Ficha Corrida

15/01/2015

Racionamento da informação ou censura d’água

cp15012015Timidamente, a Folha traz para a capa do jornal a filosofia administrativa do PSDB. É o tal de choque de gestão feita pelos métodos da tal de meritocracia.  A filosofia privatista, de que a iniciativa privada faz melhor só faz sentido se comparado ao PSDB. Qualquer empresa, qualquer governo, qualquer partido faz melhor que o PSDB. A única grande obra do PSDB é a cooptação dos velhos grupos mafiomidiáticos.

Ao financiar o Instituto Millenium, o PSDB garante imunidade administrativa nas páginas das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS).

A maneira canhestra como a Folha trata do sumiço d’água nas torneiras dos paulistas. Bota a culpa na empresa, como se não existisse responsabilidade estatal no comando da SABESP. Como se não houvesse responsável por te-la colocado na Bolsa de Nova Iorque. Ao invés de fazer investimentos em infraestrutura, distribui dividendos entre seus acionistas. Esta é a filosofia do PSDB, entregar o patrimônio público a quem o finanCIA. O PSDB é especialista em terceirizar suas responsabilidades; as administrativas, à iniciativa privada; as relações públicas, às cinco irmãs.

E pelo forma como é tratado na justiça, também tem licença para roubar que nada acontece. Mesmo encabeçando a lista dos ficha suja, o PSDB não vê a criminalização partidária como acontece em relação ao PT. Quanto se trata dos adversários de d. Judith Brito, a manchete sai assim: “Entidade presidida por petista foi citada em relatório

CRISE D’ÁGUA 

Sabesp agora admite que pode adotar rodízio de água em SP

Medida descartada nos últimos meses foi admitida por novo chefe da estatal da gestão Alckmin

Governador disse que ‘racionamento’ já existe –em referência à redução de captação no sistema Cantareira

DE SÃO PAULO

A Sabesp admitiu nesta quarta (14) a possibilidade de implantar um rodízio de água em São Paulo –com cortes alternados entre regiões, a exemplo do adotado no começo da década de 2000.

A medida voltou a ser cogitada pela estatal ligada à gestão Geraldo Alckmin (PSDB) após ser descartada como solução para a crise hídrica durante boa parte de 2014.

"Sim, pode chegar [a ter um rodízio]. Torcemos para que não, mas pode chegar", afirmou Jerson Kelman, novo presidente da Sabesp, que também anunciou outras ações que devem agravar a falta de água nas casas.

Ao se referir ao rodízio, Kelman afirmou que "não há necessidade de causar previamente um sofrimento à população" e que ele será implantado apenas caso seja "estritamente necessário".

No começo de 2014, Alckmin chegou a admitir a possibilidade de um rodízio. Depois, passou a descartá-lo. Disse que seria um erro técnico adotá-lo, devido a eventuais danos na rede, além de ser um custo social grande.

O rodízio adotado em parte da Grande SP há uma década e meia era no esquema dois dias com água e um sem.

A Sabesp também disse que reduzirá, para mais lugares e mais horários, a pressão da água enviada às casas –que deixa as torneiras secas em alguns momentos do dia.

A captação no sistema Cantareira –que recebeu só chuvas isoladas nesta quarta– será reduzida de 16 para 13 metros cúbicos por segundo.

O Cantareira, com isso, perde importância e deve ser ultrapassado por Alto Tietê e Guarapiranga pelo volume de água fornecida para abastecer a Grande São Paulo.

Kelman disse que, sem chuvas, ele poderia secar até março –ontem estava em 6,3%. Mas, segundo ele, ainda poderá ser usada a terceira cota do "volume morto" do sistema –água que fica abaixo das tubulações e que precisa passar por bombeamento.

RACIONAMENTO

A nova avaliação da Sabesp foi dada no mesmo dia em que Alckmin admitiu que São Paulo já enfrenta um "racionamento" –em referência à exigência de redução de captação no sistema Cantareira, que está em vigor desde março do ano passado.

No dia anterior, a Justiça havia suspendido a cobrança da sobretaxa de até 100% na conta de água para moradores que elevassem seu consumo.

"O racionamento já existe", declarou Alckmin, atribuindo a decisão à ANA (Agência Nacional de Águas), que, em março do ano passado, determinou a redução da captação do sistema Cantareira –ação que vem sendo adotada e já foi até mesmo ampliada desde então.

A partir daí, a Sabesp intensificou a redução de pressão da água –que provoca cortes em regiões mais altas em alguns momentos do dia.

"Se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água] e hoje estamos tirando 17, é óbvio que temos uma restrição hídrica", justificou.

Diante das queixas sobre a interrupção no fornecimento de água, ele foi cobrado no período eleitoral para que reconhecesse a situação.

Em 24 de outubro, às vésperas do segundo turno em que Aécio Neves (PSDB) tentava se eleger presidente, Alckmin declarou: "O abastecimento de água está garantido na região metropolitana de São Paulo. Não tem racionamento e não tem desabastecimento".

(FABRÍCIO LOBEL E ROGÉRIO PAGNAN)

08/01/2015

Aécio rima com censura e compadrio de expressão

Clip0001A internet tem destas coisas. Quando logado uso o google, ele guarda minhas atividades. Se procuro um produto depois ele fica me oferecendo o mesmo produto por todo lugar que eu navegue. São as assoCIAções que ele faz. É o serviço que remunera anunciantes. Associa assuntos a produtos afins. Por exemplo, se falo em celular, vem anúncio de operadoras.

Com Aécio Neves o google faz a mesma coisa. Onde o nome aparece, há produtos relacionados ao elemento. Para provar, fiz o printscreen ao lado. Por que será que a propaganda do Instituto Millenium aparece a$$oCIAda ao Aécio Neves?!

Aí você acessa o site sugerido e o que aparece? No canto direito, os mantenedores, dentre outros a Abril, da Veja…

Clip0002

07/01/2015 – Aécio Neves, o fenômeno do coronelismo eletrônico

 

aécio censuraDesde os tempos de Sarney e de seu ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, e do marajá Fernando Collor de Mello, o coronelismo eletrônico não se mostrava tão próximo da presidência da República.

Neto de um tradicional político, o senador Aécio Neves possui ligações com três rádios, uma emissora de TV e um jornal. O fenômeno – que chamamos de “coronelismo eletrônico” – inclui o uso político dos meios de comunicações e uma rede de favores e apadrinhamento que busca perpetuar o poder de determinado grupo nas comunicações e na política. Aécio, que é senador, descumpre o que está disposto no artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe que os parlamentares sejam proprietários, diretores ou controladores de empresas concessionárias de serviço público.

O senador é sócio da Rádio Arco-Íris (FM 99,1 MHz), sediada em Betim, na zona metropolitana de Belo Horizonte, e retransmissora da Jovem Pan para a Grande BH. Uma breve consulta no Sistema de Informação dos Serviços de Comunicação de Massa (SISCOM) da Anatel comprova este fato. Segundo matéria da Folha publicada (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1531982-governo-mineiro-nao-divulga-gastos-com-radios-de-aecio.shtml), o governo de Minas se recusou diversas vezes a divulgar os repasses estaduais às emissoras ligadas ao candidato.

Mas isso é só o que aparece aos olhos. O coronelismo eletrônico é mais sutil, menos evidente, mais sorrateiro. Para entendê-lo, é preciso ir mais fundo, em busca do rabo da palavra, como diria o bom mineiro Guimarães Rosa.

Uma vertente importante deste fenômeno é a relação das rádios e TVs com familiares de políticos. O principal acionista da Rádio São João Del Rei (AM 970 Khz) é Tancredo Augusto Tolentino Neves, que tem o mesmo nome do presidente eleito em 1985, seu pai. Advogado, Tancredo Augusto é tio de Aécio Neves e assumiu em 2010 a presidência da Prominas, empresa pública estadual encarregada de promover eventos na área de turismo e administrar grandes centros de convenções, como o Minascentro e o Expominas.

A irmã de Aécio, Andrea Neves da Cunha, jornalista responsável pelas principais decisões referentes à comunicação na campanha do candidato à presidência, é a principal sócia e diretora da rádio Vertentes (FM 95,3 MHz), na mesma São João Del Rei. A rádio é conhecida pela programação musical, voltada principalmente para o público jovem.

Cidade histórica encravada no coração de Minas, com cerca de 88 mil habitantes, São João Del Rei possui uma TV educativa, a TV Campos das Vertentes. Minas é o estado com mais televisões educativas, uma parcela considerável delas controlada por políticos, como Suzy dos Santos e eu apontamos em nosso artigo “Porteira, radiodifusão, universidade etc.” publicado na Revista Brasileira de Políticas de Comunicação da UnB (http://rbpc.lapcom.unb.br/index.php/revista/article/view/24).

A TV compõe o conjunto de veículos sob influência direta da família de Aécio Neves. A concessão para o canal é de 2002, quando o ministro das Comunicações era Pimenta da Veiga, candidato derrotado ao governo do estado de Minas. O presidente da Fundação Cultural Campos das Vertentes é José Geraldo D´Ângelo, aliado de Aécio que assumiu a presidência do Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural), em 2003, quando o neto de Tancredo era governador. A fundação também possui uma outorga de rádio FM (a rádio Campos de Minas, 95,3 MHz).

A influência do coronelismo eletrônico alcança também as velhas letras. O jornal “Gazeta de São João Del Rei” tem como diretor de honra (in memoriam) o cunhado de Aécio, Herval Cruz Braz, marido falecido de Andrea. Com tiragem de 10 mil exemplares, a notícia que estampava a capa da edição de 11 de outubro de 2014 era: “Aécio dispara no segundo turno”.

As vertentes do coronelismo eletrônico, que deságuam nas condutas políticas de nomes como Sarney, ACM, Collor e Aécio Neves, é um prejuízo à liberdade de expressão e ao direito dos cidadãos à comunicação. Esse direito pouco compreendido, mas essencial à democracia, inclui o acesso à informação livre e de qualidade e a possibilidade real de expressão e participação política.

Dos sinos da velha São João Del Rei ou das montanhas de Belo Horizonte, uma pergunta ecoa até nós: O que esperar das políticas de comunicação do candidato pleiteante ao principal cargo da República? O silêncio não pode ser a resposta.
* Luiz Felipe Ferreira Stevanim, jornalista, doutorando em Comunicação pela UFRJ e membro do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e Comunicação (PEIC).

(Por Intervozes em 15 de outubro de 2014 – Por Luiz Felipe Ferreira Stevanim*)

Aécio Neves, o fenômeno do coronelismo eletrônico « Diário do Brasil / Poços10

01/01/2015

Liberdade de imprensa à moda mineira

E, de repente, Andrea Neves está com a torneira mais seca que as dos paulistas. Aécio tem um jornal pra chamar de seu. Ganhou algumas rádios do tio Sarney, mas não as ouve porque vive no Rio. Fiquei curioso com a informação de que em Minas há grandes grupos de mídia. Minha curiosidade aumenta diante do sumiço do helicóptero com 450 kg de cocaína.

Ah, sim, nenhum dos tantos grupos de mídia ainda havia revelado a fabricação em série de aeroportos em terras da famiglia Neves. Por que, sendo de Minas, da terra de uma família famosa na política, não informaram? Mesmo sendo de lá não sabiam ou, pior, sabiam mas não informavam porque a informação é um negócio que cujo preço pode-se resolver com dinheiro público?

De que servem tantos grupos de mídia se para o essencial, que é informação, não servem?

Ou, como diria Al Capone: Business is busness.

Imprensa mineira: por quem os sinos dobram, por Ângela Carrato

qui, 01/01/2015 – 14:07

do Observatório da Imprensa

Imprensa mineira: por quem os sinos dobram

Por Ângela Carrato

Depois de terem participado ativamente das eleições em apoio ao candidato oposicionista Aécio Neves (PSDB), os principais jornais mineiros dão início a uma espécie de “caça às bruxas” assediando, constrangendo, ameaçando e demitindo jornalistas que não rezam pela cartilha tucana. Desta vez, as ameaças não partiram da irmã do candidato e antes todo-poderosa controladora da mídia no estado, Andrea Neves, mas das próprias empresas. Aliás, estas empresas vivem um “drama” inédito nas últimas seis administrações: continuar apoiando o governo ou partir para a oposição?

A dúvida deve ser mesmo um tormento para elas. O maior grupo de mídia no estado, Diários Associados (Estado de Minas, TV Alterosa, rádio Guarani e portal Uai) em seus mais de 70 anos, uma única vez esteve na oposição, durante o governo Newton Cardoso (1987-1991), mesmo assim porque o governador cortou uma série de regalias e apoios que a empresa recebia por debaixo do pano.

Se o jornal Estado de Minas manteve a posição de apoio total às administrações de Hélio Garcia, Itamar Franco e Eduardo Azeredo, foi a partir do tucano Aécio Neves (2003) que este apoio transformou-se em adesão incondicional. Além de possuir ações da S/A Estado de Minas herdadas do avô, Tancredo Neves, Aécio tornou-se íntimo do principal executivo do grupo, Álvaro Teixeira da Costa que, nas últimas eleições, extrapolou todas as medidas para respaldar o amigo e candidato.

Enquanto o jornal Estado de Minas denunciava o suposto “aparelhamento” promovido pelo PT, considerava “natural” que seu dirigente subisse no palanque de Aécio Neves, abrisse, nas dependências da TV Alterosa, um comitê de campanha do tucano e, como se isso não fosse suficiente, ainda “convidasse” os funcionários para participar de ato público em apoio à candidatura de Aécio, na Praça da Liberdade. Detalhe: para demonstrar apoio, esses funcionários deveriam comparecer trajando azul e amarelo, as cores tucanas.

Novos “cortes”

O convite circulou na empresa em forma de comunicação interna enviada pelo setor de recursos humanos, mas comparecer tornou-se condição sine qua non para continuar gozando da “confiança” do patrão. Pressionados pela sobrevivência, ninguém reclamou, mas o absurdo chegou ao Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) que, em nota, esclareceu que nenhum jornalista ou profissional é obrigado a participar deste tipo de atividade.

O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, era um dos poucos a conseguir manter, em seu trabalho, posição equidistante da militância tucana preconizada pela direção da empresa. Tanto que o suplemento “Pensar”, que circula aos sábados, junto com a edição regular do jornal, tornou-se uma espécie de “oásis”: reunia colaboradores de tendências, gostos e credos diversos, publicando artigos e promovendo discussões sintonizadas com o que de melhor acontecia no país e no mundo em matéria de cultura, arte, psicanálise, meio ambiente, comportamento e, naturalmente, política.

Na segunda-feira (15/12), João Paulo foi “convidado” a deixar o jornal. Sua permanência ficaria condicionada a não mais abordar assuntos “políticos” na coluna que assinava no suplemento. Pelo visto, a direção dos Associados não gostou do artigo dele publicado em 6 de dezembro, intitulado “Síndrome de Capitu“, no qual afirmava que o Brasil já definiu, nas urnas, quem é situação nos próximos quatro anos, mencionando que faltava ao país, agora, ter uma oposição consequente. A referência, óbvia, era às posições golpistas estimuladas e assumidas por Aécio Neves, inconformado com o resultado das urnas (ver, neste Observatório, “Campo minado para pensar“).

Jornalista e intelectual brilhante, João Paulo deixou o jornal. As demissões no Estado de Minas, pelo que se sabe, não vão parar aí. A empresa estaria esperando apenas vencer os três meses de estabilidade que constam da última convenção de trabalho dos jornalistas. Em outras palavras, a partir de janeiro novos “cortes” devem acontecer.

A maior tiragem

A situação financeira do Estado de Minas e dos Diários Associadas não é nada tranquila. Carro-chefe do condomínio até pouco tempo, o Estado de Minas tem visto sua receita minguar de forma tão acelerada quanto a perda de leitores. Para uma publicação que alardeava ser “o grande jornal dos mineiros”, de uma tiragem oficial de 75 mil exemplares diários, atualmente 60% encalham nas bancas. De acordo com a pesquisa “Democratização da Mídia”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgada em agosto de 2013 e confirmada por pesquisa do Ibope realizada no mesmo ano, o jornal alcança 1,3% dos leitores brasileiros, concentrados na região Sudeste, mais precisamente na capital mineira e Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mas se a questão é cortar custos, o Estado de Minas poderia reduzir a tiragem e investir em jornalismo de qualidade, disponibilizando o conteúdo em suportes diversos. Certo? A empresa não pensa assim. Tanto que prefere manter a perda diária de 60% para sustentar artificialmente os preços que cobra dos anunciantes.

De olho nos erros do concorrente, o jornal O Tempo tem avançado no que antes era considerado “propriedade” do Estado de Minas: os anúncios classificados. O encolhimento dos classificados do EM contrasta com o vigor dos pequenos anúncios no tabloide sensacionalista Super e no semanário Jornal da Pampulha, ambos da Sempre Editora, que publica O Tempo.

Criado em meados da década de 1990 pelo empresário e político Vittorio Medioli – na época, deputado federal pelo PSDB – O Tempo nunca escondeu a pretensão de desbancar os Associados. Disposição acentuada depois de Medioli ter sido alvo de campanha dos Associados contra seus negócios (entre outras atividades, é dono da poderosa Sada, que faz transportes de veículos para a Fiat, Volkswagen, General Motors, Peugeot e Citroën). O carro-chefe da Sempre Editora, no entanto, é o Super, a publicação com maior tiragem no país, tendo superado os tradicionais O Globo e Folha de S.Paulo, com mais de 270 mil exemplares diários.

Pauta dirigida

Por uma questão de marketing, os veículos da Sempre Editora depois de anos fazendo campanha contra as administrações petistas em municípios mineiros e no Estado, agora parecem dispostos a manter certa equidistância do oposicionismo. Prova disso é que, na última campanha eleitoral, essas publicações foram as únicas a mencionar, com um mínimo de equilíbrio, as atividades de todos os postulantes à presidência da República e ao governo de Minas. Para os profissionais que lá trabalham, no entanto, o maior problema é que os dirigentes da Sempre sonham em fazer jornal sem jornalista, com os “enxugamentos” sendo frequentes. Lá também, novos “cortes” devem acontecer a partir de janeiro.

Dos grupos de mídia em Minas, a Sempre é a única que possui sólida saúde financeira. Aliás, apenas 6% da receita dos negócios de Medioli provêm da editora, o que lhe garante considerável autonomia frente a governos.

Dos três principais jornais mineiros, o Hoje Em Dia é, sem duvida, o que mais oscilações têm experimentado. Criado por Newton Cardoso em 1989, para enfrentar os Associados, a publicação foi vendida para o empresário Edir Macedo, da Igreja Universal em 1991, pouco depois de deixar o governo. De lá para cá, o jornal passou por sucessivas crises, com reflexos na linha editorial e na tiragem. Crises que abalaram o interesse de Macedo pela publicação que acabou sendo vendida para o Grupo Bel, do empresário Marco Aurélio Jarjour e filhos.

Jarjour possui sete emissoras de rádio, a concessão de dois canais fechados de TV, atua no setor de diversões (boate Na Sala) e no de grandes shows, disposto a ampliar a aprofundar seus negócios em mídia. Para tanto, contava com a vitória de Aécio Neves para a presidência da República e não mediu esforços para ajudar o tucano.

Estes esforços redundaram em exemplos do que de pior pode ser feito por um jornal. Na tentativa de desmoralizar a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, o comitê tucano divulgou denúncia de que o que o irmão dela teria sido funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte, entre 2003 e 2009. Imediatamente, o Hoje Em Dia enviou repórter à pequena cidade de Passa Tempo (oito mil habitantes), no interior de Minas, para apurar a denúncia.

Até aí, tudo certo. O papel da mídia é apurar. O problema é que o repórter verificou que Igor Rousseff, o único irmão da presidente, não foi funcionário fantasma. No período em questão, trabalhava durante a semana na capital mineira e ia aos sábados e domingos para Passa Tempo, onde fixou residência depois da aposentadoria.

Manchete desmentida

A história de Igor foi confirmada por todos na cidade. Do dono da mercearia ao motorista da linha de ônibus que faz o trajeto entre a capital mineira. Ao invés de ver a matéria publicada tal como foi apurada, o repórter foi surpreendido ao ver seu texto alterado, nele incluída e destacada a fala de um vereador tucano, o único a “confirmar” que Igor não morava lá. A desmoralização maior para o HD veio com a publicação de reportagens sobre o assunto pela Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo que literalmente desmentiam a publicação.

Assinada pelo repórter Diego Zanchetta e datada de 27 de outubro, a reportagem do ESP, por exemplo, apresenta Igor como ex-hippie, adepto do budismo e pessoa desprendida das coisas materiais. Avesso a qualquer tipo de badalação e residindo em uma casa simples, com um fusca verde na garagem, ele tenta, no momento iniciar uma criação de tilápia. Advogado por formação, é graduado também em Jornalismo e História e fala fluentemente inglês e francês. Igor faz questão de manter uma prudente distância da irmã e de todos que tentam se aproximar dele para chegar à presidente.

Como se este desmentido nacional não bastasse, a direção do HD ainda tentou outra cartada em prol da candidatura de Aécio. Foi o único jornal a divulgar o resultado da pesquisa de um tal Instituto Veritas, que colocava, às vésperas do segundo turno, o candidato tucano à frente de Dilma. Em manchete, o HD destacava: Aécio 57% e Dilma 43%. Menos de 24 horas depois, era desmentido pelos, insuspeitos de serem petistas, institutos Ibope e Datafolha, que concordavam que os dois candidatos estavam tecnicamente empatados: Aécio com 51% e Dilma com 49%. Empate detectado, também, pelo tracking diário de campanha dos dois candidatos. Detalhe: a manchete do HD foi explorada à exaustão pelo comitê tucano nos programas do horário eleitoral de rádio e TV, com tudo indicando que tenha sido feita com este objetivo. O próprio senador Aécio Neves se valeu delas para, nos debates, “mostrar” para Dilma que estava ganhando em Minas e no Brasil.

“Erros ortográficos” inexistentes

No segundo turno, o HD superou-se. Publicou resultado de pesquisa do Instituto Sensus, contratado pelo PSDB, dando vantagem de 17 pontos para o tucano sobre Dilma Rousseff. Em menos de 48 horas, voltou a ser desmentido pelo Datafolha e pelo Ibope. O assunto repercutiu na imprensa nacional, mas foi praticamente ignorado pela mídia mineira. Blogs como o Diário do Centro do Mundo, do jornalista Paulo Nogueira, e da Cidadania, de Eduardo Guimarães, frisaram que se tratou de “crime eleitoral, sujeito às punições legais”. Como o PT não entrou na Justiça, o assunto parecia fadado ao esquecimento, exceto pela tentativa da direção do HD de aproveitar a ocasião e demitir um de seus mais antigos funcionários, o editor e dirigente sindical, Aloísio Morais Martins, na empresa desde sua fundação, há 27 anos.

No dia 30 de outubro, Morais recebeu advertência da direção do HD por ter compartilhado, em sua página pessoal no Facebook, matéria crítica ao resultado das pesquisas dos institutos Veritas e Sensus divulgadas pelo jornal. A alegação era que a sua publicação havia “prejudicado” os negócios da empresa. Alegação no mínimo curiosa. Se havia comentários críticos ao HD na página de Morais, os comentários eram leves se comparados aos da própria página do jornal no Facebook. Em outras palavras, se o próprio jornal compartilhou a matéria, por que um cidadão, que no caso é também funcionário da empresa, não poderia fazer o mesmo? Afinal, as redes sociais são fontes e instrumentos de pesquisa e informação para jornalistas e não jornalistas.

Suspenso e sem vencimentos desde o final de outubro, o caso de Morais foi parar na Justiça do Trabalho, onde a direção do HD pediu a abertura de inquérito para a sua demissão “por justa causa”. Uma audiência estava prevista para 11 de dezembro, mas acabou adiada por solicitação do jornal. Nova data está marcada para maio. Até lá o jornalista permanecerá afastado do trabalho e sem salário. Um dos mais competentes e conhecidos jornalistas mineiros, Morais integra a diretoria na atual gestão do sindicato e na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Some-se a isso que foi, por duas vezes, presidente do sindicato em Minas. Razão pela qual a avaliação que o atual dirigente da entidade, Kerisson Lopes, faz é de que se trata de “perseguição por parte da empresa”, que tenta encontrar uma forma de se livrar de um profissional sério e ético, que incomoda quem não tem compromisso com a liberdade de expressão.

Antes deste episódio, Morais vinha sendo alvo de permanente assédio, com a direção doHD tentando imputar-lhe advertências por “erros ortográficos” que, comprovadamente, não cometeu. Sem falar que suas funções e turno eram alterados sem quaisquer justificativas. Morais só não foi demitido até agora por gozar de imunidade sindical.

As chaves do cofre

A exemplo dos demais jornais mineiros, o HD passou recentemente por mais um novo enxugamento e outros cortes estão previstos. Nos próximos meses, o jornal deve mudar de endereço, trocando o prédio de quatro andares que ocupa no bairro Santa Efigênia, próximo ao centro, por instalações menores, na saída para o Rio de Janeiro. Na redação e direção do jornal, a dança das cadeiras continua, buscando-se privilegiar apenas os “confiáveis”.

Estado de Minas e Hoje em Dia têm até março (os clássicos 100 primeiros dias de uma administração) para decidir sobre a “linha editorial” a ser adotada. Permanecem na oposição sistemática ao PT, agora incluindo o governador Fernando Pimentel, como sempre fizeram em relação aos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva e ao primeiro de Dilma Rousseff, ou tentam outro caminho?

Uma coisa é certa: como o ramal minimamente independente já está ocupado por O Tempo, a disputa acirrada vai acontecer entre Estado de Minas e Hoje em Dia para ver quem será o porta-voz da oposição tucana em Minas. Aécio precisará de visibilidade e os dois jornais poderiam garantir-lhe espaço, mas o problema é que os tucanos não têm mais as chaves do cofre das Alterosas e nem da presidência da República e compromisso com o jornalismo não é o forte destas empresas.

***

Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG; o presente texto foi publicado no blog Estação Liberdade

Imprensa mineira: por quem os sinos dobram, por Ângela Carrato | GGN

28/12/2014

Liberdade de imprensa à moda bolivariana

A liberdade de imprensa em Minas funcionava à moda tucana: pagou, levou! Ao contrário do PSDB paulista, que comprava as três irmãs siamesas (Folha, Estadão e Veja) com milhares de assinaturas, em Minas, além de ter seu próprio jornal, Aécio comandou uma verdadeira derrama de recursos públicos nos cofres dos valorosos defensores da liberdade de imprensa

PML aponta “inimigos da liberdade de imprensa”

:

Pedido de demissão de João Paulo Cunha, jornalista do Estado de Minas, por ter sido proibido de escrever sobre política num jornal que proíbe críticas a Aécio Neves, "é uma piada pronta, que ajuda a lembrar que vivemos um regime que deveria ser definido como bolivarianismo patronal", escreve Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; "Esse é o drama da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação. A luta contra a censura foi bem-vinda enquanto auxiliou os donos de jornal a livrar-se das botas e tanques de um regime que haviam ajudado a colocar de pé (…). Quando se procura ampliar o espaço para que o conjunto da sociedade possa se manifestar (…), a reação é falar em bolivarianismo, sem receio de produzir uma fraude", diz ele

27 de Dezembro de 2014 às 17:18

247 – Em nova coluna em seu blog no 247, o jornalista Paulo Moreira Leite critica o episódio em que o editor de Cultura João Paulo Cunha pediu demissão do jornal Estado de Minas, depois de ter sido proibido de escrever sobre política. Isso porque Cunha, que trabalhava há 18 anos na publicação, criticou a oposição liderada por Aécio Neves em uma coluna chamada "Síndrome de Capitu". Para PML, o fato "é uma piada pronta, que ajuda a lembrar que vivemos um regime que deveria ser definido como bolivarianismo patronal". Leia um trecho:

Todos se lembram de uma noite recente em São Paulo, quando jornalistas subiram ao palco de uma cerimônia de premiação para dizer em tom dramático: "não ao controle social da mídia." É disso que estamos falando. Embora estejamos falando de um direito constitucional, na vida real da imensa maioria de jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV do país o exercício da liberdade de expressão vive limitado por uma prerrogativa de classe. Pode ser exercida pelos donos da empresa, seus familiares e uma pequena elite de profissionais autorizados. E só. Aos demais jornalistas está reservada a função de apurar o que pedem e escrever o que mandam, num regime de cima para baixo que não é exagero comparar com hierarquia militar.

"Esse é o drama da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação. A luta contra a censura foi bem-vinda enquanto auxiliou os donos de jornal a livrar-se das botas e tanques de um regime que haviam ajudado a colocar de pé", prossegue o diretor do 247 em Brasília. "Quando se procura ampliar o espaço para que o conjunto da sociedade possa se manifestar, num movimento que apenas fortalece a democracia, e é coerente com as mudanças sociais que ocorreram no país na última década, a reação é falar em bolivarianismo, sem receio de produzir uma fraude. Quem censura? Quem cala o outro lado? Quem oprime? Até dá para entender. Só não dá para aceitar". 

Leia a íntegra em A piada pronta do bolivarianismo patronal

PML aponta “inimigos da liberdade de imprensa” | Brasil 24/7

14/10/2014

Folha acha feio tudo o que não é espelho

Folha ditaduraA propaganda descarada da Folha não se mede apenas na depreciação da Dilma e demonização de Lula e do PT. Se dá também pela auréola de santidade com que festeja cada ato dos correligionários de d. Judith Brito. O endeusamento de FHC se reside exclusivamente nas cozinhas das redações dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Não houve nem haverá notas que maculam a divindade olímpica do ventríloquo da CIA no Brasil. Mesmo quando foi descoberta a compra da reeleição, admitida e comprovada, não houve uma linha sequer nos grupos mafiomidiáticos. Todas as chicanas do PSDB foram engavetadas pelo Geraldo Brindeiro ou escondidas por Gilmar Mendes.

Há um caso clássico da confusão entre a velha mídia e a roubalheira perpetrada pelo PSDB. Trata-se dos desvios feitos por Robson Marinho. As Justiças da Suíça e da Alemanha já condenaram, respectivamente, as empresas Alstom e Siemens, mas no Brasil há um silêncio ensurdecedor só porque todos os envolvidos são do PSDB.

No Brasil, o único partido que tem salvo conduto da justiça, do ministério público e da polícia para roubar é o PSDB. Na do que fazem resulta em punição. Esse conluio mafioso só vai  acabar quando houver no Brasil um Di Pietro. Infelizmente, ainda não nasceu…

Onde está a ANJ que, nestas horas, não aparece para falar em liberdade de expressão, em defesa dos jornalistas?!

Xico Sá explica demissão da Folha por declaração de voto em Dilma

ter, 14/10/2014 – 17:08

Atualizado em 14/10/2014 – 17:10

Jornal GGN – O jornalista Xico Sá escreceu uma carta aberta a seus leitores para explicar a demissão recente da Folha de S. Paulo. Segundo ele, o episódio aconteceu em função de um artigo que ele escreveu e insistiu para que fosse publicado em sua coluna no caderno de Esportes. Era sobre o fla-flu eleitoral deste ano, com direito a afagos em Dilma Rousseff (PT), a quem credita o melhor projeto de governo. A polêmica caiu na internet após Xico Sá reclamar não só da falta de espaço, mas da cobertura parcial da grande mídia, que não publica denúncias sobre alguns políticos.

"Meu reclamo é/era pontual; por que só os caras de um lado são responsabilizados pela história universal da infâmia e ninguém publica, para valer, o ‘rebuceteio’ – para usar um clássico da pornochanchada nacional – do outro lado da suruba pornô-política, querido Reinaldo Moraes? É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura", disparou.

Leia a nota na íntegra.

NOTA AOS LEITORES E AMIGOS

Caríssimos amigos & leitores, pretendia nem mais falar desse assunto, mas devido à forma como se alastrou –rizomáticos riachos e riachinhos delleuzianos & gonzaguianos em busca do velho Chico em anos de bom inverno no Navio e no Pajeú-, creio que devo alguma satisfação na praça, além dos "pinduras" morais e existenciais de sempre. Valha-me meu bom Deus, viver é dívida, canelada e dividida de bola.

Como só os galãs vencem por nocaute, procurarei, mal-diagramado por natureza que sou, triunfar nessa luta por pontos, minando, nas cordas do ringue ideológico, vosso juízo emprenhado pelas redes sociais. Vamos lá;

1) Não há herói nenhum nesse episódio. O máximo que chego é a anti-herói macunaímico ou ao João Grilo do cordel teatralizado pelo bravo Suassuna. E olhe lá, e olhe lá, amiga Karina Buhr, eu só quero tocar meu tamborzinho cósmico.

2) Como já informaram alguns sites, pedi demissão do meu posto de colunista (do caderno de Esportes) da Folha, jornal com o qual mantenho uma velha relação de duas décadas, entre idas e vindas, furos, erramos assumidos variados, pés-na-bunda de ambas as partes, grandes momentos, crises profissionais e esticadas D.Rs (discussões de relação) gutenberguianas.

3) Eis que na sexta-feira, 10/10, mandei a coluna em cima da hora, só para variar. Nas linhas tortas -o velho Graça me entenderia nessa hora, embora corrigisse a minha escrita adjetivosa-, tratava do Fla-Flu eleitoral, defendia que os jornais saíssem do armário –como as publicações americanas- e tecia queixas à cobertura desequilibrada da Folha e da imprensa no geral. E repare que a Folha, senhoras e senhores, é bem melhor em se comparando aos outros jornalões, vide grande revelação do aeroporto privado de Aécio e o mínimo questionamento do choque de gestão nas Gerais, esse fetiche econômico insustentável até para a Velhinha de Taubaté do meu amigo Veríssimo.

Bem, como eu ia falando, defendia na coluna que os jornais assumissem suas explícitas posições, donde encerrei o desabafo gonzo-lírico-político usando o direito de declarar minha preferência pela Dilma.

4) A direção do jornal entendeu que o texto feria um dos princípios da casa; o de não permitir fazer proselitismo político ou eleitoral em favor de nenhum candidato. Sugeriu, civilizadamente, que alterasse o texto. Prosa vai, prosa vem. Refleti e mantive a escrita. Argumentei que outros colunistas, de alguma forma, feriam o princípio interno, no que me acho prenhe de razão, né não? Ou seriam textos inocentes?

5) Finquei pé, mais honra do que birra, pantins e queixumes. A direção do jornal sugeriu que eu poderia publicar, porém na página 3., na segunda-feira. É a página de "tendências & debates", na qual convidados, não gente da casa, manifesta livremente suas opiniões, inclusive de voto. Migrar para um espaço de "forasteiros" não me fez a cabeça, não achei que fosse a solução para o impasse. Qual o faroeste dos irmãos Cohen, achei que também teria o direito de ser, pelo menos um dublê, à esquerda, dos caras que botam para quebrar nas suas colunas da Folha. O faroeste moderno se chama "Onde os fracos não têm vez".

6) Daí o meu pedido de desligamento como colunista do jornal, função que exercia na figura de PJ (pessoa jurídica mediante nota fiscal), não como funcionário contratado pelo grupo Folha.

7) No dia seguinte, não mais na condição de colunista, soltei uma saraivada de posts de escárnio e maldizer nas redes sociais, em um espasmo de ira & lirismo que defini, no twitter, como um manifesto gonzo-político livremente inspirado na minha atual releitura de Hunter Thompson e na memória do genial Nezinho do Jegue, personagem de "O Bem Amado", do baiano Dias Gomes, que, uma vez alcoolizado, insultava a humanidade. Eis um direito divino, dionisíaco, um direito dos malucos, além muito além de todas as Constituições, como diria o gênio-mor Antonin Artaud e seu duplo.

8) Um dos posts dessa performance dionisíaco-tuiteira-brizolista, meu caro e amado Zé Celso, vociferava também contra os petistas, considerando que não desejava o (inevitável e irrefreável) uso da minha opinião como propaganda oficial. "Phueda-se o PT", com PH e tudo, dizia este monstruoso cronista. Relembrava que o governo do PT e de todas as siglas da sacanagem alfabética têm que ser investigados sim. Meu reclamo é/era pontual; por que só os caras de um lado são responsabilizados pela história universal da infâmia e ninguém publica, para valer, o "rebuceteio" –para usar um clássico da pornochanchada nacional- do outro lado da suruba pornô-política, querido Reinaldo Moraes?

É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura.

9) O pedido de demissão. Finalmente explico. Mais demorado do que a declaração de voto da queridíssima Marina, que infelizmente esqueceu a nova política na qual eu caí feito um patinho de primeiro turno na lagoa Rodrigo de Freitas.

A demissão. Suspense à Hitchcock.

Vixe. Volver a los 17, como cantaria Mercedes Sosa, a quem escuto ao fundo dessa escrita, alternando com Nação Zumbi, óbvio. Volver à minha pobre coluneta do caderno de Esporte da Folha. Defendi meu patrimônio imaterial único e universal, quase um sufrágio, meu direito, daí o finca-pé que resultou no meu pedido de afastamento do universo folhístico.

Ingenuidade achar que, em período de extremada passionalidade e justíssima crítica ao desequilíbrio na cobertura da "imprensa burguesa" (outro termo vintage comuno-anarquista usado e abusado nos meus posts com toda sinceridade desse mundo) neguinho não fosse compartilhar essa bagunça barroca toda, agora falo com meu irmão Wally Salomão, para o que der e viesse. Rede social é como aquela parada bíblica do olhai os lírios do campo, eles não tecem, eles não fiam…

10) Enfim, o resto é barulho, mas creio que narrei, com alguma vantagem pessoal comum aos narradores de primeira pessoa, a onda toda –ai de mim, amigo Walter Benjamin! Donde reafirmo, não há heroísmo algum além de uma refrega dramática de um velho cronista, talvez um pouco ultrapassado e dionisíaco, com la prensa burguesa, reafirmo o clichê da velha bossa, afinal de contas renascemos sempre num Cocoon metafísico de águas imaginárias e milagrosas.
Como diria, agora meu brother Arnaldo Baptista, quero voltar pra Cantareira.

Deus abençoe os velhos e as crianças, eis meu dizer sobre essa confusão toda que eu achei tão normal como falar do seu candidato no boteco da esquina, era assim na vida antigamente.
Por que isso virou tão chato e eu não posso?

Justo num texto tão babaca, defendendo uma candidatura que só consegue ser mil vezes melhor do que Aécio mesmo. Afinal de contas essa peleja é um W.O. da porra. Ou deveria ser para quem tivesse juízo.

Ah, cadê a dialética do esclarecimento das espumas flutuantes dos mares de cerveja, viejo Wander Wildner?

Aliás, por que eu não poderia escrever aquele texto babaca, aliás eu tenho sido um péssimo cronista, tanto de amor como de futebol, preciso me reciclar, reler todo o Machado de Assis, ele me ensina, também relatei isso aos meninos folhais.

Eu careço ouvir todo Jards Macalé, meu ídolo. Esse episódio cá Folha, aliás, não é político, é ridículo se pensamos na grandeza da vida. As folhas das folhas da relva, menino Holden, é o que doravante me interessa como razão de viver debaixo de uma árvore ou sob o guarda-chuva moral dos caras que viram polícia do texto sem saber que uma besteirinha de nada pode virar idiotice e totalitarismo.

Agora voltei de vez para "O Apanhador…", mas, juro, me perdõe, pela confusão toda com o jornal, com as redes sociais e qualquer coisa. Como dizia Holden, "gosto de Jesus e tudo, os apóstolos é que são uns chatos."

Beijos, Xico Sá, Copacabana, primavera do ano da graça de 2014

Xico Sá explica demissão da Folha por declaração de voto em Dilma | GGN

18/09/2014

O Janot(a)!

Filed under: Censura,Janota,Marina Silva,Rodrigo Janot — Gilmar Crestani @ 8:29 am
Tags:

Os moderninhos chamam de metroman; os antigos, janota! É o sujeito que se submete à aparência, a superficialidade. Janot deveria aplicar para si a lição do pintor Apeles, não ir além das sandálias. Aos interditar o debate político imiscui-se, por puro janotismo, em seara alheia.

Desde Roberto Gurgel  a PGR virou, pra mim, vergonha alheira. Eles até podem ficar de bem com quem eles apoiam, mas abusam do tipo de comportamento que envergonha quem tem vergonha. Os sem-vergonha, não!

Janot, se pensasse um pouco, poderia ver quantas vezes Lula e Dilma processaram sites, tvs, jornais e revistas por toda calúnia que estes veicularam? Ninguém foi mais atacados pelos velhos grupos de mídia do que estes dois e no entanto não há nenhum processo deles contra o comportamento mafioso. Por que Janot censura o debate? Por janotismo!

Janot tomou partido de Marina

janot marina13

17 de setembro de 2014

por Paulo Moreira Leite

Ao apoiar censura à propaganda do PT, PGR diz que ela cria, "artificialmente", reações " emocionais" contra independência do BC. Como ele sabe?


Mais cedo do que se poderia imaginar, mas inevitável como reflexo de suas concepções políticas, agora Marina Silva tenta censurar a propaganda política de Dilma Rousseff. Ela entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir a divulgação de anúncios que criticam sua proposta de independência do Banco Central.

Para Marina, a censura não chega a ser um novidade curricular. Para quem se julga sob proteção divina, é difícil resistir a tentação de negar aos outros aquilo que se quer para si mesmo. Marina acaba de conseguir a retirada do ar do site Muda Mais.
Eu acho — e creio que não é uma opinião pessoal — que é preciso ter um pensamento muito autoritário para, em pleno século XXI, discriminar direitos de homens e mulheres por causa da maneira como fazem sexo.

Mais preocupante, contudo, é o fato de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenha acolhido o pedido de Marina. Teria sido coerente com leis de um país que realiza eleições livres e proíbe a censura esclarecer que a Justiça não tem por que envolver-se numa questão que é a matéria prima de uma campanha — o confronto de ideias e concepções. Não há calúnia nem difamação no caso.
Não estamos falando da boazuda que vende cerveja.
Em política, você pode achar que as reações de determinadas pessoas são “emocionais ou passionais.” Mas também pode achar que são racionais, em função das consequências conhecidas de uma determinada proposta. No caso da independência do Banco Central, ela permitiu políticas nefastas várias partes do mundo. É natural que provoque indignação e até mais do que isso.
A obra recente de Paul Krugman e Joseph Stiglitz, economistas laureados com o Nobel, insuspeitos de qualquer desvio emotivo em seus estudos, demonstra que a Europa transformou-se num cemitério, depois de 2008, porque o Banco Central Europeu estava no comando de uma equipe de fanáticos do Estado Mínimo. Eles usaram o regime de autonomia para cortar benefícios sociais, aprofundar o desemprego. Derrubaram governos de países mais frágeis, comprometeram a recuperação daqueles que pareciam mais fortes.
Tudo para proteger um sistema financeiro que Stiglitz define, precisamente, como o único cassino do mundo onde o dono nunca perde. Taí, João Santana: faltou pensar na jogatina. Stiglitz autorizava, embora pudesse parecer menos respeitoso ainda do que os gravatões em volta de um computador.
Emocional? Passional?
Indo à raiz da desregulamentação financeira e dos investimentos em derivativos que estão na origem do colapso de Wall Street, é possível encontrar as maquinações de Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve, o BC norte-americano, também autônomo. Janot escreve que “a cena criada na propaganda é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia do Banco Central e o quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias.”
A ligação entre autonomia do Banco Central e recessão não é invenção de marqueteiros. É sustentada por análises e argumentos, números e pesquisas. É possível discordar — mas aí cabe contrapor uma opinião, outra visão. Não cabe interditar o debate porque Marina não gosta e o PGR não concorda.
Estamos falando de uma questão essencial da eleição. Marina queria que a mensagem chegasse aos banqueiros, na esperança de receber seus votos e suas contribuiçõe$. Mas não quer que seja discutida pelo povão, que pode transformar essa alegria no patamar de cima em festa inútil.
No Brasil, o BC tem liberdade para definir juros, cambio e outras variáveis fundamentais da economia. Mas, antes e depois de cada decisão, seu presidente reúne-se com o presidente da República para explicar as razões e motivos. O presidente da República pode concordar ou não com os argumentos do interlocutor. Caso se verifique uma divergência instransponível, ele pode demitir o presidente do BC. Faz parte de suas atribuições, como autoridade eleita, que representa a vontade da população.
É para isso que se fazem campanhas, não é mesmo?

Paulo Moreira Leite

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

Janot tomou partido de Marina | Paulo Moreira Leite

08/09/2014

Liberdade de expre$$ão à moda Aética

AeroPOÉ até engraçada, até porque não fui notificado, a atitude do candidato tucano.

Todo mundo falava que o José Serra demitia, com um telefonema ao patrão, jornalista que ousasse criticá-lo. Aécio segue a mesma trilha.

Há mais semelhanças entre Aécio e Serra do que sugere a vã filosofia. É o compadrismo com os grupos mafiomidiáticos do Instituto Millenium.

Quando José Serra fez publicar, por sua pena de aluguel, Mauro Chaves o famoso artigo “Pó pará, Governador!” no Estadão, Aécio Neves fechou-se em copas e não trilou, nem trolou, nem processou. Mas botou seu jornal de aluguel, O Estado de Minas, para defende-lo: Minas a reboque, não

Ora pois, direi ouvir estrelas, mas só se tiver cheirado um helipóptero!!! Aí da até apara ver a via-láctea…

Carta aberta a Aécio Neves

Postado em 07 set 2014 por : Paulo Nogueira

Caro Aécio: qual é seu conceito de liberdade de expressão?

Pergunto isso porque fui surpreendido com uma notificação judicial sua. Soube depois que outros 65 internautas tiveram a mesma surpresa desagradável.

O DCM é acusado de ser um robô ou, o que não melhora muito a situação, “um grupo de pessoas remuneradas para veicular conteúdos ilícitos na internet.”

Primeiro, e antes de tudo, isto configura calúnia.

Somos, como bem sabem nossos 2,5 milhões de leitores únicos por mês, um site de notícias e análises independente e apartidário. O apartidarismo e a independência inexpugnáveis explicam por que crescemos mais de 40 vezes em 18 meses de existência.

Jornalismo, quando se mistura a militância partidária, deixa de ser jornalismo. Essa convicção está na raiz do jornalismo do DCM.

Nossa causa maior é um “Brasil escandinavo”, como gosto de dizer e repetir. Um país em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém em razão de sua conta bancária.

É certo que, dentro dessa visão do mundo, entendo que o senhor representa um brutal atraso.

O PSDB, no qual votei várias vezes, lamentavelmente deu nos últimos anos uma guinada profunda rumo à direita e se transformou numa nova UDN.

Hoje, o PSDB simboliza um Brasil abjetamente iníquo. Os privilegiados estão todos a seu lado nestas eleições, e não por acaso.

Caro candidato: nunca vi o senhor, ou algum outro líder tucano, se insurgir contra o mal maior do Brasil – a desigualdade.

Nossos problemas com o senhor residem apenas no campo das ideias.

Não fabricamos fatos, não inventamos coisas que o constranjam, porque não é este o tipo de jornalismo que praticamos.

Mais que isso: não fazemos acusações levianas e irresponsáveis como as que o senhor fez contra nós.

Se condenamos coisas como o aeroporto de Cláudio é porque entendemos que elas são a negação do “Brasil escandinavo” pelo qual tanto nos batemos.

Não admiro sua postura com frequência, reconheço. No debate do SBT, quando um jornalista lhe perguntou sobre a visão de ética tucana depois de citar escândalos como o do Metrô de São Paulo e o Mensalão mineiro, o senhor disse que vivemos num estado de direito.

Ninguém é culpado antes que se apurem os fatos, o senhor afirmou. Perfeito.

Mas poucos dias depois, quando começou a circular uma lista de pessoas citadas por um ex-diretor da Petrobras, o senhor se apressou em fazer uma condenação ampla, geral e irrestrita.

“É um novo Mensalão”, o senhor decretou. Estado de direito, portanto, é para o senhor e os seus amigos.

Para os demais, o opróbrio imediato, a humilhação instantânea.

Notemos também que o senhor prega a meritocracia ao mesmo tempo em que sua irmã ocupa um posto nobre no governo de Minas, pago pelo dinheiro do contribuinte.

Vários relatos contam a dificuldade de fazer jornalismo independente em Minas.

Isso ficou notavelmente claro para mim quando vi a sua notificação judicial contra nós.

Jornalismo bom para o senhor, aparentemente, é o jornalismo que o aplaude.

Fico pensando como seria complicado, para os jornalistas independentes, conviverem com o senhor na presidência.

Felizmente, é uma hipótese de chance virtualmente equivalente a zero.

Por ora, é só.

Provavelmente voltarei a escrever para o senhor assim que ficar mais clara sua ação judicial.

Grato pela atenção.

Paulo Nogueira, diretor editorial do DCM

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Diário do Centro do Mundo » Carta aberta a Aécio Neves

Pó pará, Governador, na calada da noite ou pela sombra, não!

aeciotwitterQueria era ver a ANJ protestar contra a perseguição do Pó pará, Governador! aos tuiteiros. O Instituto Millenium, que resolveu patrulhar o Poder Judiciário, não vai se se manifestar em relação à perseguição de Aético Never?

Aécio obriga Twitter a dar nomes de usuários para processar quem o critica

7 de setembro de 2014 | 21:35 Autor: Fernando Brito

Em processo que corre em sigilo judicial, Aécio Neves está obrigando o Twitter a entregar os nomes de 66 usuários do microblog Twitter que difundiram mensagens que, segundo o candidato tucano “insinuam (o seu) envolvimento em crimes, como enriquecimento ilícito; apropriação de recursos da Saúde de Minas Gerais; agressão à namorada; crime de evasão de divisas; uso e transporte ilegal de drogas; além de promoverem conteúdos que (lhe) imputam(…) condutas moralmente inaceitáveis.

aecio quadriDiz ele que os tuiteiros “interagem entre si, notadamente para denegrir sua imagem, nome e história”.

Talvez com poucas ocupações, desde que sua campanha entrou em declínio – do qual espera sair agora com a desconstrução de Marina Silva pelo desmonte da imagem de Eduardo Campos, como antecipa Merval Pereira – Aécio contratou uma legião de advogados para obter as identidades, via IP, dos que o atacam na internet.

Imginem se Dilma fizesse isso com os trolls que diariamente espalham horrores na rede sobre ela?

“Ditadora, tirana, bolivarianista” seria o mínimo que diriam dela.

Só acho que Aécio resolveu ser valente com um monte de gente pequena, que talvez não tenha nem como se defender com advogado.

E que estão sendo, agora, obrigados se virar para enfrentar o exército jurídico aecista.

Quando o amigo do Serra publicou aquele famigerado “pó pará, governador” , ele não levou ninguém à Justiça.

Agora, para não se queimar com os usuários do Twitter, age quase em silêncio.

Aécio obriga Twitter a dar nomes de usuários para processar quem o critica | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

19/06/2014

Veja como os EUA tratam a Yoani Sánchez deles

 

Dos años de Assange en 20 m2

Se cumplen 24 meses de la entrada del ‘exhacker’ en la Embajada ecuatoriana en Londres

Patricia Tubella / Soraya Constante Londres / Quito 18 JUN 2014 – 21:40 CET29

Assange, en una comparecencia desde la embajada, en 2012. / LEON NEAL (AFP)

El pulso político y diplomático que encarna el fundador de Wikileaks, Julian Assange, permanece enquistado cuando se cumplen este jueves dos años de su entrada en la Embajada de Ecuador en Londres, donde sigue refugiado bajo riesgo de ser arrestado si pone un pie fuera del recinto. Mientras el Gobierno ecuatoriano sostiene que el exhacker, que la fiscalía sueca quiere interrogar por posibles delitos sexuales, “no es un fugitivo” sino un asilado bajo su amparo, las autoridades británicas persisten en su empeño de detenerlo por haber violado los términos de la libertad condicional aquel 19 de junio de 2012, y mantienen un cerco policial en torno a la legación cuya factura ya roza los seis millones de libras.

En todas las entrevistas hechas a Assange, durante los dos años que lleva en el recinto diplomático, ha habido una pregunta constante. ¿Cómo es vivir en una embajada? Sus respuestas han permitido conocer que pasa los días confinado en una oficina de 20 metros cuadrados convertida en habitación. En ese espacio trabaja (jornadas de 17 horas frente a un ordenador), se ejercita (en una cinta para correr que le regaló el cineasta Ken Loach) y recibe visitas, según los reportes del periódico británico The Daily Mail en 2012. Por declaraciones de uno de sus abogados, Baltasar Garzón, se sabe que su mobiliario incluye una cama, una mesa, una estantería y ahí se acaba su mundo.

El propio australiano comparecerá en una rueda de prensa en conexión internauta este jueves con el ministro de Exteriores ecuatoriano, Ricardo Patiño, según este anunció su cuenta de Twitter sin precisar más detalles.

“Es una lástima” que los contribuyes británicos deban costear la presencia constante de la policía a lo largo de los últimos 24 meses, pero Assange va a ser un invitado de ese territorio diplomático de forma indefinida, a no ser que medie un gesto del Gobierno de David Cameron, advertía el embajador ecuatoriano, Juan Falconi Puig, en una reciente entrevista al diario The Times. Con esas declaraciones, Falconi Puig frustraba las expectativas de que el relevo de su antecesora, Ana Albán, en junio del año pasado, apuntara a una vía de solución del litigio entre Quito y Londres. Los términos que plantea hoy el embajador siguen siendo los mismos en los que incide el presidente de Ecuador, Rafael Correa, desde que concediera asilo político por “razones humanitarias” al pirata informático australiano: que la justicia sueca le interrogue por videoconferencia o bien desplace a sus funcionarios a Londres a tal efecto. La fiscalía sueca considera que, en vista de los delitos por los que fue denunciado por Miss A. y miss W., es necesario que Assange sea interrogado en Suecia.

más información

El Gobierno ecuatoriano apuesta por que sea interrogado en Londres porque “ha aceptado los argumentos de Assange” de que corre el riesgo de ser extraditado a Estados Unidos si aceptar trasladarse a Suecia para responder a las acusaciones –todavía no se han presentado cargos en su contra- de violación y asalto sexual contra dos mujeres.

El hacker que hace cuatro años difundió a través de Wikileaks miles de cables confidenciales del Departamento de Estado de EEUU y sobre las operaciones militares en Irak y Afganistán, es hoy un hombre “que sufre”, en palabras del embajador Falconi, que vive encerrado en una de las doce habitaciones de las que consta la legación ecuatoriana en el barrio de Knightsbridge. La última imagen que ha proyectado al mundo es una fotografía difundida en las redes sociales en vísperas del mundial de fútbol de Brasil y en la que aparece con buen aspecto y ataviado, cómo no, con la camiseta de la selección nacional de Ecuador.

"En el caso de Assange no había garantías del debido proceso"

Rafael Correa, presidente de Ecuador

A pesar de que la sede diplomática ecuatoriana ocupa un lujoso piso de 200 metros, Assange tiene la movilidad restringida, al menos durante el día, cuando la embajada ecuatoriana atiende los requerimientos de sus ciudadanos y otras personas. Por los reportes que ha hecho el diario ecuatoriano El Telégrafo, que lleva el conteo de los días que Assange lleva en la embajada en su sitio web, se conoce que el hacker australiano recibe periódicamente a un entrenador personal, que practica el boxeo y la calistenia, y que tiene una lámpara azul que imita la luz del día.

La falta de la luz del día es justamente es lo que más ha trascendido de los diez minutos de entrevista que mantuvo el periodista Antoine de Caunes del programa Le Grand Journal de Canal Plus con Assange la semana pasada. “Físicamente lo más difícil es la falta de luz del día. La luz solar solo la vi 20 minutos, hace dos años, cuando salí al balcón para hacer una declaración”, relató Assange que vestía pantalones vaqueros, camisa a cuadros y zapatos deportivos y lucía una barba de color platino que le daba un aspecto mayor a sus 42 años.

El pasado 15 de mayo, en una entrevista que Correa concedió a la Televisión Nacional de Chile, salió el tema. “Lo consideramos un ciudadano con derecho a pedir asilo y nosotros un país soberano con derecho a otorgar asilo”, respondía y añadía que la protección otorgada por el Estado ecuatoriano no se debía a su labor informativa: “Cuidado… No hemos justificado lo que hizo Julian Assange, creemos que los Estados deben tener información confidencial por su seguridad nacional, etc., pero en el caso de Assange no había garantías del debido proceso”.

Para el Gobierno de Cameron, enfrascado estos días en la crisis que ha supuesto la ofensiva yihadista en Irak, Assange entraña un problema casi olvidado por el público británico aunque el reciente balance del gasto policial que supone la vigilancia a Assange haya operado de incómodo recordatorio: 5,9 millones de libras hasta finales de marzo, según la Policía Metropolitana. Sobre el edificio que responde al número 3 de la calle Hans Crescent, muy próximo a los almacenes Harrod´s, ya no sobrevuelan los helicópteros cuyo ruido molestaba al vecindario en los primeros meses de la crisis. Pero al menos dos agentes –probablemente alguno más agazapado- siguen apostados día y noche frente a la hoy famosísima embajada de Ecuador en Londres.

Hasta el pasado diciembre, la Agregaduría de Defensa de España en el Reino Unido ocupaba la planta que está justo encima de la legación ecuatoriana, pero esta unidad que oficialmente tiene como función engrasar las relaciones bilaterales con sus homólogos militares británicos se ha desplazado a una nueva sede en Notting Hill “por razones administrativas”. Desde la embajada española en el Reino Unido, responsable de ese departamento encabezado por el capitán de navío Pablo A. Lewicki, se asegura que la presencia del incómodo residente del antiguo inmueble –Assange- no ha tenido nada que ver con el traslado.

"Cuando uno tiene un principio, hay que luchar por ello y simplemente no ceder"

Julian Assange

La agencia local Andes ha difundido un vídeo de cuatro minutos en el que el fundador de Wikileaks agradece a Ecuador por mantener la protección diplomática a su favor. “Han pasado dos largos años desde que entré a este edificio (…) La situación es difícil para mí, personalmente y mucho más para mis hijos, pero tengo ventajas, gracias al apoyo del Gobierno ecuatoriano y su pueblo he podido trabajar en circunstancias difíciles. Sí, con una amplia vigilancia policial alrededor del edificio; sí, incluso con el espionaje de la agencia británica de inteligencia, pero trabajar (…) Esa capacidad de trabajo me ha mantenido en marcha (…) El juego no ha terminado, sabemos en materia de derecho internacional que Reino Unido, los Estados Unidos y Suecia tienen la obligación de respetar los derechos de asilo de todo el mundo”.

Añadió que formalmente no está acusado de crimen alguno y que pese a eso ha estado detenido cuatro años en Londres (dos años en la Embajada de Ecuador). Para terminar recordó su misión para con el mundo. “Cuando uno tiene un principio, hay que luchar por ello y simplemente no ceder. Y en relación a las promesas que he hecho al mundo para presentar la información de Estados Unidos y sus aliados, eso es algo a lo que estoy decidido y no fallaré”.

Pero no todas las declaraciones y apariciones que Assange ha hecho desde la sede diplomática ecuatoriana han sido bien recibidas por el Gobierno ecuatoriano. En junio de 2013 actuó como vocero del extécnico de la CIA, Edward Snowden, e indicó que el salvoconducto que le habría permitido viajar desde Hong Kong hasta Rusia fue concedido en la misión ecuatoriana en Londres. Ese mismo año creó el Partido Wikileaks y se postuló como candidato al Legislativo en Australia, como parte de la campaña grabó un vídeo parodia de sus contrincantes que luego difundió por Internet. Ambos episodios molestaron al presidente Correa, quien en el primer caso emplazó a Assange a no referirse a situaciones internas Ecuador y en el otro a no burlarse de sus adversarios.

Así las cosas, todo apunta a que Julian Assange cumplirá dentro de dos semanas los 43 años encerrado en su bastión numantino del corazón de Londres. Su caso empieza a evocar al del cardenal Jozesf Mindszenty, asilado durante tres lustros en la embajada estadounidense de Budapest, donde se refugió tras el aplastamiento soviético de la revolución húngara de 1956. Se le permitió salir del país y años después murió en el exilio.

Dos años de Assange en 20 m 2 | Internacional | EL PAÍS

15/06/2014

Quem nasce da censura, censurando vive

 

Documento: Globo censurou o exoesqueleto do Nicolelis

Blog Megacidadania foi em busca da comprovação documental

Do Megacidadania:

Bomba! Documento comprova, Globo censurou exoesqueleto

Após três postagens enfatizando que a Tv Globo censurou o momento do chute inicial da Copa 2014, o blog Megacidadania foi em busca da comprovação documental que fundamentasse definitivamente nossa afirmação e a disponibiliza ao distinto público.
O documento está disponível no próprio portal da Rede Globo (clique aqui).
A SEGUIR ALGUNS TRECHOS DO DOCUMENTO DA PRÓPRIA TV GLOBO
A maior e mais desafiadora cobertura esportiva já feita pela Globo tem a missão de levar a Copa do Mundo FIFA 2014 para a casa de cada brasileiro. E de ser os olhos de cada torcedor em tudo que acontece no Brasil durante o Mundial.
Para isso, a Globo está mobilizando toda a sua rede …
São 1.496 profissionais credenciados … em uma operação que envolve cerca de 2.500 profissionais …
GLOBO PREPARA UMA GRANDE FESTA PARA O DIA 12 DE JUNHO; SAIBA TUDO
… equipe de 80 repórteres que vão trabalhar na cobertura …
… a Globo terá cinco câmeras exclusivas …
*
E a pergunta óbvia é: por que mesmo com todo este aparato, inclusive com cinco câmeras exclusivas, a Tv Globo deixou “escapar” a cobertura do ponta pé inicial ?

O depoimento do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis elucida a questão.
Foi censura política sim.
É desculpa esfarrapada da Tv Globo que a FIFA e “só” a FIFA estava gerando as imagens.
A Tv Globo com suas cinco câmeras exclusivas não fez a cobertura jornalística do exoesqueleto, com a devida ênfase, simplesmente por que assim decidiu seus dirigentes.
Obs.: se por acaso a Globo retirar o acesso ao documento, é só nos avisar aqui mesmo nos comentários, pois o salvamos na íntegra.

Em tempo: o Enio Barroso, famoso cadeirante paulista, fez um sincero e indignado comentário sobre o caso e teve mais de dois milhões de visualizações:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=843795528982344&set=a.226577860704117.72168.100000557142557&type=1&theater&notif_t=photo_reply

Documento: Globo censurou o exoesqueleto do Nicolelis | Conversa Afiada

14/06/2014

Globo censurou exoesqueleto. Qual a novidade?!

 

Globo censurou exoesqueleto. O motivo?

junho 13, 2014 –

A censura do exoesqueleto e o motivo Tinha que existir um motivo muito forte para que a Tv Globo censurasse a cobertura do pontapé inicial da Copa 2014. A empresa HBS (contratada pela FIFA) é que gera as imagens com suas 34 câmeras por partida, mas é a emissora retransmissora, neste caso é a Rede Globo, que decide aquilo que vai ao ar para o distinto público.
Fizemos um post que teve ampla repercussão com o título: TvGlobo censura exoesqueleto (clique aqui)
Fomos pesquisar e, bingo ! Descobrimos o motivo da censura (clique aqui).
Lula visita o exoesqueletoLula visita projeto “Andar de Novo” de Miguel Nicolelis
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na manhã desta quinta-feira (10), o laboratório do projeto “Andar de Novo”, que está desenvolvendo um exoesqueleto robótico movido pelo cérebro, para que pessoas com paralisia possam caminhar novamente.
Para ver mais fotos e baixar imagens em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula
A equipe do projeto, liderada pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, está trabalhando para que uma pessoa com paralisia dê o chute de abertura na partida de abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo.
Lula conheceu o laboratório e a equipe junto com Nicolelis e viu o exoesqueleto, batizado de BRA-Santos Dumont, se movendo. Na última segunda-feira (7), o cientista já havia divulgado um vídeo do esqueleto mecânico em movimento.
Desenvolvido por um consórcio internacional, liderado no Brasil pelo IINN-ELS (Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra) e contando com a parceria da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e fundos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal, o projeto Andar de Novo reúne 156 pessoas de 25 nacionalidades diferentes, com o objetivo de desenvolver no Brasil uma tecnologia inédita para pessoas com paralisia.

Globo censurou exoesqueleto. O motivo? | Megacidadania

13/06/2014

O método bolivariano da funcionária da RBS

Filed under: Ana Amélia Lemos,Censura,Grupos Mafiomidiáticos,PP,Rádio Gaúcha,RBS,Zero Hora — Gilmar Crestani @ 7:37 am
Tags: ,

Equipe de Governo:

Ana Ameba Lesma

Os funcionários da RBS primam pela liberdade de informação. A do patrão. E se dizem isentos. Sim, sabemos o quanto são isentos. Todo ano a RBS desova algum funcionário com a incumbência de, na política partidária, defender os interesses do patrão e de seus financiadores ideológicos.

Jamais! Nunca! Verás funcionário da RBS  num partido de esquerda. Se não, como combinar quem um dia ataca os movimentos sociais e no outro se posicionar ao lado deles. A discussão das idéias made in RBS é: eles falam, você ouve calado! Eles se dão bem onde o povo os segue com passividade bovina. Conduzem as manadas de gaúchos e catarinenses no cabresto, direto ao brete.

A dobradinha da Ana Amélia com o PP é antigo. Pelo menos desde os tempos do Pratini de Moraes. A ex-miss Lagoa Vermelha defendeu Pratini quando este, por inércia, importou a febre aftosa do Uruguai e Argentina. A parceria da RBS com Pratini de Moraes, nos tempos de FHC, resultou no SISBOV

Repito o que escrevi, à época, ao Observatório da Imprensa: minhas Saudações Aftosas à funcionária da RBS que quer aparelhar nos municípios o cabo eleitoral do partido como procurador do prefeito. Nada de métodos republicanos, com foco na meritocracia que tanto defende para atacar o restante do funcionalismo público. Ele pretende fazer o que dizia acontecer na Venezuela. É a inveja como método; o ódio, como herança!

Com a tentativa de censura, coisa de quem estava acostumada a dizer qualquer besteira sem censura, Ana Amélia Lemos mostra que não está preparada para enfrentar quem pensa de modo diferente. Sempre é bom lembrar que este é um comportamento típico de gente acostumada a trabalhar em veículos de comunicação que nunca tiveram nenhuma dificuldade de trabalhar na ditadura, mas na primeira eleição democrática sofreram duras derrotas, inclusive jurídicas. Simplesmente porque, para eles, o que vale é o Estado de Direita!

Procuradores municipais acusam senadora de tentar censurar site

Advogado do PP, no entanto, afirma que publicações em página de associação de classe tem ‘interesse politico e eleitoral’

Tags: Ana Amelia, ANPM

por Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A Justiça Eleitoral no Rio Grande do Sul negou o pedido do Partido Progressista (PP) de retirar do ar o site da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM) e a página da entidade no Facebook.  No pedido, o partido acusava a ANPM de promover propaganda negativa da senadora e pré-candidata ao governo do Estado, Ana Amélia, que lidera as pesquisas de intenção de voto na região. ”As fotografias da senadora levam a textos que reproduzem as notícias de irregularidade, informam sobre a emenda oferecida pela parlamentar e posicionam-se contrariamente a tal medida, destacando a importância da realização de concurso público para a nomeação de procuradores municipais”, afirma a desembargadora Fabianne Breton Baisch em sua decisão.

SENADORA É ALVO DE CRÍTICAS DA ANPM. FOTO: DIDA SAMPAIO: ESTADÃO

Nas páginas da entidade na internet e redes sociais são divulgadas notícias de jornais sobre o posicionamento da senadora acerca da emenda proposta por ela para a PEC 17, em tramitação no Congresso, que estabelece a obrigatoriedade de concursos públicos para o cargo de procurador municipal. Em sua emenda, Ana Amélia propõe que apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes adotem a contratação via concurso público.

Defesa. Diante disso, o PP acionou a Justiça por considerar que a ANPM estava fazendo propaganda negativa da senadora e pediu que as páginas fossem retiradas do ar. Após a derrota, a sigla já recorreu da decisão e o advogado do partido, Gustavo Paim, acredita que pode conseguir reverter a decisão.

“O que a associação está fazendo caracteriza propaganda ilícita, pois são divulgadas manchetes de jornais com várias notícias negativas e com a foto da senadora ao lado.  Então, a primeira vista aparenta que a corrupção da manchete estaria associada a Ana Amélia, o que é inverídico e extremamente negativo”, afirma o defensor.

Para Paim, não se trata de censura à página da entidade, mas da maneira como a ANPM está expondo a senadora ao tratar do assunto.  ”A juíza entendeu que o debate da PEC 17 poderia ser feito de maneira publica, mas o que se discute é a maneira que estão fazendo, posso garantir que há interesse politico e eleitoral”, diz.

Ele lembra ainda que o presidente da associação é filiado ao PT, partido que vai disputar o governo estadual contra Ana Amélia, que é favorita nas pesquisas.

Disputa. A associação, por sua vez, afirma que sua política de divulgação de notícias de jornais defende a liberdade de imprensa e lembra que na decisão a própria magistrada afirmou que é necessário ter cautela em casos como esses para não ferir “as garantias constitucionais de livre manifestação do pensamento e informação”.

Para a entidade as alterações sugeridas por Ana Amélia permitiriam que advogados que atuaram nas campanhas dos prefeitos fossem contratados como procuradores sem a necessidade de concursos públicos, o que prejudicaria o combate às fraudes nos municípios.

Tags: Ana Amelia, ANPM

04/11/2013

Censura biográfica: "O Mapa da Corrupção no Governo…”

Filed under: Biografias,Censura,FHC — Gilmar Crestani @ 7:13 am
Tags: ,

No Brasil pode-se escrever qualquer coisa sobre Dilma, até inventar Ficha Falsa, sobre Lula ou José Dirceu. Só não pode escrever sobre Aécio, FHC & Serra. Por exemplo, "O Mapa da Corrupção no Governo FHC", de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura, continua proibido desde 2008. Se a justiça resolver liberar, deverá sofrer atualização para agregar um GPS, mapeando antes, durante e depois, e, pelo Google Street View, com fotos dos rendez-vous com Miriam Dutra.

Justiça do país veta 25 obras em dez anos

Levantamento realizado pela Folha mostra que hoje há pelo menos 19 livros que ainda estão proibidos no Brasil

Pesquisa ouviu 250 editoras e consultou bancos digitais em tribunais de todos os Estados brasileiros

DE SÃO PAULO

Nos últimos dez anos, ao menos 25 obras foram proibidas pela Justiça após ações propostas por quem se sentiu caluniado, ofendido ou invadido em sua intimidade.

Sentenças baseadas nos direitos à honra e à privacidade não impediram apenas a publicação de biografias. Também foram riscados de catálogo cordéis, investigações jornalísticas e até um relato mediúnico sobre os mortos no acidente da TAM.

Deste total, pelo menos 19 obras continuam proibidas.

Os livros e um espetáculo teatral saíram de circulação sob ameaça de multas de até R$ 50 mil diários.

Esse é o valor que a editora Planeta teria de pagar a Roberto Carlos caso não recolhesse, em 2007, os exemplares da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", tirada de circulação após acordo judicial entre as partes.

Processos movidos por personalidades retratadas ouseus herdeiros inibiram o mercado. Há no mínimo três trabalhos de interesse público que não são publicados porque seus editores não conseguiram autorização daqueles que detêm o direito sobre imagem ou tema proposto.

É o caso do livro de memórias que o ex-jogador Sócrates Brasileiro escreveu pouco antes de morrer em 2011.

Para que a editora Prumo publique o livro deixado sob cuidados da viúva do autor, Kátia Bagnarelli, ela espera a autorização dos seus seis filhos. "Eles acham que não é o momento", diz Bagnarelli.

Enquanto o livro escrito por Sócrates não é publicado, a viúva lança "Sócrates Brasileiro – Minha Vida ao Lado do Maior Torcedor do Brasil" (Prumo, R$ 34,90).

LEVANTAMENTO

O levantamento feito pela Folha consultou arquivos de jornais e bancos digitais dos 27 tribunais de Justiça do país. Foram consultados por e-mail 570 editoras, livreiros e distribuidores. Por telefone, foram ouvidas 250 editoras.

O resultado da pesquisa não é completo porque há processos que correm sob segredo de Justiça. É o caso de "O Mapa da Corrupção no Governo FHC", de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura, proibido desde 2008.

O levantamento abrange o período após a criação do novo Código Civil, de 2002, que defende (artigos 20 e 21) direitos relativos a intimidade e privacidade. O texto do Código é alvo de projeto que pretende facilitar a publicação de biografias não autorizadas, a ser votado na Câmara.

Antes de 2002, no entanto, houve livros proibidos pela Justiça, como "Nos Bastidores do Reino", de Mario Justino, censurado e recolhido em 1995, a pedido da Igreja Universal do Reino de Deus. A mesma juíza que proibiu o livro o liberou um ano depois.

Para Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Roberto Carlos, a opção para garantir direitos de biografados seria a supressão de trechos contestados em edições subsequentes.

"Não existe mais espaço para defender a proibição de livros no Congresso, essa questão já foi superada", diz. A possibilidade de supressão de trechos já existe, mesmo sem regulamentação.

Nos últimos dez anos, ao menos quatro livros foram modificados após ações judiciais, alguns porque continham dados questionáveis, outros porque expunham algo íntimo de alguém.

Arnaldo Bloch, no livro sobre sua família "Os Irmãos Karamabloch "" Ascensão e Queda de um Império Familiar", mencionava antigo relacionamento extraconjugal com uma psicóloga.

Na sentença, a juíza determinou supressão do nome da reclamante em futuras edições: "A circunstância de serem verdadeiros os fatos não dá direito ao autor de um livro de divulgá-los sem autorização, se envolvem intimidade de terceiro que não faz parte da família biografada."

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), por exemplo, pediu o recolhimento de "Na Toca dos Leões", de Fernando Morais, pois é citado em depoimento de um publicitário como alguém que defendia o controle populacional do Nordeste por meio de "remédio que esterilizava as mulheres" colocado na água.

A obra, proibida em abril de 2005, foi liberada após seis meses; autor e editora, condenados a indenizar Caiado.

BICHO DE SETE CABEÇAS

O pedido de ação, hoje, pode partir de alguém que é citado em algum episódio, como no caso do livro "Canto dos Malditos" (Rocco), de Austregésilo Carrano Bueno, sobre suas internações em manicômios. A obra deu origem ao filme "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanzky.

Em 2001, a família do psiquiatra Alô Guimarães pediu o recolhimento da obra, concedido em 2002 pelo Tribunal de Justiça paranaense.

"O escritor criava diálogos imaginários, atribuía frases inteiras a Alô", diz Pedro Henrique Xavier, advogado dos herdeiros do médico.

"A liberdade de expressão tem que ser respeitada, mas não pode ser a liberdade de praticar um crime."

Em 2004, a obra voltou a circular, mas as edições subsequentes não trouxeram o nome do médico. "Eu me constrangeria de impedir previamente a manifestação do pensamento, mas se o produto é comprovadamente mentiroso, o Judiciário tem que ser acionado", diz Xavier.

Para a professora de comunicação da USP Sandra Reimão, autora de "Repressão e Resistência: Censura a Livros na Ditadura Militar" (Edusp/ Fapesp, 2011) "a possibilidade censória para atividade intelectual, artística ou científica é uma violência e um limite à cidadania cujos malefícios ultrapassam muito os causados pela circulação de alguns bens culturais."

(GUSTAVO FIORATTI, GIULIANA DE TOLEDO, GUILHERME GENESTRETI E ÚRSULA PASSOS)

18/10/2013

Os livros proibidos são os melhores

Filed under: Censura,Ditadura,Sexualidade — Gilmar Crestani @ 8:50 am
Tags:

A censura é o melhor dos estimulantes. Quando era seminarista recebi a incumbência de organizar a biblioteca do colégio que estava mudando de lugar. De imediato um frei me entregou uma lista dos livros que, no caso de serem encontrados, deveria lhe entregar incontinenti. Encabeçava a lista, Os crimes do Padre Amaro. Depois, todos os livros do Jorge Amado. Bem, a primeira coisa que fiz foi perguntar pra outro frei, de cabeça mais aberta, o que havia de especial no livro de Eça de Queiroz. Ele responde: nada. E me emprestou. Ele não tinha os livros de Jorge Amado, mas fui ler. Li vários. Gostava das morenas fogosas do bardo baiano. Hoje, depois de muitas leituras, vejo que a censura me ajudou a conhecer Eça, mas me fez perder um tempo muito grande com o prolífico Jorge Amado. Não há como não deixar de ver, numa de suas vertentes, o dom de comercializar carne morena. Na outra ponta, a glamourizada comunista. Nenhuma das duas me convenceu literariamente.

A censura dos milicos foi a mais nefasta, porque também deixa margem para interpretação equivocada. Ora, admitir que tudo o que um milico censurou é bom é o mesmo equívoco da censura. Seria reconhecer nela a inteligênica que não tinha. Bobagem pura. Um ditador e seus taifeiros, se fossem inteligentes, não precisariam de armas para defender suas ideias.

‘Sexo en Nueva York’ en realidad nació en la década de los 60

Rompió tabúes y fue censurada por obscena. La novela ‘El grupo’ de la escritora Mary McCarthy mantiene su influencia medio siglo después.

CARLES GÁMEZ

18 de octubre de 2013

08:00 h.

coverbuena

Imagen promocional de ‘El Grupo’, la adaptación cinematográfica de la novela de McCarthy

Foto: Cordon Press

Ocho amigas. Ocho compañeras y graduadas del selecto Vassar College de Nueva York. Sus nombres: Kay, Libby, Pokey, Lakey, Pris, Helena, Dottie y Pollie. Ochos vidas que cruzan de la América del New Deal del Presidente Roosevelt al estallido de la Segunda Guerra Mundial. La escritora Mary McCarthy, prototipo de la intelectual progresista que se había fraguado en la Norteamérica de la década de los años treinta, ponía en pie, tras una trayectoria reconocida como autora independiente, la que iba a convertirse en su novela más popular, en todo un fenómeno literario y social. La crónica de una generación, la suya, en esa lucha eterna entre la realidad y el deseo.
En el otoño de 1963 la novela El grupo asciende rápidamente en los ránkings de ventas literarias entre los libros más vendidos de Norteamérica. La obra restará en el número uno durante más de cinco meses y entre los primeros lugares a lo largo de los próximos años. No había pasado un año de su publicación y la cifra de ejemplares vendidos sobrepasaba ampliamente los 300.000 ejemplares. En ese 1963 marcado por el asesinato de Kennedy, la escritora Betty Friedan publicaba La mística de la feminidad, la obra que serviría de motor de arranque para el movimiento feminista de las siguientes décadas.

dentro2

¿Las antecesoras de Carrie y compañía?

Foto: Cordon Press

Aunque McCarthy nunca se declaró feminista, la novela El grupo abordaba temas como el sexo, la contracepción, la maternidad, el maltrato, la misoginia, el lesbianismo, el compromiso social, la independencia o la sumisión femenina, argumentos que en el momento de su publicación resultaban un cóctel si no revolucionario, lo suficientemente transgresor e indigesto para que desde los estamentos más conservadores fuese acusada de publicación pornográfica. La descripción con toda clase de detalles de un orgasmo o la perdida de la virginidad eran algunos de los temas tabúes que Mary McCarthy detallaba sin complejos en su novela. El libro se convierte en ese tipo de fenómenos y obras polémicas que se detestan en público, pero que se devoran con avidez en la intimidad. Una primera lectura transgesora para una generación de chicas adolescentes que guardó bajo el colchón su ejemplar y a escondidas de sus padres.
La novela se prohibiría en países como Irlanda, Australia o Italia bajo la acusación de atentar contra la moral pública. En España se puede encontrar actualmente en la colección Ardanzas de la editorial Tusquets, donde también se han publicado otras obras de la escritora americana. Aunque la novela estaba situada en un tiempo pasado, los sueños y frustraciones de aquellas ocho antiguas estudiantes de Vassar encontrarán de inmediato un gran eco en la sociedad norteamericana. Era la obra de una escritora que describía en voz alta y accesible la vida un grupo de mujeres en un medio social lleno de prejuicios y convencionalismos.

Cartel publicitario de El Grupo

Cartel publicitario de El Grupo (1966)

Foto: Cordon Press

El éxito de la novela convertida en uno de los grandes best-sellers de la década acabaría transformándose para su autora en un arma de doble filo. Al reconocimiento popular y beneficios económicos se sumó la crítica, la envidia y el desprecio de compañeros que hasta entonces habían formado parte de su círculo de amistades y ámbito intelectual. McCarthy había atravesado esa línea roja que separa a las élites intelectuales del gran escaparate, donde se anuncian los éxitos y la cultura mainstream y no faltaron las críticas acusándola de escritora comercial o poco profunda.

De nada habían servido sus años al frente de la crítica literaria y teatral dejando algunas de las crónicas más incisivas sobre la cultura norteamericana del siglo XX. McCarthy tendrá que soportar los comentarios mordaces de autores como Norman Mailer o de oponentes femeninas como la también escritora y símbolo de la intelectual comprometida, Lillian Hellman. El enfrentamiento entre las dos escritoras llegará hasta los tribunales a raíz de unas declaraciones de McCarthy en las que acusaba a Hellman de autora deshonesta y mentirosa hasta cuando escribía “and” y “the”.
Tampoco le faltaron las críticas y descalificaciones de algunas de sus antiguas compañeras de estudios, que la acusaron de haberse aprovechado de su amistad para realizar un retrato cruel y deformado. Ni tampoco faltaron los lectores que, a lo largo de los años, le harían llegar sus cartas llenas de indignación por su retrato de una “sociedad pervertida y viciosa”, que no se correspondía a los ideales americanos. Por su parte, McCarthy continuará su combate contra la América más conservadora y reaccionaria, escribiendo contra la guerra de Vietnam o denunciando al Presidente Nixon a raíz del caso Watergate.

Mary McCarthy

Mary McCarthy, en una imagen de 1956

Foto: Inge Morath

La historia de estas ocho heroínas literarias acabó en la gran pantalla bajo la dirección de Sidney Lumet. Entre el amplio elenco de jóvenes actrices, una debutante Candice Bergen en su primera aparición cinematográfica. Bergen, que había hecho sus primeros pasos como modelo en Vogue y Harper’s Bazaar, será Lakey, la compañera lesbiana del grupo y que ha quedado como la presencia más estimulante de la producción cinematográfica.

Cincuenta años despues, la herencia literaria de El Grupo, lejos de decaer o desaparecer, ha seguido creciendo. Cuando a la escritora Candace Bushnell le propuso su editor una reescritura contemporánea de esta historia, no sospechaba las consecuencias que aquella oferta iba a tener en el futuro. El resultado sería una novela y más tarde serie de éxito que bajo el nombre Sex and City (‘Sexo en Nueva York’) abriría una nueva época en la ficción televisiva con acento femenino. Como El grupo cincuenta años atrás, la serie sobrepasaría las fronteras de la creación artística para convertirse en fenómeno sociológico más allá de unos icónicos zapatos de tacón.
Un poco antes de morir, en 1989, Mary McCarthy confesaba en una entrevista al New York Times que la novela El grupo había arruinado, en parte, su vida. A su favor y reconocimiento literario, la creación de una obra que acabaría abriendo vías de libertad para la identidad femenina.

Dentro

Imagen de la película de Lumet.

‘Sexo en Nueva York’ en realidad nació en la década de los 60 | S Moda EL PAÍS

13/10/2013

Caetano identifica Falha de São Paulo

Filed under: Caetano Veloso,Censura,Falha de São Paulo,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 11:04 am
Tags:

Caetano defende intimidade de biografado

Compositor critica a Folha e o tratamento ‘despropositado’ dado ao debate sobre biografias não autorizadas

Cantor se manifesta pela primeira vez sobre o caso em sua coluna em ‘O Globo’ e defende ex-mulher e empresária

DO RIO

Na primeira manifestação pública desde o início da polêmica sobre a publicação de biografias não autorizadas, o cantor e compositor Caetano Veloso, em sua coluna dominical no jornal "O Globo", diz que a imprensa trata o tema de modo "despropositado" e defende a posição dos artistas que lutam pela autorização prévia para livros do gênero.

"Censor, eu? Nem morta!", escreve Caetano, para quem "no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco".

O cantor afirma ser a favor de biografias não autorizadas de figuras como José Sarney ou Roberto Marinho. Mas cita "o sofrimento de Gloria Perez" e o "perigo de proliferação de escândalos" como justificativas para uma atenção maior ao direito de privacidade.

Guilherme de Pádua, assassino de Daniela Perez, filha de Gloria, escreveu livro enquanto estava na cadeia chamado "A História Que o Brasil Desconhece". Ela recorreu à Justiça para impedir a circulação.

Caetano defende uma espécie de caminho do meio e chega a citar fala sua de 2007 na qual se coloca claramente contra a exigência de autorização prévia dos biografados.

"Tenho dito a meus amigos que os autores de biografias não podem ser desrespeitados em seus direitos de informar e enriquecer a imagem que podemos ter da nossa sociedade. Pesquisam, trabalham e ganham bem menos do que nós (mas não nos esqueçamos das possibilidades do audiovisual)", escreve.

O cantor sai em defesa da ex-mulher e empresária Paula Lavigne, porta-voz do grupo Procure Saber, formado por cantores como o próprio Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Gilberto Gil, que são contra comercialização de biografias não autorizadas.

Ele escreve: "Repórter da Folha’ cita trechos de algo dito por Lavigne em outro contexto para responder a sua carta de leitor". O jornal mantém as informações e o contexto em que foram publicadas.

E completa: "Logo a Folha’, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S.Paulo". Caetano se refere à ação movida pela Folha contra o blog "Falha de S.Paulo", por violação da propriedade da sua marca –e não por parodiar o jornal.

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: