Ficha Corrida

03/11/2016

O ódio a Lula é inversamente proporcional às suas virtudes

PatrimonialismoPoucos pessoas no mundo podem ter recebido tantos títulos de Doutor Honoris Causa quanto Lula, mas o despeito e a ignorância não o perdoam por isso! Quanto a Raduan Nassar, seus livros falam por si: Um Copo de Cólera e Lavora Arcaica, que li ainda quando cursava Letras. Econômico nas palavras mas pródigo em altruísmo, algo incompreensível ao plutocratas.

Como julgam Lula tomando a si e aos seus por parâmetro, é claro que buscam ver nele o que eles fariam. De dono da Friboi, de um Castelo (que nada mais é do que Escola Superior de Agricultura (Elsalq), de triplex em Guarujá, Pedalinhos, casas no Uruguai, castelo de Taj Mahal.  Tudo pode ser atribuído a ele porque a boçalidade não tem limites. Mas, como sabemos, trata-se de diversionismo. Enquanto procuram os padalinhos do Lula, Eduardo CUnha sumia com 251 milhões. Enquanto caçam Lula, ninguém lembra dos 450 kg de cocaína no heliPÓptero, nem dos 24 milhões do Tarja Preta na Suíça. Em bom português, a caça ao grande molusco não passa de cortina de fumaça.

Neste feriado, lendo O Mundo de Atenas, do escritor, filólogo, filósofo, historiador e professor italiano, Luciano Canfora, quando li a frase em que descreve a luta entre democratas e oligarcas, lembrei-me do que está ocorrendo no Brasil:

As oligarquias demonstravam em geral um acentuado espírito ‘internacionalista’. Sob a égide de Esparta, ajudavam-se umas às outras na luta contra o demo.

Contra o povo e os que com ele se perfilam, vale tudo, inclusive, e principalmente, ajudar o sistema financeiro internacional. Doar a Petrobrax à Chevron é o de menos, porque o fascismo é ainda pior. Muito pior!

E, se tudo isso não bastasse, Lula tem de provar que o que não é dele, não é dele. Se não provar que não é dele, é porque é dele. Entendeu?!

Durma com um bestialógico destes!

PSDB uniu Lula a Raduan Nassar

Tucano não quis, mas o ministro Haddad quis!

publicado 02/11/2016 -Créditos: Ricardo Stuckert -Do site Lula.com.br:

Por que Lula visitou o Campus de Lagoa do Sino da Ufscar?

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Ao lado do escritor Raduan Nassar, o ex-presidente foi ao interior de SP para receber homenagem
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao município de Buri (263 km de São Paulo) nesta terça-feira. Ele foi recebido no campus da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos). Lá, junto com o escritor Raduan Nassar, descobriu a placa do novo Laboratório de Agricultura Familiar, do Centro de Ciências da Terra da universidade. Mas por que Lula e Raduan tiveram a honra de inaugurar o laboratório da instituição federal?
O que hoje é o campus Lagoa do Sino da Ufscar, na cidade de Buri, já foi uma fazenda particular de 640 hectares, propriedade da família de Raduan. Em 2007, o escritor – vencedor do Prêmio Camões de Literatura – decidiu doar suas terras à Universidade de São Paulo, instituição pública estadual.
Ele mesmo conta: “Eu tentei doar. Fiquei três anos enfrentando a burocracia do governo estadual para que minha fazenda se tornasse parte da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Mas não consegui”.
Tamanha foi a dificuldade e falta de interesse do Estado de São Paulo com o potencial doador, que ele desistiu. Desistiu de doar para a USP, mas não da ideia de tornar sua propriedade uma ferramenta em prol da pesquisa e do ensino público e gratuito.
Raduan foi, então, à Presidência da República, conforme explica: “Em 2009, eu falei com [a escritora] Marilene Felinto, que por sua vez conversou com Gilberto Carvalho [então trabalhando na Presidência da República]. Eu disse que queria doar, mas disse também que se a burocracia levasse mais de três meses, eu então desistiria de vez, e iria vender a fazenda.”
O assunto logo chegou ao conhecimento do então presidente Lula, que falou com seu ministro da Educação da época, Fernando Haddad. O ex-presidente explica como foi: “Eu disse pro Raduan, ‘se São Paulo não quer, pode deixar que nós queremos’. Falei com o ministro Haddad, e em menos de duas semanas a fazenda passou a fazer parte da Ufscar, dentro do plano de expansão das univeridades federais, que estávamos pondo em prática”.
Hoje, o campus Lagoa do Sino tem 500 alunos e abriga cinco cursos de engenharia, com especial vocação e direcionamento para as áreas de segurança alimentar e agricultura familiar.
O atual governo federal, no entanto, não mostra interesse em seguir desenvolvendo o projeto original do campus. Professores e alunos temem o sucateamento do espaço público, a redução no número de vagas e cursos e, finalmente, a privatização do campus, única instituição pública de ensino superior atendendo as cidades da região.
É neste contexto de retrocesso que Lula e Raduan foram recebidos nesta terça-feira para inaugurar o Laboratório de Agricultura Familiar. Foram recebidos com festa e homenagens, sob aplausos e gritos de luta e resistência. Como disse Lula: “Os mesmos que hoje reduzem os investimentos da educação pública já defenderam que somente ricos pudessem ter acesso ao ensino superior. Mas não vamos deixar de lutar, os estudantes e todo o povo brasileiro sabem defender suas conquistas”. Que assim seja.

PSDB uniu Lula a Raduan Nassar — Conversa Afiada

24/10/2016

Precisamos falar sobre diversionismo em má hora

Filed under: Caça ao Lula,Chororô,Diversionismo,Golpismo,Golpistas,Perseguição,PT,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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OBScena: Henfil, nos anos 80, profetizara que Lula seria caçado pela plutocracia à serviço da cleptocracia 

henfil lula revisitadoPor que nunca me filei nem me filiarei ao PT? Porque toda crise é usada para chorar em público uma culpa judaico-cristã tão bem explicada por Freud, ao mesmo tempo em que os sado-masoquistas, ao invés de reflexão, exigem e se comprazem com a genuflexão de suas vítimas. Convenhamos, na guerra não há tempo pra soldado algum refletir. Atira primeiro e pergunta depois, é exatamente o que fazem seus inimigos. Ou ninguém notou que Lula é caçado porque não a falta de provas é a prova de sua culpa? É o homem mais rico do Brasil sem nenhum bem! De dono da Friboi a dono do Itaquerão! E tem gente que acredita porque o PT prefere, ao invés do bom combate político, fazer reflexão.

O PSDB precisou fazer autocrítica para se elevar a consideração de santo, que só recebe doações limpas? O PSDB fez autocrítica da compra da reeleição? Por acaso FHC saiu à mídia para dizer que precisa refletir sobre a funcionária da Rede Globo, Miriam Dutra, que foi escondida na Espanha e paga pela Brasif? Onde está autocrítica do PSDB a respeito do patrimonialismo da famiglia Neves de Minas Gerais? Alguém leu, para além do artigo do Mauro Chaves no Estadão, publicado a pedido de José Serra, alguma crítica do PSDB ao fato de terem sido construídos aeroportos em terras de familiares (Cláudio e Montezuma)? Cadê as investigações para clarear a vida e enriquecimento de Luciana Cardoso, Andrea Neves, Paulo Henrique Cardoso, Mônica Serra?! Alguém viu o PSDB fazer autocrítica pelo patrimonialismo desenfreado?

E o PMDB, partícipe em todos os governos, estão fazendo autocrítica para falar de José Sarney, teúdo e manteúdo da Rede Globo, a ponto de levar Roberto Marinho para a Academia Brasileira de Letras sem sequer um único livro publicado?

No RS, tanto Tarso Genro como Olívio Dutra levantaram a bandeira da autocrítica do PT. Por que não fizeram autocrítica de seus governos ao invés de terceirizarem a crítica? Por acaso o PP gaúcho, pego todinho e por inteiro na Operação Lava Jato está fazendo autocrítica por ter se lambuzado no petrolão?! Alguém leu alguma crítica da Ana Amélia Lemos ou do José Otávio Germano ao PP? Diógenes de Oliveira foi o primeiro a falar nas contas nas Ilhas Cayman. Não eram do PT, eram da RBS. Nenhuma instituição republicana se dignou a investigar. Há livros que documentam a lavagem de dinheiro nas privatizações mas não há registro de nenhuma investigação.

Onde esta turma do PT viu a Folha de São Paulo fazer autocrítica por ter participado da Ditadura, a ponto de usar um eufemismo para se referir ao período mais tenebroso da história do Brasil: Ditabranda! A Folha de São Paulo emprestava as peruas que distribuíam os jornais para que os pedaços de corpos dilacerados nas sessões de tortura, estupro, esquartejamento nas sessões do DOI-CODI fossem escondidos em valas clandestinas do Cemitério de Perus, em São Paulo. Cadê o mea culpa da Folha? E a Rede Globo, que desde 1954 é partícipe de todos os golpes? A mais atuante e beneficiária dos golpes apenas admitiu que errou, mas não pediu desculpas nem devolveu o que ganhou com os golpes que deu contra o Brasil. Pelo contrário, é a tributária do mais recente golpe. Não teria havido golpe sem a fábrica de estatuetas da Rede Globo. O que foi aquele domingo de horrores, quando a Rede Globo firmou parceira com Eduardo CUnha, transferiu uma rodada do Brasileirão para transformar a democracia numa palhaçada de facínoras? Daqui 60 anos a Rede Globo vai dizer que foi um erro mas manterá no bolso todo dinheiro que Michel Temer está derramando nos múltiplos veículos da Rede Globo e afiliadas sob o nome de marketing. O que o PT fez para denunciar o papel golpista da Rede Globo? Não só não fez nada como homenagearam o pai dos golpes.

O maior erro do PT foi acreditar que as instituições fossem republicanas. O PT não precisa fazer autocrítica. Precisa é se perguntar porque Paulo Salim Maluf nunca foi condenado no Brasil. Por que José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero, João Havelange são consideradas, no Brasil, pessoas de bem, mas não podem sair do Brasil sob pena de não voltarem pra casa? Por que no Brasil lavar dinheiro no CARF, em Liechtenstein, Panamá, Portocred, HSBC ou na puta que o pariu não dá nenhum tipo criminalização? No Brasil das instituições que funcionam, o favelado com um tijolo de maconha é preso por crime inafiançável mas o dono do heliPÓptero com 450 kg de cocaína não só não é investigado como ainda vira ministro!

Autocrítica, neste momento, é jogar gasolina na fogueira dos golpistas.É tudo o que Rede Globo e sua manada de midiotas amestrados precisam para justificarem o injustificável. Um golpe contra uma presidenta honesta que está jogando o país no caos e tirando do vermelho os velhos grupos de mídia.

Precisamos falar sobre o PT

Em artigo sobre o momento atual do Partido dos Trabalhadores, Antonio Carlos Granado, Antonio Lassance, Geraldo Accioly, Jefferson Goulart, José Machado e Ronaldo Coutinho Garcia defendem a autocrítica e também que "um partido em que se faz política por vocação, e não por profissão"; segundo eles, é preciso compor "uma frente de oposição ao governo Temer, que se oponha ao entreguismo, ao reacionarismo e faça a defesa dos trabalhadores, dos excluídos e dos interesses nacionais"; leia a íntegra

23 de Outubro de 2016 às 16:31 // Receba o 247 no Telegram

Por Antonio Carlos Granado, Antonio Lassance, Geraldo Accioly, Jefferson Goulart, José Machado e Ronaldo Coutinho Garcia

O partido que enfrentou a ditadura, que contribuiu para a redemocratização do país, que batalhou incansavelmente pela consagração de inúmeros direitos sociais, que garantiu a mais drástica e acelerada redução da desigualdade já vista em nossa história, esse partido está na lona. Caiu, em parte, pela perseguição implacável a que foi submetido, em função de golpes desferidos contra muitas de suas lideranças mais destacadas, contra sua organização e contra sua militância. Mas despencou, em grande medida, pelo peso de muitos de seus erros, por ter baixado a guarda em alguns dos atributos que faziam parte de sua própria identidade e da lógica de sua diferença.

As eleições de 2016 são o desfecho de uma ofensiva da direita que tem, como um de seus alvos prioritários, trucidar um instrumento essencial de luta da classe trabalhadora, da democracia e da inclusão social. É nítido e claro que o PT não está sendo investigado. Está sendo cassado. A absurda diferença de tratamento entre o que acontece com algumas lideranças do PT, porque são do PT, e o que não acontece em relação a políticos de outros partidos demonstra que, mais uma vez, como em outras tantas circunstâncias históricas, sob o discurso do combate à corrupção, o que se pavimenta é um combate sem tréguas à esquerda como um todo para a entrega do país ao que há de mais retrógrado e mais corrupto.

A derrota acachapante da esquerda nas eleições de 2016 – salvo raras e muito honrosas exceções – mostra bem o tipo de país que está sendo costurado meticulosamente pelas forças da coalizão golpista.

O partido precisa se reinventar, urgentemente

Para o bem e para o mal, uma parte do PT já não existe mais. Foi dizimada pelo escândalo do Mensalão, pela Lava Jato, pela debandada de prefeitos e parlamentares, pelo golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita e, agora, pelas eleições municipais. É preciso um novo PT, urgentemente, ou não restará PT algum. Ao lado da defesa intransigente do Estado democrático de Direito, é preciso fazer uma autocrítica pública como primeiro passo para recuperar a autoridade moral e a credibilidade política de um partido que foi fundado sob os signos da igualdade e da renovação dos costumes políticos. É preciso, imediatamente, renovar a direção partidária, e renová-la sob novas bases. Além de eleger um novo presidente e diretório, o PT precisa reconstruir seu programa, redefinir sua organização e revigorar suas práticas. O PT precisa se reinventar com a mesma radicalidade com que um dia ousou disputar os rumos do país sob o impulso dos trabalhadores e excluídos.

Atualizar o programa democrático e popular

O PT precisa reatar sua vocação de partido dos trabalhadores, dos assalariados, dos que estão fora do mercado de trabalho, dos pequenos e médios agricultores e empresários; dos sem-terra; dos jovens; dos que lutam por moradia, dos que batalham pela afirmação de sua identidade, dos que querem exercer livremente sua orientação sexual, dos que lutam por dignidade e por direitos de cidadania. O programa do partido deve ser fundamentalmente orientado aos trabalhadores, excluídos e oprimidos, com uma orientação inequivocamente democrática, humanista, igualitária, libertária.

O PT não é mais, nem que quisesse, o partido capaz de firmar o pacto social entre as elites e o povo. A começar porque a elite deste país não quer pacto. Não quer pagar a conta, senão transferi-la justamente para os mais pobres e a classe média, que são os que sustentam o Estado brasileiro e as isenções fiscais e benesses de que os mais ricos desfrutam. A ponte para o futuro de uma parte expressiva da elite brasileira é um “green card” nos Estados Unidos e uma conta nas Ilhas Cayman.

O desenvolvimento de um país é diretamente proporcional à qualidade de sua democracia. Por sua vez, democracia significa o quanto a representação e a atuação do Estado atendem aos interesses da maioria e a uma pluralidade de pessoas e opiniões com voz e vez nos processos de decisão política. Um programa democrático e popular se distingue por propor mecanismos claros de alargamento da democracia e de fortalecimento da capacidade de atuação do Estado. Distingue-se também pelo combate sem tréguas aos grupos políticos e econômicos predatórios que, recorrentemente, dominam o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e que engendram instituições perversas, que proporcionam ganhos restritos a uma ínfima parcela da sociedade, impondo custos sociais elevados à esmagadora maioria do povo brasileiro.

Redefinir o modelo de partido

Transparência, prestação de contas e democracia participativa

Convenhamos, o partido que defende a transparência, a prestação de contas e a democracia participativa não é transparente, não presta contas a seus militantes e deixou sua democracia participativa em algum lugar do passado. O PT trocou seus antigos espaços de participação, seu debate formativo e sua discussão programática por Processos de Eleição Direta (PEDs), pela prioridade eleitoral e por alianças com a política tradicional.

O PT precisa prestar contas; realizar seu próprio orçamento participativo; estabelecer regras claras de contratação de funcionários e de empresas prestadoras de serviço, mediante chamadas públicas; expor seu planejamento e planos de trabalho a audiências públicas com participação presencial e pela internet. Precisa criar sua ouvidoria, que consta do estatuto, mas jamais saiu do papel.

O PT deve se abrir e se expor mais do que nunca para que não restem dúvidas sobre seus métodos, seus critérios, suas decisões, seus recursos, sua capacidade de escutar sua militância e seus simpatizantes e de estar profundamente enraizado na sociedade civil.

Política por vocação

O PT deve se afirmar como um partido em que se faz política por vocação, e não por profissão. Os eleitos devem se comportar como servidores públicos conscientes de seu papel e de suas responsabilidades republicanas. Devem se mostrar sujeitos ao escrutínio não apenas da máquina partidária, mas de seus eleitores e das organizações populares. Devem abrir suas contas, expor suas agendas e saber demarcar nitidamente a fronteira entre o público e o privado.

O PT, definitivamente, não é lugar para políticos tradicionais. Política não é carreira e político não é profissão. Não é? Bem, não deveria ser, pelo menos no PT. Se algo está errado, precisa mudar.

O PT deve abolir os PEDs, voltar a ser um partido de encontros, congressos e, agora, de redes sociais

O PT deve ser um partido conhecido e reconhecido por discussões de base e eleição de delegados e representantes por bairros e por coletivos temáticos ou identitários (trabalhadores de diferentes categorias e estratos, juventude, cultura, esporte, mulheres, LGBT, rurais, deficientes, transportes, educação, saúde, assistência, governança e gestão públicas, meio ambiente, moradia, segurança pública, igualdade racial), com limites e controles rígidos para evitar sua burocratização e as práticas próprias da política tradicional.

As direções partidárias devem ser expressão de uma militância e de um debate sobre políticas públicas, e não da aferição de quem consegue arregimentar e transportar o maior número de filiados. As novas direções devem expressar o pluralismo de nossa sociedade e o debate que por lá fervilha. Um partido incapaz de se nutrir da energia social acaba inevitavelmente apartado da sociedade civil e de suas lutas.

Deve-se igualmente criar novos mecanismos de participação e consulta que facilitem a interação virtual e a intervenção nas redes sociais. O PT precisa ser um partido com freios, contrapesos e  controle social.

Oposição firme e consistente ao governo Temer e reconfiguração da política de alianças

A sociedade deu um recado claro em 2016: está insatisfeita com os partidos, rechaça a política tradicional e quer o PT na oposição. O arco de alianças do PT deve ser firmado, de forma clara, com a orientação de conformar uma frente de oposição ao governo Temer, que se oponha ao entreguismo, ao reacionarismo e faça a defesa dos trabalhadores, dos excluídos e dos interesses nacionais.

O PT deveria, terminantemente, rechaçar coligações eleitorais e composições em governos com os partidos que apoiaram o golpe e que integram a base oficial ou eventual do governo Temer. Embora os partidos políticos não sejam monolíticos e possuam clivagens políticas e regionais importantes – veja-se os casos dos senadores Roberto Requião, do PMDB, e Lídice da Mata, PSB, assim como de parlamentares federais da Rede, que perfilaram contra o golpe –, é fundamental que o PT contribua para o debate político delimitando claramente seu campo político-ideológico e programático de esquerda.

