Ficha Corrida

28/06/2015

O fascismo tem endereço, nome, sobrenome e concessão pública

Até que enfim alguém põe o pingo nos iss. Cadê a SIP, a ANJ, o Instituto Millenium que não defende a liberdade de expressão? Simples, estão todos tramando contra a liberdade de expressão. O fascismo abriu a boca, lincha em praça pública pois é embalado por quem detém concessão pública.

Cadê os partidos de esquerda, Dilma, Lula, PT que não põe o dedo na moleira do fascismo mafiomidiático?!

Por que a mídia não defendeu Jô Soares dos ataques fascistas?

28 de junho de 2015 | 14:12 Autor: Miguel do Rosário

Jo190615

Ontem conversei com um professor do Iesp (Instituto de Estudos Sociais e Políticos, um dos mais importantes da América Latina, vinculado à UERJ), que me contou sobre um seminário ocorrido na instituição, na semana passada, para discutir as “jornadas de junho” de 2013.

Um dos professores fez uma abordagem mais crítica, e identificou o embrião, naquelas manifestações, de um novo tipo de fascismo, o qual, desde então, só vem crescendo, com apoio de importantes forças políticas, em especial a mídia.

Espero voltar a este assunto, inclusive entrevistando o professor, mas por enquanto fiquemos apenas nesta menção.

Recentemente, a rua onde mora o apresentador Jô Soares foi pichada com uma ameaça de morte:

“JÔ SOARES, MORRA”.

A razão: Jô Soares entrevistou a presidenta da república, eleita em outubro passado com 54 milhões de votos.

Vou falar de novo: um apresentador foi ameaçado, publicamente, no lugar onde mora, porque entrevistou a presidenta da república de um país democrático.

Por mais que o apresentador tente fingir que não dá bola para isso, e leve na esportiva, é claro que ele deve ter ficado profundamente abalado, assim como todos os apresentadores de tv do país.

É um recado do Brasil fascista ao Brasil democrático: “não insista, nós, fascistas, temos a mídia, temos o dinheiro e queremos o poder!”

Jô Soares, apesar de ser um apresentador da Globo, não foi defendido pela Globo.

Não vimos nenhum editorial, nenhuma reportagem, nenhuma cobertura decidida da Globo contra os ataques fascistas a um de seus apresentadores mais tradicionais.

Ao contrário, a Globo empurrou Jô Soares para o horário mais vazio da madrugada. A própria entrevista com Dilma não foi sequer aproveitada devidamente nos telejornais da emissora.

Por que a Globo nem nenhum outro canal, nenhum jornalão, fez uma defesa decidida de Jô Soares contra os ataques fascistas que recebeu, os quais, aliás, não se limitaram a pichação de sua rua, mas também ofensas e amaeças em massa nas redes sociais?

Porque a nossa mídia não iniciou imediatamente uma campanha contra essa escalada fascista que atinge profundamente a liberdade de expressão no país?

Afinal, que apresentador de TV terá coragem de entrevistar a presidenta Dilma, uma presidenta eleita duas vezes consecutivas pelo povo brasileiro?

Simples.

A mídia não defendeu Jô, porque ela é a matriz do novo fascismo brasileiro.

É duro dizer isso, mas é a pura verdade.

A criação da figura de um juiz-justiceiro, idolatrado pela classe média, ovacionado nos saguões dos aeroportos, e que não respeita direitos de defesa, e que prende ricos e poderosos, integra uma narrativa clássica do fascismo.

O fascismo, para se consolidar perante a opinião pública, precisa de figuras e narrativas que galvanizem a massa.

E como o fascismo esconde, no fundo, uma ideologia profundamente elitista, antissocial e antidemocrática, a única maneira de ganhar apoio das massas é sacrificando cordeiros cordos no altar do populismo penal.

Os fascistas de outrora faziam isso com judeus ricos.

As massas aplaudiam, entusiasmadas, a repressão a toda uma classe de ricos burgueses de ascendência judaica.

Os fascistas de hoje querem fazer o mesmo com empreiteiros que financiaram a ascensão do PT.

Não importa que os mesmos empreiteiros também financiaram, até em maior escala, a oposição.

É preciso promover um circo para o populacho.

Enquanto o populacho segue distraído pelo espetáculo, os representantes do capital fazem avançar sua pauta no congresso, destruindo leis trabalhistas e vendendo o patrimônio público para interesses estrangeiros. É o que fazem Eduardo Cunha e José Serra, faturando em cima do fato da esquerda estar sendo encurralada pelas agressões crescentes de movimentos fascistas.

O capital sempre usou o fascismo para promover seus interesses, como quem solta uma fera em cima de seus adversários.

De que outro nome chamar a pichação contra Jô Soares?

De que outro nome chamar essa onda ultrarreacionária e ultraviolenta que corre o Brasil, culpando menores de idade pela violência urbana, mesmo que as pesquisas apontem que estes respondem por menos de 0,3% dos crimes contra a vida?

Temos fingido não ver a ascensão do fascismo no Brasil, como quem se recusa a acreditar no horror, mas é exatamente isso que está acontecendo. Não é mais um movimento marginal, periférico, insignificante, de grupos radicais nas redes sociais.

Não, é um movimento de massa, que bota milhões de pessoas nas ruas.

As manifestações de 15 de março e 12 de abril foram positivamente fascistas. Qual a solução apontada para elas para a crise política?

Intervenção militar.

Derrubada do governo eleito.

Essas bandeiras não eram “minoritárias”. A maioria das pessoas nessas manifestações apoiaria uma intervenção militar.

O repórter do Telesur que entrevistou pessoas numa dessas marchas, em Copacabana, me contou que 9 entre 10 pessoas com que falou defendiam a intervenção militar.

Viam-se faixas pedindo intervenção militar do início ao fim das manifestações. Os grupos que defendiam intervenção militar tinham carros de som que ocupavam as partes centrais dos protestos.

Outra característica das manifestações fascistas é a mitificação da figura do juiz-justiceiro, modelo máximo da falsa meritocracia fascista. O líder não-eleito, o representante histórico da classe dominante.

E sempre se nota, em toda parte, uma carga de preconceito muito pesada contra o voto popular.

Tenta-se fazer o povo se envergonhar de seu próprio voto.

Olha só o comentário de um internauta lá no Cafezinho:

NÃO É CERTO ESCREVER O TEXTO E NÃO ASSINAR. O COMUNISTA ASQUEROSO Q ESCREVEU O TEXTO DO BLOG TEM Q ASSINAR PARA SABERMOS SEU NOME. ASSIM ELE TBM PODERÁ SER PERSEGUIDO E PRESO QUANDO OS MILITARES TOMAREM O PODER.”

O meu texto tinha assinatura, sim, o fascistinha é que, de tão nervoso, não viu. Esse tipo de manifestação tem crescido de maneira avassaladora, e agora ocupa as ruas.

Com apoio da mídia.

A imprensa democrática teria a obrigação moral e política de iniciar uma grande campanha contra o avanço do fascismo político na sociedade.

Mas não o faz, porque ela, a imprensa, não é democrática. A imprensa comercial brasileira tem o DNA da ditadura e do fascismo. Os atuais jornalões consolidaram seu poder durante a ditadura.

Beneficiaram-se da ditadura.

A ditadura matou seus concorrentes. Matou economicamente, politicamente e até mesmo fisicamente.

O Brasil que emerge no pós-ditadura era um sombrio deserto jornalístico, onde meia dúzia de oligarcas nacionais, coligados a algumas dezenas de oligarcas regionais, estabelecem um domínio absoluto sobre o mercado de opinião pública.

A democracia brasileira está órfã na imprensa comercial, que rasgou a sua pose democrática que adotou durante o final da ditadura e os anos de redemocratização.

Hoje ela voltou a ser o que é: uma imprensa fascista, golpista, a serviço da preservação dos velhos privilégios de sempre, além de submissa aos interesses do imperialismo americano.

Com Lula e Dilma, a esquerda conseguiu vencer a batalha do estômago. A fome foi vencida no país. Agora vem a batalha mais difícil: a dos corações e mentes, que é onde a direita tem mais poder, por seu domínio sobre os meios de comunicação.

Mais uma vez, é uma batalha de David contra Golias.

Os setores sociais que escaparam da lobotomização midiática, que engoliram a pílula vermelha e decidiram ver a realidade como ela é: uma paisagem sombria e devastada, repleta de conspirações diárias, na qual praticamente todos, absolutamente todos, os fatos jornalísticos são distorcidos com finalidades golpistas, estes setores são minoritários.

Somos poucos diante da manipulação midiática.

Mas estamos aumentando. Enquanto a grande mídia perde audiência rapidamente – e talvez exatamente por isso ela se arrisca mais pela via fascista – a audiência dos blogs e das redes sociais críticas à mídia, cresce.

O crescimento da audiência da blogosfera e das redes sociais críticas à mídia cresce na mesma proporção em que declina a audiência da grande mídia.

Por isso o desespero.

Por isso querem dar um golpe rápido!

Em 2005, éramos alguns gatos pingados. Hoje somos um grupo bem maior.

Quantos somos?

200 mil? 500 mil? 1 milhão? 10 milhões?

A luta política não se dá entre todos os 140 milhões de eleitores. Ela se dá antes num universo bem maior, quiçá um terço disso, ou ainda menos, algo entre 10 a 50 milhões de cidadãos que acompanham a política um pouco mais de perto.

Por isso a grande mídia tem tanto medo dos blogs, e por isso ela faz de tudo para criminalizá-los ou asfixiá-los financeiramente.

As campanhas para que nenhuma estatal, órgão público ou empresa privada anuncie nos blogs é outra vertente do fascismo midiático.

É como se a mídia repetisse o gesto dos pichadores da rua de Jô Soares: BLOGS, MORRAM!

Aliás, não é isso que repetem, em coro, todos os coxinhas, quando comentam nos blogs? .

Sempre que festejam suas vitórias políticas, em geral na esteira do avanço das conspirações midiáticos-judiciais, eles comentam nos blogs: “agora vocês ficarão desempregados, perderão seus patrocínios”.

É como se eles não ficassem felizes com suas vitórias sujas, baseadas em delações forjadas e teorias manipuladas da mídia.

Eles apenas ficam felizes apenas com a perspectiva da eliminação do adversário, de preferência numa câmara de gás.

Entretanto, nunca vencerão completamente. Poderão esmagar nossa economia, fazer sofrer o povo, submeter o país novamente aos ditamos de nações estrangeiras.

Mas enquanto restar um fio de consciência, dignidade e independência intelectual no Brasil, haverá sempre resistência.

E dessa resistência resultará nossa vitória.

Porque o fascismo é uma força enorme, terrível, uma doença política que incha rapidamente. Em algum momento, contudo, ele sempre será derrotado.

A história, neste sentido, se repete.

A mídia fascista, portanto, que aproveite bem os seus últimos dias em Paris.

Enquanto vocês festejam os bombardeios diários sobre nossas cidades, a resistência cresce nos subterrâneos.

O nosso dia D ainda vai chegar.

Por que a mídia não defendeu Jô Soares dos ataques fascistas? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Anúncios

17/11/2014

Rede Globo de Sonegação: sonegar também é matar!

Os grupos mafiomidiáticos são protegidos por políticos desde a ditadura, quando cresceram e se fortaleceram graças aos laços traçados e transados com os ditadores. Não é mero acaso que a Folha trate a ditadura por ditabranda. O Instituto Millenium se encarregou de traçar, ao melhor estilo siciliano, um plano de mútua proteção. Graças à proximidade com partidos políticos, sentem-se à vontade para praticar todos os crimes que condenam nos partidos políticos adversários. A senhora da ANJ e do Grupo Folha, Judith Brito admitiu que os velhos grupos de mídia fazem oposição ao partido dos trabalhadores. Claro, ao contrário de FHC, que tinha um engavetador geral, Geraldo Brindeiro, agora todas as instituições atuam livre. Ao invés de jogar a corrupção para debaixo do tapete, ao invés de botar a Polícia Federal arrancar maconha no polígono das secas, agora podem investigar para proteger as instituições.

A parceria da velha mídia com a corrupção pode se comprovada neste fim de semana. Quando nove das maiores empreiteiras do Brasil e algumas de renome internacional, como a Odebrecht, eles silenciam sobre a reponsabilidade, a participação dos corruptores. A corrupção corporativa sempre teve proteção das empresas de comunicação como a Globo. Gilmar Mendes, ao dar dois habeas corpus consecutivos, em menos de 24 horas a um banqueiro, Daniel Dantas, filma corrompendo, também é parte do esquema do qual a Globo é égua madrinha.

“Injusto é pagar imposto no Brasil”: a 1ª reportagem da série do DCM sobre a sonegação da Globo

Postado em 15 nov 2014 por : Joaquim de Carvalho

globo2002

Com esta matéria, inauguramos a série sobre o processo de sonegação de impostos da Globo envolvendo os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. É o terceiro projeto financiado pelos nossos leitores através de crowdfunding no site Catarse. O repórter Joaquim de Carvalho está apurando o caso em várias cidades. No final, teremos um documentário. Fique ligado.

Em um dos momentos curiosos da eleição deste ano no Rio de Janeiro, a apresentadora da TV Globo Mariana Gross, após entrevistar ao vivo o candidato a governador Antony Garotinho, olha para a câmera, o que significa se dirigir aos telespectadores, e diz:

– A Globo não sonega. A Globo paga seus impostos.

Era a resposta a um comentário do candidato:

– A Globo, por exemplo, é acusada de sonegar milhões em um esquema envolvendo laranjas. É uma acusação. Pode não ser verdade, eu até acredito que seja, mas é a minha opinião.

O caso levantado na entrevista remete à assinatura do contrato de concessão de licença para a transmissão da Copa do Mundo de 2002, assinado no dia 29 de junho de 1998. De um lado, a ISMM Investments AG, da Suíça, representante da Fifa. De outro, a TV Globo e Globo Overseas, uma empresa holandesa controlada pela família Marinho. O valor do contrato era de 220,5 milhões de dólares, o equivalente hoje a 600 milhões de reais e dava direito à transmissão de 64 jogos da Copa e de todos os eventos relacionados.

Oito anos e duas Copas depois, o auditor fiscal Alberto Sodré Zile, da Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro, encerrou uma investigação sobre a aquisição dos direitos de transmissão pela Globo e concluiu:

“A Globo sonegou impostos, mediante fraude, no montante de 183 milhões de reais, em valores atualizados em 2006. Por considerar a fraude uma agravante da sonegação, aplicou multa em percentual dobrado, no valor de 274 milhões de reais. Com os juros de mora, calculados até 29 de setembro de 2006, Zile entregou à Globo uma conta de 615 milhões de reais.”

O auditor fiscal fez ainda uma representação para fins penais, que deveria ser encaminhada ao Ministério Público. Nela, como um anatomista diante de um cadáver, descreve cada pedaço de um quebra cabeças que revela uma intrincada engenharia financeira.

“Em um ano e meio, diversas operações societárias foram engendradas para que, ao fim, a TV Globo e a Globosat pudessem transmitir a Copa em que o Brasil se sagrou pentacampeão. Foram seis alterações sociais e duas empresas constituídas e destituídas neste curto espaço de tempo”, escreve.

Segundo ele, as operações tinha “um único objetivo”: esconder das autoridades brasileiras a aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo pela TV Globo e, com isso, “fugir da tributação mais desfavorecida”.

Alberto Zile reconhece o direito das empresas de buscar reduzir o pagamento de impostos. Mas diz que o chamado “planejamento fiscal” tem um limite: a fraude. E ele cita o caso da empresa Empire, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

A Empire não tinha uma câmera sequer, muito menos microfone ou antena de transmissão, mas até alguns meses antes do início da Copa de 2002 eram dela os direitos de transmissão de um dos maiores eventos esportivos do planeta.

A TV Globo pagou pela Empire cerca de 221 milhões de dólares, mesmo sabendo que a Empire, além de não contar com equipamentos, não tinha sequer um escritório. Sua sede era uma caixa postal nas Ilhas Virgens Britânicas, a PO Box 3340, compartilhada com a Ernst & Young Trust Corporation (BVI) Ltd.

Na investigação, o auditor descobriu que, por trás da Empire, estava a própria TV Globo. Em sua defesa, o grupo sustentava que a compra da Empire fazia parte de uma estratégia de ampliação dos negócios da Globo no Exterior. Mas a farsa caiu por terra quando a Receita Federal fez um questionamento por escrito sobre a propriedade da Empire.

Documento na Receita Federal

Documento da Receita Federal

O advogado José Américo Buentes admitiu: “Existe vínculo indiretamente”, porque os controladores da Globo e da Empire sempre foram as mesmas pessoas. Para o auditor fiscal, tudo não passou de “simulação”.

O teatro que o auditor fiscal Zile descreve tem mais três capítulos: um no Brasil, outro no Uruguai e mais um na Ilha da Madeira. Depois de comprar a Empire, a Globo repassou as cotas da empresa a outra companhia, criada por ela no Rio de Janeiro, a GEE Eventos Esportivos Ltda, que, a exemplo da empresa das Ilhas Virgens, não tem estrutura para gravar em vídeo uma só entrevista, muito menos transmitir a Copa do Mundo. É empresa de fachada.

Nas vésperas da abertura da Copa de 2002, a Globo fechou a GEE e dividiu com a Globosat (canal fechado) os direitos de transmissão. O dinheiro usado para pagar o ISMM, representante da Fifa, saiu da própria Globo, via uma simulação de empréstimo a uma empresa do Uruguai, a Power, e outra simulação de empréstimo com uma empresa chamada Porto Esperança, na Ilha da Madeira.

Nos dois casos, empresas credoras e devedoras são controladas pelas mesmas pessoas: os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

Um trecho da representação contra os filhos de Roberto Marinho diz:

“De fato, as operações arroladas, de forma sintética, no item 1.3, dão a clara ideia de que vários dos atos praticados pela fiscalizada estavam completamente dissociados de uma racional organização empresarial e, consequentemente, de que a aquisição dos direitos de transmissão, por meio de televisão, da competição desportiva de futebol internacional, com intuito de fugir da tributação mais desfavorecida.”

globo 2

Com a engenharia financeira, a Globo deixou de pagar à época o tributo pela aquisição dos direitos de transmissão: 15% sobre valor total, caso o negócio fosse feito diretamente com a Suíça, ou 25% caso se concretizasse nas Ilhas Virgens Britânicas, como a rigor se concretizou. As alíquotas são diferentes para locais considerados paraísos fiscais, como é o caso das Ilhas Virgens.

A Globo recorreu da autuação junto ao Conselho do Contribuinte que, por unanimidade, deu razão ao auditor fiscal.

Algumas semanas depois, quando o processo estava pronto para ser remetido ao Ministério Público Federal, que teria a prerrogativa para denunciar criminalmente os irmãos Marinho, uma funcionária da Receita Federal interrompeu seu período de férias para entrar na Delegacia e levar embora toda a documentação.

Essa funcionária foi presa, mas com a ajuda de uma banca de cinco advogados, conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, numa decisão que tem, entre outras, a assinatura do ministro Gilmar Mendes.

Dois especialistas tributários que entrevistei nesta semana falaram sobre o caso da sonegação, sem que soubessem os nomes dos envolvidos. Ambos consideraram os fatos graves, mas disseram que o risco dos culpados serem punidos é zero.

Na Itália, até Sophia Loren passou uma temporada na cadeia pelo crime de sonegação fiscal. Nos Estados Unidos, a proprietária do Empire State passou uma temporada presa por deixar de pagar impostos. Recentemente, na Alemanha, o presidente do Bayern foi condenado pelo mesmo crime.

No Brasil, o Código Tributário Nacional, de 1969, dá ao sonegador a chance de se acertar com o Fisco até a abertura do processo na Receita Federal. O Código está em vigor, mas, nesse ponto, virou letra morta, em razão de sucessivas decisões judiciais que estenderam a extinção da punibilidade até a aceitação da denúncia pela Justiça.

Agora, uma corrente que já coleciona algumas vitórias nas cortes superiores, advoga que a punibilidade se extingue a qualquer tempo, desde que o sonegador pague seus débitos, mesmo com o processo judicial em andamento ou até concluído.

De alguns anos para cá, o Congresso Nacional aprovou algumas vezes o chamado Refis, uma colher de chá para o devedor. A justificativa é ajudar o contribuinte em dificuldade e elevar a arrecadação do Fisco. Com isso, multas e juros de mora caem quase a zero.

Em 2009, o Legislativo concedeu o Refis, e a Globo fez circular a versão de que quitou seu débito nessa leva de inadimplentes. A empresa nunca mostrou o DARF, e no processo da Receita Federal que vazou na internet consta apenas um DARF em nome da Globo. É no valor de R$ 174,50 e diz respeito a uma taxa de recurso.

O ex-presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-SP, Raul Haidar, é um firme defensor da extinção da punibilidade a qualquer tempo. Perguntei a ele se esse entendimento não acaba por tornar a sonegação um crime que compensa. O contribuinte deixa de pagar e, apanhado no crime, adere a um Refis e segue a vida, sem pena, juros ou multa. Para quem paga impostos, é uma injustiça.

“Injusto é pagar impostos neste país”, disse ele, encerrando a entrevista.

Para o atual presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-SP, Jarbas Machioni, a extinção da punibilidade depois de iniciado o processo na Receita, é uma norma, de fato, injusta.

globo3

No caso da sonegação de impostos sobre o direito de transmissão da Copa de 2002, não são apenas os ventos do Judiciário que sopram a favor da Globo. O caso era desconhecido até que uma mão invisível vazou os primeiros papéis do processo na Justiça, sete anos depois.

Pressionado por entidades civis do Rio de Janeiro, o Ministério Público determinou a abertura de inquérito na Polícia Federal, que recebeu o número 926/2013, e para tocá-lo foi designado o delegado Rubens de Lyra Pereira. Seu currículo despertava algum otimismo sobre o desfecho da investigação. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, faz mestrado e tem outras duas graduações em universidades públicas, Filosofia e Direito.

Na semana passada, fui procurá-lo para falar da investigação. Rubens foi transferido. Ele deixou a Delegacia Fazendária e foi trabalhar no plantão da Polícia Federal, num movimento que revela desprestígio. Seu sucessor no inquérito é Luiz Menezes, que estava viajando.

O chefe interino da Delegacia Fazendária, Rafael Potsch Andreata, não quis falar sobre o caso. “É sigiloso”, disse ele. O inquérito 926/2013 vai completar um ano, os fatos que deram origem à sonegação, dezesseis. A investigação realizada pelo auditor fiscal Alberto Sodré Zile terminou há oito anos e sua conclusão foi endossada pelo conselho que julgou o recurso da Globo:

– A fiscalização, em face dos fatos descritos, constatou a simulação e, então, afastou o ato aparente para viesse à tona o negócio real: não recolher o imposto de renda na fonte devido pelo pagamento, ao exterior, em razão da aquisição do direito de transmissão, por meio de televisão, de competições desportivas.

Com esta reportagem, começamos uma série sobre o caso da sonegação da Globo. Como mostra o relatório da Receita Federal, nosso ponto de partida, é um caso que se reveste de alto interesse público. Vamos procurar suspeitos e testemunhas, apurar o que houve nos paraísos fiscais e nos escaninhos do poder. Vamos dar nomes e mostrar o rosto que estão por trás de assinaturas de contratos, distratos, remessas de divisas, constituição de empresas.

Há quase 50 anos, em plena ditadura militar, a Globo foi acusada de buscar um sócio estrangeiro para montar a sua rede de televisão, o que era proibido na época. A prova de que havia essa sociedade oculta era uma escritura pela qual a Globo vendeu ao grupo Time-Life o prédio onde hoje funciona o seu departamento de jornalismo, na rua Von Martius, no Rio de Janeiro.

A escritura foi arrancada do livro de registro do 11º Ofício de Notas. Na época, o jornal O Estado de S. Paulo chegou a dar a notícia, e depois o assunto desapareceu da imprensa. De lá para cá, o número de publicações foi reduzido, e a Globo se consolidou como uma das maiores empresas de comunicação do mundo.

Com esse projeto, financiado pelos leitores do Diário do Centro do Mundo, trabalhamos com a firme convicção de que um expressivo segmento da sociedade decidiu escrever uma nova página na história da mídia.

Roberto Marinho e os filhos

Roberto Marinho e os filhos

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor

Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquim.gil@ig.com.br

Diário do Centro do Mundo » “Injusto é pagar imposto no Brasil”: a 1ª reportagem da série do DCM sobre a sonegação da Globo

04/11/2014

Racionando o nome racionamento

SABESP X MIDIANo futuro, quando alguém pesquisar nos principais grupos mafiomidiáticos a respeito do fornecimento de água em São Paulo no ano de 2014, não encontrará a palavra racionamento. O maior período de falta d’água não terá registro simplesmente porque os parceiros da oposição, de que falou D. Judith Brito e a própria ANJ, resolveram adotar a lei da Parabólica do Rubens Ricúpero.

Até o uso de máquina que faz água está na pauta, mas a palavra racionamento está terminantemente proibido pelos manuais de redação. Só as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha espalhadas pelas escolas de São Paulo explica esta tão bem sucedida parceria.

Há situações como esta em que o silêncio é mais eloquente do que as manchetes alarmantes.

CRISE D’ÁGUA 

Máquina que ‘faz’ água é oferecida ao Estado de SP

Inventor se reúne com governo para apresentar usinas produtoras

Não há estimativa de custos para o projeto; Secretaria de Recursos Hídricos diz que todo estudo é analisado

FELIPE SOUZADE SÃO PAULO

O inventor de uma máquina que "fabrica" água condensando a umidade do ar se reuniu nesta segunda-feira (3) com representantes do governo paulista para apresentar um projeto para amenizar a crise hídrica no Estado.

O engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino foi recebido pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para mostrar a instalação de sua invenção, em escala maior, às margens dos rios Tietê e Pinheiros.

Na reunião com representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, responsável por ações de combate à crise hídrica, ele afirmou que as máquinas funcionariam como usinas produtoras de água.

A proposta, de acordo com a pasta, será agora analisada por técnicos, assim como ocorre com outros estudos.

O chefe de gabinete da secretaria, Alexsandro Peixe Campos, foi um dos representantes do governo na reunião.

O sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento da capital, teve nova queda nesta segunda, quando operava com 11,9% de sua capacidade. No domingo, seu nível era de 12,1%.

A medição, no entanto, é anterior ao temporal que atingiu a região das represas durante a tarde de ontem.

‘CRIAR OPÇÕES’

"O objetivo não é suprir completamente o abastecimento, mas criar opções para que as represas não sejam a única fonte", diz Paulino, sobre a proposta discutida com o governo do Estado.

Segundo o engenheiro, o projeto, se aceito, seria o maior do mundo. Mas ainda não há estimativa de custo.

Uma das versões da máquina produz 30 litros de água por dia e custa R$ 7.000. Outra versão, que chega a produzir 5.000 litros por dia, é vendida por R$ 350 mil.

O local da hipotética instalação das usinas (nas marginais) foi escolhido devido à umidade elevada do ar–entre 50% e 90%–, que aumenta a produção de água.

De acordo com o engenheiro, cada usina é capaz de produzir 2 milhões de litros de água por dia. Ele afirma ser possível construir 20 delas em cada uma das marginais.

Considerando que um morador da Grande São Paulo gasta em média 161 litros de água por dia, segundo a Sabesp, uma usina seria capaz de abastecer 12.422 pessoas.

Agora, diz Paulino, o plano deve ser apresentado ao comitê que administra a crise hídrica no Estado.

01/11/2014

A cada eleição a velha mídia aperfeiçoa o golpe

 

O Brasil quer alternância de poder: na mídia

1 de novembro de 2014 | 08:56 Autor: Miguel do Rosário

democratizar-midia

Na campanha eleitoral deste ano muito se falou em desejo de mudança, em alternância de poder, em atender os anseios das ruas.

Pois bem, não houve assunto mais abordado nas ruas do que a democratização da mídia. Não há poder que esteja há mais tempo sem alternância do que a mídia.

E não haverá mudança de fato no país se não mudarmos a mídia brasileira, que não faz justiça à nossa complexidade.

Que se tornou um obstáculo ao nosso desenvolvimento político, cultural e até mesmo econômico.

A mídia, claro, tenta sufocar o simples debate.

Os movimentos pela democratização da mídia não querem censurar ninguém.

E são muito mais críticos ao governo do que a nossa mídia tradicional.

A mídia tradicional quer o monopólio da crítica ao governo, porque sabe que o governo apenas se mobiliza quando criticado, então quem tem o poder de criticá-lo tem o poder de orientá-lo e, portanto, tem o poder de fato.

Os movimentos sociais também querem o poder para criticar o governo, para forçá-lo a fazer a reforma agrária, a reforma urbana e a reforma política.

Querem mais poder de crítica para forçarem o governo a investir em metrôs ao invés de elevar os juros.

E por aí vai.

*

O Brasil é maior que a Globo

O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

31/10/2014

Por Marcelo Salles, no Brasil de Fato

Essas eleições entram para a História do Brasil como o momento mais nítido em que as corporações de mídia tentaram impor sua vontade ao povo. Mais do que em 1989, com a famosa edição do debate entre Lula e Collor. Mais do que em 2006, quando o foco do debate foi deslocado para pilhas de dinheiro expostas ad nauseam.

Em 2014 apostaram todas as fichas e, a contrário de outras vezes, não o fizeram veladamente. Assumiram seu papel de partido político de oposição, conforme conclamou Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, vice-presidente da ANJ e colaboradora do Instituto Millenium.

Faltando 11 dias para o segundo turno do pleito, os institutos de pesquisa davam empate técnico entre os dois candidatos – Aécio Neves à frente 2 pontos, dentro da margem de erro.

Como resposta, a militância de esquerda foi às ruas, os movimentos sociais organizados reforçaram sua participação na campanha e a candidata à reeleição partiu para o enfrentamento nos debates. O mote era um só: comparar os governos tucanos e petistas, o que garantiu vantagem a Lula e Dilma em praticamente todos os setores. Se o oponente baixava o nível, a resposta vinha à altura.

Nos oito dias seguintes, Datafolha e Ibope registraram crescimento de Dilma. No primeiro, de 49% para 53%; no Ibope, de 49% para 54%. Enquanto isso, Aécio caiu de 51% para 46% (Ibope) e 51% a 47% (Datafolha). Dilma encerrou a campanha com vantagem de 6 a 8 pontos de vantagem, cenário praticamente impossível de ser invertido em 48 horas.

Aí surgiu a capa da revista Veja na sexta-feira, antevéspera do pleito, acusando, sem provas, Lula e Dilma de terem conhecimento de desvios na Petrobrás. De sexta até domingo a Veja atingiria algo entre 500 mil e 1 milhão de pessoas. A maioria das quais, no entanto, já tinham o voto decidido para Aécio. A capa da veja, por si só, merecia o repúdio na medida em que foi dado pela campanha do PT. A própria presidenta Dilma usou parte do tempo de propaganda eleitoral para denunciar a manobra da revista.

No entanto, foi o Jornal Nacional do sábado, véspera da eleição, o grande responsável pela interferência na vontade popular. No primeiro bloco, Dilma recebeu 5 minutos, com destaque no suposto medo de avião e nos problemas com a voz. Enquanto Aécio teve direito a 5’55’’ a apresentá-lo como alguém incansável, que trabalha durante o voo e aparece com a esposa e os filhos no colo (“um cara família”). Em outro trecho, as imagens saltadas em repetição durante comícios, com a bandeira do Brasil nas costas, revelam, como num filme de ação, um homem destemido que estaria preparado para conduzir o destino da Nação.

Logo no início do segundo bloco, o JN exibiu extensa reportagem sobre a capa da Veja. Aí, o que era de conhecimento de até 1 milhão de pessoas que já votariam Aécio, alcançou 30-40 milhões de pessoas, entre os quais um sem número de indecisos. Isto na véspera do pleito, sem que houvesse tempo para se organizar a estratégia de enfrentamento desse verdadeiro crime midiático. Como resultado, a vantagem de 6-8 pontos de Dilma caiu drasticamente, e quando terminou a apuração as urnas sacramentaram 51,5% x 48,5%.

O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

Marcelo Salles é jornalista.

O Brasil quer alternância de poder: na mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

11/10/2014

Folha hibernou por 11 anos no Instituto Millenium

Só a engenharia reversa explica a Folha.

Durante estes quase 12 anos de governo petista (8 de Lula + 4 de Dilma) não foi manchete da Folha a diminuição da miséria. Fiel às recomendações da d. Judith Brito, à ANJ e ao Instituto Millenium, a Folha é um exemplo bem sucedido do método Rubens Ricúpero: mostrar o que interessa à Folha e seu partido, e esconder o que interessa ao seu adversário, o PT. Porque se é verdade que é a primeira vez que para de cair, é porque ela vinha caindo todos os outros anos. Mas mostrar que a miséria estava caindo não era notícia boa para o PSDB… Nem mesmo, pela primeira vez, o Brasil ter sido tirado pela ONU do mapa da fome levou a Folha a colocar a informação na capa do seu jornal!

É evidente que a miséria não acabou, por isso que Dilma precisa de mais quatro anos, afinal é a única que tem como bandeira o fim da miséria. Mas também é verdade que foi nos governos Lula e Dilma que houve enfrentamento da miséria. O mundo reconheceu e premiou Lula. No Brasil, gerou revolta na Casa-Grande. Não fossem tantos ataques ao Bolsa Família, que Aécio e sua turma chama de Bolsa Esmola, e talvez a miséria continuasse a cair. Parece que a Folha combate a política de diminuição da pobreza apenas para ter motivos para comemorar.

Comemorar em manchete a estabilização da miséria é de uma pobreza sem precedentes!

A Folha poderia, mesmo em tom negativo para atacar Dilma, explicar quais são s propostas dos dois candidatos para acabar com a miséria. Os correligionários da Folha já deram uma dica: querem jogar um bomba no Nordeste. FHC já disse que o nordestino de burro e desqualificado. Também chamou Dilma de gordinha, e viu nisso o único impeditivo para ela governar.

Onde esteve a  Folha durante os 11 anos em que a miséria caiu que não deu uma manchete para comemorar?

Por que será que a Folha está comemorando o fato de a miséria ter estabilizado. Se não parou de cair, também é verdade que não aumentou. Considerando o contexto internacional, com desemprego recorde na Europa, e admitindo que vivemos numa situação de pleno emprego. Considerando que o Brasil foi tirado, pela ONU, do mapa da fome no mundo, a Folha se apegar à miséria mental não é novidade. Novidade seria se a Folha tivesse comemorado que, finalmente, o Brasil havia sido tirada da situação vexatória de ser um país produtor de alimentos que já deu manchete: “Fome matou em 5 anos dez milhões de pessoas no nordeste brasileiro”.

Miséria para de cair pela 1ª vez em governo petista

Proporção de indigentes no país saiu de 5,8% para 6% da população em 2013

Estudo realizado por instituto privado com base em dados oficiais coloca em xeque promessa de Dilma

JOÃO CARLOS MAGALHÃESGUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

Cálculos feitos com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013 indicam que, pela primeira vez em uma década de governo petista, a miséria parou de cair no país.

As conclusões colocam em xeque uma das principais promessas da administração Dilma Rousseff: erradicar a pobreza extrema.

Normalmente, esses cálculos são feitos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), subordinado à Presidência da República.

Mas, alegando proibições legais, o órgão neste ano decidiu não divulgar até o fim das eleições interpretações da pesquisa.

Os dados, no entanto, já foram explorados pelo Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), organização sem fins lucrativos que reúne alguns dos principais estudiosos da pobreza no país.

De acordo com um estudo produzido pelo Iets, houve no ano passado um pequeno aumento no número de brasileiros indigentes. Ele saiu de 5,8% da população em 2012 (10,9 milhões de pessoas) para 6% da população (11,1 milhões de pessoas).

Como a diferença é pequena, ainda mais em uma pesquisa feita por amostragem, os pesquisadores preferem portanto falar em estagnação, em vez de crescimento.

Em relação ao número total de pobres, a tendência de queda foi mantida, também por uma diferença modesta: de 18% em 2012 (33,6 milhões de pessoas) para 17% (31,7 milhões de pessoas) do total da população.

Os critérios do Iets para definir miseráveis e pobres são diferentes dos adotados pelo governo, mas nos últimos anos têm mostrado trajetórias semelhantes.

Para o Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família, miseráveis e pobres são os que vivem em famílias de renda per capita abaixo de R$ 77 e R$ 154 por mês, respectivamente. Já o Iets usa linhas de R$ 123 e R$ 246.

ESTUDO PARALELO

A estagnação da miséria em 2013 é também confirmada por uma outra projeção, feita pela pesquisadora Sônia Rocha, ligada ao Iets, mas que usa critérios diferentes dos utilizados no levantamento geral do instituto.

A partir de diferentes linhas estabelecidas para 25 regiões do país, ela calculou que em 2013 o número de indigentes aumentou de 4,1% para 4,7% da população, e o de pobres caiu de de 15,9% para 15,3%.

As estatísticas oficiais e independentes mostram uma queda contínua da miséria e da pobreza de 2003 a 2012 –neste último ano, a melhora já mostrava desaceleração.

Embora não haja ainda um diagnóstico consensual para a interrupção, os estudos do Ipea apontam que a redução da extrema pobreza está associada ao crescimento econômico, principalmente, e também à queda da desigualdade de renda.

FREADA ECONÔMICA

É provável, portanto, que ao menos parte da explicação passe pela freada da economia no governo Dilma. Neste ano, o PIB deve crescer 0,3%, pela previsão do FMI.

A tendência revelada pela Pnad contradiz não apenas as promessas da presidente Dilma, mas previsões feitas recentemente pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

Em maio, ela afirmou que "tudo aponta para a manutenção do ritmo acelerado da queda, pois os dados oficiais ainda não refletem todas as inovações do Brasil Sem Miséria [nome do conjunto de ações feitas pelo governo para reduzir a miséria]".

03/10/2014

Raça homogênea made in Instituto Millenium

Filed under: ANJ,Cosa Nostra,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 9:15 am
Tags:

Para Inma, jornais acertam ao se unir em anúncios digitais

DE SÃO PAULO – O presidente da Inma (International News Media Association), Earl J. Wilkinson, elogiou a iniciativa da ANJ (Associação Nacional de Jornais) de criar uma plataforma conjunta para vender publicidade digital em seminário em São Paulo, que reuniu dirigentes comerciais e de marketing de jornais de todo o mundo.

Lançada em agosto pela ANJ, a rede de anúncios Digital Premium Network permite aos veículos comercializar conjuntamente a inserção de banners (anúncios) nas páginas principais dos principais veículos, em dias selecionados.

30/09/2014

Incitação à violência: “Aécio precisa bater, mas não pode bater muito”

Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, a porta-voz do PSDB, instrui Aécio Neves na melhor forma de bater. Bater, como toalha molhada, para não deixar sinal. Quem é mesmo que incita à violência. Isso aí por acaso é linguagem jornalística? A que nível ainda pode baixar os funcionários da D. Judith Brito para tentaram ajudar seus correligionários? Por a ANJ e o Instituto Millenium não se pronunciam contra esta incitação à violência praticada por seus membros? E não me venham com linguagem figurada? Há mais metáfora no energúmeno do Fidelix do nesta toupeira. Não é a primeira nem será a última desta colonista de mau agouro!

Mato sem cachorro

BRASÍLIA – A campanha do PSDB anda animada com os ventos de última hora em grandes redutos eleitorais, mas Aécio Neves está num mato sem cachorro. Se correr, o bicho pode pegar; se ficar, o bicho pode comer.

A boa notícia para o tucano no Datafolha é que ele cresceu seis pontos em São Paulo, por exemplo, e no geral está só nove pontos atrás de Marina Silva, a segunda colocada. A má notícia é que faltam poucos dias e o grande risco de Aécio, ao bater em Marina, é favorecer Dilma, não ele próprio.

A única chance de Aécio chegar ao segundo turno é atacar as fragilidades de Marina. Mas, se ele não calibrar bem os ataques, pode obter o efeito inverso ao que gostaria: a vitória de Dilma já no primeiro turno.

Depende de uma combinação de dados: o quanto Marina cair e o quanto ele subir. Aécio precisa bater, mas não pode bater muito. Tem de ser o suficiente para enfraquecer Marina e herdar os seus votos, não a ponto de enfraquecê-la demais e transferir pontos diretos dela para Dilma.

Uma operação delicada, ainda mais se Dilma tem todas as condições e vantagens. Quanto mais brotam notícias ruins da economia e quanto mais se sabe que ela não cumpriu as promessas de 2010, mais ela cresce. O que se discute não é o crescimento pífio, as contas públicas, o desequilíbrio externo. É se Marina é a candidata dos banqueiros. Raia o ridículo.

Isso comprova que as versões e o marketing valem mais do que os fatos e a realidade. São eles que determinam os rumos das eleições. E, além de todos os seus trunfos objetivos, Dilma conta com a oposição dividida, competindo entre si, atarantada, para fazer o jogo dela.

Aécio precisa medir adequadamente os ataques no primeiro turno. E PSDB, PSB, Rede, DEM e PPS não podem explodir pontes para uma rearticulação de forças no segundo. Senão, ficará cada vez mais difícil enfrentar o rolo compressor do governo e do PT. Apesar de tudo e de todo o grande desgaste, aparentemente irreversível, do partido.

08/09/2014

Liberdade de expre$$ão à moda Aética

AeroPOÉ até engraçada, até porque não fui notificado, a atitude do candidato tucano.

Todo mundo falava que o José Serra demitia, com um telefonema ao patrão, jornalista que ousasse criticá-lo. Aécio segue a mesma trilha.

Há mais semelhanças entre Aécio e Serra do que sugere a vã filosofia. É o compadrismo com os grupos mafiomidiáticos do Instituto Millenium.

Quando José Serra fez publicar, por sua pena de aluguel, Mauro Chaves o famoso artigo “Pó pará, Governador!” no Estadão, Aécio Neves fechou-se em copas e não trilou, nem trolou, nem processou. Mas botou seu jornal de aluguel, O Estado de Minas, para defende-lo: Minas a reboque, não

Ora pois, direi ouvir estrelas, mas só se tiver cheirado um helipóptero!!! Aí da até apara ver a via-láctea…

Carta aberta a Aécio Neves

Postado em 07 set 2014 por : Paulo Nogueira

Caro Aécio: qual é seu conceito de liberdade de expressão?

Pergunto isso porque fui surpreendido com uma notificação judicial sua. Soube depois que outros 65 internautas tiveram a mesma surpresa desagradável.

O DCM é acusado de ser um robô ou, o que não melhora muito a situação, “um grupo de pessoas remuneradas para veicular conteúdos ilícitos na internet.”

Primeiro, e antes de tudo, isto configura calúnia.

Somos, como bem sabem nossos 2,5 milhões de leitores únicos por mês, um site de notícias e análises independente e apartidário. O apartidarismo e a independência inexpugnáveis explicam por que crescemos mais de 40 vezes em 18 meses de existência.

Jornalismo, quando se mistura a militância partidária, deixa de ser jornalismo. Essa convicção está na raiz do jornalismo do DCM.

Nossa causa maior é um “Brasil escandinavo”, como gosto de dizer e repetir. Um país em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém em razão de sua conta bancária.

É certo que, dentro dessa visão do mundo, entendo que o senhor representa um brutal atraso.

O PSDB, no qual votei várias vezes, lamentavelmente deu nos últimos anos uma guinada profunda rumo à direita e se transformou numa nova UDN.

Hoje, o PSDB simboliza um Brasil abjetamente iníquo. Os privilegiados estão todos a seu lado nestas eleições, e não por acaso.

Caro candidato: nunca vi o senhor, ou algum outro líder tucano, se insurgir contra o mal maior do Brasil – a desigualdade.

Nossos problemas com o senhor residem apenas no campo das ideias.

Não fabricamos fatos, não inventamos coisas que o constranjam, porque não é este o tipo de jornalismo que praticamos.

Mais que isso: não fazemos acusações levianas e irresponsáveis como as que o senhor fez contra nós.

Se condenamos coisas como o aeroporto de Cláudio é porque entendemos que elas são a negação do “Brasil escandinavo” pelo qual tanto nos batemos.

Não admiro sua postura com frequência, reconheço. No debate do SBT, quando um jornalista lhe perguntou sobre a visão de ética tucana depois de citar escândalos como o do Metrô de São Paulo e o Mensalão mineiro, o senhor disse que vivemos num estado de direito.

Ninguém é culpado antes que se apurem os fatos, o senhor afirmou. Perfeito.

Mas poucos dias depois, quando começou a circular uma lista de pessoas citadas por um ex-diretor da Petrobras, o senhor se apressou em fazer uma condenação ampla, geral e irrestrita.

“É um novo Mensalão”, o senhor decretou. Estado de direito, portanto, é para o senhor e os seus amigos.

Para os demais, o opróbrio imediato, a humilhação instantânea.

Notemos também que o senhor prega a meritocracia ao mesmo tempo em que sua irmã ocupa um posto nobre no governo de Minas, pago pelo dinheiro do contribuinte.

Vários relatos contam a dificuldade de fazer jornalismo independente em Minas.

Isso ficou notavelmente claro para mim quando vi a sua notificação judicial contra nós.

Jornalismo bom para o senhor, aparentemente, é o jornalismo que o aplaude.

Fico pensando como seria complicado, para os jornalistas independentes, conviverem com o senhor na presidência.

Felizmente, é uma hipótese de chance virtualmente equivalente a zero.

Por ora, é só.

Provavelmente voltarei a escrever para o senhor assim que ficar mais clara sua ação judicial.

Grato pela atenção.

Paulo Nogueira, diretor editorial do DCM

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Diário do Centro do Mundo » Carta aberta a Aécio Neves

Pó pará, Governador, na calada da noite ou pela sombra, não!

aeciotwitterQueria era ver a ANJ protestar contra a perseguição do Pó pará, Governador! aos tuiteiros. O Instituto Millenium, que resolveu patrulhar o Poder Judiciário, não vai se se manifestar em relação à perseguição de Aético Never?

Aécio obriga Twitter a dar nomes de usuários para processar quem o critica

7 de setembro de 2014 | 21:35 Autor: Fernando Brito

Em processo que corre em sigilo judicial, Aécio Neves está obrigando o Twitter a entregar os nomes de 66 usuários do microblog Twitter que difundiram mensagens que, segundo o candidato tucano “insinuam (o seu) envolvimento em crimes, como enriquecimento ilícito; apropriação de recursos da Saúde de Minas Gerais; agressão à namorada; crime de evasão de divisas; uso e transporte ilegal de drogas; além de promoverem conteúdos que (lhe) imputam(…) condutas moralmente inaceitáveis.

aecio quadriDiz ele que os tuiteiros “interagem entre si, notadamente para denegrir sua imagem, nome e história”.

Talvez com poucas ocupações, desde que sua campanha entrou em declínio – do qual espera sair agora com a desconstrução de Marina Silva pelo desmonte da imagem de Eduardo Campos, como antecipa Merval Pereira – Aécio contratou uma legião de advogados para obter as identidades, via IP, dos que o atacam na internet.

Imginem se Dilma fizesse isso com os trolls que diariamente espalham horrores na rede sobre ela?

“Ditadora, tirana, bolivarianista” seria o mínimo que diriam dela.

Só acho que Aécio resolveu ser valente com um monte de gente pequena, que talvez não tenha nem como se defender com advogado.

E que estão sendo, agora, obrigados se virar para enfrentar o exército jurídico aecista.

Quando o amigo do Serra publicou aquele famigerado “pó pará, governador” , ele não levou ninguém à Justiça.

Agora, para não se queimar com os usuários do Twitter, age quase em silêncio.

Aécio obriga Twitter a dar nomes de usuários para processar quem o critica | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

21/08/2014

Ué, mas a Friboi não era do filho do Lula…

Filed under: ANJ,FRIBOI,Grupos Mafiomidiáticos,Manipulação,Ricardo Setti,Veja — Gilmar Crestani @ 11:04 pm
Tags: ,

Montagens a respeito da fortuna do filho do Lula nasceram das mãos sujas do PSDB, ganharam espaço e parceria na Veja mas se proliferam como gafanhoto pelas mãos da manada anencefálica. É só pesquisar no Google. Alguns já apagaram as imagens, mas o cache as guarda. Estão todas lá hospedadas pelos descebrados, que, por não terem cérebro, entopem com lixo mesmo.

A justiça já descobriu caluniadores e propagadores das mentiras. E agora, a empresa que seria do Lulinha, é a maior patrocinadora para tentar fazer de Marina Silva a (ji)bóia da direita.

A ANJ saiu para apoiar Marina mas não saiu em defesa de Sandra Gomide, e assim Pimenta Neves, o ex-diretor de Redação do Estadão, pode fazer com ela, pelas costas, o que fazia com os leitores pelas páginas do Estadão.

Portanto, vamos boicotar os produtos da FRIBOI. Lulinha agradece!


veja lulinha
Ricardo Setti, da Veja, é um dos propagadores de imagens falsas. Já pediu desculpas, mas o criminoso sempre volta ao local do crime.  
   

Associação dos Jornais e Friboi entram na campanha de Marina com anúncio em O Globo

21 de agosto de 2014 | 12:01 Autor: Fernando Brito

anj

Os assinantes de O Globo no Rio de Janeiro receberam hoje, em casa, a mais descarada propaganda de Marina Silva, “paga” pela Associação Nacional de Jornais.

A mesma ANJ que na eleição de 2010 disse que era “a verdadeira oposição” a Lula.

Que assina a peça em conjunto com a Friboi, aquela que diziam que era do “filho do Lula”, lembram-se?

O anúncio é um imenso farisaísmo e foi visto por um leitor do blog, o Nikola, que me alertou. Miguel do Rosário recebeu um exemplar assim e escaneou para que todos vejam.

Usando um perfil do Facebook – não o encontrei pelo nome alegado, apenas homônimos – simula um espanto com a confirmação da candidatura Marina Silva.

E exibe a candidata numa foto triunfal, com o braço erguido junto com seu vice.

É claro que o jornal tem o direito de publicar as fotos de Marina ou de qualquer outro candidato.

Mas é um anúncio, pago, e a escolha do tema tem todo o sentido de propaganda.

Será isso a tal “liberdade de expressão”?

Nas barbas do TSE, o poder econômico e de mídia se unem para promover uma candidata.

Ou, talvez, tenham razão.

A imprensa brasileira tem lá algo de açougue.

Associação dos Jornais e Friboi entram na campanha de Marina com anúncio em O Globo | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

27/11/2013

El País cura o complexo de vira-lata da velha mídia

Filed under: ANJ,Complexo de Vira-Lata,El País,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 8:28 am
Tags:

Todo vez que a esquerda luta pela valorização do país, das empresas nacionais, dos produtos made in Brasil, os vira-latas arregimentam seu batalhão de vira-bostas e desenterram frases de efeitos. Atribuída ao um certo Samuel Johnson, inglês, como sendo um refúgio do canalha, o patriotismo teve a contribuição brasileira de Nelson Rodrigues e imortalizada pelo apêndice de Millôr Fernandes. A frase considerada original é “o nacionalismo é o último refúgio do canalha”, mas Millôr a nacionalizou: “No Brasil, é o primeiro”.

É desta forma que a velha imprensa trata toda iniciativa de defesa dos interesses nacionais brasileiros. Eis que de repente, não mais que de repente, os grupos mafiomidiáticos se revelam intransigentes nacionalistas. O jornal El País já deu sua primeira contribuição. Está curando o complexo de vira-latas. Agora só falta “currar” nos grupos mafiomidiáticos.

Associação pode ir à Justiça contra ‘El País’

DE SÃO PAULO, FOLHA

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) estuda ir à Justiça contra o jornal espanhol "El País" por supostamente ferir os princípios constitucionais que impõem limite de 30% à participação estrangeira em empresas de comunicação no país.

Ontem, o grupo espanhol lançou o site do jornal em português.

"Vamos manter uma agência de notícias traduzindo reportagens de outros países, mas também produzindo conteúdo próprio", disse Juan Luis Cebrián, presidente da Prisa, controladora do diário.

Na Junta Comercial de São Paulo, "El País" aparece como dono da filial brasileira com 99% do capital. A Prisa tem 1%.

"A ANJ entende que há um claro desrespeito às normas constitucionais", disse Ricardo Pedreira, diretor-executivo da associação. "Eles também vão disputar a publicidade, sinal de que atuam como veículo de comunicação no país. Estamos examinando."

A ANJ já tinha enviado mensagem eletrônica para Cebrián, cobrando esclarecimentos, mas não obteve resposta.

À Folha o executivo espanhol disse que os pareceres jurídicos de que dispõe não indicam haver qualquer violação constitucional. "Somos uma agência on-line e, nesse caso, não há restrições ao capital estrangeiro."

06/03/2013

“Esse cara sou eu”

Filed under: ANJ,Grupos Mafiomidiáticos,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 12:13 pm
Tags: ,

 

Caso Barbosa: ANJ faz silêncio vergonhoso

:

Experimente-se, por hipótese, trocar os personagens; em lugar do presidente do STF, Joaquim Barbosa, quem teria chamado de "palhaço" e mandado um jornalista "chafurdar no lixo" fora o ex-presidente Lula; como reagiria, então, a Associação Nacional dos Jornais, presidida por Carlos Lindenberg (à dir.)?; adotaria, como faz agora, a tática do avestruz?; o Estadão, veículo atingido, teria publicado o assunto apenas ‘no pé’ da sua primeira página?; e a turma da avenida Marginal, à sombra da Editora Abril?; dragões da ideologia dominante estariam relax em seus blogs?

6 de Março de 2013 às 11:51

247 – Parem as rotativas! O ex-presidente Lula, num acesso de fúria contra a mídia da qual ele não aceita críticas, acaba de interromper um jornalista do Estadão, que apenas iniciava para ele uma pergunta. "Vá chafurdar no lixo como você sempre fez", ofendeu ele ao profissional, sem meias palavras, para ao final disparar ainda um "palhaço". Com sua típica falta de ombridade, Lula, mais tarde, ciente do verdadeiro atentado cometido às relações mais civilizadas e, na medida que atingiu a instituição imprensa, também à democracia, manda um assessor escrever uma nota na qual, sem nem mesmo citar o nome do profissional ofendido, alega que estava "cansado" e, pelo gesto, pede desculpa. Ponto final.

Qual teria sido a reação da Associação Nacional dos Jornais, que representa o patronato da mídia tradicional, caso tivesse sido Lula, verdadeiramente, e não na hipótese formulada aqui, o personagem dominante do episódio?

Certamente bem diferente do silêncio observado diante do escândalo patrocinado pelo verdadeiro protagoniza do caso real, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Com medo dele, ou por afinidade ideológica, possivelmente, a ANJ se calou diante da ofensa cometida contra um de seus filiados.

O próprio veículo atingido, o centenário jornal O Estado de S. Paulo que se orgulha de sua história de combate contra a ditadura militar brasileira – a mesma que, quando chegou ao poder, em 1º de abril de 1964, contou com todo o apoio das opiniões e do noticiário da mesma publicação –, praticamente escondeu a notícia. E nem teve brios de escrever um editorial a respeito do ataque contra o livre exercício da sua atividade fim. O caso foi parar no chamado "pé" da primeira página, com texto com título interno de cinco colunas que não mereceu nem uma retranca – que é como os jornalistas chamam os textos com títulos independentes – auxiliar.

Fora do eixo mais diretamente envolvido pela baixaria de Barbosa, ainda não se conhecem as reações da turma de plantão na escolta dos interesses mais gerais da classe dominante, os dragões da Editora Abril. Ex-diretor do Estadão, o jornalista Augusto Nunes não parece ter-se interessado em teclar uma única linha sobre o caso. Com uma trajetória na imprensa infinitamente mais modesta, o centurião civista Reinaldo Azevedo vai lançando mão da tática do avestruz – cabeça enfiada num buraco para nada enxergar – e segue em frente. Os demais colunistas da mídia tradicional estão como ele. Sobre um episódio lamentável, uma postura na mesma medida. Não por outro motivo os jornais e revistas amargam queda em circulação e credibilidade.

Caso Barbosa: ANJ faz silêncio vergonhoso | Brasil 24/7

02/03/2013

Uma mão lavra a outras; as duas, a bunda

Filed under: ANJ,Ayres Britto,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 11:52 am
Tags: , ,

Pela teoria do domínio do fato, fica comprovado que Ayres Britto fez troca-troca com os grupos mafiomidiáticos. Fazendo o que pediam que fizesse, garantiu para si uma boquinha dos que se beneficiaram com sua subserviênCIA. Os grupos mafiomidiáticos mantém um comportamento regular. Quando esfumaçou-se o governo de FHC, serviçais seus, como Pedro Parente e Pérsio Arida, que haviam sido úteis à RBS, foram imediatamente incorporados ao painel de cartão ponto da famiglia Sirotsky. Nem a máfia, nos gloriosos anos 30 em Chicago, jogaram de forma tão escancarada.

Ayres Britto toma posse no Instituto Palavra Aberta

O ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto e o jornalista e empresário Roberto Muylaert foram empossados membros do Conselho Consultivo do Instituto Palavra Aberta, entidade criada em 2010 pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). O objetivo do conselho é promover e defender a liberdade de imprensa e de expressão.

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: