Ficha Corrida

25/05/2016

Cadê a manada da RBS?

John Travolta encontra no Parcão indícios da Operação Zelotsky…

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03/05/2015

RBS – Rede Brasileira de Sucção

Filed under: Capão da Canoa,RBS — Gilmar Crestani @ 7:52 am
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rbsz zelotesSaiba quanto custa o amor da RBS pelos gaúchos: aos cidadãos de Capão da Canoa, somando o que pode ser publicado em 2015, alcançou a cifra de RB$ 305.608,00 (mais de trezentos mil).

Isso é o que foi divulgado. E os regabofes, os jabazinhos?! É assim que funciona a relação da RBS com os gaúchos e catarinenses. Pagamos para sermos idiotizados. E, como se não bastasse isso, o que eles recebem é líquido. As Operação Zelotes e Pavlova mostram como a RBS age em relação aos impostos. A Suíça, vide HSBC, lava mais banco; a RBS, mais impostos.

A bomba de sucção da RBS funciona como naqueles filmes de máfia. O agente produz a insegurança, uma denúncia, depois vem a oferta de segurança. Todo os que não se curvam ao preço da RB$ sabemos que aparecerão nas páginas policiais. Não é de admirar que o MST figura entre as instituições mais denunciadas pela RBS, até no lixo eles vasculham cadernos para encontrar uma denúncia. Aqueles, como Gerdau, que derramam patrocínios na RBS, são tratados como estadistas, homens acima de qualquer suspeita.

Pobres incautos. Deveriam saber que simplesmente ser bem tratada no RBS é sinônimo de jabá! O ódio a quem ousa não seguir a regra aplicada em Capão da Canoa é rigorosa. Este também foi o método que a RBS conseguiu emplacar para eleger Lasier Martins: o programa apresentado por ele nas tardes da Rádio Gaúcha também era pago desta maneira. Com uma cajadada, o programa, a RBS alcançou dois objetivos, eleger Lasier Martins por meio de uma sigla de aluguel, o PDT, e ganhar das prefeituras por onde ele passava sustento para seus cofres.

Por isso que o lema da RB$ é “ávida por todos os lados”.

Não existe almoço grátis. O da RB$ são os gaúchos e catarinenses que pagam.

Prefeitura de Capão da Canoa é generosa e enche os cofres da RB$

Capão da Canoa

Na edição dessa semana o JORNAL COSTA DO MAR & SERRA ANO XXVI – EDIÇÃO IMPRESSA, editado em Capão da Canoa divulga despesas da Prefeitura de Capão da Canoa.

Contrato n° 001/15
Contratada: Schoen Ltda.
Data: 05/01/15 R$121.000,00
Objeto: Limpeza de vias.

Contrato n° 002/15
Contratada: Engesa Ltda.
Data: 05/01/15 R$ 2.251.247,70
Objeto: Coleta de lixo do município.

Contrato n° 003/15
Contratada: RBS Participações S/A.
Data: 09/01/15 R$38.668,00
Objeto: Gravação Vida e Saúde.

Contrato n° 004/15
Contratada: RBS participações S/A.
Data: 09/01/15 R$34.573,00
Objeto: Gravação Anonymous

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Contrato n° 005/15
Contratada: RBS Participações S/A.
Data: 16/01/15 R$70.818,00
Objeto: Gravação Galpão Crioulo.

Contrato n° 006/15
Contratada: RBS Participações S/A.
Data: 16/01/15 R$63.826,00
Objeto: Gravação Patrola

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Contrato n° 007/15
Contratada: RBS Participações S/A.
Data: 16/01/15 R$36.792,00
Objeto: Gravação Botequim.

Contrato n° 008/15
Contratada: Most Prod. Artísticas Ltda.
Data: 16/01/15 R$7.500,00
Objeto: Show banda Trevoah

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Contrato n° 009/15
Contratada: Jaquissom L. Machado.
Data: 16/01/15 R$7.000,00
Objeto: Show Jackson Machado.

Contrato n° 010/15
Contratada: RBS Participações S/A.
Data: 16/01/15 R$36.972,00
Objeto: Grav. Chimarrão Brito.

Contrato n° 011/15
Contratada: Fabiano Moura Sengik.
Data: 16/01/15 R$5.000,00
Objeto: Show Bonde da Vanera.

Contrato n° 012/15
Contratada: Morgana R. da Rosa.
Data: 22/01/15 R$2.000,00
Objeto: Apresentação teatral.

Contrato n° 013/15
Contratada: Dionatan D. da Rosa.
Data: 22/01/15 R$7.000,00
Objeto: Apresentação teatral.

Contrato n° 014/15
Contratada: Luciano V. Alves ME.
Data: 23/01/15 R$7.500,00
Objeto: Show Grupo Chapelão

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Contrato n° 015/15
Contratada: Felipe Bier Correa.
Data: 23/01/15 R$16.000,00
Objeto: Show tributo Tim Maia.

Contrato n° 016/15
Contratada: Bellus Produções Ltda.
Data: 23/01/15 R$12.800,00
Objeto: Show banda Samba Tri.

Contrato n° 017/15
Contratada: Alex Sandro Machado Ltda.
Data: 23/01/15 R$ 2.300,00
Objeto: Show Vanerão no Pé.

Contrato n° 018/15
Contratada: Cláudio C. Guillen Ltda.
Data: 23/01/15 R$1.800,00
Objeto: Sonor. Jackson Machado.

Contrato n° 019/15
Contratada: Claudi C. Guillen Ltda.
Data: 23/01/15 R$1.800,00
Objeto: Sonor. Vanerão no Pé.

Contrato n° 020/15
Contratada: Claudio C. Guillen Ltda.
Data: 23/01/15 R$1.800,00
Objeto: Sonor. Os Tropeiros.

Contrato n° 021/15
Contratada: Claudio C. Guillen.
Data: 23/01/15 R$1.800,00
Objeto: Sonor. Gr upo Chapelão

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Contrato n° 022/15
Contratada: Claudio C. Guillen.
Data: 23/01/15 R$1.800,00
Objeto: Sonor. banda Trevoah.

Contrato n° 023/15
Contratada: Gisele R. Vasconcelos ME.
Data: 25/01/15 R$336.000,00.
Objeto: Vagas creche.

Contrato n° 024/15
Contratada: C.C. Fernandes Ltda.
Data: 26/01/15 R$5.500,00
Objeto: Pintura Casa do Turismo.

Contrato n° 025/15
Contratada: J.N. Tondin Construções.
Data: 27/01/15 R$4.600,00
Objeto: Manut. Escola M. Araujo.

Contrato n° 026/15
Contratada: C.C. Fernandes Ltda.
Data: 27/01/15 R$6.800,00
Objeto: Manut. Cemitério.

Contrato n° 028/15
Contratada: Claudio C. Guillen.
Data: 29/01/15 R$1.630,00
Objeto: Sonor. Banda Plenna.

Contrato n° 029/15
Contratada: Gerasons Sonorização Ltda.
Data: 29/01/15 R$1.090,00
Objeto: Gerador show Os Tropeiros.

Contrato n° 030/15
Contratada: AKT Produções Ltda.
Data: 29/01/15 R$3.800,00
Objeto: Show Os Tropeiros.

Contrato n° 031/15
Contratada: Douglas Machado Maciel.
Data: 29/01/15 R$5.000,00
Objeto: Show Banda Plenna.

Contrato n° 032/15
Contratada: RBS Participações S/A .
Data: 29/01/15 R$20.959,00
Objeto: Publicidade institucional

Praia de Xangri-Lá

29/04/2015

Yeda Crusius, uma tucana paulista à moda gaúcha

Filed under: Operação Rodin,Sirotsky,Yeda Crusius — Gilmar Crestani @ 10:03 am
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OBScena: Yeda & famiglia Sirotsky.

Yeda SirtoskyEnquanto acusados da Lava Jato já cumprem prisão, a correligionária de Jorge Pozzobom continua desfrutando da liberdade. Por que será que Yeda Crusius, Gerdau e RBS não vão presos para que lhes possa ser oferecido delação premiada?!

Por que  Operação Rodin roda em regime de cautela, cheia de segredos, e a Operação Lava Jato em rotativas de imprensa?!

Yeda Crusius responderá ação por improbidade administrativa

Da Redação*

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu nesta terça-feira (28) manter a ex-governadora Yeda Crusius como ré na ação de improbidade administrativa referente à Operação Rodin, que apura fraudes ocorridas no Detran/RS. O processo estava suspenso desde agosto do ano passado, aguardando o julgamento do mérito do recurso pela 4ª Turma.

O recurso foi movido pela defesa de Yeda contra a decisão de primeira instância que incluiu a ex-governadora como ré no processo de improbidade administrativa referente à Operação Rodin.

A decisão foi de parcial provimento, pois a responsabilização por indicar Flávio Vaz Neto para dirigir o Detran/RS foi excluída da denúncia. Segundo o relator do acórdão, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, incluir essa acusação seria ir além do que foi pedido na inicial, o que configuraria julgamento extra-petita.

“Além da inicial não imputar responsabilidade à ré por atos de improbidade de seus subordinados, é preciso que se ressalte que Flávio Vaz Netto nem figura nesta ação como réu, de forma que não há imputação de atos de improbidade contra ele pelos quais a agravante Yeda Crusius pudesse ao final ser responsabilizada, por culpa in eligendo ou in vigilando”, concluiu o desembargador.

A ex-governadora será julgada na esfera cível pelas condutas de agir para manter em funcionamento o esquema fraudulento em seu governo e beneficiar-se deste. O processo corre em segredo de Justiça.

Operação Rodin

A Operação Rodin, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2007, investigou irregularidades ocorridas entre os anos de 2003 e 2007 em contratos firmados com a Fundação de Apoio à Tecnologia e à Ciência (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (FUNDAE), vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para a realização dos exames teóricos e práticos de direção veicular para fins de expedição da Carteira Nacional de Habilitação. O Ministério Público Federal estimou que teriam sido desviados R$ 44 milhões dos cofres públicos.

*Com informações do TRF4

Yeda Crusius responderá ação por improbidade administrativa – Sul 21

27/04/2015

RBS, ávida por todos os lados

Filed under: Jorge Pozzobom,Operação Pavlova,Operação Zelotes,RBS,Sirotsky — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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OBScena: Pozzobom & famiglia Sirotsky

pozzobom y SirotskyA RBS atua segura e cirurgicamente. Não dá ponto sem nó. Às vezes esconde a informação. Faz exatamente o que a Globo manda. É a velha lei Rubens Ricúpero. Esconde os escândalos em que se envolve e cria nos adversários fantasias escandalosas. Poucas famílias tem um privilégio de ter um estuprador em Florianópolis.

Jorge Pozzobom terá de renovar sua frase antológica; também os grupos mafiomidiáticos desfrutam de facilidades altamente premiadas.

Não é por acaso que os jornalistas puxa-sacos, vira-latas e vira-bostas viram PJ da RBS. Se for honesto, tá fora.

RBS – ESCÂNDALOS NADA REPUBLICANOS MANCHAM A IMAGEM DA FAMÍLIA SITROSKY

by Leudo Costa

DOIS ESCÂNDALOS POLICIAIS – OPERAÇÕES ZHELOTES E PAVLOVA ‘RONDARAM E SUBIRAM” AS ESCADARIAS DO GRUPO RBS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. AMBOS ENVOLVEM A ALTA DIREÇÃO DO GRUPO E O GENRO DO PRESIDENTE NELSON SIROTSKY

Escândalos econômico-financeiros, crimes hediondos e repugnantes praticados contra o ser humano, desconstituição da imagem de políticos e administradores públicos e, principalmente a exposição diária de pequenos punguistas, ladrões e marginais de toda a ordem nortearam por décadas as seções mais populares dos jornais, emissoras de rádio e das tvs do Grupo RBS. MAS COMO DIZ A VOZ DO POVO… quem é estilingue, um dia vira vidraça..

Os gaúchos estão constrangido ao saber que o maior grupo de comunicação do Estado, a RBS, que todo o dia ministra “aulas sobre honestidade, bom comportamento e correção ética – possui um manual próprio -” fez uso métodos não republicanos para “fraudar” o fisco. Segundo informa a Polícia Federal e o Ministério Público, o Grupo RBS teria pago R$ 15 milhões para “fazer desaparecer” uma dívida para com o Brasil na ordem de R$ 650 milhões.

A ação criminosas apurada na ZHELOTES, praticada em qualquer país sério do mundo, teria os dirigentes da RBS, de forma preventiva, recolhidos numa cadeia pública – vide empreiteiros da Lava-Jato – para a necessária e justa aplicação da lei penal. A condenação seria duríssima. Os serviços concedidos pelo governo – rádio e televisão – seriam suspensos no primeiro momento e retomados após apuração sumária capitaneada pelo Ministério Público. Aqui não há que se falar em censura, perseguição ou mesmo retaliação. Seria uma decisão legal, prevista no ordenamento jurídico em vigência no Brasil, que só não é aplicada pela frouxidão e leniência de algumas autoridades, também “enroladas” nas falcatruas da OPERAÇÃO ZHELOTES.

Agora, deflagrada a Operação PAVLOVA outro nome ligado a família controladora do Grupo RBS surge no vértice de mais um escândalo. Trata-se de Patrick Lucchese, genro de Nelson Sirostky.

Deflagrada em 15 de abril, a operação Pavlova, da Polícia Federal, investigou crimes financeiros praticados desde 2011 a partir do Rio Grande do Sul e que geraram desvios milionários a empresas do ramo de seguros, capitalização e previdência. Contratos para prestações de serviços que não eram realizados ultrapassaram cifras de R$ 10 e até de R$ 20 milhões. O delegado de repressão a crimes financeiros, Tiago Busato, admite não ter o montante exato do prejuízo. “Colhemos, hoje, uma grande quantidade de provas e documentos. Vamos fazer uma análise do conteúdo probatório, mas dá para garantir que alguns contratos envolviam cifras milionárias”, adiantou. Para tentar reverter as perdas, foram bloqueados as contas bancárias e os bens dos investigados, como cinco veículos de luxo, além de imóveis localizados dentro e fora do Rio Grande do Sul. A procuradora federal Patrícia Weber explicou que o patrimônio das empresas do segmento é baseado nos recursos mensais pagos pelos segurados. “Se o fluxo financeiro das instituições está comprometido, gerando endividamento e situação de falência, quem fica prejudicado é o cliente que não garante o benefício em caso de necessidade. Desse modo, a prática gera uma preocupação social e o segurado é lesado diretamente”, afirmou ela. Os crimes praticados foram lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta. Quatro empresários e um advogado, suspeitos de participarem do esquema, já prestaram depoimento, Desse grupo, pelo menos quatro foram indiciados. Nesse grupo está Patrick Lucchese, filho do cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, que é casado com uma filha do empresário Nelson Sirotski.

O mais estranho é que as duas OPERAÇÕES POLICIAIS – ZHELOTES E PAVLOVA – foram “blindadas” pela justiça. Foi decretado o segredo de justiça, mecanismo só aceitável quando se trata de matéria relacionada com o direito de família, onde pai, mãe e filhos tem de ser preservados..

O Juiz Sérgio Moro já ensinou: Não existe segredo de justiça quando as ações criminosas são praticadas contra o Estado. Toda a população tem o direito de ser informada sobre de tudo. A Constituição e a Lei Penal em vigência no Brasil não contempla, nem mesmo em tese a classificação de “castas” sociais ou penas seletivas…

Copiado de: http://cristalvox.com.br/

Praia de Xangri-Lá

21/08/2014

Contra o estafeta da RBS, voto Olívio Dutra!

Filed under: Eleições 2014,Grupos Mafiomidiáticos,Lasier Martins,Olívio Dutra,RBS — Gilmar Crestani @ 10:17 pm
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Por que ninguém merece esse monopólio em todos os ramos da vida pública. Non ducor duco, não sou manada para ser conduzido. Sou dono do meu nariz, conduzo!

Ou acabemos com os tentáculos do polvo ou o Rio Grande do Sul vai se tornar um Sicília. Aqui a famiglia Corleone tem sobres Sirotksy.

Olívio Dutra: monopólio na Comunicação faz mal à democracia

Olivio na coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Federasul, Ricardo RussowskyOlivio na coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Federasul, Ricardo Russowsky

Por Sérgio Lagranha

O ex-governador Olívio Dutra, candidato ao Senado pela “Unidade Popular” (PT – PTB – PCdoB – PPL – PR – PTC – PROS) entende que é preciso discutir no Congresso o papel da mídia no Brasil e regularizar o artigo 220 da Constituição Federal de 1988 que trata da Comunicação, principalmente seu parágrafo quinto, onde consta que os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio. “O monopólio na Comunicação faz mal à democracia”, disse nesta quarta-feira, 20, durante entrevista à imprensa antes do tradicional Tá na Mesa promovido pela Federasul.

Como o seu principal oponente na campanha ao Senado é o jornalista Lasier Martins – candidato pela coligação O Rio Grande Merece Mais (PDT/DEM/PSC/PV /PEN) que trabalhou durante décadas na Rede Brasil Sul de Comunicação, só saindo para ser candidato – logo veio a pergunta se ele representava o trabalhismo de Getúlio Vargas ou o Grupo RBS. Sua resposta: “a postura ideológica do meu oponente nunca foi trabalhista, pois sempre defendeu os interesses dos anunciantes de seus programas na RBS. Além disso, durante seu período como comunicador desprezou a política e os políticos.” Olívio defende que o ser humano é essencialmente político, caso contrário fica incompleto.”

Ele propõe uma redução dos valores pagos aos grandes veículos de comunicação pela publicidade oficial. “Quando fui governador do Rio Grande do Sul reduzi a verba das grandes redes e aumentei para os pequenos veículos.

Mesmo o Senado sendo desacreditado pela população brasileira, visto como omisso e corrupto, Olívio acredita que ainda é um bom espaço para o debate sobre as reformas Política, Tributária, Urbana e Agrária. Sua prioridade é a reforma Política, mas reconhece que ela não sairá de cima para baixo.  Por isso, propõe uma grande mobilização para que aconteça um plebiscito e uma constituinte exclusiva que vai decidir as mudanças necessárias para o País. “Existe uma enorme distorção no sistema representativo”, acrescentou.

Para ele, é necessário avançar também na criação de conselhos populares e acabar a predominância dos grandes grupos econômicos nas decisões no Congresso. “As receitas são decididas baseadas pelos interesses privados, como as renúncias fiscais enquanto as despesas ficam com o povo. Deve predominar o interesse público, sem esquecer o espaço para o privado executar determinadas obras públicas. Só não pode privatizar os lucros e socializar as despesas. É necessário conciliar o interesse público e o privado.”

Olívio acha no mínimo estranho o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ainda no primeiro semestre deste ano eleitoral pedir vistas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650 proposta pelo Conselho Federal da OAB, que se baseia no entendimento de que é inconstitucional a doação eleitoral por empresas porque cria uma desproporcionalidade no sistema político e dá às empresas um poder de atuação que não deveriam ter, pois não são agentes legalmente reconhecidos da vida política nacional.

No momento do pedido de vistas, a votação já contava oficialmente com quatro votos e mais duas declarações prévias favoráveis, ou seja, seis dos 11 ministros, maioria necessária para a aprovação, já apoiam o fim das doações de empresas às campanhas eleitorais. A Adin 4.650 está no Supremo há três anos. O Tá na Mesa, da Federasul, terá ainda como palestrantes os candidatos ao Senado Lasier Martins (PDT), 27 de agosto; Simone Leite (PP), 3 de setembro, e o substituto de Beto Albuquerque, 10 de setembro.

Olívio Dutra: monopólio na Comunicação faz mal à democracia | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

19/01/2014

Para a Globo, é Rede: prá mim, quadrilha!

A Rede Globo, montada durante a ditadura, com ajuda dos milicos, reuniu a fina flor do fascio. Roberto Marinho, capo dei tutti i capi. No RS, Sirotsky; na Bahia, ACM. Em Alagoas, Collor. No Maranhão, Sarney. E mesmo tendo uma Rede de Televisão, Sarney ocupou por longos anos espaço cativo na Folha de São Paulo. Com ajuda de Roberto Marinho, chegou a Academia Brasileira de Letras. Todas estas famiglias não eram ninguém antes da ditadura. Depois, multi-milionários.

E depois bandido é o Genoíno!

Afiliada, Roseana reclama cada vez mais da Globo

:

Uma das proprietárias da afiliada da Rede Globo no Maranhão, a TV Mirante, governadora Roseana Sarney (PMDB) se diz vítima de perseguição da grande mídia, desde o início da crise no sistema prisional no Estado; ela está extremamente desconfortável com a cobertura da TV dos irmãos Marinho; matéria de cinco minutos no Jornal Nacional na quarta-feira passada sobre problemas indicadores sociais foi considerada um exagero pela governadora

19 de Janeiro de 2014 às 12:03

247 – A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), ficou extremamente desconfortável com as sucessivas reportagens sobre a crise prisional e sobre os indicadores sociais do Maranhão veiculadas pela Rede Globo nas últimas semanas. Roseana é uma das proprietárias das ações da TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Estado, e ficou surpresa com a forma como a emissora tratou o assunto. Além de Roseana, o empresário Fernando Sarney, seu irmão, e o senador José Sarney (PMDB-AP), seu pai, são proprietários da afiliada.

Segundo matéria do portal IG, a governadora do Maranhão se diz perseguida da grande mídia. Ela teria ficado surpresa com reportagem de cinco minutos do Jornal Nacional da última quarta-feira sobre os problemas sociais do Maranhão. Aliados da governadora informaram que ela classificou como “exagero” a exposição que o Estado vem tendo nos últimos dias.

No entanto, essa não é a primeira vez que Roseana tem que enfrentar desconfortos por matérias veiculadas pela Rede Globo. No ano passado, a emissora citou problemas na saúde do Maranhão no programa “Profissão Repórter”, mostrando falhas do programa “Saúde é Vida”, que previa a construção de 62 hospitais, mas sem nenhum concluído.

Afiliada, Roseana reclama cada vez mais da Globo | Brasil 24/7

08/07/2013

Dunga e o Jabá

Filed under: Dunga,Inter,Jabá — Gilmar Crestani @ 9:13 am
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Jabá é um termo de bom trânsito no meio jornalístico. Não é muito comum entre treinadores. Mas, voltando ao termo jabá, a wikipédia define:

Jabaculê – também conhecido como jabá, termo utilizado na indústria da música brasileira para denominar uma espécie de suborno em que gravadoras pagam a emissoras de rádio ou TV pela execução de determinada música de um artista.

O Dicionário Informal vai além:

Há também o jabá pessoal, em que o indivíduo vende a própria imagem. Pessoas desesperadas por emprego ou simplesmeste exibicionistas crônicas costumam valer-se desse tipo de jabá.

Como diz o Mino Carta, no Brasil é o único lugar onde jornalista chama o patrão de colega. Na RBS, jornalista bom é aquele que é convidado para passar as férias em Jurerê Internacional, na casa do patrão. Fazem fila, e os comentários nos bastidores dizem a respeito dos que foram e dos ainda irão. O jabá, no jornalismo, foi definido por Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, como “celular pré-pago”. O mais conhecido jornalista celular foi Diogo Mainardi, um banana no cacho do Daniel Dantas. Tem jornalista que se contenta com passagens aéreas para paraísos turísticos, ou com viagens de cobertura internacional.

O que é o salário sem não um jabá oficial. Quando o jornalista só faz o que o patrão manda, o jabá está no contracheque. Qual é a liberdade do jornalista que não puxa o saco do patrão. Por que nenhum jornalista da RBS ousou discutir a proteção escandalosa e escancarada da Brigada Militar em detrimento à proteção dos demais proprietários durante as manifestações? Seria mero acaso não fossem duas instituições remanescentes do autoritarismo, RBS e BM, o fato de terem confraternizado no dia imediatamente seguinte, com o recebimento dos comandantes em todos os veículos.

E o que disseram os funcionários a respeito desta relação incestuosa? Como queria o patrão, só elogios à brigada. Nenhuma discussão sobre o mérito. Nenhuma discussão sobre o porquê de os manifestantes protestarem na frente da RBS. O protesto era exatamente pelo tipo de jornalismo praticado pela RBS.

Quando Dunga fala sobre presentes, não está falando nenhuma novidade. Quando diz que jornalista não gosta de ser criticado, também não inventa. Quando alguém ousa divergir, é taxado por perseguidor, de ser contra a liberdade de expressão. No caso da RBS, só existe liberdade de empresa.

Quando a RBS quis melar o contrato do Inter com a Andrade Gutierrez, todos os funcionários se somaram aos interesses do patrão. Nenhum se preocupou em botar luz sobre os interesses que a RBS estava defendendo.

O jabá não foi inventado pelo Dunga, mas é praticado diuturnamente naqueles que ousam ataca-lo.

28/06/2013

UOL/Folha sabatinam em busca de manipulação do MPL

Como disse o sabatinado, "É muito difícil conseguir uma manifestação pacífica na rua [no Brasil] porque o Estado é violento", disse Martins, 19. Contudo, entretanto, todavia, não é com todo mundo que a polícia é violenta. Com a RBS, por exemplo, ela cumpre um papel de guarda pretoriano. Nenhuma outra propriedade particular tem um aparato de segurança tamanho e patrocinado pelos cofres públicos, como a RBS. Foi por isso que um dia depois de fazerem a guarda da RBS, alguns chefes da brigada foram recebidos em programas esportivos da RBS para ouvirem: Obrigada, Militar! Os pequenos comerciantes situados nos locais de protestos ficaram ao deus dará.  A brigada tem feeling, sabe escolher seus padrinhos…

Quando Busatto e Paulo Feijó tiveram aquele diálogo edificante, durante o governo da funcionária da RBS, e depois saíram à moda bugio, a RBS calou-se e a  Brigada Militar não ficou sabendo. Primeiro saiu na Folha e depois no G1. Mas na RBS, necas piritibas.  Os dois, respectivamente chefe da casa civil e vice-governador, não foram molestados pela polícia nem na entrada nem na saída. E continuam soltos ocupando cargos ora aqui ora ali. Já os movimentos sociais, sempre são demonizados pela RBS e assim a Brigada Militar se sente à vontade para atirar na nuca, à queima roupa, com fez com o sem-terra, Elton Brum. É por isso que quando o povo sai pra rua a RBS convoca sua guarda a preço vil.

SABATINA FOLHA/UOL – CAIO MARTINS E MARIANA TOLEDO

É difícil fazer protesto pacífico, diz Passe Livre

INTEGRANTES DO MOVIMENTO CULPAM REPRESSÃO POLICIAL PELA VIOLÊNCIA E DEFENDEM QUE CONTRIBUINTE FINANCIE TARIFA ZERO

DE SÃO PAULO

O MPL (Movimento Passe Livre) afirma que a realização de protestos pacíficos no país é difícil devido à violência vinda do Estado e descartou colaborar com a polícia para identificar vândalos.

O grupo classificou ainda de "oportunismo" a proposta feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para criar um passe livre para estudantes, e defendeu que a tarifa zero seja financiada pelo contribuintes.

As afirmações foram feitas ontem por Caio Martins, 19, e Mariana Toledo, 27, integrantes do MPL, em sabatina realizada pela Folha e pelo portal UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha.

O debate ocorreu no Museu da Imagem e do Som, no Jardim Paulista (zona oeste de São Paulo). Foi mediado pela repórter especial Patrícia Campos Mello, com a participação de Alan Gripp, editor de "Cotidiano", Uirá Machado, editor-assistente de "Opinião", e da repórter do UOL Notícias Janaina Garcia.

"É muito difícil conseguir uma manifestação pacífica na rua [no Brasil] porque o Estado é violento", disse Martins, 19. Estudante de história da USP, ele diz que experimentou exagero da polícia desde que começou a militar no MPL, em janeiro de 2011.

Citou ainda uma integrante do movimento que perdeu parte de um dos dedos devido aos estilhaços de uma bomba de efeito moral lançada pela polícia em uma das manifestações do grupo.

Questionado se o ataque à Prefeitura de São Paulo tinha sido crucial para a revogação no aumento da passagem, o estudante afirmou que o motivo principal do recuo na tarifa foi "a presença popular": "Tinha centenas de milhares de pessoas saindo às ruas."

VIOLÊNCIA

Ao lado de Martins na sabatina, Mariana, pós-graduanda em sociologia da USP, disse que "não é uma questão de condenar ou apoiar, achar legítimo ou não [a violência]. É que a gente perceba como a população está descontente com a violência da polícia, da tarifa".

Sobre a presença de anarquistas ligados ao "black bloc", movimento que prega o uso da violência em manifestações, a ativista disse que a presença do grupo "é mais fantasia do que outra coisa".

Mariana reforçou a posição do MPL contrária à "depredação do patrimônio público e disse que tenta evitar que isso ocorra. No entanto, afirmou que o movimento jamais ajudará a polícia a identificar vândalos.

"Uma coisa é tentar, auto-organizadamente, restringir [a violência]. Ajudar a polícia a criminalizar quem quer que seja é outra coisa", disse ela.

VIDA PESSOAL

Como tem sido praxe, os porta-vozes do MPL evitaram dar detalhes de suas vidas pessoais e comentar outros temas que são alvos de manifestações, como a PEC 37, projeto que restringia o poder de investigação do Ministério Público e foi barrado terça-feira na Câmara.

"A gente é um movimento social que discute transportes", repetiu Mariana.

"Não interessa saber o que o Caio e a Mariana pensam. Fomos destacados pra uma tarefa específica, de falar com a imprensa", disse Martins, que acusou os meios de comunicação de tachar o MPL de "vândalos" no início da realização dos protestos.

De organização "horizontal", o MPL não tem líderes. Os porta-vozes foram escolhidos pelo grupo, de cerca de 80 integrantes. Outras tarefas incluem a interlocução com a polícia e a redação de documentos e panfletos.

CRÍTICAS POLÍTICAS

Os dois integrantes do MPL foram duros tanto com as reações de Calheiros quanto a da presidente Dilma Rousseff (PT), com quem o movimento se reuniu, em Brasília, na última segunda-feira.

"A gente vê o projeto do Renan de passe livre estudantil como algo ligeiramente oportunista, cuja tentativa é menos enxergar o transporte como direito e mais uma tentativa de desmobilizar os estudantes", afirmou Mariana.

TARIFA ZERO

O MPL defendia o passe livre estudantil quando foi organizado nacionalmente, em 2005. Com o tempo, porém, passou a defender a tarifa zero, com base no projeto criado, mas não implantado em São Paulo em 1990, na gestão da então prefeita Luiza Erundina, na época no PT.

"A Dilma [Rousseff] disse que não existe tarifa zero: ou paga o usuário ou paga o contribuinte, mas isso é óbvio. O que a gente quer, justamente, é que o contribuinte pague", defendeu Martins.

Ele citou o aumento no IPTU como uma das fontes de financiamento possíveis e disse que o transporte público deveria estar no mesmo patamar de serviços públicos, como saúde e educação, fornecidos gratuitamente pelos governos.

"A reunião foi frustrante, pró-forma, do tipo vocês estão na rua, então vou chamar pra conversar’", disse Mariana, após a sabatina, sobre o encontro com Dilma.

O MPL negou que deixará de convocar mais protestos, mas disse que o foco agora será em outras atividades, como a aula pública realizada ontem, em frente à Prefeitura de São Paulo.

O movimento também promoverá o projeto de lei que prevê a implantação do transporte gratuito em São Paulo.

ESTÉTICA

Uma das perguntas do público que mais empolgaram o MPL foi sobre a "estética" dos protestos, questão classificada de "muito séria".

O movimento define o roteiro da marcha durante a manifestação e, ao invés de usar carro de som, faz jograis durante a passeata –prática em que um integrante grita um recado e os outros manifestantes repetem, juntos, em voz alta, para que todos no protesto possam escutar.

O grupo também tem uma fanfarra durante os atos. Outro recurso é a queima de catracas, compradas em ferros-velhos. "A catraca como símbolo, é a marca do apartheid urbano, por isso a destruição da catraca", disse Martins.

Os ativistas disseram que as redes sociais, principalmente o Facebook foram "fundamentais para a massificação da luta contra o aumento", mas lembram que várias cidades já haviam feito protestos grandes antes da existência desse recurso.

(FABIANO MAISONNAVE)

01/06/2013

Rosa de Oliveira confessa, a RBS está de luto

Filed under: Pedágios,Privatas do Caribe,Privatidoações,Rosane de Oliveira — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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Rosane dos Pedagios 

A musa dos pedágios, guru dos privatistas, e ventríloqua do grupo RBS, Rosane de Oliveira engoliu um parafuso pela porta de saída. Por isso esta tosse seca com o bichinho do hum hum coçando a garganta, e este constante roça da para acomodar bunda na cadeira. O nervosismo pela caída de mais um símbolo da privataria deixou os capachos da RBS ainda mais ressentidos.

E assim fica cada vez mais claro que  só Olívio é o caminho, a RBS são os pedágios!

Rosane de Oliveira: nem tudo é festa com o fim das concessionárias

Zero Hora – Jornal do RS com notícias, esportes, colunistas e mais

11/05/2010

De blog em blog

Filed under: RBS — Gilmar Crestani @ 2:23 am
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Parodiando a música do João de Almeida Neto, andam falando por aí, de Blog em Blog, o que pouca gente sabe… porque o Grupo RBS faz questão de esconder.
A relação carnal, da origem e crescimento, do Grupo RBS com a ditadura. É sempre assim, como no futebol, o jogador que levanta o braço para o juiz é sempre aquele que comete a falta ou, no gol do adversário, dá condições tirando-o do impedimento. Assim faz o Grupo RBS e seus funcionários. A principal infratora da liberdade de imprensa sempre que pega com a boca na butija parte para o ataque, defendendo o liberdade de imprensa que não pratica. Por isso, republico aqui o que saiu no Diário Gauche, do Cristóvão Feil, com o acréscimo do email do Keyser:

O jornal oficial da ditadura!

O jornal oficial da ditadura!

Penso que o jornal eletrônico Sul 21 – a ser lançado segunda-feira próxima, dia 10 – pode muito bem desempenhar o papel que o diário Última Hora cumpriu durante o governo Brizola no Rio Grande do Sul. Claro, guardadas as peculiaridades históricas que nos separam do final da década de 50 e início da década de 60. A própria administração pública estadual era distinta, o governo Brizola foi pródigo em reformas e também logrou reunir uma oposição reacionária que se fez muito forte, tanto que esta conseguiu eleger o governador Ildo Meneghetti, um dos mais repressivos da história sulina, e não por acaso, um dos mais medíocres.
Hoje, nem sabemos se a esquerda volta ao Piratini, tamanho é o embotamento cívico, cultural e econômico que pesa como chumbo sobre o estado e seu povo. Estamos no ponto mais rebaixado da nossa história como ente federado, até mesmo o tucano José Serra, ontem, não conseguiu disfarçar que pensa o mesmo sobre o RS.
O jornal Última Hora foi fundado pelo grande jornalista Samuel Wainer (foto), no início editado só no Rio, depois foi para São Paulo e mais adiante, Porto Alegre. Era um jornal vibrante, moderno e de grandes tiragens diárias. A redação era formada por jornalistas talentosos, muitos identificados com o trabalhismo radicalizado do governador Leonel Brizola, outros tantos com o Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão, entre os quais João Aveline.
Última Hora “morreu” – pode-se dizer assim – nos dias seguintes ao golpe de 1º de abril de 1964. Até o dia 5 de abril o jornal circulou com a mesma linha editorial combativa, de esquerda, mobilizador e informativo. Daí em diante, passou para uma linha de “neutralidade simpática” em relação ao golpe civil-militar, que veio para embrutecer o País por mais de duas décadas. UH havia circulado sem interrupção, praticamente, por quatro anos e dois meses em Porto Alegre, perfazendo exatas 1270 edições, conforme conta o jornalista, já falecido, Jefferson Barros, em seu livro “Golpe mata jornal” (1999), da Já Editora.
Amanhã, eu vou contar aqui como a Última Hora se transformou (se degradou) em Zero Hora, agora um jornal a serviço do regime ditatorial, e como um sócio minoritário de ZH, Maurício Sirotsky Sobrinho, junto com Ary de Carvalho, Ricardo Eichler, Otto Hoffmeister e o professor Dante de Laytano, conseguiu se constituir no dono singular do carro-chefe da RBS.
Quando do golpe de abril de 1964, o diretor de Última Hora, Ary de Carvalho, queria manter o jornal com a mesma equipe, estrutura e linha editorial. Samuel Wainer, que já estava refugiado numa embaixada e de lá ainda mandava no seu patrimônio, tomou a firme decisão de fechar o jornal. Uma nova empresa foi criada, com quatro sócios e igual número de cotas: Ary de Carvalho, Ricardo Eichler, Otto Hoffmeister e o professor Dante “Em Bagé as casas eram altas, porém brancas” de Laytano.

Logo adiante, Ary de Carvalho tornou-se único dono do jornal, uma vez que foi beneficiado com um empréstimo do Bradesco, de propriedade de seu amigo Amador Aguiar.

Ary relatou o caso ao repórter Jefferson Barros, assim: “O jornal cresceu. Comprei aquele terreno na avenida Ipiranga; estava construindo o prédio e me endividei junto ao BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Eu saia muito com o Maurício (Maurício Sirotsky Sobrinho), éramos muito boêmios. Numa madrugada, eu perguntei para ele: por que você não entra de sócio de Zero Hora? Ele respondeu: ‘Pô, a essa hora da manhã!’. Passaram-se alguns dias, eu lembrei o assunto e nós começamos. Eu disse: entra aí com 50%; esse talvez tenha sido o meu erro… Aí vendi 50% do jornal para o Maurício. Já estava com o prédio pela metade. Fui a Chicago e compramos a máquina de off set, mas estava sem fôlego financeiro, embora o jornal crescesse. Um dia o Maurício me propôs comprar mais 10%. Não aceitei. Disse que se vendesse só mais uma ação ele já seria o dono do jornal. Ele tentou, uma, duas, três vezes. Como não conseguiu me disse: ‘Não vou avalizar mais nada’. Se você não avalizar, respondi, você sabe o que vai acontecer: vamos subir a Ladeira (rua General Câmara, onde estão os cartórios de protesto de títulos). Aguentei seis meses, reformando títulos. Até que chegou um dia que eu atrasei um título na Crefisul. A Crefisul era o agente financeiro que tinha financiado a máquima. Com a valorização cambial a máquina já custava três vezes mais do que quando foi financiada. Quando fiz o empréstimo, o Aron Birmann (presidente da Crefisul) sugeriu que além da máquina, como garantia eu desse as ações da empresa. Aceitei, caucionei minhas ações. Quando houve o atraso da prestação fui intimado a pagar em 72 horas. Era uma combinação do Birmann com o Maurício, que era o avalista. Só me restou o acordo, e as ações foram parar nas mãos do Maurício, pelo preço nominal das cotas”.
“Ary não esquece a data: dia 21 de abril de 1970” – anota Jefferson Barros no seu livro “Golpe mata jornal”.
Perguntado se não procurou outra solução, Ary de Carvalho disse que procurou o “doutor” Breno Caldas, dono do Correio do Povo, principal diário do RS, então. “Tentei vender a Zero Hora para a Caldas Júnior. Mas o ‘doutor’ Breno tinha aquela coisa monárquica, a pretensão de ser o Estadão gaúcho. Não pensou 24 horas e recusou a oferta”, disse Ary.
O resto da história vocês sabem: a família Sirotsky fez de Zero Hora um jornal a serviço da ditadura civil-militar. Como recompensa, foi beneficiada com concessões públicas de rádios e TVs em todo o Rio Grande do Sul. Modernizaram suas empresas no âmbito tecnológico e nos métodos de gestão, mas a linha editorial permaneceu a mesma desde que foi criada há 40 anos, protagonista de um jornalismo diversionista, conservador, de má qualidade, fomentador das piores práticas sociais e sustentador ideológico dos governos mais medíocres.

Email do Keyser:
Kayser disse…
Sobre o assunto, encaminho um e-mail que recebi há algum tempo:
“HISTÓRIA DA COMPRA DA TV GAÚCHA (RBS) SEGUNDO BRENO CALDAS, DIRETOR DO CORREIO DO POVO
Para comemorar os 50 anos da RBS nada melhor do que ouvirmos a voz de Breno Caldas, o falecido proprietário do Correio do Povo e rádio Guaíba na entrevista que concedeu a José A. Pinheiro Machado, publicada no livro “Breno Caldas- Meio Século de Correio do Povo”.editora L&PM, 1987. Breno falava da famosa encampação da rádio Guaíba pelo Brizola em 1961 para transmissào da Campanha da Legalidade.
Breno Caldas- Não, no início era só a Guaíba. Só a Guaíba foi requisitada, ou então “encampada”, como disse o Brizola. As outras estações ficaram no ora veja. Aquele fato político da Legalidade teve uma repercussão enorme, as pessoas acompanhavam cada passo, cada lance, a audiência era expressiva. Aí a Rádio Gaúcha resolveu aderir ao negócio, pediu para entrar …e entrou. Depois de tudo, aconteceu um fato curioso. Um dia apareceu lá na Guaíba um diretor do Banco do Rio Grande e queria me dar dinheiro: disse que estava lá por ordem do governador para fornecer recursos, os recursos que eu precisasse, a título de indenização pela ocupação da rádio. Eu disse que não precisava, que não queria ….ele ficou surpreso: “Mas o que é que eu vou dizer ao governador?” “Diga que eu não quero dinheiro. No fim da ocupação, eu vou mandar uma conta, uma conta detalhada, correspondente exatamente às horas que ele ocupou a rádio.” E, realmente, quando terminou o negócio,nós fizemos lá as contas de quantas horas a rádio ficou no ar a serviço da Legalidade e deu uma coisa ridícula…25 contos de réis … Mandei a conta e eles pagaram. O nosso Maurício Sobrinho também resolveu mandar a conta da Gaúcha, embora a Gaúcha não tivesse sido requisitada ou encampada, mas sim tivesse aderido à Legalidade. Naquela época, o Maurício tinha comprado a TV Gaúcha do Balvé.. e lhe estava devendo 250 contos pelo período da Legalidade.. Então, na prática, o governo do Estado pagou a aquisição da TV Gaúcha…
A direçào da RBS nunca desmentiu nem explicou as palavras de Breno Caldas. “

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