Ficha Corrida

12/05/2015

Se Aécio tivesse vencido as eleições o Ártico descansaria em paz

EUAGloboCom síndrome de abstinência, os EUA invadem o Ártico em busca de petróleo. Mesmo com as revoluções patrocinadas na Líbia, Egito, Síria, Ucrânia e Venezuela, o petróleo ainda não jorra suficientemente nas veias ianques. As espionagens na Dilma e na Petrobrás, reveladas por Edward Snowden também não reverteram em benefícios petrolíferos. A cruzada contra a Petrobrás se encaixa direitinho no modus operandi dos EUA nas desestabilizações que resultam em lucros para suas empresas. Enquanto a imprensa brasileira persegue Lula por que ajuda empresas brasileiras abrirem mercados externos, os EUA patrocinam movimentos coxinhas, do tipo MBL, para levarem de graça nosso pré-sal. Como ainda não conseguiram, se obrigam a investirem no Ártico.

Com ressalvas, EUA liberam extração de petróleo no Ártico

Autorização do governo à Shell impulsiona concorrência global em região ambiental e geopoliticamente delicada

Ambientalistas alertam para consequências de acidente em área remota; pressão da indústria é antiga

DO "NEW YORK TIMES", EM WASHINGTONDE SÃO PAULO

O governo Barack Obama concedeu nesta segunda (11) licença condicional à Shell para perfurar poços de petróleo e gás natural no oceano Ártico a partir de julho.

A decisão é uma vitória do setor petroleiro após anos de pressão para operar no mar de Chukchi, uma extensão do oceano Ártico entre o Alasca e a Rússia onde se estima haver grandes reservas de petróleo e gás natural.

A região ártica –estratégica em termos ambientais, econômicos e geopolíticos– abriu nos últimos anos nova frente de disputa entre Rússia (que mantém vários projetos locais), países do norte europeu (sobretudo Noruega, que tem a maior atuação na área), EUA e, mais recentemente, China, por meio de parcerias internacionais.

A nova decisão americana impõe um revés aos ambientalistas, que vinham pressionando o governo para rejeitar as propostas no Ártico, e lança ambiguidade sobre o legado ambiental de Obama (leia análise nesta página).

O argumento central é que, por causa do isolamento da área, um acidente ali poderia ter consequências piores que as do vazamento do Golfo do México em 2010, quando, após a explosão de uma plataforma, 11 pessoas morreram e milhões de litros de petróleo oram derramados no mar.

CONDIÇÕES

A aprovação ainda está condicionada a que a Shell receba outras licenças pendentes, referentes à fauna local e ao descarte de dejetos.

"Enquanto isso, vamos continuar a testar e preparar nossos prestadores de serviços, ativos e planos de contingência", afirmou Curtis Smith, porta-voz da Shell.

O governo Obama inicialmente havia concedido à Shell uma licença para começar a perfurar no oceano Ártico no terceiro trimestre de 2012. No entanto, as primeiras incursões da empresa se viram prejudicadas por numerosos problemas operacionais e de segurança.

Duas das plataformas de petróleo encalharam e tiveram de ser rebocadas para águas mais seguras.

Em 2013, o Departamento do Interior concluiu que a Shell falhara em uma ampla gama de tarefas operacionais básicas, como a fiscalização de subcontratadas encarregadas de funções essenciais.

Em relatório, criticava asperamente a gestão da Shell, que admitiu estar despreparada para os problemas encontrados ao operar no implacável ambiente do Ártico.

A diretora do Serviço de Administração de Energia Oceânica do Departamento do Interior afirmou em comunicado que a nova decisão foi "ponderada" e considerou "os recursos ambientais, sociais e ecológicos da região".

"Estabelecemos altos padrões para a proteção desse ecossistema e de nossas comunidades árticas", escreveu Abigail Ross Hopper.

03/03/2015

Arlequim servidor de dois patrões ou ventríloquo vestido de capacho

A insana destruição da Petrobrás atende a um apelo das concorrentes e de governos com interesse no Pré-Sal brasileiro. Se fazem guerra para obterem petróleo em países bem mais distantes, porque não o fariam no Brasil. Como a oposição se perfila, abertamente, ao lado dos interesses norte-americanos, os gastos da CIA para fomentar a destruição da Petrobrás é infinitamente menor do aquele usado para obter o gás na Ucrânia.

No golpe de 1964 a CIA também financiou, com malas cheias de dólares, golpistas e instituições ditas promotoras da democracia. O combate à corrupção é uma bandeira que se ajusta perfeitamente para destruir uma empresa. No caso, para acabar com uma dor de barriga, mata-se o paciente. Só há dois  tipos de brasileiros que ainda não se deram conta que o maior interessado no enfraquecimento do governo e na destruição da Petrobrás é o Tio Sam: os mal informados e os mal intencionados.

Os vazamentos da espionagem dos EUA no Brasil, que envolve Dilma e a Petrobrás, levados a cabo por Edward Snowden são auto explicativos.

 

Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras.

27 de fevereiro de 2015 | 12:57 Autor: Fernando Brito

chevon

A entrevista de José Serra ao “dono da lista do HSBC” no Brasil, Fernando Rodrigues, é um strip-tease.

O vendedor da Vale – título que lhe foi concedido pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – lista o que se tem de fazer com a maior empresa brasileira.

Vai falando meias-verdades, como a de dizer que a Petrobras está “produzindo fio têxtil”, vai circulando a presa, como um velho leão.

O “fio textil” é poliéster, derivado integral de petróleo, que é produzido em Suape, como parte da cadeia de valor gerada pela refinaria, junto com a resina PET, com a que se produz garrafas.

São plásticos, enfim, um dos frutos de maior valor da cadeia de refino de petróleo.

Depois, diz que a Petrobras “não tem que fabricar adubo”.

Parece que está falando de esterco, mas é, simplesmente, de um dos insumos mais importantes da imensa produção agropecuária brasileira: amônia, que é produzida a partir do gás extraído junto com o petróleo.

É o “N” da famosa fórmula NPK dos fertilizantes, que o Brasil, incrivelmente, importa às toneladas.

Depois, fala em vender as usinas termelétricas de eletricidade, que já foram das multis e que a Petrobras teve de assumir porque elas só queriam o negócio com os subsídios que lhes deu FHC na época do apagão de 2001, subsídios que, além disso, eram suportados por nossa petroleira.

A seguir, fala em vender a distribuição, os postos Petrobras.

Aqueles onde o dim-dim entra, sonante, chova ou faça sol.

E aí, finalmente, diz que a empresa deve se conservar na extração de petróleo, mas que este deve ser “aberto ao mercado”.

Como já é, deve-se ler isso como a entrega da parcela exclusiva, de 30%, das imensas jazidas do pré-sal.

Claro que, nos negócios da cadeia do refino de petróleo, a Petrobras pode comprar, vender, dividir, agir como age um empresa que busca concentrar recursos em suas prioridades.

Isso inclui, senador Serra, o tal “fio têxtil”.

É tão bom negócio que seus amigos da Chevron  o produzem em larga escala através da Chevron-Phillips, em oito países.

Assim como a Chevron produz adubo e está cheia de passivos ambientais pela forma terrível que o faz, antes como Texaco e agora  usando  o “codinome” de Ortho.

E, claro, a Chevron não vai abrir mão de seus mais de 8 mil postos de abastecimento só nos Estados Unidos…

Quer dizer, as receitas de Serra para a Petrobras são exatamente o contrário do que fazem seus amigos da Chevron…

Senador, mas o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil?

Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras. | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

31/01/2015

Petrobrás x SABESP: temos gasolina mas não temos água

EUAGloboA diferença de tratamento dados pelos grupos mafiomidiáticos à SABESP e à Petrobrás explica onde eles, os golpistas, pretendem chegar. O que eles querem, e a Rede Globo já diz abertamente, é a privatização da Petrobrás. Querem transformar a Petrobrás numa grande SABESP. Se tivessem feito isso no (des)governo do amante da jornalista da Globo, Miriam Dutra, hoje teríamos racionamento de água e de combustíveis. Faltaria gasolina postos como água na torneira.

Outro aspecto que chama a atenção, é a complacência com os corruptores. 24 dos 32 presos pela Operação Lava Jato são ligados às grandes empresa, todos da iniciativa privada. São o se pode dizer, de corruptores. Pela primeira vez os corruptores estão sendo presos, mas a velha mídia continua insistindo em botar a culpa no governo. Em nenhum momento a velha mídia questiona a responsabilidade das maiores empresas brasileiras na cartelização que levou à sangria da Petrobrás. Tenho certeza de que se uma única empresa dessas pertencesse ao PT, já teria aberto uma guerra sem quartel. Contudo, como são todas grandes empresas com grande volume de capital investido nos assoCIAdos dos Instituto Millenium, tudo se passa como se os corruptores fossem uns indefesos sequestrados pelos lobos maus da Petrobrás.

Já se diz que eles não são contra a Petrobrás, mas contra o Brasil, pois querem colocar a Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque. Querem punir a empresa não os corruptos. Vão esquarteja-la até definhar para que possa ser oferecida aos pedaços à sanha devoradora das grandes petrolíferas estrangeiras. A Chevron, digo os EUA, agradecem.

 

Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

Postado em 30 jan 2015 -por : Paulo Nogueira

Tudo sob controle

Um amigo meu pergunta no Facebook: “O que a Dilma quer? Convencer todo mundo de que a Petrobras tem que ser privatizada?”

Entrei na conversa.

“Acho que a pergunta certa é: o que a mídia quer com esse bombardeio? Compare com a Sabesp, que está prestes a deixar os paulistanos sem água para dar descarga e ninguém fala nada.”

A Petrobras, para os conservadores, deixou de ser uma empresa petrolífera. Ela se transformou no caminho mais curto para ataques a Dilma e ao PT.

É para isso que a Petrobras serve, hoje: é um instrumento para desestabilizar o governo petista.

Os fatos são minuciosamente escolhidos e manipulados.

Companhias gigantes com ações nas bolsas oscilam extraordinariamente de valor, em certas circunstâncias.

O petróleo enfrenta uma situação particularmente complicada: há um excesso de oferta.

Os preços desabaram.

Os países produtores, agrupados na OPEP, decidiram, até aqui, não responder ao problema com o mecanismo clássico de redução da oferta.

Dentro desse horizonte, todas as empresas do ramo sofrem.

Seu produto vale menos, e consequentemente suas ações também.

Este é o drama real da Petrobras – e de todas as empresas que produzem petróleo.

Todas elas valem menos agora do que valiem antes da recente crise petrolífera. São oscilações de bilhões de dólares.

Normalizada a situação, com o petróleo voltando aos patamares habituais, o valor das empresas oscilará positivamente em vários bilhões de dólares.

Por isso, não adianta você pegar um quadro atípico para tirar conclusões.

Mas é o que a mídia faz, não com o intuito de “salvar a Petrobras”, mas para afundar o PT.

Por mais doída e constrangedora que seja, a questão da corrupção responde apenas por uma parte mínima da perda de valor das ações da Petrobras.

Quando o mercado se normalizar, a Petrobras voltará a valer o que valia antes, bem como todas as corporações do ramo.

A diferença é que o processo de valorização não será notícia.

A Petrobras é sólida o bastante para enfrentar intempéries.

O barulho incessante em torno dela contrasta com o silêncio obsequioso em relação à Sabesp.

O cidadão não é diretamente afetado pela alta ou baixa do petróleo. Mas quando uma empresa que deveria fornecer água entra em colapso, aí sim você tem uma situação de calamidade.

É a escola que pode parar de funcionar. É o banho que pode deixar de ser tomado. É a empresa que pode carecer de água para funcionar.

O drama vinha vindo, sabe-se hoje. No entanto, não foram tomadas providências que reduziriam as ameaças que pairam agora sobre os paulistas.

O motivo da inação criminosa chama-se eleição.

Alckmin não queria correr o risco de perder votos caso houvesse algum tipo de corte na água da população.

Depois, a conta viria, como veio. Mas aí as eleições já teriam passado.

Em nenhum momento a imprensa, ao longo da campanha, cobrou de Alckmin atitudes de interesse público.

A explicação benevolente para isso é que a mídia não tinha noção da gravidade das coisas.

Aí seria um caso de inépcia monumental.

A explicação mais provável é que a imprensa não estava interessada em aprofundar um assunto que poderia custar o cargo do amigo Alckmin.

E assim chegamos ao que estamos vendo agora.

Todos os holofotes se concentram na Petrobras, para a qual tudo se normalizará assim que os preços do petróleo no mercado mundial se restabelecerem.

Enquanto isso, a Sabesp de Alckmin é uma nota de rodapé – ainda que possa faltar aos paulistas água para dar descarga.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

04/01/2015

Perseguição e cerco à Petrobrás continua

Todo dia vazam interesses internacionais à Petrobrás. Desejo antigo, todo ano novo é renovado. A velha mídia, atende quem a finanCIA! Conforme revelou Edward Snowden, a NSA perseguia e grampeava a Petrobrás. Imagine o Brasil fazendo com os EUA o que eles estão querendo fazer com a Correia do Norte porque a Sony  foi hackeada… Para se ter uma ideia de quem finanCIA os a$$oCIAdos do Instituto Millenium basta ver o tratamento que eles dão a estes dois episódios: hackeamento da Sony e arapongagem da NSA na Petrobrás. Em ambos os episódios se posicionam como capachos dos EUA.

Já sabemos muito bem como são estas ONGs sempre a serviço dos interesses do EUA.

Um cara da África do Sul, a colônia do Apartheid, quer nos mostrar transparência? É o mesmo tipo de política do Greenpeace. Só vale para adversários dos EUA. Vamos ver como eles atuaram quando do vazamento de petróleo da BP no Golfo do México, que foi o maior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos. Foram 11 mortos – todos trabalhadores da plataforma, o vazamento de 4,7 milhões de barris de óleo e o comprometimento do litoral de cinco estados, além da habitat marinho. Prejuízo incalculável e irrecuperável.

Essa gente de boa aparência, com cara de padre pedófilo, só engana trouxas. Se querem transparência, exijam dos EUA as provas das armas de destruição em massa no Iraque. Ou de que foi o Governo da Correia do Norte que hackeou a Sony. Ou de como agiu a Inglaterra ao maior dano ecológico ao Golfo do México depois do meteorito que causou a fim dos dinossauros.

Procure no google pelo nome do entrevistado do Estadão, Cobus de Swardt e associe à British Petroleum – BP e terás uma surpresa. Aliás, não terás surpresa alguma. Não há nenhuma manifestação dele sobre o assunto…

Pós-Lava Jato, Globo prega a abertura do pré-sal 

Maílson da Nóbrega quer pré-sal para estrangeiros

Imagens do vazamento da BP no Golfo do México

petrobras-x-petrobrax_tucano

Entrevista. Cobus de Swardt

Chefe da Transparência Internacional vê chance de País enviar recado ao mundo

‘Dilma precisa fazer da Petrobrás um exemplo de transparência’

Jamil Chade

03 Janeiro 2015 | 18h 28

GENEBRA – O governo brasileiro poderá enviar uma forte mensagem neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff se transformar a Petrobrás num “exemplo de transparência e não tolerância com a corrupção”, diz Cobus de Swardt, diretor-gerente da ONG Transparência Internacional, uma das principais entidades de combate a malfeitos do mundo. 

Divulgação

Cobus de Swardt, chefe da Transparência Internacional

O sociólogo sul-africano, que esteve no Brasil em dezembro para uma série de reuniões com autoridades, afirma que essa sinalização do governo tem de ser feita já, a partir de medidas concretas de Dilma. “Não haveria uma mensagem mais forte vinda do Brasil ao resto do mundo mostrando que essa empresa gigante pode mudar para melhor”, diz Swardt, ao comentar a série de escândalos de corrupção envolvendo a estatal petrolífera. 

Em seu discurso de posse, na quinta-feira, Dilma afirmou que defenderá a Petrobrás de “predadores internos” e de “inimigos externos”.

Veja os principais trechos da entrevista do chefe da Transparência Internacional concedida ao Estado:

Como o sr. vê a sequência de escândalos de corrupção no Brasil em 2014?

Infelizmente, a corrupção existe em todos os países. Nenhuma região ou continente está isento desse desafio. No meu país, a África do Sul, temos visto vários escândalos nos últimos anos. Lá, a corrupção é reconhecida como um sério obstáculo à justiça social e à luta contra pobreza e desigualdade. Nem os países no topo do índex da Transparência Internacional da Percepção de Corrupção estão livres de casos de corrupção. A chave é como um país lida com os casos uma vez que são revelados. Países como a Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia estabeleceram um amplo consenso que integridade e responsabilidade são fatores críticos para o sucesso de seus sistemas de governança. Isso não evita totalmente a corrupção. Mas garante uma forma de detectá-la e punir uma vez que ocorra. Voltando ao Brasil, sim, o País tem visto diversos casos de corrupção que chegaram ao público e que foram notícia até mesmo fora do País. Os mais importantes estão relacionados à Petrobrás, que está atraindo muita atenção diante da magnitude do dinheiro desviado da empresa e suas relações aparentes com pessoas na comunidade empresarial e alguns políticos. Existem ainda vários problemas com governos locais pelo País, como as alegações sobre o Metrô de São Paulo e suas relações com políticos locais e empresas estrangeiras. 

O que isso revela do Brasil?

O que é interessante é que escândalos de corrupção que são abertamente debatidos na mídia não significam necessariamente que exista mais corrupção no Brasil, se comparado com anos anteriores ou com outros países. As discussões frequentes e informações sobre corrupção que vemos no Brasil podem também nos dizer que o País tem uma postura aberta para encarar o problema e que os casos não estão mais sendo varridos para baixo do tapete. Durante a campanha eleitoral, a questão esteve presente de forma importante nos debates dos candidatos. Eu, pessoalmente, experimentei essa abertura quando visitei o País no início de dezembro. Tive conversas francas e cândidas com muitas pessoas, independente de sua cor política.

As instituições brasileiras estão preparadas para lidar com a corrupção?

Existem instituições no Brasil que podem lidar com o desafio. Outras estão dispostas a fazê-lo, mas precisam de maior força. E, claro, algumas não estão prontas para o desafio. Sou cuidadoso em não julgar todas as instituições num mesmo pacote. Por exemplo, tenho um profundo respeito pelos esforços da CGU (Controladoria-Geral da União). A tarefa não é fácil em um território tão grande. Também estive reunido com juízes e procuradores extremamente corajosos e comprometidos e que fazem o possível para realizar seus trabalhos de forma correta. Mas existem alguns desafios institucionais que enfrentam, como a falta de recursos ou de leis que precisam ser reformadas e atualizadas para que eles possam trabalhar de forma mais ágil e eficiente. Não podemos esquecer que instituições são criadas por homens e mulheres e, portanto, sempre podem melhorar. É por isso que é importante manter o controle sobre elas e debatê-las em uma sociedade democrática como o Brasil. Um aspecto que não pode ser ignorado é a natureza do sistema político no Brasil. Existem desigualdades entre as regiões. 

Qual impacto os escândalos podem ter na sociedade e na democracia?

Esse impacto pode ser muito importante. Mas ele pode ir por dois caminhos opostos. Se os casos de corrupção forem ignorados e ninguém pagar por eles depois de terem sido investigados e julgados, então isso vai minar a democracia. Estado de Direito e Justiça são vitais para sustentar uma democracia saudável. Se a corrupção prevalecer e houver impunidade aos corruptos, a democracia vai sofrer. De outro lado, se aqueles que devem pagar são punidos e se estabelecem mecanismos para prevenir novos casos, então a democracia está avançando. É triste ver que na América Latina, e não apenas no Brasil, as instituições que lidam de forma mais direta com a vida democrática, como partidos políticos e Parlamentos, tendem a gozar da mais baixa confiança e tendem a ser vistos pela população como aqueles afetados pela praga da corrupção. Várias pesquisas mostram isso. No ano passado, oito de cada dez brasileiros questionados acreditam que os partidos são corruptos ou muito corruptos. Lidar com casos de corrupção, sancionar corruptos, evitar premiar políticos corruptos com nossos votos, essas são as formas para reverter a percepção negativa se queremos que a democracia ganhe força e seja saudável.

Quais desafios a presidente Dilma Rousseff terá em 2015?

Para a presidente, os escândalos recentes de corrupção se traduzem em um início desafiador para seu novo mandato. Mas é também um momento aberto para oportunidades. O que ela fizer nas próximas semanas será extremamente importante. 

Qual deve ser sua resposta em relação à crise na Petrobrás?

Da maior importância será a atitude que ela (Dilma) tomará em relação à Petrobrás. Ela precisa encontrar um equilíbrio bom e honesto entre não interferir no trabalho da Justiça, na condição de chefe do Executivo, mas ao mesmo tempo liderar esforços para fazer da Petrobrás um exemplo de não tolerância em relação ao comportamento corrupto. Ela precisa também trabalhar para tornar essa imensa empresa em um exemplo de transparência. Não haveria uma mensagem mais forte vinda do Brasil ao resto do mundo que mostrando que essa empresa gigante pode mudar para melhor. 

A corrupção pode ser neutralizada?

Certamente, caso contrário eu estaria me dedicando a outro emprego. Gosto da forma que você colocou a questão, apontando para a neutralização do problema. Isso parece mais realista que fazer a corrupção desaparecer completamente. A corrupção pode ser neutralizada. Mas não existe uma fórmula e fatores precisam ser combinados. Você precisa que as vítimas entendam que estão sendo afetadas pela corrupção e que exijam que ele seja parada. Você precisa de instituições que possam intervir de forma eficiente para punir e prevenir. Você também precisa mudar a forma pela qual a sociedade vê a corrupção. E isso tem uma relação com valores e educação. Não é fácil neutralizar a corrupção. Mas é possível. Temos as vítimas, temos os valores e quem em sua mente sã apoiaria ladrões? Temos ainda multidões que podem dizer “não” à corrupção. O que precisamos fazer é agir e unir essas vozes. As pessoas precisam parar de tolerar a corrupção.

04/05/2014

Ah! Esses comunistas, sem Alca nem calças…

Filed under: ALCA,Comunismo,México,Petróleo,Venezuela — Gilmar Crestani @ 1:24 pm
Tags:

Venezuela petroleo

Não é na Venezuela…

Boi, porco e frango sobem 25% em um ano e o consumo cai 20%. E não é na Venezuela

Mauro Santayana

Para alimentar sua população, e afastar o risco de uma crise de abastecimento, governo mexicano pede que Brasil e Argentina forneçam, em caráter de emergência, 300.000 toneladas de frango.

É de dar pena. Mas, para infelicidade de seu próprio povo, o modelo neoliberal mexicano  continua fazendo água por todos os lados.

Empresa menos rentável da América Latina no ano passado, segundo o site especializado Latinvex, a PEMEX teve, em 2013, o maior prejuízo de sua história, da ordem de mais de 12 bilhões de dólares – e ele já passa de U$ 2.5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, com todos os seus problemas, a Petrobrás – eleita no mesmo ranking a empresa mais rentável do continente latino-americano em 2013- lucrou, no mesmo período, mais de U$ 10 bilhões.

O conteúdo local dos produtos mandados para o exterior, pelos cinco principais setores exportadores mexicanos, segundo a revista local Paradigma, não chega a 60%, contra 90% no Brasil e na China.

Segundo a OCDE, quatro em cada 10 mexicanos não recebem um salário que dê para comprar uma cesta básica.

No país mais desigual das Américas, junto com o Chile, não existe seguro desemprego, e 60% da população ativa está na informalidade. 

Agora, para ilustrar melhor o que verdadeiramente está ocorrendo por lá, o site especializado em proteína animal www.eurocarne.com, citando a associação de importadores de carnes do México, acaba de divulgar que houve um aumento de 25% no preço da carne de frango, boi e porco – o suíno, por exemplo, passou de 30 para 48 pesos o quilo – no mercado mexicano, nos últimos meses, devido ao crescimento dos custos de produção nos EUA, seu principal fornecedor de alimentos.

Com isso, o consumo de proteínas no país de Zapata, com mais de 50% da população em situação de pobreza, caiu, também, no mesmo período, extraordinários 20%.

Para evitar o aumento da inflação e uma grave crise de abastecimento, o governo Peña Nieto está ultimando a importação, da Argentina e do Brasil, em caráter de emergência, de 300.000 toneladas de frango.

E ainda tem mexicano – que com certeza não precisa comer empanada na hora do almoço – que fica falando mal da Venezuela nos sites e redes sociais.

É isso aí.

Trata-se do incompetente e decadente Mercosul, dando de comer ao povo da nau capitânia da “próspera” – o México cresceu a metade do Brasil no ano passado – e “bem sucedida” – na opinião de The Economist e do Financial Times – Aliança do Pacífico.

http://www.eurocarne.com/noticias?codigo=28959

SQN

03/12/2013

Contra governo, vale até torcida por aumento maior nos combustíveis

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Inflação,Petróleo,Petrobrax,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 7:31 am
Tags:

Felizmente, FHC não conseguiu transformar a Petrobrás em Petrobrax. Não fosse do governo, e o preço dos combustíveis subiriam quando a petrolíferas gostariam que subisse. E aí também valeria aumentos para prejudicarem a população e desgastar o governo. Assim, a empresa continua sendo da União. E com ações na bolsa. Quem compra ações pode enriquecer, mas é um risco, pois também pode perder dinheiro. Quem compra, sabe. Quem não compra, também sabe. Querer que o governo aumente o preço dos combustíveis para que os compraram ações da Petrobrás tenham lucro e, de lambuja, jogar a inflação nas alturas com a desculpa do aumento dos combustíveis, é coisa que interessa a políticos que queiram ver a popularidade da Dilma caindo. De que adianta a torcida por um cenário ruim, se a cada torcida aumenta a popularidade da Dilma e piora a dos seus urubus? Querem investimento de risco… sem risco!

E assim se sabe de que lado a Folha está! Do quanto pior melhor…

Ações da Petrobras despencam até 10% após decepção com reajuste

Foi o maior tombo desde a crise de 2008; analistas veem falta de clareza na política de preços

Ministro Guido Mantega diz que governo pode voltar a cobrar Cide se inflação voltar a patamar ‘confortável’

VALDO CRUZDE BRASÍLIAANDERSON FIGODE SÃO PAULO

As ações da Petrobras despencaram até 10% ontem após a decepção com o reajuste de 4% da gasolina, considerado insuficiente, e com a falta de detalhes sobre a política de preços da estatal.

Os papéis mais negociados (preferenciais, sem voto) fecharam em queda de 9,21% (R$ 17,36), e os ordinários (com voto) caíram 10,37% (R$ 16,42). Foi a maior perda diária de ambos os papéis desde 12 de novembro de 2008, auge da crise nos EUA, quando recuaram 13% cada um.

Juntas, as ações respondem por 12% do Ibovespa, termômetro dos negócios com ações no país. O índice fechou com queda de 2,36% –a maior desde 30 de setembro.

Na sexta, a Petrobras anunciou um aumento de 4% para gasolina e de 8% para o diesel nas refinarias. Nos postos, a expectativa é que o aumento fique entre 2% e 2,5%.

A estatal anunciou que não divulgará os critérios de reajuste, mas disse que o modelo irá garantir a "convergência dos preços internacionais dos combustíveis ao mercado doméstico".

ESTATAL PREJUDICADA

Representantes de petroleiras presentes ontem ao Palácio do Planalto para a cerimônia de assinatura do contrato de exploração do campo de Libra disseram à Folha que a Petrobras foi prejudicada pelas decisões recentes do governo.

Segundo eles, tanto o percentual, que ficou abaixo do reivindicado pela estatal, como a suposta nova metodologia de cálculo dos aumentos significaram, na prática, um derrota para a estatal.

Na avaliação do setor, a criação de uma "nova política de preços", como foi divulgado na sexta, pareceu mais uma forma de reduzir o desgaste da Petrobras na disputa com o Ministério da Fazenda, que era contrário a qualquer reajuste automático da gasolina e do diesel, por temer efeitos na inflação.

Analistas reclamaram da falta de transparência sobre a "nova política", que não acaba com o poder da Fazenda sobre o reajuste.

A expectativa do mercado é que, pelo menos no ano da eleição, a definição dos preços fique sob controle total da equipe econômica.

A equipe de análise do Citigroup rebaixou a recomendação às ações da estatal de compra para neutra, ressaltando que o reajuste veio menor do que eles projetavam.

O mercado ficou também frustrado com a falta de detalhes sobre o acordo entre a empresa e o governo. "Foi perdida a chance de mudar a falta de clareza nas decisões da empresa", diz Luana Helsinger, analista do GBM.

Segundo o analista-chefe da XP Investimentos, William Alves, "a companhia permanecerá sendo afetada, destruindo valor para os acionistas". O reajuste também não agradou ao BTG Pactual: "Não sabemos se esse é um sinal do tamanho médio das altas dos preços no futuro", disseram Gustavo Gattass e Stefan Weskott, em relatório.

TRIBUTO DE VOLTA

O ministro Guido Mantega disse ontem que o reajuste de 4% foi insuficiente, mas que a gasolina teve alta de cerca de 30% desde 2011, ante 15% de inflação no período.

"Ninguém mais do que eu gostaria que a Petrobras tivesse um lucro maior. Ela paga muito Imposto de Renda [além de dividendos]", disse.

Mantega disse ainda que o governo pretende retomar a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico em 2014, assim que a inflação estiver em um "patamar mais confortável".

Colaborou TONI SCIARRETTA, de São Paulo

22/10/2013

Depois de FHC, o mínimo já é o máximo

Filed under: Petróleo,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 7:16 am
Tags:

Faltou dizer que, se FHC tivesse conseguido converte-la em Petrobrax e vendida, não teríamos pré-sal, nem bônus, nem participação de 40%. Por exemplo, cada nova jazida da Vale do Rio Doce, cada centavo ganho pela maior empresa que o Brasil tinha, nenhum centavo, vai para os cofres públicos. Com o término da CPMF, nem mesmo uma moeda das bilionárias transações internacionais caem nos cofres públicos. Sem concorrência, significa, sem norte-americanas, como a Chevron, que só negocia com Serra. Após a revelação da espionagem na Presidente e na Petrobrás, os norte-americanos emburraram, botaram o rabo entre as pernas e deixaram uma legião de vira-latas órfãos.

Sem disputa, superconsórcio leva Libra

Expectativa inicial, de mais concorrência, foi frustrada, mas governo comemorou participação de 40% da Petrobras

Na TV, Dilma responde a críticos e afirma que leilão do pré-sal não pode ser considerado como privatização

VALDO CRUZENVIADO ESPECIAL AO RIODENISE LUNAPEDRO SOARESDO RIO

Ao contrário das expectativas iniciais do governo, o maior campo de petróleo já descoberto no Brasil, Libra, no pré-sal da bacia de Santos, foi vendido ontem no Rio pelo valor mínimo: um bônus de R$ 15 bilhões e a devolução do equivalente a 41,65% do petróleo a ser produzido.

O leilão, maior concessão de infraestrutura já realizada no país, teve só um consórcio na disputa. Ao longo dos últimos dias, a equipe da presidente Dilma falava em pelo menos dois concorrentes.

Com a exploração das reservas gigantes, de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo, o governo espera atrair investimentos da ordem de R$ 200 bilhões nos 35 anos de concessão.

A gestão Dilma também espera contar com o pagamento dos R$ 15 bilhões de bônus para ajudar a fechar a meta de economia para pagar juros da dívida, mas eles não devem ser suficientes.

Além do pagamento inicial, em novembro, a exploração de Libra deve render à União R$ 1 trilhão em 35 anos.

Em pronunciamento, a presidente destacou que boa parte destes recursos vai para educação e saúde e afirmou que, por isso mesmo, o leilão de ontem "é bem diferente de privatização".

Embora as expectativas iniciais de concorrência e ágio tenham sido frustradas, o governo comemorou o fato de a Petrobras ter ficado com 40% do campo e de as estatais chinesas terem arrematado, juntas, apenas 20%.

Essa composição contradiz, dizem, o principal argumento de opositores do leilão: o de que o Brasil estaria entregando sua riqueza aos estrangeiros. Com essa crítica, cerca de 300 opositores protestaram na Barra da Tijuca, onde aconteceu o leilão. Ao menos 8 ficaram feridos.

21/09/2013

Depois de fazer o jogo das petrolíferas do Tio Sam, Folha dá marcha ré

Filed under: Brasil,Petróleo,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 9:42 am
Tags:

E a Folha conta também porque o Pré-Sal só existiu graças a visão de um brasileiro que resolveu investir no que o Brasil tem de melhor, os brasileiros.

ESPECIAL ENERGIA

China faz investida para garantir energia com o pré-sal brasileiro

Maior importador de petróleo do mundo, país inscreveu 3 estatais no leilão do campo de Libra

Mercado prevê que chineses jogarão pesado para assegurar fornecimento de combustível no futuro

DENISE LUNADO RIO

No ano passado a China superou os Estados Unidos como maior importadora de petróleo do mundo. Por dia, os chineses consomem cerca de 10 milhões de barris, cinco vezes mais do que o Brasil.

Não é à toa que três chinesas estão entre as 11 empresas que vão participar do leilão do campo de Libra, na bacia de Santos, a maior descoberta já feita no país.

A área pode chegar a produzir 1 milhão de barris por dia em 2020, metade do que a Petrobras levou 60 anos para conseguir.

A investida chinesa é um recado de que a disputa será acirrada. "São as compradoras de reservas", define o diretor do Centro de Estratégia de Recursos Naturais e Energia, Jean Paul Prates. "É tudo o que a China deseja, um operador competente [a Petrobras] e garantia de reservas com menos risco do que em outros países", avalia.

Estarão na disputa a CNOOC (China National Offshore Oil Corporation), a CNPC (China National Petroleum Corporation) e a Sinopec, inscrita em parceria com a espanhola Repsol, de quem já é sócia no Brasil.

Elas se desenvolveram nos últimos 20 anos na busca de substitutos do carvão, depois que a China deixou de ser predominantemente rural.

A maior, a CNOOC, é especializada em exploração marítima; a CNPC atua em 27 países (incluindo Chile, Peru, Equador e Venezuela); e a Sinopec tem, desde 2009, um acordo de cooperação com a Petrobras, incluindo refino.

Prates aposta que, assim como o Japão –que precisa de uma alternativa à agora rejeitada energia nuclear, por causa do acidente de Fukushima–, a China vai jogar pesado no leilão e depois "sentar e assinar os cheques".

Era tudo o que a Petrobras precisava. Com o caixa apertado pela demora do ajuste dos combustíveis e 770 projetos em curso, além de 177 em avaliação, a estatal tem o pré-sal como seu maior potencial de ganhos.

A companhia tem reservas provadas de 3,4 bilhões no pré-sal da bacia de Santos e produção em torno dos 300 mil barris diários, em pouco mais de cinco anos.

O campo de Libra tem reservas recuperáveis (que ainda não estão provadas) da ordem de 8 a 12 bilhões de barris, e vai estrear o sistema de partilha no país, no qual o pagamento ao governo será em petróleo. O que sobrar, depois de retirado o custo para produção, será dividido entre os sócios do consórcio vencedor.

O mercado aposta que a Petrobras vai aumentar a fatia de 30% que tem compulsoriamente para algo em torno dos 50%, dividindo o campo com uma parceira chinesa.

    Pré-sal: para entender a diferença entre FHC e Lula

    Filed under: FHC,Lula Seja Louvado,Petróleo,Petrobrax,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 9:19 am
    Tags:

    IMPERDÍVEL! Eis um texto para ser devorado por completo, inclusive as entrelinhas…

    Nesta pequena história estão resumidas as mais diversas diferenças entre Lula e FHC. A visão de Brasil a partir de uma grande empresa, e a capacidade de ver no ser humano o melhor que o Brasil possui. Enquanto a política de FHC, com Cláudia Costim, foi construir o PDV, Lula e Dilma vislumbraram nos técnicos mandados embora o maior acervo intelectual que o Brasil possuía. Quem frequentava as Universidades Federais na época de FHC sabe muito bem o que foi a fuga em massa dos melhores professores. Foi frustrante pensar que um ex-professor universitário como FHC pudesse ter empreendido tamanho desmonte do ensino público. E mais surpreende foi ter sido exatamente um torneiro mecânico, Lula, quem mais criou instituições de ensino público. A descoberta do pré-sal foi coroado com o destino dos royalties à educação, como provam estas notícias de O Globo: Dilma envia projeto para destinar royalties do pré-sal para educação e Dilma sancionará sem vetos lei dos royalties para educação e saúde.

    O resto é inVeja de gente que não admite que Lula, um torneiro mecânico que substituiu um intelectual, tenha sido o maior estadista que esta país já teve.

    MINHA HISTÓRIA – GUILHERME ESTRELLA

    O homem que inventou o pré-sal

    Responsável por descobertas de petróleo nos últimos 40 anos, geólogo levava no bolso o mapa da "picanha azul", como eram chamados os novos campos da bacia de Santos

    RESUMO Oito anos depois de aposentado, Guilherme Estrella foi chamado de volta ao trabalho. Dois anos depois da posse do presidente Lula, levava ao presidente os mapas dos gigantescos reservatórios do pré-sal brasileiro, concentrados na bacia de Santos. Virou o "pai do pré-sal" para Lula. Cotado para presidir a PPSA, que vai administrar os contratos de partilha do pré-sal, ele diz não querer nem pensar na possibilidade.

    (…) Depoimento a

    DENISE LUNADO RIO

    Nasci durante a Segunda Guerra, justamente a responsável por fazer da geologia a ciência de maior crescimento na época. Os submarinos alemães se escondiam em formações geológicas em frente aos EUA, daí a necessidade de conhecer essa ciência.

    Sou de uma família classe média da Ilha do Governador, zona norte do Rio. Vivia de frente para a baía de Guanabara, que não era o esgoto que é hoje. Morávamos na Lagoa, na zona sul, mas meu pai reclamava do barulho da obra do bonde e nos mudamos.

    Fui o geólogo descobridor de um dos maiores poços da bacia do Recôncavo, Miranga, no interior da Bahia, que produz até hoje. A Petrobras produzia 100 mil barris por dia. Em 1966 fiz um levantamento de Alagoas até Vitória e encontrei formações favoráveis a muito petróleo.

    Tinha uma frase famosa, do geólogo americano Walter Link, de que o petróleo no Brasil era no mar, e não em terra. Com os primeiros dados, foi dada a autorização para contratar sonda e perfurar no mar.

    Eu vivia no interior da Bahia e nem via os movimentos políticos, não participava de nada, mas sabia que os governos militares sempre privilegiaram a Petrobras.

    A empresa nunca foi uma empresa do governo, mas de governo, seja qual for.

    Na época do Geisel [presidente Ernesto Geisel, 1974-1979] fizemos a primeira perfuração no mar do Espírito Santo, no campo de Guaricema. Os testes indicaram óleo, mas subcomercial. Conta-se que Geisel não aceitou e disse que ia produzir de qualquer maneira, e acabou sendo a primeira descoberta relevante do Brasil.

    Descobrimos assim que as simulações que eram feitas antes estavam erradas.

    No início dos anos 1970 eram produzidos entre 5.000 e 10 mil barris por dia no mar.

    Nessa época fundaram a Braspetro [1972], durante a crise do petróleo, porque os países fornecedores exigiam que os compradores investissem onde compravam, para achar mais petróleo. Faziam isso países como Argélia, Egito, Iraque, Irã e Líbia, que vendiam para o Brasil.

    Fui trabalhar no Iraque em 1976 e descobrimos um dos maiores campos do mundo, Majnoon, com 50 bilhões de barris de reservas.

    O campo ficava perto do Irã e não podíamos queimar o óleo do teste de formação de poço. Tive que abrir uma bacia enorme no deserto para colocar o óleo.

    Mas a Petrobras teve que devolver o campo. O governo nos chamou e disse que grandes campos não faziam parte da política de permitir a operação de estrangeiras no país, que deviam apenas complementar a produção.

    A Petrobras foi indenizada direitinho e algumas empresas brasileiras também foram beneficiadas. A Mendes Júnior foi construir estrada de ferro, a Sadia entrou no mercado lá e passamos a exportar Passats para lá.

    Voltei ao Brasil em 1978 e fui trabalhar na bacia do Espírito Santo. A bacia de Campos já produzia mais que as outras, mas é um estigma, eu nunca trabalhei na bacia de Campos. Vimos que o petróleo no Espírito Santo estava mais embaixo do que previra o Cenpes, centro de pesquisa da Petrobras.

    Perfurar mais fundo foi uma dica que veio de um geólogo franco-americano que trabalhava na Chevron. Ninguém vende uma informação dessa, ele nunca ganhou um tostão por isso.

    Fui para o Cenpes e, em 1982, assumi a superintendência. Nessa época já se falava sobre a teoria da separação das placas tectônicas dos continentes sul-americano e africano, que levaram à formação dos reservatórios similares em ambas as costas, mas não havia tecnologia para pesquisar isso.

    No Cenpes elegemos um colega para uma vaga importante, mas a diretoria vetou porque ele era presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras. Eu pedi demissão, não aceitei. Isso era 1995, a ditadura já tinha acabado.

    Minha esposa morrera um mês antes. Fui morar em Friburgo [região serrana do Rio], casei de novo, entrei para o PT. Fui eleito presidente porque era único com tempo e dinheiro. E também porque a outra chapa perdeu prazo para se habilitar.

    Quando Lula ganhou em 2002 fizemos a maior festa. Recebi ligações dizendo que se falava em meu nome para voltar à Petrobras. Recebi um convite do José Eduardo Dutra [presidente da empresa] e voltei.

    Quando cheguei lá, não encontrei uma empresa de petróleo, mas uma instituição financeira que investia no setor de petróleo. Tinham acabado com os cursos fora, com as viagens para seminários. Estavam concentrados apenas na bacia de Campos, fazendo caixa, sem investir.

    Começamos a expansão. E no primeiro leilão de áreas de petróleo eu vi que a coisa era séria. Quando perdi o primeiro bloco para a Devon, que colocou 100% de conteúdo nacional, a então ministra Dilma Rousseff me ligou cinco minutos depois e disse: "Soube que você perdeu um bloco, isso não vai se repetir, está entendido?".

    E claro que não perdi mais nenhum. Ali eu senti que a Petrobras ia reassumir a hegemonia do setor de petróleo no Brasil.

    No final de 2005, o gerente-executivo Mario Carminatti me trouxe uns mapas da "picanha azul", como ficou conhecida a área do pré-sal da bacia de Santos. Fui ao Gabrielli [José Sergio Gabrielli, então presidente da Petrobras] e ele me levou para a Dilma, que me levou ao Lula.

    Foi aí que começamos a fazer o marco regulatório, eu era o único geólogo naquelas reuniões do marco. O maior embate foi a Petrobras como operadora única, mas só inova quem faz, e decidimos manter assim.

    O Lula me chamava toda hora lá em Brasília para mostrar a apresentação de como era o pré-sal, já andava com o pendrive no bolso.

    Fiquei muito orgulhoso de participar do marco regulatório, mas vi que era a hora de parar. Estava com 70 anos. Trabalhava de 7h às 21h, morava em uma apart-hotel no Leblon, estava separado.

    Ocorreu uma revolução tecnológica, a Petrobras estava completamente diferente de quando cheguei.

    Ficou claro para mim que não dava mais, tinha que deixar a turma nova entrar.

    Muita empresa me chamou para participar do conselho de administração, mas não acho certo, possuo informações confidenciais da companhia, é difícil trabalhar numa concorrente. Não me arrependo. Estou cuidando do meu acervo, das minhas coleções em Friburgo, das plantas.

    20/09/2013

    Folha lamente pelas patrocinadoras

    Filed under: Petróleo,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 10:24 am
    Tags:

    Coincidentemente, as quatro são norte-americanas e inglesas, patrocinadoras de espionagem nos países onde operam. A conclusão da Folha não poderia ter sido mais apropriada: “Procurada, a BG não respondeu à reportagem. Ninguém da Exxon foi localizado. A BP disse que não iria comentar.” Isto é, quem quer lucro fácil não quer participar… Então, sem comentários!

    Ausência de 4 gigantes surpreende ANP

    Norte-americanas ExxonMobil e Chevron e britânicas BP e BG não se inscrevem para explorar o campo de Libra

    Não participação reforça tese de que modelo despertou mais interesse em estatais, que priorizam reservas

    PEDRO SOARESDO RIOVALDO CRUZDE BRASÍLIA

    A desistência de quatro gigantes do setor petroleiro do leilão do pré-sal surpreendeu o Planalto e a ANP (Agência Nacional do Petróleo), que previam uma disputa mais acirrada, com cerca de 40 empresas, e não apenas as 11 que acabaram se inscrevendo.

    Segundo executivos do setor ouvidos pela Folha, a ausência das norte-americanas ExxonMobil e Chevron e das britânicas BP e BG reforça a tese de que o leilão, marcado para o dia 21 de outubro, despertou muito mais interesse em estatais que visam assegurar reservas, e não em empresas que querem lucrar com a venda de petróleo.

    Na lista final, seis são estatais –duas da China. Outra chinesa está associada à espanhola Repsol e, na Petrogal, à portuguesa Galp. Entre as grandes privadas, só figuram Shell (Reino Unido-Holanda) e Total (França).

    Para a China, o mais importante é mover a sua indústria manufatureira. Ou seja, seu foco é exportar produtos de maior valor e usar commodities importadas, como petróleo e minério de ferro.

    Para analistas, o acesso ao petróleo é ainda uma questão geopolítica e de garantia de suprimento externo que talvez seja fundamental apenas para a China. Um sinal de interesse pela participação das chinesas foi a visita recente da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao país.

    Segundo executivos do setor, o formato do leilão e as regras do modelo de partilha afastaram empresas que já tinham foco em outros países, como BP e Exxon.

    No campo regulatório, a incerteza maior é em relação à entrega do óleo à nova estatal do pré-sal (a PPSA), que vai cuidar de todos os contratos de partilha de produção, definindo o que pode ser abatido como custo operacional do óleo e ser entregue a ela.

    Outro ponto, dizem, é a imposição da Petrobras como sócia obrigatória com 30% de participação e operadora do campo –ou seja, responsável por todas as contratações de pessoal, equipamento, prazos de exploração etc.

    Para David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP, o pré-sal perdeu atratividade por outros motivos, como o menor grau de dependência de países como os EUA –que descobriram grande reservas de gás de xisto e serão autossuficientes em poucos anos. "O petróleo já não é tão estratégico com o era há dez anos."

    EXPLICAÇÕES

    A diretora-geral da ANP, Magda Chambriand, disse que recebeu telefonemas de Exxon, BP e BG, nos quais as petroleiras "reafirmaram o interesse no Brasil", apesar da não participação no leilão.

    Magda chegou a falar que seriam 12 as inscritas, informação logo depois corrigida pela ANP. Segundo a Folha apurou, a Chevron seria a 12ª, mas desistiu na última hora.

    Magda atribuiu as ausências à "conjuntura". "Agora existe um contexto mundial de situações muito específicas de cada empresa que levam a essa situação."

    A desistência das empresas, dizem especialistas, mostra ainda que, para gigantes do setor, as novas regras impostas pelo governo não são boas e o espaço para "ganhar dinheiro" é reduzido. Sinaliza também uma maior desconfiança em relação ao país, já apontado pelas dificuldades no leilão de rodovias.

    No mercado, a surpresa foi a atitude da BG, já que é a principal sócia da Petrobras no pré-sal e vinha com um discurso de apostar no país. Pesou, segundo a Folha apurou, o fato de a empresa estar com o caixa comprometido para o desenvolvimento de projetos como o do campo de Lula (bacia de Santos), do qual é parceira da Petrobras.

    Ao governo BG e BP disseram que "gostam" de assumir mais riscos, porque o lucro também é maior. Procurada, a BG não respondeu à reportagem. Ninguém da Exxon foi localizado. A BP disse que não iria comentar

    30/03/2013

    O petróleo é deles

    Filed under: Petróleo — Gilmar Crestani @ 8:47 am
    Tags:

    Campos dos Goitacazes produziu cinco coisas: petróleo, miséria, Garotinho, Rosinha Garotinho e O Coronel e o Lobisomem… A cana-de-açúcar não conta, pois dá em qualquer lugar.

    WILSON MARTINS

    Royalties devem priorizar Estados produtores?

    Uma riqueza de todos os brasileiros

    Um número é tradutor do tamanho da injustiça: dois Estados ficam com 96% dos recursos gerados pelos royalties do petróleo; 4% são divididos entre as outras 25 unidades. Só isso já seria suficiente para afirmar que a redistribuição dos royalties reduz um pouco da enorme desigualdade e injustiça que existem neste país carente de um novo pacto federativo.

    Os que defendem a perpetuação dessa situação absurda argumentam que são "Estados produtores" -o que os coloca como uma espécie de donos do petróleo. Nada mais inapropriado.

    São produtores os Estados dos quais são extraídos petróleo do seu território, como Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas. Quando a Petrobras vai a Mossoró (RN), perfura um poço e extrai óleo, dizemos que Mossoró é um município produtor e que o Rio Grande do Norte é um Estado produtor de petróleo.

    Mas quando a Petrobras vai lá no meio do oceano Atlântico, perfura um poço e extrai petróleo, quem é o produtor? Não se está extraindo do território de nenhum Estado em particular, mas em área da União. O produtor é a União.

    A Constituição Federal é clara quando diz que são bens da União os recursos naturais da plataforma continental, da zona econômica exclusiva e do mar territorial. É automática a ilação de que esses recursos pertencem a todos os 195 milhões de brasileiros e não apenas a alguns.

    Apesar da clareza do termo constitucional, fabrica-se um confronto que coloca de um lado os Estados "produtores" -Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de São Paulo- e, de outro, os 23 Estados e o Distrito Federal, identificados como "não produtores". Esse conflito é, de fato, um falso problema.

    Aqueles três Estados são apenas confrontantes com os campos de petróleo em alto mar. No entanto, a eles cabe quase todo o bolo das receitas da extração de petróleo no mar, em uma relação absurdamente desigual. Não há aqui a mínima obediência ao princípio da razoabilidade e sim o paroxismo da irracionalidade.

    Somente para ilustrar: no ano passado, o município de Campos (RJ) recebeu de royalties mais que a soma do repasse do Fundo de Participação dos Municípios para todas as 224 cidades piauienses.

    É preciso chamar a atenção para o fato de que, se a Lei Vital do Rego por acaso vier a cair no Supremo Tribunal Federal, essas distorções serão potencializadas, ampliando as desigualdades.

    O Rio de Janeiro e o Espírito Santo alegam que não pode haver quebra de contrato e que só se poderia repartir as receitas dos futuros campos. Com a primeira parte estamos todos de acordo: ninguém quer quebrar contrato. E nenhum contrato será quebrado, pois foram firmados entre a Agência Nacional de Petróleo, representando a União, e a petroleira que paga royalties e participação especial, mediante termos de exploração.

    O que a nova lei faz é dividir o produto do contrato.

    Não é demais lembrar que, desde a sua criação em 1953, a Petrobras tem consumido grandes somas de recursos de todo o povo brasileiro, na sua luta vitoriosa na busca de nossa autossuficiência.

    Segundo os técnicos, de dez poços perfurados, apenas um produz petróleo. Conclusão: todos os brasileiros pagam a conta dessa exploração, mas na hora de dividir os resultados, apenas dois Estados, que contribuíram na mesma proporção que os demais, ficam com quase toda a riqueza.

    Isso é uma injustiça gritante. E a luta para corrigi-la é uma luta por um país mais igual, mais fraterno, mais harmonioso. É para isso que lutamos.

    WILSON MARTINS, 59, é governador do Estado do Piauí pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro)

    Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

    08/01/2013

    Repsol inicia la producción en uno de los mayores campos de petróleo de Brasil

    Filed under: Petróleo,REPSOL — Gilmar Crestani @ 8:50 am

    La plataforma puesta en marcha tiene capacidad para procesar 120.000 barriles al día

    EP MADRID8 ENE 2013 – 11:00 CET

    La española Repsol ha comenzado la explotación comercial del megacampo de Sapinhoá en Brasil, con unas reservas estimadas de 2.100 millones de barriles equivalentes de petróleo, lo que contribuirá decisivamente a sus planes de crecimiento en los próximos años, ha informado este martes la petrolera.

    En concreto, el primer pozo productor (Guará-1) con un potencial de producción superior a 25.000 barriles por día ha sido conectado a la plataforma Cidade de Sao Paulo, anticipándose a la fecha prevista para su puesta en marcha.

    A lo largo de los próximos meses se conectarán a la plataforma nuevos pozos, con los que se alcanzará en una producción de 120.000 barriles de crudo al día en el primer semestre de 2014.

    En una segunda fase de desarrollo del Campo de Sapinhoá se instalará la plataforma Cidade de Ilhabela, con una capacidad de producción diaria de 150.000 barriles de crudo y 6 millones de metros cúbicos de gas, y cuyo inicio de operación está previsto en el segundo semestre de 2014.

    El bloque BM-S-9 del presalino brasileño está operado por Petrobras (45%) en asociación con Repsol Sinopec Brasil (25%) y BG Gropup (30%).

    La petrolera ha destacado que la entrada en producción de este campo marca un importante hito en su estrategia de desarrollo, ya que su Plan Estratégico 2012-2016 contempla unas tasas de crecimiento de reservas y producción superiores a la media de la industria, hasta alcanzar los 500.000 barriles equivalentes al día en 2016, con una tasa anual de remplazo de reservas de al menos el 120%.

    El descubrimiento de Sapinhoá (antes denominado Guará) en 2008 fue uno de los cinco mayores hallazgos producidos en el mundo en ese año.

    El desarrollo de proyectos en Brasil, Estados Unidos, Venezuela, Perú y el Norte de África en el marco del actual Plan Estratégico es fruto del éxito exploratorio de la compañía desde 2008, un lustro en el que Repsol ha realizado cinco de los mayores descubrimientos del mundo.

    La plataforma Cidade de Sao Paulo es del tipo FPSO (plataforma flotante que produce, almacena y traslada el petróleo a otro buque) y está anclada a una profundidad de agua de 2.140 metros, a 310 kilómetros de la costa. Tiene capacidad para procesar diariamente 120.000 barriles de petróleo y 5 millones de metros cúbicos de gas.

    El crudo producido será extraido por medio de buques petroleros, mientras que el gas se transportará a través del gasoducto Sapinhoá-Lula-Mexilhao hasta la unidad de tratamiento Monteiro Lobato (UTGCA), situada en Caraguatatuba, en la costa del Estado de Sao Paulo.

    Repsol inicia la producción en uno de los mayores campos de petróleo de Brasil | Economía | EL PAÍS

    06/01/2013

    Esso ou Exxon, pirata moderno

    Filed under: Esso,Exxon,Impostômetro,Impostores,Petróleo,Sonegação Fiscal — Gilmar Crestani @ 6:59 pm

     

    El gigante Exxon se lleva de España la filial que usaba para ahorrar impuestos

    La petrolera tenía beneficios de miles de millones de euros con un solo empleado

    Miguel Jiménez Madrid5 ENE 2013 – 21:03 CET10

    El gigante petrolero Exxon, la segunda mayor empresa del mundo por valor en Bolsa y la tercera por facturación, ha usado durante años España como su particular paraíso fiscal. Una filial con un solo empleado lograba beneficios de miles de millones de euros que no tributaban al fisco gracias al régimen de entidades de tenencia de valores extranjeros. Exxon, sin embargo, ha decidido que otra sociedad holandesa absorba a la española, con lo que la petrolera pasará a usar las ventajas fiscales que ofrece la legislación holandesa para deducir impuestos, evitar la doble imposición y reducir la factura tributaria.

    Los países desarrollados han decidido embarcarse en una batalla para que las grandes multinacionales no consigan trasladar las bases imponibles a territorios de baja tributación o paraísos fiscales. Al tiempo, paradójicamente, muchos de esos países, entre ellos España, han diseñado estructuras jurídicas para sociedades holding con las que ahorrarse impuestos. Aunque, en principio, la razón de ser de estas sociedades de cartera es evitar la doble imposición internacional, en la práctica los expertos y asesores fiscales de las empresas realizan maniobras de ingeniería fiscal con las que en ocasiones los beneficios acaban sin tributar ni en el país de origen ni en el de destino del dinero.

    En España, ese régimen es el de las entidades de tenencia de valores extranjeros, que han sido usadas por numerosas multinacionales para situar en España firmas sin actividad económica real que funcionan como meros cascarones donde situar las participaciones en otras empresas para lograr así ahorrar impuestos. Hacienda, que promovió el régimen, ha acabado por admitir que en ocasiones es un foco de fraude fiscal.

    Exxonmobil Spain era una sociedad de ese tipo. Con un solo empleado, logró beneficios de 16.300 millones de euros entre 2008 y 2011 sin pagar ni un solo euro de impuestos por ellos. Exxon usaba la filial española principalmente para recibir beneficios de una sociedad de cartera luxemburguesa y traspasarlos a Estados Unidos, evitando cualquier tipo de impuesto o retención, todo ello, en principio, dentro de la más estricta legalidad.

    La filial holandera de la petrolera absorverá a la española

    El grupo petrolero, sin embargo, ha decidido que Exxonmobil Spain sea absorbida por ExxonMobil Luxembourg Investments, una sociedad que, pese a lo que pueda aparentar su nombre, es holandesa. Holanda es uno de los países que mayores facilidades da para establecer sociedades holding o de cartera con amplias ventajas fiscales. Muchas multinacionales las usan como camino de paso para llevarse el dinero a paraísos fiscales escapando de tributación legalmente. Las compañías tecnológicas como Google, Apple o Facebook están entre las que usan esas maniobras agresivas de planificación fiscal para ahorrar impuestos.

    El gigante Exxon se lleva de España la filial que usaba para ahorrar impuestos | Economía | EL PAÍS

    01/12/2012

    Brasil destina los ingresos de las concesiones petroleras a la educación

    Filed under: Brasil,Educação Pública,Juan Árias,Petróleo — Gilmar Crestani @ 9:08 am

    La recaudación procedente de las concesiones financiará la Educación en todo el país

    El canon petrolero ascendió a unos 4.600 millones de euros en 2011

    Juan Arias Río de Janeiro1 DIC 2012 – 01:02 CET29

    La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, ha tomado este viernes una decisión histórica: a partir de los nuevos contratos para la exploración del petroleo del país en tierra y mar, el canon o compensación que hasta ahora recibían cada año los Estados productores del crudo, fundamentalmente, Rio y Espirito Santo, se dedicarán exclusivamente a la educación.

    En 2011, dicho canon alcanzó la cifra de 13.000 millones de reales (unos 4.600 millones de euros), que podrán aumentar en la medida de la exploración de los nuevos pozos de petroleo.

    El Ministro de Educación, Aloizio Mercandante, que junto con otros tres ministros presentaron el nuevo proyecto de ley presidencial en una conferencia de prensa, resaltó el valor histórico de la decisión del Gobierno Rousseff. “No existe futuro mejor para el país que invertir en educación”, afirmó

    Para el ministro, “solo la educación hará de Brasil una nación efectivamente desarrollada, ya que la educación es el fundamento de todo desarrollo económico futuro”.

    El tema del canon del petroleo, que depende cada año de la producción del crudo, ha sido un verdadero quebradero de cabeza para Rousseff, ya que el Congreso lleva tiempo, desde los gobiernos del expresidente Lula da Silva, discutiendo si dicho canon debía dedicarse exclusivamente a los Estados productores o a todos en general ya que se trata de una riqueza nacional.

    Al final, el Congreso aprobó una ley en este último sentido. A partir de ahora se beneficiarán lucrarse del canon todos los Estados indistintamente.

    Hubo un levantamiento en los dos Estados que hasta ahora recibían casi integralmente los recursos: Rio y Espirito Santo. Pidieron con manifestaciones hasta en la calle que Dilma vetara la ley.

    Este viernes, la presidenta decidió vetar algunas partes de la ley para que no fuera herido el derecho ya adquirido y sancionado por la Constitución. Por tanto serán respetados los contratos ya concedidos del pasado y a partir del año que viene, con las nuevas concesiones entrará en vigor la nueva ley que obliga a repartir ese canon a todo el país. Con esa añadidura histórica de que dicha compensación o premio a los Estados y municipios se dediquen exclusivamente a la educación.

    Hasta ahora, como había denunciado la prensa, dicho canon se dedicaba en buena parte a aumentar los gastos públicos de dichos Estados y muy poco para gastos sociales y de educación. O para obras a veces faraónicas de embellecimiento externo de las ciudades.

    Dilma se ha basado en una ley aprobada por el Congreso que obligaba al gobierno a dedicar en el futuro un 10% del PIB a la educación, dado que Brasil, a pesar de su pujanza económica, continúa apareciendo en el furgón de cola de los otros países en calidad de educación. El 40% de los alumnos que empiezan los estudios de la secundaria, los abandonan antes de concluirlos.

    Brasil destina los ingresos de las concesiones petroleras a la educación | Internacional | EL PAÍS

    06/10/2012

    Ou de porque os EUA odeiam Chávez

    Filed under: Hugo Chávez,Petróleo — Gilmar Crestani @ 8:19 am

     

    Venezuela cambia con los vecinos petróleo financiado por alimentos y pantalones

    Por: Alejandro Rebossio| 05 de octubre de 2012

    En los 13 años que lleva Hugo Chávez en la presidencia de Venezuela, su país ha estrechado lazos económicos con Latinoamérica y el Caribe, pero sobre todo con aquellos rincones más afines en términos ideológicos. Y lo ha hecho bajo la fórmula de petróleo por alimentos y hasta por pantalones.

    “Con Chávez, EE UU ha ido perdiendo peso como comprador del petróleo de Venezuela, que representa el 95% de las exportaciones del país, y han ganado terreno China, Centroamérica y el Caribe”, explica José Luis Saboin, economista de la consultora venezolana Ecoanalítica. En 1999, Venezuela enviaba a EE UU y Canadá el 57% de sus exportaciones de crudo y combustibles derivados y en 2011 esa proporción descendió a 47%, una cifra aún considerable. Han ganado peso como destino de las ventas venezolanas el Caribe (16% del total), el resto de Latinoamérica (4%) y China (13%).

    El Gobierno de Chávez ha tejido alianzas con países latinoamericanos con los que comparte cierta sintonía política y con caribeños que enfrentan el encarecimiento internacional del petróleo desde la década pasada. En las relaciones con unos y otros, el crudo ha sido clave. Venezuela selló pactos para vendérselos a precio internacional, pero con un financiamiento laxo, que ha llegado a consistir en un año y medio de gracia y plazos de hasta 15 o 25 años. Además, introdujo otra novedad en la relación con sus vecinos: el comercio compensado. El país caribeño comenzó a adquirir más bienes en la región, en detrimento de EE UU, con lo que los países compradores redujeron la pérdida de divisas en el intercambio.

    En su informe de gestión de 2011, la estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) deja claro que sus objetivos son no solo económicos sino políticos. La empresa reconoce que busca con otros “Estados que comparten una misma visión del ejercicio de la soberanía” la materialización de “la unión energética de los pueblos como un habilitador geopolítico que permita utilizar los recursos energéticos de Centroamérica, Suramérica y el Caribe”. A algunos países les vende petróleo o derivados, como Argentina, Bolivia, Uruguay, Cuba, Paraguay (al que le ha dejado de exportar tras la polémica destitución del expresidente Fernando Lugo) y los que integran PetroCaribe (Antigua y Barbuda, Dominica, Granada, Guyana, Haití, Jamaica, Nicaragua, República Dominicana, San Cristóbal y Nieves, San Vicente y Las Granadinas y El Salvador, que se encuentra en proceso de adhesión a esa alianza). Como compensación, Venezuela ha recibido en 2011, por ejemplo, arroz de Guyana, café salvadoreño, azúcar dominicano y 13.000 novillos, 2.600 terneras y 19.000 pantalones de Nicaragua, entre otros productos. También planea construir barcazas en Argentina.

    PDVSA, que suele crear empresas mixtas con petroleras estatales de los países latinoamericanos y caribeños a los que va, explota hidrocarburos en Bolivia, Ecuador y Cuba, construye una refinería en Brasil y avanza, aunque a paso tranquilo, con la expansión de una red regional de gasolineras, que lejos está de ser tan grande como la que tiene en EE UU. En la mayoría de los países donde se encuentra presente, emprende tareas solidarias puntuales, como el apoyo a centros recreativos para niños, la construcción de escuelas y carreteras o la ayuda humanitaria en Haití con el acompañamiento de médicos cubanos.

    Desde 1999, cuando Chávez llegó al poder, hasta 2011, las exportaciones de algunos países latinoamericanos hacia Venezuela se han multiplicado en forma exponencial. Son aquellos que han entablado también buenos lazos políticos con el Gobierno de Chávez: Bolivia (787% más), Brasil (544%), Cuba (10.130%), Ecuador (1.135%), Guyana (485%), Nicaragua (16.891% desde 1998), República Dominicana (1.033%), Uruguay (439%) y Argentina (453%), país en el que un exembajador en Caracas denunció presuntas peticiones de sobornos de parte de funcionarios de Buenos Aires a empresarios que querían compensar con exportaciones de tractores las importaciones de combustible venezolano. Otros países sin sintonía ideológica con Caracas también elevaron sus exportaciones a Venezuela, como Chile (544%) y Perú (692%). Poco importó en este último caso la migración venezolana de la Comunidad Andina de Naciones (Colombia, Ecuador, Perú y Bolivia) a Mercosur (con Brasil, Argentina, Paraguay y Uruguay).

    En cambio, el comercio de Colombia con Venezuela se llegó a interrumpir por el conflicto diplomático entre ambos países, entre 2009 y 2010. En ese periodo, Caracas buscó sustituir productos colombianos por los de otros orígenes. Así que al final de cuentas entre 1999 y 2011 las exportaciones de Colombia a Venezuela solo se elevaron 101%, apenas por encima del 86% que crecieron las de EE UU hacia el país de Chávez.

    También hubo tensiones políticas de Venezuela con México en 2005 y al año siguiente se rompió el tratado de libre comercio que los unía. Las ventas mexicanas al mercado venezolano han crecido desde 1999 un 176%, mucho menos que el intercambio de otros países latinoamericanos. En un mundo en el que en muchos países la economía domina la política, en estos casos ha sucedido al revés.

    Venezuela cambia con los vecinos petróleo financiado por alimentos y pantalones >> Eco Americano >> Blogs EL PAÍS

    Próxima Página »

    Blog no WordPress.com.

    %d blogueiros gostam disto: