Ficha Corrida

01/09/2016

Assas JB Corp, um oportunista tabajara

Filed under: Assas JB Corp,Cinismo,Hipocrisia,Joaquim Barbosa,Oportunismo — Gilmar Crestani @ 7:49 am
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jb servical-casa-grandeNão há nada pior no ser humano do que o cinismo e a hipocrisia.

E, não acaso, estas duas caraterísticas estão presentes em Joaquim Barbosa. Isso também não significa que ele seja um “ponto fora da curva”, não. O que se pode esperar de alguém que admite que houve chicana na Ação 470: “foi feito pra isso, sim”?!

O que distingue Joaquim Barbosa de Eduardo CUnha? Por acaso Assas JB Corp não usou de subterfúgios para comprar um apartamento em Miami por U$ 10 dólares?!

Por que JB não explica porque sua aposentadoria foi mais rápida que Usain Bolt. A senha, em forma de estatueta,  está aqui.  

Joaquim Barbosa, ao fugir do julgamento do Mensalão do PSDB deixou marcado nas paredes do STF sua verdadeira estatura moral.

Ele, sim, um patético ministro tabajara!

Joaquim Barbosa dispara contra discurso "patético" de Temer e "impeachment tabajara"

Ex-presidente do STF denunciou constrangimento do país com "forças conservadoras que tomaram o Congresso"

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, fez manifestações contundentes contra o impeachment de Dilma Rousseff, nesta quarta-feira. Através do Twitter, o relator do Mensalão classificou o primeiro discurso oficial de Michel Temer como presidente de "patético" após a concretização de um "impeachment tabajara".

Taxativo, Barbosa salientou que a fala oficial não irá convencer a população. "O homem parece acreditar piamente que terá o respeito e a estima dos brasileiros pelo fato de agora ser presidente. Engana-se", disparou o ex-presidente do STF.

Além das críticas ao processo no Senado e a Temer, Barbosa salientou que o ocorrido concretiza um plano "constrangedor". "De repente, forças políticas altamente conservadoras tomaram o comando no Brasil", salientou, escrevendo inclusive em inglês.

"Eles dominam o Congresso. Cercam o novo presidente, um político comparável aos antigos ‘caudilhos’", reforçou Barbosa. "Além disso, são a força que dirige a mídia, inclusive as emissoras de TV", relatou.

Correio do Povo | Notícias | Joaquim Barbosa dispara contra discurso "patético" de Temer e "impeachment tabajara"

30/06/2015

A evolução de um déspota: de capitão-de-mato a censor

jb políticaA desfaçatez não tem limites. É não ter nenhuma vergonha na cara. O sujeito compra por U$ 10 (dez dólares)  um apartamento usando empresa de fachada, a Assas JB Corp.,  contra o código de ética do servidor público, em Miami. E aí o elemento que, para infringir a lei, fraudou a teoria do domínio do fato, resolver querer ensinar como se deve tratar a lei. Claus Roxin já desobstruiu a tampa da cloaca em que sua teoria foi jogada pelo déspota de aluguel.

Antes de querer dar lição sobre como se deve respeitar a lei, JB deveria se preocupar em esclarecer se o dinheiro usado pela Rede Globo para lhe dar uma estatueta de ventríloquo não foi adquirida com dinheiro sonegado. As medalhas que Aécio Neves e Antônio Anastasia lhe deram pode ter sido paga com dinheiro desviado da saúde pública mineira.

O ventríloquo da direita e capacho da Globo conseguiu inverter um ditado unânime no meio jurídico: quando a lei estiver em conflito com a justiça, deve-se optar pela justiça. JB inverteu e preferiu a injustiça. O destino de JB é o mesmo de todos os capitães de mato do tempo da escravatura: nenhum nome sobreviveu ao tempo. Tanta genuflexão à direita prova que em lugar de vértebras tem dobradiças.

Joaquim Barbosa no STF foi o único erro de Lula.

O Dr. Barbosa, jurista no Twitter, deveria entender a diferença entre cumprir a lei a aplaudir juiz

30 de junho de 2015 | 17:11 Autor: Fernando Brito

harro

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa perdeu uma boa chance de ficar calado.

Suas declarações, hoje, na Folha, mostram o quanto é autoritária sua concepção de direito, ao criticar a entrevista da Presidente Dilma Rousseff, sobre o comportamento de delatores – que distribuem aos quatro ventos acusações até agora desprovidas de provas.

“Assessoria da Presidente deveria ter lhe informado o significado da expressão ‘law enforcement’: cumprimento e aplicação rigorosa das leis. Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do país: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República!”

Este é o problema de ser jurisconsulto de Twitter, com toda a sua sabedoria represada em 140 caracteres, com o fito único de obter repercussão.

Permita-me ponderar, Dr. Barbosa, um presidente da República é obrigado a aplicar e fazer cumprir as leis, não a concordar com elas. Tem, até mesmo, o direito de propor, nos caminhos constitucionais, sua mudança ou revogação.

Aliás, este é direito que assiste a todo cidadão numa democracia.

O “law enforcement” a que o Sr.  se refere, para afirmar que a Presidente é “mal-assessorada” quer dizer aplicação da lei, não concordar com ela.

Ninguém é obrigado a concordar com lei ou mesmo com sentença judicial, Dr. Barbosa, mas a cumprir o que elas determinam. O governo, por seus órgãos policiais, as está cumprindo e cumprindo as ordem do seu colega Sérgio Moro, não está?

É assim para todos, Dr. Barbosa.

Nem eu nem ninguém tem a obrigação de bater palmas para leis ou para decisões de juízes que, a toda evidência, estão cada vez mais carregadas  de uma distorção política. Tanto é assim que, querendo ou não, o senhor e Sérgio Moro se tornaram, em lugar de discretos juízes, heróis dos militantes políticos mais à direita e ferozes.

Aliás, Dr. Barbosa, divergir das leis e criticá-las é algo fácil de entender.

Eu, se vivesse no século passado, provavelmente teria as palavras e ações mais duras contra uma lei, o Código Penal de 1830, que dizia, em seu artigo 60:

“Art. 60. Se o réo fôr escravo, e incorrer em pena, que não seja a capital, ou de galés, será condemnado na de açoutes, e depois de os soffrer, será entregue a seu senhor, que se obrigará a trazel-o com um ferro, pelo tempo, e maneira que o Juiz designar.O numero de açoutes será fixado na sentença; e o escravo não poderá levar por dia mais de cincoenta”

Não é repugnante, Dr. Joaquim? No entanto, era lei até 1886, quando foi revogada.

É para cumprir sem chiar?

Tenho certeza que seria outra a sua visão do “law enforcement” naquela situação ou diante de um código legal que estabelecia que o Governo imperial poderia agir aplicando as penas que constavam no Código – como prisão perpétua ou temporária, com ou sem trabalhos forçados, banimento ou condenação à morte”, para  por fim às lutas pela posse da terra, combater as insurreições dos escravos e destruir os quilombos e vigiar os que eram vistos como vadios e desordeiros.

Talvez parecesse a muitos, então, protestar contra isso algo incompreensível, tanto que era o bom direito das classes dominantes, aceito e respeitado pelas “pessoas de bem”.

A propósito, Bernardo Pereira de Vasconcelos, que redigiu  a base deste Código , teve fama de jurisconsulto e foi o autor da lei que criou o Supremo Tribunal de Justiça, em 1828, que viria a ser renomeado, em 1890, como Supremo Tribunal Federal.

O Dr. Barbosa, jurista no Twitter, deveria entender a diferença entre cumprir a lei a aplaudir juiz | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/05/2015

Pecunia non olet?

OBScena: estatueta que pode ter sido comprada com dinheiro sujo

jb marinhoVespasiano foi cobrado por ter instituído imposto sobre as latrinas romanas. Afinal, não seria sujo o dinheiro obtido de atividade também suja?! O jurisconsulto respondeu: “pecunia non olet”, o tilintar das moedas não cheira… De onde saiu o dinheiro usado para comprar as estatuetas distribuídas aos que vestem a carapuça de Carrascos Voluntários da Rede Globo?

Está fácil demais de entender porque a Rede Globo amestrou a Marcha dos Zumbis em busca do golpe contra Dilma. Eles queriam continuar como nos tempos em que José Maria Marin podia mandar assassinar Vladmir Herzog. Eram os áureos tempos da ditabranda. A Globo fazia editorial saudando a ditadura e a folha emprestava as peruas para desovar o que restava dos cadáveres violados nas valas clandestinas do Cemitério de Perus.

A cobertura dos grupos mafiomidiáticos insuflando o MBL e os coxinhas que pediam golpe militar tinha por objetivo desviar o foco da roubalheira que participavam. Era o que se pode dizer uma “cortina de fumaça”. Secundados pela égua madrinha do Jardim Botânico, a manada seguiu bovinamente para o saladeiro. Cegos de ódio a Lula e Dilma não se deram conta que era ela verdadeira massa de manobra.

Focadas no PT, Ministério Público e Poder Judiciário se deixaram seduzir por medalhas e troféus de captura. Os Carrascos Voluntários de Hitler tinham desculpas menos esfarrapadas para justificarem o deplorável papel. Hoje, qualquer manifestação de ódio a Lula e ao PT catapulta qualquer magarefe para as capas de jornais e revistas. Enquanto desfilam babando de ódio ao PT, personagens sinistras domo Del Nero, Marin, JB, Teixeira circulam desenvoltas pelos mesmos corredores. Não se dão conta que a medalha e a estatueta da condecoração podem ter sido obtidas com o dinheiro sujo da sonegação.  Assim como é o consumo da droga que alimenta tráfico, o recebimento de troféus retira do julgador a imparcialidade do julgador. Afinal, foi o próprio Joaquim Barbosa quem ousou dizer que “juiz deve ter remuneração muito elevada para não ter preocupações de ordem material. É fator primordial de sua independência”. Na foto, quem depende de quem?

A literatura jurídica me permite questionar: Quem foi mais nocivo às instituições públicas, Joaquim Barbosa conspurcando o STF ao dar legitimidade social aos sonegadores ou a família Marinho capturando o capitão-de-mato do STF?

No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

Postado em 29 de maio de 2015 às 5:19 pm

Da ESPN:

Uma das principais cenas da festa de encerramento do Paulista foi o discurso de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte. Convidado para subir ao palco para entregar um dos prêmios da noite, o executivo aproveitou o momento para passar uma mensagem. Falou do atual momento do futebol, fez agradecimentos e se emocionou com o microfone na mão.

Marcelo lembrou de cada um dos últimos presidentes da CBF, fazendo elogios a todos eles, desde Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, que assumiu em abril. Disse que José Maria Marin inscreveu o nome na história do futebol brasileiro e que um dos seus grandes acertos foi a mudança de formato da Copa do Brasil.

“2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol brasileiro”, disse o diretor.

As lágrimas nos olhos e a voz embargada vieram quando Campos Pinto desejava sorte a Reinaldo Carneiro Bastos, novo presidente da Federação Paulista de Futebol. Os convidados se surpreenderam com a reação do executivo.

“Querido Reinaldo (pausa). Fico até um pouco emocionado em lhe homenagear como um pai de família, como um amigo carinhoso, como uma pessoa que veio construindo seu nome no futebol e que sabe realmente o alfabeto do futebol que é tão complexo”, discursou.

“O parabenizo [a Reinaldo], e também ao Marco Polo, pelo Campeonato Paulista de 2015, recorde de público e de renda quebrados, jogos eletrizantes, semifinais inacreditáveis, com estádios lotados, duas finais de tirar a emoção de todos nós, com públicos presentes e audiências jamais vistas. Parabéns a todos vocês”, seguiu.

Diário do Centro do Mundo » No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

13/05/2015

Domínio do Fato made in Assas JB Corp

Joaquim Barbosa devolverá os R$ 60 mil?

Por Altamiro Borges
Uma notinha no site da revista “Época” agitou as redes sociais nestes dias. Segundo relato do jornalista Murilo Ramos, “o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa recebeu R$ 60 mil por uma palestra de uma hora que proferiu em 13 de abril na cidade de Itajaí, Santa Catarina, cujo tema foi Ética e a administração. Quem arcou com as despesas – incluindo passagens, segurança e hospedagem – foi a Câmara de Vereadores do município, que delegou a contratação de Barbosa a terceiros. Para aceitar o convite, Barbosa impôs condições em contrato. Entre elas sigilo do valor cobrado pela palestra e a liberdade de deixar de responder a perguntas consideradas ‘inadequadas’. ‘O patrimonialismo faz parte do nosso DNA’, discursou Barbosa”.
De imediato, os internautas questionaram o valor da palestra e os gastos excessivos da Câmara dos Vereadores. O jornalista Paulo Nogueira, do imperdível blog “Diário do Centro do Mundo”, ironizou: “Que pecado o cidadão de Itajaí cometeu para ter que pagar 60 mil reais por uma hora de Joaquim Barbosa?”. O seu texto rapidamente bombou nas redes sociais. Vale conferir:
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E então temos o seguinte: o cidadão de Itajaí foi obrigado a pagar 60 mil reais por uma palestra de uma hora de Joaquim Barbosa.
Este é o Batman, o campeão da ética, “o garoto pobre que mudou o Brasil”, segundo a Veja, naquela que foi uma das mais idiotas chamadas de capa já produzidas por uma revista em toda a história em qualquer lugar do mundo.
Mil reais por minuto. Este, ficamos sabendo, é o preço de Barbosa. Vazou de alguma forma, porque segundo o contrato o valor era sigiloso.
Seria um assalto ao contribuinte de Itajaí de qualquer forma. Mesmo que a palestra fosse em praça pública, aberta a todos os interessados, há outras maneiras mais inteligentes de gastar 60 mil reais em 60 minutos, você há de convir.
Mas este é Joaquim Barbosa, o paladino que não hesitou em queimar 90 mil reais de dinheiro público numa reforma dos banheiros do apartamento funcional que utilizou por tão pouco tempo.
Repito: mas este é Joaquim Barbosa, o incorruptível que inventou uma empresa para sonegar impostos na compra de um apartamento em Miami.
Quando você prega moralidade e na sombra faz coisas impublicáveis, isso quer dizer que você é um demagogo.
Pois é exatamente este o título que deveria estar hoje no cartão de visitas de JB, ou nas propagandas de suas palestras: demagogo.
No STF, ele foi um péssimo exemplo para a sociedade. Deslumbrado com as lantejoulas cínicas da mídia, ele presidiu o julgamento mais iníquo do Brasil.
Joaquim Barbosa levou às culminâncias o conceito de justiça partidária, em que você julga alguém não pelo que fez ou deixou de fazer, mas pelo partido a que pertence.
Enquanto teve poder, foi mesquinho, intolerante – repulsivo. Não surpreende que seja admirado exatamente por pessoas com aquelas características, e abominado por progressistas de toda ordem.
Saiu do STF porque, com a chegada de novos ministros, ficou em minoria. Não teve sequer a coragem de defender suas ideias conservadoras e pró-1% em ambiente não controlado.
Estava na cara que ia fazer palestras.
A direita se defende e se protege: arruma palestras milionárias para aqueles que vão fazer pregações contra qualquer coisa parecida com a esquerda, e sobretudo contra Lula e o PT.
Mau exemplo no STF, Joaquim Barbosa continua a ser mau exemplo fora dele.
Entre palestras, arrumou tempo para fazer uma bajulação abjeta à Globo por seus 50 anos.
A emissora que foi a voz da ditadura se converteu, nas palavras de JB, na empresa generosa à qual os brasileiros devemos, pausa para gargalhada, a integração.
A emissora que é um símbolo da hegemonia branca, e que advoga ferozmente contra políticas de afirmação, foi colocada num patamar de referência em seu universo na inclusão de negros.
Joaquim Barbosa foi uma calamidade para o Brasil no STF, e longe dele, arrecadando moedas em palestras, continua a projetar sombras nada inspiradoras.
É, como Moro hoje, o falso herói, condição fatal de todos aqueles que a plutocracia, para perpetuar sua predação, tenta transformar em ídolo popular.

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Diante da repercussão negativa na internet, o próprio site da revista Época – que pertence à famiglia Marinho, dona da citada Rede Globo – apressou-se em tentar limpar a barra do midiático ex-presidente do STF. Numa nota intitulada “Barbosa diz que não sabia que o dinheiro era da Câmara”, Murilo Ramos registrou sem maiores questionamentos: “Barbosa disse que a sua empresa foi contratada por uma agência que organiza palestras e desconhecia sua relação com apoiadores privados e particulares. Para a imagem da Câmara de Vereadores, a contratação de Barbosa foi um ótimo negócio”. Para quem afirmou – em tom demagógico – que “o patrimonialismo faz parte do nosso DNA”, Joaquim Barbosa devia era devolver a grana dos munícipes de Itajaí. Será que ele topa?

29/04/2015

Elite mineira premiaria capitão-de-mato, jamais escravos

OBScena: cerimônia de entrega de medalha ao sinhozinho e ao capitão-de-mato

aeciobarbosaNão é mero acaso que Antônio Anastásia tenha concedido medalha da inconfidência ao capitão-de-mato que preside a Assas JB Corp mas tenha ficado horrorizado com a entrega ao Stédile. Os antigos e os novos senhores continuam dividindo a sociedade entre patrões e escravos. Logo a medalha que leva a insígnia de Tiradentes…

Essa gente do PSDB  e seus finanCIAdores ideológicos odeia tudo o que envolva povo. Gente pobre ou quem por eles lutam são combatidos como se fossem os piores inimigos. Em compensação, os que sempre se locupletaram com o erário são agraciados com medalhas. Joaquim Barbosa deu o endereço do apartamento funcional para criar a empresa Assas JB Corp e com isso comprar um apartamento por 10 dólares… Essa é a ética da casa-grande.

Sandro Abreu: O choro da elite mineira sobre a medalha entregue a Stédile

publicado em 28 de abril de 2015 às 21:00

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A medalha da Inconfidência e a insatisfação da elite mineira

por Sandro Abreu, via Facebook

A indignação de políticos conservadores e de parte do empresariado mineiro com a medalha da Inconfidência concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile, escancara o que está posto no Brasil neste momento: a elite não aceita mais o povo no Poder. É isso.

Isso é mais forte do que a crise econômica e do que a corrupção que está sendo desvendada após décadas de assaltos aos cofres públicos.

Não é por simples insatisfação que entidades empresariais gastaram uma boa grana para publicar uma nota de repúdio em jornais mineiros. Curiosamente, a nota saiu publicada na mesma página que trouxe a notícia da aprovação da terceirização.

Políticos, artistas, juristas, empresários, jornalistas, ativistas e uma gama enorme de pessoas de todo o Brasil já foram condecoradas com a medalha, incluindo o amigo do rei Luciano Huck e o “grande empresário” Eike Batista, que tanto explorou as riquezas mineiras de Minas Gerais, prejudicando gente simples e humilde das comunidades rurais do interior, como por exemplo, em Conceição do Mato Dentro.

Mas o Stédile não pode ganhar. O “grande jornal dos mineiros” chegou a colocar como intertítulo da matéria sobre o evento: bandido.

Alguns homenageados mais conservadores já anunciaram que irão devolver suas medalhas e o PSDB protocolou Projeto de Resolução na Assembleia Legislativa para cassar a medalha de Stédile.

Hoje deputados da oposição e alguns manifestantes nas galerias do Plenário da ALMG, entre eles, o filho de Pimenta da Veiga, candidato do PSDB ao governo do Estado, derrotado pelo PT, usaram cordas vermelhas no pescoço para continuar o lamento sobre a medalha concedida a um líder de movimento popular. Então é isso, a aristocracia pode receber, o rebelde não.

O interessante é que foi justamente isso o que aconteceu com Tiradentes. De todos os inconfidentes, ele foi o único sentenciado à morte. O motivo? Ao contrário dos outros, não tinha alta patente, era de classe baixa e não pertencia à elite das minas gerais. Os demais receberam penas mais brandas.

Embora a Inconfidência Mineira tenha sido um movimento da elite mineira revoltada com a derrama, alguns ideais marcaram o movimento como a luta contra a exploração das terras mineiras pela Coroa portuguesa, luta pelo direito dos colonos e por liberdade.

Bandeiras parecidas com as do MST. Tiradentes foi alçado a herói após a proclamação da República, e sua imagem trabalhada estrategicamente para associá-lo a Jesus e à simplicidade, reforçando a representação de homem do povo e do bem. Mas um homem do povo, um rebelde não pode receber a medalha que lembra justamente a conjuração e a rebeldia dos mineiros.

Mas além da medalha a Stédile, a cerimônia dos Inconfidentes promovida pelo governo petista, em Ouro Preto, no último dia 21, trouxe mais uma novidade: a praça foi aberta ao povo após 12 anos de cerimônias fechadas.

O governador enfrentou manifestação, mas manteve sua postura democrática e popular.

Stédile é povo. Esse foi o 21 de abril deste ano em Minas Gerais. Talvez Tiradentes, pelo menos a imagem forjada ao longo do tempo, esteja mais satisfeito agora…

Sandro Abreu: O choro da elite mineira sobre a medalha entregue a Stédile – Viomundo – O que você não vê na mídia

21/03/2015

Saiba quem finaCIA a carreira do Aécio

A farinhada com travesti está com seus dias contados. Quem não consegue distinguir mulher de travesti vai lá saber distinguir uma pessoa honesta de um patife viciado e gazeteiro!?

Desde meus tempos de seminário tenho que os sujeitos mais moralistas, com o dedo sempre em riste para apontar os deslizes dos outros é um ato falho que esconde o próprio proceder. Veja-se o caso de Demóstenes Torres, que ocupava a tribuna do Senado para imputar aos outros os crimes de que useiro e vezeiro. Agripino Maia é outro que vive de assacar contra a honestidade alheia por estar com os dois pés atolados na lama que joga nos outros. Os membros do PP gaúcho, do Luis Carlos Heinze, eram os mais raivosos contra o PT, os movimentos sociais, MST, gays e  quilombolas. Está lá ele todinho enterrado na Lava Jato. Coincidentemente, o PP gaúcho, com Ana Amélia Lemos à frente, perfilou-se também todinho, ao lado de Aécio Neves. Entendeu agora o “silêncio dos indecentes” da velha mídia.

Quem via as imprecações do Joaquim Barbosa contra quem se ajoelhou para conseguir entrar no STF pelas cotas, não imaginava que ele havia constituído uma empresa Assas JB Corp., com endereço em seu apartamento funcional em Brasília, para comprar um apartamento por u$ 10 (dez dólares) em Miami. Nem imaginava que o respaldo que a Globo lhe dava envolvia o emprego do filho com Luciano Huck nem as caronas que dava a jornalista da Globo para passear na Costa Rica. Até hoje poucos sabem que o recém criado FUNPRESP-JUD foi presidido pelo jornalista, dublê de assessor e biógrafo de JB.

O que explica a desfaçatez deste rol interminável de assassinos da reputação alheia é a confissão do deputado gaúcho, Jorge Pozzobom: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. A desfaçatez é ainda maior porque envolve parcela do Poder Judiciário, o que não é difícil de entender, tendo em vista os exemplos que vêm de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. E não é só Poder Judiciário que alcovita facínoras deste naipe. Eles também pululam no coronelismo eletrônico.

Como na Operação Mani Pulite, na Itália, viu-se que a captura do Estado italiano governado por Giulio Andreotti deu-se com a participação da Máfia. Quando a máfia descobriu-se em maus lençóis, pulou para o lado de quem seria guindado pela própria limpeza comandada por Antonio Di Pietro. Coincidentemente, terminada a limpeza, o limpador entrou na sujeira… Com a queda da Democracia Cristã e a demonização da classe política, a máfia sacou mais rápido e, nas costas de Di Pietro, subiu sozinha ao poder pelas mãos do empresário que detinha 80% dos meios de comunicação italianos, além de outras empresas como FININVEST, o clube Milan, e tantas outras empresas, Sílvio Berlusconi. Durante mais de vinte anos, Silvio Berlusconi transformou a Itália num puteiro. Literalmente cheirou, deitou e rolou com quem e como bem quis. Foi o descrédito de toda classe política vendida pelos veículos do próprio Berlusconi que levou o neofazista do Forza Itália ao poder. Hoje todos entendemos porque a Itália está em decadência, cultural, política e economicamente. O tráfico, lá como cá, é algo que passa batido na velhas mídias. Os grupos mafiomidiáticos não se preocupam com um helipóptero com 450 kg de cocaína. O que chama atenção dos programas cão, do tipo Jornal Nacional, é o aviãozinho e seu papelote. Os que cheiram um helicóptero de pó não estão na favela, estão no HSBC, a lavanderia dos narcotraficantes.

Os movimentos de ataque às instituições democráticas brasileiras, que desacredita toda classe política tem como fim a captura do Estado por aventureiros descompromissados com a democracia, a exemplo de Sílvio Berlusconi. Como já foi com Collor. Pedir golpe militar é a mesma coisa que pedir que a máfia nos governe. Quando uma máfia chega ao poder central, ela, como toda força totalitária, se apropria de todos as instituições correlatas. É isso que os movimentos nazifacistas de 15/03 pediam. Não se trata de pessoas ignorantes, mas de maus caráteres. De pessoas que, por déficit civilizatório, não tem respeito pela divergência de ideias. Como não conseguem votos suficientes para imporem suas vontades pela força das ideias querem impor pela força física. No Brasil, o que na Itália se chamou Forza Itália, atende por Movimento Brasil Livre – MBL, secundados pelos assoCIAdos do Instituto Millenium. Coincidentemente ambos têm por trás o financiamento de grandes grupos empresariais cujo único objetivo é detonar a democracia. É em regime totalitários, exatamente por que a falta de escrúpulos é moeda corrente, que os grupos empresariais mais fortes obtém os maiores lucros.

Assista o vídeo em que o doleiro Youssef acusa Aécio de arrecadar dinheiro em Furnas

março 19, 2015 19:51 Atualizado

Ronaldo acha que dá pra ir empurrando as acusações com a barriga

Ronaldo acha que dá pra ir empurrando as acusações com a barriga

Muitos dos marchadores e paneleiros que ocuparam a Paulista no último domingo usavam camiseta igual à de Ronaldo:  “a culpa não é minha, eu votei no Aécio”.

A hipocrisia nacional ficou mais uma vez exposta.

Dois dias depois, acaba de ser divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o vídeo em que o doleiro Alberto Youssef afirma ter ouvido do ex-deputado federal José Janene e do presidente da empresa Bauruense, Airton Daré, que o tucano Aécio Neves dividiria uma diretoria de Furnas com o PP e que uma irmã dele faria a suposta arrecadação de recursos.

No depoimento abaixo, Youssef afirmou ter auxiliado Janene e transportado para ele, algumas vezes, propinas pagas pela empresa Bauruense por contratos em Furnas. A propina teria sido paga, segundo o doleiro, entre 1996 e 200 – durante o governo Fernando Henrique Cardoso – do PSDB.

Janene arrecadava entre US$ 100 mil e US$ 120 mil mensais, com pagamentos em espécie, em dólares ou reais.O doleiro disse ter ouvido o então deputado Janene, do PP, afirmar que a diretoria de Furnas seria dividida com o PSDB, mais especificamente com Aécio Neves.

“Ele conversando com outro colega de partido, então naturalmente saía essa questão que na verdade o PP não tinha a diretoria só, e sim dividia com o PSDB, no caso a cargo do então deputado Aécio Neves“, declarou Youssef.O doleiro afirmou ter ouvido algumas vezes que caberia a uma irmã de Aécio fazer a arrecadação de recursos na Bauruense. Em relação ao empresário, o argumento era usado para justificar o motivo de não poder repassar mais recursos a Janene. “Ele (Daré) estava discutindo valores com o seu José (Janene) e dizia: não posso pagar mais porque tem a parte do PSDB. Aí você acaba escutando”, afirmou o doleiro.

Aécio nega as acusações. o procurador Janot, estranhamente, decidiu não levar adiante as investigações sobre o tucano – que agora apóia marchas contra a corrupção no Brasil, e pela derrubada de Dilma.

Deputados de Minas levaram mais documentos a Brasília, para pedir a reabertura da investigação.

Enquanto isso, Ronaldo e Aécio seguem empurrando com a barriga…

Assista o vídeo em que o doleiro Youssef acusa Aécio de arrecadar dinheiro em Furnas | Escrevinhador

15/03/2015

Crime organizado pela mídia

A Veja tinha o Demóstenes Torres; a RBS, Pedro Simon. A Veja tinha o DEM; a RBS, PMDB, PP e seus próprios funcionários. A Globo paira sobre ambas pois endossava Veja e encobria, sob suas asas, a filial a RBS. Todas as páginas cor de merda da Veja trazia políticos que, depois, se revelavam o que sempre foram. E só a Veja não sabia. Os tais de cavaleiros da ética, José Roberto Arruda & caterva faziam as páginas amarelas da Veja. Recentemente, Álvaro Dias, Fernando Francischini, Renan Calheiros e Eduardo Cunha adornam a galeria de heróis da Veja.

No Brasil, não há crime organizado sem a participação e organização do coronelismo eletrônico. Até porque o tráfico de informação é a moeda valiosa dos grupos mafiomidiáticos. À captura de FHC, mediante Miriam Dutra, seguiu-se a captura e cooptação, mediante espaço e emprego do filho, Joaquim Barbosa. Basta lembrar o passeio que Assas JB Corp proporcionou à funcionária da Globo pelas Costas Ricas… Não deu na Globo, mas internet revelou

O avanço político do crime organizado

dom, 15/03/2015 – 06:00 – Atualizado em 15/03/2015 – 08:45 –Luis Nassif

A lista HSBC expõe, de forma ampla, o que foi o ambiente cinza do mercado financeiro internacional depois da liberalização financeira, uma mixórdia onde se misturavam caixa 2, dinheiro do narcotráfico, do terrorismo internacional, da corrupção política, das jogadas financeiras.

É essa zona cinzenta que favorece a proliferação do crime.

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Na política também existe uma zona cinzenta, um cenário que favorece a expansão da influência do crime organizado. No caso brasileiro, a zona cinzenta ganhou dimensão quando o STF implodiu o sistema partidário e permitiu a proliferação dos pequenos partidos. E, depois, quando o financiamento privado de campanha decidiu investir na sua própria bancada, em vez de bancar políticos individualmente.

Sempre houve políticos bancados pelo crime mas, em geral, eram subordinados à organização partidária que restringia sua capacidade de atuação no Congresso. Com o pluripartidarismo à brasileira, esse disciplinamento deixou de existir. Abriu-se uma caixa de Pandora de difícil equacionamento, especialmente depois que os partidos majoritários passaram a se engalfinhar em uma luta fratricida.

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O avanço do crime organizado não se deu apenas na atividade parlamentar, mas também em outros territórios extra-institucionais, como a imprensa.

O episódio que inaugurou essa nova fase foi a parceria entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. Não era mais a imprensa se aliando a colarinhos brancos sofisticados, a golpistas do mercado financeiro, a banqueiros suspeitos, mas à corrupção chula de bicheiros e contraventores.

Cachoeira elegeu um senador, Demóstenes Torres. Veja transformou-o em um cruzado contra a corrupção, deu-lhe status de celebridade no mercado de opinião. Com o poder conquistado, Demóstenes fazia os jogos de interesse de Cachoeira e da Abril.

A CPMI de Cachoeira poderia ser o início da grande luta política contra o crime organizado ao desvendar as ligações de Cachoeira com a Veja e com empreiteiras – como a Delta -, que por sua vez mantinham ligações estreitas com o mundo político, a começar do então governador do Rio Sérgio Cabral.

A CPMI mostrou a especialização que se formara no mercado de corrupção. O bicheiro prospectava contratos e licitações no setor público, passíveis de corrupção, uma atuação que poderia começar nas discussões de projetos de leis e emendas orçamentárias e se desdobrar por repartições públicas federais e estaduais; aliava-se a uma empresa parceira, que assumia a fase legal do projeto; garantia a blindagem com a parceria com a mídia e com os padrinhos políticos.

***

O Ministério Público cochilou ao não avançar nas investigações abertas pela CPMI de Cachoeira. Seria o ponto de partida para o início da verdadeira guerra contra a corrupção política mais visceral, aquela que envolve o crime organizado. A Lava Jato abre uma nova possibilidade para se desbaratar esse modelo, ao identificar seus desdobramentos regionais. E o MPF terá que sair da zona de conforto e enveredar por caminhos nunca dantes navegados: as interseções do crime organizado com o país institucionalizado, incluindo aí a mídia.

O avanço político do crime organizado | GGN

14/03/2015

Lista do ENEM

E nem estão nem aí! Por quê? Ora, porque eles têm o Joaquim Barbosa, do Assas JB Corp de advogado. O Ministério Público e o Poder Judiciário contam a parceria dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. É tal de cobertura… Por isso eles não estão nem aí para o fato de serem os maiores criminosos do Brasil. Por que sabem que só é criminoso quem for denunciado, julgado e condenado.

Os grupos mafiomidiáticos, exatamente porque são mafiomidiáticos, não serão denunciados. Se forem denunciados, não serão julgados. Se forem julgados, não serão condenados. Exatamente como Fernando Collor de Mello e Paulo Salim Maluf, absolvidos no STF.

Além disso, eles contam com a ignorância de uma manada conquistada graças às milhares de assinaturas distribuídas pelo PSDB às escolas públicas. Não é mero acaso que seja em São Paulo que vive o maior número de golpistas. É que, além do PSDB e sua distribuição de assinaturas, por lá também estão os que finanCIAm os golpistas: AMBEV, Multilaser, Banco Itaú

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC!

Amaury, a casa caiu !

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

Empresários de mídia e jornalistas estão na relação

DO UOL
Ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça, em 2006 e 2007.
Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram no escândalo que ficou conhecido como SwissLeaks. Todos os citados foram procurados. Parte negou irregularidades e alguns preferiram não comentar.
Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
Entre os correntistas do HSBC na Suíça estão ou estiveram pessoas ligadas a algumas das maiores empresas de comunicação do país.
É o caso de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho e Roberto Marinho. Roberto Marinho (1904-2003) foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. Lily morreu em 2011.
Na relação de correntistas do HSBC em Genebra também constam os nomes de proprietários do Grupo Folha.
Tiveram conta conjunta naquela instituição financeira os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990 e encerrada em 1998. Em 2006/07, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas a conta estava inativa e com o seu saldo zerado.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira “informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Quatro integrantes da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também detinham contas no HSBC à época, entre eles o fundador da companhia, João Jorge Saad (1919-1999).

Navalha

Quá, quá, quá !

Os donos da Fel-lha e seu “segurança”, o “repórter” investigativo do UOL, Fernando Rodrigues, montaram durante certo tempo uma fraude: não podiam divulgar o nome dos flagrados no escândalo de lavagem de dinheiro no HSBC porque o Governo não tomava a iniciativa de pegar a lista.

Quá, quá, quá !

Afinal, dizia o “repórter” investigativo do UOL, ter conta no exterior não significa nada.

Desde que o correntista declare no Imposto de Renda.

Deve ser muito provável que certo colonista (no ABC do C Af), da Fel-lha, membro da família Steinbruch se dê ao trabalho de depositar dinheiro num banco especialista em lavar dinheiro e, ao mesmo tempo, confessar ao Imposto de Renda (brasileiro).

É muito provável !!!

Quá, quá, quá !

Depois, a Fel-lha e seu implacável “repórter” investigativo identificaram ladrões envolvidos na Lava Lato e que lavavam HSBC.

A intenção, claro, era derrubar a Dilma.

Fizeram como os delegados aecistas, os procuradores fanfarrões, o Juiz de Guantánamo: aqui não se fala de tucano !

O UOL tinha o monopólio da lista.

Aí, a dona Guevara, dona da lista lá na Europa, e que mereceu generosa correspondência do Amaury Ribeiro Jr, sentiu a batata assar e entregou a lista não à Carta Capital ou à Carta Maior, mas à #globogolpista !

Esperta a dona Guevara…

Entregar à Fel-lha e ao Globo.

E achar que ninguém percebe …

Acontece que a #globogolpista também sentiu a batata assar e começou a revelar uns nomes.

A batata assava.

E se, de repente, o Amaury, que pertenceu à organização (?) da dona Guevara mete a mão na lista toda ?

Foi o que fez o Otavinho, dono da Fel-lha e chefe do “repórter” investigativo.

“Bem, vamos revelar alguns nomes, para não sermos definitivamente desmoralizados”, teria pensado o dramaturgo e ensaista herdeiro da Fel-lha.

E enterrou a notícia lá embaixo, quase caindo pra fora, na página B6 (página par, menos lida que a ímpar), numa seção de nome “Mercado”, que ninguém do Mercado ou fora dele lê.

E fez isso num dia de sábado, o dia da semana em que menos se lê jornal – ou o acessa na internet.

Estão lá o pai do Otavinho, o sócio do pai do Otavinho e o irmão do Otavinho, Luis Frias, que é quem manda, de fato, no UOL, que sustenta Fel-lha.

Mas, segundo a Fel-lha, eles nem sabiam que tinham dinheiro lá.

Gente desatenta, não, amigo navegante ?

Não sabem que tem uma graninha no HSBC da Suíça.

Quá, quá, quá !

A doce Dona Lily, viúva do Dr Roberto Marinho estava lá.

Assim como a família Saad, dona da Bandeirantes, que exibe no Jornal da Band e no Boris Casoy catilinas furiosas em defesa da Moral e Ética !

Já imaginaram se o Boris Casoy pegasse a filha da Dilma na lista do HSBC ?

Com aqueles finos e reveladores lábios, com o timbre de camelô de muambas “made in China”, bradar furioso: “isso é uma vergonha !”

(Embora o Johnny Saad tenha enfiado a faca nos peitos do prefeito Haddad, para conseguir umas “vantagens”.)

Isso é uma vergonha, Johnny !

Só tem um problema nessa “reportagem” da Fel-lha.

Logo na primeira linha diz que “ao menos 27 (ôba !) empresários do ramo jornalístico, além de sete (ôba !) jornalistas estão na relação”…

Sete jornalistas ?

Jornalistas ?

Que jornalistas têm grana suficiente para lavar dinheiro no HSBC ?

Que empresa jornalística pagaria salários tão altos para justificar essa lavagem ?

Mas, a Fel-lha não cita nenhum jornalista.

Que pena !

E quais são os outros empresários ?

É corporativismo da Fel-lha, poupar os amigos de jantar no Fasano ?

Ah, se o Amaury trabalhasse para o Conversa Afiada

A Casa Grande caía.

Em tempo: o excelente repórter Chico Otávio (que sabe da vida do Imaculado Cunha (agora também no ABC do C Af), no Globo, acrescenta alguns nomes do PiG no HSBC:
– Ratinho
– Yolanda Queiroz, da TV Verdes Mares, repetidora da #globogolpista e sogra do senador tucano Tasso tenho jatinho porque posso Jereissati;
– Aloysio Faria, dono do banco Alpha (ex-dono do Real) e do grupo Rede Transamérica de rádio, com US$ 120 milhões !!!;
– José Roberto Guzzo, diretor da Abril e colonista (no ABC do C Af) furioso, direitista do gênero ISIS, no detrito de maré baixa;
(Outro colonista do gênero ISIS, no detrito sólido, um tal de “rola bosta” figura de forma exuberante, na companhia do tucaníssimo Andrea Matarazzo, na lista da Camargo Correia, divulgada pela excelente Conceição Lemes);
– Familia Dines, do Globo e da falecida Manchete;
– Fernando Luis Vieira de Mello, dono da Jovem Pan, também conhecida como “Jovem Ku Klux Pan”, que compete com a CBN, “a rádio que troca a notícia”, para ver quem verte mais ódio contra a Dilma;
– e Mona Dorf, da Ku Klux Pan.

É essa a turma (tudo a mesma sopa, diria o Mino) que vai bater panela quatro anos e perder a eleição em 2018.
Deu nisso, Otavinho: acabar na lista do Ratinho !
Quá, quá, quá !!!
Em tempo2: mas ainda falta a lista do Amaury !
Em tempo3:
esse Bessinha …
Paulo Henrique Amorim

Otavinho, vem cá, Otavinho ! Traz o Fernandinho ! Vem fazer o DNA !

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC! | Conversa Afiada

04/03/2015

O que, além da pedofilia, Xuxa e Huck tem em comum?!

São crias da Globo. É lá que são estimulados e estimulam crimes como este da pedofilia. A velha mídia virou um antro de incentivo aos mais diversos crimes tipificados no Código Penal. Huck está fazendo remake do filme Amor, estranho amor, da Xuxa.

Será por isso que Joaquim Barbosa vive de braços dados com Luciano Huck? Ou seria porque o Huck já estava prevendo a necessidade de costas largas e costas quentes para o protegerem? Pelo Teoria do Domínio do Fato, quem anda com Hulk come do mesmo prato. Assas JB Corp. e Luciano Huck respondem aquele velho ditado: diga-me com quem andas e direi quem és!

Lata velha é coisa do passado, Huck agora quer baby bife.

Sei não, mas já ando pensando que o golpismo do Huck é diversionismo para esconder algo ainda pior. Se é que existe algo pior do que um ser humano antidemocrático, golpista?!

Huck é acusado de estimular pedofilia em camiseta

Postado em 3 de março de 2015 às 8:34 pm

A marca “Use Huck”, de propriedade do apresentador global Luciano Huck, está envolvida em mais uma polêmica nas redes. Após ser criticada por ter lançado camiseta com a estampa “Somos todos macacos”, aproveitado-se do episódio de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves no ano passado, agora podem ser encontrados no site da grife modelos tão controversos quanto. Em um deles, voltado ao público infantil, é possível ler os dizeres “Vem ni mim que eu tô facin”.

Neste momento, 20:30 de terça, o site está fora do ar.

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Site fora do ar

Site fora do ar

Diário do Centro do Mundo » Huck é acusado de estimular pedofilia em camiseta

A grife preconceituosa de Luciano Huck

Por Anna Beatriz Anjos e Jarid Arraes, na revista Fórum:
A marca “Use Huck”, de propriedade do apresentador global Luciano Huck, está envolvida em mais uma polêmica nas redes. Após ser criticada por ter lançado camiseta com a estampa “Somos todos macacos”, aproveitado-se do episódio de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves no ano passado, agora podem ser encontrados no site da grife modelos tão controversos quanto. Em um deles, voltado ao público infantil, é possível ler os dizeres “Vem ni mim que eu tô facin”.

Para a psicóloga Aline Couto, a estampa é inadequada e reforça a sexualização precoce de crianças. “Se fosse uma estampa de uma camiseta para uma adulta [modelo também vendido pela loja online] já seria preocupante, pois objetifica com o puro e simples objetivo de vender. Pior ainda sendo pra uma criança. Já somos suficientemente julgadas pelo que vestimos enquanto adultas e dói ver uma marca fazendo dinheiro em cima dessa objetificação para uma criança”.
Couto chama atenção para o risco de encararmos mensagens como essa de forma puramente humorística. “É certo que mais dia ou menos dia uma menina que veste isso porque os pais acham ‘engraçado’, ‘espirituoso’, vai aprender, e não de um jeito engraçado, que usam nossas roupas para justificar abusos. Começar com isso na infância é cruel. Tem muita gente discutindo os impactos da sexualização precoce na infância, mas coisas como essa camiseta aí passam por ‘brincadeirinha’”, argumenta.
Outra estampa que levantou questionamentos exibe as palavras “Salvem as baleias, eu salvo as sereias”, o que pode insinuar uma mensagem gordofóbica de deboche contra mulheres gordas. Para Polly Barbi, editora do portal Lugar de Mulher, a intenção é facilmente identificável. “Muita gente pode vir com aquele papo de ‘que isso, imagina, estavam só falando das sereias’. Mas quem é gorda sabe muito bem do que se trata”, considera.
Em outro modelo, há a frase “Quando um não quer, o outro insiste”. Ativistas feministas advertem que isso pode reforçar a cultura do estupro, por reproduzir a ideia de que a negação não é suficiente para interromper uma investida sexual. Situação parecida ocorreu com propaganda veiculada pela Skol na véspera do Carnaval, quando a cervejaria espalhou cartazes com os dizeres “Esqueci o ‘não’ em casa”. A peça, de tão criticada, foi retirada de circulação e trocada por outra.
A reportagem da Fórum tentou contato telefônico com a Use Huck, mas até o fechamento desta nota não foi atendida.

Desculpa da “Use Huck” não convence

Por Altamiro Borges
Diante da imediata gritaria nas redes sociais, a empresa de Luciano Huck, famoso astro da TV Globo e frustrado apoiador do cambaleante Aécio Neves, divulgou nesta terça-feira (3) um patético pedido de “desculpas”. Segundo nota da “Use Huck”, a camiseta dirigida ao público infantil com a pedófila estampa “Vem Ni Mim Que Tô Facin” foi um equívoco. “Pedimos profundas desculpas e sentimos muito por todos que foram ofendidos pela imagem. Este comunicado não tem o objetivo de justificar o injustificável; mas apenas de explicar o motivo do erro, para que fique claro que não houve qualquer intenção maldosa”. Intenção maldosa do “bom-moço” tucano da revista “Veja”? Imagina!
Apesar do pedido formal de desculpas – talvez temendo processos na Justiça –, a nota tenta “justificar o injustificável”. Afirma que “é comum em e-commerce que as artes das estampas sejam aplicadas posteriormente sobre fotos dos modelos com camiseta branca… Por erro nosso, as artes de Carnaval (inclusive e infelizmente, esta arte) foram aplicadas sobre a coleção infantil e disponibilizadas no site sem a devida revisão. Assim que percebemos esse lamentável erro, imediatamente retiramos a imagem do ar e decidimos escrever essa carta para explicar tecnicamente o problema”. Ou seja: foi apenas um erro técnico, sem qualquer objetivo de auferir altos lucros com a imagem de crianças!
A explicação da empresa do astro global, porém, não convenceu sequer os seguidores da sua página no Facebook. A reação dos internautas foi ainda mais contundente. Vale conferir alguns delas:
*****
Carolina Dini: Que tal promover uma campanha para combater a violência/abuso infantil a título de retratação?
Alexandre Queiroga: Só eu não acreditei nesse lero lero?
Micael Amarante: Huck é o anjo do apocalipse!
Bel Salles: A mãe daquelas crianças deveria processar vocês, pois a cara delas estará estampada pra sempre na internet com uma camisa com apologia a pedofilia. ABSURDO!
Luiz Miranda: Erro grosseiro que merece repúdio ampliado !
Larissa Novaes: Que o teor da mensagem é terrível é um bom sinal que vocês reconheçam. Mas fazer a propaganda com a imagem de crianças é algo gravíssimo! A mensagem subliminar é de trazer resultados terríveis num país em que a violência contra crianças tem índices altíssimos. Lamentável!
Ricciery Esteves Cesar: Espero que a justiça acabe com essa empresa.
Patricia Lima Torres: Injustificável mesmo! Povo sem noção!
Camila Pereira: Ah é? E as camisetas vendidas? Foi erro tb?
Cleide Veras: É só não deixar que as $$ possam valer bem mais do que o respeito ao próximo que estará tudo bem! Outras situações desagradáveis envolvendo esta marca não acontecerão novamente.
Petronio Josué D. Silva: Que tal os filhos do Luciano usarem estas "Placas de sinalização" e saírem pelas ruas dizendo a que vieram…o próprio pai incentiva! Seus "sem cérebros"! Espero que esta marca "LIXO" não venha para SP. E ainda querem R$ 59,90! por cada mulambo destes. piada, KKKKKKK
Felipe Mendes: O bom e velho "migué". E a emenda saiu pior que o soneto.
Vivian Maria Melo: Não entendi a relação entre a modelo infantil e a estampa ser posta depois. Ninguém viu que era uma criança na foto? Essa desculpa não colou.
Felipe Guga Beltrão: A culpa é do computador que fez isso sozinho ou só tem revisador pedófilo, é isso? VERGONHA SEM FIM. Querem acabar com as sementes do nosso país, as crianças, tenho nojo de todos os envolvidos.
João Godoy Rocha: Conversinha pra boi dormir.
Rosemeire Calvo: Você deve ser um retardado ou pensa que somos idiotas! Cara coloca essa camiseta com esses dizeres em suas filhas!
Isadora Oliveira: E aquela "salva as baleias que eu salvo as sereias"? Foi alguém que agiu de má-fé, inventou a frase e a arte e colocou lá sem ninguém perceber ou é pura babaquice mesmo?
Marcio Koiki: Imperdoável… Lixo!
Nara Rúbia: Tenho uma frase melhor pro apresentador em questão: "USE O CÉREBRO, NÃO DÓI".
Thais Montechiari: A imagem ser gerada automaticamente após o ensaio fotográfico, ok? Mas não existe supervisão para os produtos que são colocados a venda?
Fabiana Gottardi Peixoto: E as camisetas que já foram vendidas? E as outras camisetas com mensagens tão ruins quanto essa e que vocês acham tão legais?
Smashley Simpson: Desculpa é pra pisão no pé! Se o Huck é escroto dessa forma, e todos sabemos que é, ele deveria se blindar com uma assessoria de imprensa que tivesse algum preparo.

06/12/2014

Herança do último rei do Congo, digo, da Veja

O Brasil já esteve melhor de heróis. Hoje sobrou-nos a cadeira elétrica de ventríloquo dos grupos mafiomidiáticos. O mesmo que não suportava horas de sessão para depois cair no samba ou em sessões intermináveis de cinema com a nova namorada. Macunaíma do direito, virou herói de quem não tem nenhum caráter simplesmente porque aplicou, em benefício próprio a Lei de Gerson… criou a ASSAS JB Corp para comprar em Miami, por U$ 10 dólares, um apartamento que vale mais de um milhão.

Fica a lição: toda vez que o Instituto Millenium elege um herói podes ter certeza, não passa de 171!

JB Capa VejaSem uso, cadeira de Joaquim Barbosa é deixada na sala de fisioterapia do STF

SEVERINO MOTTADE BRASÍLIA

Uma espreguiçadeira com massageador elétrico, estofamento em couro marrom, detalhes em madeira e acabamento em aço inox escovado tem chamado a atenção de servidores que frequentam a sala de fisioterapia do STF (Supremo Tribunal Federal).

O móvel é velho conhecido dos ministros da corte, que conviveram com ele no cafezinho que fica atrás do plenário e viram, por diversas vezes, seu então dono, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, usá-la nos intervalos do julgamento do mensalão para aliviar as dores nas costas.

Comprada em 2009 com dispensa de licitação, a pedido do gabinete de Barbosa, a espreguiçadeira custou R$ 5.900 –cerca de R$ 7.800 hoje. Segundo o catálogo da loja que a produz, ela personaliza posições para um melhor descanso e é perfeita para assistir a TV, ler ou relaxar.

Na gestão de Barbosa a espreguiçadeira subia e descia do cafezinho para uma espécie de sala montada no gabinete da presidência, onde Barbosa era atendido por fisioterapeutas para aliviar as dores nas costas. No local, além do aparelho, havia televisões para que o ministro acompanhasse as sessões.

Com a aposentadoria de Barbosa, a sala foi desmontada, e a cadeira foi enviada para a sala de fisioterapia da corte. Segundo fisioterapeutas ouvidos pela reportagem, o equipamento não é considerado uma peça específica para tratamentos de saúde.

Questionada sobre a compra e uso da espreguiçadeira, a assessoria do STF disse que ela foi adquirida a pedido do ex-ministro e que hoje pode ser utilizada pelos servidores.

"A compra do referido item obedeceu às exigências legais e foi efetuada, em 2009, para atender a uma demanda específica do ministro Joaquim Barbosa. Após a aposentadoria de sua excelência, o item foi enviado à unidade de fisioterapia do tribunal para uso coletivo", diz o tribunal.

Na fisioterapia, a cadeira não propicia relaxamento aos servidores: como não faz parte dos tratamentos, está abandonada num canto, atrapalhando quem circula por ali.

03/12/2014

Sobre paladinos e lobos, por Caio Paiva

Filed under: Joaquim Barbosa,Poder Judiciário,Sérgio Moro — Gilmar Crestani @ 9:47 am
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qua, 03/12/2014 – 08:02

do Justificando

Sobre paladinos e lobos: poder punitivo, “combate” à corrupção e o devido processo legal

Por Caio Paiva

I – Prólogo: entre a morbidez e a soberba do poder punitivo

Fomos seduzidos pelo autoritarismo. Convencidos de que o apocalipse chegou, clamamos – sempre – por ordem (!), por mais, e sempre mais punição. Um psicanalista recomendaria ao Brasil que regressasse mentalmente à sua infância para resolver, de vez, esse complexo de colonizado/dominado. La Boétie, se vivo estivesse para assistir a identificação da sociedade (em geral) com figuras como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, repetiria a sua indignação quando disse: “Mas, oh, meu bom Deus! O que pode ser isso? Como o denominaremos? Que desgraça é essa? Ou que vício? Ou, antes, que vício infeliz?[1]

O Poder Judiciário, com honrosas e valiosíssimas exceções que honram a magistratura brasileira e provam que, sim, ainda há juízes por aqui, tem se convertido numa máquina burocrática e asséptica de mera conservação do que o mantém: o Poder. Não será exagero, portanto, identificar atualmente no poder punitivo dois sintomas opostos, mas umbilicalmente ligados na manutenção do status quo: a morbidez e a soberba. Explico.

O poder punitivo é mórbido quando prende e pune os pobres. Aqui não há qualquersofisticação no discurso. O recado é simples: livremo-nos deles. Pronto. Se você, caro(a) leitor(a), desconfia da afirmação, convido-lhe a refletir sobre esses dados: mais de 560 mil pessoas presas, das quais 41% se trata de presos provisórios. Prendemos mais do que a Índia, Irã, África do Sul, Indonésia, dentre outros países que por vezessubclassificamos. Ocupamos o desonroso quarto lugar no ranking dos países com maior população carcerária[2]. Convido-lhe, ainda, para pensar sobre a recém divulgada pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Departamento de Política Penitenciária do Ministério da Justiça (DEPEN), que provou que37% dos réus submetidos a prisão provisória não são condenados à prisão[3]. Se não te convenço da existência desta morbidez, resta-me a sugestão para visitar um presídio e constatar, então, quem e por quê estão lá.

