Ficha Corrida

26/10/2015

As bombas que eram tracks

As pombas

Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Como no poema do Raimundo Correia, uma a uma as bombas soltadas pelos golpistas vão se esfacelando como tracks de festa infantil. Os assoCIAdos do Instituto Millenium vendem os tracks como se fossem as tais bombas inteligentes que os EUA jogaram sobre o Afeganistão. Lá como cá, atingem, cirurgicamente, apenas… hospitais. Aliás, ainda no ramo de bombas, a direita brasileira tem um apego muito grande por bombas que estouram nos próprios braços, como aquela do Riocentro.

O que estamos vendo é que, como as pombas do Raimundo Correia, as bombas da direita hidrófoba voltam aos umbrais de onde saíram, mas os sonhos de destruir Lula, Dilma e PT, que move todo todo brasileiro corrupto, já não convencem mais. O jornalismo de torcida organizada, do tipo hooligans, é tudo o que resta aos golpistas inveterados.

Lista das principais bombas lançadas contra o PT, Dilma e Lula e os seus lançadores:

RBS, Rede Globo e demais membros do Instituto Millenium

sonegação é só negação não é corrupçãoOs veículos de mídia, por terem o DNA incrustrado no golpismo, mantém um guerra sem quartel contra Lula, Dilma e o PT. O ódio disseminado pelos grupos mafiomidiáticos quer convencer os seus candidatos perdedores que o poder lhes pertence por direito divino. Revelado pelo vazamento, via parabólica, a prática de esconder o que é bom ao PT, Lula e Dilma e mostrar tudo o que lhes possa ser jogado como criminoso, constitui-se a verdadeira Lei Rubens Ricúpero. Eis aí a primeira bomba que se autodestrói. A Rede Globo está envolvida, junto com J. Hawilla, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero, no escândalo de sonegação da Copa de 2002. A RBS, por sua vez, foi pega na Operação Zelotes corrompendo para sonegar pelo menos R$ 113 milhões. É com este dinheiro sonegado que eles capturam servidores públicos e políticos para se safarem de suas obrigações legais. O ódio dos grupos mafiomidiáticos pode ser medido por declarações de seus estafetas mais ilustres: Luis Carlos Prates, Arnaldo Jabor, Rachel Sheherazade, Merval Pereira, Fernando Gouveia e Danusa Leão. Acaba de vazar que a RBS pagou R$ 11,7 milhões para se safar de R$ 113 milhões de impostos. E isto explica porque um Estado que já foi pujante, desde que a RBS por aqui cresceu, arrefeceu. Dizem que o RS está quebrado mas não dizem quem o quebrou. A RBS teve e tem participação nisso. Não por acaso, seus mais salientes funcionários, buscam conseguir imunidade parlamentar. Pode-se inscrever neste rol, além do já denunciado Afonso Motta, também os dois senadores da RBS, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. A sonegação conseguida mediante pagamento de quase doze milhões explica porque a RBS deu tanta cobertura aos manifestantes que diziam que sonegação não é crime…

Pode-se e deve-se por na conta dos grupos mafiomidiáticos a luta constante contra o ENEM. Foram eles que repercutiram o grito dos que não queriam concorrência para ingressar nas Universidade Públicas. Coincidentemente, passaram a odiar Lula que sozinho construiu mais Universidades que todos os seus antecessores somados. De repente, o ENEM passa despercebido e leva às universidades um público diferenciado, em cores e procedências. O resultado disso vai demorar, mas vai aparecer. Instituições hoje ocupadas por oriundos da classe média secularmente privilegiada transformar-se-ão quando esta leva social substituir a anterior.

A Folha tem um costume que se observa de forma crônica também nos demais: acusações que de alguma forma visam Lula, seu nome e seu partido aparecem na TV. Se a má notícia tem a ver com o PSDB ou seus aliados de ocasião, o fato é tratado de forma asséptica, como quem se desculpa por trazer o assunto à baila. Por exemplo, a má administração, o descalabro na segurança pública jamais são levados à conta de Geraldo Alckmin. Se der, põem a culpa no PT.

AssoCIAções Médicas

mais medicos menos mulasTodo dia que passa mais médicos envolvidos na batalha contra o Mais Médicos aparecem em situações de completa e absoluta falta de ética. A máfia de branco não esconde todo ódio que têm pelas políticas de saúde pública que levam atendimento a locais carentes. Não importa que milhões de pessoas ficariam sem assistência, importa demonstrar em praça pública toda a deformação profissional e a completa ausência de escrúpulos humanísticos. É irmã siamesa da constatação que fez Danusa Leão: “Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?”

O fato de pessoas que estão na “casta”, ao parecer deles, mais inferior disputar e ocupar espaço em sala de aula com os filhos dos sempre privilegiados é motivo de ódio animalesco. O filme da Anna Muylaert, “Que horas ela volta?” da conta muito bem de retratar essa situação criada pelo PT de Lula e Dilma.

Outro lado desta mesma moeda reside no vira-latismo em relação à valoração do filme. Só passa a ter valor a partir do momento que concorre a prêmios internacionais.

Se lá fora for aceito, então é bom. Se não, não!

Para se ter uma ideia, o símbolo moral do ódio médico é Ronaldo Caiado

 

tCU

tCU faz de contaÓrgão (sic!) auxiliar do Congresso é o mais novo bastião dos golpistas. Sonho de onde partiriam as bombas que serviriam para detonar Dilma, descobre, antes mesmos que seus torpedos cheguem ao Congresso, que eram track de corruptos inveterados.

Augusto Nardes, ilustre membro do PP gaúcho, pego todinho na Lava Jato, também foi pego na Operação Zelotes.

Agora é a vez de outro ilustre membro daquele grupelho de políticos fracassados, o Aroldo Cedraz.

Ana Arraes, que fazia uma dupla inseparável com o filho Eduardo Campos, perfilou-se aos inescrupulosos parceiros.

Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são personagem que até bem pouco tempo, como ensina FHC em suas memórias, tinham livre trânsito para fazerem o que fazem sem serem incomodados por incômodas denúncias.

Eduardo CUnha

cunhas-somosProtegido pela Rede Globo, onde trabalhava a mulher Cláudia Cruz, o Presidente da Câmara virou Meca do MBL, Carlos Sampaio, Aécio Neves e Paulinho da Força Sindical. A Veja, como fizeram com Demóstenes Torres, apostou todas as fichas nele. As Marchas dos Zumbis, puxadas pela mídia golpista, tinham para Eduardo CUnha um lema que não deixa dúvida do nível das manifestações que tentaram destituir Dilma para colocar em seu lugar o Napoleão das Alterosas: “Cunha é corrupto mas está do nosso lado”. Não é só fazer coro ao notório corrupto, mas principalmente indicativo do déficit civilizatório da turma do toxicômano. Se houvesse qualquer compromisso no combate à corrupção o MPF teria processado os portadores de tais faixas por apologia à corrupção?!

Eduado CUnha, em que pese todas as provas já reunidas pela Suíça, continua podendo interferir na ocultação de provas e na continuidade dos crimes. Tentou, inclusive, impedir que a Suíça enviasse ao Brasil o dinheiro e as provas. Não há, até este momento, pedido de prisão seja dele, seja dos demais membros da quadrilha familiar, por obstrução à justiça ou ocultação de provas. Não há, no caso do CUnha, a mesma virulência aplicada com a CUnhada do Vaccari, o que indica até que ponto nossas instituições agem à reboco de interesses escusos. Embora não esteja no PSDB, para tamanha imunidade, Cunha tem sido muito  útil ao PSDB. A parceria que fez com Carlos Sampaio para tentar entronizar o Napoleão das Alterosas tem obnubilado os olhos cegos e estrábicos da justiça.

 

FHC

Miriam-DutraO ex-presidente, a par de tudo o que já se sabia, agora botou em livro que não só nomeou ladrões como, sabendo, nada fez para puni-los. Até aí, nenhuma novidade. O que mostra o verdadeiro caráter dele e de seus aliados é a festa que Veja fez neste fim de semana por mais esta descoberta na biografia do mestre dos corruptos.

A capacidade,  a inteligência de FHC mede-se também pelo fato de ter sido traído até pela amante. Assumiu como seu um filho que era só mãe, Miriam Dutra. Como os filhos de D. Ruth sabem o pai que têm, pediram exame de DNA e encontraram indícios de que era filho da Globo, usado para capturar o governo no tempo do pai. O empréstimo do BNDES a Globopar explica o ostracismo da funcionária da Globo na Espanha. Quem a sustentou por lá?

A destruição do patrimônio nacional em prol do Consenso de Washington rendeu a ele e de resto aos seus correligionários o legado de três passada de pires ao FMI. Em contrapartida, não deixaram nenhuma obra que se use cimento e tijolos. Só pessoas totalmente desinformadas ou com muito ódio para dar trela ao pior presidente que este país já teve. Se não bastasse tudo o que já sabíamos, agora começam a aparecer até pela boca dele. Como diz o ditado, quem fala muito dá bom dia a cavalo. Por ser figura onipresente na mídia golpista, todo dia tem uma entrevista sem que dele se cobre responsabilidade por ter posto, no limite da responsabilidade, todos os casos de corrupção sob o manto do primo de seu vice. Geraldo Brindeiro, quatro vezes reconduzido, sendo que na última havia ficado em sétimo lugar na eleição pelos seus pares da procuradoria, era primo de Marco Maciel. Outro legado que envergonha qualquer pessoa minimamente informada na área jurídica é Gilmar Mendes.

Manifestações e a Marcha dos Zumbis

Manifestações - negros nao entram_Desde 2013 brotou um caldo de cultura de ódio e despeito que envergonha as pessoas que têm um mínimo de decência. Chamo de Marcha dos Zumbis porque reúne pessoas e ideias que pensava estavam abaixo das placas tectônicas. Usar a democracia para pedir a ditadura é menos paradigmáticas das obscenidades. Primeiro, foram contra o fato de Lula ter conseguido trazer a Copa de 2014 para o Brasil. Diziam, #naovaitercopa. A Folha de São Paulo chegou a dar manchete “Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque”. Depois, os reis dos camarotes vips do Itaquerão, patrocinados pela Multilaser, Banco Itaú xingaram Dilma para que o mundo pudesse ver o nível educacional. A partir daí os golpistas vestiram a camisa Padrão FIFA da CBF. Os golpistas, como a seleção da camisa que vestem, estão levando 7 x 1. Mas isso não importa. Assim como não importa que todos os corruptos ligados ao futebol, como os golpistas, andam livres, leves e soltos pelo Brasil, mas não ousam viajar ao exterior. O patrono deles está na Suíça e talvez vá aos EUA, e não será para Miami, de onde Ricardo Teixeira fugiu para… o Brasil. Aqui, enquanto Lula não for caçado e preso, não corre risco algum. Aqui toda direita está ocupada em encontrar pelo em ovo ou prender Lula pelos filhos ou noras.

Por não ter entendido como tirar proveito das manifestações, Arnaldo Jabor foi ridicularizado pela tv Argentina. Um dia disse atacou os manifestantes, no dia seguinte disse exatamente o contrário e tudo espumando de ódio. E se o patrão pedisse, desdiria tudo novamente. Seres invertebrados tem estas e outra facilidades.

Em porto Alegre, uma cidade tomada e domada pelos interesses da RBS, houve manifestações no reduto da classe média alta, Parcão e Bela Vista. Não há um registro de manifestações na Restinga ou na Vila IAPI. Claro, só midiotas atenderam ao apelo dos corruptos para derrubar quem deu e está dando todas as condições para que não sobre “pedra sobre pedra” na corrupção.

A bandeira da FIFA foi o menor dos pecados dos manifestantes. Hoje sabe-se que todos seus heróis estão presos ou respondendo processo por corrupção. Quem exigia Padrão FIFA está vendo o chefe da CBF preso na Suíça e os demais sem condições de saírem do Brasil sob pena de serem presos pelo FBI. No entanto, não houve nenhuma manifestação pedido que Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero e seus parceiros na mídia fossem investigados e punidos. Serve, em relação a eles o que disseram em relação ao Eduardo CUnha, “é corrupto mas é nosso corrupto”, “somos milhares de CUnhas”…

 

Narcotráfico

FHC apologia às drogasE assim chegamos ao pilar que move a direita moralista mas imoral. Diz-se que a luta contra as drogas é uma luta perdida. A população carcerária no RS é majoritariamente de pequenos traficantes. Todo dia a mídia publica a apreensão de entorpecentes pela polícia. É a parte menor. A parte maior é consumida nas melhores famílias.

De novo o filme “Que horas ela volta?”. Nele se mostra quem são os consumidores. Se há tanto consumo é porque há muito consumidor. E são eles os responsáveis pela narcotráfico. Não é sem motivo que a mídia esconde a apreensão de 450 kg de cocaína num helicóptero. É a mesma mídia que não faz o menor esforço para mostrar as festas onde rola mais cocaína que guaraná. A Revista norte-americana, TMZ, fala das festas que Aécio dava. Nossa mídia consegue se infiltrar e gravar qualquer coisa, seja em presídios, em selas com Alberto Youssef, mas nunca esteve nas festas do Ronaldinho Gaúcho. Nunca mostrou o que rola nas festas do Ronaldo Nazário. As festas do Aécio, então, nem pensar. Nem mesmo quando o Estadão publicou “Pó pará, governador” a polícia se deu ao trabalho de entender porque José Serra atacou Aécio, pelas mãos de Mauro Chaves, com tamanha ousadia. Juca Kfouri também deu a entender.

Notícia de traficantes se matando tem todo dia. Não há notícia das festas onde a farinhada rola solta. E não me vem com este papo de que é doença. Pelo quantidade de cocaína que a polícia julga que se consome no Brasil, então a nossa classe média deve estar toda doente. Se consumir fosse doença, a primeira providência é levar o sujeito ao médico. E aí chegamos ao paradoxo, FHC pedindo o afastamento da Dilma porque usou dinheiro da CEF, BB e BNDES para pagar em dia o Bolsa Família, mas dele ninguém cobra por fazer apologia de drogas que, como sabemos, não é uma atitude legal num idoso. A menos que seja senil.

Deve-se ao envolvimento do PSDB com as drogas a explicação porque não deu em nada a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína. A ADPF chegou a publicar que Minas Gerais havia se tornado centro de distribuição de drogas para o nordeste. Qual é a participação dos aeroportos clandestinos nesta logística? Quando disso tem participação senão comissiva pelo menos omissiva de Aécio Neves? Ah, se Zezé Perrela fosse amigo do Lula….

Este são os lançadores de bombas contra Dilma, Lula e o PT. Se nossa democracia está por um fio, o rompimento deste fio está nas mãos dessa turma aí. Vamos deixar?

21/09/2015

Queremos mais médicos e menos hiPÓcrisia

Filed under: Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 11:54 pm
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Médica faz política contra Dilma à beira do leito de paciente infartado, alcoólatra e pobre, internado em UPA

publicado em 21 de setembro de 2015 às 18:39

Dilma e Lara

por Conceição Lemes

Segunda-feira, 14 de setembro, Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Vila  Magini, em Mauá, no ABC paulista.

José Gomes de Freitas, 76, está internado nesse serviço há cinco dias devido a um infarto. Inicialmente, ficou na UTI. Assim que o quadro se estabilizou, foi para enfermaria, que divide com outros cinco idosos.  Há quatro dias ele espera um leito no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, onde se submeterá a cateterismo.  O Nardini, como é conhecido, é um hospital municipal. Recebe recursos da Prefeitura de Mauá e do Ministério da Saúde.

À tarde, a médica Lara Passos Ramalho Arruda, CRM-SP 153.849, passa visita. Primeiro, olha o prontuário de seu José no espaço das enfermeiras. Depois, se aproxima dele e devolve o prontuário para a mesinha de refeição aos pés da cama, à disposição dos médicos plantonistas e das enfermeiras.

— Senhor José, está tudo bem?  Está esperando uma vaga, não é?

— Sim – respondem seu José e a filha Lucineia Amélia de Freitas, que o acompanha na hora.

— O senhor sabe por que, não é? Porque a Dilma cortou os leitos nos hospitais.

— Doutora, a senhora está aqui para medicar, cuidar do meu pai, não está aqui para fazer política — interrompe-a, de pronto, a filha. — E eu sou Dilma.

— É sim, é sim – concorda seu José com a médica, que logo sai para ver outros pacientes.

“Leito de hospital não é lugar para fazer política rasteira”, denuncia ao Viomundo Lucineia.

“Foi como se a médica de forma subliminar acusasse o meu pai, pelo seu voto de pobre, de estar causando a si mesmo aquele mal, já que inicialmente ela desconhecia que ele não gosta da presidenta.”

“Na hora, com receio de que pudesse complicar a transferência dele para o Hospital Nardini,  eu não disse mais nada”, prossegue. “Em outras condições, eu teria dito que ela se esquece que o meu pai chegou rápido à UPA, levado por uma ambulância do SAMU, programa exitoso do governo federal.  Que ela se esquece também que a UPA, outro programa federal, impediu que o meu pai fosse depositado em uma maca suja, no corredor de um pronto-socorro qualquer, como acontecia antigamente…”

Todo mundo tem o direito de externar suas opiniões, ser de direita ou de esquerda,  preferir o PSDB ao PT e vice-versa. Ainda bem. Vivemos numa democracia.

Muda de figura quando o profissional atende um paciente num leito.  Hospital não é lugar para proselitismo político, tampouco fazê-lo é o papel do médico.

Lara, porém, não é exceção.

Especialmente desde o início do Programa Mais Médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) estão em guerra contra o governo federal. Corporativismo e, principalmente, questões ideológicas são as motrizes da campanha feroz desenvolvida pelas duas principais entidades médicas brasileiras, que, na prática, acabam insuflando os médicos contra o governo Dilma, a ponto de contaminar a relação médico-paciente.

Eu conversei com a doutora Lara sobre a denúncia recebida pelo Viomundo:

— Sinceramente, como ele expressou a opinião dele, eu também expressei a minha. Qual o problema?

– Fazer proselitismo político à beira do leito de um paciente, em situação delicada.

–Não, o paciente estava estável.  Inclusive eu mesma solicitei a vaga de transferência porque estava há mais ou menos cinco dias numa enfermaria justamente por não ter vaga no Nardini. Eu simplesmente emiti a minha opinião, ela emitiu a dela e ele a dele. Inclusive ele também não é a favor do governo da Dilma como a maioria da população. Simplesmente foi isso. Não durou sequer um minuto. O paciente foi muito bem examinado por mim, não teve nenhum mal-estar com a filha.

– Não foi o que a filha disse.

— Eu realmente estou impressionada. Qual o problema de eu expressar a minha opinião e ela expressar a dela?

–  Colocar política no meio de uma consulta de um paciente fragilizado, na cama, não é correto, não é ético, concorda?

— Mas não foi uma consulta, minha senhora.  Passei  a visita nesse paciente, examinei ele, fiz a prescrição dele, solicitei novamente a vaga  — que ainda não havia por falta de leitos no Hospital Nardini, que está cheio, abarrotado de pacientes. Eu não posso me calar.

– Na sua página no Facebook, tem uma montagem com o rosto da presidenta, dizendo que 13 mil leitos do SUS foram fechados desde 2010…

— A senhora é partidária do PT? A senhora foi olhar o meu Facebook? Está querendo me calar como na ditadura?

– Não quero calar a senhora nem ninguém. Nós recebemos a denúncia da filha do seu José, e eu estou ligando para saber o que tem a dizer.

— Mas isso não é uma denúncia!

– Para a família é.

— Esse senhor que eu conversei está terminantemente contra esse governo, ele está insatisfeito, porque ele está sentindo na pele isso. A senhora usa o SUS?

–Uso o SUS, uso, sim.

—  Olha, você me desculpe, mas não me interessa a opinião deles. Ele emitiu a opinião dele, desacreditado com o governo e eu emiti a minha. Ele inclusive concordou comigo. A filha se calou. Ele está sendo bem tratado e ela leva isso para você. Isso é uma coisa tão fútil. E você se presta a isso?!

– Doutora, estou fazendo o meu trabalho, ouvindo a senhora sobre o que aconteceu.

— A senhora foi olhar o meu Facebook?! A senhora está querendo me calar, como na ditadura? Nós médicos, estamos sendo muito recriminados, vocês não sabem o que passamos.

– Doutora, o Facebook  é público. Eu visitei a sua página para tentar conhecê-la  um pouco.  Repito. Eu não quero calar a senhora nem ninguém. O problema é a sua conduta inadequada diante de um paciente. A senhora tem 39 anos, não viveu a ditadura. Mas eu vivi, perdi amigos. Por isso, dou muito valor à liberdade, inclusive de expressão, que nós temos hoje no Brasil.

Curiosamente a linha caiu.

Em seguida, a doutora ligou, talvez para se certificar do meu número. Ao ouvir a minha voz, desligou. Mandei então um torpedo, dizendo que a linha havia caído e eu estava à sua disposição se ela quisesse acrescentar algo.  Não houve retorno.

[A sobrevivência e produção de conteúdo exclusivo do Viomundo dependem da contribuição dos leitores-assinantes. Torne-se um deles!]

Voltei a falar com a filha do seu José. Ela rebate várias afirmações da doutora Lara: “Ela não examinou meu pai. Quando eu respondi ‘Eu sou Dilma’, meu pai concordou com ela [é, sim] e nada mais disse. Não disse que era terminantemente contra o governo Dilma, nem que estava sentindo na pele isso. É bom que se ressalte que meu pai estava impedido de se levantar da cama, naquele momento”.

“Se ela fez isso com o meu pai, faz o mesmo com outros pacientes. Só que eu sei me defender, outros talvez não saibam”, justifica Lucineia. “Por isso, faço questão denunciar, para evitar que  se repita.”

O médico não pode misturar as coisas, sob pena de comprometer a relação médico-paciente.

Chega a ser covardia se aproveitar de um paciente infartado, alcoólatra, pobre, portanto vulnerável, para fazer política.

O mais chocante é que ver que a doutora Lara acha isso natural.  Não se ainda onde cursou Medicina. Mas ela deve faltado às aulas de ética médica.

Será que, se estivesse atendendo um paciente rico que votou na Dilma, a doutora falaria um ah contra a presidenta?

Consultei o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp),  sobre a denúncia.

O doutor Bráulio Luna Filho, via assessoria de imprensa da entidade, respondeu:  “O Cremesp pode, a partir da matéria ou de uma denúncia formal do paciente ou familiar, abrir sindicância para verificar eticamente a conduta profissional da médica neste atendimento”.

Médica faz política contra Dilma à beira do leito de paciente infartado, alcoólatra e pobre, internado em UPA – Viomundo – O que você não vê na mídia

25/08/2015

ENEM se fala mais nisso

OBScena: membro da Ku Klux Klan sendo atendido por médicos negros

KuKluxKlansendosocorridopormdicosnegrosOs grupos mafiomidiáticos, cabresteados por uma oligarquia excludente e preconceituosa, tem feito guerra contra qualquer política pública que busca abrir espaços mais republicanos de acesso aos bens e serviços públicos. Toda vez que se cria política pública de universalização e de melhoria para os mais necessitados, a gritaria é geral, mas restrita aos privilegiados de sempre. Privilegiados inclusive em se fazer ouvir.

Foi assim com o SUS, com as políticas de cotas e inclusão social, com o ENEM, com Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Cotas raciais

Para combater a política de cotas do Governo Lula, a Globo escalou Ali Kamel para perpetrar um petardo chamado “Não somos racistas”. O livro teve sua serventia. A Rede Globo avocou o direito de dizer o que é e o que não é racismo. Só uma empresa de jornalismo dirigida por ETs poderia sair-se com algo tão ridículo. Assim, a política de cotas serviu não só para resgatar uma dívida histórica com amplo segmento marginalizado da nosso sociedade, mas serviu ainda mais para mostrar quem são os que ainda hoje se aproveitam deste apartheid. Que pode haver alguns problemas na política de cotas não esta dúvida. Basta citar caso do Joaquim Barbosa e Mathias Abramovic, médico carioca, branco de olhos verdes, que se inscreve mais uma vez como cotista para uma vaga reservada a negros no Itamaraty. Embora estes dois casos tenham sido usados para detonar com a política de cotas, o que fica claro que é há pessoas de mau caráter em todas as etnias. Algo bem diferente é dizer que não há necessidade de cotas porque “não somos racistas”. Para complementar os dois exemplos anteriores, e ficando somente entre os famosos, que a realidade da vida real é ainda mais cruel, basta trazer a baila mais dois nomes ligados, em lados opostos, ao racismo: Rachel Sheherazade e Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo.E, para finalizar, ainda ontem saiu a informação que a polícia do Rio de Janeiro aborda ônibus e interrompe a viagem de jovens negros com destino à zona sul da cidade. Para encerrar, a guerra do Ali Kamel e da Rede Globo contra as cotas raciais fez brotar de maneira assustadora os movimentos nazi-fascistas.

Saúde Pública

O SUS/SAMU, o maior programa de saúde pública do mundo, é uma grande vítima. Por desvios funcionais, de caráter e de informação, a parcela da sociedade que não só tem recursos próprios para tratar da própria saúde como também pode adquirir plano de saúde particular, é a que mais ataca o SUS. Veja-se o caso do MBL, um grupelho de jovens desocupados mas muito bem finanCIAdos, se insurge contra qualquer política governamental que ouse usar recursos públicos em prol dos mais necessitados. Na marcha dos vadios para Brasília, um dos onze integrantes foi atropelado. Não foi seu plano privado de saúde que o resgatou e levou ao hospital público mantido pelo SUS. Foi a SAMU. Da mesma forma, quando a global famiglia Huck sofreu acidente aéreo, quem socorreu não foi seu plano privado, foi o SUS. Ainda dentro deste assunto é importante registrar que no Governo FHC foi criada a CPMF. O dinheiro que deveria te sido usado na saúde pública foi utilizado para qualquer coisa, menos para o fim a que foi criada. Bastou mudar o governo, e para impedir que o dinheiro passasse a ser utilizado de fato em saúde pública, a mesma classe reacionária, aquela que abriga os 300 picaretas do Eduardo CUnha, extinguiu a CPMF.

Exame Nacional de Ensino Médio

Uma das maiores batalhas contra os governos Lula e Dilma deu-se com a criação do ENEM. Em uníssono, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium martelaram dia e noite contra um dos programas de interesse público mais bem concebidos. A Veja faz sentido. Ela usa os dinheiros da venda de informação, que não é tributado, para entrar no mercado da educação. E não é só a distribuição de milhares de assinaturas pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Entrou também para o ramo dos livros didáticos. Os demais, para atenderem seus financiadores ideológicos, deste logo investiram contra. Lembro que em Porto Alegre, meninas de classe média e frequentadoras de cursos pré-vestibulares botaram narizes de palhaço e foram pra rua protestar. Elas ganharam espaço, os jovens de origem humilde e de periferia que sempre lutaram por mais acesso à educação pública gratuita e de qualidade, nunca tiveram espaço. Acontece que com o ENEM tem acesso às Universidade Públicas não aqueles filhos de classe média e média alta que puderam frequentar boas escolas particulares ou que puderam pagar caros cursinhos pré-vestibulares. Afinal, o que é público deve ser de acesso para todos os públicos. Não é engraçado que aqueles que advogam o ensino privado tenham lutado tanto para o acesso exclusivo ao ensino superior público? Por que não se contentaram com o ensino nas Faculdades Privadas? O ENEM, aliado a outras políticas públicas, como as cotas e o PROUNI, permitiram o acesso ao ensino superior a jovens que de outra forma chamais conseguiriam. As salas ficaram com uma cara mais parecida com a nossa heterogênea sociedade. Hoje, filho de pedreiro, de doméstica, de colono e outras tantas profissões mais simples tem acesso e compete com jovens de classes altamente privilegiadas. A efetiva mudança na sociedade vai demorar mais para ficar mais perceptível. Há que se esperar que essa nova leva de jovens retornem dos estudos e se integrem no mercado de trabalho para que a defesa destas políticas se torne mais contundente.

Luz para Todos

Vide o caso dos programas Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. É constrangedor ver colegas que usam o financiamento da Caixa para adquirir moradia combaterem o uso de dinheiro público no programa Minha Casa Minha Vida. Embora em menor escala, também por ser um programa público, o Luz para Todos foi ferrenhamente combatido. O exemplo da luz é paradigmático e simboliza o ódio de classe que desnorteia a cabeça de nossa direita Miami. Ao contrário da última frase atribuída ao poeta alemão, Goethe, nossas elites não querem “luz, mais luz”, porque em terreno escuro quem tem lanterna de celular comando o tráfico.

Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia

E por fim o Mais Médicos. Nada é mais emblemático do atraso mental, e por isso também mais simbólico, de nossas elites do que o programa Mais Médicos. Nem o bloqueio das contas de poupança pela Zélia Cardoso de Mello no governo Collor provou ira maior do que a vinda de médicos para atender a população onde não havia médicos. Os ataques não se devem apenas à perda do poder econômico de uma classe, mas atinge o seu mundo simbólico. Os cursos de Medicina eram redutos de acesso extremamente difícil. E um pouco devido a esta dificuldade, os formandos, genericamente falando, pensavam e alguns ainda pensam, que se tratava de uma cesso a um garimpo com pepitas garantidas. Pode-se dizer que foi este programa que fez com que a brasa do fascismo que estava coberta de cinza se destapasse. As manifestações mais raivosas, de mais baixo nível foi contra este programa de atendimento ao público mais carente de acesso à saúde pública. Se é verdade que poderia ser melhor, também é verdade que é melhor um médico nas condições atuais do que nenhum. É uma conclusão de uma clareza meridiana mas que mentes obnubiladas de ódio não captam. O problema maior continua sendo de comunicação, de informação. Acontece que há espaço para quem, por razões óbvias, condena este programa, mas pouco espaço se dá para mostrar o que aconteceu nos lugares onde eles estão. Não se ouve o público que está sendo atendido por este serviço.

Os mais jovens, por não terem vivenciado outra realidade, não têm ideia de como as coisas funcionavam há 15, 20 anos atrás. Os mais velhos hão de lembrar de como era difícil consultar um médico no INAMPS… Cursar uma faculdade pública…

14/08/2015

Medicina envenenada provoca epidemia de burrice

Filed under: Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 8:45 am
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Medicos CubanosAté a Folha, braço midiático do PSDB e desde sempre golpista, diagnosticou déficit civilizatório na CFM e AMB. As categorias médicas foram envenenadas e os reflexos já se fazem perceber sem ajuda de aparelhos. Há sintomas sociais de dislexia que se agrava à medida que o golpismo do Napoleão das Alterosas não encontra respaldo nas instituições públicas. O tempo, como senhor da razão, ao invés de diminuir paulatinamente a frustração causada pela derrota eleitoral, tem feito recrudescer a ponto de levar algumas entidades médicas a apresentarem um quadro de choque anafilático

A anafilaxia só ainda não é generalizada porque uma grande parcela de profissionais da saúde não se deixou intoxicar pelas ideias golpistas. Saber perder é sintoma de respeito e equilíbrio. Estes sabem, como toda pessoa de bom senso, que melhor que limpar é não sujar. Não tem porque se sujar por que suas ideias não correspondem aos fatos.

A prevenção é o melhor remédio. Recomenda-se à Ku Klux Kan precaução e caldo de galinha, pois o ódio faz mal à saúde. A anorexia intelectual associada ao ódio pode levar o indivíduo ao comportamento de zumbis. Se o diagnóstico do quadro já é ruim, o déficit civilizatório apresentado em praça pública é estarrecedor.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Medicina envenenada

Quem buscar se inteirar da mais nova querela a opor médicos e governo federal ficará chocado. Raras vezes se encontra tamanho exemplo de irracionalidade quanto a que inflamou o debate acerca do Cadastro Nacional de Especialistas criado pelo decreto nº 8.497.

Foi virulenta a reação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB). Em sua interpretação, a norma traria interferência autoritária do Poder Executivo na capacitação de médicos especialistas.

A alegação é que o Planalto usurpa as atribuições dessas associações, das sociedades de especialistas e da Comissão Nacional de Residência Médica. Para a corporação, caberia exclusivamente a suas entidades conceder e cadastrar títulos de especialidade.

CFM e AMB buscaram apoio da Câmara dos Deputados para barrar o decreto. Sob pressão, o Ministério da Saúde comprometeu-se a reescrever o diploma legal.

Sua leitura, no entanto, revela disposições burocráticas um tanto anódinas. Cria-se um diretório nacional de especialistas com informações padronizadas.

A lista seria alimentada pelas sociedades médicas e serviria para orientar a abertura de vagas de residência em diferentes partes do país, com base na escassez relativa de profissionais. Para o ministério, discrepâncias entre as listagens inviabilizam o planejamento.

O governo alega querer permitir com o decreto que programas de residência confiram títulos acadêmicos, como os de mestre ou doutor, a seus egressos. Parece razoável.

A redação é obscura, contudo, e a categoria teme que mestres e doutores sejam cadastrados como especialistas sem terem frequentado residência ou feito as provas das respectivas sociedades.

Não será difícil produzir uma fórmula para deixar claro que o diploma de pós-graduação não conferirá especialidade ao profissional, como diz o Ministério da Saúde.

A conclusão a extrair é que ainda não se encontrou antídoto para o veneno inoculado nas relações entre governo federal e classe médica pelo atabalhoado lançamento do programa Mais Médicos e pelas deficiências que nele persistem.

O governo vitaminou o atendimento da população carente, mas não conseguiu debelar a epidemia de ressentimento entre os médicos.

    12/08/2015

    Entenda porque a máfia de branco odeia o Mais Médicos

    Filed under: Ku Klux Kan,Mais Médicos,Máfia de Branco — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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    A máfia odeia concorrência. Tudo o que não exclusividade a vadiagem odeia. A única novidade da ku klux kan à brasileira foi a invenção do dedo de silicone para marcar presença no trabalho. De resto, o efeito manada conduzido pelos grupos mafiomidiáticos faz o trabalho sujo de criminalizar o atendimento aos mais necessitados.

    O motivo pelo qual uma médica cubana faz muito sucesso no semiárido de Alagoas

    Postado em 12 de agosto de 2015 às 8:35 am

    Madelyn em ação

    Madelyn em ação

    O UOL fez uma reportagem sobre o Mais Médicos, programa que completou dois anos.

    A reportagem citou uma pesquisa recente feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Foram entrevistadas 14 mil pessoas em 700 municípios entre novembro e dezembro de 2014.

    Os médicos do programa (os cubanos são 11.429 do total de 14.462 ) receberam, em média, nota 9 pelo atendimento.

    55% dos entrevistados deram nota máxima ao programa. Outros 77% garantiram que tiveram boa comunicação com os médicos e 87% elogiaram a atenção e qualidade do atendimento ao paciente.

    O UOL foi a Girau do Ponciano, no semiárido de Alagoas. O município foi um dos primeiros a receber cubanos do programa Mais Médicos, em setembro de 2013.

    No posto de saúde onde a médica Madelyn Guerra Sanchez trabalha em Girau do Ponciano, diz a reportagem, a procura é maior que de outras unidades da cidade.

    O UOL ouviu Celiane Ferreira Gomes, técnica de enfermagem da unidade para entender o sucesso do posto de Madelyn.

    O depoimento de Celiane: “As pessoas vêm à procura do atendimento dela, não querem mais os brasileiros. Os brasileiros sempre saem mais cedo, faltam ao trabalho. Ela, não. Examina sempre, atende com mais proximidade. É diferente.”

    Diário do Centro do Mundo » O motivo pelo qual uma médica cubana faz muito sucesso no semiárido de Alagoas

    30/07/2015

    Saiba um pouco mais sobre a máfia de branco

    OBScena: máfia de branco apoia doente que também é cliente…

    mafia de branco só apoia consumidror de brancaAs manifestações desmesuradas de preconceito e ódio escondiam e escondem algo de muito podre. E é desta podridão que nasce a guerra dos maus profissionais médicos contra o programa Mais Médicos. Se não fosse por isso, bastaria saber que por trás da luta contra o Mais Médicos estava e continua aquele que, na descrição do correligionário Demóstenes Torres, é um cérebro à procura de uma ideia, Ronaldo Caiado.

    Não é só a falta de cérebro, são também os dedos de silicone. Pior, é mercantilismo que vê por um único ângulo, o monetário. Os médicos trazidos de fora para atender comunidades carentes foram vistos com concorrentes que fariam o preço das consultas baixarem. Em nenhum momento os sindicatos médicos se preocuparam com aquelas comunidades que não tinham atendimento.

    Os grupos mafiomidiáticos e as religiões pentecostais de fundamentalismo obsceno, cujos pastores veem no dízimo a presença de Deus, para dizer o menos, vendiam a ideia de que se trata de uma invasão comunista programada pelo PT para tomar conta do Brasil. Digo não de ouvir dizer.

    Como entender que as pessoas veem com naturalidade o consumo de cocaína pelas pessoas de Benz, inclusive admitem candidatos à presidente considerado usuário pela revista americana TMZ, como aliás já tivemos um governador que foi se desintoxicar na Espanha, mas ficam horrorizadas com a possibilidade de que os pobres possam consultar um médico cubano?!

    O Brasil precisa não só de Mais Médicos, precisa mesmo é de menos hiPÓcrisia.

    ‘Médicos fantasmas’ do SUS são alvo de investigações

    Órgãos apontam servidores de nove Estados e DF que mal aparecem no trabalho

    Fraudes vão do registro do ponto à presença em clínicas particulares; para federação, existe conivência de chefes

    PATRÍCIA BRITTO, DO RECIFE, PARA FOLHA

    Médicos chegam, batem ponto na entrada e vão embora. Atendem em clínicas particulares quando deveriam estar em hospitais públicos. Registram mais horas trabalhadas do que as horas que existem em uma semana ou são vistos no exterior no dia em que "bateram ponto".

    Em ao menos nove Estados e no Distrito Federal, órgãos como Tribunais de Contas, Polícia Federal e Ministérios Públicos identificaram e investigam casos de médicos "fantasmas", que pouco ou nem aparecem no trabalho. Em muitos casos, com a conivência do poder público.

    A maioria cita fraudes no registro de ponto, agravando as filas de pacientes que buscam atendimento no SUS.

    Só em junho de 2014, auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou 25.735 faltas indevidas de funcionários da saúde, uma média de 15 por servidor –desde jornadas divergentes da escala prevista até médicos que trabalham em um local e batem ponto em outro.

    O controle da frequência é falho: em quase metade das unidades, não é eletrônico.

    Em Santa Catarina e no Paraná, operações da PF desvendaram esquemas de médicos que não atuavam em hospitais universitários para atender em clínicas particulares.

    Em junho, 27 médicos do Hospital Universitário catarinense foram indiciados sob suspeita de fraudes nas folhas de ponto. O salário médio no local é de R$ 20 mil.

    A PF identificou um médico que estava em viagem à Europa no mesmo dia em que "bateu ponto". Outro registrou 169 horas trabalhadas em uma semana –algo impossível mesmo se ele trabalhasse 24 horas por dia.

    No Paraná, dez médicos do Hospital de Clínicas da UFPR, com frequência média de 7% e salários de R$ 4.000 a R$ 20 mil, foram indiciados há dois meses sob suspeita de descumprirem a carga horária.

    As fraudes nas folhas de ponto, com entradas e saídas falsas, foram descobertas após auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) perceber a baixa produtividade.

    IMPROBIDADE

    Em Presidente Prudente (SP), a Promotoria filmou médicos que entravam em uma unidade de saúde, batiam ponto em frente à sala da administração e iam embora.

    O secretário municipal de Saúde, um administrador da unidade e cinco médicos respondem a ação por improbidade administrativa –a Promotoria diz que a fraude era consentida pelos chefes.

    Em 2013, uma médica do Samu de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP) foi presa em flagrante sob suspeita de usar dedos de silicone para fraude no ponto biométrico de 11 médicos e de 20 enfermeiros que não compareciam aos plantões. Oito foram exonerados pela prefeitura –que aguarda conclusão de inquérito.

    Fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) em 116 hospitais do país em 2013 também apontou fraudes em outros Estados –incluindo GO, PA, PB, PE e MT.

    O órgão apontou que, em Goiás, por exemplo, gestores permitem "que os profissionais realizem outras atividades durante sua jornada de trabalho, sendo convocados caso haja necessidade".

    O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Otto Baptista, afirma que os casos são isolados, mas acabam propostos por gestores para evitar perder profissionais, insatisfeitos com os salários.

    "O médico que cumpre carga horária reduzida tem a anuência da direção", diz. "Se for para imputar ao médico a responsabilidade, terá que imputar a quem propôs: diretor, secretário e também prefeito."

    12/07/2015

    Galinha não voa, mas faz pensar

    Filed under: CPMF,Galinha,José Fortunati,Mais Médicos,PSDB,RBS,Tucano — Gilmar Crestani @ 11:46 am
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    Uma coisa é certa: no mundo animal galinha tem mais cérebro que tucano. E como tem bico é menor, diz menos bobagens.

    mafia de branco só apoia consumidror de brancaNão há como não concordar com o editor do Xangri-lá, Jorge Loefler. Lendo o texto abaixo, que deu suporte ao comentário do blogueiro, fiquei com a impressão que a rede hospitalar, anterior ao Mais Médicos era excelente e quebrou com a vinda dos médicos cubanos. Ora, quem chega a esta conclusão não merece explicação posto que nem desenhando entende. Não sou nem serei defensor do Fortunati. Não só porque não votei nele como também porque vive de quatro para a RBS. Agora, parece fácil condená-lo pelas trapalhadas do tiririca da Serra, José Ivo Sartori. Devemos lembrar que, com todos os problemas, Tarso Genro aplicou os 12% constitucionais em saúde. Quem votou neste palhaço, no mau sentido, também votou nos toxicômano das alterosas, votou em Lasier Martins e em Ana Amélia Lemos. Não fosse o dinheiro sonegado pela RBS, Gerdau e demais pegos na Operação Zelotes e teríamos, sim, melhores hospitais.

    A máfia de branco, que usa dedos de borracha para marcar presença, não gosta de concorrência. A máfia tem razão em defender seus interesses. A população tem direito a exigir mais saúde. O que o editor do CristalVox deveria explicar é, neste tema da saúde, porque ele votou num toxicômano para presidir o país. Afinal, qual dos dois é mais doente, o eleitor ou o Napoleão das Alterosas?!

    Precisamos de Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia! Por que a Máfia de branco apoia usuário de branca?!

    O editor do CritalVox deveria se lembrar de quem, quando era governo, criou a CPMF para investir na saúde, mas quando saiu, fez por enterrá-la. Não admirar que consegui, num curto espaço de texto, dizer tanta boçalidade que só o pode fazer mediante o acompanhamento médico…

    GALINHA NÃO TEM MENINGITE

    “Diz o blogueiro: o editor do CristalVox foi candidato a deputado estadual obtendo alguns milhares de votos. Seu partido é o PSDB, partido que comprou votos para alterar a Constituição a fim de dar ao Vaidoso Henrique Cardoso, entreguista mor dessa direita nojenta. No segundo mandato eles venderam o que puderam do patrimônio da nação, mas lhes faltou tempo para entregarem a interesses estrangeiros o nosso petróleo. Eleito Lula este percebeu que a miséria era muito grande e em seu governo elevou o ganho dos mais pobres trazendo assim milhões de brasileiros ao mercado de consumo. Lula foi reeleito e elegeu Dilma que foi reeleita embora o outro lado tenha feito tudo o que estava ao seu alcance. Perdida a eleição já no dia seguinte caíram de pau na Presidente democraticamente reeleita. Agora eles estão desesperados, acredito eu por que lhes falta o oxigênio que move a classe política de modo geral, embora haja exceções, que é o dinheiro do Tesouro Nacional. Quando o tal Vaidoso exercia a Presidência nossos diplomas eram humilhados ao ingressarem no território americano, pois lhes era exigido tirassem os sapatos para serem revistados. Com O PT no governo as coisas mudaram.Faz pouco tempo a Presidente tinha visita marcada a Washington e ao saber da escuta de seus telefones feita pelos paladinos da democracia canelou tal visita. Isto é altivez que só os retos impõem. Agora passado algum tempo nossa Presidente esteve lá atendido a convite de Hussein Barak Obama. Faz pouco tempo que sabemos que nosso pré-sal vale trilhões de dólares e isto interessa ao senhores da democracia, nossos ‘amigos’ americanos. A direita está assanhada por saber que se retornarem ao poder poderão entregar nosso óleo aos paladinos da democracia. Isto por certo os faria multimilionários para o resto de suas nojentas vidas.Espero que nosso povo tenha consciência disto e os mantenha longe da Presidência por longo tempo pelo bem de todos nós e de meus netos.”

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    Leudo Costa 11 de julho de 2015 Política

    prefeito deputada galinha

    fortunati regina e a galinha
    Na última quinta-feira, dia 9 de julho, um prefeito ex-petista, que sente mais pena das galinhas do que dos pacientes atendidos por médicos cubanos, entrou com uma ação na justiça para que o seu município, a sua “querida” Porto Alegre, receba mais dinheiro para saúde. Disse o prefeito: “Retiramos de outras áreas e concentramos na Saúde. Mas nem isso está sendo suficiente. Se tem alguma prioridade a ser atendida, tem que ser a Saúde. Estamos lidando com vidas, o Judiciário precisa entender isso”. O que ele não disse é que ele e seu ex-secretário, aquele que gosta de livros publicados por repórteres da RBS, lideraram a frente nacional de prefeitos que trouxe o Programa Mais Médicos para o Brasil, que ajudou a destruir a rede Hospitalar e que continua despedindo médicos brasileiros para contratar cubanos em seu lugar !
    Porto Alegre atende hoje, e sempre atendeu, um gigantesco número de pacientes vindos do interior. A situação agora agrava-se porque dois surtos de “meningites” atingem o Rio Grande do Sul. O primeiro é real: crianças estão morrendo devido a escassez de recursos que amontoa estudantes nas escolas e pacientes nos hospitais e manda dinheiro para construir aeroportos em Cuba e hospitais na Palestina. A segunda “meningite” é política: o RS era governado pelo peremptório poeta de mão cheia Tarso Genro. Ele quebrou o Rio Grande do Sul mas, por pior que fossem suas relações com a União, ainda assim era petista. Sartori não é do PT e os meningococos que estão matando crianças também não. Isso significa que nesse momento a cidade depende de um prefeito ex-petista relacionar-se com um governador do PMDB para que esse consiga dinheiro de uma presidente que, lá pelas tantas, é o PMDB que pode derrubar. É…não está fácil para as crianças gaúchas com meningite. Já não era fácil: agora tornou-se impossível.
    De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Estado, o Rio Grande do Sul já registra nove óbitos por doença meningocócica em 2015. As últimas três mortes confirmadas ocorreram em Cachoeirinha e Dom Feliciano. Até agora, já são 39 casos confirmados da doença bacteriana no Estado. Há também o caso de uma morte por meningite viral registrado em janeiro em Canoas. O maior Hospital Materno Infantil do Estado, controlado pela prefeitura de Porto Alegre, o Presidente Vargas, foi sucateado pela passagem de Casartelli pela Secretaria da Saúde. O Hospital da Restinga, que Fortunati diz ter “inaugurado”, não passa de uma UPA que só não é pior que aquela que existe na Assis Brasil e que tanto trabalho vem dando para um Presidente de Sindicato que tem filhos formados em Cuba em virtude das pancadaria e ameaças aos médicos. Esta última é administrada pela “chinelagem” do Grupo Hospitalar Conceição: aquele mesmo que compra aparelhos de pressão por 3 mil reais cada um e coloca próteses de quadril em pacientes que não precisam.
    Sugestão para quem vai nascer em Porto Alegre: venha como galinha; não como criança. O prefeito, ele mesmo, vai parar seu carro e atender você. Na pior das hipóteses, lembre-se: Galinha não Tem Meningite!

    O texto foi produzido a 04 mãos. Pelo médico Milton Simon Pires e pelo editor do Cristalvox.

    Copiado de: http://cristalvox.com.br

    Praia de Xangri-Lá

    12/06/2015

    Entenda porque as entidades médicas odeiam os médicos cubanos

    caiadoTodo dia aparece alguma falcatrua perpetrada exatamente por quem deveria dar o exemplo. As entidade médicas, como o SIMERS, parecem ter adotado o método tucano de atacar para se defender. Em nível nacional, os médicos cubanos sofreram toda sorte de ataques. As entidades médicas que se aliaram aos políticos corruptos para atacar os médicos cubanos deveriam trocar Esculápio por Roger Abdelmassih.

    A máfia de branco aparece quase todos os dias com o jaleco manchado de corrupção. Com professores como esse, não é de admirar que os novos médicos saiam da faculdades defendendo as mesmas práticas. Infelizmente, a mentalidade não é a de preparar pessoas voltadas aos cuidados da saúde, mas o de encher, a qualquer preço, as burras de dinheiro.

    Manchete de O GLOBO é sintomática do que virou a medicina de mercado: ”Quinze médicos são denunciados por dia em São Paulo”. E assim fica fácil entender porque a máfia é contra a vinda de médicos melhores preparados para atenderem, gratuitamente, a população.

    Precisamos de mais médicos e menos hipocrisia. O ódio da direita e dos seus profissionais da corrupção é notório e todo dia aparecem mais exemplos. Ronaldo Caiado, o modelo dos combatentes, recebeu uma avaliação demolidora de seu correligionário Demóstenes Torres: “uma voz à procura de um cérebro”. E no entanto é, para os sem noção, alguém a ser levado a sério.

     

    Professor da UFSM é condenado por estelionato

    Profissional tinha contrato de dedicação exclusiva como docente, mas atendia em consultório particular

    Profissional tinha contrato de dedicação exclusiva como docente, mas atendia em consultório particular | Foto: Ítalo Padilha / Divulgação / CP Memória

    Profissional tinha contrato de dedicação exclusiva como docente, mas atendia em consultório particular | Foto: Ítalo Padilha / Divulgação / CP Memória

    A 3ª Vara Federal de Santa Maria condenou um professor da UFSM pelo crime de estelionato. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), ele exercia atividade remunerada em consultório particular enquanto era contratado para atuar, com dedicação exclusiva, como docente no Centro de Ciências da Saúde.
    Segundo o MPF, o réu induziu a universidade ao erro ao obter autorização para eventualmente colaborar em assuntos da especialidade dele, quando, na verdade, pretendia atender como médico, fora do ambiente acadêmico. A prática se estendeu por cinco anos, conforme o processo.
    O acusado se defendeu alegando que as consultas, realizadas em casa, eram esporádicas e autorizadas pelo Conselho Departamental de Microbiologia e Parasitologia da UFSM. Sustentou, ainda, que a renda extra declarada à Receita Federal, em um total de mais de R$ 200 mil, era decorrente de aplicações de vacinas em pacientes que, eventualmente, o procuraram.
    O juiz federal substituto Gustavo Chies Cignachi entendeu que ficaram comprovadas a materialidade e a autoria do crime. Ele condenou o médico a dois anos e oito meses de reclusão em regime aberto. A pena restritiva de liberdade, porém, foi substituída pela prestação de serviços à comunidade – pelo período de uma hora para cada dia de condenação – e pelo pagamento do correspondente a 30 salários mínimos. Ele ainda deve restituir aos cofres públicos o valor do dano. Cabe recurso da decisão ao TRF da 4ª Região.

    Correio do Povo | Notícias | Professor da UFSM é condenado por estelionato

    16/01/2015

    Máfia das próteses: SIMERS tem a solução

    Filed under: Mais Médicos,Máfia das Próteses,SIMERS — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    simersDiante das notícias que pipocam pela imprensa, inclusive esta abaixo da Folha, a respeito da máfia das próteses, fui procurar na página do combativo SIMERS alguma luz. Ei-la, no printscreen que fiz da tela inicial: “assessoria jurídica com plantão 24 h?” Ao invés do famoso estetoscópio, um tablet…

    Como não poderia deixar de ser, a entidade que mais combate o Mais Médicos e a distribuição de médicos em lugares carentes, tem a solução: advogado 24 horas por dia.

    Para quem, abertamente, fez campanha para o pior senador do ranking da Veja, não é de admirar que a principal preocupação seja com advogado de porta de cadeia. Por aí se vê qual é verdadeiramente a preocupação que motiva a entidade médica que gasta milhões em inserções comerciais no Grupo RBS. A máfia é também quem é a finanCIA!

    O SIMERS deveria sugerir ao CREMERS um novo lema. Ao invés de “não se faz saúde sem médicos”, “não se faz carreira médica sem advogado”…..

    Polícia faz operação contra fraudes em próteses no RS

    DE PORTO ALEGRE – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nesta quinta (15) em várias regiões do Estado em uma operação contra fraudes em cirurgias de próteses.

    Documentos foram recolhidos em dois hospitais da região metropolitana de Porto Alegre, em clínicas e casas de médicos e de advogados.

    A Justiça também bloqueou bens de seis suspeitos. Nove pessoas (cinco médicos) tiveram passaportes apreendidos.

    A investigação apura se médicos, advogados e empresas agiam em conjunto para fraudar o SUS e planos de saúde.

    Segundo a Polícia Civil, médicos orientavam pacientes a procurar a Justiça para obter liminares determinando a compra de próteses por preços muito acima dos de mercado.

    O caso foi revelado pelo "Fantástico", da TV Globo.

    15/01/2015

    Mais Médicos, menos próte$e$

    Filed under: Aécio Neves,Mais Médicos,Máfia das Próteses,Máfia de Branco — Gilmar Crestani @ 7:36 am
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    A cada dia que passa ficam mais claros ficam os reais objetivos da Máfia de Branco: atacar para se defender. O Sindicato Médico do RS é uma piada. Já pode mudar o lema: “prótese faz bem à saúde”. Saúde financeira dos mafiosos. Os paladinos da moralidade alheia devem estar com ainda mais raiva dos médicos cubanos. Parece praga, bastou que viessem para que os santos do pau oco pululassem nas páginas policiais. Segundo a teoria da conspiração, foram os médicos cubanos que deduraram, de norte a sul, os infratores. A toda hora surgem médicos envolvidos nos mais diversos crimes.

    É evidente que não se pode generalizar, mas as entidades médicas, representativas da categoria, estão em obsequioso silêncio. Sempre de dedo em riste para manifestarem os mais estapafúrdios preconceitos, de repente se vêem envolvidas nos mais escabrosos casos de malversação do dinheiro público e da falta de ética profissional.

    Estas entidades médicas têm de lavar a boca antes de falar mal dos médicos cubanos. Querem fazer campanha para o pior senador do ranking da Veja, direito deles. Mas que lavem a boca antes de falar dos adversários.

    ‘Máfia das próteses’ e os votos de Aécio

    As associações de medicina não fizeram tanto barulho quanto contra o ‘Mais Médicos,’ e um dos acusados pregava no facebook Aécio contra a corrupção…

    Altamiro Borges – altamiroborges.blogspot.com.br

    reprodução

    O programa Fantástico, da TV Globo, apresentou no último domingo (4) uma longa reportagem sobre a “máfia das próteses”. Ele revela que alguns médicos prescrevem cirurgias desnecessárias, colocando em risco a vida de pacientes, para ganhar comissões das empresas que comercializam os produtos para os implantes. Eles também fraudam documentos para obter liminares judiciais que obrigam o SUS e os planos privados de saúde a pagar por procedimentos superfaturados. A negociata renderia até R$ 100 mil por mês aos médicos corruptos. Segundo o Fantástico, a “máfia das próteses” movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano.

    O repórter Giovanni Grizotti levou três meses para produzir a reportagem. Ele se fez passar por médico e, com uma câmera escondida, flagrou várias destas transações criminosas. Da responsável pela contabilidade de uma grande clínica em São Paulo, ele ouviu um relato assustador: “Aquilo ali parecia uma quadrilha. Uma quadrilha agindo e lesando a população… Um exemplo que eu tenho aqui: R$ 260 mil de cirurgia, R$ 80 mil pra conta do médico. Tem uma empresa pagando R$ 590 mil de comissão para o médico no período aqui de seis meses”. Em outros cinco Estados visitados pelo repórter, as mesmas cenas de corrupção e de desrespeitos aos pacientes. 

    Guerra aos médicos mafiosos

    Diante do escândalo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu declarar guerra à máfia das próteses ortopédicas e acionou a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Vamos determinar que a PF proceda às investigações para responsabilizar e punir os responsáveis”, afirmou ao Jornal do Brasil nesta segunda-feira (5). O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia estranhado o aumento de processos para viabilizar os implantes em todo país. Na esfera federal, os gastos com medicamentos e insumos para cumprimento de decisões judiciais passaram de R$ 2,5 milhões, em 2005, para R$ 266 milhões em 2011.

    Já o ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou a criação de um grupo interministerial, formado pelos ministérios da Saúde, da Justiça e da Fazenda, e ainda pelos conselhos nacionais de secretários municipais e estaduais, “para que, juntas, as três pastas possam corrigir e aperfeiçoar todas as questões relacionadas ao uso dos dispositivos médicos. Segundo o ministro, em até 180 dias serão apresentadas medidas de reestruturação do setor, visando tanto a área pública quanto a privada… Só em 2013 o Sistema Único de Saúde gastou R$ 1,2 bilhão com procedimentos envolvendo próteses, órteses e dispositivos especiais”, descreve o Jornal do Brasil.

    Cadê a indignação dos "éticos"?

    O curioso em mais este escândalo é que até agora as associações nacionais e regionais de medicina – que fizeram tanto barulho contra o programa “Mais Médicos” do governo federal e destilaram veneno anticomunista e racista contra os profissionais cubanos – estão em silêncio. Nenhum discurso mais contundente ou peça publicitária nas emissoras de tevê. Nada de protestos histéricos nas praças públicas contra a corrupção. Outro silêncio emblemático é o de Aécio Neves, o cambaleante e derrotado presidenciável do PSDB. Na campanha eleitoral, o senador mineiro-carioca obteve o apoio de inúmeros médicos “indignados com os petralhas e mensaleiros”.

    Pelas redes sociais circula, inclusive, a informação de que alguns dos médicos metidos na “máfia das próteses” fizeram campanha para Aécio Neves. Esta suspeita a TV Globo não levou ao ar – talvez por falta de tempo para uma apuração rigorosa. Um dos ortopedistas citados na reportagem é Fernando Sanchis. Ele falsificaria assinaturas em ações judiciais para superfaturar os produtos dos implantes. “Procurado pelo Fantástico, o cirurgião Fernando Sanchis nega que receba comissão de fornecedores de próteses. Mas reconhece que pode ter assinado laudos em nome de outros médicos”, relata o jornalista Giovanni Grizotti.

    Em sua página no Facebook, o “doutor” Fernando Sanchis se apresentava como defensor da ética e ativo militante contra a corrupção. No cartão de apresentação entregue a seus pacientes, ele inclusive pregou abertamente o voto contra a “petralha” Dilma. Agora, ele poderá ser acusado de corrupção e até ser preso por sua ligação com a “máfia das próteses”. O episódio só confirmaria que os corruptos costumam se fantasiar de moralistas para esconder as suas sujeiras! O triste é que muita gente boa – inclusive médicos – acaba sendo manipulada por esta gente inescrupulosa e hipócrita.

    01/12/2014

    CPMF, sou a favor!

    Filed under: CPMF,Mais Médicos,Saúde — Gilmar Crestani @ 8:10 am
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    Sou, desde a primeira hora, defensor da CPMF. Não só porque a Saúde Pública deve ser priorizada mas também porque é o único imposto que traficante e alguns profissionais liberais pagam. Banqueiro e camelô pagam proporcionalmente ao que faturam. O assalariado e o empresário pagam da mesma forma. A CPMF deixa pistas que favorecem a fiscalização pelos órgãos como Polícia e Ministério Público investigarem.

    Quando vem a baila o assunto CPMF lembro sempre de meus tempos de bancário. A Agência do Brasdesco da Praça Oswaldo Cruz, em Porto Alegre, tinha movimentação inferior à agência de Corumbá. Isto é, o dinheiro usado na movimentação dos helicóptero do pó teria deixado rastros e as digitais na CPMF. Os desvios na Petrobrás já eram conhecidos quando houve CPMF e agora ficaria ainda mais fácil de rastrear.

    Mais Médicos e CPMFGovernadores eleitos do PT articulam a volta da CPMF

    Petistas vitoriosos no Nordeste querem campanha suprapartidária pelo tributo

    Consultada, Dilma não discordou da proposta, mas afirmou que é importante avaliar a conjuntura política

    CATIA SEABRAMARINA DIASENVIADAS ESPECIAIS A FORTALEZA

    Com o consentimento da presidente Dilma Rousseff, governadores petistas recém-eleitos começaram a articular a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), o extinto tributo cobrado automaticamente a cada transmissão de valores no banco.

    Encampada por Camilo Santana (Ceará), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí), a proposta será apresentada ao próximo time de governadores do Nordeste num encontro regional no próximo dia 9, na Paraíba.

    Os três governadores nordestinos até já submeteram a ideia a Dilma, na noite da última sexta (28), durante encontro da sigla em Fortaleza.

    Sugeriram uma campanha suprapartidária pela CPMF, também conhecida como o imposto do cheque. A mobilização começaria pela região. "Queremos partir do Nordeste para outros Estados. Temos que ter a responsabilidade e a coragem de defender a CPMF", diz Santana.

    Dilma, segundo contam, não discordou da articulação, que visa ampliar recursos para a saúde. Mas fez uma ressalva: "A presidente disse que é preciso avaliar a conjuntura política", lembra Costa.

    Dentro do governo, em posições bem próximas a Dilma, há fervorosos defensores da volta da CPMF. Entre eles estão o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o secretário de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

    No sábado, um dia após Dilma discursar no evento do PT, o presidente do partido, Rui Falcão, também propôs um grande acordo nacional para reforçar a receita da saúde.

    Governadores e prefeitos perderam receita nos últimos anos devido ao fraco crescimento econômico e, ainda, por causa de desonerações que reduziram repasses. Daí o interesse em encontrar novas fontes para financiar a saúde, um dos itens mais custosos do orçamento público. O raciocínio vale para mandatários de todos os partidos.

    Anfitrião do encontro do dia 9, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), defende maior destinação de recursos à saúde. "Estamos sufocados", disse.

    Outro defensor declarado é o tucano Beto Richa, reeleito governador do Paraná. "Preciso consultar o partido. Mas já me manifestei a favor da CPMF", afirma.

    A ideia segundo a qual poderia haver um entendimento suprapartidário sobre o tema é baseada ainda na posição histórica de várias lideranças sobre o assunto.

    No Senado, por exemplo, também há adeptos no próprio PSDB, a principal sigla de oposição. É o caso dos recém-eleitos José Serra, ex-governador de São Paulo, e Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. O atual governador paulista, Geraldo Alckmin, porém, já divergiu de Serra sobre o assunto.

    A CPMF tem origem no Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), criado em 1993, no governo Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso ministro da Fazenda. Tinha alíquita de 0,25%. Com nova sigla, mudança na destinação do dinheiro e alíquota de 0,38%, durou até 2007, quando o Senado rejeitou sua prorrogação, uma das mais importantes derrotas do governo Lula.

    O tema foi objeto de debate na disputa presidencial deste ano. O PT acusou a rival Marina Silva (PSB) de mentir sobre sua posição em relação ao assunto. Ela gabava-se de ter votado a favor da contribuição. Mas foi contra.

    O temor do governo em assumir já uma campanha aberta é acirrar os ânimos após acalorada eleição. A articulação dos governadores servirá de termômetro.

    Mais Médicos, menos estupradores

    Filed under: Estupro,Geraldo Alckmin,Mais Médicos,PSDB,Roger Abdelmassih,USP — Gilmar Crestani @ 8:00 am
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    mais medicos menos hipocrisiaAbriram a Caixa de Pandora na USP. Além da falência administrativa, da perda da qualidade, agora também a violência na Faculdade de Medicina. São o resultado de 20 anos de PSDB amadrinhando os rumos de São Paulo. Tudo isso, que é muito, não é tudo. Espanta é o silêncio das entidades médicas que passaram o ano vociferando contra o Mais Médicos. Nenhuma palavra a respeito do tipo de formação que as faculdades de Medicina, públicas e privadas, estão dando aos nossos médicos. É este o ambiente onde se formam os Roger Abdelmassih. E não é de estranhar que na outra ponta, na hora de livrar a cara dos estupradores, há outro legado do PSDB, Gilmar Mendes.

    Estamos esperando uma campanha midiáticas, notas em jornais, cartas abertas das assoCIAções médicas a respeito da Faculdade de Medicina da USP! Seria porque João Grandino Rodas tenha sido sempre o melhor amigo de dois expoentes do tucanato paulista: José Serra e Geraldo Alckmin?!

    FERNANDA MENA

    USP, estupros e metrô

    Os episódios de violência sexual dentro da Faculdade de Medicina da USP assustam tanto quanto o comportamento institucional que se seguiu.

    As denúncias de assédio, abuso e estupros foram recebidas pela direção da instituição com indiferença. Tudo indicava que os casos seriam varridos para baixo do tapete.

    Essa arbitrariedade não é rara na gestão do principal centro de ensino e pesquisa do país, a começar pela escolha de seu reitor: nomeado pelo governador ainda que não seja o mais votado da universidade. É o clichê do encastelamento acadêmico: olha-se o mundo de cima sem muito apreço pelos contratos que regem a sociedade a sua volta. E tudo se resolve ali dentro.

    Um dos casos mais graves dessa conduta não veio a público. Há cerca de dez anos, a USP foi procurada pelo metrô para discutir o projeto da linha que liga a região central à zona oeste, local de seu principal campus na capital.

    Parecia natural que uma das estações estivesse dentro da Cidade Universitária, por onde passam, diariamente, cerca de 100 mil pessoas e cujo acesso não é dos mais fáceis.

    A USP rejeitou o projeto. O sindicato de funcionários diz que o argumento seria a atração de "gente diferenciada", termo cunhado por moradores do bairro de Higienópolis para explicar por que não queriam metrô em seu território.

    A ideia de que a parada atrairia forasteiros ao campus foi avaliada como complicador da já precária segurança local. E se sobrepôs às vantagens de criar um meio de transporte a alunos, professores, funcionários e outros.

    Se o argumento da pureza surpreende quando aplicado pela elite de Higienópolis, o que dizer quando evocado por cabeças da principal universidade pública do país? Hoje, USP e metrô evitam o assunto.

    A estação mais próxima, a Butantã, fica a um quilômetro do portão principal. De noite, após as 22h40, quando se encerram as aulas noturnas, é preciso coragem para percorrê-lo, a não ser em grupos. Nesse horário, o próprio campus é muito mal iluminado –condição, aliás, que favoreceu outros estupros e crimes ali.

    O ônibus circular da universidade ganhou dos alunos um apelido digno de sua frequência e praticidade: secular.

    O prejuízo é imenso.

    A exemplo da sindicância aberta para apurar a gestão do ex-reitor João Grandino Rodas (2010-2013), que autorizou aumento de gastos com funcionários sem consultar ninguém e mergulhou a USP em sua pior crise financeira, é urgente tirá-la do isolamento.

    Dar mais transparência ao que ocorre ali, seja nas festas da Medicina, seja nas reuniões da reitoria, é integrar a universidade ao mundo a sua volta. E, para isso, nada melhor, na prática e no imaginário, do que uma estação de metrô.

    FERNANDA MENA é repórter especial da Folha.

    28/11/2014

    HiPÓcrisia só rima com mau caráter

    Filed under: Cuba,FHC,hiPÓcrita,Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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    Hipocrisia – Em 1999, quando Serra era Ministro da Saúde, a VEJA era a favor dos médicos cubanos no Brasil

    Hipocrisia Padrão Fifa ou Não ?  Será que os coxinhas, tão “revoltados” hoje, apoiaram isso na época ?

    Cubanos001

    Cubanos002

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    Hipocrisia – Em 1999, quando Serra era Ministro da Saúde, a VEJA era a favor dos médicos cubanos no Brasil « Poços10 – Poder e Política

    07/11/2014

    Classe médica está doente e não há remédio para tanta burrice

    Filed under: AMB,Mais Médicos,Preconceito,Racismo,SIMERS — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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    Médicos boicotam laboratórios que doaram recursos a Dilma

    :

    Comunidade do Facebook “Dignidade Médica”, que propôs “holocausto” e “castrações químicas” contra eleitores do PT, sobretudo nordestinos, agora lidera movimento que propõe boicote aos laboratórios que doaram recursos à campanha da presidente Dilma Rousseff; leia a denúncia feita por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

    7 de Novembro de 2014 às 06:31

    Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

    Após o lançamento do programa Mais Médicos e a consequente chegada de médicos cubanos ao Brasil, a classe médica brasileira vem promovendo um show de horrores. Há menos de um mês, o portal IG fez uma denúncia estarrecedora:

    A denúncia do IG espalhou-se como fogo e por certo fez ver a boa parte dos formadores de opinião o movimento nazista que se aglutinou em torno da candidatura Aécio Neves. Para entendimento dos fatos que serão narrados mais adiante, vale rever trecho daquela matéria.

    Sobre a comunidade do Facebook “Dignidade Médica”, que propôs “holocausto” e “castrações químicas” contra eleitores do PT, sobretudo nordestinos, para que “não se reproduzam” tem como uma das organizadoras a senhora Patricia Sicchar, que se declara médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus em perfil da rede social.

    Confira, abaixo, trecho de outra matéria do IG sob o título “Médica de grupo anti-PT minimiza holocausto a nordestinos: ‘é revolução do agir’”.

    Como se vê, uma das médicas organizadoras do tal “holocausto” médico contra nordestinos eleitores do PT é servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, sob responsabilidade do prefeito tucano Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), líder do PSDB no Senado de 2003 a 2010.

    Agora, os médicos manuenses voltam à ribalta com um movimento que pretendem espalhar pelo país. Chegou ao Blog uma denúncia séria contra médicos daquela capital. E o pior: a denúncia sugere que abuso desses médicos contaria com a conivência dos hospitais em que trabalham.

    O denunciante enviou ao Blog link de perfil no Facebook de um médico manuense chamado Lano Macedo, que se diz funcionário do Hospital Beneficente Português do Amazonas, que já se envolveu em polêmicas como desrespeitar a “Lei do acompanhante no parto”, conforme denúncia do médico psiquiatra Rogélio Casado.

    O tal médico Lano Macedo lidera um movimento de médicos manauenses no Facebook que propõe que a classe médica – e, consequentemente, os hospitais onde aqueles médicos trabalham – boicotem os laboratórios que doaram recursos à campanha da presidente Dilma Rousseff.

    A confissão dos médicos de que irão deixar de recomendar fabricantes de medicamentos sob razões político-partidárias e ideológicas é um escândalo. E se aquele laboratório tiver medicamento mais conveniente para os pacientes, seja em termos de preço, qualidade ou outro?

    Após o episódio “holocausto e castração química”, produzido a partir de organização de médicos de Manaus como o tal Lano Macedo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota condenando os autores daquela barbaridade.

    Resta saber o que o CFM tem a dizer sobre essa atitude de médicos de Manaus. E, aliás, deveria investigar – talvez até com participação do Ministério Público – se médicos de outras regiões também estão adotando uma conduta profissional inadequada não só por se misturar com os interesses político-partidários deles, mas por prejudicar seus pacientes.

    Por fim, resta saber, também, que atitude o prefeito tucano Arthur Virgílio tomou contra a servidora pública Patricia Sicchar, que se declarou médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus e organizou o movimento propondo “castração química” de eleitores do PT.

    Médicos boicotam laboratórios que doaram recursos a Dilma | Brasil 24/7

    23/10/2014

    Enquanto os EUA enviam armas, Cuba envia médicos

    Filed under: Cuba,Ebola,Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 8:57 am
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    Enquanto Cuba exporta médicos para todas as partes do mundo onde se fazem necessários, desde desastres naturais como Tsunamis, epidemias como Ebola, ou onde nas periferias onde os de jaleco branco não querem ir, os EUA preferem exportar armas.

    Entrevista: “É incrível o que Cuba pode fazer”, diz OMS sobre ajuda contra ebola

    Postado em 23 out 2014

    por : Diario do Centro do Mundo

    image

    Um grupo de 94 profissionais da saúde cubanos foi para a África Ocidental nesta quarta-feira (22/10), para combater a epidemia do ebola. Eles se juntam aos 165 que já estão em Serra Leoa prontos para começar a atuar. Os médicos e enfermeiros cumprem um acordo assinado entre Havana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) válido para os próximos seis meses.

    Para José Luis Di Fábio, chefe do escritório da OMS na ilha há três anos, é importante que o mundo reconheça a “incrível capacidade de resposta de Cuba” diante de situações de crise.

    Di Fábio ajudou a intermediar as negociações depois da solicitação feita pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e pela diretora da OMS, Margaret Chan.

    Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola. “Os países africanos carecem de recursos humanos, muitos presidentes já solicitaram ajuda ao país. Na Guiné, antes da epidemia do ebola, já havia uma brigada cubana e sem Serra Leoa também”, afirma Di Fábi, em entrevista à DW.

    DW: Na opinião do senhor, por que esse chamado das Nações Unidas foi feito para Cuba?

    José Luis Di Fábio: Em fins de julho, a diretora da OMS, Margaret Chan, esteve em Cuba para acompanhar a inauguração do Centro Estatal Médico para Controle de Medicamentos. Durante a visita, ela se emocionou, digamos assim, ao entender mais sobre a cooperação médica cubana, incluindo a educação médica do país para o exterior.

    Ela esteve na Unidade de Cooperação Médica, onde há o registro histórico das cooperações em saúde, viu a preparação de médicos que já foram para o Haiti e participaram de outras missões e, realmente, entendeu e reconheceu a capacidade que Cuba tem de apoiar os países numa cooperação Sul-Sul.

    Durante uma conversa sobre continuidade de cooperações, surgiu a ideia de que Cuba pudesse trabalhar formando equipes de resposta rápida em caso de desastres e outros tipos de emergências. E, há duas semanas, ela pediu então apoio a Cuba para combater o ebola.

    Quantos profissionais estão a caminho da África e para onde seguem?

    Segundo o acordo, serão 300 profissionais. Primeiramente, foram 165 a Serra Leoa, dos quais 62 são médicos. Depois, a pedido dos governos locais, foi decidido enviar mais 53 para a Libéria e 38 para a Guiné.

    Eles já estão prontos para trabalhar?

    Eles fizeram a primeira parte da capacitação em Cuba. Recebemos profissionais de Washington e especialistas que já haviam trabalhado em Serra Leoa, diretamente com pacientes. Eles explicaram sobre a doença, as condições de vida no local, como vestir-se adequadamente, os tipos de proteção pessoal. Foi muito importante poder ouvir desses profissionais quais são as rotinas diárias, os problemas que enfrentam no terreno.

    Quando a equipe cubana chega à África, faz outras capacitações até chegar ao centro de tratamento. Ela já chegou, mas ainda não está trabalhando. Ainda estão sendo preparadas as condições para que possam atuar. Primeiro: precisavam do processo de capacitação e, enquanto isso, as instalações, os centros de tratamento de ebola, estão sendo montados.

    A ideia é trabalhar em forma conjunta, não dispersar a equipe. Caso contrário, a capacidade de organização se perde. É preciso identificar onde é mais apropriado trabalhar. No caso de Serra Leoa, deve ser em Freetown, a capital, e talvez em Port Loko.

    Outros países da América Latina ofereceram ajuda? Cuba é um caso especial?

    Cuba é um caso especial, digamos, pela capacidade rápida de resposta que teve, pela vontade política e pela própria experiência dos médicos. Trata-se de profissionais de saúde que já estão acostumados a trabalhar em missões, muitos deles já estiveram inclusive na África. Não conhecem o ebola, mas conhecem o território.

    A Venezuela já havia doado 5 milhões de dólares para apoiar a luta contra o ebola. E a ministra da Saúde no Equador acenou que iria apoiar com recursos financeiros a campanha contra a epidemia.

    O Brasil apoiou com alimentos. Existe a parte médica, mas é preciso pensar que é preciso todo um processo de assistência. O Brasil mandou medicamentos, ajuda humanitária em alimentos de cerca de 5 milhões de dólares, segundo entendi. Mas isso não foi via Organização Mundial da Saúde, mas via Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

    Com tantos médicos cubanos agora em ação na África, não há problema com falta de médicos em Cuba?

    Não, não afeta os serviços e a população cubana. A população médica em Cuba é de mais de 80 mil.

    Como funciona exatamente a parceria? Os médicos que seguem para a África recebem salário?

    Eles estão contratados seguindo a forma de contrato comum da OMS, ou seja, como qualquer assessor que presta serviço. Normalmente, paga-se a passagem e uma diária. O valor depende do lugar onde o profissional vai atuar. A diária tem um componente de alojamento, alimentação e gastos pessoais.

    De quanto é a diária?

    Depende do local. É um valor estabelecido pelas Nações Unidas, que varia também em alguns meses, dependendo do câmbio da moeda. Por exemplo, em Havana, a diária é de 170 dólares. Em outros países, pode ser de 120. Creio que são 230 dólares por dia na África, mas 60% do valor é para cobrir estadia.

    Qual é a importância da ajuda de Cuba?

    É uma ajuda importante não só para a OMS, mas para todo o mundo. A ideia é apoiar os países da África Ocidental a conter a doença e exterminá-la na África. Mas, ao mesmo tempo, é uma barreira de defesa para o resto do mundo. Se não se controla o vírus na África, ele pode chegar a Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Japão, etc.

    Então, realmente, os cubanos estão protegendo as fronteiras. E são não houver mais países que ofereçam recursos humanos, seguirão sendo os únicos.

    Mais países mostram interesse em apoiar a iniciativa da OMS na África Ocidental?

    Eu represento a OMS em Cuba. Imagino que a solicitação tenha sido feita a todos os países. Na última segunda-feira (20/10), o médico David Nabarro, enviado especial do secretário-geral da ONU, disse que foi muito importante a ajuda de Havana. Ele disse que o total de 265 trabalhadores cubanos é maior que a soma de todos os outros países juntos. E que a partir dessa quarta-feira, dia em que chega o restante da equipe, o número passará a ser maior que o do Médicos Sem Fronteira ou da Cruz Vermelha, maior que o número de profissionais enviados por Estados Unidos, Reino Unido e China.

    Como o mundo olha para Cuba depois dessa parceria com a OMS?

    Acredito que poderia haver mais reconhecimento. É incrível o que Cuba pode fazer. A vontade política e a vontade humana da população. Quando houve um terremoto no Paquistão, em 2005, foram enviados 2 mil médicos em 48 horas. Foram os primeiros que chegaram ao Paquistão e os últimos a sair, estiveram lá quase seis meses. No Haiti também. Depois de 24 horas, profissionais cubanos já chegaram para ajudar, e continuam lá.

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