Ficha Corrida

15/04/2015

Agora é científico: foi a marcha dos ignorantes!

Filed under: Direita,Educação Pública,Ignorância,Marcha dos Zumbis,USP — Gilmar Crestani @ 8:16 am
Tags: ,

educacao padrao fifaSe alguém tinha alguma dúvida a pesquisa da USP comprova. Nem no lugar mais distante da civilização foi reunida tanta ignorância em tão pouco espaço. A concentração da imbecilidade reuniu só respostas boçais. A pesquisa da USP nos obriga a revisitar o velho ditado “o ódio cega” para atualizado “o ódio cega e imbeciliza”.

A USP comprova que de que nada adianta bons colégios, acesso fácil à educação se o ambiente onde o indivíduo se desenvolve é doentio. É importante constatar que esta ignorância generalizada tem patrocinador. E sabemos quem são. Basta verificar quem recrutou a manada para xingar a Presidente Dilma na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão. São eles os assoCIAdos do Instituto Millenium, MBL, a Multilaser, a AMBEV e o Banco Itaú. Como diria o filósofo francês, Louis Althusser, são, atualmente, os verdadeiros aparelhos ideológicos do nosso mau estado. São eles os maiores responsáveis pelo déficit civilizatório desta parcela da sociedade reunida na marcha dos zumbis. São todos alunos da escolinha Ana Maria Braga. Foi-se o tempo em que nossa direita tinha bons filósofos, economistas, pensadores originais e de formação cultural sólida. Hoje, ao invés de sólida, a formação é sórdida!

Em São Paulo, onde a USP concentrou a pesquisa, há um dado concreto que ajuda a explicar o fenômeno revelado pela pesquisa. Os mais de 20 anos de governos tucanos, cuja principal política de ensino foi a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Estadão & Folha, só poderia resultar nisso.

Como diria a principal fonte de informação dessa turma, a Veja, é uma manada que descende diretamente do Boimate, cruza de bovinos como tomate!

A pesquisa da USP comprova a genialidade de um torneiro mecânico que tem um dedo a menos. Precisou o grande molusco sair do seu silêncio obsequioso para que nós, diplomados em vários conheceres, constatássemos que todos os larápios da Operação Lava Jato, da Operação Zelotes, da Lista Falciani do HSBC, da Rede Globo de Sonegação, Gerdau & RBS detém diploma de curso superior. Não há no meio de tanta bandidagem nenhum analfabeto ou com pouca instrução.

A falência do nosso ensino resta cabalmente comprovado! 

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação

:

Pesquisa sobre o comportamento dos manifestantes da Avenida Paulista no último domingo mostra que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos, 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista, 71% que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT; foram feitas 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, entre 13h30 e 17h30 do último dia 12; dados são de pesquisa coordenada pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da USP; para Esther, a "despolitização" é "impressionante"

15 de Abril de 2015 às 05:42

247 – Uma pesquisa realizada com os manifestantes que foram à Avenida Paulista no último domingo 12, protestar contra o governo e pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, captou a insanidade das ruas e mostrou a força da desinformação de quem tem ido aos protestos.

As respostas das 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, feitas entre 13h30 e 17h30, mostram que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos e 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista no Brasil.

Dos entrevistados, 71% acreditam também que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT. Para 56%, o Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no Brasil.

"O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições" foi uma frase que recebeu a concordância de 42,6% dos manifestantes que responderam à pesquisa. Esse resultado em especial foi criticado hoje pelo presidente do PT, Rui Falcão (leia mais).

A maioria também não aponta nenhuma liderança política como referência. Apenas 8% citaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e 12%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os políticos que mais receberam a confiança dos entrevistados foram Geraldo Alckmin (29%), José Serra (23,8%), Aécio (22,6%) e Jair Bolsonaro (19,4%).

O levantamento foi coordenado pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo. "Entre um público que se autodefine como de direita ou de centro-direita [46%, segundo o Datafolha], políticos de oposição deveriam estar melhor colocados", comentou Esther Solano. Para ela, a "despolitização" é "impressionante".

Confira aqui a íntegra da pesquisa.

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação | Brasil 24/7

01/12/2014

Mais Médicos, menos estupradores

Filed under: Estupro,Geraldo Alckmin,Mais Médicos,PSDB,Roger Abdelmassih,USP — Gilmar Crestani @ 8:00 am
Tags:

mais medicos menos hipocrisiaAbriram a Caixa de Pandora na USP. Além da falência administrativa, da perda da qualidade, agora também a violência na Faculdade de Medicina. São o resultado de 20 anos de PSDB amadrinhando os rumos de São Paulo. Tudo isso, que é muito, não é tudo. Espanta é o silêncio das entidades médicas que passaram o ano vociferando contra o Mais Médicos. Nenhuma palavra a respeito do tipo de formação que as faculdades de Medicina, públicas e privadas, estão dando aos nossos médicos. É este o ambiente onde se formam os Roger Abdelmassih. E não é de estranhar que na outra ponta, na hora de livrar a cara dos estupradores, há outro legado do PSDB, Gilmar Mendes.

Estamos esperando uma campanha midiáticas, notas em jornais, cartas abertas das assoCIAções médicas a respeito da Faculdade de Medicina da USP! Seria porque João Grandino Rodas tenha sido sempre o melhor amigo de dois expoentes do tucanato paulista: José Serra e Geraldo Alckmin?!

FERNANDA MENA

USP, estupros e metrô

Os episódios de violência sexual dentro da Faculdade de Medicina da USP assustam tanto quanto o comportamento institucional que se seguiu.

As denúncias de assédio, abuso e estupros foram recebidas pela direção da instituição com indiferença. Tudo indicava que os casos seriam varridos para baixo do tapete.

Essa arbitrariedade não é rara na gestão do principal centro de ensino e pesquisa do país, a começar pela escolha de seu reitor: nomeado pelo governador ainda que não seja o mais votado da universidade. É o clichê do encastelamento acadêmico: olha-se o mundo de cima sem muito apreço pelos contratos que regem a sociedade a sua volta. E tudo se resolve ali dentro.

Um dos casos mais graves dessa conduta não veio a público. Há cerca de dez anos, a USP foi procurada pelo metrô para discutir o projeto da linha que liga a região central à zona oeste, local de seu principal campus na capital.

Parecia natural que uma das estações estivesse dentro da Cidade Universitária, por onde passam, diariamente, cerca de 100 mil pessoas e cujo acesso não é dos mais fáceis.

A USP rejeitou o projeto. O sindicato de funcionários diz que o argumento seria a atração de "gente diferenciada", termo cunhado por moradores do bairro de Higienópolis para explicar por que não queriam metrô em seu território.

A ideia de que a parada atrairia forasteiros ao campus foi avaliada como complicador da já precária segurança local. E se sobrepôs às vantagens de criar um meio de transporte a alunos, professores, funcionários e outros.

Se o argumento da pureza surpreende quando aplicado pela elite de Higienópolis, o que dizer quando evocado por cabeças da principal universidade pública do país? Hoje, USP e metrô evitam o assunto.

A estação mais próxima, a Butantã, fica a um quilômetro do portão principal. De noite, após as 22h40, quando se encerram as aulas noturnas, é preciso coragem para percorrê-lo, a não ser em grupos. Nesse horário, o próprio campus é muito mal iluminado –condição, aliás, que favoreceu outros estupros e crimes ali.

O ônibus circular da universidade ganhou dos alunos um apelido digno de sua frequência e praticidade: secular.

O prejuízo é imenso.

A exemplo da sindicância aberta para apurar a gestão do ex-reitor João Grandino Rodas (2010-2013), que autorizou aumento de gastos com funcionários sem consultar ninguém e mergulhou a USP em sua pior crise financeira, é urgente tirá-la do isolamento.

Dar mais transparência ao que ocorre ali, seja nas festas da Medicina, seja nas reuniões da reitoria, é integrar a universidade ao mundo a sua volta. E, para isso, nada melhor, na prática e no imaginário, do que uma estação de metrô.

FERNANDA MENA é repórter especial da Folha.

25/11/2014

Imagine o escarcéu se isso fosse com o Lula

Filed under: Aposentadoria,FHC,Instituto Millenium,PSDB,Teto,USP — Gilmar Crestani @ 9:24 am
Tags:

fhc bolsaE o tal de teto constitucional? Se o limite da constituição é o subsídio de Ministro do STF, em quanto ultrapassa a soma dos valores da USP, Congresso e da Presidência? Para quem chamava aposentado de vagabundo, o papel de hiPÓcrita lhe cai muito bem.

A decadência da USP não se resume na má gestão de 20 anos de tucanato. Nem reside nos altos salários a bons professores, mas em péssimos gastos com maus professores.

Imaginemos que isso estivesse ocorrendo com Lula, será que  a Folha resumiria em um parágrafo? E a Veja, quantas capas faria para demonizar Lula? Fica por demais evidente que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium não são contra o aparelhamento do Estado, contra os grandes salários e contra a corrupção. Só são contra que isso possa ocorrer em governos que não os ajudem a sair da bancarrota em que vivem. Não sabem viver sem ajuda do erário público. SIMPES ASSIM!

USP

FHC diz que recebe salário ‘razoável’ na USP

DE SÃO PAULO

Após seminário nesta segunda (24) na USP, onde é professor catedrático, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) comentou a publicação dos salários pela instituição. "Todo mundo reclama de salário, que é baixo. Acho o meu [R$ 22.151] razoável." Após o mesmo seminário, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, comentou as denúncias de abuso sexual em festas de alunos da instituição. Para ele, a universidade reflete a violência da sociedade.

10/09/2014

Entenda porque a USP está em decadência

Filed under: Decadência,Indigência Mental,Marina Silva,USP — Gilmar Crestani @ 9:08 am
Tags:

Marina a lendiaSe todos os professores da USP possuem o nível argumentativo do profexô José eis aí uma boa explicação para a decadência daquela instituição. Um professor universitário deveria se dar ao respeito de, pelo menos em público, se abster de defender o criacionismo. Depõe contra o processo civilizatório fazer de conta que sufragar Presidente uma pessoa que acredita que o mundo foi criado há por 4.500 anos é de uma pobreza, para não dizer indigência, mental sem precedentes. Até parece que os rumos do conhecimento, ciência, educação ou que outro nome se possa dar, não passam também pelos mãos da Presidenta.

Falar em ética quando tendo por parâmetro uma pessoa de surfou na onda de todos os partidos e que muda o programa de governo com apenas três twitadas do Silas Malafaia dá até vontade de chorar. Com professores como este educando a elite de São Paulo não me admire que os reis dos camarotes Vip do Banco Itaú, Multilaser tenham xingado a Presidenta do Brasil na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão.

Pena que a providência divina que retirou Marina do avião seja a mesma que deixou o Eduardo Campos no Avião e José Eli da Veiga na USP…

Eu não tenho medo de Virgínia Woolf, de Marina Silva, de José Eli, do criacionismo e do deus do ódio e do atraso que estas pessoas usam de escudo para voltarmos às trevas.

JOSÉ ELI DA VEIGA

TENDÊNCIAS/DEBATES

Quem tem medo de Marina Woolf?

Não tenho dúvida em optar pelos valores humanos que orientam Marina Silva, seja lá qual for a sua crença sobre a origem do Universo e da vida

Os intelectuais que votarão em Marina Silva com muita tranquilidade e entusiasmo entendem perfeitamente o atual desespero de seus colegas social-democratas, que preferem as candidaturas petista ou tucana. Nem por isso devem deixar passar calados as tentativas de desqualificação, venham de quem e de onde vierem.

Na minha condição de ateu –mas, principalmente, de radical adepto do darwinismo generalizado–, só posso entender as religiões como fruto da adaptação cultural. Por isso, não tenho dúvida em optar pelos valores humanos que orientam Marina, seja lá qual for a sua íntima crença sobre a origem do Universo e da vida. Além disso, ela nada tem de criacionista, como esclareceu no programa "Roda Viva" da TV Cultura (bit.ly/criacionismo darwin).

O que me interessa é escolher para presidente alguém que realmente respeite um razoável código de ética, ao contrário do que fizeram Dilma Rousseff e José Serra na campanha presidencial de 2010.

Quando surgiu aquela tremenda indignação ecumênica contra a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado em 2009 pelo governo Lula, parlamentares evangélicos e católicos mobilizaram-se principalmente contra a proposta de descriminalização do aborto. Os pentecostais também se posicionaram radicalmente contra o projeto de lei da Câmara nº 122/2006, que transformaria em crime a homofobia. Foi assim que esses temas acabaram sendo priorizados na campanha eleitoral.

Pois bem. Dilma Rousseff, que antes se declarara "agnóstica", empenhou-se em não perder sequer uma missa para fingir ser fervorosa católica. Atitude que foi muito bem aproveitada por lideranças e parlamentares evangélicos para cobrar-lhe repúdio a qualquer projeto "contra a vida e os valores da família". Exigiram seu compromisso de veto a projetos favoráveis ao aborto, à união civil e à adoção de crianças por homossexuais e à regulamentação da atividade de profissionais do sexo. Ela se comprometeu com tudo.

A reação da campanha petista também foi de se voltar às hostes evangélicas ressaltando que a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos já estava sendo revisto pelo governo, que sua candidata era "a favor da vida" e que, por isso, uma vez eleita, não tomaria qualquer iniciativa de mudança na legislação sobre o aborto, assim como sobre questões relativas à família e à liberdade religiosa.

Ironicamente, a única candidatura com algum peso a fazer campanha laica foi a da terceira colocada, a missionária acreana Marina Silva (então no PV, hoje no PSB/Rede Sustentabilidade), como enfatiza o pesquisador Antônio Ricardo de Souza, da Universidade Federal de São Carlos, no artigo "Meandros da força política evangélica no Brasil", publicado pela revista "Cultura y Religión" no final de 2013.

Não me enganei, portanto, quando em 2006 sugeri aos meus melhores amigos petistas que começassem a articular a candidatura de Marina Silva para a sucessão de Lula. Só vim a conhecê-la pessoalmente em 2008, e nesses seis anos só aumentou minha convicção de que ela teria sido infinitamente melhor para o Brasil do que Dilma Rousseff.

Os valores da missionária evangélica do Acre são infinitamente superiores àqueles preferidos por materialistas vulgares de todos os quadrantes. Basta notar como acatam e justificam a nojeira praticada pelo "peemedebismo" dos dois oligopólios partidários conduzidos por partidos social-democratas.

Em suma, por que deveria eu ter aversão a uma crente que nutre muito mais respeito pela diversidade cultural e pelas liberdades civis do que a esmagadora maioria dos intelectuais petistas e tucanos?

JOSÉ ELI DA VEIGA, 66, é professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP e autor do e-book "The Global Disgovernance of Sustainability" (ed. Anadarco, no prelo)

05/09/2014

USP & UNESP têm em comum as digitais do PSDB

Filed under: Educação Pública,Geraldo Alckmin,PSDB,UNESP,USP — Gilmar Crestani @ 8:31 am
Tags:

Educacao fhc x lulaUNIVERSIDADES EM CRISE

Atacado, ex-reitor critica ‘desmonte’ da USP

João Grandino Rodas critica planos do sucessor e se defende das acusações de que deixou universidade ‘falida’

‘Situação da Unesp e da Unicamp é bastante similar, mesmo que eu não tenha sido reitor lá’, afirma ex-dirigente

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

A USP tem passado por processo de desmonte nos últimos meses, afirma o ex-reitor João Grandino Rodas.

Em sua primeira entrevista após deixar o cargo, em janeiro, Rodas critica a ideia do atual reitor, Marco Antonio Zago, de adotar plano de demissões voluntárias para 10% dos funcionários e transferir o Hospital Universitário para o governo paulista.

Zago, que foi pró-reitor da administração Rodas, afirma que adotou as medidas devido à situação que encontrou, em que a folha de pagamento consome 105,6% do orçamento da USP. Procurado, ele preferiu não se manifestar.

A seguir, os principais trechos da entrevista, concedida à Folha por e-mail, em que rebate a crítica, feita por parte da universidade, de que ele é o causador da crise.

Folha – O novo reitor diz que adotou cortes devido à expansão da folha de pagamento em sua gestão. O sr. concorda?
João Grandino Rodas – A USP, nos últimos anos, aumentou o número de alunos [20% em oito anos]. Entretanto, o percentual de imposto a ser recebido [do Estado] não mudou. Em tempos de vacas gordas, isso não se nota. Contudo, quando os recebimentos diminuem [queda no repasse proveniente do ICMS], é óbvio que o aumento de dispêndio exerce certa pressão.
Na gestão 2010-2013, não houve aumento sensível do número de funcionários [a alta foi de 8%]. Mas foi instituído por voto unânime do Conselho Universitário plano de carreira, pois uma universidade de nível tem de ter funcionários motivados [o plano permitiu aumento médio de 75% nos salários].
Quando sobrevém período financeiro crítico, é normal que tais mecanismos de aumento salarial sejam espaçados. Entretanto não se pode dizer, como a atual gestão vem fazendo, que a USP está "falida" e muito menos que o responsável sou eu.
Com reserva bilionária nos bancos [hoje em R$ 1,6 bilhão], como pode a USP estar "falida"? Ressalte-se que a situação do comprometimento orçamentário da Unesp e da Unicamp é bastante similar à da USP, mesmo que eu não tenha sido reitor lá [elas usam cerca de 95% com pessoal].
Quando assumi, havia R$ 3,6 bilhões de saldo em bancos. Manter indefinidamente as reservas contraria o seu próprio objetivo, pois o dinheiro não existe para perder valor e dar lucro aos bancos.

Qual sua opinião sobre o plano de demissões voluntárias?
Demanda altas somas de dinheiro, para "comprar" o pedido de demissão. Tenho dúvidas de que a USP possa gastar altas somas e não correr o risco de ações civis, para proteger o dinheiro público.
Por fim, se não for bem alinhavado, acorrerão ao PDV (plano de demissões voluntárias) funcionários mais aptos, que conseguirão lugares na iniciativa privada, com prejuízos para a USP.

Uma comissão nomeada pelo reitor concluiu que as causas do desequilíbrio financeiro foram as movimentações na carreira de funcionários, que não foram aprovadas pelo Conselho Universitário.
Não conheço o resultado da sindicância. Considero que deveriam ser abertas sindicâncias em todos os órgãos da USP, inclusive nas pró-reitorias e outras unidades, então dirigidas pelos atuais dirigentes da USP. Será que eles se portavam de acordo com o que hoje alardeiam?

O sr. é favorável à transferência do Hospital Universitário para a Secretaria da Saúde?
Sou contra o desmonte da USP, coisa que nenhuma das outras universidades paulistas fez, pois trará prejuízos indeléveis. Quanto aos hospitais, deve-se ter em mente que são hospitais-escola. Não tem cabimento entregar hospitais prontos, que no dia seguinte serão anunciados por políticos como grande feitos em prol de currais eleitorais. Será por acaso que a autorização para entrega ocorre às vésperas das eleições?

NA INTERNET
Leia a íntegra em
folha.com/cotidiano

03/09/2014

Com ajuda do PSDB, Marina já faz escola, digo, PDV

Filed under: Choque de Gestão,Marina Mala Faia,Marina Silva,PDV,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:16 am
Tags:

Taí porque o Aécio faz menos votos que a Mala do Faia!

Marina MALA FAIA_oUNIVERSIDADE EM CRISE

USP aprova plano de demissões voluntárias

Conselho Universitário também decidiu propor reajuste salarial de 5,2% para grevistas, que reivindicam 9,78%

Entidades de docentes e funcionários criticam medidas, consideradas por reitor um ‘processo de gestão moderna’

NATÁLIA CANCIANTHAIS BILENKYDE SÃO PAULO

Em meio a protestos, a USP aprovou nesta terça-feira (2) um plano de demissões voluntárias (PDV), como forma de atenuar uma de suas mais graves crises financeiras, e uma proposta de reajuste salarial para seus funcionários, em greve há quase cem dias.

Em frente ao prédio em que o Conselho Universitário discutiu o tema e também na praça do Relógio, dentro do campus, cerca de 700 pessoas –entre alunos, docentes e funcionários– fizeram um ato contra as medidas e a favor do aumento de recursos para as universidades paulistas.

O programa de demissões é uma das medidas propostas pelo reitor Marco Antonio Zago para conter os gastos, que, só com a folha de pagamento, chegam a 106% do orçamento da universidade.

Na semana passada, o conselho aprovou a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), em Bauru, para o Estado. A transferência do HU (Hospital Universitário) ainda será discutida.

O PDV abrange funcionários não docentes, preferencialmente com idade entre 55 e 67 anos e mais de 20 anos de carreira. Eles terão indenização de um salário por ano trabalhado (até o limite de 20 anos ou R$ 400 mil). As demissões ocorrerão de janeiro a março do próximo ano.

A USP investirá R$ 400 milhões no programa. O valor virá das reservas financeiras, em queda por causa do gasto com salários. A expectativa é que o plano traga economia de 6,5% a 7,5% na folha de pagamento a partir de 2016.

O Conselho Universitário aprovou uma proposta de reajuste salarial de 5,2%, não retroativo e dividido em duas partes: 2,6% em outubro e 2,6% em janeiro. É a primeira vez desde o início da greve que a USP propõe aumento. O índice é inferior aos 9,78% pedidos pelos funcionários.

A proposta será levada nesta quarta (3) à reunião do Cruesp (conselho de reitores de USP, Unicamp e Unesp) com o Fórum das Seis, que reúne os sindicatos de servidores e docentes. Tradicionalmente, as três universidades aplicam o mesmo índice.

A USP não divulgou o impacto do índice no orçamento.

A Adusp (associação dos docentes) afirmou esperar que a proposta melhore a partir da reunião desta quarta. Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (sindicato dos servidores), qualificou o valor como "decepcionante" e disse que espera decisão mais favorável da Justiça do Trabalho. Ambas as entidades criticaram o PDV.

O reitor classificou o plano como um "processo de gestão moderna". "Estamos tentando recolocar a universidade em perspectiva de reequilíbrio financeiro a médio e longo prazos."

O ato de professores, estudantes e funcionários teve teatro, música, mesas de debate e fogueira. O músico Tom Zé fechou o evento. Ao subir ao palco, reclamou de "tanto discurso".

27/08/2014

Os alckmistas estão chegando

PSDB unica obra boaChoque de gestão made in PSDB. Esta história já ocorreu na Paraíba de Cássio Cunha Lima, na Alagoas do Teotônio Vilella Filho, no Rio Grande do Sul de Yeda RBS Crusius!

Agora começa, enfim, vazar em São Paulo.

Os sucessivos governos de São Paulo, capitaneados pelo PSDB, foram blindados pela velha mídia.  A parceria que se resolvia, de um lado no silêncio sobre o descalabro administrativo (quebra da USP, crise d’água, PCC, insegurança crescente, Siemens, Alstom…), e de outro, na distribuição de assinatura de Veja, Folha & Estadão nas escolas públicas de SP.

O PSDB sempre se vangloriou dizendo que tinha os melhores quadros. Sim, Hitler, depois que saqueou museus da França, também tinha….

De longe, o melhor quadro do PSDB foi posto no STF: Gilmar Mendes

Diante do descalabro, o correto seria dizer: os alckministas estão achacando!

UNIVERSIDADES EM CRISE

Unicamp cobra de Alckmin repasse de verba prometida

Universidade afirma que o Estado não cumpriu acordo assinado em 2005

Escola abriu campus sob a condição de que houvesse aumento de repasse; USP tem situação semelhante

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Em meio à crise financeira nas universidades públicas paulistas, a Unicamp cobra o governo estadual a cumprir um acordo de 2005 que prevê aumento de recursos para a instituição.

O acordo determinou que o repasse do Estado para a universidade cresceria se fosse aberto um campus em Limeira (interior de SP), que aumentou em 17% as vagas de graduação da instituição.

O campus foi inaugurado em 2008, mas a mudança no Orçamento não ocorreu.

O acordo foi assinado pelo secretário de Ciência e Tecnologia do então primeiro governo Geraldo Alckmin (PSDB), João Carlos Meirelles. Previa aumento de repasses a partir de 2006.

Cálculo da reportagem aponta que a escola deveria ter recebido cerca de R$ 300 milhões adicionais desde então, em valores corrigidos.

O montante seria suficiente para sustentar por mais de seis meses o sistema hospitalar universitário da Unicamp, que faz 22 mil internações.

Questionada pela Folha sobre o acordo assinado com o governo estadual, a universidade afirmou que "mantém a expectativa de que o termo assinado em 2005 seja efetivamente cumprido".

A escola disse também que o campus –que possui 2.200 alunos em cursos como engenharia, administração e nutrição– representa "o maior crescimento já realizado de uma só vez na Unicamp".

Pelo acordo, o crescimento de receita se daria por meio do aumento no repasse do ICMS (principal imposto paulista), maior fonte de financiamento das universidades públicas de São Paulo.

O incremento representaria acréscimo de 2% do que a Unicamp recebe hoje.

Como a USP, a Unicamp afirma estar em dificuldades financeiras e não apresentou proposta de reajuste salarial para seus servidores para este ano, o que tradicionalmente ocorre em maio.

Parte dos servidores das duas universidades, além dos da Unesp, está em greve.

USP EM LORENA

Também em 2005, o então secretário Meirelles assinou ofício em que se comprometia a aumentar o repasse para a USP caso ela incorporasse uma faculdade estadual de engenharia, em Lorena.

A unidade foi incorporada, mas não foi implementado o crescimento de cerca de 5% na fatia do ICMS transferida para a universidade.

A assessoria de imprensa da USP diz que a instituição não cobra o governo porque boa parte dos gastos da faculdade ainda são custeados pelo Estado (a maior parte da folha de pagamento).

A unidade representa 0,3% de todo o gasto da USP, mais do que a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto.

A reitoria diz também que a faculdade de Lorena não tem grande impacto na crise financeira da universidade, que gasta 106% do Orçamento com folha de pagamento.

Setores da universidade, porém, entendem que a reitoria deveria negociar com o governo aumento de verbas, considerando a expansão de vagas, em vez da adoção de medidas de corte, como o plano de demissão voluntária de funcionários, proposto pelo reitor Marco Antonio Zago.

Colaborou FELIPE SOUZA

26/08/2014

PDV: política de emprego de FHC, Britto e Alckmin

Filed under: Eduardo Giannetti,Marina Silva,PDV,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:51 am
Tags:

economistanEnquanto o mercado aponta pleno emprego, onde o PSDB governa o regra é a demissão, forçada ou voluntária. Geraldo Alckmin consegue aumentar algumas coisa (racionamento d’água, quebra da USP, desemprego com PDV e roubo – pelo 14º mês consecutivo), e diminuir outras, honestidade.

A regra nos governos neoliberais é o desemprego como forma de controlar a economia. Como já anunciou o velho economista de FHC, Eduardo Giannetti,  hoje a serviço da Marina, o salário mínimo está alto, e um pouco de desemprego ajuda a controlar a inflação…

Essa é a principal lição que vem de quem não se preocupa com pessoas, apenas com o saldo bancário dos seus finanCIAdores ideológicos.

Afinal, de que vale uma economia mais forte se o povo sofre e apenas algumas famílias, incluídas a dos banqueiros e da velha mídia, aumentam os lucros?!

USP discute hoje plano de demissão voluntária

Proposta contra crise financeira será votada pelo Conselho Universitário

Transferência da gestão de hospitais, que também está na pauta, motivou protesto de alunos e servidores

DE SÃO PAULO

Órgão máximo da USP, o Conselho Universitário discutirá nesta terça (26) o plano de demissão voluntária apresentado pelo reitor, Marco Antonio Zago, para solucionar a maior crise financeira que a instituição já enfrentou.

Também está na pauta a eventual transferência do Hospital Universitário e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP de Bauru para a Secretaria Estadual de Saúde.

A proposta de mudança de gestão dos hospitais motivou protesto nesta segunda-feira (25) que durou quase quatro horas e reuniu cerca de 200 pessoas em São Paulo.

Alunos, funcionários e professores deram um abraço simbólico no Hospital Universitário, dentro do principal campus da universidade, no Butantã (zona oeste). Depois percorreram avenidas como Eusébio Matoso, Rebouças e Doutor Arnaldo, onde fica a Faculdade de Medicina.

Se aprovado, o plano de demissão voluntária pretende obter a adesão de 3.000 funcionários. A medida pode diminuir em 10% o gasto da USP com folha de pagamento, que hoje representa 106% do orçamento.

Os funcionários da USP estão em greve desde o dia 27 de maio por reajuste salarial. Tradicionalmente, o aumento ocorre em maio –em 2013, o índice foi de 5,39%, o que repôs a inflação no período.

Na quarta-feira (27), haverá nova audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), entre representantes da USP e do Sintusp (sindicato dos trabalhadores). No último dia 20, não houve acordo na reunião.

O Conselho Universitário é composto de docentes, funcionários e estudantes.

SINDICÂNCIA

Na última sexta (22), o reitor recebeu o relatório final da comissão de sindicância instaurada para apurar eventuais responsabilidades pela crise orçamentária da USP.

Conforme noticiado pela Folha, o antecessor de Zago, João Grandino Rodas, foi apontado como tendo ampliado os gastos com pessoal sem aprovação do Conselho Universitário, como determina o regimento da USP. Rodas negou irregularidades.

14/08/2014

Se o PSDB não consegue administrar uma Estadual, como vai administrar todas as federais?

Filed under: Aécio Neves,Choque de Gestão,Geraldo Alckmin,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:37 am
Tags:

Educacao fhc x lulaEm crise, USP cogita plano de demissão voluntária

Proposta estudada por universidade também inclui menor jornada de professor

Mudanças ainda serão discutidas; desde 2013, folha de pagamento é maior que todo o orçamento da escola

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Em nova tentativa de atenuar uma de suas mais graves crises financeiras, a USP estuda implementar programa de demissão voluntária de funcionários e incentivo para que professores reduzam as jornadas de trabalho.

Desde o ano passado, o gasto com folha de pagamento é maior que todo o orçamento da universidade, que deve receber R$ 5 bilhões do Estado em 2014. Assim, a instituição tem usado reservas para sustentar as atividades.

Segundo texto obtido pela Folha, feito pela administração da universidade, a ideia é adotar programa de demissão voluntária que abranja 3.000 funcionários (o documento não especifica se a proposta inclui os professores).

No total, a instituição possui 17.450 técnicos administrativos e 6.000 docentes.

Segundo a proposta, a medida pode diminuir em 10% o gasto da USP com folha de pagamento, que hoje representa 106% do orçamento. As indenizações custariam, porém, R$ 600 milhões.

Por ser uma instituição pública, a universidade não pode demitir servidores como em uma empresa privada.

As mudanças ainda serão discutidas com outros dirigentes da USP antes de serem apresentadas para votação interna. Há a previsão também de que a universidade passe para o governo parte de sua estrutura e seus gastos.

Na sexta-feira (15), o reitor Marco Antonio Zago deve se reunir com diretores de faculdades para tratar do tema.

REDUÇÃO DE JORNADA

Outra medida estudada pela universidade é incentivar que professores diminuam as jornadas de trabalho e, com isso, reduzam seus salários. A ideia é que, para uma redução de 25% da jornada, haverá corte de 20% do salário.

O texto não informa qual será a economia caso todas as medidas sejam adotadas.

No início do ano, ao assumir o mandato, o reitor já havia tomado ações de restrição, como proibição temporária de contratações.

A política de cortes contraria parte da universidade, em greve há mais de dois meses devido à proposta do reitor de não dar reajuste salarial.

Para esses setores, em vez de a instituição fazer restrições, o governo deveria aumentar a verba para a universidade, que cresceu nos últimos anos sem que houvesse novo financiamento.

Apenas nos últimos cinco anos, o número de alunos cresceu quase 10%.

A legislação prevê que a USP receba 5% do ICMS (principal imposto estadual). O governo Geraldo Alckmin (PSDB) diz que tem cumprido o que a regra exige.

Se o PSDB não consegue administrar uma Estadual, como vai administrar todas as federais?

Filed under: Aécio Neves,Choque de Gestão,Geraldo Alckmin,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:05 am
Tags:

Educacao fhc x lulaEm crise, USP cogita plano de demissão voluntária

Proposta estudada por universidade também inclui menor jornada de professor

Mudanças ainda serão discutidas; desde 2013, folha de pagamento é maior que todo o orçamento da escola

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Em nova tentativa de atenuar uma de suas mais graves crises financeiras, a USP estuda implementar programa de demissão voluntária de funcionários e incentivo para que professores reduzam as jornadas de trabalho.

Desde o ano passado, o gasto com folha de pagamento é maior que todo o orçamento da universidade, que deve receber R$ 5 bilhões do Estado em 2014. Assim, a instituição tem usado reservas para sustentar as atividades.

Segundo texto obtido pela Folha, feito pela administração da universidade, a ideia é adotar programa de demissão voluntária que abranja 3.000 funcionários (o documento não especifica se a proposta inclui os professores).

No total, a instituição possui 17.450 técnicos administrativos e 6.000 docentes.

Segundo a proposta, a medida pode diminuir em 10% o gasto da USP com folha de pagamento, que hoje representa 106% do orçamento. As indenizações custariam, porém, R$ 600 milhões.

Por ser uma instituição pública, a universidade não pode demitir servidores como em uma empresa privada.

As mudanças ainda serão discutidas com outros dirigentes da USP antes de serem apresentadas para votação interna. Há a previsão também de que a universidade passe para o governo parte de sua estrutura e seus gastos.

Na sexta-feira (15), o reitor Marco Antonio Zago deve se reunir com diretores de faculdades para tratar do tema.

REDUÇÃO DE JORNADA

Outra medida estudada pela universidade é incentivar que professores diminuam as jornadas de trabalho e, com isso, reduzam seus salários. A ideia é que, para uma redução de 25% da jornada, haverá corte de 20% do salário.

O texto não informa qual será a economia caso todas as medidas sejam adotadas.

No início do ano, ao assumir o mandato, o reitor já havia tomado ações de restrição, como proibição temporária de contratações.

A política de cortes contraria parte da universidade, em greve há mais de dois meses devido à proposta do reitor de não dar reajuste salarial.

Para esses setores, em vez de a instituição fazer restrições, o governo deveria aumentar a verba para a universidade, que cresceu nos últimos anos sem que houvesse novo financiamento.

Apenas nos últimos cinco anos, o número de alunos cresceu quase 10%.

A legislação prevê que a USP receba 5% do ICMS (principal imposto estadual). O governo Geraldo Alckmin (PSDB) diz que tem cumprido o que a regra exige.

09/06/2014

Privatizando o ensino

EnsinoComo se constrói uma justificativa de privatização?

Nós gaúchos conhecemos muito bem como Antônio Britto sucateou a CRT. Para isso, contou com a parceria da RBS. Ao mesmo tempo que impedia a Companhia Riograndense de Comunicações fazer investimentos e se modernizar, contava com a campanha sistemática da RBS contra os serviços públicos. E aí foi fácil montar um parceria entre RBS e Telefônica de Espanha para abocanharem o filé gaúcho. Os mesmos que falavam mal da participação do Estado na CRT, ao mesmo tempo que nada diziam a respeito participação da estatal espanhola Telefônica na aquisição da CRT. Hoje, todos os altos lucros da Vivo no RS, devido ao preço escorchante dos serviços, são investidos na Espanha…

O ensino é o outro lado da mesma moeda. Falam mal do  ensino público, mas em todos os rankings as Universidades Públicas dão de lavada nas privadas. Está aí a UFRGS para mostrar isso. No entanto, quando Olívio Dutra criou a UERGS, toda direita gaudéria ficou arrepiada. Seus sucessores sucatearam, como a justificar a privatização. E depois ainda têm coragem de saírem a público cobrar mais investimento na educação.

O que está acontecendo com a USP é paradigmático da situação política atual. Todos os que saem à rua cobrar mais saúde e educação do Governo Federal nada dizem ou fazem para que os governos Estaduais cumpram com sua parte. E a razão disso é muito simples. Trata-se de uma manada que segue a pauta dos velhos grupos mafiomidiáticos. Se a mídia diz que a pauta de reivindicação é esta, repetem o mantra como autômatos.

Choque de Gestão. Toda vez que esta palavra apareceu veio da boca de incompetentes do PSDB. Desde FHC, Cássio Cunha Lima, Geraldo Alckmin, Yeda Crusius e agora Aécio Neves.

Não é mera coincidência que seja exatamente num dos governos mais queridos, amados da velha mídia e da direita brasileira que duas empresas paulistas emblemáticas  estejam sucateadas: USP e SABESP?! Não é inacreditável que depois de 8 anos de governo FHC não tenha criado uma única universidade pública? Não, não é inacreditável. Ele não foi posto lá para construir, mas para destruir, vender, sucatear, doar. Não é por acaso que FHC seja o campeão da rejeição.

Outra constatação. Os mesmos que festejam os EUA para tentarem denegrirem o  Brasil, não  adotam os bons costumes ianques. Lá, os empresários financiam universidades. Onde estão os empresários paulistas, da locomotiva do Brasil? Ao invés de investirem em educação, só pensam em faturarem com educação. Onde investe a GERDAU, a Votorantim, o Itáu, a Natura? Em políticos! E tvs. Se gastassem em educação o que investem nas cinco famílias (Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky) o Brasil estaria melhor.

RICARDO MELO

Querem acabar com a USP

Cobrar mensalidades é o primeiro passo para vedar o acesso dos mais humildes a centros de excelência

Os defensores da implantação do ensino pago na Universidade de São Paulo podem ser acusados de tudo, menos de originalidade. No que parecia lá longe, em 1958, um certo Rudolph Atcon propunha o seguinte:

"A universidade latino-americana deve consolidar sua autonomia e adquirir um grau de independência real. O melhor sistema legal para alcançar este grau de liberdade é a transformação da universidade estatal em universidade privada. […] A responsabilidade financeira poderia estabilizar-se eventualmente na divisão, pelo estudante e pela universidade do custo real do mesmo. Deve ser estabelecido um fundo assistencial de bolsas adicionais para compensar o desaparecimento de uma educação gratuita".

Atcon não se trata de qualquer um. Americano, escreveu um relatório que serviu de base aos famigerados acordos MEC-USAID e ao relatório Meira Mattos da década de 60. Os documentos orientaram as tentativas da ditadura militar de modelar a universidade brasileira ao gosto das elites. Não por acaso, suas recomendações vinham escoltadas por medidas como extinção de centros acadêmicos, DCEs, UNE, decreto 477 e tudo o mais que desviasse os estudantes de sua "missão de aprender".

Graças à mobilização estudantil e acadêmica, as ideias de Atcon vingaram apenas em parte. A resistência ao ensino pago serviu de bandeira para batalhas memoráveis, embora insuficientes para impedir a proliferação desenfreada de faculdades privadas, conhecidas como fábricas de diplomas.

Mas sempre que alguma universidade pública apresenta problemas no balanço, o fantasma de Atcon/MEC-USAID emerge repaginado. A capa da assombração varia, mas sempre dourada com uma pílula social: a gratuidade do ensino favorece os ricos. Aí surgem pesquisas as mais variadas, com metodologias ao gosto da tese que se quer provar. A ombudsman desta Folha, a propósito, chamou atenção para isso em sua última coluna de domingo.

Qualquer um interessado no progresso social sabe que, num país como Brasil, o grande desafio é expandir o ensino público. Cobrar mensalidades nos últimos bastiões de educação gratuita (qual o critério socialmente justo?) é o primeiro passo para vedar o acesso dos mais humildes a centros de excelência. Gente pobre que, aliás, já paga para ter o direito de estudar a cada centavo de imposto que deixa no caixa do mercado. Por que não melhorar o ensino básico gratuito de forma a qualificar os que têm menos dinheiro a concorrer a uma vaga numa universidade de ponta em vez de cobrar mensalidade de quem estuda na USP?

A pergunta incomoda, claro. Ainda mais quando se aproxima a lente das raízes da crise financeira da universidade paulista. As suspeitas são várias. Vão desde a "contabilidade criativa" na hora de calcular salários do topo da burocracia e ausência de fiscalização independente até previsões mal explicadas em peças orçamentárias. Exemplo: gastos de cerca de R$ 800 milhões no orçamento de 2013 reprovados, sem sucesso, por representantes de professores, alunos e funcionários. A denúncia está lá, em artigo publicado na página 3 desta Folha no dia 6 de junho. Permanece incontestada pelos cardeais da USP.

A impressão, no final de tudo, é de que a maior universidade do país virou nas últimas décadas um centro de negócios escusos. Ao mesmo tempo em que despenca nos rankings internacionais, dá-se ao luxo de pagar salários faraônicos a reitores, abrir escritórios em Cingapura (!) e manter um navio oceanográfico de R$ 23 milhões parado em Santos por falta de condições de navegar.

Enquanto isso, milhares de alunos perambulam como zumbis pela cidade de São Paulo porque a decantada USP Leste foi alojada em cima de um lixão e hoje está interditada. Falta de dinheiro ou gestão irresponsável?

02/06/2014

Na USP, 6 a cada 10 dos alunos são contra SISU, ENEM, PROUNI, Cotas

Filed under: Educação Pública,FHC,Lula,Meritismo,Meritocracia,USP — Gilmar Crestani @ 7:45 am
Tags:

universidades lula x fhc A diferença entre Lula e FHC pode ser medida pelo histórico de vida de ambos em comparação com o que fizeram quando tiveram oportunidade. Embora FHC, e talvez por isso, tenha tido boa educação, estudado em boas universidades, não só não criou nenhuma universidade pública, como também proibiu, por meio da Lei nº 9.649, de 27 de Maio de 1998, que a União criasse Escolas Técnicas.

Lula, um retirante nordestino, sem as mesmas oportunidades, investiu em educação mais que todos os seus antecessores. E aí a gente vai ver como foi a continuidade de 20 anos de PSDB em São Paulo e vemos essa decadência da USP. Muito diferente, por exemplo, do que fez Olívio Dutra no RS. Na contramão e sob fogo cerrado da RBS, Olívio criou a Universidade Estadual do RS. Foi enxovalhado por isso. A direita e os ignorantes têm na ignorância uma forma de dominação. Não é também por acaso que as políticas sociais voltadas às famílias de baixa renda propostas por FHC jamais condicionaram aos estudo das crianças. Já o Bolsa Família tem esta preocupação, o seu recebimento está condicionado à frequência escolar dos filhos.

Mas isso não é tudo. Pior é que o PSDB e seus parceiros ideológicos combateram todas as formas de pessoas mais pobres entrarem nas Universidades. Fizeram de tudo para combaterem o ENEM. As cotas, ainda não engoliram. O PRONATEC e o PROUNI não recebe uma linha de apoio dos Grupos MafioMidiáticos. Pelo contrário, combatem incessantemente, só porque, ao contrário do Crédito Educativo, não exige que o aluno seja rico e tenha bens para garantir. Pelo contrário, é destinado aos que, sem dinheiro, querem estudar.

O fato de de que seis em cada dez alunos da USP possam pagar não deveria servir de justificativa para privatizar o ensino. Aliás, foi o Governo do PSDB em São Paulo, José Serra e Geraldo Alckmin que condenaram o uso do ENEM. Simplesmente porque eles não queriam que pobres entrassem na USP. O meritismo da direita é este. Meritocracia é o mérito da direita de fruir dos privilégios sem pagar e sem culpa. O único mérito do Nelson Sirotsky, para ganhar a RBS, foi ser filho de Maurício Sirostky.

Quem tem dinheiro tem direito de estudar na USP. E o que o PSDB fez para mudar isto. Fez. Mas para manter o que só hoje a Folha constata.

E por aí se entende porque o ódio ao Lula. Afinal, como pode este ignorante querer que pobres estudem?

cp02062014Mensalidade poderia ser paga por 60% dos alunos

Em cenário analisado pela Folha, arrecadação chegaria a R$ 1,8 bilhão

Valor representa 44% do repasse do Estado e seria alcançado com parcela de R$ 2.600; Constituição veta

ÉRICA FRAGAFÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Seis em cada dez alunos da graduação da USP têm condição econômica para pagar mensalidade, segundo critérios do Prouni (programa federal de bolsas em faculdades privadas).

A arrecadação anual da maior universidade pública do país poderia aumentar R$ 1,8 bilhão, caso fosse adotado um modelo que combinasse cobrança na graduação e pós-graduação e concessão de bolsas para estudantes da graduação.

O cálculo leva em conta uma mensalidade próxima ao valor médio cobrado pela PUC-Rio (R$ 2.600), melhor instituição superior privada do país segundo o RUF (Ranking Universitário Folha).

O valor potencial arrecadado representa 44% do subsídio de R$ 4,1 bilhões recebido pela USP em 2013 do governo estadual –que é a principal fonte orçamentária da USP.

A legislação estabelece que 5% do ICMS do Estado seja transferido à universidade.

A Folha analisou diferentes cenários hipotéticos de financiamento para a USP, que enfrenta uma de suas maiores crises orçamentárias.

Os problemas financeiros forçaram a universidade a usar R$ 1,3 bilhão dos R$ 3,6 bilhões de sua poupança, principalmente devido aos seguidos reajustes salariais.

Atualmente, a folha de pagamentos sozinha excede o que a USP recebe por ano do governo estadual.

PERFIL DOS ALUNOS

Dados oficiais da USP indicam que 34% dos alunos vêm de famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 7.240). Pelas normas do Prouni, esses estudantes não teriam direito seja à bolsa integral seja aos 50% de desconto.

Também segundo o critério do Prouni, outros 30% dos alunos da USP poderiam ter acesso a bolsa de 50% por terem renda familiar entre cinco e dez salários mínimos.

Se esses 64% dos alunos de graduação, mais todos os de pós-graduação, pagassem a mensalidade média da PUC-Rio, a USP levantaria R$ 1,8 bilhão ao ano.

Caso a mensalidade considerada nesse cenário fosse o valor médio da Universidade Mackenzie (R$ 1.061), o montante arrecadado por ano seria R$ 730 milhões (18% do orçamento da USP).

Qualquer mudança na gratuidade na USP, porém, exigiria alteração da Constituição, que proíbe cobrança de mensalidade em instituições públicas de ensino.

Mas a discussão a respeito desse tema é recorrente em razão de limitações orçamentárias do poder público.

No caso da USP, se a universidade não contasse com repasse do governo, a mensalidade teria de ser R$ 3.900 para todos os alunos. Pelo menos 35% deles têm renda familiar total inferior a isso.

Esse valor é maior que o cobrado por instituições de ponta privadas como o Insper –faculdade de elite paulista–, em que a mensalidade média é de R$ 3.260. Para atrair estudantes de diversas classes sociais, o instituto oferece bolsas integrais não reembolsáveis e financiamento parcial.

DADOS

As simulações feitas pela Folha possuem algumas limitações. Para definir o perfil socioeconômico dos alunos, por exemplo, a reportagem utilizou os dados dos calouros do vestibular de 2013.

Foi considerada a mesma mensalidade média para graduação e pós-graduação.

Além disso, o orçamento de R$ 4,1 bilhões da USP não mostra quanto é destinado especificamente à extensão, à pesquisa e ao ensino.

28/05/2014

E aí, Aécio, vamos conversar sobre choque de gestão?

Filed under: Aécio Neves,Choque de Gestão,Educação Pública,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:54 am
Tags:

aecio dormindoUSP perde o posto de melhor universidade da América Latina

Instituição foi ultrapassada pela PUC do Chile em nova edição de ranking do ensino superior da região

É a segunda queda seguida em listagens internacionais; procurada pela Folha, USP não se manifestou

SABINE RIGHETTIDE SÃO PAULO

Em meio a uma crise financeira e no mesmo dia em que funcionários e professores entraram em greve por aumento salarial, a USP perdeu o posto de melhor universidade da América Latina.

A listagem, da consultoria britânica QS, foi publicada ontem (27/5). A primeira posição ficou com a Pontifícia Universidade Católica do Chile, que é privada.

Essa é a primeira vez que a USP não lidera as instituições de ensino superior da região latino-americana na listagem universitária do QS, feita na região desde 2011.

De acordo com Simona Bizzozero, uma das diretoras do QS, o resultado não significa que a USP tenha se deteriorado. "A pontuação dela é quase igual à do ano anterior", disse a especialista à Folha.

O que aconteceu foi que a instituição chilena melhorou significativamente de um ano para o outro.

Procurada pela Folha, a USP não comentou o resultado do ranking até a conclusão desta edição.

A notícia é ruim para a USP, mas não significa que o ensino superior no país está pior de maneira generalizada.

Neste ano, o Brasil tem seis universidades entre as dez melhores da América Latina –o dobro da avaliação anterior feita pelo QS.

A Unicamp e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) permanecem no topo da lista, junto com a Unesp e as federais de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, estreantes entre as melhores colocadas.

Mas, das 50 instituições do país listadas, 30 perderam posições em relação a 2013 –especialmente as que estavam nas últimas colocações.

NOVA QUEDA

No ano passado, a USP já havia perdido pelo menos 68 casas no ranking universitário internacional THE (Times Higher Education), concorrente do grupo QS na elaboração desse tipo de avaliação.

A universidade –única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo na listagem– passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar –a posição exata não é informada.

Nesse caso, o motivo apontado para a queda foi a falta de inglês na sala de aula. Países como Holanda, Alemanha e França, por exemplo, oferecem aulas em inglês e têm universidades entre as cem melhores do mundo.

Aos 80 anos, a USP vive uma crise financeira. Gasta 103% do orçamento com a folha de pagamento e, em março, teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado por irregularidades ligadas a salários.

Colaborou PEDRO IVO TOMÉ

07/08/2013

Cai último bastião do tucanato

Filed under: Isto é PSDB!,USP — Gilmar Crestani @ 9:42 am
Tags:

USP adere a avaliação do governo federal

Universidade fará parte do Enade, mas ainda de forma parcial; alunos não serão obrigados a fazer a prova

Modelo acertado com o MEC prevê que desempenho dos cursos não será divulgado nos próximos três anos

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Única instituição fora da avaliação nacional do ensino superior, a USP decidiu aderir à prova do Enade, mas de forma parcial. Os resultados de seus cursos não serão divulgados nos próximos três anos, e os alunos poderão faltar ao exame –para as outras escolas, a participação dos estudantes é obrigatória.

O acordo vale já para a prova deste ano e está sendo tratado como "cooperação técnica", segundo a Folha apurou.

Especialistas vão analisar os instrumentos e práticas adotados pelo Inep (órgão do Ministério da Educação).

Após esse período experimental, a principal universidade do país vai decidir se entrará na avaliação.

A USP questiona o Enade desde a sua criação, em 2004. Uma das grandes resistências da universidade era que a prova começou a ser feita com amostras de alunos.

Por conta dessa pressão, o ministério mudou o sistema e tornou a prova universal.

Após essa alteração, os alunos que têm seus cursos avaliados, mas faltam ao exame, têm dificuldades em obter o certificado de conclusão.

Integrantes da universidade questionam ainda outros pontos, como a possibilidade de boicote dos alunos, que são obrigados a comparecer, mas não sofrem sanção se entregarem o exame em branco ou totalmente errado.

Devido a essas ressalvas, o modelo acertado entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o reitor da USP, João Grandino Rodas, é visto pelas duas partes como um primeiro passo para a entrada integral da universidade.

O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, diz que os dados da USP ajudarão a qualificar "ainda mais" a avaliação.

Para o reitor da universidade, João Grandino Rodas, o projeto-piloto "será benéfico a todos", pois permitirá que a USP compare seus cursos com as outras instituições. E docentes da instituição ajudarão a melhorar a avaliação.

PAULISTAS

A USP ficou isolada na resistência ao Enade quando a Unicamp, em 2010, decidiu entrar na prova. A outra estadual paulista, a Unesp, já participava do exame.

A legislação permite que as universidades estaduais decidam se participam do sistema de avaliação federal. As privadas e federais são obrigadas a participar do exame.

30/11/2011

Reitor da USP não responde a chamada

Filed under: Invasão da Reitoria da USP,João Grandino Rodas,USP — Gilmar Crestani @ 9:33 am

Sabe aquela do Joãozinho da USP? Ausente! Se fosse privada ele ira, como a audência é publica, gazeou. Matando aula assim, o Joãozinho perde aula de cidadania e fica em recuperação. É isso que ele é bem Grandino, mas não adianta, com um sobre nome destes, não vai dar outra, Rodas!

Reitor da USP falta à audiência pública na Assembleia Legislativa

Estudantes e entidades de funcionários e professores denunciam arbitrariedades e retaliações

por Jéssica Santos de SouzaRede Brasil Atual

São Paulo – O reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, não compareceu a audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para esclarecer a desocupação do prédio da reitoria, na madrugada do dia 9. O professor alegou outro compromisso no mesmo horário. A reunião foi solicitada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL) e contou com representantes de organizações de docentes e funcionários da universidade, além de estudantes.

A entrada da Assembleia na tarde desta segunda-feira (28) foi controlada por policiais militares, que revistaram mochilas e bolsas. A corporação também chegou a filmar as pessoas durante a audiência até a postura ser questionada por Giannazi, que lembrou que o debate já estava sendo registrado pela TV Alesp. O coronel Navarro, responsável pelo policiamento da Casa, não comentou o motivo das filmagens e disse que só poderia se pronunciar com autorização do presidente da Assembleia, o deputado Barros Munhoz (PSDB).

Quatro comissões permanentes da Alesp – Educação, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Direitos Humanos – podem convidar o reitor por diversas denúncias, desde o corte de mais de mil árvores na Cidade Universitária até a compra de prédios e salas no centro de São Paulo. Segundo Giannazi, as solicitações de audiência devem ser votadas até a próxima semana e há expectativa de que mesmo aliados do governador Geraldo Alckmin fiquem a favor dos requerimentos.

“Na base aliada do Alckmin tem contradições em relação ao Rodas. Como foi o ex-governador (José) Serra que o indicou temos grande chance de aprovar a convocação em algumas das comissões”, garantiu o deputado, em referência ao fato de Serra ter indicado para o cargo de reitor o segundo colocado da eleição indireta promovida na USP, quebrando um acordo informal respeitado desde 1981, ainda no governo de Paulo Maluf.

Apesar de uma lista tríplice definida a partir dos votos do Conselho Universitário, com peso majoritário de professores titulares, ser apresentada ao governador paulista, o tucano ignorou o nome do professor Glaucius Oliva e preferiu indicar Rodas, que já tinha um histórico de conflitos como diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

As reivindicações dos estudantes são anteriores à própria posse de Rodas. Thiago Aguiar, um dos representantes do Diretório Central de Estudantes (DCE) da USP, explica que o estatuto que rege a universidade é o mesmo da época da ditadura e, por isso, precisa ser revisto. Além disso, os estudantes pedem que processos administrativos e crimininais contra as pessoas que participaram da ocupação da reitoria no início do mês sejam retirados e que o convênio com a PM seja encerrado.

Em relação à segurança do campus da zona oeste, a comunidade discente sugere um plano alternativo, discutido na comunidade universitária. “Há denúncias de policiais questionando alunos sem motivo aparente e entrando até em entidades estudantis, como o diretório acadêmico da Escola de Comunicações e Artes (ECA)”, conta Thiago.

Denúncias

O estudante de Letras e integrante da comissão de greve Rafael Alves conta que ele e muitos de seus colegas sofrem retaliações tanto da universidade quanto da polícia. Ele é um dos 73 detidos na reintegração de posse da reitoria no dia 9. “Tenho dez inquéritos policiais abertos, processos administrativos e fui expulso da moradia estudantil, além de ter sido jubilado. Eu fui preso do lado de fora da reitoria e estou respondendo aos crimes como se estivesse lá dentro”, relata.

Rafael prestou vestibular novamente para poder continuar seu curso e tentou voltar ao Conjunto Residencial da USP (Crusp), mas sua participação do processo de escolha foi negada, segundo ele, apesar de todos os requisitos serem preenchidos. No momento, o estudante mora “de favor” em unidades do Crusp habitadas por colegas.

Os funcionários e professores da USP apoiam o movimento estudantil e pedem mais democracia dentro da universidade. “Esse reitor está restaurando o pior período da ditadura com a militarização e as possíveis escutas e pessoas infiltradas em nossas reuniões”, aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho. Segundo ele, há relatos literais sobre as assembleias e também de pequenas reuniões do sindicato que só poderiam ser fruto de escutas ou de pessoas infiltradas.

Para o vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), César Minto, a situação atual da universidade é muito preocupante, já que uma instituição pública de ensino deveria ser exemplo de democracia para a sociedade. “Hoje vivemos em um sistema de poder altamente concentrado na mão do reitor e na mão dos professores títulares que ocupam os órgãos colegiados. Não existe discussão democrática e nem tratamento democrático em nenhuma das áreas”, afirmou

Reitor da USP falta à audiência pública na Assembleia Legislativa | Viomundo – O que você não vê na mídia

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: