Ficha Corrida

03/01/2015

Diversionismo folhetinesco: Folha ataca Haddad para esconder Alckmin

folhA Folha nos mostra na edição de hoje, de forma bem clara, como os a$$oCIAdos do Instituto Millenium tentam manipular a informação. O cotejo dos dois textos: um sobre o prefeito adversário, e outro sobre o governador amigo.

Trata-se da maneira como aborda os governos do Fernando Haddad, prefeito petista da Capital, e de Geraldo Alckmin, governador do Estado.

O juízo crítico em relação ao prefeito aparece já na manchete, com o adjetivo “só”. Em relação ao Governador, a assepsia do congelamento do orçamento orçado pelo próprio governo. E aí no primeiro parágrafo o apoio à manchete: “também decidiu cortar 15% dos cargos comissionados e 10% dos gastos com custeio”. E aí a própria Folha constrói a justificativa, sem atribuí-la ao governador. Não há nenhuma avaliação da capacidade do governador em construir um orçamento compatível. Nenhuma menção ao fato de que os cargos comissionados cortados foram criados pelo próprio governador.

A Folha poderia ter se perguntando se Geraldo Alckmin não teria criado 15% de cargos comissionados a mais do que necessitava… Se ao invés de cortar 10% dos gastos com custeio não teria sido mais inteligente em ter reduzido antes em 10% o custeio…

A se acreditar na Folha, Geraldo Alckmin  não promete e, por isso, está  isento de cobrança. Nestas horas não se fala em meritocracia, em choque de gestão… Cadê aquela história de que um bom gestor tem planejamento, metas a cumprir?! Pior, a Folha deixa a entender que o Orçamento é da Assembleia Legislativa, como se não houvesse necessidade de o Executivo encaminha-lo para aprovação. Mas há uma informação relevante: ”o governo de São Paulo tem cerca de 14 mil funcionários em cargos comissionados”. Ah, e no último parágrafo, o tal choque de gestão: “o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo.” Estou CUrioso para saber o que Sandra CUreau tem a dizer sobre isso….

Veja que interessante. Quando faz a avaliação do prefeito, a Folha ainda vai ouvir um velho integrante do PSDB paulista, Andrea Matarazzo. Quando fala da gestão Alckmin, não ouve a oposição.

Nenhuma menção ao fato de que o PSDB está no governo do Estado há quase trinta anos e que Haddad só cumpriu até agora 2 anos.

É, o que não fazem as milhares de assinaturas da Folha distribuídas pelo PSDB nas escolas públicas de São Paulo….

 

Alckmin anuncia congelamento de R$ 6,6 bi no Orçamento de 2015

Governador também decidiu cortar 15% dos cargos comissionados e 10% dos gastos com custeio

As medidas foram tomadas em virtude das previsões negativas de crescimento da economia brasileira

GUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

Um dia após tomar posse do seu novo mandato, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (2) medidas de contenção das despesas do Estado, afirmando que precisa se preparar para dificuldades previstas para a economia e a arrecadação de impostos nos próximos meses.

Alckmin contingenciou R$ 6,6 bilhões destinados pelo orçamento deste ano para investimentos e compras, o equivalente a 10% de todo dinheiro disponível para despesas que não tenham caráter obrigatório, como salários, pensões e empréstimos.

A Assembleia Legislativa aprovou para este ano um orçamento de R$ 205 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões foram reservados para investimentos. Alckmin não disse quanto será contingenciado na conta dos investimentos, mas a Folha apurou que deve atingir cerca de R$ 2 bilhões.

O valor contingenciado pelo governo representa 3% do orçamento total. Alckmin também não esclareceu quais serão as áreas mais atingidas, mas disse que as secretarias de Educação, Saúde e Segurança serão envolvidas. Os recursos bloqueados agora poderão ser liberados mais tarde, se a economia melhorar, segundo o governador.

"À medida que a economia for crescendo, vamos descongelar os recursos", disse o tucano. "Queremos descongelar tudo. É uma medida de boa gestão, para nos prevenirmos em relação à receita e não termos no fim do ano problema fiscal", acrescentou.

O Estado também adotou essa precaução em anos anteriores, mas o contingenciamento deste ano é o maior, em valores absolutos, desde 2011, quando Alckmin assumiu seu mandato anterior.

No ano passado, quando o governador concorreu à reeleição, os investimentos foram preservados. Em 2013, eles sofreram um contingenciamento de R$ 1,1 bilhão.

O contingenciamento permite que o governador contenha despesas. Se os recursos não forem liberados mais tarde e não houver novas medidas como a anunciada agora, o Estado deverá gastar neste ano o mesmo que em 2014.

O governador também anunciou uma redução de 10% nos gastos das secretarias estaduais com custeio administrativo e um corte de 15% nos cargos comissionados, que podem ser usados para nomeações políticas.

Ao anunciar as medidas, Alckmin não soube detalhar quanto elas representam em valores absolutos. Segundo pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relativa a 2013, o governo de São Paulo tem cerca de 14 mil funcionários em cargos comissionados, incluindo secretarias, autarquias e empresas estatais.

Em novembro, logo após sua reeleição, o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo.

Em 2 anos, Haddad cumpre só 12% da meta para calçadas

Promessa era adequar 850 mil m² de passeios, alvos frequentes de queixas

Prefeitura afirma que andamento das obras foi prejudicado pela perda de arrecadação com o IPTU neste ano

JAIRO MARQUESDE SÃO PAULO

Motivo de reclamações frequentes dos paulistanos e causa de cerca de 20% das quedas atendidas no Hospital das Clínicas, as calçadas de São Paulo não tiveram, em dois anos, a prioridade prometida pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Até agora, só 12% da meta de readequar, em quatro anos, 850 mil m² de passeios públicos foram cumpridos, sendo que quase o total desse percentual foi gerado com obras realizadas em 2013.

Neste ano, dos R$ 52 milhões empenhados –isto é, reservados– na rubrica de melhorias do calçamento, só cerca de R$ 300 mil foram empregados, segundo dados oficiais do Orçamento.

A prefeitura botou parte da culpa pelo fracasso do andamento da meta no PSDB, partido de oposição que entrou com ação na Justiça para impedir o reajuste do IPTU.

"Por razões alheias à sua vontade, [a prefeitura] deixou de aplicar cerca de R$ 2,5 bilhões em diversas ações planejadas para 2013 e 2014. Em grandes números, essa conta reflete a perda de arrecadação de IPTU 2014, da ordem de R$ 800 milhões, por conta da judicialização promovida pelo PSDB", informou a gestão em nota.

Para a urbanista Lucila Lacreta, do movimento Defenda São Paulo, a prefeitura deveria mudar a lei para assumir a a responsabilidade de conservação dos passeios –que hoje é do cidadão.

Ela afirma que, em algumas situações, poderiam ser feitas parcerias com organizações diversas para a manutenção da "área pública".

"Caminhar bem e com segurança pela calçada é questão de mobilidade. A prefeitura precisa assumir isso. E não adianta apenas fazer o passeio, é preciso prever recursos para conservá-lo."

NOVAS METAS

A gestão Haddad fez um novo planejamento para tentar cumprir o restante dos 88% da meta de melhoria das calçadas, que envolve padronização, regularização do piso e acessibilidade.

A promessa agora é readequar 320,5 mil m² em 2015 e 329,2 mil m² em 2016.

Segundo a prefeitura, 98 mil m² de calçadas já foram contratados neste ano, mas as obras não foram feitas.

Dados da Secretaria Estadual da Saúde indicam que 1 a cada 5 vítimas de quedas atendidas pelo HC caíram em buracos abertos em calçadas.

O analista de sistemas Sandro Rodrigues, 42, já caiu duas vezes em buracos de calçadas de Cidade Ademar, na zona sul, e se machucou sem gravidade. Ele é cego e afirma que conhece "pouquíssimos" passeios na cidade que ofereçam segurança e regularidade para o pedestre.

"Infelizmente, a gente acaba se acostumando às más condições. Muitas vezes, ando ao lado da sarjeta, na rua, que é menos irregular", diz.

OUTRO LADO

Integrante da bancada do PSDB, o vereador Andrea Matarazzo rebateu a justificativa da prefeitura pelo baixo nível de investimentos.

"O problema não é falta de recursos, é incapacidade operacional. Se há dinheiro para ciclovia, para recapear as ruas, há também para os pedestres", afirma.

    11/11/2014

    A$$oCIAdos do Instituto Millenium deixam ar de São Paulo irrespirável

    cp11112014 A Folha é insuperável na mistificação. Hoje traz na capa uma manchete que é um poço de contradição à prática da própria Folha. O atual prefeito de São Paulo, que trouxe novos ares para a Prefeitura, é combatido diuturnamente pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium pelo simples fato de ser petista. Fernando Haddad abriu portas e janelas, passou a construir BRTs, ciclofaixas tudo para arejar o clima. Mas os velhos grupos mafiomidiáticos passaram a tratá-lo como se fosse o autor de todos os problemas de São Paulo. A priorização do transporte coletivo (BRTs) e não poluente (ciclovias) foram duramente combatidos. Na implantação dos BRT, o Tribunal de Contas, um tribunal de faz de conta, todo nomeado por Serra/Kassab/Pitta/Maluf, suspendeu a obra para que depois a Folha pudesse dizer que a promessa do candidato não se realizou quando prefeito… Apesar de ter contra os projetos todos os privatistas de São Paulo, os BRTs e as ciclofaixas estão está saindo!

    Na insanidade do combate, botam repórteres e fotógrafos cobrirem o dia a dia, e à noite até para saber que horas o prefeito vai dormir. Todos os problemas detectados e que estão vindo à tona são atribuídos a ele, que está apenas limpando o lixão deixado por Serra e Kassab. Mas a Folha, com fez ontem, dá um jeito de atribuir ao Prefeito Fernando Haddad até a roubalheira dos seus antecessores, correligionários de d. Judith Brito.

    Quando Fernando Haddad criou a ciclovia/ciclofaixas, os três principais grupos de mídia paulistanos (Veja, Estadão e Folha), não só desceram o pau valendo como recrutaram o que existe de pior no reacionarismo paulista. Uma professora universitária, Lúcia Santaella chegou ao cúmulo de atribuir a cor das ciclos faixas, vermelhas, à identificação partidária do prefeito. Como o reacionarismo sempre vem bem acompanhado da burrice, sua fiel escudeira, a prof. dos paulistas não sabia, e deve ter raiva de quem sabe, que a cor vermelha das ciclofaixas é padrão internacional. Um burro da Veja chegou ao cúmulo de atribuir à cor vermelha ao logo da Copa como infiltração comunista. Esse povo está doente, seja pela contaminação pela água de esgoto que toma, seja pelo ar poluído que respira. Os dois juntos afetam o cérebro e prejudicam o raciocínio. Esta também dever ser a origem do ódio aos nordestinos.

    Com tempo seco, SP tem o ar mais poluído em 7 anos”. Pois é, e ainda lutam contra as ciclovias.

    Se isto já é ruim por si só, quando há uma oportunidade de valorizar atitudes que combatem exatamente a poluição, só porque a iniciativa vem de outro partido, a Folha e seus parceiros do Instituto Millenium entendem por bem atacar, desconstruir.

    O PSDB privatiza até o ar que os paulistas respiram. Dá preferência ao transporte particular em prejuízo do público. E quando o problema se apresenta, corre em busca de socorro à Dilma. Privatiza a SABESP, que negocia suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Ao invés de investir, distribui o lucro entre seus acionistas. Na hora do aperto, Geraldo Alckmin prefere fazer esmola com chapéu alheio na “bolivariana” Dilma.

    Que privatização é essa que os lucros ficam com a SABESP e seus acionistas dos EUA e os prejuízos têm de sair do tesouro nacional, do meu, do seu, do nosso suado imposto?! Essa moda de quebrar para depois passar o pires, diga-se de passagem, não é nova. Pelo contrário, é moeda corrente desde que FHC, como Judas, cantou três vezes o pires junto ao FMI.

    Com R$ 3,5 bilhões quantas Bolsa Família poderiam ser atendidas? Daria exatamente 50 milhões de Bolsas Família!!!

    É isso que os paulistas querem, Bolsa Incompetência?! Os paulistas comandados pela Veja, Estadão, Folha, PSDB não querem construir um muro para se separar do nordeste?! Por que agora o imposto pago pelos nordestinos pode ser usado para cobrir a incompetência administrativa dos paulistas?

    Há de se pensar também se a massa de ar quente que paira sobre São Paulo não foi causada pela marcha dos que pedem a volta da ditadura, sem que a Folha, Estadão e Veja tenham se preocupado em mostrar quem está na frente e quem está por trás deste movimento. Por que algo tão anacrônico passa batido pela imprensa paulista? Pedir a ditadura é normal? O nível de histerismo e ódio destilado por São Paulo também pode ter ajudado a manter o ar mais quente e poluído.

    Nestas horas, quando os  jornais publicam que Geraldo Alckmin foi à Dilma em busca do troco de R$ 3,5 bilhões, não aparecem as estatísticas dos Impostores do Impostômetro?! Cadê o custo Brasil? Assim são os Privatas do Caribe! É assim que funciona a meritocracia e o choque de gestão made in PSDB!

    22/09/2014

    Folha, oportunista, agora quer embarcar na carona do Haddad

    ciclovias Não há nada mais escroto na política do que a direita paulistana. Como já declarou do Barão de Itararé, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada. Aliás, a tradição política de São Paulo é de amargar: Ademar de Barros, Jânio Quadros, FHC, Paulo Maluf, Orestes Quércia, José Serra, Celso Pitta, Geraldo Alckmin, Marco Feliciano, Tiririca… E nem poderia ser diferente, considerando que os velhos grupos mafiomidiáticos têm sede em São Paulo. O Instituto Millenium, que propaga o atraso na política, inclusive o de patrulhar o Poder Judiciário, também é paulista.

    Pior do que algumas personagens tradicionalmente de triste figura, é o oportunismo da Folha de embarcar na popularidade de uma decisão do prefeito marcado de perto pela direita hidrófoba!

    EDITORIAIS

    editoriais@uol.com.br

    A vez das ciclovias

    SANTAELLA-570Pesquisa Datafolha sugere que implantação de vias exclusivas para bicicletas, apoiadas pela maioria, melhora avaliação de Haddad

    Comerciantes protestaram em diversos pontos da cidade; moradores de alguns bairros também reclamaram; e até vereadores da base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) fizeram críticas à implantação de ciclovias pelas ruas e avenidas de São Paulo.

    Embora capazes de chamar a atenção, esses grupos representam opinião minoritária entre os moradores da capital. Como pesquisa Datafolha publicada neste final de semana deixou claro, a maioria expressiva dos paulistanos defende a expansão de vias exclusivas para ciclistas. Ainda bem.

    Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais metrópoles do mundo. A bicicleta é um meio de transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que um carro (embora não seja "a" solução para os problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus usuários a possibilidade de não ficar refém das condições do trânsito.

    Numa cidade como São Paulo, porém, nunca foi fácil usar bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos paulistanos digam se valer desse transporte com frequência.

    Construir 400 km de ciclovias, como quer Haddad, decerto não aplainará o terreno acidentado nem tornará a metrópole mais segura, mas ao menos dará aos ciclistas alguma proteção num sistema tão hostil quanto caótico.

    O potencial de atração dessas vias é significativo. Entre os entrevistados, 22% declaram intenção de, nos próximos seis meses, comprar uma bicicleta (32% já têm uma), e 41% indicam ser grande a chance de usar as ciclovias.

    Talvez venham a existir ainda mais adeptos se houver ampliação de bicicletários públicos em terminais de ônibus, estações de metrô e outros pontos de interesse, bem como, por parte da prefeitura, melhor planejamento dos percursos.

    Mesmo nas condições atuais, contudo, os paulistanos deram sinais inequívocos de que aceitam o desafio de dar uma nova cara à capital. Segundo a pesquisa, 71% consideram as ciclovias positivas para a cidade em geral, ainda que seja menor (55%) a fatia dos que as julgam benéficas para o trânsito.

    Mais relevante, 80% se declaram a favor da implantação das ciclovias, ao passo que 70% defendem a medida inclusive no cartão-postal da cidade, a avenida Paulista.

    De carona, Fernando Haddad viu sua aprovação melhorar desde julho, subindo de 15% para 22% os que avaliam sua gestão como ótima ou boa, e caindo de 47% para 28% os que a classificam como ruim ou péssima. Espera-se que os números deem ao prefeito confiança para agir com menos açodamento.

    Será uma boa notícia se isso acontecer. Melhor ainda se quem quiser ter uma bicicleta puder contar com os mesmos incentivos existentes para a compra do carro próprio –da redução tributária ao financiamento facilitado.

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