Ficha Corrida

22/01/2015

O PSDB e a lógica da privatização

PrivatizarHá um ditado nascido das práticas tucanas sob FHC que atende pelo seguinte: “o PSDB não deixou nenhuma obra que vá cimento e tijolos”. Todas as mudanças, nem digo contribuições, do PSDB, tem cunho de filosofia política, a do neoliberalismo. Em outras palavras, a crença fundamentalista no deus mercado, segundo a qual a demanda regula a produção e vice-versa. Aqui abro um parêntesis para dizer que, neste particular, concordo com os fundamentalistas do PSDB numa única situação, indigesta para próceres do PSDB: o consumo de cocaína cria o mercado traficante…

Feito o parêntesis, repito o que venho dizendo desde as privatizações do Antonio Britto sob a chancela da RBS. A privatização no Brasil foi uma confissão de quem a fez de que não sabia administrar. A desculpa era de que precisava de capital privado. Mas como entender isso, se era o BNDES que dava aos empresários o dinheiro que eles precisavam para pagar o que estavam comprando? Pior, a parte de telefonia e energia foi, num primeiro momento, entregue não às iniciativas privadas, mas para empresas PÚBLICAS da Espanha, Portugal e Itália. Portanto, era uma confissão de incapacidade administrativa de quem estava ocupando a administração pública. O bundalêlê da privatização fez pelo menos um grande bem ao Brasil, retirou FHC de circulação e mostrou um PSDB repleto de fundamentalistas bêbados e cocainômanos. Retire as relações públicas do PSDB, esse pessoal que finanCIA o Instituto Millenium, o partido vira um extemporâneo clube de carpideiras viajando num tepetão voador.

Veja-se o caso desta matéria da Folha de hoje. Depois de entregarem a Eletropaulo à norte-americana AES, ainda querem que os norte-americanos pensem primeiro no público e só depois no lucro… Tão de brincadagem!

É o mesmo caso da SABESP, privatizada na Bolsa de Nova Yorque, querem que ela pense primeiro em abastecimento antes de pensar no lucro. Ou o PSDB não entende de iniciativa privada, o que seria ruim, ou entende mas, por isso entrega à ela, o que seria péssimo, por que aí entraria o mau caratismo de sujeitos mal intencionados.

Não há como não lembrar São Paulo / Cidade que me seduz / De dia falta água / E de noite falta luz

Eletropaulo cortou equipes técnicas, diz gestão Alckmin

Empresa afirma ter número suficiente de funcionários para emergências

Chuvas fortes e queda de árvores deixaram milhares de pessoas sem luz, em alguns casos por dias seguidos

ARTUR RODRIGUESDE SÃO PAULO

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) acusou a AES Eletropaulo de diminuir as equipes técnicas, que seriam insuficientes para restabelecer a energia rapidamente em caso de incidentes.

As críticas partiram do secretário estadual de Energia, João Carlos de Souza Meirelles, que afirmou que o governo está "decepcionado" e "preocupado" com o atendimento feito pela empresa.

Nas últimas semanas, com fortes chuvas e quedas de árvore, milhares de pessoas ficaram sem luz, em alguns casos por vários dias seguidos.

A entrevista foi sobre relatório entregue pela Eletropaulo a respeito desses problemas. Para Meirelles, as respostas foram insuficientes.

"O número de equipes vem sendo reduzido com a desculpa de que são mais técnicas, são melhores, mas isso não tem sentido", disse.

Meirelles também afirmou que a Eletropaulo deveria ter feito a poda das árvores antes do período de chuvas.

"Não há a menor justificativa para esperar o momento de chuvas intensas, que todos os anos são absolutamente normais, para então estarmos tomando providências para poda de árvores. Isso tem que ser feito como programa anual, preventivo", afirmou Meirelles.

OUTRO LADO

A direção da Eletropaulo disse ter "estranhado" as críticas. O vice-presidente de operações da companhia, Sidney Simonaggio, afirmou que as 307 equipes são suficientes para o atendimento em condições normais. Esse número pode subir para 800 em situações de emergência.

Ele afirmou também que a empresa fará em até 90 dias 200 mil podas de árvores afetadas pelas ventanias. A empresa fez 140 mil podas em 2014, segundo ele.

01/01/2015

Folha se faz de tapete para Gérner Oliveira desfilar

Velha mídia, regada pelo PSDB, sustenta “manancial de incompetência”

PSDB MIDIAnA inacreditável Folha de São Paulo não tem o menor pudor, que dirá respeito, pela inteligência dos leitores. A Folha é o maior manancial de boatos favoráveis ao PSDB. Consegue, inclusive, transformar o principal responsável pela falta de investimento que levou ao primeiro grande racionamento d’água em São Paulo em “consultor”.

Um gênio que, falando de sua gestão de 2007 a 2010, nos governos José Serra & Geraldo Alckmin, consegue concluir: “nosso maior manancial é a incompetência”. Plac! Plac! Plac! Palmas e faça minhas as sua palavras.

De fato, acabou o mundo da fantasia do PSDB. Depois de quase trinta anos governando São Paulo, o PSDB consegue privatizar todas empresas e só os bancos suíços conseguem ver a cor do dinheiro.

A piada que rola na internet é que não há uma foto sequer de uma obra que leve cimento e tijolos de autoria do PSDB. Mas vender, doar, destruir eles sabem. A privatizações da SABESP e da Eletropaulo(AES) serviram para levar à São Paulo à crise d’água e à falta de luz.

Com tudo isso os paulistas conseguem eleger Geraldo Alckmin no primeiro turno graças à lavagem cerebral perpetrada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium e as milhares de assinaturas distribuídas pelas escolas públicas de São Paulo de Veja, Estadão & Folha.

Nada de estranhar, já que a velha mídia fez, com ódio à esquerda, propaganda aberta e escancarada ao pior senador da república, conforme ranking da Veja. Pensando bem, não há melhor companhia ao pior jornalismo do que o pior senador da república.

ENTREVISTA GÉSNER OLIVEIRA

Nosso maior manancial é a incompetência, diz consultor

Para Gesner Olivera, ex-presidente da Sabesp, crise da água exige mudanças na sociedade e redução de consumo

EDUARDO GERAQUEFERNANDA MENADE SÃO PAULO

"Acabou o mundo da fantasia", decreta o economista Gesner Oliveira, consultor de recursos hídricos e ex-presidente da Sabesp (2007-2010).

Regiões como a Grande São Paulo, diz ele, vão precisar conviver com um cenário duradouro de escassez.

A reversão, na visão do especialista, não será feita apenas com obras. Diminuição das perdas na distribuição de água e redução de consumo são ações essenciais para que os paulistas tenham alguma segurança hídrica.

Defensor da participação do setor privado no segmento do saneamento básico, ele não vê incongruência em uma empresa de água distribuir lucros para acionistas, como é o caso da Sabesp.

"Há um debate internacional sobre a água como um direito universal, o que não seria compatível com a atividade privada. A população de vários países não tem serviços mínimos porque prevalece uma visão extremamente paternalista ou estadista do assunto", diz ele, para quem há um aspecto positivo da crise: ela é pedagógica para gestores e consumidores.

Leia a seguir trechos da entrevista de Oliveira, que também é professor do Departamento de Planejamento e Análise Econômica Aplicados à Administração da FGV

Folha – Como garantir que as pessoas tenham acesso à água se ela não for vista como direito?

Gesner Oliveira – É um serviço básico. Mas, sem investimentos privados, não há serviços necessários. As empresas brasileiras de saneamento que funcionam –Sabesp, Sanepar (PR) e Copasa (MG)– têm participação privada.

Esse seria um modelo a ser estendido para o resto do país?

Sim. O investimento de ampliação do sistema do Alto Tietê foi feito em dois anos. A Sabesp demoraria quatro anos para fazer essa obra.

Hoje não há rodízio, mas existe racionamento?

De jeito nenhum. Estamos vivendo uma situação de problemas de falta de água em função de uma opção, que me parece correta, de diminuição da pressão da água.

Muita gente reclama da falta de informação. Não dá para avisar quando faltará água por redução de pressão?

O esforço de comunicação é sempre útil e qualquer adicional é bem-vindo.

Faltou transparência durante a gestão da crise?

O padrão de governança da Sabesp é o melhor do Brasil. Mas a crise fez emitir um alerta geral, não só para o governo e para as empresas, mas para todos: não estamos mais no mundo da fantasia.

A empresa que cuida do dia a dia do saneamento não poderia ter se preparado melhor?

Com risco de ser chapa branca, digo que a Sabesp foi a empresa que fez o maior programa de água de reúso do hemisfério sul. Tem o maior programa de redução de perdas do Brasil e provavelmente da América Latina.

A Sabesp não tem uma previsão detalhada sobre a meteorologia dos seus sistemas?

Existe um grupo da USP que faz uma previsão voltada para o sistema Cantareira. O que aconteceu neste ano está totalmente fora de qualquer intervalo de previsão. O que está ocorrendo aqui é recorrente em Minas [Gerais], no Nordeste, na Califórnia e na África e exige, de uma maneira geral, outra estratégia.

Na Califórnia, o governo escancarou o problema. Aqui, a gravidade da crise não foi exposta por causa das eleições?

É difícil se dissociar da questão eleitoral, mas, em um longo prazo, temos que olhar para erros do passado. Desde os anos 1960 fomos negligentes na estratégia de ocupação de São Paulo. Nós deveríamos ter protegido as margens da Guarapiranga e do rio Tietê. Por que foram canalizados tantos córregos? Se você tivesse o rio Pinheiros e o rio Tietê navegáveis, com píeres, você teria muito lucro.

Como é possível aproveitar melhor o ciclo da água?

Primeiro, produzindo eficientemente. O Brasil perde, em média, 37% da água que produz, seja em perdas físicas, seja em perdas comerciais. Em Macapá, por exemplo, este índice é de 72%.

Depois, tratando a água. É muito importante a captação de água de chuvas. É preciso também fazer medição de consumo individualizada.

O governador falou que há "gastões" de água e sabe-se que condomínios têm dificuldades em reduzir o uso porque têm hidrômetros coletivos. Por que nunca houve uma política de mudança disso?

Porque ninguém se preocupa com isso. Há uma incompetência que é geral, da sociedade. A gente se acostumou a um mito de abundância [de água]. Então, precisa haver um choque cultural. As pessoas precisam se dar conta de que um banho de cinco minutos é algo razoável.

O componente ambiental não está demorando muito para entrar no contexto político?

Ele é crucial. As empresas não podem atuar como vendedoras de água, mas como companhias de meio ambiente. Mobilizar a população para proteger córregos, defender o reflorestamento, não jogar lixo nos rios.

E se não chover acima da média neste verão?

Considerado o absurdo desperdício de água, existe um bom espaço para a redução de consumo. A redução de consumo já foi equivalente a um novo sistema. Nós podemos ter mais um sistema sem sacrifício. Os hábitos brasileiros em relação à água ainda são carnavalescos.

É mais barato investir em obras ou redução de perdas?

Devemos reduzir perdas antes de construir sistemas. Em uma cesta de soluções, daria um peso maior na redução de consumo. Daria grande ênfase também na redução de perdas. Daria muita ênfase ainda na reciclagem de água.

Em São Paulo, a redução de perdas envolve diminuição das perdas físicas (redução de vazamentos com equipes especializadas na detecção nas tubulações menores). E reduzir perdas comerciais.

Reduzir perdas de 37% para 25% até 2025 no país renderia R$ 30 bilhões (três anos do que é investido em saneamento).

Gosto de usar o seguinte bordão: nosso maior manancial é a incompetência.

São Paulo / Cidade que me seduz / De dia falta água / E de noite falta luz

PRIVATIZAÇÃOn

Onde O PSDB governa de dia falta água, de noite falta luz!

Que coincidência, onde está AES há desserviço. Também no interior do RS, onde Antonio Brito esquartejou a CEE e entregou o filé a AES Sul, os gaúchos ficaram, na semana do Natal, por vários dias sem luz. Agora, veja se a entrega da ELETROPAULO a AES resulta na mesma incompetência. Quem disse que a privada faz melhor? Taí, ó, provado, a privada só faz merda?!

E assim ficamos sabendo qual é o resultado de quando se entrega dois serviços essenciais à privada sem iniciativa: a ressurreição do samba de 1954, imortalizado pelo rei das marchinhas de carnaval, Braguinha. Aquilo que servia para o Rio de Janeiro da Light, companhia britânica, agora serve à AES, companhia norte-americana. Que coincidência, não?! Pois é, os mesmos que agora, via FT, atacam a Petrobrás para torna-la uma AES, uma BP…

O programa de entrega de empresas públicas que atendiam serviços essenciais deu-se no tempo dos dinossauros do PSDB, também conhecida como a grande era das privatidoações, conduzida pelo tiranossauros rex FHC. Seu braço gaúcho, apelidado de cavalo do comissário, filhote da RBS, foi Antonio Brito.

Uma mão lavava a outra; as duas, abunda, mas só onde tem água, né não Alckmin!?

Falta de luz persiste por mais de 60 horas em SP após tempestade

Sem energia havia 64 horas, aposentada de 84 anos circulava em casa com lanternas e velas

Moradores temiam passar Ano-Novo no escuro nas zona oeste e sul; casos são pontuais, afirma Eletropaulo

DE SÃO PAULO DO "AGORA’, para a FOLHA, 01/01/2015

Aos 84 anos, a aposentada Rafaela Laurenti tem passado as noites circulando pela casa com lanternas e velas.

Na tarde desta quarta (31), já eram ao menos 64 horas sem energia na rua onde ela mora, a Doutor Andrade Pertence, na Vila Olímpia (zona oeste), por causa da tempestade que atingiu São Paulo na noite de domingo (28).

"Moro sozinha e minha família tem medo de que eu caia no escuro. Mas vou sair daqui e deixar a casa para os ladrões?", diz Rafaela.

Nas zonas sul e oeste, as mais afetadas, moradores de diversos pontos temiam passar o Réveillon no escuro.

Segundo a Eletropaulo, 500 mil pessoas chegaram a ficar sem luz, número que caiu para 200 mil na terça. A empresa não divulgou um número nesta quarta.

Sem luz desde as 23h de domingo, o aposentado Antônio Freitas, 71, que mora em Moema (zona sul), diz temer perder tudo que tem na geladeira para a ceia.

Na Saúde (zona sul), a situação é parecida para o produtor de vídeo Felipe Vazquez, 37, que mora com a mulher e dois filhos na rua Bagé. "Estou sem luz, sem telefone e sem internet. Praticamente numa caverna."

No prédio onde trabalha o zelador Edson Lima, 61, outro problema é a água, que a bomba já não consegue levar aos apartamentos. "Teve morador que mandou visita para hotel. Muita gente foi para a casa de parentes", diz.

O tecnólogo Marcos Kenji passa pelo mesmo problema em seu apartamento no quinto andar, num prédio de dez pisos. "Agora temos também que economizar a água. Estamos guardando os alimentos em caixas de isopor com gelo."

Ele já mandou dez mensagens e fez cinco ligações para a Eletropaulo. "Cada hora eles dão uma previsão."

A Eletropaulo informou que a maior parte dos casos já havia sido solucionada e que não havia mais nenhuma grande área sem energia, como quarteirões e bairros.

De acordo com a empresa, restavam nesta quarta apenas casos pontuais, que em sua maioria dependiam da troca de equipamentos da rede elétrica, como fios.

Segundo a Eletropaulo, 2.000 eletricistas trabalham para restabelecer o fornecimento de energia, prejudicado, na maior parte dos casos, por queda de árvores.

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