Ficha Corrida

04/09/2016

Culpa in eligendo

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Cucarachas,EUA,Quinta Coluna,Tio Sam,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 11:22 am
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bandeira 4Vou concorda com as exigências da política imigratória dos EUA. Eles estão no chiqueiro deles. É por isso que lá prendem José Maria Marin, que no Brasil é, como Ricardo Teixeira, rei, teúdos e manteúdos da Rede Globo.

Vou discordar das acusações contra os agentes ianques porque nossos “cucarachas” que teimam em ir pros EUA merecem exatamente isso.

Quem não se respeita não vai ser respeitado. Quem não se valoriza, não será valorizado. Primeiro porque eu já mais pisaria nos EUA. Há anos tentam me levar pra lá. Prefiro a Croácia. Mil vezes a Grécia e, por que não, a Itália.

A escolha de ir aos EUA tem enquadramento legal perfeito: culpa in eligendo… É a Meca da cultura vira-lata

O que falta na relação Brasil x EUA é reciprocidade, dar ianques que aportam por aqui o mesmo tratamento recebido lá. A culpa é destes governos de quinta coluna, de República das Bananas, destes que se curvam para tirar os sapatos para entrar nos EUA.

Ao se colocarem como capachos, indo beijar a mão do Tio Sam, nossos golpistas dão razão ao modus operandi ianque.

Há um ditado muito apropriado para o caso: em Roma, como os romanos. Quando nos EUA, comporte-se como os norte-americanos. Se quiser se comportar como brasileiros, vá pra Roma…

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA, por André Araújo

Andre Araujo – sab, 03/09/2016 – 13:01 -Atualizado em 03/09/2016 – 13:01

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA

por André Araújo

Dois casos em um mês. Não dão explicações, o que seria o minímo para um Pais como o Brasil que é o 5º em envio de turistas para os EUA. Algumas lições tem que ser tiradas desses dois lamentáveis casos.

1. A Polícia Federal brasileira, que é a nossa polícia de imigração, deve IMPEDIR a viagem de menores de idade aos EUA, MESMO COM AUTORIZAÇÃO DOS PAIS. Os EUA simplesmente não reconhecem essa autorização. A punição é desproporcional, absurda, feroz e traumática para os ou as menores.

Detém a menor, em local de onde não pode sair, portanto é PRISÃO, sem prazo. Para soltar a menor a famílea precisa ir aos EUA,contratar advogado, ir a um juiz. É um pesadelo. As famílias recorrem à diplomacia brasileira nos EUA, o que pouco adianta, há seculos diplomatas brasileiros DETESTAM se movimentar para atender brasileiros no exterior.

Portanto em nome do País e da lógica, a Polícia Federal tem que simplesmente não deixar embarcar menor desacompanhado para os EUA, é muito risco, a Imigração americana está no Homeland Security, um Ministério de brucutus paranóicos, nem o State Department mexe com eles, são considerados brutamontes grosseiros.

2.A Polícia Federal brasileira tem que fazer uma cartilha para brasileiros que viajam aos EUA, alertando sobre as maluqices, idiossincrasias, paranóias, implicâncias dessa gente mal educada e pouco civilizada, cismam com bobagens como  tirar foto no recinto deles, não pode dar risadinha, fazer piada, gracinha, falar alto, olhar direto, fazer sinais, tocar neles (ai está ferrado), no guichê vai um de cada vez, não podem ir duas amiguinhas, não fazer pergunta aos guardas, não se mostrar confuso ou atrapalhado, ter o endereço de destino em mãos sem hesitar, ESPECIALMENTE ser claríssimo, repito CLARÍSSIMO e sem hesitação do que vai fazer nos EUA, ou é turismo, ou é estudar, ou é visitar parente ou é fazer negócios, não fale que vai fazer uma coisa e se der tempo também vou fazer outra, se não falar inglês é melhor nem ir aos EUA, vai ao Pantanal, a Itacaré, a Troncoso, Itaipava, Caxambu ou Cartagena.

Nessa cartilha da Polícia Federal uma página para o "dress code" de viagem, ajuda muito e pode evitar problemas na imigração. Viajar de roupa composta, não precisa ser de grife mas roupa em ordem, sapato e não chinelo, calça social e não bermuda, um blazer ajuda muito e é bom para guardar documentos, pochete nunca, mochila parece terrorista com bomba, pasta ou maleta de couro e não de pano encardido, tudo isso ajuda a passar na imigração.

Nas academias de polícia nos EUA há curso completo de "profiling" ou seja, como achar suspeito pelo visual, sujeito chumbrega, encardido e cara de doidão aumenta o risco de checagem maior e aí acham pelo em ovo, se for de terno e gravata ai então passa batido. Ja vi sessentão embarcar para Washington em novembro de bermuda, havaiana e camiseta de padeiro e não levava casaco, desceu assim mesmo, a falta de noção é marca registrada de turista brasileiro, especialmente os de primeira viagem tipo "nova classe media".

Outra dica, se não são viajantes experientes EVITEM destinos de aeroportos secundários, a imigração é mais complicada e implicante, uma das mocinhas desceu em Detroit para ir a Miami, não tem cabimento, Miami, Nova York e Washington estão mais acostumados a latinos, Dallas, Houston, Chicago e Atlanta não recomendo, eu só uso Dallas mas estou acostumado, se vai na primeira vez por um aeroporto, procure ir nas demais vezes pelo mesmo.

3.No mundo há muitos lugares lindos, EUA tem que ser a última opção para quem não é traquejado em viagens internacionais. É um País de muitas regras e horários, jantam e dormem cedo, exigem pontualidade, são chatos e exigentes, cruz credo, só se vai em caso de necessidade.

4.O Itamaraty deve pegar mais pesado nesses dois casos, duas mocinhas brasileiras foram destratadas e humilhadas, não pode passar batido, ao que eu saiba, NÃO HOUVE UM NOTA DE PROTESTO, o que caberia principalmente pela desproporcionalidade da pena e pela imperdoável falta de explicações do motivo da detenção. Se não quer deixar entrar, é um direito do Pais receptor, então DEPORTA no primeiro voo, não pode é prender sem dizer porque.

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA, por André Araújo | GGN

20/08/2016

Medalha de ouro na modalidade complexo de vira-lata

OBScena: vira-latas a rigor!

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Os EUA se expuseram como nunca para se apropriarem do petróleo do Iraque, Egito, Líbia, Síria, Ucrânia e Venezuela. Em relação ao Brasil não precisou fazer nenhum esforço. Aqui os A$$oCIAdos do Instituto Millenium montaram o golpe paraguaio para entregar o pré-sal sem que os EUA precisassem investir um centavo. José Tarja Preta Serra, representante máximo da Chevron, como revelou o convescote de Foz do Iguaçu, não só entrega como pede desculpas por eles terem de vir buscarem nosso petróleo. Pitbull com o Uruguai, a quem tentou comprar, fez-se de Luluzinho da Pomerânia em relação aos delinquentes travestidos de atletas ianques.

A Rede Globo, mentora, teúda e manteúda do golpe, infectou seus midiotas com o complexo de vira-lata. Chama-los de quinta coluna é um elogio, são lesa-pátria, que atentam não só contra o presente mas principalmente contra nosso futuro

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis

José Carlos de Assis – sab, 20/08/2016 – 09:09

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos

por J. Carlos de Assis

Esses nadadores norte-americanos deveriam receber uma medalha especial de diamante por perderem quatro provas simultaneamente com apenas algumas braçadas num posto de gasolina durante os Jogos Olímpicos do Rio: a prova de desmoralização do esquema de segurança dos jogos, a prova de tentativa de desmoralização dos atletas russos patrocinada pelos Estados Unidos por suposto doping, a prova de exibição de vaidade pelo Ministério Público determinado a aparecer no meio da confusão midiática, e a prova de vassalagem aos americanos por parte de William Wack ao atribuir a repercussão pelo vandalismo dos atletas não à atitude deles, mas à fama de insegurança do Rio.

Vamos aos poucos. Grande parte da imprensa americana torceu abertamente contra o sucesso das Olimpíadas do Rio sob o argumento de que a cidade é dominada pela crimiinalidade. Não bastou o fato de que o Comitê Olímpico Brasileiro, em estreita colaboração com as autoridades municipais, estaduais, federais, mundiais e Exército, tenha apresentado um dos mais cuidadosos planos de segurança em olimpíadas no mundo. Talvez até tenhamos pecado por excesso. Algumas prisões de supostos terroristas foram realizadas mais por precaução do que por risco efetivo de atentados. Numa palavra, para a organização de segurança de grandes eventos, demos um exemplo espetacular ao mundo.

É evidente que, diante do maior evento de relações públicas do mundo, a atitude dos atletas foi de grande benefício para a autoestima do Rio. Em outro ponto, porém, a contribuição dos atletas foi ainda mais espetacular. Os Estados Unidos, diretamente ou através de parceiros, tentaram de todo modo desmoralizar a Rússia e tirar seus atletas da competição sob o argumento de que havia um esquema estatal de doping. Entretanto, essa acusação não chegou a ser bem explicada. De fato, se era uma ação do Estado, os atletas não tinham culpa. Se era uma ação dos atletas, o Estado russo não tinha culpa. Por mais cruel que isso possa ser para atletas paraolímpicos, eles estão sendo barrados nas olimpíadas do Rio.

Diante disso, é preciso avaliar o que é pior para o moral de um país: ter arruaceiros entre seus atletas ou participarem esses atletas de um doping eventualmente involuntário. De qualquer modo, e tomando em conta a repercussão na imprensa, a arruaça ganhou do doping. A imprensa brasileira, e grande parte da imprensa mundial dedicaram uma semana para demonstrar que os americanos são arruaceiros, mentirosos e covardes. Os russos, inocentes ou não, se livraram dos holofotes. E espero que seus atletas paraolímpicos venham para a competição pois seria uma crueldade, por razões obscuras, deixá-los fora, ainda eles que são heroicos portadores de necessidades especiais.

Finalmente, o quarteto da arruaça deu oportunidade a William Wack para fazer uma grave reserva no Jornal da Globo quanto ao comportamento dele: são maus meninos, sim, deu a entender ele. Mas devem ser desculpados por causa da fama de criminalidade do Rio. Então é isso. Para a Globo e seus mais eminentes jornalistas, a arruaça e a quebradeira, desde que feitas por americanos, é um desvio menor. Pior é nossa criminalidade, mesmo quando ela não aparece nas estatísticas da Olimpíada. Talvez para se contrapor a essa vassalagem, um promotor fez o oposto: decidiu pedir o aumento da multa dos atletas para R$ 150 mil, a fim de ter alguns minutos adicionais de fama nessa pantomina olímpica.

J. Carlos de Assis – Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ.

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis | GGN

30/07/2016

Diferenças entre Brasil e Venezuela

As revelações do WikiLeaks a respeito do papel da boqueteira substituta de Monica Lewinsky, que pode, diante do pato Donald Trump, até vir a gozar de novo, dizem mais a respeito do Brasil do que da Venezuela e dos EUA. Qualquer pessoa dotada de um mínimo de discernimento sabe que, como na fábula da rã e do escorpião, é da natureza dos EUA a busca de submissão de qualquer país aos seus interesses. Até aí, nada de novo a respeito dos impérios. Uma frase de Porfirio Díaz é suficiente para comprovar isso: "Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos." Falar sobre isso é chover no molhado.

Além do DNA do escorpião, os EUA também tem atração fata pelo petróleo. E o roteiro das guerras mais recentes, desde a derrubada do Xá Reza Pahlevi, passando pela invasão do Kwait, Iraque até as mais recentes  do Egito, Lívia, Ucrânia, Síria não é de estranhar que tenha tido papel crucial nas sucessivas tentativas de derrubar Hugo Chávez e agora Maduro. São todos países grandes produtores de petróleo.

E assim chega-se ao Brasil do Pré-Sal. Mas há aqui uma diferença substancial. Enquanto em relação aos outros países os EUA se obriga a agir de forma explícita e sub-repticiamente, com o Brasil se dá de forma absolutamente inversa. São os brasileiros que fazem comitiva para ir aos EUA oferecendo nosso Petróleo. Ficou famoso um convescote em Foz do Iguaçu quando José Tarja Preta Serra ofereceu a Chevron, caso fosse eleito, a Petrobrás. Não por acaso é da trupe que buscou mudar o nome para Petrobrax para torna-la mais atrativa, mais palatável ao paladar norte-americano.

O exército de vira-latas nacionais que peregrinam aos EUA, como faziam os sátrapas da antiga Pérsia, para oferecer o Brasil na bandeja pode ser visto pela TV, Rádio e Jornal todos os dias. Nossos quinta colunas são assumidos. Não têm a mínima vergonha de dizer que vão a Miami comprar ternos chineses. No Brasil adotam uma postura de fidalgos europeus, mas nos EUA são tratados como autênticos cucarachas made in Paraguai. Pior, gostam disso.

A pior das prostitutas têm mais dignidade que os nossos fundamentalistas que gozam só de virar a bunda pra meca imperialista. A sabujice, a subserviência aos interesses ianques é ativo da nossa plutocracia. O Google está aí para quem quiser saber quem são os que, por qualquer dá cá esta palha, praticam a arte de tirar os sapatos e arriar as calças ao Tio Sam. Nossos puxa-sacos peregrinam em busca de auxílio para melhor foder com o Brasil e os Brasileiros.

Se hoje temos uma cleptocracia provisória no Planalto, não é porque os EUA impuseram, mas porque é tudo o que nossas “instituições” tem a oferecer aos EUA em termos de capachismo.A diferença entre Brasil e Venezuela, com o perdão do vocabulário, é que enquanto os EUA fazem boquete na direita venezuelana, os nossos vira-latas fazem fila, cheirando um a bunda do outro, para fazerem boquete no Tio Sam.

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela

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Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks; em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem"

30 de Julho de 2016 às 07:16 // Receba o 247 no Telegram

Da Carta Maior Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks.

Em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem".

Sua resposta estava alinhada com a estratégia da embaixada norte-americana em 2006, também revelada nos telegramas da inteligência do WikiLeaks: "uma proximidade criativa dos EUA até os parceiros regionais de Chávez irá desencadear um abismo entre eles e Chávez", disse o telegrama confidencial da embaixada. "Nos recusando a levar a sério cada surto de Chávez, vamos frustrá-lo ainda mais, pavimentando o caminho para mais erros Bolivarianos. Também abrimos espaço para que outros atores internacionais respondam".

A Espanha estava entre os países dispostos a ajudar os EUA em sua estratégia subversiva de relações exteriores. A ex-secretária de Estado, Madeleine Albright, passou a mensagem da administração do primeiro ministro conservador, Mariano Rajoy, em 2012, expressando intenções de "reorientar a política estrangeira da Espanha para que possa trabalhar com a dos EUA na América Latina, especialmente na Venezuela e em Cuba … Com o aparecimento de uma transição em Cuba e algo significante na Venezuela (e possivelmente nos Andes), uma relação forte de trabalho entre os EUA e a Espanha seria de grande ajuda".

Se tratando de reuniões regionais, Clinton estava especialmente preocupada com a Venezuela. Respondendo a uma declaração da ONU contra o golpe de Honduras em 2009 – que ela apoiou – Clinton mudou de assunto para a Venezuela: "Ok – mas eles já condenaram a Venezuela por negar liberdade de imprensa?" ela escreveu para o chefe de gabinete assistente, Jake Sullivan.

Ele respondeu: "eu duvido muito. E isso é só a ponta do iceberg", ao que Clinton escreveu, "Ah, esse iceberg proverbial". Clinton foi cautelosa em não responder a todas as "artimanhas" de Hugo Chávez, mas sua equipe insistiu que as políticas venezuelanas eram uma ameaça aos interesses estadunidenses.

Um e-mail aconselhando como gastar os fundos da Agência Estadunidense de Desenvolvimento internacional (USAID) sugeriu fortemente frear o apoio a estados de esquerda como Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba porque o dinheiro "poderia prejudicar um desenvolvimento democrático real ao entregar ‘propriedade’ a populistas centralizadores".

Clinton deveria usar linguagem como "’propriedade local’ de um modo sutil" para evitar que suas palavras sejam "usadas contra ela por demagogos e cleptocratas", disse o e-mail. Quaisquer fundos canalizados em tais estados não confiáveis, adicionou o e-mail, deve ser acompanhado de "mudanças de comportamento humano".

Ajuda internacional para a Venezuela foi deslocada, mas transmissões para contrariar "propaganda" local foram amplificadas.

O Conselho de Transmissão de Governantes (BBG) – que comanda as estações Marti, Voz da América, Rádio Livre Europa/Rádio Liberdade, Rádio Livre Ásia e as Redes de Transmissão do Oriente Médio – exigiram mais financiamento em um e-mail de 2010 enviado para Clinton para "combater os esforços de diplomacia pública para os inimigos da América, os quais ele (presidente Walter Isaacson) identifica como Irã, Venezuela, Rússia e China".

O BBG, com um orçamento anual de $700 milhões – agora em $750 milhões – estava "encarando uma competição crescente de incursões de outros governantes na transmissão internacional … incluindo a TeleSur da Venezuela".

Um mês depois, quando o Conselho estava sofrendo com cortes, a senadora da Flórida, nascida em Cuba, Ileana Ros-Lehtinen sugeriu que os recursos fossem focados em países de alta prioridade como Cuba, Venezuela e Equador. "Que a diversão comece – e vamos continuar com nossos planos", respondeu Clinton.

Outro e-mail vazado da agência de inteligência, Stratfor, descreveu o BBG como "responsável pelas agressões via TV e rádio contra Cuba", que recebeu sua própria categoria de financiamento estatal de quase $40 milhões. O Conselho se separou do controle do Departamento de Estado em 1999, se tornando oficialmente uma agência independente. "O Congresso concordou que a credibilidade do sistema de transmissões internacional dos EUA era crucial para sua efetividade como ferramenta diplomática", de acordo com o orçamento de 2008 do Congresso sobre operações estrangeiras.

Enquanto agia com frieza e desprezo com a Venezuela, Clinton era gentil com ‘jogadores’ da América Latina que se opunham às políticas de esquerda do país. Sua conselheira e chefe de gabinete, Cheryl Mills, a enviou uma recomendação para que Mari Carmen Aponte fosse apontada como embaixadora dos EUA em El Salvador. Aponte, notou o e-mail, "lutou consistentemente contra os esforços de Cuba e da Venezuela para ganhar influência na América Central e como resultado de suas habilidades de negociação, os EUA e El Salvador irão abrir um centro de monitoramento eletrônico novo e conjunto que será uma ferramenta para lutar contra crimes transnacionais".

Ela ganhou a indicação e depois se tornou secretária de Estado assistente de Relações Ocidentais.

Clinton também foi bombardeada por dizer, "estamos ganhando!" quando a oposição venezuelana ganhou a maioria de assentos no parlamento em 2015 e por servir como secretária de Estado enquanto a Administração Nacional de Segurança (NSA) espionava regularmente e Venezuela.

Créditos da foto: Tech Sgt. Cohen A. Young

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela | Brasil 24/7

26/07/2016

Teoria da DependênCIA, de FHC & CIA

FHC & ClintonCom nojo dos nossos grupos mafiomidiáticos, vejo  todos os dias a RAI, Rede Internacional de Televisão Italiana. É uma espécie de fuga, confesso, e de saúde mental, gostaria de crer. Não perco os episódios “Un giorno nella Storia”. Hoje, por exemplo, falava de Vitaliano Brancati, um escritor siciliano que flertou com o início do fascismo mas que cedo renegou-o. Não é a todos que é dado a capacidade de identificar o ovo da serpente. Alguns só se dão conta depois de serem picados.

Poucos descobriram em FHC um agente dos interesses norte-americanos. Menos ainda foram os que denunCIAram seu trabalho de quinta coluna. Eleito e tendo feito das tripas  coração para destruir, com o PDV e a privataria, pouco se associou seus antecedentes teóricos com a prática no executivo.

Afinal, será que é tão difícil assim entender que a Teoria da Dependência é seu tributo aos seus finanCIAdores ideológicos. Se eu disser que só serei independente se depender de meu pai, dirão que sou louco, mas essa tem sido o projto de vida de FHC: o Brasil só se tornará um país independente se submeter aos EUA. FHC acredita que é melhor viver de migalhas, embaixo da mesa, do que tentar participar do banquete. Nunca uma personagem da história do Brasil encarnou tão bem o Complexo de Vira-Lata. Quando teve a oportunidade, FHC pôs em prática sua teoria, de subserviente. O modelo fracassou de público e crítica.

A eleição de Lula foi um giro de 180º. Pegou um time desacreditado em si e transformou em campeão da transformação social. Não só em termos econômicos, mas na esperança de chegar à universidade, de ter acesso aos serviços públicos, como saúde, mas, sua primeira iniciativa foi atuar para que os miseráveis pudessem fazer pelo menos 3 refeições por dia. Nem precisa dizer que sofreu todo tipo de boicote e ódio. Basta citar apenas dois episódios emblemáticos: Danusa Leão, musa da plutocracia, manifestando sua inconformidade com o fato de ter de dividir aeroportos internacionais com filhos de empregadas domésticas. O segundo exemplo foi dado por um funcionário da RBS, Luis Carlos Prates, representante máximo da cleptocracia midiática, que se mostrou inconformado com o fato de que, nos governos petistas, “qualquer miserável agora pode ter um carro”. 

As cinco famílias que dominam os tradicionais meios de comunicação (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) atuam como caranguejos no balde: quando um pobre caranguejo está buscando sair do balde, os outros o puxam pelas pernas. Bastou o Brasil respirar um pouco de democracia para que a plutocracia se insurgisse e construísse esse golpe paraguaio. Um golpe que coloca no comando da nação um exemplo clássico de quadrilha a serviço. Minam as esperanças e entregam o patrimônio, arduamente construído por todos os brasileiros,aos moldes dos antigos sátrapas persas.

E tudo isso se tornou possível, inclusive o golpe em curso, graças ao amestramento da manada de midiota que tem na Rede Globo sua égua madrinha. Tanto é assim que hoje a justiça já não é mais aquela ditada pelo STF, mas pelo Merval Pereira, o porta-boss da elite cleptocrata.

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena

Por Fernando Brito · 26/07/2016

A natureza colonial de nossa elite, antes de significar a adesão à metrópole, implica a renúncia à ideia de ter um destino próprio. Ela  não se vê e não se quer como parte – privilegiada que seja – de uma nação, para o que é necessário compreender pertencer a um povo.

Num rabisco sociológico, não tem sentimentos de pertença – de ligação natural, de mesmo heterogênea, fazer parte de uma coletividade nacional. O prior, ainda seguindo este esboço, é que esta elite serve como referência para um grupo imensamente – e ponha imensamente num país com o grau de urbanização e o tamanho do Brasil – que a elas imita, porque a ele quer e crê pertencer.

Duro, mas preciso, o artigo da jornalista Eleonora de Lucena, na Folha de hoje, é um retrato agudo do comportamento desta elite, que não é apenas suicida, porque mata, ou tenta matar ao longo da história, a vocação do Brasil para ser uma das grandes – e certamente a de mais “biodiversidade” humana – nações deste planeta.

Escracho

Eleonora de Lucena*, na Folha

A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.

Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.

Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.

Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.

Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.

Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.

Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.

Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.

O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.

Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.

Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.

A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de “Fora, Temer!”. Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a “teologia da prosperidade” talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas.

*Eleonora de Lucena é repórter especial da Folha e foi Editora-executiva do jornal de 2000 a 2010

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

25/06/2016

Lula, o ódio não ultrapassa fronteiras

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Eurozona,FHC,José Serra,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 12:34 pm
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Serra_EUAQuando Lula ganhou sua primeira eleição, na véspera da posse, passei o réveillon em Buenos Aires. A Argentina vinha de uma crise que atendia por muitos nomes, mas o mais pomposo era irmão gêmeo do que antecedeu Lula. Carlos Menem foi pra Argentina o que FHC foi para o Brasil. O desmantelamento do Estado e a institucionalização da cleptocracia. A implantação de Gilmar Mendes no STF prova, contudo, a necessidade de proteger.

A diferença é que a Argentina teve de passar por De La Rua… Os jornais argentinos, na véspera da posse de Lula, estampavam manchetes que suspiravam esperança: ”Quem será nosso Lula?”. Lula e Dilma transformaram o Brasil, com  reconhecimento internacional. Graças aos veículos internacionais, os seus caçadores internos, tirando os mais alucinados, mantém uma boa dose de precaução. Salivam de raiva toda vez que um veículo externo expõe as vísceras dos golpistas.

Nenhum outro presidente brasileiro foi condecorado com tantos título de Doutor Honoris Causa quanto Lula. Tampouco terá, simplesmente porque nossa plutocracia incensa somente vira-latas. Nossa elite festeja quem escreve livros exaltando a subserviência aos EUA. FHC, camelô das ideias do sociólogo chileno, Enzo Faletto,  vendeu a Teoria da Dependência como suprassumo da nossa emancipação. Resumidamente, a ideia é que a dependência aos EUA é que nos dará independência. Sonham em nos transformarem numa grande Porto Rico. Segundo o Ministro José “Tarja Preta” Serra, bom mesmo é entregar a Petrobrax à Chevron.  O sonho da nossa plutocracia é comprar ternos chineses em Miami

A propósito da fragmentação da União Europeia, o jornal argentino Pagina12 se pergunta que fantasma avança sobre a Europa, porque sobre o Mercosul já sabemos de onde vem a ordem de desmantelamento. O fantasma brasileiro é decorativo, tão “brasileiro” como Halloween.

Enquanto no Brasil caçam Lula, n exterior continua sendo citado como um estadista profético.

¿Cuál fantasma?

Por Martín Granovsky

El salón entero aplaudió cuando la traductora pasó al francés lo que había dicho Lula en portugués: “Cuiden la Unión Europea, porque es un patrimonio de la humanidad”. Lo afirmó en su discurso de aceptación del Doctorado Honoris Causa en el prestigioso Centro de Estudios Políticos de París, conocido en la jerga de los investigadores como Sciences Po, en septiembre de 2011. Sin embargo, ni en ése ni en otros mensajes el ex presidente brasileño se permitió un elogio bobo de la UE. Para Lula, la integración europea había sido una herramienta de superación de las guerras. Lula, además, miraba a Europa como un espacio para la conquista de derechos sociales durante el siglo XX. Su alusión a la UE como patrimonio de la humanidad debía ser entendida en ese contexto: como una contribución regional a un mundo más pacífico y como el laboratorio del Estado de bienestar. De un Estado de bienestar que el líder brasileño llamaba a proteger hasta en sus más mínimas conquistas.

Ahora que el Brexit ya es una decisión popular y que el Reino Unido se irá de la UE, quizás la aproximación de Lula a la cuestión europea sirva para imaginar escenarios y problemas nuevos.

Las centrales sindicales hicieron campaña en contra del “exit”. La TUC, la CGT británica, sostenía que un Brexit significaría menor protección social, con riesgo para el sistema público de salud, y que la situación de los trabajadores podría empeorar. Aclaraba, por cierto, que las cosas no estaban bien. En el laborismo ese discurso sobre los riesgos de romper con la UE se hizo mayoritario y obligó a pronunciarse contra el Brexit a dirigentes tradicionalmente euroescépticos como el propio jefe, Jeremy Corbyn. En 1975 Corbyn votó a favor de romper con la Comunidad Económica Europea. En 1993 votó en contra del Tratado de Maastricht, que no solo fue la base jurídica de la UE sino su fundamento ortodoxo con topes al déficit fiscal. En 2008 dijo que la UE “siempre tuvo un serio déficit democrático”. Y el año pasado hizo un pronóstico de hecho sobre el Brexit: “Si Europa se convierte en una organización brutal que trata a todos sus miembros como ha tratado a los griegos, entonces Europa perderá el apoyo de muchos ciudadanos”. O sea que Europa como organización ya habría dejado de ser el escudo contra miles de años de guerra para convertirse en el fórceps capaz de apretar tanto, pero tanto, que produciría implosiones y explosiones en toda la región.

El futuro de Corbyn servirá para medir qué pasa en una Europa convulsionada por la dispersión, el desempleo, la crisis y la xenofobia. Su campaña contra el Brexit fue liviana y ahora, dentro del laborismo, los partidarios de quedarse en la UE lo acusan de haber ayudado a los simpatizantes de la salida. Pero el Brexit ganó en distritos industriales y laboristas como Birmingham, la segunda ciudad del Reino Unido.

El laborismo, ¿conseguirá retener políticamente a esos obreros para que terminen en la extrema derecha como sucede en los arrabales de Francia? Para ese reto, ¿hay alguna figura laborista mejor que Corbyn? ¿Cuánto tiene la TUC hoy de pertenencia a la élite política y cuánto de representatividad verdadera?

El Reino Unido siempre hizo gala de su diferencia con el resto de Europa. “British is different” es una frase clásica. Incluso hay chistes autoirónicos: “¿Saben qué es el sexo? Una actividad que se practica en el continente”. El continente, como es obvio, no abarca a las islas británicas.

El Brexit, entonces, ¿supone una tendencia europea o debe ser leído como un modo de confirmar la britaniquísima identidad en la diferencia?

Una UE con austericidio, como dice el economista Paul Krugman, o sea obsesionada con el recorte del gasto público, ¿es parte de la solución o es el problema? ¿No fue la UE de los últimos años la que permitió el reinado de la troika integrada por la Comisión Europa, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional? Veloz para montar la ola, el líder Pablo Iglesias de Podemos, el partido que busca ser el segundo en discordia en las elecciones de mañana, ya dijo que “de una Europa justa y solidaria nadie querría irse”.

“Un fantasma recorre Europa”, comenzaban Carlos Marx y Federico Engels el Manifiesto de 1848. “El fantasma del comunismo.” Hoy otro fantasma recorre Europa. El punto es saber cuál.

martin.granovsky@gmail.com

Página/12 :: El país :: ¿Cuál fantasma?

01/06/2016

Prometeu Acorrentado

OBScena: a águia rouba nosso pré-sal da mesma forma com que comia o fígado de Prometeu.

tio samNa peça de Ésquilo, a história é sobre deuses. O semi-humano Prometeu está preso a rocha e seu fígado é comido pelas águias. Eu diria, urubus. Zeus recusou aos homens os seus dons, da mesma forma que pensou envia-los todos ao inferno. Entre os dons que Prometeu deu aos homens estava o de poderem escapar da morte. Mas o maior benefício que Prometeu concedeu aos seres humanos foi o fogo. Com o fogo se espanta animais ferozes, mas também se prepara os alimentos. Por esse motivo Prometeu sabia que iria ser punido por Zeus. Ao salvar milhões da miséria, como fez com o programa Fome Zero, Lula desencadeou a ira dos deuses. Numa República de Bananas ajudar pessoas a sair da miséria é crime capital é quem ousar merece ter o fígado comido em vida.

Não há almoço grátis, escreveu Milton Friedman. A obsessiva caçada ao Grande Molusco terá de aumentar o preço do botim para manter a rédea nos capitães-de-mato. Mas há um dilema. Se esticar demais a corda, perde a construção da prova. Se não apertar, ele fala o que não é música para os ouvidos dos caçadores.

O edital foi lançado: se matar, 450 kg de argumentos e 300 virgens em Liechtenstein. Se também trouxer a cabeça, apartamento em Miami e papel higiênico made in Panama Papers pro resto da vida. Em caso de a Estória bater com os desejos dos ventríloquos do Tio Sam, há uma lista de presentes à espera em diversos lugares: Lista Falciani do HSBC na Suíça; Lista Odebrecht com Marcelo & Famiglia; Lista de Furnas com os políticos de Minas Gerais

A informação do direcionamento da delação seria apenas uma patacoada de bolivarianos não fosse o fato de sair dos mesmos fornos crematórios que transformaram o Brasil numa República das Bananas. Sem provas, as hienas piram…

Enquanto caçam Lula, Eduardo CUnha deita e rola pra cima do orçamento público como rato em queijo suíço.

Para quem achava muito ver a plutocracia instalar a mais abjeta cleptocracia, ainda não viu nada. Cenas trash podem sair nos próximos capítulos.

A história do Brasil está sendo escrita para pessoas de pouco cérebro, estômato forte e nenhum escrúpulo. Ainda bem que, para se acabar, há promessa de uma felação premiada…

Como na tragédia, querem o fígado de Lula, vivo ou morto. Sua salvação depende de filiação ao PSDB. Seria seu passaporte para viver em paz.

Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

MARIO CESAR CARVALHO
BELA MEGALE
DE SÃO PAULO

01/06/2016 02h00

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.

Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula.

CORRIDA

Condenado em agosto do ano passado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Pinheiro corre para fechar um acordo porque pode voltar para a prisão neste mês, quando o TRF (Tribunal Regional Federal) de Porto Alegre deve julgar o recurso de seus advogados.

O risco de voltar à prisão deve-se à mudança na interpretação da lei feita pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro deste ano, de que a pena deve ser cumprida a partir da decisão de segunda instância. Ele ficou preso por cerca de seis meses.

A decisão da Odebrecht de fazer um acordo de delação acrescentou uma preocupação a mais para Pinheiro.

Os procuradores da Lava Jato em Curitiba e Brasília adotaram uma estratégia para buscar extrair o máximo de informação da Odebrecht e OAS: dizem que só vão fechar acordo com uma das empresas. E, neste momento, a Odebrecht está à frente, segundo procuradores.

A OAS e o Instituto Lula não quiseram se pronunciar.

16/03/2016

É deste Brasil que eu gosto

OBScena: mascotes da Operação Zelotes e do Operação Ouro Verde (Portocred)

gerdau e nelsonNão gosto do Brasil com filas de virar o quarteirão em busca de emprego por salário mínimo. E isso quando o salário mínimo era U$ 98 dólares. Neste momento, quando o desemprego alcança sua maior taxa depois de FHC, de 9%, índice inferior a maioria dos países europeus.

Não gosto do Brasil que via crime nas manifestações populares. Não gosto daquele Brasil em que os meios de comunicação de massa usavam do poder de uma concessão pública para derrubar governos democraticamente eleitos. Não gosto daquele Brasil em que estes mesmos meios de comunicação faziam parceria com os ditadores, seja para se beneficiarem economicamente, seja para participarem das sessões de tortura de presos clandestinos. Sou contra a volta a um Brasil em que os financiadores do DOI-CODI podiam participar das sessões de estupro, morte e esquartejamento de quem pensava diferente deles. São contra a volta ao tempo em que se escondiam da família os restos mortais das vítimas vilipendiadas clandestinamente, como faziam as peruas da Folha de São Paulo que auxiliavam no transporte para as valas comuns do Cemitério de Perus, em São Paulo. Mesmo que a Folha entenda que isso não fora uma ditadura mas uma ditabranda, mesmo que a Globo admita, em editorial, que foi um erro ter apoiado ditadores, ainda assim e por isso mesmo, não gosto do Brasil que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium querem nos impor novamente. Não quero este Brasil de volta. O normal é andar para frente. Poucos animais andam para trás. A volta para trás pedidas pela marcha dos zumbis é piada como aquela contada em livro pelo professor e escritor Dionísio da Silva: Avante, soldados: para trás!

Gosto de vira-lata, mas não suporto pessoas com Complexo de Vira-Lata. Quem vive falando mal do Brasil ou nunca viajou ao exterior, ou de nada serviram suas viagens. O que é uma pena. Em que lugar do mundo se pode produzir durante o ano todo, sem catástrofes naturais? Quantos países do mundo tem o potencial energético do Brasil? Quantos países do mundo tem a quantidade de praias tão belas quanto o Brasil? Quantos países do mundo tem uma pluralidade de raças e religiões que convivem tão bem uma com as outras? Apesar de que o WikiLeaks vazou dados de que os EUA estavam tentando insuflar ódio religioso no Brasil. Ainda não conseguiram implantar o ódio entre as diversas religiões, mas conseguiram disseminar o ódio político. É a velha tática usada em relação aos países africanos, dividir para escravizar. Que não é nova, pois até os persas insuflavam o ódio entre Atenas e Esparta de modo a enfraquece-los ambos e assim mais facilmente lhes tomar terra e água.

Se temos tanta pobreza não é por culpa da vítima, mas destas elites que saem a rua porque seus filhos têm de disputar vaga na universidade com alunos de classes. Se nosso racismo é renitente culpe-se quem, para criminalizar as cotas, perpetra um petardo de obscenidades com o sugestivo título “Não somos racistas”. Se temos tanta pobreza é porque as pessoas e empresas que criminalizam as políticas sociais são as mesmas que tomam empréstimo no BNDES, na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil. Por que eles buscam crédito no Bradesco ou no Santander. Esta mesma classe média financia seus apartamentos na Caixa, por que não usam um banco particular?

As manifestações vestidas com camisas com o escudo da CBF provam não sua ignorância, mas sua moral seletiva. Não sei se é falta de caráter ou mau caratismo, mas eles acham chic em chamar pragmatismo. A melhor herança das manifestações estão registradas nas justificativas do banqueiro Cláudio Procownick, o dinheiro é a medida de todas as coisas. Isso não explica apenas a prostituição, mas principalmente o renitente trabalho escravo.

Todo vez que ouço um sacoleiro de Miami falando mal do Brasil porque pode comprar ternos chineses mais baratos em terras ianques lembro de Nelson Rodrigues e do Complexo de Vira-Latas da nossa classe média. Digo classe média porque a elite não compra em Miami. Nossos ricos, não nossa classe média, compram na Via Mazzini, onde um simples par de sapato pode custar mais de U$ 2.500 dólares. Só o Diabo Veste Prada

É claro que o Brasil tem problemas, sendo que o maior deles é nossa herança colonial, a República dos Doutores. Deste período também herdamos a ideologia do “melhores quadros”, transformada pela reengenharia do PSDB em meritocracia ou choque de gestão. Todos sabemos em que consiste a meritocracia no PSDB, Aécio Neves é melhor exemplo disso. Nunca teve outra atividade além de político, embora aos 17, quando ainda era estudante no Rio de Janeiro, já tinha um emprego fixo no Gabinete do Tio, em Brasília. Quais eram seus méritos para ganhar emprego de gerente na Caixa Econômica Federal? Se fosse pelos méritos, quem deveria ter ganho estes empregos seria sua irmã, Andrea Neves. Aliás, o cabide em que José Serra pendurou a irmã da amante de FHC, Margrit Dutra Schmidt, explica um bocado a respeito da elite que troca o Brasil pela Avenue Foch. Esta meritocracia esqueceu Luciana Cardoso, irmã de FHC, por longos anos no gabinete do Heráclito Fortes. O choque de gestão ficou claro quando FHC entregou para seu genro, David Zylbersztajn, a administração da Agência Nacional de Petróleo.

Nossos vira-latas adoram citar “o Brasil não é um país sério”, porque tomam a si por medida. Atribuem a frase, por ignorância ou má-fé, ao estadista francês Charles De Gaulle. Uma frase destas jamais sairia da boca de um estadista como Charles de Gaulle. É frase típica do vira-latismo das nossas elites, que vestem camisas da CBF para protestarem contra a corrupção. Referendar a CBF não é coisa de ignorante, é comportamento de mau caráter.

Gosto do Brasil porque até corvos como Carlos Lacerda e seu clone, Aécio Neves, podem, de tanto cuspirem pra cima, se afogarem no próprio cuspe.

Gosto do Brasil porque, por vezes, até no STF há republicanismo, como faz agora Teori Albino Zavaschi, liberando integramente, sem vazamentos seletivos, a felação premiada do Delcídio Amaral. A seletividade continua existindo na velha mídia, divulgando seletivamente apenas as partes que endossam seu golpismo. E é compreensível, porque o golpismo está no DNA das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS). Elas não sobrevivem, como prova a falência da RBS em Santa Catarina, sem os dutos públicos. Veja que no RS o governo Sartori parcela o salário dos funcionários mas paga em dia a publicidade na RBS. Quem empresa deixaria de pagar seus funcionários para investir a publicidade? Para ficar no âmbito do Tiririca da Serra,  nem a Tumeleiro.

Gosto deste Brasil republicano dos governos de esquerda, que fortalecem as instituições. Só assim para que ocorra operações como Zelotes, a Ouro Verde e a Pavlova (entenda também porque não sai na imprensa gaúcha). Só deste modo ficamos sabendo das atividades do Delcídio Amaral, Eduardo CUnha, Márcio Fortes, Aécio Neves, famiglia Sirotsky, Gerdau, Nardes, Capez, dos coxinhas do Parcão, além da extensa Lista Falciani do HSBC

21/12/2015

Comprovado: além de vira-latas, os golpistas também são deficientes mentais

 

Perfil: o “Tio Sam” onipresente nos protestos na Paulista

Postado em 20 dez 2015 – por : Diario do Centro do Mundo

Tio Sam quer trazer a política dos Estados Unidos para o Brasil

Tio Sam quer trazer a política dos Estados Unidos para o Brasil

Todo mundo vê, nas manifestações contra o governo em São Paulo, a figura exótica de um homem fantasiado com as cores da bandeira americana, de um lado, e as da bandeira brasileira, de outro.  Seu uniforme é complementado por uma vistosa cartola que evoca também os Estados Unidos e por óculos escuros. Ele está sempre segurando a bandeira americana.

É o personagem ideal para ser fotografado, e se tornou, por isso, um dos ícones dos protestos.

Mas quem é ele?

Há muitas fotos, mas nenhuma informação. Um leitor do DCM preencheu um vazio num email que nos mandou.

Ei-lo:

“Ele passa o dia (todos os dias) nas principais esquinas das avenidas da cidade de Mauá (SP). Fica vestido o tempo todo assim. Não perturba nenhum motorista. Apenas passa o dia assim. Não pede absolutamente nada pra ninguém. Tive a oportunidade de conversar por alguns minutos com ele. E sim, ele deve ter algum distúrbio mental.

Os assuntos são confusos. Pra todos ele diz que podem chamá-lo de Tio Sam mas que seu nome é Luís Carlos Santos. Me falou sua idade, mas não recordo.

Diz que será candidato a vereador nas próximas eleições, e que em seu mandato trará a politica americana para nosso país. E esse é o motivo pelo qual passa o dia vestido assim, para se “promover”. Faça sol ou chuva. Quando digo que é todos os dias, é todos os dias.

Questionei sobre como  se alimenta, já que passa o dia todo na rua. Me contou que apenas toma o café da manhã e come algo quando alguém oferece (ele não pede) e no fim do dia vai para casa jantar.

Há alguns anos ele andava pela cidade com um carrinho e duas renas feitas de papel. Nesse carrinho havia caixas de som nos quais ele sempre tocava todos os ritmos musicais e entre eles o Hino Nacional. Porém deixou as renas e o carrinho de lado porque eram pesados.

É muito fácil de encontrá-lo. Sempre nas principais avenidas da cidade. Principalmente em frente à prefeitura da cidade ou em cima do Viaduto da Saudade.

Diário do Centro do Mundo » Perfil: o “Tio Sam” onipresente nos protestos na Paulista

16/11/2015

Não adianta latir, os EUA tratam cucaracha como vira-lata

Filed under: Complexo de Vira-Lata,EUA,Paulo Figueiredo Filho — Gilmar Crestani @ 11:51 pm
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Os EUA odeiam os puxa-sacos de porra nenhuma. Nem os cães são tão obsessivos na subserviência. Não há na história biológica animal invertebrado que desça mais baixo que o que mais baixo dos vira-latas. Por isso a raça superior se acha no direito de dar-lhe um pontapé na bunda.

A declaração do neto do ditador é uma piada pronta. Como sabemos, não havia corrupção na ditadura, e eles morreram pobres… E eu não me chamo Ahmed, nem sou Tramp eiro. Não é difícil de entender do sabujo, basta saber que seu avô preferia o cheiro de cavalos aos de humanos. Assim até parece que seu João Batista era profeta presbiteriano…

Sócio de Trump, neto de Figueiredo é revistado em aeroporto dos EUA e reclama: ‘Não me chamo Ahmed’

Postado em 16 de novembro de 2015 às 1:42 pm

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Diário do Centro do Mundo » Sócio de Trump, neto de Figueiredo é revistado em aeroporto dos EUA e reclama: ‘Não me chamo Ahmed’

20/10/2015

Com uma meia verdade pode-se contar uma mentira inteira

Pre-sal (2)José Serra e FHC cumprem, por vias transversas, promessa feita a Chevron no convescote de Foz do Iguaçu. A meia verdade é que entidade dos EUA vão processar a Petrobrás nos EUA. A mentira inteira está em não contar que as informações foram fornecidas por aqueles que dizem investigar a Petrobrás para proteger o patrimônio nacional. Sim, há quem queira quebrar a Petrobrás para entrega-la de bandeja, como Petrobrax, aos EUA. Sim, duas matérias saídas em outros jornais explicam muito bem de onde partiu a mentira de ataque à Petrobrás.

A charge do Santiago, ao lado, foi publicada tão logo se anunciou a descoberta do Pré-Sal. Premonitória, mas evidente. Desde o nascimento da Petrobrás se soube que a sua defesa sempre implica na criminalização dos seus defensores.

Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito de quem são os Quinta Colunas atuais, e que sempre houveram no Brasil, basta ver o que saiu ontem, mas que a Folha de hoje sonega de forma olímpica:

Agentes dos EUA recolhem provas da Lava Jato em processo contra Petrobrás
Lava Jato terá ajuda dos EUA para investigar Odebrecht

Não é sintomático que as maiores empresas brasileiras, as únicas em condições de competirem com empresas dos EUA, sejam atacadas por todos os flancos?! Alguém consegue imaginar o serviço de inteligência brasileiro, o MPF e a PF indo aos EUA buscar subsídio para processarem a Coca-Cola, o McDonald’s no Brasil?!

