Ficha Corrida

15/01/2015

Enquanto São Paulo pede água, velha mídia seca Dilma

sabesp unnamed13Fernando Francischini e Álvaro Dias terão de dobrar o rodeio sobre a manada para tentarem estancar o vazamento em São Paulo. O porta-voz do Paraguai, Álvaro Dias,   e sua sombra, o araponga Francischini, passam os dias troteando na internet, com montagens que não se sustentam com um simples clic no google. Fazem às vezes de faldo de alfafa para deleite da trupe bovina. Mais do que nunca, nestes tempos de internet, a mentira revelou-se de pernas curtas. Quando não havia internet, a Folha publicava, o Jornal Nacional repercutia e a Veja uivava.

Hoje, o trololó desinformado vem inoculado com o vírus da autodestruição. Só pândegos e mal informados não vêem, ou não querem ver, que não adianta conversa mole. Apesar de ainda contarem com a proteção mafiosa da velha mídia, a verdade acaba por botar a cabeça de fora. Para sorte da Dilma, eles preferem se reunir em torno do pior senador da república, segundo o ranking da insuspeita Veja, do que escolherem alguém com um pouquinho menos de Síndrome de Abstinência. Será mesmo que todos estas que seguem bovinamente as lições da Veja não conseguem ver que há no mercado alguém melhor que aquele gazeteiro do Senado? Isso, sim, é tirar a sorte grande. Com uma oposição burra como esta, apesar de todo apoio da d. Judith Brito, um poste do posto da Dilma também se elegerá.

Claro, enquanto Dilma distribuía cisternas no Nordeste e construía a transposição do São Francisco, Geraldo Alckmin, como de regra o PSDB paulista, preferia distribuir milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas de São Paulo. Um dia a casa cai. Se pegar fogo, pior, não haverá água para os bombeiros.

Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo

qui, 15/01/2015 – 06:00

Atualizado em 15/01/2015 – 06:34

Luis Nassif

Em 2005 houve o grande pacto dos grupos de mídia nacionais, seguindo o modelo do australiano Rupert Murdoch, trazido para o Brasil pelo presidente do grupo Abril, Roberto Civita.

Interrompeu-se a competição e definiu-se uma linha única de ação para todos os grupos, que consistia em uma luta sem quartel visando empalmar o poder político para facilitar a travessia para o novo padrão tecnológico que surgia.

***

O capítulo mais ridículo foi o da criminalização de um Ministro que se valeu do cartão funcional para adquirir uma tapioca.

O capítulo mais comprometedor foi a tremenda campanha negativa contra as obras da Copa, que acabou desmentida pelos fatos.

O país foi prejudicado de duas maneiras.

A primeira, pelo prejuízo às críticas fundamentadas que deveriam ser feitas às práticas do governo e acabaram trocadas por tapiocas e outras bobagens; a segunda, por ter desarmado totalmente a fiscalização sobre governos aliados.

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Essa perda de foco jornalístico foi em parte responsável por dois dos maiores desastres da história de São Paulo: as enchentes no governo José Serra e a grande crise de água que se prenuncia no governo Geraldo Alckmin.

As enchentes destruíram cidades, alagaram São Paulo e, não fosse o trabalho dos blogs e das redes sociais, as causas jamais teriam sido divulgadas. A razão principal foi o fato de Serra ter cortado as verbas de desassoreamento do rio Tietê  ao mesmo tempo em que inflava as verbas publicitárias e as compras de livros didáticos da editora Abril.

A suspensão dos trabalhos reduziu em 30% a 40% a vazão do rio. Os compromissos políticos espúrios dos grupos de mídia barraram os alertas provenientes de técnicos e especialistas.

***

O mesmo ocorreu em relação ao problema da Sabesp. Durante todo 2014, os únicos alertas consistentes partiram dos blogs, porque os grupos de mídia se eximiram de sua responsabilidade.

Um dos momentos mais desmoralizadores desse neojornalismo foi a cobertura dada pela mídia ao uso do volume morto de água do sistema Cantareira. Uma medida de desespero, prenúncio dos problemas maiores que viriam pela frente, foi tratada como uma inauguração solene. “Foram distribuídos convites para convidados VIP, convidando "para o início do bombeamento da reserva estratégica de água para o sistema Cantareira. Os telejornais deram espaço nobre às palavras de Alckmin, à sua postura grave, mostrando como, graças à eficiência do governo do estado, o paulistano terá mais 6 meses rezando para as chuvas venham. Se não vierem, nem todos os caminhões pipa do país darão conta da tragédia”.

***

Se depender da maioria dos blogs militantes, não serão divulgadas críticas ao governo Dilma; se depender da atuação maciça dos grupos de mídia, não será veiculada nenhuma crítica ou denúncia contra governos e políticos aliados.

Ao pretender esmagar a blogosfera, sufocando-a com ações judiciais os grupos de mídia penalizam gravemente o direito à informação por parte do público.

O Judiciário precisa desinterditar o debate e ter coragem de discutir esse tema.

Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo | GGN

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