Ficha Corrida

31/07/2016

Proposta de solução final

OBScena: o golpe paraguaio é o coroamento do esforço dos grupos mafiomidiáticos para que a Veja possa retornar às capas anteriores a 2002

Veja capa380Qual era a capa da Revista Veja depois de oito anos de FHC? Na edição de 22 de janeiro de 2002, a Veja apresentava o resultado de 8 anos de privataria tucana: “Miséria ─ O Grande Desafio do Brasil”.  Oito anos depois, as políticas sociais do grande molusco tirou 36 milhões da miséria. A partir deste resultado, Ali Kamel foi  escalado pela Rede Globo para atacar as políticas de inclusão social. E ele deixou para a posteridade estampado em livro o testemunho do racismo global contra as políticas de inclusão social: “Não somos racistas”. Se isso já é muito, não é tudo. A plutocracia não parou por aí.

Danusa Leão, na Folha de São Paulo, resumiu o pensamento dos que odeiam as políticas sociais do Lula com esta pérola: “Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros -não é melhor ficar por aqui mesmo?”.

A RBS, fiel escudeira dos métodos da Rede Globo, a quem se filia e se perfila, também registrou, por meio de Luis Carlos Prates, outra pérola do pensamento caro a plutocracia vira-lata que patrocina caça ao grande molusco: “qualquer miserável agora tem carro”.

O ódio foi disseminado e a criminalização do bolsa família ganhou ares de batalha do bem contra o mal. Dos de Benz, contra os sem Benz. Mas, como dizem os golpistas, as instituições estão funcionando. Estão funcionando à moda antiga, porque ainda vige um velho brocardo jurídico, filho bastardo da máxima bíblica segundo a qual se deve dar a César o que é de César…: “dar a cada um o que é seu”; ao pobre, a pobreza, aos ricos, a riqueza. O ódio a quem inverteu a lógica dos investimentos públicos é de quem pensa que ajuda aos pobres priva os ricos da exclusiva posse de caros e viagens exclusivas, sem o estorvo dos filhos de porteiros, pedreiros e empregadas domésticas.

Aos que lutaram pelo fim do Bolsa Família, segue outra sugestão para melhor aproveitamento de crianças pobres. Se no tempo de Swift as crianças pobres poderiam servir de alimento aos ricos, a modernidade sugere o o tráfico de seus órgãos. Sirvam-se!

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres

Sebastiao Nunes – dom, 31/07/2016 – 07:51

Jonathan Swift, deão da catedral anglicana de Saint Patrick, em Dublin, nasceu em 1667, morrendo surdo e louco em 1745. Sua obra mais conhecida é “Viagens de Gulliver”. Uma dessas viagens foi para Lilliput, termo que significa “pequena puta”. Outra, para Laputa, que dispensa tradução.

            Dele, o texto curto mais importante é “Uma modesta proposta”, sendo o título completo “Uma modesta proposta para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o País, e para torná-los proveitosos aos interesses públicos”.

            Como o Brasil caminha a passos largos para se transformar numa indisfarçada antidemocracia, me apresso a reproduzir alguns trechos dessa notável e valiosíssima Proposta, contribuindo assim para que o Interino, seus ministros-interinos e a cúpula da FIESP possam aplicar tais ideias em seus experimentos antidemocráticos.

            Trata-se de obra amplamente disseminada entre intelectuais, mas não estou certo de que nossos políticos e juristas, mais empenhados em arquitetar golpes e colecionar malfeitos, tenham chegado a conhecê-la.

TEM POBRE DEMAIS NO BRASIL

            “É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhadas de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas, a fim de sustentar seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho.”

            “Uma criança que tenha saltado recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes minha solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.”

EQUACIONANDO O PROBLEMA

            “Agora, proporei humildemente minhas próprias ideias, que acredito não serão suscetíveis da menor objeção.”

            “Um americano, muito experiente, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servida ensopada, assada, grelhada ou cozida; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.”

            “Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que de cada 120 mil crianças nascidas, 20 mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. Que as 100 mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos e, quando a família jantar sozinha, os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, aguentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.”

            “Admito que esse alimento seja caro, portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, têm todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.”

ESCLARECENDO MELHOR

            “Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo, como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.”

            “Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.”

MAGNÍFICOS RESULTADOS

            “Suponho que as vantagens da proposta que faço são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.”

            “Os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.”

            “As parideiras constantes, além do ganho de oito xelins por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.”

            “Finalmente, haveria um grande incentivo ao casamento. Aumentaria o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática frequente), receando com isso um aborto.”

            Fica, portanto, encaminhada a Modesta Proposta do deão Jonathan Swift, transcrita sem qualquer alteração, que decerto não desagradará ao Interino, a seus ministros, aos membros do Supremo Tribunal Federal e de nosso judiciário, além da cúpula da FIESP, todos, sem dúvida, apreciadores de pratos delicados, raros e caros.

Ilustração: Intervenção sobre uma das “pinturas negras”, de Goya.

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Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres | GGN

11/10/2014

Folha hibernou por 11 anos no Instituto Millenium

Só a engenharia reversa explica a Folha.

Durante estes quase 12 anos de governo petista (8 de Lula + 4 de Dilma) não foi manchete da Folha a diminuição da miséria. Fiel às recomendações da d. Judith Brito, à ANJ e ao Instituto Millenium, a Folha é um exemplo bem sucedido do método Rubens Ricúpero: mostrar o que interessa à Folha e seu partido, e esconder o que interessa ao seu adversário, o PT. Porque se é verdade que é a primeira vez que para de cair, é porque ela vinha caindo todos os outros anos. Mas mostrar que a miséria estava caindo não era notícia boa para o PSDB… Nem mesmo, pela primeira vez, o Brasil ter sido tirado pela ONU do mapa da fome levou a Folha a colocar a informação na capa do seu jornal!

É evidente que a miséria não acabou, por isso que Dilma precisa de mais quatro anos, afinal é a única que tem como bandeira o fim da miséria. Mas também é verdade que foi nos governos Lula e Dilma que houve enfrentamento da miséria. O mundo reconheceu e premiou Lula. No Brasil, gerou revolta na Casa-Grande. Não fossem tantos ataques ao Bolsa Família, que Aécio e sua turma chama de Bolsa Esmola, e talvez a miséria continuasse a cair. Parece que a Folha combate a política de diminuição da pobreza apenas para ter motivos para comemorar.

Comemorar em manchete a estabilização da miséria é de uma pobreza sem precedentes!

A Folha poderia, mesmo em tom negativo para atacar Dilma, explicar quais são s propostas dos dois candidatos para acabar com a miséria. Os correligionários da Folha já deram uma dica: querem jogar um bomba no Nordeste. FHC já disse que o nordestino de burro e desqualificado. Também chamou Dilma de gordinha, e viu nisso o único impeditivo para ela governar.

Onde esteve a  Folha durante os 11 anos em que a miséria caiu que não deu uma manchete para comemorar?

Por que será que a Folha está comemorando o fato de a miséria ter estabilizado. Se não parou de cair, também é verdade que não aumentou. Considerando o contexto internacional, com desemprego recorde na Europa, e admitindo que vivemos numa situação de pleno emprego. Considerando que o Brasil foi tirado, pela ONU, do mapa da fome no mundo, a Folha se apegar à miséria mental não é novidade. Novidade seria se a Folha tivesse comemorado que, finalmente, o Brasil havia sido tirada da situação vexatória de ser um país produtor de alimentos que já deu manchete: “Fome matou em 5 anos dez milhões de pessoas no nordeste brasileiro”.

Miséria para de cair pela 1ª vez em governo petista

Proporção de indigentes no país saiu de 5,8% para 6% da população em 2013

Estudo realizado por instituto privado com base em dados oficiais coloca em xeque promessa de Dilma

JOÃO CARLOS MAGALHÃESGUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

Cálculos feitos com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013 indicam que, pela primeira vez em uma década de governo petista, a miséria parou de cair no país.

As conclusões colocam em xeque uma das principais promessas da administração Dilma Rousseff: erradicar a pobreza extrema.

Normalmente, esses cálculos são feitos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), subordinado à Presidência da República.

Mas, alegando proibições legais, o órgão neste ano decidiu não divulgar até o fim das eleições interpretações da pesquisa.

Os dados, no entanto, já foram explorados pelo Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), organização sem fins lucrativos que reúne alguns dos principais estudiosos da pobreza no país.

De acordo com um estudo produzido pelo Iets, houve no ano passado um pequeno aumento no número de brasileiros indigentes. Ele saiu de 5,8% da população em 2012 (10,9 milhões de pessoas) para 6% da população (11,1 milhões de pessoas).

Como a diferença é pequena, ainda mais em uma pesquisa feita por amostragem, os pesquisadores preferem portanto falar em estagnação, em vez de crescimento.

Em relação ao número total de pobres, a tendência de queda foi mantida, também por uma diferença modesta: de 18% em 2012 (33,6 milhões de pessoas) para 17% (31,7 milhões de pessoas) do total da população.

Os critérios do Iets para definir miseráveis e pobres são diferentes dos adotados pelo governo, mas nos últimos anos têm mostrado trajetórias semelhantes.

Para o Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família, miseráveis e pobres são os que vivem em famílias de renda per capita abaixo de R$ 77 e R$ 154 por mês, respectivamente. Já o Iets usa linhas de R$ 123 e R$ 246.

ESTUDO PARALELO

A estagnação da miséria em 2013 é também confirmada por uma outra projeção, feita pela pesquisadora Sônia Rocha, ligada ao Iets, mas que usa critérios diferentes dos utilizados no levantamento geral do instituto.

A partir de diferentes linhas estabelecidas para 25 regiões do país, ela calculou que em 2013 o número de indigentes aumentou de 4,1% para 4,7% da população, e o de pobres caiu de de 15,9% para 15,3%.

As estatísticas oficiais e independentes mostram uma queda contínua da miséria e da pobreza de 2003 a 2012 –neste último ano, a melhora já mostrava desaceleração.

Embora não haja ainda um diagnóstico consensual para a interrupção, os estudos do Ipea apontam que a redução da extrema pobreza está associada ao crescimento econômico, principalmente, e também à queda da desigualdade de renda.

FREADA ECONÔMICA

É provável, portanto, que ao menos parte da explicação passe pela freada da economia no governo Dilma. Neste ano, o PIB deve crescer 0,3%, pela previsão do FMI.

A tendência revelada pela Pnad contradiz não apenas as promessas da presidente Dilma, mas previsões feitas recentemente pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

Em maio, ela afirmou que "tudo aponta para a manutenção do ritmo acelerado da queda, pois os dados oficiais ainda não refletem todas as inovações do Brasil Sem Miséria [nome do conjunto de ações feitas pelo governo para reduzir a miséria]".

06/05/2014

Luta contra a pobreza não tem pátria

Filed under: Complexo de Vira-Lata,EUA,Fracassomaníacos,Pobreza — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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detroit Não fosse uma elite preconceituosa e predatória, com uma manada de beócios que os alimentam, o Brasil poderia estar em situação ainda melhor. Como as iniciativas atuais visam quitar dívida histórica com movimentos sociais, os fracassomaníacos entram em convulsão espasmódica.

Todas as bandeiras levantadas por Lula foram duramente massacradas por nossa elite econômica, com amplos e irrestritos espaços nos grupos mafiomidiáticos. Dos EUA, nos mostram apenas o lado bonito, asséptico. Do Brasil, se apegam aos aspectos feios e desmerecem qualquer iniciativa que procure melhorar. Não custa repetir a frase do Tolstoi: "Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira".

A guerra perdida contra a pobreza

Por TRIP GABRIEL

Twin Branch, Virgínia Ocidental

Quando as pessoas visitam amigos e vizinhos no sul da Virgínia Ocidental, onde estradas pavimentadas dão lugar às de terra antes de serpentearem por subidas íngremes e arborizadas, a conversa costuma girar em torno de vidas que nunca decolaram.

"Como está o menino John?", pergunta Sabrina Shrader, 30, uma ex-vizinha, a Marie Bolden, num dia frio de inverno naquela que Bolden descreve como sendo o seu "barraquinho perto dos trilhos".

"Ele teve outra convulsão uma noite dessas", disse Bolden, 50, sobre o seu filho John McCall, ex-colega de classe de Shrader.

John caiu na sombria contracorrente das drogas, a qual define a vida de muitos aqui no condado de McDowell. Ele quase morreu de overdose em 2007 e agora vive de benefícios para incapacitados. Seu irmão Donald, solto recentemente da prisão, está desempregado e é basicamente um sem-teto. "É como se ele estivesse num buraco sem saída", disse Bolden sobre Donald, enquanto respingava mel em um biscoito caseiro, feito na sua bem arrumada cozinha. "Um dia desses ele chegou aqui e disse: ‘Não é uma vergonha? Tenho 30 anos e carrego minha vida por aí em uma mochila’. Isso cortou o meu coração."

O condado de McDowell, o mais pobre da Virgínia Ocidental, é há mais de meio século um símbolo da pobreza americana enraizada. John Kennedy fez campanha aqui em 1960 e ficou tão chocado que prometeu enviar ajuda se fosse eleito presidente. Seu primeiro ato no Poder Executivo foi a criação do moderno programa de vale-alimentação, cujos primeiros beneficiados foram moradores do condado de McDowell. Quando o presidente Lyndon Johnson declarou "guerra incondicional à pobreza", em 1964, era a miséria da região da Apaláchia que ele tinha em mente. Os programas federais que se seguiram levaram dezenas de milhares de pessoas para acima da condição de subsistência.

Mas, meio século depois, com a taxa de pobreza novamente em alta, as dificuldades parecem apenas ter assumido uma nova faceta nesta área remota. A economia está retraindo junto com a atividade carbonífera, as cidades estão se esvaziando, e comunidades são marcadas pela dissolução familiar, abusos de medicamentos e uma elevada taxa encarceramento.

Dos 353 condados onde a pobreza mais persiste nos EUA -aqueles com uma taxa de pobreza acima de 20% em cada uma das três últimas décadas-, 85% são rurais. Eles estão encravados em reservas indígenas no Oeste; em comunidades hispânicas no vale do rio Grande, no Texas; em todo o Sul profundo e ao longo do delta do Mississippi, com população majoritariamente negra; e aqui na Apaláchia, com uma população amplamente branca, as imagens de pobreza rural lembram as fotos de Walker Evans na época da Grande Depressão.

O condado de McDowell é de certo modo um lugar verdadeiramente deixado para trás. Mas, em uma nação com mais de 46 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza -15% da população-, é também uma sombria recordação de quanta coisa está quebrada. Neste condado, 46% das crianças não vivem com pelo menos um dos pais biológicos -eles estão na prisão, morreram ou deixaram os filhos para serem criados por parentes. Dos 55 condados da Virgínia Ocidental, McDowell tem a mais baixa renda domiciliar mediana, US$ 22 mil (R$ 49 mil) por ano; a pior taxa de obesidade infantil; e a mais elevada taxa de mães adolescentes. A taxa de mortalidade por overdose é mais de oito vezes a média nacional.

Dos 115 bebês nascidos em 2011 no Welch Community Hospital, mais de 40 tinham sido expostos a drogas.

"Famílias inteiras foram destruídas neste condado: mãe pai, filhos", disse o xerife Martin West. A mulher do xerife, Georgia West, tem uma ligação histórica com a guerra à pobreza. Seus pais, Alderson e Chloe Muncy, foram os primeiros beneficiados pelo programa inaugural moderno de vale-alimentação, viajando a Welch para recolher US$ 95 em vales. Georgia West, que tinha 14 irmãos, disse que, ao contrário das famílias atuais, a dela permaneceu intacta.

Ela arranjou trabalho na segunda-feira seguinte à conclusão do ensino médio e mandou os filhos para a faculdade.

Alma e Randy McNeely, ambos de 50 anos, tentaram a vida no Tennessee. Mas voltaram para ficar perto da família. Os dois se casaram aos 16 anos. Em um álbum de fotos, Alma aparece em seu vestido de noiva como se estivesse indo para um baile do colégio.

Seu marido trabalhou em serrarias até sofrer uma lesão nas costas em 1990. Seu auxílio-doença, de cerca de US$ 1.700 (R$ 3.776) por mês, é a única fonte de renda da família.

A filha deles, Angel, deu à luz aos 14 anos e foi expulsa de uma escola cristã, disse a mãe. Agora, Alma está criando a filha de Angel, Emalee Short, que está com 15 anos e sonha em ser veterinária ou bióloga marinha. Ela está inscrita no Upward Bound, um programa que oferece aulas para alunos brilhantes que desejam fazer faculdade. "Eu quero ser um dos poucos que saíram daqui", disse ela.

Embora Randy McNeely estimule a neta a ter a faculdade como objetivo, o que obrigaria a moça a deixar o condado, ela disse que "sua outra mamãe e papai" – ou seja, os pais biológicos de Emalee – "e todas as tias e tios não querem que ela vá".

Muitos em McDowell admitem que depender de benefícios do governo se tornou um modo de vida. Quase 47% da renda pessoal no condado provém de programas federais.

Mas moradores também atribuem a atual desintegração social local ao desaparecimento dos únicos bons empregos que chegaram a ter, nas minas de carvão, em consequência do declínio da indústria siderúrgica americana. McDowell tem apenas 21,3 mil habitantes, quando nos anos 1950 eram 100 mil. A taxa de pobreza, 50% em 1960, caiu para 36% em 1970 e 23,5% em 1980. Mas deu um salto para aproximadamente 38% em 1990. Para famílias com filhos, agora se aproxima de 41%. Hoje, menos de um terço dos moradores do condado integra a força de trabalho.

A região tem uma pequena classe de profissionais lutando contra as dificuldades para melhorar um lugar que amam. Florisha McGuire, 34, que cresceu em War, na Virgínia Ocidental, voltou para se tornar diretora da Southside K-8 School, com estudantes do jardim da infância à oitava série.

Para McGuire, o ponto de inflexão na recente história da cidade foi o ano em que ela partiu para a faculdade, 1997, quando muitos dos jovens de 17 anos que ficaram para trás passaram da cerveja e da maconha para o abuso de medicamentos.

Ela e outros atraíram alguns aliados de fora. O programa Reconectando McDowell, liderado pela entidade sindical Federação Americana de Professores, está empenhado em transformar as escolas em centros comunitários, oferecendo atendimento médico e aulas de alfabetização de adultos.

Sabrina Shrader, a ex-vizinha que visitou Marie Bolden em Twin Branch, falou em nome do grupo na Assembleia Legislativa do Estado e compareceu a uma comissão do Senado americano no ano passado.

Shrader, que passou parte da juventude com a mãe morando em um abrigo para mulheres agredidas, se formou em serviço social.

"É importante que nos preocupemos com lugares como este", disse ela. "Há crianças e famílias que querem ser bem-sucedidas. Eles querem que a vida seja melhor, mas não sabem como."

29/03/2014

Quer mesmo saber como o primeiro mundo acaba com a pobreza?!

Filed under: Esterilização Forçada,Pobreza,Suécia — Gilmar Crestani @ 11:13 am
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Suecia admite que durante 100 años marginó y esterilizó al pueblo gitano

El Gobierno reconoce 100 años de persecución y robos de niños

Ana Carbajosa / Miguel Mora Madrid / Paris 28 MAR 2014 – 19:40 CET1001

Dos gitanos rumanos desalojados de un campamento en Estocolmo el 14 de marzo. / Rikard Stadler (Cordon Press)

A lo largo del último siglo, Suecia esterilizó, persiguió, arrebató niños y prohibió la entrada en el país a los gitanos; y las personas de esa minoría étnica fueron tratadas durante décadas por el Estado como “incapacitados sociales”. Estos anuncios no los ha hecho una ONG militante. Es el relato del Gobierno conservador sueco, que en un gesto inédito en Europa, tanto por su honestidad intelectual como por la amplitud del respeto a la verdad, se ha decidido a mirar atrás y a rebuscar en sus archivos más oscuros.

La idea es saldar cuentas con el pasado para tratar de mejorar el presente: “La situación que viven los gitanos hoy tiene que ver con la discriminación histórica a la que han estado sometidos”, afirma el llamado Libro Blanco, que ha sido presentado esta semana en Estocolmo, y en el que se detallan los abusos cometidos con los gitanos a partir de 1900.

La coalición de centro-derecha vigila el ascenso de la extrema derecha

El ministro de Integración, Erik Ullenhag, ha definido esas décadas de impunidad y racismo de Estado como “un periodo oscuro y vergonzoso de la historia sueca”. Sus palabras han coincidido con un episodio que ilustra la situación actual: el miércoles, una de las mujeres gitanas invitadas a dar su testimonio vio cómo el personal del hotel Sheraton le prohibía la entrada al desayuno.

Los abusos históricos, señala el Libro Blanco, siguieron un patrón inventado hace siglos por las monarquías europeas: comenzaron con los censos que elaboraron organismos oficiales como el Instituto para Biología Racial o la Comisión para la Salud y el Bienestar, que identificaron a los gitanos que habitaban en el país. Los primeros documentos oficiales describían a los gitanos como “grupos indeseables para la sociedad” y como “una carga”. Entre 1934 y 1974, el Estado prescribió a las mujeres gitanas la esterilización apelando al “interés de las políticas de población”, como hizo Australia con los aborígenes. No hay cifras de víctimas, pero en el Ministerio de Integración explican que una de cada cuatro familias consultadas conoce algún caso de abortos forzosos y esterilización. Los organismos oficiales se hicieron con la custodia de niños gitanos que arrancaban a sus familias. El estudio tampoco ofrece datos sobre esta costumbre, pero Sophia Metelius, asesora política del ministerio, explica que se trataba de “una práctica sistemática”, sobre todo en invierno.

Estocolmo admite que prohibió entrar a los gitanos en Suecia hasta 1964, pese a que se conocía la suerte que había corrido la minoría bajo la expansión nazi: los expertos calculan que al menos 600.000 romaníes y sintis fueron exterminados en el Porrajmos, La Devoración en calé, a manos del régimen hitleriano y otros afines.

El Libro Blanco detalla los ayuntamientos suecos que prohibieron asentarse de forma permanente a los gitanos, y recuerda que los niños eran segregados en aulas especiales y que se les impedía acceder a los servicios sociales. “La idea era hacerles la vida imposible para que se fueran del país”, resume Metelius.

Algunas de estas prácticas suceden todavía en diversos países europeos, y la gitanofobia cabalga con fuerza en Francia, Gran Bretaña y Alemania. París desalojó en 2013 a más de 20.000 gitanos de sus chabolas. Berlín planea una ley para evitar que los migrantes rumanos y búlgaros —la mayoría, romaníes— sin trabajo se queden más de seis meses en el país.

La próxima semana, la Unión Europea celebrará una cumbre especial para evaluar la marcha de las políticas de integración de la minoría romaní. El panorama general es desolador, con picos de odio racial en Hungría, Eslovaquia y la República Checa.

En Suecia, un país de unos nueve millones y medio de habitantes, viven hoy más de 50.000 gitanos. De momento, las autoridades no contemplan la compensación a los familiares de las víctimas de abusos, aunque el Libro Blanco abre la puerta a las demandas. El Gobierno ha establecido la verdad histórica cruzando entrevistas personales con docenas de gitanos y los archivos oficiales. “No son revelaciones nuevas. Los gitanos llevan años contándonos estas historias, pero no se les hacía caso. Ahora, simplemente, hemos recopilado los documentos oficiales y los hemos cruzado con testimonios”, dice Sophia Metelius.

La coalición de centro-derecha vigila el fuerte ascenso en los sondeos de la extrema derecha (un 10% de intención de voto), y se ha propuesto combatir los mensajes xenófobos con una firme defensa de la tradición progresista sueca.

La aceptación masiva de refugiados sirios es una de las políticas con las que liberales y conservadores quieren demostrar que el catastrofismo populista no debe irremediablemente convertirse en profecía autocumplida. El reconocimiento de las salvajadas cometidas con los gitanos camina en esa misma dirección. La ironía es que el civilizado y tolerante norte no lo era tanto. La esperanza, que cunda ese infrecuente ejercicio de memoria y respeto.

02/06/2013

Usos da pobreza

Filed under: Papa Francisco,Pobreza — Gilmar Crestani @ 11:29 am
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No Brasil os ignorantes com diploma dizem que os pobres votam em Lula porque são ignorantes. Estes mesmos pobres, quando votaram em FHC, eram inteligentes…

Dos viejos amigos hablan de la pobreza. A solas, no cinco minutos a la intemperie.

SUBNOTAS

Los usos de la pobreza

Pobreza cero, dice la Iglesia, que colecta 32 millones para los pobres y retira 31 en subsidios. El gobierno invierte 34.000 millones, en el mayor programa de reducción de la pobreza, que bajó la desigualdad de 35 a 11 veces, con la transparencia que no tienen las opacas cuentas episcopales. El Papa Francisco analizó la pobreza con un especialista: su amigo Jerónimo Venegas, cuyo gremio mantiene el mayor nivel de informalidad laboral. Enroque ministerial y exterminio de los ornitorrincos.

Por Horacio Verbitsky

El sábado y el domingo próximos se realizará la colecta anual de Caritas el organismo de beneficencia de la Iglesia Católica, cuya publicidad gráfica y audiovisual anuncia: “Apuntamos alto. Pobreza cero”. Esto coincide con la primera homilía que pronunció al asumir su cátedra el nuevo arzobispo de Buenos Aires, Mario Aurelio Poli, y con la que leyó el 25 de mayo el arzobispo de Mercedes-Luján, Agustín Radrizzani. Poli proclamó, con apreciable economía de palabras, su “amor a los pobres, sufrientes y excluidos”. Radrizzani enhebró cinco homilías pasadas de Jorge Mario Bergoglio, para sostener que “la Argentina de hoy tiene demasiados pobres y excluidos, los cuente quien los contare”. Esas palabras, elegidas por La Nación y por Clarín para encabezar sus respectivas crónicas, fueron proferidas por el ahora papa Francisco en la conmemoración del Bicentenario de 2010, a la que CFK eligió no asistir. Tres años después se las repitió en las resignadas narices presidenciales el miembro del Episcopado que el gobierno considera menos inamistoso. La misma intención campeó en el aviso de convocatoria del Arzobispado porteño a la procesión de ayer hacia la Catedral para celebrar la presencia del cuerpo y la sangre de Cristo en la Eucaristía. Su título dice “Pan para la misión”, y junto a un Cristo tradicional, se ve una imagen más parecida a un pan de campo que a una hostia consagrada.

Menos del uno por mil

De este modo la Iglesia Católica ratifica la línea maestra de ataque al gobierno, con un tema que llama a la unanimidad, ya que cualquier nivel de pobreza en un país superabundante es una ofensa inadmisible, pero que en este caso encubre otras motivaciones. Así como un alimento cotidiano puede confundirse con la hostia sacramental, lo mismo ocurre con las diversas acepciones de la caridad, que van desde la virtud teologal del amor a Dios y al prójimo hasta la terrenal limosna a los necesitados. Caritas es una comisión integrada por tres obispos, de la que dependen una Caritas Nacional, 66 Caritas diocesanas, una por obispado, y 3500 Caritas parroquiales en todo el país. Entre 2003 y 2012 recaudó en total 93 millones de pesos. Esos datos surgen de las coberturas periodísticas de La Nación y Clarín, ya que no figura una rendición de cuentas en la página oficial de la institución. La recaudación se divide en tres tercios. El primero lo retiene la parroquia, que lo utiliza “para la tarea pastoral del día a día”, es decir gastos propios. El segundo lo conserva cada una de las 66 diócesis, que redistribuye los fondos en programas concretos o asistiendo a las parroquias o zonas que lo requieran. El último tercio va para Caritas Nacional, que lo invierte en planes de educación (Plan Educativo Emaús), trabajo (Plan Economía Solidaria), ciudadanía (Foro Solidario), vivienda (Programa de Autoconstrucción de Viviendas, junto al Ministerio de Planificación), y “ayuda inmediata” (ropa y alimentos a personas en situación de calle). En 2012 se obtuvieron 22,5 millones de pesos. La ejecución del presupuesto nacional de ese mismo año incluyó 11.691 millones de pesos para el pago de las Asignaciones Universales por Hijo a casi 3,5 millones de personas y 12.000 millones de asignaciones familiares a más de 4 millones de hijos de trabajadores formales, es decir 1053 veces más. Este año, las AUH llegarán a 18.750 millones y las asignaciones familiares a 15.000 millones. Para mantener la misma proporción, Caritas debería colectar 32 millones de pesos. En ese caso aportaría para aliviar la pobreza algo menos del uno por mil de lo que el Estado invierte en esa tarea, sin considerar ningún otro de sus muchos gastos sociales.

Quita y pon

El alocado serrucho de la pobreza que tala la credibilidad de la Universidad Católica.
Fuente: Artemio López

Otra forma de dimensionar las magnitudes es el cotejo de estos hipotéticos 32 millones que la Iglesia aportaría, con los 31 millones que recibió de la Secretaría de Culto en 2012 en concepto de remuneraciones a 107 obispos y administradores apostólicos y/o diocesanos, a 481 párrocos de frontera y a 1143 seminaristas, un gasto improductivo que se origina en decretos de gobiernos de facto. Es decir, que toman tanto como colectan. La Iglesia no podría hacer mejor aporte a la reducción de la pobreza que costear sus propios gastos, según el plan de renuncia al aporte estatal elaborado hace 18 años por el Episcopado y nunca puesto en práctica. Pero además, aquella suma palidece ante los fondos remitidos a los colegios confesionales, por fuera de la obligación constitucional de sostener el culto. En 2010, la Nación, las provincias y la ciudad de Buenos Aires aportaron a unos 3500 establecimientos educacionales católicos 4200 millones de pesos. Actualizando esos montos las transferencias para la educación católica rondarían este año entre 5100 y 6300 millones, según se aplique el Indice de Precios al Consumidor del INDEC o el IPC/9 provincias. La Iglesia ha logrado que el presupuesto no discrimine como rubro específico la enseñanza confesional, con el argumento de que se trata de educación pública de gestión privada, lo cual hace engorrosa la reconstrucción. Parte de esos fondos contribuye a morigerar la pobreza en forma indirecta, subsidiando el servicio educativo. Pero otra parte se desvía hacia el financiamiento del presupuesto eclesiástico, como en 1955 denunció el presidente Juan Perón y en 1964 el gobernador radical de Córdoba Justo Páez Molina. El miércoles, el papa Francisco almorzó en Roma con dos de los hombres que diseñaron el sistema de succión de recursos públicos para la enseñanza privada: el macrista Luis Liberman, que actuó desde el Estado, como subsecretario de Educación de la Ciudad, y José María del Corral, como presidente del Consejo General de Educación del Arzobispado de Buenos Aires. La afirmación de Radrizzani de que “es mucho lo que se viene haciendo, pero es mucho todavía lo que falta” es una abstracción atemporal. Todo es poco, cuando se trata de “personas, hombres y mujeres, ancianos, jóvenes y niños” que no constituyen “sólo un problema económico o estadístico sino primariamente un problema moral”, como reza una de las citas de Bergoglio leídas el 25 de mayo. Esto implica desconocer el proceso más profundo de reducción de la pobreza y de la indigencia que haya tenido lugar en tan poco tiempo en la Argentina y en cualquier otro país de la región, mediante la transferencia directa de ingresos, de los sectores más poderosos a los más desvalidos de la sociedad y además con un sistema de pago objetivado en la tarjeta bancaria que reduce al mínimo la explotación clientelística de lo que no constituye una dádiva sino un derecho. Este grado de transparencia, que contrasta con el opaco manejo de Caritas, ha permitido reducir la brecha entre el 10 por ciento de mayores y de menores ingresos, de 35 veces cuando asumió Néstor Kirchner a 11 veces cuando empiece a cobrarse la última actualización de la AUH, según el cálculo del sociólogo Artemio López. El tema tiene estricta actualidad, dadas las insistentes menciones del papa Francisco a la pobreza y el trascendido de que constituiría el eje de su primera encíclica.

Un milagro

La referencia de Bergoglio-Radrizzani a quién cuenta el número de pobres y excluidos alude al debate por el Observatorio de la Deuda Social de la Pontificia Universidad Católica Argentina, cuyo Gran Canciller era en aquel momento el propio Bergoglio. Desde esa posición azuzó al gobierno con el aguijón del Observatorio, con la coincidencia tomista de razón y fe. El mismo López se refirió así a esas mediciones:

“La utilización del discurso opositor bajo el formato estadístico es otro fetichismo corriente en estos días donde no existe oposición político-partidaria sólida y capaz de argumentar. Es la Iglesia la que divulga cifras referidas a la pobreza generadas en la universidad privada UCA, aprovechando el imaginario tradicional que supone a la institución católica “comprometida con los que menos tienen”. Nada más arbitrario y contradictorio con la historia reciente de la cúpula eclesial, protagonista de cuanto proyecto conservador y excluyente existió en el país.

Para esta “consultora opositora”, en noviembre de 2011 existía “un 34,9 por ciento de pobres en la región metropolitana. Esto es un nivel similar de pobreza que el de 2004, más precisamente la existente en el segundo semestre de aquel año, cuando la pobreza, según el impoluto Indec de entonces, ascendía a 37,7 por ciento en el Gran Buenos Aires. En ese momento concurrían tres factores que, analizados en conjunto, desbaratan de raíz el cálculo falaz del Observatorio de la Deuda Social:

1 La desocupación, que hoy es de 7,3 por ciento en el GBA, ascendía en 2004 al 15,3 por ciento.

2 El trabajo informal, que hoy asciende al 34,5 por ciento, en 2004 llegaba al 47,7.

3 Hoy existe la Asignación Universal por Hijo, que transfiere el equivalente a 440 pesos por hogar beneficiario, de alto impacto en el universo de ciudadanos bajo la línea de pobreza, cuando en 2004 simplemente no existía.

Recapitulando, según Caritas tendríamos a fines del año 2011 los mismos niveles de pobreza que en el segundo semestre de 2004, cuando se observaba el doble de desempleo abierto, un 30 por ciento más de trabajo informal que en la actualidad y aún no existía la Asignación Universal por Hijo. Un disparate por donde se lo mire”.

A mediados de 2012, el mismo Observatorio adujo que casi el 22 por ciento de la población vivía aún bajo la línea de pobreza, con un núcleo duro de indigencia del 5,4 por ciento. López desmenuzó en términos lapidarios esas nuevas cifras de aquel Observatorio: “No existe ningún ejemplo planetario de reducción tan drástica de la pobreza en tan corto lapso como el que señalan los informes de la UCA: ¡de 34,9 a 22 por ciento de la población en un semestre! Trece puntos de pobreza menos en seis meses. El Observatorio de la UCA pretende decirnos que abandonaron la pobreza en 180 días el equivalente a 5,2 millones de personas. A razón de 860.000 pobres menos por mes, 28.600 por día, 1192 por hora, casi 20 por minuto. Record Mundial, Medalla de Oro Olímpico en desempobrecimiento, si fuera cierto, claro. En fin, que ahora, en materia de baja de la pobreza, el Indec no está solo. El Observatorio de la Deuda Social de la UCA, o sea lo más cercano a Dios en materia de medición de pobreza, lo acompaña”. El último día de marzo de este año Clarín tituló su tapa con un nuevo relevamiento de la Universidad Católica, en el que decía que a fines de 2012, es decir en otro semestre, la pobreza había vuelto a crecer cinco puntos, hasta llegar al 26,9 por ciento de la población. López acompañó este análisis con un gráfico en el que las estimaciones del Observatorio episcopal aparecen como un alocado serrucho, con el que tala su propia credibilidad.

El origen y el método

Otra cuestión que no aparece en las homilías episcopales es el origen de los fondos que el Estado destina a esas transferencias y el método por el que los pobres pueden mejorar sus condiciones. Una de las virtudes del proceso iniciado en 2003 es el aumento de la presión impositiva y que aún sin la demorada reforma integral, su composición se ha hecho menos regresiva, al incrementarse la proporción de impuestos directos, que pagan quienes más tienen, como las retenciones que el Estado carga a las ventas externas del complejo cerealero. Las cámaras patronales agropecuarias están amenazando en estos días con nuevos actos agresivos en protesta por ello. El objetivo de máxima, difícil de alcanzar por la falta de acompañamiento social al reclamo de un sector que en estos años ha superado el endeudamiento y ha hecho grandes inversiones dentro y fuera del país, es recrear el clima de combate de 2008, aún sin llegar al desabastecimiento de las ciudades que lograron entonces, creando caos y crispación. En aquel momento el Episcopado, presidido por Bergoglio, se alineó con quienes protestaban y reclamó que el gobierno diera marcha atrás con las medidas. Si Cristina hubiera cedido a esa presión, el Estado no podría haber establecido la AUH en octubre de 2009. Bergoglio se anotó entre sus primeros críticos. El 16 de junio de 2010, en la escuela de posgrado conducida por el gran distribuidor de la riqueza Roberto Dromi, fustigó “el asistencialismo desordenado” que genera “dependencias dañinas y desigualdad”. Lo dijo en presencia de un arca de Noé de la oposición: Hilda González de Duhalde, José De la Sota, Ernesto Sanz, Miguel Lifschitz, Guillermo Montenegro, Margarita Stolbizer, José Scioli, Ricardo López Murphy, el rabino Sergio Bergman, Enrique Nosiglia, Jorge Vanossi, Jesús Rodríguez, Guillermo Alchouron, Carlos Brown y José Ignacio de Mendiguren. La semana pasada, en coincidencia con una nueva jornada del paro docente en reclamo de mejoras salariales, una docena y media de obispos bonaerenses llevaron su apoyo al gobernador Daniel Scioli, quien rechaza el pedido gremial. Es decir, ni recaudar entre los sectores más acaudalados ni hacer concesiones a los reclamos sindicales. En otra sintonía, el papa Francisco, durante el Corpus Christi en Roma, instó a la solidaridad, que es el nombre del asistencialismo cuando lo practica la Iglesia. También recibió en audiencia privada para hablar de la pobreza a Jerónimo Venegas, líder de un partido al que bautizó “Fe” y del sindicato que pactó con las patronales rurales mantener el más alto nivel de informalidad laboral del país. Mientras, en Buenos Aires avanzaban las negociaciones entre su protegido del ala izquierda, Gustavo Vera, para una posible incorporación a las listas de la alianza mediática de Fernando Solanas y Elisa Carrió, lo cual termina de definir un cuadro de preferencias, invariable a pesar de las sonrisas protocolares, los afiches ingenuos y el mate.

Página/12 :: El país :: Los usos de la pobreza

18/12/2012

Pa tu ver

Filed under: Gustavo Patu,Pobreza — Gilmar Crestani @ 6:38 am

É impressionante a coragem de por preto no branco, e não em vermelho, a confissão ou torcida de que teria seria melhor deixa-los pobre que vulneráveis. A torcida contra a melhoria, mesmo que pequena, é vergonhosa e diz mais sobre quem critica do que sobre o criticado.

GUSTAVO PATU

Chávez, o Brasil e os vulneráveis

BRASÍLIA – Distribuição de renda, redução da pobreza e expansão da classe média são três coisas distintas, embora aparentadas. Sob a ditadura militar brasileira, por exemplo, houve queda recorde da pobreza, mas a concentração de renda aumentou porque os mais ricos ficaram ainda mais ricos.

A distância entre ricos e pobres está em alta na maior parte do mundo, mas em baixa na América Latina desde a década passada. Esse é, provavelmente, o principal sustentáculo do venezuelano Hugo Chávez e de seus discípulos e aliados na região porque, além do evidente retrocesso institucional, os resultados econômicos do chavismo estão em declínio.

Graças ao avanço anterior da escolarização, a oferta de trabalhadores mais qualificados cresceu mais rapidamente que a de mão de obra braçal, estreitando a disparidade salarial no mercado. Os programas de transferência de renda fizeram a outra parte do trabalho, a que os políticos gostam mais de ostentar.

Deixar de ser pobre não significa ingressar na classe média. Uma coisa é dispor do mínimo para comer e morar; outra é poder consumir além do básico e planejar o futuro. Ensanduichado entre pobres e classe média, há um contingente pouco citado em discursos oficiais, mas já batizado em estudos como os vulneráveis.

Nas estatísticas do governo brasileiro, a classe média já é mais da metade da população do país; os vulneráveis, menos de um quinto. Nessa conta, são chamadas de classe média famílias com renda entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais por pessoa.

Com régua menos generosa, o Banco Mundial chegou a conclusões bem diferentes: algo como 32% dos brasileiros estão na classe média; os vulneráveis, 38%, são o maior estrato no Brasil e na América Latina.

Dito de outra maneira, a fatia mais importante do eleitorado da região superou apenas precariamente a pobreza e depende dos governantes para não cair da corda bamba.

gustavo.patu@grupofolha.com.br

    10/11/2012

    A culpa de Hugo Chávez, segundo a ONU

    Filed under: Hugo Chávez,Pobreza,Venezuela — Gilmar Crestani @ 8:50 am

     

    Venezuela reduz pela metade índice de pobreza e cumpre meta da ONU

    País tinha até o ano de 2015 para cumprir com o mais importante dos Objetivos do Milênio

    Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, na sigla em inglês) revela que a Venezuela atingiu uma das metas do milênio estabelecidas pela organização e reduziu em 50% a proporção de pessoas em pobreza extrema.

    De acordo como o estudo, publicado em outubro, o prazo para que o país conseguisse atingir essa marca era o ano de 2015. Intitulado SOFI (Estado da insegurança alimentar no mundo 2012, em sua sigla em inglês), ele constata que, no período entre 1990 e 1992, a porcentagem de pessoas subnutridas em relação à população total era de 13,5% na Venezuela. Em 2012, essa porcentagem revelou-se inferior a 5%.

    Leia mais

    Para o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz, esses objetivos foram alcançados graças à aplicação de políticas sociais em prol dos setores mais excluídos do país. Ele classifica os resultados como produto direto da vontade política do governo em universalizar direitos humanos básicos. “Essa conquista é um dos principais resultados da implantação das Missões Sociais e projetos agrícolas sustentáveis levados a cabo pelo governo bolivariano na área de alimentação, agricultura e erradicação da fome”, afirmou o embaixador.
    Já para a representante da Venezuela no organismo das Nações Unidas, Gladys Francisca Durán, “o reconhecimento internacional das metas cumpridas pela Venezuela e outros países da região evidencia a eficácia do marco de políticas nacionais e regionais, implementado pelos governos para a eliminação da desigualdade socioeconômica e a realização da justiça social”.
    Em 2000, os 198 países membros da Organização Nações Unidas concordaram em cumprir oito linhas de desenvolvimento nas áreas de alimentação, educação, saúde, igualdade de gênero e meio ambiente. Conhecidas como Objetivos do Milênio, o prazo máximo para suas concretizações é 2015. Doze anos após o estabelecimento desses objetivos e metas para liberar a humanidade da pobreza extrema, da fome, do analfabetismo e de doenças sanitárias, a Venezuela tornou-se um dos primeiros países a atingir vários desses objetivos.  Em 2005, a Venezuela foi considerada pela ONU um território livre do analfabetismo.

    Opera Mundi – Venezuela reduz pela metade índice de pobreza e cumpre meta da ONU

    31/03/2012

    Latinoamérica se compromete a erradicar el hambre en 13 años

    Filed under: América Latina,Pobreza — Gilmar Crestani @ 9:09 am

    A democracia quer desfazer em 13 anos o que a Ditadura fez durante 20 anos.

    Por: Alejandro Rebossio | 31 de marzo de 2012

    Así como los países de todo el mundo se comprometieron a reducir a la mitad la pobreza entre 1990 y 2015, dentro de las llamadas Metas del Milenio, los de Latinoamérica se fijaron ayer en Buenos Aires como objetivo la erradicación del hambre en 2025. En esta región del mundo, una de las principales productoras y exportadoras de alimentos, no comen lo necesario unas 73 millones de personas. Ésta es la cifra de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), que recaba las estadísticas nacionales de cada país. En el caso de Argentina, el Gobierno dice que solo un millón de argentinos pasa hambre, pero la facción progubernamental de la Central de Trabajadores Argentinos (CTA) calcula que son dos millones. Es decir, debe haber unos 74 millones de latinoamericanos en la pobreza extrema. A su vez, la CEPAL calcula que otros 120 millones tienen asegurado el alimento gracias a los nuevos subsidios y pensiones que adoptaron los países de la región tras la crisis mundial de 2008.

    El compromiso de los gobiernos es que ninguno sea indigente dentro de 13 años. Así lo prometieron en la Conferencia para América Latina y el Caribe de la Organización para la Agricultura y la Alimentación (FAO, según sus siglas en inglés), que finalizó ayer en la capital argentina. Para ello se propusieron aumentar la producción de alimentos, por lo que fomentarán la innovación, la transferencia tecnológica y la cooperación Sur-Sur (entre países en desarrollo). También seguirán adelante con la Iniciativa América Latina Sin Hambre, que es un programa de cooperación que ha recibido 67 millones de euros de España y 15 millones de Brasil. Los países del G8 se habían comprometido en 2009 a poner 14.000 millones para combatir el hambre en el mundo, pero de momento solo desembolsaron el 60% de esa cifra, según reconoció ayer el director general de la FAO, el brasileño José Graziano da Silva. En una rueda de prensa junto con Graziano, el secretario de Agricultura de Argentina, Lorenzo Basso, aprovechó la oportunidad para quejarse del efecto que las subvenciones agrícolas de los países desarrollados tienen en cuanto desalientan la producción en los emergentes.

    Basso reconoció que el actual alza de precios de los alimentos fue un asunto discutido “lateralmente” en los tres días de conferencia. “En 2011 había sido muy abordado. El incremento y la volatilidad de precios es un factor que complica la seguridad alimentaria. Pero el problema no es el precio sino el acceso a los alimentos. El problema es la pobreza”, concluyó Basso.

    Graziano señaló que la reunión regional de ese organismo también se fijó otras prioridades de largo plazo. Una es la lucha contra el cambio climático. “La región sufre cada vez más el impacto, con huracanes, sequías e inundaciones que afectan nuestra capacidad de producción”, señaló el ingeniero agrónomo. “El agua cada vez más es un recurso más escaso”, añadió el jefe de la FAO.

    La agricultura familiar es otro asunto preponderante. “No es el problema sino parte de la solución por el número destacado de fincas que contribuyen a la producción de alimentos, que no son commodities (materias primas que cotizan en los mercados internacionales) y por tanto no están sujetos a la volatilidad de los precios”, dijo el jefe de la FAO. Se refería, por ejemplo, a las alubias, la quinua (cultivo andino) y el amaranto (hierbas consumidas por los aztecas). La agricultura tropical y la indígena no solo pueden ampliar la oferta de alimentos sino transmitir valores, cultura y riqueza culinaria, según Graziano.

    La cuarta prioridad fijada por los países latinoamericanos radica en el sanidad e inocuidad de los alimentos. Los gobiernos quieren eliminar las enfermedades de transmisión fronteriza, como la fiebre aftosa que afecta a las vacas, la peste porcina o la gripe aviar. Los países con importante actividad turística, como los caribeños, también quieren asegurar la sanidad de sus alimentos y controlar los fertilizantes que se usan al producirlos.

    El quinto tema escogido en la reunión regional de la FAO fue el apoyo al desarrollo productivo de Haití. “Donde no hay pan, no hay seguridad”, opinó el que fuera coordinador del plan Hambre Cero del Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva.

    En el corto plazo, de aquí a 2013, los países comprometieron a apoyar la integración regional, más allá de las barreras proteccionistas de países como Argentina y Brasil. También quiere respaldar la pesca y la actividad forestal.

    Un tema que se coló en el debate fue la extranjerización de tierras en la región, sobre todo la compra de terrenos por parte de Estados asiáticos que buscan asegurarse el acceso a los alimentos. “Hay inquietud de muchos países”, reconoció Basso. Bolivia le pidió información a Argentina sobre la ley contra la extranjerización de tierras que se aprobó en diciembre pasado y que aún no ha sido reglamentada. También Brasil puede aportar su experiencia. Por eso se ha resuelto la formación de grupo de trabajo que recopile las diversas legislaciones que están surgiendo para contrarrestar el fenómeno.

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    15/03/2012

    Fosse em Cuba ou na Venezuela…

    Filed under: Isto é EUA!,Pobreza — Gilmar Crestani @ 7:52 am

    As misérias dos EUA, como aquela vinda à luz com o Furacão Katrina, não ganha espaço na mídia com bolsa na CIA. Tudo o que eles passam primeiro tem o aval de quem os financia. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium sabem a quem obedecer.

    País mais rico do mundo, EUA têm ‘acampamentos da miséria’

    Atualizado em  15 de fevereiro, 2012 – 15:35 (Brasília) 17:35 GMT

    ‘Minha mãe teve que comer rato’, diz sem-teto nos EUA

    Cada vez mais americanos sofrem com os efeitos da crise.

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    Formatos alternativos

    A BBC visitou nos Estados Unidos alguns acampamentos de sem-teto, cada vez mais numerosos no país desde o início da crise econômica que explodiu em 2008.

    Dados oficiais apontam que cerca de 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha pobreza e este número vem aumentando.

    Atualmente há 13 milhões de desempregados, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008.

    Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas nos últimos anos a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades americanas.

    O maior deles é o de Pinella Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos habitantes, como máquinas de lavar roupa, computadores e telefones.

    Muitos acampamentos são organizados e fazem reuniões para distribuição de tarefas comunitárias. Para alguns com poucas perspectivas de encontrar trabalho, as barracas são habitações semi-permanentes.

    Mofo

    Várias destas pessoas tinham vidas confortáveis típicas de classe média até pouco tempo atrás. Agora deitam sobre travesseiros tão mofados quanto suas cobertas, em um inverno no qual as temperaturas baixam a muitos graus negativos.

    "Esfregamos literalmente nossos rostos no mofo toda noite na hora de dormir", diz Alana Gehringer, residente de um acampamento no Estado de Michigan, ao programa Panorama da BBC.

    BBC

    A crise leva milhares de sem-teto a passar inverno em barracas

    O agrupamento de 30 barracas se formou em um bosque à beira de uma estrada, no limite do povoado de Ann Arbor. Não há banheiros, a eletricidade só está disponível na barraca comunitária onde os residentes se reúnem ao redor de uma estufa de madeira para espantar o frio.

    O gelo se acumula nos tetos das barracas e a chuva frequentemente as invade. Mesmo assim, cada vez pessoas querem morar ali.

    A polícia, hospitais e albergues públicos ligam com frequência perguntando se podem enviar pessoas ao acampamento.

    "Na noite passada, por exemplo, recebemos uma ligação dizendo que seis pessoas não tinham vaga no albergue. Recebemos de 9 a 10 telefonemas por noite", diz Brian Durance, um dos organizadores do acampamento.

    A realidade dos abrigados da Flórida e de Michigan é a mesma em vários lugares.

    Na segunda-feira, Obama revelou planos de aumentar os impostos sobre os mais ricos. "Queremos que todos tenham uma oportunidade justa."

    O presidente americano mencionou os que "lutam para entrar na classe média". Em Pinella´s Hope, em Arbor e em outros dezenas de locais no país, além dos que querem entrar na classe média, há os que foram expulsos dela pela crise e que desejam voltar.

    BBC Brasil – Notícias – País mais rico do mundo, EUA têm ‘acampamentos da miséria’

    01/03/2012

    Os mitos

    Filed under: Pobreza — Gilmar Crestani @ 9:02 am

    Zeus e seus descentes, derrotaram Cronos. Falta desmistificar os Procustos da mídia, baluarte e biombo dos corruptos.

    Queda recorde na pobreza extrema

    Da Agência France Press, desde Washington:

    “O número de pobres que vivem com menos de US$ 1,25 por dia caiu a níveis recorde na América Latina no triênio 2005-2008, a 6,5% da população, a mesma tendência apresentada em todos os países em desenvolvimento, informou nesta quarta-feira o Banco Mundial.

    Em 2008, um total de 1,29 bilhão de pessoas, o equivalente a 22% da população dos países em desenvolvimento, vivia em extrema pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,25 por dia, a cota internacional fixada pelo Banco Mundial.

    Isso representa uma queda pela metade em relação a 1990, quando o BM começou a avaliar de forma sistemática e integral a pobreza no mundo.

    Também significa que o primeiro objetivo de desenvolvimento do Milênio, que era reduzir a extrema pobreza à metade em relação a 1990, foi cumprido antes da data limite de 2015, segundo as estatísticas do Banco.

    Um total de 1,94 bilhão de pessoas vivia em extrema pobreza em 1981, o que acentua o êxito desta redução da pobreza, levando-se em conta o aumento geral da população mundial.

    “Esta redução geral ao longo de um ciclo trienal de seguimento se dá pela primeira vez desde que o Banco começou a contabilização da extrema pobreza”, explicou o texto.

    AL E CARIBE

    Na América Latina e no Caribe, “a partir de um máximo de 14% de pessoas que viviam com menos de US$ 1,25 por dia em 1984, a taxa de pobreza alcançou seu nível mais baixo até então [6,5%] em 2008″, explicou o texto.

    A porcentagem de pobres que vivem com menos de dois dólares por dia na região era de 12% em 2008, explicou em uma coletiva de imprensa por telefone Martin Ravallion, diretor do Grupo de Pesquisas do Banco.

    Na América Latina, o número de pobres aumentou até 2002, mas veio diminuindo de forma pronunciada desde então.”

    2002,2002, 2002? O que será que aconteceu de lá pra cá, o que será?

    Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

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