Ficha Corrida

01/12/2014

Murdoch, a inspiração das cinco irmãs

Filed under: A$$oCIAdos,CIA,Instituto Millenium,Rupert Murdoch,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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O WikiLeaks vazou a informação de que a CIA estava incutindo no Brasil brigas religiosas. Para isso tem um dos maiores orçamentos do mundo, maior que países como o Uruguai. As manifestações de junho de 2013 são prova de como a CIA consegue conduzir manadas. Não foi por acaso que nos dois estados onde as manifestações foram maiores, manteve-se o poder de quem já estava. Em São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito no primeiro turno. No Rio de Janeiro, Cabral fez o sucessor e ainda elegeu o filho.

As manifestações nasceram insufladas nas redes sociais. Mostrou que as pessoas desejavam manifestar-se. Isso é fato. A CIA soube capturar este espírito e buscou conduzi-lo contra o Governo Federal. E é o que continua após as eleições, via Instituto Millenium. As cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) são como postos avançados dos interesses capitaneados pela CIA. Basta ver quem elas, as cinco irmãs, demonizam e quem elas defendem.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira

sab, 29/11/2014 – 21:52 – Atualizado em 01/12/2014 – 08:12 – Luis Nassif

Foi simbólica a entrega do Prêmio Emmy por Rupert Murdoch a Roberto Irineu Marinho – representando as Organizações Globo.

Em um período em que a Internet e as redes sociais jogaram os grupos de mídia globais no maior desafio da história, Murdoch tornou-se o modelo, o campeão branco a fornecer a fórmula da sobrevivência aos grupos de mídia de todo mundo, especialmente aos brasileiros.

Em algum período escondido na memória, o jornalismo brasileiro inspirou-se na sofisticação do New Journalism de Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer; nas reportagens-verdade de Truman Capote; e até no jornalismo gonzo, do repórter vivendo os riscos relatados na reportagem.

Mas nenhum estilo influenciou mais do que o do australiano Rupert Murdoch.

Ele surgiu no rastro da globalização. Valeu-se do mercado de capitais, promoveu uma série de aquisições nos diversos continentes, adquiriu uma rede social, a 21st Century Fox e, através da News Corporation, jornais em diversos países.

Mas, principalmente, pavimentou sua escalada com um estilo jornalístico que remetia às origens dos "barões da mídia".

Ressuscitou o mais abjeto estilo da história, continuador de William Randolph Hearst e outros "barões da mídia"; que transformaram o jornalismo em uma máquina de assassinar reputações, em um instrumento rude, truculento de participação no jogo político, sem nenhuma sofisticação a não ser a exibição permanente da força bruta, o jorrar intermitente do esgoto.

Coube a Roberto Civita, presidente da Editora Abril, captar o novo movimento e importá-lo para o Brasil.

A partir de 2005, tornou-se o padrão dos grupos de mídia brasileiro, inaugurado pela revista Veja, imitado pela Folha e disseminado por diversos comentaristas da Globo.

Da noite para o dia, o cenário jornalístico brasileiro ficou coalhado de imitações de personagens funambulescos, tentando emular o estilo grosseiro da Fox.

O início do estilo Murdoch

O modelo Murdoch consiste nas seguintes características:

1. Buscar na extrema direita – no caso o Tea Party – o linguajar chulo e agressivo e o compêndio de preconceitos. Usa o preconceito como recurso jornalístico para conquistar a classe média.

2. Criar um inimigo externo, não mais a União Soviética, mas um novo fantasma. No caso, o Islã; por aqui, a Bolívia ou Venezuela.

Assim como a ultradireita brasileira, o Tea Party criou toda uma mitologia em torno da ameaça histórica do islamismo sobre a civilização cristã ocidental.

Não há mais o receio das bombas da Guerra Fria, mas de outros fantasmas imemoriais, as ideias que penetram subliminarmente no cérebro dos incautos levando-os para o reino das trevas.

Como diz Arnaldo Jabor, o comunismo explodiu e disseminou milhares de vírus pelo mundo todo, contaminando a cabeça de todos os democratas.

Essa versão dramatizada da “Guerra dos Mundos”, do “Monstro da Lagoa Negra”, da propaganda subliminar – consagrada no auge da Guerra Fria – acabou se constituindo no roteiro geral do grupo Fox e de seus emuladores brasileiros.

3. Valer-se do conceito de liberdade de imprensa para se blindar e promover uma ampla ofensiva de assassinatos de reputação contra adversários: jornalistas de outros veículos, políticos, empresários e intelectuais. E, por trás do macarthismo, montar jogadas comerciais de interesse do grupo.

4. Promover a ridicularização do cidadão comum – e dos críticos e adversários -, como maneira de ressaltar a superioridade intelectual do seu leitor.

O fenômeno Fox

O ponto central da disseminação desse modelo foi a Fox News.

Lançada em 1996, a  emissora conquistou uma audiência diária de 2 milhões de telespectadores, mais do que a soma da CNN e da MSNBC. Contratou diversos pré-candidatos republicanos à presidência, promoveu o Tea Party, contribuiu financeiramente com o Partido Republicano e grupos de ultra-direita  e foi relevante para a vitória republicana em 2010.

Disseminou teorias conspiratórias, falseou informações, espalhou boatos – como a de que Barack Obama era terrorista, ou que teria estudado em uma escola islâmica.

Em 2008, tentou ligar Obama com Bill Ayers – terrorista americano da década de 70, e a Louis Farraknan (líder da Nação islâmica nos EUA). Memorando interno do grupo recomendava aos repórteres enfatizar que no livro “Sonhos de meu pai”, Obama divulgava ideias simpáticas ao marxismo.

Um e-mail que chegou a outros veículos de mídia explicitava melhor o espírito Murdoch. Ordenava aos repórteres que "evitem dizer que o planeta aqueceu (ou resfriou) em qualquer frase sem apontar em seguida que tais teorias são baseadas em dados que críticos questionam".

Seis meses após a invasão do Iraque, 67% do seus telespectadores acreditavam que Sadam Hussein tinha se associado à al-Qaeda, e 60% juravam que a maior parte dos cientistas garantia que não havia aquecimento global.

Políticos e jornalistas que ousassem criticar a Fox News tornavam-se alvos de seus ataques.

Apenas um jornalista ousou se erguer contra aquela máquina de assassinar reputações, Jon Stewart que, em seu "Daily Show", ironizava a paranoia da rede.

O restante dos jornalistas amarelou – da mesma maneira que no Brasil – mesmo sabendo que aquele estilo contaminava a todos indistintamente. E o principal fator foi o medo de ser emboscado por uma equipe de filmagem, atacado nos shows de televisão, ou ser acusado de esquerdista.

Mesmo após a vitória de Obama, a Fox continuou espalhando seu terror. Durante o debate sobre o aumento do teto da dívida pública, foi a Fox quem estimulou, através de seus comentaristas em rádio e televisão, o extremismo de muitos republicanos no Congresso (leia aqui reportagem de Michael Massing para The New York Review).

O tabloide News of The World

O escândalo maior foi com o tabloide News of The World, até então o jornal mais vendido aos domingos no Reino Unido.

Em 2005 foi alvo de uma série de denúncias, de contratar detetives particulares e policiais para grampear celebridades e membros da realeza.

Algum tempo depois, The Guardian denunciou o jornal por ter grampeado os atores Jude Law e Gwyneth Paltrow.

O auge do escândalo foi a descoberta de que chegou a grampear o celular da menina Milly Dowler, de 13 anos, sequestrada e morta. Na tragédia do atentado ao metrô de Londres, em 2005, o jornal interceptou mensagens dos celulares dos parentes.

Os abusos reiterados levaram à prisão do editor do jornal, Clive Goodman, e o detetive particular Glen Mulcaire. E ele nem chegou à ousadia da revista Veja, que se associou a uma organização criminosa – Carlinhos Cachoeira –, praticou grampos ilegais, manipulou notícias envolvendo no próprio STF (Supremo Tribunal Federal), sem ser incomodada pelo Ministério Público Federal e outros órgãos de controle.

Entre Pulitzer e Hearst

Na origem do moderno jornalismo empresarial, há duas figuras centrais, Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst.

Pulitzer foi autor de máximas:

* “Para se tornar influente, um jornal tem que ter convicções, tem que algumas vezes corajosamente ir contra a opinião do público do qual ele depende”.

“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”.

E a mais conhecida delas:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”,

No lado oposto, Hearst e sua “imprensa marrom”, derrubando de vez os limites entre os fatos e a ficção. Os repórteres saiam das redações com a incumbência de trazer fatos que se adaptassem à pauta pré-definida. Se não encontrassem, que inventassem.

Nos anos 40, o império Hearst juntava 25 jornais diários, 24 revistas semanais, 12 estações de radio, 2 serviços de noticias mundiais, um serviço de notícias para filme.

Em 1948 colocou o pé na televisão, adquirindo a WBAL-TV em Baltimore, uma das primeiras emissoras dos EUA. Foi peça central no macarthismo que, nos anos 50, envergonhou o mundo civilizado.

Entre Pulitzer e Hearst-Murdoch, a mídia brasileira fez a sua escolha, jogou os escrúpulos às favas e caiu de cabeça no velho estilo que renascia do lixo da história. Abriu mão de qualquer veleidade de legitimar sua atuação, de justificar a liberdade de que dispõe, ou as concessões que recebeu.

Conservadores até a medula, Ruy Mesquita e seu irmão Júlio tinham rasgos de grandeza e a preocupação permanente em legitimar a atividade jornalística. No dia em que Fernão Mesquita, herdeiro dos Mesquita, colocou Roberto Civita no mesmo nível que seu pai, Ruy Mesquita, estava claro que a perda de rumo havia sido total.

E foram esses abusos, disseminados por vários países, em um momento em que as redes sociais davam voz a todos os setores, que transformaram a regulação da mídia em bandeira universal de direitos humanos.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Comissão Estadual da Verdade discutiu uma série de recomendações para a ampliação da liberdade de expressão.

No mesmo dia, em Marrakech, o Fórum Social Mundial alçou o direito à informação ao mesmo patamar dos demais direitos fundamentais: à vida, à liberdade, à saúde e à educação.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira | GGN

11/11/2014

A$$oCIAdos do Instituto Millenium deixam ar de São Paulo irrespirável

cp11112014 A Folha é insuperável na mistificação. Hoje traz na capa uma manchete que é um poço de contradição à prática da própria Folha. O atual prefeito de São Paulo, que trouxe novos ares para a Prefeitura, é combatido diuturnamente pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium pelo simples fato de ser petista. Fernando Haddad abriu portas e janelas, passou a construir BRTs, ciclofaixas tudo para arejar o clima. Mas os velhos grupos mafiomidiáticos passaram a tratá-lo como se fosse o autor de todos os problemas de São Paulo. A priorização do transporte coletivo (BRTs) e não poluente (ciclovias) foram duramente combatidos. Na implantação dos BRT, o Tribunal de Contas, um tribunal de faz de conta, todo nomeado por Serra/Kassab/Pitta/Maluf, suspendeu a obra para que depois a Folha pudesse dizer que a promessa do candidato não se realizou quando prefeito… Apesar de ter contra os projetos todos os privatistas de São Paulo, os BRTs e as ciclofaixas estão está saindo!

Na insanidade do combate, botam repórteres e fotógrafos cobrirem o dia a dia, e à noite até para saber que horas o prefeito vai dormir. Todos os problemas detectados e que estão vindo à tona são atribuídos a ele, que está apenas limpando o lixão deixado por Serra e Kassab. Mas a Folha, com fez ontem, dá um jeito de atribuir ao Prefeito Fernando Haddad até a roubalheira dos seus antecessores, correligionários de d. Judith Brito.

Quando Fernando Haddad criou a ciclovia/ciclofaixas, os três principais grupos de mídia paulistanos (Veja, Estadão e Folha), não só desceram o pau valendo como recrutaram o que existe de pior no reacionarismo paulista. Uma professora universitária, Lúcia Santaella chegou ao cúmulo de atribuir a cor das ciclos faixas, vermelhas, à identificação partidária do prefeito. Como o reacionarismo sempre vem bem acompanhado da burrice, sua fiel escudeira, a prof. dos paulistas não sabia, e deve ter raiva de quem sabe, que a cor vermelha das ciclofaixas é padrão internacional. Um burro da Veja chegou ao cúmulo de atribuir à cor vermelha ao logo da Copa como infiltração comunista. Esse povo está doente, seja pela contaminação pela água de esgoto que toma, seja pelo ar poluído que respira. Os dois juntos afetam o cérebro e prejudicam o raciocínio. Esta também dever ser a origem do ódio aos nordestinos.

Com tempo seco, SP tem o ar mais poluído em 7 anos”. Pois é, e ainda lutam contra as ciclovias.

Se isto já é ruim por si só, quando há uma oportunidade de valorizar atitudes que combatem exatamente a poluição, só porque a iniciativa vem de outro partido, a Folha e seus parceiros do Instituto Millenium entendem por bem atacar, desconstruir.

O PSDB privatiza até o ar que os paulistas respiram. Dá preferência ao transporte particular em prejuízo do público. E quando o problema se apresenta, corre em busca de socorro à Dilma. Privatiza a SABESP, que negocia suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Ao invés de investir, distribui o lucro entre seus acionistas. Na hora do aperto, Geraldo Alckmin prefere fazer esmola com chapéu alheio na “bolivariana” Dilma.

Que privatização é essa que os lucros ficam com a SABESP e seus acionistas dos EUA e os prejuízos têm de sair do tesouro nacional, do meu, do seu, do nosso suado imposto?! Essa moda de quebrar para depois passar o pires, diga-se de passagem, não é nova. Pelo contrário, é moeda corrente desde que FHC, como Judas, cantou três vezes o pires junto ao FMI.

Com R$ 3,5 bilhões quantas Bolsa Família poderiam ser atendidas? Daria exatamente 50 milhões de Bolsas Família!!!

É isso que os paulistas querem, Bolsa Incompetência?! Os paulistas comandados pela Veja, Estadão, Folha, PSDB não querem construir um muro para se separar do nordeste?! Por que agora o imposto pago pelos nordestinos pode ser usado para cobrir a incompetência administrativa dos paulistas?

Há de se pensar também se a massa de ar quente que paira sobre São Paulo não foi causada pela marcha dos que pedem a volta da ditadura, sem que a Folha, Estadão e Veja tenham se preocupado em mostrar quem está na frente e quem está por trás deste movimento. Por que algo tão anacrônico passa batido pela imprensa paulista? Pedir a ditadura é normal? O nível de histerismo e ódio destilado por São Paulo também pode ter ajudado a manter o ar mais quente e poluído.

Nestas horas, quando os  jornais publicam que Geraldo Alckmin foi à Dilma em busca do troco de R$ 3,5 bilhões, não aparecem as estatísticas dos Impostores do Impostômetro?! Cadê o custo Brasil? Assim são os Privatas do Caribe! É assim que funciona a meritocracia e o choque de gestão made in PSDB!

01/09/2014

Instituto Millenium acusa, julga e condena Poder Judiciário

Foi mais rápido do que eu pensava. Chegou o dia em que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium dispensam a intermediação do Poder Judiciário nos conflitos sociais. A velha mídia tomou para si o papel de polícia, promotora, defesa e juiz. Por isso pode desde logo botar o Poder Judiciário contra a parece e baixar a sentença: condenado. A pergunta que não quer calar é porque estes mesmos veículos não se juntaram para denunciar a censura na ditadura? Claro, foram eles os responsáveis pela implantação da ditadura. Conviveram pacificamente com a ditadura. Tanto que a ditadura para a Folha foi ditabranda.

Não contentes e ditarem que pode falar e quem deve silenciar, agora também querem julgar.

Ou a democracia acaba com o entulho da ditadura das cinco irmãs (Abril, Folha, Estado, Globo & RBS) ou elas ainda vão reimplantar a ditadura.  A RBS, em franca decadência, sobrevive por aparelhos: aparelhos ideológicos… Graças a finanCIAdores, a RBS sobrevive vendendo vinho (wine), especulação imobiliária (Nex Group), eventos (Engage Eventos).  Para consolidar o poder desova, todos os anos, agentes para se infiltrarem no poder público para drenarem recursos para a RBS. Foi assim com Antonio Britto, que deu de mão beijada a CRT para a RBS. Com Yeda o negócio foi outro, tentou mas não conseguiu: transferir o Asilo Padre Cacique para a RBS construir um amplo complexo imobiliário. Depois, tentou derrotar o Inter com a Andrade Gutierrez para poder se aliar a um grupo de empresários gaúchos para construir um shopping e um complexo hoteleiro. Deram com os burro n’água.

Aí a RBS vende dois gatos por lebre numa única tacada: Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Conta com os dois e senso de manada que por vezes ataca o povo bovino gaúcho para voltar a controlar os cofres públicos gaúchos. Será a chance de sobreviver. Se a funcionária não vencer o Piratini, a RBS vai virar uma grande loja vendedora de vinhos. Tão falsos quanto o noticiário de sexta que ela vende no domingo.

Me apontem uma única pessoa inteligente que ainda assina Zero Hora?

A “liberdade de expressão” da grande imprensa nas eleições

seg, 01/09/2014 – 17:46

Atualizado em 01/09/2014 – 17:46

Patricia Faermann

Jornal GGN – Folha, Estadão, Uol, Zero Hora, Gazeta do Povo, Google, Ibope e Datafolha uniram-se para lançar um portal que monitora processos judiciais contra publicações da imprensa sobre candidatos às eleições de 2014. A ideia original e, em um primeiro momento, de interesse público busca mostrar a censura judicial praticada por candidatos, de acordo com partidos e regiões brasileiras, tornando-se um censo e mapeamento de postulantes aos cargos representativos que bloqueiam a ampla e livre divulgação das informações que os eleitores têm o direito de saber.

Entretanto, os únicos veículos de comunicação que podem fazer o registro das ações sofridas são os parceiros, acima descritos, ou seja, restrito à grande imprensa. A ideia passa a ser, portanto, fazer um balanço das tentativas de bloqueio de informações da grande mídia.

"Os casos de censura judicial aumentam durante o período de eleições, quando candidatos tentam evitar que portais, redes sociais, blogs e publicações on-line noticiem informações que consideram negativas a suas candidaturas", informa a abertura da nota oficial do projeto "Eleição Transparente", uma contradição ao que de fato ocorre.

A base de dados é fornecida e atualizada diariamente pelas empresas, que se cadastram e preenchem um formulário com detalhes sobre a notificação judicial. Mas os nomes desses meios de comunicação não são divulgados na plataforma do projeto.

"Quem alimenta a base de dados são representantes legais de empresas que foram intimadas pela Justiça Eleitoral por causa de publicação de informações", é a explicação. "O portal Eleição Transparente é organizado pela Abraji com a ajuda de empresas de mídia e tecnologia que costumam ser alvos de processos de supressão de informações em período eleitoral", diz outra descrição sobre o projeto.

O segundo ponto em observação é que os únicos candidatos a presidência apresentados pela plataforma que entraram com processo contra a divulgação de informações, até o dia de hoje (01), são Luciana Genro (PSOL) e Dilma Rousseff (PT). Aécio Neves, candidato pelo PSDB, que possui, no mínimo, duas ações contra o Google, não consta no monitor. A ausência de um dos processos poderia ser explicado pelo fato tramitar em segredo de Justiça – informação esta que deveria estar exposta na plataforma.

O Jornal GGN entrou em contato com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativa (Abraji), a responsável por reunir as empresas e consolidar o projeto, para verificar o motivo. Enviamos o seguinte email a José Roberto de Toledo, jornalista do Estadão e presidente da Abraji:

"Olá, Toledo.

Estava conversando com Laury Bueno, que me tirou algumas dúvidas sobre o projeto ‘Eleição Transparente’. Em primeiro lugar, parabéns pela iniciativa.

Mas tive uma dúvida com relação a ações de candidatos que correm em segredo de justiça. Laury me respondeu que esses processos não são inseridos no sistema pelas empresas parceiras.

Entendo o teor do sigilo, mas questionei se omitir essas ações, mesmo que sem apresentar detalhes (apenas divulgando os nomes das partes, por exemplo), não seria ir na contramão do projeto, que busca deixar transparente as tentativas de censura.

Ele me passou o seu contato e agradeceria se pudesse me fornecer um posicionamento.

Obrigada, e aguardo o retorno".

A Abraji não respondeu ao questionamento de se omitir ações em segredo de Justiça, e enviou o seguinte posicionamento:

"Se não acreditássemos que o projeto ajudaria a medir o volume e dar publicidade aos casos, obviamente, não teríamos nos dado ao trabalho de fazê-lo. O site dá o link para o repórter minimamente investido no assunto ler tudo sobre o processo no próprio site da justiça eleitoral: não só ver do que se trata, mas também ter um acompanhamento em tempo real do seu andamento. Tudo a um clique de distância. Se isso é ir na contramão da transparência, eu gostaria de saber o que é a mão.

Atenciosamente

Jose Roberto de Toledo".

Ainda assim, outra ação de Aécio Neves (PSDB) contra o Google e uma contra o Facebook não estão em sigilo e não constam no portal.

A fim de entender a ajuda de "medir o volume e dar publicidade aos casos", o Jornal GGN testou a plataforma e pesquisou as ações sofridas pela empresa Folha da Manhã S/A, do jornal Folha de S. Paulo. O grupo tem 2 processos, um pelo PSB e outro não especificado o partido. Quando clicado, o cargo do candidato também não foi especificado. Quando a ação é acessada, verifica-se que o processo é da coligação Juntos com o Povo, liderada pelo PSDB, com PSD, PSB, PP, SD, PRB, PSC, PTB, PPS, PEN, PMN, PTC, PSDC, PTDOB, PRP.

Ainda que a ação de Aécio Neves não estivesse em sigilo, seu nome ainda poderia não aparecer na lista de candidatos, por se utilizar da coligação ou nome do partido em ações judiciais, como foi o caso da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5136 contra a Lei Geral da Copa, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. O processo foi protocolado em nome do partido, e não do candidato.

Mais uma curiosidade sobre a plataforma: os dados são compilados e visualizados por Partido, Cargo, Candidato, Empresa ou por Unidade Federativa. Neste último, logo verifica-se que o balanço é imparcial, uma vez que a maioria das publicações concentram-se na região sul e sudeste.

Como informado por José Roberto de Toledo, o objetivo da publicidade será alcançado. Da liberdade de expressão, não.

A “liberdade de expressão” da grande imprensa nas eleições | GGN

05/07/2014

A regra é clara: no Rio, a Globo joga em casa, como o Fluminense

O mais engraçado, se é que se possa achar engraçado uma decisão com antolhos, é que ninguém consegue uma decisão favorável contra os grupos mafiomidiáticos. Já eles, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium não perdem uma contra blogueiros. Além do fato de blogueiro não ter patrocinador como o Itaú, são pessoas físicas. A máfia midiática tem a seu lado grandes financiadores ideológicos e grande poder de convencimento jurídico quando jogam em casa.

ALI KAMEL VENCE EM CASA COM MÃOZINHA DO JUIZ

O site Consultor Jurídico (Conjur) publicou nesta sexta-feira, 4, mais um press release distribuído pelos advogados da Rede Globo, informando sobre o processo judicial movido por Ali Kamel, diretor da emissora, contra o responsável por este Cloaca News. O texto, republicado acriticamente pelos veículos da máfia midiática brasileira, noticiou a decisão de um grupo de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de confirmar a sentença proferida por uma juíza da 25ª Vara Cível carioca, que condenou este blogueiro a indenizar o alto funcionário da corporação em dezenas de milhares de reais.

No melhor estilo Joaquim Barbosa, os magistrados da primeira e segunda instâncias do Rio de Janeiro ignoraram os fatos, deram de costas às provas e aceitaram, como cordeiros, as alegações inverídicas – mentirosas mesmo – apresentadas pelos rábulas escalados pela Globo para tentar intimidar e calar este blogueiro.

A ação movida por Ali Kamel e seus 40 advogados partiu de uma premissa escandalosamente falsa – que este Cloaca News “espalhou o boato de que o diretor de Jornalismo da TV Globo protagonizou um filme pornô”, nos anos 80.

A VERDADE – No dia 16/8/2009, este blog publicou um vídeo com excertos da obra cinematográfica Solar das Taras Proibidas, de 1984. Nos minutos iniciais da película, dedicados à apresentação do grandioso elenco, o nome do ator Ali Kamel encabeça o cast masculino do filme. Como se pode observar na postagem, não há alusão alguma ao funcionário da TV Globo, homônimo do artista. E, como se vê nos créditos iniciais da obra, o nome do ator é o nome do ator.

A bizarrice, no entanto, está na primeira sentença condenatória, que levou em consideração uma ficha catalográfica do site Cinemateca Brasileira, em que o ator Ali Kamel é apresentado, erroneamente, como Alex Kamel. Este dado – falso, como demonstrado pelo filme em si – foi apresentado pelos 40 advogados da Globo apenas na tréplica aos argumentos da defesa, não sendo oferecido ao réu o direito de rebater e desmascarar a falsidade.

Agora, ao ratificar bovinamente a aloprada sentença de primeiro grau, a chamada egrégia corte fluminense dá sinais de que existem, sim, magistrados caseiros. Pode isso, Arnaldo?

Cloaca News: ALI KAMEL VENCE EM CASA COM MÃOZINHA DO JUIZ

03/04/2014

Não teria existido ditadura sem a participação das famíglias Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky

 

A imprensa e o golpe de 64

Postado em 30 Mar 2014

por : Paulo Nogueira

Um aliado dos generais

Um aliado dos generais

Folha, Globo e outros jornais estão fazendo especiais sobre os 50 anos do Golpe.

É uma tragédia e ao mesmo tempo uma comédia.

Qualquer esforço sério para falar do Golpe tem que tratar do papel crucial da mídia. O que jornais como o Globo, a Folha, o Estadão e tantos outros fizeram, portanto.

Alguma linha sobre o assunto?

Pausa para rir, ou para chorar. Você escolhe.

1964 não teria existido sem a imprensa, este é um fato doído para nós, jornalistas.

Os jornais construíram um Brasil fantasioso – de mentira, sejamos diretos – que chancelaria a ação dos militares.

Como mostrou o jornalista Mário Magalhães em seu blog nestes dias, o presidente João Goulart tinha alta popularidade em março de 1964.

Numa pesquisa do Ibope, não divulgada à época e nem por muitos anos, ele aparecia bem à frente na lista de intenções de voto para as eleições presidenciais de 1965.

Como não seria popular um presidente que tinha uma agenda pró-povo como Jango? Entre outras coisas, em seu governo foi criado o 13.o salário, que o Globo – numa hoje amplamente exposta e debochada primeira página – tratou como calamidade.

Mas o noticiário criava a sensação de que os brasileiros em massa eram contra Jango. O Globo conseguiu dizer que a democracia fora “restaurada” com o golpe que mataria tantas pessoas e faria de seu dono o homem mais rico do país.

Mesmo o grande jornal que mais tarde foi uma trincheira na oposição aos militares – o extinto Correio da Manhã – produziu duas manchetes que entrariam tristemente na história.

Uma delas dizia “Basta!” e a outra “Fora!” Como maus exemplos prosperam, a Veja copiaria o Correio da Manhã na capa em que, décadas depois, anunciou a saída de Collor. (E sonharia por oito anos repetir a cópia na gestão de Lula.)

O apoio da mídia à ditadura se manteria enquanto os militares foram fortes para beneficiar seus donos.

A campanha da Folha pelas eleições diretas só veio quando a ditadura cambaleava: politicamente, a insatisfação galopava, e a economia era um caos insustentável.

Antes, Octavio Frias se comportara de maneira bem diferente. Cedera carros da Folha para a caça a opositores da ditadura, o que o levou a temer ser justiçado como outro empresário que fez o mesmo, Henning Albert Boilesen, da Ultragás.

Frias mostrou também sua combatividade seletiva quando, depois de uma crônica de Lourenço Diaféria que dizia que o povo mijava na estátua do Duque de Caxias, patrono do Exército, recebeu uma ordem de um general para afastar o diretor de redação Claudio Abramo.

Afastou – não um mês, uma semana, um dia depois. Afastou na hora. Covardemente, ainda mandou retirar seu próprio nome – dele, Frias — da primeira página do jornal como “diretor responsável”.

Pôs o de Boris Casoy, escolhido para substituir Claudio por causa de seus notórios vínculos com a ditadura. Boris foi integrante do Comando de Caça aos Comunistas, o CCC. Não sabia escrever, mas isso era um detalhe.

Depois, quando a ditadura desabava, Frias autorizou valentemente a campanha das Diretas Já, tão enaltecida como nascida da grandeza de Frias ainda hoje por jornalistas de renome como Clóvis Rossi.

Não era fácil se jornalista naqueles dias, especialmente se você tivesse convicções.

Meu pai – Emir Macedo Nogueira – era editorialista da Folha em meados dos anos 60, quando eclodiu uma greve de fome entre os presos políticos em São Paulo.

Frias mandou meu pai escrever um editorial que afirmaria não haver presos políticos, só prisioneiros comuns.

Papai se recusou, e foi tirado da posição. Por que Frias não o mandou embora, às vezes me pergunto. Imagino que sejam duas as explicações: a primeira, papai tinha um talento excepcional. A segunda: uma demissão significaria que Frias levara a perseguição política para o interior da Folha.

Prova de quanto era dura a vida na redação, o editorial acabou sendo escrito por Claudio Abramo, um grande jornalista de esquerda, cheio de amigos entre os presos políticos em greve de fome.

Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos

Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos

Você pode imaginar o sofrimento que foi para Claudio escrever o que escreveu naquele dia.

Quando penso no papel desempenhado pela imprensa no golpe, tenho vergonha de ser jornalista. Mas aí me lembro de como o DCM é diferente de tudo aquilo e sigo adiante, para combater o bom combate.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A imprensa e o golpe de 64

25/10/2013

Mas só os capachos a$$oCIAdos do Instituto Millenium apoiam

EUA espionaram 35 líderes, diz jornal

Revelação é do britânico "Guardian", feita com base em documentos vazados pelo ex-espião Edward Snowden

Nomes dos líderes não foi revelado; acusação ocorre na semana em que Merkel viu indício de ter sido espionada

LEANDRO COLONDE LONDRES

O escândalo envolvendo a espionagem americana contra países aliados ganhou um capítulo ontem que deve agravar ainda mais a crise internacional sobre o caso.

Desta vez, ao menos 35 líderes mundiais foram monitorados pelo serviço de inteligência dos EUA nos últimos anos, segundo o jornal britânico "The Guardian".

A revelação é parte dos documentos vazados por Edward Snowden, que trabalhava como técnico na Agência de Segurança Nacional (NSA).

Segundo o jornal, a NSA passou a fazer essa espionagem em cima de 200 números de telefones fornecidos por um funcionário de outro departamento do governo.

Os contatos dos 35 líderes monitorados estariam nesse banco de dados. A informação é baseada em um documento com data de 27 de outubro de 2006, que o jornal reproduz.

Não se sabe ainda quem são os 35 líderes, mas a informação vem a público em meio à mais recente crise sobre o tema, desta vez envolvendo a Alemanha. Segundo o governo alemão, a própria chanceler Angela Merkel teve seu telefone espionado pelas autoridades dos EUA.

Até agora, os governos de Brasil, França e México haviam sido mencionados como alvo dos americanos.

A presidente Dilma Rousseff, citada nos documentos, assim como a Petrobras, tem cobrado publicamente uma resposta do governo de Barack Obama às acusações de espionagem. Por causa do episódio, ela chegou a adiar uma visita que faria a Washington neste mês.

O documento divulgado ontem pelo "Guardian" mostra que a agência de espionagem dos EUA incentivou outros órgãos, como Pentágono e Casa Branca, a compartilhar os contatos de autoridades disponíveis nos seus bancos de dados.

O relatório menciona a existência de dados de telefones fixos e celulares, fax e contatos residenciais de líderes políticos e militares.

O jornal informa que, diante dos dados que possui, é possível avaliar que o governo americano espionou de maneira rotineira os líderes.

Mas a operação teria tido resultados "pouco" significativos. A Casa Branca não comentou mais essa denúncia.

15/01/2013

Com vocês, o puteiro do Millenium

Filed under: A$$oCIAdos,Instituto Millenium,Putaria Mafiomidiática — Gilmar Crestani @ 9:50 pm

Instituto Millenium reúne só gente que odeia gente, mas ama ver a dita dura!

Saudades de 1964: A nova direita

Por Leandro Fortes, na revista CartaCapital:

Em 1º de março de 2010, uma reunião de milionários em luxuoso hotel de São Paulo foi festejada pela mídia nacional como o início de uma nova etapa na luta da civilização ocidental contra o ateísmo comunista e a subversão dos valores cristãos. Autodenominado 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, o evento teve como anfitriões três dos maiores grupos de mídia nacional: Roberto Civita, dono da Editora Abril, Otávio Frias Filho, da Folha de S.Paulo, e Roberto Irineu Marinho, da Globo.
O evento, que cobrou dos participantes uma taxa de 500 reais, foi uma das primeiras manifestações do Instituto Millenium, organização muito semelhante ao Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), um dos fomentadores do golpe de 1964. Como o Ipes de quase 50 anos atrás, o Millenium funda seus princípios na liberdade dos mercados e no medo do "avanço do comunismo", hoje personificado nos movimentos bolivarianos de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Muitos de seus integrantes atuais engrossaram as marchas da família nos anos 60 e sustentaram a ditadura. Outros tantos, mais jovens, construíram carreiras, principalmente na mídia, e ganharam dinheiro com um discurso tosco de criminalização da esquerda, dos movimentos sociais, de minorias e contra qualquer política social, do Bolsa Família às cotas nas universidades.
Há muitos comediantes no grupo. No seminário de 2010, o "democrata" Arnaldo Jabor arrancou aplausos da plateia ao bradar: "A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo?" Isso, como? A resposta é tão clara como a pergunta: com um golpe. No mesmo evento brilhou Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta. Como se verá ao longo deste texto, há um traço comum entre vários "especialistas" do Millenium: muitos se declaram ex-comunistas, ex-esquerdistas, em uma tentativa de provar que suas afirmações são fruto de uma experiência real e não da mais tacanha origem conservadora. Madureira não foge à regra: "Sou forjado no pior partido político que o Brasil já teve", anunciou o "arrependido", em referência ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o velho Partidão. Após a autoimolação, o piadista atacou, ao se referir ao governo do PT de então: "Eu conheço todos esses caras que estão no poder, eram os caras que não estudavam". Eis o nível.
O símbolo do Millenium é um círculo de sigmas, a letra grega da bandeira integralista, aquela turma no Brasil que apoiou os nazistas. Jabor e Madureira estão perfilados em uma extensa lista de colaboradores no site da entidade, quase todos assíduos freqüentadores das páginas de opinião dos principais jornais e de programas na tevê e no rádio. Montado sob a tutela do suprassumo do pensamento conservador nacional e financiado por grandes empresas, o instituto vende a imagem de um refinado clube do pensamento liberal, uma cidadela contra a barbárie. Mas a crítica primária e o discurso em uníssono de seus integrantes têm pouco a oferecer além de uma narrativa obscura da política, da economia e da cultura nacional. Replica, às vezes com contornos acadêmicos, as mesmas ideias que emanam do carcomido auditório do Clube Militar, espaço de recreação dos oficiais de pijama.
Meio empresa, meio quartel, o Millenium funciona sob uma impressionante estrutura hierárquica comandada e financiada por medalhões da indústria. Baseia-se na disseminação massiva de uma ideia central, o liberalismo econômico ortodoxo, e os conceitos de livre-mercado e propriedade privada. Tudo bem se fosse só isso. No fundo, o discurso liberal esconde um freqüente flerte com o moralismo udenista, o discurso golpista e a desqualificação do debate público. Criado em 2005 com o curioso nome de “Instituto da Realidade”, transformou-se em Millenium em dezembro de 2009 após ser qualificado como Organização Social de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça. Bem a tempo de se integrar de corpo e alma à campanha de José Serra, do PSDB, nas eleições presidenciais de 2010. Em pouco tempo, aparelhado por um batalhão de “especialistas”, virou um bunker antiesquerda e principal irradiador do ódio de classe e do ressentimento eleitoral dedicado até hoje ao ex-presidente Lula.
O batalhão de “especialistas” conta com 180 profissionais de diversas áreas, entre eles, o jornalista José Nêumanne Pinto, o historiador Roberto DaMatta e o economista Rodrigo Constantino, autor do recém-lançado PrivatizeJá. A obra é um libelo privatizante feito sob encomenda para se contrapor ao livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., sobre as privatizações nos governos de Fernando Henrique Cardoso que beneficiaram Serra e seus familiares. E não há um único dos senhores envolvidos com as privatizações dos anos 1990 que hoje não nade em dinheiro.
Os “especialistas” são todos, curiosamente, brancos. Talvez por conta da adesão furiosa da agremiação aos manifestantes anticotas raciais. A tropa é comandada pelo jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja, publicação onde, semanalmente, o Millenium vê seus evangelhos e autos de fé renovados. Alcântara é um dos dois titulares do Conselho Editorial da entidade. O outro é Antonio Carlos Pereira, editorialista de O Estado de S. Paulo.
Alcântara e Pereira não são presenças aleatórias, tampouco foram nomeados por filtros da meritocracia, conceito caríssimo ao instituto. A dupla de jornalistas representa dois dos quatro conglomerados de mídia que formam a bússola ideológica da entidade, a Editora Abril e o Grupo Estado. Os demais são as Organizações Globo e a Rede Brasil Sul (RBS).
O Millenium possui uma direção administrativa formada por dez integrantes, entre os quais destaca-se a diretora-executiva Priscila Barbosa Pereira Pinto. Embora seja a principal executiva de um instituto que tem entre suas maiores bandeiras a defesa da liberdade de imprensa e de expressão – e à livre circulação de ideias Priscila Pinto não se mostrou muito disposta a fornecer informações a CartaCapital. A executiva recusou-se a explicar o formidável organograma que inclui uma enorme gama de empresas e empresários.
Entre os “mantenedores e parceiros”, responsáveis pelo suporte financeiro do instituto, estão empresas como à Gerdau, a Localiza (maior locadora de veículos do País) e a Statoil, companhia norueguesa de petróleo. No “grupo máster” aparece a Suzano, gigante nacional de produção de papel e celulose. No chamado “grupo de apoio” estão a RBS, o Estadão e o Grupo Meio & Mensagem.
Há ainda uma lista de 25 doadores permanentes, entre os quais, se incluem o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho do falecido empresário José Alencar da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula. O organograma do clube da reação possui também uma “câmara de fundadores e curadores” (22 integrantes, entre eles o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o jornalista Pedro Bial), uma “câmara de mantenedores” (14 pessoas) e uma “câmara de instituições” com nove membros. Gente demais para uma simples instituição sem fins lucrativos.
Uma das atividades fundamentais é a cooptação, via concessão de bolsas de estudo no exterior, de jovens jornalistas brasileiros. Esse trabalho não é feito diretamente pelo instituto, mas por um de seus agregados, o Instituto Ling, mantido pelo empresário William Ling, dono da Petropar, gigante do setor de petroquímicos. Endereçado a profissionais com idades entre 24 e 30 anos, o programa “Jornalista de Visão” concede bolsas de mestrado ou especialização em universidades dos Estados Unidos e da Europa a funcionários dos grupos de mídia ligados ao Millenium.
Em 2010, quando o programa se iniciou, cinco jornalistas foram escolhidos, um de cada representante da mídia vinculada ao Millenium: Época (Globo), Veja (Abril), O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Zero Hora (RBS). Em 2011, à exceção de um repórter do jornal A Tarde, da Bahia, o critério de escolha se manteve. Os agraciados foram da Época (2), Estadão (1), Folha (2), Zero Hora (1) e revista Galileu (1), da Editora Globo. Neste ano foram contemplados três jornalistas do Estadão, dois da Folha, um da rádio CBN (Globo), um da Veja, um do jornal O Globo e um da revista Capital Aberto, especializada em mercado de capitais.
Para ser escolhido, segundo as diretrizes apresentadas pelo Instituto Ling, o interessado não deve ser filiado a partidos políticos e demonstrar “capacidade de liderança, independência e espírito crítico”. Os aprovados são apresentados durante um café da manhã na entidade, na primeira semana de agosto, e são obrigados a fazer uma espécie de juramento: prometer trabalhar “pelo fortalecimento da imprensa no Brasil, defendendo os valores de independência, democracia, economia de mercado, Estado de Direito e liberdade”.
O Millenium investe ainda em palestras, lançamentos de livros e debates abertos ao público, quase sempre voltados para assuntos econômicos e para a discussão tão obsessiva quanto inútil sobre liberdade de imprensa e liberdade de expressão. Todo ano, por exemplo, o Millenium promove o “Dia da Liberdade de Impostos” e organiza os debates “Democracia e Liberdade de Expressão”. Entre os astros especialmente convidados para esses eventos estão Marcelo Tas, da Band, e Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, ambos de Veja. Humoristas jornalistas. Ou vice-versa.
O que toda essa gente faz e quanto cada um doa individualmente é mantido em segredo. Apesar da insistência de CartaCapital, a diretora-executiva Priscila Pinto mandou informar, via assessoria de imprensa, que não iria fornecer as informações requisitadas pela reportagem. Limitou-se a enviar nota oficial com um resumo da longa apresentação reproduzida na página eletrônica do Millenium sobre a missão do instituto. Entre eles, listado na rubrica “código de valores”, consta a premissa da transparência, voltada para “possibilidade de fiscalização pela sociedade civil e imprensa”. Valores, como se vê, bem flexíveis.
Josué Gomes e Gerdau também não atenderam aos pedidos de entrevista. O silêncio impede, no caso do primeiro, que se entenda o motivo de ele contribuir com um instituto cuja maioria dos integrantes sistematicamente atacou o governo do qual seu pai não só participou como foi um dos mais firmes defensores. E se ele é contra, por exemplo, a redução dos juros brasileiros a níveis civilizados. O industrial José Alencar passou os oito anos no governo a reclamar das taxas cobradas no Brasil. A turma do Millenium, ao contrário, brada contra o “intervencionismo estatal” na queda de braço entre o Palácio do Planalto e os bancos pela queda nos spreads cobrados dos consumidores finais.
No caso de Gerdau, seria interessante saber se o empresário, integrante da câmara de gestão federal, concorda com a tese de que a tentativa de redução no preço de energia é uma “intervenção descabida” do Estado, tese defendida pelo instituto que ele financia. Gerdau e Josué se perfilam, de forma consciente ou não, ao Movimento Endireita Brasil, defensor de teses esdrúxulas como a de que os militares golpistas de 1964 eram todos de esquerda.
O que há de transparência no Millenium não vem do espírito democrático de seus diretores, mas de uma obrigação legal comum a todas as ONGs certificadas pelo Ministério da Justiça. Essas entidades são obrigadas a disponibilizar ao público os dados administrativos e informações contábeis atualizadas. A direção do instituto se negou a informar à revista os valores pagos individualmente pelos doadores, assim como não quis discriminar o tamanho dos aportes financeiros feitos pelas empresas associadas.
A contabilidade disponível no Ministério da Justiça, contudo, revela a pujança da receita da entidade, uma média de 1 milhão de reais nos últimos dois anos. Em três anos de funcionamento auditados pelo governo (2009, 2010 e 2011), o Millenium deu prejuízos em dois deles.
Em 2009, quando foi certificado pelo Ministério da Justiça, o instituto conseguiu arrecadar 595,2 mil reais, 51% dos quais oriundos de doadores pessoas físicas e os demais 49% de recursos vindos de empresas privadas. Havia então quatro funcionários remunerados, embora a direção do Millenium não revele quem sejam, nem muito menos quanto recebem do instituto. Naquele ano, a entidade fechou as contas com prejuízo de 8,9 mil reais.
Em 2010, graças à adesão maciça de empresários e doadores antipetistas em geral, a arrecadação do Millenium praticamente dobrou. A receita no ano eleitoral foi de 1 milhão de reais, dos quais 65% vieram de doações de empresas privadas. O número de funcionários remunerados quase dobrou, de quatro para sete, e as contas fecharam no azul, com superávit de 153,9 mil reais.
Segundo as informações referentes ao exercício de 2011, a arrecadação do Millenium caiu pouco (951,9 mil reais) e se manteve na mesma relação porcentual de doadores (65% de empresas privadas, 35% de doações de pessoas físicas). O problema foi fechar as contas. No ano passado, a entidade amargou um prejuízo de 76,6 mil reais, mixaria para o volume de recursos reunidos em torno dos patrocinadores e mantenedores. Apenas com verbas publicitárias repassadas pelo governo federal, a turma midiática do Millenium faturou no ano passado 112,7 milhões de reais.
A inspiração
As duas fontes de inspiração do Millenium datam do fim dos anos 1950, início dos 60. Fundado em 1959, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) foi criado por anticomunistas financiados pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, como o primeiro núcleo organizado do golpismo de direita nacional. 0 Ibad serviu de inspiração para a instalação, dois anos depois, do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), responsável pelo aparato midiático e propagandístico que viabilizou o golpe de 1964.
Tanto o Ibad quanto o Ipes serviram, como o Millenium, para organizar um fórum multidisciplinar, com forte financiamento empresarial, calcado no anticomunismo e na ideia de que o Brasil, como o mundo, estava prestes a cair na mão dos subversivos. À época os alvos eram João Goulart, Fidel Castro e Cuba.
Os institutos serviram ainda como central de financiamento, produção e difusão de programas de rádio, televisão e textos reproduzidos em jornais por todo o País. 0 material era anticomunista até a raiz e, como hoje, tinha como objetivo disseminar o medo entre a população e angariar simpatia para os golpistas, anunciados como salvadores da pátria ameaçada pelos ateus e baderneiros socialistas.
Em 1962, a farra de dinheiro em torno do Ibad, sobretudo recursos vindos do exterior, começou a irrigar campanhas eleitorais e obrigou o Congresso Nacional a tomar uma atitude, Um ano depois, uma CPI foi instalada na Câmara dos Deputados para investigar a origem do financiamento. Apesar de boa parte da documentação do instituto ter sido queimada antes da ação policial, ainda assim foi possível constatar um sem-número de doações ilegais captadas pela entidade, principalmente de empresas norte-americanas.
Em 1963, com base nas conclusões da CPI, o presidente João Goulart conseguiu dissolver o Ibad, mas era tarde demais.
Na cola de Jango continuava o Ipes, fincado na zona central do Rio de Janeiro, como o Millenium. Enquanto o Ibad se desfazia, o Ipes, presidido pelo general Golbery do Couto e Silva, conseguiu integrar os movimentos sociais ligados à direita e estendeu seus tentáculos até São Paulo. Golbery agregou à entidade mais de 300 empresas financiadoras, inclusive alguns dos gigantes econômicos da época, como a Refinaria União, a companhia energética Light, a companhia aérea Cruzeiro do Sul e as Listas Telefônicas Brasileiras.
Assim como o Millenium, o Ipes reunia empresários, jornalistas, intelectuais e políticos, principalmente da conservadora UDN. Durante a ditadura, o instituto ficou responsável pela produção de documentários ufanistas. Fechou as portas em 1972, quando os generais da linha-dura decidiram que não precisavam mais de linhas auxiliares para manter o regime de pé.

Postado por Miro

Altamiro Borges: Saudades de 1964: A nova direita

19/12/2012

A$$oCIAção

Filed under: A$$oCIAdos,ENEM,Gráfica Plural,Quad Graphics USA — Gilmar Crestani @ 7:53 am

Lembram da Gráfica Plural, que vazou as provas do ENEM e os palhaços foram incentivados, como fez o grupo RBS, a usarem nariz de palhaço? Pois é, a palhaçada pode ser maior. Hoje, na Folha, a própria diz que a Plural é uma “a$$oCIAção” entre o Grupo Folha e a Quad/Graphics USA. Se esta a$$oCIAção não diz tudo, explica muita coisa, inclusive o boicote, o vazamento e a forma orquestrada contra o ENEM. Muito singular esta associação da Plural, quem USA corre riscos…

Plural compra gráfica offset no Nordeste

DE SÃO PAULO

A Plural Indústria Gráfica, associação entre o Grupo Folha e a Quad/Graphics USA, adquiriu no mês passado a Quad/Graphics Nordeste Indústria Gráfica.

05/11/2012

A$$oCIAdos da SIP, uni-vos!

Filed under: A$$oCIAdos,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,SIP — Gilmar Crestani @ 7:40 am

Em recente convescote realizado em São Paulo, a SIP convocou e os a$$oCIAdos do Instituto Millenium arregaçaram as mangas. Todos contra a Presidenta da Argentina. Para estes grupelhos golpistas, lei só vale em benefício próprio, como aquela que isenta de impostos as empresas de comunicação. Agora, a lei que o Congresso argentino aprovou, e que o judiciário, provocado legitimou, o Executivo não pode, segundo os grupos mafiomidiáticos, cumprir. É bom lembrar que o Grupo Clarín, colega da Folha na SIP, assim como seus congêneres brasileiros, não tiveram nenhum problema com a ditadura. Tiveram uma convivência pacífica e profícua. O problema deles é com a democracia e a tripartição dos poderes.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Cristinoduto

Não bastassem as tensas relações que mantém com a imprensa oposicionista, o governo argentino revela uma face talvez ainda mais grave de sua estratégia antidemocrática e manipuladora.

Segundo dados oficiais, possivelmente subestimados, a administração Cristina Kirchner canalizou, neste ano, cerca de 600 milhões de pesos (mais de R$ 300 milhões) para órgãos alinhados com o governo. Em alguns jornais, os recursos de publicidade oficial cobrem mais de 90% dos custos.

Publicações governistas tiveram, de 2011 a 2012, acréscimos enfáticos nas verbas publicitárias. Uma publicação da cidade de Mendoza conheceu 266% de aumento nesse tipo de receitas, se comparado o primeiro semestre do ano passado com o mesmo período de 2012.

Somente critérios técnicos, como o volume de circulação e o público específico que se pretende atingir, deveriam orientar os governos na escolha dos veículos a serem utilizados para anúncios estatais.

Privilegiando jornais que lhe são favoráveis e diminuindo a publicidade nos órgãos de oposição, o governo Kirchner faz mais do que simplesmente revelar o que já se sabia desde suas primeiras investidas contra o grupo editorial "Clarín".

Não se trata apenas de tentar sufocar setores que criticam o governo. Trata-se, no fundo, de desqualificar toda a imprensa.

Não haveria necessariamente nenhum escândalo se um jornal celebrasse, como fez um diário de Buenos Aires, a volta da petrolífera YPF às mãos do governo com uma primeira página veemente. Mas o fato de esse mesmo jornal duplicar a receita de anúncios governamentais descaracteriza, em tese, o próprio valor de sua opinião.

Assim como a compra de votos de parlamentares é um atentado contra a própria lógica democrática, o "cristinoduto" atinge a imprensa argentina como instituição. Para criticar ou apoiar, a relação entre jornais e governos só se mantém saudável enquanto vale o princípio da máxima distância.

Com 18 jornais em circulação na capital, a Argentina pode, sem dúvida, dispor de uma imprensa múltipla, representativa das mais diversas correntes de opinião.

Nenhuma instituição pluralista e independente da sociedade civil consegue sobreviver, entretanto, se depende de favores, de mesadas e mensalões oferecidos pelo Estado -cujos recursos não pertencem ao governante ocasional, mas a toda a sociedade.

04/07/2012

Un exjefe de seguridad de Uribe acusado de narcotráfico se entrega a EE UU

Filed under: A$$oCIAdos,Álvaro Uribe,Colômbia,Instituto Millenium,Narcotráfico — Gilmar Crestani @ 9:03 am

Durante o governo de Álvaro Uribe, a Colômbia foi considerada pelos a$$oCIAdos  do Instituto Millenium,  em oposição à Venezuela de Hugo Chávez, um modelo a ser seguido. Inclusive porque estava importando dos EUA a tecnologia de combate ao narcotráfico. Dia após dia os fatos teimam por demonstrar  que por trás da venda pelo PIG estava uma bem montada máquina de propaganda financiada pela CIA e, quiçá, pelo narcotráfico. A velha imprensa brasileira se comporta como aqueles velhos bispos moralistas, que depois são pegos cometendo pedofilia. A relação de Carlinhos Cachoeira com a Veja é uma espécie de pedofilia comum nos grupos mafiomidiáticos.

Un exjefe de seguridad de Uribe acusado de narcotráfico se entrega a EE UU

El exgeneral Santoyo es sospechoso de colaborar con el crimen mientras trabajaba en Presidencia

Supuestamente recibió de narcos y paramilitares cinco millones de dólares entre 2000 y 2008

Andrea Peña Bogotá4 JUL 2012 – 02:34 CET20

El exgeneral Santoyo.

El general retirado Mauricio Santoyo Velasco, exjefe de seguridad del expresidente de Colombia Álvaro Uribe (2002- 2010), ha sido arrestado este martes, una semana después de que se conociera el pedido de extradición por narcotráfico que hizo en su contra una corte de Virigina, Estados Unidos.

De acuerdo con un comunicado emitido por la Fiscalía de Virginia se supo que Santoyo, el primer general de la República pedido en extradición en la historia de Colombia, fue trasladado a EE UU este martes después de que él mismo se entregase a las autoridades de la DEA en Bogotá. De inmediato se dispuso un avión para llevarlo al aeropuerto de Dulles, Virginia.

Peter Carr, portavoz de la Fiscalía, aseguró que el expolicía, que acompañó al expresidente Uribe entre 2002 y 2005, se presentará de manera formal ante el juez este jueves 5 de julio para la legalización de su captura, ya que el miércoles 4 -Día de la Independencia- es festivo en Estados Unidos.

Entonces deberá enfrentar un proceso por haber recibido cinco millones de dólares (cuatro millones de euros) a cambio de ayudar a narcotraficantes y paramilitares entre el 2000 y 2008. Supuestamente, el general Santoyo les advertía de policías que los investigaban en Colombia, Inglaterra y Estados Unidos. Todo indica que se habría aliado con “policías corruptos” para ayudar a la mafia, según un informe filtrado a los medios.

El caso de este oficial no ha sido un asunto aislado en Colombia. Es otro de los varios funcionarios del expresidente Uribe que están en líos con la justicia. El de Santoyo es quizá el más grave, pues mientras velaba por la seguridad del jefe de Estado y gracias a su cargo tenía información privilegiada, al parecer recibía sobornos de la Oficina de Envigado (un grupo de sicarios creado en los 80 por Pablo Escobar y que hoy prácticamente está extinguido), y de los paramilitares (que depusieron las armas entre 2003 y 2006).

Todo indica que para la acusación fueron claves los testimonios del narcotraficante Juan Carlos Sierra, alias El Tuso, extraditado en 2008 hacia EE UU, y de un policía colombiano capturado en el mismo país. El general Santoyo, tras conocer la solicitud de extradición en su contra, había dicho en un comunicado la semana pasada que “siempre he estado y estaré a disposición de las autoridades pertinentes para aclarar cualquier sindicación [acusación] que se me haga”.

Como es de prever, si el policía logra negociar con las autoridades estadounidenses y entregar información, éste sería el primer paso para armar un gran rompecabezas del que Colombia conoce poco: los nexos entre la oficialidad y el narcotráfico.

Un exjefe de seguridad de Uribe acusado de narcotráfico se entrega a EE UU | Internacional | EL PAÍS

13/05/2012

CPI do Aroeira

Filed under: A$$oCIAdos,CPI da Veja,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 11:33 pm

 

Enviado por luisnassif, dom, 13/05/2012 – 17:53

Autor: Sergio Saraiva

Marcos Coimbra é um irônico. Brinca conosco em seu artigo “A CPI das Reviravoltas”, faz que não sabe o motivo para que a atual CPI instalada no Congresso – CPI do Cachoeira, mude tanto de nome.

Já teria sido do Acerto de Contas, do Juízo Final e da Cortina de Fumaça.

Coimbra sabe, ainda que não o diga, que ela terá todos os que forem necessários para que não tenha seu verdadeiro nome citado.

CPI da Veja ou CPI do PIG.

Um bicheiro ser preso não traz nenhuma novidade, quando muito seria notícia em página policial. Quantos aqui, neste blog, sabiam que até há pouco tempo a "veneranda" cúpula do jogo do bicho carioca estava presa? Notícia foi ter sido solta por ordem do STF.

Desde o início, as grandes notícias das Operações Las Vegas e Monte Carlo eram os relacionamentos de Demóstenes e Policarpo Jr., leia-se Veja, com Carlinhos Cachoeira. E, obviamente, a estrutura de coerção por eles montada.

Na última década, essa estrutura de coerção foi um dos grandes elementos política brasileira. Foi, na prática, o sustentáculo do pensamento conservador no Brasil.

Logo, capazes de perceber o tamanho das conseqüências que uma CPI sobre isso traria, ou seja, o risco de perda ou significativo abalo do seu poder, os Barões da Imprensa trataram de agir.

No início, ainda muito arrogantes, acreditaram que bastava esconder o assunto. "Nós somos a opinião pública, se não tratarmos do assunto ele não existirá".

Falharam, existe a blogosfera e começa a surgir uma mídia tradicional independente, Carta Capital, Record e Bob Fernandes na Rede TV.  Some-se a isso o fato de que, além do dever profissional, existe, entre os profissionais do jornalismo, um bocado de justos ressentimentos para com o baronato e seus áulicos. Razão para que o assunto fosse repercutido onde espaço de comunicação houvesse para tal.

Tentaram, então, evitar pelo constrangimento a instalação da CPI.

Velada mas ferinamente os artigos que tratavam do "erro do Lula" diziam: "é melhor deixar tudo como está, vai sobrar para todo mundo e vai sobrar mais para os nossos inimigos". Foi deixado até um gancho onde a base aliada poderia dependurar sua desistência de investigar: "Dilma não quer a CPI, ela prejudica um bom momento do governo, só Lula, por motivos pessoais e mesquinhos quer essa CPI".

Não deu. A cada novo vazamento, mais notícias mostravam que o esquema estava centrado no trinômio Cachoeira+Demóstenes+Veja. Um ou outro deputado do baixo clero também está envolvido. Mas, quem liga para baixo clero?

Há o envolvimento da Delta, claro. A Delta era a lavanderia. Aparentemente a operação do esquema está na Delta do Centro-Oeste. O que acabou sendo péssimo para Marconi Perillo, governador de Goiás, flagrado de braguilha aberta. Mas a Delta não atua apenas em Goiás.

O PIG percebeu a possibilidade de melar a coisa toda. Envolvendo o governador do DF e o indefectível Sergio Cabral e seu exibicionismo classe-média e grosseirão. Ocorre que relacionamento indevido, se não criminoso, entre governadores e empreiteiras é uma das doenças venéreas deste país. E estas, podem ser até comentadas com escárnio pelos inimigos, mas guardando sempre o cuidado de nesses comentários não acabar por envolver algum parente. E a Delta tem contratos por todo o Brasil, inclusive em São Paulo. E, se envolve São Paulo não é bom para o PIG.

Não podendo evitar a CPI, tentaram circunscrevê-la. Fica combinado assim, é para investigar Cachoeira+Demóstenes+ a Delta do Perillo e de Agnelo. Cabral fica de troco.

Só que para isso não é necessária uma CPI, bastam as investigações da Policia Federal. Como diria Garrincha, teriam de combinar com os russos. Nossos deputados e senadores podem ser chamados de tudo, principalmente venais, mas tolos não são. Se essa CPI pode ser lhes de valor é exatamente por poder investigar o que a PF não investigará.

Aí tocou o alarme, e eles apertaram o botão de pânico – o Mensalão.

E, para mal dos seus pecados, descobriram que o Mensalão é bananeira que já deu cacho. Assunto velho de 7 anos, dois mandatos atrás. Para se ter uma idéia de como o assunto é velho, na época do Mensalão, o FMI e suas recomendações ainda eram notícias no nosso jornalismo econômico. Alguém realmente acha que o resultado do julgamento do Mensalão vá abalar a República?

A CPI está aí e seguirá seu curso, seja qual for. Mas, malgrado os temores da grande mídia, esta não é ou será a CPI do Cachoeira. O bicheiro não é o assunto.

Colar o Procurador Geral da República na parede é acusar o acusador, mas é só o início. Começa assim, depois é CPI do PIG, quando as vidraças baterão no estilingue.

É isso que o Instituto Millennium quer evitar.

Lembremos que essa organização já se sentiu tão poderosa que havia dispensado o Congresso Nacional e assumido o seu lugar – "nós somos a oposição". Já se achou tão poderosa que colocava faca no pescoço de juiz do Supremo e, através de pessoa interposta, chamava o Presidente da República às falas. Exerceu seu poder como uma déspota ensandecida.

Não nos enganemos, é de poder, da troca de poder ou do seu re-equilíbrio que essa CPI está tratando.

Poderia até ser chamada de CPI do Aroeira, inspirada nos versos de Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”.

CPI do Aroeira | Brasilianas.Org

12/04/2012

A mídia que torce pela morte de Chávez

Acompanhar o noticiário dos jornalões brasileiros e latinoamericanos sobre a Venezuela e em especial a doença do Presidente Hugo Chávez acaba se tornando um exercício sobre a mídia. Serve para o mundo acadêmico elaborar teses que ajudariam aos futuros profissionais de imprensa a refletir o conceito de parcialidade e imparcialidade.

Cerca de 19 milhões de eleitores poderão votar para Presidente no próximo dia 7 de outubro. O "poderão" fica condicionado a vontade de cada um, porque o voto por lá não é obrigatório. Neste momento, em plena pré-campanha, as atenções se voltam para o tratamento que o Presidente Chávez está se submetendo em Cuba.

Até bem pouco tempo, o noticiário da doença vinha de Miami através de fontes como Roger Noriega, um funcionário do Departamento de Estado norte-americano que há um ano prevê a morte do líder da Revolução Bolivariana, que estará se submetendo a décima sétima eleição desde que foi escolhido presidente em 1998.

De algumas semanas para cá, o Brasil substituiu Miami, cujo filme está queimado. As agências de notícias geralmente começam os informes assinalando que "segundo o jornal brasileiro O Globo" e também "segundo o jornalista brasileiro Merval Pereira". O complemento tem sido sempre a indução da notícia segundo a qual Chávez está muito mal com metástese e pode não resistir a campanha eleitoral.

De vez em quando surge como "informante" o jornalista Nelson Bocaranda, muito familiarizado entre grupos anticastristas de Miami, para dizer que Chavez vai fazer isso e aquilo, mas poucas previsões se confirmam.

No último comentário de Merval Pereira, com base em Bocaranda, o leitor fica na prática com a certeza de que Chávez está nas últimas. O jornalista tinha anunciado também que o Presidente venezuelano viria para o Brasil continuar o tratamento contra o câncer no hospital Sírio-Libanês de São Paulo, fato desmentido menos de 24 horas depois da revelação de Merval Pereira, que de quebra ainda "informou" que o tratamento em Cuba foi mal feito etc e tal.

Há informações nos bastidores que o jornalista brasileiro está inserido em um esquema internacional que visa exatamente induzir os leitores dos mais variados quadrantes a acreditar que não adianta votar em Chávez porque ele está nas últimas.

A direita internacional, capitaneada pelo Departamento de Estado norte-americano sabe perfeitamente que o seu candidato, Capriles Radowsky, não tem condição de reverter o quadro de vitória de Chávez e que a estratégia que lhe resta é exatamente a que está sendo colocada em prática e vem sendo executada com a ajuda de Merval Pereira, o jornalista que na prática virou um setorista da doença de Chávez, só que com base em informações distorcidas.

De um modo geral o noticiário demonstra claramente a vontade do jornalista de que Chávez morra o mais rápido possível. Não se está fazendo jornalismo, mas sim uma estratégia que se põe a serviço de uma causa, exatamente a de impedir a continuidade de um processo de transformação em curso na Venezuela e com reflexos em toda a América Latina.

É preciso deixar claro o seguinte: a eleição na Venezuela é fundamental para o atual momento latinoamericano. Uma vitória consagradora de Chávez, como até agora indicam as pesquisas,  representará o avanço no processo de transformação em todo o continente. Já uma vitória do esquema Capriles Radowsky & Departamento de Estado norte-americano significaria um retrocesso

A direita venezuelana mudou de estratégia e procura apresentar Capriles Radowsky não mais como o extremista que sempre foi, inclusive militante do grupo de direita católico Tradição, Família e Propriedade (TFP), apoiador incondicional da frustrada tentativa de golpe de abril de 2002, incluisive com participação direta no cerco à embaixada cubana em Caracas.

Na tentativa de mudança de imagem, como se sabe, dois marqueteiros do governador Sergio Cabral foram contratados para cuidar da imagem de Capriles,  apresentado agora como seguidor de Luis Inácio Lula da Silva, que restabelecido da doença deverá participar, em Caracas, em julho, da reunião do Fórum de São  Paulo, o organismo político que reúne os partidos de esquerda da América Latina. Lula deverá confirmar seu apoio a Chávez. 

Este sinteticamente é o quadro atual da pré-campanha eleitoral venezuelana. Não será nenhuma supresa se figuras como Fernando Henrique Cadoso e outros políticos do gênereo forem acionados pelos marqueteiros de Radowsky, sobretujdo depois da declaração de apoio de Lula a Chávez. Não será nenuma supresa também que qualquer dia destes o candidato da direita apareça no Brasil, quem sabe a convite do Instituto Millenium.

O ex-presidente brasileiro (FHC) esteve recentemente em Caracas participando, juntamente com o ex-premier espanhol Felipe González e o ex-presidernte chileno Ricardo Lagos de debate sobre os rumos da economia mundial. Os três mencionados são responsáveis em seus países por modelos econômicos que – para ser mais suave – deixaram a desejar.

González, socialista, não se diferenciou em seu governo em termos concretos dos partidos defensores de estatégias neoliberais, como o  direitista Partido Popular, de José Maria Aznár e do atual chefe do governo espanhol Mariano Rajoy. Lagos, no Chile, levou adiante o esquema da chamada Concertación, que não conseguiu mudar a política neoliberal inicada pelo ditador Augusto Pinochet.

Depos de esgotado o modelo da Concertación, o Chile hoje está às voltas com Sebastián Piñera, o presidente que também não se difere muito do esquema anterior, mas com o agravante de ter ressucitado companheiros de Pinochet e de ter servido ao ditador.

Fernando Henrique Cardoso é conhecido por estas bandas como defensor do Estado mínimo, embora em seus artigos dominicais nos jornalões tente induzir os leitores a pensar ser ele um político moderno.

E, para finalizar, aqui no Brasil seguem os reflexos da manifestação realizada no último dia 29 em frente ao Clube Militar. Nos sites de seguidores do ideário da época da Guerra Fria, um deles o coronel Brilhante Ulstra, militares da reserva, utilizando-se da mesma estratégia dos serviços de inteligência da ditadura, estão apresentando as imagens de jovens considerados por eles como  responsáveis pela manifestação com fotos e os ameaçando de processo pelo "crime" de se exprimirem contra quem comemorava o golpe de 1 de abril de 64.

Ah, sim: um dos palestrantes no Clube Militar foi  o jornalista Aristóteles Drumond, citado na página 229 do livro de René Dreifuss "A Internacional Capitalista – Estratégia e Táticas do Empresariado transnacional 1981-1986" como responsável por levar ao Chile dinheiro e armas para o grupo extremista Patria y Libertad, que conspirava contra o governo de Salvador Allende.

Este é o nível dos que comemoravam no Clube Militar o golpe contra Jango.

Mário Augusto JakobskindÉ correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes – Fantástico/IBOPE

A mídia que torce pela morte de Chávez | Direto da Redação – 10 anos

28/12/2011

O papel fundamental da mídia no pré-privataria

Filed under: A$$oCIAdos,Aloisio Biondi,PIG,Privataria Tucana,Privatas do Caribe — Gilmar Crestani @ 9:20 am

por Luiz Carlos Azenha

Para entender os crimes já desvendados cometidos durante a privatização no Brasil — sem contar os que ainda serão desvendados, durante a CPI das Propinas da Privataria Tucana, ou CPI das PPT — é importante ler o combo.

O combo:

O livro seminal de Aloysio Biondi já é difundido em PDF, pela Fundação Perseu Abramo.  Tem o volume dois, aqui.

Vamos reproduzir a íntegra, para permitir comentários dos internautas.

Na segunda parte, Biondi cita pela primeira vez, sem entrar em detalhes, o papel fundamental que a mídia desempenhou em “preparar” a opinião pública para a privataria.

A PRIMEIRA PARTE ESTÁ AQUI

SEGUNDA PARTE

Na surdina, governo garantiu tarifas altas

Houve uma intensa campanha contra as estatais nos meios de comunicação, verdadeira “lavagem cerebral” da população para facilitar as privatizações. Entre os principais argumentos, apareceu sempre a promessa de que elas trariam preços mais baixos para o consumidor, “graças à maior eficiência das empresas privadas”.

A promessa era pura enganação. No caso dos serviços telefônicos e de energia elétrica, o projeto de governo sempre foi fazer exatamente o contrário, por baixo do pano, ou na surdina.

Como assim? Antes de mais nada, é preciso relembrar um detalhe importante: antes das privatizações, o governo já havia começado a aumentar as tarifas alucinadamente, para assim garantir imensos lucros no futuro aos “compradores” – e sem que eles tivessem de enfrentar o risco de protestos e indignação do consumidor. Para as telefônicas, reajustes de até 500% a partir de novembro de 1995 e, para as fornecedoras de energia elétrica, aumentos de 150% – ou ainda maiores para as famílias de trabalhadores que ganham menos, vítimas de mudanças na política de cobrança de tarifas menores (por quilowatt gasto) nas contas de consumo mais baixo. Tudo isso aconteceu como “preparativo” para as privatizações, antes dos leilões.

Mas o importante, que sempre foi escondido da população, é que, em lugar de assinar contratos que obrigassem a Light e outros “compradores” a reduzir gradualmente as tarifas – como foi obrigatório em outros países –, o governo garantiu que eles teriam direito, no mínimo, a aumentar as tarifas todos os anos, de acordo com a inflação. Isto é, o governo fez exatamente o contrário do que jornais, revistas e TVs diziam ao povo brasileiro, que acreditou em suas mentiras o tempo todo.

Além dessa garantia de reajustes anuais de acordo com a inflação, os “compradores” das empresas de energia podem também aumentar preços se houver algum “imprevisto” – como é o caso da maxidesvalorização do real ocorrida no começo de 1999…

E os preços cobrados pelas “compradoras” das telefônicas? Para elas, apesar dos mega-aumentos ocorridos antes da privatização, a obrigatoriedade de reduzir as tarifas dos serviços locais – os mais usados pela população, sobretudo pelo “povão” – somente começa a partir do ano… 2001. Ou seja, o governo, na surdina, combinou que as tarifas não deveriam cair em 1998, 1999 e 2000. E tem mais: para esses mesmos serviços locais, a queda máxima “combinada” é de 4,9% no total.

Quando? Até 2005. Sete anos depois da privatização, o consumidor só terá 4,9% de redução acumulada.

Bem ao contrário do que o governo e os meios de comunicação afirmaram.

PS do Viomundo: A Geração Editorial informa o placar do Privataria Tucana: 130 mil livros impressos!

Biondi: O papel fundamental da mídia no pré-privataria | Viomundo – O que você não vê na mídia

24/12/2011

A desconstrução, à moda da imprensa

Filed under: A$$oCIAdos,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,PIG,SIP — Gilmar Crestani @ 7:33 am

Leiam e vejam se não é o mesmo que fazem por aqui em ralação a Lula. O PIG nacional não se difere do argentino, até porque são frutos do mesmo estrume, ditaduras! Também não é mera coincidência pertencerem à SIP, avó do Instituto Millenium.

O livro do Amaury Ribeiro Jr, que está sendo vendido como obra revelação das roubalheira do tucanato, é, para mim, muito mais importante pelo que revela do comportamento da imprensa nacional. Amaury, que transitou pelas redações de todos os chamados grandes, fala de cátedra. Está lá com todas as letras que trabalhava para um jornal que abraçava e defendia a “causa” Aécio Neves, como Ricúpero às mentiras para eleger FHC. O grupo que une Correio Braziliense e Estado de Minas estava (estava?) incondicionalmente ao lado de Aécio Neves. Por quê? Por que, segundo entendia o Grupo Diários Associados, que já foi de Chatô, a Folha de São Paulo e o Estadão estavam ao lado de Serra. O início do livro conta esta belíssima página da independência e isenção do jornalismo tupiniquim. As falcatruas do PSDB quando no governo, era sabido até pela rãs do lago Paranoá. As relações promíscuas da imprensa não aparecem simplesmente porque a imprensa não fala de si mesma se não for bajulação. Ou num caso estremo como este da disputa pelos cadáveres do PDSB: Aécio, o Bêbado; Serra, o ator da Bolinha de Papel.

La “Gran Cristina”

Por Luis Bruschtein

Aunque el culto a la personalidad tuvo su expresión explícita y elaborada en el estalinismo, se supone que la construcción de la figura del caudillo populista también se basa en gran medida en este mecanismo esencialmente comunicacional que fue practicado con tanto esmero por el extinto dictador soviético.

Desde publicaciones opositoras se explica de esa manera el gobierno de Cristina Kirchner como un populismo conservador asentado en el unicato autoritario de un caudillo, que en este caso es una mujer que promueve el culto a su personalidad.

Desde esa verdad, que suponen axiomática, existe el afán casi ingenuo por tratar de contrarrestar lo que consideran la poderosa construcción de un relato kirchnerista. Frente a ese relato que, desde la mirada del periodismo dizque independiente, exagera y agranda todo lo relacionado con la Gran Cristina, se trata de elaborar otro relato, que no se llame relato porque ese término ya lo mansilló la mini Cristina, pero formulado, ese sí, por profesionales del relato, o sea lingüistas y escritores.

Este no relato o relato vergonzante o “descripción científica del fenómeno” buscaría demostrar que todo lo que hace esta mini Cristina es pequeño y engañoso: dice a, pero hace menos a. Habría siempre una gran mentira que esconde una realidad oscura que estos científicos tratan de develar ante la opinión pública y para la historia, y que en el mejor de los casos, el relato de la Gran Cristina oculta a una verdadera mini Cristina y es nada más que un hilván de burradas y mezquindades.

En este juego semántico, relato sería todo lo que hable bien de medidas del Gobierno, ya sea la negociación de la deuda, la Asignación Universal por Hijo, la reestatización de las jubilaciones o los juicios y la cárcel a los que violaron derechos humanos. Aunque no lo terminan de explicar bien, para ellos todo eso es ficción: un relato. En cambio, el no relato es lo verdadero, lo científico. Todo lo que demuestre que las medidas mencionadas más arriba, y en general todas las que tomó el Gobierno, son muy chiquitas en términos absolutos y mucho más si se las compara con las medidas que no tomó, eso es lo verdadero. El verdadero relato hoy está lamentablemente oculto, según ellos, detrás de una cortina de ignorancia y demagogia.

Cuando se habla del culto a la personalidad, lo real es que ninguna publicación de las calificadas como oficialistas por los medios opositores ha hecho seguidillas de tapas sobre la presidenta Cristina ni grandes notas de exaltación. La revista Noticias, en cambio, muy opositora, le acaba de dedicar tres números con sus tapas a Cristina Kirchner. Se supone que lo hace para minimizar, pero en realidad termina contribuyendo más que ninguna otra a ese culto a la personalidad. Algo debe tener para que le dediquen las notas principales de tres números seguidos del semanario, aunque los tres hayan significado un gran esfuerzo intelectual para tratar de demostrar la pequeñez de la mini Cristina. Tanto hablar de la mini Cristina convoca la sospecha de que puede haber una Gran Cristina.

El lenguaje de la política es el que describe mejor a la política porque expone al que se está describiendo pero también al que describe. Los otros lenguajes, el supuestamente científico, el engañosamente eticista, o cualquier otro, son tangenciales. Por lo general son muy parciales y se usan para ocultar detrás de una construcción técnico-científica-profesional el trasfondo político del que la está utilizando.

Si un intelectual es peronista, habla a los demás en representación de ese universo. Si es antiperonista sucede lo mismo: su universo de representación no es toda la sociedad, por más que se quiera maquillar con cinco doctorados en sociología o filosofía o cualquier otro conocimiento.

Hay un dicho famoso que se le atribuye al Mono Gatica: “Yo nunca me metí en política, siempre fui peronista”. Es un mecanismo de naturalización que se podía producir en alguien de origen muy popular. Algunos intelectuales de clase media y alta lo dirían al revés: “Yo nunca me metí en política, soy antiperonista”. Aquí, lo que está naturalizado como algo que iría junto con el saber y la ciencia sería el antiperonismo y también el antikirchnerismo.

Cuando un historiador antiperonista, por ejemplo, busca en la historia, está en desventaja porque cree que su antiperonismo es nada más que buenos modales. Sin embargo, todas las lecturas que haga estarán atravesadas por esos “buenos modales” y serán también interesadas y parciales (militantes) aunque trate de demostrar su universalismo con discursos científicos elegantes.

Cada quien podrá pensar si se trata de la Gran Cristina o de la mini Cristina, o la graduación que se le quiera aplicar, lo que nadie podrá negar es el gran debate que se abrió en este escenario. Una de las consecuencias principales de ese gran debate es que ya nadie cree en esos espacios que en forma equívoca se quiere definir como “neutrales”. Y no es una polarización –que además se ha dado–, sino el sinceramiento de algo que trataba de taparse.

En ese sentido, fue reveladora la encuesta de Ibarómetro entre periodistas, en la que apenas el 0,4 por ciento se animó a definir como “independiente” su actividad. Aquí la idea de “independiente” estaba enfocada de manera similar a como hacía el Mono Gatica con su peronismo. Esa idea de independencia no es sinónimo ni equivalente de lo profesional y siempre es bueno que un periodista tenga un concepto y tome partido sobre lo que escribe.

El “no relato” se queja de la obsecuencia del “relato” y se esfuerza por encontrar siempre una explicación conspirativa en todo lo que haga el kirchnerismo, al que pone en tela de juicio en forma permanente, como si fuera el único actor en escena. Se ofende, por ejemplo, si el Gobierno se apresura para aprobar antes de fin de año doce leyes, la mayoría de ellas muy importantes.

Pero no dice nada acerca de que esas leyes estuvieron cajoneadas durante un año y medio por la oposición. Si las tuvo un año y medio frenadas, es lógico que se apure después a aprobarlas. No es lo mejor en ninguno de los dos casos. Pero para frenar esos proyectos de ley, la oposición paralizó durante dos años toda la actividad parlamentaria, o sea: anuló el Congreso. Si la oposición hubiera tenido una mayoría real como para frenar unas y aprobar otras y acordar otras, habría sido más legítimo que paralizar todo sobre la base de una mayoría artificial.

El “no relato” se alarma por la fuerza del relato kirchnerista y denuncia el monopolio estatal de medios. Considera a todos los medios que no tienen sus mismos planteos como parte de ese monopolio. Si tuviera razón, aun incluyendo a todos ellos no alcanzan a tener ni la centésima parte de la potencia de los grandes medios que en forma corporativa coinciden en respaldar a ese no relato artificial.

El “no relato” minimiza la ley de medios que democratiza una actividad central en las sociedades modernas, diciendo que es parte de una pelea del Gobierno con un monopolio mediático. Y explica con ese mismo argumento la nueva ley para regular la producción, comercialización y distribución del papel para diarios: es una pelea con Clarín. Todas las acciones que tomó este gobierno, y que no se animó a realizar ninguno de los anteriores, son explicadas con motivos minimalistas, algunos verdaderamente estúpidos.

Se supone que hacen eso para desmitificar la acción que despliega el Gobierno. Pero de esta forma describen a un minigobierno que, por minimotivos, realiza cosas que otros grandes personajes ni se animaron a realizar teniendo grandes motivos. Los simpatizantes de estos grandes pero improductivos personajes ahora están adscriptos a ese “no relato” y votan en contra de todo lo que dijeron alguna vez que iban a hacer y nunca hicieron, como la Ley de Tierras o la de papel para diarios. El “no relato” pareciera entonces una forma de expresarse elegida por los que no hacen. O sea, los que no hacen o no han hecho, eligen como forma de expresarse el “no relato”, que es negar lo que hace el otro, porque al mismo tiempo no soportan que haya otro que sí haga las cosas.

Página/12 :: El país :: La “Gran Cristina”

17/12/2011

Folha ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana

Filed under: A$$oCIAdos,Ditabranda,FSP,PIG,Privataria Tucana,Privatas do Caribe — Gilmar Crestani @ 8:51 pm

Este é o caso mais emblemático que já surgiu sobre a transformação dos maiores meios de comunicação do país em um partido político dissimulado do qual o jornalismo passa longe. Leia com atenção, porque este post contém a prova final de que não se deve dar o menor crédito ao “jornalismo” que veículos como o jornal Folha de São Paulo dizem fazer.

Ao fim da tarde da última quinta-feira (15/12), recebi e-mail de uma fonte que, por sua vez, recebeu de alguém que trabalha na redação da Folha cópia da “crítica interna” diária que os ombudsmans do jornal fazem circular há anos entre seus jornalistas. É uma bomba.

Antes de prosseguir, vale explicar que a “crítica interna diária” dos ombudsmans da Folha era publicada abertamente na internet até abril de 2008. A razão de o jornal ter decidido torná-las “secretas”, ou seja, só para consumo de sua redação, foi uma dessas críticas que o ex-ombudsman Mario Magalhães fizera.

Magalhães, como no texto da atual ombudsman, Suzana Singer, que vazou na quinta-feira, acusou o jornal de partidarismo contra o PT. Aliás, a maioria dos ombudsmans fez essa crítica, ainda que com menos intensidade.

Contrariado com a crítica de Magalhães, o jornal optou por não mais publicar a crítica diária na internet afirmando que seus inimigos políticos – um jornal que atua como partido político, é claro que tem inimigos políticos – estariam usando as críticas do ombudsman para atacar. Contrariado, o jornalista pediu demissão do cargo.

Lamentavelmente, soube que a Folha descobriu quem foi, em sua redação, que, no melhor estilo Wikileaks, vazou ontem a crítica interna arrasadora da atual ombudsman. Não é preciso pensar muito para concluir o que acontecerá com esse profissional.

Todavia, é preciso que as pessoas entendam o poder de propagação da internet. Caiu na rede, se espalha como fogo em mato seco. Quem não quer grande divulgação de alguma coisa, que não ponha na rede. O que não dá é para um blogueiro publicar alguma coisa que alguém lhe passa e depois retirar.

Seja como for, vamos rever o que foi que Suzana Singer escreveu e que, ao vazar, deixou a direção do jornal tão furiosa. Abaixo, a crítica interna da ombudsman divulgada na redação da Folha na última quinta-feira, 15 de dezembro.

—–

15 de dezembro de 2011

Crítica interna

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

—–

Mesmo que você seja um leitor de direita, adesista à mídia, reconheça que a ombudsman referendou, uma por uma, as teses da blogosfera progressista. Não só quanto ao viés tucano do jornal como, também, quanto ao poder de difusão da blogosfera.

Chega a ser ridículo a ombudsman ter que avisar ao jornal sobre esse poder. O fato, porém, é que veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão, entre outros, parecem acreditar que o que não publicam, não aconteceu. Um dia pode ter sido assim, mas hoje em dia, com a internet, já era. A internet ajudou a derrubar ditaduras sangrentas no Oriente Médio. Não tem, portanto, qualquer dificuldade em fazer circular denúncias de maracutaias de jornais.

Diante de crítica tão arrasadora de sua ombudsman, porém, o que é que fez a Folha? Aprofundou o partidarismo e a omissão e em sua edição desta sexta-feira só publicou uma coisa sobre a privataria tucana, a nota que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou ontem se queixando do livro que desnuda o saque que seu governo praticou.

Vale registrar que os tucanos e a mídia, de mãos dadas e em uníssono, desqualificam o livro de Amaury Ribeiro, autor de “Privataria”, porque ele foi indiciado pela Polícia Federal , apesar de ter sido um indiciamento político feito para atender aos interesses eleitorais do PSDB ano passado, pois está sendo investigado por tucanos e mídia terem dito que trechos de seu livro seriam um “dossiê” contra José Serra, o que a publicação do livro, quinta-feira passada, desmente.

Mas se o fato de Amaury estar indiciado o desqualifica como cidadão e jornalista, então os indiciamentos e condenações de familiares de Serra e os processos a que o tucano responde não o desqualificam, também? Ou essa lógica só funciona para os adversários do PSDB e das empresas de comunicação que a ombudsman chama de “PIG”?

Folha ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana | Blog da Cidadania

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