Ficha Corrida

30/07/2016

Diferenças entre Brasil e Venezuela

As revelações do WikiLeaks a respeito do papel da boqueteira substituta de Monica Lewinsky, que pode, diante do pato Donald Trump, até vir a gozar de novo, dizem mais a respeito do Brasil do que da Venezuela e dos EUA. Qualquer pessoa dotada de um mínimo de discernimento sabe que, como na fábula da rã e do escorpião, é da natureza dos EUA a busca de submissão de qualquer país aos seus interesses. Até aí, nada de novo a respeito dos impérios. Uma frase de Porfirio Díaz é suficiente para comprovar isso: "Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos." Falar sobre isso é chover no molhado.

Além do DNA do escorpião, os EUA também tem atração fata pelo petróleo. E o roteiro das guerras mais recentes, desde a derrubada do Xá Reza Pahlevi, passando pela invasão do Kwait, Iraque até as mais recentes  do Egito, Lívia, Ucrânia, Síria não é de estranhar que tenha tido papel crucial nas sucessivas tentativas de derrubar Hugo Chávez e agora Maduro. São todos países grandes produtores de petróleo.

E assim chega-se ao Brasil do Pré-Sal. Mas há aqui uma diferença substancial. Enquanto em relação aos outros países os EUA se obriga a agir de forma explícita e sub-repticiamente, com o Brasil se dá de forma absolutamente inversa. São os brasileiros que fazem comitiva para ir aos EUA oferecendo nosso Petróleo. Ficou famoso um convescote em Foz do Iguaçu quando José Tarja Preta Serra ofereceu a Chevron, caso fosse eleito, a Petrobrás. Não por acaso é da trupe que buscou mudar o nome para Petrobrax para torna-la mais atrativa, mais palatável ao paladar norte-americano.

O exército de vira-latas nacionais que peregrinam aos EUA, como faziam os sátrapas da antiga Pérsia, para oferecer o Brasil na bandeja pode ser visto pela TV, Rádio e Jornal todos os dias. Nossos quinta colunas são assumidos. Não têm a mínima vergonha de dizer que vão a Miami comprar ternos chineses. No Brasil adotam uma postura de fidalgos europeus, mas nos EUA são tratados como autênticos cucarachas made in Paraguai. Pior, gostam disso.

A pior das prostitutas têm mais dignidade que os nossos fundamentalistas que gozam só de virar a bunda pra meca imperialista. A sabujice, a subserviência aos interesses ianques é ativo da nossa plutocracia. O Google está aí para quem quiser saber quem são os que, por qualquer dá cá esta palha, praticam a arte de tirar os sapatos e arriar as calças ao Tio Sam. Nossos puxa-sacos peregrinam em busca de auxílio para melhor foder com o Brasil e os Brasileiros.

Se hoje temos uma cleptocracia provisória no Planalto, não é porque os EUA impuseram, mas porque é tudo o que nossas “instituições” tem a oferecer aos EUA em termos de capachismo.A diferença entre Brasil e Venezuela, com o perdão do vocabulário, é que enquanto os EUA fazem boquete na direita venezuelana, os nossos vira-latas fazem fila, cheirando um a bunda do outro, para fazerem boquete no Tio Sam.

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela

:

Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks; em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem"

30 de Julho de 2016 às 07:16 // Receba o 247 no Telegram

Da Carta Maior Enquanto Hillary Clinton publicamente acolheu o aprimoramento das relações com a Venezuela como secretária de Estado, ela reservadamente ridicularizou o país e continuou a apoiar os esforços de desestabilização, como revelou seus emails vazados pelo WikiLeaks.

Em 2010, Clinton perguntou a Arturo Valenzuela, então secretário assistente de Estado de Relações Ocidentais, como "reinar sob Chávez". Valenzuela respondeu que, "precisamos considerar com cautela as consequências em confrontá-lo publicamente mas devemos avaliar as oportunidades de outros na região ajudarem".

Sua resposta estava alinhada com a estratégia da embaixada norte-americana em 2006, também revelada nos telegramas da inteligência do WikiLeaks: "uma proximidade criativa dos EUA até os parceiros regionais de Chávez irá desencadear um abismo entre eles e Chávez", disse o telegrama confidencial da embaixada. "Nos recusando a levar a sério cada surto de Chávez, vamos frustrá-lo ainda mais, pavimentando o caminho para mais erros Bolivarianos. Também abrimos espaço para que outros atores internacionais respondam".

A Espanha estava entre os países dispostos a ajudar os EUA em sua estratégia subversiva de relações exteriores. A ex-secretária de Estado, Madeleine Albright, passou a mensagem da administração do primeiro ministro conservador, Mariano Rajoy, em 2012, expressando intenções de "reorientar a política estrangeira da Espanha para que possa trabalhar com a dos EUA na América Latina, especialmente na Venezuela e em Cuba … Com o aparecimento de uma transição em Cuba e algo significante na Venezuela (e possivelmente nos Andes), uma relação forte de trabalho entre os EUA e a Espanha seria de grande ajuda".

Se tratando de reuniões regionais, Clinton estava especialmente preocupada com a Venezuela. Respondendo a uma declaração da ONU contra o golpe de Honduras em 2009 – que ela apoiou – Clinton mudou de assunto para a Venezuela: "Ok – mas eles já condenaram a Venezuela por negar liberdade de imprensa?" ela escreveu para o chefe de gabinete assistente, Jake Sullivan.

Ele respondeu: "eu duvido muito. E isso é só a ponta do iceberg", ao que Clinton escreveu, "Ah, esse iceberg proverbial". Clinton foi cautelosa em não responder a todas as "artimanhas" de Hugo Chávez, mas sua equipe insistiu que as políticas venezuelanas eram uma ameaça aos interesses estadunidenses.

Um e-mail aconselhando como gastar os fundos da Agência Estadunidense de Desenvolvimento internacional (USAID) sugeriu fortemente frear o apoio a estados de esquerda como Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba porque o dinheiro "poderia prejudicar um desenvolvimento democrático real ao entregar ‘propriedade’ a populistas centralizadores".

Clinton deveria usar linguagem como "’propriedade local’ de um modo sutil" para evitar que suas palavras sejam "usadas contra ela por demagogos e cleptocratas", disse o e-mail. Quaisquer fundos canalizados em tais estados não confiáveis, adicionou o e-mail, deve ser acompanhado de "mudanças de comportamento humano".

Ajuda internacional para a Venezuela foi deslocada, mas transmissões para contrariar "propaganda" local foram amplificadas.

O Conselho de Transmissão de Governantes (BBG) – que comanda as estações Marti, Voz da América, Rádio Livre Europa/Rádio Liberdade, Rádio Livre Ásia e as Redes de Transmissão do Oriente Médio – exigiram mais financiamento em um e-mail de 2010 enviado para Clinton para "combater os esforços de diplomacia pública para os inimigos da América, os quais ele (presidente Walter Isaacson) identifica como Irã, Venezuela, Rússia e China".

O BBG, com um orçamento anual de $700 milhões – agora em $750 milhões – estava "encarando uma competição crescente de incursões de outros governantes na transmissão internacional … incluindo a TeleSur da Venezuela".

Um mês depois, quando o Conselho estava sofrendo com cortes, a senadora da Flórida, nascida em Cuba, Ileana Ros-Lehtinen sugeriu que os recursos fossem focados em países de alta prioridade como Cuba, Venezuela e Equador. "Que a diversão comece – e vamos continuar com nossos planos", respondeu Clinton.

Outro e-mail vazado da agência de inteligência, Stratfor, descreveu o BBG como "responsável pelas agressões via TV e rádio contra Cuba", que recebeu sua própria categoria de financiamento estatal de quase $40 milhões. O Conselho se separou do controle do Departamento de Estado em 1999, se tornando oficialmente uma agência independente. "O Congresso concordou que a credibilidade do sistema de transmissões internacional dos EUA era crucial para sua efetividade como ferramenta diplomática", de acordo com o orçamento de 2008 do Congresso sobre operações estrangeiras.

Enquanto agia com frieza e desprezo com a Venezuela, Clinton era gentil com ‘jogadores’ da América Latina que se opunham às políticas de esquerda do país. Sua conselheira e chefe de gabinete, Cheryl Mills, a enviou uma recomendação para que Mari Carmen Aponte fosse apontada como embaixadora dos EUA em El Salvador. Aponte, notou o e-mail, "lutou consistentemente contra os esforços de Cuba e da Venezuela para ganhar influência na América Central e como resultado de suas habilidades de negociação, os EUA e El Salvador irão abrir um centro de monitoramento eletrônico novo e conjunto que será uma ferramenta para lutar contra crimes transnacionais".

Ela ganhou a indicação e depois se tornou secretária de Estado assistente de Relações Ocidentais.

Clinton também foi bombardeada por dizer, "estamos ganhando!" quando a oposição venezuelana ganhou a maioria de assentos no parlamento em 2015 e por servir como secretária de Estado enquanto a Administração Nacional de Segurança (NSA) espionava regularmente e Venezuela.

Créditos da foto: Tech Sgt. Cohen A. Young

Emails de Clinton revelam sabotagem contra a Venezuela | Brasil 24/7

06/01/2015

A guerra dos López

E assim, sem mais nem menos, ficamos sabendo que Porto Rico é uma colônia dos EUA controlado sob extremo rigor. Quem ousa discordar, vai preso. Coisa de ditadura bolivariana, que prende qualquer opositor. Óscar López Rivera foi preso nos EUA por exigir, vejam só, a independência a Porto Rico…

E tem gente no Brasil que ainda vibra com os tanques na praça Paz Celestial da China… Será que eles vibrariam se soubessem que os EUA prendem quem se manifesta contra a ocupação de Porto Rico pelos EUA?

Vamos trocar de nomes, porque López é latino e gostaria de saber mais como funciona a liberdade de expressão made in USA. Alguém ainda lembra de Bradley Manning, de Edward Snowden, Julian Assange? Todos cidadãos norte-americanos que ou apodrecem na prisão ou tiveram de fugir para não apodrecerem.

É assim que funciona a liberdade de expressão made in USA. Chega ser até engraçado que os EUA se sirvam de vira-bostas espalhados pela imprensa mundial para exigirem que seus adversários não prendam opositores.

Os EUA não só prendem como mandam matar quem quer que seja que se atravesse em seu caminho. Fazem guerras, revoluções, matam, assassinam, estupram, urinam sobre cadáveres, usam prostitutas e não pagam.

Toda guerra, desde o século passado, só existiu com participação dos EUA. As recentes revoluções no Oriente Médio decorrem da “democracia made in USA”: Líbia, Egito, Ucrânia, Síria….

 

EUA rejeitam troca por opositor venezuelano

Nicolás Maduro disse que só daria indulto a Leopoldo López após porto-riquenho ser solto

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS DE SÃO PAULO

Os Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda (5), soltar Óscar López Rivera, preso nos EUA desde 1981 por militar pela independência de Porto Rico, em troca da libertação do opositor venezuelano Leopoldo López.

O Departamento de Estado americano, por meio da porta-voz Jen Psaki, disse que os dois casos não são comparáveis e que as declarações do presidente Nicolás Maduro aumentam as suspeitas dos EUA de que a Justiça venezuelana não seja independente.

A sugestão da troca foi feita por Maduro no domingo (4), ao criticar o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, por ele ter lhe pedido a libertação do opositor.

A ideia também foi rechaçada pela mulher de López. "Maduro, essa não é uma questão de troca, é uma questão de justiça", afirmou Lilian Tintori no Twitter.

Tintori disse que a proposta do presidente é um reconhecimento de que López "é um preso político de seu regime" e que "não há independência dos Poderes" no país.

Também o prefeito de El Hatillo, David Smolansky, membro do partido fundado por López, o Vontade Popular, criticou a proposta: "Leopoldo não pode ser trocado como um terrorista", disse.

PROTESTO

Por meio de seu advogado, López disse que não comparecerá às audiências de seu julgamento, que seria retomado nesta segunda (5), enquanto a Justiça não decidir sobre sua libertação.

A recusa de López, assim como a ausência de um dos outros quatro acusados no caso –um estudante que alegou dor de cabeça–, fez com que a sessão fosse adiada para o dia 13 de janeiro.

A Corte de Apelações da Venezuela delibera sobre dois recursos apresentados pela defesa de López para que ele seja julgado em liberdade.

Segundo o advogado do opositor, Juan Carlos Gutiérrez, a Justiça vem continuamente desrespeitando pactos internacionais de direitos humanos dos quais a Venezuela é signatária. A ONU, entre outras entidades, critica há meses a prisão de López.

Gutiérrez também informou que ele está "bem de saúde" e "produzindo muitos projetos para o futuro da Venezuela".López foi preso em fevereiro, quando começou uma onda de protestos antigoverno. Ele foi acusado de incitar violência e danificar propriedades.

16/12/2014

Perseguição é cerco obsessivo à Petrobrás

Petroleo guerraTão logo foi anunciada a descoberta do Pré-Sal os bombardeios contra a empresa foram abertos pelos órgão finanCIAdos pelas sete irmãs.

Nada de novo, pois o que não se diz é que a entrega até já tinha sido selada quando da tentativa de transformação de Petrobrás em Petrobrax.

As informações acabam se encaixando como num jogo de lego. Durante a campanha eleitoral o principal porta-voz do Aécio Neves, como se fosse o verdadeiro articulador, foi FHC. Agora vaza a informação que Aécio já o tinha nomeado para Chanceler do seu ex-futuro governo. Há outras coincidências todas apontando para o norte. Na campanha de 2010, enquanto José Serra se fazia de bolinha de papel FHC fazia pré-venda da Petrobrás em convescote em Foz do Iguaçu. Aliás, o WikiLeaks já havia filtrado um “cable” em que a CIA recrutava intensamente segmentos da mídia que trabalhavam pelo esfacelamento da Petrobrás e a consequente entrega às petrolíferas norte-americanas. Como Serra perdeu, a Petrobrás ganhou uma sobrevida na primeira gestão da Dilma.  De repente a Polícia Federal e o Ministério Público Federal obtém com certa facilidade acesso à informações que muito bem poderiam ter sido previamente plantadas pela CIA. Conseguem pegar todas as empreiteiras atuando de forma cartelizada, como o fazem em tudo, desde a ditadura. A mesma forma cartelizada com que atua o Instituto Millenium em relação aos seus a$$oCIAdos, ou alguém obtém das cinco irmãs (Veja, Globo, Folha, Estadão, RBS) informação sobre as falcatruas da outra? Quem das cinco irmãs divulgou a milionária sonegação da Globo?!

A batalha pela entrega da Petrobrás pode dar sobrevida aos grupos mafiomidiáticos. O cartel das empreiteiras é irmão siamês do cartel da velha mídia. A atuação foi e continua sendo conjunta, tanto que todas as denúncias são contra o Governo Federal, sem qualquer condenação aos grupos empresariais. Aliás, método exatamente oposto ao que acontece com a cartelização nos metrôs de São Paulo. Enquanto na Petrobrás a culpa é do Governo Federal, tremsalão o partido envolvido nunca aparece, nem seus principais dirigentes. E isto que as justiças onde se situam as matrizes da Alstom e Siemens já as condenaram. Inclusive, Robson Marinho continua comandando o Tribunal de Contas de São Paulo. Imagine o que aconteceria se acontecesse com um petista saído da Petrobrás comandando o TCU….

NSA, do Edward Snowden, estava dentro da Petrobrás, provavelmente armazenando as informações que seriam utilizadas a qualquer momento. A versão, qualquer que seja, desde que atenda aos interesses de esfacelar e entregar a Petrobrás pode facilmente ser montada pela CIA. Vide o que fizeram com as armas de destruição em massa do Iraque. Ou teria sido por outro motivo que o atual bombardeiro contra a Petrobrás tenha começado em Pasadena, nos EUA?!

A maneira indisfarçada com que o pessoal do Instituto Millenium festejam a queda do preço das ações da Petrobrás é sintomático. Até porque ninguém as viu festejarem quando as ações estavam alcançando valores estratosféricos que comprovaria a atual queda…

 

Petrobras cai 9% e fica abaixo de R$ 10 pela 1ª vez desde 2004

Papel da estatal teve maior queda desde outubro e chegou a ter negociação suspensa

Falta de balanço do 3º trimestre é um dos motivos para queda; dólar tem maior valor desde março de 2005

ANDERSON FIGODE SÃO PAULO

A decisão da Petrobras de adiar mais uma vez a divulgação do balanço do terceiro trimestre, na sexta (12), derrubou com força os papéis da estatal, que baixaram do patamar dos R$ 10 pela primeira vez em mais de dez anos.

As ações preferenciais da companhia, as mais negociadas, caíram 9,2% nesta segunda-feira (15), a maior queda desde 27 de outubro, primeiro pregão após a eleição que deu a vitória para a presidente Dilma Rousseff. Os papéis terminaram o dia cotados a R$ 9,18, menor valor desde 14 de junho de 2004.

Como chegaram a cair mais de 10%, os papéis da Petrobras foram negociados em leilão durante um período. Esse mecanismo é automático –entra em vigor quando uma ação tem queda expressiva– e visa impedir uma desvalorização mais forte do papel.

As ações ordinárias (com direito a voto) caíram ainda mais: 9,94%, para R$ 8,52 –menor valor desde 5 de novembro de 2003.

Além da ausência de balanço e das denúncias de corrupção, pesaram para a desvalorização a queda no preço do petróleo na cena externa e o corte em recomendações de grandes bancos, como o Credit Suisse.

"Atualmente a maior preocupação da Petrobras é a publicação do balanço, pois sem resultado não há rolagem da dívida nem possível captação via ações", diz o analista Ricardo Kim, da XP Investimentos, em relatório.

Para Eduardo Velho, economista-chefe da gestora de recursos Invx Global, a aversão ao risco global deve continuar. "O movimento é mais estrutural (perene) do que conjuntural. Não se deve esperar recuperação dos preços das commodities. Com o dólar mais forte, elas devem continuar um patamar mais baixo nos próximos anos."

A derrocada das ações da Petrobras pesou no Ibovespa, principal índice da Bolsa, que fechou em queda de 2,05%, para 47.018 pontos, menor nível desde 19 de março.

Mas não foi só a Bolsa brasileira que teve um dia negativo. Os principais índices mundiais fecharam no vermelho, movidos pela preocupação com o petróleo, que ontem recuou mais 2%, para US$ 60. No ano, a cotação do barril caiu cerca de 45%.

Os mercado europeus estão entre os que mais sofreram: Frankfurt caiu 2,7%, Paris, 2,5%, e Londres, 1,9%.

No México, grande produtor de óleo, a queda foi de 3,3%, e, na Bolsa da Argentina, o recuo foi de 8,3%, influenciada pelo desempenho da Petrobras no país.

DÓLAR

No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 0,97%, para R$ 2,688 na venda –maior cotação desde 29 de março de 2005. O dólar comercial subiu 1,28%, para R$ 2,685, valor mais elevado desde 29 de março de 2005.

 

Ataque a Petrobras na Bolsa tem nome: entreguem o pré-sal

15 de dezembro de 2014 | 17:36 Autor: Fernando Brito

presal

O ataque especulativo que as ações da Petrobras estão sofrendo tem um significado muito claro.

Não corresponde, em hipótese alguma aos “perigos” que os desvios de recursos produzidos por Paulo Roberto Costa e Cia possam ter produzido.

Mesmo que tenham atingido o bilhão de reais que a mídia acena, isso não corresponde, sequer, a um mês de lucro da companhia.

Há razões objetivas óbvias para a queda que passam muito longe deste motivo: a queda de 40% no preço do petróleo no mercado internacional.

Que só é mencionada, nas análises de nosso jornalismo econômico muito en passant.

As perdas das petroleiras no mercado acionário são generalizadas. Chevron, Shell e BP caíram, desde outubro, algo em torno de 20%

Claro que as da Petrobras, com ataque desfechado contra a empresa, no último mês, ultrapassaram com folga as demais.

Qual é a chance que o mercado vê?

A primeira, é óbvio, é impor uma derrota a Dilma forçando-a a entregar a cabeça de Graça Foster, em nome de deter o vórtice onde o mercado está lançando a petroleira brasileira.

Mas isso é o tático. O estratégico é…

Deixo que O Globo responda, no editorial que publicou ontem.

“A política brasileira para o petróleo, extremamente concentrada na Petrobras, terá de passar por uma revisão. Há sinais que isso começará a ocorrer em 2015. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai propor ao Conselho Nacional de Política Energética uma rodada de licitações no ano que vem com uma oferta que englobe de 200 a 300 novas áreas destinadas à exploração. Após tantos anos sem rodadas ou com ofertas minguadas a potenciais investidores, 2015 pode marcar uma reviravolta na política do petróleo.”

Leiloar áreas petrolíferas, numa hora de depreciação do mercado é uma loucura que não pode ir em frente. Porque as petroleiras, que não estão dando conta de tudo o que investiram em exploração de novos campos na hora do petróleo em alta darão o que para assumirem novos compromissos? Nada, é claro, ainda mais tendo que se submeter a políticas de conteúdo nacional e prazos. Mas, aí, para atraí-las, revogam-se as primeiras e dilatam-se os segundos, não é?

Mas tem mais, querem ver?

“O próprio pré-sal também precisa de uma revisão nas regras de exploração de futuros blocos. O governo Lula instituiu o modelo de partilha de produção no pré-sal, tornando a Petrobras operadora única desses blocos, e com uma participação de no mínimo 30% no consórcio investidor. Na prática, ressuscitou o monopólio para essas áreas. Ambas as condições são inexequíveis para a realidade financeira e gerencial da Petrobras.(…)Ainda que mantenha o modelo de partilha para o pré-sal, o governo terá então de rever a obrigação de a Petrobras ser a operadora única dos futuros blocos e ter um limite mínimo de participação nos consórcios.”

Perto do que pretendem fazer com o petróleo brasileiro, Paulo Roberto Costa era ladrão de galinhas…

Ataque a Petrobras na Bolsa tem nome: entreguem o pré-sal | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

01/12/2014

Murdoch, a inspiração das cinco irmãs

Filed under: A$$oCIAdos,CIA,Instituto Millenium,Rupert Murdoch,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 9:18 am
Tags:

O WikiLeaks vazou a informação de que a CIA estava incutindo no Brasil brigas religiosas. Para isso tem um dos maiores orçamentos do mundo, maior que países como o Uruguai. As manifestações de junho de 2013 são prova de como a CIA consegue conduzir manadas. Não foi por acaso que nos dois estados onde as manifestações foram maiores, manteve-se o poder de quem já estava. Em São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito no primeiro turno. No Rio de Janeiro, Cabral fez o sucessor e ainda elegeu o filho.

As manifestações nasceram insufladas nas redes sociais. Mostrou que as pessoas desejavam manifestar-se. Isso é fato. A CIA soube capturar este espírito e buscou conduzi-lo contra o Governo Federal. E é o que continua após as eleições, via Instituto Millenium. As cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) são como postos avançados dos interesses capitaneados pela CIA. Basta ver quem elas, as cinco irmãs, demonizam e quem elas defendem.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira

sab, 29/11/2014 – 21:52 – Atualizado em 01/12/2014 – 08:12 – Luis Nassif

Foi simbólica a entrega do Prêmio Emmy por Rupert Murdoch a Roberto Irineu Marinho – representando as Organizações Globo.

Em um período em que a Internet e as redes sociais jogaram os grupos de mídia globais no maior desafio da história, Murdoch tornou-se o modelo, o campeão branco a fornecer a fórmula da sobrevivência aos grupos de mídia de todo mundo, especialmente aos brasileiros.

Em algum período escondido na memória, o jornalismo brasileiro inspirou-se na sofisticação do New Journalism de Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer; nas reportagens-verdade de Truman Capote; e até no jornalismo gonzo, do repórter vivendo os riscos relatados na reportagem.

Mas nenhum estilo influenciou mais do que o do australiano Rupert Murdoch.

Ele surgiu no rastro da globalização. Valeu-se do mercado de capitais, promoveu uma série de aquisições nos diversos continentes, adquiriu uma rede social, a 21st Century Fox e, através da News Corporation, jornais em diversos países.

Mas, principalmente, pavimentou sua escalada com um estilo jornalístico que remetia às origens dos "barões da mídia".

Ressuscitou o mais abjeto estilo da história, continuador de William Randolph Hearst e outros "barões da mídia"; que transformaram o jornalismo em uma máquina de assassinar reputações, em um instrumento rude, truculento de participação no jogo político, sem nenhuma sofisticação a não ser a exibição permanente da força bruta, o jorrar intermitente do esgoto.

Coube a Roberto Civita, presidente da Editora Abril, captar o novo movimento e importá-lo para o Brasil.

A partir de 2005, tornou-se o padrão dos grupos de mídia brasileiro, inaugurado pela revista Veja, imitado pela Folha e disseminado por diversos comentaristas da Globo.

Da noite para o dia, o cenário jornalístico brasileiro ficou coalhado de imitações de personagens funambulescos, tentando emular o estilo grosseiro da Fox.

O início do estilo Murdoch

O modelo Murdoch consiste nas seguintes características:

1. Buscar na extrema direita – no caso o Tea Party – o linguajar chulo e agressivo e o compêndio de preconceitos. Usa o preconceito como recurso jornalístico para conquistar a classe média.

2. Criar um inimigo externo, não mais a União Soviética, mas um novo fantasma. No caso, o Islã; por aqui, a Bolívia ou Venezuela.

Assim como a ultradireita brasileira, o Tea Party criou toda uma mitologia em torno da ameaça histórica do islamismo sobre a civilização cristã ocidental.

Não há mais o receio das bombas da Guerra Fria, mas de outros fantasmas imemoriais, as ideias que penetram subliminarmente no cérebro dos incautos levando-os para o reino das trevas.

Como diz Arnaldo Jabor, o comunismo explodiu e disseminou milhares de vírus pelo mundo todo, contaminando a cabeça de todos os democratas.

Essa versão dramatizada da “Guerra dos Mundos”, do “Monstro da Lagoa Negra”, da propaganda subliminar – consagrada no auge da Guerra Fria – acabou se constituindo no roteiro geral do grupo Fox e de seus emuladores brasileiros.

3. Valer-se do conceito de liberdade de imprensa para se blindar e promover uma ampla ofensiva de assassinatos de reputação contra adversários: jornalistas de outros veículos, políticos, empresários e intelectuais. E, por trás do macarthismo, montar jogadas comerciais de interesse do grupo.

4. Promover a ridicularização do cidadão comum – e dos críticos e adversários -, como maneira de ressaltar a superioridade intelectual do seu leitor.

O fenômeno Fox

O ponto central da disseminação desse modelo foi a Fox News.

Lançada em 1996, a  emissora conquistou uma audiência diária de 2 milhões de telespectadores, mais do que a soma da CNN e da MSNBC. Contratou diversos pré-candidatos republicanos à presidência, promoveu o Tea Party, contribuiu financeiramente com o Partido Republicano e grupos de ultra-direita  e foi relevante para a vitória republicana em 2010.

Disseminou teorias conspiratórias, falseou informações, espalhou boatos – como a de que Barack Obama era terrorista, ou que teria estudado em uma escola islâmica.

Em 2008, tentou ligar Obama com Bill Ayers – terrorista americano da década de 70, e a Louis Farraknan (líder da Nação islâmica nos EUA). Memorando interno do grupo recomendava aos repórteres enfatizar que no livro “Sonhos de meu pai”, Obama divulgava ideias simpáticas ao marxismo.

Um e-mail que chegou a outros veículos de mídia explicitava melhor o espírito Murdoch. Ordenava aos repórteres que "evitem dizer que o planeta aqueceu (ou resfriou) em qualquer frase sem apontar em seguida que tais teorias são baseadas em dados que críticos questionam".

Seis meses após a invasão do Iraque, 67% do seus telespectadores acreditavam que Sadam Hussein tinha se associado à al-Qaeda, e 60% juravam que a maior parte dos cientistas garantia que não havia aquecimento global.

Políticos e jornalistas que ousassem criticar a Fox News tornavam-se alvos de seus ataques.

Apenas um jornalista ousou se erguer contra aquela máquina de assassinar reputações, Jon Stewart que, em seu "Daily Show", ironizava a paranoia da rede.

O restante dos jornalistas amarelou – da mesma maneira que no Brasil – mesmo sabendo que aquele estilo contaminava a todos indistintamente. E o principal fator foi o medo de ser emboscado por uma equipe de filmagem, atacado nos shows de televisão, ou ser acusado de esquerdista.

Mesmo após a vitória de Obama, a Fox continuou espalhando seu terror. Durante o debate sobre o aumento do teto da dívida pública, foi a Fox quem estimulou, através de seus comentaristas em rádio e televisão, o extremismo de muitos republicanos no Congresso (leia aqui reportagem de Michael Massing para The New York Review).

O tabloide News of The World

O escândalo maior foi com o tabloide News of The World, até então o jornal mais vendido aos domingos no Reino Unido.

Em 2005 foi alvo de uma série de denúncias, de contratar detetives particulares e policiais para grampear celebridades e membros da realeza.

Algum tempo depois, The Guardian denunciou o jornal por ter grampeado os atores Jude Law e Gwyneth Paltrow.

O auge do escândalo foi a descoberta de que chegou a grampear o celular da menina Milly Dowler, de 13 anos, sequestrada e morta. Na tragédia do atentado ao metrô de Londres, em 2005, o jornal interceptou mensagens dos celulares dos parentes.

Os abusos reiterados levaram à prisão do editor do jornal, Clive Goodman, e o detetive particular Glen Mulcaire. E ele nem chegou à ousadia da revista Veja, que se associou a uma organização criminosa – Carlinhos Cachoeira –, praticou grampos ilegais, manipulou notícias envolvendo no próprio STF (Supremo Tribunal Federal), sem ser incomodada pelo Ministério Público Federal e outros órgãos de controle.

Entre Pulitzer e Hearst

Na origem do moderno jornalismo empresarial, há duas figuras centrais, Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst.

Pulitzer foi autor de máximas:

* “Para se tornar influente, um jornal tem que ter convicções, tem que algumas vezes corajosamente ir contra a opinião do público do qual ele depende”.

“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”.

E a mais conhecida delas:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”,

No lado oposto, Hearst e sua “imprensa marrom”, derrubando de vez os limites entre os fatos e a ficção. Os repórteres saiam das redações com a incumbência de trazer fatos que se adaptassem à pauta pré-definida. Se não encontrassem, que inventassem.

Nos anos 40, o império Hearst juntava 25 jornais diários, 24 revistas semanais, 12 estações de radio, 2 serviços de noticias mundiais, um serviço de notícias para filme.

Em 1948 colocou o pé na televisão, adquirindo a WBAL-TV em Baltimore, uma das primeiras emissoras dos EUA. Foi peça central no macarthismo que, nos anos 50, envergonhou o mundo civilizado.

Entre Pulitzer e Hearst-Murdoch, a mídia brasileira fez a sua escolha, jogou os escrúpulos às favas e caiu de cabeça no velho estilo que renascia do lixo da história. Abriu mão de qualquer veleidade de legitimar sua atuação, de justificar a liberdade de que dispõe, ou as concessões que recebeu.

Conservadores até a medula, Ruy Mesquita e seu irmão Júlio tinham rasgos de grandeza e a preocupação permanente em legitimar a atividade jornalística. No dia em que Fernão Mesquita, herdeiro dos Mesquita, colocou Roberto Civita no mesmo nível que seu pai, Ruy Mesquita, estava claro que a perda de rumo havia sido total.

E foram esses abusos, disseminados por vários países, em um momento em que as redes sociais davam voz a todos os setores, que transformaram a regulação da mídia em bandeira universal de direitos humanos.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Comissão Estadual da Verdade discutiu uma série de recomendações para a ampliação da liberdade de expressão.

No mesmo dia, em Marrakech, o Fórum Social Mundial alçou o direito à informação ao mesmo patamar dos demais direitos fundamentais: à vida, à liberdade, à saúde e à educação.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira | GGN

09/11/2014

Biografia não autorizada de Wiliam Waack

Mídia europeia é pró-EUA por pressões da CIA

"Publiquei artigos da autoria de agentes da CIA e outros serviços de inteligência como se tivessem sido escritos por mim"

RT.com

reprodução

O jornalista e editor alemão Udo Ulfkotte declarou que foi forçado a publicar — como de sua autoria — trabalho de agentes de inteligência, sob o risco de ser demitido se não cumprisse tais ordens. Ulfkotte fez tais revelaçãos durante entrevistas ao RT e ao Russia Insider

“Eu acabei publicando artigos da autoria de agentes da CIA e outros serviços de inteligência, especialmente o serviço secreto alemão, como se tivessem sido escritos por mim,” declarou ao Russia Insider. Ele fez comentários como esse ao RT em uma entrevista exclusiva no começo de outubro.

“Um dia a BND (agência de inteligência estrangeira alemã) veio a meu escritório noFrankfurter Allgemeine em Frankfurt. Eles queriam que eu escrevesse um artigo sobre a Líbia e Muammar Gaddafi… Eles me deram várias informações secretas e queriam que eu escrevesse um artigo com meu nome,” contou à RT.
“Este artigo era sobre como Gaddafi havia tentado secretamente construir uma fábrica de gás venenoso. Foi uma história impressa no mundo todo dois dias mais tarde.”


Ulfkotte revela tudo isso e mais em seu livro ‘Jornalismo Comprado,’ onde ele menciona que se sente envergonhado pelo que fez no passado.

"Não é certo o que fiz no passado. Manipular as pessoas, fazer propaganda. E não é certo o que meus colegas fazem e fizeram, pois foram subornados para trair as pessoas não somente da Alemanha, mas de toda a Europa,” declarou. “Fui jornalista por 25 anos e fui educado para mentir, para trair, para não dizer a verdade ao público.”

“Fui subornado pelos americanos para não relatar exatamente a verdade… fui convidado pelo German Marshall Fund of United States para viajar aos EUA. Eles pagaram todas as minhas despesas e me colocaram em contato com americanos que eles gostariam que eu conhecesse,” declarou.
“Me tornei cidadão honorário do estado de Oklahoma nos EUA somente porque escrevi a favor dos EUA. Fui apoiado pela CIA. Os ajudei em várias situações e me sinto envergonhado por tê-lo feito.”
Muitos outros jornalistas estão envolvidos na mesma prática, completou.
“A maior parte dos jornalistas que você vê em países estrangeiros, eles se dizem jornalistas e podem até ser. Mas muitos deles, como eu no passado, são chamados ‘cobertura não-oficial.’ Isso significa que trabalham para uma agência de inteligência, que a ajudam se elas pedem. Mas elas nunca dirão que te conhecem.”
Os jornalistas escolhidos para estes tipos de trabalho são de grandes grupos midiáticos. O relacionamento com o serviço secreto começa como uma amizade.
“Eles trabalham com seu ego, te fazem se sentir importante. E um dia um deles perguntará ‘você poderia me fazer um favor?’”
Tradução de Roberto Brilhante

16/10/2014

Aécio made in USA

bandeira manifestanteA cada dia que passa uma nova revelação, uma pior que a outra, a respeito da vida pregressa do candidato da direita hidrófoba. Não bastasse a promiscuidade entre privada e público, agora também a comprovação de que seu principal agente econômico é um cidadão norte-americano.

Se já não era de estranhar o alinhamento automático de FHC com os EUA, a ponto de seus diplomatas aceitarem de cabeça baixar terem de tirar os sapatos para entrarem nos EUA, agora a a revelação de Armínio Fraga, que já foi cogitado para ocupar cargo no Banco Central dos EUA, seja o homem bomba de Aécio Neves. O alinhamento automático, desde a ditadura até o último dia de FHC, não trouxe ao Brasil melhorias ao povo. Quem se beneficiava era aqueles que, por indicação do pai, do avô, do tio, tinham empregos, os melhores, garantidos, e sem precisar trabalhar. O verdadeiro aparelhamento do Estado era a ocupação de postos pelo DNA. A Lei anti-nepotismo é recente. No Judiciário havia a linhagem do “gen jurídico”. Bastava um tubarão no topo da pirâmide para que cabeças de bagres e piranhas infestassem os cargos públicos. Como fez agora o Ministro Fux em relação às filhas (copie e cole no google “Fux Filhas” para ver onde vais parar…). É a tal de meritocracia do Aécio que, no popular, se chama pistolão…  Este é o verdadeiro patrimonialismo, o aparelhamento do Estado. Em Minas tratou o Estado foi tratado por Aécio como se fosse sua privada, espalhando familiares por todos os órgãos. Não existe prova maior do que a construção, com dinheiro público, do aeroporto na fazenda do Tio Quedo, deixando as chaves do aeroporto aos cuidados do tio.

Não é inacreditável que em São Paulo, onde as manifestações foram as mais violentas e onde a polícia baixou o cassetete sem dó nem piedade, tenha sido reeleito no primeiro turno exatamente quem desceu o porrete de forma mais violenta. O mesmo Estado que hoje é principal fornecedor de votos a Aécio, e onde Tiririca, Silas Malafaia e Marco Feliciano sejam os campões de votos? Ou seria porque é em São Paulo que fica a sede do Instituto Millenium, aquele puteiro que coordena as ações dos grupos mafiomidiáticos de que são exemplo a sra. Judith Brito e ANJ? Não é mera coincidência que as sedes dos principais “partidos opositores” aos movimentos sociais, às esquerdas em geral e ao governo federal em particular tenham sede em São Paulo: Grupo Abril que edita a Veja; o Grupo Folha, o Estadão, a Multilaser, o Banco Itaú

Não é mera coincidência que os mesmos atores do golpe de 1964 (CIA e Rede Globo) estejam novamente ao lado de Aécio Neves

EUAGloboNão é inacreditável que no Estado onde o PSDB é forte, o Ministério Público arquiva toda e qualquer investigação que envolva políticos do PSDB? Mesmo tendo sido condenados na Suíça e na Alemanha, pela corrupção instalada respectivamente pela Alstom e Siemens, Robson Marinho continue presidindo o Tribunal de Contas daquele Estado?

Não é inacreditável que todos os processos para investigar os desvios cometidos pelos políticos paulistas, na maioria tucanos, tenha sido arquivado pelo Ministério Público. Será que o PSDB contratou o advogado do Fluminense, a Justiça paulista é igual ao STJD?

Se tudo isso, que é muito, não é tudo. Há algo que reputo ainda pior.

Há uma coincidência muito grande em manifestações que explodiram em vários países do mundo, mas só naqueles cuja principal riqueza é o petróleo. Aconteceu na Líbia, no Egito, na Turquia, na Ucrânia, na Venezuela e… no Brasil.

Todas manifestações espontâneas, mas todas atentando contra os interesses nacionais. Todas, também coincidentemente, com finanCIAmento de ongs norte-americanas.

Desde os vazamentos do WikiLeaks do Julian Assange se sabe da parceria de políticos tucanos, alguns jornalistas e um outro tanto de empresários que trabalham alinhados com o serviço de inteligência dos EUA, também conhecida como CIA.

A mesma que deu suporte e logística ao golpe de 1964 e que, pelas revelações, busca insuflar conflitos religiosos no Brasil(por aí mora a explicação dos 14% de crescimento da bancada evangélica…)

Mais recentemente, os papéis filtradas por Edward Snowden mostraram a infiltração de agentes na CIA que grampearam até a Presidência da República. Embora que os EUA grampearem é regra e não exceção, também foi revelado que o alvo principal sempre foi a Petrobrás.

Coincidentemente, a Petrobrás também é o alvo principal de investigações mal explicadas, com vazamentos seletivos  e condenações a priori pelos envolvidos com a candidatura do melhor amigo dos EUA neste momento no Brasil. É através de Aécio Neves, e seu cogitado homem forte da economia, Armínio Fraga, que fecha os pontos do desenho que mostra a figura do Tio Sam nestas eleições.

A proximidade com os EUA só é bom para cidadãos norte-americanos. México que o diga, aliás, como já dizia Porfirio Díaz: “Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."

Bomba!
NauFraga tem dupla cidadania

Leblon confirma: ministro de Aecioporto é tão americano quanto brasileiro

Bem que o Conversa Afiada suspeitava.
Agora, está aí o Leblon, que não nos deixa mentir:

Abaixo os intermediários: Armínio Gordon para Presidente


Armínio Fraga tem cidadania americana e isso não é uma metáfora: ele foi indicado a Obama pelo ex-Secretário do Tesouro, Tim Geithner,como alguém confiável
A notícia soa como uma daquelas tiradas espirituosas da verve nacionalista brasileira: ‘Armínio Fraga cogitado para comandar o Fed norte-americano (o BC dos EUA)’.
Parece um revival do bordão dos anos 60, ‘Abaixo os intermediários, Lincoln Gordon para a presidência’, em cenário invertido.
Gordon, embaixador gringo, um dos articuladores do golpe de 64, não chegou lá.Mas a cogitação de Armínio , ex-presidente do BC, de Fernando Henrique Cardoso, que despontou para o estrelato rentista como operador do fundo especulativo de George Soros –e hoje é o principal fiador de Aécio Neves junto aos mercados– é mais que uma metáfora venenosa.
A proposta, real, foi revelada pelo próprio autor, Timothy Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA, que conta o episódio em seu livro, ‘Stress Test’ (‘teste de resistência’). Nele, Geithner faz um retrospecto do fiasco da paridade entre o Real e o dólar , que obrigou a uma maxidesvalorização cambial de 30% em 1999. A decisão, empurrada com a barriga até se consumar a reeleição de FHC em 1998, ancorada em dupla fraude: compra de votos para aprovar a emenda constitucional no Congresso e a ilusão da moeda forte.
A ressaca começou logo em seguida à contagem dos votos. A máxi de janeiro de 1999 fez explodir a inflação levando Armínio a elevar a taxa de juro básica do país a 45%. Fechou-se assim o torniquete que o transformou em um centurião dos endinheirados : desvalorização da moeda, perda de poder de comora dos assalariados e juro sideral. Ele é soberbo nisso.
Quem diz é o amigo Geithner que narra assim a implosão: ‘Após abandonar uma tentativa inicial de se manter a paridade do real com o dólar, uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses’.
Em matéria sobre o livro, de maio deste ano, o jornal Folha de SP () destaca a origem da credibilidade do brasileiro junto aos americanos: ’Ao explicar os pacotes de ajuda decididos pelo governo norte-americano, diz a matéria da Folha, Geithner acrescenta que “só funcionaram quando lidamos com líderes competentes e confiáveis. O presidente do banco central brasileiro, Armínio Fraga, que também possui cidadania americana, foi tão notável que mais tarde eu o mencionei para o presidente Obama como um potencial presidente do Fed [o BC americano]“, escreveu Geithner citado pela Folha. Seu empenho pela nomeação da ‘ liderança econômica soberba’ foi tão entusiasmada que fez questão de lembrar a Obama, como diz no livro, a condição de cidadão norte-americano de Armínio ( ele tem dupla cidadania e neste caso não é apenas uma metáfora venenosa)
A empatia entre ‘Tim’, como é chamado o ex-Secretário do Tesouro, e Armínio tem raízes profundas. O americano é um entusiasta dos derivativos que funcionaram como um dos bombeadores da crise de 2008.Não só. Durante a crise, Tim funcionou como uma espécie de embaixador da alta finança junto à Casa Branca: sua prioridade era salvar bancos.
A intercambialidade de Gordons , Armínios e Tins não é novidade na história brasileira.
Mas nem por isso a influência desses coringas deixa de trazer problemas no trato de interesses e agendas, nem sempre tão complementares quanto eles.
Tome-se a encruzilhada do país nos dias que correm.
Dois de seus principais desafios consistem em elevar a taxa de investimento e reverter o estiolamento da base industrial.
Armínio e Aécio Neves deram uma entrevista ao jornal Valor, no início de maio, em que o coordenador econômico da candidatura tucana expõe seu modus operandi ao tecer críticas à ação oficial nessa área.
Entre outras coisas, o amigo de Geithner manifesta sua desaprovação ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Talvez a coisa mais certa que o governo fez nessa frente.
Criado na crise de 2009, o programa garante crédito barato de longo prazo à aquisição de bens de capital, desde que apresentem 60% de conteúdo nacional.
O mesmo critério incômodo foi incorporado ao regime de partilha, que rege a exploração soberana do pré-sal brasileiro.
Todas as encomendas associadas à exploração das reservas bilionárias devem incluir 60% de conteúdo fabricado no país.
Compreende-se a má vontade.
Nos idos tucanos, quando Armínio pontificava, dizia-se que a melhor política industrial para uma nação em desenvolvimento é não ter política industrial alguma.
Com Armínio no comando (aqui, no Brasil) voltaríamos aos domínios dessa fé inquebrantável na capacidade dos livres mercados para alocar recursos com maior eficiência, ao menor custo.
O veículo por excelência dessa ubiquidade é o capital financeiro, dotado de alguns requisitos.
A saber: liberdade irrestrita de ir e vir, um Banco Central complacente e condições adequadas para impor sua remuneração pelos serviços prestados.
Se alguém disser que nessa chocadeira vingou o ovo do colapso neoliberal de 2008 não estará longe de uma verdade sintética acerca do ocorrido.
O amigão de Armínio ajudou na choca.
Quando presidente do Fed regional, de Nova Iorque, Geithner defendia que os bancos podiam reduzir suas reservas de segurança e alavancar operações , mesmo sem ter caixa para honrá-las, se necessário.
Deu-se o que se sabe. E agora se sabe que quando se deu, Geithner lembrou-se de Armínio – ‘competente e confiável’, afiançou ao presidente norte-americano, para ajudar a resolver o melê.
Hoje, no Brasil, essa linha de pensamento nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para destravar o crescimento da economia.
Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar. É o que dizem.
Nunca é demais repetir que essa reordenação vigora há alguns anos em países europeus, sob ajuste da troika.
Neles se colhe taxas de desemprego de 11,5% a 50% (entre os jovens); as contas públicas se distanciam do equilíbrio; o crédito mingua, a atividade econômica rasteja e a juventude migra. Mas a extrema direita floresce: sua bandeira é substituir a desordem resultante por uma ordem policial atuante.
Em nenhuma outra dimensão da luta política nesse momento a pauta do país é tão esfericamente blindada e impermeável quanto na área econômica.
Discute-se como se não existisse a opção de cortar os juros para a construção de um equilíbrio que poupe o investimento público em programas sociais e em infraestrutura.
Sim, é verdade, na era das finanças desreguladas o comando do Estado sobre a taxa de juros é limitado pelo poder de chantagem dos capitais que respondem à ‘afronta’ com fugas maciças levando a uma crise nas contas externas.
Mas também é verdade que tudo se passa como se o recurso do controle de capitais não figurasse no cardápio econômico mundial, embora seja tolerado até pelo FMI.
A invisibilidade imposta a essas angulações é parte da encruzilhada brasileira.
Ao afunilar o horizonte do país num labirinto repetitivo desemboca-se, inapelavelmente, no paredão do arrocho onde estão escritos os mandamentos seguidos pelos Armínios e assemelhados.
É impossível desmontar essa ciranda sem afetar os interesses da alta finança.Razão pela qual respeitados economistas cogitam alguma forma de controle de capitais numa reordenação macroeconômica para retomada do crescimento.
Se o PT avançará nessa direção num eventual segundo governo Dilma é incerto. Depende em grande parte da correlação de forças interna e externa.
Agora, imaginar que um potencial presidente do Fed americano possa agir contra seus camaradas de fé, em defesa do país, equivale a aceitar que Lincoln Gordon operou o golpe por amor à democracia.

Leia mais:


LULA: AÉCIO MENTIU SOBRE NAUFRAGA !

Bomba! NauFraga tem dupla cidadania | Conversa Afiada

28/09/2014

Marina, agente que veio do norte

ucrainianÉ sintomático que na hora do aperto, quando perde pontos nas pesquisas, Marina abandone a campanha e vai aos EUA em busca sabe-se lá o quê?!

Há pouco saiu um artigo falando das relações da Marina com a CIA e os EUA: Eleições no Brasil: Marina Silva e a CIA-EUA é “caso” antigo

Quando o WikiLeaks vazou documentos a respeito das relações de brasileiros com a CIA, foi descoberto documento que mostrava que o orçamento da CIA para o Brasil buscar implantar no Brasil conflitos religiosos. E é exatamente isso que temos visto. As igrejas de origem norte-americana (pentecostalismo) vem aumentando os decibéis contra as demais.

Os conflitos entre israelenses e palestinos também serviu de mote para CIA suscitar mais questiúnculas. Não por acaso, ambos espectros são de controle dos EUA.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que Israel não passa de uma base militar dos EUA no Oriente Médio para fins de proteger interesses ligados ao Petróleo. Tire da retaguarda o poderio militar dos EUA e Israel volta a ser um vila de ódio e morte, como tem sido há séculos.

A espionagem captada pelos vazamentos do WikiLeaks do Julian Assange foram confirmado posteriormente por Edward Snowden.

O maior orçamento secreto do mundo está voltado para todos os países onde há fontes de energia. Exemplo disso estão os movimentos patrocinados na Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela e, no ano passado, no Brasil.

Não é também mero acaso que FHC tenha abandonado Aécio Neves para apoiar Marina. O prof. Cardoso foi do alinhamento automático com os EUA, a ponto de permitir seus diplomatas tirarem os sapatos para entrarem nos EUA. A subserviência de FHC a Bill Clinton é folclórica, documentada em imagens e vídeos.

 

Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos

Coordenador do PSB defende “esforços” por um tratado comercial entre Washington e Brasília

Joan Faus Washington 27 SEP 2014 – 11:07 BRT

Candidata à presidência Marina Silva. / SERGIO MORAES (REUTERS

A candidatura de Marina trouxe nesta sexta-feira a Washington seu discurso de mudança em meio à acirrada campanha presidencial brasileira. Maurício Rands, um dos coordenadores do programa da candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), defendeu uma atitude “mais construtiva” do Governo brasileiro para com os Estados Unidos e a promoção de medidas que atraiam mais investidores estrangeiros ao gigante sul-americano. Nem o lugar nem o contexto eram casuais. Rands participou de um colóquio em um fórum empresarial em um momento em que as relações entre Washington e Brasília ainda não recuperaram de todo a confiança abalada há um ano pela revelação de que os EUA espionaram a presidenta brasileira Dilma Rousseff.

O coordenador conhece bem a realidade norte-americana. Durante seu período como deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), entre 2003 e 2012, fez parte do grupo Brasil-EUA e levou à Câmara um projeto para eliminar a dupla tributação entre os dois países. Nesse período visitou os EUA. Também visitou o país durante o ano e meio – até que se demitiu de todos seus cargos e deixou o PT, em 2012 – em que foi secretário de governo do estado de Pernambuco, no executivo de Eduardo Campos. O ex-governador era o candidato do PSB nas eleições de 5 de outubro, mas sua morte em agosto levou Marina, até então candidata a vice, a substituí-lo.

mais informações

Com essa bagagem, Rands levou a mensagem de “mudança de atitude” de Marina a um público de peso reunido no Conselho Empresarial EUA-Brasil, integrado por representantes de grandes empresas de ambos os países e de órgãos do Governo Obama, com quem não tinha prevista nenhuma reunião durante sua visita.

Rands fez um discurso conciliador na esfera diplomática e próximo das demandas da comunidade empresarial norte-americana com interesses no Brasil. A maior delas é a promoção de um tratado de livre comércio entre a primeira e a sétima economia mundial, cujo intercâmbio comercial não parou de crescer nos últimos anos. O ex-deputado apostou em “esforços” para chegar a esse tratado, admitiu que não seria simples, mas se mostrou confiante de que uma nova liderança em Brasília o facilitaria.

Rands falou de uma “margem” ampla de avanço nas relações entre os dois gigantes. Traçou paralelismos entre Obama e Marina. “As duas campanhas eram sobre mudança e esperança”, destacou depois à imprensa, antes de lembrar que a candidata do PSB seria a primeira presidenta negra do Brasil, como Obama foi nos EUA. E, embora tenha dito que entende o mal-estar de Dilma com o escândalo de espionagem, pediu “maturidade” para recompor as relações com Washington.

No terreno econômico, lembrando pontos do programa de Marina, defendeu a simplificação de impostos, a eliminação da burocracia e, de modo geral, maior abertura da economia brasileira, que tem perdido impulso nos últimos anos. No campo diplomático, disse que, se for eleita presidenta, a ex-líder ambientalista impulsionaria uma política externa “muito aberta” porque o Brasil pode desempenhar um “papel maior” nas grandes questões mundiais, mais distanciado do multilateralismo de Dilma e propenso a acordos regionais e bilaterais.

Nesse sentido, lamentou que Dilma, em seu discurso de quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, parecesse “mais preocupada” com assuntos domésticos que globais. Criticou que o Brasil não tenha aderido aos “esforços” contra o terrorismo internacional, mas evitou especificar se se referia à coalizão contra o Estado Islâmico. Apesar da nova retórica, contudo, insistiu na necessidade de uma reforma nas organizações de governança mundial para dar acesso às nações emergentes e admitiu que o papel global do Brasil é limitado.

Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos | Politica | Edição Brasil no EL PAÍS

13/09/2014

É da CIA e de quem a finanCIA!

EUAGloboA escolha de Marina Silva, com seu pentecostalismo tacanho, abotoa a fechadura aberta pelo WikiLeaks. Alguém ainda há de lembrar dos vazamentos do Julian Assange. Num dos tantos papéis que veio à tona, havia um que dizia do interesse da CIA em provocar conflitos religiosos no Brasil. O estres com o massacre palestino deixou a comunidade judaica à flor da pele. Tanto que abraçaram a causa da Marina, afinal os fundamentalismos se beijam primeiro para se matarem depois. Houve até manifestações das Igrejas Evangélicas em apoio à causa Norte-Americana no Oriente Médio. Nem digo israelense, porque Israel não passa de uma base aérea Norte-Americana em função do petróleo daquela região que move a economia ianque. Tentou-se trazer para o Brasil o conflito pelo petróleo. E esta é o outro lado da mesma moeda. O petróleo do Oriente Médio e o Pré-Sal no Brasil são igualmente de interesse dos EUA.

Candidata apoiada pela CIA disputa eleição presidencial no Brasil

RedeCastorPhoto

Eleições no Brasil: Marina Silva e a CIA-EUA é “caso” antigo

12/9/2014, [*]  Nil Nikandrov, Strategic Culture

CIA-Supported Candidate Runs for Presidency in Brazil

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Marina Silva é atual candidata do Partido Socialista à presidência do Brasil. Em meados dos anos 1980s, ela já atraíra a atenção da CIA, quando frequentava a Universidade do Acre. Naquele momento, estudava marxismo e tornara-se membro do Partido Comunista Revolucionário, clandestino. Durou pouco aquele “compromisso”: ela rapidamente se transferiu para a “proteção do meio ambiente’ na Região Amazônica. Os serviços especiais dos EUA sempre tiveram interesse muito especial naquela parte do continente, na esperança de construírem meios para controlar a área no caso de emergência geopolítica.

A CIA fez contato com Marina Silva. Não por acaso, em 1985 ela alistou-se no Partido dos Trabalhadores (PT), o que lhe abriu novas possibilidades de crescimento político.

Em 1994, Marina Silva foi eleita para o senado brasileiro, com fama de ativista apaixonada a favor da proteção ao meio ambiente. Foi quando começaram a circular informações sobre laços entre Marina Silva e a CIA. Em 1996, ela recebeu o Goldman Environmental Prize. [1]E recebeu inúmeras outras importantes condecorações: é praxe, quando se trata de “candidatos” que a CIA tem interesse em promover, que o “candidato” seja coberto de medalhas e condecorações.

Marina Silva serviu como Ministra do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até que, interessada em”‘voos mais altos” e, preterida, ela abandonou o Partido dos Trabalhadores e mudou-se para o Partido Verde, de início dedicada a protestar contra políticas ambientais apoiadas pelo PT. Foi realmente um choque, na política brasileira, que a ex-ministra tenha mudado tão completamente de lado, depois de quase 30 anos de atividade a favor do Partido dos Trabalhadores.

Nas eleições de 2010, a candidata da CIA obteve quase 20 milhões de votos, como candidata do Partido Verde; na sequência, para as eleições de 2014, aceitou lugar na chapa de Campos, como vice-presidenta, quando fracassaram seus esforços para criar seu “não partido”, mas “rede”, chamada “Sustentabilidade”. Dilma Rousseff, candidata do PT contra a qual se alinhavam já em 2010 todas as demais candidaturas, trazia planos para dar continuação às políticas independentes do presidente Lula. Nada disso interessava a Washington em 2010, como tampouco interessa hoje, em 2014.

Daquele momento até hoje, as relações entre Brasil e EUA só fizeram piorar, resultado do escândalo da espionagem & escutas clandestinas. A Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou a presidenta Dilma Rousseff e membros de seu gabinete. A presidenta brasileira chegou a cancelar visita oficial que faria aos EUA, como sinal de protesto. Os EUA jamais apresentaram pedido de desculpas ou comprometeram-se a pôr fim às atividades de espionagem. A presidenta Dilma, então, agiu: denunciou as atividades da Agência de Segurança Nacional e da CIA dos EUA na América Latina e tomou medidas para aumentar a segurança nas comunicações e controle sobre representantes dos EUA ativos no Brasil. Obama não gostou.

As eleições presidenciais no Brasil estão marcadas para 5 de outubro de 2014. E Washington está decidida a fazer de Dilma Rousseff presidenta de mandato único. Não há dúvida alguma de que os serviços especiais já iniciaram campanha para livrar-se da atual governante brasileira. Começaram a agir com movimentos de protesto ditos “espontâneos”, que encheram algumas ruas e foram amplamente “repercutidos” na imprensa-empresa, nos quais os “manifestantes” pedem mudanças (aparentemente, qualquer uma, desde que implique “mudança de regime”) e o fim das “velhas políticas” [de fato, nenhuma política é ou algum dia será “mais velha” que o golpismo orquestrado pela CIA no Brasil e em toda a América Latina (NTs)]. Ouviram-se grupos de jovens em protestos contra a propaganda e os símbolos dos partidos políticos, especialmente do PT.

Não se sabe até hoje de onde surgiram os recursos com os quais Marina Silva começou a organizar sua “rede” Sustentabilidade. A nova “organização” visava a substituir os partidos tradicionais, que a candidata declarou “velhos”. Tendo obtido 19 milhões de votos, o que lhe valeu o 3º lugar nas eleições passadas, ela contudo não conseguiu cumprir todas as exigências legais para criar oficialmente sua nova “rede”. Até que a tragédia que matou Eduardo Campos e seis outras pessoas, perto de São Paulo, mês passado, deu a Marina Silva uma surpreendente segunda chance para tentar chegar à presidência do Brasil. Para conseguir ser a primeira mulher mestiça a chegar à presidência do Brasil, terá de derrotar a primeira mulher que chegou lá antes dela, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, PT; além o candidato Aécio Neves do PSDB, partido pró-business, que hoje amarga um 3º lugar nas pesquisas. A Casa Branca tem-se sentido frustrada.

Dia 13 de agosto de 2014, a campanha eleitoral presidencial no Brasil foi lançada em área de incerteza, quando um jato que conduzia o candidato do partido socialista, Eduardo Campos, tombou sobre bairro residencial de Santos, próximo de São Paulo. Morreram o candidato e seis outras pessoas, passageiros e da tripulação, no acidente que pode ter acontecido por causa do mau tempo, quando o Cessna preparava-se para pousar. As mortes geraram uma onda de comoção nacional, que provavelmente evoluirá para especulações sobre o efeito que terão nas eleições do próximo 5 de outubro de 2014. A presidenta Rousseff declarou três dias de luto oficial por Campos, ex-ministro do governo do presidente Lula. A aeronave passara por manutenção técnica regular e nenhum problema foi detectado. De estranho, só, que o gravador de vozes da cabine do avião não estava operando, o que gerou suspeitas. O gravador operara normalmente e gravara várias conversações na cabine, mas nada gravou no dia da tragédia. O avião já passara por vários proprietários (empresários norte-americanos e brasileiros, representantes de empresas de reputação duvidosa), antes de chegar à campanha dos candidatos Eduardo Campos e Marina Silva.

Para alguns comentaristas brasileiros e dos EUA, há forte probabilidade de que tenha havido um atentado, que resultou no assassinato de Eduardo Campos. Antes da tragédia, o avião foi usado pela agência antidrogas dos EUA, Drug Enforcement Administration (DEA). Enviados de antigos proprietários do avião tiveram acesso ao local do acidente, sob os mais diferentes pretextos. Difícil não conjecturar se teria havido agentes dos EUA por trás da tragédia. Mas ainda não se sabe exatamente sequer o que aconteceu. Saber quem fez, se algo foi feito,  demorará ainda mais.

O avião decolou do Rio de Janeiro, onde opera uma estação da CIA, em território do consulado dos EUA. Não há dúvidas de que aquele escritório é usado pela Agência. Talvez os serviços especiais do Brasil devessem dar atenção especial a personagens que rapidamente deixaram o país, imediatamente depois da tragédia em Santos. A morte de Eduardo Campos teve efeito instantâneo sobre a candidatura do Partido Socialista: Eduardo Campos jamais passara dos 9-10% de preferência nas pesquisas, mas Marina Silva rapidamente surgiu com 34-35%, na votação em primeiro turno. Agora, se prevê que a eleição seja levada para o segundo turno.

O principal problema de Marina Silva é que é sempre difícil entender quais seriam suas reais intenções e projetos. É uma espécie de “imprecisão” que se observa constantemente no discurso de candidatos promovidos pelos EUA. Marina Silva  mudou de lado, sempre muito dramaticamente, inúmeras vezes. Ao unir-se a Eduardo Campos, por exemplo, a candidata várias vezes se manifestou a favor de manter bem longe do Brasil as ideias de Chavez (Hugo Chavez – falecido presidente da Venezuela, conhecido pelas convicções socialistas e políticas de esquerda). Mas ela serviu ao governo do presidente Lula, conhecido e muito respeitado defensor do chavismo. (…)

De fato, ao tempo em que a campanha avança e as eleições aproximam-se, Marina Silva vai-se tornando cada vez mais neoliberal. Já disse que não vê sentido em fazer dos BRICS um centro de poder multipolar, nem em apressar a implementação de medidas já decididas dentro do bloco, como criar um banco de desenvolvimento, um fundo de reserva, etc. Já manifestou “dúvidas” sobre o Conselho Sul-Americano de Defesa, e diz, em discussões com assessores íntimos, que quer dar menos atenção ao MERCOSUL e à UNASUL (União das Nações Sul-Americanas, união intergovernamental em que se integram duas uniões aduaneiras, o MERCOSUL e a Comunidade de Nações Andinas, como parte do processo de integração sul-americana). Para Marina Silva, mais importante é desenvolver relações bilaterais com os EUA.

Fato é que os brasileiros estão já habituados a quase 20 anos de progresso social no país, com os governos do presidente Lula e da presidenta Rousseff. A população é ouvida, as reformas acontecem, o que foi prometido está sendo construído, o Brasil vive tempos de estabilidade e de avanços.

Se Marina Silva chegar à presidência (George Soros, magnata norte-americano, investidor e filantropo, tem alimentado a campanha dela com quantidade significativa de fundos), deve-se contar com o fim de vários programas sociais e políticos, o que pode vir a gerar grave descontentamento popular. Há quem diga que os escritórios dos EUA no Brasil estão repletos de agentes dos serviços especiais, encarregados de “gerar” “protestos” naquele país.

___________________

Nota dos tradutores:

[1] Conheça o Goldman Environmental Prize; além de Marina Silva, outro brasileiro recebeu esse prêmio, um “Carlos Alberto Ricardo”, fundador da ONG Instituto Socioambiental, em 1992.

___________________

[*] Nil Nikandrov é um jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros – tanto de ficção e estudos documentais – dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.

SQN

06/09/2014

Depois de ajudar Hitler, Volkswagen espionou Lula para a ditadura

Filed under: Ditadura,WikiLeaks,William Waak,Wolkswagen — Gilmar Crestani @ 9:18 am
Tags:

A empresa alemã, para melhorar sua relação com a Globo, vai mudar de nome. Em homenagem aos espiões do passado e do presente, e para estreitar as relações com a principal parceira e avalista da ditadura, vai se chamar Volkswaak?!

waackVolkswagen espionou Lula durante ditadura

Documentos da Comissão da Verdade mostram como empresas ajudavam militares

DE SÃO PAULO

Documentos reunidos pela Comissão Nacional da Verdade mostram que empresas como a multinacional alemã Volkswagen colaboraram com a ditadura (1964-85) ao repassar para órgãos da repressão informações sobre funcionários e reuniões de sindicalistas.

Um dos alvos da empresa, segundo reportagem da agência Reuters divulgada nesta sexta-feira (5), foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no início dos anos 1980 despontava nacionalmente como líder sindical na região do ABC paulista.

A comissão vai apresentar em São Paulo, na próxima segunda, o resultado parcial de uma investigação sobre as empresas que colaboraram com os militares na ditadura.

Dezenas de companhias, nacionais e estrangeiras, ajudaram os órgãos da repressão denunciando trabalhadores engajados na resistência e repassando informações sobre a atuação deles, sobretudo nos sindicatos, entre o final dos anos 1970 e o início da década de 1980.

Um dos responsáveis pelo trabalho na Comissão Nacional da Verdade é o pesquisador Sebastião Neto, que levantou relatórios produzidos pelo extinto Conselho Comunitário de Segurança, que funcionava na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, e era integrado pelas Forças Armadas, polícias civis e militares, além de representantes das empresas –eram pelo menos 19.

Um dos documentos encontrados diz respeito à Volkswagen e indica que a multinacional repassou dados de dezenas de reuniões sindicais, além de planos de trabalhadores sobre greves e reivindicações salariais. A empresa, segundo o documento, também forneceu informações de veículos utilizados nos atos sindicais.

A Volkswagen documentou para os militares um comício em junho de 1983 que contou com a presença de Lula, que nunca trabalhou na empresa, mas era à época um dos mais importantes líderes trabalhistas do país.

O futuro presidente é citado pela companhia alemã como um crítico à "pouca vergonha do governo" militar e por incentivar os trabalhadores a suspenderem, em protesto, o pagamento de prestações ao BNH (Banco Nacional da Habitação) pela compra de imóveis.

À agência Reuters, a empresa disse que vai investigar os indícios de que funcionários passaram informações aos militares. "A Volkswagen é reconhecida como um modelo por tratar seriamente a sua história corporativa. A empresa irá lidar com este assunto da mesma forma", afirma comunicado da empresa.

19/06/2014

Veja como os EUA tratam a Yoani Sánchez deles

 

Dos años de Assange en 20 m2

Se cumplen 24 meses de la entrada del ‘exhacker’ en la Embajada ecuatoriana en Londres

Patricia Tubella / Soraya Constante Londres / Quito 18 JUN 2014 – 21:40 CET29

Assange, en una comparecencia desde la embajada, en 2012. / LEON NEAL (AFP)

El pulso político y diplomático que encarna el fundador de Wikileaks, Julian Assange, permanece enquistado cuando se cumplen este jueves dos años de su entrada en la Embajada de Ecuador en Londres, donde sigue refugiado bajo riesgo de ser arrestado si pone un pie fuera del recinto. Mientras el Gobierno ecuatoriano sostiene que el exhacker, que la fiscalía sueca quiere interrogar por posibles delitos sexuales, “no es un fugitivo” sino un asilado bajo su amparo, las autoridades británicas persisten en su empeño de detenerlo por haber violado los términos de la libertad condicional aquel 19 de junio de 2012, y mantienen un cerco policial en torno a la legación cuya factura ya roza los seis millones de libras.

En todas las entrevistas hechas a Assange, durante los dos años que lleva en el recinto diplomático, ha habido una pregunta constante. ¿Cómo es vivir en una embajada? Sus respuestas han permitido conocer que pasa los días confinado en una oficina de 20 metros cuadrados convertida en habitación. En ese espacio trabaja (jornadas de 17 horas frente a un ordenador), se ejercita (en una cinta para correr que le regaló el cineasta Ken Loach) y recibe visitas, según los reportes del periódico británico The Daily Mail en 2012. Por declaraciones de uno de sus abogados, Baltasar Garzón, se sabe que su mobiliario incluye una cama, una mesa, una estantería y ahí se acaba su mundo.

El propio australiano comparecerá en una rueda de prensa en conexión internauta este jueves con el ministro de Exteriores ecuatoriano, Ricardo Patiño, según este anunció su cuenta de Twitter sin precisar más detalles.

“Es una lástima” que los contribuyes británicos deban costear la presencia constante de la policía a lo largo de los últimos 24 meses, pero Assange va a ser un invitado de ese territorio diplomático de forma indefinida, a no ser que medie un gesto del Gobierno de David Cameron, advertía el embajador ecuatoriano, Juan Falconi Puig, en una reciente entrevista al diario The Times. Con esas declaraciones, Falconi Puig frustraba las expectativas de que el relevo de su antecesora, Ana Albán, en junio del año pasado, apuntara a una vía de solución del litigio entre Quito y Londres. Los términos que plantea hoy el embajador siguen siendo los mismos en los que incide el presidente de Ecuador, Rafael Correa, desde que concediera asilo político por “razones humanitarias” al pirata informático australiano: que la justicia sueca le interrogue por videoconferencia o bien desplace a sus funcionarios a Londres a tal efecto. La fiscalía sueca considera que, en vista de los delitos por los que fue denunciado por Miss A. y miss W., es necesario que Assange sea interrogado en Suecia.

más información

El Gobierno ecuatoriano apuesta por que sea interrogado en Londres porque “ha aceptado los argumentos de Assange” de que corre el riesgo de ser extraditado a Estados Unidos si aceptar trasladarse a Suecia para responder a las acusaciones –todavía no se han presentado cargos en su contra- de violación y asalto sexual contra dos mujeres.

El hacker que hace cuatro años difundió a través de Wikileaks miles de cables confidenciales del Departamento de Estado de EEUU y sobre las operaciones militares en Irak y Afganistán, es hoy un hombre “que sufre”, en palabras del embajador Falconi, que vive encerrado en una de las doce habitaciones de las que consta la legación ecuatoriana en el barrio de Knightsbridge. La última imagen que ha proyectado al mundo es una fotografía difundida en las redes sociales en vísperas del mundial de fútbol de Brasil y en la que aparece con buen aspecto y ataviado, cómo no, con la camiseta de la selección nacional de Ecuador.

"En el caso de Assange no había garantías del debido proceso"

Rafael Correa, presidente de Ecuador

A pesar de que la sede diplomática ecuatoriana ocupa un lujoso piso de 200 metros, Assange tiene la movilidad restringida, al menos durante el día, cuando la embajada ecuatoriana atiende los requerimientos de sus ciudadanos y otras personas. Por los reportes que ha hecho el diario ecuatoriano El Telégrafo, que lleva el conteo de los días que Assange lleva en la embajada en su sitio web, se conoce que el hacker australiano recibe periódicamente a un entrenador personal, que practica el boxeo y la calistenia, y que tiene una lámpara azul que imita la luz del día.

La falta de la luz del día es justamente es lo que más ha trascendido de los diez minutos de entrevista que mantuvo el periodista Antoine de Caunes del programa Le Grand Journal de Canal Plus con Assange la semana pasada. “Físicamente lo más difícil es la falta de luz del día. La luz solar solo la vi 20 minutos, hace dos años, cuando salí al balcón para hacer una declaración”, relató Assange que vestía pantalones vaqueros, camisa a cuadros y zapatos deportivos y lucía una barba de color platino que le daba un aspecto mayor a sus 42 años.

El pasado 15 de mayo, en una entrevista que Correa concedió a la Televisión Nacional de Chile, salió el tema. “Lo consideramos un ciudadano con derecho a pedir asilo y nosotros un país soberano con derecho a otorgar asilo”, respondía y añadía que la protección otorgada por el Estado ecuatoriano no se debía a su labor informativa: “Cuidado… No hemos justificado lo que hizo Julian Assange, creemos que los Estados deben tener información confidencial por su seguridad nacional, etc., pero en el caso de Assange no había garantías del debido proceso”.

Para el Gobierno de Cameron, enfrascado estos días en la crisis que ha supuesto la ofensiva yihadista en Irak, Assange entraña un problema casi olvidado por el público británico aunque el reciente balance del gasto policial que supone la vigilancia a Assange haya operado de incómodo recordatorio: 5,9 millones de libras hasta finales de marzo, según la Policía Metropolitana. Sobre el edificio que responde al número 3 de la calle Hans Crescent, muy próximo a los almacenes Harrod´s, ya no sobrevuelan los helicópteros cuyo ruido molestaba al vecindario en los primeros meses de la crisis. Pero al menos dos agentes –probablemente alguno más agazapado- siguen apostados día y noche frente a la hoy famosísima embajada de Ecuador en Londres.

Hasta el pasado diciembre, la Agregaduría de Defensa de España en el Reino Unido ocupaba la planta que está justo encima de la legación ecuatoriana, pero esta unidad que oficialmente tiene como función engrasar las relaciones bilaterales con sus homólogos militares británicos se ha desplazado a una nueva sede en Notting Hill “por razones administrativas”. Desde la embajada española en el Reino Unido, responsable de ese departamento encabezado por el capitán de navío Pablo A. Lewicki, se asegura que la presencia del incómodo residente del antiguo inmueble –Assange- no ha tenido nada que ver con el traslado.

"Cuando uno tiene un principio, hay que luchar por ello y simplemente no ceder"

Julian Assange

La agencia local Andes ha difundido un vídeo de cuatro minutos en el que el fundador de Wikileaks agradece a Ecuador por mantener la protección diplomática a su favor. “Han pasado dos largos años desde que entré a este edificio (…) La situación es difícil para mí, personalmente y mucho más para mis hijos, pero tengo ventajas, gracias al apoyo del Gobierno ecuatoriano y su pueblo he podido trabajar en circunstancias difíciles. Sí, con una amplia vigilancia policial alrededor del edificio; sí, incluso con el espionaje de la agencia británica de inteligencia, pero trabajar (…) Esa capacidad de trabajo me ha mantenido en marcha (…) El juego no ha terminado, sabemos en materia de derecho internacional que Reino Unido, los Estados Unidos y Suecia tienen la obligación de respetar los derechos de asilo de todo el mundo”.

Añadió que formalmente no está acusado de crimen alguno y que pese a eso ha estado detenido cuatro años en Londres (dos años en la Embajada de Ecuador). Para terminar recordó su misión para con el mundo. “Cuando uno tiene un principio, hay que luchar por ello y simplemente no ceder. Y en relación a las promesas que he hecho al mundo para presentar la información de Estados Unidos y sus aliados, eso es algo a lo que estoy decidido y no fallaré”.

Pero no todas las declaraciones y apariciones que Assange ha hecho desde la sede diplomática ecuatoriana han sido bien recibidas por el Gobierno ecuatoriano. En junio de 2013 actuó como vocero del extécnico de la CIA, Edward Snowden, e indicó que el salvoconducto que le habría permitido viajar desde Hong Kong hasta Rusia fue concedido en la misión ecuatoriana en Londres. Ese mismo año creó el Partido Wikileaks y se postuló como candidato al Legislativo en Australia, como parte de la campaña grabó un vídeo parodia de sus contrincantes que luego difundió por Internet. Ambos episodios molestaron al presidente Correa, quien en el primer caso emplazó a Assange a no referirse a situaciones internas Ecuador y en el otro a no burlarse de sus adversarios.

Así las cosas, todo apunta a que Julian Assange cumplirá dentro de dos semanas los 43 años encerrado en su bastión numantino del corazón de Londres. Su caso empieza a evocar al del cardenal Jozesf Mindszenty, asilado durante tres lustros en la embajada estadounidense de Budapest, donde se refugió tras el aplastamiento soviético de la revolución húngara de 1956. Se le permitió salir del país y años después murió en el exilio.

Dos años de Assange en 20 m 2 | Internacional | EL PAÍS

08/11/2013

MafiaLeaks, FolhaLeaks

Filed under: FolhaLeka,MafiaLeaks,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:28 am
Tags: , ,

Quando o WikiLeaks estava no auge, até a Folha resolveu entrar na onde e tirar uma casquinha e lançou o http://folhaleaks.folha.com.br/. Na época(18/09/2011), comentei: dilma728

“A Folha de São Paulo desce ao submundo. Ao invés de jornalistas, partiu em busca de alcaguetes. Também vou contribuir, e nem preciso de anonimato. Gostaria que a Folha analisasse este documento que ela mesma publicou como sendo verdadeiro, a Ficha Falsa da Dilma. Ela recebeu anonimamente, por e-mail, como agora está incentivando, e deu como sendo verdadeiro. A fonte da Folha era confiável, posto que fornecido por candidato à Presidência da República. Foi desmentida, e saiu-se com uma desculpa que me parece adequado ao nível do Grupo Folha: “ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada”. Conclusão, a FSP é um jornal de bandidos para bandidos, se a conclusão não pode ser comprovada, também não me parece que possa ser descartada.”

Em agosto de 2012, Fernando Rodrigues, da Folha, novamente voltou ao tema para falar do “esgotamento” do WikiLeaks. Tudo porque o Equador havia concedido asilo a Julian Assange. Comentei:

Quando os EUA lutam desesperadamente para prender o maior responsável pelas provas mais contundentes a  respeito do terrorismo de estado por eles praticado, sempre aparece um vira-lata para servir de instrumento para a contra informação. O próprio wikeleaks publicou informação de como os a$$oCIAdos do Instituto Millenium haviam sido convocados para instigarem conflitos religiosos. A própria empresa onde Fernando Rodrigues dá espediente adotou algo semelhante ao Wikeleaks, o FolhaLeaks. Estaria ele dizendo que a Folha copiou um modelo esgotado?

A má vontade da Folha com o MafiaLeaks pode ter a ver tanto com o sucesso dos vazamentos que acuaram os EUA, como também pelo fato de não ter obtido sucesso que pretendia com o seu FolhaLeaks. No dia 02/11/2013 a Folha publicou uma Análise: Ao dosar vazamentos, Greenwald ensina a obter máxima exposição, a Folha volta a atacar, bem ao gosto dos EUA, os vazamentos de Julian Assange, e conclui: “Assange brigou com os veículos (todos da mídia tradicional) com os quais tinha acordos e passou a se achar mais relevante do que os fatos que divulgava.” Portanto, divergir da mídia tradicional é motivo certo para descrédito… junto à mídia tradicional.

A Folha precisaria responder algumas perguntas inoportunas: Por que o PCC vaza mas a Folha não encontra o duto? ALSTOM e SIEMENS se entregam, mas não para a Folha? O propinoduto tucano aparece por todos os lados, menos no FolhaLeaks? A máfia do ISS está por todos os lados em São Paulo, vazou para Haddad, mas só chegou à Folha depois de todos os demais?

Grupo lança ‘MafiaLeaks’ para estimular denúncia anônima

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Contra o acosso da Máfia, o anonimato da internet. Com essa ideia, um grupo de voluntários criou nesta semana o site MafiaLeaks.org na esperança de canalizar uma enxurrada de informações sobre o crime organizado sem colocar em risco a vida de quem denuncia.

O site foi desenvolvido por um grupo que trabalha com o Globaleak, um software do WikiLeaks, o site especializado em vazar informações.

Na Itália, a iniciativa foi recebida com otimismo cauteloso. "MafiaLeaks pode ser uma boa maneira de divulgar certo tipo de informação e quebrar o muro de silêncio [sobre o crime organizado]", disse o magistrado Nicola Gratteri ao jornal italiano "La Repubblica".

O site ajudaria a proteger a identidade dos denunciantes num ambiente contaminado de corrupção: nunca se sabe ao certo se o policial que escutará sua queixa sobre a Máfia é, na realidade, um informante da rede criminosa.

O próprio Gratteri, no entanto, lembrou que a ferramenta pode ser utilizada por quem tem "desejo de vingança". Em outras palavras, a Máfia ou quem quer que seja pode usar o site para incriminar ou difamar inimigos ou confundir investigações policiais em curso.

A página lançada nesta semana anuncia que está contratando colaboradores. Requisitos técnicos vêm depois dos morais, avisam os contratantes. Para ilustrar a seção, colocaram alguém com uma máscara do grupo hacker Anonymous com a inscrição: "Os corruptos nos temem. Os honestos nos apoiam. Os heroicos se juntam a nós".

07/10/2013

Golpe paraguaio e CIA Ltda

Filed under: CIA,Golpe Militar,Paraguai,Terrorismo de Estado,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 9:33 am
Tags:

Campesinos y policías cerca de la finca de Curuguayty donde tuvo lugar el enfrentamiento armado.

EL MUNDO › FABRICIO ARNELLA, DE ARTICULACION CURUGUATY

“No hubo emboscada”

Policías mataron a once campesinos, pero ni uno solo fue imputado en el juicio. En cambio acusan a 15 campesinos de matar a seis policías. La denuncia de un activista.

Esta semana se decidirá el futuro de la causa por la masacre de Curuguaty, en la que once campesinos y seis policías murieron en una finca tomada el 15 de junio de 2012 en el este de Paraguay. El confuso episodio disparó la destitución del entonces presidente Fernando Lugo. “Se debate entre la nulidad completa o la elevación a juicio oral, por los delitos de invasión de inmueble, homicidio y asociación criminal”, explicó a Página/12 Fabricio Arnella, miembro de Articulación Curuguaty, que nuclea a organizaciones de derechos humanos y agrupaciones políticas y sociales. Los 15 procesados son campesinos. No hay ningún policía imputado. “En este caso se ha violentado el Estado de Derecho de cabo a rabo”, sostuvo Arnella, quien consideró que no se respetó el debido proceso y que la causa está repleta de irregularidades.

La masacre de Curuguaty cimentó el retorno del Partido Colorado al poder y desnudó la lucha por la tierra en un país esencialmente agrario. Con el arribo de Horacio Cartes a la presidencia se inició un proceso de concentración de hectáreas y de persecución al movimiento campesino, dijo Arnella. “Paraguay va camino a la construcción de un enclave de carácter terrorista y neoliberal. Mientras en la región van perdiendo legitimidad los gobiernos de Santos y Piñera, hay una necesidad de fortalecer al Paraguay para intervenir en los demás países del Cono Sur”, afirmó.

–Según la Fiscalía, los campesinos emboscaron a la policía en Curuguaty.

–Hay muchísimos elementos que fueron saliendo a la luz y que contradicen la versión de la Fiscalía, que es tomada por los medios de comunicación con la intención de generar una conmoción tal que justifique el juicio. Existe un video donde se escucha que los primeros tiros son ráfagas de fusiles automáticos de la policía de elite, algo irregular para un desalojo: 324 efectivos policiales contra 63 campesinos. Según el informe de la Comisión de Derechos Humanos de Paraguay, al menos seis de los 11 campesinos fueron ejecutados luego del enfrentamiento. Hay pruebas que fueron presentadas y que se ocultaron. Todos elementos que desmontan la teoría de la emboscada, que es la de la Fiscalía.

–¿La masacre de Curuguaty fue producto del conflicto por la tierra o parte del plan para desplazar a Lugo de la presidencia?

–Hay un poco de acto ejemplificador por parte de la oligarquía paraguaya contra el movimiento campesino: “Si insisten en esto de luchar por la tierra y la ocupación, éste es el resultado”. Pero esencialmente fue el primer acto de un montaje para allanar el retorno del Partido Colorado. El 15 es la masacre, el 22 es el juicio sumarísimo a Lugo, que duró 16 horas, donde todo el mundo fue testigo de ese bochorno. Y el 21 de abril, finalmente, tuvieron lugar las elecciones más irregulares en la historia democrática de nuestro país desde la caída de Stroessner en 1989.

–¿Qué vino a frustrar el golpe a Lugo?

–La caída del Partido Colorado, luego de 61 años a manos de una alianza sumamente heterogénea, marca el inicio de la apertura democrática. Y algunos cambios sustanciales que se fueron sintiendo en la democratización de las instituciones del Estado, de los programas sociales, la gratuidad de la salud y la posibilidad de que las grandes corporaciones que durante décadas explotaron sin ningún tipo de control, se pudieran ver amenazados por el avance de los sectores más progresistas. Y el freno de las privatizaciones de empresas públicas. La emergencia del sujeto campesino, sindical, obrero, como un actor preponderante en la política nacional, es algo que en suma molestaba más que el propio Lugo.

–¿Cómo afectará la ley de militarización a los campesinos?

–La ley habilita al Poder Ejecutivo a militarizar por decreto cualquier zona del país ante “cualquier presencia de enemigos internos”. Hasta hoy tenemos un campesino asesinado desde su aprobación. Hay cada vez más allanamientos por la madrugada en casas de dirigentes y militantes, interrogatorios a adolescentes, incautación de materiales de formación marxista como elementos probatorios de asesinatos y secuestros. Elementos clásicos del terrorismo de Estado que tienen como objetivo aniquilar a la dirigencia social campesina y para el avance del modelo agroexportador del monocultivo de soja.

–¿Puede volver a ocurrir otra masacre?

–Es lo más probable. La situación en la que se debate nuestro país es el conflicto por la tierra. El modelo agroexportador no deja ninguna renta para el país. No produce ningún beneficio. Los grandes productores no pagan impuestos. El modelo extractivista y el modelo de agricultura familiar no pueden coexistir. La triplicación de la producción de soja, que es la propuesta de Cartes, deberá pasar indefectiblemente por la expulsión de las pocas comunidades campesinas que aún resisten a los polos urbanos a la emigración. Hacia eso vamos.

–¿Lo que pasó en Curuguaty fue necesario para el retorno de los colorados?

–La asunción de Cartes permitió el reciclaje de personajes nefastos. Como el canciller Eladio Loizaga, quien fuera miembro de la cancillería de Stroessner al momento de la articulación entre Argentina y Paraguay para el secuestro de Antonio Maidana y Emilio Roa, ambos miembros del Partido Comunista paraguayo. Esto permite aplicar el modelo neoliberal, mezclando el uribismo colombiano con el menemismo argentino.

Entrevista: Patricio Porta.

Página/12 :: El mundo :: “No hubo emboscada”

29/09/2013

Glenn Greenwald, a pedra no sapato do Tio Sam

Greenwald, el periodista a quien Edward Snowden confió los secretos sobre el espionaje masivo de la agencia NSA.

EL MUNDO › ENTREVISTA A GLENN GREENWALD, DEL DIARIO THE GUARDIAN

“El gobierno de EE.UU. trata de asustarnos”

Su trayectoria profesional va mucho más allá del caso de las revelaciones del ex agente de la CIA y de la NSA Edward Snowden. Es un actor central en la trama mundial de espionaje.

Por Eduardo Febbro

Desde Río de Janeiro

Los drones, la lucha contra el terrorismo, la nefasta herencia de la administración del ex presidente norteamericano George Bush, las zonas oscuras de la administración de Barack Obama y el espionaje globalizado montado por Estados Unidos a partir del dispositivo Prisma. Glenn Greenwald conoce esos temas con el rigor y la pasión que le confieren su compromiso y una trayectoria profesional que va mucho más allá del caso de las revelaciones del ex agente de la CIA y de la NSA Edward Snowden. Glenn Greenwald es el segundo actor central de esta trama de espionaje: es este periodista quien, mes tras mes, destila en The Guardian el contenido del enorme dossier que Edward Snowden le entregó en Hong Kong antes de refugiarse en Rusia. Snowden no lo eligió por azar. Greenwald es un reputado autor de investigaciones que sacudieron el sistema político norteamericano y lo convirtieron en uno de los 50 comentaristas más influyentes de Estados Unidos.

Quienes conocen su nombre a través de Snowden y el tentacular espionaje de Prisma ignoran la sólida trayectoria que lo respalda. Abogado de profesión, en 2005 Greenwald dejó su carrera de representante de bancos y de grandes empresas y se lanzó en la defensa de los derechos cívicos, las libertades públicas y las investigaciones de alto vuelo. Ese mismo año, un caso de espionaje por parte de la NSA revelado por The New York Times lo propulsó a través de su blog, How Would a Patriot Act, que luego se volvería un libro, How Would a Patriot Act? Defending American Values from a President. Al año siguiente, este activista riguroso publicó un libro feroz sobre la espantosa herencia de la administración Bush, A Tragic Legacy: How a Good vs. Evil Mentality Destroyed the Bush Presidency. En 2008 le siguió otro libro acerca de los mitos e hipocresías de los republicanos, Great American Hypocrites: Toppling the Big Myths of Republican Politic, y en 2012 otra obra cumbre sobre la forma en que la ley es utilizada para destruir la igualdad y proteger al poder: With Liberty and Justice for Some: How the Law Is Used to Destroy Equality and Protect the Powerful.

Entre libro y libro, Greenwald llevó a cabo investigaciones explosivas sobre WikiLeaks, Julian Assange, y el soldado Bradley Manning, el militar que le entregó a Assange los cables secretos. Premiado varias veces por su trabajo, Glenn Greenwald define al periodismo de una manera militante: “Para mí, el periodismo es dos cosas: investigar hechos sobre las actividades de la gente que está en el poder, y plantearle límites”.

Este es el hombre a quien, en mayo de este año y luego de que The Washington Post haya rehusado publicarlos, Edward Snowden le entregó los documentos del abismal espionaje estructurado por la NSA a través del dispositivo Prisma con la colaboración de las empresas privadas como Google, Facebook, Yahoo!, Microsoft y tantas cosas. Glenn Greenwald vive en Brasil dese hace varios años. El doble caso Snowden y Prisma cambió muchas cosas de su vida. Su compañero, David Miranda, fue detenido e interrogado en Londres durante muchas horas en virtud de una ley antiterrorista. Ambos saben que sus conversaciones y sus gestos están celosamente vigilados. Se adaptaron a esa vida sin renunciar por ello a continuar el trabajo de denuncia.

En esta entrevista exclusiva realizada en Río de Janeiro por Página/12, Glenn Greenwald revela aspectos inéditos sobre Edward Snowden, cuenta las dificultades de su vida y corre un poco más el telón sobre la nueva industria norteamericana: espiar a cada ciudadano del mundo.

–Estados Unidos argumenta que el espionaje planetario apunta a luchar contra el terrorismo. Sin embargo, la lectura de los documentos que Snowden le entregó a usted no aporta esa prueba.

–Si miramos los últimos 30 años, y sobre todo desde los atentados del 11 de septiembre, hay una idea que los norteamericanos quieren aplicar: utilizar el terrorismo mundial para que la gente tenga miedo y actuar con las manos libres. Es una excusa para torturar, secuestrar y arrestar. Ahora están utilizando la misma excusa para espiar. Los documentos sobre la manera en que Estados Unidos espía y sus objetivos poco tienen que ver con el terrorismo. Muchos tienen que ver con la economía, las empresas y los gobiernos, y están destinados a entender cómo funcionan esos gobiernos y esas empresas. La idea central del espionaje es ésa: controlar la información para acrecentar el poder de Estados Unidos alrededor del mundo. En los archivos de la NSA hay documentos sobre el terrorismo, pero no son la mayoría. El gasto de millones de dólares para coleccionar toda esta información contra el terrorismo es una broma. Espiar a Petrobras, a Al Jazeera o a la OEA; esos objetivos nada tienen que ver con el terrorismo. El gobierno está tratando de convencer a la gente de que debe renunciar a su libertad a cambio de estar más segura, trata de asustar y hacer creer que sacrificar la libertad es algo necesario para estar a salvo y protegido de las amenazas que vienen de afuera.

–El paso que dio Edward Snowden al haberle suministrado los documentos sobre la manera en que Washington espiaba al planeta entero es sorprendente. ¿Cómo se explica que alguien tan joven, que formaba parte del aparato de inteligencia, optara por ese camino?

–Hay ejemplos en la historia en que la gente sacrifica sus propios intereses para poner término a muchas injusticias. Las razones por las cuales actúan así son complicadas, complejas. En este caso, hay dos cosas importantes: una es que Snowden valora al ser humano y los derechos. Snowden tenía las cosas claras: o continuar con este sistema, perpetuar este mundo destruyendo la privacidad de cientos de millones de personas en el planeta, o, mejor, romper el silencio y actuar contra estos abusos. Creo que Snowden comprobó que si hubiese seguido permitiendo la existencia de este sistema no hubiese podido seguir viviendo con la conciencia tranquila el resto de su vida. El dolor, la vergüenza, el remordimiento y el arrepentimiento como sentimientos para el resto de sus días le daban miedo. Era demasiado grave para guardarlo en su conciencia. Vio que no había muchas opciones y que debía tomar partido. Lo otro importante es que Snowden tiene 30 años, su generación creció con Internet como una parte central de sus vidas. La gente un poco más mayor no se da cuenta de la importancia de Internet para la existencia de las personas. Snowden me dijo que Internet le ofreció a su generación todo tipo de ideas, campos de exploración, contactos con otras personas en el mundo y una capacidad de entendimiento inéditos. Entonces decidió protegerlo. No quería vivir en un mundo en el que todo esto desapareciera, en donde la gente no pudiese utilizar Internet nunca más.

–Pero Snowden fue sin embargo un hombre del sistema.

–Sí, pero era muy joven cuando empezó. Tenía 21 años. Con el correr del tiempo fue cambiando sus puntos de vista sobre el gobierno de Estados Unidos, la NSA, la CIA. Snowden cambió de forma gradual, progresiva. Empezó a darse cuenta de que esas instituciones que pretendían hacer el bien no estaban haciendo el bien sino el mal. Snowden me dijo que, a partir de 2008 y 2009, ya pensó en convertirse en un filtrador de documentos. Como muchas otras personas en el mundo, Snowden también pensó que la elección de Barack Obama iba a conducir a que los abusos se atenuasen. Confiaba en eso. Pensó que Obama revertiría el proceso, que sería diferente y mejor, pero se dio cuenta de que no era así. Esa fue una de las razones. Tomó conciencia de que Obama no arreglaba nada, más bien Obama siguió perpetuando el imperio norteamericano.

–El poder de Estados Unidos es prácticamente sin límites a partir del control de las tecnologías de la información. Muchos piensan que, de alguna manera, Obama es peor que Bush.

–Es difícil decir que Obama es peor que Bush. No hace falta que Obama diga: “Espiemos más”. Desde luego, Obama tiene una parte de responsabilidad en el crecimiento de este sistema de espionaje. Obama continuó con las mismas políticas de antes, pero cambió el simbolismo y la imagen. Creo que el escándalo que provocó la filtración de estos documentos cambió la visión que la gente tenía de Barack Obama. Snowden y yo pasamos mucho tiempo en Hong Kong hablando sobre lo que iba a pasar con las revelaciones. No podíamos calcular las consecuencias. Teníamos conciencia de la importancia, pero pensábamos que podía haber una reacción apática. Pero desde que se publicó la primera historia el interés sigue creciendo. Esto se está convirtiendo en una traba para que los gobiernos sigan abusando de su poder, para continuar actuando en secreto. Pero hay individuos como Snowden, como el soldado Bradley Manning, o entes como WikiLeaks, que sacan a la luz la información. Julian Assange es un héroe por el trabajo que hizo con WikiLeaks. En muchos sentidos, fue él quien hizo que esto fuera posible, fue Assange quien planteó la idea según la cual, en la era digital, para los gobiernos era muy difícil proteger sus secretos sin destruir otra privacidad. Esa es la razón por la cual el gobierno de EE.UU. está en guerra contra las personas que hacen eso: quieren asustar a otros individuos que estén pensando en hacer lo mismo en el futuro. Yo me apoyé en el coraje de Snowden para publicar estos documentos. Edward Snowden es hoy una de las personas más buscadas del mundo, es probable también que pase los próximos 30 años en la cárcel. Lo que llevó a cabo Snowden es una de las cosas más admirables que he visto hacer a alguien en nombre de la justicia.

–Los gobiernos de la Argentina, el Brasil, al igual que otros Estados en el mundo, están empujando para romper el cerco del espionaje y el control casi absoluto que Estados Unidos tiene sobre Internet. ¿Cuál es para usted la solución?

–Yo creo que la solución sería crear un lobby entre los países, que los países se unan para ver cómo construir nuevas pasarelas para Internet que no permitan que un país domine completamente las comunicaciones. El problema radica también en que cada país empieza a tener más control sobre Internet, y eso puede hacerlos caer en la tentación de hacer lo mismo que los Estados Unidos: intentar monitorear e utilizar Internet como una forma de control. Hay una conciencia real de que la Argentina y el Brasil están construyendo una Internet propia, lo mismo que la Unión Europea, algo que hasta ahora sólo había hecho China. Pero el riesgo está en que estos gobiernos imiten a Estados Unidos: crear sus propios sistemas no ya para permitir la privacidad de sus ciudadanos, sino para comprometerla. Eso es un peligro. Es importante tener la garantía de que el control que ostenta Estados Unidos sobre las comunicaciones no termine en una transferencia a otros poderes. Leí un documento en el diario The New York Times en el que se mostraba el inmenso poder e influencia que EE.UU. tiene gracias a detentar el control de los servicios de Internet. De hecho, Estados Unidos inventó Internet. Muchos países se dieron cuenta de que no serán capaces de garantizar su confidencialidad si siguen usando sistemas que se apoyen en servidores norteamericanos.

Página/12 :: El mundo :: “El gobierno de EE.UU. trata de asustarnos”

01/09/2013

Wikileaks: EUA têm planos para derrubar Assad desde 2006

Filed under: Síria,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 7:46 pm
Tags:

 

Documento da diplomacia norte-americana aponta quais as fragilidades a serem aproveitadas para tirar presidente sírio do poder

Ao anunciar, na tarde deste sábado (31/08), que autorizava a realização da intervenção militar na Síria, o presidente norte-americano, Barack Obama, colocou em prática um plano antigo de seu país. A ideia de uma ação do gênero contra o governo do presidente Bashar Al Assad já tinha sido planejada durante o mandato de George W. Bush, ainda em 2006, conforme mostram documentos vazados pelo site Wikileaks.
Segundo o telegrama datado de 13 de dezembro de 2006, redigido pelo diplomata William Roebuck, “o regime sírio terminava 2006 mais forte domesticamente do que em dezembro de 2005”. Para o diplomata, o governo Assad era sustentado por uma pequena “claque”, imune às pressões externas e internas sofridas pelo líder sírio.
Leia mais: Ataque à Síria não depende de relatório da ONU, mas de apoio do Congresso, anuncia Obama
Porém, “a crescente confiança de Assad e o apoio desse pequeno grupo de poder poderiam levar o mandatário sírio a fazer más avaliações e cometer erros por conta das reações emocionais diante de desafios”. O diplomata cita o assassinato do ex-premiê libanês Hariri e a criação da Frente de Salvação Nacional como exemplos da reação irracional de Assad diante das crises. Segundo Roebuck, essa instabilidade emocional de Assad deveria ser explorada pelos EUA.
Assad demonstrava preocupação em como era percebido no exterior e se havia confiança no seu processo de tomada de decisões. Para os diplomatas norte-americanos sediados em Damasco, as fraquezas de Assad residiam em como o líder sírio lidava com ameaças iminentes – fossem elas hipotéticas ou reais. Entre essas ameaças, estavam o conflito entre as reformas econômicas e a corrupção, a questão curda e o relacionamento com os radicais islâmicos no país.
Leia mais: Missão da ONU não tem condição de definir quem fez ataque químico na Síria, diz perito
De acordo com os diplomatas, havia uma oportunidade para explorar essas fragilidades de Assad e, assim, conseguir influenciar o círculo ao redor do mandatário sírio. A ideia era reverter o cenário da época: economia relativamente estável, oposição fraca e intimidada, e um cenário regional do Oriente Médio condizente com os interesses da Síria. O principal foco das ações para desestabilizar a presidência de Assad envolviam as tensões entre a Síria e o Líbano, “a inexperiência de Assad e o fato de que o círculo de pessoas de confiança do ditador sírio era muito pequeno”.
O envolvimento da Síria no assassinato de Hariri e o constrangimento internacional causado pelo caso colocavam a reputação do país em questão. A divergência dentro do governo Assad sobre qual a melhor forma de influenciar o Líbano e o caso Hariri deveriam ser a principal instabilidade a ser explorada seja pela diplomacia ou por  “outros meios indiretos” O relatório Mehlis, conduzido pela ONU e que acusava a Síria de ter atrapalhado as investigações do caso Hariri, “causava angústia em Assad”.
Irã
Roebuck também menciona a aproximação de Assad com o Irã e como isso seria percebido dentro do mundo árabe como uma vulnerabilidade a ser explorada. “Assad caminha numa linha fina ao se aproximar do Irã sem que isso feche as portas para o relacionamento com outros vizinhos sunitas”, explica Roebuck. Os EUA deveriam explorar o medo sunita da crescente influência iraniana e xiita na Síria. O diplomata recomenda um “esforço coordenado com os governos de Arábia Saudita e Egito” para enfraquecer os xiitas e Assad.

Leia mais

O sectarismo e a corrupção são outras das brechas enxergadas por Roebuck para derrubar Assad do poder. Segundo a avaliação norte-americana, o poder é dominado pela família Assad e, em menor grau, pelos Makhluf, clã materno do presidente. As discussões sobre corrupção e suborno fazem com que a família Assad não seja imune a conspirações contra o governo. “Várias pessoas íntimas do regime cogitam como seria a Síria pós-Bashar Assad”, afirma o diplomata norte-americano”.
Agência Efe

Reunião entre Assad e outros dirigentes sírios com líderes iranianos, neste domingo (01/09)
Ou seja, a ideia da diplomacia norte-americana era impor sanções e assim explorar a “lavagem de roupa suja dentro do regime Assad”. Segundo Roebuck, a Frente Nacional de Salvação da Síria sabia onde estavam os “esqueletos do armário” de Assad. Apoiar a FNS ajudaria a divulgar a corrupção e causar fissuras no governo sírio.
Também seria explorada a ideia de que a Síria estaria sendo usada como base para ação de grupos terroristas como a Al Qaeda. No entanto, até mesmo o governo sírio se considera vítima desses grupos. Esse argumento deveria ser usado para demonstrar a instabilidade dentro da Síria. Assad sobreviveu quase 7 anos a essas “instabilidades”. Barack Obama parece empenhado em ajudar na sua queda a partir de agora.

Opera Mundi – Wikileaks: EUA têm planos para derrubar Assad desde 2006

Na Globo, Criança enche a pança só de esperança

Filed under: Criança Esperança,Rede Globo de Sonegação,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 6:49 pm
Tags:

 

Wikileaks: telegramas de Paris apontavam maracutaia com dinheiro do "Criança Esperança"

Para ver o documento inteiro: http://wikileaks.org/cable/2006/09/06PARIS6225.html
(Não fazemos igual a revista Veja que esconde parte dos documentos, descontextualizando-os)

Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Paris, para Washington, de setembro de 2006, narra uma investigação pedida na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) sobre o escritório em Brasília.
Segundo o telegrama havia má governança, irregularidades na prestação de contas, na documentação e nos arquivos da unidade no Brasil.
Em um trecho do telegrama fala que uma das principais questões sendo investigada era a "manipulação" do dinheiro arrecadado pelo "Criança Esperançca" da TV Globo (40 milhões de dólares desde 1986) pelo qual a UNESCO recebia 10% de taxa de serviço. Também dizia que um terço dos recursos extra-orçamentários da UNESCO mundial fluíam através do escritório brasileiro.
A notícia saiu no portal R7, que ouviu a TV Globo. A emissora disse desconhecer o telegrama e a investigação.
De 2006 para cá não sabemos no que resultou. Mas também ainda não sabemos no que deu a autuação de R$ 615 milhões pela Receita Federal por sonegação do imposto de renda da TV Globo na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002 da FIFA através de operações em paraísos fiscais.

Os Amigos do Presidente Lula

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: