Ficha Corrida

30/09/2014

Incitação à violência: “Aécio precisa bater, mas não pode bater muito”

Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, a porta-voz do PSDB, instrui Aécio Neves na melhor forma de bater. Bater, como toalha molhada, para não deixar sinal. Quem é mesmo que incita à violência. Isso aí por acaso é linguagem jornalística? A que nível ainda pode baixar os funcionários da D. Judith Brito para tentaram ajudar seus correligionários? Por a ANJ e o Instituto Millenium não se pronunciam contra esta incitação à violência praticada por seus membros? E não me venham com linguagem figurada? Há mais metáfora no energúmeno do Fidelix do nesta toupeira. Não é a primeira nem será a última desta colonista de mau agouro!

Mato sem cachorro

BRASÍLIA – A campanha do PSDB anda animada com os ventos de última hora em grandes redutos eleitorais, mas Aécio Neves está num mato sem cachorro. Se correr, o bicho pode pegar; se ficar, o bicho pode comer.

A boa notícia para o tucano no Datafolha é que ele cresceu seis pontos em São Paulo, por exemplo, e no geral está só nove pontos atrás de Marina Silva, a segunda colocada. A má notícia é que faltam poucos dias e o grande risco de Aécio, ao bater em Marina, é favorecer Dilma, não ele próprio.

A única chance de Aécio chegar ao segundo turno é atacar as fragilidades de Marina. Mas, se ele não calibrar bem os ataques, pode obter o efeito inverso ao que gostaria: a vitória de Dilma já no primeiro turno.

Depende de uma combinação de dados: o quanto Marina cair e o quanto ele subir. Aécio precisa bater, mas não pode bater muito. Tem de ser o suficiente para enfraquecer Marina e herdar os seus votos, não a ponto de enfraquecê-la demais e transferir pontos diretos dela para Dilma.

Uma operação delicada, ainda mais se Dilma tem todas as condições e vantagens. Quanto mais brotam notícias ruins da economia e quanto mais se sabe que ela não cumpriu as promessas de 2010, mais ela cresce. O que se discute não é o crescimento pífio, as contas públicas, o desequilíbrio externo. É se Marina é a candidata dos banqueiros. Raia o ridículo.

Isso comprova que as versões e o marketing valem mais do que os fatos e a realidade. São eles que determinam os rumos das eleições. E, além de todos os seus trunfos objetivos, Dilma conta com a oposição dividida, competindo entre si, atarantada, para fazer o jogo dela.

Aécio precisa medir adequadamente os ataques no primeiro turno. E PSDB, PSB, Rede, DEM e PPS não podem explodir pontes para uma rearticulação de forças no segundo. Senão, ficará cada vez mais difícil enfrentar o rolo compressor do governo e do PT. Apesar de tudo e de todo o grande desgaste, aparentemente irreversível, do partido.

11/06/2014

Funcionário da Folha é condenado

Filed under: Aécio Neves,Grupos Mafiomidiáticos,Justiça Eleitoral,TRE — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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AETICO NEVERTRE do Rio manda Folha retirar texto de Aécio da internet

Segundo juiz, senador fez propaganda eleitoral antecipada; jornal não retira e recorrerá da decisão

DE SÃO PAULO

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio determinou que a Folha retire da internet uma coluna escrita pelo senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência e colunista do jornal.

Segundo a decisão do juiz Guilherme Pedrosa Lopes, o senador, com a contribuição da Folha, realizou propaganda eleitoral antecipada na coluna "O fim da miséria", publicada no dia 26 de maio.

No texto, Aécio relata as "visões" e os "compromissos" do PSDB para combater as desigualdades sociais.

No dia seguinte à publicação da coluna, uma denúncia anônima foi encaminhada ao setor de fiscalização do TRE-RJ pedindo a punição do senador por ele usar o jornal para fazer propaganda eleitoral antecipada.

A denúncia diz ainda que o senador utiliza a Folha e a "mídia em geral" para fazer campanha fora do prazo legal –permitida em lei a partir do dia 6 de julho.

"É uma violência contra a liberdade de expressão. A coluna era uma manifestação de opinião legítima para aquele espaço", disse o advogado da Folha Luís Francisco Carvalho Filho.

Na decisão do TRE, do último dia 28, o juiz determinou a retirada da coluna da internet em 48 horas.

Notificada nesta terça (10), a Folha não retirou o texto do ar e vai recorrer da decisão.

Procurado, o senador informou, via assessoria de imprensa, que ainda não tomou conhecimento da decisão do TRE e que o artigo tratava de "assunto de interesse nacional".

Embora não seja obrigada por lei, a Folha adota há anos a praxe de deixar de publicar textos de colunistas quando eles são oficializados candidatos a cargos eletivos no Poder Executivo.

Colunista do jornal desde julho de 2011, Aécio Neves deixará de escrever no espaço de opinião da página A2 a partir do dia 16 –no fim de semana, ele será oficializado candidato do PSDB à Presidência.

27/03/2013

PSDB escala Gaspari para carnear Campos

Filed under: Eduardo Campos,Elio Gaspari — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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ELIO GASPARI

O fenômeno Eduardo Campos

O governador de PE é, mas não é; está, mas não está; e até agora foi um propagador de platitudes

EDUARDO CAMPOS é candidato a presidente da República. É ou não é? Ele está na base de apoio do governo de Dilma Rousseff. Está ou não está? Segundo o senador Jarbas Vasconcelos, o simples fato de ele ter dito que "dá para fazer muito mais" mostra que é um dissidente. Mostra ou não mostra?

Nenhuma dessas perguntas foi respondida pelo governador. Seria cedo para fazê-lo, mas indo-se às ideias que Eduardo Campos defendeu desde a sua transformação em fenômeno federal, vai-se a um abissal silêncio. Ele poderia ter ido a uma universidade com um plano para fazer melhor na educação. Poderia ter ido a um seminário sobre saúde pública. Nada. Foi a São Paulo reunir-se com empresários. Se levou ideias ou buscou apoios, não ficou claro, pois nem ele expôs propostas nem os empresários mostraram suas oferendas. Até agora, o governador cumpriu uma agenda político-gastronômica da qual resultou uma única informação de conteúdo: o cozido que o senador Jarbas Vasconcelos lhe ofereceu leva carnes de segunda com pirão de farinha de mandioca.

Suas propostas são um acúmulo de platitudes. Diz coisas assim:

"Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar."

Seu melhor momento deu-se quando citou o avô, Miguel Arraes:

"Na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para quê."

Não era citação, mas carapuça. Nenhum comensal de Eduardo Campos enunciou o "para quê" e muito menos ele ofereceu uma pista.

Campos propõe-se a "renovar a política". Durante a passagem da doutora Dilma por seu Estado um veículo do Instituto de Tecnologia de Pernambuco distribuía faixas louvando-o e uma jovem desempregada de 24 anos contou que prometeram-lhe R$ 20 para carregar a propaganda. Nas suas últimas campanhas presidenciais o PSDB alternou marquetagens, platitudes e cruzadas religiosas. Deu no que deu.

Um candidato que está na base do governo mas não está é uma contradição em termos, coisa de uma época que passou. Candidatos que se fizeram de rogados foram fritos. Na última eleição municipal deu-se em São Paulo um fenômeno que merece ser estudado por quem pretenda vencer uma eleição majoritária. Depois de uma campanha na qual o PT tinha um poste e o PSDB um candidato relutante, o asteroide Celso Russomanno tinha 46% das preferências na zona leste da cidade. Em duas semanas, caiu para 24%, um desfalque estimado em 270 mil votos. Ele tinha fama como apresentador de programa de TV, sem partido forte ou tempo de propaganda gratuita. Na reta final, propôs uma tarifa de ônibus diferenciada: quem fizesse percurso maior pagaria mais. Tradução: o trabalhador que mora longe do serviço tomaria uma mordida. Russomanno não chegou ao segundo turno.

As eleições brasileiras não se decidem mais num joguinho de doações, marquetagens e alianças de cúpula. Como nos cozidos, esses ingredientes temperam o prato, mas, sem carnes, nada feito, pois tanto um bilionário como um esfomeado sabem quando não há substância no prato.

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