Ficha Corrida

01/01/2017

Por que dependemos de um jornal espanhol para sabermos o que se passa em São Paulo?

Poderia parecer inacreditável, mas é lógica pura. O que acontece na Capitania Hereditária do PSDB, São Paulo, não pode ser explicado, muito menos informado, por veículos que fazem parte do esquema. Por mais paradoxal que seja, não seriam Veja, Estadão, Folha, Istoé, Valor e tantos outros veículos de “informação” sediados em São Paulo que mostrariam o que acontece na pauliceia desvairada. Teria de ser um jornal de fora, sem rabo preso com a cleptocracia local. Alguém que não pagasse tributo ao patos da FIESP.

Contudo, mesmo que não faça parte do cardápio dos assoCIAdos do Instituto Millenium, sempre acabam vazando porque na terra da garoa proliferam personagens como Ademar de Barros, Orestes Quércia, Paulo Salim Maluf, José Serra, João Dória JR, FHC, Geraldo Alckmin, Celso Pitta mais uma plêiades de Lalaus e Rodrigo de Grandis e… MiShell Temer!! Essas criaturas não nascem de forma espontânea e se reproduzem à luz do dia sem que sejam alimentadas e protegidas, para não dizer acobertadas, por quem teria a obrigação de informar. Ninguém engavetaria por três anos informações vindo da Suíça para proteger a plutocracia paulista se as denúncias de corrupção que saíssem na imprensa paulista de forma isenta. Mas a imprensa dá manchetes dizendo que a corrupção é unilateral, de empresas como a Alstom e Siemens, sem incluir um único participante paulista. Cadê a cota de paulistas envolvidos nos esquemas do Tremsalão? O Jornal El País joga um pouco de luz sobre a terra do PCC. O mau cheiro exalado de São Paulo pode ser explicado também pela existência de personagens como Ivan Sartori e Cássio Conserino. Como mostra o El País, nada é tão ruim em São Paulo que não possa piorar.

Só o Barão de Itararé para explicar porque a imprensa de São Paulo, além de partícipe dos golpes, todos, não se ocupa dos ladrões de merenda nem dos Tarja Preta: “De onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada.

Uma lupa sobre os elos entre a promotoria e o Governo de São Paulo

Pesquisa da ONG Conectas, feita com entrevistas com promotores, vê problemas na proximidade

Antes de ser ministro da Justiça, Alexandre de Moraes foi promotor do MPSP e secretário do governador Geraldo Alckmin. Antes de ser ministro da Justiça, Alexandre de Moraes foi promotor do MPSP e secretário do governador Geraldo Alckmin. Eduardo Saraiva A2

 

Daniel Mello e Eliane Gonçalves (Agência Pública)

27 DEZ 2016 – 19:37 CET

Uma pesquisa inédita da organização Conectas chama atenção para a aproximação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a política. E, pelo que indicam os depoimentos colhidos dentro e fora do órgão, essas relações acabam por influenciar as decisões da promotoria. A pesquisa “Independência e Autonomia no Judiciário e Ministério Público de São Paulo” é resultado de entrevistas em profundidade com 37 membros do Poder Judiciário paulista, 15 deles do Ministério Público (MP), tomadas sob condição de anonimato.

MAIS INFORMAÇÕES

Os Grupos de Atuação Especial, como o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o Gaema (de Defesa do Meio Ambiente) são, segundo a pesquisa, um exemplo de como a política tem influência no trabalho do MP. “Seus integrantes passam a receber uma remuneração maior, além de um apoio financeiro para a sua atuação”, diz o documento. “Como esses grupos respondem diretamente ao procurador-geral, por meio de seus indicados aos cargos, haveria um potencial controle maior de seus procedimentos e investigações, e que isso pode em alguns casos responder a interesses relacionados, por exemplo, ao governo do estado”, diz o estudo.

Medo da corregedoria

A pesquisa da Conectas revela ainda como processos sutis abrem brechas para o controle ideológico dentro da carreira. Um dos elementos apontados por Evorah Cardoso, responsável pelo estudo, é o acompanhamento dos recém-empossados durante o período probatório, feito por membros da Corregedoria. Os promotores novatos precisam enviar relatórios mensais de suas atividades: denúncias realizadas, recursos impetrados, justificativas para processos arquivados. Os relatórios são analisados e o corregedor e seus assistentes atribuem a eles os conceitos ótimo, bom, regular e insuficiente, como um boletim escolar. Rafael Custódio, um dos responsáveis pela pesquisa da Conectas, compara essa estrutura a uma “espécie de Big Brother” que dita o caminho a ser trilhado. “Não está monitorando se o promotor foi pego dirigindo alcoolizado ou se está ganhando dinheiro fora da lei. Está monitorando o teor das manifestações. Esse monitoramento é ilegal. É perigoso. [O promotor] Não tem mais que agir conforme sua cabeça, mas agir pensando no que a corregedoria vai ver.”

Desse modo, os promotores são influenciados, segundo Evorah, a adotar um modo de agir ligado a valores e ideias mais conservadoras e punitivistas, do ponto de vista penal. “O que foi muito relatado [pelos entrevistados] é que existe um medo da Corregedoria, de fazer algo errado no início da carreira. Então, a Corregedoria tem um papel muito forte de moldar esses profissionais jovens”, conta Evorah, que é doutora em direito pela Universidade de São Paulo e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Em outros órgãos, como na Defensoria Pública de São Paulo, o acompanhamento dos novos membros é feito, de acordo com Evorah, por uma comissão técnica que, apesar de ligada à Corregedoria, não se confunde com a parte disciplinar. “É feito de uma forma mais difusa.”

Após os estágios iniciais, a Corregedoria continua exercendo um papel importante, acompanhando de perto a atuação dos membros do MP. “Existe a sensação de um policiamento”, diz a pesquisadora. As menções negativas atribuídas pela Corregedoria têm, de acordo com o estudo, impacto na trajetória profissional. Custódio lembra que a Corregedoria é formada pelos profissionais mais antigos da carreira, o que acaba criando uma sensação de que “os mais velhos vigiam os mais novos”.

"(A Corregedoria) não está monitorando se o promotor foi pego dirigindo alcoolizado ou se está ganhando dinheiro fora da lei. Está monitorando o teor das manifestações. Esse monitoramento é ilegal. É perigoso”

Rafael Custódio, um dos autores da pesquisa da Conectas

No Estado de São Paulo, são muitos os exemplos de proximidade entre o MPSP e a política local. A começar pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez. Capez tem fortes ligações com a Promotoria e o Judiciário. Não apenas fez carreira como promotor do estado como seu irmão, Flávio Capez, é procurador aposentado. Outro irmão, Rodrigo Capez, é juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e foi instrutor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Antonio Dias Toffoli. A esposa de Fernando e uma de suas cunhadas também fazem parte do MPSP.

Atualmente, a Secretaria de Justiça estadual está sob o comando de um ex-procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, que saiu do comando central do órgão responsável por vigiar o governo do estado para o próprio governo logo depois de ter deixado o cargo. Não foi o primeiro. O ex-procurador-geral do MP por três mandatos Luiz Antonio Marrey também foi secretário estadual de Justiça antes de tornar-se chefe da Casa Civil do vice-governador Alberto Goldman.

A proximidade é ainda maior na Secretaria de Segurança Pública (SSP). Nos últimos 20 anos, dos oito secretários da pasta, apenas um não veio do MP. O atual secretário e ex-procurador, Mágino Barbosa Filho, já fazia parte da equipe de assessores do seu antecessor, o ex-promotor Alexandre de Moraes, que por sua vez foi alçado a ministro da Justiça do Governo Michel Temer.

Além dos secretários Mágino (Segurança) e Saulo de Castro (Governo), de janeiro de 2015 a 2016 dez membros do MPSP se afastaram para ocupar cargos no Executivo estadual. Desses, três foram para a SSP e quatro para a Secretaria de Meio Ambiente. Outros dois deixaram temporariamente o órgão por posições na Assembleia Legislativa. A Corregedoria-Geral do Estado de São Paulo também passou a ser presidida por um procurador. Todos puderam manter os salários de promotor ou procurador, maiores do que os pagos no Executivo e no Legislativo.

Para Rafael Custódio, a relação entre Governos e MP não é exclusivo de São Paulo, mas nesse Estado o processo está mais consolidado. Ele acredita que tamanha proximidade é justamente um efeito colateral da Constituição de 1988: “Alguns autores acham que o Ministério Público virou a grande autoridade do Brasil, eles têm hiperpoderes. Eles viraram, talvez, o principal poder [do país]. Alguns políticos perceberam isso e decidiram que era melhor se aproximar desses caras do que virar rivais”.

A aproximação do MP com o Governo estadual tem impactos negativos, na opinião do professor Frederico Normanha, da Unicamp. “Você pega um secretário de Segurança Pública que era do Ministério Público, mas o Ministério Público tem a função de coibir abusos da polícia, controlada pelo serviço de segurança pública. Você cria um nó e não vai exercer controle nenhum”, avalia.

Rafael Custódio acha que em São Paulo “o governador gosta dos procuradores”. Ele avalia que essa aliança coloca em questão o próprio trabalho do MP de investigar o Governo. “Em São Paulo isso não acontece. Tanto que o cara é brindado com um cargo. Talvez o Ministério Público não esteja fazendo o trabalho dele direito.”

“O Ministério Público tem uma atuação profissional, isenta, independente. Os promotores têm garantias suficientes para isso"

Giampaolo Smanio, procurador-geral de Justiça

O novo procurador-geral de Justiça, Giampaolo Smanio, refuta qualquer interferência externa. “O Ministério Público tem uma atuação profissional, isenta, independente. Os promotores têm garantias suficientes para isso. Individualmente, se algum promotor quiser exercer cargos fora da instituição, isso é uma questão que vai ser analisada no dia a dia, mas isso não influi em nada na atuação dos promotores”, disse em entrevista à Pública.

Da mesma posição é o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entrevistado pela reportagem antes de assumir o cargo. Moraes ganhou projeção política no período em que foi promotor em São Paulo, de 1991 a 2002. Foi eleito primeiro-secretário da Associação Paulista do Ministério Público e assessorou o então procurador-geral José Geraldo Brito Filomeno (2000-2002). Deixou a Promotoria para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania de São Paulo no primeiro Governo de Geraldo Alckmin. Ocupou, desde então, diversos cargos no Executivo. Em 20 de junho de 2016, durante a posse de Gianpaolo Smanio como procurador-geral de São Paulo, Alexandre de Moraes ocupou lugar de destaque na cerimônia. Foi lá que conversou com a Pública: “O Ministério Público, seja de São Paulo, Federal ou de outros estados, é uma das instituições que melhor fornece quadros para a sociedade brasileira. Basta ver que na cerimônia de hoje nós temos um ex-promotor de justiça como presidente do Tribunal de Contas do Estado, um ex-promotor de Justiça como presidente do Tribunal de Justiça Militar. Ou seja, o Ministério Público é um exportador de quadros exatamente porque é uma instituição fortíssima”, defendeu. Indagado sobre possíveis conflitos de interesse em um ex-promotor assumir cargos no Executivo, ele disse: “Se a Constituição achasse que isso criaria um nó, não permitiria que aqueles que ingressaram antes de 5 de outubro [de 1988] pudessem exercer esses cargos, e a prova de que não há nenhum problema nisso são os belíssimos trabalhos e belíssimas funções que os membros do Ministério Público do país todo exercem e exerceram pelo Poder Executivo”.

A nomeação de membros do MP a cargos no Executivo passou a ser proibida a partir da Constituição de 1988. O entendimento do STF, no entanto, é que a regra só vale para os que ingressaram na carreira após a promulgação da Carta Magna. O objetivo é preservar promotores de qualquer controle ideológico ou financeiro para que possam processar governantes, fiscalizar a polícia e vigiar empresas privadas. Também são garantias o cargo vitalício, o salário irredutível e a lotação inamovível – ou seja, o promotor não pode ser retirado de uma comarca para outra, a menos que por interesse próprio.

Um promotor à margem

Os membros do MPSP que não se encaixam na ideologia dominante do órgão têm uma vida “marginal”, segundo Antônio Alberto Machado, que diz ter sofrido por adotar teses contrárias ao pensamento dominante durante os 31 anos como promotor.

Alberto conversou com a Pública dias depois de sua aposentadoria como promotor que atuou primordialmente com temas fundiários na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ele também é livre-docente na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Franca. Entre uma função e outra, ficou com a segunda. Decisão que atribui a um “certo desencanto”. Sua crítica às carreiras jurídicas não está restrita ao MP: “Os tribunais e a lei não foram pensados para promover transformação social. Ao contrário. Eles nascem vinculados à ideia de manutenção da ordem estabelecida. Juízes, tribunais, o direito e a lei são naturalmente conservadores”. Seguindo uma linha de atuação diferente, Alberto Machado falou à Pública sobre sua a carreira:

Pergunta. Como é a vida do promotor que não se alinha ao pensamento hegemônico da instituição?

Resposta. É uma vida marginal. Marginal no sentido de que você está à margem da ideologia oficial, hegemônica.

P. Ser marginal tem impacto na carreira?

R. Eu tive. Eu fui preterido por oito anos, por exemplo. Fui processado [pela Corregedoria do MP] três vezes.

P. Preterido como?

R. Eu não era promovido. Fiquei em Sertãozinho [município de 120 mil habitantes, na região metropolitana de Ribeirão Preto] por oito anos. Muitos promotores que entraram depois de mim na carreira chegaram em Ribeirão Preto muito primeiro que eu.

P. Então a antiguidade não é o único critério de ascensão na carreira? Não caminha sozinha?

R. Não, não caminha. Ela caminha também por merecimento.

P. E como se julga o merecimento?

R. Merecimento é relacionamento. Não existe um critério objetivo para julgar o merecimento. O que o promotor faz ou não faz. Eu fiquei em Sertãozinho. Quando tinha tempo para ser promovido, eles [o MP] não abriam [vaga em] Ribeirão Preto por antiguidade. Só por merecimento. Eu acabei vindo por antiguidade [após nove anos de carreira]. Aí não teve jeito.

P. O senhor foi processado três vezes?

R. Fui e fui absolvido três vezes. Nas três vezes, por ter uma atuação, digamos, alternativa. Tudo por representação da Polícia Militar contra mim.

P. Que casos foram?

R. Em Sertãozinho, por exemplo, não tinha [nenhum] processo contra a PM por abuso de autoridade. Eu cheguei e comecei a processar a PM. Quando eu processei a PM, a PM se afastou e se colocou numa posição contrária à minha. Num caso específico, eles [a PM] entenderam que eu não teria processado um sujeito, que era pobre miserável, tinha aids e tal, por critérios de compaixão. Fizeram a representação contra mim. Eu acabei respondendo o processo na Corregedoria. Fui investigado por um ex-PM que era promotor e que foi até secretário de Segurança, o Antônio Ferreira Pinto. Ele pressionou testemunhas pra depor contra mim na Corregedoria. As próprias testemunhas disseram, no depoimento, que foram pressionadas e eu acabei absolvido.

Naquela época, a gente tinha uma atuação muito articulada com movimentos sociais, com movimento sindical de Sertãozinho, com movimento de direitos humanos. Por exemplo, o segundo processo que me arranjaram foi porque eu fui panfletar contra as blitze da Polícia Militar, junto com uma entidade de direitos humanos. Falaram que isso não era papel de promotor. E lá fui eu, de novo, responder por isso…

P. Não havia estigma pela proximidade com os movimentos sociais?

R. É um estigma grande. Você vai ficando meio decano na carreira e as pessoas também respeitam um pouco mais. Mas o estigma sempre há. Por exemplo, quando eu enchia a Promotoria de pobre, já diziam: “Ah! isso é coisa do Machadinho”. São aquelas piadinhas, aquelas coisa que, entre aspas, visam desqualificar um pouco e revelam que o perfil da Promotoria não é este: de encher a Promotoria de pobre, de sem-teto, de sem-terra e ficar lutando por esses direitos. O perfil do promotor, nesse caso, seria reprimir esses grupos. Esse é o perfil oficial.

Uma lupa sobre os elos entre a promotoria e o Governo de São Paulo | Brasil | EL PAÍS Brasil

17/12/2015

Aécio se vangloria de ter cúmplices nos tribunais superiores

pozzobomAlguém que não seja de memória seletiva há de lembrar do preposto do Daniel Dantas lembrando que não precisava se preocupar pois ele teria, nos tribunais superiores, “facilidades”. A nota do Aécio Neves, embora coincida com o domínio do fato demonstrado por Daniel Dantas, ressuscita uma afirmação do seu correligionário, Jorge Pozzobom. Este deputado do PSDB gaúcho fez uma afirmação no ano passado que casa perfeitamente com a confiança com que Aécio Neves deposita nos tribunais superiores: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Recentemente até a Folha, a mais tucana dos grupos mafiomidiáticos, cobrou pela lentidão com que o Poder Judiciário julga os processos envolvendo peessedebistas. Não é lentidão, não. É proteção. Basta ver o que fez Rodrigo de Grandis ou mesmo Joaquim Barbosa.

Essa arrogância do PSDB em relação às instâncias superiores não é destituída de verdade.  Não é só o chamado mensalão mineiro, mas o tremsalão, as privatidoações, a compra da reeleição e toda putaria perpetrada pelo PSDB em todos os lugares onde governa. Vimos isso no RS, com Yeda Crusius, no Paraná com Beto Richa ou em São Paulo com Geraldo Alckmin. Não se precisa de bola de cristal para adivinhar as razões que levaram Aécio Neves fazer esta acusação aos Tribunais Superiores.

Será que mais esta patacoada do Napoleão das Alterosas vai virar pó?

Em nota, Aécio isenta Azeredo e aposta nos tribunais superiores

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves divulgou nota em que se declara “surpreso com a condenação em primeira instância do ex-senador Eduardo Azeredo” e afirma que os afiliados estão confiantes da reversão da condenação nas instâncias superiores; Azeredo foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão tucano, durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998

17 de Dezembro de 2015 às 07:20

247 – O presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, divulgou uma nota na noite desta quarta-feira em que se declara “surpreso com a condenação em primeira instância do ex-senador Eduardo Azeredo” e afirma que os afiliados estão confiantes da reversão da condenação nas instâncias superiores.

Azeredo foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão tucano, durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Leia a íntegra:

A decisão de primeira instância em relação a Eduardo Azeredo surpreendeu a todo o PSDB que conhece a trajetória política e a correção que sempre orientou a vida do ex-senador e ex-governador.
Respeitamos a decisão da Justiça, mas estamos confiantes de que nas instâncias superiores o ex-senador possa apresentar as razões de sua inocência e haja reavaliação da decisão.

Em nota, Aécio isenta Azeredo e aposta nos tribunais superiores | Brasil 24/7

08/11/2013

MafiaLeaks, FolhaLeaks

Filed under: FolhaLeka,MafiaLeaks,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:28 am
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Quando o WikiLeaks estava no auge, até a Folha resolveu entrar na onde e tirar uma casquinha e lançou o http://folhaleaks.folha.com.br/. Na época(18/09/2011), comentei: dilma728

“A Folha de São Paulo desce ao submundo. Ao invés de jornalistas, partiu em busca de alcaguetes. Também vou contribuir, e nem preciso de anonimato. Gostaria que a Folha analisasse este documento que ela mesma publicou como sendo verdadeiro, a Ficha Falsa da Dilma. Ela recebeu anonimamente, por e-mail, como agora está incentivando, e deu como sendo verdadeiro. A fonte da Folha era confiável, posto que fornecido por candidato à Presidência da República. Foi desmentida, e saiu-se com uma desculpa que me parece adequado ao nível do Grupo Folha: “ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada”. Conclusão, a FSP é um jornal de bandidos para bandidos, se a conclusão não pode ser comprovada, também não me parece que possa ser descartada.”

Em agosto de 2012, Fernando Rodrigues, da Folha, novamente voltou ao tema para falar do “esgotamento” do WikiLeaks. Tudo porque o Equador havia concedido asilo a Julian Assange. Comentei:

Quando os EUA lutam desesperadamente para prender o maior responsável pelas provas mais contundentes a  respeito do terrorismo de estado por eles praticado, sempre aparece um vira-lata para servir de instrumento para a contra informação. O próprio wikeleaks publicou informação de como os a$$oCIAdos do Instituto Millenium haviam sido convocados para instigarem conflitos religiosos. A própria empresa onde Fernando Rodrigues dá espediente adotou algo semelhante ao Wikeleaks, o FolhaLeaks. Estaria ele dizendo que a Folha copiou um modelo esgotado?

A má vontade da Folha com o MafiaLeaks pode ter a ver tanto com o sucesso dos vazamentos que acuaram os EUA, como também pelo fato de não ter obtido sucesso que pretendia com o seu FolhaLeaks. No dia 02/11/2013 a Folha publicou uma Análise: Ao dosar vazamentos, Greenwald ensina a obter máxima exposição, a Folha volta a atacar, bem ao gosto dos EUA, os vazamentos de Julian Assange, e conclui: “Assange brigou com os veículos (todos da mídia tradicional) com os quais tinha acordos e passou a se achar mais relevante do que os fatos que divulgava.” Portanto, divergir da mídia tradicional é motivo certo para descrédito… junto à mídia tradicional.

A Folha precisaria responder algumas perguntas inoportunas: Por que o PCC vaza mas a Folha não encontra o duto? ALSTOM e SIEMENS se entregam, mas não para a Folha? O propinoduto tucano aparece por todos os lados, menos no FolhaLeaks? A máfia do ISS está por todos os lados em São Paulo, vazou para Haddad, mas só chegou à Folha depois de todos os demais?

Grupo lança ‘MafiaLeaks’ para estimular denúncia anônima

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Contra o acosso da Máfia, o anonimato da internet. Com essa ideia, um grupo de voluntários criou nesta semana o site MafiaLeaks.org na esperança de canalizar uma enxurrada de informações sobre o crime organizado sem colocar em risco a vida de quem denuncia.

O site foi desenvolvido por um grupo que trabalha com o Globaleak, um software do WikiLeaks, o site especializado em vazar informações.

Na Itália, a iniciativa foi recebida com otimismo cauteloso. "MafiaLeaks pode ser uma boa maneira de divulgar certo tipo de informação e quebrar o muro de silêncio [sobre o crime organizado]", disse o magistrado Nicola Gratteri ao jornal italiano "La Repubblica".

O site ajudaria a proteger a identidade dos denunciantes num ambiente contaminado de corrupção: nunca se sabe ao certo se o policial que escutará sua queixa sobre a Máfia é, na realidade, um informante da rede criminosa.

O próprio Gratteri, no entanto, lembrou que a ferramenta pode ser utilizada por quem tem "desejo de vingança". Em outras palavras, a Máfia ou quem quer que seja pode usar o site para incriminar ou difamar inimigos ou confundir investigações policiais em curso.

A página lançada nesta semana anuncia que está contratando colaboradores. Requisitos técnicos vêm depois dos morais, avisam os contratantes. Para ilustrar a seção, colocaram alguém com uma máscara do grupo hacker Anonymous com a inscrição: "Os corruptos nos temem. Os honestos nos apoiam. Os heroicos se juntam a nós".

15/07/2013

Gilmar Mendes, sempre ele, o escolhido de FHC

Filed under: Gilmar Mendes,STF — Gilmar Crestani @ 9:16 pm
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O compadrio sempre presente no STF

Enviado por luisnassif, seg, 15/07/2013 – 15:12

Por Stanley Burburinho

Atualizado às 19:27

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da neta de Jacob Barata: "O casamento na bastilha carioca – Gilmar era o padrinho"http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/07/15/o-casamento-na-bastil…

Segundo o Wikipedia, são filhos do Sr. Jacob Barata: "Filho(s) Rosane, Jacob Barata Filho, David e Daniel" – http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacob_Barata

Em 2006, Gilmar Mendes foi relator em um processo no STF que tinham como "pacientes" o Sr. Jacob Barata, o filho Jacob Barata Filha, David Barata Filho e a filha Rosane Ferreira Barata:

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2402173

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