Ficha Corrida

13/07/2015

Para os assoCIAdos do Instituto Millenium, um político vale quanto paga

Nossa velha mídia é milhares de vezes mais corrupta do que o político mais corrupto. Sabe por quê? Porque quem corrompe o político é a mídia.  Hoje, quando se lê um a reportagem, a primeira pergunta que deve ser feita é: quanto custou ou este não pagou o preço cobrado. Se pagou, só elogios. Não pagou, pau nele. Por isso que se diz que pau que dá em PT não dá em PSDB. E nisso não está só a imprensa, mas também o Poder Judiciário.

kassab

Para quem ainda tinha dúvidas a respeito de quem são os verdadeiros bandidos está ai mais uma prova. E não é o vendido, mas o comprador. É tal de Lei Rubens Ricúpero, forjada na Rede Globo e divulgada por Carlos Monforte, é regra entre os assoCIAdos do Instituto Millenium.

Como já dizia o velho Hélio Fernandes na moribunda Tribuna da Imprensa, no Brasil pratica-se um jornalismo celular pré-pago. Se você paga, tem crédito. Se não paga, descrédito. A mídia e seus donos são muito mais perniciosos que uma quadrilha só de Fernandinhos Beira-Mar. Pelo menos Beira-Mar entregava o que prometida. A mídia só entrega depois de pago.

Na Rede Globo a entrega de estatueta equivale ao beijo de mafioso. É código de identificação. Não faz muito foi descoberto que o Governo do Geraldo Alckmin pagava R$ 70,00 reais para um tal de Fernando Gouveia jogar a culpa de tudo no PT. Bonito né. Esse é o pessoal que quer ganhar no tapetão para continuarem fazendo a mesma merda de FHC. E, pelo que pagam aos grupos mafiomidiáticos, deveriam estar melhores no IPOBE. Este é o segredo de sucesso dos golpistas.

No RS, neste momento, Farid Germano ganhou em cala-boca na TVE e é só elogios ao governo Sartori. A sabujice a cara de pau não tem limites. Em nenhum outro lugar se encontra mais vendáveis do que entre jornalixos. É por isso que estou com o Barão de Itararé e não abro: o homem que se vende sempre recebe mais do que vale!

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista

seg, 13/07/2015 – 17:17

Da Carta Capital

A Rádio Jovem Pan, emissora paulista que produz conteúdo jornalístico e esportivo, veiculou propagandas estatais “disfarçadas” de conteúdo em sua programação durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). É o que afirma reportagem de capa da revista Piauí deste mês. Segundo a publicação, durante a gestão de Kassab (PSD), atual ministro das Cidades, os repórteres da rádio recebiam até 10 mil reais extras por reportagens que enaltecessem programas ou ações da prefeitura.

“Na gestão de Gilberto Kassab, do PSD, a prefeitura costumava pagar cachê aos repórteres da [Jovem] Pan por esse tipo de serviço, e um jornalista poderia receber até 10 mil reais extras fazendo uma reportagem pautada pelos marqueteiros da prefeitura”, informa a edição de julho da Piauí.

De acordo com a revista, propagandas de empresas ligadas ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), como Metrô e Sabesp, aparecem na programação em formato de “publieditorial” sem a devida identificação. Nesses casos, o ouvinte não é informado de que se trata de publicidade e não de jornalismo. Neste ano, o Metrô investiu 235 mil reais na Jovem Pan. Em 2014, esse valor chegou a um milhão de reais.

A reportagem de Piauí é centrada na guinada ideológica da Jovem Pan, ao longo dos últimos meses. Segundo a publicação, a emissora optou por um discurso conservador na tentativa de recuperar a audiência, visando o eleitorado antipetista. Desde novembro de 2014, o Jornal da Manhã, um dos principais programas da rádio, conta com comentários da jornalista Rachel Sheherazade. Quem também tem um programa na emissora é Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo.

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista | GGN

01/05/2015

Beto Richa, o filho da mãe

Filed under: BANDidos,Beto Richa,Má educação,PSDB,Violência — Gilmar Crestani @ 7:42 am
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Quando foi criado, o PSDB fazia marketing dizendo possuir os melhores quadros. No RS, por exemplo, um quadro da RBS, Yeda Crusius, estava pendurado na UFRGS. No Paraná, os quadros possuem poder hereditário, de Richa para Richa. Em São Paulo, os melhores quadros pintaram, por mais de 20 anos, um quadro estarrecedor, de onde saem gritos, PCC, epidemia de dengue, cobras e lagartos. O quadro da Paraíba, Cassio Cunha Lima, já foi enquadrado, e viu o sol nascer quadrado.

O tratamento do PSDB aos movimentos sociais é na base da porrada. Foi assim na Favela Pinheirinhos, na greve dos professores no RS com a ré da Operação Rodin, Yeda Crusius, em São Paulo, com Geraldo Alckmin.

A bem da verdade a violência praticada pelo PSDB tem a chancela dos grandes grupos mafiomidiáticos. A greve dos professores em São Paulo, para a Rede Globo, por exemplo, não existe. Enquanto cobre ao vivo a marcha de 20 zumbis pedido a volta da ditadura militar, silencia a respeito de 150 mil professores que fecham a Paulista em greve. A RBS fazia o mesmo em relação a Yeda Crusius, quando os CPERGS estava em greve.

A relação do PSDB com os grandes sonegadores, Globo & RBS, fica ainda mais emblemática se sabe das relações pessoais, como a do Jorge Pozzobom com os Sirotsky.

Yeda foi conduzida ao governo do Estado à cabresto pela RBS. A manada de bovinos segue a égua madrinha dos gaúchos. A simbiose não revelava quem era mecenas de quem. O fato é que se locupletaram. Quando os comandados do Cel Mendes assassinavam, a RBS jogava a culpa na vítima. E a Yeda promovia o facínora a esta excrescência chamada Justiça Militar. Imagine, um assassino da Brigada sendo julgado pelo Cel. Mendes. Bem comparado, seria a própria máfia julgar Al Capone…

Amir Gabriel pintou um quadro dantesco, o Massacre do Eldorado do Carajás. Poucos artistas foram tão longe. O uso do sangue é uma contribuição dos quadros tucanos.

Em relação à educação bastaria citar o famigerado PDV que expulsou das Universidades Públicas os melhores quadros. Como todo Macunaíma, o autor do PDV, FHC, se aposentou com 42 anos. Seu Ministro da Previdência de então, Reinold Stephanes, idem. Se aposentaram e aí partiram para a mudança de regras na aposentadoria dos servidores públicos. É da lavra do mascote da marcha dos zumbis a antológica, e auto referente frase, chamando “aposentado é vagabundo”.  Isso mesmo, exatamente quando ele e alguns de seus ministros já estavam aposentados antes dos 50 anos de idade.

No caso do Paraná, Fernando Francischini atiçou seus pitbulls até no cinegrafista da Band. A Band, termo caro a BANDidagem, não fez escândalo porque era só um funcionário. Como disse o Boechat a respeito do episódio, num concurso de cérebros, Beto Richa perderia para o pitbull. Deve ser por isso que foi eleito governador daquele Estado.

Veja no vídeo Beto Richa comemorando com aSSeSSores a violência da polícia do Francischini contra os professores de seu estado:

Veja-se o caso emblemático do Calígula das Araucárias. Beto Richa cortou, como publicou o Último Segundo, a pensão de ex-governadores mas manteve as pensões de sua mãe. A Folha de São Paulo denunciou que a mãe dele tem união estável para não perder duas, isso mesmo, DUAS pensões.

É não ou não é um filho da mãe!

Pimentel adota modelo anti-Richa na educação

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Enquanto o governador paranaense Beto Richa colocou a PM para trucidar professores, numa quarta-feira que envergonhou o País, o mineiro Fernando Pimentel, que herdou uma grave crise na educação, decidiu dialogar; depois de criar um canal confiável de comunicação com os professores, assumiu compromissos como o pagamento do piso nacional da categoria até 2018 (sim, a Minas do choque de gestão paga um dos menores salários do País), abonos que serão concedidos já a partir deste mês, fortalecimento do fórum de diretores escolares, antecipação da promoção por escolaridade e quinquênios; "professor não pode ser caso de polícia", tem dito Pimentel

30 de Abril de 2015 às 20:15

Minas 247 – As cenas da quarta-feira sangrenta de Curitiba, que deixou mais de 200 feridos, quando professores foram alvo de um massacre promovido pela Polícia Militar do governo Beto Richa, criaram uma onda de indignação pelo País e serviram também para realçar o contraste com outras administrações. Um exemplo é o de Minas Gerais, onde o governador Fernando Pimentel abriu um canal consistente de diálogo com os professores, que já gerou benefícios concretos para os profissionais da educação.

O governo de Minas Gerais estabeleceu um abono salarial aos professores do Estado e garantiu que pagará o piso nacional até o fim do mandato, em 2018 – sim, embora muitos não saibam, a Minas Gerais do "choque de gestão" paga aos professores da rede estadual um dos menores salários do País.

Numa das reuniões recentes, o secretário adjunto de Planejamento e Gestão, Wieland Silberschneider, garantiu às entidades sindicais que o Estado irá reajustar o piso ano a ano até atingir R$ 1.917,78, valor estabelecido nacionalmente. Hoje o vencimento básico é de R$ 1.455. A medida foi elogiada pela presidente da Associação de Diretores das Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg), Ana Maria Belo de Abreu. Segundo ela, a decisão manifesta a vontade do atual governo de pagar o piso nacional.

Pimentel assumiu, em janeiro, um estado com sérias dificuldades financeiras, depois de 12 anos de gestão do PSDB. O déficit público previsto para este ano é de R$ 7,2 bilhões. No entanto, em vez de recorrer à polícia, Pimentel optou por chamar os professores para conversar.

Mesa de diálogo

Desde sua posse, Pimentel e sua equipe abriram uma mesa de diálogo permanente para ouvir reivindicações e sugestões não só de servidores públicos, mas também de diversos movimentos populares – algo inédito na história do Estado.

A mesa conseguiu construir um canal confiável de comunicação permanente com os professores da rede estadual. Depois das conversas, o Estado consolidou uma proposta que contempla reivindicações antigas. Entre as medidas, destacam-se o pagamento do piso nacional da categoria até 2018, abonos que serão concedidos já a partir deste mês, fortalecimento do fórum de diretores escolares, antecipação da promoção por escolaridade e quinquênios. As propostas são extensivas aos aposentados e foram bem recebidas pela categoria que, inclusive, retirou um indicativo de greve apresentado nas últimas assembleias.

Aos seus secretários, Pimentel tem transmitido a seguinte mensagem: "professor não pode ser caso de polícia".

Pimentel adota modelo anti-Richa na educação | Brasil 24/7

16/03/2015

Saiba porque a Rede Globo escolheu 15 de março para reunir sua manada

DITADURA DO 15.03 A Rede Globo não escolheu aleatoriamente o dia 15/03 para reunir sua manada. Ela sempre esteve ao lado de quem, ilegitimamente, e sem povo, ocupou o poder sem sequer um voto. Infelizmente, há uma parcela do povo que bate continência para qualquer gorila que aparece pela frente. A chegada da ditadura foi saudada em editorial pelo O Globo. Recentemente a Globo publicou outro, reconhecendo o erro de ter apoiado a ditadura. Não pediu perdão pelos erros porque isso implicaria em admissão de ter de devolver toda fortuna angariada com a mão suja, além de indicar de que não o faria novamente. Ledo Ivo e puro engano!

A escolha do dia 15/03 não foi uma escolha aleatória, no uni duni te, mas a dedo para significar os desejos mais profundos de retorno dos velhos parceiros que tornaram o Globo o império que se tornou.

O sujeito que usa a liberdade para pedir a falta de liberdade não é só um doente mental, com meu perdão a todos os que sofrem com algum tipo de doença mental, mas a confissão escancarada da falta completa e total de inteligência. Não passa no menor teste de lógica.

Não é possível que alguém que tenha o mínimo de informação sobre a ditadura tenha, em sã consciência, a ousadia de pedir a falta de liberdade.

Para quem não estudou e, portanto, não tem a mínima noção do que foi a ditadura, basta dizer que perseguiam quem pensava diferente. Não contentes com isso, prendiam sem mandado, torturavam por prazer, estupravam por expiação da culpa de terem sido estuprados por companheiros de farda, esquartejavam por ódio de si e dos próprios crimes, mas depois ainda escondiam os corpos (Cemitério de Perus) para que os familiares não pudessem reencontra-los e enterra-los dignamente. Para quem é ignorante ou mesmo não tem o menor compromisso com a verdade factual, ainda se pode chamar ditadura de ditabranda. Quem tem um pouco de estudo, noção básica de civilidade e compromisso democrático, não pode ignorar o que significam os atos de ontem.

Para este serviço sujo, como para todos os demais, os ditadores contavam com a participação dos atuais membros do Instituto Millenium. A Folha de São Paulo emprestava suas peruas para que os torturadores desovassem os cadáveres dilacerados em valas clandestinas.

Ontem foi o dia da fina flor do fascio pedir a volta do regime que não permitia manifestações. Igual às marchas conduzidas por Goebbels na Alemanha, os ou camisas negras, na Itália, o Integralismo ressuscitou ontem.

A falta de reação da sociedade aos facínoras ainda vai cobrar seu preço. Quando, lá no interior de Progresso, ouço alguém imprecar contra a ameaça comunista no domingo, e, na segunda, é atendido na porta da própria casa por um médico cubano, a quem tem até carinho, como presenciei, vê-se todo o poder da Globo de inserir em cabeças vazias toda sorte de preconceitos. O sujeito xinga Cuba no domingo e na segunda ama o atendimento de um cubano. A lógica que eliminou os 14 km que distanciam do primeiro hospital, não faz a pessoa pensar diferente em relação ao que significa receber atendimento na própria casa. Eu, quando criança, fiz, com quase 40º graus de febre, o caminho a cavalo em busca de atendimento médico. Estou convencido que é a ignorância a mãe de todos os males. Mas os ignorantes não sabem…

Por mais que a internet já esteja universalidade, e o acesso à informação tenha chegado aos rincões mais distantes, também é verdade que, por inércia, o povo continua se informando somente através da Globo. Não foram forjados a terem senso crítico, a duvidarem das versões que a Globo vende, como se a Globo não tivesse interesses a defender, ou os interesses de seus finanCIAdores ideológicos. Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo ainda vai acabar reimplantando a ditadura no Brasil.

Globo repete 64 e brada: ressurge a democracia!

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Em sua edição desta segunda-feira, o jornal O Globo, dos irmãos Marinho, noticia que a democracia brasileira viveu ontem uma nova apoteose; na chamada de capa, "informa-se" que "pelo menos 2 milhões de pessoas foram às ruas em todos os estados protestar contra o governo Dilma e o PT, defendendo a democracia em manifestações pacíficas marcadas pelo verde e amarelo", como se pode notar, claramente, na foto acima, em que democratas pedem intervenção militar supostamente em inglês e alemão; em 1964, no dia em que o Brasil foi atirado às trevas por 21 anos, o Globo também comemorou, com o editorial "Ressurge a democracia"; de lá para cá, nada mudou: a Globo manipula, combate o trabalhismo e há quem acredite que tirania é democracia

16 de Março de 2015 às 05:53

247 – O jornal O Globo, dos irmãos Marinho, retomou, em sua edição desta segunda-feira, o espírito de 1964, ao destacar, em sua capa, que a democracia brasileira viveu, neste domingo, uma nova apoteose.

Na chamada de capa, o jornal "informa" que milhões foram às ruas "em defesa da democracia", numa marcha marcada por discursos de ódio, preconceito, pedidos de intervenção militar e gritos de negação da política.

Isso revela que, de 1964 até hoje, o Globo pouco mudou. No dia 2 de abril de 1964, um dia após o golpe militar que atirou o Brasil na escuridão por 21 anos, o jornal dos Marinho bradou: ‘ressurge a democracia’. Mais: pediu ainda que ‘sejamos dignos de tão grande favor’.

Leia abaixo:

O GLOBO Rio Janeiro, 02 de abril de 1964

RESSURGE A DEMOCRACIA.
Vive a Nação dias gloriosos. Por que souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem.

Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada. Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez. Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos.

Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna: são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

Globo repete 64 e brada: ressurge a democracia! | Brasil 24/7

15/03/2015

Dossiê HSBC

SUIÇALÃOReúno aqui tudo o que precisas para entender o pouco que já se sabe a respeito da mega fraude via HSBC.

No Brasil, HSBC rima com FHC. Foi ele quem trouxe o mega lavador de grana suja.  A privatização da Petrobrás, segundo os anencefálicos, serviria para acabar com a corrupção. Os tucanos diziam isso do BANESTADO, do Meridional, da Vale do Rio Doce.

O HSBC prova que não é a privatização que evita a corrupção.

Se FHC tivesse exonerado, ao invés de nomear Paulo Roberto da Costa, talvez não houvesse Operação Lava Jato. Se o Poder Judiciário já tivesse punido o PP gaúcho na Operação Rodin, talvez o PP gaúcho não estivesse todo atolado na Lava Jato.

Se ao invés de engavetar todas as falcatruas o PSDB mandasse investigar, talvez não houvesse necessidade da Lista Falciani. Veio a público agora, mas a lavanderia internacional é algo com que os golpistas de sempre estão muito bem acostumados.

Nunca um apelido, Ratinho, casou tão bem com as práticas…

É nestas horas que se descobre toda importância do Impostômetro que os impostores usam a mídia para fazer propaganda. Quem não paga imposto patrocina impostômetros…

 

Suiçalão é a ponta do iceberg?

14 de março de 2015 | 12:09 Autor: Miguel do Rosário

suicalao

O Suiçalão ainda vai dar o que falar.

Nossas suspeitas, de que aquilo era um ninho de tucanos gordos, se confirmaram.

Que tucanos são mais gordos que os barões da mídia, quase todos com contas secretas no Suiçalão?

Eles são mais tucanos e mais gordos do que qualquer dirigente do PSDB.

Poderíamos dizer até que eles – os barões da mídia – são os tucanos originais, a matriz, os fundadores do tucanismo.

E hoje são seus guardiões, suas lideranças, seus acionistas principais.

O blog Ponto & Contraponto fez algumas especulações interessantes sobre a conta secreta da família Frias, donos da Folha.

E aponta duas coincidências estranhas.

Frias abriu a conta justamente no ano do confisco da poupança, feito por Collor.

E depois fechou exatamente antes da desvalorização da moeda nacional, aquele golpe cambial que os tucanos deram na economia brasileira.

Pode não ser nada.

O faro do blogueiro, porém, está seguindo o caminho certo.

O segredo não está apenas nos nomes das contas.

Agora queremos saber os valores guardados nessas contas, se os valores foram informados à Receita Federal, e se o envio de dinheiro ao exterior guarda alguma relação com informações privilegiadas concedidas pelos governos Collor e depois FHC, aos barões da mídia.

Queremos, enfim, uma coisa bem simples: a verdade.

*

No blog Ponto & Contraponto.

Frias manipulou dinheiro no exterior com informações privilegiadas de Collor e FHC?

Muito previsíveis as informações que barões da mídia estão na lista dos sonegadores do Swissleaks. A dúvida é se um dia viriam a público.

Com a exclusividade dos dados repassados pela ICIJ, o jornalista Fernando Rodrigues se portou com arrogância, tentou culpar o governo e proteger poderosos, mas agora acossado por vazamentos que conclui serem inevitáveis, resolve liberar a parte que atinge justamente veículos de mídia que estavam responsáveis pela “investigação” no Brasil.

Nesse post vamos nos atentar para a conta da família Frias, que e dona do conglomerado Folha/UOL, onde o jornalista trabalhou por anos e agora tem seu blog hospedado.

Apesar de não revelar o montante que os Frias enviaram para o Suiçalão, duas informações foram publicadas, muito provavelmente por descuido do jornalista, que revelam a relação espúria que Otávio Frias mantinha com os governos Collor e FHC.

Informação privilegiada nº 1

Fernando Rodrigues diz que a conta foi aberta em 1990, ano que foi realizado o confisco de todos os brasileiros que estavam depositados em bancos brasileiros.

O jornalista não revelou o mês, o plano Collor, com o confisco aconteceu em março desse ano, parece que não atingiu o dono do império jornalístico, que espertamente enviou seu rico dinheiro para longe do apetite confiscatório que só atingiu pessoas comuns.

Tratando de salvar apenas sua pele, embora soubesse da informação a sonegou dos distintos leitores.

Informação privilegiada nº 2

Outra informação de enorme coincidência relatada por Fernando Rodrigues e o encerramento da conta: 1998.

Como todos sabem o governo FHC manteve até 1998 o Dólar ancorado para se reeleger, pouco tempo depois de se reeleger, no início de 1999, decidiu liberar o câmbio e o Dolar passou de próximo de um Real para quatro Reais numa estilingada.

Coincidência que Frias retirasse seus Dólares da Suíça justamente às vésperas da disparada do Dolar, tornando a conversão super lucrativa ou, mais uma vez passarinhos amigos o avisaram do “bom negócio”?

(…)

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

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O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Suiçalão é a ponta do iceberg? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

O silêncio dos “inocentes” ou de como pessoas de bem reagiriam à “lista da mídia” no HSBC suíço?

14 de março de 2015 | 16:24 Autor: Fernando Brito

inocente

Espero há algumas horas, rodando sites e facebooks, para ver se há reação dos empresários e jornalistas apontados na lista de depositantes do HSBC na Suíça.

Nada, nenhuma manifestação além daquele “não sei, nunca vi” que consta da matéria de O Globo, que procurou todos os citados.

Não lhes faltam espaços para se manifestarem: ou são donos de empresas de comunicação ou dispõem de acesso a elas, além de seus proprios sites, facebooks e contas no Twitter.

Bom, damo-lhes a presunção da inocência a que todos têm direito…

Mas a questão seguinte é inescapável: não parece obvio que  estariam, neste instante, anunciando a interpelação judicial de O Globo e do UOL, onde se veiculou a denúncia para que entregassem os documentos que usaram para apontá-los, se os tem.

Providência básica para, a seguir, propor uma ação de danos morais contra o jornal.

Afinal, não se espalham ações contra os blogueiros, com muito menos causa de pedir – até “sacripanta” rendeu condenação do Miguel do Rosário pelo Ali Kamel?

Afinal, ao meu modestíssimo juízo, ser apontado nos maiores veículos de comunicação como detentor de conta na Suíça causa um abalo moral muito mais grave que um “sacripanta” num blog.

Mas certamente há a prova da presença nos arquivos do Banco e, saí, duas possibilidades: ou é declarada ou é clandestina.

Se é declarada, cada um tem o direito de, querendo, exibir sua declaração de bens ao Imposto de Renda e, neste caso, era só pegar o papelório – ou agora o arquivo de computador – e mostrar que a declarou, bem declaradinha, como eu e você declaramos o apartamento modesto ou a conta bancária com nossos caraminguás.

Até agora, alguém fez isso? Anunciou isso? Algum deles disse que vai fazer isso segunda-feira, embora todos tenham sido avisados, pela equipe de jornalistas que publicou a informação, pois deram respostas?

Não.

Portanto, acaba-se ficando livre para imaginarmos que, na maioria ou em todos os casos, não foram declaradas.

Portanto, clandestinas.

Os inocentes não costumam ficar tão quietos quando são ofendidos.

Pimenta ao 247: ‘Mídia fez sua defesa prévia’

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Vazamento de nomes de proprietários de veículos de comunicação e jornalistas atende a estratégia preventiva diante da iminência do repasse da lista completa do Swissleaks ao governo brasileiro pelo Fisco francês; a afirmação é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que cobra das diversas instituições a apuração de eventuais crimes na remessa de dinheiro à filial do Banco HSBC na Suíça; segundo ele, a seletividade no vazamento de nomes pelo portal Uol e agora pelo jornal O Globo tenta esconder possíveis malfeitos entre 1997 e 2001, época das privatizações do governo FHC, período que jaz nos subterrâneos da vida pública nacional

14 de Março de 2015 às 12:33

Realle Palazzo-Martini, do 247 – A divulgação pelo portal Uol e pelo jornal O Globo de que proprietários de importantes veículos de comunicação e jornalistas brasileiros mantiveram contas secretas no Banco HSBC na Suíça atende a uma estratégia prévia de defesa dos “barões da mídia”. Foi o que sustentou ao Brasil247 neste sábado (14) o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). O surgimento dos nomes acontece menos de uma semana após a Embaixada da França firmar compromisso com o governo brasileiro para repassar a lista completa dos 8.667 brasileiros relacionados no escândalo.

A notícia veiculada no Uol e em O Globo é sintomática, avalia Pimenta. Segundo ele, a pressão da sociedade, por meio das redes sociais, pela revelação dos brasileiros relacionados no escândalo precipitou o surgimento dos nomes dos empresários da mídia. “Não parece um paradoxo que o jornalista Fernando Rodrigues tenha convidado justamente O Globo para auxiliar na pesquisa dos dados do Swissleaks?” questiona. Rodrigues, que trabalha no Uol, tem exclusividade de acesso aos dados das contas secretas no HSBC divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Na reportagem deste sábado de Uol e O Globo, surgiram nomes como Otavio Frias, do Grupo Folha, que controla o Uol. E também Lily Marinho, falecida em 2011, ex-mulher do fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho (também já morto). Há ainda nomes como o do apresentador Ratinho, do SBT, Jhonny Saad, do Grupo Bandeirantes, e de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril (leia mais aqui).”Não podemos aceitar essa seletividade filtrada por Uol e Globo”, critica Pimenta. “Essa reportagem só confirma nossa denúncia de vazamento seletivo de modo a conduzir a opinião pública numa direção específica”, reforça.

Privatizações

O deputado Paulo Pimenta já encaminhou requerimentos ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República (mais aqui) pedindo ações para investigar eventuais crimes na remessa de dinheiro para o HSBC suíço. Também esteve no Banco Central e com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Nesta semana, em reunião com o ministro José Eduardo Cardozo, Pimenta recebeu a informação de que estão adiantadas as tratativas com o Embaixada da França para que o Fisco daquele país, depositário institucional das informações do consórcio de jornalistas, entregue todos os dados às autoridades nacionais.

O gaúcho lembra que países como a própria França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Argentina e Austrália já conseguiram repatriar US$ 1,360 bilhão das contas secretas do HSBC em razão de movimentações irregulares. Pimenta pondera, entretanto, que nem todas as contas podem ser consideradas ilegais. Mas sustenta que o histórico do dinheiro que chegou às contas do banco suíço pode levar ao crime original, como já revelado em casos envolvendo contraventores e traficantes de drogas.

O deputado petista tem interesse especial em por a lupa sobre possíveis personagens envolvidos nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre os anos de 1997 e 2001. “Tenho convicção de que esta investigação vai nos permitir fazer o caminho inverso ao dinheiro e resgatar um período importante da vida pública nacional que até hoje permanece nos subterrâneos”, acredita.

Pimenta também mantem contatos frequentes com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), artífice da CPI do HSBC (ou CPI do Swissleaks), instalada no Senado pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Os líderes dos partidos já indicaram representantes. O deputado acha que a comissão pode jogar luz em muitos casos envolvendo evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

PT: arautos da moralidade caíram por terra

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A Agência PT de Notícias publicou neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”; “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, ressalta o partido; o PT diz ainda que “o material caiu como uma bomba dentro da Globo que tentou desviar a atenção do caso”

14 de Março de 2015 às 16:41

247 – A Agência PT de Notícias publicou texto neste sábado (14) um texto que trata sobre a lista dos nomes brasileiros com contas no HSBC na Suíça, “um dos maiores esquemas de evasão fiscal e de divisas já relevados no mundo”. “A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade”, pontua.

Abaixo o texto na íntegra:

Nesta madrugada, foi divulgada a lista com os nomes de brasileiros com contas no HSBC da Suíça, envolvidos num dos maiores esquema de evasão fiscal e de divisas já revelados no mundo. A relação traz representantes de grandes grupos de comunicação no País. Dentre eles, Folha, Globo, Abril, Bandeirantes, Verdes Mares, Rede Transamérica e outros arautos da moralidade.

O material foi divulgado após as manifestações em defesa da democracia, realizadas nesta sexta-feira por movimentos sindicais e sociais de todo o Brasil, e à véspera dos atos marcados para 15 de março, numa estratégia para tentar diminuir a repercussão do caso junto à sociedade.

A lista mais recente, divulgada pelo jornalista Fernando Rodrigues e pelo site do jornal “O Globo”, contém o nome do já falecido empresário Otávio Frias, fundador do Grupo Folha, e de seu filho, Luís Frias, um dos donos do Uol, como beneficiário de conta no paraíso fiscal.

O material também revela o nome de Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da Globo, morta em 2011, com nada menos que US$ 750,2 mil. O material caiu como uma bomba dentro da organização que tentou desviar a atenção do caso relacionando o ex-marido de Lily, Horácio de Carvalho, morto em 1983, aos recursos.

Quatro integrantes da família Saad, da Rede Bandeirantes, também mantinham contas no HSBC, em Genebra. São eles, João Jorge Saad, a empresária Maria Helena Saad Barros, Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet.

A conta de José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril, um dos mais raivosos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores, também foi revelada.

O apresentador do SBT, Carlos Massa, conhecido como Ratinho, manteve a bagatela de US$ 12,4 milhões nos cofres suíços.

Mona Dorf, jornalista ligada à Rádio Eldorado, tinha US$ 310 mil na conta.

Arnaldo Bloch, do extinto grupo Manchete, também foi correntista, assim como a família Dines, que, à época, manteve US$ 1,3 milhão no banco suíço.

Com US$ 120,5 milhões, Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, tem a maior soma das contas. Em suas rádios críticas contra à corrupção são comuns por parte de seus jornalistas e apresentadores.

Depois dele, aparecem Yolanda Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, Paula Frota Queiroz e Edson Queiroz Filho, do grupo Verdes Mares, afiliado da Globo no Ceará, com US$ 83,9 milhões.

Ao Blog do Fernando Rodrigues, do Uol, todos eles disseram não terem cometido irregularidades. Além deles, aparece na lista Luiz Fernando Levy, que quebrou a Gazeta Mercantil, deixando dívidas tributárias e trabalhistas. Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram.

No Senado, a CPI do HSBC aguarda a indicação dos membros pelos partidos para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas.

DCM: Rodrigues é o investigador que virou engavetador

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O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça; “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz

14 de Março de 2015 às 20:21

247 – O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, afirma que o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora em relação à divulgação da lista dos brasileiros com contas no HSBC da Suíça. “Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes. A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu. Rodrigues está desmoralizado, é certo”, diz.

Abaixo trecho de texto do DCM:

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

Ratinho HSBC dizia que Dilma teria que ‘fugir’

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O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC, chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção; com US$ 12,4 milhões no HSBC em 2007, ele tem um filho político, Ratinho Júnior, que concorrerá à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do tucano Beto Richa, um dos governadores menos populares do País; será que agora, com o escândalo do HSBC público, o apresentador também defenderá que os envolvidos sejam expulsos do país pela população?

14 de Março de 2015 às 18:51

Paraná 247 – O empresário Carlos Massa, o Ratinho do SBT e do HSBC (saiba mais), chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff poderia ser forçada a “fugir do País” quando a população acordasse para ir às ruas e protestar contra a corrupção.

Ratinho aparece na lista do HSBC com depósitos de US$ 12,4 milhões em 2007 – ano em que as informações foram obtidas pelo ex-funcionário do banco Hervé Falciani. Segundo ele, a conta foi declarada à Receita Federal.

Ele é pai do político Ratinho Júnior, aliado do governador tucano Beto Richa, do Paraná, que é hoje um dos mais impopulares do País. Ratinho Júnior deve concorrer à prefeitura de Curitiba em 2016, com apoio do pai.

Confira, abaixo, o vídeo em que ele previa a necessidade de que Dilma fugisse do País:

Barões da mídia, tremei: a CPI do Swissleaks vem aí

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O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, está determinado em investigar todos os brasileiros envolvidos com as contas secretas do HSBC; ele disse, neste sábado (14), que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior; Randolfe também convocará todos os órgãos de fiscalização e bancos para explicar como o sistema permite a sonegação de impostos; para ele, “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”; “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta

14 de Março de 2015 às 20:36

247 – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), autor do requerimento que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks, disse que a primeira medida do colegiado será pedir a quebra de sigilo de todos os correntistas já conhecidos do HSBC na Suíça, para verificar se de fato eles declararam à Receita Federal o dinheiro depositado no exterior.

“Para a CPI é muito fácil fazer uma lista de todos os nomes e contas bancárias que o UOL e o Globo já publicaram, enviar tudo para a Receita Federal e requerer a quebra do sigilo fiscal. Vamos pedir que nos digam quem dessas pessoas declarou Imposto de Renda e incluiu nas suas declarações de bens as contas no exterior, na Suíça”, diz Randolfe.

Ele afirma que “essas contas secretas no HSBC reúnem personagens de todos os escândalos recentes da história do país, dos últimos 20 anos”. “É ali que muito corruptos iam esconder o resultado de seus crimes. Aliás, não é apenas os corruptos que deverão ser investigados, mas também o papel que teve o HSBC ao ser leniente com a entrada de dinheiro suspeito na instituição”, ressalta.

No entanto, a CPI ainda precisa que os partidos indiquem os nomes para compor a CPI. No momento, falta apenas a indicação do PMDB. “Espero que o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, indique os nomes já no começo da semana”, diz Randolfe. Mas existe também a hipótese de a investigação começar a funcionar mesmo sem os nomes peemedebistas, pois já haveria quórum suficiente. Essa interpretação depende da direção do Senado.

Outro objetivo de Randolfe é investigar as brechas do sistema financeiro que permitem dar “guarida a quem comete crimes ou pretende sonegar impostos”. “O primeiro ato da CPI será convocar todos os órgãos responsáveis por fiscalizar os bancos e os fluxos financeiros. Vamos convocar o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Todos terão de explicar muito bem como é possível ter um sistema tão poroso que permite evasão de divisas e sonegação de impostos como parece ter sido o caso que agora está sendo revelado por essas reportagens do SwissLeaks”, afirma.

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC!

Amaury, a casa caiu !

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

Empresários de mídia e jornalistas estão na relação

DO UOL
Ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça, em 2006 e 2007.
Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram no escândalo que ficou conhecido como SwissLeaks. Todos os citados foram procurados. Parte negou irregularidades e alguns preferiram não comentar.
Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
Entre os correntistas do HSBC na Suíça estão ou estiveram pessoas ligadas a algumas das maiores empresas de comunicação do país.
É o caso de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho e Roberto Marinho. Roberto Marinho (1904-2003) foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. Lily morreu em 2011.
Na relação de correntistas do HSBC em Genebra também constam os nomes de proprietários do Grupo Folha.
Tiveram conta conjunta naquela instituição financeira os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990 e encerrada em 1998. Em 2006/07, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas a conta estava inativa e com o seu saldo zerado.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira “informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Quatro integrantes da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também detinham contas no HSBC à época, entre eles o fundador da companhia, João Jorge Saad (1919-1999).


Navalha

Quá, quá, quá !

Os donos da Fel-lha e seu “segurança”, o “repórter” investigativo do UOL, Fernando Rodrigues, montaram durante certo tempo uma fraude: não podiam divulgar o nome dos flagrados no escândalo de lavagem de dinheiro no HSBC porque o Governo não tomava a iniciativa de pegar a lista.

Quá, quá, quá !

Afinal, dizia o “repórter” investigativo do UOL, ter conta no exterior não significa nada.

Desde que o correntista declare no Imposto de Renda.

Deve ser muito provável que certo colonista (no ABC do C Af), da Fel-lha, membro da família Steinbruch se dê ao trabalho de depositar dinheiro num banco especialista em lavar dinheiro e, ao mesmo tempo, confessar ao Imposto de Renda (brasileiro).

É muito provável !!!

Quá, quá, quá !

Depois, a Fel-lha e seu implacável “repórter” investigativo identificaram ladrões envolvidos na Lava Lato e que lavavam HSBC.

A intenção, claro, era derrubar a Dilma.

Fizeram como os delegados aecistas, os procuradores fanfarrões, o Juiz de Guantánamo: aqui não se fala de tucano !

O UOL tinha o monopólio da lista.

Aí, a dona Guevara, dona da lista lá na Europa, e que mereceu generosa correspondência do Amaury Ribeiro Jr, sentiu a batata assar e entregou a lista não à Carta Capital ou à Carta Maior, mas à #globogolpista !

Esperta a dona Guevara…

Entregar à Fel-lha e ao Globo.

E achar que ninguém percebe …

Acontece que a #globogolpista também sentiu a batata assar e começou a revelar uns nomes.

A batata assava.

E se, de repente, o Amaury, que pertenceu à organização (?) da dona Guevara mete a mão na lista toda ?

Foi o que fez o Otavinho, dono da Fel-lha e chefe do “repórter” investigativo.

“Bem, vamos revelar alguns nomes, para não sermos definitivamente desmoralizados”, teria pensado o dramaturgo e ensaista herdeiro da Fel-lha.

E enterrou a notícia lá embaixo, quase caindo pra fora, na página B6 (página par, menos lida que a ímpar), numa seção de nome “Mercado”, que ninguém do Mercado ou fora dele lê.

E fez isso num dia de sábado, o dia da semana em que menos se lê jornal – ou o acessa na internet.

Estão lá o pai do Otavinho, o sócio do pai do Otavinho e o irmão do Otavinho, Luis Frias, que é quem manda, de fato, no UOL, que sustenta Fel-lha.

Mas, segundo a Fel-lha, eles nem sabiam que tinham dinheiro lá.

Gente desatenta, não, amigo navegante ?

Não sabem que tem uma graninha no HSBC da Suíça.

Quá, quá, quá !

A doce Dona Lily, viúva do Dr Roberto Marinho estava lá.

Assim como a família Saad, dona da Bandeirantes, que exibe no Jornal da Band e no Boris Casoy catilinas furiosas em defesa da Moral e Ética !

Já imaginaram se o Boris Casoy pegasse a filha da Dilma na lista do HSBC ?

Com aqueles finos e reveladores lábios, com o timbre de camelô de muambas “made in China”, bradar furioso: “isso é uma vergonha !”

(Embora o Johnny Saad tenha enfiado a faca nos peitos do prefeito Haddad, para conseguir umas “vantagens”.)

Isso é uma vergonha, Johnny !

Só tem um problema nessa “reportagem” da Fel-lha.

Logo na primeira linha diz que “ao menos 27 (ôba !) empresários do ramo jornalístico, além de sete (ôba !) jornalistas estão na relação”…

Sete jornalistas ?

Jornalistas ?

Que jornalistas têm grana suficiente para lavar dinheiro no HSBC ?

Que empresa jornalística pagaria salários tão altos para justificar essa lavagem ?

Mas, a Fel-lha não cita nenhum jornalista.

Que pena !

E quais são os outros empresários ?

É corporativismo da Fel-lha, poupar os amigos de jantar no Fasano ?

Ah, se o Amaury trabalhasse para o Conversa Afiada

A Casa Grande caía.

Em tempo: o excelente repórter Chico Otávio (que sabe da vida do Imaculado Cunha (agora também no ABC do C Af), no Globo, acrescenta alguns nomes do PiG no HSBC:
– Ratinho
– Yolanda Queiroz, da TV Verdes Mares, repetidora da #globogolpista e sogra do senador tucano Tasso tenho jatinho porque posso Jereissati;
– Aloysio Faria, dono do banco Alpha (ex-dono do Real) e do grupo Rede Transamérica de rádio, com US$ 120 milhões !!!;
– José Roberto Guzzo, diretor da Abril e colonista (no ABC do C Af) furioso, direitista do gênero ISIS, no detrito de maré baixa;
(Outro colonista do gênero ISIS, no detrito sólido, um tal de “rola bosta” figura de forma exuberante, na companhia do tucaníssimo Andrea Matarazzo, na lista da Camargo Correia, divulgada pela excelente Conceição Lemes);
– Familia Dines, do Globo e da falecida Manchete;
– Fernando Luis Vieira de Mello, dono da Jovem Pan, também conhecida como “Jovem Ku Klux Pan”, que compete com a CBN, “a rádio que troca a notícia”, para ver quem verte mais ódio contra a Dilma;
– e Mona Dorf, da Ku Klux Pan.

É essa a turma (tudo a mesma sopa, diria o Mino) que vai bater panela quatro anos e perder a eleição em 2018.
Deu nisso, Otavinho: acabar na lista do Ratinho !
Quá, quá, quá !!!
Em tempo2: mas ainda falta a lista do Amaury !
Em tempo3:
esse Bessinha …
Paulo Henrique Amorim

Otavinho, vem cá, Otavinho ! Traz o Fernandinho ! Vem fazer o DNA !

 

Alberto Dines é incluído pelo Globo na lista do HSBC

dom, 15/03/2015 – 09:43

Enviado por Maria Carvalho

Jornalista Dines, incluído na lista do HSBC, atira contra O Globo: “canalhices”; e a família Frias diz que não sabe de nada

Por Rodrigo Vianna

Da Revista Fórum

Incluído de forma torta na lista de jornalistas com contas na Suíça (divulgada também de forma torta e suspeita em “O Globo”), o veterano Alberto Dines desferiu um duro ataque contra o jornal conservador mantido pela família Marinho.

Ele acusou o jornal carioca de, malandramente, ter indicado os recursos em nome dos filhos dele (Dines) como pertencentes à “família Dines”. Mas na hora de identificar a conta de Lily Marinho, o jornal preferiu chamá-la de “Lily de Carvalho”, poupando os irmãos Marinho de qualquer esclarecimento sobre uma conta suspeita aberta na Suíça.

Vejam as ponderações de Dines:

“Entre os sete profissionais vivos [incluídos na lista] estão os quatro filhos deste observador agrupados como “Família Dines”. Embora classificados como “jornalistas independentes”, adultos e efetivamente independentes, aparecem identificados pelo nome do pai que apenas se prontificou a prestar esclarecimentos ao repórter já que três deles vivem no exterior há cerca de 30 anos, não têm conta bancária nem declaram rendimentos no Brasil.

O mesmo e perverso sistema que consiste em identificar as proles pelo nome dos pais não foi usado ao mencionar a conta secreta da falecida Lily de Carvalho, viúva do também falecido Roberto Marinho, cujos três filhos comandam o mais poderoso grupo de mídia da América Latina.

Seguindo a infame lógica que levou o jornal a colocar este observador no meio de supostos infratores, também os filhos de Roberto Marinho – o primogênito Roberto Irineu Marinho, o filho do meio João Roberto Marinho e o caçula, José Roberto Marinho (ou um deles em nome dos demais) – deveriam ter sido nomeados e feito declarações para explicar os negócios da madrasta.

O certo seria dar voz a João Roberto Marinho (que fala em nome da empresa e dos acionistas majoritários, além de comandar o segmento da mídia impressa) para dar as explicações que o Globo generosamente preferiu encampar no próprio texto da matéria para não macular a imagem do grande chefe.”

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Entendo a indignação de Dines – jornalista de posições dúbias, que apoiou o golpe de 64, mas depois se arrependeu.

O fato é que a família Marinho e os Frias (Folha/UOL) tentam controlar o vazamento dos nomes do escândalo HSBC na Suíça – de forma quase desesperada. Clique aqui para entender por que a casa caiu pra eles.

Os Marinho jogaram a Débora Dines (que, inclusive trabalhou na Globo Rio como repórter), o pai dela e outros jornalistas nessa lista – para criar confusão.

Dines, no texto intitulado “Vazamentos brasileiros, canalhices brasileiras” (clique aqui para ler na íntegra), explica que os recursos contabilizados em nome dos filhos são fruto de herança recebida da mãe deles (oriunda da família Bloch – da falida Manchete), de quem Dines é separado há décadas.

Não informa, no entanto, se são recursos declarados ou não. Aliás, é muito dinheiro: 1,3 milhão de dólares estavam nas contas da Suíça em nome dos filhos de Dines.

O que interessa é que a madrasta dos irmãos Marinho (Lily – com quem Roberto Marinho dividia uma casa com flamingos e um lago, no Cosme Velho) está na lista. E a família Frias (dona da Folha) também está lá.

Os Frias, aliás, precisam explicar ao Brasil como abriram contas na Suiça em abril de 1990, um mês depois do confisco do Plano Collor – quando os brasileiros tiveram suas contas bloqueadas.

Os Frias guardavam dinheiro em casa e levaram pra Suíça?

Vejam a diferença: o Dines ao menos tenta se explicar, já os Frias dão uma resposta que beira o cinismo:

“O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.

Ah, eles não têm registro. Entendi. Eu também vivo perdendo meus extratos nessa bagunça aqui em casa…

“Suiçalão”:Paulo Roberto Costa tem conta no HSBC, mas jornal não diz se foi no governo FHC

O jornal O Estado de São Paulo revelou nesta sexta feira (13)  que obteve, através do jornal suíço Le Temps,  informações  de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – que confessou ter recebido propinas de empreiteiras – está na papelada do Swissleaks, ou seja, na lista de clientes do HSBC suíço

Outro ex-gerente da Petrobras pego na operação Lava Jato, Pedro Barusco Filho, também tem sua ficha lá. Estranhamente, no caso de Barusco, o jornal diz “segundo sua ficha, a conta foi mantida entre 1998 e 2005 e, em certo momento, chegou a ter US$ 992 mil”… Leia mais aqui

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.
Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:
Donos do Grupo Folha/UOL:
Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.
Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.
Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.
Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):
Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.
Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.
João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).
Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).
Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:
Lenise Queiroz Rocha;
Yolanda Vidal Queiroz;
Paula Frota Queiroz
(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).
Edson Queiroz Filho (falecido).
Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):
Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.
Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.
O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.
J. R. Guzzo, da revista Veja.
José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.
Jornalista do jornal “O Globo”
Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.
Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 mil
Fernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.
Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.
Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:
Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.
Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:
Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.
Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.
Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:
Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.
Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.
Dono da Rede CBS de rádios:
Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.
Viúva do antigo dono do grupo Manchete:
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

A revoltada com conta remunerada no HSBC da Suíça

Postado em 12 mar 2015 – por : Leandro Fortes

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Interessante a informação publicada no blog do jornalista Fernando Rodrigues sobre Fernanda Mano de Almeida, filha de Paulo Celso Mano Moreira da Silva, 70 anos.

Trata-se de um engenheiro e ex-diretor de operações do Metrô de São Paulo, durante o governo de José Serra, do PSDB.

Rodrigues, membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), é dono, na imprensa brasileira, da lista de mais de 8 mil brasileiros pegos no chamado “SwissLeaks”, o megavazamento de contas numeradas do HSBC na Suíça.

Hoje, ao revelar a existência de uma conta de Moreira da Silva, o jornalista do UOL trombou, sem querer, com um caso emblemático de indignação seletiva nas redes sociais.

Fernanda, 41 anos, filha de Moreira Silva, é uma das beneficiárias da conta do pai, na Suíça. Apenas entre 2006 e 2007, o ex-diretor do Metrô de São Paulo tinha, na agência de Genebra do HSBC, a bagatela de 3 milhões de dólares (9 milhões de reais).

Assim como o colega Ademir de Araújo, ex-diretor de obras da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o engenheiro Moreira da Silva abriu a conta numerada no paraíso fiscal suíço em 1997, justamente no período em que a estatal paulista se envolveu numa série de falcatruas com a empresa francesa Alstom.

E como se comporta Fernanda, beneficiária de uma conta clandestina na Suíça aberta por um pai acusado de corrupção?

Primeiro, junta-se ao coro dos revoltados on line contra a corrupção no Brasil.

Isso mesmo: como boa parte da direita nacional, Fernanda esconde-se atrás da velha banda udenista anticorrupção por pura hipocrisia.

Depois, declara-se eleitora de Aécio Neves, do mesmo PSDB que deu guarida e autoridade ao pai, alegre correntista do HSBC, durante a gestão de Serra.

É a velha tática de roubar a carteira e gritar “pega ladrão” – uma imagem muita cara à retórica tucana, embora usada sempre com propriedade discutível.

Nas ruas, no dia 15 de março, não tenham dúvida, haverá uma multidão de Fernandas horrorizadas com a corrupção do PT e os desvios na Petrobras.

Desvios, aliás, iniciados no mesmo período em que o papai engenheiro, também sob as asas de um governo tucano, montou a milionária poupança para a filha numa conta secreta na Suíça.

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Leandro Fortes

Sobre o Autor

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor. Trabalhou para o Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Estadão, Revista Época e Carta Capital.

Como a Folha vai reagir à divulgação do nome de Luís Frias no Swissleaks?

Postado em 14 mar 2015 -por : Paulo Nogueira

Amplamente detestado entre os barões da mídia

Amplamente detestado entre os barões da mídia

O nome mais interessante entre os empresários de mídia listados no Swissleaks é, de longe, Luís Frias, presidente da Folha e do UOL.

Seria em qualquer circunstância, dada a arrogância grosseira com que a Folha regularmente dá lições de moral.

Mas o que torna especialmente picante a presença de Frias na lista é que a notícia foi dada pelo Globo.

Os Marinhos são sócios dos Frias no UOL, e não costumam ser severos com amigos, como se viu pela forma como trataram Aécio na campanha.

Qual a explicação?

Três coisas podem ter se juntado aí. A primeira: o desejo da Globo de não ser a única empresa de mídia a carregar a pecha de sonegadora. Dividir com a Folha pode aliviar a vergonha.

A segunda: dar aquela lista foi uma forma de os Marinhos mostrarem que, ao contrário do que tantos suspeitavam, eles não estão no Swissleaks. Melhor os Frias embaraçados que eles, os Marinhos.

A terceira: Luís Frias é amplamente odiado entre os barões da mídia. Na Abril, lembro bem, quando a sociedade dos Civitas com a Folha no UOL foi desfeita, o comentário no alto escalão foi o seguinte: “Nos livramos do pior sócio do mundo.”

Na Globo, sócios dos Frias no Valor, os ânimos não devem ser muito diferentes. Numa reunião de diretoria da qual participei, o presidente Roberto Irineu Marinho se referiu aos Frias como os “anões da Barão”, em referência à estatura da família.

(Farpas assim não são exatamente incomuns. Uma vez, o caçula dos Marinhos, José Roberto, me perguntou se era verdade que Roberto Civita se referia a ele e aos irmãos como os Três Patetas. Respondi que nunca ouvira RC fazer isso.)

Bem, pessoalmente acho que o motivo do artigo que embaraça os Frias é uma mistura das três hipóteses que mencionei.

Outro ponto torna ainda mais excitante o artigo do Globo. Como a Folha vai reagir?

No caso da sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002, a atitude da Folha foi abjeta.

Ela deu uma nota, e depois o assunto sumiu do jornal para sempre.

Os Frias agora devem estar arrependidos de poupar os Marinhos, ou por deliberação própria ou depois de um telefonema dos sócios.

É previsível que, além de tentar limpar sua imagem no escândalo, os Frias se dediquem nos próximos tempos a retaliar a Globo.

Assuntos não faltam, sabemos todos.

Se a lista do Globo representar o fim da proteção que as grandes empresas de mídia são umas às outras, a sociedade sairá lucrando.

Não só os Frias lutarão por sua reputação, a rigor. Também o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, está numa situação constrangedora.

Por vários dias ele teve o monopólio da lista no Brasil, e o que se viu foi um engavetamento descarado de nomes.

A relação das contas foi depois passada também ao Globo, e deu no que deu.

Rodrigues está desmoralizado, é certo. Mas não é fácil a vida de um jornalista que recebe uma lista de predadores e, ao examiná-la, descobre o nome de seus patrões.

Isso tem que ser reconhecido.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Donos da Folha, Band, afiliadas da Globo, Ratinho e jornalista da Veja são pegos no Suiçalão.

Sabendo que a imprensa estrangeira já estava fazendo matérias sobre a blindagem do PIG a brasileiros no Suiçalão (brasileiros com contas secretas no HSBC suíço vazadas no projeto Swissleaks), o jornal “O Globo” resolveu se antecipar e desistiu de tampar o sol com a peneira. Soltou alguns nomes de barões da mídia e jornalistas.

Eis os ilustres “suiçaleiros” do PIG:

Donos do Grupo Folha/UOL:

Luiz Frias, atual presidente do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho (já falecidos), foram donos da Folha.

Foram beneficiários de contas entre 1990 e 1998.

Donos do Grupo Band (TVs, Rádios):

Ricardo Saad, acionista e membro do Conselho do Grupo Band, filho de João Saad.

Silvia Saad Jafet, sobrinha de João Saad.

João Jorge Saad, fundador da TV (já falecido).

Maria Helena Saad Barros (falecida esposa de João Saad e filha do ex-governador de SP Ademar de Barros).

Donos da afiliada da Rede Globo tinham US$ 83,9 milhões:

Lenise Queiroz Rocha;

Yolanda Vidal Queiroz;

Paula Frota Queiroz

(todos membros do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste” no Ceará).

Edson Queiroz Filho (falecido).

Viúva de Roberto Marinho (TV Globo):

Lily Marinho, já falecida, viúva do patriarca da TV Globo, tinha saldo US$ 750,2 mil em 2006/2007 na conta da Fundação Horácio de Carvalho Jr. Horácio de Carvalho foi seu primeiro marido, dono do extinto jornal “Diário Carioca”.

Ratinho do SBT teve US$ 12,5 milhões.

O apresentador de TV Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007 com saldo acima.

J. R. Guzzo, da revista Veja.

José Roberto Guzzo, conhecido como J.R. Guzzo é diretor editorial da revista Exame, colunista da revista Veja, e integra o Conselho Editorial da Abril. A reportagem só disse que teve conta mas não informou datas e disse que em 2006/2007 estava zerada.

Jornalista do jornal “O Globo”

Arnaldo Bloch teve conta encerrada, mas a reportagem não informa datas.

Jornalistas da rádio Jovem Pan

Mona Dorf, apresentadora da rádio Jovem Pan, tinha US$ 310,6 milFernando Luiz Vieira de Mello (falecido), ex-diretor da rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.

Dono da TV Tribuna, afiliada ao SBT, no Espírito Santo tinha US$ 10 milhões

Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, tem a TV, rádio e jornal Tribuna no Espírito Santo, além de rádio FM em Pernambuco. Tinha duas contas com saldo totalizando US$ 10 milhões.

Dono da Rede Transamérica tinha US$ 120,6 milhões:

Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa e da Rede Transamérica.

Filho de banqueiro do Banco Itaú e “Catão” golpista da UDN:

Luiz Fernando Ferreira Levy (falecido), teve conta secreta entre 1992 e 1995.

Herdou o extinto jornal “Gazeta Mercantil” do pai Herbert Levy, ex-deputado da UDN e da Arena, golpista de 1964, ex-banqueiro do Banco América, fundido com o Itaú, do qual foi presidente do conselho por 17 anos.

Família do jornalista Alberto Dines tinha US$ 1,395 milhão:

Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines, tinham a cifra acima.

Dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM:

João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios no Paraná, tinha US$ 167,1 mil em 2006/2007.

Dono da Rede CBS de rádios: 

Dorival Masci de Abreu (falecido), era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), teve conta entre 1990 a 1998.

Viúva do antigo dono do grupo Manchete:

Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), dono da antiga revista e TV Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

Crime organizado pela mídia

A Veja tinha o Demóstenes Torres; a RBS, Pedro Simon. A Veja tinha o DEM; a RBS, PMDB, PP e seus próprios funcionários. A Globo paira sobre ambas pois endossava Veja e encobria, sob suas asas, a filial a RBS. Todas as páginas cor de merda da Veja trazia políticos que, depois, se revelavam o que sempre foram. E só a Veja não sabia. Os tais de cavaleiros da ética, José Roberto Arruda & caterva faziam as páginas amarelas da Veja. Recentemente, Álvaro Dias, Fernando Francischini, Renan Calheiros e Eduardo Cunha adornam a galeria de heróis da Veja.

No Brasil, não há crime organizado sem a participação e organização do coronelismo eletrônico. Até porque o tráfico de informação é a moeda valiosa dos grupos mafiomidiáticos. À captura de FHC, mediante Miriam Dutra, seguiu-se a captura e cooptação, mediante espaço e emprego do filho, Joaquim Barbosa. Basta lembrar o passeio que Assas JB Corp proporcionou à funcionária da Globo pelas Costas Ricas… Não deu na Globo, mas internet revelou

O avanço político do crime organizado

dom, 15/03/2015 – 06:00 – Atualizado em 15/03/2015 – 08:45 –Luis Nassif

A lista HSBC expõe, de forma ampla, o que foi o ambiente cinza do mercado financeiro internacional depois da liberalização financeira, uma mixórdia onde se misturavam caixa 2, dinheiro do narcotráfico, do terrorismo internacional, da corrupção política, das jogadas financeiras.

É essa zona cinzenta que favorece a proliferação do crime.

***

Na política também existe uma zona cinzenta, um cenário que favorece a expansão da influência do crime organizado. No caso brasileiro, a zona cinzenta ganhou dimensão quando o STF implodiu o sistema partidário e permitiu a proliferação dos pequenos partidos. E, depois, quando o financiamento privado de campanha decidiu investir na sua própria bancada, em vez de bancar políticos individualmente.

Sempre houve políticos bancados pelo crime mas, em geral, eram subordinados à organização partidária que restringia sua capacidade de atuação no Congresso. Com o pluripartidarismo à brasileira, esse disciplinamento deixou de existir. Abriu-se uma caixa de Pandora de difícil equacionamento, especialmente depois que os partidos majoritários passaram a se engalfinhar em uma luta fratricida.

***

O avanço do crime organizado não se deu apenas na atividade parlamentar, mas também em outros territórios extra-institucionais, como a imprensa.

O episódio que inaugurou essa nova fase foi a parceria entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. Não era mais a imprensa se aliando a colarinhos brancos sofisticados, a golpistas do mercado financeiro, a banqueiros suspeitos, mas à corrupção chula de bicheiros e contraventores.

Cachoeira elegeu um senador, Demóstenes Torres. Veja transformou-o em um cruzado contra a corrupção, deu-lhe status de celebridade no mercado de opinião. Com o poder conquistado, Demóstenes fazia os jogos de interesse de Cachoeira e da Abril.

A CPMI de Cachoeira poderia ser o início da grande luta política contra o crime organizado ao desvendar as ligações de Cachoeira com a Veja e com empreiteiras – como a Delta -, que por sua vez mantinham ligações estreitas com o mundo político, a começar do então governador do Rio Sérgio Cabral.

A CPMI mostrou a especialização que se formara no mercado de corrupção. O bicheiro prospectava contratos e licitações no setor público, passíveis de corrupção, uma atuação que poderia começar nas discussões de projetos de leis e emendas orçamentárias e se desdobrar por repartições públicas federais e estaduais; aliava-se a uma empresa parceira, que assumia a fase legal do projeto; garantia a blindagem com a parceria com a mídia e com os padrinhos políticos.

***

O Ministério Público cochilou ao não avançar nas investigações abertas pela CPMI de Cachoeira. Seria o ponto de partida para o início da verdadeira guerra contra a corrupção política mais visceral, aquela que envolve o crime organizado. A Lava Jato abre uma nova possibilidade para se desbaratar esse modelo, ao identificar seus desdobramentos regionais. E o MPF terá que sair da zona de conforto e enveredar por caminhos nunca dantes navegados: as interseções do crime organizado com o país institucionalizado, incluindo aí a mídia.

O avanço político do crime organizado | GGN

14/03/2015

Censura: Zero Hora e Correio do Povo escondem PP dos gaúchos

heinzeLuis Carlos Heinze, do PP gaúcho, ganhou o troféu "Racista do Ano"

– Herr, Heinze, aposto que não há na Lava Jato nenhum “quilombola, índio, gay ou lésbica”. Mas também é verdade que lá tem tudo o que não presta!

Curioso para saber no que o pessoal do PP gaúcho aplicou o dinheiro conseguido com muito trabalho na Petrobrás, via Paulo Roberto Costa, visito os portais dos que se dizem grupos de informação gaúchos. Pensava encontrar explicações para entender porque o PP gaúcho, cabresteado pela funcionária da RBS, se bandeou todo pro lado do Aécio Neves. Uma explicação que está internet mas que os RBS e CP se recusam a dar, é a que Dornelles, primo do Aécio, era quem sabia do dinheiro do PP, diz Ciro Nogueira. Ciro, o pequeno, é o Presidente do PP…

No Correio do Povo: Janot diz que Lava Jato é o maior esquema de corrupção do País. O Correio do Povo explica porque a Igreja Universal no RS é uma linha do PP para assuntos de exploração espiritual.

Já na RBS, as matérias em destaque são: Saiba como foi o último capítulo da novela Império e Saiba quem são os articuladores do protesto contra Dilma. A mesma estagiária em pedagogia fez as duas matérias. “Saiba” porquê! Sim, ela, a RBS e sua estagiária querem nos ensinar. Estão sempre querendo nos doutrinar. Por isso também escolheram dois adolescentes para dizer como devemos ser.

Para a RBS, tudo se resume em novela. Ela conta o enredo mas não entrega produtores nem diretores. Dá o tampa e esconde a mão. A RBS quer nos fazer crer que as manifestações que são articuladas para derrubar Dilma, e que não é de hoje, é obra de dois jovens nerds. A própria RBS, ao chama-los de caras pintadas, é uma das mãos que balança o berço. Até porque nem poderia ser diferente. A Globo já escalou o elenco desta novela, cujo enredo envolve espionagem, heliPÓpteros com 450 kg de cocaína, sistemas de contagem de votos, comemoração de vitórias antes de terminada a contagem dos votos.

Como na Lista Falciani, a Lista do PP gaúcho só tem gente branca de olhos azuis!

 

Traficantes de Informações

16606542039_8df3fb706d_bA única informação presente nos dois portais, Correio do Povo e RBS, é o estrondoso silêncio a respeito do partido gaúcho que está de corpo e alma envolvido naquilo que o Procurador Geral da República chamou de “maior esquema de corrupção”, o PP do Pratini de Moraes, Ana Amélia Lemos, e a famiglia Germano…

(Aqui um parentes para falar de Farid Germano Filho, primo do meliante mor do PP gaúcho. Este energúmeno, conhecedor das “proezas” do primo amado, ocupa o espaço esportivo para culpar, inclusive quando seu Grêmio perde, o Governo Federal. É este tipo de imbecil que, por suas relações familiares, é guindado a ocupar espaço nos grupos mafiomidiáticos). Farid Germano Filho não é muito diferente de Wianey Carlet. Ambos são filhos do jornalismo invertebrado, que impreca contra pobres para defender os patrões. São paus mandados!

A Operação Lava Jato só é maior, por enquanto, porque Janot ainda não começou apurar as fraudes no HSBC… O swissleaks é ainda maior, mas como pega os traficam informações, não será manchete nem movimentará os nerds de facebook.

Este é tipo de protesto que os jovens inocentes, os nerds de jornal, que a RBS ajuda a vender. Se aparecer um nerd sem toddynho e matar, a RBS poderá publicar em seus jornais: “Um mártir para o MST” Ou, Dilma já tem seu mártir

Quando será que o Instituto Millenium será enfrentado como grupo mafioso que é. A constatação de que estão todos com contas em paraísos fiscais, se não explica tudo, já é indício suficiente para provar onde estão e quem protege BANDidos.

 

SwissLeaks

hsbc swissleaks corrupção A glamourização dos protestos esconde as digitais da RBS e seu histórico de luta contra o MST. Você “sabia” que a RBS é obra da Ditadura, e, em parceria com a Rede Globo, fez a defesa dos ditadores em benefício próprio?! A RBS nasceu com a ditadura e está falindo com a democracia. Sua única chance de sobrevida é a derrubada de governos democráticos.

Militante tucana “contra a corrupção” é filha de envolvido no escândalo Swissleaks. Fernanda Mano de Almeida também mantinha conta no HSBC.

Essa não merece reportagem na RBS, muito menos é lembrada. O que interessa é glamourizar golpistas.

Só derrubando Dilma e entronizando alguém que derrame recursos, só assim a RBS terá uma sobrevida.

Eu ainda lembro quando FHC foi apeado do poder e no dia seguinte desembarcou em Porto Alegre Pedro Parente e Pérsio Arida. Uma mão do PSDB lavou a outra da RBS, e as duas limparam a bunda.

Os movimentos de derrubada de governos, na América Latina ou no Oriente Médio, mas sempre para derrubar grandes produtores de Petróleo. Coincidentemente, contam com grupos ventríloquos de mídia cumprirem o que determinam seus finanCIAdores ideológicos.

A crise é causada por gente branca de olhos azuis, já havia dito Lula

bandeira manifestantePor isso odeiam o Brasil e financiam movimentos para derrubarem governos democráticos, como fizeram em 1964!

Se todo aquele que aparece na Lista Janot é ladrão, por que não se diz a mesma coisa de quem aparece na Lista Falciani?! Por que os julgamentos apressados só são feitos em relação aos seus inimigos políticos, mas não aplicados quando envolve exatamente quem usa e abuso do direito de assassinar reputação alheia?!

Agora fica explicado porque aquela Rede se chama BAND. BANDidos! Jornais do mundo todo estão cobrindo a mega corrupção acobertada pelo HSBC. No Brasil, as cinco irmãs estão na Lista Falciani. É por isso que venho chamando há muito tempo de grupos mafiomidiáticos.

Os componentes brasileiros da Lista Falciani são “brancos de olhos azuis”… Lula já sabia quem são os verdadeiros sanguessugas do Brasil: “Lula diz que crise é causada por ‘gente branca de olhos azuis’”.

O presidente da AMBEV, pelo seus múltiplos finanCIAmentos golpistas, ainda não apareceu no SwissLeaks porque deve ter sua Suíça particular em algum outro paraíso fiscal…

Descoberta, enfim, finalidade do Instituto Millenium!

Swissleaks fisga barões da mídia e jornalistas

:

Entre os personagens que mantêm ou mantiveram contas numeradas no HSBC da Suíça estão nomes como Otávio Frias, que fundou a a Folha de S. Paulo, Johnny Saad, dono do grupo Bandeirantes, Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, do Globo, José Roberto Guzzo, colunista e membro do conselho editorial da Abril, Ratinho, apresentador do HSBC, e Mona Dorf, jornalista ligada à Rádio Eldorado; todos alegam que não cometeram irregularidades; presença de barões da mídia na lista também revela seletividade do jornalista Fernando Rodrigues, do Uol, que foi escolhido pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, do qual faz parte, para divulgar o material; afinal, seu empregador, Otavinho Frias, não teve o nome divulgado por ele

14 de Março de 2015 às 07:02

247 – O escândalo Swissleaks, das contas numeradas secretas mantidas na Suíça, fisgou alguns dos mais poderosos barões da mídia brasileira, assim como influentes jornalistas da imprensa nacional.

Na lista vazada por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC, estão nomes poderosos como Otávio Frias, fundador já falecido da Folha de S. Paulo, e João Jorge Saad, o Johnny Saad, dono do grupo Bandeirantes – ambos tinham contas zeradas em 2007, ano dos registros obtidos por Falciani. A conta de Otávio Frias, depois, passou a apontar seu filho Luís Frias, um dos donos do Uol, como beneficiário.

Outro personagem curioso que aparece na lista é José Roberto Guzzo, ex-diretor de Veja e Exame e hoje conselheiro editorial da Abril, além de um dos colunistas mais mal-humorados da imprensa brasileira.

A lista também fisgou Carlos Massa, o Ratinho, do SBT, com US$ 12,4 milhões, e Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da Globo, com US$ 750,2 mil.

A maior soma na lista é a de Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, com US$ 120,5 milhões. Depois dele, aparecem Yolanda Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, Paula Frota Queiroz e Edson Queiroz Filho, do grupo Verdes Mares, afiliado da Globo no Ceará, com US$ 83,9 milhões. Fernando João Pereira dos Santos, da Rádio Tribuna, do Espírito Santo, mantinha US$ 9,9 milhões.

Além deles, aparece ainda Luiz Fernando Levy, que quebrou a Gazeta Mercantil, deixando um rastro de dívidas tributárias e trabalhistas.

Entre os jornalistas assalariados, além de Guzzo, destaque para Mona Dorf, ligada à Rádio Eldorado, com US$ 310 mil. Arnaldo Bloch, colunista do Globo, também foi correntista do HSBC de Genebra, assim como a família Dines, que, à época manteve US$ 1,3 milhão no banco suíço.

Todos os personagens citados alegam manter contas regulares e declaradas – o que deve ser verificado pela Receita Federal. A divulgação da lista de barões da mídia, no entanto, coloca em xeque o trabalho de Fernando Rodrigues, jornalista do Uol que foi escolhido pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos para receber o material. Não foi Rodrigues quem divulgou o nome de seu patrão, Luís Frias, mas sim os repórteres Chico Otávio, Cristina Tartáguila e Ruben Berta, do jornal O Globo.

Swissleaks fisga barões da mídia e jornalistas | Brasil 24/7

03/03/2015

A louca cavalgada dos psicopatas da Veja

Depois do Boimate e da Nueva Konigsberg parecia difícil que a Veja continuasse cavalgando seus psicopatas contra Lula, Dilma e o PT. Mas, não se antes já era doentio, agora já virou caso de polícia. Se polícia é assunto de psicopata. Quando Policarpo Jr chegou aos píncaros da glória ao integrar a quadrilha que tinha Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres como cabeças, e Gilmar Mendes como ator convidado, viu-se que não há nada de jornalismo na Veja. Trata-se apenas de uma espaço de catarse dos que não tem voto mas tem muito ódio e dinheiro, graças aos seus finanCIAdores ideológicos.

Ou o Dilma dá uma de Cristina Kirchner, e enquadre a Veja, ou a Veja ainda provocará uma hecatombe social. Seus franco atiradores estão cada vez mais enlouquecidos. Para as loucuras de grupos de extermínio falta um passo. Curto, muito curto.

Veja inventa outro sobrinho de Lula

1 de março de 2015 | 09:38 Autor: Miguel do Rosário

veja_ulisses_campbell02

Amigos, me perdoem esse postinho inútil. É um assunto tão idiota. Acho que o publico para entrar na seção de humor do blog.

Depois de tentarem, por anos, inventar boatos sobre o filho de Lula, espalhando fotos da sede da Esalq como se fossem imagens do casarão de campo de Lulinha e afirmando que ele seria o verdadeiro dono da Friboi, a direita doida, cujo órgão máximo é a Veja, agora fabrica sobrinhos de Lula em série.

Todos inexistentes, ou não-sobrinhos, ou envolvidos em histórias ou festas que nunca aconteceram.

É realmente incrível a desenvoltura com que a Veja produz mentiras sem nenhum pudor.

Talvez a explicação esteja na mensagem de twitter que Ulisses Campbel, o repórter da Veja que andou inventando sobrinhos e festas que não existem, e que depois tentou invadir o prédio do irmão de Lula: a Veja fez vários cursos de roteiro…

*

No Diario do Centro do Mundo

Veja inventa mais um sobrinho para atacar Lula

Em sua louca cavalgada, a revista Veja classificou como ‘sobrinho de Lula’ o filho de um amigo dele, Jacinto Ribeiro dos Santos.

Este amigo era irmão da primeira mulher de Lula, Lourdes, morta há mais de 40 anos.

Aparentemente, a Veja se vinga — mais uma vez — de Lula por ele haver desmascarado um repórter da revista que noticiara uma festa milionária para um sobrinho de Lula em Brasília.

Esse sobrinho de Brasília, soube-se, simplesmente não existe. Na falta dele, a Veja providenciou um sobrinho que não é sobrinho — sobre o qual lançou suspeitas de escassa, se alguma, substância, como você pode ver aqui.

Veja inventa outro sobrinho de Lula | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

02/03/2015

Resposta: da ignorância, do despeito e da inveja dos anencefálicos

Para atender uma demanda de quem a finanCIA, a velha imprensa se meteu em ser massa de manobra para criar um sentimento de ódio ao PT. E encontrou terreno fértil entre os anencefálicos. A inveja, o despeito dos perdedores é sementeira do ódio. A cada dia que passa todo ser ignorante que não consegue acolherar palavras que formem uma frase com sujeito, verbo e predicado estão sendo conduzidos nessa louca cavalgada de ódio. Pior do que o ódio disseminado numa classe média é alguns que se acham classe média, mas que não passam de reMEDIADOS. Se fazem de capacho para o ódio desfilar. O exemplo mais conhecido é drogado Lobão. As drogas consumiram seu cérebro, o que o fez líder da massa de anencefálicos.

Não conseguem desenvolver um raciocínio claro para explicar as razões do ódio e isso os deixa com ainda mais ódio. É a ignorância, mãe de todos os preconceitos.

 

De onde vem tanto ódio contra o PT?

Postado em 01 mar 2015 – por : Paulo Nogueira

33 ComentáriosFilhos da mídia

Filhos da mídia

Bresser Pereira resumiu o que acontece no Brasil de hoje: um grotesco sentimento de ódio coletivo dos ricos pelo PT e por Dilma.

Ele atribuiu a Lula e sua atribulada luta pela inclusão social de brasileiros ao longo de anos, décadas, séculos excluídos.

Mas se esqueceu de falar na contribuição milionária da imprensa para a disseminação do ódio.

A jornada de raiva da mídia começa exatamente com Lula, em 2003.

A Veja, antes uma revista respeitada e não um panfleto vil, assumiu desde logo o comando.

Dois articulistas foram chave nisso: Diogo Mainardi, na edição impressa, e Reinaldo Azevedo, na digital.

Eles deram o novo tom da revista. Falta de compromisso com os fatos e objetivo único de sabotar o governo eleito e, com ele, a democracia.

Progressivamente, o resto da imprensa foi seguindo o mesmo caminho.

Jornalistas e colunistas progressistas foram sendo afastados das redações, substituídos por derivações de Mainardi e Azevedo.

Aí foi perdido um equilíbrio tradicional: ao longo dos tempos, o direitismo dos donos encontrava um contraponto no progressismo dos chefes de redação.

Um dos exemplos notáveis disso foi Frias, o velho, e Claudio Abramo, na Folha. Ou Roberto Civita e Mino Carta, na Veja.

Foi dentro desse quadro que surgiu a multidão de vozes patronais nas principais empresas jornalísticas nacionais.

O que houve foi uma ocupação.

O pensamento diferente foi virtualmente extirpado. Mesmo a Folha, que se vangloriou durante muitos anos da pluralidade, foi ampliando os colunistas de direita e jogando fora os demais.

Não é coincidência que Reinaldo Azevedo, o símbolo do jornalismo patronal, seja hoje colunista da Folha.

Nos bastidores das redações, ocorreu o mesmo. Na Globo, ascenderam a postos essenciais jornalistas como Erick Bretas, hoje diretor de Mídias Digitais da empresa.

Bretas se notabilizou, recentemente, por pedir o impeachment de Dilma no Facebook e conclamar seus seguidores a acompanhá-lo no protesto de 15 de março.

A mensagem central da mídia pós-Lula tem sido instilar raiva num público intelectualmente vulnerável, destituído de preparo para distinguir jornalismo de propaganda política.

Para isso, jornais e revistas tentam desmoralizar de todas as formas o governo. A maior arma, aí, são acusações de corrupção, e não à toa.

Isso sempre funcionou no Brasil. A classe média é facilmente manipulada. Getúlio foi boicotado assim, e depois dele Jango também.

O ódio de classes que marca o Brasil de hoje deriva daí. Os “corruptos”, no discurso calculado da imprensa, estão acabando com o Brasil e enriquecendo à custa de todo mundo.

Danem-se os fatos. O importante é propagar essa visão.

Um dos efeitos colaterais disso é a venezuelização do Brasil. O brutal ataque a Mantega no Einstein é uma amostra perfeita da venezuelização: a fúria irracional das classes privilegiadas contra tudo que remeta a um governo de esquerda, ou centro-esquerda.

Por trás de tudo, se esconde uma verdade prosaica: os privilegiados, e deles a imprensa é o porta-voz, não querem abrir mão de suas mamatas.

É assim na Venezuela, é assim no Brasil.

Lamentavelmente, Bresser Pereira é um dos poucos privilegiados que conseguem enxergar a vida além de seus próprios interesses.

É por isso que ele é ignorado pela mídia.

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Paulo Nogueira

Diário do Centro do Mundo » De onde vem tanto ódio contra o PT?

26/02/2015

Os bandidos das ruas são filhos das redações

As tentativas de manipulação da velha mídia estão no DNA. Nasceram  e cresceram com as cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, RBS & Globo). O Instituto Millenium coordena, desde sua constituição, a forma de manipulação. Nas eleições de 1989 aconteceu pelo menos três manipulações grotescas, mas não existia a internet para desmascarar. Nas eleições de 1989 os grupos mafiomidiáticos abraçaram a candidatura do Fernando Collor de Mello. Para viabiliza-lo a Veja construiu uma capa de “Caçador de Marajás”, no sequestro do Abílio Dinis, vestiram o sequestrador com a camisa do PT, em Caxias do Sul os seguranças de Collor, empresa de segurança do RS, para promoverem um quebra-quebra e porem a culpa no PT. No debate, a Globo manipulou o que hoje é sabido e corrente. Não bastasse isso, a RBS suspendeu da Zero Hora o escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo por ter escrito que Collor não passava de “ponto de interrogação bem penteado”.

O que está sendo visto agora também se viu no RS no tempo da funcionária da RBS, Yeda Crusius, como mostrei num artigo em outro blog: “Uma idéia em duas imagens

Pior do que a grosseira manipulação do coronelismo eletrônico é passividade estupefata do PT.

Os movimentos sociais deveriam considerar seriamente a possibilidade de enfrentarem os funcionários e a própria velha mídia como inimigos figadais. O ódio com que se voltam contra os movimentos sociais, e que não é de hoje, é coisa de bandido travestido em meio de comunicação. Temos um exemplo aqui no RS que é paradigmático: quando o sem-terra Elton Brum foi assassinado, o jornal Zero Hora do Grupo RBS estampou: “Agora o MST já tem seu mártir". Isso é coisa de bandido, sim. E a mídia sabe proteger seus bandidos como mostra o caso Pimenta Neves x Sandra Gomide no Estadão. Bandidos existem em todo lugar, inclusive nas redações e nas famiglias mafiomidiáticas, como é o caso do “estuprador de Florianópolis”.

A Folha não emprestava suas peruas para transportar os presos clandestinos da ditadura? Quem se comprazia com a prisão sem mandato, a tortura, estupro, assassinato nos porões da ditadura e depois ainda ajudava a desovar em valas clandestinas como o Cemitério de Perus em São Paulo não pode ser considerado outra coisa senão também bandidos. A Folha fazia isso, o que pior, com prazer.

Já não mais se trata do “ovo da serpente”. O ovo já se abriu e as serpentes estão espalhadas pelas  redações. O fascismo não é uma ameaça, é uma realidade. E está incrustado na velha mídia.

Ou chutemos o fiofó dos fascistas ou os fascistas nos matam!

Fotos que provam como a mídia manipula você

:

Nos três principais jornais brasileiros, você não viu as imagens acima, que mostram um militante da Central Única dos Trabalhadores sendo pisoteado no Rio Janeiro; na Folha de S. Paulo, no Globo e no Estado de S. Paulo, o que estampou a primeira página foram agressões de petistas (que poderiam ser reações a provocações anteriores), antes do ato em defesa da Petrobras e do pré-sal; escolha editorial dos barões da mídia não foi aleatória; no fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política

25 de Fevereiro de 2015 às 18:43

247 – As imagens acima, registradas pelas lentes do fotógrafo Fernando Frazão, da EBC, não estamparam as capas dos principais jornais do País.

Elas mostram, com clareza, um representante da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, sendo pisoteado, no Rio de Janeiro, na tarde de ontem, antes do ato em defesa do pré-sal e da manutenção do modelo de partilha do pré-sal.

As imagens escolhidas pelos três principais jornais do País, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo mostram agressões cometidas por pessoas que vestem camisas vermelhas.

Eis a capa da Folha e sua legenda: BRUTALIDADE – Em ato da CUT e do PT em defesa da Petrobras perto da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, petista agride homem que pedia o impeachment de Dilma.

Agora, a capa do Estado de S. Paulo e sua legenda: Pancadaria no Rio – Em ato de petroleiros no Rio, que teve agressões entre manifestantes, o ex-presidente Lula disse que Dilma Rousseff ‘não pode ficar dando trela’ sobre as investigações na Petrobras e ‘tem de levantar a cabeça’.

Por fim, a capa do Globo, com sua legenda: Intolerância – Homens com camisa do PT partem para a briga com manifestantes que pedem a saída de Dilma em frente à ABI, no Rio, onde aliados do governo fizeram ato.

No mínimo, uma cobertura isenta, mostraria agressões dos dois lados, até porque as imagens publicadas nos jornais poderiam ser uma reação a provocações e agressões anteriores, como a captada por Fernando Frazão.

No entanto, já faz tempo que as famílias midiáticas brasileiras deixaram de buscar o equilíbrio e a isenção. No fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política. É como se houvesse uma espécie de ‘reinaldização’ dos veículos de comunicação, que, a cada dia, se deixam pautar pelo radicalismo.

Nesta quarta-feira, com seu estilo histérico, Reinaldo Azevedo escreveu que ‘milicianos petistas partem pra porrada’ (confira aqui). Além disso, chamou o ex-presidente Lula de ‘celerado’ e afirmou que, para ele, "chegou a hora de rachar algumas cabeças".

Também hoje, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO), que se cala sobre as estripulias de Agripino Maia, denunciado por receber uma propina de R$ 1,1 milhão, classificou Lula como "bandido" e o acusou de incitar a violência. Confira abaixo:

Eis o que disse Lula.  "O mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também".

A manipulação escancarada promovida pelos meios de comunicação visa rachar o País, alimentar mais violência no próximo dia 15 de março e criar as condições para um neofasciscmo no País.

Fotos que provam como a mídia manipula você | Brasil 24/7

O desabafo de um leitor contra a manipulação da Folha

:

"A foto da briga entre militantes petistas e reacionários a favor do impeachment demonstra a parcialidade política do jornal. É campanha descarada a favor de um sectarismo partidário instigado pela grande imprensa em geral. É fácil manipular fotos de brigas e não mostrar que houve agressão dos dois lados", disse João Humberto Venturini, de Piracicaba, sobre a edição da Folha a respeito do confronto antes do ato em defesa da Petrobras, no Rio; "O jornal prefere mostrar só um lado e fica clara a intenção de criar um clima hostil e de confronto"

26 de Fevereiro de 2015 às 06:51

247 – A tentativa escancarada de manipulação da realidade na cobertura do ato em defesa da Petrobras, feita pelos jornais Folha, Globo e Estado (saiba mais aqui), gerou protestos de leitores.

Foi o caso de João Humberto Venturini, de Piracicaba, que escreveu para a Folha de S. Paulo.

Eis, abaixo, seu protesto contra o jornal de Otávio Frias Filho:

A foto da briga entre militantes petistas e reacionários a favor do impeachment demonstra a parcialidade política do jornal. É campanha descarada a favor de um sectarismo partidário instigado pela grande imprensa em geral. É fácil manipular fotos de brigas e não mostrar que houve agressão dos dois lados. O jornal prefere mostrar só um lado e fica clara a intenção de criar um clima hostil e de confronto.

João Humberto Venturini (Piracicaba, SP)

05/07/2014

Cabo eleitoral de Aécio acerta Neymar nas costas

forastieriAlguém há de pensar que, em primeiro lugar, eles são contra a Copa.

Negativo, eles são contra o Brasil. Eles usam a Copa para atacar o Brasil, mas são eles são os primeiros a tirarem fotos nos jogos da Copa.

Os vira-latas estão enlouqecidos. Nem vacina anti-rábica vai nos livrar da loucura deles no mês de cachorro louco.

Se conseguem publicar algo deste teor contra um ser humano, só por ser jogador da Seleção que sequer conhecem direito, o que não publicam a respeito da própria mãe, que devem conhecem muito bem?!

O que um sem noção publica, outro com ainda menos neurônios repercute. É com pesar que vejo a força catalizadora dos a$$OCIAdos do Instituto Millenium em reunirem hienas para lhes servir. Por que será que todo vira-lata tem emprego garantido nos grupos mafiomidiáticos?!

Comentarista do R7 tripudia do sofrimento de Neymar

5 de julho de 2014 | 16:08 Autor: Miguel do Rosário

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O Paulo Moreira Leite argumentou, em sua última postagem, que o principal escândalo referente à agressão sofrida por Neymar é a falta de indignação da imprensa brasileira.

Quando o uruguaio mordeu um jogador, o mundo caiu. A pressão inaudita fez com que a Fifa se sentisse obrigada a dar uma punição extremamente severa contra o agressor.

E agora, que o colombiano quase quebra a coluna dorsal do maior ídolo do futebol brasileiro, não há nenhuma indignação! Nenhum protesto!

Segundo Paulo, o espírito antibrasil continua vivo, apesar de um pouco intimidado pela alegria esfuziante das ruas.

Apesar de concordar, não achei que Paulo apresentou provas suficientes para embasar sua opinião.

Até que me deparei, há pouco, com um tweet de um dos principais colunistas políticos da Folha, Fernando Rodrigues, elogiando um artigo de um tal de Andre Forastieri, do R7, que tripudia do sofrimento de Neymar (e de todo o povo brasileiro) e profere uma quantidade inacreditável de viralatices de mau gosto.

Acho ótimo que Forastieri dê a sua opinião, porque isso nos permite avaliar o grau de devastação que o viralatismo midiático causou em nosso país.

Mas estou chocado. Agora sim eu fiquei assustado.  E lembrei do que disse Paulo, em seu post: com essa falta de indignação, qual o recado que pretendemos passar para a Fifa e para a arbitragem dos próximos jogos?

Que o Brasil é um país tão vagabundo que não tem importância que nossos jogadores sejam trucidados em campo?

Reproduzo alguns trechos para vocês terem uma ideia do que eu estou falando.

*

Vamos chorar o machucado de Neymar, mais um santinho à brasileira? Nada feito. (…)

Esta comoção com o machucado de Neymar é patética. (…)

Dá um certo prazer sádico que o Brasil vá encarar o restante dessa Copa sem Neymar. Ele foi ungido a cara do nosso futebol, o garoto propaganda da brasilidade. É um símbolo da nossa dependência de jeitinho, ginga e emoção. Pensar para quê?

Perder a Copa já na próxima partida talvez fosse um bom basta nesta cultura de planejar e gerir mal, de corrupção e ignorância, de vitória a qualquer custo, na porrada e no “jeitinho”. Será um Brasil melhor quando não dependermos de jogadas milagrosas, padrinhos, geninhos. Quando o país não pensar em termos de goleada, eu só ganho muito se você perder bastante. Menos charmoso, menos “mágico”, talvez, mas melhor.

Merecemos ganhar da Colômbia? Ganhamos, a qualquer preço. Merecemos ficar sem Neymar, e aliás Neymar merece estar fora da Copa? Claro.

*

Tenho que concordar com Paulo. Setores importantes da grande imprensa comemoraram, embora em silêncio, a brutalização de Neymar. Sentiram um prazer mórbido com a dor inflingida a todo o povo brasileiro.

Sei que é meio clichê e enfadonho usar o termo Casa Grande, mas é nele que eu penso ao me deparar com um sadismo tão descarado, um desejo tão vil, de ver o povo sofrer, de pagar pelo atrevimento imperdoável de ser feliz

Comentarista do R7 tripudia do sofrimento de Neymar | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Capas de corar Fernandinho Beira-Mar

Se alguém pensa que são jornais produzidos pelo PCC, ou pela quadrilha do Carlinhos Cachoeira, está enganado. Há mais honestidade intelectual no pior bandido do que na máfia organizada pelo Instituto Millenium.

Prefeitura de BH: viaduto que desabou não era “obra da Copa”

5 de julho de 2014 | 12:12 Autor: Miguel do Rosário

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Em entrevista publicada no Estado de Minas, o secretário de Obras da prefeitura de Belo Horizonte, Lauro Nogueira, esclareceu a questão da responsabilidade pelo desabamento do viaduto e assegurou que não se tratava de uma “obra da Copa”.

Nogueira disse que houve falha na fiscalização e que a culpa é mesmo da prefeitura.

“É uma questão de responsabilidade solidária, tem o concurso da prefeitura e da Sudecap [órgão municipal], especialmente nos serviços de fiscalização, que são complexos”, admitiu.

Vocês lembram das manchetes de ontem, não é? Os jornalões que integram o “núcleo duro” da oposição midiática, Folha, Globo e Estadão, publicaram praticamente a mesma manchete (imagem no início do post): “Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH”.

Pois é, tanto Nogueira quanto a própria prefeitura, que soltou nota oficial, deram ênfase num ponto: o viaduto não era uma “obra da Copa”.

O que, aliás, não é uma questão assim tão importante. O essencial é apurar responsabilidades e, sobretudo, as causas da tragédia. Apenas destaquei esse ponto por causa da ênfase da mídia em focar por esse viés, em vez de focar na (ir)responsabilidade das empreiteiras e da fiscalização municipal.

A declaração de Nogueira, publicada também no Estadão, põe em evidência a psicopatia eleitoral da nossa imprensa, que tentou faturar politicamente com uma tragédia.

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No Estadão

Prefeitura de BH: viaduto que desabou não era “obra da Copa” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

03/07/2014

Vamos empastelar ou vais continuar comendo ração?!

Filed under: Bandidagem,BANDidos,Grupos Mafiomidiáticos,Ley de Medios — Gilmar Crestani @ 9:20 am
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Só a docilidade bovina da manada não vê que receberam ração estragada. Não fossem vira-latas, tivessem algum pedigree mental, e empastelariam a velha máfia midiática.

Wanderley e os Medios: Dilma colheu o que não semeou

O PiG disseminou um mundo incompatível com a realidade dos fatos.

O Conversa Afiada reproduz excelente artigo do professor Wanderley Guilherme dos Santos :

Dilma Rousseff colheu o que não semeou


A presidenta colheu precisamente os resultados do que não semeou: não promoveu a emergência de um sistema democrático de informação.
Wanderley Guilherme dos Santos
Aproveitando a vaia pornofônica que singularizou a participação dos reacionários e distraídos na abertura da Copa das Copas, a oposição saiu-se com o comentário de que a presidenta Dilma Roussef colheu o que semeou. Pensou que estava abafando. Não estava. Para além da falta de compostura e civilidade, a oposição errava outra vez no diagnóstico. A presidenta colheu precisamente os resultados do que não semeou: não promoveu a emergência de um sistema de informação democratizado.
A falta de pluralismo nos meios de comunicação não é ambição de esquerdas partidárias. Trata-se da prestação de um serviço privado, pago por consumidores, atualmente fraudados em suas aspirações de consumo. Ler um jornal, uma revista ou assistir ao noticiário da televisão faz parte da pauta de itens que a vida moderna põe, ou devia por, à disposição de quem os deseje usufruir. E os consumidores têm o direito de protestar. Assim como os passageiros urbanos reclamam da qualidade dos serviços pelos quais pagam, os leitores e espectadores insatisfeitos se julgam ludibriados pelos fornecedores da mercadoria que compram.
Os jornais, revistas e emissoras de televisão registraram com olhos complacentes os quebra-quebras aleatórios propulsionados pela carestia e falta de qualidade dos transportes em circulação. Não seria bom para a democracia, tal como não o eram os destemperos de violência, que os desgostosos com o pífio padrão do jornalismo, minorias como as de junho do ano passado ou maiorias como a queda de audiência e circulação atestam, empastelassem jornais ou ocupassem estações de televisão, exigindo participação e honestidade de gestão.
Durante o período que antecedeu a Copa das Copas e não somente em relação a ela, os meios de informação sonegaram centenas, milhares de notícias altamente relevantes para a vida dos leitores e espectadores. Mais do que isso, disseminaram incansavelmente uma visão de mundo incompatível com a realidade dos fatos. Era falso que os aeroportos, estádios, avenidas e metrôs não iriam ficar prontos. Era falso que os gramados não drenariam as chuvas, as comunicações não funcionariam, os holofotes não acenderiam. Era falso que os turistas seriam assaltados, que não haveria segurança, que conflitos gigantescos ofuscariam os jogos nos campos de futebol pela pancadaria generalizada nas arenas do lado de fora. Tudo falso. Moeda falsa. Produto estragado vendido a preço de luxo.
As trombetas da derrocada econômica, da inflação sem controle, do afinal bem vindo desemprego, são igualmente serviço fraudulento. Os leitores estão sendo diariamente lesados em sua boa fé, duplamente: não são informados do que ocorre efetivamente na sua cidade, no seu estado e no país, e são levados a acreditar que há um pesadelo à espreita assim que puserem os pés fora de casa. Quando não o vêem não é porque não exista, mas porque ainda não chegou a alguns lares: inflação, desemprego, falta de saúde e de educação; pior, falta de perspectiva.
A lição é terrível. Dela sabiam os tiranos da antiguidade, os tiranos da contemporaneidade os imitaram: um sistema articulado de falsidades pode produzir os delírios fantasistas ou as angústias aterradoras de uma droga, se absorvido por tempo suficiente. Uma imprensa oligopolizada é nada menos do que uma droga. Eficientíssima, capaz de produzir o pessimismo sem fundamento das análises econômicas, tanto quanto o desvario irracional das vaias pornofônicas. Ao se manter indiferente à péssima qualidade do serviço pago, inclusive com as bondades das concessões e outras benfeitorias, a presidenta Dilma Roussef colheu o que não semeou.

Navalha

O PiG (*) noticia nesta quinta-feira (3) que o infalível vice-presidente Michel Temer vai exigir que, no programa de Governo da coligação PT-PMDB, não constem a Ley de Medios e a revisão da Lei da Anistia.

A Ley de Meios faz parte integral do programa do PT, aprovado em Congresso, cantada e decantada nos pronunciamentos do presidente do Partido, Ruy Falcão, nos comícios que lançaram Dilma Rousseff à reeleição.

Começou a batalha…

Michel Temer, o amigo navegante há de se lembrar, foi o fio condutor da pressão da Globo sobre a CPI do Carlinhos Cachoeira: quando ouvir falar em “Veja” entenda “imprensa”; quando ouvir falar “imprensa”, entenda “a Globo”…

Foi o que um dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – disse ao ilustre vice-presidente, segundo reportagem de Leandro Fortes, na Carta Capital.

E assim fez a CPI, que odarelou …

O Caneta e a Globo estão aí, serelepes.

(O Temer também.)

Paulo Henrique Amorim

Wanderley e os Medios: Dilma colheu o que não semeou | Conversa Afiada

20/06/2014

Quem puxa o saco também puxa o tapete

Seleçaõ Globo Band

Globo se irrita com notícia de que seleção brasileira assiste a jogos da Copa pela Band

19/06/2014 – 08h04

DE SÃO PAULO

A Globo não digeriu bem a notícia de que a seleção brasileira e sua comissão técnica estão acompanhando os jogos da Copa pela Band.

Doeu mais ainda quando José Luiz Datena, do "Brasil Urgente" (Band), resolveu agradecer a audiência do técnico Felipão e de sua turma.

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As informações são da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quinta-feira (19).

Renato Rocha Miranda/Divulgação/TV Globo/

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F5 – televisão – Globo se irrita com notícia de que seleção brasileira assiste a jogos da Copa pela Band – 19/06/2014

03/04/2014

Não teria existido ditadura sem a participação das famíglias Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky

 

A imprensa e o golpe de 64

Postado em 30 Mar 2014

por : Paulo Nogueira

Um aliado dos generais

Um aliado dos generais

Folha, Globo e outros jornais estão fazendo especiais sobre os 50 anos do Golpe.

É uma tragédia e ao mesmo tempo uma comédia.

Qualquer esforço sério para falar do Golpe tem que tratar do papel crucial da mídia. O que jornais como o Globo, a Folha, o Estadão e tantos outros fizeram, portanto.

Alguma linha sobre o assunto?

Pausa para rir, ou para chorar. Você escolhe.

1964 não teria existido sem a imprensa, este é um fato doído para nós, jornalistas.

Os jornais construíram um Brasil fantasioso – de mentira, sejamos diretos – que chancelaria a ação dos militares.

Como mostrou o jornalista Mário Magalhães em seu blog nestes dias, o presidente João Goulart tinha alta popularidade em março de 1964.

Numa pesquisa do Ibope, não divulgada à época e nem por muitos anos, ele aparecia bem à frente na lista de intenções de voto para as eleições presidenciais de 1965.

Como não seria popular um presidente que tinha uma agenda pró-povo como Jango? Entre outras coisas, em seu governo foi criado o 13.o salário, que o Globo – numa hoje amplamente exposta e debochada primeira página – tratou como calamidade.

Mas o noticiário criava a sensação de que os brasileiros em massa eram contra Jango. O Globo conseguiu dizer que a democracia fora “restaurada” com o golpe que mataria tantas pessoas e faria de seu dono o homem mais rico do país.

Mesmo o grande jornal que mais tarde foi uma trincheira na oposição aos militares – o extinto Correio da Manhã – produziu duas manchetes que entrariam tristemente na história.

Uma delas dizia “Basta!” e a outra “Fora!” Como maus exemplos prosperam, a Veja copiaria o Correio da Manhã na capa em que, décadas depois, anunciou a saída de Collor. (E sonharia por oito anos repetir a cópia na gestão de Lula.)

O apoio da mídia à ditadura se manteria enquanto os militares foram fortes para beneficiar seus donos.

A campanha da Folha pelas eleições diretas só veio quando a ditadura cambaleava: politicamente, a insatisfação galopava, e a economia era um caos insustentável.

Antes, Octavio Frias se comportara de maneira bem diferente. Cedera carros da Folha para a caça a opositores da ditadura, o que o levou a temer ser justiçado como outro empresário que fez o mesmo, Henning Albert Boilesen, da Ultragás.

Frias mostrou também sua combatividade seletiva quando, depois de uma crônica de Lourenço Diaféria que dizia que o povo mijava na estátua do Duque de Caxias, patrono do Exército, recebeu uma ordem de um general para afastar o diretor de redação Claudio Abramo.

Afastou – não um mês, uma semana, um dia depois. Afastou na hora. Covardemente, ainda mandou retirar seu próprio nome – dele, Frias — da primeira página do jornal como “diretor responsável”.

Pôs o de Boris Casoy, escolhido para substituir Claudio por causa de seus notórios vínculos com a ditadura. Boris foi integrante do Comando de Caça aos Comunistas, o CCC. Não sabia escrever, mas isso era um detalhe.

Depois, quando a ditadura desabava, Frias autorizou valentemente a campanha das Diretas Já, tão enaltecida como nascida da grandeza de Frias ainda hoje por jornalistas de renome como Clóvis Rossi.

Não era fácil se jornalista naqueles dias, especialmente se você tivesse convicções.

Meu pai – Emir Macedo Nogueira – era editorialista da Folha em meados dos anos 60, quando eclodiu uma greve de fome entre os presos políticos em São Paulo.

Frias mandou meu pai escrever um editorial que afirmaria não haver presos políticos, só prisioneiros comuns.

Papai se recusou, e foi tirado da posição. Por que Frias não o mandou embora, às vezes me pergunto. Imagino que sejam duas as explicações: a primeira, papai tinha um talento excepcional. A segunda: uma demissão significaria que Frias levara a perseguição política para o interior da Folha.

Prova de quanto era dura a vida na redação, o editorial acabou sendo escrito por Claudio Abramo, um grande jornalista de esquerda, cheio de amigos entre os presos políticos em greve de fome.

Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos

Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos

Você pode imaginar o sofrimento que foi para Claudio escrever o que escreveu naquele dia.

Quando penso no papel desempenhado pela imprensa no golpe, tenho vergonha de ser jornalista. Mas aí me lembro de como o DCM é diferente de tudo aquilo e sigo adiante, para combater o bom combate.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A imprensa e o golpe de 64

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