Diálogos e mesmo acordos em uma ampla frente social e parlamentar em defesa de direitos sociais, que hoje estão ameaçados, são essenciais, mas não se confundem com o arco de alianças eleitorais e de prioridade na interlocução sobre um programa para o país. Esta prioridade deve estar na relação do PT com o PCdoB, o PDT e com o PSOL. No caso do PDT, pelo menos enquanto ainda restar ali algum brizolismo – ou seja, nacionalismo, trabalhismo e defesa do serviço público. No caso do PSOL, mesmo que ainda haja reticências, plenamente compreensíveis, de uma aproximação com o PT, é preciso tomar a iniciativa do gesto pelo reatamento de laços.

As grandes batalhas perdidas no Congresso e no Judiciário foram, antes, perdidas nas ruas. O desgaste do partido é crítico, mas a decepção generalizada com a política enquanto instrumento de mudança social é grave. Retomar a confiança social na política e na democracia requer persuasão, interlocução com amplos setores da sociedade e um longo trabalho de base. O cerne dessa tarefa implica em consolidar a Frente Brasil Popular e estreitar o diálogo com as novas frentes de luta que surgem pelo país, com grande vitalidade, como o Povo Sem Medo e o Levante da Juventude. Lá se forjam ideias, estratégias de luta e uma nova geração de militantes sociais que deve tomar conta das ruas e desaguar com maior força na política nacional. Ao PT e aos demais partidos de esquerda cabe não apenas torcer para que isso aconteça, mas orientar-se programática e organizativamente nesse sentido. Movimentos sociais fortes e organizações e partidos políticos fortes não são incompatíveis; antes, são um imperativo da democracia.

Em suma, o PT precisa assimilar que, doravante, a luta política requer a conformação de uma frente ampla que congregue partidos políticos, organizações e movimentos da sociedade civil e inclusive cidadãos em torno de bandeiras democráticas e sociais.

Um projeto estratégico para o Brasil

Para além de um reordenamento organizativo e de uma reorientação política, para completar o desafio de se reinventar, o PT precisa investir decisivamente na reformulação de um projeto estratégico para o Brasil. A experiência de governo com medidas desenvolvimentistas e as políticas públicas de inclusão social conformaram um patrimônio valioso, mas rigorosamente insuficiente em um cenário econômico de primazia e internacionalização do capital financeiro, de dependência do boom das commodities, de declínio mundial do Estado do bem-estar e de diminuição do emprego como forma de integração social.

Um partido vocacionado para o poder não pode ignorar agenda tão complexa, que ainda abarca as mutações do sistema político, o peso e o lugar de instituições como o Ministério Público e o Judiciário, o papel da mídia e das novas ferramentas de informação e comunicação, a importância da ciência e da tecnologia, da pesquisa e desenvolvimento, do pensamento estratégico e de segurança nacional, da preservação e manejo de recursos naturais estratégicos, dentre outros. Um partido vocacionado para o poder precisa se dispor a compreender as transformações em curso para oferecer sua interpretação, suas ideias e seu programa para o país.

Desafio dessa envergadura remete à necessidade de reunir o melhor da intelligentsia nacional e internacional e dialogar com muitas outras instituições e segmentos que se debruçam sobre essa agenda na perspectiva de disputar intelectualmente os rumos do país. Uma das principais lições a aprender da crise pela qual passamos é que passou o tempo de responder a dilemas estratégicos com respostas táticas de curto prazo.

Fortalecer os laços com os movimentos, organizações, partidos e governos progressistas de outros países

A troca de experiências, as estratégias comuns de atuação e a conformação de um programa internacional de lutas em temas como a taxação internacional de transações financeiras, o combate aos paraísos fiscais, a reforma das organizações multilaterais, a internacionalização dos direitos básicos dos trabalhadores, a universalização das políticas de distribuição de renda, a solidariedade às vítimas de desrespeito aos direitos humanos devem voltar a ser uma agenda de trabalho prioritária do PT. Não existe saída nacional sem articulação global das lutas sociais com a reforma das instituições governamentais e econômicas.

A uma direita transnacional e antinacional se deve contrapor uma atuação internacional com pautas unificadas e ação combinada, sobretudo no campo programático, formativo e da comunicação.

Agora é a hora, ou “PT, saudações”

O PT vive um momento crucial. Boa parte das mudanças necessárias são certamente viáveis justamente porque a própria conjuntura se encarregou de torná-las não apenas as melhores, mas, em alguns casos, as únicas opções possíveis.

O PT beijou a lona, desceu ao chão. Antes que uma parte ainda mais expressiva de seus simpatizantes e de sua militância lhe deseje “PT, saudações”, é hora de se colocar de pé, levantar a poeira e voltar a caminhar de cabeça erguida. Mas este não é um exercício que demande apenas vontade política. Exige resgatar o caráter civilizatório de seu ideário e a ousadia e a dignidade que marcaram historicamente a trajetória das esquerdas.

Precisamos falar sobre o PT | Brasil 24/7

18/09/2016

Zelotes dos Zelotskys e das Zelites

Zelotes no pNão deu zebra, deu a lógica. A obsessiva caça ao grande molusco é a cortina de fumaça perfeita na tentativa de jogar, com a cumplicidade da velha mídia, a sujeira dos finanCIAdores ideológicos para debaixo do tapete. Enquanto o foco da força tarefa se concentra na produção fordiana de powerpoint contra Lula, o elenco que aparece nas mais variadas listas ri à toa.

Ninguém mais fala no elenco milionário que atua na Lista de Furnas, a Lista Falciani do HSBC, a Lista Odebrecht, Panama Papers, Operação Zelotes (CARF), Operação Ouro Verde(Portocred)?! A famiglias da Rede Globo, Gerdau, Banco SAFRA, Sirotsky estão escondidas atrás das cortinas de fumaça dos caçadores do grande molusco.

A caça a Lula aplaca o apetite da hienas hidrófobas cevadas pelo ódio fascista mas, principalmente, cria uma cortina de fumaça, um verdadeiro biombo, de proteção à plutocracia. Enquanto caçam Lula, Sérgio Machado  não entende o que foi feito de Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, Aécio Neves, Andrea Neves, José Serra, FHC, Romero Jucá, José Sarney, Michel Temer, Eliseu Rima Rica e Moreira Franco. Eu sei, deitam e rolam.

Sabia que a operação Zelotes, sem Powerpoint, é maior do que a Lava Jato?

Publicado em setembro 17, 2016 por Luiz Müller Deixe um comentário

Luiz Carlos Trabuco, Joseph Safra e André Gerdau estão entre os mais de 50 indiciados

Dos JORNALISTAS LIVRES

Longe dos holofotes da grande imprensa, sem delações premiadas ou prisões preventivas, a operação Zelotes investiga fraudes contra a Receita Federal que podem chegar a R$ 19 bilhões. Empresas multadas pela Receita teriam pago a conselheiros para votarem a seu favor nos recursos apresentados ao CARF. A operação já indiciou 54 pessoas. E ainda faltam muitas.

O que seria então o “tal de CARF”?

Bem, é o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Quando uma empresa ou uma pessoa física é autuada pela Receita Federal, ela pode, em primeiro lugar, recorrer à própria Receita para não pagar ou para reduzir a multa. Se perder esse primeiro recurso e quiser continuar a recorrer, o julgamento em segunda instância é no CARF. Se o contribuinte ganhar no CARF, não caberá mais recursos à União. Se o contribuinte perder, ainda pode ir à Justiça. Bem poderoso esse CARF, não acha?

Mais incrível é que esse desconhecido CARF tem mais de 100 anos e tem 216 conselheiros. É bem antigo e bem grande. Desses 216, metade é oriunda da Receita Federal, auditores em final de carreira. A outra metade, “representando a sociedade”, vem das confederações da indústria, do comércio, da agricultura. São turmas compostas por esses conselheiros que julgam os recursos que lá chegam. O estoque atual em discussão no Conselho totaliza R$ 565 bilhões.

Como começou a operação Zelotes?

Em 2013, a Corregedoria da Receita Federal fez a denúncia de que havia um esquema de compra e venda de decisões dentro do Conselho. A Polícia Federal investigou e concluiu que, de fato, havia fortes indícios de irregularidades e fraudes em 74 julgamentos ocorridos após 2005. “Um pedido de vista valia 20, 30 ou 50 mil” dependendo do valor envolvido no processo, afirmou o deputadoPaulo Pimenta. Venda de sentenças e negociação para troca de conselheiros, são outros exemplos de irregularidades que estão sendo investigadas. Assim nasceu a operação Zelotes, que significa falta de zelo, nesse caso, pela coisa pública.

Quais empresas já estão indicidas?

Ontem, 15/09, foram indiciados diretores da Mundial S.A. e ex-dirigentes, incluindo um ex-presidente, do CARF. A Mundial, com 120 anos de existência, é resultado da fusão da Eberle com Zivi-Hercules. A empresa é conhecida por seus alicates, tesouras, cortadores, pinças, facas e talheres. O suposto prejuízo de R$ 43 milhões aos cofres públicos nem é tão expressivo em comparação com as denúncias anteriores que envolvem Bradesco, Safra e Gerdau.

Bradesco é suspeito de se livrar de multas de R$ 3 bilhões

Em julho, haviam sido denunciados o presidente Luiz Carlos Trabuco e mais 3 diretores do Bradesco. De acordo com a denúncia, a instituição tentou, em 2014, livrar-se de uma cobrança de aproximadamente R$ 3 bilhões no órgão. (Valor Econômico de 28/07/2016)

Processos administrativos contra Safra somavam R$ 1,5 bilhão

Em março, a Zelotes denunciou por corrupção ativa o banqueiro Joseph Safra, o banqueiro mais rico do mundo, segundo a agência de notícias Reuters. O Ministério Público federal ofereceu denúncia contra Joseph Safra e a diretoria da empresa por atos praticados em “processos administrativos fiscais, todos envolvendo a JS ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS S/A, sociedade empresária integrante do Grupo SAFRA, cujos valores discutidos somavam R$ 1.493.800,000,00 (um bilhão, quatrocentos e noventa e três milhões e oitocentos mil reais) em agosto de 2014, mas, atualmente, giram em torno de um bilhão e oitocentos milhões de reais”. (Íntegra da denúncia)

Gerdau é acusada de tentar evitar multas de R$1,5 bilhão

Em maio, foram indiciados André Gerdau e mais 18 envolvidos em suspeitas de corupção, tráfico de influència e lavagem de dinheiro. “A suspeita é que o grupo Gerdau tenha tentado evitar, por meio do CARF, o pagamento de multas que somam R$ 1,5 bilhão.” Afirma matéria do portal G1.

Valores assustadores e pouca repercussão nos meio de comunicação

Embora estejamos vivendo uma cruzada anti-corrupção no Brasil, a operação Zelotes ainda é muito pouco conhecida. Especialmente por telespectadores de nossas redes de televisão e nossos ouvintes de rádios. A sonegação é a corrupção decapitalistas e anunciantes. Seria essa a explicação para não estarmos todos com panelas em punho?

Para saber mais sobre a operação Zelotes:

1 Artigo Prá Lava Jato nada? Tudo! E pra Zelotes?, publicado em 17/05/2015 por Jornalistas Livres, emhttps://jornalistaslivres.org/2015/09/pra-lava-jato-nada-tudo-e-pra-zelotes/

2 Artigo Lava Jato e Zelotes têm diferenças gritantes, publicado em 02/05/2015 por Brasil247, emhttp://www.brasil247.com/pt/247/brasil/179310/Lava-Jato-e-Zelotes-tem-diferencas-gritantes

3 Artigo Zelotes: ex-presidente do Carf é alvo de nova denúncia do MPF, publicado por EBC agéncia Brasil, em 16/09/2016, emhttp://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-09/zelotes-ex-presidente-do-carf-e-alvo-de-nova-denuncia-do-mpf

Um powerpoint a cada ponto a menos no IBOPE do MiShell

ProvasnQuando o movimento multipartidário crescia com o Fora Temer, lá vem a turma do Memes do Powerpoint Folclórico – MPF. Para cada ponto a menos no IBOPE, novas investidas contra Lula. O diversionismo é uma operação fordiana.

A tv italina, RAI, reproduz todos os dias as 8:30 hs da manhã documentários com o título: “Un giorna nella storia”. Um dia destes passou o Risorgimento, focado no papel de Garibaldi. Dissecaram sua participação na unificação da Itália, com reportagens a respeito de sua passagem pela América Latina. Entrevistaram pessoas em Garibaldi e Rosário na Argentina.

Recentemente reproduziram um episódio sobre a ocupação alemã na Segunda Guerra. Na saída, depois que os aliados se uniram à Máfia e entraram pela Sicília, os alemães foram saindo e  detonando tudo o que podia. Com a chegada dos aliados, a “resistenza italiana” tomou corpo e começou a sabotar operações alemãs. Não lembro exatamente em que lugar, bastou o sequestro de um oficial alemão para que todos quanto possíveis italianos localizados naquela comunidade do sequestro foram presos e fuzilados. Era a retaliação como se vê agora utilizada por aqueles que, por vingança à derrota do primeiro a ser comido por um poste do Lula, o caçam obsessivamente.

Me lembrei deste modus operandi do exército alemão em retirada quando vi que há coincidência política toda vez que algum petardo atinge alguém do exército golpista. Se está para ser votado o golpe contra Dilma, lá vem powerpoint contra Lula. Se está para ser votado o afastamento do deus da plutocracia, Eduardo CUnha, sai mais um powerpoint contra Lula. Se Temer é vaiado onde quer que apareça, saem powerpoints aos borbotões.

Quando os movimentos sociais encontram uma pauta em comum, contra Temer e sua quadrilha, lá vem powerpoint. De onde vem este medo atávico que motiva essa caçada obsessiva ao grande molusco?! Do medo que José Serra perca os 23 milhões depositados pela Odebrecht em contas no exterior? Ou seria pela possibilidade de que sua eleição motivasse a continuidade do processo contra os donos dos 450 kg de argumentos que viraram pó?! Teria alguma relação com proteção aos que aparecem nas Lista de Furnas, Lista Odebrecht, Lista Falciani, Panama Papers, Operação Zelotes e CARF?

O último IBOPE que mostra Temer beijando o rodapé do gráfico do IBOPE coincide com a performance de guri do MPF nas telas da Rede Globo. E a coincidência envolve sempre os operários do MPF com as fontes de assassinato de reputação, Rede Globo & Veja.

A literatura jurídica me permite  confessar: “não tenho provas, mas tenho convicção”!!

Nos primórdios da civilização acreditou-se que a terra fosse plana. Não existiam provas, mas havia a convicção. Muitos foram jogados na fogueira e queimados vivos porque negavam a convicção.

mas a Ku Klux Kan tinha convicção. Ali Kamel, responsável pelas idiotices que a Rede Globo vende como informação, tem, apesar das provas que aparecem todos os dias, tem convicção de que “Não Somos Racistas”.

Um alemão, que os íntimos, como Eva Braum, chamavam de Adolf, afirmou que os judeus eram escória do mundo. Não havia prova, mas havia convicção. E aí veio a solução final. A solução final para a plutocracia que tomou o Planalto Central d assalto e manter a cleptocracia no poder é assassinar a reputação do Lula.

Desde criança aprendi que a palavra cão não morde. O massacre mafiomidiático só convence os convertidos. Quem usa o cérebro não compra pato por democracia.

Discretamente, no Ibope: apoio a Temer cai mais ainda nas capitais

Por Fernando Brito · 17/09/2016

popularidade

Menções ligeiras, mal publicadas na imprensa, à queda (ainda maior) de poularidade de Michel Temer foram recolhidas pelo diligente coleguinha Fernando Molica, em seu blog:

“A desaprovação ao governo Michel Temer aumentou entre os cariocas. Segundo pesquisa do Ibope, apenas 8% disseram que seu governo é ótimo (1%) ou bom (7%). No mês passado, o índice era de 12% (2% para ótimo e 10% para bom). (…)A reprovação a Temer saiu de 42% (13% ruim e 29% péssimo) no mês passado para 46% na nova pesquisa (14% ruim e 32% péssimo). O percentual dos que classificaram seu governo como regular caiu de 40% pra 32%. Dos entrevistados em setembro, 13% disseram não responderam ou afirmaram não ter como opinar, contra 6% em agosto”.

O Tijolaço foi buscar ,então, o de outras capitais:

São Paulo – Ótimo+ Bom= 11%/Ruim + Péssimo = 44%. Eram 13% e 41%, respectivamente.

Belo Horizonte – Ótimo+ Bom= 13%/Ruim + Péssimo = 43%. Eram 13% e 47%, respectivamente.

Fortaleza –  Ótimo+ Bom= 9%/Ruim + Péssimo = 53%. Eram 11% e 49%, respectivamente.

Salvador – Ótimo+ Bom= 6%/Ruim + Péssimo = 54%. Eram 8% e 53%, respectivamente.

Recife – Ótimo+ Bom= 8%/Ruim + Péssimo = 54%. Eram 12% e 48%, respectivamente.

Porto Alegre: Ótimo+ Bom= 13%/Ruim + Péssimo = 36%. Eram 10% e 42%, respectivamente.

Só na capital do Rio Grande do Sul, Temer  conseguiu uma pequena melhora.

No resto crescem, para usar o ditado gaúcho, como cola de cavalo: para baixo. E rápido, porque o intervalo entre as pesquisas é de menos de um mês e, afinal, ele se tornou “definitivo” com o afastamento final de Dilma Rousseff.

Temer está perto de cumprir o que prometeu: ser o homem capaz de unir o Brasil.

Contra ele.

Discretamente, no Ibope: apoio a Temer cai mais ainda nas capitais – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

21/12/2015

Até quando, ó Folha, abusarás da nossa inteligência?

FSP 21122015

A Folha de São Paulo rebola mais que minhoca em asfalto quente para esconder seu parceiro de todas as horas. Enquanto era beatificado pelos anencefálicos oline, Eduado CUnha era celebrado em prosa e verso, foto e sonora, apupos e hagiografias. Agora, escondem CUnha das capas como o diabo da cruz.

Bastou a Suíça revelar um alentado volume de Demonologia  e o Congresso revela uma legião de luciferistas. A seita que hoje domina a câmara baixa costuma se reunir com os assoCIAdos do Instituto Millenium.

Não fossem as cinco irmãs (Folha, Veja, Globo, Estadão & RBS) os seguidores de Eduardo CUnha teriam dificuldades para professarem suas crenças. Neste cinco templos eles são abençoados e seus métodos sempre foram louvados.

Outro lugar sagrado para gente como Eduardo CUnha e seus fiéis é a Igreja do MPF. Os exemplos são muitos e estão aí para servir de prova. Ou alguém ouviu falar que o MPF atuou contra a CBF? Onde estava o MPF que não ouviu José Maria Marin? Por que João Havelange nunca foi sequer interrogado? Ricardo Teixeira podia até patrocinar encontro de procuradores, mas jamais perguntaram como eram seus negócios com Galvão Bueno, J. Hawilla e Roberto Marinho. Marco Polo del Nero, enquanto o MPF se envolve todo na caça ao Lula, se sente mais seguro no Brasil do quem em qualquer outro país.

A parceria da mídia com os caçadores de Lula é também uma espécie de diversionismo. Enquanto documentos da Suíça dormem nas gavetas do Rodrigo de Grandis, Robson Marinho continua dando cartas e jogando de mão no TCE/SP.

Alguém já ouviu dizer que o MPF/PF ouviram alguma vez Aécio Neves, Zezé Perrella, ou Eduardo CUnha? Nenhum, mas o Lula, sim, muitas vezes. FHC comprou uma eleição, foi capturado, via Miriam Dutra, pela Rede Globo, mas nem a dupla MPF/PF nunca se lembram em ouvi-lo.

Joaquim Barbosa, a serviço da Rede Globo, onde junto com o filho dá expediente, condenou José Genoíno, mas sentou encima do inquérito do Eduardo CUnha e devolveu para a primeira instância de Minas o julgamento do mensalão tucano.

Esperaram a melhor idade de Eduardo Azeredo para darem a primeira sentença. Pegou vinte anos de prisão mas vai cumprir em liberdade.

Alguém viu alguma manchete da Folha: amigo do Aécio Neves pega 20 anos de cadeia?! É assim que funciona o jornalismo nas casas mafiosas. Os Grupos MafioMidiáticos se dedicam de corpo e alma na caça ao Lula Gigante apenas por diversionismo. Enquanto isso, Eduardo CUnha, Aécio Neves, Agripino Maia, Beto Richa, Geraldo Alckmin, FHC, Marcola, Zezé Perrella e Fernandinho Beira-Mar continuam tocando em paz seus negócios.

Eduardo CUnha já não aparece na capa da Folha. Aécio Neves ainda ganha a capa das segundas. Até quando, Folha, abusarás da nossa inteligência?

21/10/2015

A Lava Jato só tem 1 objetivo: caçar Lula

Há um único dado que prova que a Lava Jato conduz tudo de forma a caçar Lula: prendeu a cunhada do Vaccari mas deixou solta a mulher e filha de Eduardo CUnha. Se isso não bastasse, o inquérito foi conduzido de forma a impedir a livre manifestação. Toda vez que o depoente menciona alguém com foro privilegiado, o depoimento é cortado. Além disso, mantém preso como forma de barganha: se entregar algum petista, é premiado.

Agora, com a confissão em livro de que FHC não só sabia como nomeou ladrões, fica por demais evidente a proteção mafiosa em relação ao PSDB, como já dizia o deputado do PSDB, o gaúcho Jorge Pozzobom, e a criminalização constante em relação ao PT.

Nova denúncia de delator tenta atingir Lula

:

Lobista Fernando Baiano afirma em delação premiada que pode apresentar documentos bancários que comprovem a suposta transferência de valores para uma das noras do ex-presidente Lula; diz que o dinheiro foi repassado pelo pecuarista José Carlos Bumlai após encontros de Lula com seu amigo e com João Carlos Ferraz, então presidente da Sete Brasil, para tratar de negócios relativos à estatal, investigados pela operação Lava Jato; em nota, eles negam as acusações

21 de Outubro de 2015 às 05:53

247 – O lobista Fernando Baiano, operador de propina do PMDB, afirmou em delação premiada que pode apresentar documentos bancários que comprovem a suposta transferência de valores para uma das noras do ex-presidente Lula.

“O depoente se compromete a tentar identificar a operação bancária referente aos fatos”, registrou a força-tarefa da Lava Jato no termo de delação.

Ele acusa Lula de ter tratado de negócios relativos à estatal, investigados pela operação, duas vezes, com seu amigo, o pecuarista José Carlos Bumlai, e com João Carlos Ferraz, então presidente da Sete Brasil.

Os encontros teriam ocorrido no primeiro semestre de 2011, na sede do Instituto Lula, em São Paulo, antes da cobrança de R$ 3 milhões por Bumlai para supostamente pagar uma dívida de imóvel de uma nora do ex-presidente.

Eles negam. Em nota, o Instituto Lula reitera “que o ex-presidente Lula nunca atuou como intermediário de empresas em contratos, antes, durante ou depois de seu governo”. “Jamais autorizou que o sr. José Carlos Bumlai ou qualquer pessoa utilizasse seu nome em qualquer espécie de lobby. Não existe a dívida de 2 milhões supostamente mencionada na delação”, afirmou.

Bumlai afirma também que “nunca atuou em nome de OSX ou de Fernando Baiano em quaisquer demandas, nem pediu dinheiro usando o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou seus familiares, para beneficiar quem quer que fosse”. “Mais uma vez, informações já contestadas por nós são misturadas irresponsavelmente, na tentativa de criar novos fatos que, na prática, não existem”, disse.

Leia aqui reportagem de Fausto Macedo sobre o assunto.

Nova denúncia de delator tenta atingir Lula | Brasil 24/7

23/08/2015

A blindagem do Elio Gaspari

Eduardo Cunha e Joao Roberto MarinhoElio Gaspari, um dos jagunços da ditadura e que constantemente faz a defesa de seus pares, hoje bota o dedo na ferida do PSDB: “Até agora, Dilma é acusada no Tribunal de Contas da União de ter pedalado as contas públicas. O TCU não é um tribunal, mas um conselho assessor da Câmara. Ademais, a acusação ainda não foi formalizada. Eduardo Cunha foi acusado pelo Ministério Público de ter entrado numa propina de US$ 5 milhões. O PSDB quer tirar Dilma do Planalto e admite manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara.”

Curiosamente, Gaspari só se manifesta de forma mais contundente quando os mais variados segmentos empresariais e bancários já apontam que o Brasil não é o Paraguai para se atolar neste golpismo desvairado. Elio Gaspari só desembarca quando seus financiadores lhe negam carona!

A sociedade mais esclarecida, mesmo aquela parcela que perdeu as eleições mas não perdeu a civilidade, já se deu conta que não há absolutamente nada contra Dilma. Pelo contrário, há elementos muito mais contundentes contra o Napoleão das Alterosas do que contra a Presidenta.

Se por um lado Gaspari acerta o verdadeiro alvo do golpismo, por outro blinda os atiçadores do golpismo. Assim como o PSDB golpeia Dilma para defender Eduardo CUnha, Elio Gaspari golpeia do PSDB, desde sempre um partido de ventríloquos, para defender o golpismo dos assoCIAdos do Instituto Millenium. Assim como as acusações contra Dilma, Lula e o PT é grito de “pega ladrão” de trombadinha com a bolsa na mão, também é verdade que a manifestação extemporânea contra o PSDB é um “pega ladrão” para abrir corredor para a passagem de seus colegas golpistas na mídia. Basta ver, por exemplo, o silêncio ensurdecedor da velha mídia quando o assunto é a Operação Zelotes, ou a Lista Falciani do HSBC

Ou será que Gaspari não lembra do auê que a mídia fez do jantar que Lula teria estado com Marcelo Odebrech? Pois bem, naquele jantar esteve Lula, mas também estiveram FHC, Geraldo Alckmin, Gerdau. Não houvesse blogs sujos para detonar com a hiPÓcrisia da mídia, e teríamos ficado por isso mesmo. Aliás, ninguém mais do que a Globo, mediante o uso da Lei Rubens Ricúpero, blinda Eduardo CUnha.

ELIO GASPARI

A blindagem de Eduardo Cunha

Os interesses que protegem Eduardo Cunha têm pouco a ver com ele, o que buscam é conter a Lava Jato

Fernando Henrique Cardoso disse o seguinte:

"Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato."

Poderia ter dito a mesma coisa a respeito de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, denunciado pelo procurador-geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal. Não disse. Nem FHC, nem qualquer outro grão-tucano.

Até agora, Dilma é acusada no Tribunal de Contas da União de ter pedalado as contas públicas. O TCU não é um tribunal, mas um conselho assessor da Câmara. Ademais, a acusação ainda não foi formalizada. Eduardo Cunha foi acusado pelo Ministério Público de ter entrado numa propina de US$ 5 milhões. O PSDB quer tirar Dilma do Planalto e admite manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara.

Surgiu em Brasília o fantasma de um "acordão". Nele juntaram-se Dilma e Renan Calheiros. Há outro: ele junta Eduardo Cunha, o PSDB, DEM e PPS. Um destina-se a segurar Dilma. O outro, a derrubá-la. À primeira vista, são conflitantes, mas têm uma área de interesse comum: nos dois acordões há gente incomodada com a Lava Jato. A proteção a Dilma embute a contenção da Lava Jato, evitando que chegue ao Planalto ou a Lula. A proteção a Eduardo Cunha pretende conter a responsabilização dos políticos de todos os partidos metidos em roubalheiras.

É sempre bom lembrar que Fernando Collor, também denunciado por Janot, renunciou ao mandato em 1992, mas foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Renan Calheiros foi líder do governo Collor e Eduardo Cunha dele recebeu a presidência da Telerj.

E-MAIL PARA JANOT
De Marcio Thomaz Bastos para Rodrigo Janot:
"Daqui onde estou não posso dar mais detalhes, mas há um jovem procurador do Banco Central que poderia lhe contar as pressões que sofreu em 2012 para dar um parecer favorável à ideia de se usar o Fundo de Compensação da Variação Salarial para aliviar bancos que estavam sob intervenção. Poderia contar endereços, personagens e diálogos.

O assunto foi levado a Dilma e ela foi clara: ‘Diga ao rapaz para não fazer o que lhe pedem. Se fizer, será o primeiro a ir para a cadeia’.

06/04/2015

Modus operandi da direita golpista

Golpe Nunca MaisMais uma vez a Folha sai a campo para livrar a cara do PSDB. Qualquer jacu sabe que o governador de Minas Gerais era Antônio Anastásia do PSDB. Contudo, a Folha pretende nos fazer crer que foi Alberto Pinto Coelho, do PP, quem criou o descalabro em Minas Gerais. É muito diversionismo para pouco jornalismo. De que adianta a Folha falar da proteção do Poder Judiciário ao PSDB se a Folha usa do mesmo expediente.

Para um leitor de inteligência mediana a análise é simplória. A devastadora derrota de Aécio Neves na própria terra é explicação suficiente para quem quiser entender. O resto é tergiversação de sempre. Todos os problemas enfrentados pelo Governo Federal são debitados ao PT, todos os problemas encontrados nas administrações do PSDB são considerados eventos da natureza, sem culpa nem culpados. Este maniqueismo doentio resultou na marcha dos zumbis. O nazi-fascismo em marcha no Brasil não é recente. Estava adormecido e, graças ao apoio dos golpistas de sempre, os grupos mafiomidiáticos, está saindo das sombras.

Grupo de aliados ganhou contratos no fim de 2014

DE BELO HORIZONTEDO ENVIADO A BELO HORIZONTE

Um pequeno grupo de municípios administrados na maioria por prefeitos aliados do ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) escapou dos cortes do fim de governo e obteve não só a assinatura de novos convênios, mas a liberação imediata do dinheiro para suas obras locais.

Coelho assinou 35 acordos com 25 prefeituras no apagar das luzes de 2014. Em nove dias, foram aprovados, empenhados (R$ 32 milhões) e pagos (R$ 29 milhões).

O caso que mais chama a atenção é o da prefeitura de Ibirité, onde o jovem Antônio Pinheiro Neto (PP) –eleito prefeito em 2012, aos 21 anos– é sobrinho de Diniz Pinheiro, que foi candidato a vice-governador na chapa de Pimenta da Veiga (PSDB) e era o presidente da Assembleia Legislativa.

Do total pago, Ibirité levou 78% (R$ 22,7 milhões). Foram dez convênios para a cidade da Grande Belo Horizonte.

Um desses processos, no valor de R$ 1,97 milhão, ao qual a Folha teve acesso, tem o ofício do prefeito de Ibirité fazendo o pedido em 22 de dezembro, véspera do Natal. No dia 29 ele foi aprovado pelo setor técnico e assinado. No dia 30 foi pago.

Ocorre que apenas no dia 30 foi aprovado o parecer jurídico. Também desse dia data a declaração de Orçamento atestando estar o dinheiro disponível para liberação do recurso empenhado.

A Controladoria-Geral investigará esses contratos, pois considera anormal tudo ter sido feito em poucos dias e em meio ao feriado de Natal, uma vez que toda solicitação precisa ser analisada tecnicamente pelas áreas envolvidas.

Ibirité é a base eleitoral de toda a família Pinheiro. Diniz Pinheiro era filiado ao PSDB até outubro do ano passado, quando se mudou para o PP para compor a chapa derrotada com Pimenta da Veiga.

Era na verdade uma chapa "puro-sangue" tucana, articulada pelo senador Aécio Neves, principal líder do PSDB no Estado.

Na lista de beneficiados há dois municípios que não foram aliados eleitorais do antigo governo. São Lassance, comandada pelo PC do B, e Uberaba, gerida pelo PMDB, cujos prefeitos apoiaram o petista Fernando Pimentel.

21/01/2015

Folha lava a seco cara do PSDB

sabestanComo porta-voz do PSDB, a Folha está fazendo das tripas coração. A crise de abastecimento é em São Paulo, mas Folha nacionaliza o problema. Ao invés de tratar do desperdício onde há racionamento a Folha mistifica, tentando fazer do problema dos pais do tal místico “choque de gestão”, da meritocracia, um problema que afeta o Brasil. Assumir a manipulação mequetrefe ficaria menos ridículo do que tentar dividir com outros um problema do seu partido. Não basta à Folha tentar matar Lula de câncer, também precisa enaltecer e livrar a cara de seus correligionários.

A própria SABESP admitiu que havia um desperdício de 45% de água em São Paulo. Diante disso o que faz a Folha, empurra o problema para fora da geografia.

Se há algo louvável em mais esta tentativa da Folha em livrar a cara de quem está há quase trinta anos governando São Paulo são as contínuas tentativas de jogar os próprios problemas para os outros.

É comovente o contorcionismo, o diversionismo da Folha para humanizar seus representes no Bandeirantes. Não seria tão engraçado se os que mais ridicularizaram a transposição do São Francisco não fossem exatamente os que não têm água sequer para lavar a boca antes de falar.

CRISE DA ÁGUA

Brasil desperdiça 37% da água tratada

Em meio à crise hídrica, relatório de ministério aponta estagnação para conter perdas com falhas em tubulações

Taxa de perdas passou de 36,9%, em 2012, para 37%, em 2013, e segue muito acima da de países desenvolvidos

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

Em meio a uma das mais graves crises de abastecimento no Brasil, um relatório do governo federal mostra que 37% da água tratada para consumo é perdida antes de chegar às torneiras da população.

Essa água potável é desperdiçada principalmente devido às falhas das tubulações. Além disso, também há perdas com fraudes e ligações clandestinas no caminho.

Os dados de dezembro de 2013 foram incluídos no Sistema Nacional de Informações de Saneamento Básico do Ministério das Cidades.

O relatório (concluído em dezembro de 2014) é a maior base de dados do gênero e aponta ainda aumento de consumo de água per capita na maioria dos Estados.

No levantamento anterior, referente a 2012, as perdas de água no país estavam em 36,9%. Isso significa que não houve nenhuma melhoria, durante um ano, no que é considerado por especialistas como uma das principais ações contra a escassez hídrica.

A tendência, ao longo do tempo, tem sido de queda nesse desperdício, mas em um ritmo considerado ainda muito lento diante das altas taxas verificadas nos Estados.

Em 2008, 41,1% da água captada e tratada era perdida. O índice mais recente, de 37%, ainda é muito alto em relação ao de países desenvolvidos –em cidades alemãs, por exemplo, ele é próximo de 7%.

O volume de água perdida somente na Grande São Paulo –considerando a captação em todas as represas– é semelhante à produção atual do sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de moradores e estava nesta terça (20) com 5,6% de sua capacidade.

INVESTIMENTO

A forma como cada Estado trata do assunto também varia bastante. Enquanto no Distrito Federal as perdas nas tubulações e fraudes são da ordem de 27,3%, no Amapá esse índice chega aos 76,5%.

As empresas de saneamento argumentam que as ações de combate às perdas de água exigem um grande investimento em trocas de válvulas e encanamentos das cidades.

Elas afirmam ainda ser inviável zerar essas perdas –já que os investimentos em trocas no sistema não justificariam a economia feita.

No Estado de São Paulo, as perdas no final de 2013 estavam 34%, segundo levantamento do ministério. Na região metropolitana, a taxa é próxima de 30% –e a Sabesp tem a meta de 26% em 2020.

"De todos os índices de saneamento, o que menos avança no Brasil é o de redução de perdas das tubulações", diz Edison Carlos, engenheiro e presidente do Instituto Trata Brasil, que estuda esse tema.

O instituto aponta que, das 100 maiores cidades do país, 90 não melhoraram de forma significativa seus índices de perdas nos últimos anos.

Ele já estimou em R$ 1,3 bilhão os custos da água perdida em 2010. "É dinheiro que poderia ter sido revertido para mais investimentos."

Especialistas afirmam que, sem esse nível de perdas, muitas represas do país não estariam sofrendo com a atual estiagem.

04/01/2015

Diversionismo: para acobertar governo do seu Estado, Estadão ataca Governo Federal

assinaturas psdb-midian_thumbOntem a Folha publicou, de forma tão natural, que “o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo. 

Na matéria de ontem não havia este tom fraticida, mais de torcida que de dado factual, à forma como o governador de São Paulo estava organizando seu novo mandato.

Por que esta diferença tão grande de tratamento? Será que a velha mídia acha que todo mundo é ignorante como os eleitores dos seus candidatos? Que história é essa? Seria apenas porque Alckmin contratou milhares de assinaturas do Estadão e distribuiu às escolas públicas de São Paulo?!

Até parece que o Estadão não sabe que nos três níveis há composição política, nos governos municipais, estaduais e federal. E não é só no Brasil, não. Em todos os lugares onde há composição política. Só não há nas ditaduras, aquela que o Estadão e seus demais colegas de Instituto Millenium. Nela, na ditadura, as cinco irmãs cresceram e ficaram do tamanho que são hoje. Esta simbiose, uma mão lavando a outra, foi boa (pare eles) enquanto durou. Mesmo nas sociedades regidas por castas, há composição.

Veja-se o caso da Inglaterra e Espanha, onde para ser da casta do rei, basta ser filho de rei. Não precisa provar nada além do nascimento. E ainda assim os governos são de coalizão. Em São Paulo, onde há 30 anos há a casta do PSDB se revezando no governo do Estado também há composição política.

Partidos da base iniciam guerra por cargos do segundo escalão do governo

JOÃO DOMINGOS E RICARDO DELLA COLETTA – O ESTADO DE S. PAULO

03 Janeiro 2015 | 22h 00

Aliados da presidente Dilma disputam nos bastidores espaços em chefias de autarquias, estatais e superintendências regionais

BRASÍLIA – Passada a definição dos nomes dos 39 ministérios, concluída nos últimos dias, partidos aliados já iniciaram a disputa pelos cargos de segundo escalão distribuídos em autarquias, estatais e superintendências regionais que, juntos, têm capacidade de investimentos de R$ 105,7 bilhões para 2015. 

O partido que deu início à guerra pelo segundo escalão e troca de controle das empresas foi o PP. A primeira fatia disputada pelos partidos está no Ministério da Integração Nacional, herdado pela legenda, e que tem forte atuação no Nordeste. Por considerar que foi “rebaixado” no rearranjo das cadeiras ao ter perdido o Ministério das Cidades para o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, o PP pleiteia agora a nomeação de todos os postos-chave dos órgãos vinculados à pasta, sem importar qual é a sigla que hoje os comanda. 

