckmin. São contratados não apenas pelas agências de publicidade, mas por órgãos e fundações públicas. Há uma penca deles no Sebrae-SP e na Fundap.

Foi um modelo implementado inicialmente na era José Serra, por Andrea Matarazzo. Depois, mantido pelo subsecretário de Comunicações Márcio Aith.

Confrontado com a denúncia, Geraldo Alckmin terá que decidir se consolida o estilo de político que joga limpo ou se mantém a herança de Serra.

Não vale a pena perder tempo com os pistoleiros.  Mais importante é entender quem comanda.

Aith passou por diversas redações. Deixou duas marcas: o fato de que vinha de uma família digna; e ser excessivamente ambicioso.

Ele foi uma das fontes que me alimentaram de informações na série “O caso de Veja” (http://migre.me/pwTy7).

Antes de começar a escrever a série, passei algum tempo juntando informações para saber quem era quem, na implantação do estilo abjeto que tomou conta da revista e, também, do jogo em favor de Daniel Dantas.

No início julguei que fosse Mário Sabino, pelo que ouvira falar de sua agressividade jornalística.

Duas fontes mudaram minha percepção. Uma, um jornalista experiente que havia trabalhado com Sabino, e garantia que ele não tinha dimensão para grandes articulações. Outra, um assessor de Dantas, que me informou que a interlocução era com Eurípedes Alcântara, o diretor de redação. Afinal, era o homem de Roberto Civita.

Fiz algumas prospecções iniciais, com posts cutucando Eurípedes. Ele respondeu com comentários bastante agressivos, passando recibo.

Em um Roda Viva do qual participamos,  Aith me abordou na chegada. Elogiou meu tirocínio em identificar o papel de Eurípedes. E me contou que havia escrito reportagens contando as relações de André Esteves com Antônio Pallocci e, depois de uma visita de Esteves à Abril, Eurípedes matou a continuidade da cobertura.  Aliás, a reportagem era muito mais um aviso a Esteves, ao mencionar um pintor Linchestein, sem entrar em maiores detalhes. Típica reportagem para chamar para conversar – nesse caso, estratégia da Veja, não de Aith.

Senti que queria falar mais e, no final do programa, dei-lhe carona. Na volta me contou sobre as disputas entre Eurípedes e Sabino. A partir dali tornou-se minha fonte para “O caso de Veja”.

Falou do espaço que Eurípedes abria para o publicitário Eduardo Fischer, e também para Balarmino, do Rubayat, em troca da contratação de sua esposa como arquiteta.

Não  usei essa informação familiar por considerá-la irrelevante e por respeito à família de Euripedes – respeito que não obtive quando o esgoto da Veja passou a atacar minha família.

No decorrer de inúmeras conversas, Aith contou-me que Gilberto Dimenstein era uma das fontes da Veja, para me atacar, e uma jornalista minha amiga (e mais amiga ainda do Eurípedes) tinha sido incumbida por ele de levantar minha fonte.

Com o tempo e as conversas constatei que o grupo de Sabino era constituído por Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e o próprio Aith. E Sabino respondia a José Serra, convicção que firmei após uma conversa dura com o próprio Serra.

Só faltava, àquela altura do campeonato, me tornar um instrumento para as guerras internas da Veja. No quarto ou quinto capítulo da série, passei a mirar também Sabino.

A partir daí Aith entrou em pânico. Telefonou-me dizendo que a disputa estava indo bem mas meus ataques tinham aproximado novamente Eurípedes e Sabino.

Um dia, Aith me telefona e pede para que eu bata nele. Como assim? Tem que bater, e me deu cinco motivos para um post desancando-o. Entendi que estava na mira de Eurípedes, desconfiando que fosse minha fonte. Atendi seu pedido. Um dos comentários colocados no post era de alguém que tinha sido amigo do seu pai. Dizia que era um homem digno e lamentava o filho. Aith me telefonou pedindo para tirar o comentário.

Conto isso porque, na ação que Sabino me moveu, uma das testemunhas de acusação foi o próprio Aith. E, agora, a confirmação de que é o responsável pelo financiamento dos ataques difamadores na rede me liberam definitivamente do off.

As informações sobre a conspiração interna provavelmente chegaram aos ouvidos de Eurípedes.

Algum tempo depois, Mainardi foi demitido da revista. Pouco tempo depois, o próprio Aith saiu. Mais um pouco, Sabino também caiu e assumiu um posto na CDN, de João Rodarte. Aí entendi a razão de Rodarte, em geral cuidadoso ao extremo, ter me narrado as tratativas para levar Esteves até Eurípedes. Havia uma parceria tão forte entre ele e Sabino que, quando a equipe da CDN praticamente exigiu a saída de Sabino da empresa – e não houve como mantê-lo, devido à sua agressividade no trato com os colegas -  este ameaçou entrar com uma ação contra a CDN – mesmo tendo ficado poucos dias trabalhando.