Mas o poder punitivo também é, como antes advertido, soberbo, e a sua arrogância se aflora – principalmente – quando o acusado é um, digamos, “poderoso” (economicamente ou politicamente falando). Pretendo-me ocupar, aqui, neste breve ensaio, justamente desta face do poder punitivo, a soberba, para demonstrar, ao final, que ela – também – alimenta a morbidez.

II – Sobre togas e flashes: o juiz na encruzilhada da fama e do “combate” à impunidade/corrupção

O que o Poder Judiciário está disposto a fazer para corresponder o desejo popular devingança, de “basta” na corrupção? É a pergunta que eu gostaria que ecoasse em cada palavra lida no texto que segue.

Inevitável que se fale, aqui, do juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir o processo (ou a investigação…) do caso denominado Operação Lava Jato, que dispensa apresentações. A figura de Moro, admito, aguça a minha curiosidade em compreender o que se passa com o Poder Judiciário atualmente, e me remete, de novo, à alusão feita no início a respeito daidentificação da sociedade com o ex-ministro Joaquim Barbosa. Afinal de contas, o queMoro e Barbosa têm em comum além do fato de suas togas invariavelmente se armarem como “capas” quando diante dos flashes e de casos que despertam a sociedade? Vejamos.

Barbosa figurou na lista dos brasileiros mais influentes de 2012[4], na lista de personalidades do ano do jornal espanhol El País[5], além de ter sido sondado e popularmente apoiado para que se candidatasse a Presidente da República. Moro não fica por baixo. A condução daOperação Lava Jato já lhe rendeu o título de “herói”[6], de responsável por “lavar a honra e exultar a alma do povo brasileiro”[7], sendo merecedor, inclusive, de um tributo por guiar o “o possível despertar da população, que viveu entorpecida pelos discursos populistas que envelopam as medidas socialistas implementadas no Brasil”[8]. Mas não é só. Moro já é citado em jornais de outros países como “O juiz que sacudiu o Brasil”[9] e o colunista da revista Veja, Rodrigo Constantino, já afirmou que ele “merece uma estátua em sua homenagem”[10]. Não, a veneração não para por aí: a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou homenagens a Moro e ao Papa. Como se vê, não é apenas o Papa que é pop

Roberto Lyra, em lição premonitória sobre o que presenciaríamos hoje, dizia que “Admitir processo, julgamento ou execução sob a pressão publicitária é a negação da ordem jurídica e da ordem democrática. (…) Juízes temem e cortejam a imprensa, disputando prêmios e medalhas ‘do ano’ pelo cumprimento de deveres severos e profundos”[11]. Barbosa e Moro, porém, não têm em comum somente a identidade midiática: querem, ambos, fazer do Judiciário um Poder de combate e é preocupante que contém com o apoio de grande parte da magistratura brasileira para consumar este objetivo. Para não me alongar muito, recomendo-lhes apenas a leitura do manifesto subscrito pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) intitulado Juízes Contra a Corrupção que propõe, vejam só, a Implantação de uma Política Judiciária Nacional de Combate à Corrupção[12].

Tem razão Castanho de Carvalho quando adverte que não é função do juiz a proteção da segurança pública, não estando “no seu mister o combate à criminalidade. Essas são funções cometidas ao Poder Executivo, não ao Judiciário. A ele cabe, tão somente, julgar. E para fazê-lo legitimamente, deve tornar-se equidistante”[13].

III – O discurso penal contra a corrupção e a “antipolítica”: quando morbidez e soberba se unem

Ainda tão jovem, a Operação Lava Jato já colocou à prova o Poder Judiciário brasileiro e assim o fez o constrangendo justamente naquilo que James Goldschmidt denominou de o “princípio supremo do processo”: a imparcialidade. Não falarei, aqui, da declaração do membro do MPF, o procurador regional da república Manoel Pestana, que repristinou e sofisticou o discurso inquisitorial de Torquemada quando se atreveu a justificar a prisão preventiva de suspeitos para conveniência da instrução criminal a fim de que sejam “forçados a colaborar”, concluindo que “Em crimes de colarinho branco, onde existem rastros mas as pegadas não ficam, são necessárias pessoas envolvidas com o esquema para colaborar. E o passarinho para cantar precisa estar preso”[14].

Mais preocupante, a meu ver, aliás, muito preocupante, é o fato de Ministros de Tribunais Superiores encamparem o discurso persecutório e esquecerem-se que a eles compete manterem-se imparciais. “O que é isso? Em que país vivemos? Os bandidos perderam a noção das coisas!”, palavras do Datena, da Raquel Sheherazade? Não. Trata-se de declaração de desembargador convocado a desempenhar a função de Ministro do STJ, Sua Exa. “o incrédulo”, segundo consta no site do Tribunal, Walter de Almeida Guilherme[15].

Perguntar não ofende: quantos milhões de dólares valem o devido processo legal?Quantas manchetes, quantos tributos, quantas homenagens, estátuas, enfim, o que o Poder Judiciário está disposto a fazer para combater a corrupção?

Concordo com Zaffaroni quando afirma que “É inquestionável que a corrupção deve ser combatida, mas o certo é que pretender fazê-lo com o sistema penal, que é uma das áreas mais vulneráveis a ela é absurdo, quando todos sabem que a corrupção surge no espaço de poder arbitrário, e a única forma eficaz de preveni-la é ficando esses espaços delineados mediante uma melhor e constantemente renovada engenharia institucional”[16], mas ainda tomaria o cuidado de esclarecer que, sim, que crimes de corrupção devem ser sancionados pelo Direito Penal, sem que nós caiamos, porém, conforme adverte Shecaira, “em um universo de medidas que se aproximem de uma atitude burlesca que põe em perigo a própria democracia”[17]. Que não nos arrisquemos: o giro de uma política criminal à criminalização da política, com generalização de atributos baixos a políticos, pode fomentar o nascimento da “antipolítica”, atitude com o potencial de corroer as bases do sistema democrático.

Mais do que processo democrático, momentos de crises consistem em verdadeiros testes para identificarmos se há processo na democracia, o que basta, anota Gérard Soulier, “para sugerir que seu desenrolar não pode ser concebido da mesma maneira que em um regime ditatorial ou autoritário”[18]. Rui Cunha Martins ainda resume este cenário com mais precisão: “A verdade é que o processo, hoje, para ser devido e legal, tem todo o interesse em desligar a sua função dos atuais quadros de expectativa. Será essa uma das suas maiores glórias: pedirem-lhe sangue e ele oferecer contraditório”[19].

Iniciei esta exposição com um prólogo e finalizo com um prenúncio: ao nos entusiasmarmos com a soberba do poder punitivo que pune e prende os poderosos, estaremos, inevitavelmente, alimentando a morbidez do (mesmo) poder punitivo que encarcera os pobres, conferindo-lhe, ainda, uma falsa imagem de legitimidade. Desconfiemos, pois, dos paladinos, já que, conforme avisa Luis Fernando Veríssimo, “eles também querem sangue[20].

Caio Paiva é defensor público federal, especialista em ciências criminais, fundador do Curso CEI e editor do site http://www.oprocesso.com


[1] LA BOÉTIE, Étienne de. Discurso sobre a servidão voluntária. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2ª ed. São Paulo: RT, 2009, p. 33.
[2] Dados do CNJ, de junho/2014, acessíveis em:http://www.cnj.jus.br/images/imprensa/diagnostico_de_pessoas_presas_correcao.pdf
[3] Notícia e dados da pesquisa acessíveis em: http://www.conjur.com.br/2014-nov-27/37-submetidos-prisao-provisoria-nao-sao-condenados-prisao Exemplar do que se passa na mentalidade que legitima, hoje, o grande encarceramento, é a opinião do membro do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, André Luis Melo, veiculada na notícia referida na nota anterior, que não viu qualquer problema nos dados, já que, embora não tenham sido presos, os condenados podem ter recebido penas alternativas. E completa dizendo que “O problema é que réu solto a defesa faz chicana e não cumpre prazos, e até mesmo o Judiciário não prioriza. Foca apenas em réu preso, ainda que por furto de chocolate“. Por justiça aos bons, deve-se esclarecer que o promotor de justiça citado já se tornou “caricato” pelas suas opiniões pessoais, que, espera-se (e até reza-se), divirjam dos seus colegas.
[4] A lista completa, com textos sobre as “personalidades do ano”, está disponível em:http://revistaepoca.globo.com/vida/Especial/noticia/2012/12/os-100-brasileiros-mais-influentes-de-2012.html
[5] A matéria completa está disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/el-pais-dilma-e-joaquim-barbosa-estao-entre-as-personalidades-do-ano,ea961351257cb310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
[6] Cf. http://oabelhudo.com.br/2014/11/brasil-juiz-federal-sergio-moro-o-heroi-da-operacao-lava-jato/
[7] Cf. http://www.thebrazilianpost.com.br/juiz-sergio-moro-e-pf-lavaram-a-honra-e-exultaram-a-alma-do-povo-brasileiro/
[8] Cf. http://ucho.info/tributo-ao-juiz-sergio-moro – 25/11/2014
[9] Cf. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/26/politica/1417013006_508980.html – 26/11/2014
[10] Cf. http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/eu-nao-sabia-que-dilma-tinha-entrado-para-a-policia-federal-ou-aula-basica-de-republicanismo-para-petistas/
[11] LYRA, Roberto. Direito Penal Normativo. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Konfino – Editor, 1977, p 111-112.
[12] Cf. http://www.oas.org/juridico/PDFs/mesicic4_bra_stf.pdf – grifo meu.
[13] CARVALHO, Luis Gustavo Grandinetti Castanho; PRADO, Geraldo; MARTINS, Rui Cunha. Decisão Judicial. São Paulo: Marcial Pons, 2012, p. 129.
[14] Cf. sua declaração em: http://www.conjur.com.br/2014-nov-27/parecer-mpf-defende-prisoes-preventivas-forcar-confissoes Críticas direcionadas a ela: http://www.conjur.com.br/2014-nov-28/professores-criticam-parecer-prisao-preventiva-lava-jato Me parece importante uma brevíssima nota: o desastroso parecer do referido membro do MPF em nada ofusca o belíssimo trabalhado desempenhado pela instituição em prol do repatriamento de enorme quantia de dinheiro ilegalmente transferida para outros países por suspeitos da Operação Lava Jato.
[15] Cf. a notícia inteira, cujo equívoco já começa na manchete tendenciosa e indevida para o site oficial de Tribunal Superior: “Nível de corrupção revelado na operação Lava Jato choca ministros do STJ”, acessível em:http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/sala_de_noticias/noticias/Destaques/N%C3%ADvel-de-corrup%C3%A7%C3%A3o-revelado-na-Opera%C3%A7%C3%A3o-Lava-Jato-choca-ministros-do-STJ
[16] ZAFFARONI, Eugenio Raul. Buscando o Inimigo: De Satã ao Direito Penal Cool. In: Criminologia e Subjetividade. (0rg.) MENEGAT, Marildo; NERI, Regina. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005, p. 21.
[17] SHECAIRA, Sérgio Salomão. Corrupção: uma análise criminológica. In: Direito Penal como crítica d pena: Estudos em homenagem a Juarez Tavares por seu 70º Aniversário em 2 de setembro de 2012. (Org.) GRECO, Luís; MARTINS, Antonio. São Paulo: Marcial Pons, 2012, p. 614.
[18] SOULIER, Gérard. A igualdade de palavra, princípio da democracia e do processo penal. In: Processo Penal e Direitos do Homem. (Org.) DELMAS-MARTY, Mireille. Barueri/SP: Manole, 2004, p. 207.
[19] MARTINS, Rui Cunha. A hora dos cadáveres adiados: corrupção, expectativa e processo penal. São Paulo: Atlas, 2013, p. 100 – destaquei. Assim, também Adauto Suannes: “Ou bem nossos juízes dão ao due processo f law o alcance que ele deve ter, ou não faz qualquer sentido que o nome original seja aqui utilizado para expressar tal instituto, insultando o sangue derramado por aqueles que lutaram pela sua inserção no sistema jurídico dos povos civilizados” (Os Fundamentos Éticos do Devido Processo Penal. São Paulo: RT, 1999, p. 154)
[20] VERÍSSIMO, Luis Fernando. Diálogos Improváveis. Na crônica “Conversa entre Batman e Drácula”.

Sobre paladinos e lobos, por Caio Paiva | GGN

09/11/2014

Joaquim Barbosa, em vídeo memorável: “foi feito pra isso, sim”

Filed under: Ação 470,Assas JB Corp,Claus Roxin,Henrique Pizzolato,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 8:32 am
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Chicanas? Foi feito pra isso, sim !

Se fosse um julgamento sério, JB teria sido preso no momento desta fala. Outra que ficou nos anais da história do mundo jurídico foi Rosa Weber. Ao se flagrada sem provas, proferiu a sentença definitiva de sua ignorância e má intenção: a literatura jurídica me permite

Pior foi desencavar na Alemanha uma tese chamada “Domínio do Fato” e o autor, Claus Roxin, ter de vir a público desmentir o uso da sua teoria. Tudo por ódio a Lula. Tanto é que até hoje os golpistas não atacam Dilma, atacam Lula. Por puro ódio de classe. Vê se tem moral alguém que pede a volta da ditadura acusar Lula de qualquer coisa que seja?!

Entrevista. Henrique Pizzolato

Ex-diretor cuja extradição foi negada busca documentos italianos que tem direito por ter dupla cidadania

‘A política sempre foi suja’

Andrea Bonatti e Jamil Chade

08 Novembro 2014 | 16h 23

Pizzolato ao deixar a prisão na Itália, nessa terça-feira, 28

Itália- Henrique Pizzolato reapareceu em público neste sábado, 8, ao ir à delegacia de La Spezia buscar documentos apreendidos em fevereiro. Desde que teve a extradição negada pela Itália no mês passado, sob alegação de que o Brasil não oferece condições de segurança para o cumprimento da pena de 12 anos e 7 meses a que ele foi condenado no julgamento do mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil tem os mesmos direitos de um italiano livre.

Pizzolato responde em liberdade por falsidade ideológica – ao ser abordado na casa de um sobrinho em Maranello, quatro meses após fugir do Brasil, o ex-diretor mostrou um passaporte em nome do irmão, morto há mais de três décadas. A Polícia Federal brasileira também o indiciou por falsidade.

La Spezia foi o primeiro refúgio do ex-diretor na Itália. Depois de esperar o horário de almoço dos carabinieri, recuperou seus documentos. Diante do prédio, Pizzolato disse que não falaria com jornalistas brasileiros. O repórter o informou que estava a serviço do Estado. Por 30 minutos, Pizzolato reiterou sua inocência e disse que o mensalão foi "criado" para minar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A política é suja."

Estado -  O sr. viveu um momento duro?

Pizzolato: Não. Na verdade, vivi melhor que no tempo que estava no Brasil. No Brasil, eu não poderia sair do meu apartamento. As pessoas me agrediam, me molestavam. As pessoas, quando eu passava pela calçada, me agrediam.

Estado – Hoje, o sr. é livre.

Pizzolato: Sempre fui um homem livre. Não fiz mal algum. Temos todas as provas no processo. Não foi um processo pela Justiça. A política é suja e sempre foi assim. Isso é triste. Eles acham que podem fazer o que querem com as pessoas. Não se pode prender uma pessoa, destruir uma família para ter mais poder.

Estado – O sr. se sente uma vítima?

Pizzolato: Da má Justiça do Brasil. A liberdade de imprensa não se pode confundir com a liberdade de calúnia. Depois, com isso, fizeram um processo. Antes de o processo começar, a imprensa já tinha me condenado. E não era algo simples. Me lincharam em praça pública ao ponto de que eu não poderia me mover. Minha família estava sendo molestada. Não leram os documentos. A Folha, O Estadão, a Globo. Todos tinham os recibos do processo. Uma auditoria foi realizada e tudo foi usada em marketing. Não era um banco pequeno. Era o maior da América Latina e com todos os controles. Eu não tinha autonomia para mover um centavo. Tudo era feito com computadores. Mas fizeram uma história. Todas as contas foram aprovadas e não por uma pessoa ou duas. Mas pela auditoria interna, externa, o tribunal de contas, a Bolsa de Valores e ainda com ações em Nova Iorque. Ninguém encontrou que faltava algo.

Estado – O Mensalão então não existe?

Pizzolato: Com o dinheiro do Banco do Brasil não faltou um só centavo. Era impossível que alguém pegasse o dinheiro. Trabalharam com a fantasia popular. Era como se alguém pudesse sair de um banco com uma mala de dinheiro. Os bancos não trabalham mais assim. Agora, para cobrir a outras pessoas, fizeram uma história para fazer oposição. Se você quer fazer política, faça com propostas. Me crucificaram.

Estado – De quem então é a responsabilidade?

Pizzolato: Da oposição. O que eles queriam? Tomar o poder. Não estavam satisfeitos que um trabalhador, como Lula, estivesse no poder. Há 500 anos o comando do Brasil mudava de mãos entre as elites. Agora, viram chegar à Lula.

Estado – Alguns dizem que o Brasil apresentou documentos fracos justamente para evitar sua extradição.

Pizzolato: Eu não sei. O problema no Brasil é que o processo está errado.

Estado – O sr. temia por sua vida nas prisões brasileiras?

Pizzolato: Todos dizem isso. A ONU diz isso e até os ministros. A entidade Conectas e a Anistia também defendem isso. As prisões são medievais. As pessoas são tratados como animais.

Estado – Do que o sr. vive hoje na Itália?

Pizzolato: Eu sou aposentado. Trabalhei mais de 30 anos. Sempre tive uma previdência privada. Desde o primeiro dia que trabalhei, paguei minha pensão. Há 20 anos eu já vinha na Itália para falar sobre a previdência, na Holanda, na Suíça. Por 32 anos paguei minha pensão

Estado – O que o sr. pensou ao saber que Dilma Rousseff tinha sido reeleita?

Pizzolato: Eu não estava sabendo. Eu não poderia seguir a eleição. Eu não assistia muito à televisão. Eu sabia que estávamos na época de eleição. Mas não sabia o dia. O Brasil, de pouco à pouco, andará adiante.

Estado – Como ocorreu sua fuga? Cruzando a fronteira?

Pizzolato: Ali tudo foi uma fantasia. As pessoas precisam da fantasia. Talvez, um dia, uma parte da imprensa vai entender que a calúnia não faz parte da liberdade de imprensa. A imprensa precisa trazer informações, e não ficção. Se alguém quer fazer um romance, avise que é um autor de ficção. Eu sou feliz, realizado. Não perco uma noite só de sono. Eu sabia que era inocente. Tínhamos todos os documentos. Mas eu não achava que se poderia tomar uma decisão sem documentos. Primeiro, fizeram a historia e depois colocaram os personagens. Em 2007, o juiz (Joaquim Barbosa) disse para a imprensa que ele fazia a história primeiro para que as pessoas entendessem. Existem 3 mil páginas de recibos originais. Está tudo ali. Mas, se você é fraco, te metem ali. Leia Kafka. E como você faz?

Estado – Mas por que o sr. fugiu?

Pizzolato: Para me salvar.

Estado – Mas como isso ocorreu de forma concreta?

Pizzolato: Como fizeram os italianos para fugir dos nazistas? Era a guerra. Era a sobrevivência. Eu não prejudiquei ninguém. Eu encontrei uma maneira de proteger a minha vida. Jamais trairei o princípio que meu pai e meu avô me ensinaram. A Justiça tarda, mas vem. A todos que me atacaram, a Justiça se fará sentir. Talvez não no tempo que eu queira. Mas a história escreverá (a Justiça). Não tenho vocação de ser herói. Mas apenas de fazer Justiça. Sempre estive ao lado dos mais fracos.

Assas JB Corp capturado vivo e bem disposto pelo Banco Itaú

Filed under: Assas JB Corp,Banco Itaú,Capturado,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 7:31 am
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JB sabe nada inocente

JB retoma rotina de palestras. Quem paga? Itaú

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) retorna ao Brasil esta semana, depois de uma temporada no exterior, e retomará a rotina de palestras; a primeira será no Rio de Janeiro, para um grupo de convidados do Banco Itaú

9 de Novembro de 2014 às 06:57

247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa retorna nesta semana do exterior, onde passou uma temporada depois de sua aposentadoria no comando da corte suprema.

O ex-ministro retomará rapidamente sua rotina de palestras, a começar por uma no Rio de Janeiro, para um grupo de convidados do banco Itaú, informa o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O banco ganhou notoriedade nas eleições depois de ter a herdeira Neca Setubal como conselheira e coordenadora do programa política da candidata do PSB à presidência, Marina Silva. O presidente da instituição, Roberto Setubal, chegou a fazer torcida pela presidenciável.

Um pouco antes de viajar, Barbosa ministrou palestras em Santa Catarina com ingressos a R$ 100, R$ 170 e R$ 220. O tema: "O poder e a ética no Brasil atual".

JB retoma rotina de palestras. Quem paga? Itaú | Brasil 24/7

01/10/2014

Nem vira-lata é chutado da porta pra fora deste jeito…

Filed under: Assas JB Corp,Ética,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 7:09 am
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Como está mal de heróis a velha direita golpista brasileira!

O ventríloquo dos que não tem votos, mas sobra ódio, é ser chutado da porta pra fora. A OAB do Distrito Federal bateu a porta na cara da Assas JB Corp. Seu Joaquim a OAB “Foi feita pra isso, sim!” Um dia ainda vais te encontrar com o teu carcereiro do PSDB para baterem um papo.

Ironia das ironias, o raciocínio da OAB tem mais proximidade com a teoria do domínio do fato do que aquele que usastes no papel de capitão-de-mato do empregador de seu filho.

O magarefe da Constituição foi esquartejado pelo direito da OAB de chutar o traseiro dos que faltam com a ética!

Batman sem capa é capado!

OAB nega registro ao degenerado Joaquim Barbosta

Sem ética, Barbosa tem registro negado pela OAB


Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa teve seu registro de advogado negado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, do Distrito Federal; presidente da entidade, Ibaneis Rocha alegou que ele feriu a ética profissional quando exerceu a magistratura; durante seu estrelato, Barbosa ofendeu advogados e fez até com que o defensor de José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, fosse retirado do plenário do STF por seguranças da casa – fato inédito na história do Judiciário; agora, veio o troco.

247 – O ex-presidente do STF Joaquim Barbosa colheu nesta segunda-feira 30, na seção do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, uma parte do que semeou no exercício do cargo. Ele teve seu pedido de registro profissional como advogado recusado pela OAB-DF, sob a justificativa, registrada pelo presidente da entidade, Ibaneis Rocha, de ter "ferido a ética profissional".

Barbosa destratou dois advogados, Maurício Corrêa, já falecido, e José Gerardo Grossi, durante seu período como ministro do Supremo. A OAB, em cada uma das ocasiões, realizou atos de desagravo aos profissionais.

Agora, Barbosa terá de recorrer à comissão de seleção da OAB se quiser pertencer à classe que, nitidamente, não o quer. Ele foi comunicado do indeferimento de seu pedido nesta segunda 30.
Barbosa também pode recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem. Ele é formado em Direito e antes de ser ministro do STF era procurador da República concursado. O problema é o risco de ser humilhado novamente, com outras recusas.
Leia, abaixo, a íntegra do despacho do presidente da OAB-DF:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA COMISSÃO DE SELEÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, CONSELHO SECCIONAL DO DISTRITO FEDERAL
“O desapreço do Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal pela advocacia já foi externado diversas vezes e é de conhecimento público e notório.”
Márcio Thomaz Bastos, Membro Honorário Vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por ocasião do desagravo realizado em 10.06.2014 de que foi o orador.
IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/DF sob o n.º 11.555, vem à presença de V. Exa. propor IMPUGNAÇÃO ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pelos fatos a seguir aduzidos.
Em 23 de novembro de 2006 o Requerente, na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal, atacou a honra de Membro Honorário desta Seccional, o advogado Maurício Corrêa, a quem imputou a prática do crime previsto no art. 332 do Código Penal, verbis : “Se o ex-presidente desta Casa, Ministro Maurício Corrêa não é o advogado da causa, então, trata-se de um caso de tráfico de influência que precisa ser apurado”, o que resultou na concessão de desagravo público pelo Conselho Seccional da OAB-DF (Protocolo nº 06127/2006, cópia em anexo).
Quando o Requerente ocupou a Presidência do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal seus atos e suas declarações contra a classe dos advogados subiram de tom e ganharam grande repercussão nacional. Vejamos, segundo o clipping em anexo:
a)​Em 19 de março de 2013, durante sessão do CNJ, generalizou suas críticas afirmando a existência de “conluio” entre advogados e juízes, verbis: “Há muitos [juízes] para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”, o que resultou em manifestação conjunta do Conselho Federal da OAB, da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB);
b)​Em 08 de abril de 2013, sobre a criação de novos Tribunais Regionais Federais aprovada pela Proposta de Emenda Constituição nº 544, de 2002, apoiada institucionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil, afirmou o seguinte: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados…”; “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”; “foi uma negociação na surdina, sorrateira”; o que redundou em nota oficial à imprensa aprovada à unanimidade pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
c)​Em 14 de maio de 2013, também em sessão do CNJ, o então Ministro-Presidente afirmou, em tom jocoso, que: “Mas a maioria dos advogados não acorda lá pelas 11h mesmo?” e “A Constituição não outorga direito absoluto a nenhuma categoria. Essa norma fere o dispositivo legal, ou são os advogados que gozam de direito absoluto no país?”, o que foi firmemente repudiado por diversas entidades da advocacia, notadamente pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, pelo Movimento de Defesa da Advocacia, pela Associação dos Advogados de São Paulo e pela Diretoria do Conselho Federal da OAB;
d)​Em 11 de março de 2014 o Requerente votou vencido no Conselho Nacional de Justiça contra a isenção de despesas relativas à manutenção das salas dos advogados nos fóruns. Na oportunidade, criticou duramente a Ordem dos Advogados: “Precisa separar o público do privado. Que pague proporcionalmente pela ocupação dos espaços. Não ter essa postura ambígua de ora é entidade de caráter público, para receber dinheiro público, ora atua como entidade privada cuida dos seus próprios interesses e não presta contas a ninguém. Quem não presta contas não deve receber nenhum tipo de vantagem pública”; o que também resultou em nota da Diretoria do Conselho Federal da OAB; e,
e)​Em 11 de junho de 2014, numa das últimas sessões do Supremo Tribunal Federal que presidiu, o Requerente “expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por seguranças o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite de sua atuação profissional, nos termos da Lei 8.906”, conforme nota de repúdio subscrita pela diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Por fim, em 10 de junho de 2014, este Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal concedeu novo desagravo público, desta feita ao advogado José Gerardo Grossi, atingido em suas prerrogativas profissionais pelo então Min. Joaquim Barbosa em decisão judicial assim lançada: “No caso sob exame, além do mais, é lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa mera action de complaisance entre copains, absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal. (…) É de se indagar: o direito de punir indivíduos devidamente condenados pela prática de crimes, que é uma prerrogativa típica de Estado, compatibiliza-se com esse inaceitável trade-off entre proprietários de escritórios de advocacia criminal? Harmoniza-se tudo isso com o interesse público, com o direito da sociedade de ver os condenados cumprirem rigorosamente as penas que lhes foram impostas? O exercício da advocacia é atividade nobre, revestida de inúmeras prerrogativas. Não se presta a arranjos visivelmente voltados a contornar a necessidade e o dever de observância estrita das leis e das decisões da Justiça” (Processo nº 07.0000.2014.012285-2, cópia em anexo).
Diante disso, venho pela presente apresentar impugnação ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pugnando pelo indeferimento de seu pleito, que não atende aos ditames do art. 8º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e OAB), notadamente a seu inciso VI, pelos fundamentos já expostos.
Nestes Termos,
Pede Deferimento.
Brasília/DF, 26 de setembro de 2014.
IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR
OAB/DF n.º 11.5554

SQN

27/09/2014

Estadão descobre que a Polícia Federal agora trabalha

Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Joaquim Barbosa,Polícia Federal,Roberto Gurgel — Gilmar Crestani @ 4:49 pm
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Polcia FederalHoje o Estadão se superou e botou o bloco na rua para aplaudir a Polícia Federal.

Bons tempos, deve pensar a Veja, quando a Polícia Federal trabalhava arrancando pés de maconha no chamado “polígono da seca”. Quando o IBOPE do JN descia, a Polícia Federal era mandada, sempre acompanha de repórteres da Rede Globo, ao interior de Pernambuco para arrancar pés de maconha. Por isso a estranheza do Estadão em ver a Polícia Federal tão ativa depois que Lula tomou posse. Não teve essa de engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro, arquivando denúncias contra políticos ou comparsas de FHC, independentemente de coloração. Por falar nisso, por onde andam se escondendo Geraldo Brindeiro, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel? Cuidado, Polícia Federal está vendo tudo o que vocês fazem …

O mundo dá voltas e a lusitana, roda. O Estadão que botou na rua campanha contra blogs, hoje usa exatamente um blogueiro, Stanley Burburinho, para atualizar a estatística das operações da Polícia Federal: “Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).”

Polícia e política

Cláudio Couto

O leitor do Estado de ontem foi brindado com três notícias que relacionavam a atuação da Polícia Federal à disputa eleitoral deste ano. Na principal, o PMDB, por meio de seu lugar-tenente na Presidência da República, Michel Temer, protestou contra o que considerou uma "instrumentalização" da PF por adversários políticos da família Sarney no Maranhão. Em nota menor, relacionada à notícia principal, o jornal recordou que, em abril, o candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pela PF e queixou-se de uma ação "político-eleitoral". Duas páginas adiante, o candidato petista ao governo paulista, Alexandre Padilha, atribuiu a motivações eleitorais o envolvimento de seu nome em operação recém-aberta pela mesma PF. Diante da celeuma, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, observou que a polícia sob sua jurisdição é "republicana", investigando quem quer que seja – adversário ou aliado, humilde ou poderoso.

Os queixumes dos investigados não são novos e alguns deles já figuraram anteriormente em imbróglios similares aos de agora. Em março de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a PF deflagrou uma operação que descobriu um cofre repleto de dinheiro vivo na construtora Lunus, empresa de Roseana Sarney e seu marido. As fotografias dos montes de notas tiveram o condão de dinamitar a na época promissora candidatura da então pefelista Roseana à Presidência. A família Sarney e o PFL reagiram fortemente a essa alegada "instrumentalização", responsabilizando José Serra pela operação e rompendo a aliança com o PSDB. Tanto foi assim que Serra disputou a presidência em 2002 coligado com o PMDB e sem o PFL, enquanto Sarney – cujo filho fora ministro de FHC – bandeou-se para a aliança petista, não seguindo a opção de seu partido.

À época, a atribuição da operação da PF a Serra se baseava em seus vínculos com um delegado da Polícia Federal, seu subordinado no Ministério da Saúde, Marcelo Itagiba, bem como em seu proverbial interesse na disputa presidencial – para o quê seria útil tirar Roseana do jogo. Outro argumento invocado por sarneyzistas e pefelistas era o fato de que operações da PF não eram um evento comum (como depois passaram a ser).

Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).

Tais números – e o fato de que as ações da PF têm desagradado igualmente a peemedebistas, tucanos e petistas – parecem dar razão ao ministro da Justiça. A Polícia Federal converteu-se num instrumento importante de combate à criminalidade e, em particular, à corrupção. Estudo do cientista político Rogério Arantes, da Universidade de São Paulo, mostra que ela tem atuado como uma força nacional, sobrepondo-se às Polícias Civis estaduais em lugares onde as forças de segurança tem-se mostrado dóceis – se não propriamente aliadas – das elites políticas. Aliás, vem do Maranhão mais uma demonstração desse perigoso contubérnio: a revelação de que se tratou de uma fabricação de aliados do clã Sarney o depoimento filmado de um chefe do crime organizado no Complexo de Pedrinhas. Nele, o criminoso imputava ao candidato oposicionista, Flávio Dino, o envolvimento com um assalto. Diante de tal vexame, como podem ainda reclamar da Polícia Federal?

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