Ficha Corrida

20/09/2015

A justiça é cega; eu, não!

justica-cega-21O Verissimo é a prova viva da manipulação, desde sempre, da imprensa. O Grupo RBS, onde Verissimo trabalhava (Zero Hora), suspendeu-o simplesmente por ter chamado o então candidato a Presidência, Fernando Collor de Mello, de ponto de interrogação bem penteado.

As filiais da Rede Globo reúnem coronéis locais. No Maranhão, Sarney; Ceará, Jereissati; RN, Garibaldi Alves; Alagoas, Collor; Bahia, ACM; RS, Sirotsky. Como se vê, ao olhar para a ficha corrida destas famílias ficamos com a certeza de que farão de tudo contra movimentos sociais. Haja o que houver, estarão sempre ao lado dos seus finanCIAdores ideológicos.

A captura, mediante estatuetas compradas com dinheiro da sonegação, de parcela do Poder Judiciário faz corar até a estátua à frente do STF.

Conspiração

20/09/2015 – por Luis Fernando Verissimo

Coitado de quem, no futuro, tentar entender o que se passava no Brasil, hoje. A perspectiva histórica não ajudará, só complicará mais. Havia uma presidente — Vilma, Dilma, qualquer coisa assim — eleita e reeleita democraticamente por um partido de esquerda, mas criticada pelo seu próprio partido por adotar, no seu segundo mandato, uma política econômica neoliberal, que deveria agradar à oposição neoliberal, que, no entanto, tentava derrubar a presidente — em parte pela sua política econômica!

Os historiadores do futuro serão justificados se desconfiarem de uma conspiração por trás da contradição. Vilma ou Dilma teria optado por uma política econômica contrária a todos os seus princípios para que provocasse uma revolta popular e levasse a uma ditadura de esquerda, liderada pelo seu mentor político, um tal de Gugu, Lulu, Lula, por aí.

Como já saberá todo mundo no ano de 2050, políticas econômicas neoliberais só aumentam a desigualdade e levam ao desastre. Vilma ou Dilma teria encarregado seu ministro da Fazenda Joaquim (ou Manoel) Levis de causar um levante social o mais rápido possível, para apressar o desastre. Fariam parte da conspiração duas grandes personalidades nacionais, Eduardo Fuinha e Renan Baleeiro, ou coisas parecidas, com irretocáveis credenciais de esquerda, que teriam voluntariamente se sacrificado, tornando-se antipáticos e reacionários para criar na população um sentimento de nojo da política e dos políticos e também contribuir para a revolta.

Outra personalidade que disfarçaria sua candura e simpatia para revoltar a população seria o ministro do Supremo Gilmar Mentes.

Uma particularidade do Brasil que certamente intrigará os historiadores futuros será a aparente existência no país — inédita em todo o mundo — de dois sistemas de pesos e medidas. O cidadão poderia escolher um sistema como se escolhe uma água mineral, com gás ou sem gás. No caso, pesos e medidas que valiam para todo mundo, até o PSDB, ou pesos e medidas que só valiam para o PT.

Outra dificuldade para brasilianistas que virão será como diferenciar os escândalos de corrupção, que eram tantos. Por que haveria escândalos que davam manchetes e escândalos que só saíam nas páginas internas dos jornais, quando saíam? Escândalos que acabavam em cadeia ou escândalos que acabavam na gaveta de um procurador camarada?

Mas o maior mistério de todos para quem nos estudar de longe será o ódio. Nossa reputação de povo amável talvez sobreviva até 2050. Então, como explicar o ódio destes dias?

18/09/2015

Propinas ao PSDB é dízimo abençoado

Nesta denúncias de corrupção a única coisa vergonhosa são os pesos e medidas da velha mídia oligárquica e do Poder Judiciário. A diferença de tratamento faz pensar e permite concluir que não são contra a corrupção, mas contra a concorrência na corrupção. Porque, pelo visto, há corrupção boa, a dos parceiros ideológicos, e a corrupção má, a dos adversários.

Tucanos inundam lista da Odebrecht

publicado 17/09/2015 – Mas não vem ao caso

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Ministro Cedraz, presidente do Tribunal de Contas e pai do Tiaguinho

Do deputado Jorge Solla:

Lista da Odebrecht da década de 80 lista obras, políticos e propina

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) entregou nesta quinta-feira (17) à CPI da Petrobrás cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht do fim da década de 80, que aponta o pagamento de propina para políticos como percentual das obras executadas pela empreiteira naquele época. O material original foi entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, na sede da Polícia Federal, em Brasília.
Na lista, há políticos aposentados e parlamentares que estão na ativa, como o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), que é membro da CPI e é identificado com o codinome de “Almofadinha”, listado como beneficiado da obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy foi diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). Ele ficou no cargo entre 79 e 84, cinco dos seis anos de execução da obra. Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.
Entre os mais conhecidos, estão o senador Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), do ex-deputado João Agripino Maia Neto, do empresário Fernando Sarney, do deputado José Sarney Filho e da ex-governadora Roseana Sarney.  Na lista, o PMDB de Recife aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, aparece na lista com codinome de “Toldo” e está vinculado à Adutora do Sisal. Na época, ele ocupava o cargo de presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB) e secretário de recursos hídricos e Irrigação da Bahia.
Um dos beneficiados no esquema, conforme consta nas ordens de pagamento da Odebrecht, é o tio do ex-presidente peruano Alan Garcia, que ocupou o cargo de presidente entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011. Identificado nos documentos como Pescoção, Jorge Ramos Roncero aparece em ao menos duas notas de pagamento com valores de US$ 900 mil, que foram depositados em contas na Suíça e Bahamas. A obra referente a propina no Peru foi a da construção da usina de Charcani V.
No projeto do terminal de passageiros 2 do Aeroporto Galeão, no Rio, o major-brigador Lauro Ney Meneses, que foi comandante da Aeronáutica, é listado com o codinome “Positivo”. Segundo as anotações, ele teria recebido 2% sobre uma ordem de pagamento, o que somava 5,5 milhões de cruzados.
Na lista consta também obras como o Metrô de Recife, a Ponte de Vitória, os Canais de Cuiabá, o Porto de Natal, o esgotamento de Rondonópólis, no Mato Grosso, a ponte Colatina, no Espírito Santo, BR-163, BR-101, Transmaranhão, e usina de Capanda, em Angola. Na década de 80, a estatal Furnas prestou assessoria técnica na obra da usina de Capanda, que foi construída pela Odebrecht. Na lista dos beneficiados com repasses que variam entre 10 e 33 mil dólares estão quatro funcionários de alto escalão de Furnas.
Entre os políticos aposentados ou já falecidos, aparecem nomes como o de Cesar Cals, ex-ministro de Minas e Energia, Ary Valadão, ex-governador de Goias e Gerson Camata, ex-governador do Espírito Santo. O ex-senador Lazaro Barbosa (PMDB) aparece como Paris. Nas anotações há um pedido de entrega para ele em Brasília de 112 mil dólares. O ex-parlamentar era de Goias e a obra, a usina de Cachoeira Dourada.
Na lista também tem um Transporte de Massa Salvador, que foi a elaboração do projeto de transporte público pra capital baiana, apresentado como uma proposta de VLT. O projeto foi encomendado pelo poder público à Odebrecht. “Nada foi construído, mas segundo os antigos contabilistas da Odebrecht, dinheiro público foi pago e desviado por propina”, destacou Solla.
O deputado relatou como se dava o pagamento de propina. “As pessoas que me entregaram este material me contaram que a distribuição de propina se dava por depósito bancário – na agência do falido banco Econômico que tinha dentro da sede da Odebrecht, em Salvador – mas também na calada da noite. Das 9 horas da noite às 2 da manhã era a hora que os políticos e agentes públicos envolvidos no esquema iam pegar suas caixinhas de camisa recheadas de dólar”, disse, na sessão da CPI da Petrobrás.
O petista destacou que boa parte dos pagamentos era feito em dólar, como consta nas anotações. “Mesmo para obras realizadas no Brasil, havia a orientação escrita para transformar em dólar black e pagar. Para quem não lembra, o dólar black era o dólar do mercado negro, era comercializado ao arrepio da lei, por quem praticava contravenção”, disse. Segundo ele, os políticos que interessava a Odebrecht pagar propina regularmente eram direcionados para a DGU (Diretoria-Geral da empresa), sem vinculá-los a nenhuma obra.
“Vamos parar com esse conto da carochinha que vocês e o pessoal lá de Curitiba quer contar pra população, porque não convence mais ninguém. Empreiteira pagar propina a agentes públicos e políticos como percentuais em cima de obras, a gente tá vendo aqui, é mais velho que nossa democracia”, completou Solla.
Todos os arquivos:
https://drive.google.com/folderview?id=0B8omhYoODqbNYngwRnpfbU9PU2c&usp=sharing

Tucanos inundam lista da Odebrecht — Conversa Afiada

18/08/2015

Proconsult II: versão digital

O golpe paraguaio vem aí!

Como na fábula da rã e do escorpião, o golpismo é da natureza da Globo. A parceira com a ditadura foi umbilical. Boicotou a democracia e as eleições Diretas enquanto pode. Buscou fraudar as eleições de Leonel Brizola no famoso Escândalo da Proconsult. Manipulou debates de Lula e Collor. Ajudou a derrubar Collor porque este ousou criar uma rede nacional, a CNT, do Martinez, para competir com ela, Globo.

Com FHC deitou e rolou a ponto de um introduzir uma cláusula pétrea, pelas “mãos” de Carlos, vejam só, Monforte, com a Lei Rubens Ricúpero. Esta lei foi promulgada a partir do momento em que a funcionária da Globo, Miriam Dutra, aceitou o papel de amante grávida. Capturado o governo, a isca foi depositada na Espanha, onde, com o compadrio das empresas que participaram da privataria, viveu seu ostracismo sustentável. O financiamento da Globopar pelo BNDES foi apenas um dos grandes benefícios que a Globo auferiu. O finanCIAmento cruzado foi incomensurável.

A criação do Instituto Millenium, gerido sob os auspícios da Rede Globo, é finanCIAdos pelos interesses, a partir da descoberta do pré-sal, que trazem arapongas da NSA, revelados por Edward Snowden, para detonar com a Petrobrás. A parceria da CIA, NSA, DEA e tantas outras agências na condução de uma manada vestida com as cores da CBF não é diferente daqueles movimentos inflados que percorreram as ruas do Egito, Líbia, Síria, Ucrânia e Venezuela. Coincidentemente, todos países produtores de petróleo.

As sucessivas tentativas de tirar a legitimidade do governo Lula, os contínuos ataques a todos os setores da administração dos governos Lula e Dilma, e a todos os governos de esquerda, ganharam o compadrio de uma parcela do Poder Judiciário que não engoliu a declaração do Lula de que faltava abrir a caixa preta do poder judiciário. Desde então o Rede Globo intensificou a distribuição de estatuetas a quem lhe possa ser útil no Poder Judiciário. Criou até mesmo um instituto com este fito, o Instituto Innovare, cuja inovação, em reação a outros institutos finanCIAdos pelos EUA, é o doble “n”. A filosofia do Innovare, pelo menos da boca pra fora, parece ser uma espécie de tributo à declaração do Lula. E assim se explica porque todos os escândalos, inclusive em relação aos milhões sonegados, a presença na Lista Falciani, a Operação Zelotes, não recebem o mesmo tratamento das questões que servem para incriminar Lula. Portanto, um golpe com matiz de legalidade, testa e aprovado no Paraguai, está sendo friamente preparado.

Globo aponta todos os seus canhões contra Lula

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Charge de Caruso, editorial de João Roberto Marinho e coluna de Merval Pereira sinalizam que os Marinho, a família midiática mais poderosa do mundo, desejam que a alegoria usada nos protestos, com um ex-presidente Lula vestido de presidiário, se torne realidade; enquanto Caruso aponta que a delação de Nestor Cerveró poderá atingir Lula, editorial fala em "alegadas palestras" a empreiteiras e Merval comemora a "dessacralização" do ex-presidente; boneco usado nos protestos custou R$ 12 mil e, segundo os responsáveis, fará um tour pelo Brasil nas próximas semanas, acompanhado de uma cela; Lula deixou o Palácio do Planalto como o presidente mais popular da história do País, mas é forte a pressão para que seja colocado atrás das grades

18 de Agosto de 2015 às 07:28

247 – O jornal O Globo utilizou nesta terça-feira três instrumentos – a charge de Caruso, o editorial de João Roberto Marinho e a coluna de Merval Pereira – para sugerir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser preso na Operação Lava Jato.

Na charge, Caruso sugere que Lula será citado por Nestor Cerveró em sua possível delação premiada. Condenado ontem por corrupção e lavagem de dinheiro, Cerveró estaria estudando delatar um suposto esquema de corrupção na contratação do sondas do grupo Schahin, que teria sido usado para quitar dívidas de campanha do PT.

Em sua coluna, Merval Pereira comemora a "dessacralização" de Lula. "O boneco inflável do ex-presidente como presidiário que surgiu em Brasília, e que hoje está em todos os lugares do mundo graças à criatividade liberada pela internet, marca o fim de uma era, quebra um mito, faz a ligação direta entre a corrupção e o chefe do grupo, responsável, na visão popular, pelos esquemas corruptos, e por ter colocado Dilma no Planalto".

Por fim, o editorial "O ajuste de foco nas manifestações" segue na mesma trilha. "É como se o ex-presidente fosse retirado do altar de ‘líder popular’, do qual pôde observar de altura segura todo o desenrolar do escândalo do mensalão, até o julgamento e a condenação de petistas ilustres e próximos a ele. Isso mudou com a Lava-Jato e as evidências de sua extrema proximidade de empreiteiras envolvidas no petrolão, junto às quais abiscoitou alguns milhões em alegadas palestras", diz o texto.

Em nota divulgada ontem, o Instituto Lula comentou, a pedido do Jornal Nacional, a manifestação com o boneco. "Lula foi preso na ditadura porque defendia a liberdade de expressão e organização política. O povo brasileiro sabe que ele só pode ser acusado de ter promovido a melhora das condições de vida e acabado com a fome de milhões de brasileiros, o que para alguns parece ser um crime político intolerável. Lula jamais cometeu qualquer ilegalidade antes, durante ou depois de seus dois governos", afirmou o Instituto Lula.

Segundo O Globo, os organizadores do protestos com o boneco de Lula, que custou R$ 12 mil, estão preparando um tour pelo Brasil com a peça, que será, nas próximas manifestações, acompanhadas de uma cela. O desejo dos manifestantes, assim como dos Marinho, parece ser a prisão do ex-presidente que saiu do Palácio do Planalto com os maiores índices de popularidade e aprovação da história do País.

Globo aponta todos os seus canhões contra Lula | Brasil 24/7

30/07/2015

Paulo Preto, podemos tirar ser achar melhor

Por que o jornalismo tarja preta tem urticária quando ouve o nome de Paulo Preto? Por que significaria tocar na hagiografia de José Serra e demais membros do panteão tucano.

Como sabemos, na velha lição do deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom, o PSDB ganhou imunidade judicial para roubar. Tanto que a trupe da CBF e até o Eduardo CUnha já estão providenciando filiação ao PSDB como forma de não mais serem importunados por inoportunas perseguições judiciais….

Diante das obscenas parcialidades da velha mídia e da parcela do Poder Judiciário caudatário dos interesses midiáticos, o negócio é rir. Rir para não chorar. Como diria a Marta Suplicy, a nova musa do PCC, o negócio é relaxar e gozar. Gozar, apesar do excrementos em forma de jornalismo, jogados na nossa cara, como se fôssemos estátuas sem compreensão e sentimento. A seletividade dos assoCIAdos do Instituto Millenium é maior prova de que não combatem a corrupção, combatem, sim, a concorrência na corrupção.

Não admira que os velhos grupos mafiomidiáticos estejam se decompondo em praça pública. Como afogados, se grudam em qualquer merda para não afundarem.

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato

qua, 29/07/2015 – 20:22

Por esquiber

Nassif,  acho que temos obrigação de contribuir com as investigações da Lava Jato apontando para Moro um arrecadador tucano que ficou esquecido, apagado pela poeira do tempo. Trata-se do engenheiro Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, que segundo reportagem da Istoé,  "possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix." As mesma investigadas na Lava Jato, com exceção da carioca.

Paulo Preto teria sumido com quase 5 milhões em dinheiro vivo da campanha tucana a presidente de José Serra, dinheiro arrecadado de empreiteiras. Moro talvez ignore este fato, embora não esqueça de João Vaccari Neto, o qual mantém trancafiado por razões de campanha de 2010, a mesma que Paulo Preto apareceu numa citação pra lá de criminosa.

Nos tempos áureos de Paulo Preto, "em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão, diz reportagem de Carta Capital, assinada por Cynara Menezes.

Quando é que Moro vai mandar prender Paulo Preto para que este faça uma delação premiada contando tudo que sabe sobre as relações das empreiteiras com os governos tucanos? Corrupção de empreiteira só é crime se for no governo federal?

Da Carta Capital

Quem é Paulo Preto

por Cynara Menezes

Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra

Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice.

Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.

Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

“Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.
Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato | GGN

05/07/2015

O direito é a única ciência que beneficia sempre e primeiro o próprio cientista

Filed under: Direito Penal,Golpismo,Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 9:51 am
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Há uma distância maior entre a teoria e a prática do Direito que da Terra a Júpiter. Por quê? Por que a lei a ser aplicada depende de variáveis à mercê de quem a aplica. E quem aplica pode atender a interesses alheios ao processo, por vezes mais escusos que o próprio crime objeto de julgamento.

Ainda durante o curso de Direito desisti da carreira de operador. O professor ensinava que “o que não está nos autos não está no mundo”. O que estamos vendo é que a prova não precisa estar necessariamente nos autos. Pode estar na capa da Veja ou no JN. Ou simplesmente na mente obsessiva e obcecada em perseguir quem se odeia. Vimos isso na Ação 470, no STF, quando um ministra, talvez leitora do Marques de Sade, fundamentou seu voto com uma frase lapidar: “a literatura jurídica me permite”…

Desde os tempos de Sólon, conforme reza a biografia escrita por Plutarco, admite-se "que as leis em nada diferiam das teias de aranha: se, como estas, estavam aptas a prender os fracos e pequenos que conseguissem apanhar, seriam contudo despedaçadas pelos poderosos e pelos ricos." Com os meios de comunicação influindo diretamente nas decisões, seja na criminalização de uns ou dando estatuetas para os julgadores, os fracos são seus adversários, sejam eles ricos ou pobres.

No caso brasileiro, a partir do estupro da teoria “domínio do fato” pelo capitão-de-mato, como admitiu o próprio em “foi feito pra isso, sim” e denunciado por Claus Roxin, tudo serve de instrumento quando se quer atacar adversários ou ajudar correligionários. A louca cavalgada do golpismo vem chicoteada pela espada da (in)justiça!

Poder haver justiça com regras de processo “diferenciadas”? Uma aula de direito para juízes

5 de julho de 2015 | 00:37 Autor: Fernando Brito

jogodvelha

No site Conjur, o professor Alexandre Morais da Rosa, também ele Juiz , publica um excelente artigo para quem estuda – por profissão ou prazer – Direito. Diz ele que não se pode mais ensinar Processo Penal como até hoje se fez, porque, depois da Lava Jato, conduzida por Sérgio Moro e de decisões do Supremo, agora e nos tempos do “mensalão”, o processo penal não tem mais uma regra consagrada no pensamento jurídico, mas outros rumos,  mais sujeitos ao arbítrio das escolhas que se faz.

O título já é uma definição: “Como é possível ensinar processo penal depois da operação “lava jato”?

“Delação premiada homologada pelo STF, prisão para delação, na mais lídima aplicação do Dilema do Prisioneiro no Processo Penal (veja aqui um vídeo da Unicamp sobre o que é este problema lógico), leniência extintiva de responsabilidade penal e negociação do objeto e pena da ação penal, no mínimo, transformaram os pilares daquilo que ensinamos como “ação penal”.

Morais da Rosa não toma, neste artigo, nenhuma defesa ou ataque a esta mudança, mas a constata como uma diferença irreconciliável entre o que temos do Direito que sempre praticamos e o que está se fazendo agora.

E lista uma série de perguntas que marcam a dualidade processual que toma conta de “casos selecionados” no Brasil, de forma extremamente didática:

a) a ação penal é mesmo indisponível depois da delação premiada ou podemos simplesmente dizer que é uma exceção?

b) O juiz pode produzir prova, tendo papel de protagonista, inclusive na negociação do acordo? Existe algum resto de imparcialidade? Quais as funções reais do juiz?

c) A oralidade e o cross-examination ( nota do Tijolaço: o direito da parte contrária de inquirir testemunha-acusador) foi (mesmo) adotada pelo 212 do CPP diante do deslocamento (matreiro) da questão para ausência de prejuízo?

d) Como compatibilizar a chamada de corréu e a confissão depois da validade da delação premiada? Qual o lugar e estatuto das declarações do delator?

e) As normas de processo penal são mesmo irrenunciáveis ou podemos falar em direitos processuais como privilégios renunciáveis pelo acusado? Em que hipóteses?

f) Como fica a conexão probatória nas cisões arbitrárias entre acusados em face do foro privilegiado? Os acusados que foram cindidos podem se habilitar para formular perguntas aos do foro privilegiado? Podem ser arrolados como informantes os acusados cindidos?

g) qual o regime da interceptação telefônica diante da volatilidade dos prazos, regras e do Ministério Público poder executar o ato? Há garantia dos dados brutos? Quem fiscaliza as possíveis interceptações frias?

h) a prisão é processual ou não é mecanismo para aplicação do dilema do prisioneiro ao Processo Penal brasileiro? Qual o papel da mídia nos vazamentos taticamente fomentados?

i) qual o limite de negociação que o Ministério Público possui nos acordos de delação? Pode negociar a imputação, perdoar crimes, fixar teto de pena por todas as condutas? Pode fixar taxa de êxito na repatriação de recursos e lavar dinheiro sujo? (se o dinheiro repatriado não tinha origem, ao se dar a comissão ao delator, não se estaria lavando dinheiro sujo, via delação?) O Juiz pode não homologar o acordo de delação, a partir de quais critérios? E, caso rejeitada, as informações já prestadas serão desconsideradas? Como?

j) se os indiciados devem ter acesso ao que já está produzido contra eles, na linha da Súmula Vinculante 14 (“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”)? Qual o estatuto de sigilo da delação?

É uma brincadeira falar-se em “segurança jurídica” diante de tantas e tão graves dúvidas sobre o regramento do processo.

O Dr. Morais da Rosa diz que os que lecionam o Direito não podem “mais fingir, nem fugir” desta dualidade contraditória.

Com a sua devida licença, não é só ensinar, não se pode processar e julgar diante dela em sem ferir o princípio de que, como a lei, o devido processo legal  é  só um, e erga omnes, para todos.

Poder haver justiça com regras de processo “diferenciadas”? Uma aula de direito para juízes | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

12/05/2015

Homenagem a Jorge Pozzobom

Filed under: Jorge Pozzobom,Lumpenjornalismo,Poder Judiciário,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Quando Jorge Pozzobom revelou a promiscuidade que o beneficia, não estava falando só de si. O PSDB, com revelou a Folha em editorial, é rotineiramente beneficiado, seja pelos Engavetadores Gerais, do tipo Rodrigo de Grandis, Gilmar Mendes e Assas JB Corp, sem contar os praticantes do lumpenjornalismo que fazem às vezes de porta-vozes partidários.

Paulo Batista: O juiz parceiro

publicado em 30 de abril de 2015 às 09:01

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Paulo Batista: O juiz parceiro – Viomundo – O que você não vê na mídia

26/04/2015

Jorge Pozzobom tem razão

Filed under: Antônio Anastasia,Ódio de Classe,Jorge Pozzobom,Poder Judiciário,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:38 pm
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Com Jorge Pozzobom não se brinca. O deputado gaúcho do PSDB tripudiou pra cima de Vinicius Wu dizendo que, por ser petista, não corria risco de ser condenado pelo Poder Judiciário. Eita profeta, sô! De onde ele tirou tanta sabedoria? E não é que também Andreia Neves, irmã do Aécio Neves, só pelo fato de ser irmã e tucana, embora tenha sido mencionada na Lava Jato, também não vai precisar se defender.

Seria em virtude de suas amizades heterodoxas com a famiglia Sirotsky? A RBS e o Gerdau sofrem do mesmo mal da PSDB. Nada acontecem com eles.

pozzobom
O tucano Anastasia escapou da PF?

Por Altamiro Borges
Já está virando motivo de piada. Nenhum tucano é julgado, condenado ou preso no Brasil! Dá até para desconfiar das instituições do Estado – verdadeiros aparatos de hegemonia da direita. Ministério Público, Polícia Federal e o próprio STF mais se parecem com biombos do PSDB, que deixou o poder faz 12 anos, mas mantém forte influência sobre estes órgãos. Na semana passada, mais um fato cômico confirmou esta hipótese. A Polícia Federal informou que ainda não conseguiu ouvir o funcionário do doleiro Alberto Youssef, que relatou ter entregado pessoalmente uma mala com R$ 1 milhão ao senador Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais e filhote do cambaleante Aécio Neves.
A mídia privada – que também faz parte dos aparatos de hegemonia da direita – não fez qualquer alarde diante da curiosa revelação. O “Jornal Nacional” da TV Globo, em fase de mea-culpa dos crimes do passado, sequer criticou a incompetência da Polícia Federal. Já o jornal Estadão, que apoiou explicitamente a candidatura de Aécio Neves nas eleições do ano passado, apenas registrou que o ex-agente da PF Jayme Alves Oliveira Filho, mais conhecido como “Jayme Careca”, não foi encontrado para prestar novo depoimento e que a Polícia Federal solicitou ao ministro Teori Zavascki, do STF, “a prorrogação do prazo para diligências do inquérito envolvendo o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG)”.
Segundo relato da jornalista Talita Fernandes, “o documento foi encaminhado a Zavascki em 10 de abril, assinado pelo delegado Thiago Machado Delabary. ‘Trata-se de diligência antecedente às demais, posta que, se infrutífera, tornará exponencial a dificuldade de se obter evidência quanto à suposta entrega de dinheiro, quer pelo afastamento temporal do evento, quer pela negativa do suposto remetente da quantia, Alberto Youssef’, escreveu o delegado, explicando que a PF não tinha conseguido até então cumprir a oitiva de Careca”.
Ou seja: o gato subiu no telhado! A mesma Polícia Federal, que adora dar demonstrações de força para as câmeras da TV Globo, afirma que não conseguiu ouvir o “carregador de malas de dinheiro” do mafioso e que isto poderá prejudicar a continuidade das investigações contra o senador do PSDB. A exemplo de outros tucanos, que escaparam de qualquer punição no processo do “mensalão tucano” – que a mídia insiste em chamar de “mensalão mineiro” –, Antonio Anastasia deve ter respirado com alívio diante desta providencial “incompetência”.

Aécio e a “Lista de Furnas”
Este não será o primeiro e nem o último caso de impunidade dos tucanos. O próprio Aécio Neves escapou, estranhamente, da lista de indiciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na midiática Operação Lava-Jato. Ele foi citado nominalmente nos depoimentos do doleiro ao sinistro juiz Sérgio Moro. “Em seu acordo de delação premiada, Youssef disse que ouviu do ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, que Aécio dividia uma diretoria de Furnas com o PP e que o irmão do tucano fazia a arrecadação dos recursos”, relatou a Folha em 20 de março.
Na ocasião, Rodrigo Janot alegou que a citação era “vaga” e livrou o falso moralista de maiores constrangimentos. Os deputados mineiros Padre João, Adelmo Leão e Rogério Correia, todos do PT, até enviaram ao PGR mais provas sobre o envolvimento de Aécio Neves na chamada “lista de Furnas”. Mas, pelo jeito, elas também foram engavetadas e o cambaleante tucano continua posando de paladino da ética, convocando marchas golpistas e esbravejando pelo impeachment da presidenta Dilma. Ele sabe que conta com a cumplicidade dos aparatos de hegemonia da direita.

Justiça tarda e falha
Diante destas cenas tão grotescas, até a Folha tucana foi obrigada a reconhecer que o PSDB é imputável. Em editorial publicado em 30 de março, intitulado “Justiça tarda e falha”, ela finalmente criticou: “Prescrição, atraso, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades”. O jornal referia-se, em especial, ao caso do tal mensalão mineiro. “Há um ano, o STF encaminhou à primeira instância da Justiça de Minas Gerais o julgamento do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB. Nada aconteceu desde então. Ex-presidente de seu partido, Azeredo é acusado de ter abastecido sua campanha ao governo de Minas, em 1998, com verbas desviadas de estatais, valendo-se de empréstimos fictícios”.
“Não são mera coincidência as semelhanças desse episódio com o que viria a ser revelado no escândalo do mensalão petista, alguns anos depois. Um de seus principais personagens, o empresário Marcos Valério, havia sido também responsável pelo esquema tucano. Apesar de inúmeros adiamentos e dificuldades, o caso petista foi julgado no STF. Natural que inspire movimentos de revolta e consternação o fato de que, embora ocorrido alguns anos antes, seu equivalente tucano continue a repousar no regaço da Justiça mineira”, registrou, no maior cinismo, a Folha – que já deu centenas de capas para o “mensalão petista”, ao mesmo tempo em que sempre acobertou o criminoso esquema do “mensalão tucano”.

O “sumiço” de Robson Marinho 

Nesta fase de autocrítica cínica – e não só da TV Globo na comemoração dos seus 50 anos –, a mídia hegemônica poderia aproveitar para fazer a penitência de outros escândalos acobertados. O caso do “trensalão tucano” – que a imprensa chapa-branca chama carinhosamente de “cartel dos trens” – serviria para a publicação de deliciosas reportagens investigativas. Bastaria adotar a máxima do “siga o dinheiro” para descobrir a origem da fortuna de Robson Marinho, um influente cacique tucano que virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo – um típico caso da raposa que toma conta do galinheiro ou do vampiro que se tornou chefe do banco de sangue.
Há inúmeros indícios de que o tucano teve papel destacado no esquema de propina do “trensalão” – que envolve poderosas multinacionais do setor de transporte, como a Siemens e a Alstom, e várias autoridades dos governos Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Há também os endereços das mansões do nobre conselheiro do TCE. Mas Robson Marinho simplesmente desapareceu da mídia. Em março, o Tribunal de Justiça de São Paulo voltou a negar a recondução do suspeito ao seu cargo. Ele foi afastado por decisão da juíza Maria Gabriella Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública da capital, em razão da suspeita de que o conselheiro recebeu propina da multinacional francesa Alstom.
Segundo as denúncias em mãos da Justiça, Robson Marinho – que foi chefe da Casa Civil na gestão Mario Covas e seguiu com forte influência nos outros governos do PSDB – teria embolsado US$ 3,059 milhões em propinas da Alstom, entre 1998 e 2005. A promotoria já concluiu que o grão-tucano “participou de um esquema de ladroagem de dinheiro público” e que enviou a grana para os paraísos fiscais no exterior. Mesmo assim, ele segue livre e solto. Por “prudência e necessária cautela”, o Tribunal de Justiça de São Paulo optou por mantê-lo bem distante do TCE – e também dos holofotes da mídia. Não é para menos que a impunidade dos chefões do PSDB já virou motivo de piada!

Altamiro Borges: O tucano Anastasia escapou da PF?

13/04/2015

Jorge Pozzobom tenia razón

Filed under: El País,Gerdau,Jorge Pozzobom,Operação Zelotes,Poder Judiciário,RBS — Gilmar Crestani @ 10:15 am
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OBScena: Jorge Pozzobom na companhia dos Zelotes

pozzobom y SirotskyO jornal El País traz um detalhe muito interessante de como funciona o esquema de criminalização de uns e a divinização de outros. Não lerás nos assoCIAdos do Instituto Millenium, mas fica cada dia mais evidente que no Brasil só se pune quatro pês? Preto, Puta, Pobre e Petista!

Operação Zelotes esbarra em falta de equipe e apoio do Judiciário

Juiz indeferiu todos os pedidos de prisão temporária feitos pelo Ministério Público Federal

Gil Alessi São Paulo 10 ABR 2015 – 14:01 BRT

O procurador Roberto Paiva. / Divulgação

Nas últimas semanas, o procurador Frederico Paiva, 37, tem dormido pouco e trabalhado muito. Até esta semana, ele era o único representante do Ministério Público Federal no Distrito Federal, encarregado da operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção na Receita Federal que pode ter dado prejuízos de 19 bilhões de reais aos cofres públicos – valor superior ao do mensalão e ao apurado na Lava Jato até o momento. Um procurador para analisar milhares de contratos, agendas e depoimentos. “A peça fundamental na investigação é o Judiciário”, diz Paiva. “O tamanho da equipe depende dele”.

Segundo investigações preliminares, companhias multadas pela Receita recorriam a empresas de fachada da área de contabilidade e advocacia, que faziam a ponte com integrantes corruptos do Conselho Administativo de Rescursos Fiscais (Carf). A entidade é uma espécie de tribunal que avalia recursos de multas. O objetivo era anular os débitos ou atenuar o valor a ser pago, e as beneficiadas seriam grandes empresas como o Bradesco, a Petrobras e o Partido Progressista, de acordo com informações do Estado de S. Paulo.

Na terça-feira (7) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou a criação de uma força-tarefa do MPF para investigar o caso. Mas nenhum dos três procuradores designados para ajudar Paiva trabalhará exclusivamente no assunto. Eles continuarão lidando com suas atribuições normais – diferentemente do que ocorre com a força-tarefa da Lava Jato. “Temos um volume imenso de material para analisar, e ainda haverá outras fases da operação. Um procurador sozinho não tem condições de processar todo o material”, afirma Paiva.

Mas o tamanho da equipe não é o único obstáculo enfrentado por ele. “Pedidos de prisão temporária foram feitos por nós e não foram acatados. No total foram 16 pedidos, [que abrangiam] o núcleo da suposta quadrilha. E nenhum foi deferido pelo juiz, apesar da nossa argumentação”, diz o procurador. Na lista de pessoas que seriam detidos estão conselheiros e ex-conselheiros do Carf e funcionários das empresas de contabilidade e consultoria. Segundo ele, essa medida era fundamental para que os investigados fossem ouvidos ao mesmo tempo e não combinassem respostas. “Na lei há previsão para isso, mas se você não consegue fazer uso da detenção temporária, há um prejuízo para a investigação. E em prol de alguém contra quem pesam fortíssimos indícios de crime”, afirma.

Pedidos de prisão temporária foram feitos por nós e não foram acatados

O procurador cita a atuação do juiz Sérgio Moro, que está à frente da Lava Jato em Curitiba, como exemplo. “A atuação do Moro tem sido brilhante. De maneira técnica, ele está ajudando a revelar o que foi feito na Petrobras”, afirma Paiva. O juiz é considerado pelos advogados dos investigados como sendo “duro” por negar pedidos de habeas corpus. “Espero que outras operações tenham esse sucesso. Mas não é possível esquecer que estamos em Brasília, não em Curitiba”, lamenta. Paiva defende que na operação Zelotes a “balança do direito pese em favor da sociedade, que clama por uma punição efetiva”.

Paiva corre contra o tempo para apresentar as primeiras denúncias ainda em julho. “Vamos nos concentrar em analisar o material que já temos, e nos indícios mais fortes”, afirma. “Mas depois vamos analisar com mais profundidade o caso de algumas pessoas que ficaram de fora desta primeira etapa”. Assim como a Lava Jato, a Zelotes será dividida em várias fases, e é possível que empresas que não forem citadas entrem no foco da operação, e algumas saiam durante a investigação.

O procurador cita a atuação do juiz Sérgio Moro, que está à frente da Lava Jato em Curitiba, como exemplo.

“Já havia trabalhado com sonegação fiscal, mas nunca em um caso desta magnitude”, diz Paiva. Para ele, uma parcela da população acaba sendo protegida por um sistema que não consegue atingir com a mesma intensidade “a baixa e a alta criminalidade”. “No sistema judiciário brasileiro, o crime prescreve antes de ser julgado”.

No total, entre conselheiros e ex-conselheiros, cerca de 10 pessoas ligadas ao Carf são investigadas por participação no esquema. Entre as empresas de consultoria fiscal, são 14 pessoas suspeitas de envolvimento. Cerca de 70 processos julgados pela entidade estão sob suspeita, envolvendo dezenas de empresas. Os casos investigados se estendem de 2005 a 2014.

Corrupção na receita federal: Operação Zelotes esbarra em falta de equipe e apoio do Judiciário | Brasil | EL PAÍS Brasil

04/04/2015

Pozzobom + Reuters = FHC

pozzobom y SirotskyDescubra na imagem quem são os três antipetistas & Pozzobom!

Não há nada a acrescentar às palavras do Juremir a respeito do importante papel desempenhado pela imprensa e pelo Judiciário para as relações republicanas.

Um e outro ficaram reais na foto feito por seus comensais. Ninguém melhor do que Jorge Pozzobom, do PSDB, para falar do Poder Judiciário. E porque não uma agência de notícias internacional, como a Reuters, para revelar como a imprensa, principalmente a que defende interesses alienígenas, cuida da imagem de FHC.

Se as pessoas não agissem como manada e tivessem um pouco mais de respeito pela própria inteligência iriam um pouco além do que políticos do tipo Pozzobom ou veículos do tipo Reuters querem nos fazer crer.

Uma imagem que fala por si só. Imaginem de quem os Sirotsky & Pozzobom estão rindo. Da manada gaúcha que os seguem abestados. Eles que agora foram pegos na Operação Zelotes.

Os maiores sonegadores gaúchos. Fazem jus ao Hino Riograndense: “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Não é pouca coisa. Nossas façanhas não se limitam ao território guasca ou catarinense, mas a toda terra. Ah, eu sou gaúcho…

Sozinha, a RBS pode ter sonegado mais que do que Cerveró, Barusco ou o PP Gaúcho somados desviaram da Petrobrás. “Mas podemos tirar, se achar melhor”…

reuters pozzobom

Podemos tirar se achar melhor

Postado por Juremir em 28 de março de 2015

Nada como uma frase infeliz para fazer a felicidade dos que esperam um pouquinho de verdade. Um lapso também ajuda. As melhores frases dos últimos tempos foram do deputado gaúcho Jorge Pozzobom (PSDB) e de um editor da agência de notícias Reuters. Numa matéria sobre a corrupção no Brasil, baseada em entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornalista referiu-se à declaração do delator Pedro Barusco de que a roubalheira na Petrobras começou na época do governo de FHC. O editor anotou, ao pé da frase, para ser submetida ao entrevistado: “Podemos tirar se achar melhor”. Por esquecimento, a zelosa observação foi publicada. A Reuters pagou mico. Revelou o jornalismo sabujo que blinda alguns e detona outros. Quando se trata de tucanos, esbravejam os petistas, predomina o “podemos tirar se achar melhor”. Nada como ser rei ou amigo dele.

O sempre intenso deputado Jorge Pozzobom envolveu-se num bate-boca, pelo twitter, com petistas. Lá pelas tentas, disse esperar que “alguém que não seja ameaçado de morte ou morto como o Celso Daniel possa trazer por delação a mega lista do PT”. Tomou uma dura. Respondeu assim ao ex-secretário do governo Tarso Genro, Vinicius Wu: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Faz sentido. Muito sentido. O mensalão mineiro não foi julgado até hoje. Manchete da Folha de S. Paulo diz: “Mensalão tucano está parada em MG há um ano”. Falta juiz. A titular se aposentou. Fala sério, Judiciário. A primeira denúncia contra o cartel do metrô de São Paulo, envolvendo governos tucanos, foi recusada. Só a segunda foi aceita. Na internet, circula um vídeo com um dos delatores citando Aécio Neves como beneficiário de esquema irregular de financiamento de campanha. O assunto não parece comover a justiça nem a mídia. Será uma invenção? Um fake? Quem sabe! As frases da Reuters e do Pozzobom são legítimas. As intenções, claro, são sempre outras.

A primeira impressão, porém, é que fica valendo.

Fico imaginando que Pozzobom poderia, depois de sua afirmação controvertida, ter dito no twitter: “Falei a verdade, mas podemos tirar se achar melhor”. Virou bordão. Serve para tudo, do noivo arrependido – “colocamos as alianças, mas podemos tirar se achar melhor” – ao treinador que escalou mal um jogador. Serve principalmente para os que querem derrubar a presidente da República com um golpe nos moldes do que foi executado em 1964: “O povo colocou Dilma lá no Planalto pelo voto, mas podemos tirar se achar melhor”. A montagem do golpe é a mesma de 1964: toma a parte, que se manifesta, pelo todo, usa-se a mídia como alavanca, pega-se a corrupção por pretexto e, como meio século atrás, enfrenta-se a ameaça comunista.

Até a teoria do contragolpe voltou. As viúvas da ditadura dizem que não houve golpe em 1964, mas um contragolpe. Essa aberração está sendo disseminada agora. O golpe já teria acontecido, dado pelo PT. A derrubada da presidente seria um contragolpe redentor. Uma moça me explicou: “Dilma é muito ruim, mas podemos tirar se achar melhor”.

Disse que sou contra golpes. Ela me tirou da sua agenda golpista.

Curiosamente essas frases não chamaram a atenção da mídia que não tinha passar qualquer deslize dos agentes públicos.

Por que será?

Podemos tirar se achar melhor Juremir Machado da Silva – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

31/03/2015

Folha de São Paulo acusa judiciário pelo que ela também faz: proteção mafiosa ao PSDB

Ninguém lerá um editorial da Folha atacando a RBS ou Rede Globo pelas respectivas sonegações. Judith Brito já admitiu publicamente que a Folha exerce o papel de oposição. Faz das tripas coração, como na ditadura, para defender seus interesses comerciais. A Folha só tem um inimigo e o combate ferozmente deste seu (do inimigo) nascimento: o PT!

folhasangueEditorial: Justiça tarda e falha

30/03/2015 02h00

Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano

A liberdade, como ensina o lema dos inconfidentes, será sempre desejável, mesmo que tardia. Nem sempre se pode dizer o mesmo, contudo, da Justiça.

Uma decisão tardia pode bem ser o equivalente da iniquidade completa, e um processo que se arrasta sem condenados nem absolvidos só pode resultar no opróbrio de todos –inocentes e culpados, juízes e réus, advogados e acusadores.

Há um ano, o Supremo Tribunal Federal encaminhou à primeira instância da Justiça de Minas Gerais o julgamento do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB. Nada aconteceu desde então.

Ex-presidente de seu partido, Azeredo é acusado de ter abastecido sua campanha ao governo de Minas, em 1998, com verbas desviadas de estatais, valendo-se de empréstimos fictícios.

Não são mera coincidência as semelhanças desse episódio com o que viria a ser revelado no escândalo do mensalão petista, alguns anos depois. Um de seus principais personagens, o empresário Marcos Valério, havia sido também responsável pelo esquema tucano.

Apesar de inúmeros adiamentos e dificuldades, o caso petista foi julgado no STF. Natural que inspire movimentos de revolta e consternação o fato de que, embora ocorrido alguns anos antes, seu equivalente tucano continue a repousar no regaço da Justiça mineira.

Correndo inicialmente no Supremo, uma vez que parlamentares como Clésio Andrade (PMDB) e o próprio Azeredo figuravam entre os implicados, o processo teve de ser enviado à primeira instância: os réus tinham renunciado a seus cargos no Congresso.

A decisão do STF, remetendo o caso a Minas Gerais, foi tomada em março de 2014. O trajeto de Brasília a Belo Horizonte consumiu cinco meses. Em 22 de agosto, o processo chega à 9ª vara criminal. Era só proceder ao julgamento; nenhuma instrução, nenhuma audiência, nada mais se requeria. Que o juiz examinasse os autos.

Juiz? Que juiz? A titular da vara aposentou-se em janeiro; não se nomeou ninguém em seu lugar.

Havia –e ainda há– pressa: alguns réus, dentre eles Azeredo, podem beneficiar-se da prescrição; outros envolvidos já escaparam por esse motivo.

A lentidão mineira se soma ao caso de entravamento da Justiça ocorrido em São Paulo, para benefício de outro político do PSDB.

Por três anos, um desembargador retardou o exame de irregularidades na gestão do hoje deputado estadual Barros Munhoz à frente da Prefeitura de Itapira. Veio a prescrição, e as suspeitas sobre crimes como formação de quadrilha e omissão de informações nem chegaram a ser julgadas.

Não se trata, claro está, da "liberdade ainda que tardia" ostentada na bandeira de Minas Gerais. Entre essas figuras do PSDB, "impunidade na última hora" há de ser lema bem mais adequado.

 

12 empresas negociaram propina no Carf, diz PF

Investigação aponta suborno para reduzir ou zerar débitos com Receita

Empresas negam irregularidades; operação desmantelou esquema de compra de sentenças em conselho

NATUZA NERYGABRIEL MASCARENHASDE BRASÍLIA

A Polícia Federal vê fortes indícios de que ao menos 12 empresas negociaram ou pagaram propina para reduzir e, em alguns casos, zerar débitos com a Receita Federal.

A Folha teve acesso à relação dos 74 processos que estão na mira da PF. Cada uma das empresas tem diferentes níveis de envolvimento no esquema de compra de sentenças desvendado pela Operação Zelotes, deflagrada na semana passada.

Segundo investigadores, muitas subornaram integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), colegiado responsável por julgar, em segunda instância, recursos de contribuintes autuados pela Receita. Outras, porém, foram procuradas por facilitadores que intermediavam o suborno a conselheiros do órgão, mas ainda não há contra elas elementos que comprovem o pagamento da propina.

Os casos que os investigadores consideram ter indícios mais consistentes atingem processos dos grupos Gerdau e RBS; das companhias Cimento Penha, Boston Negócios (parte do antigo BankBoston), J.G. Rodrigues, Café Irmãos Julio, Mundial-Eberle; das empresas do setor automotivo Ford e Mitsubishi, além de instituições financeiras, como Santander e Safra.

As companhias negam irregularidades (leia abaixo).

Embora o nome do Bradesco também esteja nessa lista, até agora os policiais conseguiram detectar apenas que funcionários do banco foram procurados por consultorias que intermediavam o acesso aos conselheiros do Carf.

A Folha apurou que, para o Ministério Público, até o momento os casos em que há indícios mais fortes de eventuais irregularidades envolvem a RBS e o grupo Gerdau.

O esquema de sonegação, de acordo com as investigações, é um dos maiores já identificados no país. O Carf julga hoje processos que correspondem aproximadamente a R$ 580 bilhões.

Além das empresas, a apuração chegou a nomes de lobistas que faziam a ponte entre os contribuintes e os conselheiros suspeitos de integrar o esquema. Um é Alexandre Paes do Santos. Ele foi sócio do ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, até 2012. Os nomes deles aparecem no quadro societário da Davos Energia Ltda., sediada em São Paulo. Silva deixou a empresa em agosto de 2012, e o lobista, em março de 2013.

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa e no escritório de Alexandre Santos. O empresário ainda não foi localizado.

Procurada, a assessoria de imprensa da PF informou que não comenta investigações que correm sob sigilo.

CADEIRA NO CONSELHO

Um aspecto do funcionamento do Carf chamou a atenção do Ministério Público. "Havia uma série de advogados pleiteando uma cadeira no conselho, embora a função não seja remunerada", diz o procurador federal Frederico Paiva, responsável pelo caso.

Os 74 processos da Zelotes somam R$ 19 bilhões. A PF diz que "já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões".

Mais de R$ 2 milhões foram apreendidos em Brasília e em São Paulo pela PF. Segundo balanço divulgado na sexta-feira (27), além de dinheiro (R$ 1,8 milhão, US$ 9.000 e € 1.500), foram apreendidos em Brasília 16 carros nacionais e importados, além de joias.

Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e R$ 240 mil (em moeda nacional e estrangeira), e, no Ceará, dois veículos.

21/03/2015

Saiba quem finaCIA a carreira do Aécio

A farinhada com travesti está com seus dias contados. Quem não consegue distinguir mulher de travesti vai lá saber distinguir uma pessoa honesta de um patife viciado e gazeteiro!?

Desde meus tempos de seminário tenho que os sujeitos mais moralistas, com o dedo sempre em riste para apontar os deslizes dos outros é um ato falho que esconde o próprio proceder. Veja-se o caso de Demóstenes Torres, que ocupava a tribuna do Senado para imputar aos outros os crimes de que useiro e vezeiro. Agripino Maia é outro que vive de assacar contra a honestidade alheia por estar com os dois pés atolados na lama que joga nos outros. Os membros do PP gaúcho, do Luis Carlos Heinze, eram os mais raivosos contra o PT, os movimentos sociais, MST, gays e  quilombolas. Está lá ele todinho enterrado na Lava Jato. Coincidentemente, o PP gaúcho, com Ana Amélia Lemos à frente, perfilou-se também todinho, ao lado de Aécio Neves. Entendeu agora o “silêncio dos indecentes” da velha mídia.

Quem via as imprecações do Joaquim Barbosa contra quem se ajoelhou para conseguir entrar no STF pelas cotas, não imaginava que ele havia constituído uma empresa Assas JB Corp., com endereço em seu apartamento funcional em Brasília, para comprar um apartamento por u$ 10 (dez dólares) em Miami. Nem imaginava que o respaldo que a Globo lhe dava envolvia o emprego do filho com Luciano Huck nem as caronas que dava a jornalista da Globo para passear na Costa Rica. Até hoje poucos sabem que o recém criado FUNPRESP-JUD foi presidido pelo jornalista, dublê de assessor e biógrafo de JB.

O que explica a desfaçatez deste rol interminável de assassinos da reputação alheia é a confissão do deputado gaúcho, Jorge Pozzobom: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. A desfaçatez é ainda maior porque envolve parcela do Poder Judiciário, o que não é difícil de entender, tendo em vista os exemplos que vêm de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. E não é só Poder Judiciário que alcovita facínoras deste naipe. Eles também pululam no coronelismo eletrônico.

Como na Operação Mani Pulite, na Itália, viu-se que a captura do Estado italiano governado por Giulio Andreotti deu-se com a participação da Máfia. Quando a máfia descobriu-se em maus lençóis, pulou para o lado de quem seria guindado pela própria limpeza comandada por Antonio Di Pietro. Coincidentemente, terminada a limpeza, o limpador entrou na sujeira… Com a queda da Democracia Cristã e a demonização da classe política, a máfia sacou mais rápido e, nas costas de Di Pietro, subiu sozinha ao poder pelas mãos do empresário que detinha 80% dos meios de comunicação italianos, além de outras empresas como FININVEST, o clube Milan, e tantas outras empresas, Sílvio Berlusconi. Durante mais de vinte anos, Silvio Berlusconi transformou a Itália num puteiro. Literalmente cheirou, deitou e rolou com quem e como bem quis. Foi o descrédito de toda classe política vendida pelos veículos do próprio Berlusconi que levou o neofazista do Forza Itália ao poder. Hoje todos entendemos porque a Itália está em decadência, cultural, política e economicamente. O tráfico, lá como cá, é algo que passa batido na velhas mídias. Os grupos mafiomidiáticos não se preocupam com um helipóptero com 450 kg de cocaína. O que chama atenção dos programas cão, do tipo Jornal Nacional, é o aviãozinho e seu papelote. Os que cheiram um helicóptero de pó não estão na favela, estão no HSBC, a lavanderia dos narcotraficantes.

Os movimentos de ataque às instituições democráticas brasileiras, que desacredita toda classe política tem como fim a captura do Estado por aventureiros descompromissados com a democracia, a exemplo de Sílvio Berlusconi. Como já foi com Collor. Pedir golpe militar é a mesma coisa que pedir que a máfia nos governe. Quando uma máfia chega ao poder central, ela, como toda força totalitária, se apropria de todos as instituições correlatas. É isso que os movimentos nazifacistas de 15/03 pediam. Não se trata de pessoas ignorantes, mas de maus caráteres. De pessoas que, por déficit civilizatório, não tem respeito pela divergência de ideias. Como não conseguem votos suficientes para imporem suas vontades pela força das ideias querem impor pela força física. No Brasil, o que na Itália se chamou Forza Itália, atende por Movimento Brasil Livre – MBL, secundados pelos assoCIAdos do Instituto Millenium. Coincidentemente ambos têm por trás o financiamento de grandes grupos empresariais cujo único objetivo é detonar a democracia. É em regime totalitários, exatamente por que a falta de escrúpulos é moeda corrente, que os grupos empresariais mais fortes obtém os maiores lucros.

Assista o vídeo em que o doleiro Youssef acusa Aécio de arrecadar dinheiro em Furnas

março 19, 2015 19:51 Atualizado

Ronaldo acha que dá pra ir empurrando as acusações com a barriga

Ronaldo acha que dá pra ir empurrando as acusações com a barriga

Muitos dos marchadores e paneleiros que ocuparam a Paulista no último domingo usavam camiseta igual à de Ronaldo:  “a culpa não é minha, eu votei no Aécio”.

A hipocrisia nacional ficou mais uma vez exposta.

Dois dias depois, acaba de ser divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o vídeo em que o doleiro Alberto Youssef afirma ter ouvido do ex-deputado federal José Janene e do presidente da empresa Bauruense, Airton Daré, que o tucano Aécio Neves dividiria uma diretoria de Furnas com o PP e que uma irmã dele faria a suposta arrecadação de recursos.

No depoimento abaixo, Youssef afirmou ter auxiliado Janene e transportado para ele, algumas vezes, propinas pagas pela empresa Bauruense por contratos em Furnas. A propina teria sido paga, segundo o doleiro, entre 1996 e 200 – durante o governo Fernando Henrique Cardoso – do PSDB.

Janene arrecadava entre US$ 100 mil e US$ 120 mil mensais, com pagamentos em espécie, em dólares ou reais.O doleiro disse ter ouvido o então deputado Janene, do PP, afirmar que a diretoria de Furnas seria dividida com o PSDB, mais especificamente com Aécio Neves.

“Ele conversando com outro colega de partido, então naturalmente saía essa questão que na verdade o PP não tinha a diretoria só, e sim dividia com o PSDB, no caso a cargo do então deputado Aécio Neves“, declarou Youssef.O doleiro afirmou ter ouvido algumas vezes que caberia a uma irmã de Aécio fazer a arrecadação de recursos na Bauruense. Em relação ao empresário, o argumento era usado para justificar o motivo de não poder repassar mais recursos a Janene. “Ele (Daré) estava discutindo valores com o seu José (Janene) e dizia: não posso pagar mais porque tem a parte do PSDB. Aí você acaba escutando”, afirmou o doleiro.

Aécio nega as acusações. o procurador Janot, estranhamente, decidiu não levar adiante as investigações sobre o tucano – que agora apóia marchas contra a corrupção no Brasil, e pela derrubada de Dilma.

Deputados de Minas levaram mais documentos a Brasília, para pedir a reabertura da investigação.

Enquanto isso, Ronaldo e Aécio seguem empurrando com a barriga…

Assista o vídeo em que o doleiro Youssef acusa Aécio de arrecadar dinheiro em Furnas | Escrevinhador

15/03/2015

Jorge Pozzobom para âncora da Globo

pozzobomPrintscreen do tweet do deputado gaúcho, Jorge Pozzobom, do PSDB. A pergunta que não quer calar: por que canalhas sempre encontram proteção?

Só há dois tipos de pessoas que não se  dá conta desta promiscuidade do PSDB com o Poder Judiciário e o velho coronelismo eletrônico: os mal informados e os mal intencionados!

Depois desta declaração do energúmeno gaúcho, fica por demais evidente que a promiscuidade é um costume que ainda vai demorar para ser extirpada. Vai precisar pelo menos mais dois mandatos do PT.

Tucano não põe um coxinha na rua. O inimigo é a Globo

Com essa lenga-lenga do Berzoini ela está frita !

Os tucanos sumiram.
O Aécio Never botou a camisa da seleção brasileira, foi para a janela e não ousou por os pés no chão.
E olha que a manifestação foi em Copacabana, onde não se viu um pobre.
Como na Avenida Paulista.
Se Copacabana ganhasse eleição, o Carlos Lacerda tinha sido Imperador do Brasil e o Gabeira embaixador em Paris.
Como no Farol da Barra, em Salvador, e na praia de Boa Viagem, em Recife.
Tucano não põe povo na rua.
Nem classe média.
Quem põe é a Globo.
Com um trabalho sistemático, há doze anos, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
(Veja como a Globo massacra cabeça do brasileiro.)
Os tucanos terceirizaram sua prática e sua ideologia à Globo.
Ou o Governo Dilma enfrenta a Globo e garante o direito de expressão a todos os brasileiros, ou daqui a pouco o país racha e ela não Governa.
Os 300 mil, 400 mil que foram nesse domingo para a Avenida Paulista são um indício muito forte de que a classe média paulista – apoiada no William Bonneer – está decidida a ir para o confronto.
O que ela quer ?
Botar 2 milhões na rua ?
Ou a Dilma acaba com essa lenga-lenga – ver “quem não faz, leva” – do Berzoini de consultar a sociedade, ou … o Lula vai se afogar junto.

Paulo Henrique Amorim

Tucano não põe um coxinha na rua. O inimigo é a Globo | Conversa Afiada

PSDB tripudia sob proteção da mídia

pedro simon e yedaAh! eu sou gaúcho! É o Rio Grande velho de guerra fazendo história. Como diz nosso hino, sirvam nossas “patranhas” de modelo a toda terra. Jorge Pozzobom teve um acesso de sinceridade e resolveu registrar no Facebook o que sempre dizemos porque sabemos. A RBS sempre deu proteção a corruptos. Quando não, lançou os próprios. Como na propaganda dos salgadinhos, só não sei se eles aprenderam corrupção na RBS e vieram praticar na política partidária, ou foi a política partidária deles, ainda funcionários, que os tornaram célebres e celebrados na RBS.

A ex-governadora e funcionária da RBS, Yeda Crusius, teve proteção mafiosa da RBS. Mesmo tendo feito o pior governo da história do RS, a RBS sempre a tratou com deferência. Escalou Antonio Britto e Pedro Simon para darem uma mão. Pedro Simon, o político mais inútil que este estado já teve, e olha que há tantos inúteis concorrendo, foi ao Piratini dar sua proteção mafiosa aos Operadores da Rodin. Lá estavam todos do PP que agora estão na Lava Jato. Só mal informados e mal intencionados ainda não entenderam que é a proteção midiática que forma a quadrilha.

OBScenas: Dona Yeda e seus dois “maridos”. É por isso que no RS, o PSDB tripudia para cima dos gaúchos que, como um manada, segue, bovinamente para o matadouro. A praga do PSDB viceja no RS graças ao compadrio da RBS e seus partidos de aluguel (vide PDB para Lasier Martins e PP, para Ana Amélia Lemos).

Yeda Sirtosky

Se é quatro é quadrilha. Vejo o orgulho de ser protegido dos Sirotsky:

pozzobom y Sirotsky

O caso do deputado do PSDB que disse publicamente que nunca será preso por não ser petista

Postado em 14 mar 2015 -por : Kiko Nogueira

Jorge Pozzobom, do PSDB-RS

Jorge Pozzobom, do PSDB-RS

Jorge Pozzobom é um deputado estadual do PSDB do Rio Grande do Sul. Foi o mais votado de Santa Maria nas últimas eleições. É advogado criminalista formado pela UFSM. Líder da bancada tucana na Assembleia Legislativa, ele tem batido duramente no governo Dilma.

“A cada dia fica mais claro aos brasileiros que a corrupção da Petrobras se institucionalizou no governo Lula e foi ampliada ao longo do primeiro mandato de Dilma, com o objetivo de financiar a manutenção de um projeto de poder hegemônico no país”, diz. Essa é a toada que faz sucesso entre sua turma.

Mas Jorge Pozzobom é também o símbolo escarrado de uma doença nacional: a sensação de que se pode falar qualquer coisa, desde que contra os alvos de sempre.

Em sua conta no Twitter, o doutor Pozzobom deixou escapar o que é comentado nos corredores de seu partido, mas nunca foi dito publicamente.

Durante um bate boca relativamente civilizado com militantes petistas, afirmou esperar que “alguém que não seja ameaçado de morte ou morto como o Celso Daniel possa trazer por delação a mega lista do PT”. Foi advertido de que calúnia ainda é crime no Brasil.

Sua resposta: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Repetindo: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Não é que Pozzobom saiba de algo que você não sabe sobre a Justiça. Não é apenas pelo fato de ele ser advogado que ele diz esse tipo de barbaridade.

É que ele pode. É senso comum. Apenas não havia sido vocalizado dessa maneira.

Num país em que se toleram manifestações de ódio explícitas e acusações sem provas, em que um juiz sugere que a presidente iria sancionar a Lei do Feminicídio por que estava advogando em causa própria, em que se prega a volta da ditadura numa boa — o que isso tem de mais?

Pozzobom, um sujeito inteligente, tem ciência de que, sendo do PSDB, não corre risco algum. Essa é a contribuição de homens como ele para a democracia. Está longe de ser exceção num partido que adotou uma retórica golpista histérica. Apenas foi o primeiro a sair do armário.

Não há hipótese de que isso desemboque em algo de bom para a sociedade, mas a quem apelar?

jorge pozzobom

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

31/01/2015

Como no velho oeste, a justiça só chegará quando os bandidos estiverem mortos

Na imagem, Roberto Marinho a tiracolo de seus capangas

Roberto-Marinho-e-Figueiredo-e-ACMAos poucos vai se descobrindo todos os matizes de um grupo de bandidos que tomou, por assalto a mão armada, o poder no Brasil em 1964. Só não ocultavam o caráter… porque não tinham. Se houvesse qualquer razão, não precisariam fazer de tocaia, às escondidas, ao arrepio da lei, assassinando, estuprando e escondendo os restos dos corpos esquartejados. Estes foram os animais que O Globo saudou a chegada em editorial. Graças a esta parceria um jornal de fundo de quintal deu origem ao maior império de exploração econômica da informação no Brasil. A famiglia Marinho deve aos trogloditas de armas na mão a construção de seu império. Hoje, os três filhos de Roberto Marinho são os três homens mais ricos do Brasil.

Literalmente, um império construído à bala!

Procuradoria acusa agentes por crimes no Araguaia

Militares teriam matado e ocultado os cadáveres

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBA

O Ministério Público Federal no Pará denunciou dois militares sob a acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver durante a Guerrilha do Araguaia.

Lício Ribeiro Maciel, 84, conhecido como Major Asdrúbal, foi acusado por três homicídios e ocultação de cadáver. Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió, 76, por ocultação de cadáver.

A Guerrilha ocorreu entre 1968 e 75, quando militantes estabeleceram-se às margens do rio Araguaia, entre Pará, Maranhão e Tocantins para reunir camponeses para uma revolução socialista. Militares descobriram o plano e mataram dezenas de guerrilheiros.

Na atual denúncia, as vítimas são os guerrilheiros André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima, mortos numa emboscada em outubro de 1973.

Segundo o MPF, as mortes são qualificadas por motivo torpe, com uso de violência, abuso de autoridade e do aparato estatal. Os procuradores pedem o cancelamento das aposentadorias dos militares, além do pagamento de danos às famílias das vítimas.

Os advogados dos militares classificaram a acusação de "estapafúrdia", com o argumento de que a Lei da Anistia extinguiu a punibilidade de agentes de Estado por crimes cometidos na ditadura.

03/12/2014

Sobre paladinos e lobos, por Caio Paiva

Filed under: Joaquim Barbosa,Poder Judiciário,Sérgio Moro — Gilmar Crestani @ 9:47 am
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qua, 03/12/2014 – 08:02

do Justificando

Sobre paladinos e lobos: poder punitivo, “combate” à corrupção e o devido processo legal

Por Caio Paiva

I – Prólogo: entre a morbidez e a soberba do poder punitivo

Fomos seduzidos pelo autoritarismo. Convencidos de que o apocalipse chegou, clamamos – sempre – por ordem (!), por mais, e sempre mais punição. Um psicanalista recomendaria ao Brasil que regressasse mentalmente à sua infância para resolver, de vez, esse complexo de colonizado/dominado. La Boétie, se vivo estivesse para assistir a identificação da sociedade (em geral) com figuras como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, repetiria a sua indignação quando disse: “Mas, oh, meu bom Deus! O que pode ser isso? Como o denominaremos? Que desgraça é essa? Ou que vício? Ou, antes, que vício infeliz?[1]

O Poder Judiciário, com honrosas e valiosíssimas exceções que honram a magistratura brasileira e provam que, sim, ainda há juízes por aqui, tem se convertido numa máquina burocrática e asséptica de mera conservação do que o mantém: o Poder. Não será exagero, portanto, identificar atualmente no poder punitivo dois sintomas opostos, mas umbilicalmente ligados na manutenção do status quo: a morbidez e a soberba. Explico.

O poder punitivo é mórbido quando prende e pune os pobres. Aqui não há qualquersofisticação no discurso. O recado é simples: livremo-nos deles. Pronto. Se você, caro(a) leitor(a), desconfia da afirmação, convido-lhe a refletir sobre esses dados: mais de 560 mil pessoas presas, das quais 41% se trata de presos provisórios. Prendemos mais do que a Índia, Irã, África do Sul, Indonésia, dentre outros países que por vezessubclassificamos. Ocupamos o desonroso quarto lugar no ranking dos países com maior população carcerária[2]. Convido-lhe, ainda, para pensar sobre a recém divulgada pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Departamento de Política Penitenciária do Ministério da Justiça (DEPEN), que provou que37% dos réus submetidos a prisão provisória não são condenados à prisão[3]. Se não te convenço da existência desta morbidez, resta-me a sugestão para visitar um presídio e constatar, então, quem e por quê estão lá.

Mas o poder punitivo também é, como antes advertido, soberbo, e a sua arrogância se aflora – principalmente – quando o acusado é um, digamos, “poderoso” (economicamente ou politicamente falando). Pretendo-me ocupar, aqui, neste breve ensaio, justamente desta face do poder punitivo, a soberba, para demonstrar, ao final, que ela – também – alimenta a morbidez.

II – Sobre togas e flashes: o juiz na encruzilhada da fama e do “combate” à impunidade/corrupção

O que o Poder Judiciário está disposto a fazer para corresponder o desejo popular devingança, de “basta” na corrupção? É a pergunta que eu gostaria que ecoasse em cada palavra lida no texto que segue.

Inevitável que se fale, aqui, do juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir o processo (ou a investigação…) do caso denominado Operação Lava Jato, que dispensa apresentações. A figura de Moro, admito, aguça a minha curiosidade em compreender o que se passa com o Poder Judiciário atualmente, e me remete, de novo, à alusão feita no início a respeito daidentificação da sociedade com o ex-ministro Joaquim Barbosa. Afinal de contas, o queMoro e Barbosa têm em comum além do fato de suas togas invariavelmente se armarem como “capas” quando diante dos flashes e de casos que despertam a sociedade? Vejamos.

Barbosa figurou na lista dos brasileiros mais influentes de 2012[4], na lista de personalidades do ano do jornal espanhol El País[5], além de ter sido sondado e popularmente apoiado para que se candidatasse a Presidente da República. Moro não fica por baixo. A condução daOperação Lava Jato já lhe rendeu o título de “herói”[6], de responsável por “lavar a honra e exultar a alma do povo brasileiro”[7], sendo merecedor, inclusive, de um tributo por guiar o “o possível despertar da população, que viveu entorpecida pelos discursos populistas que envelopam as medidas socialistas implementadas no Brasil”[8]. Mas não é só. Moro já é citado em jornais de outros países como “O juiz que sacudiu o Brasil”[9] e o colunista da revista Veja, Rodrigo Constantino, já afirmou que ele “merece uma estátua em sua homenagem”[10]. Não, a veneração não para por aí: a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou homenagens a Moro e ao Papa. Como se vê, não é apenas o Papa que é pop

Roberto Lyra, em lição premonitória sobre o que presenciaríamos hoje, dizia que “Admitir processo, julgamento ou execução sob a pressão publicitária é a negação da ordem jurídica e da ordem democrática. (…) Juízes temem e cortejam a imprensa, disputando prêmios e medalhas ‘do ano’ pelo cumprimento de deveres severos e profundos”[11]. Barbosa e Moro, porém, não têm em comum somente a identidade midiática: querem, ambos, fazer do Judiciário um Poder de combate e é preocupante que contém com o apoio de grande parte da magistratura brasileira para consumar este objetivo. Para não me alongar muito, recomendo-lhes apenas a leitura do manifesto subscrito pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) intitulado Juízes Contra a Corrupção que propõe, vejam só, a Implantação de uma Política Judiciária Nacional de Combate à Corrupção[12].

Tem razão Castanho de Carvalho quando adverte que não é função do juiz a proteção da segurança pública, não estando “no seu mister o combate à criminalidade. Essas são funções cometidas ao Poder Executivo, não ao Judiciário. A ele cabe, tão somente, julgar. E para fazê-lo legitimamente, deve tornar-se equidistante”[13].

III – O discurso penal contra a corrupção e a “antipolítica”: quando morbidez e soberba se unem

Ainda tão jovem, a Operação Lava Jato já colocou à prova o Poder Judiciário brasileiro e assim o fez o constrangendo justamente naquilo que James Goldschmidt denominou de o “princípio supremo do processo”: a imparcialidade. Não falarei, aqui, da declaração do membro do MPF, o procurador regional da república Manoel Pestana, que repristinou e sofisticou o discurso inquisitorial de Torquemada quando se atreveu a justificar a prisão preventiva de suspeitos para conveniência da instrução criminal a fim de que sejam “forçados a colaborar”, concluindo que “Em crimes de colarinho branco, onde existem rastros mas as pegadas não ficam, são necessárias pessoas envolvidas com o esquema para colaborar. E o passarinho para cantar precisa estar preso”[14].

Mais preocupante, a meu ver, aliás, muito preocupante, é o fato de Ministros de Tribunais Superiores encamparem o discurso persecutório e esquecerem-se que a eles compete manterem-se imparciais. “O que é isso? Em que país vivemos? Os bandidos perderam a noção das coisas!”, palavras do Datena, da Raquel Sheherazade? Não. Trata-se de declaração de desembargador convocado a desempenhar a função de Ministro do STJ, Sua Exa. “o incrédulo”, segundo consta no site do Tribunal, Walter de Almeida Guilherme[15].

Perguntar não ofende: quantos milhões de dólares valem o devido processo legal?Quantas manchetes, quantos tributos, quantas homenagens, estátuas, enfim, o que o Poder Judiciário está disposto a fazer para combater a corrupção?

Concordo com Zaffaroni quando afirma que “É inquestionável que a corrupção deve ser combatida, mas o certo é que pretender fazê-lo com o sistema penal, que é uma das áreas mais vulneráveis a ela é absurdo, quando todos sabem que a corrupção surge no espaço de poder arbitrário, e a única forma eficaz de preveni-la é ficando esses espaços delineados mediante uma melhor e constantemente renovada engenharia institucional”[16], mas ainda tomaria o cuidado de esclarecer que, sim, que crimes de corrupção devem ser sancionados pelo Direito Penal, sem que nós caiamos, porém, conforme adverte Shecaira, “em um universo de medidas que se aproximem de uma atitude burlesca que põe em perigo a própria democracia”[17]. Que não nos arrisquemos: o giro de uma política criminal à criminalização da política, com generalização de atributos baixos a políticos, pode fomentar o nascimento da “antipolítica”, atitude com o potencial de corroer as bases do sistema democrático.

Mais do que processo democrático, momentos de crises consistem em verdadeiros testes para identificarmos se há processo na democracia, o que basta, anota Gérard Soulier, “para sugerir que seu desenrolar não pode ser concebido da mesma maneira que em um regime ditatorial ou autoritário”[18]. Rui Cunha Martins ainda resume este cenário com mais precisão: “A verdade é que o processo, hoje, para ser devido e legal, tem todo o interesse em desligar a sua função dos atuais quadros de expectativa. Será essa uma das suas maiores glórias: pedirem-lhe sangue e ele oferecer contraditório”[19].

Iniciei esta exposição com um prólogo e finalizo com um prenúncio: ao nos entusiasmarmos com a soberba do poder punitivo que pune e prende os poderosos, estaremos, inevitavelmente, alimentando a morbidez do (mesmo) poder punitivo que encarcera os pobres, conferindo-lhe, ainda, uma falsa imagem de legitimidade. Desconfiemos, pois, dos paladinos, já que, conforme avisa Luis Fernando Veríssimo, “eles também querem sangue[20].

Caio Paiva é defensor público federal, especialista em ciências criminais, fundador do Curso CEI e editor do site http://www.oprocesso.com


[1] LA BOÉTIE, Étienne de. Discurso sobre a servidão voluntária. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2ª ed. São Paulo: RT, 2009, p. 33.
[2] Dados do CNJ, de junho/2014, acessíveis em:http://www.cnj.jus.br/images/imprensa/diagnostico_de_pessoas_presas_correcao.pdf
[3] Notícia e dados da pesquisa acessíveis em: http://www.conjur.com.br/2014-nov-27/37-submetidos-prisao-provisoria-nao-sao-condenados-prisao Exemplar do que se passa na mentalidade que legitima, hoje, o grande encarceramento, é a opinião do membro do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, André Luis Melo, veiculada na notícia referida na nota anterior, que não viu qualquer problema nos dados, já que, embora não tenham sido presos, os condenados podem ter recebido penas alternativas. E completa dizendo que “O problema é que réu solto a defesa faz chicana e não cumpre prazos, e até mesmo o Judiciário não prioriza. Foca apenas em réu preso, ainda que por furto de chocolate“. Por justiça aos bons, deve-se esclarecer que o promotor de justiça citado já se tornou “caricato” pelas suas opiniões pessoais, que, espera-se (e até reza-se), divirjam dos seus colegas.
[4] A lista completa, com textos sobre as “personalidades do ano”, está disponível em:http://revistaepoca.globo.com/vida/Especial/noticia/2012/12/os-100-brasileiros-mais-influentes-de-2012.html
[5] A matéria completa está disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/el-pais-dilma-e-joaquim-barbosa-estao-entre-as-personalidades-do-ano,ea961351257cb310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
[6] Cf. http://oabelhudo.com.br/2014/11/brasil-juiz-federal-sergio-moro-o-heroi-da-operacao-lava-jato/
[7] Cf. http://www.thebrazilianpost.com.br/juiz-sergio-moro-e-pf-lavaram-a-honra-e-exultaram-a-alma-do-povo-brasileiro/
[8] Cf. http://ucho.info/tributo-ao-juiz-sergio-moro – 25/11/2014
[9] Cf. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/26/politica/1417013006_508980.html – 26/11/2014
[10] Cf. http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/eu-nao-sabia-que-dilma-tinha-entrado-para-a-policia-federal-ou-aula-basica-de-republicanismo-para-petistas/
[11] LYRA, Roberto. Direito Penal Normativo. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Konfino – Editor, 1977, p 111-112.
[12] Cf. http://www.oas.org/juridico/PDFs/mesicic4_bra_stf.pdf – grifo meu.
[13] CARVALHO, Luis Gustavo Grandinetti Castanho; PRADO, Geraldo; MARTINS, Rui Cunha. Decisão Judicial. São Paulo: Marcial Pons, 2012, p. 129.
[14] Cf. sua declaração em: http://www.conjur.com.br/2014-nov-27/parecer-mpf-defende-prisoes-preventivas-forcar-confissoes Críticas direcionadas a ela: http://www.conjur.com.br/2014-nov-28/professores-criticam-parecer-prisao-preventiva-lava-jato Me parece importante uma brevíssima nota: o desastroso parecer do referido membro do MPF em nada ofusca o belíssimo trabalhado desempenhado pela instituição em prol do repatriamento de enorme quantia de dinheiro ilegalmente transferida para outros países por suspeitos da Operação Lava Jato.
[15] Cf. a notícia inteira, cujo equívoco já começa na manchete tendenciosa e indevida para o site oficial de Tribunal Superior: “Nível de corrupção revelado na operação Lava Jato choca ministros do STJ”, acessível em:http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/sala_de_noticias/noticias/Destaques/N%C3%ADvel-de-corrup%C3%A7%C3%A3o-revelado-na-Opera%C3%A7%C3%A3o-Lava-Jato-choca-ministros-do-STJ
[16] ZAFFARONI, Eugenio Raul. Buscando o Inimigo: De Satã ao Direito Penal Cool. In: Criminologia e Subjetividade. (0rg.) MENEGAT, Marildo; NERI, Regina. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005, p. 21.
[17] SHECAIRA, Sérgio Salomão. Corrupção: uma análise criminológica. In: Direito Penal como crítica d pena: Estudos em homenagem a Juarez Tavares por seu 70º Aniversário em 2 de setembro de 2012. (Org.) GRECO, Luís; MARTINS, Antonio. São Paulo: Marcial Pons, 2012, p. 614.
[18] SOULIER, Gérard. A igualdade de palavra, princípio da democracia e do processo penal. In: Processo Penal e Direitos do Homem. (Org.) DELMAS-MARTY, Mireille. Barueri/SP: Manole, 2004, p. 207.
[19] MARTINS, Rui Cunha. A hora dos cadáveres adiados: corrupção, expectativa e processo penal. São Paulo: Atlas, 2013, p. 100 – destaquei. Assim, também Adauto Suannes: “Ou bem nossos juízes dão ao due processo f law o alcance que ele deve ter, ou não faz qualquer sentido que o nome original seja aqui utilizado para expressar tal instituto, insultando o sangue derramado por aqueles que lutaram pela sua inserção no sistema jurídico dos povos civilizados” (Os Fundamentos Éticos do Devido Processo Penal. São Paulo: RT, 1999, p. 154)
[20] VERÍSSIMO, Luis Fernando. Diálogos Improváveis. Na crônica “Conversa entre Batman e Drácula”.

Sobre paladinos e lobos, por Caio Paiva | GGN

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