Ficha Corrida

12/06/2016

Padilha Rima Rica & RBS, a gente vê por aqui!

OBScena: manifestantes na frente da sede da Zero Hora denunciando a cumplicidade da RBS & Rede Globo no golpe para proteger corruptos

ZelotskyA velha mídia brasileira é a mais corrupta do mundo, ou, pelo menos, aquela que mais atenta contra a democracia.

Nem Rupert Murdoch chega aos pés dos famiglia Marinho. As informações que fazem parte do documentário Muito Além do Cidadão Kane são prova suficiente do que a Rede Globo é que faz apodrecer nossa Democracia. Não bastasse uma famiglia de Mefistófeles, ou talvez por isso, uma plêiade de coronéis regionais foram arregimentados com eufemismo de filiais. De Sarney, no Maranhão, aos Sirotsky no RS, sem esquecer J. Hawilla no centro-oeste, a Rede Globo construiu, com o apoio da ditadura militar, uma verdadeira Cosa Nostra, com ainda mais poder, já que consegue nomear Ministros e destituir presidentes. O golpismo da Rede Globo é uma das razões de sua existência. Como na fábula da rã e do escorpião, é da sua natureza, está incrustrado no seu DNA.

Diuturnamente aplica uma lei que acabou, involuntariamente, revelada por meio de dois personagens emblemáticos: Rubens Ricúpero e Carlos Monforte no já famoso Escândalo da Parabólica. Distorce, mente, ataca se acumplicia. Foi assim com o golpe de 1964, repetiu, contra Brizola, no Proconsult, e atingiu novamente o coração na democracia ao atacar Lula e Dilma e silenciar sobre Eduardo CUnha e Aécio Neves. Tudo o que foi bom nos governos Lula e Dilma mereceu ataque sistemático da Rede Globo. Vide o livro do Ali Kamel, “Não Somos Racistas”, escrito para combater as cotas sociais e raciais implantadas por Lula e Dilma.

Se no Governo Brasif, capturava FHC mediante Miriam Dutra, não logrou o mesmo êxito com Lula e Dilma. Pior, vê sua ascendência sobre o povo brasileiro diminuir. Há farta distribuição de estatuetas e Innovações para novas capturas. E tudo junto para conduzir a plutocracia a implantar uma cleptocracia à sua feição.

Uma das filiais mais próximas é a RBS. Pega na Operação Zelotes, com “menção honrosa” nas Operações Pavlova e Portocred, a RBS foi teúda e manteúda de FHC. A tal ponto que, a pedido deste, abrigou em seus holerites Pedro Parente. Agora, com o golpe que ajudou a perpetrar, devolve Pedro Parente para continuar o serviço sujo de sempre. Entregar a Petrobrax à Chevron. Nós gaúchos conhecemos os elos desta história. Duas figuras emblemáticas são Eliseu Padilha, também conhecido como Eliseu Rima Rica, e Augusto Nardes. Sem contar seus dois funcionários que empurrou goela abaixo na manada de midiotas gaúchos, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Saíram dos fornos da RBS diretamente para o Senado. Ana Amélia, casada com senador biônico da Ditadura, depois de longa ficha corrida prestada à RBS em Brasília, faz parte do glorioso PP gaúcho, pego todinho e por inteiro na Lava Jato. Este é o mundo onde transitam os parasitas escalados pela RBS & Rede Globo. Ninguém vai ver, na RBS ou Rede Globo, reportagens explicando o modus operandi do PP gaúcho no esquema de corrupção montado na Petrobrás. Por aí se explica também a relação de paz e amor com Eliseu Rima Rica, no novo chefe da Casa Civil do Eduardo CUnha. Claro, Padilha é a razão pela qual Pedro Parente sai da RBS diretamente para Petrobrás. Nem vais encontrar qualquer explicação a respeito das relações da RBS com Augusto Nardes na milionária falcatrua perpetrada no CARF. Há também por aqui um ensurdecedor silêncio a respeito do maior finanCIAdor ideológico da RBS, Gerdau.

O papel principal no golpe de 2016 é da mídia, que arrebanhou, amestrou e amadrinhou os midiotas do golpe de 2016.

Em completa lua-de-mel com seus ventríloquos golpistas, a Rede Globo nomeia e destitui ministros. Ataca quem ousa questionar os golpistas, como fez hoje O Globo com Luis Nassif, destruir a concorrência, como faz com a EBC. Aliás, uma prática comum com a RBS. Aqui também quando Olívio Dutra foi governador atacaram diuturnamente a TV Piratini. Quando seus ventríloquos assumem o Palácio Piratini, a primeira coisa que fazem é sucatear a tv pública, levando para lá inclusive um ladrão de biscoitos Zezé.

Se Temer é CUnha, e CUnha é Temer, Temer & CUnha são Rede Globo.

 

Padilha apoia morte da EBC para não concorrer com mídia privada

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Ao sinalizar seu apoio ao projeto de desmonte da EBC, o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, confunde o papel da comunicação pública e fala em evitar a concorrência com emissoras privadas, como Globo, Band e SBT; "O governo não tem interesse em concorrer com a mídia privada", diz ele; emissoras públicas, que existem em vários países do mundo, visam oferecer comunicação de qualidade, livres dos ditames dos mercados e dos interesses políticos das famílias midiáticas que controlam grandes conglomerados de comunicação e, com esse poder, influem no processo político, derrubando e "elegendo" governos – uma distorção que tem no Brasil, com a Globo, sem maior exemplo

12 de Junho de 2016 às 07:07

247 – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sinalizou seu apoio à morte da EBC e justificou sua posição argumentando que não se deve concorrer com a mídia privada.

"Já falei com o presidente Michel sobre isso e ele determinou que se faça um estudo real dos gastos. O governo não tem interesse em concorrer com a mídia privada. Alí, é um gasto absolutamente supérfluo. E, num momento em que estamos numa fase de fazer mais com menos, as coisas supérfluas. Isso servia muito bem a quem queria ideologizar as ações do governo, queria a construção de uma franquia ideológica a partir dessa comunicação. Não é o nosso caso. Poderemos redimensioná-la. Não vamos extinguir a área de comunicação de governo. É inadmissível a ideologização da comunicação de governo. Mas a comunicação de governo é indispensável", disse ele.

Ao sinalizar seu apoio ao projeto de desmonte da empresa, o ministro Padilha, a quem a EBC passou a ser subordinada, depois que Secretaria de Comunicação perdeu status de ministério, confunde o papel da comunicação pública.

Empresas como a EBC existem em vários países do mundo, como França, Espanha e Inglaterra, e visam oferecer comunicação pública de qualidade, livres dos ditames dos mercados e dos interesses políticos das famílias midiáticas que controlam grandes conglomerados de comunicação – uma distorção que tem no Brasil, com a Globo, sem maior exemplo.

Os irmãos Marinho, com seu quase monopólio, construíram a maior fortuna midiática do mundo, de cerca de US$ 30 bilhões. E, com esse poder, já ajudaram a eleger e a derrubar presidentes da República, influindo diretamente no processo político e na agenda pública. Para Padilha, esse modelo é o que mais parece convir ao Brasil.

Padilha apoia morte da EBC para não concorrer com mídia privada | Brasil 24/7

16/01/2015

Retrato inacabado da máfia midiática

Hoje o perigo à democracia mora nos blocos monolíticos que filtram o que eles acham que podemos ou devemos saber.  Aquilo que Nassif chama de “cartel midiático” eu chamo de Lei Rubens Ricúpero, revelada no já clássico da manipulação jornalística, perpetrada na Rede Globo, conhecido como o Escândalo da Parabólica. Envolvia relações familiares, Carlos Monforte e Rubens Ricúpero, e políticas, a captura de FHC, via Miriam Dutra, pela Rede Globo.

O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch

sex, 16/01/2015 – 06:00

Atualizado em 16/01/2015 – 06:00

Luis Nassif

Em meados dos anos 2.000, subitamente o Olimpo da mídia passou a ser invadido por corpos estranhos, dinossauros de direita, que se supunha extintos desde o final da Guerra Fria, com uma linguagem vociferante, bélica, atacando outros jornalistas, pessoas públicas, partidos políticos, com um grau de agressividade inédito.

Até então, veículos criticavam veículos, mas não havia ataques pessoais a jornalistas.

O grande movimento começou por volta de 2005, coincidindo com a montagem do cartel midiático liderado por Roberto Civita, o cappo da Editora Abril.

***

Inspirada no australiano-americano Rupert Murdoch, a estratégia adotada consistia em juntar todos os grandes grupos de mídia em uma guerra visando ganhar influência para enfrentar os novos grupos que surgiam no bojo das novas tecnologias.

Montado o pacto, o primeiro passo foi homogeneizar o universo midiático, acabando com o contraditório.

Personalidades construídas pela mídia são agentes poderosos de influência em todos os campos. Ao contrário, as vítimas de ataques sofrem consequências terríveis em sua vida pessoal, profissional.

Trata-se de um poder tão ilimitado que uma das “punições” mais graves impostas a recalcitrantes é a “lista negra”, a proibição da citação de seu nome em qualquer veículo.

Em um modelo competitivo de mídia, essas idiossincrasias eram superáveis, permitindo a diversificação de pensamento.

O fim da guerra fria – no caso brasileiro, o fim da ditadura e o pacto das diretas – produziu um universo relativamente diversificado de personalidades, entre jornalistas, intelectuais, empresários, artistas e celebridades em geral, bom para o jornalismo, ruim para as estratégias políticas da mídia.

***

Nos Estados Unidos, a estratégia de Rupert Murdoch foi criar um inimigo externo, que substituísse os antigos personagens da Guerra Fria. E calar eventuais vozes independentes, de jornalistas, com ataques desqualificadores, para impedir o exercício do contraponto.

A estratégia brasileira baseou-se em um modelo retratado no filme “The Crusader” que, no Brasil, recebeu o nome de “O Poder da Mídia” – dirigido por Bryan Goeres, tendo no elenco, entre outros, Andrew McCarthy e Michael York.

Narra a história de uma disputa no mercado de telecomunicações, no qual o dono da rede de televisão é cooptado por um dos lados. A estratégia consistiu em pegar um repórter medíocre e turbiná-lo com vários dossiês, até transformá-lo em uma celebridade. Tornando-se celebridade, o novo poder era utilizado nas manobras do grupo.

Por aqui o modelo foi testado com um colunista de temas culturais, Diogo Mainardi. Sem conhecimentos maiores do mundo político e empresarial, foi alimentado com dossiês, liberdade para ofender, agredir e, adicionalmente, tornar-se protagonista nas disputas do banqueiro Daniel Dantas em torno das teles brasileiras.

Lançado seu livro, os jornais seguiram o script de alça-lo à condição de celebridade. O ápice foi uma resenha de O Estado, comparando-o a Carlos Lacerda e um perfil na Veja tratando-o como “o guru do Leblon.

Foi usado e jogado fora,quando não mais necessário.

***

A segunda parte do jogo foi a reconstrução do Olimpo midiático com uma nova fauna, que se dispusesse a preencher os requisitos exigidos, de total adesão à estratégia do cartel. Não bastava apenas a crítica contra o governo e o partido adversário. Tinha que se alinhar com o preconceito, a intolerância, expelir ódio por todos os poros, tratar cada pessoa que ousasse pensar diferente como inimigo a ser destruído.

Vários candidatos se apresentaram para atender à nova demanda. De repente, doces produtores musicais, esquecidos no mundo midiático, transformaram-se em colunistas políticos vociferantes e voltaram a ganhar os holofotes da mídia; intelectuais sem peso no seu meio tornaram-se fontes em permanente disponibilidade repetindo os mesmos mantras; humoristas ganharam programas especiais e roqueiros espaço em troca das catilinárias.

***

Mas a parte que interessa agora – até para entender a ação que me move o diretor da Globo Ali Kamel – foi o papel desempenhado por diretores de redação com ambições intelectuais.

Com autorização para matar e para criar a nova elite de celebridades midiáticas, ambicionaram não apenas o poder midiático, mas julgaram que eles próprios poderiam cavalgar a onda e se tornarem as estrelas da nova intelectualidade que a mídia pretendia forjar a golpes de machado.

Montou-se um acordo com a editora Record e, de repente, todos se tornaram pensadores e escritores. Cada lançamento recebia cobertura intensiva de todos os veículos do cartel, resenhas na Folha, Globo e Estadão, entrevistas na Globonews e no programa do Jô.

Durante algum tempo, o público testemunhou um dos capítulos mais vexaminosos de auto-louvação, uma troca de elogios e de favores indecente, sem limite, que empurrou a grande mídia brasileira para o provincianismo mais rotundo.

Diretor da Veja, Mário Sabino lançou um romance que mereceu uma crítica louvaminhas na própria Veja, escrita por um seu subordinado e a informação da Record de que o livro estaria sendo recebido de forma consagradora em vários países. O livro de Kamel foi saudado pela revista Época, do mesmo grupo Globo, como um dos dez mais importantes da década.

Coube à blogosfera desmascarar aquele ridículo atroz, denunciando a manipulação da lista dos livros mais vendidos de Veja, por Sabino, para que sua obra prima pudesse entrar (http://migre.me/o8OmT). E revelando total ausência das supostas edições estrangeiras de Sabino na mais afamada livraria virtual, a Amazon.

Na ação que me move, um dos pontos realçados por Kamel foi o fato de ter colocado em meu blog um vídeo com a música “O cordão dos puxa sacos”, para mostrar o que pensava da lista dos livros mais relevantes da década da revista Época.

***

Graças à democratização trazida pelas redes sociais, os neo-intelectuais não resistiram à exposição de suas fraquezas.

Kamel conformou-se com seu papel de todo-poderoso da Globo, mas de atuação restrita aos bastidores; Sabino desistiu da carreira de candidato ao Nobel de literatura.

Derrotados no campo jornalístico, no mano-a-mano das disputas intelectuais, recorreram ao poder das suas empresas para tentar vencer no tapetão das ações judiciais, tanto Kamel quanto Sabino, Mainardi, Eurípides.

Ao esconder-se nas barras da saia das suas corporações, passaram a ideia clara sobre a dimensão de um homem público, quando despido das armaduras corporativas.

O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch | GGN

01/12/2014

Murdoch, a inspiração das cinco irmãs

Filed under: A$$oCIAdos,CIA,Instituto Millenium,Rupert Murdoch,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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O WikiLeaks vazou a informação de que a CIA estava incutindo no Brasil brigas religiosas. Para isso tem um dos maiores orçamentos do mundo, maior que países como o Uruguai. As manifestações de junho de 2013 são prova de como a CIA consegue conduzir manadas. Não foi por acaso que nos dois estados onde as manifestações foram maiores, manteve-se o poder de quem já estava. Em São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito no primeiro turno. No Rio de Janeiro, Cabral fez o sucessor e ainda elegeu o filho.

As manifestações nasceram insufladas nas redes sociais. Mostrou que as pessoas desejavam manifestar-se. Isso é fato. A CIA soube capturar este espírito e buscou conduzi-lo contra o Governo Federal. E é o que continua após as eleições, via Instituto Millenium. As cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) são como postos avançados dos interesses capitaneados pela CIA. Basta ver quem elas, as cinco irmãs, demonizam e quem elas defendem.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira

sab, 29/11/2014 – 21:52 – Atualizado em 01/12/2014 – 08:12 – Luis Nassif

Foi simbólica a entrega do Prêmio Emmy por Rupert Murdoch a Roberto Irineu Marinho – representando as Organizações Globo.

Em um período em que a Internet e as redes sociais jogaram os grupos de mídia globais no maior desafio da história, Murdoch tornou-se o modelo, o campeão branco a fornecer a fórmula da sobrevivência aos grupos de mídia de todo mundo, especialmente aos brasileiros.

Em algum período escondido na memória, o jornalismo brasileiro inspirou-se na sofisticação do New Journalism de Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer; nas reportagens-verdade de Truman Capote; e até no jornalismo gonzo, do repórter vivendo os riscos relatados na reportagem.

Mas nenhum estilo influenciou mais do que o do australiano Rupert Murdoch.

Ele surgiu no rastro da globalização. Valeu-se do mercado de capitais, promoveu uma série de aquisições nos diversos continentes, adquiriu uma rede social, a 21st Century Fox e, através da News Corporation, jornais em diversos países.

Mas, principalmente, pavimentou sua escalada com um estilo jornalístico que remetia às origens dos "barões da mídia".

Ressuscitou o mais abjeto estilo da história, continuador de William Randolph Hearst e outros "barões da mídia"; que transformaram o jornalismo em uma máquina de assassinar reputações, em um instrumento rude, truculento de participação no jogo político, sem nenhuma sofisticação a não ser a exibição permanente da força bruta, o jorrar intermitente do esgoto.

Coube a Roberto Civita, presidente da Editora Abril, captar o novo movimento e importá-lo para o Brasil.

A partir de 2005, tornou-se o padrão dos grupos de mídia brasileiro, inaugurado pela revista Veja, imitado pela Folha e disseminado por diversos comentaristas da Globo.

Da noite para o dia, o cenário jornalístico brasileiro ficou coalhado de imitações de personagens funambulescos, tentando emular o estilo grosseiro da Fox.

O início do estilo Murdoch

O modelo Murdoch consiste nas seguintes características:

1. Buscar na extrema direita – no caso o Tea Party – o linguajar chulo e agressivo e o compêndio de preconceitos. Usa o preconceito como recurso jornalístico para conquistar a classe média.

2. Criar um inimigo externo, não mais a União Soviética, mas um novo fantasma. No caso, o Islã; por aqui, a Bolívia ou Venezuela.

Assim como a ultradireita brasileira, o Tea Party criou toda uma mitologia em torno da ameaça histórica do islamismo sobre a civilização cristã ocidental.

Não há mais o receio das bombas da Guerra Fria, mas de outros fantasmas imemoriais, as ideias que penetram subliminarmente no cérebro dos incautos levando-os para o reino das trevas.

Como diz Arnaldo Jabor, o comunismo explodiu e disseminou milhares de vírus pelo mundo todo, contaminando a cabeça de todos os democratas.

Essa versão dramatizada da “Guerra dos Mundos”, do “Monstro da Lagoa Negra”, da propaganda subliminar – consagrada no auge da Guerra Fria – acabou se constituindo no roteiro geral do grupo Fox e de seus emuladores brasileiros.

3. Valer-se do conceito de liberdade de imprensa para se blindar e promover uma ampla ofensiva de assassinatos de reputação contra adversários: jornalistas de outros veículos, políticos, empresários e intelectuais. E, por trás do macarthismo, montar jogadas comerciais de interesse do grupo.

4. Promover a ridicularização do cidadão comum – e dos críticos e adversários -, como maneira de ressaltar a superioridade intelectual do seu leitor.

O fenômeno Fox

O ponto central da disseminação desse modelo foi a Fox News.

Lançada em 1996, a  emissora conquistou uma audiência diária de 2 milhões de telespectadores, mais do que a soma da CNN e da MSNBC. Contratou diversos pré-candidatos republicanos à presidência, promoveu o Tea Party, contribuiu financeiramente com o Partido Republicano e grupos de ultra-direita  e foi relevante para a vitória republicana em 2010.

Disseminou teorias conspiratórias, falseou informações, espalhou boatos – como a de que Barack Obama era terrorista, ou que teria estudado em uma escola islâmica.

Em 2008, tentou ligar Obama com Bill Ayers – terrorista americano da década de 70, e a Louis Farraknan (líder da Nação islâmica nos EUA). Memorando interno do grupo recomendava aos repórteres enfatizar que no livro “Sonhos de meu pai”, Obama divulgava ideias simpáticas ao marxismo.

Um e-mail que chegou a outros veículos de mídia explicitava melhor o espírito Murdoch. Ordenava aos repórteres que "evitem dizer que o planeta aqueceu (ou resfriou) em qualquer frase sem apontar em seguida que tais teorias são baseadas em dados que críticos questionam".

Seis meses após a invasão do Iraque, 67% do seus telespectadores acreditavam que Sadam Hussein tinha se associado à al-Qaeda, e 60% juravam que a maior parte dos cientistas garantia que não havia aquecimento global.

Políticos e jornalistas que ousassem criticar a Fox News tornavam-se alvos de seus ataques.

Apenas um jornalista ousou se erguer contra aquela máquina de assassinar reputações, Jon Stewart que, em seu "Daily Show", ironizava a paranoia da rede.

O restante dos jornalistas amarelou – da mesma maneira que no Brasil – mesmo sabendo que aquele estilo contaminava a todos indistintamente. E o principal fator foi o medo de ser emboscado por uma equipe de filmagem, atacado nos shows de televisão, ou ser acusado de esquerdista.

Mesmo após a vitória de Obama, a Fox continuou espalhando seu terror. Durante o debate sobre o aumento do teto da dívida pública, foi a Fox quem estimulou, através de seus comentaristas em rádio e televisão, o extremismo de muitos republicanos no Congresso (leia aqui reportagem de Michael Massing para The New York Review).

O tabloide News of The World

O escândalo maior foi com o tabloide News of The World, até então o jornal mais vendido aos domingos no Reino Unido.

Em 2005 foi alvo de uma série de denúncias, de contratar detetives particulares e policiais para grampear celebridades e membros da realeza.

Algum tempo depois, The Guardian denunciou o jornal por ter grampeado os atores Jude Law e Gwyneth Paltrow.

O auge do escândalo foi a descoberta de que chegou a grampear o celular da menina Milly Dowler, de 13 anos, sequestrada e morta. Na tragédia do atentado ao metrô de Londres, em 2005, o jornal interceptou mensagens dos celulares dos parentes.

Os abusos reiterados levaram à prisão do editor do jornal, Clive Goodman, e o detetive particular Glen Mulcaire. E ele nem chegou à ousadia da revista Veja, que se associou a uma organização criminosa – Carlinhos Cachoeira –, praticou grampos ilegais, manipulou notícias envolvendo no próprio STF (Supremo Tribunal Federal), sem ser incomodada pelo Ministério Público Federal e outros órgãos de controle.

Entre Pulitzer e Hearst

Na origem do moderno jornalismo empresarial, há duas figuras centrais, Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst.

Pulitzer foi autor de máximas:

* “Para se tornar influente, um jornal tem que ter convicções, tem que algumas vezes corajosamente ir contra a opinião do público do qual ele depende”.

“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”.

E a mais conhecida delas:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”,

No lado oposto, Hearst e sua “imprensa marrom”, derrubando de vez os limites entre os fatos e a ficção. Os repórteres saiam das redações com a incumbência de trazer fatos que se adaptassem à pauta pré-definida. Se não encontrassem, que inventassem.

Nos anos 40, o império Hearst juntava 25 jornais diários, 24 revistas semanais, 12 estações de radio, 2 serviços de noticias mundiais, um serviço de notícias para filme.

Em 1948 colocou o pé na televisão, adquirindo a WBAL-TV em Baltimore, uma das primeiras emissoras dos EUA. Foi peça central no macarthismo que, nos anos 50, envergonhou o mundo civilizado.

Entre Pulitzer e Hearst-Murdoch, a mídia brasileira fez a sua escolha, jogou os escrúpulos às favas e caiu de cabeça no velho estilo que renascia do lixo da história. Abriu mão de qualquer veleidade de legitimar sua atuação, de justificar a liberdade de que dispõe, ou as concessões que recebeu.

Conservadores até a medula, Ruy Mesquita e seu irmão Júlio tinham rasgos de grandeza e a preocupação permanente em legitimar a atividade jornalística. No dia em que Fernão Mesquita, herdeiro dos Mesquita, colocou Roberto Civita no mesmo nível que seu pai, Ruy Mesquita, estava claro que a perda de rumo havia sido total.

E foram esses abusos, disseminados por vários países, em um momento em que as redes sociais davam voz a todos os setores, que transformaram a regulação da mídia em bandeira universal de direitos humanos.

Ontem, no Rio de Janeiro, a Comissão Estadual da Verdade discutiu uma série de recomendações para a ampliação da liberdade de expressão.

No mesmo dia, em Marrakech, o Fórum Social Mundial alçou o direito à informação ao mesmo patamar dos demais direitos fundamentais: à vida, à liberdade, à saúde e à educação.

Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira | GGN

13/12/2013

Margaret Thatcher, a hiena do apartheid

Filed under: Apartheid,Margaret Thatcher,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:00 am
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Vi há duas semanas, no GNT, o documentário ”Os Escândalos de Rupert Murdoch”. E a pergunta que me fiz de imediato foi: como isso foi possível na Inglaterra, um país de primeiro mundo. Que a Veja tenha este padrão mafioso no Brasil, tudo bem. Aliás, a Globo das grandes é maior. Não é mero acaso que o PSDB distribua milhares de assinaturas da Veja em escolas em São Paulo. Veja e Folha de São Paulo não inventaram o compadrio entre grupos de mídia e políticos corruptos, são apenas seguidores da mesma seita que fez crescer Murdoch. A diferença é que lá a persistência de grupos independentes fez com que o povo deixasse de ter um comportamento bovino. Aqui, é o povo continua anestesiado com picada da serpente sul-africana.

O documentário mostra a ascensão de Murdoch na Inglaterra em virtude de suas parcerias com políticos conservadores. A parceria de Murdoch (Fox) com Margaret Thatcher rendeu a ela uma imagem pública asséptica e a ele muitas libras em dinheiro. Coincidentemente, ambos eram contra Mandela e a favor do apartheid. O comportamento da FOX em nada diferencia do Grupo Abril dos Civita. Não é mero acaso que por traz da abril há o grupo sul-africano, Naspers. Margareth Thatcher e Rupert Murdoch chocaram o ovo da serpente. A serpente que hoje produz o veneno que Veja destila toda semana.

 

Em carta, Thatcher prometeu não impor sanções ao apartheid

Em troca, "Dama de Ferro" sugeriu a libertação de Mandela

LEANDRO COLONDE LONDRES

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher prometeu ao regime do apartheid que resistiria às pressões para aplicar sanções econômicas e comerciais à África do Sul.

Em troca, sugeriu a libertação de Nelson Mandela e outras medidas de impacto internacional que a ajudassem a manter sua posição de não romper com o regime.

É o que mostra uma carta escrita no dia 31 de outubro de 1985 por Thatcher ao presidente sul-africano da época, Pieter Willem Botha (morto em 2006).

A então premiê afirmou, por exemplo, que outros países a favor de sanções contra o apartheid tinham interesses financeiros na África do Sul e defendiam punições apenas como "retórica". "Os interesses de alguns países seriam severamente atingidos se sanções forem aplicadas", disse.

CROCODILO

Conhecido como "O velho Crocodilo", Pieter Botha marcou seu governo pela resistência em soltar Mandela e pela opressão sangrenta aos negros –estima-se que 2.000 pessoas morreram e outras 25 mil foram presas sem direito a julgamento.

A carta que ele recebeu de Londres foi enviada sob o timbre de "secreto e pessoal" e está no banco de dados da Fundação Margaret Thatcher.

A "Dama de Ferro", que morreu em abril deste ano, revela que estava decidida a manter sua posição pública de não punir o regime. "Eu devo resistir a sanções porque acredito que são erradas e que não é interesse britânico fazer isso", afirmou.

Na visão dela, sanção "não funciona" e prejudica quem quer ajudar. Além disso, ela diz que o governo de Botha estaria contribuindo para mudar a situação opressora.

"Continuo acreditando que a libertação de Nelson Mandela teria mais impacto que qualquer outra ação", afirmou ela.

A ex-premiê sempre sofreu críticas por não agir contra o regime de segregação na África do Sul. Em 1987, ela chamou o CNA, partido de Mandela, de "organização terrorista".

ERRO

O atual premiê David Cameron, do Partido Conservador (o mesmo de Thatcher), afirmou em 2006 que foi um "erro" aquela posição dos anos 80.

Na carta de 85, Thatcher relata a recente pressão que sofrera na reunião da Commonwealth, comunidade britânica que hoje reúne 54 países, a maioria deles ex-colônias –a África do Sul ficou afastada do grupo entre 1961 e 1994.

"Eu estou decidida a continuar resistindo a essa pressão e encontrei determinação parecida no presidente Reagan (EUA) quando nós discutimos esse tema em Nova York semana passada, mas preciso de sua ajuda", afirmou ela a Botha.

"Fui acusada de preferir empregos britânicos a vidas africanas, de não me preocupar com os direitos humanos, e muito mais", disse ao chefe do regime do apartheid.

A situação não mudou após a carta: Thatcher se manteve contra a sanção, Mandela continuou preso até 1989 (saiu após a queda de Botha), e o regime do apartheid só terminou em 1994, quando o líder negro foi eleito presidente de seu país.

02/12/2012

David Cameron, o melhor amigo de Murdoch

 

David Cameron defrauda a las víctimas de los tabloides

El primer ministro británico rechaza regular por ley el control del sector tras conocer las conclusiones de la Comisión Leveson, creada a raíz del escándalo de las escuchas ilegales

Walter Oppenheimer Londres1 DIC 2012 – 21:19 CET6

El juez Leveson, el jueves en Londres tras presentar su informe. / Dan Kitwood (AP)

David Cameron se puso el listón muy alto: la prueba del algodón del informe Leveson sobre los abusos de la prensa británica sería qué opinan del informe las propias víctimas de esos abusos. El juez lord Brian Leveson ha pasado el examen con notable. El primer ministro, al oponerse a la propuesta más controvertida, lo ha suspendido. El suspenso ha supuesto para él la apertura de un frente de batalla en el que tiene que luchar no solo contra la oposición, sino con sus socios de coalición liberalesdemócratas y un amplio sector de su partido, a favor de que los nuevos mecanismos de control de la prensa estén sometidos a algún padrinazgo legal.

Sin embargo, Cameron cuenta con un poderosísimo aliado: la prensa. La de la derecha, con el Daily Mail, el Telegraph y el Times a la cabeza. Pero también los recelos del centrista Financial Times y de los izquierdistas The Independent e incluso The Guardian.

Las propuestas del juez Leveson culminan la investigación encargada por el primer ministro a raíz del escándalo de las escuchas ilegales del tabloide News of the World. Tras 16 meses de investigación y la declaración de más de 600 testigos en lo que ha sido un proceso a las legendarias malas prácticas de una gran parte de la prensa británica, el juez ha concluido que hace falta no solo poner en marcha un sistema de autorregulación de la prensa controlado de forma independiente, sino que este se ha de apoyar en algún tipo de legislación para que realmente funcione.

La mayoría de la prensa cree que esa es una manera de instaurar la censura, que funcionó hasta que en 1695 el Parlamento suprimió el sistema de licencias bajo el que operaban los diarios de la época, con el objetivo de garantizar así la libertad de prensa.

Varios periódicos tildan de censura las recomendaciones del ‘informe Leveson’

Para Leveson, esa propuesta es “esencial” y si el Gobierno la rechaza es como si rechazara el conjunto del informe, de casi 2.000 páginas. Para Cameron, sin embargo, eso sería “cruzar el Rubicón”, un punto de no retorno semejante al que traspasó Julio César cuando en el año 49 antes de Cristo cruzó ese riachuelo al frente de 50.000 soldados para tomar Roma.

Al rechazar el núcleo duro de las recomendaciones del juez, Cameron arriesga mucho. Por encima de todo, el peligro de que su posición no sea percibida por la opinión pública como una defensa de la libertad de expresión, sino como su sometimiento a los grandes empresarios de prensa. Los afectados por las escuchas del News of the World y otros abusos de la prensa han reaccionado de inmediato. Si no hay ningún control legal, “las recomendaciones de Leveson no van a funcionar”, ha alertado la escritora J.K.Rowling, que un día se encontró un mensaje de un periodista en la ropa de su hija pequeña. “No acepto en absoluto el argumento de que el hecho de que la prensa esté regulada significa que no sean libres de escribir lo que quieran y lord Leveson ha sido muy claro al respecto”, opina la autora escocesa. “Me siento alarmada y consternada”, ha añadido.

Los afectados por ese tipo de abusos han dado la bienvenida a las recomendaciones a pesar de que echan en falta un mecanismo que permita paralizar al menos temporalmente una información. Ese es un aspecto que Leveson ha rechazado precisamente para evitar que pueda haber abusos que coarten la libertad de expresión. Lo que defiende es un código de conducta elaborado por la propia prensa pero aplicado por personas independientes, ajenas tanto a la industria mediática como al poder político. Esa regulación incluiría el poder de investigar por propia iniciativa los presuntos abusos y castigarlos con multas de hasta el 1% de la cifra de negocios de la empresa infractora, con un tope de 5.000 libras (6.200 euros).

Sería un sistema al que los periódicos se sumarían de forma voluntaria e incluiría la capacidad de resolver las denuncias del público sin acudir a los tribunales, abaratando todo el proceso. Los medios que no quisieran sumarse no tendrían esa ventaja y además Leveson sugiere que sean sometidos al control de Ofcom, el regulador de las telecomunicaciones. Algo que cuenta con un rechazo unánime, tanto de los medios como de los partidos, porque Ofcom rinde cuentas directamente al Gobierno y las televisiones tienen por ley la obligación de ser políticamente imparciales. “Eso sería dar un paso hacia el sistema de licencias”, advierte un editorial del Financial Times.

La vía de salida que promueve la prensa y que Cameron alienta sin disimulo es que la industria ponga en marcha de inmediato un sistema de autorregulación tan estricto y creíble que acabe haciendo innecesario reforzarlo por ley. Los diarios cuentan con la ventaja de que el proceso legislativo puede alargarse incluso hasta 2015. Los diarios reclaman una última oportunidad para vigilarse a sí mismos, pero esta ha sido la séptima investigación sobre sus abusos. La última, en 1991, acabó con la creación de la Comisión de Quejas de la Prensa (PCC). Entonces fue presentada como la panacea, pero ha acabado siendo dominada por los intereses de los diarios, no los de las víctimas de sus abusos.

Los puntos más controvertidos

Mientras la prensa británica alerta sobre el fin de la libertad de expresión y la llegada de la censura por primera vez desde el siglo XVII, las víctimas de sus abusos han puesto en marcha una petición en Internet para forzar al primer ministro a adoptar en su totalidad las recomendaciones del juez lord Brian Leveson. A las 48 horas de su puesta en marcha la habían firmado casi 63.000 personas.

Además de la polémica sobre si el nuevo sistema de autorregulación independiente de la prensa ha de estar reforzado con una ley, hay otros aspectos controvertidos:

» Voluntariedad. Leveson propone que la aceptación de un código de conducta de la prensa sea voluntario, pero al mismo tiempo sugiere una lista de premios y castigos para conseguir que sea aceptado. Los que se queden fuera no podrán beneficiarse de un nuevo sistema barato de arbitraje y deberían ser controlados por el regulador de las telecomunicaciones, Ofcom. Ese último punto es rechazado por todos, incluso quienes apoyan sin ambages a Leveson, como los laboristas, los liberales y el diario The Guardian.

» Periodistas desprotegidos. El juez propone que los periodistas dejen de estar exentos de la Ley de Policía y Evidencia Criminal y la ley de Protección de Dartos, lo que todos los diarios consideran que puede afectar al periodismo de investigación y facilitar a la policía la identificación de las fuentes de los periodistas.

» Independencia. El regulador ha de ser independiente pero algunos diarios cuestionan que pueda serlo si a sus miembros los nombra el Gobierno.

» Prensa y policía. La sugerencia de que la prensa no debe tener conversaciones confidenciales con policías se considera un absurdo y un indicio de que Leveson no entiende cómo funciona el oficio.

» Internet. Bastantes medios se quejan de que el juez proponga medidas para regular la prensa escrita pero no haga referencias al problema que supone la eclosión del periodismo en Internet.

David Cameron defrauda a las víctimas de los tabloides | Internacional | EL PAÍS

18/08/2012

Justiça made in Inglaterra: Murdoch solto; Assange, preso!

Filed under: Julian Assange,Liberdade de Expressão,Rupert Murdoch,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:24 am

ASSANGE entre 4 paredes

Confinado na Embaixada do Equador em Londres, fundador do WikiLeaks sua na esteira e faz sessões de dança com amigos para superar o estresse

JILL LAWLESS
DA ASSOCIATED PRESS, EM LONDRES

Julian Assange está morando num edifício caro de um dos bairros mais elegantes de Londres. Isso não quer dizer que esteja vivendo no luxo.

O fundador do WikiLeaks, acostumado a viajar por todo o mundo, está confinado a um espaço de algumas dezenas de metros quadrados na embaixada do Equador.

Se sair, será detido pela polícia britânica e extraditado à Suécia onde responde a processo de agressão sexual.

Assange, 41, está há quase dois meses na embaixada do Equador, que anteontem lhe concedeu asilo. Mas o Reino Unido nega o salvo-conduto necessário para que ele deixe o edifício e embarque rumo ao país latino-americano.

A embaixada equatoriana consiste de um apartamento, com cerca de 10 aposentos, no pavimento térreo de um elegante edifício de tijolos no bairro de Knightsbridge.

Não dispõe de quartos de dormir ou acomodação para hóspedes. Pessoas que visitaram Assange dizem que o fundador do WikiLeaks vive num escritório dotado de cama, telefone e conexão com a internet.

Um chuveiro foi instalado no banheiro da embaixada, que dispõe também de uma pequena cozinha. Assange já fez pedidos de pizza e outros tipos de comida delivery.

"Não é bem o Hilton", disse Gavin MacFadyen, simpatizante de Assange que o visitou na embaixada. Há uma esteira rolante que o permite exercitar-se e uma lâmpada de bronzeamento para compensar a falta de luz natural.

A mãe de Assange disse que os amigos que o visitam "tocam música e o encorajam a dançar com eles". Mas ela expressou temores pela saúde de seu filho. Disse que no mês passado ele estava enfrentando severo estresse.

Especialistas afirmam que o confinamento certamente tem um custo psicológico. "Ele está aprisionado na terra de ninguém", diz Cary Cooper, professor de psicologia na Universidade de Lancaster, Inglaterra.

"Uma das coisas que mais causam estresse às pessoas é não ter controle sobre o que acontece", disse Cooper. "É o caso dele. O controle está sendo exercido por outros."

Sob quaisquer padrões, Assange passou por 18 meses de severa perturbação desde dezembro de 2010, quando foi detido em Londres a pedido das autoridades suecas.

Assange estava vivendo em liberdade sob fiança. Tinha de se apresentar diariamente à polícia, usar tornozeleira de rastreamento e viver em endereço determinado.

Ele passou mais de um ano numa casa de campo pertencente a Vaughan Smith, ex-jornalista britânico que apoia o WikiLeaks. Era uma mansão rural em um terreno de 240 hectares. O espaço de Assange encolheu dramaticamente depois disso.

Mas Smith, que visitou Assange nesta semana, disse que o amigo continuava bem.

"Ele vive em um quartinho que não pode de forma alguma ser descrito como confortável", disse ao jornal "Evening Standard". "Mas está feliz, desde que tenha um computador para trabalhar."

Para Cooper, o desfecho mais provável, na ausência de um acordo diplomático entre o Reino Unido e o Equador, é que o confinamento e a vida isolada terminem por levar Assange a deixar a embaixada, mesmo que isso signifique prisão.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

01/08/2012

Un periodista de ‘The Sun’, detenido por el escándalo de las escuchas

Filed under: Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:56 am

Está firmada a jurisprudência internacional para que o Brasil prenda Policarpo Junior, o mega gravador da VEJA em parceria com Carlinhos Cachoeira.

Algunos medios señalan a Nick Parker, uno de los profesionales más destacados del diario

Scotland Yard no ha facilitado la identidad del arrestado

AFP Londres1 AGO 2012 – 06:10 CET3

El propietario de News Corporation, Rupert Murdoch. / NEWS INTERNATIONAL (EFE)

Un reportero del diario británico The Sun ha sido arrestado este martes por la policía como sospechoso de ocultar datos en el marco de las investigaciones por el escándalo de las escuchas ilegales del desaparecido tabloide News of the World, propiedad de Rupert Murdoch.

Scotland Yard no ha facilitado la identidad del periodista detenido, pero según medios británicos como The Telegraph se trataría del reportero principal del diario, Nick Parker, especialista en el área de información internacional.

La Policía indica en un comunicado que la detención "está relacionada con la obtenición de datos a partir de teléfonos móviles robados". El periodista ha sido liberado bajo fianza a lo largo de la tarde del martes.

News International, la sociedad que agrupa a los periódicos británicos de Murdoch, no ha hecho hasta el momento ningún comentario sobre la detención, informa AFP. Nick Parker había sido arrestado ya en febrero en relación con otra investigación sobre el pago de soborno a funcionarios.

Este mismo mes de julio Rebekah Brooks, antigua mano derecha de Rupert Murdoch en sus negocios de prensa en Reino Unido; Andy Coulson, exdirector de comunicación del primer ministro, David Cameron, y otras seis personas fueron imputadas por el caso de las escuchas telefónicas del desaparecido tabloide News of The World.

Un periodista de ‘The Sun’, detenido por el escándalo de las escuchas | Internacional | EL PAÍS

25/07/2012

A VEJA britânica também usava grampos

Filed under: NewsCorp,Rupert Murdoch,Veja — Gilmar Crestani @ 7:40 am

Justiça britânica acusa ex-editores de jornal por grampo

Ex-funcionários do "News of the World", de Rupert Murdoch, são vistos como próximos do primeiro-ministro David Cameron

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Justiça do Reino Unido anunciou ontem que irá indiciar Andy Coulson e Rebekah Brooks pelo caso do grampeamento de telefones cometido pelo "News of the World" entre 2000 e 2006.

Durante esse período, ambos foram editores do jornal, que fez parte do império midiático de Rupert Murdoch. O escândalo resultante dos grampos levou o empresário a fechar essa publicação -de 168 anos- no ano passado.

A acusação é vista como embaraçosa para David Cameron, primeiro-ministro britânico, porque ambos os indiciados estão ligados a ele.

Coulson foi diretor de comunicação de Cameron. Brooks, por sua vez, é uma amiga próxima do premiê.

Promotores britânicos afirmam que é do interesse público indiciar ambos e que há evidências suficientes para condená-los. Se forem considerados culpados por delitos relacionados às escutas, a pena máxima será de dois anos na prisão e/ou uma multa.

Entre as supostas vítimas de grampeamento estão os atores Angelina Jolie e Brad Pitt, o ex-beatle Paul McCartney e parte da família real.

As principais acusações, porém, são referentes ao acesso à caixa de mensagens da estudante Milly Dowler, assassinada em 2002. Foi o caso que, em 2011, desencadeou as investigações sobre a conduta ética do "Now".

A acusação de Coulson e Brooks deve ajudar a prejudicar a reputação de Cameron, em meio aos esforços para recuperar a economia britânica.

Apesar disso, analistas não acreditam que o dano político possa forçar o premiê a deixar o cargo.

Outras seis pessoas, incluindo ex-funcionários seniores do "News of the World", serão indiciadas.

Promotores afirmam, também, que podem revelar os nomes de mais de 600 pessoas que a Justiça acredita terem sido grampeadas pelo jornal "News of the World".

As audiências preliminares para o caso estão agendadas para 16 de agosto. Tanto Coulson quanto Brooks negam as acusações de participação nos grampeamentos.

"Passei a minha carreira jornalística fazendo campanha por vítimas de crimes. Defenderei as denúncias com vigor", afirmou Brooks.

18/07/2012

Como Murdoch errou

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:53 am

Como Murdoch errouFoto: Brendan McDermid/ REUTERS

O eventual fechamento do The Daily revela apenas que o maior empresário de comunicação do mundo, o magnata australiano Rupert Murdoch, ainda não compreendeu a era digital

18 de Julho de 2012 às 07:51

Leonardo Attuch _247 – Comenta-se, nos meios digitais, que o empresário australiano Rupert Murdoch, maior magnata da mídia global, estaria esperando apenas o fim das eleições norte-americanas para anunciar o fechamento do The Daily (leia mais aqui).

A tendência, dos analistas de mídia mais apressados, seria então sentenciar que jornais, para conquistar influência, devem existir também no mundo físico, impresso. E que a débâcle do The Daily, com menos de dois anos de vida e US$ 10 milhões de prejuízos acumulados, seria a prova cabal disso.

Nada mais falso. O fracasso do jornal é fruto, apenas, dos erros empresariais de Murdoch, que ainda não compreendeu a essência da era digital. Não custa lembrar que, em 2005, um ano antes da criação do Facebook, ele comprou, por US$ 580 milhões a rede social MySpace, mas não soube administrá-la. Seis anos depois, Murdoch fez uma confissão no Twitter: “Ferramos o MySpace de todas as formas possíveis.”

No caso do The Daily, os erros também foram flagrantes. Eis uma pequena lista:

1)  O jornal não existe na internet, tal qual a conhecemos – O site thedaily.com é apenas institucional e não publica notícias. Ou seja: o jornal está restrito à plataforma dos tablets, o que limita sua audiência.

2) Murdoch apostou no modelo pago – Com duas semanas de vida, o The Daily passou a cobrar por seu conteúdo, quando a experiência da internet, na ampla maioria dos casos, é gratuita e livre de qualquer tipo de cobrança. Apesar do muro de cobrança, leitores passaram a furá-lo, reproduzindo e compartilhando seu conteúdo.

3) O “The Daily” errou na escolha do nome e no ciclo de entrega das notícias – Como o próprio nome diz, “The Daily” significa “O Diário”, quando o ciclo de consumo de informação na internet é 24/7, 24 horas por dia, sete dias por semana. O produto de Murdoch entrega seu conteúdo no mesmo momento em que um jornal em papel chegaria à casa de um cidadão. E faz raríssimas atualizações durante o dia.

No livro “Free – The Future of a Radical Price”, o escritor Chris Anderson sentenciou: “Information wants to be free”. Esta é a grande verdade. No século XXI, a informação não apenas quer ser gratuita, como também clama para ser compartilhada entre amigos, nas redes sociais.

Empresários como Murdoch fracassam na era digital porque pensam com a cabeça do século XX. Vivem no tempo da relação vertical, de cima para baixo, com seus leitores. No mundo de hoje, no entanto, esta relação deve ser horizontal. Afinal, vivemos num mundo plano e cada vez mais colaborativo.

Como responsável pelo Brasil 247, o segundo jornal desenvolvido para o iPad e outras plataformas digitais no mundo, mas o primeiro gratuito, o que tenho a dizer é muito simples: já alcançamos o ponto de equilíbrio financeiro e temos muitos anos de vida pela frente. E nossa aposta está mantida: o futuro, cada vez mais presente, é online e é grátis.

PS: O The Daily, com sua cultura fechada, possui 14 mil fãs no Facebook. O 247, com seu modelo aberto e compartilhável, já tem 36 mil e irá muito mais longe.

Como Murdoch errou | Brasil 247

15/06/2012

Murdoch: inspiração de Civita, Perillo & Cachoeira

Filed under: David Cameron,Rebekah Brooks,Roberto Civita,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 9:15 am

Cameron abandona el Tribunal Supremo tras testificar sobre sus vínculos con el grupo Murdoch.

Imagen: EFE

Cameron quedó pegado al grupo Murdoch

“No sólo somos amigos. Te apoyo totalmente. A nivel profesional estamos definitivamente juntos en esto”, le escribió a Cameron la entonces editora del News of the World, Rebekah Brooks, a meses de las elecciones generales.

Por Marcelo Justo

Desde Londres

El primer ministro británico, David Cameron, prestó testimonio durante cinco horas ante la Comisión Leveson y quedó más pegado que nunca al grupo Murdoch. Un mensaje de texto de 87 palabras de la mano derecha de Ruppert Murdoch, Rebekah Brooks, decía más que decenas de testimonios ante la comisión investigadora sobre la relación de los medios y el mundo político. “No solo somos amigos. Te apoyo totalmente. A nivel profesional estamos definitivamente juntos en esto”, le escribió Brooks a Cameron a meses de las elecciones generales.

En un momento de visible nerviosismo, el primer ministro vaciló cuando le preguntaron si se encontraba con Brooks todos los fines de semana. “Tendría que fijarme. No creo que cada fin de semana. Ni siquiera la mayoría de los fines de semana. Depende”, dijo el primer ministro. La pregunta se refería a sus encuentros entre 2008 y 2009, período clave en el que el periódico más leído del Reino Unido, el The Sun, decidió retirar su apoyo a los laboristas y concedérselo a los conservadores.

David Cameron y Rebekah Brooks son vecinos. Charlie Brooks, marido de la ex editora del The Sun y ex directora ejecutiva de News International, fue compañero del primer ministro en Eton, la exclusivísima escuela privada británica a la que suele asistir la realeza, la aristocracia y los millonarios con ansias de figuración social. Hoy esa amistad es un hierro que quema. Charlie y Rebekah Brooks están imputados de “obstruir la Justicia” ocultando pruebas a la investigación policial sobre escuchas telefónicas. Con un espectacular sentido de la oportunidad, el juicio a ambos comenzó el miércoles, en vísperas de la comparecencia de Cameron ante la Comisión Leveson. Cuando la misma Brooks prestó testimonio ante la comisión, en abril, señaló que durante la campaña electoral de 2010 intercambiaba con Cameron un par de mensajes de texto semanales.

Rebekah Brooks no era el único referente de este vínculo. La decisión del primer ministro de nombrar a Andy Coulson como su jefe de prensa poco después de que renunciara como editor del News of the World por el escándalo de las escuchas es una sombra que amenaza hace rato a su gobierno. Como Brooks, Coulson está imputado por el tema de las escuchas, en su caso por perjurio ante la Corte. Cameron reconoció ante la Comisión Leveson que el nombramiento era “controversial”, pero aseguró que el mismo Coulson, que siempre negó haber ordenado escuchas, le había asegurado que no tenía nada que ocultar. Según el primer ministro, cuando en 2009 una investigación del matutino The Guardian reveló que el News of the World había realizado escuchas ilegales de unas tres mil personas, Cameron volvió a formularle la misma pregunta y obtuvo igual respuesta.

En mayo de 2010, cuando los conservadores ganaron las elecciones, el primer ministro lo nombró jefe de prensa. Coulson no fue sometido al chequeo de seguridad que le correspondía a su importancia en el gobierno, sino a un examen mucho más básico, pero Cameron negó ante la comisión que esto fuera inapropiado. En enero de 2011, cuando el escándalo creció como una bola de nieve, Coulson se vio obligado a renunciar. En ese momento, Cameron lo defendió. Ante la comisión, luego de dos arrestos y una imputación, el primer ministro se vio obligado a justificarse diciendo que “uno toma decisiones sin saber exactamente qué va a pasar”.

Esta apelación al error humano lo deja mal parado. Entre 2007 y 2011, el primer ministro enfrentó numerosos cuestionamientos y no solo de la oposición: los propios conservadores no estaban muy convencidos con Coulson. Hoy el ex editor del News of the World se ha convertido en su primera línea de defensa. Mucho más peligroso que una “decisión equivocada” es la sospecha que ha sobrevolado durante los siete meses que lleva funcionado en pleno la Comisión Leveson sobre un pacto con el grupo Murdoch de cara a las elecciones de 2010. Cameron fue enfático en su testimonio ante la comisión. “No hubo ningún pacto explícito, implícito o nada que se le parezca. Buscamos el apoyo de los editores de los diarios procurándolos convencer de los méritos de nuestra política. Jamás ofrecimos algo a cambio”, dijo. El problema es que la catarata de mails, mensajes de texto, cenas, nombramientos y amistades subrayan una y otra vez la existencia de profundos vasos comunicantes entre ambos.

Los hechos tienen su propio peso. Desde que asumieron, en mayo de 2010, los conservadores redujeron drásticamente el financiamiento de la BBC y de Oxfcom, ambas bestias negras de los Murdoch, que detestan la competencia de la corporación pública y cualquier tipo de regulación de los medios. A la hora de decidir sobre la oferta de BSkyB terminaron nombrando como veedor de la oferta al ministro de Cultura, Jeremy Hunt, a pesar de que se había mostrado totalmente a favor de la misma. Cuando la comisión le preguntó a Cameron sobre este nombramiento, el primer ministro recurrió al tradicional “no recuerdo si leí o no leí las declaraciones a favor de la oferta” de Hunt. Con tres investigaciones policiales en marcha y la Comisión Leveson a todo vapor, el escándalo de las escuchas telefónicas y sus lazos con el grupo Murdoch no le van a dar respiro.

Página/12 :: El mundo :: Cameron quedó pegado al grupo Murdoch

30/05/2012

Justiça Britânica: dura com Assange, assanhada com Murdoch

Filed under: Inglaterra,Julian Assange,Poder Judiciário,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 7:51 am

 

La justicia británica rechaza el recurso de Assange y da luz verde a su extradición

El fundador de Wikileaks lleva 540 días en arresto domiciliario por un supuesto delito sexual

Los abogados del fundador de Wikileaks consiguen un aplazamiento de dos semanas

Joseba Elola Madrid 30 MAY 2012 – 10:32 CET32

 Julian Assange, en diciembre de 2011. / GEOFF CADDICK (AFP)

El fundador de Wikileaks, Julian Assange, ha agotado hoy su último cartucho ante la justicia británica. El Tribunal Supremo del Reino Unido ha rechazado el recurso que presentó contra su orden de extradición a Suecia. El editor australiano es reclamado por la Justicia sueca para ser interrogado como sospechoso de varios delitos sexuales, entre ellos, uno de violación “leve”. En caso de aprobarse su extradición a Suecia, le quedará una última bala en la recámara: recurrir al Tribunal Europeo de Derechos Humanos.

más información

El fundador de Wikileaks consume un episodio más de su ya dilatada batalla judicial en suelo británico, donde lleva 540 días bajo arresto domiciliario. Las autoridades suecas emitieron una orden de arresto internacional (EAW, en sus siglas en inglés) en diciembre de 2010 para reclamar que el australiano testificase ante las denuncias de acoso sexual, coerción ilegal y violación presentadas por dos mujeres en Estocolmo en el verano de 2010.

Los abogados de Assange sostienen que la orden no es válida porque la emitió la fiscalía sueca, y no un juez, como se requiere en el Reino Unido. Estiman que la fiscal no es una autoridad judicial competente para la emisión de EAW. La extradición deberá ejecutarse en los próximos diez días. Pero si el Tribunal Europeo de Derechos Humanos aceptase un recurso del australiano, la extradición quedaría paralizada, explican fuentes cercanas a Assange.

Si el editor australiano recurriese ante el Tribunal de Derechos Humanos de Estrasburgo (ECHR), éste debería decidir en el plazo de 14 días si toma en consideración el hipotético recurso. De ser así, la orden de extradición quedaría suspendida y podrían pasar meses hasta que se resuelva el caso. “ Si el ECHR no aceptara el recurso, Assange sería extraditado a Suecia tan pronto como se pudiera arreglar la situación”, declaró ayer a Reuters una fuente de la fiscalía británica.

Preguntas y respuestas del caso

J. E., Madrid

¿Por qué pide Suecia su extradición?

El australiano es reclamado para responder a denuncias de violación y abusos sexuales presentadas por dos mujeres suecas en agosto de 2010.

¿El fallo del Supremo británico es definitivo?

No. A Assange aún le quedará la opción de recurrir ante el Tribunal Europeo de Derechos Humanos de Estrasburgo. En caso de que este tribunal aceptara tomar en consideración el caso de Assange, la orden de extradición quedaría paralizada.

¿Está Assange acusado de violación?

No, no existe ningún cargo contra él. Lo que existe es una denuncia. La fiscalía sueca le reclama para interrogarle. Una vez interrogado, decidirá si abre un proceso contra él.

¿Cómo empezó todo?

Todo ocurrió en Estocolmo entre los días 14 y 18 de agosto de 2010, cinco días que cambiaron la vida de Assange. El australiano viajó a Suecia para participar en unas conferencias. En la noche del 14 de agosto, mantuvo un primer encuentro sexual con una mujer identificada durante el proceso como Miss A. Según la denunciante, el australiano utilizó el peso de su cuerpo para inmovilizarla y mantener una relación sexual con ella. Además, la obligó a practicar sexo sin preservativo en contra de su expreso deseo, declaró la denunciante. Por estos motivos se le acusa de coerción ilegal y de acoso sexual. Miss A. fue acosada de nuevo por Assange el 18 de agosto. La cuarta acusación contra él, la más grave, es la de violación. Sucedió el 17 de agosto. Miss W. acusa a Assange de haber mantenido con ella relaciones sin preservativo y sin su consentimiento, mientras ella dormía.

La justicia británica rechaza el recurso de Assange y da luz verde a su extradición | Internacional | EL PAÍS

28/05/2012

Rupert Murdoch + Tony Blair = Roberto Civita + Gilmar Mendes

Enquanto o  mundo se debruçava sobre o pensamento da Terceira Via, inclusive um famoso canastrão brasileiros metido a sociólogo, Tony Blair a praticava. Como se pode ver das relações da Veja com Carlinhos Cachoeira e Gilmar Mendes, a verdadeira Terceira Via é o conluio de políticos e empresários com com grupos mafiomidiáticos para se apropriarem do Estado. As outras duas vias são a Ditadura e a Democracia… A terceira via prescinde das duas.

Tony Blair declara sobre sus relaciones con Rupert Murdoch

El ex primer ministro británico comparece ante la comisión Leveson, que investiga las escuchas ilegales del tabloide News of The World, para explicar su relación con el magnate mediático

Walter Oppenheimer Londres 28 MAY 2012 – 09:30 CET8

El ex primer ministro británico Tony Blair comparece esta mañana ante la llamada comisión Leveson, que desde noviembre investiga el comportamiento ético de la prensa británica a raíz de las escuchas ilegales del desaparecido tabloide News of The World. Su comparecencia se centrará en las estrechas relaciones que tuvo con el magnate Rupert Murdoch y hasta qué punto estas han podido condicionar sus funciones como primer ministro.

La comisión está en la tercera fase de sus investigaciones, centrada en las relaciones entre la prensa y los políticos, tras haber empezado en noviembre indagando en las relaciones entre la prensa y el público –prestando especial atención entonces a las escuchas y potenciales comportamientos ilegales– y haber abordado después las relaciones entre la prensa y la policía.

Estos dos primeros capítulos están siendo investigados también por la policía y el viernes pasado se produjo la detención numero 30 en relación al escándalo del News of The World. Scotland Yard arrestó a una mujer de 37 años, que se cree es una antigua periodista del tabloide, en el marco de las investigaciones por supuestos sobornos a policías y otros empleados públicos.

La semana pasada, uno de los principales aliados de Blair en el Nuevo Laborismo, el varias veces ex ministro y también ex comisario europeo, Peter Mandelson, negó en su comparecencia ante la comisión Leveson que hubiera habido un pacto entre Murdoch y Blair, aunque admitió que se podría discutir sobre si esas relaciones llegaron a ser “más estrechas de lo que hubiera sido recomendable”.

Antes, en abril, el ex director de Comunicación de Downing Street en tiempos de Blair, Alistair Campbell, negó también la existencia de un pacto antes de las elecciones de 1997, en las que el influyente y tradicionalmente pro conservador The Sun pidió el voto para los laboristas. Campbell negó también que Murdoch influyera en la decisión de Blair de apoyar la invasión de Irak en 2003.

Por una vez, sin embargo, la comparecencia de Blair puede quedar eclipsada por la de un político de rango muy inferior, pero en activo. Al menos, de momento. Este jueves que viene comparecerá también ante la comisión Leveson el actual ministro de Cultura, el conservador Jeremy Hunt. Hunt está en el ojo del huracán por sus cada vez más evidentes vínculos con el grupo Murdoch.

Su posición se ha convertido en más delicadas después de que la semana pasada se difundiera en la comisión un memorando enviado por Hunt al primer ministro David Cameron en el que el ministro defiende la conveniencia de dar luz verde a la pretensión de Rupert Murdoch de hacerse con el 100% de la plataforma de televisión BSkyB, de la que posee el 39%. La operación acabó frustrándose al estallar el escándalo de las escuchas ilegales.

Sus opiniones no tendrían más importancia si no fuera porque Cameron le transfirió a Hunt la decisión sobre esa operación después de que el ministro hasta entonces al cargo, el liberal-demócrata Vince Cable, fuera grabado por periodistas que se hacían pasar por estudiantes haciendo declaraciones contra Murdoch. Esa falta de imparcialidad llevó al Gobierno a impedir que Cable fuera el árbitro de la operación, por entender que no era imparcial.

El problema para Hunt, y en realidad sobre todo para Cameron, es que ese memorando era anterior a la decisión de que fuera él quien llevara el caso. Es decir, que Cameron sabía que Hunt no era totalmente imparcial porque tenía de entrada una posición favorable a Murdoch. Ya antes de conocerse ese detalle habían trascendido documentos que demostraban una relación sospechosamente estrecha entre un lobista de Murdoch y un asesor del ministro, que obligó a ese asesor a dejar su cargo.

El primer ministro se ratificó el viernes en su decisión de encargar el asunto a Hunt con el argumento de que es “irrelevante” comparar las declaraciones de Cable y las opiniones de Hunt porque “la clave no es lo que [Hunt] había dicho en el pasado sino cómo estaba haciendo su trabajo”. Sin embargo, el memorando acrecienta las sospechas de que el primer ministro, que mantenía estrechísimas relaciones con Murdoch y sobre todo con su mano derecha en Londres, Rebekah Brooks, no hizo más que intentar hacerle la vida más fácil al magnate australiano y favorecer sus intereses en el mercado británico.

Tony Blair declara sobre sus relaciones con Rupert Murdoch | Internacional | EL PAÍS

15/05/2012

Financial Times critica Murdoch

Filed under: Corrupção,Financial Times,Grupos Mafiomidiáticos,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:44 pm

A diferença entre o Financial Times e o Globo é que aquele é conservador, este é golpista. O jornal inglês pode ser direitoso, mas burro não é. Coisa muito diferente de quem prefere a associação corporativista com o Crime do que fazer jornalismo. A Rede Globo secundou Veja em defesa do Crime Organizado. Se os fatos estão em desacordo com os interesses dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, pior para os fatos.

A próxima vez que a Rede Globo convocar o brasileiros para lutarem contra a corrupção, todos ao Jardim Botânico, no RJ… Como se não soubéssemos disso antes!

Financial Times critica Murdoch

Financial Times critica MurdochFoto: Divulgação

Jornal condena uso de escândalos como forma de extorsão política. E a liberdade de imprensa não está ameaçada no Reino Unido

15 de May de 2012 às 19:38

247 – Nesta terça-feira, o jornal Valor Econômico reproduziu um interessante artigo de John Lloyd, publicado no Financial Times. Nele, o articulista aborda como o Publisher do News of the World utilizou a arma dos escândalos de seus tabloides como uma forma de extorsão política nos últimos anos. Intitulado “Murdoch ainda está em cena, mas acuado”, o artigo traz reflexões interessantes para o Brasil de hoje. Qualquer semelhança, não é mera coincidência. Leia um trecho:

Nas mãos dos jornalistas de Murdoch, o jornalismo de tabloides se transformou em um enorme fato político. Eles definiram, para o grande público na Austrália e no Reino Unido (e em menor grau nos Estados Unidos, onde o "New York Post" é poderoso, mas tem alcance limitado), o que constitui um escândalo político, o sucesso político e o poder político.

Os líderes britânicos, de Margaret Thatcher em diante, não estavam errados ao temer Murdoch: seus tabloides estabeleceram um padrão e deram aos seus repórteres e comentaristas um poder enorme sobre os políticos. O caso contra Murdoch não é o fato de que ele publicava jornais populares. É que ele e seu staff sênior usavam o poder resultante da popularidade para enfraquecer a democracia representativa.

Financial Times critica Murdoch | Brasil 247

Rebekah Brooks y su marido, imputados por obstrucción a la justicia

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Rebekah Brooks,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 9:08 am

Se a moda pega, Roberto Civita não atravessa o Tietê…

La exconsejera delegada de News International, y su marido, Charlie Brooks, serán acusados por la fiscalía

Agencias Londres 15 MAY 2012 – 11:16 CET

Rebekah Brooks y su marido, Charlie, la semana pasada tras testificar ante la comisión Leveson. / Sang Tan (AP)

Rebekah Brooks, exconsejera delegada de News International, y su marido, Charlie Brooks, serán acusados de obstrucción a la justicia en relación con el escándalo de las escuchas, según anunció este lunes la fiscalía.

Brooks está acusada de ocultar material a los investigadores, de conspirar para sacar cajas de los archivos de la sede londinense de Murdoch y de ocultar documentos, ordenadores y equipamiento electrónico.

Rebekah y Charlie Brooks fueron arrestados en marzo a raíz del espionaje periodístico del dominical británico News of the World, que ella dirigió, pero fueron puestos después en libertad.

La periodista era la mano derecha de Rupert Murdoch en el Reino Unido hasta que en julio se vio obligada a dimitir como consejera delegada de NI, rama británica del conglomerado mediático News Corporation, a causa de este escándalo.

En un comunicado, los dos imputados han manifestado su malestar por el procesamiento, que han definido como "una decisión injusta". "Después de esta nueva postura sin precedentes de la Fiscalía de la Corona, responderemos hoy tras nuestro regreso de comisaria", ha afirmado el matrimonio.

Rebekah Brooks y su marido, imputados por obstrucción a la justicia | Internacional | EL PAÍS

09/05/2012

Globo faz defesa inepta de Civita e aumenta suspeitas

Filed under: Rede Globo de Corrupção,Roberto Civita,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:34 am

Os editoriais da Globo estão ficando famosos. Primeiro aquele editorial saudando a vinda da ditadura. Depois este defendendo a corrupção da Veja, e na sequência outro contra o Governo Federal e a favor da FEBRABAN pela manutenção dos juros altos.

Posted by eduguim on 09/05/12 • Categorized as Análise

Há algumas semanas, recebi ligação de um amigo que veio me sugerir uma estratégia, de que blogueiros que cobram investigação das suspeitas contra a Veja por seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira concentrassem o foco na revista. Para esse amigo, seria um erro de estratégia disparar contra outros veículos da grande mídia.

À época, até achei que aquele amigo poderia ter razão. Ainda assim, disse-lhe que achava perda de tempo porque tinha quase certeza de que outros veículos tentariam proteger o “Publisher” da Editora Abril e sua revista por saberem que se as culpas de um e da outra fossem provadas, a regulação da mídia se tornaria inevitável.

À época, Globo, Folha, Estadão e todos os telejornais ainda hesitavam em meramente noticiar as relações entre o editor de Veja Policarpo Júnior, Cachoeira e sua quadrilha. Todavia, conforme as escutas da Polícia Federal envolvendo o editor da revista foram surgindo, a imprensa, a televisão e até parlamentares que integram a CPI começaram a tocar no assunto.

Com a reportagem da Record no último domingo, a qual apresentou os motivos que considerável parcela dos membros da CPI já enxergam para investigar a Veja, o jornal O Globo publicou editorial ontem fazendo uma defesa desabrida de Roberto Civita. O texto foi publicado sob o título “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”.

Além de defender o “publisher” da Abril, o jornal da família Marinho partiu para o ataque. Acusou blogs e órgãos de imprensa que cobram investigação das estranhas relações da Veja com a quadrilha de Cachoeira.

Como sempre fazem os grandes meios de comunicação ligados à oposição ao governo federal quando a imprensa é questionada por meios de comunicação alternativos, O Globo acusou sem dar nomes, limitando-se rotular a todos, indistintamente, como “chapas brancas”.

Desafio O Globo ou qualquer ser vivo a provar que este blog recebe um único benefício do PT ou do governo federal. Abro todos os meus sigilos, contanto que o sujeito que escreveu esse editorial abra os dele.

Vamos em frente, pois.

Não foi só honestidade que faltou ao editorial; faltou competência. O texto não resiste ao mínimo de contraditório, razão pela qual esse e outros grandes veículos ligados ao PSDB, ao DEM e ao PPS jamais deram espaço para que alguém expusesse as razões para as cobranças contra a Veja. E muito menos deu espaço às evidências que pesam contra ela.

Para mostrar como foram ineptos a defesa e o ataque feitos por O Globo, reproduzo o editorial em tela parágrafo por parágrafo (em negrito), porém apondo comentário do blog após cada um deles (sem negrito).

—–

O Globo

8 de maio de 2012

Editorial

Roberto Civita não é Rupert Murdoch

Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

Por falta de provas, o editorialista não dá nomes aos bois e nem faz acusação explícita de que os tais “blogs e veículos de imprensa chapa branca” seriam pagos pelo PT – faz, tão-somente, insinuação. E, à diferença do que fazia quando Lula estava no poder, não diz mais que são linha auxiliar do governo, tornando óbvia a intenção de não comprar briga com Dilma.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

Sempre insinuando de forma covarde, o texto apenas sugere que o PT teria organizado alguma coisa. E ao dizer que a “operação” tem “características”, mostra que está chutando. Além disso, oculta que Veja fazia reportagens que eram comemoradas pela quadrilha de Cachoeira, como mostram as escutas da PF.

É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

Esse é um dos trechos mais hilariantes . Quem escreveu foi o mesmo jornal que em 25 de novembro de 2010, por exemplo, ao comentar entrevista que o então presidente Lula deu a blogueiros, afirmou que ele “elegeu a grande imprensa como alvo principal” e “não poupou críticas aos jornais”. De resto, por que o Globo diz ter medo se o caso Cachoeira só envolve a Veja? A menos que o jornal saiba algo que ainda não sabemos…

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

Fragmentos de grampos?! Ora, a reportagem da TV Record do último domingo (que reproduzo ao fim do post) mostra claramente a quadrilha comemorando efusivamente as matérias que a revista soltava sob seu mando. Isso mesmo, os tais “trechos” mostram Cachoeira MANDANDO Policarpo publicar matérias contra adversários dos seus negócios ilegais.

As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

A maior prova de que o editorial mente reside em que, até hoje, nem O Globo, nem Folha, nem Estadão e muito menos a própria Veja publicaram os tais “fragmentos”. E não publicaram porque ninguém que leia ou ouça o pouco que já vazou envolvendo Policarpo concordará com a premissa do jornal.

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”.

Em que isso absolve a Veja? Quer dizer que está proibido provar que a tese do mensalão é uma farsa? E se surgirem provas no âmbito de uma investigação da imprensa pela CPI? Ora, se não existir nada que desmascare a tese, por que se preocupar? Do que O Globo, Veja e o resto da mídia oposicionista têm medo? Quem não deve, não teme. Certo?

Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

A comparação que o editorial rechaça se deve às semelhanças entre Roberto e Rupert. Eles não têm só os primeiros nomes e as aparências (vide foto acima) parecidos. Há evidências de que usam métodos igualmente parecidos, e essa dúvida só pode ser dirimida através daquilo que esse e outros veículos parecem querer evitar desesperadamente.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

O que garante ao editorialista de O Globo que a Veja não só invadiu a privacidade alheia como foi ainda mais longe? E onde fica a liberdade de expressão, o teste de hipóteses que o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, sempre defendeu?

Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância.

Balela. Ba-le-la. Relação entre jornalista e fonte protegida por sigilo e aceita como lícita, quase sempre envolve vítimas ou testemunhas de crimes. E, mesmo quando envolve criminosos, é relação fortuita. Quando um bandido diz que quer dar beijo no repórter, comemora o resultado das informações que passou, quando repórter e fonte trocam centenas de telefonemas, vão a restaurantes, mantêm relação que dura anos a fio, algo está muito errado.

Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

Cuidado que, como mostram os aperitivos das 200 ligações telefônicas entre Policarpo, Cachoeira e a quadrilha, não existiu.

Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

Quem pinça um trecho mínimo do que já vazou são o Globo, a Veja e os veículos aliados a esses dois. É por isso, repito, que todos esses veículos escondem do público o que a reportagem da TV Record de domingo passado mostrou. Por que escondem? Porque é mentira grosseira que “Nenhuma das gravações indica que o diretor de Veja estivesse a serviço do bicheiro”.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia”.

Ora, bolas, mas é exatamente isso que mostram gravações que já vazaram: que havia uma relação de amizade entre o “Poli”, Cachoeira e companhia limitada.

E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

De novo: as gravações mostram a quadrilha comemorando as matérias da Veja e até MANDANDO Policarpo publicar matérias do interesse de Cachoeira, escolhendo até a seção da revista onde deveriam sair. E a reprodução da reportagem da TV Record, reproduzida abaixo, PROVA isso.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

Cadê a prova de que quem passou ao PT informações que o partido divulgou durante a CPI de PC/Collor era uma quadrilha como a que hoje está todinha vendo o sol nascer quadrado? Que comparação escandalosa é essa?

O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

O Washington Post não fez favores a uma quadrilha (favores que ela comemorava) ao publicar denúncias sobre o envolvimento de Richard Nixon no assalto ao conjunto de escritórios Watergate.

Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

E daí? Roberto Jefferson não era um bicheiro, era um parlamentar. E, que se saiba, a jornalista Renata Lo Prete, que extraiu dele a denúncia sobre o mensalão, não vivia de namorico consigo. E, mesmo que assim fosse, não era um bandido com a ficha de Carlinhos Cachoeira. E tampouco se sabe de que ela publicava reportagens que ele comemorava. Além, é claro, daquela que gerou o escândalo do mensalão.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT.

Aí a mentirada se tornou tosca ao impensável. Quer dizer que o PT não desmentia as reportagens da Veja? O que será que esse editorialista fumou antes de escrever? Os desmentidos são fartos. Que O Globo cite alguma denúncia que este blog lhe providencia o desmentido do partido.

Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

Bajular Dilma não adianta nada. A própria imprensa (Folha) veiculou que ela ficou irritadíssima ao perceber que foi usada pela quadrilha de Cachoeira no caso do Ministério dos Transportes. E o fato de até hoje nenhum ministro demitido estar sendo processado mostra que Dilma errou ao demitir com base em notícias de jornais e revistas, erro que este blog cansou de avisar que ela estava cometendo.

—–

Não se pode fazer como Veja, Globo e congêneres e condenar antes da investigação. O que se quer é que tudo seja investigado, simplesmente porque há indícios. É altamente suspeito que esses veículos resistam tanto. Se não têm nada a temer, devem exigir ser investigados. Até para que não pairem dúvidas. O que Globo, Veja e companhia têm a esconder?

*

Caso ainda não tenha assistido, assista, abaixo, aos trechos das gravações que envolvem Veja e decida por si mesmo, leitor, se é verdade o que essa defesa inepta de Roberto Civita pelo Globo tenta vender àqueles de quem esconde informações.

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