Ficha Corrida

05/12/2016

“Trocar Dilma por corruptos é querer limpar o chão com bosta”, Gregório Duvivier

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir." Sêneca

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04/08/2016

República de Bananas? Madura!

Filed under: República Bananeira — Gilmar Crestani @ 9:46 am
Tags:

Uma verdadeira República das Bananas tem de ter, claro, banana madura.

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31/07/2016

Proposta de solução final

OBScena: o golpe paraguaio é o coroamento do esforço dos grupos mafiomidiáticos para que a Veja possa retornar às capas anteriores a 2002

Veja capa380Qual era a capa da Revista Veja depois de oito anos de FHC? Na edição de 22 de janeiro de 2002, a Veja apresentava o resultado de 8 anos de privataria tucana: “Miséria ─ O Grande Desafio do Brasil”.  Oito anos depois, as políticas sociais do grande molusco tirou 36 milhões da miséria. A partir deste resultado, Ali Kamel foi  escalado pela Rede Globo para atacar as políticas de inclusão social. E ele deixou para a posteridade estampado em livro o testemunho do racismo global contra as políticas de inclusão social: “Não somos racistas”. Se isso já é muito, não é tudo. A plutocracia não parou por aí.

Danusa Leão, na Folha de São Paulo, resumiu o pensamento dos que odeiam as políticas sociais do Lula com esta pérola: “Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros -não é melhor ficar por aqui mesmo?”.

A RBS, fiel escudeira dos métodos da Rede Globo, a quem se filia e se perfila, também registrou, por meio de Luis Carlos Prates, outra pérola do pensamento caro a plutocracia vira-lata que patrocina caça ao grande molusco: “qualquer miserável agora tem carro”.

O ódio foi disseminado e a criminalização do bolsa família ganhou ares de batalha do bem contra o mal. Dos de Benz, contra os sem Benz. Mas, como dizem os golpistas, as instituições estão funcionando. Estão funcionando à moda antiga, porque ainda vige um velho brocardo jurídico, filho bastardo da máxima bíblica segundo a qual se deve dar a César o que é de César…: “dar a cada um o que é seu”; ao pobre, a pobreza, aos ricos, a riqueza. O ódio a quem inverteu a lógica dos investimentos públicos é de quem pensa que ajuda aos pobres priva os ricos da exclusiva posse de caros e viagens exclusivas, sem o estorvo dos filhos de porteiros, pedreiros e empregadas domésticas.

Aos que lutaram pelo fim do Bolsa Família, segue outra sugestão para melhor aproveitamento de crianças pobres. Se no tempo de Swift as crianças pobres poderiam servir de alimento aos ricos, a modernidade sugere o o tráfico de seus órgãos. Sirvam-se!

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres

Sebastiao Nunes – dom, 31/07/2016 – 07:51

Jonathan Swift, deão da catedral anglicana de Saint Patrick, em Dublin, nasceu em 1667, morrendo surdo e louco em 1745. Sua obra mais conhecida é “Viagens de Gulliver”. Uma dessas viagens foi para Lilliput, termo que significa “pequena puta”. Outra, para Laputa, que dispensa tradução.

            Dele, o texto curto mais importante é “Uma modesta proposta”, sendo o título completo “Uma modesta proposta para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o País, e para torná-los proveitosos aos interesses públicos”.

            Como o Brasil caminha a passos largos para se transformar numa indisfarçada antidemocracia, me apresso a reproduzir alguns trechos dessa notável e valiosíssima Proposta, contribuindo assim para que o Interino, seus ministros-interinos e a cúpula da FIESP possam aplicar tais ideias em seus experimentos antidemocráticos.

            Trata-se de obra amplamente disseminada entre intelectuais, mas não estou certo de que nossos políticos e juristas, mais empenhados em arquitetar golpes e colecionar malfeitos, tenham chegado a conhecê-la.

TEM POBRE DEMAIS NO BRASIL

            “É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhadas de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas, a fim de sustentar seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho.”

            “Uma criança que tenha saltado recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes minha solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.”

EQUACIONANDO O PROBLEMA

            “Agora, proporei humildemente minhas próprias ideias, que acredito não serão suscetíveis da menor objeção.”

            “Um americano, muito experiente, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servida ensopada, assada, grelhada ou cozida; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.”

            “Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que de cada 120 mil crianças nascidas, 20 mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. Que as 100 mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos e, quando a família jantar sozinha, os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, aguentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.”

            “Admito que esse alimento seja caro, portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, têm todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.”

ESCLARECENDO MELHOR

            “Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo, como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.”

            “Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.”

MAGNÍFICOS RESULTADOS

            “Suponho que as vantagens da proposta que faço são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.”

            “Os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.”

            “As parideiras constantes, além do ganho de oito xelins por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.”

            “Finalmente, haveria um grande incentivo ao casamento. Aumentaria o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática frequente), receando com isso um aborto.”

            Fica, portanto, encaminhada a Modesta Proposta do deão Jonathan Swift, transcrita sem qualquer alteração, que decerto não desagradará ao Interino, a seus ministros, aos membros do Supremo Tribunal Federal e de nosso judiciário, além da cúpula da FIESP, todos, sem dúvida, apreciadores de pratos delicados, raros e caros.

Ilustração: Intervenção sobre uma das “pinturas negras”, de Goya.

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Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres | GGN

30/07/2016

Diferenças entre Brasil e Venezuela

As revelações do WikiLeaks a respeito do papel da boqueteira substituta de Monica Lewinsky, que pode, diante do pato Donald Trump, até vir a gozar de novo, dizem mais a respeito do Brasil do que da Venezuela e dos EUA. Qualquer pessoa dotada de um mínimo de discernimento sabe que, como na fábula da rã e do escorpião, é da natureza dos EUA a busca de submissão de qualquer país aos seus interesses. Até aí, nada de novo a respeito dos impérios. Uma frase de Porfirio Díaz é suficiente para comprovar isso: "Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos." Falar sobre isso é chover no molhado.

Além do DNA do escorpião, os EUA também tem atração fata pelo petróleo. E o roteiro das guerras mais recentes, desde a derrubada do Xá Reza Pahlevi, passando pela invasão do Kwait, Iraque até as mais recentes  do Egito, Lívia, Ucrânia, Síria não é de estranhar que tenha tido papel crucial nas sucessivas tentativas de derrubar Hugo Chávez e agora Maduro. São todos países grandes produtores de petróleo.

E assim chega-se ao Brasil do Pré-Sal. Mas há aqui uma diferença substancial. Enquanto em relação aos outros países os EUA se obriga a agir de forma explícita e sub-repticiamente, com o Brasil se dá de forma absolutamente inversa. São os brasileiros que fazem comitiva para ir aos EUA oferecendo nosso Petróleo. Ficou famoso um convescote em Foz do Iguaçu quando José Tarja Preta Serra ofereceu a Chevron, caso fosse eleito, a Petrobrás. Não por acaso é da trupe que buscou mudar o nome para Petrobrax para torna-la mais atrativa, mais palatável ao paladar norte-americano.

O exército de vira-latas nacionais que peregrinam aos EUA, como faziam os sátrapas da antiga Pérsia, para oferecer o Brasil na bandeja pode ser visto pela TV, Rádio e Jornal todos os dias. Nossos quinta colunas são assumidos. Não têm a mínima vergonha de dizer que vão a Miami comprar ternos chineses. No Brasil adotam uma postura de fidalgos europeus, mas nos EUA são tratados como autênticos cucarachas made in Paraguai. Pior, gostam disso.

A pior das prostitutas têm mais dignidade que os nossos fundamentalistas que gozam só de virar a bunda pra meca imperialista. A sabujice, a subserviência aos interesses ianques é ativo da nossa plutocracia. O Google está aí para quem quiser saber quem são os que, por qualquer dá cá esta palha, praticam a arte de tirar os sapatos e arriar as calças ao Tio Sam. Nossos puxa-sacos peregrinam em busca de auxílio para melhor foder com o Brasil e os Brasileiros.

Se hoje temos uma cleptocracia provisória no Planalto, não é porque os EUA impuseram, mas porque é tudo o que nossas “instituições” tem a oferecer aos EUA em termos de capachismo.A diferença entre Brasil e Venezuela, com o perdão do vocabulário, é que enquanto os EUA fazem boquete na direita venezuelana, os nossos vira-latas fazem fila, cheirando um a bunda do outro, para fazerem boquete no Tio Sam.

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela

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Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks; em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem"

30 de Julho de 2016 às 07:16 // Receba o 247 no Telegram

Da Carta Maior Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks.

Em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem".

Sua resposta estava alinhada com a estratégia da embaixada norte-americana em 2006, também revelada nos telegramas da inteligência do WikiLeaks: "uma proximidade criativa dos EUA até os parceiros regionais de Chávez irá desencadear um abismo entre eles e Chávez", disse o telegrama confidencial da embaixada. "Nos recusando a levar a sério cada surto de Chávez, vamos frustrá-lo ainda mais, pavimentando o caminho para mais erros Bolivarianos. Também abrimos espaço para que outros atores internacionais respondam".

A Espanha estava entre os países dispostos a ajudar os EUA em sua estratégia subversiva de relações exteriores. A ex-secretária de Estado, Madeleine Albright, passou a mensagem da administração do primeiro ministro conservador, Mariano Rajoy, em 2012, expressando intenções de "reorientar a política estrangeira da Espanha para que possa trabalhar com a dos EUA na América Latina, especialmente na Venezuela e em Cuba … Com o aparecimento de uma transição em Cuba e algo significante na Venezuela (e possivelmente nos Andes), uma relação forte de trabalho entre os EUA e a Espanha seria de grande ajuda".

Se tratando de reuniões regionais, Clinton estava especialmente preocupada com a Venezuela. Respondendo a uma declaração da ONU contra o golpe de Honduras em 2009 – que ela apoiou – Clinton mudou de assunto para a Venezuela: "Ok – mas eles já condenaram a Venezuela por negar liberdade de imprensa?" ela escreveu para o chefe de gabinete assistente, Jake Sullivan.

Ele respondeu: "eu duvido muito. E isso é só a ponta do iceberg", ao que Clinton escreveu, "Ah, esse iceberg proverbial". Clinton foi cautelosa em não responder a todas as "artimanhas" de Hugo Chávez, mas sua equipe insistiu que as políticas venezuelanas eram uma ameaça aos interesses estadunidenses.

Um e-mail aconselhando como gastar os fundos da Agência Estadunidense de Desenvolvimento internacional (USAID) sugeriu fortemente frear o apoio a estados de esquerda como Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba porque o dinheiro "poderia prejudicar um desenvolvimento democrático real ao entregar ‘propriedade’ a populistas centralizadores".

Clinton deveria usar linguagem como "’propriedade local’ de um modo sutil" para evitar que suas palavras sejam "usadas contra ela por demagogos e cleptocratas", disse o e-mail. Quaisquer fundos canalizados em tais estados não confiáveis, adicionou o e-mail, deve ser acompanhado de "mudanças de comportamento humano".

Ajuda internacional para a Venezuela foi deslocada, mas transmissões para contrariar "propaganda" local foram amplificadas.

O Conselho de Transmissão de Governantes (BBG) – que comanda as estações Marti, Voz da América, Rádio Livre Europa/Rádio Liberdade, Rádio Livre Ásia e as Redes de Transmissão do Oriente Médio – exigiram mais financiamento em um e-mail de 2010 enviado para Clinton para "combater os esforços de diplomacia pública para os inimigos da América, os quais ele (presidente Walter Isaacson) identifica como Irã, Venezuela, Rússia e China".

O BBG, com um orçamento anual de $700 milhões – agora em $750 milhões – estava "encarando uma competição crescente de incursões de outros governantes na transmissão internacional … incluindo a TeleSur da Venezuela".

Um mês depois, quando o Conselho estava sofrendo com cortes, a senadora da Flórida, nascida em Cuba, Ileana Ros-Lehtinen sugeriu que os recursos fossem focados em países de alta prioridade como Cuba, Venezuela e Equador. "Que a diversão comece – e vamos continuar com nossos planos", respondeu Clinton.

Outro e-mail vazado da agência de inteligência, Stratfor, descreveu o BBG como "responsável pelas agressões via TV e rádio contra Cuba", que recebeu sua própria categoria de financiamento estatal de quase $40 milhões. O Conselho se separou do controle do Departamento de Estado em 1999, se tornando oficialmente uma agência independente. "O Congresso concordou que a credibilidade do sistema de transmissões internacional dos EUA era crucial para sua efetividade como ferramenta diplomática", de acordo com o orçamento de 2008 do Congresso sobre operações estrangeiras.

Enquanto agia com frieza e desprezo com a Venezuela, Clinton era gentil com ‘jogadores’ da América Latina que se opunham às políticas de esquerda do país. Sua conselheira e chefe de gabinete, Cheryl Mills, a enviou uma recomendação para que Mari Carmen Aponte fosse apontada como embaixadora dos EUA em El Salvador. Aponte, notou o e-mail, "lutou consistentemente contra os esforços de Cuba e da Venezuela para ganhar influência na América Central e como resultado de suas habilidades de negociação, os EUA e El Salvador irão abrir um centro de monitoramento eletrônico novo e conjunto que será uma ferramenta para lutar contra crimes transnacionais".

Ela ganhou a indicação e depois se tornou secretária de Estado assistente de Relações Ocidentais.

Clinton também foi bombardeada por dizer, "estamos ganhando!" quando a oposição venezuelana ganhou a maioria de assentos no parlamento em 2015 e por servir como secretária de Estado enquanto a Administração Nacional de Segurança (NSA) espionava regularmente e Venezuela.

Créditos da foto: Tech Sgt. Cohen A. Young

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela | Brasil 24/7

01/07/2016

Rede Globo é o golpe, golpe é com a Rede Globo

 

The Intercept: Globo ataca policiais em protesto no Rio para proteger lucros com a Olimpíada

Postado em 30 Jun 2016 – por : Kiko Nogueira

Publicado no Intercept. – POR ANDREW FISHMAN

POLICIAIS E BOMBEIROS do Rio de Janeiro que protestam contra a falta de pagamento com a chegada das Olimpíadas estão se comportando de forma “eticamente condenável” “em ações que beiram o terrorismo”, de acordo com o editorial de quarta-feira do maior jornal do Rio, O Globo. O jornal, propriedade do Grupo Globo, que pertence e é controlado pelos bilionários da família Marinho, é o conglomerado midiático dominante no Brasil, além de ser o principal patrocinador e beneficiário das Olimpíadas de 2016.

Ao atacar a polícia, o jornal não criticou a epidemia de assassinatos de jovens negros cometidos pela polícia, nem a ocupação militar em diversas favelas do Rio que fracassou na tentativa de melhorar a segurança pública, nem as milícias, quadrilhas criminosas formadas por policiais fora de serviço e ex-policiais, que controlam de forma violenta e praticam extorsões em diversas áreas da cidade. Em vez disso, a indignação do jornal foi dirigida aos servidores públicos que protestam de forma pacífica por um direito trabalhista fundamental – o recebimento de salários – em uma manifestação que acaba por ameaçar os interesses corporativos milionários de O Globo. Fato não revelado pelo jornal a seus leitores.

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“Bem-vindo ao inferno. Policiais e bombeiros não recebem. Quem vem ao Rio de Janeiro não está seguro”, dizia em inglês a faixa carregada por policiais insatisfeitos no aeroporto internacional do Rio na segunda-feira, apenas algumas semanas antes da cerimônia de abertura dos jogos. O Estado do Rio de Janeiro, após desperdiçar bilhões em isenções fiscais generosas e contratos de construção superfaturados com empresas notoriamente corruptas para as Olimpíadas, declarou estado de calamidade pública, sendo forçado a cortar benefícios, atrasar salários e pensões de servidores públicos e cortar o orçamento operacional. Há meses, policiais e bombeiros encontram-se em conflito com o Estado por conta das defasagens no orçamento. O sindicato estadual dos professores está em greve há quase quatro meses.

Na semana passada, o governo federal anunciou uma injeção emergencial de 2,9 bilhões de reais para ajudar a remediar o problema. No entanto, as unidades de polícia operam com falta de gasolina, tinta de impressora, papel higiênico e até água, enquanto a violência chega a níveis fora do controle. Até agora, cinquenta e nove policiais foram assassinados no estado neste ano e partes da capital lembram zonas de guerra de baixa intensidade, enquanto policiais mal treinados e equipados enfrentam quadrilhas criminosas fortemente armadas em tiroteios. Policiais insatisfeitos, com o apoio de seus líderes, ameaçam entrar em greve durante as Olimpíadas, se não receberem seus salários.

“Jogar contra a Rio-2016 é opção irresponsável e contraproducente”, disse O Globo, insinuando que os policiais têm motivações políticas e são patrocinados por sindicatos (em clara alusão ao Partido dos Trabalhadores — que recebe apoio dos sindicatos — da presidente suspensa Dilma Rousseff, contra quem O Globo e suas filiais vem realizando uma campanha veemente). “Mas isso deve ser feito no âmbito doméstico, dentro da esfera apropriada — nunca por meio de chantagens contra um evento que trará benefícios às próprias finanças estaduais”, continuou.

Porém, o contundente editorial não menciona que o Globo é um dos grandes intervenientes dos Jogos Olímpicos, com enormes investimentos em jogo: sua empresa controladora, o enorme império midiático Grupo Globo, é fornecedor e patrocinador oficial das Olimpíadas de 2016, ao lado de outras duas emissoras, e pagou ao Comitê Olímpico Internacional 190 milhões de dólarespelos direitos de transmissão em rede nacional e on-line dos Jogos de Inverno de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Além disso, o Grupo Globo possui um contrato de transmissão exclusiva de 2016 a 2032 por uma quantia não revelada.

De acordo com a AdAge, a Rede Globo recebeu 420 milhões de dólares pela venda de pacotes para as Olimpíadas “que incluem um número elevado de anúncios e menções em televisão e na Globo.com” de outros patrocinadores oficiais, como Coca-Cola, Procter & Gamble, Bradesco e Claro.

Demonstrators hold a banner reading "Olympics for whom?" next to a policeman during a protest against the Rio 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro, Brazil on August 5, 2015. AFP PHOTO / TASSO MARCELO (Photo credit should read TASSO MARCELO/AFP/Getty Images)

Manifestantes mostram faixa com os dizeres “Olimpíadas pra quem?” próximos a um policial durante protesto contra os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, Brasil, em 5 de agosto de 2015

“O editorial aponta a “irresponsabilidade” de “jogar contra” os Jogos Olímpicos, como se todos devêssemos nos orgulhar de sediar um evento que supostamente beneficiará indistintamente os cidadãos”, disse à The Intercept Sylvia Moretzsohn, professora de jornalismo da Universidade Federal Fluminense. “É a velha artimanha de sempre: falar em nome do interesse geral para apagar a existência de interesses muito particulares”, concluiu a professora.

A divulgação de conflitos de interesse – reais ou aparentes – é um princípio fundamental da ética jornalística.

No ano passado, o Grupo Globo, maior conglomerado midiático da América Latina, alcançou uma renda bruta de 16 bilhões de reais, lucrando 3 bilhões de reais. Estima-se que cada um dos três irmãos que controlam o grupo estão avaliados em 5,2 bilhões de dólares líquidos. O salário de um policial iniciante da Polícia Militar do Rio de Janeiro é de pouco mais de R$ 2.726; um policial civil recebe pouco menos de R$ 4.190 por mês.

O Globo e sua empresa controladora não responderam aos pedidos de comentário da The Intercept.

“Não é de hoje que O Globo substituiu o jornalismo pela propaganda”, acrescenta Moretzsohn. “Mas eu reconheço que é difícil fazer propaganda quando o país passa por sua maior crise política desde o fim da ditadura, e que vem sendo acompanhada de perto pela imprensa estrangeira.”

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo The Intercept: Globo ataca policiais em protesto no Rio para proteger lucros com a Olimpíada

25/05/2016

Cadê a manada da RBS?

John Travolta encontra no Parcão indícios da Operação Zelotsky…

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29/03/2016

Sob a batuta da Globo, MPF conduz o Golpe

pozzobomA seletividade do MPF é serventia da casa. Desde os tempos de Geraldo Brindeiro, mais conhecido como Engavetador Geral, o MPF vem caçando uns para acobertar outros.

Rodrigo de Grandis levou este lema ao paroxismo.

Queremos um MPF padrão Suíça e não artífices do Golpe Paraguaio!

Na terra onde se lavava mais branco, agora se apura mais rápido. José Maria Marin foi preso na Suíça. Dependesse do MPF brasileiro estaria por aqui ainda roubando medalhas. Paulo Salim Maluf, desde sempre notório larápio, embora não possa sair do Brasil, continua agindo como impoluto Varão de Plutarco, participando das atividades políticas devidamente salvaguardado pelo MPF.

E o que se dizer do Eduardo CUnha, ardoroso golpista, festejado e amplamente respaldado desde os tempos de PC Farias?! A Suíça fez seu trabalho, colheu provas e mandou material encadernado e o MPF… nada. Quantos minutos o Jornal Nazional Socialista dedicou ao seu bendito fruto? Quantas capas a Veja propôs em homenagem ao seu dileto filho? Nadica de nada. Por isso o MPF é tão indigente com os meios protegem. Se não sai na Veja, se o JN não manda, o silêncio dos grupos mafiomidiáticos é o melhor comparsa do engavetamento.

O Aécio Neves é octa delatado. Cadê as capas da Veja e os sagrados minutos da Rede Goebbels? Silêncio conspícuo! E o MPF dobrando a esquina do compadrio. E tudo isso é compreensível pela revelação, uma parte esnobe outra parte uma bofetada, do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, no Poder Judiciário.

Só o compadrio de instituições que recebem religiosamente dos cofres públicos pode explicar porque uma decisão contra Lula sai em 28 segundos, mas contra Eduardo Cunha, Aécio Neves, RBS, Gerdau, Rede Globo, Paulo Maluf, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Andrea Neves, Agripino Maia, Fernando Francischini, José “Tarja Preta” Serra, Geraldo Merenda Alckmin, Beto Richa, Augusto Nardes… NUNCA!

A verdade é que a Casa Grande sempre pode contar com seus capitães de mato no MPF.

15/03/2016

Biografia bonsai do golpismo vira-lata

#GlobolpeO japonês bonzinho dos golpistas paraguaios teve seu afastamento confirmado pelo STJ. E não por excesso de trabalho, muito menos por reputação ilibada. Vai-se mais um herói dos fascistas. Já tinham ido o “somos todos CUnha”, o Napoleão das Alterosas, a “a voz à procura de um cérebro”. Os últimos dos moicanos, desde sempre alcovitados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, os neofascistas deixaram sem merenda na marcha dos zumbis. É bonito ver Fernando Francischini e Beto Richa engrossando o coro contra a corrupção. Só doentes para não perceberam o tamanho da hiPÓcrisia que tomou conta da turba que votou no Aécio. Até o banqueiro da Brasif, Cláudio Procownick, levou sua escrava, porque pode pagar, a tira-colo para as manifestações. Quer violência maior do que atirar um punhado de dinheiro na cara de alguém obrigado a cumprir um papel que vai de encontro aos seus interesses?! O que o banqueiro fez para melhorar a vida dos que ele emprega como “domésticos”? Será que ele viu o filme “Que horas ela volta?”?! O que ele diria se, ao invés de FHC, Lula tivesse sustentado Miriam Dutra na Espanha para que a Globo continuasse com o governo na mão?!

Em Porto Alegre, o pessoal pego na Operação Portocred, vestindo camisas Padrão FIFA da CBF, se fizeram de cortina para protegerem a RBS & Gerdau da Operação Zelotes. Não lembraram de Augusto Nardes nem de ninguém do PP gaúcho… Por quê? Certamente não é pela falta de informação. Pode-se botar, sem qualquer margem de erro, na deformação do caráter. Nunca, nem aqui nem na China, curso superior e acesso à cultura supriu o maucaratismo. Por que ninguém fala na Lista Falciani do HSBC? Ora, ninguém é obrigado a se auto incriminar, diriam os palhaços…

A Rede Globo, que amadrinhou a manada para o golpe paraguaio tem mais interesse que seus amestrados na deposição de Dilma. Além do envolvimento de todos os seus varões de Plutarco, a própria tem muito a se explicar. E não se trata apenas da parceria com J. Hawilla, nem a longeva irmandade com João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo del Nero. Com estes sonegou os valores decorrentes das Copas de 2002 e 2006. Pior do que isso é a tentativa de capturar a Justiça mediante estatuetas, sem contar o ninho de captação, o Instituto Innovare. A cereja do bolo é informação pela imprensa do exterior, Bloomberg, que a mansão irregular de Paraty estaria em nome de offshore ligada a empresa investigada na Lava Jato (Mossack Fonseca). Por aí se confirma: tudo o que é imputado ao Lula decorre do fato de eles tomarem a si por parâmetro. Por fazerem se julgam no direito de atribuírem a outrem suas práticas.

Os golpistas sabem perfeitamente de tudo. Então, se apesar de saberem que são apenas bois de piranha, continuam se deixando conduzir bovinamente é porque o nível ético está abaixo do cu do cachorro. Não se importam em cumprirem o papel de biombo dos corruptos. Como podem explicar a derrubada de Dilma para porem Michel Temer, Renan Calheiros ou Eduardo CUnha? Não se trata do Aécio Neves, que já está sendo derrubado pelos seus pares paulistas. A briga de bugio entre Doria e Matarazzo diz muito a respeito dos que vivem acusando a Presidenta Dilma. Nunca os nomes do PSDB foram tão apropriados para uma disputa política “Dó Ria e Mata Razo”! Estes são aqueles que a imprensa trata por semideuses na comparação com a “demoníaca” Dilma.

Não houvesse o compadrio do MPF que alcovita o Napoleão das Alterosas, o pentacitado nas delações premiadas já teria sofrido o sequestro que Lula suportou. A caçada ao Lula explica porque os corruptos devem ser protegidos. Preso Lula e derrubada Dilma, sai Janot e entra Rodrigo de Grandis. No Ministério da Justiça entra Newton Ishii pelos relevantes serviços prestados à tríplice fronteira… Silas Malafaia, Marco Feliciano e até Marcola ocupariam Ministérios. Merval Pereria ou seria o porta-voz, como ACM no tempo de Tancredo e Sarney, Ministro das Comunicações. E assim a Rede Globo voltaria a tomar empréstimo do BNDES…

O melhor roteiro da insana caçada ao Lula Gigante foi escrita pelo auditor da Receita Federal Allan Patrick, mas nem a genialidade de Kafka, lembrada por ele, conseguiu construir um Processo mais ensandecido que a legião de zumbis que rondam a vida do Lula.

Fico me perguntando o que fariam depois de uma eventual prisão do Lula?! Iriam voltar a arrancar maconha no polígono das secas?! Trabalhariam de freelance para  Rede Globo? Virariam guardas de aeroportos clandestinos? Conduziriam os heliPÓpteros para ancoradouros seguros, mais próximos dos consumidores?! Só a total inversão de valores explica porque todo o PSDB e PP são condenados no exterior enquanto gozam de imunidade e proteção mafiosa pelas instituições aparelhadas de golpistas.

Quem está adorando tudo isso são os mesmos que estiveram no Egito, Líbia, Ucrânia, Síria & Venezuela. Coincidentemente, todos países produtores de petróleo, como o Brasil do Pré-Sal. Alguém ainda lembra do Edward Snowden e as revelações de que NSA grampeava Dilma e a Petrobrás?! Não? Que conveniente…

Golpe Paraguaio. Nunca um nome foi tão apropriado para o que está acontecendo no Brasil. E não é porque foi importado do Paraguai pelo japonês bonzinho…

13/03/2016

A Rede Globo chocou o ovo da serpente

Debret e o Brasil Colônia Banqueiro vira-lata e a babá
Debret-1768-1848 Banqueiro e a babá

A explicação do banqueiro do porque levou a babá para cuidar dos filhos enquanto a mãe preferia ficar com o cão é algo que os escravocratas se orgulhariam: “tenho dinheiro e pago”. É isso.

A justificativa do banqueiro também explica porque no Parcão não havia negros. Vai ver porque ninguém ousou oferecer dinheiro em troca. E não é sintomático que o encontro dos fascistas se dê no bairro com maior consumo de cocaína e onde estavam as agencias do HSBC. Aliás, porque ninguém mais em Porto Alegre da operação que investigou e descobriu no Portocred uma associação de lavagem de dinheiro que envolvia a fina flor dos Bairros Bomfim e Moinhos de Vento?! Seria porque quem tem veículo para divulgar também está envolvido?!

Quando criamos o

midi@ética (zero fora) para denunciar as grosseiras manipulações da RBS, já antevíamos o que estava sendo gestado.

Como víboras, golpista não deixa de ser golpista, apenas recua para o bote traiçoeiro. São muitos os exemplos, a começar pela forma como a Rede Globo tratou as diretas-já. Depois, o Escândalo da Proconsult escancarou outro viés. O apoio ostensivo e intensivo ao Caçador de Marajás tem o mesmo DNA. Não foi por acaso que alcovitou na Espanha aquela que serviu para capturar um empréstimo do BNDES para suas empresas. Já estava tudo nas entrelinhas do que vazara, via Rubens Ricúpero, no Escândalo da Parabólica. A sonegação nas copas de 2002 e 2006 é aquilo que se chama excesso de confiança. Confiança que se via pelas negociações com os homens probos da FIFA e da CBF. Hoje é fácil dizer, mas estava sendo dito e quem teria de ter visto, não viu. Hoje apanha mais que  Judas em Sábado de Aleluia.

Quando ouço parlamentares petistas ocupando espaços nos parlamentos para elogiarem os bandidos sinto ânsia de vômito. Por que cargas d’água alguém que sabe da participação destes grupos na derrubada de Jango, na ditadura e até nas mortes que se sucederam ocupa minutos precisos do parlamento para elogiar os facínoras? O resultado está aí. Cria cuervos

E aí chegamos ao paroxismo de verem notórios corruptos ocuparem espaços para pedirem a saída de Dilma, sobre a qual não paira nenhum tipo de acusação. O grande crime da Dilma, até agora, foi ter derrotado o Napoleão das Alterosas. E a gente sabe, pelo relato de pais com filhos viciados, do que eles são capazes de fazer quando em síndrome de abstinência.

Decretar o Estado de Emergência ou constituir a Rede da Legalidade?

Por jloeffler – No dia 12/03/2016

Published março 11, 2016 Uncategorized 3 Comments
Tags: Estado de Emergência, Fascismo, globo, golpe

TOCAR FOGO NA GLOBO

Globo carro
A Morte de Getúlio Vargas foi provocada pela campanha incessante contra ele feito pela mídia que já era capitaneada pelo Globo. O povo foi as ruas e reagiu contra a Globo. Isto ajudou o senso comum a identificar o maior inimigo do Brasil e do Povo. É tempo de mostrar de novo ao povo que a Globo é a grande inimiga do Brasil e dos brasileiros.
O Estado de Direito esta sendo atropelado constantemente. Um Juiz de primeira instância prende, mantém preso e só liberta depois de delações seletivas e focadas em prender um líder nacional, mesmo não tendo provas. O Ministério Público atropela todas as raias do bom senso e quer se anteceder nos ataques ao mesmo líder, criando um ridículo pedido de prisão preventiva, sem nexo, mas que é devidamente usado pela oposição golpista. A Justiça esta subvertendo sua razão de ser, prendendo pessoas para obrigá-las a falar e mesmo antes de qualquer condenação. Um corrupto de quatro costados, já absolutamente comprovado, continua dirigindo o Congresso Nacional, que ao que tudo indica, prepara o impedimento da Presidenta legitimamente eleita, baseado em fatos não passíveis de impedimento, mas que será conduzido politicamente, para que seja condenada por crimes que de fato os próprios parlamentares reconhecem que ela não cometeu. Os meios de comunicação capitaneados pela Globo, assim como já haviam feito em 1954,1961 e 1964, comandam do alto de suas audiências farta propaganda mentirosa, derrotista e golpista para aviltar as opiniões e forçar uma mobilização anti democrática de largas proporções, com o objetivo de avalizar o golpe em andamento nos tribunais e no Congresso Nacional. As condições previstas pela ONU no Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos para a Decretação do Estado de Emergência estão dados.

Artigo 4.1 Em tempo de uma emergência pública que ameaça a existência da nação e cuja existência seja proclamada por um acto oficial, os Estados Partes no presente Pacto podem tomar, na estrita medida em que a situação o exigir, medidas que derroguem as obrigações previstas no presente Pacto, sob reserva de que essas medidas não sejam incompatíveis com outras obrigações que lhes impõe o direito internacional e que elas não envolvam uma discriminação fundada unicamente sobre a raça, a cor, o sexo, a língua, a religião ou a origem social
A existência da nação esta ameaçada. Não por que gente fantasiada de camiseta da corrupta CBF vai as ruas protestar contra a “corrupção”. a existência da nação esta ameaçada por que Juízes, Procuradores e Policiais Federais resolveram tomar para si o Estado de Direito e ameaçando gravemente a nação com o uso de suas instituições contra os direitos da cidadania, legitima e duramente conquistados.

A PresidentA, por sua origem e sua índole democratica, não convocará as Forças Armadas para a Defesa da Constituição. E ao não fazê-lo, abre a possibilidade do Golpe que urdem as elites brasileiras mancomunadas com o capital internacional. Se o Golpe se concretizar de fato, o que advirá será o desemprego, a liquidação de programas sociais e o fim do curto período onde o Brasil despontou como uma Grande liderança Internacional, capaz de construir instrumentos como o BRICS, que mexem na geo política internacional.

De minha parte, me junto aqueles que combatem corajosamente contra a onda fascista incentivada pelos meios de comunicação. Alguns pregam pelo não confronto, mas há alguma possibilidade de derrotar os loucos fascistas sem este confronto? Todas as vezes que as forças de esquerda recuaram “republicanamente”, as hostes fascistas avançaram e permitiram aos lambe botas do capital internacional assumirem o poder. Quando a Esquerda resistiu, como em 1961, quando vieram com a mesma lenga lenga de “parlamentarismo”, para não permitir o Presidente Jango Goulart assumir, Brizola comandou a resistência através da Rede da Legalidade ,a partir do Rio Grande e o golpe não aconteceu.

Fonte: https://luizmullerpt.wordpress.com/2016/03/11/decretar-o-estado-de-emergencia-ou-constituir-a-rede-da-legalidade/

Praia de Xangri-Lá | Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

23/02/2016

Pra que serve Exército se a Lava Jato transforma, sozinha, um país inteiro num puteiro (dos EUA)

kennedy_Nas minhas férias li dois livros tão diferentes quanto interessantes. Primeiro, O Grande Mar, de David Abulafia, historiador e professor britânico. É uma emocionante história vertical das civilizações que floresceram e feneceram no Mar Mediterrâneo. O outro livro é uma biografia da alma norte-americana: “Nêmesis, Onassis , Jackie e o Tringulo Amoroso que Derrubou os Kennedy – Peter Evans. Quem quiser ler e não puder comprar, ambos estão disponíveis na internet.

Há pontos em comum, como a informação de que os heróis da história também erram e morrem. Além disso, para uns são heróis. Para outros, bandidos. Linhas por vezes tênues separam grande momentos de evidência social do ostracismo, quando não da decadência e morte.

O surgimento, crescimento e grande evidência de países, impérios e empresas contam sempre com a cumplicidade da quinta coluna. Por vezes, há o lado bandido é superior ao lado herói, mas, no final, o que conta é a versão de quem detém o monopólio de dar a versão dos fatos.

A putaria e promiscuidade dos governantes dos EUA é algo tão antigo e comum quanto a propalada democracia. São democratas em casa, facínoras fora. Nunca vou esquecer uma charge, se não me engano do Pasquim, que mostra um torturador dando esmola a um mendigo na porta do DOI-CODI. O pai de família dá um beijo na esposa e nos filhos, se dirige ao trabalho e, antes de entrar para a sessão de tortura, estupro e morte, dá esmola a mendigo. Pois os Kennedy agiam como este torturador. E tinham, à exemplo do príncipe dos sociólogos golpistas, suas escravas sexuais, silenciadas sob ameaça ou mesmo com a morte, como fizeram com Marilyn Monroe. Não são só os pesos e medidas que os tornam universais, mas principalmente o firme propósito e a determinação canina em atingir os fins por quaisquer meios.

As investidas sexuais dos governantes é tão antiga quando a criação do mundo. Da mesma forma comportamentos pelos mesmos métodos e fatos a imprensa faz a deificação de uns e a demonização de outros. Tudo depende de quem detém o poder de contar.

Na formação do império norte-americano não é só o apoio dos governantes aos “líderes empresariais” nativos que conta, mas também o jogo sujo contra seus concorrentes, dentre o fora dos EUA. As recentes revelações de Edward Snowden e, antes, do Wikileaks, são prova suficiente do que os EUA, em parceria com elementos internos, são capazes de fazer.

O compadrio do Instituto Millenium com os vazadores de aluguel tem por objetivo único e exclusivo criminalizar uns para beatificar outros. A seletividade, os pesos e medidas são por demais evidentes.

Diante dos exemplos da história, do modus operandi ianque acredito nos bons propósitos da Lava Jato tanto quanto eles acreditam na honestidade do Lula.

Andre Araujo

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo

Andre Araujo – ter, 23/02/2016 – 07:30 – Por André Araújo

PERCIVAL FARQUHAR RETORNA COM A LAVA JATO – O americano Percival Farquhar foi o maior empresário do Brasil na primeira metade do Século XX. Criador junto com Alexander Mackenzie da Light & Power, empresa canadense que trouxe a eletricidade e bondes ao Rio de Janeiro e São Paulo, construtor e concessionário do Porto do Pará, do Porto do Rio Grande, da Cia.de Navegação da Amazônia, da holding das ferrovias brasileiras Brazil Railway, que provocou a Guerra do Contestado em Santa Catarina, do primeiro frigorifico do País em Osasco, da Societé do Gaz de Rio de Janeiro, da San Paulo Gas, da Itabira Iron, que seria depois a Cia.Vale do Rio Doce, da Amazon Land, que tinha como propriedade o Amapá, fundador da Acesita-Cia.de Aços Especiais Itabira, Farquhar tinha um espirito aventureiro, corrompia politicos, morava em uma vasto apartamento no Flamengo, tinha amantes brasileiras, nascido em 1864 em Pittsburgh, de família rica, morreu em 1953.

Seu império foi abalado pela Grande Guerra de 1914, que fechou os mercados europeus de capitais, Farquhar levantava capital em Paris, Londres, Buxelas, Toronto, também tinha empresas na Rússia e Cuba.

Farquhar criou a estância de luxo do Guarujá onde construiu o primeiro hotel cassino, o Grand Hotel de la Plage. Esse tipo de empresário estrangeiro controlando grandes pedaços da economia nacional tinha acabado e agora volta pelas mãos da Lava Jato que, ao destruir as defesas das empresas nacionais privadas e estatais, abre a porta para novos Farquhar.

A maior malha de gasodutos do País, a Transportadora Associada de Gás, controlada pela Petrobras, está à venda. Vale seis bilhões de dólares e os candidatos a compra são a Brooksfield e o CPP, ambos canadenses. A Brooksfield é o novo nome da antiga Brascan, sucessora da Brazilian Traction, Electric and Power Co.Ltd., de Toronto, criatura de Farquhar, fundada em 1890. O CPP-Canadian Pension Plan, é o fundo de pensão dos funcionários públicos federais do Canadá, com sede em Toronto. O CPP já tem muitos investimentos no Brasil, conhece o País. As cassandras do jornalismo financeiro sempre repetiram que, após o rebaixamento do Brasil, fundos de pensão não poderiam mais investir no Pais. Nada disso. O rebaixamento do rating serve apenas para depreciar os ativos, ficam mais baratos mas os fundos de pensão precisam de taxas de retorno maiores do que 0,25% ao ano que obtém nos EUA e Canadá, o CPP consegue retornos excelentes investindo em países de risco, já tem muito dinheiro no Brasil e quer colocar mais, eles não operam com bancos, tem seus próprios analistas que fazem a análise do risco, não usam agências de rating.

Mas o fim de feira promovido pelo rebaixamento de valor e enfraquecimento da Petrobras e grupos nacionais não fica só na TAG. A Petrobras pensa também em vender sua parte no capital da Braskem, maior petroquímica da América Latina, onde a Petrobras tem 36,1% do capital. A Odebrecht com 38,3% e controla a companhia. Brooksfield e CPP não querem ser minoritários com a Odebrecht, porque está está sob investigações. Só lhes interessa o controle.

Os canadenses tambêm tem interesse na BR Distribuidora, desde que possam comprar o controle. Como a Petrobras está sendo investigada e processada nos EUA, eles não querem se associar à Petrobras, mas se for o controle podem se interessar.  Assim fica claro que companhias investigadas e processadas como Petrobras e Odebrecht e todas as demais, perdem valor e se tornam alvos de grupos estrangeiros.

A matéria está em ampla reportagem do jornal VALOR de 12 de fevereiro passado.

Farquhar volta triunfante começando de seu ponto de partida preferido, Toronto. A Lava Jato limpa a área e aplaina o caminho, vastos setores da economia nacional serão transferidos ao estrangeiro, tudo vendido na bacia das almas.

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo | GGN

26/01/2016

Procurando bem, todo mundo tem…

Esse procurador aí não sabe de nada. Bastaria conversar com seus colegas com os delegados da PF, pois todos sabem, o foco sempre foi e será Lula. A caça ao Lula é o prêmio que pode render uma estatueta da Rede Globo comprada com o dinheiro sonegado.

E tudo parece mancomunado para escantear na Zelote  os grandes financiadores ideológicos,  Gerdau & RBS. Não é sem motivo que a RBS esteve no consultório sentimental da Procurada Chefe do RS quando ambos fizeram um estrondoso silêncio sobre a Zelotes. Pelas mesmas razões que a Lista Falciani do HSBC sempre contou com o silêncio concupiscente do trio parada dura PF/MPF/mídia. Veja que que coincidência, ninguém mais fala no Eduardo CUnha. Os 300 mil do Aécio viraram pó. Os U$ 100 mil do FHC na Argentina também vazaram para as Malvinas. Mas Lula, seus filhos, noras e cunhadas do Vaccari não têm sossego.

De tudo isso sobra que a propalada escalada do MPF contra a corrupção é diversionismo. Querem apenas eliminar a concorrência na corrupção. A seletividade, como diria aquela Ministra do STF, é fundamento jurídico que prescinde da teoria do domínio do fato 

Como sabemos, a direita golpista, mídia e seus financiadores ideológicos, são a verdadeira Ciranda da Bailarina dos Saltimbancos:

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem

‘Não existe ato de Lula que seja alvo de investigação’

:

Procurador da República Frederico Paiva, que atua na Operação Zelotes, disse não ter entendido o motivo de a Polícia Federal ter ouvido Lula, uma vez que ele não é investigado; "Não entendi o motivo de o delegado ter ouvido o Lula neste caso", disse, no intervalo das audiências que ocorrem nesta segunda; "Ele não consta no rol de investigados. Em nenhum momento existe algum ato praticado por ele que tenha sido objeto [de investigação]"; o representante do Ministério Público ressaltou ainda que "o foco da investigação é o tráfico de influência e corrupção no Carf"; na última semana, o advogado Cristiano Martins, que defende Luis Claudio Lula da Silva no processo da Zelotes, disse que as investigações mudaram o foco para a suposta "compra" de medidas provisórias para atingir o ex-presidente

25 de Janeiro de 2016 às 15:49

247 – O procurador da República Frederico Paiva, que atua na Operação Zelotes, afirmou não ter entendido o motivo de a Polícia Federal ter chamado o ex-presidente Lula para depor no caso, uma vez que ele não está entre os investigados no caso.

"Não entendi o motivo de o delegado ter ouvido o Lula neste caso", disse o procurador, no intervalo das audiências que ocorrem nesta segunda-feira 25 e que devem se estender até quarta 27. "Ele não consta no rol de investigados. Em nenhum momento existe algum ato praticado por ele que tenha sido objeto [de investigação]", acrescentou, segundo reportagem de Letícia Casado, do Valor Econômico.

Questionado sobre o que a PF poderia querer saber sobre Lula, Paiva respondeu: "Tem que perguntar ao delegado, não para mim". Segundo ele, "em nenhum momento, a denúncia relata que houve por parte da Presidência da República, seja lá qual for, uma compra direta [de medidas provisórias]".

O representante do Ministério Público ressaltou ainda que "o foco da investigação é o tráfico de influência e corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais)". A Operação Zelotes, que começou apurando um esquema que beneficiava empresas com dívidas na Receita Federal, mudou sua linha para a "compra" de MPs.

Na última semana, o advogado Cristiano Martins, que defende o empresário Luis Claudio Lula da Silva, filho de Lula, no processo da Zelotes, disse que as investigações mudaram o foco para atingir o ex-presidente. "Ela nasceu para apurar um suposto desvio de R$ 19 bilhões em fraudes no Carf, mas virou um instrumento de perseguição e de tentativa de incriminar o Luis Cláudio para atingir o Lula", apontou.

‘Não existe ato de Lula que seja alvo de investigação’ | Brasil 24/7

25/01/2016

Eu ainda lembro o que o PSDB não fez na gestão passada

Filed under: Ódio de Classe,Lula Seja Louvado,PSDB — Gilmar Crestani @ 12:33 am
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PSDB unica obra boa

O PSDB GOVERNOU O BRASIL POR 8 (OITO) ANOS.
– Não teve Copa no govêrno deles;
– Nem Olimpiadas;
– Nem Copa das Confederações;
– Nem fizeram uma única Universidade sequer;
– Nem Hospitais;
– Nem Escolas Técnicas;
– Nem Ferrovias;
– Nem Estaleiros;
– Nem ponte sobre o Amazonas;
– Nem estradas;
– Nem reformaram Aeroportos;
– Nem a transposição do São Francisco;
– Nem compraram caças para a Força Aérea;
– Nem pagaram a dívida como FMI;
– Nem criaram 14 milhões de empregos;
– Nem reajustaram o salário mínimo com a Inflação;
– Nem fizeram PROUNI;
– Nem FIES;
– Nem Minha Casa Minha Vida;
– Nem Bolsa Família;
– Nem Luz Para Todos;
– Nem Ciências Sem Fronteiras;
– Nem Pré-Sal;
– Nem expansão da Energia Eólica;
– Nem o Arco Metropolitano (BR593)
– Nem %$#@ NENHUMA !!!!
– AHHH ! Fizeram Sim !
– Venderam tudo aquilo que conseguiram e embolsaram o dinheiro

Bem, houve pelo menos uma boa ação do PSDB, colocaram a faixa presidencial no melhor Presidente que este país já teve: LULA!

O que o Cerra e o FHC fizeram? — Conversa Afiada

22/12/2015

Ao invés de combater como Dilma, PSDB prefere chamar sua corrupção de "desorganizada"

E o PSDB, por seu capo di tutti i capi, pode dizer estas boçalidades impunemente porque tem de seu lado o escandalosamente lento e engavetador MPF. O MPF e parcela atrasada do Judiciário viraram cumplices seja pela engavetamento, seja legitimando práticas, como faz Gilmar Mendes e antes dele Geraldo Brindeiro.

Para azar deles, hoje não basta contar com o apoio da velha mídia, há que se contar também com a seletividade burra de midiotas. A estultice de anencefálicos atacando Dilma, sobre a qual não paira nenhuma acusação de corrupção, para assim livrar o lombo de um notório corrupto, desde os tempos de Collor, conhecido pelo apelido de Eduardo CUnha.

Há muito tenho notado que a campanha do MPF contra a corrupção é uma espécie diversionismo para eliminar a concorrência de seus próximos ideológicos. O estrabismo de suas atuações são por demais evidentes e a internet não para de revelar cada vez mais essa parceria que mantém o Brasil preso ao atraso. As Danusa Leão e os Luis Carlos Prates do MPF fazem das tripas coração para protegerem aquilo que o PSDB chama de choque de gestão e de meritocracia, que é simplesmente o privilégio que desde sempre gozam os que já nascem com privilégios. Outro exemplo neste mesmo sentido é aquele asilo de políticos velhos e velhacos que é o tCU. Afinal, o que diferencia Robson Marinho no TCE/SP de Augusto Nardes no tCU? A explicação pode ser dada com um exemplo: graças a seletividade de instituições como MPF/PF/PJ João Havelange, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Eduardo CUnha circulam com desenvoltura e cheios de boça pelas altas esferas do Brasil, mas ou já estão presos no exterior ou se por lá circularem o serão. Por que um notório comprador de reeleição continua todos os dias ganhando espaço para deitar falação sobre honestidade?

“Desorganizada”, corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27

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Da Redação

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.

Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin, totalizando R$ 210 bilhões? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?

A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.

Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.

Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:

1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.

2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.

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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.

4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.

5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?

6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.

O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.

Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal.

Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.

Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.

No Estadão:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.

No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.

Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).

Se é certo que o PT hoje age igualzinho a todos os outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?

As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.

Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

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16/12/2015

Rubnei Quícoli e o jornalismo que “faz diferença”

Antes da “Marice Corrêa de Lima” teve o Rubnei Quícoli. E desde sempre haverá algum “amigo do Lula”, mas nunca haverá o amigo do Gilmar Mendes, amigo do FHC, amigo do Aécio Neves. Nem mesmo Zezé Perrella, depois da apreensão do heliPÓptero, será considerado amigo do Napoleão das Alterosas.

O melhor adubo e a melhor estufa para desenvolver e proteger criminosos está nas mãos dos grupos mafiomidiáticos. É o que os assoCIAdos do Instituto Millenium fazem de melhor. Se há bandidos nas instituições públicas que roubam inpunemente, agradeça às cinco famiglias (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) mafiomidiáticas. Eles sabem como recrutar, mediante estatuetas compradas com sonegação, capitães de mato que atendam a seus intere$$es.

Furtado: A imprensa está pautada por bandidos

: <p>Porto Alegre - Entrevista com Jorge Furtado na sede da Casa de Cinema - Foto Eduardo Seidl - 10.05.10</p>

Cineasta Jorge Furtado afirma que a irresponsabilidade da mídia alimenta o espírito golpista da sociedade, na medida em que não oferece uma correta leitura da realidade brasileira: “Os jornais estão impregnados de ideologia. A infâmia e a fama são absolutas nessa era da mídia”, lamentou; ele cita nomes como o do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e de delatores da Lava Jato e diz: “São bandidos que alimentam diariamente a imprensa, são eles que fazem as capas de jornais diariamente”

16 de Dezembro de 2015 às 06:03

Por Naira Hofmeister, da Carta Maior

A memória prodigiosa para “lembrar de nomes esquisitos” somada à curiosidade investigativa permitiu ao cineasta Jorge Furtado criar uma pequena enciclopédia de casos que exemplificam como a imprensa trai seu compromisso de informar o cidadão no Brasil.
Ele deu uma amostra disso ao público que assistiu a sua palestra na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no último sábado, 12 de dezembro. Disse mais: que a irresponsabilidade da mídia alimenta o espírito golpista da sociedade, na medida em que não oferece uma correta leitura da realidade brasileira.
“Os jornais estão impregnados de ideologia. A infâmia e a fama são absolutas nessa era da mídia”, lamentou.
Apesar de sua crítica da imprensa, Furtado tinha uma perspectiva positiva, graças à novíssima lei que garante o Direito de Resposta àqueles que se sintam prejudicados por uma matéria distorcida ou mal apurada. “É uma novidade que pode mudar muita coisa”, exaltou o cineasta, apontando o episódio.
Mal sabia Furtado que dois dias após sua fala, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) – que representa os conglomerados de comunicação do país – entraria com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar a recém-editada lei, nesta segunda-feira (14).
Segundo o portal especializado Jota, a Ação Direta de Inconstitucionalidade tenta anular cinco dos 12 artigos que regulamentam o Direito de Resposta. A justificativa da ANJ é que a norma “afronta garantias constitucionais a exemplo do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”, entre outros.
“Na prática, o instituto do direito de resposta, ao invés de pluralizar o debate democrático, converteu-se em instrumento capaz de promover grave e inadmissível efeito silenciador sobre a imprensa”, defendem os jornalões.
O cineasta não sabia ainda da iniciativa dos empresários da comunicação, mas de sua palestra pode-se concluir que daria uma gargalhada diante dos argumentos.
“A imprensa publica o que quer, sem checar nenhuma denúncia. Depois, quando elas não se confirmam, ninguém volta para retificar”, condenou no sábado.
Além da investida contrária da ANJ, a força da medida ficou evidente quando O Globo publicou uma errata na capa do jornal, desmentindo uma informação que havia sido manchete em outubro e que vinculava o filho de Lula à corrupção investigada pela Operação Lava Jato – não por força da Justiça, mas por iniciativa própria do jornal, dado que a norma estava por ser assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

O caso Rubnei Quícoli
Um dos “nomes estranhos” que Jorge Furtado nunca apagou da memória é Rubnei Quícoli – “já pensou um personagem com nome desses?”, introduziu.
Rubnei Quícoli protagonizou uma ficção em 2010, mas ela saiu no jornal como verdade e Furtado lembra do episódio com detalhes. “Deram uma foto de meia página dele com um terno preto em cima de um edifício muito alto. Parecia assim uma campanha da Hugo Boss”, comparou.
A imagem ilustrava uma reportagem em que Quícoli acusava a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra de ter cobrado propina para negociar um empréstimo do BNDES a um empreendimento seu na área de energia eólica.
Erenice chegou a ser investigada, mas nada sendo provado contra ela, o processo foi arquivado. A Folha de S.Paulo se limitou a noticiar o fim do inquérito.
A indignação de Furtado, entretanto, recai sobre o inusitado fato de que o denunciante, Quícoli, era um bandido com extensa ficha criminal. “Ele tinha várias passagens pela polícia. Chegou a tentar vender um caminhão e sua carga roubada ao antigo dono e depois tentou matar o motorista que o entregou”, recordou.
“E esse sujeito ocupa a capa da Folha de S.Paulo”, surpreende-se, passados já cinco anos do episódio.
Furtado coloca no mesmo cesto outros nomes que memórias ordinárias são capazes de reconhecer: o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) ou os delatores da Lava Jato. “São bandidos que alimentam diariamente a imprensa, são eles que fazem as capas de jornais diariamente”, conclui.

A corrupção na Petrobras
O cineasta – que levou às telas de cinema seu olhar sobre a imprensa brasileira no documentário O Mercado de Notícias (fragmentos podem ser assistidos aqui;http://www.omercadodenoticias.com.br/) – condena a partidarização da imprensa no Brasil, coisa que, aliás, foi assumida pela ex-presidente da ANJ Judith Brito, quando ainda comandava a entidade: “Os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”, ela explicou em 2010.
“Neste caso, a imprensa assume que deixa de fazer jornalismo e passa a fazer política. Não se dedica mais a buscar a verdade factual e isso é um grave problema para a democracia”, defendeu.
Furtado exemplificou, com o caso da Petrobras, que o senso comum já se acostumou a relacionar a uma desvalorização e desmonte que seriam consequências diretas da corrupção ocorrida nestes 13 anos de governo do PT.
“Só que outro dia descobri que a Petrobras se tornou a maior petrolífera do mundo este ano! Que bateu o recorde de exploração de petróleo, alcançando 1 bilhão de barris. Esse ano!”, repetiu.
Ele também leu manchetes dos jornais dos anos 60, nas quais eram relatados problemas de corrupção graves na estatal. Lembrou ainda que as denúncias dos jornalistas Paulo Francis, na década de 90, e Ricardo Boechat ainda nos anos 80 sobre os desvios de verba para uso pessoal na Petrobras. Boechat, hoje no grupo Bandeirantes, ganhou o prêmio mais respeitado do jornalismo brasileiro com sua investigação, O Esso.
Mesmo analisado o atual escândalo, Furtado lembra que em seus depoimentos, os delatores dizem que “essa quadrilha” operava na Petrobras desde 1997 – antes, portanto, de o PT assumir o Palácio do Planalto.
Outro elemento que lhe causou estranhamento foi ver uma reportagem sobre o pagamento de propina na estatal ilustrada com a imagem de uma lista dos receptores de dinheiro. O jornal borrou um trecho onde aparecia a inscrição “15M para JS”, seguidos do endereço e do telefone do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB).
“Puseram uma tarja preta para não mostrar a vinculação com Serra. Mas quando o Bumlai (José Carlos Bumlai) foi preso, ele era o ‘amigo do Lula’”, comparou.

“A eleição não terminou”
O bate-papo com Jorge Furtado foi uma promoção dos gabinetes dos deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) Stela Farias (estadual) e Henrique Fontana (federal).
Era um momento que vinha sendo acalentado desde o ano passado, ainda quando se discutia a reforma política que acabou saindo de maneira enviesada. Na ocasião, se achou melhor deixar “para depois da eleição”.
“Só que a eleição ainda não terminou, ela não termina nunca”, lamentou o cineasta.

Furtado: A imprensa está pautada por bandidos | Brasil 24/7

23/11/2015

Os Bons Companheiros

FSP 23112015Manchete envergonhada, que funciona mais como álibi do que como informação, no canto do pé da página, a Folha diz que o “inquérito sobre cartel de trens em São Paulo está parado há um ano”. Não é verdade, o inquérito já foi julgado e a própria Folha registrou o veredito de absolvição: “Cartel não é ‘sinônimo de delito’, diz Serra em evento de comunicação”. Está há um ano parado, mas já esteve três escondidos na gaveta do Rodrigo de Grandis. Como sabemos, o MPF vê crime em todo os familiares do Lula, incluindo noras inexistentes e na cunhada do Vaccari. Claro, eles não são do PSDB, são do PT. Até aí, morreu neves, esta é mais uma cláusula pétrea na Constituição do golpe paraguaio. O Deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, lavrou a sentença que é um epitáfio na credibilidade dos perseguidores do Lula: "Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso".

Portanto, a parceria da Folha com seus vazadores de aluguel se inscreve na normalidade do concubinato com que vivem os golpistas da imprensa e do MPF. E isso que a Suíça já se encarregou de produzir, gratuitamente, todas as provas que os mongoloides do MPF/PF sentam em cima. Se fosse coerente, a Rede Globo também daria uma estatueta a quem faz diferença no MPF, Rodrigo De Grandis.

PS. A manchete principal identifica que também em relação à Argentina os grupos mafiomidiáticos não comemoram a vitória de um projeto, mas a derrota de seus adversários ideológicos…

Inquérito sobre cartel de trens de São Paulo está parado há um ano

REYNALDO TUROLLO JR.
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

23/11/2015 02h00

Um ano após ser concluído pela Polícia Federal, o principal inquérito criminal que investigou o cartel acusado de fraudar licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB, está parado no Ministério Público Federal.

Responsável pelo caso, o procurador da República Rodrigo de Grandis ainda não decidiu se apresenta à Justiça denúncia criminal contra os suspeitos do caso, o que deflagraria uma ação penal após a PF ter indiciado 33 pessoas.

Grandis disse à Folha que ainda não protocolou a acusação formal porque aguarda o envio de documentos bancários por autoridades estrangeiras para comprovar crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os indiciados são suspeitas de praticar os crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, fraude a licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, segundo o inquérito finalizado pela PF em 28 de novembro de 2014.

Entre os indiciados estão o ex-presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) Mario Bandeira, o ex-gerente de Operações José Luiz Lavorente (os dois apenas por fraude a licitações) e os ex-diretores da estatal João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo.

Na lista dos acusados pela PF estão ainda ex-diretores das empresas Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans, além do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado como intermediário de suborno.

Na ocasião da conclusão do inquérito, os indiciados negaram a prática dos crimes.

A investigação refere-se aos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Para a PF, os indícios reunidos eram suficientes para iniciar uma ação penal, uma vez que, junto ao relatório, representou pelo sequestro de valores de sete empresas, o que a Justiça acatou.

A decisão de bloquear R$ 600 milhões das empresas sinalizou, no entendimento da polícia, que a Justiça reconheceu a existência de indícios e provas da autoria e da materialidade dos crimes.

Porém, para Grandis, ainda faltam provas sobre algumas contas bancárias e empresas localizadas no exterior. "Esses elementos são essenciais para a verificação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas", afirmou Grandis, por e-mail.

Questionado sobre documentos bancários já enviados pela Suíça, o procurador disse que a existência de depósitos no exterior pode indicar apenas a evasão de divisas.

"Se a denúncia fosse oferecida ‘em partes’, sem a documentação relativa a cada país, haveria oportunidade para aditamentos da denúncia originária, o que acarretaria atraso na marcha do processo", disse o procurador.

A demora na entrega da denúncia pode beneficiar os indiciados. Os crimes de corrupção prescrevem em 16 anos – delitos do caso dessa natureza praticados em 1998 e 1999 (até novembro) já prescreveram. Em 2016, prescreverão os cometidos em 2000, e assim por diante.

DEMORA

Em 2013, Grandis foi alvo de duas apurações, no Ministério Público Federal e no Conselho Nacional da classe, por ter levado cerca de três anos para atender um pedido da Suíça, que investigava pagamento de suborno pela Alstom a servidores paulistas.

À época, Grandis disse que o pedido fora arquivado numa pasta errada e por isso não teve andamento. Uma das apurações contra ele foi arquivada e a outra, suspensa pelo Supremo Tribunal Federal.

Em outubro, Grandis passou a integrar uma força-tarefa que vai assumir parte da Operação Lava Jato desmembrou pelo STF para a Justiça em São Paulo.

ENTENDA O CASO

1 Em 2013, a Folha revelou que a multinacional Siemens delatou a existência de um cartel que atuava nos contratos de trens e metrô de SP e DF

2 O Cade (órgão de defesa econômica) assinou um acordo de delação com a Siemens para abrandar sua pena, caso o cartel fosse punido

3 Pela documentação apresentada, o conluio ocorreu de 1998 a 2008, nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB

4 O esquema gerou vários inquéritos que resultaram em denúncias do Ministério Público de São Paulo nas áreas cível (pedidos de ressarcimento) e criminal

5 Em 2013, Grandis foi investigado por ter engavetado pedido de cooperação da Justiça suíça, que apurava pagamento de propina pela empresa Alstom a políticos e servidores de SP. Uma apuração foi arquivada e a outra, suspensa

6 Em nov.2014, inquérito da Polícia Federal indiciou 33 pessoas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, cartel e crime em licitação

7 O inquérito da PF foi remetido ao Ministério Público Federal em São Paulo, que, um ano depois, não ofereceu denúncia à Justiça nem arquivou o caso

8 O procurador da República Rodrigo De Grandis afirma estar esperando informações solicitadas a autoridades estrangeiras

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