Ficha Corrida

01/11/2016

Pó pará, pixuleco!

Filed under: Impunidade,Imunidade,José Serra,PSDB,Tarja Preta,Xico Sá — Gilmar Crestani @ 5:47 pm
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OBScena: Jorge Pozzobom vangloriando-se da imunidade do PSDB

pozzobom

José Serra é o autor intelectual do artigo do Mauro Chaves no Estadão que atacava a carreira do Napoleão das Alterosas: “Pó pará, governador”. Muito antes de aparecer o heliPÓPtero, tratava-se da disputa dentro do PSDB para ver quem seria o representante da sigla na corrida presidencial. O Tarja Preta tentou, pelas mãos do Mauro Chaves, detonar a candidatura do altruísta construtor de aeroportos em terras de familiares (Cláudio e Montezuma). O jornal porta-voz do irmão da Andrea Neves, O Estado de Minas, respondeu: “Minas a reboque, não”.

O blindagem tucana só quebra quando as placas tectônicas se movem. Os gaúchos chamamos isso de briga de bugio.

O que são dois pedalinhos perto dos 23 milhões de reais? Pixulecos, ora! Por isso não há powerpoint nem condução coercitiva. Aliás, até hoje não descobri qual foi o nome da operação que prendeu Eduardo CUnha. Constrangimento com um parceiro ou acabou o estoque de nomes esdrúxulos para operações da PF?!

Mas não gastemos nosso latim com pouco mau defunto. Gilmar Mendessaiu em defesa de Eduardo CUnha. Se faz isso com alguém do PMDB, o que não fará por alguém do PSDB? Já vimos que ele não permitiu que o primeiro a ser comido fosse comido. Se fez isso com Aécio Neves, o que não fará por José Serra.

A pergunta que não quer calar: se Aécio pode lavar em Liechtenstein por que $erra não pode lavar na Suíça?! Até que ponto o vazamento da lavanderia do $erra não é uma vindita pelo vazamento da lavanderia do Aécio?!

Sempre que aparece a bandidagem tucana e sua eterna impunidade não há como não lembrar do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom. A ideia de que todo dinheiro doado ao PSDB é lavado e limpo mas aquele doado às outras siglas é sujo explica porque o PSDB só perdeu pros votos brancos e nulos nestas eleições. Note que as falcatruas, provadas, do PSDB não ganham um segundo no Jornal Nazional da Rede Goebbels. Tirem as cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Rede Globo & RBS) e o PSDB só ganharia eleição entre presidiários.

Xico Sá chama Serra de $erra e tenta entender quebra de blindagem

"Trabalhei cem anos na imprensa paulistana. Não acho estranho a mídia esconder os 23 milhões do $erra. Fico pasmo é como isso vazou. Milagre?", questionou o jornalista, ex-colunista da Folha; "Entendam, amigos, quando falo que admiro $erra estar no noticiário, é porque esse cara sempre foi 100% blindado nos jornais de São Paulo. Não tô protegendo", explica ele, pelo Twitter; ministro das Relações Exteriores, José Serra foi acusado em delação da Odebrecht de receber R$ 23 milhões em propina por meio de conta na Suíça; a denúncia foi capa da Folha, mas os demais jornais e colunistas mantiveram silêncio sobre o caso

1 de Novembro de 2016 às 12:46 // Receba o 247 no Telegram

247 – Em comentários sobre a denúncia contra José Serra nesta terça-feira 1º, pelo Twitter, o jornalista Xico Sá chama o chanceler do governo Temer de $erra e tenta entender como se quebrou a blindagem a ele na imprensa para que o caso fosse tornado público.

"Trabalhei cem anos na imprensa paulistana. Não acho estranho a mídia esconder os 23 milhões do $erra. Fico pasmo é como isso vazou. Milagre?", questionou Xico Sá, que é ex-colunista da Folha de S.Paulo. "Juro que estou tentando entender o vazamento. Impensável na mídia brasileira. Tem algo errado", acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores foi acusado em delação premiada da Odebrecht de receber R$ 23 milhões em propina por meio de conta na Suíça. A denúncia foi capa da Folha, mas o restante dos jornais e colunistas mantiveram silêncio sobre o caso.

"Entendam, amigos, quando falo que admiro $erra estar no noticiário, é porque esse cara sempre foi 100% blindado nos jornais de São Paulo. Não tô protegendo", explica Xico Sá.

"Mesmo depois escondendo, louve-se a @folha que manchetou $erra no caixa 2 de 23 milhões. Ñ vi em outra mídia, jamais veremos", diz ele em outro post. "Tento entender o vazamento dos 23 milhões do $erra por alguma briga interna c/ a mídia. Isso ter saído na imprensa é impensável, pensa Serra", especula.

Xico Sá chama Serra de $erra e tenta entender quebra de blindagem | Brasil 24/7

10/06/2016

PSDB é filho da imunidade com a impunidade

aécio 801_nDesde que Mário Covas chegou ao governo paulista, o PSDB botou o pé no erário e não largou mais. Está aí, atuante e operante, apesar da farta documentação vinda da Suíça, o famoso Robson Marinho no TCE/SP. Neste caso, a imunidade partiu do MPF, na sempre lembrada figura do esquecido Engavetador II, Rodrigo de Grandis.

No Governo FHC, as mutretas eram tantas e públicas que cita-las todas levaria pelo menos 45 anos. Mas uma basta para dar ideia do tamanho do atentado contra o Estado Democrático de Direito e à Democracia, a compra da reeleição. Nem os dividendos distribuídos entre filhos, bastardos  e amantes, tudo somado, ultrapassam esta ignomínia. Nem o fato de ter sido finanCIAdo pelo sistema financeiro, nem o compadrio da Rede Globo, com sua Lei Rubens Ricúpero, perpetrada em parceria com Carlos Monforte, nada disso ultrapassa o ultraje contra a Democracia. O golpe não foram apenas aquele de 1964 e este de 2016. Estuprar a Constituição, o objeto mais sagrado de uma nação, foi feito às claras e testemunhada. Foi um estupro coletivo em que a Rede Globo portou-se como onanista. E todo mundo sabe que a mão que balança o berço do golpe é a do PSDB, mas quem balança o PSDB ao golpe é a mídia. Quer uma prova? Veja, após o golpe, de onde saiu Pedro Parente e para onde foi? Da RBS diretamente para a Petrobrás. Até parece que, como ficou provado com a participação do PP gaúcho, a Petrobrás já nos pertence…

Tudo isso é de domínio público, dispensa interpretação, a ponto do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, marcar com ferro em brasa na própria paleta a máxima jamais refutada: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Portanto, claro e meridiano o comportamento de Gilmar Mendes em relação ao Aécio Neves, o sempre lembrado dos delatores, aquele que seria o primeiro a ser comido… E a proteção parece se estender a familiares.

Neste caso, há diferença de tratamento até em relação à família do Eduardo CUnha. Enquanto em relação à mulher e filha deste já haja sinal de que vão ser investigadas, como se a Suíça já não tivesse entregue todas as provas, nem sinal de que Andrea Neves venha a ser “coercitada”. Em relação ao seu irmão até se poderia entender, já que é Senador e tem foro privilegiado, mas em relação a ela, que não detém cargo algum, nem Jorge Pozzobom conseguiria explicar. A menos que ela seja filiada ao PSDB, aí, sim, teríamos a contra-prova.

Como gravou o delator Sérgio Machado, ex-filiado como Romero Jucá  ao PSDB, os esquemas do Aécio e do PSDB todo mundo conhece. Agora vá encontrar esta declaração na Veja, Época, Globo, Folha, Estadão e Zero Hora. Silêncio ensurdecedor. O que fica claro é que a imunidade que o PSDB goza junto ao Poder Judiciário conta sempre com o endosso dos A$$oCIAdos do Instituto Millenium. Sem o eco das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, RBS & Rede Globo), o STF não move um inciso… Até parece que há uma cláusula pétrea na Carta Magna que impede de punir os assaltos do PSDB. Só isso explica porque as transações com Alstom e Siemens, embora provadas e condenadas nos países sedes (Alemanha e Suíça), no Brasil as investigações ainda dormem em berço esplêndido.

Eu, se fosse a Cláudia Cruz, pediria isonomia de tratamento com a Andrea Neves…

Estatal de Minas fez parceria com firma de pai de Aécio

Termo com a Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, assinado 11 dias antes de Aécio Neves (PSDB) renunciar ao mandato de governador para concorrer ao Senado em 2010, previa pagamento de R$ 250 mil para a plantação de 1.400 kg de sementes de feijão na fazenda de Aécio Ferreira da Cunha (1927-2010), em Montezuma; a empresa foi herdada pelo atual senador e por sua irmã, Andrea Neves, após a morte do pai

10 de Junho de 2016 às 05:45

247 – A estatal Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, fechou termo de parceria com o pai do senador Aécio Neves (PSDB), Aécio Ferreira da Cunha (1927-2010), quando o tucano ainda era governador.

O termo, assinado 11 dias antes de Aécio renunciar ao mandato para concorrer ao Senado em 2010, previa pagamento de R$ 250 mil para a plantação de 1.400 kg de sementes de feijão na fazenda de Cunha em Montezuma.

A empresa foi herdada pelo atual senador e por sua irmã, Andrea Neves, após a morte do pai. As informações foram reveladas pelo jornal "O Tempo".

Na quarta (8), um deputado do PT de Minas entrou com pedido de investigação sobre o termo de parceria para apurar se Aécio beneficiou familiares no episódio.

Leia aqui reportagem de José Marques sobre o assunto.

Estatal de Minas fez parceria com firma de pai de Aécio | Brasil 24/7

18/09/2015

Propinas ao PSDB é dízimo abençoado

Nesta denúncias de corrupção a única coisa vergonhosa são os pesos e medidas da velha mídia oligárquica e do Poder Judiciário. A diferença de tratamento faz pensar e permite concluir que não são contra a corrupção, mas contra a concorrência na corrupção. Porque, pelo visto, há corrupção boa, a dos parceiros ideológicos, e a corrupção má, a dos adversários.

Tucanos inundam lista da Odebrecht

publicado 17/09/2015 – Mas não vem ao caso

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Ministro Cedraz, presidente do Tribunal de Contas e pai do Tiaguinho

Do deputado Jorge Solla:

Lista da Odebrecht da década de 80 lista obras, políticos e propina

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) entregou nesta quinta-feira (17) à CPI da Petrobrás cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht do fim da década de 80, que aponta o pagamento de propina para políticos como percentual das obras executadas pela empreiteira naquele época. O material original foi entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, na sede da Polícia Federal, em Brasília.
Na lista, há políticos aposentados e parlamentares que estão na ativa, como o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), que é membro da CPI e é identificado com o codinome de “Almofadinha”, listado como beneficiado da obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy foi diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). Ele ficou no cargo entre 79 e 84, cinco dos seis anos de execução da obra. Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.
Entre os mais conhecidos, estão o senador Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), do ex-deputado João Agripino Maia Neto, do empresário Fernando Sarney, do deputado José Sarney Filho e da ex-governadora Roseana Sarney.  Na lista, o PMDB de Recife aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, aparece na lista com codinome de “Toldo” e está vinculado à Adutora do Sisal. Na época, ele ocupava o cargo de presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB) e secretário de recursos hídricos e Irrigação da Bahia.
Um dos beneficiados no esquema, conforme consta nas ordens de pagamento da Odebrecht, é o tio do ex-presidente peruano Alan Garcia, que ocupou o cargo de presidente entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011. Identificado nos documentos como Pescoção, Jorge Ramos Roncero aparece em ao menos duas notas de pagamento com valores de US$ 900 mil, que foram depositados em contas na Suíça e Bahamas. A obra referente a propina no Peru foi a da construção da usina de Charcani V.
No projeto do terminal de passageiros 2 do Aeroporto Galeão, no Rio, o major-brigador Lauro Ney Meneses, que foi comandante da Aeronáutica, é listado com o codinome “Positivo”. Segundo as anotações, ele teria recebido 2% sobre uma ordem de pagamento, o que somava 5,5 milhões de cruzados.
Na lista consta também obras como o Metrô de Recife, a Ponte de Vitória, os Canais de Cuiabá, o Porto de Natal, o esgotamento de Rondonópólis, no Mato Grosso, a ponte Colatina, no Espírito Santo, BR-163, BR-101, Transmaranhão, e usina de Capanda, em Angola. Na década de 80, a estatal Furnas prestou assessoria técnica na obra da usina de Capanda, que foi construída pela Odebrecht. Na lista dos beneficiados com repasses que variam entre 10 e 33 mil dólares estão quatro funcionários de alto escalão de Furnas.
Entre os políticos aposentados ou já falecidos, aparecem nomes como o de Cesar Cals, ex-ministro de Minas e Energia, Ary Valadão, ex-governador de Goias e Gerson Camata, ex-governador do Espírito Santo. O ex-senador Lazaro Barbosa (PMDB) aparece como Paris. Nas anotações há um pedido de entrega para ele em Brasília de 112 mil dólares. O ex-parlamentar era de Goias e a obra, a usina de Cachoeira Dourada.
Na lista também tem um Transporte de Massa Salvador, que foi a elaboração do projeto de transporte público pra capital baiana, apresentado como uma proposta de VLT. O projeto foi encomendado pelo poder público à Odebrecht. “Nada foi construído, mas segundo os antigos contabilistas da Odebrecht, dinheiro público foi pago e desviado por propina”, destacou Solla.
O deputado relatou como se dava o pagamento de propina. “As pessoas que me entregaram este material me contaram que a distribuição de propina se dava por depósito bancário – na agência do falido banco Econômico que tinha dentro da sede da Odebrecht, em Salvador – mas também na calada da noite. Das 9 horas da noite às 2 da manhã era a hora que os políticos e agentes públicos envolvidos no esquema iam pegar suas caixinhas de camisa recheadas de dólar”, disse, na sessão da CPI da Petrobrás.
O petista destacou que boa parte dos pagamentos era feito em dólar, como consta nas anotações. “Mesmo para obras realizadas no Brasil, havia a orientação escrita para transformar em dólar black e pagar. Para quem não lembra, o dólar black era o dólar do mercado negro, era comercializado ao arrepio da lei, por quem praticava contravenção”, disse. Segundo ele, os políticos que interessava a Odebrecht pagar propina regularmente eram direcionados para a DGU (Diretoria-Geral da empresa), sem vinculá-los a nenhuma obra.
“Vamos parar com esse conto da carochinha que vocês e o pessoal lá de Curitiba quer contar pra população, porque não convence mais ninguém. Empreiteira pagar propina a agentes públicos e políticos como percentuais em cima de obras, a gente tá vendo aqui, é mais velho que nossa democracia”, completou Solla.
Todos os arquivos:
https://drive.google.com/folderview?id=0B8omhYoODqbNYngwRnpfbU9PU2c&usp=sharing

Tucanos inundam lista da Odebrecht — Conversa Afiada

26/05/2015

Folha denuncia: em busca de imunidade, PT migra para o PSDB

Filed under: Folha de São Paulo,Imunidade,Manipulação,PSDB,PT — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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PSDB e MidiaDeu o óbvio, para fugir das perseguições constantes dos assoCIAdos do Instituto Millenium, PT decide migrar em massa para o PSDB.

No PSDB há liberdade para fazer o que bem entende sem sofrer a mesma perseguição implacável. Pelo contrário, roubo individual no PSDB, vide Robson Marinho, é considerado meritocracia. Se for coletivo, é choque de gestão. E ainda poderá fazer o que o PSDB sabe fazer de melhor, vender, com apoio do coronelismo eletrônico, o patrimônio nacional e lavar as comi$$ões no HSBC. Que o diga Márcio Fortes

José Dirceu poderá adquirir de Eduardo Azeredo a lógica do Mensalão Mineiro para não ser molestado. Ou com José Serra, no Tremsalão Tucano da Alstom e Siemens. Marta Suplicy descobriu que epidemia de dengue, crise d’água são coisas que não acontecem em governos do PSDB. Afinal, Geraldo Alckmin tem um governo de segurança pública exemplar. O PCC que o diga, faz tudo na maior segurança.

O Olívio Dutra poderá aprender com Yeda Crusius como ela consegue, mesmo após a conclusão do Operação Rodin, continuar livre, leve e solta.

Lula poderá, enfim, comprar sua reeleição por 200 mil réis ou assumir um filho com alguma jornalista da Globo sem ser molestado. Sempre haverá a chance de aparecer outra Miriam Dutra no conglomerado dos Marinho. Também o Lulinha, como a Luciana Cardoso, poderá viver em paz em algum gabinete do Senado. Não teremos mais os mosqueteiros da ética nas páginas amarelas da Veja simplesmente porque Demóstenes Torres, com todos os petistas no PSDB, não terá mais a quem acusar.

A OAS doou para a campanha da Dilma, a Andrade Gutierrez para Aécio. Com todos do PT no PSDB, a OAS não será criminalizada, gozando da mesma imunidade da Andrade Gutierrez. Uma chapa com Aécio e Dilma, ambos no PSDB, haverá paz para as empreiteiras construírem aeroportos nas terras do Tio Quedo.

Assim, ao mesmo tempo que esvazia o saco de pancadas dos que não tem votos, ganha imunidade para roubar. É o que dizia a própria Folha em editorial, corroborado pela afirmação do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom: “me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o riso de ser preso”.

Com a migração do PT ao PSDB ganham as instituições. Gilmar Mendes tira o traseiro de cima do processo do financiamento público das campanhas e Rodrigo de Grandis volta a trabalhar.

Além da migração em massa ao PSDB, o PT tem outra saída. Fundar um grupo de comunicação, com o modus operandi da RBS e da Rede Globo, ou uma siderúrgica aos moldes da GERDAU.

Também perderá sentido a existência de cabos eleitorais do PSDB no Ministério Público e na Polícia Federal. Os heliPÓpteros poderão, enfim, traficar em paz!

Este parece ser o sonho de uma noite de verão do editorialista da Folha. Claro, as reuniões partidárias do PSDB no Restaurante Fasano, numa mesa com quatro cadeiras, não parecem esvaziadas para a Folha.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

O PT se esvazia

Fruto de seus próprios desvios, partido enfrenta ameaça de defecções entre políticos paulistas e abandono da militância

Hortolândia saiu da eleição estadual de 2014 como último bastião do PT em São Paulo e pode chegar ao pleito municipal de 2016 como símbolo da deterioração do partido.

Distante cerca de 110 km da capital, o município de 212 mil habitantes notabilizou-se no ano passado por dar ao petista Alexandre Padilha sua única vitória sobre o governador Geraldo Alckmin (PSDB), 38,6% a 34,9%. As demais 644 cidades paulistas consagraram o tucano, que se reelegeu no primeiro turno com 57,3% dos votos.

Administrada pelo PT desde 2005, Hortolândia agora aparece numa lista de municípios nos quais políticos da legenda negociam migrar para o PSB, comandado em São Paulo pelo vice-governador Márcio França. Prefeitos e vereadores petistas consideram que assim terão mais chances na disputa do ano que vem, dada a crescente rejeição à sigla.

A fim de dissuadir potenciais desertores, dirigentes do PT têm feito viagens a cidades do interior do Estado. Calculam que, confirmadas as defecções, a agremiação terá até 30% menos prefeituras sob seu controle após a disputa municipal de 2016 –são, atualmente, 68 municípios paulistas.

O desânimo, porém, não acomete apenas quadros do partido; também afeta seus militantes. Basta dizer que, na sexta-feira (22), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou seu discurso na abertura do Congresso Estadual do PT em São Paulo para não ser visto diante de plateia reduzida.

No segundo dia do evento, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, desabafou: "Nunca vi uma reunião do PT tão esvaziada quanto ontem, quando se anunciava que o Lula viria, e tão esvaziada quanto hoje, quando no passado as pessoas disputavam o crachá para estar aqui".

No passado, seria preciso acrescentar, o partido não disputara uma eleição presidencial defendendo suas tradicionais bandeiras somente para arriá-las logo após a vitória. Tampouco estivera no centro dos principais escândalos de corrupção da política nacional.

Não admira, portanto, que cada vez menos gente esteja disposta a manter no peito um crachá do PT, ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas que se comprazem com o próprio antipetismo –embora, neste caso, se registrem exageros, como nos episódios em que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi hostilizado.

Se houve práticas corruptas, estas devem ser julgadas e condenadas pelos órgãos competentes; quanto às mentiras, elas já começam a cobrar seu preço em termos de prestígio e popularidade –uma fatura que o PT dificilmente deixará de pagar diante das urnas.

06/03/2015

Nada gruda em cara-de-pau, nem pó!

Família Adams: imagem da mão desconhecida que limpa todas para Aécio

aecio narizO Ministério Público e a Polícia Federal já tem seu corrupto preferido, Aécio Neves. Nada do que diz respeito à Aécio Neves é levado adiante. É o mascote dos que não querem concorrência na corrupção. Será porque o MP e a PF têm medo de retaliação dos grupos mafiomidiáticos caso investiguem Aécio Neves? Ué, mas quem não deve não teme?! Pelo menos deveria ser assim. Seria muito estranho que o MP e a PF, mesmo não devendo, temem levar adiante as muitas denúncias envolvendo Aécio Neves. De que servem estas instituições se tiverem medo de combaterem corrupção quando esta envolve aliados políticos?! Será que o MP e a PF abriram mão de fazerem parte de instituições republicanas para se tornarem braços de partidos políticos?! O vazamento seletivo contra o governo serviu para proteger os criminosos que fazem parceria com o MP, a PF e o Poder Judiciário. Prova disso é o retorno do sempre premiado por delações, Alberto Youssef. Tudo o que ele diz é tomado por verdade, menos o que diz a respeito de Aécio Neves.

A campanha que os delegados da Polícia Federal faziam no Facebook para elegerem Aécio Neves explicam a retiradas do meliante das denúncias. Será que estes delegados têm algo a ver com o narcotráfico denunciado pela ADPF, que fixou Juiz de Fora como ponto de distribuição de drogas para o nordeste?! O que o comportamento destes delegados de facebook tem a ver com o sumiço do heliPÓptero? Será que são os mesmos que mantém parceria, os tais de intercâmbios, com a CIA?

Não havia investigação no tempo de FHC. Não há investigação nos governos estaduais do PSDB. Yeda Crusius, Cassio Cunha Lima, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Beto Richa. Nenhum governador, mesmo com todas as denúncias, sequer foi investigado.

Essa parceria do MP, PF, Instituto Millenium & PSDB é não só vergonhosa. É deprimente exatamente porque estimula a bandidagem filiada ou aliada ao PSDB. Marta Suplicy percebeu isso. Quando era prefeita de São Paulo pelo PT, a mídia inventou todo tipo de denúncias. Bastou atacar o PT que ganhou imunidade. Descobriu o caminho da roça da impunidade, vai se aliar ao PSDB.

Há um histórico nestas duas corporações que permite concluir que é mais fácil eu chegar de asa delta do outro lado do buraco negro que encontrar um grão tucano investigado. É mais fácil um tucano condenado por corrupção em outros países ser guindado ao posto de Presidente de um Tribunal de Contas que ve-lo no presídio. Que o diga Robson Marinho!

O MP e a PF funcionam como teflon para Aécio Neves. O PSDB e a velha mídia agradecem. Andrea Neves e a Lista de Furnas podem descansar. O mundo continua girando como hélices…  

A pergunta que não quer calar: de quem é a mão que limpa o nariz do Aécio?

Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

Postado em 05 mar 2015 – por : Paulo Nogueira

Demagogo

O caráter seletivamente canalha dos vazamentos da Lava Jato ficou claro ontem com a revelação de que Aécio tinha sido citado pelo doleiro Youssef.

Não só Aécio, a rigor, mas a família Neves. Também uma irmã – não nomeada, mas que só pode ser Andrea, braço direito dele – foi citada.

Youssef vinculou os irmãos Neves a propinas da célebre Lista de Furnas – uma hidrelétrica estatal que alegadamente abasteceu copiosamente figurões do PSDB nos tempos em que o partido estava no poder.

A existência da lista tem sido objeto de controvérsia. É inegável que as palavras de Youssef, se não bastaram para Janot recomendar que Aécio fosse investigado, reforçam a hipótese de que a lista é genuína.

Como ponderou um jornalista, você pode avaliar a gravidade do caso com a seguinte pergunta: o que teria ocorrido se o vazamento surgisse na campanha eleitoral?

Bem, é uma pergunta sobretudo retórica. Todo vazamento que implicava o PT, e por consequência Dilma e Lula, era recebido com fanfarra nas redações das grandes empresas jornalísticas.

É difícil acreditar que alguma delas desse acolhida a qualquer coisa que pudesse atrapalhar Aécio.

Da mesma forma, o intuito dos responsáveis pelos vazamentos – presumivelmente os policiais federais sob o comando do juiz Sérgio Moro – era ver Aécio na presidência.

Foi, em suma, um jogo sujo, no qual a mídia e os vazadores se uniram para interferir nas eleições.

Vistas as coisas em retrospectiva, é incrível que, beneficiado tanto e de forma tão espúria, Aécio tenha conseguido perder.

Dilma ganhou contra tudo e contra todos – e em plena crise econômica. Em situações normais, a economia define eleições presidenciais.

Tais circunstâncias – vazamentos criteriosamente escolhidos, ajuda maciça da mídia, economia se arrastando – expõem a fraqueza miserável da candidatura de Aécio.

Mostram também a perda de influência e de credibilidade da imprensa.

Aécio, segundo se fala, escapou da lista de Janot – algo que, se confirmado, minará o prestígio do procurador-geral na esquerda e, ao mesmo tempo, alimentará a crença de blindagem inexpugnável dos tucanos.

Mas sua imagem de bom moço está em frangalhos.

Aécio pode ter escapado de Janot, mas nada haverá de tirá-lo de outra lista – a dos políticos cínicos, mentirosos, manipuladores.

Falo dos demagogos, na lista dos quais Aécio Neves ocupa, com todos os méritos e sobretudo deméritos, a primeira colocação.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

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