Ficha Corrida

08/12/2014

Quando o jornalismo fora da linha descarrilha o trem do verdade

propinoduto tucanoVeja como é o modus operandi dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. O cartel é dos trens, não é do PSDB. Fico curioso como seria um diálogo entre os trens e a CPTM. Linguagem de máquina? No mundo da tecnologia da informação, linguagem de máquina é aquela nativa, que  vem com a máquina…

Por que no caso da Lava Jato na Petrobrás mesmo que os envolvidos sejam empresários todos os corruptos presos tem passado ligado ao PSDB ainda assim sempre se dá um jeito de botar o nome da Dilma e do PT no meio?  A Folha tem esta mania de satanizar o PT, Dilma e Lula e de beatificar tudo o que envolve o apóstolo da Opus Dei, Geraldo Alckmin. De nada importa que as empresas envolvidas já tenham sido condenadas nos países de origem (Siemens, Alemanha, e Alstom, na Suíça). Aqui, Ministério Público ou engaveta, como fez Rodrigo de Grandis, sob os auspícios do Silenciador Geral, ou então o Poder Judiciário, amadrinhado por Gilmar Mendes, põe um pá de cal e não se fala mais nisso. Esse conluio entre os velhos grupos mafiomidiáticos e a parte do Judiciário legada por FHC dá licença para o PSDB roubar impunemente. Ou Robson Marinho já foi punido?!

CARTEL DOS TRENS

Presidente da CPTM indiciado é ‘pessoa respeitada’, diz Alckmin

DE SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o presidente da CPTM, Mário Bandeira, indiciado pela Polícia Federal (PF) em investigação sobre o cartel de empresas que fraudou licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008.

O tucano elogiou o executivo e informou que o governo estadual deve analisar os documentos da investigação.

"O doutor Mário Bandeira tem 41 anos de serviço público, é uma pessoa extremamente respeitada. Já pedimos toda a documentação do Ministério Público e vamos verificar com cuidado para não fazer injustiça com as pessoas", disse.

Ainda que tenha defendido Bandeira, Alckmin já indicou a auxiliares e a aliados que deve trocar o comando da CPTM.

A mudança deve ocorrer no rastro da reforma do secretariado, planejada pelo tucano para a segunda metade do mês de dezembro.

06/12/2014

Folha lava corrupção tucana a jato

AlstomPSDBEstes trens tucanos são muito malucos. Eles corrompem e são corrompidos, e não é pela ferrugem. Corrupção no PSDB é Cartel. Aí não aparece o nome do partido, dos corruptos e do governo onde o Cartel atua. Fica parecendo que Alstom, Siemens, Robson Marinho, José Serra, FHC e Geraldo Alckmin não existissem. É a velha lição de Rubens Ricúpero aplicada com extremo rigor pela Folha: se é bom para o PSDB ela mostra; se é ruim, ela esconde.

As palavras usadas pela Folha são um primor da manipulação: “Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado”. Sujeito da frase da Folha: Cartel! Cartel, que é a própria fraude, fraudou! Entendeu?!

A julgar pela Folha, a CPTM é dirigida pela autogestão. Não há responsáveis em nenhuma esfera da administração pública. O partido que está há 20 anos governando São Paulo não precisa dar satisfação.

Contam, claro, com o insuspeito Rodrigo de Grandis e com o Silenciador Geral, providencialmente deixado lá do STF pelo Capo de tutti i capi, FHC.

Pelo desinteresse com que trata, a Folha faz parecer escândalos da corrupção tucana, de R$ 800 milhões, troco. Por que não há indignação quando o dinheiro escorre sob seus olhos, ou a Folha não é de São Paulo?!

Ação cobra R$ 418 mi de acusadas de cartel

Promotoria paulista entra na Justiça para que 11 empresas restituam cofres públicos por fraudes em licitações de trens

Cobrança é referente a contratos com a CPTM; segundo promotores, valor corrigido pode chegar a R$ 800 mi

DE SÃO PAULO

O Ministério Público de São Paulo ingressou na quinta (4) com ação civil pública contra 11 empresas para restituição de R$ 418 milhões aos cofres públicos por irregularidades em contratos de manutenção preventiva de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Promotoria diz que há indícios de formação de cartel na celebração de três contratos, firmados de 2001 a 2002 para manutenção de trens das séries 2000, 2100 e 3000, como noticiou nesta sexta (5) o jornal "O Estado de S. Paulo".

A restituição corresponde aos valores dos contratos, aditamentos e multa por danos morais coletivos de cerca de R$ 112 milhões. Com correção e juros, o valor pode chegar a cerca de R$ 800 milhões.

"Ainda não se sabe por que a CPTM resolveu terceirizar o serviço de manutenção, mesmo tendo um corpo próprio de funcionários", afirmou o promotor Marcelo Milani.

A Promotoria solicitou ainda à Vara da Fazenda Pública a anulação dos três contratos e a dissolução de 10 empresas: Alstom, Siemens, CAF Brasil, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e MPE. A dissolução impede a atuação no país.

A CAF Espanha não foi incluída porque é regida pela legislação do país europeu.

Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado, e indiciou 33 pessoas, entre elas o presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Miliani defendeu à imprensa o afastamento da direção da estatal. "Tenho a certeza que eles têm de ser afastados, mas não sou o governador."

O governo de São Paulo criticou a sugestão do promotor. "O comedimento e a seriedade fazem parte das atribuições do Ministério Público."

Alstom afirmou à Folha que não foi notificada e reiterou "o cumprimento à legislação". A Siemens disse que os resultados de sua auditoria interna deram início à investigação e que "sempre desejou" o esclarecimento.

A CAF disse que colaborou e que não comentará a apuração enquanto ela estiver em curso. A Tejofran afirmou que não foi notificada e se colocou à disposição da Promotoria. Mitsui e Bombardier disseram que não comentariam e as demais não foram localizadas.

APURAÇÃO NA SUÍÇA

A Promotoria suíça pretende enviar ao Brasil no ano que vem processos de investigação que devem contribuir com a apuração sobre o cartel.

O envio foi informado à delegação de procuradores e promotores brasileiros que viajaram à Suíça em busca de novos indícios de corrupção.

Para a Promotoria paulista, a documentação ajudará a descobrir se há mais servidores públicos envolvidos e a entender melhor a forma de atuação de multinacionais na obtenção de contratos. A expectativa é identificar ainda o percurso do dinheiro encontrado na Suíça.

(GUSTAVO URIBE)

19/10/2014

Manchete do tipo Folha, SQN: Na gestão Alckmin, gerente da CPMF ligado a cartel é afastado

Filed under: Corrupção,CPTM,Folha de São Paulo,Propinoduto Tucano,PSDB,Tremsalão — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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Se a CPTM fosse administrada pelo Governo Federal, a culpa seria da Dilma e estaria na capa, como esta do desmatamento na Amazônia: “Desmate da Amazônia na gestão Dilma volta a crescer”…

propinoduto tucanoCPTM afasta gerente ligado a empresas do cartel de trens

Decisão veio após Folha revelar e-mails que apontam vínculo com firmas investigadas

Secretaria Estadual dos Transportes diz que abriu sindicância interna para apurar possível irregularidade

FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A estatal de trens de São Paulo CPTM afastou seu gerente de Engenharia de Manutenção Henry Munhoz após a Folha revelar e-mails que apontam relações comerciais do funcionário público com empresas acusadas de integrar o cartel do setor que atuou no Estado.

Após a reportagem questionar a CPTM sobre as mensagens eletrônicas descobertos pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos.

É o segundo documento obtido pela Folha com indícios de ligações de Munhoz com as empresas denunciadas por participação no cartel de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB.

Na edição do último domingo (12), o jornal revelou e-mail de 2001 descoberto na empresa MGE, que também é investigada pelo Cade.

A mensagem eletrônica apontou que Munhoz, então assistente técnico da CPTM, passou à empresa MGE dados confidenciais sobre os planos da estatal de trens e comprometeu-se a ajudar a companhia privada a viabilizar os projetos de seu interesse.

Na ocasião, Munhoz e a CPTM negaram favorecimentos à MGE.

A nova série de mensagens obtida agora pela Folha é de janeiro de 2011 e foi encontrada na empresa Temoinsa, outra das firmas sob acusação.

Os primeiros e-mails do conjunto recolhido pelo Cade foram trocados entre Munhoz e Rodrigo Lobo, da empresa MPE, que também é investigada nas apurações sobre formação de cartel.

Em 7 de janeiro de 2011, Lobo enviou um e-mail a Munhoz no qual pediu a apresentação de uma "proposta comercial" relativa a um contrato do Metrô para prestação de serviços de substituição de peças de uma das frotas, no valor de R$ 7,3 milhões.

O contrato havia sido ganho pela MPE após licitação do Metrô de junho de 2010.

Em resposta a Lobo no dia 13 de janeiro de 2011, Munhoz afirmou que "o orçamento para a prestação de serviços ficou em R$ 154.800, dividido em 24 parcelas mensais de R$ 6.450".

Porém, no e-mail o funcionário público sugeriu haver um entrave para a realização do negócio e afirmou que ele poderia ser superado com a participação da Temoinsa.

A última mensagem da série achada pelas autoridades federais foi encaminhada pelo executivo da Temoinsa Wilson Daré para Lobo.

Na mensagem, ele apontou a solução para o problema "dos faturamentos solicitados pelo Henry". Segundo Daré, o caminho seria fazer um contrato de prestação de serviços entre a MPE e a empresa Fator, que ele sugeriu ser ligada à Temoinsa.

"Neste caso nós (a Fator) cuidaremos de repassar os valores em dinheiro", escreveu o executivo.

Os e-mails que mencionam Munhoz foram encontrados pelo Cade em operação de busca e apreensão realizada em julho do ano passado, em meio às apurações iniciais sobre o cartel dos trens.

A investigação começou em maio de 2013 após a multinacional alemã Siemens ter informado ao Cade sobre a formação do cartel, do qual admitiu ter participado. Em troca, a empresa espera obter redução de penas ao término do caso.

O conluio entre as companhias e o pagamento de propinas a agentes públicos para acobertar as fraudes nas licitações de trens também são alvo de apurações do Ministério Público, da Polícia Federal e da Corregedoria da Administração Estadual.

21/03/2014

Para a Folha, agora a culpa da CPTM

profeCIAsA gente fica tentado a pensar que a Folha protege o PSDB. Mais ou menos. A Folha protege quem distribui milhares de assinaturas da Folha pelas escolas de São Paulo, capital e interior. A Veja faz a mesma coisa. Se o PT distribuísse milhares de assinaturas da  Zero Hora por todas as escolas do RS o que diriam as oposições?   Pior, nem assim a RBS pararia de atacar o PT, simplesmente porque seus financiadores ideológicos não permitiram… A capacidade da Folha em sempre transferir a corrupção da pessoa física para a jurídica é proporcional a amizade dela, da Folha, com os envolvidos. Todo dia aparece um nome novo do PSDB envolvido nos desvios. Lembram-se dos éticos do PMDB, encabeçados por Mário Covas e FHC, que resolveram abandonar o partido de Orestes Quércia para criar o PSDB? Pois não é que agora se descobriu que a Alstom achou mais fácil corromper a turma ética do PSDB do que corromper Quércia…

A honestidade dos éticos do PMDB que fundaram o PSDB é igual ao éticos do PT que fundaram o PSOL. Heloísa Helena prefere a CIA do ACM da de Lula. Marina Silva, a dos Bornhausen

Chefe da CPTM sabia de cartel, aponta Cade

Órgão instaurou ontem processo contra 18 empresas suspeitas de conluio em licitações de trens federais e estaduais

Nome do presidente da estatal paulista, Mário Bandeira, aparece em e-mail obtido em ação de busca e apreensão

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULORENATA AGOSTINIDE BRASÍLIA

O atual presidente da estatal paulista CPTM, Mário Bandeira, sabia da ação de um cartel para fraudar licitações de manutenção de trens em 2012 no valor de R$ 1,1 bilhão, indica relatório do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A informação consta no relatório divulgado ontem pelo órgão federal –responsável por zelar pela concorrência– que instaurou processo administrativo contra 18 empresas suspeitas de agirem como cartel em licitações do governo federal, do governo paulista e do Distrito Federal. No Rio, o cartel tentou fraudar licitação, mas não foi bem-sucedido, diz o Cade.

O esquema teria ocorrido em 15 licitações, realizadas entre 1998 e 2013. Os contratos suspeitos somam R$ 9,4 bilhões. O relatório traz os primeiros resultados da investigação iniciada em maio de 2013, a partir de denúncia da Siemens de que ela e outras empresas combinavam resultados de concorrências.

A Siemens fez a denúncia em troca de imunidade em caso de punições.

O nome do presidente da CPTM aparece em e-mail obtido em ação de busca e apreensão. Em mensagem de 4 de julho de 2012, o sócio da Tejofran Telmo Porto afirma a seus diretores: "Bandeira alarmado com manifestação da BB e CAF" e "decidiu cancelar a coordenação".

Para o Cade, Bandeira é "provavelmente Mário Bandeira"; BB é a empresa canadense Bombardier. O presidente da CPTM nega que soubesse do conluio.

Segundo o Cade, o acerto ilegal também era conhecido pelo ex-diretor de Manutenção da CPTM João Roberto Zaniboni, indiciado pela Polícia Federal sob a suspeita de receber suborno da Alstom.

Em e-mail posterior sobre o mesmo assunto, um diretor da Tejofran diz que irá "checar se a coordenação foi realmente cancelada" e que havia conversado sobre o assunto com "Zani – provavelmente João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM".

As empresas chegaram a autenticar em cartório a divisão de mercado, mas nenhuma deu certo.

Outro documento que cita a CPTM foi apreendido na Bombardier e relata entendimentos entre empresas nas licitações também para a manutenção de trens em 2007.

Escrito em inglês, o manuscrito diz que "foi preparado documento a ser mostrado para a CPTM confirmando o acordo de todas as companhias (mas sem nos incluir)".

A maior parte das investigações será em concorrências de empresas do governo de São Paulo, controlado pelo PSDB desde 1995.

O relatório traz também documentos que mostram formação de cartel nas licitações federais para compra de trens da CBTU em Minas Gerais e da Trensurb no Rio Grande do Sul. Nas concorrências de Belo Horizonte e Porto Alegre, vencidas por Alstom e CAF, os papéis mostram que ambas formaram consórcios para vencer as disputas e evitar a "guerra de preços" benéfica aos cofres do governo.

Há casos em que as empresas negociavam "pacotes de licitações". Um dos acertos incluía contratos do Metrô do Distrito Federal e da linha 4 do Metrô de São Paulo. O conluio só deu certo no DF.

Ontem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que, após a inclusão dos contratos federais que podem atingir o PT, o Cade vai realizar as investigações "com longo atraso". O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) classificou a declaração de "piada" e defendeu o Cade.

Não há prazo para o órgão julgar as empresas suspeitas, que estão sujeitas a multas de até 20% do faturamento.

17/02/2014

Folha culpa CPTM para livrar seus parceiros do PSDB

propinoduto tucanoD. Judith Brito continua ativa. Toda corrupção dos tempos tucanos em São Paulo são atribuídos aos órgãos e não às pessoas que os perpetraram. A Folha não criminaliza o criminoso, mas o órgão. Não fala nos partidos que conduziram o processo de corrupção. Muito diferente do que faz quando se trata de seus adversários políticos. Os grupos mafiomidiáticos alimentam as serpentes, quando as serpentes picam, jogam a culpa nos outros que não protegeram os grupos mafiomidiáticos, como está fazendo agora com a morte do cinegrafista da BAND. Criam as serpentes, inoculam os venenos e, para culminar, culpam as vítimas.

A Folha que passou pente fino no que acontecia no Brasil de Lula e Dilma, escondia sob seus olhos o verdadeiro “assalto ao trem pagador”.

CPTM comprou R$ 2 bi em trens sem pesquisar preço

Valor que balizou licitações vencidas pela CAF foi baseado em estimativa antiga

Método contraria a lei e pode lesar Estado, aponta TCE; estatal diz que compra de trens tem especificidades

A estatal paulista CPTM gastou cerca de R$ 2 bilhões para comprar 48 trens em 2008 e 2009 sem fazer pesquisa de preços, como exige a legislação, segundo despachos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Os trens foram adquiridos durante o governo do tucano José Serra (2007-2010). A companhia espanhola CAF (Construciones y Auxiliar de Ferrocarriles) venceu as duas licitações. Foi numa dessas licitações que Serra disse ter obtido um dos melhores preços de trens da história.

A pesquisa de preço é exigida por duas leis: a das licitações, de caráter federal, e um decreto estadual.

É a partir do levantamento que as empresas públicas estabelecem o valor de referência, que costuma ser o preço máximo nas licitações.

A exigência tem uma razão simples: sem a pesquisa não dá para saber como se chegou ao valor de referência. Numa analogia simplória, seria como estimar o preço de um muro sem pesquisar quanto custa o tijolo.

São os documentos com esse levantamento que o Tribunal de Contas não achou.

"(…) Não há, nos autos, documentos evidenciando a necessária pesquisa de preços", escreveu a conselheira do TCE Cristiana de Castro Moraes, em despacho sobre a compra em 2008 de 40 trens.

Ela fez a mesma observação sobre a aquisição de oito trens no ano seguinte. Os dois casos ainda não foram julgados pelo tribunal.

A CPTM diz no processo ter trabalhado com "orçamento estimativo", baseado em preços de compras anteriores.

O Tribunal de Contas já condenou o método por duas razões: por não haver garantia de que o preço antigo era mais vantajoso e porque o valor precisa refletir o que ocorre na época da concorrência.

As compras foram financiadas pelo Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ambos não responderam se o orçamento foi aprovado sem pesquisa de preços.

A Corregedoria Geral da Administração paulista, que investiga supostas irregularidades de funcionários públicos em cartel denunciado pela Siemens, aponta o engenheiro Osvaldo Spuri –que foi presidente da comissão de licitação nos dois casos– como suspeito pela inexistência de pesquisa de preços.

Hoje, ele é secretário de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de São Paulo. O tucano foi escolha pessoal do prefeito Fernando Haddad (PT).

Spuri diz que "é impossível" calcular o preço de todos os componentes de um trem, como exige a lei das licitações. O artigo 7º da lei diz que deve "existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários".

Ele diz que as estimativas de preço para as compras de 2008 e 2009 foram obtidas em pesquisa feita em 1994 pela CPTM, que chegou ao valor de US$ 2,4 milhões por carro. Só um consórcio apresentou proposta naquela licitação.

Preços posteriores seguiram esse padrão, segundo o engenheiro. Na licitação para compra de trens da linha 5 do Metrô, por exemplo, o preço do carro foi de US$ 2,36 milhões (R$ 5,64 milhões, pelo câmbio atual), mesmo valor usado nas compras da CPTM.

Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, que acompanha as apurações da corregedoria, diz que o método usado para a compra de trens "tem dois defeitos gravíssimos": "O primeiro é que perpetua um possível superfaturamento, pois nada garante que o preço de US$ 2,4 milhões por carro ofertado por uma única empresa em 1994 tenha sido razoável".

O segundo defeito, diz ele, é que o preço antigo não contempla evolução tecnológica com barateamento de componentes, mudanças cambiais e o aumento no número de empresas concorrendo.

02/01/2014

Está faltando cifras na lista

As novas revelações indicam que os desvios no propinoduto tucano, também conhecido como tremsalão, alcançam a cifra de R$ 210 milhões dos R$ 744 movimentados. As marionetes da Veja continuam com seu mantra, mas a realidade é um pouco mais complexa do que a flufa no umbigo delas.

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Lobista do cartel participava de reuniões com a CPTM

Revelação é de ex-diretor da estatal em depoimento obtido pela Folha

Alguns contratos de manutenção de trens da empresa paulista teriam apresentado sobrepreço de 30%

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

Apontado pela Polícia Federal como um dos consultores utilizados para pagar propina da Siemens e da Alstom a políticos do PSDB e servidores, o lobista Arthur Teixeira frequentou reuniões técnicas e acompanhou contratos dentro da sede da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A informação foi revelada por José Luiz Lavorente, diretor de operação e manutenção da CPTM, em depoimento à Corregedoria Geral da Administração que a Folha obteve.

A corregedoria é o órgão do governo paulista que investiga a conduta dos servidores suspeitos de envolvimento com o cartel de trens.

Segundo Lavorente, o lobista representou a Alstom, de origem francesa, a CAF, da Espanha, e a Bombardier, do Canadá. "Arthur Teixeira chegava a representar as empresas na fase de execução do contrato", completou.

A CPTM afirma que são as empresas que decidem quem vai representá-las.

Alstom, CAF e Bombardier venderam trens da série 2000 à CPTM, entregues em 2000. Meses depois, essas três empresas e a Siemens foram escolhidas, entre outras, para fazer a manutenção de três lotes de trens da estatal. Os três contratos, assinados em 2000 e 2001, custaram à CPTM R$ 744 milhões em valores atualizados.

Os contratos de manutenção –os dos trens das séries 2000, 2100 e 3000– foram alvos de cartel, segundo denúncia que a Siemens apresentou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do governo federal que cuida da defesa da concorrência. Um dos papéis entregues pela empresa alemã indica que se não houvesse conluio a companhia ofereceria proposta com valor 30% menor que o apresentado para ganhar a concorrência.

A Siemens diz nesse documento que foi procurada à época das licitações por Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira, que organizavam uma reunião entre empresas para combinar os preços.

Em carta anônima enviada ao ombudsman da Siemens em 2008, cuja autoria hoje é atribuída ao ex-diretor da multinacional alemã Everton Rheinheimer, Lavorente foi apontado como beneficiário de propinas do cartel.

Foi entre 1999 e 2000 que Lavorente diz ter conhecido Arthur Teixeira. Ele foi levado à CPTM por João Roberto Zaniboni, que ocupou o cargo de diretor de manutenção e operação entre 1999 e 2003. Nessa época, Lavorente era gerente de manutenção.

A PF indiciou Zaniboni por suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de cartel. Autoridades suíças reportaram que Zaniboni recebeu US$ 103,5 mil de Arthur Teixeira em maio de 2000 e US$ 113,4 mil de Sérgio Teixeira, sócio de Arthur, em dezembro daquele ano. A conta de Zaniboni na Suíça teria movimentado US$ 836 mil, segundo autoridades do país.

Teixeira foi indiciado pela PF como suspeito de ter cometido corrupção passiva, cartel, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Ele é apontado pelo Ministério Público da Suíça como o titular de uma conta cujo valor está bloqueado por causa da suspeita que recebeu dinheiro de corrupção.

TCE

Dois dos três contratos de manutenção apontados na delação da Siemens foram considerados irregulares pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Uma das razões foi que a CPTM mudou a destinação de recursos, originalmente programados para materiais importados, e os usou para a aquisição de produtos nacionais, o que não estava previsto nos contratos.

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