Na Veja, sobrou só Reinaldo, devido à penetração que conquistou junto à ultradireita que se tornou público preferencial de Veja. Mas restrito à versão online.

São esses os detalhes da época.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja” | GGN

19/04/2015

Saiba quais são as fontes que a SABESP irriga

A melhor forma de se vender, é ser vendido. Mas, como diria o Barão de Itararé, quem se vende sempre recebe mais do que vale. No caso da SABESP e o PSDB do Geraldo Alckmin a crise d’água somada à epidemia de dengue é suficiente para mostrar como funciona o choque de gestão à moda tucana. Jornalista de aluguel, do tipo Fernando Gouveia, é coisa de amador. O jogo do PSDB, seja em São Paulo, Paraná, Minas ou RS, é mais pesado que o da Cosa Nostra. No RS vimos como a RBS sofreu inúmeros furos da Folha de São Paulo. A explicação é simplória. No comando do Estado estava Yeda Crusius, uma funcionária exemplar nos métodos desnudados na Operação Zelotes. Os ataques sistemáticos aos governos petistas, ao mesmo tempo em que desovava seus funcionários nos mais diversos partidos (Britto, PMDB; Yeda, PSDB; Ana Amélia, PP gaúcho; Lasier Martins, PDT), revelam o caráter mafioso da famiglia do estuprador de Florianópolis.

Andreia Neves comandou, durante a gestão do grande irmão, a Secretaria que distribuía as verbas de publicidade no Governo de Minas. Coincidência: entre as empresas beneficiadas estavam aquelas cujo dono foi considerado o pior senador no ranking da Veja, o gazeteiro Aécio Neves.

A falência dos grupos mafiomidiáticos explicam a síndrome de abstinência e a ferocidade com que tentam desconstruir os governos petistas. Useiros e vezeiros das verbas públicas, estão à míngua, com cortes quase toda semana. O que eles não põem na rua, obrigam a criarem CNPJ para serem contratados como Pessoa Jurídica. Por aí também se explica o apoio despudorado do coronelismo eletrônico à terceirização dos trabalhadores. Como nada disso está dando resultado suficiente, embarcaram numa louca cavalgada para destruir o Governo Dilma.

Nestes tempos de internet, em que cada um pode ser sua própria voz, a mentira publicada na véspera dura meia hora de twittes. O jogo mafioso é pesado, e conta com o silêncio obsequioso de quem com eles se locupleta. É por isso que não sabemos como andam as investigações na Operação Zelotes, nos fraudadores do HSBC.

Tudo isso seria menos pernicioso se o PT resolvesse ser mais incisivo, partindo para o confronto ideológico direto, sem tergiversações. Com bandido não se brinca. O jogo é bruto: facilitou, dançou!

Jovem Pan e a publicidade da Sabesp

Por Luiz Antonio Cintra, no blog Viomundo:
O segundo turno da eleição de 2014 foi no domingo 26 de outubro. Estávamos na terça-feira seguinte, dia 28. Eu começara na véspera a colaborar como freelancer na produção do comentário diário do publicitário Mauro Motoryn, a quem fui apresentado poucos dias antes, a serem veiculados na rádio Jovem Pan. “Fui convidado para ser uma espécie de contraponto ao Reinaldo Azevedo, à esquerda, naturalmente”, me explicou quando acertamos a colaboração. À direita, claro, seria difícil.
Naquela terça à tarde, fui com Motoryn conhecer a sede da rádio, já que meu posto de trabalho ficaria na Faria Lima, sede da agência do publicitário. A ideia era me apresentar aos técnicos do estúdio, ao diretor de jornalismo, “ao pessoal da rádio”, enfim. Com muitos anos de experiência em mídia impressa e online, achei que seria um passeio interessante.
Em seguida gravaríamos a participação de Motoryn para transmissão no dia seguinte. Um comentário de cerca de 1 minuto, veiculado várias vezes ao dia pelas dezenas de retransmissoras da JP. Seus ouvintes, fui informado na ocasião, se concentram na capital e no interior paulistas, mas vão muito além, através de mais de 90 “afiliadas” espalhadas pelo país, inclusive – e cada vez mais – nos estados do Nordeste.
Nessa terça-feira também soube que nos seis meses anteriores ao segundo turno das eleições de 2014, o jornalista Reinaldo Azevedo fora a grande estrela da casa. Ainda mais à vontade do que no site da Veja ou na coluna da Folha, Azevedo servira combustível farto para fermentar a onda raivosa antipetista. No estilo consagrado: meias-verdades, um tantão de mentiras deslavadas, um ou outro fato, como tem sido a sua marca na última década.
Tomei conhecimento das performances de Azevedo a posteriori, quando pela internet cacei alguns de seus programas para sentir o clima. Aqui (http://goo.gl/w41OJp) é possível ouvir uma das participações de Azevedo na rádio. Foi feita com o subsecretário de comunicação do estado de São Paulo, Márcio Aith, em plena campanha eleitoral. (Vale notar que Azevedo promove Aith a “secretário de Comunicação”, ainda que no mundo real ele seja subsecretário mesmo.)
Naquele contexto cabia a mim sugerir temas a serem abordados nos comentários de Motoryn. O foco do publicitário é a qualidade de vida nas cidades, ele me disse quando topei o frila, o que incluiria editar um site alimentado por uma equipe de jornalistas e publicitários.
Aproveitaríamos como base de dados as informações coletadas por um aplicativo chamado My Fun City, premiado pela ONU, através do qual “os cidadãos teriam condições de expor os problemas enfrentados em seus bairros e cidades”. Serviriam de gancho para os comentários na rádio.
Estávamos àquela altura em pleno apagão de informações sobre a crise de gestão do Cantareira. Pareceu-me pertinente, portanto, começarmos por aí. Após alguma pesquisa, cheguei ao tema: falássemos da crise hídrica, porém pela ótica da qualidade da água do Cantareira.
Uns meses antes, eu soube de um estudo feito pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), ligado ao governo de Minas, segundo o qual a qualidade das águas que abastecem o Cantareira tem piorado de maneira preocupante. Em quatro anos, quadruplicou o número de amostras de má qualidade, diz o Igam, com base em amostras coletadas nos rios da região da cidade de Extrema (MG), a poucos quilômetros da fronteira com São Paulo. De Extrema e outras três cidades próximas saem 70% das águas do sistema que abastece regiões das cidades de São Paulo e Campinas.
Como percorre dois estados, a outorga que regula o Sistema Cantareira é federal. Dessa forma caberia à Agência Nacional de Águas (ANA) fiscalizar os compromissos assumidos pelo governador Geraldo Alckmin, ainda em 2003, quando o estado de São Paulo assinou a renovação da outorga e se comprometia a reduzir a dependência dos municípios paulistas do Cantareira.
Desde então, agora está evidente, o governo paulista fez quase nada do prometido. E a dependência, passados 11 anos, aumentou, em vez de cair. O governo mineiro, ao criar incentivos fiscais e fazer da região de Extrema o segundo maior polo industrial do estado, atrás apenas de Betim, deixou a qualidade das águas se deteriorar rapidamente.
À medida que a população aumentou na região (de 40 mil para mais de 70 mil), também cresceu a descarga de esgoto residencial, agropecuário e industrial, lançada sem tratamento nos rios que abastecem o Cantareira. A agência federal, a ANA, também tem o seu quinhão de responsabilidade, por omissão: não cumpriu a sua função fiscalizadora, deixou o termo assinado em 2003 mofar nas gavetas de Brasília.
Mas voltemos ao estúdio da Jovem Pan. Ali instalados, dei a minha sugestão de pauta, logo aceita por Motoryn.
Eu fizera um rascunho do comentário. Após alguns testes rápidos, feitos com o microfone ainda desligado, Motoryn deu sinal para um profissional da Jovem Pan, encarregado de supervisionar a gravação, indicando que começaríamos a gravar para valer. De outra sala, separada da que estávamos por uma grande janela antirruído, esse profissional acompanharia Motoryn por um fone de ouvidos. E sinalizaria quando chegássemos a um comentário considerado satisfatório, conforme o “padrão Jovem Pan de qualidade”.
Fechada a sala em que estávamos, Motoryn começou a falar. Logo, porém, mencionou a escassez de água do Cantareira, mas sem ter tempo de ir muito longe. Em poucos segundos, o tal supervisor da Jovem Pan se levantou, sumiu por um brevíssimo instante e logo entrou no estúdio onde gravávamos. “Mauro, aí não… aí não, Mauro. desse jeito fica ruim pra gente… Melhor não falar de água por enquanto, a Sabesp está colocando uma grana na rádio. Não tem outro assunto, não?”, perguntou o que me fora apresentado pouco antes como o “Reginaldo do programa de Azevedo”. Depois descobri que o sujeito serve de escada, como se diz no teatro, para os comentários de Azevedo, sendo citado amiúde.
Diante do constrangimento, me calei, aguardando os desdobramentos. Rapidamente Motoryn sacou da própria cabeça o plano B, um comentário improvisado e genérico sobre os problemas enfrentados pelos usuários dos planos de saúde. Foi esse o comentário veiculado no dia seguinte.
Meia hora depois, estávamos fora da Jovem Pan. Dormi mal aquela noite, inclusive porque uma reforma nos estúdios da rádio, com muita poeira de construção no ar, piorara a crise alérgica que eu enfrentava naqueles dias secos e extremamente poluídos de outubro.
Na manhã seguinte, encerrei a minha colaboração de dois dias (não remunerados, por minha opção). Optei por ser curto: mandei um torpedo, sugeri que buscassem novo colaborador.
Essa história me voltou à cabeça ao ler o artigo do subsecretário Aith, publicado recentemente pela Folha de S. Paulo.Ele destaca em seu texto a série de campanhas publicitárias feitas pela Sabesp em 2014. Não menciona os valores gastos, mas a intenção era demonstrar que a estatal paulista não ficara inerte diante da crise.
E, de fato, a comunicação do governo paulista não ficou parada no período pré-eleitoral, não resta dúvida. Ao contrário. No caso da Sabesp, a ofensiva midiática – mais de R$ 50 milhões foram investidos pela estatal em publicidade no ano passado – serviu principalmente para calar certa mídia. Para comprar um silêncio interesseiro e nada obsequioso.
PS1 do Viomundo: O blogueiro Mauro Motoryn, que afirma faz tempo não mexer com publicidade, nega o episódio. Ele escreveu por e-mail:
Azenha, em nenhum momento recebi qualquer espécie de censura, você pode assistir (aqui e aqui, dois exemplos) todos os vídeos gravados tanto do debate diário que faço com o [historiador Marco Antonio] Villa,quanto os do Myfuncity, onde incentivo a participação na gestão pública. Além disso, sobre o episódio, o problema citado não corresponde à efetiva realidade dos fatos. Conversando internamente, julguei que o tema não era relevante naquele momento. E por isso resolvi não fazer aquele naquele dia. O curioso é que jamais fui consultado a respeito da matéria veiculada no “Vi o Mundo”. Entre no meu blog e veja as posições que tenho. E veja a coerência do que estou falando. Fico à disposição para qualquer esclarecimento.
PS2 do Viomundo: Luiz Antonio Cintra reitera a sua narrativa, mas faz questão de salientar o seu apreço a Mauro Motoryn:
O blogueiro Mauro Motoryn merece o meu respeito, quero deixar claro. Entendo ter sido uma postura. Creio na verdadeira intenção positiva. É editorialmente defensavel, inclusive. Nos poucos contatos que tivemos ele agiu corretamente comigo. E me parece verdadeira sua intenção de jogar pelo lado certo. Nesse sentido faz um trabalho louvável.
PS3 do Viomundo: Um colega jornalista, que chamarei apenas de Fonte Luminosa, nos enviou os dados seguintes em fevereiro deste ano, com o comentário de que o jogo é pesado entre o Palácio dos Bandeirantes e o departamento comercial de emissoras e jornais.
Nem preciso falar para manter a fonte em sigilo. Os gastos com publicidade da Sabesp cresceram 88% entre 2013 e 2014. No mesmo período, os gastos com veiculação aumentaram 124%. São os anúncios da empresa nas TVs, rádios, jornais e revistas que correspondem a 95% de todo o dinheiro gasto nos veículos.

A participação dos anúncios também aumentou em 14% de um ano para o outro. Eles não discriminam quem recebeu o que, mas colocam os valores discriminados por tipo de mídia e a lista das empresas que receberam a verba. TVs correspondem a mais de 50%. Não deve ser coincidência que a crise da água ainda seja tratada de maneira quase criminosa pela mídia tradicional. Há ainda o fator eleição, mas se comparar 2012 com 2011 verá que não aumentou 20%. Portanto, ao analisar estes números e a omissão de todos os veículos, chego mesmo à conclusão que eles pagaram para culpar São Pedro, o governo federal, a prefeitura e esconder quem realmente é culpado por isso. Os arquivos ainda estão disponíveis no site da Sabesp.
PS4 do Viomundo: O documento abaixo, obtido de forma exclusiva pelo Viomundo junto ao Fonte Luminosa, mostra quem são os donos do capital privado da Sabesp. Em outras palavras, quem lucrou lá atrás quando a Sabesp pagou dividendos em vez de investir na captação de água e quem vai lucrar agora com a majoração dos preços da água. Até o HSBC tá na lista. Resumo: enquanto os paulistas sofrem com a falta d’água, os investidores privados de todo o mundo dão risada…
Sabesp from Luiz Carlos Azenha

Altamiro Borges: Jovem Pan e a publicidade da Sabesp

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