Ficha Corrida

21/10/2015

FHC confessa ter nomeado ‘ladrões’, e isso explica a caça ao Lula

Isso diz tudo sobre a perseguição constante ao Lula. FHC foi protegido internamente, principalmente pela Rede Globo que o havia capturado via Miriam Dutra, mas também externamente, pela entrega do nosso patrimônio aos EUA. A Petrobrás era o próximo alvo, e havia começado com a mudança de nome para Petrobrax.

Durante os dois governos de FHC não havia necessidade de espionagem dos EUA por aqui. Tudo era entregue de bandeja. O William Waack sabe muito bem disso. Os vazamentos dos Wikileaks mostraram. Foi com Lula e Dilma que a NSA, conforme denunciou Edward Snowden, se viu obrigada a espionar o Governo Federal e também a Petrobrás. As informações fornecidas à Lava Jato tem dedo do FBI, CIA e NSA. Os objetivos de criminalizar Lula e proteger FHC também se conjugam com os interesses dos EUA. Nem mesmo FHC admitindo que nomeou ladrões o MPF e PF se dignam a ir atrás. Aliás, há um extensa bibliografia narrando com fartura de documentos a dilapidação do patrimônio nacional destes que agora estão buscando derrubar Dilma e caçar Lula.

Quando a agência Reuters entrevista FHC, os assuntos que podem comprometê-lo ela se dispõe a tirar da entrevista. Quando alguém do PSDB é mencionado nas delações da Lava Jato, “não vem ao caso”. E nem mesmo com a confissão de FHC há indignação. Aliás, tudo como acontece em relação ao Eduardo CUnha.

Todos sabemos que a corrupção no governo FHC é responsável por pelo menos uma morte: Paulo Francis! Por que FHC cruzou os braços?

Ou o Brasil varre os golpistas, ou golpe paraguaio ainda vai nos jogar no lixo da história. 

FHC confessa ter nomeado ‘ladrões’

ANTONIO CRUZ/ABR:

No livro “Diários da Presidência”, sobre seus primeiros anos no poder, o tucano Fernando Henrique Cardoso diz que foi pressionado por parlamentares para nomear “ladrões” em troca de apoio em votações no Congresso; entre os políticos que pediram nomeações, ele cita José Sarney, Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, Wellington Moreira Franco e Michel Temer

21 de Outubro de 2015 às 06:10

247 – No livro “Diários da Presidência”, sobre seus primeiros anos no poder, o tucano Fernando Henrique Cardoso diz que foi pressionado por parlamentares para nomear “ladrões” em troca de apoio em votações no Congresso.

Em 31 de maio de 1995, ele relata uma das reuniões com ministros para discutir as nomeações: “No fim da tarde estive (…) naquelas infindáveis discussões sobre nomeações, alguns são ladrões e nós temos algumas provas. (…) É vergonhoso, mas é assim”. Entre os políticos que pediram cargos, ele cita José Sarney, Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, Wellington Moreira Franco e Michel Temer.

O episódio sobre o atual vice-presidente é revelado em gravação de 3 de outubro de 1995. Temer teria pedido a indicação de um protegido seu para o fundo de pensão dos portuários. “É para ser mais solidário com o governo, ele quer também alguma achega pessoal nessa questão de nomeações. É sempre assim. Temer é dos mais discretos, mas eles não escapam. Todos têm, naturalmente, os seus interesses.”

Leia aqui na reportagem de Renato Onofre sobre o assunto.

FHC confessa ter nomeado ‘ladrões’ | Brasil 24/7

 

Nassif: Porque não houve uma Lava Jato para FHC

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Colunista Luis Nassif, no jornal GGN, questiona as memórias do ex-presidente tucano FHC, "o mesmo que loteou a Petrobras para o grupo de Joel Rennó e admitiu que nada faria para mudar a situação"; "em um ponto ele foi nitidamente superior a Lula: na capacidade de entender o jogo dos demais poderes de Estado – Polícia Federal, Ministério Público, Justiça – e saber conservá-los sob redea curta" 

21 de Outubro de 2015 às 07:33

Luis Nassif, no jornal GGN

Existem dois FHC. Um que fala para os iletrados – classe média, empresários pouco politizados, leitores da mídia – e outro que ambiciona falar para os historiadores.
O primeiro se vale de um moralismo rasteiro, primário e de uma falsa indignação. O segundo tenta se mostrar o homem de Estado, frio e calculista, dominando as regras da real politik.
Pelos trechos até agora divulgados, as memórias de governo de Fernando Henrique Cardoso – frutos de gravações que fez durante sua gestão – visam a história. Dê-se o devido desconto para algumas passagens repletas de indagações hamletianas sobre dar e receber. Essas cenas FHC provavelmente gravou olhando-se no espelho e fazendo pose. Nas demais, emerge o político esperto, o homem de Estado cujo maior papel foi ter garantido a governabilidade para que seus economistas implantassem o modelo neoliberal.
Acomodado, pouco ambicioso na implantação de políticas de corte, com baixíssima capacidade de entender os fenômenos do desenvolvimento ou da massificação das políticas sociais, FHC cumpriu competentemente o papel que lhe caiu no colo, de viabilização política de um modelo neoliberal de economia.
Ele admite, então, que em 1996 foi alertado por Benjamin Steinbruch, dono da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) sobre a corrupção na Petrobras, então presidida pelo notório Joel Rennó. Havia a necessidade de intervenção na empresa mas, apesar da gravidade dos fatos, ele nada fez. Segundo ele, não queria mexer no vespeiro antes da aprovação da lei do petróleo.
Em relação ao presidencialismo de coalizão, tem a honestidade de admitir que, sem as concessões, não se governa.

É curioso analisar o discurso atual de FHC, enfático contra o loteamento político, e suas alegações na época, enfáticas na defesa do loteamento político.
“A responsabilidade é minha, a decisão é minha, mas não vou fazer um ministério sem levar em consideração a realidade política. Com a experiência dos últimos anos sei que, se não existe base de apoio político, é muito difícil o governo fazer as modificações de que o Brasil necessita”.
"Não estou loteando nada. Estou simplesmente fazendo o que disse que faria: buscaria o apoio dos partidos políticos, das forças políticas da sociedade, e o faria para poder governar tendo em vista a competência técnica”, relatou.
É o mesmo presidente que loteou a Petrobras para o grupo de Joel Rennó e admitiu que nada faria para mudar a situação.

É igualmente curiosa sua indignação contra uma CPI dos Bancos, preparada por José Sarney e Jader Barbalho para investigar as jogadas com o Econômico e o Nacional. Taxou a CPI de "falta de juízo absoluto (…) Foi uma manobra para abalar meu poder, para me limitar politicamente, me atingir indiretamente".
É retrato de outros tempos, a maneira como enfrentou as denúncias da Pasta Rosa – com documentos comprovando o financiamento de campanha de vários políticos pelo Banco Econômico. A Polícia Federal intimou o presidente da Câmara, Luiz Eduardo , filho do senador Antônio Carlos Magalhaes. A reação de FHC foi imediata: "A Polícia Federal foi além dos limites desse tipo de mesquinharia (…) Em todo caso, o procurador Brindeiro colocou um ponto final nisso".
Por tudo isso, não se tenha dúvida que, em um ponto ele foi nitidamente superior a Lula: na capacidade de entender o jogo dos demais poderes de Estado – Polícia Federal, Ministério Público, Justiça – e saber conservá-los sob redea curta.

Nassif: Porque não houve uma Lava Jato para FHC | Brasil 24/7

 

FHC diz ter sido avisado de ‘escândalo’ na Petrobras

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No primeiro volume do livro "Diários da Presidência", que será lançado no próximo dia 29, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso relata uma conversa de 1996 com o dono da CSN, Benjamin Steinbruch, que havia sido nomeado por FHC para o conselho da estatal; "Eu queria ouvi-lo sobre a Petrobras. Ele me disse que a Petrobras é um escândalo. Quem manobra tudo e manda mesmo é o Orlando Galvão Filho, embora Joel Rennó tenha autoridade sobre Orlando Galvão", conta o tucano; Galvão Filho era, à época, o presidente da BR Distribuidora, enquanto Rennó era o presidente da Petrobras; FHC fala ainda sobre a necessidade de "intervenção" na empresa, mas afirma que, apesar dos fatos, não o faria; 1996 foi o mesmo ano em que o jornalista Paulo Francis denunciou um esquema de corrupção na estatal

20 de Outubro de 2015 às 17:05

247 – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso revela ter sido alertado sobre um "escândalo" na Petrobras em 1996. O relato está no livro "Diários da Presidência – volume I", que traz anotações do diário de FHC dos dois primeiros anos de seu governo, a ser lançado no próximo dia 29.

O tucano descreve uma conversa que teve com o dono da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Benjamin Steinbruch, que havia sido nomeado por FHC para o conselho da Petrobras. "Eu queria ouvi-lo sobre a Petrobras. Ele me disse que a Petrobras é um escândalo. Quem manobra tudo e manda mesmo é o Orlando Galvão Filho, embora Joel Rennó tenha autoridade sobre Orlando Galvão", escreve.

O ex-presidente está se referindo, no relato, ao então presidente da BR Distribuidora (Galvão Filho) e ao então presidente da estatal (Joel Rennó). No mesmo ano, o jornalista Paulo Francis fez uma denúncia ao vivo na TV, durante o programa Manhattan Connection, sobre um esquema de corrupção na estatal.

Ainda em seus relatos, FHC descreve, conforme aponta reportagem dos jornalistas Renato Onofre, Tiago Dantas e Silvia Amorim, do Globo, que o mais grave na estatal era "que todos os diretores da Petrobras são os mesmos do conselho de administração". FHC classifica o fato, no livro, como "uma coisa completamente descabida".

E conclui que é preciso fazer uma "intervenção", embora admita que não irá fazê-la. "Acho que é preciso intervir na Petrobras. O problema é que eu não quero mexer antes da aprovação da lei de regulamentação do petróleo pelo Congresso, e também tenho que ter pessoas competentes para botar lá", diz.

Nas delações da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na petroleira, já havia sido citado que o escândalo era anterior ao governo Lula. Pedro Barusco, ex-gerente da estatal e um dos que mais acumularam fortuna com dinheiro de propina (cerca de R$ 180 milhões), revelou ter conseguido alcançar o montante porque recebia propina desde 1997, durante o primeiro mandato do governo FHC (leia mais).

FHC diz ter sido avisado de ‘escândalo’ na Petrobras | Brasil 24/7

3 Comentários »

  1. […] Nardes e Aroldo Cedraz são personagem que até bem pouco tempo, como ensina FHC em suas memórias, tinham livre trânsito para fazerem o que fazem sem serem incomodados por incômodas […]

    Pingback por As bombas que eram tracks | Ficha Corrida — 26/10/2015 @ 8:24 am | Responder

  2. […] Isso diz tudo sobre a perseguição constante ao Lula. FHC foi protegido internamente, principalmente pela Rede Globo que o havia capturado via Miriam Dutra, mas também externamente, pela entrega do nosso patrimônio aos EUA. A Petrobrás era o próximo alvo, e havia começado com a mudança de nome para Petrobrax. Durante os dois governos de…  […]

    Pingback por FHC confessa ter nomeado ‘ladrões&... — 21/10/2015 @ 12:21 pm | Responder

  3. […] com a confissão em livro de que FHC não só sabia como nomeou ladrões, fica por demais evidente a proteção mafiosa em relação ao PSDB, como já dizia o deputado do […]

    Pingback por A Lava Jato só tem 1 objetivo: caçar Lula | Ficha Corrida — 21/10/2015 @ 9:12 am | Responder


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