O principal objeto de desejo é o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O diretor-geral Walter Gomes de Souza é apadrinhado do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O PP também pressiona para tirar a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do arco de influência do PT e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) do PROS. Até 2013, a direção da Codevasf era cadeira cativa do PSB do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo, em agosto, durante a campanha eleitoral. Quando Campos rompeu com a presidente Dilma Rousseff, o agora ministro da Defesa, Jaques Wagner, reivindicou o direito de indicar os dirigentes da autarquia. E o fez, levando à presidente Dilma o nome do aliado Elmo Vaz de Matos.

O Banco do Nordeste (BNB) também deve entrar na compensação pelo “rebaixamento” do PP, conforme negociação entre a presidente da República e o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), fechada no mês passado quando foi decidido que o Ministério das Cidades passaria para o PSD. Nogueira deve apresentar o nome do indicado ainda este mês. O atual presidente do banco, Nelson de Souza, é ligado ao PT do Piauí. “É natural que o PP indique os dirigentes dos órgãos ligados ao Ministério da Integração”, disse o líder do partido na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Ele justificou o início da briga pelo segundo escalão assim: “O PMDB tem seis ministérios e o PSD tem as Cidades e o Ministério da Micro e Pequena Empresa”. 

Petistas. O PT também briga pelo segundo escalão, em especial integrantes da corrente majoritária Construindo Um Novo Brasil (CNB), que afirmam ter perdido espaço para a minoritária Democracia Socialista (DS) na dança de cadeiras do primeiro escalão. Os alvos são estatais, como a Eletronorte, que tem orçamento para investimentos de R$ 1 bilhão e hoje é comandada por Tito Cardoso de Oliveira Neto, ligado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O PR, reconduzido ao Transportes, quer controlar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com orçamento de R$ 11,3 bilhões, a autarquia foi entregue a Tarcísio Gomes de Freitas, funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) depois da saída do general Jorge Fraxe, este uma espécie de interventor depois do escândalo que tirou o então ministro Alfredo Nascimento da pasta, em 2011. O candidato mais forte do partido para o Dnit é o deputado Luciano Castro (RR), ex-líder na Câmara, que foi derrotado na eleição para o Senado. 

O PMDB, que neste ano teve sua cota ministerial aumentada de cinco para seis pastas, também já está de olho no segundo escalão. E a primeira estatal a cair no campo de visão do partido foi a Embratur, hoje sob o comando de Vicente José de Lima Neto, ligado ao PC do B. A Embratur tem orçamento de investimentos de R$ 170 milhões e deve ter muita visibilidade nos próximos 18 meses, por causa da Olimpíada do Rio de Janeiro do ano que vem. 

Licenciado. O PMDB quer ainda manter a presidência da Transpetro, cujo titular, Sergio Machado, afilhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), se afastou temporariamente depois de ser citado na Operação Lava Jato da Polícia Federal. A operação apurou desvio de cerca de R$ 10 bilhões na Petrobrás. O partido já faz também planos para tomar a direção da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf) do PT de Pernambuco.

03/01/2015

Se envolve a realeza é “suposto”

cp03012015A informação da Folha vale pela regra que vem, pelo menos, desde os tempos de Sólon. Conforme biografia escrita por Plutarco, Sólon teria dito: "É que as leis em nada diferiam das teias de aranha: se, como estas, estavam aptas a prender os fracos e pequenos que conseguissem apanhar, seriam contudo despedaçadas pelos poderosos e pelos ricos."

A Folha não usa condicionantes quando se trata de acusar PPPP. A capa da Folha de hoje é um exemplo disso. “Não somos ladrões’, diz principal aliado de Lula’. Lula entra na manchete da Folha como Pilatos no credo. Por que esta menção ao Lula e não à Dilma? Será que é Gilberto Carvalho é o “principal aliado de Lula”? Não há condicionantes quando a Folha busca atingir seus adversários. É direto, contundente, sem eufemismos. Por que a Folha, quando diz Robson Marinho quer voltar ao TCE/SP não diz que ele foi e é o principal aliado de Alckmin, Serra, Covas e FHC?!

No Brasil não é diferente. Por aqui as acusações são sem condicionantes apenas quando são aplicáveis aos PPPP: pretos, pobres, putas e petistas.

Príncipe Andrew é citado em caso de suposto abuso sexual

Realeza britânica nega denúncia, afirmando que ele não se envolveu com adolescente

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Uma mulher alegou ter sido forçada diversas vezes a manter relações sexuais com o príncipe Andrew, 54, um dos filhos da rainha Elizabeth 2ª e o quinto na linha de sucessão do trono britânico.

Segundo a denúncia, ela teria sido obrigada, na adolescência, a fazer sexo com o príncipe, que tem o título de duque de York, em três locais.

O nome de Andrew foi mencionado em documentos legais apresentados a uma corte da Flórida, nos EUA, relacionados a uma ação judicial que corre há bastante tempo contra o banqueiro americano Jeffery Epstein.

Nos documentos, uma mulher não identificada disse que Epstein a forçou a fazer sexo com o príncipe Andrew em Londres, Nova York e numa ilha particular do banqueiro no Caribe quando tinha menos de 18 anos. Os encontros teriam acontecido entre 1999 e 2002.

As acusações da mulher, enviadas à Justiça na terça-feira (30), foram acrescentadas a um processo apresentado por outras duas mulheres que afirmam terem sido abusadas por Epstein quando menores.

O banqueiro bilionário foi condenado em 2008 após declarar-se culpado por ofensas sexuais a uma garota de 14 anos.

Apesar de seu nome ser citado, o príncipe não é considerado réu na ação, e nenhuma acusação criminal foi feita contra ele.

Apesar disso, o duque de York já negou ter mantido relações sexuais com a mulher, afirmando que tampouco sabia do comportamento de Epstein.

O Palácio de Buckingham negou as alegações, afirmando que Andrew não se envolveu em qualquer "ato impróprio com menores".

"[O caso] tem relação a um processo civil em andamento nos EUA, do qual o duque de York não faz parte", disse o comunicado.

05/11/2014

Diversionismo militante da Folha

De onde menos se espera, de lá mesma é que não sai nada. cp05112014Mais uma capa diversionista, para mudar o foco da crise d’água em São Paulo do PSDB, para o fornecimento de energia no Governo Federal. Cabe a pergunta: o RS e o Ceará diversificaram investindo em energia eólica. O que fez São Paulo da Veja, da Folha, do Estadão, do PSDB?

A Folha não deu nenhuma capa sobre o racionamento d’água em São Paulo. E, pelo jeito, a torcida pelo apagão de energia, como aconteceu com FHC, pode acontecer não só por falta de água, mas para se concretizar mais um desejo da Folha. A partir desta capa, a sabotagem não pode ser descartada. Depois da capa da Veja, da capa desta Folha, para derrubar a Dilma, vale convocar Gilmar Mendes, a família Bolsonaro armada, ressuscitar os fantasmas de 1964. Fala sobre o que pode vir a acontecer, a falta de energia, é mais benéfico para a Folha e o PSDB, do que falar sobre o que está acontecendo exatamente no Estado em que o PSDB governa por mais de 20 anos.

O texto abre com esta pérola: “O Operador Nacional do Sistema (ONS) avisou na quinta-feira (30) a distribuidores e geradores que há risco de serem necessários cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento durante os horários de pico, entre janeiro e fevereiro, quando há forte aumento no consumo de eletricidade.”

Uns parágrafos adiante, em soneto de pé quebrado, fecha com chave de ouro: “Procurado, o ONS não se pronunciou, mas sua assessoria confirmou que o alerta foi dado na reunião.”

Com parceiros com a Folha da d. Judith Brito, não é de admirar que o PSDB perca a quarta eleição seguida. Se continuar no mesmo nível dos reservatórios do Sistema Cantareira, perderão mais duas, para o Lula

Verão pode trazer ‘corte seletivo’ de luz

Para garantir que usinas estejam preparadas para pico de demanda, energia seria cortada durante madrugadas

ONS fez alerta ao setor em reunião na última 5ª; para evitar medida, nível de reservatórios tem que chegar a 30%

MACHADO DA COSTADE SÃO PAULO

O Operador Nacional do Sistema (ONS) avisou na quinta-feira (30) a distribuidores e geradores que há risco de serem necessários cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento durante os horários de pico, entre janeiro e fevereiro, quando há forte aumento no consumo de eletricidade.

Para manter os reservatórios em nível seguro e evitar apagões nos horários de pico, as usinas deixariam de fornecer energia de madrugada. Os cortes afetariam grandes centros urbanos do Sudeste, como Rio, São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Vitória.

A medida pode ser necessária se as chuvas não forem suficientes para elevar os reservatórios ao nível de 30% em janeiro. Atualmente eles estão em 18,27%. No ano passado, neste período, estavam com 41,62% da capacidade.

Durante reunião do Programa Mensal de Operação (PMO), Francisco José Arteiro de Oliveira, diretor de Planejamento e Programação da Operação do ONS, afirmou que o órgão precisaria operar as usinas hidrelétricas de forma a prepará-las para os horários com maior demanda.

Para evitar quedas inesperadas do sistema, o ONS cortaria seletivamente parte do fornecimento na madrugada. Isso permite o aumento do volume de água nas represas.

EM 2001

PSDB MIDIAn

A operação seria semelhante à planejada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso em 2001, quando os reservatórios encontravam-se em nível superior ao atual.

Em novembro daque- le ano, o nível médio dos reservatórios do Sudeste estava em 23,04%.

Em 2001, esse plano foi evitado por fortes precipitações entre novembro e dezembro, mas o governo não escapou de decretar o racionamento no ano seguinte.

Isso porque, diferentemente do que ocorre hoje, as térmicas não complementavam a base do sistema elétrico.

Procurado, o ONS não se pronunciou, mas sua assessoria confirmou que o alerta foi dado na reunião.

O órgão espera um crescimento da demanda de energia da ordem de 5% em fevereiro, mês no qual são registradas as maiores demandas.

Em 6 de fevereiro 2014, foi registrada a máxima histórica de consumo: no Sudeste, a demanda atingiu pico de 51.261 MW. Como comparação, no domingo (2), último dado disponível, o consumo atingiu 38.542 MW.

A Folha apurou que o órgão vem avisando o setor durante as reuniões há três meses e que sua preocupação aumentou recentemente.

O ONS, porém, espera que ocorra um período chuvoso com volume normal de precipitações a partir da segunda quinzena deste mês, o que seria suficiente para atingir um nível seguro de operação dos reservatórios.

A perspectiva é embasada por institutos meteorológicos contratados pelo operador, segundo o órgão.

Caso em abril de 2015 as reservas hídricas do Sudeste alcancem nível próximo de 40%, o racionamento deverá ser descartado pelo ONS.

18/10/2014

Sabe nada, inocente!

Aecio hjPOcrita

Aécio, vossa excelência recebia, enquanto estudava no Rio de Janeiro, por cargo fantasma no senado, em Brasília? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência bateu na sua ex-mulher? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência acertou na loteria ou foi indicação do seu tio para ser vice-presidente da loterias da caixa? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência dirigia embriagado e se recusou a fazer teste do bafômetro para ver se era álcool ou outros tipos de drogas? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência desapropriou um espaço da da fazenda do seu Tio Quedo, construiu um aeroporto e entregou-lhes as chaves? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência mandou construir na cidadezinha de Montezuma, onde o senhor tem fazendas, tem um aeroporto, e ela sequer tem maternidade? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência tem ligações com a famiglia Perrella, aquela do helipóptero com 45º kg de coca, que também vendia, durante sua gestão, quentinhas para os presídios de Minas, sem licitação? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência tem como presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que recebeu propina do delator da Petrobrás, que o senhor vive de acusar Dilma? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência pôs no comando da distribuição de verbas publicitária sua irmã, Andreia Neves, o que incluia distribuir verbas para rádios e jornal de sua família? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência sabia que velha mídia & Geraldo Alckmin represaram a crise d’água em São Paulo até passar o primeiro turno mas agora o racionamento é geral? Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência está sendo acionado pela Promotoria por desvio de recursos que deveriam ter sido destinados à saúde. Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência sabia que a mulher que o senhor colocou no TCE-MG sumiu com os dados para protege-lo? – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência se diz a favor da meritocracia mas foi empregado fantasma e também empregou um monte de familiares seus nos mais diversos órgãos do Estado. – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência censurou todos os jornais de Minas com exceção daquele que publicou Minas a reboque, não, e já processou 66 blogueiros por absoluta inadequação ao contraditório democrático. – Soube disso ontem

Aécio, vossa excelência se chama Aécio Neves? – Soube disso ontem… mas é MENTIRA!!!M

ronaldo-come-travesti

Moral da história: Aécio separa bens públicos dos privados tanto quanto Ronaldo Gorducho distingue travesti de mulher. 

19/01/2014

Diversionismo ou empulhação?

Filed under: Clóvis Rossi,Diversionismo,Rolezinho — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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Sempre a mesma história. O Brasil é campeão da desigualdade e tome pau. Se não tivermos mais desigualdades, suspeito que alguns jornalistas ficarão muito tristes. Isto porque DIMUIR fica como se nada fosse diante do fato de que ainda PERSISTEM desigualdades. E aí vem o que há de pior no tipo de jornalismo praticado pelos grupos mafiomidiáticos: quando há propostas concretas para diminuir estas desigualdades, pau em quem tenta. As cotas, os PROUNI, os ENEM, os SISU, o aumento do IPTU nas áreas valorizadas pela oferta de serviços públicos, para diminuir aos que moram onde o serviço público não chegou, não são trazidos à baila. São todas iniciativas que buscam diminuir as desigualdades, mas, por questões ideológicas, a mídia prefere bater contra quem as toma, talvez com o único intuito de poder dizer: continuam nossas desigualdades!

Enquanto não dermos um rolezão nos grupos mafiomidiáticos continuaremos atados à desigualdade social. A depender das famiglias Sirotsky, Marinho, Mesquita, Frias e Civita a Suécia seria vetada como meta a ser buscada. A desigualdade é o alimento dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Se pudessem, ajudariam a reimplantar a escravidão, como fizeram com a ditadura, apenas para poderem se dizer contra!

 

CLÓVIS ROSSI

Rolezinhos em Davos?

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta a desigualdade como o risco global mais inquietante

A presidente Dilma Rousseff tem um ponto favorável a apresentar em Davos, durante o encontro anual-2014 do Fórum Econômico Mundial: a suposta redução da desigualdade no Brasil.

Por partes:

1 – A crônica desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres aparece, pela terceira vez consecutiva, como o risco global com mais possibilidade de explodir, segundo o relatório "Riscos Globais" de 2014, preparado para o fórum por 700 peritos da academia, do mundo dos negócios e da política.

2 – No mundo rico, a desigualdade, além de crônica, é crescente. No Brasil, é crônica, mas decrescente, segundo a propaganda oficial.

Logo, o Brasil pode ser apresentado aos investidores, que formam a grande plateia de Davos, como um dos poucos países em que o risco global mais iminente está em queda.

Não é inteiramente verdade. O que diminuiu no Brasil foi a desigualdade entre assalariados.

Não há medição confiável sobre a desigualdade mais obscena, que é entre a renda do capital e a renda do trabalho.

Mas é razoável supor que esta até aumentou, dado que o governo dedica à, digamos, "bolsa-juros" (recebida pelos mais ricos) três vezes mais recursos que ao Bolsa Família, para os mais pobres.

Mas Dilma não precisa fazer essa ressalva, até porque ela não será cobrada pelo povo de Davos, que só se preocupa retoricamente com a desigualdade, exceção feita a umas poucas almas sensíveis.

De todo modo, o Brasil não é exceção quando o foco sobre desigualdade se fecha sobre os jovens.

O relatório do fórum se preocupa com o futuro da juventude, devido "à qualidade do acesso à educação, à marginalização das jovens gerações e ao alto nível de desemprego juvenil".

Os protestos de junho e os rolezinhos de agora mostram que a preocupação dos pesquisadores com os jovens se aplica também ao Brasil.

Menos mal que, no conjunto da América Latina, o desemprego juvenil seja menos brutal do que na média mundial (12,5% nestes trópicos, ante a média geral de quase 30%).

Ainda assim, suspeito que valha para o Brasil o comentário sobre a desigualdade no mundo feito sexta-feira para o jornal "El País" por Sandra León, professora da Universidade de York:

"O risco mais profundo e corrosivo da desigualdade se encontra na ruptura da coesão em que se sustenta a convivência social. Uma sociedade com amplas desigualdades está altamente incapacitada para alcançar um acordo básico sobre direitos e deveres".

Um segundo risco –este não presente no Brasil– é o de que a desigualdade leve à busca de alternativas políticas extremistas, como a neonazista Aurora Dourada da Grécia ou a xenófoba Frente Nacional francesa –ambas com chances de obter uma votação forte nas eleições para o Parlamento Europeu em maio deste ano.

No Brasil, a única novidade eleitoral dos últimos muitos anos foi Marina Silva, que está longe de ser extremista.

Tudo somado, os "rolezinhos" de certa forma pairarão sobre os Alpes suíços.

crossi@uol.com.br

12/12/2013

Educação padrão FIFA, só na Europa…

Filed under: Diversionismo,Educação Pública,FIFA,Golpismo — Gilmar Crestani @ 7:27 am
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O castigo para quem se acha mais civilizado. Torcedores esfaqueados na Europa

11 de Dezembro de 2013 | 21:50 Autor: Fernando Brito

doiscasos

Brigas entre torcidas no futebol são deploráveis  e precisam ser não apenas evitadas, mas punidas.

Mas nunca devem servir para demagogia nem preconceito, como fez hoje o Financial Times, logo cedo, ao se aproveitar dos incidentes do jogo entre Atlético Paranaense e Vasco para dizer que os “hooligans” brasileiros  mostravam “a cara feia” de um problema sério do nosso país.

Ora, “hooligan” é coisa vinda da mesma Inglaterra do Financial Times e se tornou uma palavra mundialmente conhecida nosesportes depois que torcedores ingleses provocaram uma briga na Copa dos Campeões europeia, num jogo realizado na Bélgica, entre o Liverpool e os torcedores do Juventus, italianos.

Mas, como dizia minha avó, o castigo vem a cavalo.

No mesmo dia de hoje, italianos e holandeses se  enfrentaram antes do jogo entre Milan e Ajax, em Milão. Seis holandeses ficaram feridos, três deles a facadas e um em estado grave. Houve outros feridos sem gravidade.

educacao padrao fifaA brutalidade entre as torcidas de futebol é universal, embora isso não a faça menos detestável.

Fazer demagogia com isso e, sobretudo, pretender apresentar o Brasil como um país de selvagens é uma estupidez.

Ontem, a Folha fez isso dando um tom sensacionalista a uma preocupação correta – mas mal expressa – de uma socióloga que reclamou do mesmo que se reclamou aqui: a ausência da força pública dentro de estádios “privatizados”.

Os europeus, não têm mais capacidade, civilidade ou eficiência que os brasileiros para organizar eventos.

O que eles têm é mais dinheiro.

Isso faz diferença, é claro.

Mas não os  faz melhores.

O castigo para quem se acha mais civilizado. Torcedores esfaqueados na Europa | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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