Ficha Corrida

17/07/2015

Sopa de letras: ExFrias e Chupe Folha

chupa folha
Folha não gostou do “Chupa Folha”

Por Altamiro Borges
Como sempre dizia o jornalista Cláudio Abramo, a liberdade de imprensa nas redações só existe para o dono. Na segunda-feira (13), o jornalista Pedro Ivo Tomé, que pediu demissão na Folha, publicou seu último artigo no jornal com uma mensagem “escondida”. Responsável pela sessão de obituários do diário, ele fez com que a inicial de cada parágrafo formasse a frase “Chupa Folha”. A truculenta famiglia Frias, que adora sacanear os seus inimigos políticos, mas não tolera qualquer tipo de crítica – que o digam os editores do site satírico “Falha de S.Paulo” –, ficou irritadinha com a brincadeira e já anunciou que processará o seu ex-repórter. Na época mais sombria da ditadura militar, a mesma famiglia dedurava e transportava os presos políticos para a tortura. Agora, ela processa!
Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Folha condenou a atitude “antiprofissional” do jornalista demitido. “Ele foi irresponsável e antiético. Além disso, desrespeitou os leitores e a memória da pessoa falecida que era personagem do texto. O jornal estuda as ações legais que tomará contra o ex-funcionário", afirma a empresa, que já demitiu sumariamente vários profissionais, arrocha os salários, desrespeita a legislação trabalhista através do nefasto expediente da PJ (Pessoa Jurídica, sem vínculos empregatícios e direitos) e transformou a redação num verdadeiro presídio. Haja cinismo da “democrática” famiglia Frias, que adora bravatear sobre democracia e liberdade de expressão. Reproduzo abaixo o texto de Pedro Ivo Tomé só para irritar os ranzinzas da Folha:
*****
Assistente social vocacionada e pianista
Chamadas aos fins de semana não tiravam a assistente social Therezinha Ferraz Salles do sério: segundo a família, cuidar dos funcionários da Caixa Econômica Federal, onde trabalhou a vida toda, era sua vocação.
Habituou-se também às ligações noturnas, para ajudar quem tinha ficado doente e precisava de cuidado, fazendo a ponte com o banco.
Uma infância tranquila era a memória que tinha de Amparo, a 133 km da capital, onde a paulistana foi criada por causa da função do pai, Octávio, promotor de Justiça.
Pianista, formou-se no antigo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, hoje Escola Municipal de Música de São Paulo, no centro, durante a adolescência, quando a família retornou à cidade.
Assim como as duas irmãs mais novas, formou-se professora em uma escola normal, mas deu poucas aulas.
Fez a graduação em Serviço Social na PUC-SP. Pouco depois de concluir o curso, no início dos anos 1960, começou a trabalhar na Caixa.
Ouvia muito as obras de Schubert e Chopin, executando-as para os sobrinhos quando eles iam visitá-la.
Logo depois de se aposentar, na década de 1980, passou a assistir mais concertos. Aproveitava sempre as apresentações com música clássica do Theatro Municipal.
Há alguns anos, vinha sofrendo com bronquite e asma, males que a acompanhavam desde a juventude.
Após ficar 15 dias internada devido aos problemas pulmonares, que pioraram por causa da idade, morreu no dia 2, por insuficiência respiratória, aos 87 anos. Deixa duas irmãs e sobrinhos.

*****
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05/01/2014

Folha exige para o Brasil receita europeia

FolhaO economista e Nobel, Paul Krugman, fez um diagnóstico completo e impiedoso a respeito do tipo de serviço que jornais e neoliberais pregam. Para a Folha, seguindo recomendações de Judith Brito, otimismo é comportamento primário. Eles não fizeram o secundário mas querem receitar a morte do paciente, como fez a Europa pós crise de 2008. Todos os países que adotaram a receita da Folha estão com desemprego recorde e não pagam, desde 2008, décimo terceiro salário. Itália, França, Portugal, Grécia e Espanha baixaram os proventos dos inativos. Como sabemos, são países que estão amargando o pão que o diabo amassou. Mas a Folha, para combater Dilma e ajudar o rei do pó, faz qualquer negócio, inclusive receitar a morte do paciente.

Por que a Folha não faz um retrospecto de suas profecias para mostrar quantas vezes ao longo de 2013 previu as sete pragas sobre o Brasil. Cadê o apagão elétrico, a inflação do tomate galopante?

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Otimismo primário

Ministro da Fazenda anuncia cumprimento de meta do governo federal para superavit, o que só remenda um fraco desempenho fiscal

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, quis iniciar 2014 com uma nota otimista. Anunciou anteontem que o governo federal cumpriu sua meta de superavit primário, antecipando em quase um mês o anúncio do resultado das contas do ano passado.

O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas, excluídos os gastos com os juros da dívida pública.

O ministro, porém, não fez mais do que confirmar que o governo conseguiu, na undécima hora, remendar um desempenho fiscal na melhor das hipóteses sofrível.

Pelo menos 45% da meta de superavit federal foi preenchida graças a receitas extraordinárias, como os recursos obtidos com o leilão do campo de petróleo de Libra e o refinanciamento de débitos tributários. Como verbas dessa natureza são imprevisíveis por definição, não emprestam grande credibilidade e confiabilidade à administração das contas públicas.

O resultado fiscal deste ano foi inferior ao de 2012, que por sua vez já fora relaxado em relação ao de 2011. Ainda pior, nesses anos cresceu a dependência de receitas extraordinárias, para nem mencionar os truques contábeis.

O gasto do governo cresceu mais uma vez em velocidade maior que a da expansão do PIB. Apesar do aumento da despesa, não se destinaram mais recursos ao incremento da infraestrutura, sem o que não melhora a eficiência produtiva –infelizmente, um padrão na Presidência de Dilma Rousseff.

Tampouco fugiu à rotina a contradição entre o desempenho federal na área da despesa e a intenção declarada de conter preços.

O governo gasta mais, em especial com ações que têm impacto direto no consumo. Mas o faz num quadro econômico de inflação no teto da meta, baixo desemprego e deficit externo crescente, sinais evidentes de esgotamento da capacidade produtiva –e, pois, de maior risco de alta nos preços.

Gasta mais, de resto, quando o Banco Central promove campanha de alta de juros justamente para evitar ao menos o descontrole inflacionário. Obviamente, a política fiscal não faz sentido. Não dá conta nem de normalizar a situação macroeconômica de curto prazo.

Por muitos anos estará fora de cogitação a hipótese de um deficit zero ou próximo disso, quando então o governo poderia mudar seu padrão de financiamento, ora dependente de dívida refinanciada a taxas de juros altíssimas.

O ministro, ainda assim, pretendeu brindar o ano com otimismo. Trata-se de uma era de expectativas decididamente reduzidas para comemorar que o país não tenha chegado a uma situação fiscal crítica ou calamitosa.

20/12/2013

Imperdível: taxidermia de um textículo Folhatinesto

Folha

O jornal da D. Judith Brito perpetra mais uma obra-prima do humor de meretrício!

O primo da vírgula-mas, a Folha e o desemprego no Brasil

sex, 20/12/2013 – 16:01

A Madrasta do Texto Ruim

do blog Objetivando Disponibilizar

Hoje não vou apenas exorcizar o texto da (adivinha?) Folha (RÀ!). Começo a treinar pro meu mestrado, então vou me concentrar na análise semântica da coisa.

Vamos começar com a frase João é bonito, mas tá velho. Se João ouve isso, certamente vai começar a pensar em botox. E essa frase é tão canalha que eu ainda posso, cinicamente, dizer: “Mas eu disse que ele é bonito!” O problema é que a última mensagem, que contradisse a primeira, foi a que ficou retumbando nos neurônios dos ouvintes. Pois o vírgula-mas tem um primo tão canalha quanto ele, o apesar. Olha só o que tio Antônio diz dele:

Apesar

advérbio ( sXIII)indica, na oração ou sintagma a que dá entrada, uma ideia oposta àquela expressa na outra parte do enunciado, contrariando uma provável expectativa

Locuções

a. de
não obstante, a despeito de, pesar de

‹ a. da idade avançada, trabalhava diariamente › ‹ a. de ser jovem, era bastante responsável ›

Isto posto, acho que já dá pra gente começar a ler o texto épico (pra não dizer outra coisa) da Folha de São Paulo de hoje.

A notícia é simples: desemprego foi medido hoje. O índice é o menor desde que a medição começou a ser feita.

Aí a Folha me apronta isso:

19/12/2013 – 09h10

Taxa de desemprego cai para 4,6% e retoma mínima histórica [ou seja: a maioria dos brasileiros está empregada]

PEDRO SOARES

DO RIO

Apesar [olha quem abriu o texto! O primo canalha do vírgula-mas! Vamos acompanhar o raciocínio do repórter pedro:] do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito [uau,a economia vai mal, hein?], as empresas não lançaram mão ainda de demissões [Ainda, gente! Ainda! Quer dizer, não houve demissões, mas nós tamos aqui tudo na torcida pra que haja! O_o] e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.[O desemprego tá baixo, mas a sensação dessa frase é que repórter pedro quer que isso seja negativo!]

[Agora vamos pensar aqui nesse primeiro parágrafo como um todo: ele abre com um apesar, que enumera uma série de supostos fatos negativos (permito-me esse supostos daí. Ao chegar ao fim da leitura deste post, vocês terão entendido o motivo) e termina com uma mísera oração (nem frase é, coitada) positiva e que, no frigir dos ovos, traz a notícia em si. Outra coisa: como muito bem lembrou o Pedro Alexandre no Twitter, esse parágrafo tá com todo o jeitão de ter sido "feito" pelo bípede (viram como eu sou boazinha? Parto do princípio que esse texto não foi editado de quatro!) que editou a matéria, e não pelo repórter.

Então, um lead (primeiro parágrafo de uma notícia, que resume a informação respondendo às perguntas Quem? O quê? Onde? quando? como? Por quê?)  que tecnicamente deveria ser "O IBGE divulgou nesta quinta-feira o índice de desemprego nacional, de 4,6%, igual ao registrado em dezembro de 2012, o menor índice da série desde que o IBGE iniciou a medição, em 2001." , virou esse mafuá de mau humor e de mau agouro daí de cima, que de notícia, mesmo, só teve a última oração ("e a taxa de desemprego segue a níveis baixos"). voltando à tese de que o 1º parágrafo foi "montado" pelo editor, digo mais: o texto original do repórter começava com o que terminou sendo a última oração do primeiro parágrafo. E foi a única coisa do lead do repórter que o editor manteve. Isto posto, vamos ver o que mais nos aguarda. Mas, antes, deixa eu postar aqui uma imagem pra combinar com o tom do texto, pera.] 

1463720_608587872510287_1907597210_nEm novembro, o índice ficou em 4,6%, abaixo dos 5,2% de outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira(19). O resultado é o mais baixo para o mês e iguala a taxa de dezembro de 2012, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2001[ou seja, o que tecnicamente deveria ter sido escrito lá em cima, no primeiro parágrafo, veio pra cá. Quer dizer: esse segundo parágrafo tem tudo pra ser o resto do primeiro parágrafo original do repórter, que o bípededa edição preferiu jogar pra baixo. Vai entender….]

Tradicionalmente, a taxa de desemprego declina nos últimos meses do ano, com a injeção de recursos na economia –vindos, por exemplo, do 13º terceiro salário–e a contratação de trabalhadores temporários no comércio e em alguns ramos de serviços e da indústria [Isso aqui é de fato uma informação relevante. Com a proximidade das festas de fim de ano, o comércio se aquece e começa a catar trabalhadores temporários. Por esse motivo, o mês de dezembro é o que registra os menores índices de desemprego].

O emprego, porém, [terceiro primo da raça adversativa, o porém. Irmão do mas. O último parágrafo disse que dezembro registra índices baixos de desemprego. Isso é uma informação positiva. O porém nos introduz uma ponderação negativa. Vamos acompanhar.]  já não mostra o mesmo vigor de meses e anos anteriores [puxa, que coisa! Isto significa que ele começa a declinar, é isso?] e cresce [não, ele cresce! Licença, eu tenho que rir aqui QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA pronto, voltemos à análise semântica] numa intensidade mais moderada. De outubro para novembro, houve alta de apenas 0,1% no total de pessoas ocupadas nas seis maiores regiões metropolitanas do país, número que atingiu 23,293 milhões. Já em relação a novembro de 2012, o IBGE registrou recuo de 0,7%.[aqui eu saio da análise semântica e entro na análise jornalística da coisa. Não vou me dar ao trabalho de abrir sáites e googlar informações para desmentir o que está dito aqui, porque não precisa. Digo apenas que:

1- Para se ter o real espectro do crescimento de outubro para novembro, o texto deveria ter falado da evolução do índice de janeiro até novembro de 2013. Isso ambientaria melhor o comportamento e as oscilações da economia brasileira num intervalo razoável de tempo.

2- O texto ficou tão mal redigido que esse 23 e quebrados milhões ficou solto e perdido. Refere-se ao número de pessoas desempregadas nas seis principais regiões metropolitanas do país [atualização das 20:00: reli o texto mal escrito bagarai e me dei conta de que esses 23 milhões são os EMPREGADOS, ao passo que o milhão lá de baixo são os DESEMPREGADOS. Texto mal-escrito tem dessas coisas: engana até editor-revisor! O_o #PORRAFOLHA!]. Ficou faltando informar quais são essas regiões metropolitanas, e qual o número total de pessoas economicamente ativas (portanto, aptas a trabalhar).

1450845_601867599848981_498426824_n3- Tradicionalmente, a comparação de índices é feita entre o período imediatamente anterior e igual período do ano anterior. Portanto, o índice de desemprego de dezembro de 2013 deve ser comparado com novembro de 2013 e dezembro de 2012. Comparações outras são permitidas, claro – desde que explicado o motivo. Se o único motivo que a Folha tinha para fazer essa comparação era mostrar um recuo de 0,7%, eu começo mentira, já comecei lá na primeira linha a me perguntar sobre a boa-fé das informações contidas nesse texto. Mas voltemos à nutiça:]

O total de pessoas em situação de desemprego (a procura[prometi análise semântica, então vou abstrair esse erro de crase. O certo é à procura de] de um trabalho) recuou 10,9% ante outubro e caiu 6,4% na comparação com novembro, atingindo um contingente de 1,131 milhão de pessoas. [ó só a informação que eu cobrei no item 3 da minha 

observação! Esse parágrafo diz que nas regiões analisadas, há um total de 1,131 milhão de pessoas desempregadas. Mas não informa o total de economicamente ativas. O que o texto diz – de maneira péssima – é que o número de desempregados é menor quando comparado com outubro e novembro deste ano! Mas meu Deus, isso é quase um cenário de pleno emprego! Cadê entrevista com economista pra falar sobre esses índices? Cadê entrevista com geral no IBGE pra falar sobre isso? Ah, peraí que eu vou pôr outra foteenha pra ilustrar esse texto] 

O mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes [masgemt! Como pode? O desemprego lá embaixo do pé, reduzindo-se mês a mês, mas o mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes? E que antes é esse? Qual o período a que o texto se refere?] diante de um cenário de juros mais altos[minha preguiça homérica de googlar Selic me impede de comentar isso aqui. Aumentou a Selic, gemt? Por que eu desconfio de que não aumentou? Ah, já sei: É PORQUE ESSE TEXTO TÁ UMA MERDA!] , confiança de empresários combalida e menor disposição de consumidores em gastar [Aposto um doce como em janeiro teremos o maior consumo evar em épocas natalinas, e empresários felizes da vida com tudo isso que está].

Agora tentem me convencer de que acabamos de ler um texto jornalístico de qualidade. Não está fáceo, viu?

PORRA, FOLHA!

O primo da vírgula-mas, a Folha e o desemprego no Brasil | GGN

10/10/2011

Para cumprir prisão, está velho, para continuar roub…, não!

Filed under: Corruptores,Paulo Salim Maluf — Gilmar Crestani @ 8:45 am
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"Vou apoiar alguém ou ser candidato", diz Maluf sobre corrida pela Prefeitura de SP

DE SÃO PAULO

"Eu vou apoiar alguém ou ser candidato. Não digo que sou, nem afirmo que não sou", disse o deputado federal Paulo Maluf, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, durante o programa "É Notícia" (RedeTV!).

Questionado sobre o bordão da campanha de 1998, "Maluf não é santo, mas faz", o político, que é réu em uma ação penal por lavagem de dinheiro, respondeu que "cada um tem os seus pecadinhos". "Mas os meus nunca atrapalharam ninguém", completou.

Veja os melhores momentos da entrevista no vídeo acima.

Folha.com – Videocasts – "Vou apoiar alguém ou ser candidato", diz Maluf sobre corrida pela Prefeitura de SP – 10/10/2011

Crise bancária? Culpem os gregos

Filed under: Bancos,Crise Financeira Européia,Fernando Canzian — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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Os bancos atuam em atividades de risco, por isso os lucros são altos. Enquanto há lucros, desfrutam. Quando erram na aposta, a solução é governamental. A Islândia mostrou que a solução pode ser outra. Quando puserem banqueiros e seus principais executivos na cadeia, aí sim acredito que haverá apostas menos arriscadas e menos prejuízo às populações. Lamentável são estes colunistas que compram a versão dos banqueiros para atribuir à Grécia o erra das apostas dos banqueiros.

Mais uma vítima

A estatização do banco franco-belga Dexia segue o mesmo roteiro do que ocorreu nos EUA durante o período mais agudo da atual crise, em 2008/2009.

De modo forçado, países individualmente devem começar a sustentar os bancos mais expostos à crise grega e a outras dívidas soberanas.

O bilionário George Soros chegou a sugerir há alguns dias que o próprio Banco Central Europeu tomasse as rédeas de vários bancos na região. Assim, garantiria que eles não quebrariam e concederia financiamentos sem limites a eles.

Nos EUA, os quatro maiores bancos (Citigroup, Bank of America, JP MorganChase e Wells Fargo) chegaram a receber do governo US$ 140 bilhões no início de 2009 para reforçar seu capital.

Além disso, o Tesouro norte-americano bancou 100% das emissões de títulos novos desses bancos para que eles pudessem se financiar. Na prática, eles estavam quebrados. Só estão de pé hoje porque o governo, se endividando, os manteve assim.

Na Europa, o problema é muito maior porque são 17 os países envolvidos na encrenca do euro e na crise das dívidas dos países.

O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira tem cacife para refinanciar os gregos, mas não para salvar Espanha ou Itália caso deixem de ser financiados pelo mercado.

Investidores fogem dos bancos mais expostos às dívidas da Grécia e de outros países, depauperando o capital deles. Daí a intervenção estatal franco-belga. Mas a fila é enorme.

A estatização do Dexia salvará o banco e pode animar os mercados. Mas terá um custo enorme para as contas públicas da Bélgica, que já deve o equivalente a quase 100% do seu PIB.

Vários outros países da Europa já acumulam dívidas insustentáveis. E elas terão de crescer se governos quiserem salvar seus bancos com dinheiro estatal.

Vai se adiando uma crise que se torna cada vez maior.

A chave para sair dela seria um crescimento mais dinâmico das economias norte-americana e europeia.

Mas isso está fora de questão hoje.

Fernando Canzian

Fernando Canzian é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Ganhou um Prêmio Esso em 2006 e é autor do livro "Desastre Global – Um ano na pior crise desde 1929". Escreve às segundas-feiras na Folha.com.

Folha.com – Colunistas – Fernando Canzian – Mais uma vítima – 10/10/2011

12/01/2011

Uma sentença para entrar no obituário da Folha

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 7:28 am
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folha_dilma_delfimNo domingo, 09/01/2011, a ombudsman da Folha, Suzana Singer, administradora dos sete erros dários, chamou o jornal onde trabalha de zoológico. Nas palavras dela, que as faço minhas, o processo movido pelo grupo dos Frias contra os irmãos blogueiros do Falha de São Paulo foi “um micaço”…

O mais engraçado é que as dobradinhas, os joguinhos de cartas marcadas que aparecem quando um veículo do PIG faz uma denúncia, desta feita desapareceram. Onde estão as manchetes tratando da perseguição à liberdade de expressão perpetradas pela Folha? Nem sequer notinhas nos comparsas do Instituto Millenium apareceram. Em contrapartida, o Judiciário dá a cara, ou a bunda, à palmatória. E também paga mico! Se até no dito jornal acham o episódio um “micaço”, por que cargas d’água o sapateiro foi além das sandálias e sentenciou: “flagrante de concorrência parasitária”!

De fato, o ano de 2010 foi auspicioso para o Poder Judiciário. O Poder, segundo Lula, de que se precisa abrir a caixa preta, assim o fez por merecer. Talvez não intencionalmente, mas as Instâncias Superiores laboraram certinho para engrandecer as instâncias inferiores. Algumas máscaras caíram. Lá encima, o presidente do Supremo se despetalou. O próprio colega mandou ouvir a voz das ruas. Outro exemplo caprichoso foi o grampo sem áudio, que a Polícia Federal encerra o ano pondo o pingo nos iis. Não houve grampo. Portanto, a contribuição do Supremo, na armação conjunta, para o aperfeiçoamento da democracia está no desmascaramento da Veja. Aliás, nada anormal para uma revista que deu asas ao boimate….

Sem falar no Cordel do Estagiário e do Ministro Encantado do STJ…

Dobradinha indigesta

Veja_GilmarMendesFazendo às vezes de porta-voz dos segmentos mais retrógrados, a Veja fechou o ano com a sentença da Polícia Federal marcada a ferro:

“A POLÍCIA FEDERAL concluiu que não houve grampo ilegal nos telefones do então presidente do STF, Gilmar Mendes, no episódio em que foi divulgado diálogo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ilimar Franco – O Globo 25/12/2010”

Estranho, muito estranho. O assunto que virou capa da Veja e ganhou espaço no PIG por várias semanas, se encerra com uma notinha de R$ 3,00 (três reais) de um celetista da Globo.

Mas o Poder Judiciário sai maior do que entrou simplesmente porque deixou vazar meleca pelos dedos. É assim, quando mais pretende esconder, mais revela. Justiça seja feita, o Poder Judiciário paulista faz jus ao epíteto de paulicéia desvairada daquela província. No estado onde Paulo Salim Maluf sai ileso, inocentado desde sempre, fazer paródia de jornal virou crime. E, pior, só pode haver algo de errado onde o julgador pega mais pesado que o promotor. O relator, numa linguagem policial de porta de cadeia, sentencia: “flagrante de concorrência parasitária”! Deus me livre cair nas garras de alguém fazendo justiça estas mãos… Na verdade, uma sentença lavrada, não com pena de pato, mas com a pata.

Lembro sempre das palavras de um desembargador gaúcho: “esqueçam as leis, justiça é questão de bom senso”. Ora, falta categoria ao censo para enquadrar um desembargador que profere, por escrito, uma assertiva de tamanha subserviência aos interesses dos poderosos. É o que, no jargão, leva o nome de “ultra petita. A frase garimpada é, sim, uma pepita de ouro… E ficará registrada nos anais, que palavra, do judiciário paulista.

Ninguém me convencerá do contrário. Quem ousou lavrar uma sentença dessas está mais preocupado em obter um obituário elogioso do que fazer justiça. Diuturnamente vemos a Folha de São Paulo apresentar mais falhas que as placas geológicas que percorrem os Andes até a Califórnia. Tanto é assim que criaram uma seção fixa no jornal: Erramos, onde o certo seria, Falhamos

Não vejo outro caminho. Para reformar sentenças como estas, só um WikiLeaks do Judiciário, para revelar a caixa preta de que falou Lula. Estas histórias kafkianas precisam chegar ao público. Talvez aí o Poder Judiciário deixe de ser cego, abra mais o olho e passe a ver coisas como elas são. 

Os juízes que tiraram do ar o site Falha de São Paulo teriam, pelas mesmas razões, censurado Dom Quixote de La Mancha. Não só. Tantas outras paródias que existem por aí. Aliás, a vida perderia a graça, pois o humor vive da desconstrução. Ao condenar o uso do nome para tripudiar encima da pretensa isenção da Folha de São Paulo, os Versículos Satânicos, de Salman Rushdie, teriam sido proibidos no Brasil. Não, não é só uma questão fundamentalista, nem obscurantismo, é servilismo mesmo.

Os julgadores também deveriam considerar o histórico das partes. O grupo Folha não só participou ativamente com carros no apoio da ditadura, como deu suporte intelectual através do jornal. Mais. É a mesma que nunca usou o termo ditadura para o Paraguai de Alfredo Stroessner, mas tem fixação pelo “ditador” Hugo Chávez.

A Folha, sim, foi “flagrante de concorrência parasitária”. Aliás, sua existência se deve ao papel de parasita com que se locupletou no aparelho da repressão. É o mesmo grupo que em pleno 2010 chama ditadura de ditabranda.

Para a família Frias há atenuantes, quando deveria ter agravantes, já para os humoristas do Falha de São Paulo, os julgadores extrapolam o limite do decidir, descambando para a calúnia e difamação. O relator certamente faltou à aula de biologia, sobre parasitas. E também à de Medicina Legal. Faltou às principais aulas, mas esteve na de investimento. Garantiu mais uma linha futura no obituário da Folha.

Parodiando o porta-voz da RBS, Luiz Carlos Prates, os caras não leem um livro, A Luta pelo Direito, do Rudolf von Ihering, mas podem condena (“quando o direito encontrar-se em conflito com a justiça, deve-se optar pela justiça”).  

23/12/2010

A máfia do osso

Filed under: Cosa Nostra,PIG — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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PIGUm celetista da Folha de São Paulo pensa ter encontrado (+) uma forma de atacar Lula. Fernando Rodrigues escreveu no jornal do seu Frias: “Nunca é demais lembrar que (Lula) foi o mandatário que mais bem (sic) utilizou a comunicação de massas. (…) Quando assumiu, em 2003, havia 499 veículos recebendo dinheiro para veicular propagandas do governo. Em 2008, já eram 5.297 jornais, revistas, portais de internet, rádios e TVs desfrutando desse auxílio luxuoso”. A informação é incompleta. Um copo meio vazio. E sabe-se que meia verdade pode constituir-se numa mentira inteira.

O que está em jogo é a briga de cachorro pelo osso governamental. São exatamente aquelas pessoas que defendem a iniciativa privada mas que são sustentadas pela publicidade obrigatória e da cooptação pela  distribuição de publicidade oficial. E a briga pela reserva de mercado lembra as disputas mafiosas

Os 449 veículos que recebiam de forma exclusiva a propaganda do governo anterior pertenciam a quantas famílias?  No RS, 80% dos veículos pertencem a famiglia Sirotsky. E em Santa Catarina? Quantos veículos tem a Globo? E Record? E a Band? Então porque não simplificar: 05 (cinco) famiglias recebiam toda a publicidade do governo prof. Cardoso. Eram cinco (Frias, Mesquita, Marinho, Sirotsky, Civita). E Lula simplesmente estendeu a “bolsa família”,´ponde leite na mamadeira de outras crianças…

Quem não chora, não mama.

Eles, os beneficiários de sempre, têm razão em reclamar. Lembro de que esta tentativa de “espraiar” a distribuição de verbas da publicidade governamental começou com Olívio Dutra. A justificativa é tão singela tanto quanto sua verdade. Se uma estrada está sendo construída em Cacimbinhas, porque o edital tem de ser publicado na Zero Hora? O jornal semanal de Cacimbinhas não atende melhor a  seu público? A criação do Campus da UERGS nas Missões precisa ser divulgado somente através da  RBS? Por que as rádios e jornais das Missões não seriam também veículos apropriados para fazerem a divulgação. O modelo concentrador, que Fernando Rodrigues defende, tirou da miséria e transformou em donos do Brasil, durante a ditadura, não mais que cinco famiglias, hoje reunidas entrono da facção Instituto Millenium.

Quem melhor que o saite Praia de Xangri-Lá para falar da praia de Xangrilá? Ou O Informativo, para falar de Lajeado? E tem uma outra razão que a razão dos monopolistas desconhece. O dinheiro que é distribuído para os pequenos veículos do interior, será reinvestido no local onde habitam seus proprietários. É a comunidade que sai no lucro. É a isso que me refiro…

Eu fui assinante de revistas e jornais (Istoé Senhor, Visão, Veja, Folha de São Paulo, Zero Hora) mas me considerava não só desinformado mas ofendido pelas meias verdades que publicavam. Recebia informações com um único viés, a dos donos. Hoje não assino porra nenhuma e me considero melhor informado sobre o que está acontecendo. Aliás, hoje, os veículos que assinei no passado, só têm uma serventia; indicarem o caminho que devo evitar. Esse jornalismo ranheta que sobe encima das tamancas para pregar moral de cueca está com os dias contados. Ainda sobrevive porque uma ex-funcionária concedeu ao ex(?)-patrão as senhas do Sistema Guardião. Essa promiscuidade está com os dias contados. Agora imagine se a senha também fosse dada aos jornais do interior, às blogs?! Será que O Informativo, de Lajeado, não teria denunciado o uso do Sistema Guardião pelo conterrâneo Ricardo Lied, que perseguia Fernando Schimitt, político do Vale do Taquari?!

A única informação relevante trazida pelo funcionário da Folha é de que existe pelo menos 5.297 veículos espalhados pelo Brasil que merecem crédito. A democracia também se dá pela pluralidade de veículos. Ao bater contra a pluralidade, a Folha demonstra porque investe como pittbull contra um simples site, que tripudiava encima das diabruras da folha, o Falha de São Paulo.

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