Ficha Corrida

21/12/2015

Corrupção boa? Em São Paulo, graças aos Rodrigo de Grandis, tem!

 

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato

Dr Moro, não vem ao caso ? – publicado 19/12/2015

helicoca

O Conversa Afiada reproduz do Viomundo irrepreensível reportagem da Conceição Lemes sobre esses moralistas sem moral do PSDB de São Paulo (FHC, toc toc toc – batata tá assando!):

Empreiteiras denunciadas na Lava Jato têm contratos de R$ 210 bi com governos de São Paulo; adesão paulista ao impeachment é para barrar investigações?

por Conceição Lemes
Em 5 de novembro, saiu no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp aprovou as contas do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) referentes ao exercício de 2014.
Na mesma edição, o DO Legislativo publicou, da página 90 a 124, o voto em separado de dois deputados da Comissão, que desaprovaram as contas: João Paulo Rillo e Teonílio Barba (PT-SP).
Eles elencam diversas justificativas para a rejeição, entre as quais 17 ressalvas e 114 recomendações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Em 2014, o TCE-SP fez 92 recomendações em relação às contas de 2013. Alckmin atendeu plenamente somente 7. Das 85 restantes, 43, ele cumpriu parcialmente  e 40, não fez nada. Duas estavam prejudicadas.
Em consequência, agora em 2015, as recomendações subiram para 114. A primeira é justamente cumprir as de 2013. Daí, as ressalvas aprovadas, que podem levar à rejeição das contas nos próximos anos:



Todas as ressalvas são consideradas graves, mas duas se destacam: a 11 e 16.
Em ambas há indícios sérios de que o governo paulista pode estar maquiando números e descumprindo a legislação.
A restrição 11 refere-se aos recursos do petróleo, que, por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias, são considerados do Tesouro do Estado. Logo, podem ser incluídos no gasto com a Saúde e a Educação.
Só que isso vai contra o que estabelece a Constituição Federal, que prevê recursos de impostos – basicamente, ICMS e IPVA – para a Saúde e Educação. Consequentemente, é possível que os números divulgados não sejam reais e o governo paulista esteja aplicando menos em Educação e Saúde.
A ressalva 16 refere-se a uma “pedalada” de Alckmin na Educação, visto que as despesas restantes de um ano para pagar no exercício seguinte são grandes. De modo que, havia um total descontrole, como aponta TCE-SP desde 2007.
Mas o que mais chama atenção no voto em separado dos dois parlamentares são três fatos provavelmente conectados:
1) As empreiteiras denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras sempre atuaram em obras do governo do Estado de São Paulo.
2) O envolvimento do doleiro Alberto Youssef com grandes empreiteiras em obras públicas de Norte a Sul do Brasil, inclusive no Estado de São Paulo.
Na reportagem A planilha de Youssef, publicada na edição de 6 de dezembro 2014 de CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião mostrou que o doleiro mantinha uma lista de 750 obras, entre as quais construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel. Ele salienta:
“Outro caso parecido é o trecho do monotrilho entre a estação Oratório e Vila Prudente, na capital paulista, integrante da linha 15-Prata do Metrô.
No documento apreendido [a planilha do Youssef], a Construtora OAS, consorciada com a Queiroz Galvão e a canadense Bombardier, seria o cliente do doleiro em um contrato de cerca de 8 milhões de reais. Prometida pelo governador Geraldo Alckmin para janeiro deste ano, o monotrilho ainda não entrou em operação.
O presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o vice-presidente do setor Internacional, Agenor Medeiros, e mais três dirigentes foram presos pela PF.
Na planilha aparecem ainda outros projetos de estatais paulistas, a começar por duas adutoras da Sabesp e obras no trecho Sul do Rodoanel. No caso da construção do anel rodoviário, em 2009, o TCU havia apontado ao menos 79 irregularidades graves, inclusive sobrepreço.
Na planilha do doleiro, a menção ao Rodoanel precede a inscrição do valor de 1,5 milhão de reais.
Além disso, o esquema de Youssef operou também na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, revelaram reportagens do Estadão sobre a máfia dos fiscais paulistas.
3) Adir Assad,  preso desde março em Curitiba (PR) por decisão do juiz Sérgio Moro por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, é o doleiro das obras tucanas no Estado de São Paulo, segundo reportagem de Henrique Beirangê, publicada na edição de 30 julho de CartaCapital.
O nome de Adir aparece associado, por exemplo, ao Rodoanel Sul 5 e à ampliação das marginais do rio Tietê, anunciada em 4 de junho de junho de 2009, com bumbos e fanfarras, pelo então governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (na época DEM, hoje PSD).
Beirangê observa:
A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.
O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad.
Entre elas aparece a Legend Engenheiros, responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho.
A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos.
O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao Consórcio Nova Tietê. Liderado pela Construtora Delta, o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra.
O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.
A obra foi acompanhada na época pela Dersa, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso Paulo Preto, cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.
A propósito. Em 30 de abril de 2012, o Viomundo denunciou: São Paulo fez contratos de quase um bi com a Delta; Paulo Preto assinou o maior deles, no governo Serra.
Estávamos em plena CPI do Cachoeira e a mídia se “esqueceu” das conexões Dersa-Delta-Ampliação da Marginal Tietê-Paulo Preto-José Serra.
O doleiro Adir Assad até agora não abriu o bico. Será que fará delação premiada, relatando o que sabe sobre o esquema de fraudes e corrupção em São Paulo ou ficará calado para não incriminar os tucanos?
SERRA FECHOU R$78 BI EM CONTRATOS COM EMPREITEIRAS DENUNCIADAS NA LAVA JATO; ALCKMIN, R$ 52,3 BI
De qualquer forma, um levantamento inédito revela que, nos últimos 27 anos, 16 grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras receberam, em valores corrigidos, mais de R$ 210 bilhões dos cofres públicos paulistas. As contas referem-se  apenas às empresas do chamado clube das empreiteiras. Não estão incluídas aquelas que ocasionalmente faziam “negócios” com empresas do “clube”, como, por exemplo, a Serveng-Civilsan.  Os dados constam do voto em separado dos deputados João Paulo Rillo e Teonílio Barba.

Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo, por conta das concessões rodoviárias), Companhia do Metrô, Sabesp, Dersa e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) são os órgãos do governo paulista que firmaram maiores contratos com essas empreiteiras envolvidas em irregularidades na Lava Jato.

Somente em 2014 o governo Geraldo Alckmin contratou junto a essas empreiteiras mais de R$ 8 bilhões.
Mas o ano de 2009, com o tucano José Serra à frente do governo do Estado de São Paulo,  foi o campeão. Em 2009, houve o maior número de contratos entre o governo paulista  e as empreiteiras implicadas na Operação Lava Jato.  Em valores corrigidos, somaram a bagatela de R$ 43,436 bilhões.
Mas tal honraria não foi apenas em 2009.
A gestão José Serra (2007 a 2010) foi a grande vencedora no quesito dinheiro público para as empreiteiras. De 2007 a 2010, os contratos com elas carrearam R$ 72,118 bilhões dos cofres públicos paulistas.
O governo Alckmin é o vice-campeão. De 2011 a 2014, os contratos com empresas denunciadas na Lava Jato totalizaram R$ 52,386 bilhões. Só em 2013 somaram R$ 41, 236 bilhões.


TCE-SP E MPE-SP JÁ COMEÇAM A APONTAR IRREGULARIDADES
Repetimos:  as 16 integrantes do “clube das empreiteiras” , denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propinas a executivos da Petrobras atuaram muito no Estado de São Paulo. Os contratos dessas 16 grandes empresas com sucessivos governos paulistas somam mais de R$ 210 bilhões, em valores atualizados.
Alguns resultados das investigações  sobre a Lava Jato paulista já são conhecidos. Ao longo do tempo, o TCE-SP considerou irregulares 58 contratos de mais de R$ 5,2 bilhões, envolvendo o governo paulista e empreiteiras denunciadas na Lava Jato.
Em dezembro de 2014, Serapião revelou que Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da PEM Engenharia, denunciada pelo pagamento de propina no esquema da Petrobras, foi citado no cartel do Metrô paulista, o trensalão, também conhecido como propinoduto tucano.
O MPE-SP investiga, pelo menos, duas licitações ganhas pela PEM Engenharia. Uma delas, de mais de R$ 1,5 bilhão, foi para a fase I da linha 5 do Metrô. A outra, de mais de R$ 200 milhões, para a linha 2 do Metrô.
Outras empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e na mira do MPE-SP por conta de contratos com o governo paulista:
* Toyo Setal, que até recentemente tinha como consultor Júlio Camargo, um dos delatores da corrupção na Petrobras. Em1998, ela assinou contrato de R$ 11 milhões para executar serviços de engenharia, projeto, fornecimento, montagem e instalação de sistema destinado ao trecho Artur-Guaianases da linha Leste/Oeste do Metrô paulista.
* A Queiroz-Galvão e a Serveng-Civilsan, que em 2013 assinaram com o governo Alckmin contrato para a construção de trecho da Rodovia Nova Tamoios (SP-099), que terá 33,9 km de extensão e ligará Caraguatatuba a São Sebastião, no litoral Norte paulista. A obra ficará  R$ 860 milhões mais cara que o custo previsto inicialmente de  R$2,34 bilhões. Curiosamente, em 2014,  a Queiroz Galvão ganhou também a licitação para a PPP da Rodovia Nova Tamoios, que envolve quase R$ 4 bilhões.
* A Jamp, empresa associada à Engevix, do esquema da Lava Jato.  Ela atuou na CDHU (Companhia de Desenvolvimento da Habitação Urbana), FDE (Fundação de Desenvolvimento da Educação) e na CPTM (Companhia de Transportes Metropolitanos). Chegam a dezenas os seus contratos com o governo paulista.
Várias outras empresas denunciadas na Lava Jato também estão envolvidos na obra da linha 5 – Lilás do Metrô (aqui e aqui).
Segundo a Justiça, a obra apresentava superfaturamento de mais de R$ 300 milhões
Agora, o Estadão publica que, além de atrasar mais de 4 anos, a vai custar R$ 1 bilhão a mais.
Esses são alguns exemplos de empresas denunciadas no esquema de corrupção da Petrobras e que continuam ganhando licitações ou aditivos do governo paulista.
Aliás, a Queiroz Galvão ganhou uma licitação de R$ 88 milhões para contratar as  empresas que executarão para a execução as obras complementares de trecho da rede de veículos leves sobre trilhos – VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista, compreendido entre o Terminal Barreiros, em São Vicente, e a Estação Porto, em Santos.
A Serveng-Civilsan ganhou também contrato de R$ 555 milhões para elaborar o projeto e executar as obras da interligação entre as represas Jaguari (da bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira).
Em 9 de dezembro, nós especulamos:
Eduardo Cunha e Michel Temer lideram um golpe parlamentar para se livrar da Operação Lava Jato, com a conivência do PSDB, agora que as investigações vão bater neles por conta da delação premiada do ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral.
De quarta, 16, para quinta-feira, 17, o golpe de Eduardo Cunha e Michel fez água.
Primeiro, os atos do dia 16 pelo Brasil todo mostraram que, finalmente, a ficha caiu para a sociedade.
O impeachment, como mostraram muito bem os professores no ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, seria apenas o primeiro passo para o desmonte de todas as conquistas sociais da Constituição de 88 e dos últimos 13 anos.
Segundo, o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara.
O PGR faz um retrato devastador do homem do impeachment: atacadista de venda de emendas parlamentares.
Terceiro, a decisão do STF nesta quinta-feira sobre o rito de impeachment: a comissão que avaliará o caso será definida por chapa única, a votação será em aberto, e caberá ao Senado a decisão final.
Diante desse quadro e desses dados, ficam várias perguntas:
Será que, por temerem o avanço da Lava Jato, Serra, Alckmin & amigos abraçaram o impeachment para desviar o foco deles?
Como fica a operação-abafa da Lava Jato que estava sendo negociada pelo vice Michel Temer, o traidor, com os tucanos?
Será que a força-tarefa da Lava Jato vai finalmente abrir a linha de investigação tucano-paulista, a Lava Jato paulista?

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato — Conversa Afiada

27/03/2015

Fernando Rodrigues comprova Jorge Pozzobom

pozzobomRecentemente o deputado gaúcho, Jorge Pozzobom, confesso que o PSDB goza de proteção no Poder Judiciário. A afirmação ainda não foi desmentida. Hoje saem do forno mais duas informações que comprovam a tese da proteção mafiosa ao PSDB. Fernando Rodrigues, de larga ficha corrida de serviços prestados aos PSDB, Folha e UOL, tem informação de grão tucanos paulistas envolvido no propinoduto tucano dos três (Alstom e Siemens) também esconderam dinheiro no HSBC na Suíça.  Veja que coincidência. Quem  trouxe o HSBC ao Brasil? FHC, quando entregou o Bamerindus, do Ministro Andrade Vieira, banqueiro do caixa 2 de FHC. O tesoureiro do PSDB, Márcio Fortes, também guardava vários bilhões no HSBC suíço. Na Operação Lava Jato, que pegou todas grandes empreiteiras, com esquema na Petrobrás montada ainda no tempo de FHC, vazaram para prejudicar Lula e Dilma. Até agora não há um centavo da participação dos dois. Isso explica a várias e múltiplas tentativas do golpe paraguaio. O tapetão voador pilotado por Aécio Neves, com incentivo do Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, levou uma manada de zumbis às ruas na tentativa de construir um álibi para derrubar Dilma. O golpe foi gestado todo por pessoas finanCIAdas, como este tal de MBL, pelos corruptores de sempre. Veja-se o caso agora descoberto  na Receita Federal. Todo a fina flor do empresariado nacional está envolvida num desvio ainda superior àqueles perpetrados pela Lava Jato. O que eles odeiam na Dilma e no PT é a ausência de uma dupla afinada como o eram FHC e Geraldo Brindeiro. Lula e Dilma não manietaram Roberto Gurgel, mesmo apesar de todo seu ódio ao PT, nem Rodrigo Janot será, a depender da Dilma, outro Engavetador Geral da República. O ódio deles, como disse o Juremir Machado da Silva, não é os desvios cometidos por alguns petistas, mas o fato de o PT não ter encoberto o que o PSDB e a fina flor do golpismo vem fazendo.

Na Folha de hoje uma das manchetes, sem vergonha, diz tudo a respeito da promiscuidade, ou de proteção à bandidagem praticada pelo PSDB: “Caso do mensalão tucano está parado na Justiça de Minas” Diga-se de passagem, devolvido à Justiça de Minas Gerais pelo capitão-de-mato Joaquim Barbosa. Aquele que teria sido a gênese, que deu origem à Ação 470. Se isso não é proteção mafiosa então não sei o que seja. A justiça mineira, seguindo os passos de Rodrigo de Grandis,  está conseguindo ridicularizar até a máfia…

De nada adianta a AMBEV, a Multilaser e o Banco Itaú finanCIArem manifestações de zumbis. O que eles precisam fazer é criar vergonha na cara e parar de roubar dinheiro público usando de todo e qualquer artifício. É claro que as manobras ficam difíceis de serem combatidas quando se vê um Ministro do STF, JB, criando uma empresa, a Assas JB Corp. para ludibriar o fisco. É por isso que estão todos juntos, vide dobradinha JB & Rede Globo, para tentarem retomar o controle do Estado.

Caso Alstom têm contas no HSBC, mas Rodrigues não revela

:

Jornalista Fernando Rodrigues, do portal UOL, disse à CPI do SwissLeaks no Senado que várias pessoas denunciadas no escândalo referente ao pagamento de propinas e formação de cartel para licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nas obras do Metrô de São Paulo são correntistas de contas secretas do HSBC na Suíça; no entanto, ele afirma que não é possível divulgar estes nomes ainda, porque os dados estão sendo cruzados com outras informações

27 de Março de 2015 às 08:18

por Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual

Brasília – Várias pessoas denunciadas no escândalo referente ao pagamento de propinas e formação de cartel para licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nas obras do Metrô de São Paulo são correntistas de contas secretas do HSBC na Suíça. A informação foi dada quinta-feira (26) pelo jornalista Fernando Rodrigues, do portal UOL, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o caso – que pode estar relacionado a um esquema criminoso de evasão de receitas e sonegação fiscal de 8,6 mil brasileiros.

Rodrigues, o primeiro jornalista a divulgar o esquema no país – sem detalhes – foi indagado por senadores se não tinha encontrado nomes relacionados ao chamado “Caso Alstom”, que passou a ser conhecido assim por se tratar de propinas pagas por esta empresa a agentes da CPTM durante as obras do Metrô paulista.

De acordo com o jornalista, não é possível divulgar estes nomes ainda, porque os dados estão sendo cruzados com outras informações. Além disso, para que seja feita a divulgação dos nomes destes correntistas, é preciso que antes todos sejam ouvidos, dentro dos critérios estabelecidos pela Associação Internacional de Jornalistas Investigativos, entidade à qual ele pertence e que disponibilizou a relação, mediante determinados critérios.

Durante a tomada de depoimento de Fernando Rodrigues, o senador Blairo Maggi (PR-MT) destacou que considera importante que as investigações se debrucem também sobre as empresas importadoras e exportadoras em atuação no país.

Maggi afirmou que chama a atenção para este fato, como senador e também como empresário que é, porque acha que "qualquer empresário vai gostar de ver se alguma empresa com a qual mantém contatos está envolvida no caso, para rever suas relações".

O esclarecimento sobre as empresas que possuem contas secretas no HSBC da Suíça, conforme destacou o senador, "ajudará o país a depurar suas investigações em relação à iniciativa privada e, inclusive, a se estabelecer uma revisão dos atuais códigos de ética e de conduta por parte do empresariado brasileiro".

‘Sem evasão, sem ajuste’

Fernando Rodrigues disse que não é possível comprovar se as contas existentes são irregulares ou não. Já o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), que foi o autor do requerimento pedindo a instalação da CPI, acusou o governo brasileiro de ter se omitido na apuração e divulgação do caso de contas secretas pelo HSBC na Suíça nos últimos anos. Rodrigues afirmou que está evidente que o país vive uma situação grave na sua economia e se não tivesse havido a evasão de divisas dos brasileiros mais ricos por meio dessas contas, "muito provavelmente o Brasil não estaria precisando passar agora por um ajuste fiscal".

Ele também ressaltou considerar estranho que países como França e Bélgica já tenham conseguido o repatriamento de recursos e o Brasil tenha começado a apurar tão tardiamente o caso. O senador enfatizou que os valores dos correntistas brasileiros neste caso do HSBC – aproximadamente US$ 7 bilhões ou perto de R$ 20 bilhões – equivalem ao total das contas de milhares de correntistas de países diversos que depositaram em muitos paraísos fiscais do mundo, o que mostra como é desproporcional esse procedimento por parte da parcela mais rica de brasileiros.

Randolfe elogiou a postura do jornalista Fernando Rodrigues e de Chico Otávio, do jornal O Globo, que também depôs na CPI, e reiterou que foram eles que deflagraram, de fato, o interesse e a apuração do caso pelos brasileiros.
Encontro com Janot

Na próxima terça-feira (31) os integrantes da comissão têm audiência na PGR com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para conversar sobe o tema e as investigações por parte do Ministério Público sobre o caso das contas secretas do HSBC.

Os senadores também vão pedir um encontro com o embaixador da França no Brasil na próxima semana, para tratar do mesmo assunto, já que a França foi um dos primeiros países a fazer a investigação sobre os correntistas envolvidos no escândalo HSBC na Suíça.

Dentre os requerimentos apresentados hoje, os principais pedem a quebra de sigilos fiscal e bancário de alguns dos nomes citados na lista, cujos titulares foram procurados, mas não deram ainda declarações sobre a legalidade dessas operações, nem disseram se tudo foi devidamente informado à Receita Federal. Outros solicitaram as convocações nos próximos dias do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do diretor do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) e do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

O secretário da Receita Federal no governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Everardo Maciel, é outro que será convidado a prestar depoimentos à comissão. Seu requerimento já foi aprovado e algumas pessoas davam como certa a sua participação na CPI na audiência de hoje, mas sua participação será agendada para um outro dia.

Caso Alstom têm contas no HSBC, mas Rodrigues não revela | Brasil 24/7

02/03/2015

PSDB tem imunidade para roubar

PSDB e MidiaO PSDB é uma criação divina com infalibilidade papal. Nada do que fazem é investigado e, muito menos punido. O PSDB tem liberdade para fazer ou desfazer. As amizades do PT viram problemas do PT, as amizades do PSDB viram pó. E pó assunto que não gruda no PSDB. A roubalheira nos trens em São Paulo da Siemens e Alstom com o PSDB mereceu condenação nos países de origem, respectivamente Alemanha e Suíça, mas no Brasil acontece de cair nas mãos de um Rodrigo de Grandis. E quando não é de um meliante ocupante do serviço público, o PSDB coloca um Robson Marinho na Presidência do Tribunal de Contas.

Como se não bastasse tudo isso, a maior jogada de mestre do PSDB foi distribuir milhares de assinaturas do Estadão, Veja e Folha nas escolas públicas de São Paulo. É deste milagre que brota a camada teflon do PSDB. Tanto que no Paraná Beto Richa, apesar de todo apoio da velha mídia a população que é conduzida como manada pelos grupos mafiomidiáticos saíram às ruas para denunciar a falência perpetrada pelos três patetas: Álvaro Dias, Beto Richa & Fernando Francischini.

A dobradinha entre os partidos de oposição e velha mídia para criar uma CPI para investigar só o período petista tem a contrapartida para não se investigar o Suiçalão, revelado pelo SwissLeaks.

Em 30 anos de PSDB, São Paulo só viu a criação do PCC e o racionamento d’água… Nenhuma CPI e os ladrões ainda são guindados a cuidar das contas do Estado, no TCE.

Esta CPI prova que não querem acabar com a corrupção. Querem acabar com a concorrência na corrupção. Só um partido NÃO pode roubar, os demais estão liberados para passar a mão no dinheiro público.

 

CPI da Petrobras deverá investigar só era petista

PMDB quer enfraquecer planos de incluir período FHC nos trabalhos da comissão

Com manobra do PMDB, CPI deve focar apenas era petista

Partido aliado quer barrar tentativa governista de incluir gestão FHC na apuração

Presidente da comissão, que é do PMDB, vai propor 4 sub-relatorias e investigação privada em contas de delatores

ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

O PMDB da Câmara dos Deputados articulou uma estratégia nos bastidores com o presidente da CPI da Petrobras para isolar o PT na nova comissão e limitar os trabalhos de investigação aos governos Lula e Dilma (2005-2015), como quer a oposição.

A operação do partido com Hugo Motta (PMDB-PB), eleito presidente da CPI na semana passada, visa desidratar os planos do relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), de investigar desvios na estatal desde o período do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Sérgio vai apresentar seu calendário de atuação na próxima quinta, mas, na semana passada, afirmou que seria importante levar a investigação para o período de FHC.

Os relator se baseia no depoimento do ex-gerente Pedro Barusco que, em sua delação premiada, afirmou à Polícia Federal que começou a receber propina entre 1997 e 1998, da empresa holandesa SBM Offshore.

Barusco também relatou que o esquema da Petrobras rendera ao PT entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013.

Nos últimos dias, peemedebistas articularam com Motta um cronograma para a CPI, no qual também ficou decidido que será criada uma sub-relatoria para tentar recuperar ativos da Petrobras no exterior.

Entre os atos ilícitos no foco da CPI estão supostas irregularidades na venda de ativos da Petrobras na África.

O presidente da CPI vai propor nesta semana a criação de quatro sub-relatorias para investigar objetos previstos no requerimento de abertura da CPI.

Uma delas será para devassar contas de delatores do esquema da Petrobras, com a ajuda de uma empresa de investigação privada que será contratada pela comissão.

Parlamentares dizem que, regimentalmente, o presidente da CPI pode indicar sub-relatores, sem precisar passar por votação, para apurar fatos determinados previsto na CPI, assim como ele é responsável por indicar o relator.

No entanto, a criação dessas sub-relatorias e a restrição das investigações apenas às irregularidades ocorridas após 2005 podem ser contestadas, segundo os deputados.

Cabe recurso de partidos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, de todo modo, deve manter a decisão do colega de partido que comanda a CPI.

A alegação de parlamentares ouvidos pela reportagem é de que investigações da estatal sob a gestão tucana fogem ao escopo da CPI.

A ementa do requerimento que criou a CPI diz que a finalidade da comissão é ”investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras), entre os anos de 2005 e 2015”. O governo Fernando Henrique Cardoso terminou em 2002.

ORÇAMENTO

A CPI também deve dispor de verbas ”sem limites” para investigações. A ideia de membros da comissão é tentar mostrar que não será uma ”CPI de fachada” que ficará a reboque da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e com risco de repetir o modelo da comissão encerrada na legislatura passada.

Em dezembro, a primeira CPI da Petrobras aprovou o relatório do petista Marco Maia (RS) pedindo o indiciamento de 52 pessoas. O documento não incluiu políticos nem a então presidente da estatal, Graça Foster.

Junto à oposição, os peemedebistas também pretendem convocar todos os ex-diretores da Petrobras indicados pelo PT para prestar esclarecimentos sobre o esquema de corrupção na nova CPI.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: