Ficha Corrida

23/12/2015

Heresia, relator nega existência de Deus

Filed under: Augusto Nardes,Estadão,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,TCU — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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tcuAo ler a manchete do Estadão deste 23/12/2015, o leitor que desconhece a enlouquecida cavalgada dos golpistas paraguaios teria a certeza que o Relator é um alienígena. Ou então o Estadão não sabe que o tCU é um órgão auxiliar do Congresso, e portanto, subordinado a este? Está lá no art. 71 da Constituição, este livrinho tantas vezes feito papel higiênico pelos sinistros do tCU, que eles são auxiliares do Congresso Nacional. São, como se diz no popular, office-boys do Congresso. E como o Congresso quer ter entre seus auxiliares os mais submissos, escolhem dentre si os mais propensos à submissão política.

Antes de julgar os outros o tCU precisa explicar a aparição do Augusto Nardes na Operação Zelotes e as acusações que pesam na famiglia Cedraz… A indignação do tCU é o que o torna indigno: Dilma quer que Augusto Nardes e Aroldo Cedraz, para a julgarem, primeiro deem explicações das acusações que pesam sobre eles.

O próprio tCU deveria reconhecer e mudar a sigla OACN, Órgão Auxiliar do Congresso Nacional. Ou algo similar, tCU é piada pronta.

Já se pensou o tCU como um asilo para políticos de baixa extração ética, como Augusto Nardes, mas, diante de tantos casos de malversação do dinheiro público, o tCU está mais para casa de tolerância. Tolera seus parceiros e combate quem ousa abrir a Caixa de Pandora. O tCU fiscaliza o tostão para liberar o milhão…

O Estadão, como todos os grupos mafiomidiáticos, preferem ficar ao lado do golpe paraguaio da Miss Colômbia das Alterosas.

Relator contraria TCU e pede aprovação de contas de Dilma com ressalvas

RICARDO BRITO E ISABELA BONFIM – O ESTADO DE S. PAULO

22 Dezembro 2015 | 17h 22

Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) divulgou nesta terça-feira seu parecer de 243 páginas pela aprovação das contas da gestão petista em 2014

A presidente Dilma Rousseff

Brasília – O relator das contas do governo da presidente Dilma Rousseff de 2014, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), afirmou nesta terça-feira, 22, que seu parecer é pela aprovação das contas da gestão da petista "com ressalvas". Em um texto de 243 páginas, Acir contrariou o Tribunal de Contas da União (TCU) que, em outubro, decidiu por unanimidade recomendar ao Congresso a rejeição das contas de Dilma. A oposição apostava na eventual reprovação das contas para pressionar por um novo pedido de impeachment contra a presidente.

Apesar da divulgação do parecer, o texto só deve ir à votação na Comissão Mista de Orçamento (CMO) em março. Em seguida, ainda terá de passar pelo plenário do Congresso.

O senador incluiu três ressalvas em seu parecer: 1) a situação da economia durante o ano de 2014 impediu que houvesse o cumprimento de cenários econômico-fiscal traçados bimestralmente pelo governo em 2014, o que fragilizou a transparência da execução orçamentária; 2) as pedaladas fiscais não se caracterizam como "operação de crédito", por isso não é crime; 3) existência de mais de R$ 200 bilhões em restos a pagar (só em 2014, era de R$ 227 bilhões) sem qualquer programação de pagamento.

No caso das pedaladas fiscais, o principal ponto do processo do TCU, Acir Gurgacz argumentou que não houve desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo ele, os atrasos nos pagamentos – a inadimplência – foram ou estão sendo quitados, sendo, dessa forma, uma mera questão fiscal. Isto é, Dilma pedalou para fazer frente ao cenário econômico adverso de 204. Ele classificou esse tipo de operação como "mera formalidade".

O relator disse que, além da manifestação do TCU, também e embasou nas defesas feitas pelo Banco do Brasil, pela Caixa Econômica, pelo BNDES, por juristas de universidades brasileiras, técnicos da Advocacia-Geral da União, consultores legislativos, entre outros.

Questionado, o senador rebateu o tribunal: "Por que tem que prevalecer a posição do TCU, que é um órgão que assessora o Congresso?" E insinuou que a Corte teria agido de maneira política quando votou em peso pela rejeição, logo após o governo ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar retirar o relator do TCU, ministro Augusto Nardes. Ele frisou que não é razoável incluir nas contas de Dilma todas decisões tomadas em cada ministério e órgãos do Poder Executivo.

"Enfim, como não encontramos o vínculo de responsabilidade da presidenta e como os argumentos do Tribunal não são relevantes o suficiente para levar à rejeição, nosso relatório conclui pela aprovação das contas, porém com ressalvas", disse Acir. "Meu relatório está menos politizado do que o relatório do TCU, deveria ser o contrário", completou.

O senador apresentou uma série de recomendações para serem seguidas, de agora em diante, pela administração pública federal, estaduais e municipais. Entre elas, defendeu a adoção de um cronograma de médio prazo para se pagar o passivos dos restos a pagar. Ele citou que, no caso das pedaladas fiscais, o governo discute com o tribunal um cronograma de pagamento.

"O passado não se conserta, não há como retroagir. Mas precisamos pensar nos futuros presidentes da república e governadores de estados", afirmou, ao citar que, em 2015, 14 estados governados pelos mais diversos partidos não cumpriram a meta fiscal. "Minha preocupação não é rejeitar ou aprovar as contas de um presidenta, estamos pensando no país", destacou.

Decretos – O relator chegou a defender que os decretos não numerados assinados por Dilma e pelo vice-presidente Michel Temer em 2014 não são ilegais. Ele destacou que havia previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano passado para se editar esses decretos sem a aprovação do Congresso.

22/12/2015

Ao invés de combater como Dilma, PSDB prefere chamar sua corrupção de "desorganizada"

E o PSDB, por seu capo di tutti i capi, pode dizer estas boçalidades impunemente porque tem de seu lado o escandalosamente lento e engavetador MPF. O MPF e parcela atrasada do Judiciário viraram cumplices seja pela engavetamento, seja legitimando práticas, como faz Gilmar Mendes e antes dele Geraldo Brindeiro.

Para azar deles, hoje não basta contar com o apoio da velha mídia, há que se contar também com a seletividade burra de midiotas. A estultice de anencefálicos atacando Dilma, sobre a qual não paira nenhuma acusação de corrupção, para assim livrar o lombo de um notório corrupto, desde os tempos de Collor, conhecido pelo apelido de Eduardo CUnha.

Há muito tenho notado que a campanha do MPF contra a corrupção é uma espécie diversionismo para eliminar a concorrência de seus próximos ideológicos. O estrabismo de suas atuações são por demais evidentes e a internet não para de revelar cada vez mais essa parceria que mantém o Brasil preso ao atraso. As Danusa Leão e os Luis Carlos Prates do MPF fazem das tripas coração para protegerem aquilo que o PSDB chama de choque de gestão e de meritocracia, que é simplesmente o privilégio que desde sempre gozam os que já nascem com privilégios. Outro exemplo neste mesmo sentido é aquele asilo de políticos velhos e velhacos que é o tCU. Afinal, o que diferencia Robson Marinho no TCE/SP de Augusto Nardes no tCU? A explicação pode ser dada com um exemplo: graças a seletividade de instituições como MPF/PF/PJ João Havelange, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Eduardo CUnha circulam com desenvoltura e cheios de boça pelas altas esferas do Brasil, mas ou já estão presos no exterior ou se por lá circularem o serão. Por que um notório comprador de reeleição continua todos os dias ganhando espaço para deitar falação sobre honestidade?

“Desorganizada”, corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27

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Da Redação

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.

Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin, totalizando R$ 210 bilhões? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?

A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.

Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.

Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:

1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.

2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.

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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.

4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.

5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?

6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.

O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.

Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal.

Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.

Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.

No Estadão:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.

No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.

Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).

Se é certo que o PT hoje age igualzinho a todos os outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?

As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.

Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

Leia também:

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"Desorganizada", corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010 – Viomundo – O que você não vê na mídia

26/10/2015

As bombas que eram tracks

As pombas

Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Como no poema do Raimundo Correia, uma a uma as bombas soltadas pelos golpistas vão se esfacelando como tracks de festa infantil. Os assoCIAdos do Instituto Millenium vendem os tracks como se fossem as tais bombas inteligentes que os EUA jogaram sobre o Afeganistão. Lá como cá, atingem, cirurgicamente, apenas… hospitais. Aliás, ainda no ramo de bombas, a direita brasileira tem um apego muito grande por bombas que estouram nos próprios braços, como aquela do Riocentro.

O que estamos vendo é que, como as pombas do Raimundo Correia, as bombas da direita hidrófoba voltam aos umbrais de onde saíram, mas os sonhos de destruir Lula, Dilma e PT, que move todo todo brasileiro corrupto, já não convencem mais. O jornalismo de torcida organizada, do tipo hooligans, é tudo o que resta aos golpistas inveterados.

Lista das principais bombas lançadas contra o PT, Dilma e Lula e os seus lançadores:

RBS, Rede Globo e demais membros do Instituto Millenium

sonegação é só negação não é corrupçãoOs veículos de mídia, por terem o DNA incrustrado no golpismo, mantém um guerra sem quartel contra Lula, Dilma e o PT. O ódio disseminado pelos grupos mafiomidiáticos quer convencer os seus candidatos perdedores que o poder lhes pertence por direito divino. Revelado pelo vazamento, via parabólica, a prática de esconder o que é bom ao PT, Lula e Dilma e mostrar tudo o que lhes possa ser jogado como criminoso, constitui-se a verdadeira Lei Rubens Ricúpero. Eis aí a primeira bomba que se autodestrói. A Rede Globo está envolvida, junto com J. Hawilla, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero, no escândalo de sonegação da Copa de 2002. A RBS, por sua vez, foi pega na Operação Zelotes corrompendo para sonegar pelo menos R$ 113 milhões. É com este dinheiro sonegado que eles capturam servidores públicos e políticos para se safarem de suas obrigações legais. O ódio dos grupos mafiomidiáticos pode ser medido por declarações de seus estafetas mais ilustres: Luis Carlos Prates, Arnaldo Jabor, Rachel Sheherazade, Merval Pereira, Fernando Gouveia e Danusa Leão. Acaba de vazar que a RBS pagou R$ 11,7 milhões para se safar de R$ 113 milhões de impostos. E isto explica porque um Estado que já foi pujante, desde que a RBS por aqui cresceu, arrefeceu. Dizem que o RS está quebrado mas não dizem quem o quebrou. A RBS teve e tem participação nisso. Não por acaso, seus mais salientes funcionários, buscam conseguir imunidade parlamentar. Pode-se inscrever neste rol, além do já denunciado Afonso Motta, também os dois senadores da RBS, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. A sonegação conseguida mediante pagamento de quase doze milhões explica porque a RBS deu tanta cobertura aos manifestantes que diziam que sonegação não é crime…

Pode-se e deve-se por na conta dos grupos mafiomidiáticos a luta constante contra o ENEM. Foram eles que repercutiram o grito dos que não queriam concorrência para ingressar nas Universidade Públicas. Coincidentemente, passaram a odiar Lula que sozinho construiu mais Universidades que todos os seus antecessores somados. De repente, o ENEM passa despercebido e leva às universidades um público diferenciado, em cores e procedências. O resultado disso vai demorar, mas vai aparecer. Instituições hoje ocupadas por oriundos da classe média secularmente privilegiada transformar-se-ão quando esta leva social substituir a anterior.

A Folha tem um costume que se observa de forma crônica também nos demais: acusações que de alguma forma visam Lula, seu nome e seu partido aparecem na TV. Se a má notícia tem a ver com o PSDB ou seus aliados de ocasião, o fato é tratado de forma asséptica, como quem se desculpa por trazer o assunto à baila. Por exemplo, a má administração, o descalabro na segurança pública jamais são levados à conta de Geraldo Alckmin. Se der, põem a culpa no PT.

AssoCIAções Médicas

mais medicos menos mulasTodo dia que passa mais médicos envolvidos na batalha contra o Mais Médicos aparecem em situações de completa e absoluta falta de ética. A máfia de branco não esconde todo ódio que têm pelas políticas de saúde pública que levam atendimento a locais carentes. Não importa que milhões de pessoas ficariam sem assistência, importa demonstrar em praça pública toda a deformação profissional e a completa ausência de escrúpulos humanísticos. É irmã siamesa da constatação que fez Danusa Leão: “Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?”

O fato de pessoas que estão na “casta”, ao parecer deles, mais inferior disputar e ocupar espaço em sala de aula com os filhos dos sempre privilegiados é motivo de ódio animalesco. O filme da Anna Muylaert, “Que horas ela volta?” da conta muito bem de retratar essa situação criada pelo PT de Lula e Dilma.

Outro lado desta mesma moeda reside no vira-latismo em relação à valoração do filme. Só passa a ter valor a partir do momento que concorre a prêmios internacionais.

Se lá fora for aceito, então é bom. Se não, não!

Para se ter uma ideia, o símbolo moral do ódio médico é Ronaldo Caiado

 

tCU

tCU faz de contaÓrgão (sic!) auxiliar do Congresso é o mais novo bastião dos golpistas. Sonho de onde partiriam as bombas que serviriam para detonar Dilma, descobre, antes mesmos que seus torpedos cheguem ao Congresso, que eram track de corruptos inveterados.

Augusto Nardes, ilustre membro do PP gaúcho, pego todinho na Lava Jato, também foi pego na Operação Zelotes.

Agora é a vez de outro ilustre membro daquele grupelho de políticos fracassados, o Aroldo Cedraz.

Ana Arraes, que fazia uma dupla inseparável com o filho Eduardo Campos, perfilou-se aos inescrupulosos parceiros.

Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são personagem que até bem pouco tempo, como ensina FHC em suas memórias, tinham livre trânsito para fazerem o que fazem sem serem incomodados por incômodas denúncias.

Eduardo CUnha

cunhas-somosProtegido pela Rede Globo, onde trabalhava a mulher Cláudia Cruz, o Presidente da Câmara virou Meca do MBL, Carlos Sampaio, Aécio Neves e Paulinho da Força Sindical. A Veja, como fizeram com Demóstenes Torres, apostou todas as fichas nele. As Marchas dos Zumbis, puxadas pela mídia golpista, tinham para Eduardo CUnha um lema que não deixa dúvida do nível das manifestações que tentaram destituir Dilma para colocar em seu lugar o Napoleão das Alterosas: “Cunha é corrupto mas está do nosso lado”. Não é só fazer coro ao notório corrupto, mas principalmente indicativo do déficit civilizatório da turma do toxicômano. Se houvesse qualquer compromisso no combate à corrupção o MPF teria processado os portadores de tais faixas por apologia à corrupção?!

Eduado CUnha, em que pese todas as provas já reunidas pela Suíça, continua podendo interferir na ocultação de provas e na continuidade dos crimes. Tentou, inclusive, impedir que a Suíça enviasse ao Brasil o dinheiro e as provas. Não há, até este momento, pedido de prisão seja dele, seja dos demais membros da quadrilha familiar, por obstrução à justiça ou ocultação de provas. Não há, no caso do CUnha, a mesma virulência aplicada com a CUnhada do Vaccari, o que indica até que ponto nossas instituições agem à reboco de interesses escusos. Embora não esteja no PSDB, para tamanha imunidade, Cunha tem sido muito  útil ao PSDB. A parceria que fez com Carlos Sampaio para tentar entronizar o Napoleão das Alterosas tem obnubilado os olhos cegos e estrábicos da justiça.

 

FHC

Miriam-DutraO ex-presidente, a par de tudo o que já se sabia, agora botou em livro que não só nomeou ladrões como, sabendo, nada fez para puni-los. Até aí, nenhuma novidade. O que mostra o verdadeiro caráter dele e de seus aliados é a festa que Veja fez neste fim de semana por mais esta descoberta na biografia do mestre dos corruptos.

A capacidade,  a inteligência de FHC mede-se também pelo fato de ter sido traído até pela amante. Assumiu como seu um filho que era só mãe, Miriam Dutra. Como os filhos de D. Ruth sabem o pai que têm, pediram exame de DNA e encontraram indícios de que era filho da Globo, usado para capturar o governo no tempo do pai. O empréstimo do BNDES a Globopar explica o ostracismo da funcionária da Globo na Espanha. Quem a sustentou por lá?

A destruição do patrimônio nacional em prol do Consenso de Washington rendeu a ele e de resto aos seus correligionários o legado de três passada de pires ao FMI. Em contrapartida, não deixaram nenhuma obra que se use cimento e tijolos. Só pessoas totalmente desinformadas ou com muito ódio para dar trela ao pior presidente que este país já teve. Se não bastasse tudo o que já sabíamos, agora começam a aparecer até pela boca dele. Como diz o ditado, quem fala muito dá bom dia a cavalo. Por ser figura onipresente na mídia golpista, todo dia tem uma entrevista sem que dele se cobre responsabilidade por ter posto, no limite da responsabilidade, todos os casos de corrupção sob o manto do primo de seu vice. Geraldo Brindeiro, quatro vezes reconduzido, sendo que na última havia ficado em sétimo lugar na eleição pelos seus pares da procuradoria, era primo de Marco Maciel. Outro legado que envergonha qualquer pessoa minimamente informada na área jurídica é Gilmar Mendes.

Manifestações e a Marcha dos Zumbis

Manifestações - negros nao entram_Desde 2013 brotou um caldo de cultura de ódio e despeito que envergonha as pessoas que têm um mínimo de decência. Chamo de Marcha dos Zumbis porque reúne pessoas e ideias que pensava estavam abaixo das placas tectônicas. Usar a democracia para pedir a ditadura é menos paradigmáticas das obscenidades. Primeiro, foram contra o fato de Lula ter conseguido trazer a Copa de 2014 para o Brasil. Diziam, #naovaitercopa. A Folha de São Paulo chegou a dar manchete “Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque”. Depois, os reis dos camarotes vips do Itaquerão, patrocinados pela Multilaser, Banco Itaú xingaram Dilma para que o mundo pudesse ver o nível educacional. A partir daí os golpistas vestiram a camisa Padrão FIFA da CBF. Os golpistas, como a seleção da camisa que vestem, estão levando 7 x 1. Mas isso não importa. Assim como não importa que todos os corruptos ligados ao futebol, como os golpistas, andam livres, leves e soltos pelo Brasil, mas não ousam viajar ao exterior. O patrono deles está na Suíça e talvez vá aos EUA, e não será para Miami, de onde Ricardo Teixeira fugiu para… o Brasil. Aqui, enquanto Lula não for caçado e preso, não corre risco algum. Aqui toda direita está ocupada em encontrar pelo em ovo ou prender Lula pelos filhos ou noras.

Por não ter entendido como tirar proveito das manifestações, Arnaldo Jabor foi ridicularizado pela tv Argentina. Um dia disse atacou os manifestantes, no dia seguinte disse exatamente o contrário e tudo espumando de ódio. E se o patrão pedisse, desdiria tudo novamente. Seres invertebrados tem estas e outra facilidades.

Em porto Alegre, uma cidade tomada e domada pelos interesses da RBS, houve manifestações no reduto da classe média alta, Parcão e Bela Vista. Não há um registro de manifestações na Restinga ou na Vila IAPI. Claro, só midiotas atenderam ao apelo dos corruptos para derrubar quem deu e está dando todas as condições para que não sobre “pedra sobre pedra” na corrupção.

A bandeira da FIFA foi o menor dos pecados dos manifestantes. Hoje sabe-se que todos seus heróis estão presos ou respondendo processo por corrupção. Quem exigia Padrão FIFA está vendo o chefe da CBF preso na Suíça e os demais sem condições de saírem do Brasil sob pena de serem presos pelo FBI. No entanto, não houve nenhuma manifestação pedido que Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero e seus parceiros na mídia fossem investigados e punidos. Serve, em relação a eles o que disseram em relação ao Eduardo CUnha, “é corrupto mas é nosso corrupto”, “somos milhares de CUnhas”…

 

Narcotráfico

FHC apologia às drogasE assim chegamos ao pilar que move a direita moralista mas imoral. Diz-se que a luta contra as drogas é uma luta perdida. A população carcerária no RS é majoritariamente de pequenos traficantes. Todo dia a mídia publica a apreensão de entorpecentes pela polícia. É a parte menor. A parte maior é consumida nas melhores famílias.

De novo o filme “Que horas ela volta?”. Nele se mostra quem são os consumidores. Se há tanto consumo é porque há muito consumidor. E são eles os responsáveis pela narcotráfico. Não é sem motivo que a mídia esconde a apreensão de 450 kg de cocaína num helicóptero. É a mesma mídia que não faz o menor esforço para mostrar as festas onde rola mais cocaína que guaraná. A Revista norte-americana, TMZ, fala das festas que Aécio dava. Nossa mídia consegue se infiltrar e gravar qualquer coisa, seja em presídios, em selas com Alberto Youssef, mas nunca esteve nas festas do Ronaldinho Gaúcho. Nunca mostrou o que rola nas festas do Ronaldo Nazário. As festas do Aécio, então, nem pensar. Nem mesmo quando o Estadão publicou “Pó pará, governador” a polícia se deu ao trabalho de entender porque José Serra atacou Aécio, pelas mãos de Mauro Chaves, com tamanha ousadia. Juca Kfouri também deu a entender.

Notícia de traficantes se matando tem todo dia. Não há notícia das festas onde a farinhada rola solta. E não me vem com este papo de que é doença. Pelo quantidade de cocaína que a polícia julga que se consome no Brasil, então a nossa classe média deve estar toda doente. Se consumir fosse doença, a primeira providência é levar o sujeito ao médico. E aí chegamos ao paradoxo, FHC pedindo o afastamento da Dilma porque usou dinheiro da CEF, BB e BNDES para pagar em dia o Bolsa Família, mas dele ninguém cobra por fazer apologia de drogas que, como sabemos, não é uma atitude legal num idoso. A menos que seja senil.

Deve-se ao envolvimento do PSDB com as drogas a explicação porque não deu em nada a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína. A ADPF chegou a publicar que Minas Gerais havia se tornado centro de distribuição de drogas para o nordeste. Qual é a participação dos aeroportos clandestinos nesta logística? Quando disso tem participação senão comissiva pelo menos omissiva de Aécio Neves? Ah, se Zezé Perrela fosse amigo do Lula….

Este são os lançadores de bombas contra Dilma, Lula e o PT. Se nossa democracia está por um fio, o rompimento deste fio está nas mãos dessa turma aí. Vamos deixar?

11/10/2015

Todo moralista lembra, ao subir ao púlpito, da mãe no puteiro?

nardes na zelotesNa aurora da minha vida, de minha infância querida, descobri que o dedo em riste dos moralistas é mais sujo que o dos proctologistas. O tCU era tido como albergue de políticos fracassados. Mudou de ramos.

Os moralistas mais vigilantes, os mais  sectários investigadores da moralidade alheia antes de apontarem o dedo, lembram da última visita a mãe no puteiro?!

Comprando um parecer no Carf

Postado em 10 de outubro de 2015 por Juremir

Morro e não ouço tudo.

Rodamos no programa Esfera pública, ontem, na Rádio Guaíba, dois áudios da Operação Zelotes que mostram como se comprava o trabalho de um conselheiro do Carf ainda em 2014. Na linguagem jornalística, um “furo” nacional. O Carf é o organismo que julga recursos de dívidas com a Receita Federal. Passou a ser o atalho para empresas que desejavam pagar apenas 10% do que deviam.

Os grampos telefônicos, feitos com autorização judicial, que veiculamos tratam da negociação de um operador das empresas Bozano e Safra, Jeferson Salazar, com o então conselheiro do Carf, Jorge Víctor Rodrigues, para acertar o esquema a um custo módico de R$ 28 milhões sobre R$ 280 milhões devidos.

Os áudios exibem a desfaçatez dos negociantes. Nomes de interessados e dos interesseiros são citados sem a menor cerimônia. Em determinado momento, Salazar observa em tom de cautela a Jorge: “Você assumiria aí o comando de 20 (milhões) e aí o problema é seu” sendo que “nesses 20 está também a Procuradoria, que eles têm a boca grande”. Tudo é tratado com informalidade, mas com requintes burocráticos. Fala-se em contrato de quatro a cinco meses “para evitar uma troca de governo”.

Foi em agosto de 2014. Jorge Víctor aceita a tarefa, pede o número do processo, acerta detalhes de encaminhamento e de novos contatos.

No segundo áudio, Salazar passa a ligação de Jorge Víctor para o parceiro Eduardo, que trata de minúcias da operação. É preciso fazer o parecer que será assinado “por quem decide” com a ajuda do homem providencial dentro do Carf. Um aspecto importante é a transferência do dinheiro, chamado pomposamente de honorários, que deve se dar através de uma empresa com suficiente biografia para não ser barrada pelos instrumentos bancários de controle. Afinal, não é qualquer laranja que recebe R$ 28 milhões sem dar na vista. Bem pensado, são áudios educativos, pedagógicos, instrutivos: ensinam como comprar um conselheiro do Carf, como sonegar impostos em grandes proporções, como agem grandes empresas flagradas pela Operação Zelotes, que não desperta o interesse da maior parte da mídia, e como atuar em equipe para fraudar a Receita Federal enquanto se critica a corrupção e a carga tributária apresentadas quase sempre com a maior e mais injusta do mundo.

Morro e não ouço tudo. É melhor do que ser surdo. Quanto saber utilizado para ludibriar a sociedade brasileira. Quanto cinismo destilado em doses cavalares com a tranquilidade de quem discute temas de direito administrativo e tributário. Quanta manha. Quanta “boca grande”. Os áudios que rodamos revelam o modo de operação de todos os envolvidos no esquema descoberto pela Zelotes. A Lava-Jato é só um conta-gotas. No país em que Eduardo Cunha até poucos dias era herói do combate à corrupção, as negociatas do Carf são apenas mais um capítulo da novela da sujeira que faz a água do Tietê parecer limpa. Aprendi muito ouvindo as conversas que divulgamos. Aprendi que a cara de pau de alguns é extraordinária. Será que é o poder fascinante dos dez por cento que explica o Brasil?

Os áudios estão AQUI!

 

Juremir Machado da Silva | Blogs

18/09/2015

Propinas ao PSDB é dízimo abençoado

Nesta denúncias de corrupção a única coisa vergonhosa são os pesos e medidas da velha mídia oligárquica e do Poder Judiciário. A diferença de tratamento faz pensar e permite concluir que não são contra a corrupção, mas contra a concorrência na corrupção. Porque, pelo visto, há corrupção boa, a dos parceiros ideológicos, e a corrupção má, a dos adversários.

Tucanos inundam lista da Odebrecht

publicado 17/09/2015 – Mas não vem ao caso

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Ministro Cedraz, presidente do Tribunal de Contas e pai do Tiaguinho

Do deputado Jorge Solla:

Lista da Odebrecht da década de 80 lista obras, políticos e propina

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) entregou nesta quinta-feira (17) à CPI da Petrobrás cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht do fim da década de 80, que aponta o pagamento de propina para políticos como percentual das obras executadas pela empreiteira naquele época. O material original foi entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, na sede da Polícia Federal, em Brasília.
Na lista, há políticos aposentados e parlamentares que estão na ativa, como o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), que é membro da CPI e é identificado com o codinome de “Almofadinha”, listado como beneficiado da obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy foi diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). Ele ficou no cargo entre 79 e 84, cinco dos seis anos de execução da obra. Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.
Entre os mais conhecidos, estão o senador Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), do ex-deputado João Agripino Maia Neto, do empresário Fernando Sarney, do deputado José Sarney Filho e da ex-governadora Roseana Sarney.  Na lista, o PMDB de Recife aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, aparece na lista com codinome de “Toldo” e está vinculado à Adutora do Sisal. Na época, ele ocupava o cargo de presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB) e secretário de recursos hídricos e Irrigação da Bahia.
Um dos beneficiados no esquema, conforme consta nas ordens de pagamento da Odebrecht, é o tio do ex-presidente peruano Alan Garcia, que ocupou o cargo de presidente entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011. Identificado nos documentos como Pescoção, Jorge Ramos Roncero aparece em ao menos duas notas de pagamento com valores de US$ 900 mil, que foram depositados em contas na Suíça e Bahamas. A obra referente a propina no Peru foi a da construção da usina de Charcani V.
No projeto do terminal de passageiros 2 do Aeroporto Galeão, no Rio, o major-brigador Lauro Ney Meneses, que foi comandante da Aeronáutica, é listado com o codinome “Positivo”. Segundo as anotações, ele teria recebido 2% sobre uma ordem de pagamento, o que somava 5,5 milhões de cruzados.
Na lista consta também obras como o Metrô de Recife, a Ponte de Vitória, os Canais de Cuiabá, o Porto de Natal, o esgotamento de Rondonópólis, no Mato Grosso, a ponte Colatina, no Espírito Santo, BR-163, BR-101, Transmaranhão, e usina de Capanda, em Angola. Na década de 80, a estatal Furnas prestou assessoria técnica na obra da usina de Capanda, que foi construída pela Odebrecht. Na lista dos beneficiados com repasses que variam entre 10 e 33 mil dólares estão quatro funcionários de alto escalão de Furnas.
Entre os políticos aposentados ou já falecidos, aparecem nomes como o de Cesar Cals, ex-ministro de Minas e Energia, Ary Valadão, ex-governador de Goias e Gerson Camata, ex-governador do Espírito Santo. O ex-senador Lazaro Barbosa (PMDB) aparece como Paris. Nas anotações há um pedido de entrega para ele em Brasília de 112 mil dólares. O ex-parlamentar era de Goias e a obra, a usina de Cachoeira Dourada.
Na lista também tem um Transporte de Massa Salvador, que foi a elaboração do projeto de transporte público pra capital baiana, apresentado como uma proposta de VLT. O projeto foi encomendado pelo poder público à Odebrecht. “Nada foi construído, mas segundo os antigos contabilistas da Odebrecht, dinheiro público foi pago e desviado por propina”, destacou Solla.
O deputado relatou como se dava o pagamento de propina. “As pessoas que me entregaram este material me contaram que a distribuição de propina se dava por depósito bancário – na agência do falido banco Econômico que tinha dentro da sede da Odebrecht, em Salvador – mas também na calada da noite. Das 9 horas da noite às 2 da manhã era a hora que os políticos e agentes públicos envolvidos no esquema iam pegar suas caixinhas de camisa recheadas de dólar”, disse, na sessão da CPI da Petrobrás.
O petista destacou que boa parte dos pagamentos era feito em dólar, como consta nas anotações. “Mesmo para obras realizadas no Brasil, havia a orientação escrita para transformar em dólar black e pagar. Para quem não lembra, o dólar black era o dólar do mercado negro, era comercializado ao arrepio da lei, por quem praticava contravenção”, disse. Segundo ele, os políticos que interessava a Odebrecht pagar propina regularmente eram direcionados para a DGU (Diretoria-Geral da empresa), sem vinculá-los a nenhuma obra.
“Vamos parar com esse conto da carochinha que vocês e o pessoal lá de Curitiba quer contar pra população, porque não convence mais ninguém. Empreiteira pagar propina a agentes públicos e políticos como percentuais em cima de obras, a gente tá vendo aqui, é mais velho que nossa democracia”, completou Solla.
Todos os arquivos:
https://drive.google.com/folderview?id=0B8omhYoODqbNYngwRnpfbU9PU2c&usp=sharing

Tucanos inundam lista da Odebrecht — Conversa Afiada

16/09/2015

A salvação que repousava em CUnha, está no tCU

Filed under: Augusto Nardes,hiPÓcrita,Operação Zelotes,PP,Severino Cavalcante,TCU — Gilmar Crestani @ 8:25 am
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nardes na zelotesEi! Al Capone
Vê se te emenda
Já sabem do teu furo, nego
Na operação Zelotes
Ei! Al Capone
Vê se te orienta
Assim desta maneira, nego
teuCU não aguenta…

Movimentos pressionam TCU sobre contas de Dilma

15 de Setembro de 2015

:

O movimento “Vemprárua” e outros grupos que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff fazem desde ontem, segunda-feira, uma “Blitzkrieg” junto aos ministros do TCU que devem avaliar as contas da presidente Dilma Rousseff relativas a 2014 até o próximo dia 7 de outubro. Eles pedem que os ministros rejeitem pressões políticas do governo e dos partidos para aprovar as contas de Dilma, ainda que com ressalvas.

– O que temos dito a eles é que se prendam ao julgamento técnico repelindo pressões políticas e que contem com o nosso apoio para isso – disse ao 247 o coordenador da atividade pelo VemPráRua, Jailton Almeida.

Reservadamente, dois ministros do TCU nos revelaram ter sido assediados pelos visitantes que tentaram lhes cobrar compromisso com o voto pela rejeição das contas. “Foi uma tentativa de constrangimento desagradável, dentro do meu gabinete”, queixou-se um ministro.

Como se sabe, o relator das contas, ministro Augusto Nardes, apresentará um parecer que poder ser acolhido ou não pelo plenário do TCU. Este parecer, que pode ser pela aprovação, rejeição ou aprovação com ressalvas das contas do governo é que será apreciado pelo Congresso, a quem cabe a palavra final. A oposição aposta na rejeição das contas de Dilma pelo Congresso porque terá com isso o fundamento jurídico para um pedido mais consistente de abertura de processo de impeachment contra ela. Os 13 pedidos já apresentados, e que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, devolveu aos autores para que sejam enquadrados nas exigências técnicas da Casa, não apontam infrações cometidas pela presidente que possam ser enquadradas como crime de responsabilidade. Nem mesmo o do jurista Hélio Bicudo, adotado pela oposição, que é o melhor fundamentado e também foi devolvido ao autor.

A rejeição das contas do governo pelo Congresso resolverá este problema para a oposição, que não gostaria de conduzir um processo de impeachment que possa ter sua legalidade contestada e que, por inconsistência jurídica, possa ser caracterizado como golpismo.

No cronograma da oposição, o pedido de Hélio Bicudo deve ser reapresentado depois da votação do parecer de Augusto Nardes pelo TCU, o que dará uma fundamentação mais consistente ao pedido, ainda que o Congresso não tenha apreciado a matéria.  A oposição ainda discute se vai apenas apoiar o pedido de Bicudo ou se,  através de seus líderes, irá subscrevê-lo.

Movimentos pressionam TCU sobre contas de Dilma | Brasil 24/7

13/09/2015

Ministro do tCU limpa chão com merda

OBScena: Augusto Nunes, primeiro à esquerda, e seu mentor, Severino Cavalcanti, il piccolo pizzu

A cada dia que passa, os perseguidores da Dilma acabam se revelando réus, donde se pode concluir que os ataques atendem a um velho axioma latino: “Si vis pacem, para bellum” (a melhor defesa é o ataque). Até os assoCIAdos do Instituto Millenium, os primeiros a saírem atirando, criando um clima de ódio, estão todos no Operação Zelotes e na Lista Falciani do HSBC. Como bem disse o Gregório Duvivier, eles querem tirar Dilma para roubarem mais. Então que dizer que Aécio, como seus aecioportos clandestinos nas terras do Tio Quedo, as suspeitas entorno do heliPÓptero, é mais honesto que Dilma?!

Pelo que eu saiba, Dilma não foi mencionada na Lava Jato, Aécio foi. Dilma não está na Lista de Furnas, Aécio Neves está. E agora até o Augusto Nardes, o ventríloquo do golpismo aparece na Lava Jato, encabeça a lista dos executores do Golpe Paraguaio. Estes são os brasileiros que dizem que vão passar o Brasil a limpo. Augusto Nunes saiu das fileiras do PP gaúcho, pego por inteiro na Lava Jato. Tão querendo limpar o chão com merda, né!

Augusto Nardes Severino CavalcanteMinistro do TCU é citado em apuração sobre fraudes

PF investiga compra de sentenças em órgão vinculado à Fazenda

Augusto Nardes, relator de processo sobre as contas da presidente Dilma Rousseff, nega irregularidades

DE BRASÍLIA

O nome do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes aparece em uma investigação da Polícia Federal sobre compra de sentenças do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

Como integrante do TCU, Nardes só pode ser alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro é o relator do processo das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff –ação que inclui as chamadas pedaladas fiscais e outras irregularidades apontadas pelo tribunal.

O TCU deve votar o balanço de Dilma em outubro, mas a palavra final sobre a aprovação cabe ao Congresso.

O nome do ministro surgiu durante os trabalhos da Operação Zelotes, que apura um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

A PF não informou, porém, quais os detalhes que ligam Nardes ao esquema.

Em troca do suborno, os membros do colegiado do Carf votavam em favor da redução ou até do perdão das dívidas das empresas que os corrompiam.

Em alguns casos, escritórios de advocacia ou de contabilidade atuavam na cooptação de clientes para o esquema. Na prática, esses escritórios faziam a negociação entre integrantes do Carf e representantes de empresas com processos pendentes no Conselho.

A informação foi publicada pela site da revista "Carta Capital" e confirmada pela Folha nesta quarta (9).

OUTRO LADO

Nardes disse à Folha que não tem qualquer relação com as irregularidades encontradas no Carf e que nunca atuou em favor dos interesses de escritórios e empresas investigadas.

O ministro afirmou ainda que foi sócio de um escritório de contabilidade, mas que se desvinculou da função há mais de dez anos, em junho de 2005.

"Esse escritório ficou no nome do meu sobrinho. Não foi alvo de busca nenhuma e, pelo que ele me disse, não tem nada de irregular", afirmou o ministro.

Nardes disse, porém, que não tem como se responsabilizar por nada relacionado à empresa no período em que ele não era mais sócio.

"Não tenho nenhuma informação de que serei investigado, estou totalmente tranquilo", disse Nardes.

13/08/2015

Augusto Nardes: sotaque, cara e prática do PP gaúcho

Filed under: Augusto Nardes,Golpismo,Golpistas,PP,TCU — Gilmar Crestani @ 9:36 am
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No altar do panteão golpista um legítimo gaúcho. Saído das fileiras do PP gaúcho pelas mãos do severo Severino Cavalcanti, Augusto Nardes encarna como poucos o espírito do hino rio-grandense: “sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra”. A enlouquecida manada amestrada pela RBS e amadrinhada por Ana Amélia Lemos está mais perdida que cusco em tiroteio.

Já não se amarram mais cavalos no obelisco. A moda gaúcha da atualidade é botar burros pra pastar no tCU.

Apoio de Renan a Dilma faz relator do TCU propor adiamento da votação

qui, 13/08/2015 – 08:36

Enviado por BRAGA-BH – Do Blog do Tales Faria

Apoio de Renan a Dilma faz relator das contas de Dilma no TCU propor adiamento da votação

Relator no Tribunal de Contas da União (TCU) do processo que analisa as contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, o ministro Augusto Nardes disse a amigos que deve propor na sessão de hoje à tarde um  aumento de prazo de defesa do governo para responder a novos questionamentos que ele pretende fazer ao Palácio do Planalto.

Indicado pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, o então deputado Augusto Nardes (PP-RS) foi eleito ministro do TCU num ato de rebeldia do Congresso contra o nome indicado pelo governo Lula, que era o do hoje senador José Pimentel (PT-CE), na época deputado federal.

Tomou posse sob os protestos do então presidente do TCU, Adylson Motta, que escreveu a Lula pedindo para não sancionar a nomeação devido “à inobservância do requisito constitucional da reputação ilibada e idoneidade moral”. Mas Lula cedeu a Severino.

As contas de 2014 de Dilma são as tais que incluem as pedaladas que teriam sido cometidas pela sua equipe econômica. E que poderiam ser enquadradas na lei de Responsabilidade Fiscal, ameaçando de impeachment a presidente da República.

Nardes é aquele mesmo ministro que perambulou pelo Congresso em julho pedindo aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que apressassem a votação de todas as contas presidenciais encalhadas há 20 anos no Congresso para que as contas de 2014 de Dilma sejam  votadas rapidamente.

Em outras palavras: Antes Augusto Nardes estava com pressa, muita pressa para ver votadas as contas de Dilma. E antes a expectativa era de que o tribunal de Contas da União recomendasse a rejeição das contas pelo Congresso Nacional.

O que mudou?

Mudou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a se declarar contrário à discussão do impeachment e, especialmente, contra a rejeição completa das contas com base apenas nas tais pedaladas fiscais.

Renan tem influência direta sobre três dos nove ministros do TCU. Como o governo já tinha possibilidade de obter outros dois votos, agora mudou o cenário: a expectativa é de que o plenário do TCU não rejeite as contas de 2015 de Dilma Roussef.

Deu para entender por que o ministro Nardes prefere adiar a votação?

Apoio de Renan a Dilma faz relator do TCU propor adiamento da votação | GGN

27/07/2015

tCU, de onde menos se espera, de lá mesmo é que só sai m…

Dilma_x_aecio_golpista_2015-07-09Desde 2002, a partir da derrota dos setores corruptos da sociedade, que se desenvolve uma batalha sem trégua nem quartel para retomar o monopólio da corrupção. Não combatem a corrupção, combatem a concorrência na corrupção.

É dos setores mais corruptos da sociedade que parte o combate mais feroz contra as tímidas tentativas de leve inclinação do uso dos recursos públicos para os setores mais carentes da sociedade. Não é sem motivo que contra o Mais Médicos tenham se insurgido aqueles profissionais liberais useiros e vezeiros de dedos de silicone para marcar o cartão ponto.

A concorrência no preço do atendimento médico foi entendido como um convite ao duelo de vida e morte. A máfia de branco dá a vida pela morte da concorrência.

Na esteira da luta da casa grande contra as migalhas destinadas à senzala abriram-se as tumbas e delas ressuscitou um ódio de classe como há muito não se via na direita hidrófoba.

As instituições públicas que desde a descoberta do Brasil vêm sendo ocupadas por pessoas oriundas de uma camada social privilegiada reagem de uma forma desmesurada contra esta partilha dos recursos públicos. Estamentos sociais acostumadas a privilégios hereditários se insurgem com a melhoria de classes sociais desprivilegiadas simplesmente porque isso significa alguma emancipação. Os que ganham auxílio pré-escolar, dedução das despesas médicas e educacionais no imposto de renda, devotam ódio eterno ao Bolsa Família de R$ 73,00 por filho, condicionado à frequência escolar.

Dentre todos, os grupos mais virulentos contra a melhoria das condições de vida de ampla maioria da sociedade são os que sempre se locupletaram com a ditadura, e que na atualidade ainda contam com mais recursos públicos. São as concessões públicas dos meios de comunicação. Estes grupos empresariais estiveram em todos os momentos golpistas e, não por coincidência, são os que mais violentamente buscam criminalizar os movimentos sociais. E são eles também que recebem, proporcionalmente, os maiores recursos de origem pública.

As cinco irmãs (Abril, Estado, Folha, Globo & RBS) agem como se tivessem direito divino sobre a maior parcela do orçamento da União. Recursos estes jamais partilhado de forma adequada às necessidades, por exemplo, para ficar com um segmento caro ao deputado gaúcho Luis Carlos Heinze, aos indígenas. Sem contar a dívida histórica com os descendentes de escravos.

De outra banda, instituições públicas relevantes e, por isso, altamente remuneradas, como as cúpulas do Poder Judiciário, do MP e do tCU, também se insurgem pelo simples fato de seus filhos terem de conviver, em ambientes universitários, com cotistas e alguns gatos pingados das camadas sempre alijadas do acesso ao ensino superior. Como já disse a colunista representante desta classe, Danusa Leão, “ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?“.

A julgar pela pequena escala de ascensão, comparativamente com a reação desencadeada, o Brasil vai ter de esperar por pelo menos mais cem anos para ter uma sociedade menos desigual. Este tempo poderá vir a ser abreviado  se houver uma revolução social, com um massacre desta elite egoísta e predatória.

Os ataques mais virulentos contra Lula, Dilma e o PT partem exatamente da parte mais podre das instituições públicas e privadas. Por isso também entendo como positiva, na medida que identifica e as reduz ao que efetivamente são: golpistas e predatórias. É como se fosse o estertor do Polifemo da corrupção. Se não for, agora, cairão logo mais sob o jugo de outro partido que não seja tão podre e nefasto como tem sido o PSDB.

Ministro do TCU é acusado de receber dinheiro desviado

Ex-tesoureiro de Campina Grande (PB) diz ter feito entregas a Vital do Rêgo

Denunciante gravou vídeo para o TV Folha sobre o assunto; Rêgo, que analisará contas de Dilma, nega a acusação

RUBENS VALENTEENVIADO ESPECIAL A CAMPINA GRANDE

“[Eu] deixava lá o pacote, ou a caixa, ou a sacola, a caixa de uísque [com o dinheiro desviado], depois ele [Vital do Rêgo] fazia toda a repartição e resolvia seus problemas de campanhaRennan Fariasex-diretor da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Campina Grande (PB)

O ex-tesoureiro da Prefeitura de Campina Grande (PB) Rennan Farias afirmou à Folha que, em 2010, entregou dinheiro em espécie ao então candidato ao Senado Vital do Rêgo (PMDB-PB), hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). A verba foi desviada, disse, de um contrato de R$ 10,3 milhões da prefeitura com uma empreiteira que não executou os serviços.

Farias, que gravou um vídeo para a TV Folha com a acusação, disse que também fez entregas ao irmão do ministro, o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB), e a firmas que atuavam nas campanhas da família.

Em 2010, o ministro do TCU foi eleito senador pelo PMDB-PB. Veneziano era prefeito de Campina Grande. Eles negam as acusações (leia na pág. A5).

No TCU, Vital será um dos nove ministros a analisar as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Ele é ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A análise é vista pela oposição como possível via para um processo de impeachment.

Farias trabalhou nas duas gestões de Veneziano (2005-2012) em Campina Grande. Diretor financeiro da Secretaria de Finanças, cuidava do fluxo de caixa do município.

Na segunda gestão, eles romperam. Segundo Farias, isso ocorreu porque os Vital do Rêgo deixaram de reconhecer as dívidas que ele contraía com agiotas para financiar as campanhas do grupo. O ex-tesoureiro disse que “perdeu tudo” para quitar os compromissos e ainda deve cerca de R$ 1 milhão.

Farias disse que foi ameaçado de morte pelos agiotas e tentou se suicidar, tendo sido salvo por um amigo. Passou a frequentar uma igreja evangélica e decidiu que deveria tirar o “peso da consciência”.

“Eu participei e eu também devo e mereço receber a minha sentença para que eu possa, arrependido desses erros, buscar sair dessa prisão de consciência”, disse.

O ex-tesoureiro contou ter feito as entregas de dinheiro “diretamente no apartamento” do hoje ministro do TCU, no bairro da Prata, em Campina Grande: “[Eu] deixava lá o pacote, ou a caixa, ou a sacola, a caixa de uísque [com dinheiro], depois ele fazia toda a repartição, a divisão, e resolvia seus problemas de campanha”, disse.

Farias afirma que assinou cheques no esquema e estima os desvios em em pelo menos R$ 4 milhões. A Folha obteve cópias de documentos que comprovam as assinaturas dele no processo de liberação de verba da prefeitura.

O esquema, disse, funcionou da seguinte forma: a prefeitura assinou contrato com uma empreiteira chamada JGR, que previa genericamente obras “em diversas ruas de diversos bairros” da cidade.

A JGR, diz, só tinha uma secretária e não realizou os serviços. Os cheques da prefeitura eram repassados a outras firmas, Compecc e Contérmica, sediadas em João Pessoa. Essas sacavam o dinheiro e repassavam a Farias para ser entregue aos políticos da família Vital do Rêgo.

Além dos desvios da prefeitura, Farias disse ter levantado cerca de R$ 10 milhões junto a agiotas para as campanhas dos Vital do Rêgo. E falou da existência de um “mensalinho” na Câmara Municipal de Campina Grande.

Vídeo de Farias em folha.com/no1660682

22/07/2015

tCU, órgão musical que decide conforme o tom

Filed under: Aroldo Cedraz,Augusto Nardes,TCU — Gilmar Crestani @ 9:50 am
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Segundo a Folha, a primeira letra, “t”, vem de Tom. O resto da sigla, por um questão de higiene, dispensa apresentações. Aliás, fosse um órgão de respeito começaria cortando algumas de suas cabeças, de Augusto a Cedraz…

TCU-DegolaQualquer pessoa versada em Direito sabe que o tCU não decide nada. Recomenda. E recomenda ao Congresso, onde Eduardo CUnha instalou seu puteiro. Também porque o tCU é um órgão composto pelo rebotalho da política. Quando querem premiar o autor de um conchavo, mandam para o tCU, como fez Severino Cavalcanti com o Nardes. Em que lugar do mundo um Augusto Nardes, diante de todas as suspeitas que pesam sobre ele seu partido e seus amigos, teria alguma autoridade moral para falar em moralidade alheia?!

O tCU primeiro precisa explicar porque ele, sendo um órgão fiscalizador, nunca conseguiu ver nenhum resquício de corrupção na Petrobrás. Ou seria porque o PP gaúcho, do Augusto Nardes, era, ao mesmo tempo, as forças centrífuga e centrípeta de distribuição de propinas?!

Aliás, o que o tCU poderia começar falando da ascensão meteórica de Tiago Cedraz Leite Oliveira, filho de Aroldo Cedraz, sinistro do tCU. O tCU tem a visão do Nestor Cerveró, um olho para o Governo Dilma, e outro para o próprio tCU.

Quem tem um Cedraz em sua composição só tem competência para decidir o tom do pum do filho.

Ofensiva do Planalto incomoda tribunal

Para ministros do TCU, tom ‘beligerante’ do governo reforça tendência de rejeição das contas por pedaladas

Nesta quinta-feira (23), Planalto vai se defender afirmando que manobra é válida e foi usada por governos anteriores

VALDO CRUZMARINA DIASDE BRASÍLIA

Apesar de todo o esforço do Palácio do Planalto para mostrar ao TCU (Tribunal de Contas da União) que as pedaladas fiscais não são uma criação petista, ministros do órgão avaliam que a ofensiva do governo reforça a tendência da corte a julgar irregulares as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

Segundo relatos obtidos pela Folha, os ministros do TCU estão incomodados com o tom "beligerante" utilizado em reuniões no Planalto sobre o tema, com auxiliares da presidente acusando o tribunal de agir politicamente.

Um ministro disse à Folha que o posicionamento do tribunal será técnico, baseado em documentos do próprio governo, nos quais órgãos federais, como o Banco Central, apontavam problemas nas pedaladas fiscais.

Por meio das pedaladas, o governo usou bancos públicos, como a Caixa, para pagar benefícios sociais como Bolsa Família e seguro-desemprego em momentos de falta de recursos no Tesouro Nacional.

O TCU argumenta que a manobra é uma operação de crédito e que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que bancos públicos financiem o governo federal.

O governo anunciou entrevista nesta quinta (23) para explicar o documento de resposta aos questionamentos do TCU que será enviado ao órgão nesta quarta (22). Em junho, o tribunal deu 30 dias de prazo ao governo para se defender da avaliação de que suas contas de 2014 estão irregulares.

O TCU deve julgar as contas na segunda quinzena de agosto, após ouvir o governo. A dúvida é se o relator Augusto Nardes vai colocar em votação parecer pedindo a rejeição das contas ou classificando-as como irregulares.

Nesse segundo caso, o TCU deixaria o Congresso decidir por conta própria se rejeita ou não as contas –atribuição que é do Legislativo.

A oposição aposta na rejeição das contas da petista no Congresso para justificar a abertura de processo de impeachment contra Dilma.

DEFESA

A gravidade do assunto levou Dilma a acompanhar pessoalmente a elaboração da defesa que o Planalto vai apresentar ao TCU nesta quinta. O principal argumento do relatório assinado pela presidente é que governos anteriores, como o do tucano FHC, e até 17 Estados também recorreram às pedaladas.

O governo vai insistir na tese de que as pedaladas não representam operações de crédito, mas sim um tipo de prestação de serviços. Dilma tem dito a aliados que a prática foi uma "operação cotidiana" entre o Tesouro e a Caixa.

Outro argumento será o de que o saldo de juros pago pela Caixa ao Tesouro em 2014 foi de R$ 140 milhões, superior aos R$ 100 milhões de 2013.

Segundo interlocutores da presidente, isso indica que o Tesouro antecipou mais recursos para a Caixa no ano passado, e não o contrário, já que o pagamento de juros ao governo só ocorre quando o banco recebe mais repasses do que o necessário em um determinado mês.

Na segunda (20), Dilma se reuniu com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) e presidentes dos bancos públicos para revisar o relatório final.

Nesta terça (21), a petista recebeu Adams para uma última leitura do documento.

11/07/2015

Esquizofrenia made in Brasil

Brasil, país de contrastes. Não se trata daquilo que se convencionou chamar de Belíndia, do convívio da riqueza belga com as castas indianas, que continua grande mas diminuiu. Nem do que falava Roger Bastide com seu painel histórico-geográfico do Brasil ainda nos anos 40. Contrastes, paradoxos e hipocrisias. Contraste, por exemplo, é uma favela marginando com prédios suntuosos com piscina na sacada, cujos condôminos pagam domésticas para baterem panelas pedido a criminalização dos jovens de abaixo. 

Paradoxos insolúveis como estes dos velhos grupos de mídia que dizem ser esteios de um regime democrático mas que apoiaram e apoiam regimes de exceção, onde tudo acontece menos a democracia. Só a participação ativa em sessões de tortura e estupro pode levar alguém a chamar isso de ditabranda. E é também um país de hiPÓcritas porque são os que roubam que gritam pega ladrão. Os casos do tCU de Nardes ou do STF de Gilmar Mendes & Joaquim Barbosa são por si sós exemplos paradigmáticos. Disso decorre o avassalador papel da mídia, que esconde um helipóptero com 450 kg de cocaína para massacrar o aviãozinho do papelote da boca de fumo. É deste comportamento esquizofrênico, de uma mídia que adota com a corrupção um Padrão FIFA, que brota uma manada de zumbis pedindo ditadura padrão FIFA.

O Eduardo CUnha, religioso, trapaceia religiosamente. Para o órgão fiscalizador, Severino Cavalcanti ajudou a colocar a raposa do PP gaúcho, Augusto Nardes. Nos palcos da RBS ou do púlpito do Senado, a senadora do PP gaúcho, Ana Amélia Lemos, destila sua catilinária contra a corrupção alheia. Neste mesmo viés, uma voz a procura de um cérebro, Ronaldo Caiado, acusado de inúmeras barbaridades pelo próprio colega Demóstenes Torres, defeca imoralidades sobre honra alheia.

Na operação lava jato lava-se os nomes de alguns para lançar jatos sobre outros.  A seletividade é o traço mais comum. O estrabismo ideológico é a faceta visível. De tudo isto, o diagnóstico: vivemos tempos fascistas porque a esquizofrenia é a doença do momento no Brasil. Decorre desta esquizofrenia coletiva a conclusão segundo a qual há dois tipos de doações empresariais: as honestas, dadas à direitas; e as desonestas, dadas à esquerda.

Lava Jato chega ao TCU e atinge algoz de Dilma

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Visto com bons olhos pela oposição por ter preparado um relatório em que aponta irregularidades nas contas do governo em 2014, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, teve o nome envolvido em denúncias de propina em obras públicas em documentos apreendidos com executivos da Camargo Corrêa; ele seria alvo de investigação específica caso a Operação Castelo de Areia não tivesse sido anulada pelo STF; em um dos documentos, é citado um "compromisso" de 500 mil reais de Nardes com o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, e com o PP, o partido do ministro

10 de Julho de 2015 às 18:34

247 – Autor de um relatório em que aponta irregularidades nas contas do governo federal em 2014, inclusive as chamadas ‘pedaladas fiscais’, e por isso visto com bons olhos pela oposição, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), teve o nome envolvido em denúncias de propina em obras públicas em documentos apreendidos com executivos da Camargo Corrêa.

De acordo com reportagem da revista Carta Capital, em um dos documentos, é citado um "compromisso" de 500 mil reais de Nardes com o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, e com o PP, o partido do ministro. Ele seria alvo de investigação específica caso a Operação Castelo de Areia não tivesse sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Luís Roberto Barroso.

O caso do cartel das empreiteiras que prestam serviços à Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, envolveu recentemente o nome do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, tornando ainda mais fragilizada a credibilidade da instituição que investiga Dilma. Em delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, do TCU, revelou à Justiça que pagava R$ 50 mil por mês ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro, para obter informações privilegiadas que dissessem respeito à sua empresa.

Lava Jato chega ao TCU e atinge algoz de Dilma | Brasil 24/7

30/06/2015

Beijo grego

Filed under: Golpismo,Golpistas,TCU — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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O tCU só libera beijo grego!

Delator faz TCU correr para “pedalar” juras de inocência. Pimenta nos olhos dos outros…

30 de junho de 2015 | 01:58 Autor: Fernando Brito

tcu

E o Tribunal de Contas da União saiu correndo para “apagar” o incêndio causado pela informação de que o megadelator Ricardo Pessoa, da UTC, pagava uma “mesada” a Tiago Cedraz, filho do ministro daquela corte, Aroldo Cedraz, para cuidar dos interesses da empresa.

E que, para aprovação do processo de concorrência da Usina de Angra 3 teria recebido nada menos que um milhão de reais para  obter uma decisão do interesse da construtora…

Segundo o Estadão, “durante meses, conforme noticiado pela própria imprensa”, Pessoa  “tenta ‘construir’ uma delação recheada de autoridades para atenuar os ilícitos dos quais é réu confesso, sem nenhum respaldo de prova ou documento”.

Note o distinto leitor e a atenta leitora que, enquanto o Poder Executivo, que não é tribunal, mantem-se numa posição neutra, sem absolver ou condenar previamente a ninguém, exceto aos confessos, a corte que tem o dever de equilíbrio e análise de qualquer acusação, pedala velozmente para absolver quem sequer foi formalmente acusado.

Eu convivi com administração pública tempo suficiente para não colocar tribunais de contas em meu altar. Ainda assim, não condeno ou absolvo ninguém, nem mesmo lá, sem provas. Apenas me guardei e me protegi, porque bobo não senta naquelas cadeiras.

Mas é, no mínimo estranho que um tribunal que não teve vergonha de “punir” previamente o Governo Dilma pelas taos “pedaladas fiscais” que, quando muito, são uma operação meramente contábil, praticada não apenas na administração pública como na empresarial – atrasar determinados pagamentos para outro mês de competência ou para o exercício seguinte – apresse-se a concluir previamente pela inocência de seus integrantes e aderentes.

É o caso de perguntar se o empresário que “tenta construir uma delação cheia de autoridades pra atenuar os ilícitos dos quais é réu confesso” só pode usar como recheio, com credibilidade, figuras do PT.

Quando os pagamentos alegados são para integrantes do PSDB ou para gente que usa toga, aí é mentira.

Delator faz TCU correr para “pedalar” juras de inocência. Pimenta nos olhos dos outros… | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

27/06/2015

Entenda porque todos os corruptos querem a saída da Dilma?

OBScena: primeiro à esquerda, Augusto Nardes, do PP gaúcho, chegou ao tCU pelas mãos de Severino Cavalcanti, terceiro da esquerda para a direita.

Augusto Nardes Severino CavalcanteO atual estágio da política conduzida pelo consórcio jurídico-policial atualiza um dos mais famosos livros do imortal Machado de Assis: O Alienista. Não é difícil apontar quem seja o Dr. Simão Bacamarte, a Itaguaí e a Casa Verde da atualidade. Com olhos vermelhos e vidrados de ódio, passam a perseguir obsessivamente aquele que é tido, inclusive internacionalmente, o melhor Presidente da História do Brasil.

Os assoCIAdos do Instituto Millenium conseguiram emparedar toda uma manada no tCU, PF, MP e PJ para criminalizar Lula e o PT. Com este diversionismo, escondem a Lista Falciani do HSBC, a Operação Zelotes. Da forma como este consórcio atua, parecem apenas querer eliminar a concorrência na corrupção. Não é sem motivo que verificamos que só avançam denúncias contra o PT e Lula. Todas as demais adormecem nas gavetas dos Rodrigo de Grandis.

Agora só falta o Augusto Nardes vir a público dar uma pedalada na corrupção no tCU. Que ninguém duvide se ainda não convencerem a manada que segue os grupos mafiomidiáticos de que mais esta culpa seja jogada nas costas da Dilma, do Lula e do PT, exatamente quem tornou possível que a corrupção institucionalizada em toda a sociedade pudesse ganhar os holofotes. 

PETROLÃO da FOLHA

Delator diz que comprou decisão no TCU

Na delação premiada, Ricardo Pessoa, da UTC, afirmou ter pago R$ 1 mi para liberar licitação da usina de Angra 3

Relator do caso foi o ministro Raimundo Carreiro, que disse nunca ter recebido valores indevidos

FLÁVIO FERREIRA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA, MARIO CESAR CARVALHO, DE SÃO PAULO

Em depoimento de delação premiada, o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, disse que pagou R$ 1 milhão para o TCU (Tribunal de Contas de União) liberar a licitação da usina nuclear Angra 3. O relator do caso foi o ministro Raimundo Carreiro.

Após as pretensões de Pessoa serem atendidas no tribunal, a Eletronuclear contratou um consórcio integrado pela UTC para fazer a montagem da usina atômica.

A empresa de Pessoa participou do negócio em consórcio com a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, investigadas na Operação Lava Jato sob suspeita de pagar propina em contratos da Petrobras.

O custo total da obra, na qual atua também um outro consórcio, é de R$ 3,2 bilhões.

O empreiteiro também afirmou que desde 2012 obteve informações privilegiadas do tribunal de contas no julgamento de contratos da UTC com a Petrobras e nas obras que poderiam ser paralisadas.

Quem repassava as informações, segundo Pessoa, era o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro da corte de contas Aroldo Cedraz, em troca de pagamento de R$ 50 mil por mês. Cedraz é o presidente do TCU; Carrero, seu vice.

Na última quinta-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki considerou que a delação de Pessoa atende às regras da lei e homologou o acordo. Ele poderá obter redução de penas se as informações forem confirmadas por provas.

No depoimento sobre Angra 3, Pessoa disse que, no final de 2013, conversou com Tiago Cedraz e explicou a ele sobre dificuldades para liberar a licitação.

O tribunal apontava uma série de problemas, como sobrepreço de R$ 314 milhões em relação ao orçamento, equivalente a 10% do valor da obra, e de "limitada competitividade" em razão das exigências da Eletronuclear.

Técnicos chegaram a propor a suspensão da licitação, o maior pesadelo das empresas em virtude dos gastos que tiveram para apresentar propostas.

Na decisão final do TCU, de setembro de 2014, o relator do caso, Raimundo Carreiro, mudou seu entendimento sobre a falta de competitividade e liberou a licitação.

Pessoa disse que na conversa com o advogado sobre o assunto, Tiago lhe perguntou quem relatava o caso no TCU. Ele respondeu que era Carreiro. Tiago, então, teria dito que precisava de R$ 1 milhão para liberar a licitação do modo que a UTC queria.

Pessoa diz ter repassado R$ 1 milhão a Tiago, mas não sabe se o dinheiro foi entregue a Carreiro ou a outros integrantes do tribunal. A concorrência, porém, foi liberada pela corte de acordo com os interesses da UTC, ainda segundo Pessoa.

Tiago disse que teve acesso direto a Carrero, assim como a outros ministros e técnicos do TCU, de acordo com o empresário.

Segundo Pessoa, um dos emissários de Tiago que pegava o dinheiro era Luciano Araújo, tesoureiro do Partido Solidariedade.

Carreiro afirmou à Folha que nunca recebeu valores indevidos nem Tiago no TCU. Tiago disse que nunca atuou no TCU e que vai processar Pessoa. Também disse que foi contratado pelo consórcio do qual a UTC fazia parte, mas não pode revelar o caso.

17/06/2015

No tCU!

Filed under: Augusto Nardes,Crime de Ocasião,Picaretagem,Picaretas,TCU — Gilmar Crestani @ 9:48 am
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O T é contrabandeado. Não é tribunal. É órgão auxiliar do Congresso. E depois que o PP Gaúcho foi pego todinho na Lava Jato, Augusto Nardes está apenas tentando se colocar no mercado para negoCIAr com o governo uma outra fonte de recursos. Ou então, e aí fica a ameaça, entrar para a Igreja do paladino da moralidade, entronado pela mídia venal, Eduardo Cunha!

O MP e o TCU vão transformar critério contábil em ganho real para o verdadeiro Lobão?

17 de junho de 2015 | 09:29 Autor: Fernando Brito

caperucita

Nada melhor para compreender a “onda das pedaladas”  do que o registro da Folha de que o Congresso não apreciou, nos últimos 13 anos, nenhuma das contas presidenciais, embora o chamada da capa de seu site contenha malícia, ao citar exclusivamente Lula e Dilma, embora o não julgamento se estenda a Fernando Henrique Cardoso (em 2002) e até a Fernando Collor (1990, 91 e 92).

O TCU, um tribunal “técnico” comandado por políticos, age com vagar apenas quando convém a seus desejos. E os desejos, vê-se na prática da administração, passam pela “boa conversa” política, não do atropelo com que ontem uma comitiva tucana fez ao ir pressionar o presidente do órgão a ratificar as posições de auditores e promotores que não têm nenhuma responsabilidade assumida com a população e muito menos com a necessidades de gestão de uma imensa máquina como é o Governo Federal.

Ao contrário, o que lhes garante a projeção que não têm é associarem-se à onda do “delenda Dilma” que a mídia e o comando do parlamento  põe em prática.

E, caprichosamente, preparam a cesta de doces que o apetite de Eduardo Cunha e Renan Calheiros – dois cidadãos “abaixo de qualquer suspeita” – se prepara para devorar no Congresso, como têm feito, na base do “me entrega ou te devoro”, como mostrou com a crueza que falta aos jornais, o Tales Faria, colunista do IG .

Em nome da “moralidade” de julgadores, preparam mais uma lista de favorecimentos reais a grupos e setores para quem tudo vira dinheiro e gratidão eleitoral.

O Lobão dos coxinhas é só um bobão. Os “Lobos Maus” da política tem fomes muito mais concretas do que os 15 minutos de fama que o pobre coitado conseguiu.

As contas  dos governos, quando não podem lhes dar os doces, ficam no armário. Mas quando significam oportunidades de saciá-las, vão a toque de caixa.

O MP e o TCU vão transformar critério contábil em ganho real para o verdadeiro Lobão? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

19/04/2015

Saiba porque o TCU não “descobriu” os heróis da Lava Jato

Filed under: Augusto Nardes,Operação Lava Jato,PP,Severino Cavalcante,TCU — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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OBScenas: Augusto Nardes e seu mentor intelectual, Severino Cavalcanti.

O Tribunal de Contas da União, vulgo tCU, existe para subsidiar ao Congresso na missão de fiscalizar o Executivo. Em tese, o TCU deveria pelo menos  ter detectado algum indício do cartel que tomou de assalto a Petrobrás. Sim, o TCU analisa, ou deveria analisar, cada parágrafo dos contratos. Não o fez, a prova é que o Cartel funcionava pelo menos desde 1997.

O tucano Ricardo Semler escreveu uma já famoso artigo na Folha de São Paulo afirmando, em relação às acusações de corrupção, que nunca se roubou tão pouco. A abertura do artigo é suficiente para se ter uma ideia do tanto que se fez na Petrobrás e o TCU, desde sempre, não viu:

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Um adendo. Nos anos 70, Nardes era da Arena, suporte da ditadura, origem do atual PP….

A Operação Lava Jata tem o propósito de desmontar um cartel formados por empreiteiras nas obras licitadas pela Petrobrás. Independentemente dos métodos heterodoxos utilizados para investigar e conduzir, a Lava Jato mostra, com uma exceção, a inutilidade do TCU.

Como se sabe, o PP gaúcho foi pego todinho envolvido na Lava Jato. Não sobrou nem o motorista. É claro que se o Presidente do TCU, Augusto Nardes, não sabia, por que saberiam Ana Amélia Lemos, Luis Carlos Heinze et caerterva.

Como se chega ao TCU? Via Congresso. O Congresso coloca no TCU seus mais fiéis e hábeis negociadores. Um parênteses para aplausos: Augusto Nardes chegou ao TCU pelas vias retas de Severino Cavalcanti, aquele que a direita entendeu por bem eleger para prejudicar Lula no Congresso…

Veja a coincidência, enquanto o cartel na Petrobrás (vide Semler) azeitava a máquina partidária, Augusto Nardes, do PP gaúcho, mudava de casa. Com Nardes no TCU, o PP gaúcho se lambuzou à vontade. Como se fosse um paraíso fiscal, ao modo das Ilhas Cayman, o PP gaúcho não foi incomodado pelo órgão que tem por missão fiscalizar. Seria só mais uma coincidência que o mesmo tCU não viu nenhuma irregularidade no choque de gestão levado a cabo por Aécio Neves, com seus aecioportos nas terras da família. Nem mesmo o já famoso Tio Quedo foi importunado. Aliás, o TCE/MG também ainda deve uma explicação a respeito do uso do pagamento, pela Assembleia Legislativa mineira, dos combustíveis do helipóptero do pó.

O fato de ser do PP é motivo suficiente para não ser incomodado pelas instituições republicanas. Veja-se o caso do Maluf, condenado em quase todos os países, mantém inocente no Brasil. Ele fez a escolha certa, é mais saudável a vida partidária no PP que no PT. A lógica indica que, se for do PP, vai pro tCU, se for do PT, pra prisão. Até o mortos do PT são jogados nas costas como PT, como fez Gilmar Mendes recentemente. A criminalização e o ódio da direita em relação ao PT são diametralmente opostos à reação do PT a tais ataques. Como diria Goebbels, uma hora a mentira cobraria seu preço. E ele, como se está vendo, é bem salgado.

Maluf sabe, pelo menos desde o sequestro do Abílio Diniz, que é mais perigoso ser petista que traficante. Senão, vejamos. Todos os petistas cujos nomes aparecem na Lava Jato foram presos. Inclusive a cunhada da empregada. Já os donos os responsáveis pelo jatinho que caiu com Eduardo Campos, o hiPÓcritas envolvidos no helicóptero com 450 kg de cocaína sequer foram investigados.

Graças à covardia do PT, mas isso é tema para outro artigo, no Brasil atual é mais seguro ser traficante que ser petista.

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