Recentemente a Argentina também foi processada pelos fundos abutres nos EUA. Um juiz, nos EUA eles ou são eleitos pelo voto popular ou são indicados pelo Executivo, Thomas Griesa, deu ganho de causa aos abutres. Alguém ainda há de lembrar da arapongagem dos EUA na Petrobrás, revelada pelo ex-espião da NSA, Edward Snowden?! Eles investigava, no Brasil, dois alvos: Dilma Roussef e a Petrobrás. Bingo! As duas entidades que estão sob ataque virulento dos vira-latas também conhecidos como agentes dos interesses dos EUA no Brasil.

Nós brasileiros, ao contrário dos argentinos, já não dependemos de juiz nos EUA para atuar contra o Brasil…

Pimco e mais três entidades processam Petrobras nos EUA

THAIS BILENKY
DE NOVA YORK

19/10/2015 19h09 – Atualizado às 21h12

Na sexta-feira (16), mais quatro autores passaram a processar a Petrobras na Justiça americana. Um deles é a gestora de ativos Pimco, que abriu uma ação individual contra a companhia na corte de Nova York.

Os outros três autores passaram a integrar a ação coletiva já existente, liderada pelo USS, fundo de pensão inglês. São eles o Tesouro estadual da Carolina do Norte, a entidade que representa aposentados no Havaí e o gestor Union Investment.

A adesão das três entidades à ação coletiva não altera o rito na corte, mas fortalece o pleito. A acusação sustenta que US$ 98 bilhões das ações e títulos da Petrobras foram inflados artificialmente pela companhia ao superestimar o valor de alguns de seus principais projetos. Segundo os autores, a diretoria da estatal tinha conhecimento da prática.

Em tese, todos os investidores que tinham participação acionária na Petrobras no período contemplado (2009 a 2015) são representados pela ação coletiva. A abertura de processos individuais mostra confiança de que os autores serão ressarcidos.

A Pimco, gigante do mercado financeiro, acusa a companhia de inflar preços artificialmente e fazer declarações falsas sobre o valor de ativos e lucros. Afirma também que a Petrobras distorceu informações sobre seus métodos de controle interno de corrupção.

A ação cita os ex-presidentes Maria das Graça Foster (2012-2015) e José Sérgio Gabrielli (2005-2012), além de outros funcionários, por supostamente terem ciência das práticas ilícitas.

Entraram como coautores a gestora Allianz, Western Asset e o fundo de pensão de funcionários da Boeing, entre outros.

A ação diz que o valor da Petrobras caiu de US$ 310 bilhões, em 2008, para os atuais US$ 33 bilhões e que a "integridade" da companhia está em xeque. A Pimco pede indenizações a prejuízos acumulados entre 16 outubro de 2010 e 15 de maio de 2015.

REFLEXOS DA LAVA-JATO

Em junho, a Corte de Nova York negou pedido da Petrobras para encerrar a ação coletiva que pede ressarcimento por perdas com corrupção e informou que as partes deverão se preparar para o julgamento até o dia 1º de fevereiro de 2016.

Com a ação, investidores querem recuperar os prejuízos daqueles que aplicaram em ADRs (recibos de ações na Bolsa de NY) ou em títulos de dívida da Petrobras de janeiro de 2010 a março deste ano.

As ações se iniciaram depois da descoberta do escândalo de corrupção na estatal revelado pela Operação Lava Jato.

27/09/2015

Decifrando o cérebro vira-lata

vira-latas tupiniquinsÉ impressionante o tanto que o brasileiro midiota é levado por seus manipuladores a adorar tudo o que norte-americano na mesma proporção do ódio por tudo o que é nosso, brasileiro. A tentativa de usar a solução norte americana para resolver nossos problemas é parcial e denunciadora do vira-latismo dos nossos maus copiadores. Primeiro porque o direito norte-americano é transacional. Lá tudo é medido em dinheiro. Tem para pagar, está livre. Não tem, vai preso. A parcialidade jurídica dos EUA se vê pela forma com que enfrentam a criminalidade, a falta de isonomia no tratamento quando envolve criminosos brancos e quando envolve suspeitos negros. Portanto, os EUA não exemplo para nada de bom.

Segundo, porque a visão parcial esconde outro dado do sistema judicial norte americano. Por lá, os juízes são escolhidos pelo executivo ou por sistema eletivo. A reeleição de George W. Bush em 2000, na Flórida, passa por esta forma de seleção da magistratura. Não são os melhores, os mais bem preparados, mas aqueles que melhor transacionam, seja no voto ou em dinheiro mesmo.

O novo filme de Woody Allen, O Homem Racional, dá a medida do que nossos importadores querem nos impor como modelo de aplicação da justiça. Se o que temos não é suficientemente bom, o que pretendem nos impor é ainda pior. Seria o coroamento dos dois pesos e duas medidas, peso de ouro, medida em dinheiro.

Os filmes sobre corrupção nos EUA mostram que por lá a corrupção não é menor do que por aqui. Um único dado é prova disso: a máfia nos EUA é ainda mais forte do que na Itália. Além disso, consumo de drogas nos EUA é muitas vezes maior do que na Colômbia. Portanto, tem muito mais traficante nos EUA que em todos os países abaixo do Rio Grande.

O que a lavagem cerebral dos filmes de Hollywood fez na cabeça dos nossos vira-latas é algo que embora seja compreensível é inadmissível.

O mimetismo do sistema jurídico ianque está para a apropriação da Petrobrás na mesma proporção e sentido do treinamento da Escola das Américas estava para o domínio do Brasil via tortura na ditadura. Não é mero acaso que a Operação Lava Jato esteja casada com a contínua tentativa (Petrobrax) dos mesmos atores de entregar o pré-sal para a Chevron. Usa-se um fato concreto, a corrupção, para provocar outro, o atendimento dos interesses ianques.

Lei da delação aproxima direito brasileiro da cultura jurídica dos EUA

Apego excessivo ao formalismo e estratégia beligerante de defesa perdem força e dão lugar ao advogados aptos a conduzir negociação

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBA

A imagem é típica de filme americano: um promotor, um advogado e o réu negociam um acordo para diminuir a pena. Rotina na Operação Lava Jato, a cena consolida a aproximação do direito penal brasileiro com o americano.

"Não tem mais volta. O que vai acontecer é filme americano, sem tirar nem pôr", diz o criminalista Marlus Arns de Oliveira, defensor de cinco na operação que desvenda corrupção na Petrobras. A semelhança mais evidente é a delação premiada: a Lava Jato fechou cerca de 30 acordos.

A prática se inspira na tradição do direito dos EUA, que prevê acordo até com homicidas. No Brasil, o instrumento foi regulamentado há dois anos e por ora só é usado em casos de crime organizado.

"Foi essencial. Criou um atalho para nós", diz o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. "Coisas que eu ficaria anos investigando, ou até pegaria caminhos errados, são facilitadas com a palavra do colaborador."

A inspiração americana foi além: a lei que instituiu delação deu direito a policiais de acessar dados de companhias aéreas, bancos e outras empresas sem precisar de ordem judicial. Também criou o agente infiltrado e a ação controlada, em que investigadores podem retardar intervenção em crimes para tentar obter provas mais robustas.

"Na criminalidade moderna, os instrumentos antigos, do tipo Sherlock Holmes, não são suficientes", diz o advogado Alexandre Knopfholz, criminalista e professor de direito penal.

Os profissionais também apontam mudança em como crimes vêm sendo julgados: diminuiu o apego ao formalismo. "Em prol da eficácia do processo, está havendo uma flexibilização das garantias", diz o criminalista Adriano Bretas, que advoga para o doleiro Alberto Youssef e outros acusados na Lava Jato.

Para alguns, o momento de virada foi o mensalão. Até então, parte dos advogados acreditava numa estratégia beligerante. Na época, defenderam a tese de caixa dois e diziam que o crime estava prescrito. Mas a interpretação dos julgadores foi diferente.

Para alguns, a guinada é contrária à Constituição. "Estão fazendo um ‘gato’ da legislação estrangeira, tentando botar o sapatinho da Cinderela no pé do Shrek", diz o advogado Haroldo Nater, sobre a delação. "É o caminho do abuso de autoridade."

Lima discorda. "Tudo é feito dentro dos limites da lei. Tanto é que ninguém pode ser condenado pela simples palavra de um colaborador."

LITERATURA

Nas universidades, estudantes já veem a delação com mais interesse e menos "ranço", segundo os professores. A bibliografia no país ainda é escassa, e editoras jurídicas estão à caça de autores que falem sobre o tema.

"O pessoal procura e não encontra", diz Imezaque Johnson, gerente da Livraria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em três Estados do país.

19/05/2015

Fernando É Rico Cardozo

O Joel Santana da política, fez o que mais gosta, falar mal do Brasil no exterior. Pelo menos desde os tempos de Marco Polo, o mercado não pertence ao rasgador de seda, mas também detesta o deprimido, que puxa para baixo. O pessoal do exterior que lê as entrevistas do amante de Miriam Dutra deve pensar que ele não é brasileiro, mas um frustrado vira-lata em busca de ração no exterior. O ápice do vira-latismo foi aceitar que os diplomatas brasileiros tivessem de tirar os sapatos para entrar nos EUA. A subserviência, o capachismo só não é pior que o ventriloquismo.

Se há algo de elogiável em FHC é sua coerência. Passou uma vida finanCIAda por fundações norte-americanas. Surrupiou do chileno a teoria da dependência, aquela segundo a qual só seríamos independentes se dependêssemos dos EUA. Foi por isso que toda sua política de oito anos de governo foi entregar nosso patrimônio às empresas ianques. O Escândalo do SIVAM explica a entrega da Amazônia a Raytheon. E a EMBRATEL? E a Vale do Rio Doce, a maior empresa de mineração do mundo, foi entregue por um valor inferior à concessão de três aeroportos por Dilma. E os três aeroportos retornam ao poder público depois de 20 anos mas a Vale não retorna mais. FHC não deixou nenhuma obra que se use cimento e tijolos.

Também, o que se pode pode esperar de alguém que é traído até pela própria amante!

FHC explica por que odeia tanto o Lula

Imprensa americana ignorou solenemente o Man of The Year !

O FHC quebra-barraco deu uma entrevista em inglês num inglês de jogador brasileiro que acabou de chegar à Champion’s League.
E deu a um jornal inglês que é escrito por e para banqueiros e economistas de bancos.
A “base popular” do FHC.
(Não deixe de votar no não e sim com Paulo Henrique Amorim: o FHC quebra barraco gosta de rico ? )
A entrevista é um conjunto nulo de obviedades tucanas paulistas.
Mas, a última frase é reveladora:
“The PT has no alternative other than Lula,” Mr Cardoso said.
O Lula é a única alternativa do PT.
É por isso que ele odeia tanto o Lula.
Vai ter que aguentar quatro da Dilma e mais oito do Lula.
Bom é o PSDB que não tem alternativa nenhuma !
Em tempo: como se sabe, o FHC não existe na vida real. Ele é dos exemplares da zoologia fantástica do Borges e só tem vida no PiG – brasileiro e inglês.
Em tempo2: por falar nisso, a imprensa americana não dedicou à cerimônia do Man of the Year na Nova York de Miami uma única misera linha. Nem com a presença de Bill Clinton, em plena campanha presidencial americana. O que dá uma ideia da irrelevância do evento social. Se desse, seria na página de humor.
Paulo Henrique Amorim

FHC explica por que odeia tanto o Lula | Conversa Afiada

 

Apartamento de 11 milhões de Euros em Paris coloca FHC no Guinness, o livro de recordes

Published maio 17, 2015 Uncategorized 3 Comments
Tags:fhc, psdb, tucanato

Guinness ap França

Conheça algumas informações preliminares fundamentais para se entender o recorde que habilita FHC a integrar o Guinness.
Do Blog MEGACIDADANIA
O salário anual do presidente da república é R$ 401.700,00. E o salário anual de FHC como professor universitário é R$ 287.300,00.

Av Foch e mapa de Paris

FHC é dono de um apartamento de 11 milhões de euros ou R$ 37.746.500,00 na Avenue Foch, em Paris!

Portanto, para pagar o suntuoso apartamento da Av Foch, um dos metros quadrados mais caros do mundo, FHC deveria superar os seguintes recordes:

1) teria que trabalhar 131 anos com o salário de professor universitário;
2) teria que trabalhar 93 anos com o salário de presidente da república;
3) teria que trabalhar 55 anos acumulando os dois salários.

E você internauta, concorda que FHC é digno de integrar o GUINNESS BOOK, o livro dos recordes?

CLIQUE E CONFIRA AS FONTES DESTE POST:

O salário da presidente Dilma Rousseff e de ministros do governo
“Acho razoável”, diz FHC sobre salário que recebe na USP
Localização no mapa da Av Foch em Paris na França
Valor do ap de FHC e cópia da reportagem da FSP
Cotação atualizada do Euro

Luizmuller’s Blog | Espaço de divulgação de textos e ações que defendem trabalho decente no Rio Grande e no Brasil

04/05/2015

Conheça a Pasárgada dos Vira-Latas

Filed under: Apartheid,Complexo de Vira-Lata,EUA,Fascismo,Nazismo,Pasárgada,Racismo — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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Nada mal para quem sonha em comprar quinquilharias chinesas em Miami. Os EUA continuam sendo a pátria que ainda não promoveu o liberação dos escravos. O apartheid continua uma das principais formas de organização social, mas ainda assim atrai cucarachas para lavar limpar banheiro, lavar prato e levar tiro pelas costas. O Caso Jean Charles de Menezes é paradigmático de como a Pasárgada dos coxinhas trata brasileiros.

Nestes temos de fascismo, como o visto agora na República das Araucárias, comandada por um pistoleiro de aluguel, Fernando Francischini, e por um filho da mãe chamado Beto Richa, nunca é demais lembrar que a ideologia do nazismo nasceu nos EUA e teve simpatia até de rei da Inglaterra, George VI, antes de chegar na Alemanha.

Assim como os veículos brasileiros que clamaram e deram sustentação ideológica à ditadura hoje querem nos ensinar ética e democracia, também os países onde o nazismo nasceu querem ensinar como o mundo deve se comportar. Problema deles e daqueles ao redor do mundo que vivem com Complexo de Vira-lata.

A eleição de Barack Obama é como a ida de Joaquim Barbosa ao STF. Um ponto fora da curva. A elite branca sempre está à procura de um capitão-de-mato para fazer o serviço sujo em seu nome.

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Compare a imagem da perseguição fascista do PSDB, acima, com as imagens abaixo. Por que chama a atenção dos nossos vira-latas o que acontece lá mas escondem o que acontece aqui?

Imagem de Baltimore vira capa de revista após viralizar no Instagram

POR FMAIA -30/04/15 12:28

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A foto da capa da revista norte-americana “Time” mostra um homem fugindo de um batalhão de policiais durante os protestos contra a morte de Freddy Gray, em Baltimore, nesta semana. A imagem já era conhecida por milhares de usuários do Instagram, no qual se tornou viral.

O autor da imagem, Devin Allen, é um fotógrafo amador que costuma compartilhar sua fotografia de rua em sua conta no Instagram.

Antes de ser escolhida como capa da revista, a foto feita por Allen tinha se tornado viral, recebendo milhares de compartilhamentos no Instagram e no Twitter.

O fotógrafo disse à revista que, quando fez o clique, achou que era uma boa foto e resolveu fazer o upload para seu celular. Quando terminou, se viu no meio dos policiais e continuou fotografando o protesto. Horas depois, Allen descobriu que sua foto tinha se tornado viral.

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Segundo a “Time”, a foto captura a intensidade e a natureza caótica dos protestos com perfeição, sendo uma escolha natural para a capa.

Mas essa não foi a única foto de Allen que se tornou viral, uma de suas imagens chegou a ser compartilhada pela cantora Rihanna, que possui 17,7 milhões de seguidores. Já outras apareceram na rede de notícias BBC e no canal de notícias CNN.

Allen, que pegou uma câmera pela primeira vez em 2013, se inspira no trabalho de fotógrafos como Gordon Parks –conhecido por suas fotos para a revista Life– e artistas como Andy Warhol.

01/05/2015

Complexo de Vira-Lata segundo Domenico De Masi

Filed under: Complexo de Vira-Lata — Gilmar Crestani @ 9:41 pm
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vira-latasSegundo o famoso sociólogo italiano, Domenico De Masi, autor do Ócio Criativo, graças à elite brasileira, somos um país de vira-latas. Também, com tanto vira-bostas de aluguel nos grupos mafiomidiáticos não é difícil de se constatar. Quem não tem um amigo que se orgulha de ir a Miami comprar quinquilharias chinesas, encontradas por aqui em qualquer camelódromo… Pior do que a mentalidade consumidora de “produtos importados”, é mentalidade importada, aquela que pensa com a cabeça de colonizado com síndrome de Estocolmo

Fico curioso em saber o que pensa um vira-lata de pedigree a respeito dessa opinião vinda de fora, de um autor italiano…

De Masi sobre o Brasil: “A luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres”

Postado em 1 de maio de 2015 às 5:39 pm

Trechos da entrevista de Domenico de Masi à Folha:

Como mudar essa reestruturação da riqueza?
Pagando impostos –e impostos altos. Na verdade, a maioria das 85 pessoas mais ricas do mundo é formada por ladrões de impostos. Eles sonegam impostos e, quando pagam, o fazem na Holanda, onde são mais baixos.

São pessoas que financiam campanhas eleitorais em barganha por leis que os favoreçam. E isso alimenta o ciclo da desigualdade.

Trata-se de uma luta de classes às avessas?
É uma vendeta. O neoliberalismo da era Thatcher inverteu as coisas: a luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres.

Isso ocorre no Brasil também. Os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso adotaram uma política social-liberal, estabilizaram a economia e iniciaram uma política social. Os oito anos de Lula redistribuíram parte da riqueza que FHC criou, com uma política social-democrata, que permitiu a muitos brasileiros ascenderem.

Hoje, Dilma é vítima de uma vingança neoliberal. Aécio Neves (PSDB) perdeu as eleições, e o movimento neoliberal se voltou contra Dilma, que não é pior que outros presidentes. A corrupção sempre existiu no país.

O Brasil tem mil outros problemas para resolver… Há um grande desencontro entre o Brasil real e o Brasil intelectual.

Que desencontro é esse?
O Brasil tem uma taxa de desemprego que é um terço da italiana ou metade da norte-americana…

Mas espera-se um aumento…

No Brasil é assim: se algo vai mal, vai mal; se algo vai bem, no futuro vai piorar (risos). Esse é um pensamento típico dos brasileiros. Confrontadas com a realidade, essas ideias não param de pé.

Terminei uma pesquisa com 11 intelectuais brasileiros sobre como estará o Brasil em 2025. Grande parte desses intelectuais é pessimista.

O PIB brasileiro é o sétimo do mundo, à frente da Itália e da Inglaterra. O Brasil está em quinto em produção industrial. Está em terceiro lugar em acesso à internet, atrás dos EUA e da Suécia. Ou seja, o Brasil ocupa posições de Primeiro Mundo, mas os brasileiros ainda se enxergam como Terceiro Mundo.

Quando esses mesmos intelectuais foram confrontados com dados reais, eles se mostram mais otimistas do que quando discutiram entre si. Os brasileiros têm complexo de vira-lata.

Diário do Centro do Mundo » De Masi sobre o Brasil: “A luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres”

01/02/2015

Repsol & Petrobrás; Sixto Delgado de la Coba & Paulo Roberto Costa

FHC DepedenteA diferença de tratamento é gritante. Enquanto a Espanha ataca o corrupto e defende a REPSOL, a velha mídia brasileira ataca a Petrobrás e defende os Paulo Roberto Costa e todos seus amigos presos, incluindo Alberto Youssef. E a explicação é simples, os espanhóis, apesar das tentativas sérias de divisão, primeiro defendem interesses espanhóis. No Brasil, não se trata de divisão do país, mas pura entrega do Brasil aos interesses externos.

Não atacam especificamente a Petrobrás, mas qualquer coisa que simbolize interesse nacional. Nossos grupos mafiomidiáticos são contra o Brasil. Odeiam qualquer coisa que se possa comprar em lojinhas de quinquilharias de Miami. Mal sabem eles que os bijus que compram lá são fabricados na China…

O ódio, que se convencionou chamar de Complexo de Vira-lata, é algo doentio, posto que é aqui que eles vivem. É no Brasil e do Brasil que saem os recursos que os fizeram grandes. Talvez seja o medo que os estejam fazendo ir à falência por pura falta de convívio democrático. Foram muito bem durante a ditadura. Bastou vir a democracia, levada ao extremo com a internet, para que os velhos veículos de suporte aos facínoras começassem a degringolar. Só pode ser isso, não vejo outro motivo pelo qual tanto torcem contra o Brasil.

En el paro y con 6 millones en Suiza

Un evasor de la ‘lista Falciani’ percibió casi dos años la prestación por desempleo pese a que llegó a tener cinco cuentas opacas en el HSBC. El fiscal pide ocho años de cárcel

Manuel Altozano Madrid 1 FEB 2015 – 00:00 CET

A veces, un hecho insólito hace aflorar los cadáveres que determinadas personas guardan bajo la alfombra. Es eso, precisamente, lo que le ha ocurrido a Sixto Delgado de la Coba. Este ingeniero industrial de Las Palmas de Gran Canaria, nacido en 1944, presentaba una trayectoria laboral que no levantaba sospechas. Cobró el paro durante casi dos años tras dejar en 2000 su puesto en la petrolera Repsol, en la que había trabajado tres décadas y, en 2006, fue su hija la que lo contrató para su negocio de turismo rural, en el que se jubiló en marzo de 2009. Pero sólo tres meses antes de su retiro, sin que él lo conociera, se produjo un acontecimiento crucial. El informático francoitaliano Hervé Falciani huyó de Suiza llevándose los nombres de más de 130.000 presuntos evasores fiscales del HSBC de Ginebra. Y el de Sixto Delgado de la Coba estaba entre ellos. El ingeniero en paro tenía cinco cuentas en esa entidad cuyo saldo alcanzaba los 6,2 millones de euros.

Sixto Delgado de la Coba, ingeniero en Repsol, no levantaba sospechas

Francia envió a España los 659 titulares españoles de la lista Falciani. La Agencia Tributaria se dirigió a todos ellos para informarles de su descubrimiento y darles un plazo para que regularizaran su situación y pagaran lo que habían evadido, lo que permitió a la mayoría de ellos evitar una condena por delito fiscal. Pero De la Coba no hizo caso de la oportunidad que se le otorgaba y decidió no presentar ninguna declaración complementaria por el dinero que, desde 1997, ocultaba en Suiza. Ante la falta de cooperación del ingeniero, Hacienda le abrió una inspección, llevó su caso al fiscal y este al juez.

Cuando la Agencia Tributaria le ofreció regularizar lo evadido, no hizo caso

De la Coba, en realidad, no era lo que parecía. La investigación judicial ha destapado una doble situación económica —la declarada por él y la real— que, hasta ahora, Hacienda no había advertido. En 2005 y 2006, los años en los que se centran las pesquisas abiertas contra él, el ingeniero reflejó unos ingresos totales de 15.054 y 37.897 euros, respectivamente, en sus declaraciones del IRPF, unas cantidades que podrían corresponderse con las de cualquier ciudadano de clase media. Pero gracias a la información suministrada por Falciani, la inspección concluyó que la cantidad que De la Coba dejó de pagar en esos dos años superaba de largo los 2,8 millones de euros. Los 6,2 millones que ocultaba en Suiza estaban a nombre de una sociedad llamada Polaris Star Limited, de la que él era el administrador, con el fin de ocultar su identidad.

Hasta el momento, Hacienda desconoce el origen de su fortuna oculta ya que el investigado se ha negado reiteradamente a aclararlo. En sus indagaciones, los inspectores descubrieron que De la Coba efectuaba periódicamente ingresos en efectivo en sus cuentas abiertas en bancos españoles para poder hacer frente a sus recibos. Ese dinero no salía del resto de sus cuentas, ya que no consta ninguna retirada de fondos, lo que les llevó a confirmar lo denunciado por los datos de Falciani: que tenía cantidades no declaradas fuera de España.

Objetivo: tumbar la lista

La estrategia seguida por De la Coba para tratar de esquivar la petición de ocho años de cárcel que sostienen la Fiscalía y la Abogacía del Estado ha sido la de tratar de invalidar la principal prueba de cargo contra él: la lista Falciani. De la Coba, que no ha tenido éxito hasta el momento, sostiene que el informático francoitaliano no obtuvo lícitamente su repertorio de defraudadores, sino que lo robó y por eso está siendo perseguido por la justicia suiza.

Ese argumento ha sido ya tumbado por los tribunales en otros casos de evasores de la lista. La primera sentencia de una audiencia provincial sobre uno de ellos, dictada el 28 de noviembre por la de Barcelona, considera que su conducta fue perfectamente legal: los de la lista eran datos secretos, sí, pero Falciani los entregó a las autoridades francesas competentes para investigar los delitos que revelaban. Son los mismos argumentos a los que recurrió la Audiencia Nacional para denegar la extradición de Falciani a Suiza en 2013.

La defensa de De la Coba la lleva uno de los penalistas más reputados, el exmagistrado José Antonio Choclán, conocido por su labor en múltiples casos de corrupción, como Malaya, Gürtel (en la que defendió al presunto cabecilla, Francisco Correa) o la trama Púnica. De la Coba ya fue condenado anteriormente, en 2006, por un delito urbanístico. En esa ocasión también lo asesoró un primer espada de la abogacía, Cristóbal Martell, el letrado de Messi, el expresidente del Barça Josep Lluís Núñez o el mayor de los Pujol.

La instrucción del caso, que ha correspondido al Juzgado de Instrucción número 4 de Alcobendas, ha destapado, además, las inmensas propiedades inmobiliarias de De la Coba, muchas de las cuales no constaban a su nombre. Su residencia madrileña, que pertenece a su esposa, se encuentra en el exclusivo barrio de La Moraleja. Se trata de un piso de 237 metros cuadrados en una urbanización con un jardín privado de 10.000 metros, piscina y pista de tenis. También posee otro inmueble de protección oficial de 200 metros en la plaza Perón de Las Palmas, este sí inscrito a su nombre y valorado en 147.874 euros. Entre sus propiedades declaradas también se encuentra la bodega Hoyos de Bandama, en el municipio de Santa Brígida, así como otras dos viviendas en esa misma localidad grancanaria.

Pero, además, la investigación patrimonial ha permitido destapar la existencia otras 29 fincas urbanas y rústicas de su propiedad en ese municipio con un valor total de 910.000 euros. Los investigadores llegaron a ellas gracias a las actas notariales por las que De la Coba se convirtió en su dueño. Veintiuna de ellas las heredó de su madre, aunque nunca las inscribió a su nombre. El resto procedían de una compra realizada por él mismo en 2007. Ahora, todas ellas se encuentran embargadas por el juzgado.

Hoy, a sus casi 71 años, Delgado de la Coba se enfrenta a un futuro incierto. La Fiscalía y la Abogacía del Estado piden ocho años de cárcel para él y que se le imponga una multa de 17 millones de euros (el séxtuplo del total defraudado). El Ministerio Público lo considera autor de dos delitos fiscales por no recoger en su declaración de la renta el dinero de sus cinco cuentas en Suiza.

Localizado este viernes en Canarias, De la Coba asegura que no tiene tiempo para hablar y no admite preguntas. Evita así explicar por qué no se acogió a la oportunidad que le dio Hacienda para regularizar y que le hubiera librado de la cárcel. O el origen de su fortuna, aún desconocido. O si considera ético cobrar el paro con cuentas millonarias en Suiza, algo que hoy por hoy es perfectamente legal.

investigacion@elpais.es

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