Ficha Corrida

13/09/2016

Saiba como funciona a liberdade de expressão nos grupos mafiomidiáticos

Há na América Latina uma instituição que coordena a atuação das velhas mídias. É a SIP que, por sua vez, tem ligações estreitas com o finanCIAmento de “instituições” norte-americanas. A SIP está por traz, por exemplo, do golpe desferido contra Hugo Chávez, como mostra o documentário “A Revolução não será televisionada”.

Na Argentina o Grupo Clarin, filiado à SIP, parceiro da ditadura militar mais sangrenta de todas as que coincidiram na América Latina, praticou durante anos um jornalismo de guerra contra o casal Kirchner. Foi um seu jornalista, Julio Blanck, editor chefe e colunista político do Clarín, que admitiu que seu jornal praticou um “jornalismo de guerra” contra Cristina Kirchner.

O Instituto Millenium é um dileto filho da SIP. É ele que no Brasil coordena o jornalismo de guerra contra movimentos sociais e partidos de esquerda, ao mesmo tempo em que serve de biombo para toda sorte de corruptos, mormente os que movimento milhões. Como a SIP, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium fazem o jogo da NSA, conforme denunciado por Edward Snowden. São quinta coluna, atuam a soldo de interesses externos.

O paradoxo é que, de repente, Abel e Caim não se reconhecem. Clarin boicota a Folha. Acima de tudo, a proteção aos finanCIAdores ideológicos.

FUI CENSURADA PELO “CLARÍN”

Por jloeffler – No dia 12/09/2016

Clarín censura artigo sobre o golpe: “Não queriam que eu falasse em ‘submissão aos EUA’. Recusei”; leia aqui o texto vetado

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Eleonora de Lucena, no Facebook (via Viomundo)*

O jornal argentino me encomendou um artigo sobre o impeachment.
Escrevi e enviei. Pediram para eu “amenizar” trechos.
Especificamente não queriam que eu falasse em “submissão aos EUA”.
Recusei fazer qualquer modificação no texto.
Há duas semanas ele está numa gaveta virtual em Buenos Aires.
Para registro, aí vai o que o “Clarín” não quis publicar.
Um golpe à democracia e à soberania na América Latina
ELEONORA DE LUCENA
O julgamento de Dilma Rousseff atropela a democracia e expõe de maneira crua o embate de interesses antagônicos na América Latina. De um lado, um projeto de integração regional sem submissão aos Estados Unidos; de outro, a volta das conhecidas “relações carnais” com o império do Norte.
O governo de Michel Temer mostra que quer esvaziar o Mercosul. Repetindo ardis usados internamente no país, manobra para golpear essa construção da união sul-americana que vai muito além de acertos comerciais.
De supetão, dá início a uma onda de privatizações, vendendo um naco do pré-sal brasileiro, onde estão valiosas reservas de petróleo. Tenciona desidratar e esquartejar a Petrobras, ícone de uma proposta independente de desenvolvimento e objeto de desejo de companhias estrangeiras.
Temer anuncia cortes em gastos em saúde, educação e previdência. Planeja desmantelar conquistas trabalhistas obtidas desde meados do século 20. Almeja transferir renda dos mais pobres para os mais ricos: projetos sociais serão podados para garantir o pagamento dos juros estratosféricos pagos à elite.
É a reedição de um enredo já desenhado no Paraguai e em Honduras: um golpe sem tanques que corrói as instituições para minar a independência. Num ritual kafkaniano, políticos acusados de corrupção votam a cassação de uma presidente que todos reconhecem ser honesta.
Nos anos 1990, com governos neoliberais, a América Latina experimentou uma combinação de concentração de renda, desindustrialização, privatizações selvagens e perda de soberania. A Argentina viveu com radicalidade esse processo. Nas ruas, o derrotou.
Agora, as mesmas armações daquele tempo tentam ressuscitar no continente. Aproveitam a situação adversa na economia e disseminam um discurso de ódio, preconceito e intolerância. Conquistam, assim, fatias das classes médias, muitas vezes refratárias à ascensão que os mais pobres obtiveram nos últimos anos.
O movimento precisa ser entendido dentro da atual crise capitalista e das mudanças na geopolítica mundial. O capital financeiro busca garantir ganhos na América Latina. Necessita derrubar barreiras de proteção na região — o que é mais viável com governos dóceis, também dispostos a vender ativos a preços baixos.
Enquanto se atolavam na guerra do Iraque e adjacências, os EUA viram a influência da China crescer de forma exponencial no continente sul-americano. O petróleo, os minérios, a água, os mercados internos, as empresas inovadoras — tudo é alvo de interesse externo.
Nesse contexto de disputa é que devem ser analisadas as intenções norte-americanas de instalar bases militares na Argentina — na tríplice fronteira e na Patagônia. O império volta a se preocupar com o que considera o seu eterno quintal.
O impeachment de Dilma é peça chave no xadrez de poder da região. Afastar quem não se submete a interesses dos EUA será uma advertência aos países. O processo, que deixa as instituições brasileiras em farrapos, demonstra, mais uma vez, como a voracidade dos mercados e a força imperial são incapazes de conviver com a democracia.
ELEONORA DE LUCENA, 58, jornalista, é repórter especial da Folha de S. Paulo. Foi editora-executiva do jornal de 2000 a 2010.
Leia também:
Paulo Teixeira: Exército e GSI serão cobrados pela Operação Tabajara
*Fonte: http://www.viomundo.com.br/

Fonte: http://jcsgarcia.blogspot.com.br/2016/09/clarin-censura-artigo-sobre-o-golpe-nao.html

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

26/08/2016

Ainda há justiça, na Argentina

Filed under: Argentina,Ditadura,Grupo Clarin,Grupos Mafiomidiáticos,Julgamento,Página12,SIP — Gilmar Crestani @ 9:27 am
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Enquanto no Brasil o STF endossou a lei da anistia, feita em benefício dos próprio golpistas, torturadores, estupradores e assassinos, na Argentina não cola a Lei Eichmann. Como sabemos, por todo trabalho da filósofa Hannah Arendt, o burocrata nazista justificou sua participação e aperfeiçoamento dos sistema para a “solução final” escusado nas leis nazistas. Ele não inventou nem fez as leis, apenas cumpria-as.

Desculpa perfeita para os defensores da Lei da Anistia e aos que defendem o golpe atual com o nome de impeachment. Tal qual as leis nazistas, o impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, e de nada serve a ridícula maquiagem montada sob os pincéis de Lewandowsky. O verniz de legalidade para o golpe na democracia, por um bando de corruptos, repousa na mesma desculpa de Eichmann, “as instituições estão funcionando”… Claro, sob nazi-fascismo as instituições também funcionaram. E como funcionaram!

Os jornais brasileiros foram cúmplices desde a preparação do golpe de 1964, à implantação do AI-5, inclusive emprestando peruas para o transporte dos corpos dilacerados pelas sessões de tortura, estupro e morte, não necessariamente nesta ordem, nos porões do DOI-CODI, para as valas comuns do Cemitério de Perus.

Quando se ensaiava a ideia da criação da Comissão da Verdade, o jornal Zero Hora, da famiglia Sirotsky, perpetrou candentes editoriais, em causa própria, a favor da lei da anistia, com a desculpa da “pacificação e do esquecimento”.

Esta doutrina, “fruto bom da árvore envenenada”, foi ressuscitada recentemente para justificar a caçada a Lula e a proteção da famiglia CUnha. Até Gilmar Mendes, fruto desta mesma árvore, reconheceu: “imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé". Pois é, mas apesar da justificativa dos torturadores, foi usando o mesmo argumento brandido por GM que o STF recusou a abertura de processos contra dos estupradores da ditadura, a Lei de Anistia.

A Argentina não comprou a versão Eichmanniana da legalidade. Lá não prosperou a ideia de que uma lei feita pelos facínoras, em benefício próprio, pudesse se sobrepor a uma lei maior, a “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

Os ditadores golpistas da Argentina foram julgados e punidos. E alguns processos continuam sendo julgados, apesar de todo o empenho do grupo Clarín, como que hoje ocupa a capa do jornal Pagina12.

No Brasil, a Rede Globo, ao contrário do Grupo Clarín, conseguiu reunir uma manada de midiotas adestrados não só para defenderem o golpe militar, mas, pasmem, para usar a democracia para pedir a volta da ditadura, como denunciou o jornal El País.

Continuo convicto de que pior democracia é sempre melhor que qualquer golpe de Estado!

Un día de justicia para las víctimas de La Perla

Además de las 28 perpetuas, hubo 10 penas que van desde los 21 años a los 2 años y 6 meses, y 5 absoluciones. Se consideraron delitos de lesa humanidad también los de 1975 y se juzgó por primera vez en la provincia el robo de bebés.

Por Marta Platía

Para la historia: el ex jerarca Luciano Benjamín Menéndez, que reinó al arbitrio de su pulsión de muerte en ésta y otras diez provincias argentinas durante la última dictadura cívico-militar, recibió ayer su condena a prisión perpetua número 12. Con ésta, “el Cachorro” o “la Hiena”, como le llamaban sus subalternos, acumula ahora 14 condenas, ya que tiene otras dos por una veintena de años. Como ya es su costumbre, la escuchó sin hacer un mínimo gesto. Sólo se asió un poco más firme a su bastón con ambas manos. En la izquierda llevaba una venda.

Además de los secuestros, torturas, violaciones, asesinatos y desapariciones, por los que se lo condenó como “coautor mediato” en un juicio que acumuló los casos de 716 víctimas, el Tribunal Oral Federal N° 1 de Córdoba, presidido por el juez Jaime Díaz Gavier, también condenó Menéndez por la “desaparición de menor de 10 años”. Esa fue una novedad para el ex general de 89 años: es la primera vez que se lo imputó y sentenció por este delito. Se trata del caso del nieto de Sonia Torres, la titular de Abuelas de Plaza de Mayo Córdoba. En sus últimas palabras y en una variación de su habitual diatriba, en la que sólo habla de “soldados victoriosos injustamente juzgados”, Menéndez negó enfático que “el niño” haya nacido. “Y si nació, yo no lo entregué”, se defendió. Pero durante el juicio quedó probado que el bebé de Silvina Mónica Parodi de Orozco, la hija de Sonia Torres, nació el 14 de junio de 1976 en la Maternidad Provincial, y que estaba en “excelentes condiciones de salud”, como atestiguó Fernando Agrelo, un médico pediatra que lo vio tres veces: “una con su madre, recién parida, y otras dos veces ya solo”.

Radiante, Sonia Torres le dijo a este diario: “Por fin aceptaron que mi nieto está desaparecido. Han tardado 40 años, pero hoy pasó. Esto me pone pilas para seguir”. Abrazada y besada por decenas de personas, Sonia siguió: “No saben lo contenta que estoy. Una llega tan cansada a veces… Pero todavía le debo mucho a mi hija Silvina. Nada más hice la mitad de lo que le prometí. Ahora me falta la otra parte: encontrar a mi nieto o que él me encuentre a mí. Espero que con todo esto me vea, me busque”.

Otros dos jerarcas que fueron condenados por el robo de ese nieto que toda Córdoba espera fueron Ernesto “Nabo” Barreiro y Héctor Pedro Vergez. Barreiro recibió la primera condena a prisión perpetua que tiene en su haber. Se lo encontró culpable de coautor mediato e inmediato de 548 secuestros, 532 torturas, 264 homicidios, entre otros delitos. Sin sonrisas socarronas y con los labios apretados en una mueca, resultó evidente para quienes lo vieron a lo largo de cuatro años, que “el Nabo” Barreiro intentaba no descomponerse. Ya nada quedaba de la altanería de sus palabras finales, cuando no sólo amenazó a los jueces con un juicio como el de Nuremberg y con “el noveno círculo del infierno de Dante”, sino que aparecía con los ojos vidriosos y a punto de llorar. Su desafiante “nos verán desfilar”, pareció desintegrarse en su cuerpo hundido en su banquillo.

Vergez, alias “Vargas” o “Gastón”, como se hacía llamar, tampoco ocultó lo que sentía. Su semblante fue el que comenzó a mostrar en la última audiencia: ya no se finge loco, como a lo largo de estos casi cuatro años. Estaba furioso y no lo disimulaba. Su mirada fija, torva, decía más de lo que él podía expresar. Además de los crímenes de lesa humanidad que cargan en sus espaldas, también se les sumó el robo de bebés. Primera vez que ese delito ha sido juzgado y condenado en esta provincia.

La única represora mujer que ha sido juzgada en Córdoba también se acreditó ayer su primera condena a perpetua: Mirta Graciela “la Cuca” Antón seguirá presa en su celda de Bouwer. Estaba allí desde 2010, cuando se la condenó a 7 años. Fue una de las más temibles torturadoras del D2, la Gestapo cordobesa.

En la sentencia hubo 5 absoluciones, casi todas de ex policías. Serán apeladas por la fiscalía ni bien se conozcan los fundamentos del fallo, el 14 de octubre.

El fiscal Facundo Trotta le dijo a este diario que “es importante recalcar que con este fallo el tribunal dejó en claro tres cosas fundamentales: primero, que hubo Terrorismo de Estado en Córdoba antes de marzo de 1976. Arrancó en 1975. Segundo, que con la ‘desaparición forzada de menores’, hubo aquí robo de niños. Eso entra en el plan sistemático de robo de bebés que hubo en todo el país. Y tercero, que los crímenes sexuales también forman parte de los delitos de lesa humanidad cometidos por el terrorismo de Estado”. El fiscal, que fue una de las figuras más atacadas por los represores en sus discursos finales, se dijo “conforme” con la sentencia y las “casi 30” perpetuas.

La alegría y la furia

La sala de audiencias estuvo repleta. Entrar, “conseguir un lugar” había sido el tema predominante durante estos últimos días. Algo que se zanjó con la puesta de pantallas gigantes para nadie se quedara sin ver y oir la sentencia.

Una de las invitadas de honor fue la presidenta de Abuelas de Plaza de Mayo Estela de Carlotto, quien viajó para estar presente en el veredicto. Cerca de ella se ubicaron las Madres y Abuelas Nelly Llorens, de 97 años, y Emi Villares de D’Ambra.

Para D’Ambra fue “un día de victoria, de alegría enorme: hemos peleado tanto tanto por justicia. No por venganza. No queremos que nos digan heroínas ni nada de eso. Sí peleadoras. Eso soy, eso somos”. Emi llevaba en su pecho la foto de su hijo Carlos Alberto, asesinado en La Perla en febrero de 1977.

También estuvo el gobernador Juan Schiaretti, quien asistió con su esposa, Alejandra Vigo. Ambos flanquearon a Sonia Torres. A diferencia de José Manuel de la Sota, quien jamás asistió a uno de estos juicios desde que se iniciaron en 2008, Schiaretti no pierde oportunidad para ensalzarlos. También se vio al ministro del área, Luis Angulo y a los nietos recuperados Victoria Montenegro y Horacio Pietragalla Corti. Este último fue uno de los 581 testigos en este juicio: los restos de su padre fueron encontrados en la fosa común del Cementerio de San Vicente por el Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF). También asistió invitado el juez federal Miguel Hugo Vaca Narvaja: su abuelo, del mismo nombre, es una de las 716 víctimas del juicio. Y él mismo, antes de ser nombrado juez, fue querellante en este proceso y en el que se le hizo a Jorge Rafael Videla y Menéndez en 2010. También se vio a Martín Fresneda, ex secretario de Derechos Humanos de la Nación; y al actual titular de ése área, Claudio Avruj.

“Sin odio, sin espíritu de revancha ni de venganza; ha juzgado el mayor horror que ocurrió en Córdoba. Ellos son asesinos, y la Justicia lo ha ratificado. Y estos asesinos tuvieron la oportunidad de defenderse que ellos no les dieron a los compañeros que murieron en las mazmorras, dijo Schiaretti. Poco antes de que abandonara el edificio, desde Radio Universidad le preguntaron por Graciela Doldan, una de las víctimas y el gobernador se quebró. Llorando aseguró: “era una gran compañera. Tuvo en brazos a mi hija… Era una mujer muy digna y así sé que murió”.

La convivencia en la sala de los sobrevivientes y familiares de las víctimas con los familiares de los imputados fue un tanto accidentada: hubo algunas rispideces cuando entró Estela de Carlotto. La siempre violenta Cecilia Pando le gritó improperios a los que la Abuela no contestó. Una marea humana cerró filas tras Carlotto. Pando ya fue protagonista en este edificio de otro episodio. Fue en 2010, cuando insultó al juez español Baltasar Garzón. Dentro de la sala, Pando se sentó junto a Ana Maggi, la mujer del reo “Nabo” Barreiro, quien forma parte de su agrupación de respaldo al genocidio ocurrido durante la última dictadura cívico-militar.

A las 13.19 el juez dio por finalizado el juicio y uno de los condenados a cadena perpetua, Arnoldo José “Chubi” López comenzó a insultar al público y a levantar su puño con gesto amenazante. Anteayer, en sus últimas palabras, este represor montó una especie de acusación en juicio para el tribunal. Los jueces lo escucharon con paciencia. Pero ante los improperios del “Chubi”, Díaz Gavier le ordenó a la policía, a los gritos, que lo sacaran inmediatamente de la sala. Otro de los condenados, Carlos “HB” Díaz, aprovechó cuando pasó cerca del estrado para descargar su bronca. Desde la sala les cantaron “como a los nazis les va a pasar/adonde vayan los iremos a buscar”.

Afuera, el verano se había adelantado. Un regalo luego de tres años, ocho meses y 27 días exactos de un juicio que tardó 40 años y había terminado.

Página/12 :: El país :: Un día de justicia para las víctimas de La Perla

25/12/2015

Macri se faz, por decreto, macro bolivariano

Macri  governa por decretoPara lá dos significados da Ley de Medios está o método. Enquanto Nestor Kirchner buscava o diálogo na busca da pluralidade de informação, sua mulher, Cristina, haja vista as infrutíferas tentativas do ex-marido, impulsionou, via Congresso, a aprovação de uma Ley que impedisse a concentração dos meios nas mãos de uma única familia, a Herrera Noble.

Maurício Macri é de outra cepa. Descende, em linha ideológica reta, dos ditadores militares. Seu autoritarismo era por demais conhecido. Bastou se eleger e sua primeira medida foi um decreto para que o Clarín fosse voz única e porta-boss do novo governo.

As medidas que os associados da SIP e do Instituto Millenium chamam de bolivarianas nos governos Maduro, Cristina Kirchner e Dilma não passam de refresco diante da truculência do ato institucional com que obrigam seus ventríloquos baixarem como primeiro ato de governo.

No Brasil sabemos muito bem como isso acontece. Quando Sarney ficou presidente, a cota da Globo preencheu sozinha o Ministério das Comunicações, com Antônio Carlos Magalhães. Para se ver o verdadeiro caráter da Rede Globo, que vai “Muito Além do Cidadão Kane”, basta citar as famílias que fazem parte da rede de filiais: Sarney, no Maranhão; Jereissati, no Ceará; Garibaldi Alves, no Rio Grande do Norte; Collor de Mello, em Alagoas; ACM, na Bahia; J. Hawilla, no oeste de São Paulo; e Sirotsky, no Sul. Todos cúmplices da ditadura, com a qual se firmaram e cresceram. Acostumadas a criticarem o peso do Estado, sempre se socorrem de Bancos Estatais, como fez por exemplo a RBS, com o Banco do Brasil e o Banrisul, e a Globopar, com o BNDES.

Em São Paulo, nestes mais de 20 anos de PSDB, milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha são distribuídos pelas escolas públicas. Caso Aécio Neves, candidato que abraçaram a “carreira”, fosse eleito veríamos o que está acontecendo na Argentina de Maurício Macri: o Estado a serviço do grupos mafiomidiáticos. Se em São Paulo o PCC governa, em Brasília o Marcola seria chefe da Polícia Federal, e Rodrigo de Grandis e Júlio Marcelo de Oliveira disputariam o a PGR.

Nos anos 90 ficou famosa uma campanha publicitária com a marca Orloff: “eu sou você amanhã”. Será que o Brasil de amanhã a Argentina de Maurício Macri?! Toc! Toc! Toc!

Decretamos

Por Santiago Marino *

Mauricio Macri decidió la intervención de la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual (Afsca) y la Autoridad Federal de Tecnologías de la Información y la Comunicación (Aftic), mediante el Decreto 236/2015. Tendrá una duración de 180 días (es un plazo prorrogable) y fue anunciada en conferencia de prensa por el ministro de Comunicaciones, Oscar Aguad, en la mañana de ayer, con anterioridad a la publicación del Boletín Oficial. Es la confirmación de la tendencia de tomar decisiones por decreto y sin consenso. La de impacto más profundo en las políticas de comunicación. Y la apertura a un escenario en que los actores potentes del mercado volverán a incidir en la configuración del campo.

El titular del ministerio creado por otro Decreto (el 13/2015 que había reformado los artículos 10 y 12 de la ley audiovisual) cumplió con su promesa de avanzar en la intervención de los organismos de aplicación de las leyes 26522/09 (mal llamada “de medios”) y 27078/14 (de telecomunicaciones, conocida como Argentina Digital). Por otro lado, alteró la forma y parte de la herencia del gobierno de Cristina Fernández en relación con los medios. Esto lo hace en línea con su afirmación reciente: “la ley de medios no va a subsistir a nuestro gobierno”.

Esta decisión implicó la reacción del presidente del directorio (que solicitó una medida cautelar y un hábeas corpus), de organizaciones vinculadas a la comunicación comunitaria y sin fines de lucro de Argentina y América latina y de todo el campo de la comunicación, que incluyó los trabajadores de los medios privados concentrados y hasta organizaciones de la sociedad civil no afines al kirchnerismo, como Fopea y ADC. Además de movilizaciones hacia la sede de Afsca.

Así, la política de comunicación de la Alianza Cambiamos toma forma. Mediante una serie de decretos avanzó en varias zonas de la estructura heredada: creó “el Sistema de Medios y Contenidos Públicos” (Decreto 12/2015) en reemplazo de Radio y Televisión Argentina (Canal 7, Radio Nacional, RAE, Télam, Bacua, la porción nacional de Telesur y los agregados Centro Cultural Kirchner y Tecnópolis) cuyas funciones y competencias se definieron en el demorado Boletín Oficial del día de ayer; designó nuevas autoridades en ARSat y definió que el Ministerio de Comunicaciones opere sus acciones y las de Correo Argentino.

El Decreto 236/2015 reforma una ley aprobada por amplias y diversas mayorías y con legitimidad robusta con una decisión del PEN que no es resultado de la búsqueda de consensos. Esto sienta un precedente peligroso, dado que con estos argumentos el PEN podría intervenir casi cualquier organismo. Y podría afectar incluso la generación de políticas a largo plazo, que trasciendan los cambios de gobierno. Su apelación a que la Afsca no cumplió en este tiempo el art. 47 de la ley audiovisual parece escaso. Más si es el único argumento con cierta solidez y que no se basa en supuestos ni condicionales.

El texto es una obra peculiar e incluye una serie de verbos en condicional que sorprende para un instrumento legal. Abundan los “se verificaría” y “se habría aprobado”. El primer considerando da cuenta del derecho de los consumidores (cita al art. 42 de la CN) en contraposición con el paradigma del Derecho a la Información que guía la ley audiovisual. El objetivo de intervenir los organismos se complementa con el de fusionarlos, en pos del desarrollo tecnológico sucedido tras la sanción de ambas leyes. En este aspecto desconoce que el art 14 de la ley audiovisual establece que el presidente y los directores de Afsca “sólo podrán ser removidos de sus cargos por incumplimiento o mal desempeño de sus funciones”. Y que la “la remoción deberá ser aprobada por los dos tercios del total de los integrantes del Consejo Federal de Comunicación Audiovisual”. A su vez, los avances que reclama para la ley Argentina Digital bien podrían ser resueltos con la sanción de su Decreto Reglamentario, nunca aprobado.

Nada de lo dicho hasta aquí desplaza las críticas que planteara oportunamente a la aplicación de la ley audiovisual desde su sanción. Y fundamentalmente desde 2013 cuando la corte validó si Constitucionalidad. Pero la decisión del presidente Macri implica intervenir dos organismos autárquicos cuya composición involucra representantes de las minorías del Congreso. En el caso de Afsca, además, avanza sobre un ente creado por una ley que incluyó la participación formal de la ciudadanía para con los tres poderes de la República: los foros ciudadanos convocados por el PEN; las Audiencias Públicas en la Cámara de Diputados y la de Senadores para discutir el proyecto; y las realizadas por la Corte Suprema en ocasión de decidir la constitucionalidad de la ley ante la denuncia del Grupo Clarín.

La figura del interventor para los organismos que regulan la comunicación en el país nos lleva hacia atrás. Y permite recordar que entre 1983 y 2009 el Comfer estuvo intervenido porque si no debía estar a cargo de un general, un almirante y un brigadier. Pero también hacia adelante, para pensar el contexto y las condiciones en que se podría dar el debate por una política convergente para un sistema que tiene como marco la disputa por el mercado de los grandes jugadores: el campeón “nacional” Clarín y el “extranjero” Telefónica.

Argentina cuenta con un sistema de medios fuertemente concentrado y con altos niveles de incidencia de capitales extranjeros. El marco regulatorio vigente fue resultado de un debate intenso y que no logró trasformar esos rasgos por haber sido aplicado poco y mal. El camino adoptado desde el 10 de diciembre parece habilitar la profundización de esos aspectos, e interpelar a la ciudadanía como lo hace el Decreto: solamente como “consumidores”. Cambiaron.

* Profesor investigador UNQ-UBA-San Andrés.

Un decreto para avanzar contra la ley

El Presidente desconoció los mecanismos de remoción establecidos por el Congreso y nombró a un ex legislador del PRO y a un familiar del ministro del Interior. Las autoridades de esos organismos presentaron una cautelar y el macrismo respondió con una denuncia penal.

Por Sebastian Abrevaya

Mediante un decreto simple, el presidente Mauricio Macri resolvió ayer intervenir la Afsca y la Aftic, dos organismos clave que regulan los medios audiovisuales y las telecomunicaciones. La medida desconoce los mecanismos de remoción establecidos por el Congreso Nacional y desplaza a sus respectivos presidentes, Martín Sabbatella y Norberto Berner, cuyos mandatos vencen en 2017 y 2019. El anuncio lo realizó el ministro de Comunicaciones, el radical Oscar Aguad, quien consideró que “existe como una rebeldía” de los funcionarios “para atenerse al nuevo régimen de ministerios”, fijado la semana pasada por Decreto de Necesidad y Urgencia (DNU). Tanto la Afsca como la Aftic solicitaron a la Justicia una medida cautelar contra la resolución del Poder Ejecutivo, que designó en esos organismos a una persona claramente identificada con el macrismo y a un familiar del ministro del Interior. En la Afsca, se nombró a Agustín Garzón, ex legislador del PRO y en la Aftic a Mario Frigerio, tío de Rogelio Frigerio. Al conocerse la noticia, dirigentes y agrupaciones kirchneristas se manifestaron en las puertas de la Afsca mientras que organizaciones de Derechos Humanos, académicos y referentes del derecho expresaron su rechazo. En paralelo, el PRO presentó una denuncia penal contra Sabbatella por abuso de poder y usurpación del cargo, que recayó en el juzgado de Julián Ercolini.

Menos de quince días tardó Macri en avanzar contra la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, aprobada luego de años de debate en la sociedad civil y con un amplio consenso multipartidario: en Diputados obtuvo 146 votos a favor, 3 abstenciones y 3 en contra y en el Senado 44 votos a 24. La norma aprobada en 2009 contó también con el aval de la Corte Suprema, que declaró su constitucionalidad tras años de litigio por parte del Grupo Clarín. El multimedio todavía continúa su batalla judicial para impedir su adecuación a la ley. La Afsca había apelado el fallo del juez Pablo Cayssials, quién le dio la razón a Clarín respecto del proceso de adecuación de oficio. El nuevo interventor podría desistir de esa apelación, beneficiando así al grupo empresario conducido por Héctor Magneto.

El primer paso de Macri fue el DNU 13/15 de la semana pasada, en el que subordinó a la Afsca y la Aftic a la órbita del Ministerio de Comunicaciones y a éste último le otorgó facultades que eran propias de esos dos entes. El DNU fue cuestionado por el FpV en el Congreso pero continúa vigente ya que se necesita del rechazo de ambas cámaras legislativas para que sea derogado.

A ese decreto de necesidad y urgencia se le sumó el decreto simple publicado hoy en el boletín oficial. Sorpresivamente, en la página web correspondiente no figuró el boletín oficial del día hasta que Aguad anunció mediáticamente la intervención.

“Ambos organismos y sus autoridades no responden a la nueva estructura orgánica de la ley de ministerios”, sostuvo el ex diputado radical, apodado “el milico”, en un breve intercambio con la prensa. El ministro calificó como “rebelión” la continuidad de los funcionarios. “Obviamente estamos frente a un caos donde las decisiones se contraponen y se contradicen razón por la cual no podemos seguir funcionando de esta manera”, afirmó.

La intervención tiene un plazo de 180 días, aunque desde Cambiemos dejaron entrever que se buscará una modificación de la legislación vigente para unificar ambos organismos bajo el mando del ex secretario de medios porteño, Miguel de Godoy. El propio Aguad lo deslizó ayer al señalar que “por ahora” no se modifica la ley de medios y que van a “seguir tomando medidas sobre lo que es la regulación y la planificación estratégica de la Argentina”.

“Nosotros no pretendemos nombrar funcionarios en estos entes que perduren en el tiempo después del gobierno que viene. Cada gobierno tiene derecho a ejecutar sus políticas y nombrar sus funcionarios, para eso hay elecciones”, afirmó Aguad, en abierta contradicción con el artículo 14 de la LSCA. La norma buscó expresamente mayor independencia al desfasar el mandato del Poder Ejecutivo con los del directorio de la Afsca, tal como sucede en otros organismos similares del mundo, por ejemplo en Francia y Estados Unidos. De hecho, durante el debate parlamentario en 2009, los propios legisladores de lo que hoy se llama Cambiemos reclamaron otorgarle no menos sino más independencia del organismo respecto del Poder Ejecutivo.

De hecho, a partir de la intervención no sólo se removerá al titular de la Afsca, sino que Garzón concentrará atribuciones que hoy competen a los siete miembros del directorio del organismo, que tiene representantes de las tres principales fuerzas parlamentarias, de académicos y de un Consejo Federal compuesto por las 24 provincias.

En declaraciones a la prensa, Sabbatella detalló que se presentó una medida cautelar y un hábeas corpus preventivo para garantizar la libertad de trabajadores y funcionarios. En el organismo tomaron como un acto intimidatorio el despliegue policial montado en la zona del organismo, que incluyó un vallado y un operativo de infantería, finalmente retirado. El ministro sostuvo que se trató de “un error de información”, pero sin embargo anoche la policía ingresó al edificio de la Aftic para advertirle a los trabajadores que debían evacuar el lugar ya que pasados 10 minutos cortarían la luz. A los 10 minutos, el edificio se quedó a oscuras.

“Este decreto es ilegal, anticonstitucional y está violentando la ley. Macri no tiene facultades para hacerlo”, aseguró ayer Sabbatella, que calificó la situación como “un conflicto de poderes”. “Lo que están haciendo es una barbaridad, es un atropello brutal, por eso le pedimos al Poder Judicial que ordene esto”, aseguró y denunció que se busca evitar la aplicación de la ley de medios para favorecer a Clarín.

Desde la Afsca negaron que se encuentren “atrincherados” y adelantaron que acatarán la resolución del amparo. La causa quedó en manos del juzgado contencioso administrativo federal número 8, a cargo de la jueza subrogante, Cecilia Gilardi. En respuesta, el PRO presentó una denuncia penal contra Sabbatella, que recayó en el juzgado de Ercolini. El fiscal Carlos Stornelli le pidió al magistrado que allane el organismo. Según fuentes judiciales, Ercolini por el momento tomará algunas medias previas antes de dar inicio a la investigación.

La cautelar de la Afsca pide la “nulidad absoluta” del decreto 236 en virtud de su “arbitrariedad e ilegalidad manifiesta”. Además, solicita la nulidad del DNU 13/2015, que dispuso que las funciones y competencias de la Afsca pasaran al ámbito del nuevo Ministerio de Comunicaciones. En sus considerandos sostiene que se violan derechos constitucionales, el principio de división de poderes, el principio de razonabilidad y que esto lleva como “correlato la amenaza concreta del derecho a la libertad de expresión de todos los ciudadanos y ciudadanas”.

Al mismo tiempo se detalla que no se cumple con el mecanismo de remoción establecido en el artículo 14 de la LSCA: “El presidente y los directores solo podrán ser removidos de sus cargos por incumplimiento o mal desempeño de sus funciones o por estar incurso en las incompatibilidades previstas por la ley 25.188. La remoción deberá ser aprobada por los dos tercios del total de los integrantes del Consejo Federal de Comunicación Audiovisual, mediante un procedimiento en el que se haya garantizado en forma amplia el derecho de defensa, debiendo la resolución que se adopta al respecto estar debidamente fundada en causales antes previstas”, reza la norma.

En el escrito de la Afsca se señala también que el DNU que reformó la ley de ministerios no cumple con los requisitos establecidos en la constitución para que el presidente pueda emitir disposiciones de carácter legislativo. Según la presentación, se podría haber convocado a sesiones extraordinarias y no existe urgencia que impida seguir el trámite parlamentario.

Ayer organizaciones de derechos humanos como el CELS, además de colectivos de comunicadores y asociaciones de periodistas habían expresado su rechazo a la medida. Se espera que en los próximos días se realicen presentaciones judiciales en distintos puntos del país. Hubo, además, críticas de los dos bloques legislativos del Frente para la Victoria, así como del líder de Proyecto Sur, Fernándo “Pino” Solanas, de Libres del Sur, Humberto Tumini, y de la dirigente del Frente de Izquierda, Myriam Bregman.

Los diputados del Frente para la Victoria fueron a la sede de la Afsca para respaldar a Martín Sabbatella.

Un decreto para avanzar contra la ley

SUBNOTAS

EL PAIS › REACCIONES POLITICAS ANTE LAS INTERVENCIONES DE LA AFSCA Y LA AFTIC

“Empezó la devolución de favores”

Legisladores del Frente para la Victoria acompañaron al titular de la Afsca ante la intervención y la presencia de la policía. Desde otros sectores políticos también señalaron que las medidas fueron contrarias a la ley.

La decisión del Gobierno de intervenir la Afsca y la Aftic vía DNU y en contradicción con la ley de medios despertó rechazos de los principales referentes del peronismo. El bloque del PJ-FpV del Senado, en un comunicado unificado, sostuvo que Mauricio Macri “asumió con un mensaje de respeto a las instituciones, pero está haciendo todo lo contrario con medidas discrecionales”. El bloque de diputados, por su parte, calificó la medida de antidemocrática y varios legisladores se movilizaron hacia las oficinas de la Afsca. El decreto 236/15 fue repudiado por varios diputados y referentes no identificados con el FpV.

Máximo Kirchner, diputado nacional (FpV): “Se acabó la campaña y empezó la devolución de favores a Magnetto. Todo el avasallamiento institucional que se está viendo sólo es posible con asfixia mediática, pero la sociedad va a buscar las formas de comunicarse y mantenerse informada. Esta medida es el resultado de la soberbia y la ceguera de querer sobreactuar autoridad. Es curioso: Néstor, con el 22 por ciento de los votos, tuvo la autoridad necesaria para rechazar el pliego de condiciones de Claudio Escribano y La Nación, y Macri con el 51 por ciento, lo está siguiendo al pie de la letra”.

Wado de Pedro, diputado nacional (FpV): “El Presidente cierra su primera cadena de devolución de favores al poder económico, a un sector del poder judicial y al poder mediático. Intervino Afsca y Aftic, dos organismos que tienen su independencia garantizada por ley, otra vez utilizando el DNU. El objetivo es consolidar y ampliar el monopolio Clarín, reduciendo la pluralidad de voces para influir en la opinión de la gente”.

Héctor Recalde, diputado nacional (FpV): “El decreto viola tratados internacionales, la Constitución y la ley. Además invade todas las funciones del Congreso. No puede ser que gobiernen de facto. No vamos a permitir que se viole impunemente la Constitución”.

Juan Manuel Abal Medina, senador (FpV): “Macri ganó prometiendo diálogo y mayor calidad institucional. En 13 días de gobierno algunas de sus medidas apuntan en sentido contrario. Jueces de la Corte en comisión, la intervención de Afsca y Aftic y leyes importantes modificadas por DNU implican un retroceso institucional”.

Jorge Rivas, dirigente del Socialismo para la Victoria: “La decisión de Mauricio Macri de intervenir la Afsca exhibe un sesgo brutalmente autoritario, además de constituir un verdadero dislate jurídico. Lo que pone en evidencia es el patético servilismo con que el nuevo Gobierno paga a las grandes corporaciones mediáticas la protección informativa”.

Juliana Di Tullio, diputada nacional (FpV): “Sabbatella fue votado por acuerdo del Senado y para cumplir su función 4 años. No interesa quién sea el presidente de turno”.

Carlos Tomada, legislador porteño (FpV): “Se trata de un atropello institucional y judicial más grave aún que el decreto sobre los jueces de la Corte Suprema. Están borrando con el codo lo que escribieron en campaña en materia de discurso republicano e institucional. Nuestro apoyo a Sabbatella no sólo es por las coincidencias políticas sino también porque apoyarlo significa respaldar la ley de medios”.

Humberto Tumini, secretario general de Libres del Sur: “No parece muy respetuoso de las instituciones cambiar vía DNU artículos de la ley de medios, sin pasar por el Congreso, como anunciaron”.

Pino Solanas, senador (Proyecto Sur): “Si el PRO quiere corregir la ley de medios debería llevar su propuesta al Congreso”.

Gabriel Mariotto, diputado del Parlasur: “La ley de medios garantiza el derecho a la información. El Gobierno abusa del poder groseramente. Es un atropello a la democracia voltear la ley por DNU:”

Myriam Bregman, diputada nacional (PTS en el Frente de Izquierda): “Macri refuerza su dedazo, gobierno de los decretazos. Por eso no llamó a extraordinarias en el Congreso”.

Agustín Rossi, diputado del Parlasur: “La Corte completada por decreto, la Afsca intervenida, el diálogo y las formas republicanas, globitos de colores”.

Página/12 :: El país :: “Empezó la devolución de favores”

29/07/2015

O golpe paraguaio será midiático

Houve um verão em que se capturava um presidente mediante o uso de uma amante. Era o tempo em que o dito cujo era traído até pela amante e seus diplomatas tinham de tirar os sapatos para entrarem nos EUA.  Foi quando seus mentores da Rede Globo promulgaram, via Parabólica, a Lei Rubens Ricúpero.

Os mesmos grupos que fizeram editorial saudando a chegada da ditadura, esconderam os comícios pelas Diretas-Já continuam sabotando a democracia, seja oferecendo estatuetas compradas com dinheiro sonegado, trocando informação por dinheiro. A criminalização dos movimentos sociais, o ódio de classe está tatuado na paleta dos assoCIAdos do Instituto Millenium.

Foi assim no golpe na Venezuela (A Revolução Não Será Televisionada), e na Argentina, o que obrigou Cristina Kirchner a promulgar a lei de Médios. O Grupo Clarín, assim como o Globo, se locupletou com a ditadura. Na democracia encontrou o enfrentamento de um governo, ao contrário do Brasil, que lutou pela democratização de acesso à informação. Assim, ao contrário da Argentina, por não termos enfrentado como deveria o monopólio dos grupos mafiomidiáticos, estamos mais sujeitos ao golpe paraguaio. Na Argentina, a partir do momento que a Lei de Médios foi promulgada, o golpismo diminuiu.

Ou o Brasil acaba com o monopólio das cinco famílias (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirostsky) ou estas cinco famílias ainda vão reimplantar a ditadura.

Ignacio Ramonet: Maior batalha da esquerda na América Latina é contra ‘golpe midiático’

Pedro Aguiar | Quito – 24/07/2015 – 08h00

Ao abrir evento que comemora os dez anos de existência da emissora Telesur, jornalista falou sobre comunicação e avanço da esquerda na região

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O maior confronto enfrentado na América Latina atualmente é “a batalha midiática”, desde pelo menos o ano de 2002, quando a tentativa frustrada de derrubar Hugo Chávez na Venezuela deu início a um novo tipo de golpe de Estado, o “golpe midiático”, transferindo aos meios de comunicação privados o papel de partido político nas oposições aos governos da “guinada à esquerda”.

A avaliação foi feita pelo jornalista e professor Ignacio Ramonet, ex-editor do jornal Le Monde Diplomatique, na palestra de abertura do congresso “Comunicação e Integração Latino-Americana”, realizado entre os dias 22 e 23 de julho em Quito, capital do Equador.

Organizado pelo Ciespal (Centro Internacional de Estudos Superiores da Comunicação para a América Latina), o evento comemora nesta sexta-feira (24/07) os dez anos de fundação da Telesur, canal multinacional de televisão mantido por diversos governos da região. Fundada por iniciativa de Chávez três anos após o golpe fracassado, a emissora nasceu com o papel de promover uma alternativa na cobertura das notícias latino-americanas, feita por jornalistas e comunicadores da própria região.

Agência Andes (arquivo/2012)

Ex-editor do ‘Le Monde Diplomatique’, Ignacio Ramonet é jornalista e professor espanhol radicado na França

“Nos últimos 15 anos, todos os governos progressistas que chegaram ao poder democraticamente na região vêm sendo mantidos por via eleitoral. Nenhum deles foi derrotado nas urnas. Por isso, a resistência à mudança vem sendo cada vez mais brutal, apelando para novos tipos de golpes, alguns com fachada judicial, parlamentar, e sempre com forte ajuda da mídia”, disse Ramonet, lembrando os casos do Paraguai, Honduras e investidas recentes na Argentina e no Brasil.

Ao lado de Ramonet, a presidente da empresa, Patricia Villegas, lembrou que as principais coberturas do canal até agora foram justamente em países que não participam do consórcio, como a campanha militar contra a guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o golpe contra o presidente Manuel Zelaya, em Honduras, em 2009.

“Naquele momento, o mundo só pôde acompanhar o que acontecia em Honduras, minuto a minuto, graças ao sinal da Telesur. Porque as emissoras privadas globais ou não estavam lá, e as que estavam preferiam ignorar”, disse.

Para Ramonet, o grande mérito da Telesur ao longo dessa década foi oferecer “uma outra leitura” sobre os acontecimentos da América Latina e do mundo, fugindo das perspectivas de redes privadas como CNN e Fox News que, para ele, seguem praticamente a mesma linha.

“Estou convicto de que a CNN vai desaparecer, não por falta de capital, mas por falta de audiência”, previu Ramonet, falando por teleconferência desde Caracas para a plateia de jornalistas, intelectuais e estudantes reunida no auditório equatoriano. “A Telesur não tem concorrência. Esse é o sonho de qualquer canal. Porque as outras fazem mais ou menos a mesma coisa”.

‘Convergência digital’

Segundo o jornalista — que é espanhol mas vive radicado na França desde 1972 —, a maior mudança na comunicação nos últimos dez anos foi a integração das várias plataformas, a chamada “convergência digital”: smartphones, tablets e computadores, que roubaram da televisão o posto de tela principal da mídia. E, se antes as inovações tecnológicas estouravam primeiro nas cidades ricas da Europa e dos EUA, aponta Ramonet, agora já são disseminadas simultaneamente nas grandes metrópoles da América Latina e de outras regiões em desenvolvimento.

“As novas plataformas abandonam a continuidade que obrigava o espectador a assistir tudo linearmente; agora ele pode ver o que quiser, na ordem que quiser. Os canais que se adaptarem melhor são os que têm mais chance de sobreviver”, aponta.

Patricia Villegas enfatizou que a adaptação às novas plataformas é uma de suas maiores preocupações da Telesur. “Não adianta fazer conteúdos-espelho, que se repetem de forma idêntica na TV, na web, no Facebook, no Twitter. Os conteúdos precisam ser complementares e diferentes, porque o público os consome de formas diferentes”, disse ela.

Divulgação/Ciespal

Congresso intitulado ‘Comunicação e Integração Latino-Americana’ acontece em Quito, capital equatoriana

Além do décimo aniversário, completado nesta sexta-feira, dia 24 de julho, a Telesur celebra também um ano desde o início da produção de conteúdos em inglês. “Não estamos traduzindo informações, mas produzindo diretamente em inglês”, enfatizou Patricia Villegas. Segundo ela, a entrada na esfera anglófona sinaliza a intenção da empresa em ampliar sua presença global. Por enquanto restrita ao site e às redes sociais, a Telesur em inglês espera iniciar em breve transmissões também como canal de televisão, com sede em Quito.

Sul geopolítico

“Na América Latina, vários intelectuais e lideranças políticas têm o vício de só ver a relação regional com o ‘gigante do norte’, os Estados Unidos. Mas também é extremamente importante considerar nossa relação com a China, a África, o Oriente Médio. A Telesur tem a tarefa de transportar a missão progressista da América Latina para o resto do mundo”, disse Ramonet.

Justamente por isso, Villegas diz que o canal continua expandindo seu universo de pautas para outras regiões, como o ataque da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar ocidental) na Líbia, em 2011, e mais recentemente na crise financeira da Grécia, quando o canal enviou jornalistas para Atenas e investiu na cobertura ao vivo. “Às vezes perguntam aos nossos repórteres: ‘O que vocês estão fazendo aqui?’. Estamos aqui porque a nossa ideia de ‘sul’ não é apenas geográfica, mas principalmente geopolítica. Enxergamos a informação como um serviço, e não como mercadoria”.

“Durante muito tempo na América Latina, o jornalismo era um privilégio das emissoras privadas, e as TVs públicas ficavam relegadas à programação educativa, cultural e folclórica. Daí a importância de investir em produzir informação numa tela pública. Não se trata de um monólogo do Estado, mas de dar voz também aos grupos comunitários, como indígenas e afrodescendentes, contra a folclorização dessas comunidades”, concluiu Patricia Villegas.

Da teoria à prática

A proposta do congresso em Quito é ser não apenas acadêmico, mas também proporcionar a troca de experiências práticas em jornalismo e gestão de mídia voltada para a integração regional, ambos sob uma perspectiva crítica. A ideia é que professores, intelectuais e estudantes de fato dialoguem com jornalistas, diretores de emissoras e agências de notícias e gestores públicos do setor.

“É fundamental a teoria que reflete sobre a prática para dar-lhe sentido e compreender melhor a realidade para fazer diferente”, comentou Ramonet.

O diretor do CIESPAL, o espanhol Francisco Sierra, lembrou na fala de abertura que a tentativa de descrédito sobre a Telesur e outras mídias públicas, assim como contra as iniciativas de regulação e democratização da mídia pelos governos da “guinada à esquerda”, lembra muito o ataque da mídia privada feito contra a campanha da Nova Ordem Mundial da Informação e Comunicação (NOMIC) e o Relatório MacBride da Unesco (Órgão da ONU para Educação, Ciência e Cultura), entre os anos 70 e 80.

Ele recordou o legado do comunicólogo boliviano Luis Ramiro Beltrán, falecido na semana passada, que não apenas teorizou sobre a comunicação latino-americana, mas ajudou a promover fóruns e encontros internacionais para criar iniciativas práticas de alternativas midiáticas na região naquela mesma época.

Nos dois dias do evento, que reuniu mais de 400 pessoas, também estarão presentes outros nomes do pensamento crítico da região, como o argentino Atilio Borón, do Clacso (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais), e o colombiano Omar Rincón, do Ceper (Centro de Estudos de Jornalismo, em espanhol). Mais de 100 trabalhos acadêmicos foram inscritos para apresentação. Entre eles, o do geógrafo André Pasti, doutorando pela Universidade de São Paulo, que discutirá a trajetória das lutas pela democratização da comunicação no Brasil.

“É importantíssimo aprendermos e nos inspirarmos com os processos de democratização da comunicação em curso em outros países da América Latina. O congresso permite esse diálogo”, disse Pasti a Opera Mundi.

Leia abaixo a carta que o líder cubano Fidel Castro enviou à Telesur em comemoração ao décimo aniversário da emissora:



19/05/2015

Irmão gêmeo da Rede Globo, o golpista Grupo Clarín também está na lona

clarinAs relações umibilicais entre o Grupo Clarín e a Rede Globo vem das origens, quando ambos promoveram uma simbiose benéfica para eles e para os ditadores de plantão. Entorno na SIP, avó do Instituto Millenium, ambos recebem de seus finanCIAdores ideológicos o combustível para continuarem atacando as respectivas democracias. Ambos estão se derretendo. Mas esperneando contra quem fechou as torneiras dos recursos públicos que os oxigenavam e enxiam as contas de dinheiro que faltava para os mais necessitados.

Lá como cá, o golpismo campeia desenfreado. Lá como cá as torcidas se levantam contra a bandidagem escondida atrás das câmeras, microfones e páginas de jornais. Contra os respectivos estados e a favor dos interesses de petroleiras e outras empresas dos EUA, não se furtam, que palavra…, de atacarem as empresas nacionais. Mas, em tempos de internet, a mentira tem perna curta. E, hoje, só acreditam neles os anencefálicos.

EL PAIS › HORACIO VERBITSKY RESPONDE A LAS ACUSACIONES DE CLARIN

Otra vez sopa, con bizcochos

Esta vez molestaron las notas sobre el estado psicofísico de Fayt, la rrrreeleección trucha del presidente de la Corte Suprema y el rol del Grupo Clarín. La respuesta, como de costumbre, un infundio sobre Verbitsky, de falsedad demostrable.

Por Horacio Verbitsky

Cada vez que mis notas molestan más de la cuenta a cualquier poderoso, de iure o de facto, la incapacidad de replicar con datos da lugar al intento de descalificarme por una presunta colaboración con la Fuerza Aérea durante los años de la dictadura militar. Esto comenzó cuando publiqué el libro Robo para la Corona y se ha reiterado periódicamente desde entonces.

El Grupo Clarín volvió a hacerlo ayer, en su radio Mitre y en su página on line, presumo que por haber desnudado su rol en la operación del presidente de la Corte Suprema de Justicia, Ricardo Lorenzetti, para ser rrrreelecto cuando le quedaba un tercio de mandato, con el voto del decano del tribunal Carlos Fayt, quien no participó del Acuerdo en el que la Corte dice que estuvo. Esta vez, remite a una nota de un portal de Internet dirigido por Gabriel Levinas, quien trabaja para la televisión, la radio y el diario del Grupo Clarín. Tuve una relación correcta con él hasta que me ofreció venderme una primicia sobre el piso que un ministro de Menem le habría puesto a una amante frente a la Plaza San Martín. Tardé en entenderle cuando me dijo: “Papá, yo necesito un bizcocho”. Entiendo que se sienta mejor en otras compañías. Nunca pagué por información ni me interesaron las inversiones inmobiliarias ni el sexo de los políticos.

Más allá de las motivaciones del infundio, voy a responderlo por respeto a las personas de buena fe que podrían tomar por buena la falsificación. Me atribuye supuestos manuscritos para un discurso del Comandante en Jefe de la Fuerza Aérea, cosa que ya habían insinuado en el mismo diario Susana Viau y Jorge Lanata, en aquel momento en respuesta a mis notas sobre el Papa Francisco. Su fuente es Pedro, uno de los hijos de Güiraldes, quien no ha ocultado que su motivación es mi rol en el impulso a los juicios por crímenes de lesa humanidad. Hasta uno de sus hermanos, Juan, lo ha refutado. Me imagino que debe ser doloroso para la familia que Pedro presente a su padre como un cuadro de la dictadura, cosa que nunca fue, y que incluso impute a esa relación la visita de los reyes de España a la estancia la Santa María, en San Antonio de Areco, pasando por alto que Güiraldes era el presidente de la Confederación Gaucha, que organizaba esos homenajes a personalidades extranjeras. Que la dictadura se sirviera de esas actividades para su propaganda y que financiara esas fiestas es otra cosa. Sólo estuve allí una vez, durante las pocas horas que duró una exposición, y no escondido. Hace poco el platero Juan Carlos Pallarols me recordó que Güiraldes nos presentó en esa ocasión.

En esta página se reproduce una de las fojas que me atribuyen y un escrito que sí me pertenece. Proviene de uno de los cuadernos con anotaciones tomadas durante las audiencias del juicio a los ex Comandantes de 1985. A simple vista se advierte que no son de la misma mano, por más que el falsario diga que realizó peritajes caligráficos, cosa imposible sin disponer de escritos míos reales.

También afirma que escribí otro libro titulado “La Aeronáutica Argentina, ayer, hoy y mañana”, pero no lo puede presentar, porque no existe. Es notable que esto aparezca ahora como una novedad. Hace casi un año, Hernán López Echagüe ya había encontrado esa falsedad en una página de Internet, y le respondí lo mismo que ahora.

Mi amistad con el comodoro Juan José Güiraldes (retirado en 1951, un cuarto de siglo antes del golpe del 24 de marzo de 1976) no guardó relación alguna con la Fuerza Aérea. Era un viejo amigo de mi padre, quien había publicado un ensayo sobre su tío, el autor de Don Segundo Sombra, Ricardo Güiraldes. Su libro El poder aéreo de los argentinos, para el que le ayudé a reordenar publicaciones anteriores de su época como presidente de Aerolíneas Argentinas, en las que defiende a la línea de bandera contra sus competidores privados, sólo versa sobre transporte aerocomercial, rutas aéreas, tipos de aviones, asociaciones empresariales, y carece de cualquier contenido político. El mismo lo explica en varias cartas en las que refutó a los primeros reproductores del invento, quienes no las publicaron. En una de ellas me agradece haberle aconsejado “no incluir en esas páginas ninguna referencia política y limitarme al tema de mi especialidad, que son los aviones y el transporte aéreo”. Ya publiqué esa carta. Agrego ahora un par de gráficos del libro, que no dejan dudas sobre su contenido. Que lo haya editado el Círculo de la Fuerza Aérea no me involucra. Era Güiraldes, no yo, quien mantenía contacto con ese club social de retirados. Una vez concluido su libro, Güiraldes me propuso escribir una biografía de Jorge Newbery, pero el plan de trabajo que le propuse no le interesó y allí terminó todo. La publicación de Clarín alude a un contrato, pero no lo muestra.

Ninguno de mis colegas de Clarín, incluyendo a quienes militaron conmigo en las organizaciones revolucionarias de los ’70, cumplió con la deontología profesional y requirió mi respuesta antes de hacerse eco de la difamación. Hasta ahora no se han retractado del festival de potenciales con el que acusaron de poseer una cuenta millonaria a Nilda Garré y Máximo Kirchner, desmentida por el banco y por el país donde ni siquiera existe la empresa mencionada por Clarín. Por lo visto, esos periodistas tienen menos aprecio por su buen nombre que yo.

El manuscrito que Clarín atribuye a Verbitsky y su verdadera caligrafía.

Rutas y aviones: una obra técnica sobre transporte aerocomercial.

Página/12 :: El país :: Otra vez sopa, con bizcochos

04/05/2015

Denúncia de lavagem de dinheiro avança. Na Argentina!

O parceiro dos assoCIAdos do Instituto Millenium na SIP, o Grupo Clarín está sendo investigado por lavagem de dinheiro no HSBC. No Brasil também foram encontradas as digitais dos grupos mafiomidiáticos na Lista Falciani, mas aqui os procuradores do Tipo Deltan Dallagnol só têm interesse em criminalizar o PT.

Como faz falta um Ricardo Semler no Ministério Público brasileiro!

El fiscal le solicitó al juez Luis Rodríguez que libre nuevos exhortos para investigar a Clarín.

Una jugada con olor a lavado

Es por dos préstamos millonarios tomados por la firma GCSA Investments, radicada en Delaware y propiedad de Clarín, que utilizó ese dinero para comprar acciones de Cimeco, otra firma de Clarín. Buscan datos en Londres y Estados Unidos.

El fiscal federal Diego Iglesias le solicitó la semana pasada al juez Luis Rodríguez que envíe nuevos exhortos a Estados Unidos y a Inglaterra requiriendo información sobre dos préstamos por 20 millones de dólares cada uno otorgados a la empresa GCSA Investments, vinculada al Grupo Clarín. La Justicia sospecha que esas operaciones formaron parte de una maniobra del Grupo Clarín destinada a lavar dinero que supuestamente tenía depositado en cuentas no declaradas en el extranjero. Rodríguez ya había pedido informes sobre esas operaciones a fines de 2013, pero las entidades reguladoras de esos países reclamaron mayores precisiones sobre el tema.

En el escrito elaborado por la fiscalía a partir de aclaraciones aportadas por la Unidad de Información Financiera, se afirma que el Grupo Clarín “creó una sociedad en Delaware –GCSA Investments LLC– con el único propósito de triangular el ingreso de fondos a la Argentina, ingreso que la empresa no puede realizar en forma directa en atención a que su tenencia no ha sido declarada ante el fisco y su origen es ilícito”.

La sociedad GCSA se creó con un capital mínimo de 100 dólares y consiguió un préstamo de 20 millones de dólares de parte del banco Credit Suisse Londres. Según la denuncia, esa operación sólo se explica gracias al aval otorgado por el Grupo Clarín como sociedad controlante. Con el dinero obtenido del préstamo, aquella sociedad adquiere acciones de otra firma radicada en Argentina y perteneciente al Grupo Clarín –Cimeco SA–. “De ese modo, las acciones de esta empresa argentina nunca salen del patrimonio del Grupo Clarín –ya que la sociedad radicada en Delaware también pertenece al grupo–, siendo el único objetivo de la operación la repatriación de dinero ilícito que los integrantes del Grupo Clarín ocultan en cuentas abiertas en el JP Morgan Chase Bank. Justamente por ello, aquel primer préstamo es posteriormente cancelado mediante la toma de otro crédito por parte de la firma de Delaware, pero esta vez en el JP Morgan Chase Bank y garantizado por el propio Grupo Clarín, que posee cuentas en el mismo”, agrega la denuncia.

El fiscal sostiene que la aseveración de que el Grupo Clarín constituyó la sociedad en Delaware para lavar dinero no reposa sólo en el hecho de que el capital inicial de GCSA haya sido de 100 dólares sino porque su único capital desde su creación fue el préstamo de 20 millones de dólares que utilizó para hacer una única operación de compra de acciones de manos del Grupo Clarín, su único socio y controlante. “De la descripción efectuada queda claro que los integrantes del Grupo Clarín habrían desarrollado una maniobra típica de lavado de activos, bajo el paraguas de un préstamo de los denominados back to back e instrumentado mediante la constitución de una firma pantalla radicada en el exterior que se utiliza para simular una trasferencia de acciones que habilita el ingreso de fondos ilícitos al circuito financiero argentino”, remarcó Iglesias.

Las hipótesis que maneja la Justicia son dos: 1) Que los fondos no provienen de préstamos otorgados por el Credit Suisse de Londres, sino que corresponden a fondos ilícitos de origen desconocido hasta el momento; o bien, 2) Que los fondos provienen de préstamos otorgados por el Credit Suisse de Londres garantizados con fondos ilícitos que, al no poder ser directamente utilizados, requirieron la conformación de una estructura de préstamos y compra de acciones para poder reinvertirlos en Argentina intentando asignarle apariencia de licitud.

Página/12 :: Economía :: Una jugada con olor a lavado

11/04/2015

Terceirização: direita argentina aluga revista Veja para caluniar

clarinA terceirização está na moda na América Latina. Coincidentemente, ganha força quando os interesses dos EUA se voltam para o antigo quintal. Dão uma mão a Cuba para tirar, com a outra, da Venezuela, Brasil e Argentina. Para fazer o serviço sujo a CIA terceiriza a antigos grupos de mídia latinos que sempre estiveram ao lado dos EUA contra interesses nacionais, os ataques mais diretos.

Para quem já entrou pelo Boimate uma mentira a mais ou menos não faz a menor diferença. A credibilidade já está nas cordas. As penas de aluguel dos assoCIAdos dos Instituto Millenium se assoCIAram a outro grupo golpista, Grupo Clarín, todos ligados a outra instituição golpista, SIP, finanCIAda pelas famosas fundações norte-americanas de “promoção da democracia”.

Hoje o jornal Pagina12 traz o esclarecimento do próprio banco norte-americano. Fica evidente que a acusação era diversionismo para esconder e mudar o foco sobre o escândalo revelado pela Lista Falciani. Funcionário da Abril, jornalistas da Veja e o próprio Grupo Clarín foram pegos sonegando no HSBC.

A verdade tarda mas não falha. Enquanto isso, os velhos inimigos da verdade e, portanto, da democracia, estão indo a falência. Como diz o ditado, para o crime o castigo!

EL PAIS › EL CNB, QUE ABSORBIO AL FELTON BANK, CERTIFICO QUE NILDA GARRE NUNCA TUVO CUENTAS EN ESAS ENTIDADES

“No hay registro de una cuenta a su nombre”

El banco informó que la embajadora no figura ni figuró como titular, cotitular o firmante en nombre de alguna empresa. Clarín y la revista brasileña Veja aseguraron que Garré y Máximo Kirchner compartían un depósito por 40 millones de dólares.

Por Raúl Kollmann

La historieta llega a su fin. El banco CNB, que absorbió al Felton Bank de Delaware, certificó que la embajadora argentina ante la OEA, Nilda Garré, nunca tuvo cuenta ni en el CNB ni en el Felton. Con enormes despliegues en tapa, la revista brasileña Veja y el diario Clarín difundieron el 30 de marzo que Garré y Máximo Kirchner fueron cotitulares de una cuenta a la que le pusieron número y todo: 00049852398325985. Habría sido abierta en 2005 y tuvo un saldo de 41 millones de dólares. Los datos parecieron falsos desde el principio, porque el Felton, un banco muy chico, tenía depósitos totales por 71.819.000 de dólares y resultaba imposible que en una sola cuenta hubiera 41.700.000, es decir más de la mitad. Pero la confirmación de la falsedad llegó ayer: la vicepresidenta asistente del CNB, Cassandra Guy, le hizo llegar una carta a Garré diciéndole que, después de revisar los archivos, “no existe ningún registro de una cuenta a su nombre en el CNB o en el Fulton” (ver facsímil en tapa).

No bien se publicó la información sobre la cuenta que habrían compartido entre 2005 y 2009 Máximo Kirchner y Nilda Garré, el hijo de los dos últimos presidentes dio un largo reportaje para denunciar que se trataba de una mentira. “No sólo la información es falsa, sino ridícula. Todo es una mentira cuidadosamente planificada y dirigida. Nunca, nunca, nunca tuve una cuenta en el exterior.”

Garré también respondió: “Nunca tuve una cuenta fuera del país. Las únicas cuentas que tengo son la del Banco de la Nación Argentina, sucursal Miami, que abrí para el depósito de mis haberes como embajadora en Venezuela y otra en el Banco HSBC, sucursal Washington, que abrí como el resto de los funcionarios de la Misión ante la OEA par el giro de mis haberes desde el Banco Nación de Miami”. Ya antes, cuando Clarín publicó su primera versión de la existencia de la cuenta, Garré le había anticipado a ese diario que era falso, detalle por detalle, y que no tenía cuentas en ningún lado. Pese a ello, la nota igual fue publicada.

Al estar en Washington, por su cargo diplomático, Garré resolvió dirigirse al CNB por dos vías. El martes de la semana pasada mediante una nota cursada a través de fax, para acelerar el trámite, y el miércoles con una carta documento. Le reclamó al banco que certificara si Garré tuvo algún tipo de cuenta ya sea como titular, cotitular o firmante en nombre de alguna empresa, para cubrir todas las alternativas posibles. El CNB respondió ayer haciéndole llegar la carta, con membrete, firmada por la vicepresidenta y auditora del banco. Es una comunicación oficial.

El CNB absorbió al Felton Bank el 1º de enero de 2011. Se trata de un banco más grande, con sede en Maryland, mientras que el Felton era una entidad chica, situada en una especie de paraíso fiscal norteamericano, el estado de Delaware. La carta de Cassandra Guy está originada en Maryland porque ahora la central está en ese estado. El texto dice, literalmente: “Estimada señora Garré. En referencia a su pedido, hemos revisado nuestras cuentas y no hay registro de una cuenta a su nombre ni en el CNB ni en el Felton Bank”.

La acusación fue de enorme gravedad porque se intentó poner como trasfondo la denuncia del fallecido fiscal Alberto Nisman. En línea con la publicación de la revista Veja, donde se llegaba a afirmar que la relación entre Garré y el presidente Chávez seguía los parámetros de 50 sombras de Grey, la secuencia era que los fondos fueron depositados desde Venezuela, pero –supuestamente– era dinero de Irán para comprar impunidad para los sospechosos de haber perpetrado el atentado contra la AMIA. El origen de la información mencionada por Clarín fueron “dos fuentes bancarias y un documento”. El documento no se publicó y las dos fuentes se mantuvieron en el anonimato.

La revista Veja publicó los mismos, idénticos, datos que Clarín, aunque poco tiempo antes. La nota fue escrita por el periodista Leonardo Coutinho, al que la derecha republicana invitó a presentar un informe sobre el terrorismo iraní en Brasil. El texto fue publicado luego en el sitio oficial del Tea Party, es decir la ultraderecha republicana.

En la revista Veja el manejo fue parecido al de Clarín: el origen de los datos –señalaron en la nota– fue “un especialista americano en investigaciones del sistema financiero”. Veja ni amagó con identificar al especialista y no se privó de poner un título escandaloso. Sin embargo, después de transcribir el dato de la supuesta cuenta, apenas un párrafo más abajo, Coutinho señaló: “No fue posible confirmar de manera independiente la titularidad de esas cuentas”. O sea que se desmintió a sí mismo.

Veja y Clarín utilizaron el condicional para escapar a la evidencia que no era difícil de encontrar. El informe oficial de Delaware sobre los bancos y del Federal Deposit Inssurance Corporation (FDIC), que es la organización estatal de cobertura de los depósitos, registra que el Felton de Delaware sólo tenía 71.819.000 dólares en depósitos al 31 de diciembre de 2010. Antes de esa fecha, nunca llegó a los 80 millones, de manera que la cantidad se mantuvo constante. La FDIC únicamente cubre los depósitos menores a 250.000 dólares y en el informe oficial ese organismo señala que el 91 por ciento de lo depositado en el Felton estaba cubierto. En un informe similar, se dice que sólo 6.079.000 de dólares quedaron fuera de la cobertura, de manera que es imposible la existencia de un depósito de 41 millones de dólares.

Las fechas y las especulaciones resultaban incongruentes en sí mismas. Por un lado, se trató de vincular esos fondos con un acuerdo con Irán. La hipótesis es que se habría pagado por un memorándum que se firmó ocho años más tarde, en enero de 2013, es decir, que debía existir un entendimiento previo. Pero lo cierto es que, en el medio, la Presidenta habló todos los años en la Asamblea General de las Naciones Unidas denunciando que Irán no colaboraba con la Justicia argentina y en 2007 se consiguieron las capturas con alertas rojas contra los funcionarios de Teherán. También se mencionó que de por medio había colaboración nuclear, un despropósito que ni siquiera Nisman tomó en cuenta para su denuncia.

La otra alternativa fue relacionar los 41 millones con el dinero de un fideicomiso establecido con Venezuela a raíz de la compra de combustible al país caribeño y, a cambio, la venta de maquinaria agrícola argentina a Venezuela. La denuncia fue realizada por el embajador argentino en Caracas, Eduardo Sadous, hoy con procesamiento confirmado por falso testimonio. Respecto del fideicomiso de 90 millones de dólares, el dinero siempre estuvo en manos venezolanas –nunca en manos argentinas– y Caracas restituyó los fondos una semana después de que los sacó. En este caso –citado por Veja– no coinciden las fechas: el fideicomiso fue en 2004 y la cuenta –que ahora se demostró que no existe– se habría abierto en 2005.

En el trasfondo de la denuncia de la falsa cuenta en el Felton Bank estuvo la derecha republicana –íntimamente ligada a los fondos buitre– que tenía como prioridad oponerse a la firma del tratado que concretaron Estados Unidos, China, Rusia, Alemania, Francia y el Reino Unido con Irán: el llamado acuerdo Cinco más Uno, orientado a limitar el desarrollo nuclear de Irán y reducir el nivel de conflicto con el país persa. La sorpresiva denuncia de Nisman de enero pareció orientada al mismo objetivo, en sintonía con los servicios de Inteligencia norteamericanos, israelíes y los mandos de la ex SIDE. El hombre de Veja, Coutinho, es el primer proveedor de los datos, luego transcriptos por Clarín, en textos en los cuales sostiene que Brasil es el gran reducto del terrorismo iraní. Se nutre de los think tanks republicanos y luego ofrece sus pseudoinvestigaciones como base para nuevas denuncias que cierren el círculo. Si son falsas y sin documentación que las respalde, no parece un problema demasiado serio.

raulkollmann@hotmail.com

Página/12 :: El país :: “No hay registro de una cuenta a su nombre”

02/03/2015

Nisman morreu três vezes

P12 02032015A primeira quando foi utilizado pela CIA & Mossad para turbinar a oposição contra Cristina Kirchner. A segunda morte, real, perpetrada pela CIA & Mossad também de jogar a culpa em Cristina Kirchner. Na semana passada o poder judiciário argentino decretou a terceira morte, ao rechaçar sua a denúncia de acobertamento do atentado a AMIA. Não precisava ser muito inteligente para saber que as denúncias tinham interesse puramente política e eram turbinadas pelo Grupo Clarín.

As manadas seduzidas pela CIA para se voltarem contra os governos democráticos do Brasil, Argentina e Venezuela obedecem à velha escola da CIA, que busca fomentar em todos os países que não se ajoelham aos EUA. Tanto que nos dois mandatos de FHC, quando seus diplomatas tinham de tirar os sapatos para entrar nos EUA, tudo o que fazia tinha a bênção e proteção dos EUA. Foi assim que a base de Alcântara tinha sido doada aos EUA. A Petrobrás foi transformada em Petrobrax para atender aos interesses da Chevron.

As manifestações contra Cristina Kirchner, Maduro e Dilma são de subalternos dos EUA, fomentados pelo filho da SIP, o Instituto Millenium, e finanCIAdos pelas petrolíferas norte-americanas.

Outro motivo que levou ao desvario direitista argentino revelou-se agora com a estatização dos trens, que o colega de FHC, Carlos Menem, haviam sido entregues à privadas e que tantos acidentes com mortes provocaram.

Sin despedidas

Por Eduardo Aliverti

El discurso presidencial y la imponente manifestación de ayer, junto con el rechazo del juez Daniel Rafecas a la denuncia de Alberto Nisman, los cambios en el gabinete nacional y el paulatino retorno de la economía como tema central de la agenda publicada tienen una cierta relación entre sí. Conviene recorrerlos en ese orden.

Algunos dirigentes y medios de la oposición se mostraron curiosamente sorprendidos por el fallo que desestima el escrito de Nisman. Otros sostuvieron que era esperable, porque Rafecas estaría condicionado por el oficialismo desde su intervención en uno de los affaires que involucran al vicepresidente Boudou. Pero, en todo caso, ese aspecto nunca puede ser el central. La clave es analizar el fallo, y lo cierto es que, como ya fue vastamente difundido, ese dictamen demuele una por una las argumentaciones de Nisman. Eso también era predecible, de acuerdo con lo que la propia oposición sostenía en voz baja, porque la insolvencia jurídica de lo afirmado por el fiscal no alcanzaba para redondear pruebas siquiera estimables. De hecho, vale recordar que no hubo jurista alguno que respaldara la fábula de ese documento. Si es por novedades, entonces, la única consiste en los dos escritos firmados por Nisman entre diciembre y enero últimos, cuyo contenido es revelado por Rafecas al cierre de su fallo y citado particularmente por la Presidenta en su discurso de ayer. Guardados en una caja fuerte de la Unidad Fiscal AMIA, Nisman asevera en ellos todo lo contrario de lo que pensaba denunciar. La antítesis es asombrosa, hasta el punto de que no sólo respalda al gobierno argentino en sus discursos y acciones, desde 2004, para lograr el esclarecimiento del atentado, sino que califica como “entendible” el memorándum de entendimiento con Irán. ¿Qué llevó a Nisman a modificar su postura en forma tan radical, con un mes de diferencia? Las hipótesis, obviamente, son que los textos fueron elaborados por personas distintas, aunque porten la misma firma, o que algún motivo de tamaño insondable llevó a que el fiscal cambiara de opinión de la noche a la mañana. Ambas conjeturas significan un hecho grave de por medio, que, como quiera que fuere, refuta la lógica cerrada de un gobierno encubridor. No es en absoluto curioso, en cambio, que los medios opositores hayan ignorado groseramente semejante tramo de la sentencia de Rafecas. Y tampoco lo es que se valgan de ella para retrucar que el partido judicial no existe, como si se hubiese dicho que la agrupación de magistrados enfrentados al Gobierno comprende a toda la Justicia. Hablando de lógicas elementales, por tanto, habría que tenerles un poco más de respeto.

Las alternativas tribunalicias que se deriven del fallo de Rafecas son difíciles de acertar con precisión exacta, más por las internas de Comodoro Py que por la solidez de sus fundamentos. Pero podría señalarse que, en repercusión política y social, el horrible episodio que sacudió al país tenderá a amesetarse –y quede claro que este razonamiento no implica juicio de valor negativo sobre la gravedad del hecho–. Es, solamente, la deducción que al firmante le parece adecuada, siendo que, y mucho más en un año de elecciones presidenciales, no puede sostenerse –o no debería, al menos– una atención exclusivamente concentrada en este tema. Una cosa es que la oposición encontró el hueco para persistir en su intento de criminalizar al Gobierno y otra muy distinta que con eso sólo le alcanza. Por lo pronto, los cambios en el elenco gubernamental representan un marcaje de agenda que tiene lecturas concurrentes. La asunción de Aníbal Fernández como jefe de Gabinete es una reafirmación de rumbo y estilo ante el tramo electoral determinante, junto con el retorno a sus pagos de Jorge Capitanich y Juan Manzur para territorializar la lucha por los votos. El chaqueño podrá haber sufrido un desgaste de su figura y competir por el municipio de Resistencia, tras quince meses a cargo de la jefatura ministerial de Nación, puede ser visto como un premio consuelo deprimente en los medios nacionales. Pero lo cierto es que en su provincia conserva una buena dosis de popularidad, alentada por la desastrosa gestión del vicegobernador, y no cuentan como en Buenos Aires las comidillas de oratorias monótonas o rotura pública de diarios. Mientras las gentes interesadas o desinformadas se entretienen con eso, el Gobierno comenzó a mover el tablero en los tiempos que maneja Cristina. Que no son los que desean sus oponentes ni jamás lo fueron. Naturalmente, eso tendrá un crescendo que por el peso del año electoral agregará ingredientes múltiples en torno de candidatos, escenarios, pronósticos, propuestas, polémicas y chicanas encendidos como quizá pocas veces se habrá visto. Y está bien que vaya a ser así, porque no es posible ni recomendable que el país continúe virtualmente detenido, en el debate mediático de sus problemas, alrededor de una única cuestión. Dicho sea de paso: una cuestión, la del atentado y la pesquisa, el encubrimiento y sus responsables, que hasta la muerte de Nisman –y desde hacía años– casi no tenía registro en los grandes medios ni en la inmensa mayoría de la sociedad. Lo cual no es justificativo de nada, sino un mero recordatorio.

En llamativa coincidencia o no con el fallo de Rafecas que refutó al fiscal, los titulares y comentarios de la prensa opositora recuperaron abruptamente su interés por la marcha económica. Reaparecieron el déficit de las arcas públicas, la orden de desacato dictada en septiembre último por el juez municipal neoyorquino Thomas Griesa, la importación de petróleo bien que no el aumento de entre 12 y 14 por ciento en las reservas y producción de YPF, el gasto del Estado y las mochilas para la fuerza gobernante que viniere. A su vez, el entramado judicial del caso Nisman pasó poco menos que a compartir cartel con un fallo del juez Bonadío que “habría” encontrado conexiones sospechosas de triangulación entre Lázaro Báez, Cristóbal López y la familia presidencial. Según el afiebrado criterio de algún columnista, ésa sería la causa real de la furia de Cristina contra la Justicia, cual si se tratase de que un presunto hallazgo, solitario y tan en potencial como el grueso del denuncismo, resumiera la complejidad del choque entre el Gobierno y los jueces y fiscales que lo confrontan. Todos indicios de que el partido vuelve a jugarse en un terreno más normal que extraordinario, si por normalidad puede entenderse el retorno a las monsergas habituales sobre el trío corrupción, inseguridad e inflación.

Y ayer sucedió el hecho frente al que sólo los frívolos pueden permanecer indiferentes. El autogolpe anticipado por Elisa Carrió ni siquiera contó con la asistencia de Batman y Flash Gordon, y en su lugar ocurrieron un discurso excepcional tanto por el volumen de su contenido como por una oratoria que, desde el aspecto técnico, es prácticamente inédita. Respecto de la manifestación en la calle, inevitablemente surgirán las comparaciones cuantitativas, inútiles y banales, con la marcha opositora de días pasados. En la de adentro se reiteró el entusiasmo oficial y la inopia de sus contendientes. Entre estos últimos se advirtieron gestos como el del senador radical Gerardo Morales, que no podía disimular una estupefacción admirativa frente a la oradora y otros rostros reveladores de una indiferencia estudiada que poco bien le hace a la imagen de estatura institucional tan cara a la oposición. Toda opinión adversa que quiera formularse sobre la palabra presidencial debiera anteponer la refutación de la impresionante cantidad de datos brindados, a la par de los contextos políticos ilustrados por Cristina. No fue eso lo que ocurrió, al menos entre los testimonios recogidos al momento de cerrarse esta columna. La Presidenta abrió de manera muy directa al aludir al éxito reestructurador de los bonos argentinos y no dejó de resultar gracioso que los medios opositores retrucaran on line mediante una presunta contestación del periodista del Financial Times citado por ella: Joseph Cotterill no rebatió nada, sino que despachó su opinión política. Para gusto del autor, uno de los pasajes más contundentes del discurso fue el relativo a los acuerdos con China, porque involucró con un énfasis de enorme solvencia a aquellos “colonizados mentales” que los cuestionan a rajatabla. Teléfono para sectores empresarios, entre otros, a quienes también preguntó si creen que el Gobierno será tan estúpido como para promover legislación y medidas que vayan a poner en peligro la estabilidad de sus compañías. Los corrió por derecha, en síntesis. Buitres, el incendio en Iron Mountain, Aerolíneas, paritarias, jubilados, planes de asistencia social y desarrollo, Asignación Universal por Hijo, Anses, industria automotriz, educación, actividad cultural, salud pública, ciencia y tecnología, YPF, trenes, producción agropecuaria (“¿exportar maíz e importar chanchos?”), Fuerzas Armadas, AMIA (un tramo impactante, acerca de autoridad moral para hablar, la voladura de la embajada judía, geopolítica, las andanzas del Estado israelí y, claro, los ojos tan pero tan abiertos de Ricardo Lorenzetti), independencia de la Justicia, Malvinas, consumo comercial y de remate el país que viene, con los cómodos e incómodos que pueden preverse a partir de diciembre próximo y la pregunta implícita de si será tan fácil retroceder.

Lo trascendental es que ambos protagonismos, el de afuera y el de adentro, se conjugaron para ratificar que hay un único liderazgo político realmente existente, y que a casi trece años de gobierno el kirchnerismo mantiene una capacidad de movilización notable. Es desde ese piso que seguirá discutiéndose lo que se quiera. El oficialismo lo denomina Nunca Menos y la oposición busca reinterpretar un Nunca Más aplicado a todo cuanto signifique K. En cualquier caso, celebremos que la base consista en esa disputa política pareja y no en el auge del antipueblo. Por eso ayer no hubo despedidas, sino la bienvenida reforzada a que sea así.

Página/12 :: El país :: Sin despedidas

04/02/2015

Jornalixo

Filed under: Alberto Nisman,Ernestina Herrera de Noble,Grupo Clarin,SIP — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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clarinO Grupo Clarín é, depois dos EUA, o maior interessado na derrota de Cristina Kirchner. É briga é longa e envolve muitos rounds. Primeiro foi pela quebra do monopólio do Papel Prensa, que o Clarín arrematou durante a ditadura. Com o monopólio, o Grupo Clarín ditava quem teria e quem não teria papel para publicar jornal.

Depois a Ley de Médios regulou a quebra do monopólio e a participação do Clarin em propriedades cruzadas, de jornal, tv, internet, telefonia, tv a cabo, gráfica, imobiliária. A licença e imunidade tributária servia para o Grupo de imiscuir em todos os ramos da economia.

Na sequência, houve a denúncia da adoção, pela dono do Grupo Clarín, Ernestina Herrera de Noble, de duas crianças filhas de desaparecidos políticos durante a ditadura, com quem a o Clarín, como fez a Rede Globo no Brasil, se mancomunou. O sucesso da ditadura foi o sucesso do grupo Clarín. Um deu sustentação ao outro. Tal e qual Roberto Marinho e os ditadores brasileiros. Com a democracia, mas principalmente com a oposição no poder, a Rede Globo teve seu pior IBOPE da história. Não é diferente a vida do Clarín. Sem as verbas públicas com as quais estava acostumada, a solução é expulsar quem os expulsou do poder.

Agora ressurge o papel mais ridículo  que se pode esperar de um grupo de comunicação, a guerra aberta e declarada desce ao lixo. Para tentar incriminar a inimiga mortal, o Clarín toma por verdade um rascunho encontrado no lixo. E quem garante que não foi por causa deste lixo que ele veio a se matar?! A pressão para que assumisse um papel cada vez mais golpista, como se vê hoje no Brasil quando FHC pede a Ives Gandra parecer para o PSDB dar o golpe em Dilma. A morte de Alberto Nisman, com todo jeito de ter sido preparada pela CIA e Mossad, é o último invento para tentar viabilizar a oposição ao governo da Argentina.

Se o  Grupo Clarín desse uma olha no lixo aqui de casa também teria uma surpresa muito grande. Contra ele…

Papéis de promotor implicam Cristina

Após negar existência, promotora que apura morte de Nisman confirma que rascunho pede prisão da presidente argentina

Documentos achados no lixo do apartamento do promotor foram divulgados pelo ‘Clarín’ e integram processo

MARIANA CARNEIRODE BUENOS AIRES

Em menos de 24 horas, uma prova que faz parte do processo que investiga a morte do promotor argentino Alberto Nisman foi tratada como falsa e, em seguida, como verdadeira.

A promotora responsável por investigar a morte de Nisman, Viviana Fein, afirmou nesta terça-feira (3) que foram encontrados rascunhos no lixo da casa de Nisman.

Nos papéis, ele pedia a prisão da presidente Cristina Kirchner, de seu chanceler Héctor Timerman e de outros supostos envolvidos num esquema para encobrir os responsáveis pelo atentado à Amia (associação israelita), em 1994. O governo tem negado qualquer participação em um suposto acobertamento do caso.

Os rascunhos foram revelados pelo "Clarín" no último domingo (1º) e teriam sido descobertos pela polícia no dia seguinte à morte de Nisman, ocorrida em 18 de janeiro.

Na segunda-feira (2), uma nota do Ministério Público, em nome de Fein, havia negado a existência dos papéis.

Também o juiz responsável pelo caso, Ariel Lijo, havia dito desconhecer os rascunhos. A denúncia de Nisman que chegou à Justiça -e está publicada na internet- não pede a prisão da presidente, segundo o juiz Lijo.

Irritado com a reportagem do "Clarín", o chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Jorge Capitanich, rasgou as páginas do jornal em entrevista transmitida ao vivo pela TV.

Nesta terça (3), Fein recuou e disse que houve um "erro involuntário" na elaboração da nota do Ministério Público: os rascunhos existem e fazem parte do processo.

A promotora negou que tenha agido sob pressão do governo para desmentir a reportagem, e que houve um erro de interpretação do que havia dito à assessoria de imprensa do Ministério Público.

Na edição desta terça (3), o "Clarín" divulgou a reprodução dos rascunhos e deu detalhes sobre como foram registrados no processo que apura a morte de Nisman.

Segundo a reportagem, há anotações com a letra de Nisman. O jornal afirma que os pedidos de prisão não chegaram à Justiça, mas indicam que o promotor teria provas contundentes contra Kirchner e os demais acusados.

Segundo o jornal, os rascunhos são datados de junho de 2014, o que mostra que Nisman não trabalhou apressadamente, como sugeriu o governo ao tentar desqualificar a denúncia do promotor.

Apesar de Fein admitir a existência dos papéis, Capitanich voltou a classificar de "lixo" a reportagem do "Clarín".

Ele se negou a responder perguntas do jornalista que escreveu as reportagens e atacou o grupo de mídia que publica o jornal: "Não confundam liberdade de empresa com liberdade de expressão".

25/08/2014

Ley de Médios, urgente!

Imagen: Gentileza Espectador.com

SUBNOTAS

“Los latinoamericanos nos debíamos el debate sobre la función de los medios en el sistema democrático”

El periodista y abogado uruguayo asumirá su puesto en octubre. En esta entrevista, se pronuncia a favor de la regulación estatal de los medios de comunicación audiovisual, advierte sobre los monopolios de información tanto privados como estatales y traza las líneas de acción que se propone para fomentar la libertad de expresión en el continente. Los grupos más discriminados y las nuevas tecnologías.

Por Sonia Santoro

Desde octubre, la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) tendrá un nuevo relator especial para la Libertad de Expresión. El elegido, después de un largo proceso que comenzó en diciembre del año pasado y al que se presentaron 49 postulantes, fue Edison Lanza, periodista y abogado uruguayo. Entre sus líneas de trabajo buscará construir principios y estándares para “ayudar a revertir los procesos de concentración, sin afectar la viabilidad de los medios de comunicación” y trabajar por la protección de periodistas en situaciones de riesgo y en la investigación de sus asesinatos. Se destaca su compromiso en desarrollar el vínculo entre el derecho a la libertad de expresión y la promoción de los derechos de grupos “que sufren o han sufrido discriminación (niñas y niños, mujeres, pueblos originarios, población lgbti, personas con discapacidad, etc.)”.

Lanza será designado por un período de tres años, renovable una vez, y asumirá el cargo el 6 de octubre de este año, en reemplazo de la colombiana Catalina Botero.

Desde el otro lado del río, respondió algunas preguntas acerca de los desafíos que tiene por delante.

–El 6 de octubre asume como nuevo relator. ¿Qué expectativas tiene en este nuevo rol?

–Estoy convencido de que se trata de una posición clave para la promoción y cumplimiento del derecho a la libertad de expresión y el derecho a la información en la región. Gracias al trabajo que han realizado de varios relatores y relatoras, la Relatoría se ha consolidado como una institución de referencia para el campo de estas libertades, los derechos humanos y la comunicación. Como expresé en la entrevista que mantuve con los comisionados y comisionadas, no vengo a trabajar contra nadie, sino con todos los actores del sistema democrático que tienen incidencia en estos temas, incluidos, por supuesto y fundamentalmente, los Estados. Creo que la Relatoría puede ayudar a encauzar los debates que están teniendo lugar en la región en torno de la libertad de expresión y la democratización de la comunicación; a mi juicio nuestros países tienen la madurez suficiente para debatir abiertamente sobre libertad de expresión, y sería algo sin sentido cerrarnos a reflexionar sobre la democracia, el pluralismo y la libertad de expresión, aun con los puntos de vista y los intereses más diversos.

–¿Cuáles serán sus líneas prioritarias de trabajo?

–Voy a tratar de sintetizar algunas líneas. La promoción de la diversidad y el pluralismo en la comunicación, en todas las direcciones, es un eje de trabajo. Promover regulaciones que limiten la formación de oligopolios y monopolios y la concentración de los medios de comunicación que afecten las posibilidades de divulgación de información y opiniones o el pluralismo. Y hablo tanto de concentraciones en el sector privado como en el estatal o público. Hay definiciones claras en el Sistema Interamericano sobre las consecuencias negativas de los monopolios y oligopolios, pero hay que profundizar estos estándares existentes: hay que construir principios y estándares para ayudar a revertir los procesos de concentración, sin afectar la viabilidad de los medios de comunicación. Por supuesto que siguen siendo una prioridad los problemas estructurales que en muchas regiones siguen sin ser superados. Promover una estrategia integral en contextos de agresiones y ataques a la integridad física de los comunicadores, en base a la prevención de la vulneración de sus derechos, la protección de periodistas cuyas vidas se encuentren en riesgo e investigación transparente de los asesinatos y agresiones ocurridos. La implementación eficaz de mecanismos de protección para los comunicadores amenazados forma parte de las obligaciones positivas del Estado. Pero desde una perspectiva más integral, tener escoltas y carros blindados es una solución simple, pero costosa para los Estados y compleja para un periodista en ejercicio. Se debe mirar de manera integral el fenómeno, apostando a medidas de promoción del derecho a la libertad de expresión y de prevención, protección y sanción. Si no avanzamos en la lucha contra la impunidad de los crímenes contra la libertad de expresión, mediante un trabajo de prevención de la comisión de estos delitos, las restantes medidas siempre serán insuficientes. También propongo desarrollar el vínculo entre la plena realización del derecho a la libertad de expresión y la protección y promoción de los derechos de distintos grupos que sufren o han sufrido discriminación (niñas y niños, mujeres, pueblos originarios, población lgbti, personas con discapacidad, etc.), afín con el fin de promover que los Estados adopten obligaciones positivas para revertir o cambiar situaciones discriminatorias existentes y que estos grupos puedan ejercer de manera plena la libertad de expresión y la protección de sus derechos frente a expresiones abiertamente discriminatorias. La vigencia y protección de la libertad de expresión en el mundo on line es una precondición que concierne y beneficia a todas las personas. Entre esas prioridades, es clave velar por y promover el acceso universal a este fabuloso espacio para la educación, la llegada a la información, la expresión personal y el entretenimiento. Y finalmente creo que hay que seguir insistiendo en acceso a la información pública y mecanismos para prevenir la censura indirecta.

–¿Cuáles son los principales problemas en las Américas relativos a la libertad de expresión? ¿Cuáles son específicos del Cono Sur?

–Considero que los problemas y desafíos que enfrenta la libertad de expresión en la región pueden agruparse en dos grandes dimensiones: los problemas estructurales que subsisten en algunas subregiones y una agenda emergente. Entre los problemas estructurales señalo algunos: la violencia y agresiones contra periodistas y defensoras y defensores de derechos humanos (presente en algunos países de América Central y América del Sur); el uso del derecho penal para criminalizar la expresión, o el derecho penal de excepción para acallar la protesta y la crítica; la escasa diversidad de medios y la falta de pluralismo en las voces representadas en el sistema mediático, sobre todo en algunos países; la debilidad de los medios públicos y la falta de reconocimiento a los medios comunitarios, y la batalla contra la cultura del secreto que persiste en todos los países de la región, aunque con avances importantes (adopción de leyes, instalación de órganos garantes, jurisprudencia local), pero con la preocupación de que algunos Estados extienden el secreto por razones de seguridad nacional y la persecución de informantes, que es la contracara de este avance. Luego tenemos la agenda emergente, a la que debemos prestar atención. Las múltiples discusiones sobre libertad de expresión e Internet. En 2013, la Relatoría incluyó en su informe anual un estudio vinculado a Internet y libertad de expresión, que contiene estándares para la evaluación y el análisis de las situaciones particulares. El desafío principal, entonces, pasa por consolidar Internet como un espacio de protección, promoción y respeto de los derechos humanos, así como también de denuncia de vulneración de los mismos. Deberíamos reflexionar más en clave regional, porque hay temas comunes a la subregión. Esta semana, la Corte Interamericana dictó una sentencia sobre el caso de dirigentes mapuches condenados por terrorismo, en la que se pronuncia sobre los tipos penales de contornos difusos y vagos que afectan la protesta social y la libertad de expresión, y que por lo tanto son incompatibles con la Convención. Me temo que es un buen punto que debería revisarse en los países del Mercosur. En la subregión se ha avanzado en la regulación de los medios audiovisuales; aunque cada país ha aplicado un ritmo y un modelo propios, parece buen momento para ver los resultados de la aplicación de cada uno de estos modelos. Progresivamente los países se vienen incorporando al concierto de naciones con leyes de acceso a la información pública que respetan los estándares de derechos humanos, esperemos que Argentina y Paraguay se sumen rápidamente a esta realidad. De todos modos, me parece que nuestros países tienen una agenda pendiente en materia de prevenir la censura indirecta, la asignación arbitraria de recursos desde el Estado hacia el sistema de medios y completar la reforma de los sistemas de medios audiovisuales, de acuerdos con los estándares construidos por el sistema interamericano. Luego hay situaciones particulares con el ejercicio del derecho a la libertad de expresión en contextos electorales, en fin, temas no faltan.

–¿La concentración de medios sigue siendo un obstáculo importante a la libertad de expresión en la región? ¿Cómo evalúa las nuevas leyes que intentan regular el universo mediático?

–América latina asiste a una discusión inédita sobre el papel del Estado en la regulación de los medios de comunicación audiovisuales, y la propia función de los medios en el sistema democrático, una discusión que personalmente considero válida si la damos en el marco de un efectivo respeto y promoción del derecho a la libertad de expresión y no como una excusa para controlar los medios. Es un debate que los latinoamericanos nos debíamos, porque heredamos problemas de larga data en relación con los sistemas mediáticos. Autores de la región, entre ellos valiosos aportes de expertos argentinos, explican este rezago: hubo una ausencia regulatoria del Estado durante décadas, lo que permitió que la comunicación quedara casi en las exclusivas manos del sector comercial, en muchos casos con índices de concentración y control de la propiedad muy elevados, algo atípico para democracias consolidadas. La región también muestra cierto rezago en la tarea de construir medios públicos independientes, y es un hecho que durante años fueron relegados al papel de Cenicienta, aunque ahora muchos Estados han comenzado a mejorar su financiamiento. Por otra parte, tenemos un sector social-comunitario excluido durante décadas, o reconocido a medias, de modo discriminatorio y sin políticas de promoción. Este combo produjo una producción audiovisual muy concentrada en las capitales de los países, en formatos de baja calidad, cuando no –como ocurrió en el caso uruguayo– consumimos durante mucho tiempo mayormente producción extranjera. En este menú, la concentración de medios es un ingrediente que no se puede ignorar, porque una vez que tenemos un sistema de medios concentrado se generan consecuencias negativas en el espacio público y relaciones complejas entre los medios y el sistema político, que además son poco transparentes. Frente a esta situación, los gobiernos, sobre todo en la última década, han desarrollado diversas estrategias. Las leyes de servicios de comunicación llegan en un momento en el que la industria ya está desarrollada, y consiguientemente se producen tensiones y reacciones. Claro, hay que observar con mucho cuidado estas leyes, porque deberían tener el objetivo de promover la transparencia en la asignación de frecuencias, la diversidad y el pluralismo, sin limitar el goce de la libertad de expresión. También hay que estudiar lo que viene sucediendo con países que han ido, gradualmente, primero habilitando al sector comunitario, buscando una transición ordenada hacia un sistema más plural en la televisión digital, como ha ocurrido en el caso uruguayo. Brasil, en cambio, comenzó por el intento de generar una televisión pública de calidad y de alcance nacional y regular mejor el sistema de televisión para abonados, pero mantiene no cambiada la estructura de sistema de medios comerciales. Todas estas experiencias son válidas, siempre que en nombre de la diversidad y el pluralismo no se generen restricciones innecesarias a la libertad de expresión, algo que la propia Convención Americana previene en su artículo 29. Este puede ser un buen momento para analizar las diversas experiencias y también cómo se han aplicado en la práctica estas normas, porque una cosa son los textos y la intención del legislador, y otra cosa es la aplicación.

–¿Qué desafíos a la libertad de expresión presentan los intentos de regulaciones de Internet y las nuevas tecnologías?

–Enormes. El desarrollo de Internet ha masificado la cultura, el entretenimiento, la circulación de información y ha permitido, como nunca antes, el ejercicio de la libertad de expresión a título individual y colectivo. Y esto ha sido posible por las características especiales de este nuevo espacio público, por su conformación de red, que lo hacen distinto de los restantes medios inventados hasta el presente. Por ello cada regulación que los Estados pretenden establecer tiene implicancias para la libertad de expresión y otros derechos humanos. Creo en la gobernanza multi stakeholder (N. de E.: Se refiere a la participación o consideración de los enfoques de todos los actores que importan en un sistema) de este espacio, y desde su lugar específico la Relatoría debe tener un rol. No voy a abundar aquí, pero hoy están sobre la mesa marcos normativos que implican hablar del manejo de los contenidos en la red, la responsabilidad de los intermediarios, el filtrado de información, el manejo de la red en el contexto de protestas sociales y/o políticas, en fin, es un tema inagotable. Sí apunto, además, que la región viene abordando este tema con leyes nacionales, como el Marco Civil de Brasil, o el marco regulatorio chileno, pero también hay un uso desmedido del derecho penal para intentar combatir abusos en la red.

–El informe de la relatoría para la libertad de expresión de 2013 incorporó un punto específico sobre la violencia que sufren las mujeres periodistas en el ejercicio de su libertad de expresión, especialmente en el caso de México. ¿Trabajará sobre la especificidad de las violencias que sufren las mujeres periodistas?

–La Comisión Interamericana ha señalado que los escenarios de violencia en América latina incluyen un componente de exacerbación contra las mujeres, en particular en el contexto de discriminación por razones de género que aún persiste en muchos países. No sería justo si no dijera que la actual relatora ha incorporado la perspectiva de género en sus informes sobre violencia contra periodistas y me comprometo a mantener esa línea de trabajo, tanto en los informes como en posibles casos que la Comisión decida admitir y eventualmente presentar ante la Corte Interamericana.

–Cuando algunos medios publican contenidos sexistas y son criticados por esto, se amparan en el derecho a la libertad de expresión para justificarse. ¿Cómo cree que se debería trabajar desde los distintos actores intervinientes –sociedad civil, Estado, periodistas, empresas– para desarticular estos argumentos y lograr cambios?

–Es cierto que los medios de comunicación en la región tienen, en muchos casos, una historia de mala práctica en relación con la discriminación contra las mujeres y otros grupos. ¿Cómo provocar cambios en esta práctica sin interferir en la libertad de expresión? Esta es una pregunta que todos nos hacemos y creo que hay muchas experiencias que nos pueden ayudar a resolver este dilema. En primer lugar hay que destacar el trabajo de las organizaciones de mujeres que decidieron utilizar el camino de la capacitación y la promoción de y hacia los comunicadores como forma de incidir, y han logrado paulatinos progresos; luego los observatorios y los informes críticos con el modo de hacer periodismo y publicidad creo que juegan un papel, al igual que las universidades, que deben trabajar profundamente en los aspectos éticos de la comunicación; finalmente la propia televisión desde la ficción puede promover la igualdad. La mejor forma de combatir el discurso discriminador es con argumentos y evidencia de peso. También estoy siguiendo con mucho interés algunas experiencias institucionales, como la Defensoría del Público argentina, cuya práctica de promoción, recepción de denuncias, audiencias públicas y mediación es una herramienta clave y parece estar comenzando a rendir frutos, sin acudir necesariamente a la punición de los medios. Sé que el movimiento feminista se pregunta sobre la pertinencia de penalizar las expresiones discriminatorias, y allí la Relatoría debe abrir un debate sobre cuál es el límite de los discursos protegidos por la libertad de expresión y cuáles constituyen discursos de odio, que ingresan dentro de la prohibición del 13.5 (incitación a la violencia contra grupos de personas por motivos de discriminación).

Página/12 :: Dialogos :: “Los latinoamericanos nos debíamos el debate sobre la función de los medios en el sistema democrático”

24/05/2014

Grandes grupos de mídia, grandes mentiras

Todos os grandes grupos que exploram a informação como meio de enriquecimento se parecem, seja nos EUA, na Inglaterra, Itália, Argentina ou Brasil. Não há o menor compromisso com a verdade factual. Há a conveniência daquela verdade que defende a entrada de mais recursos, que atende interesse dos financiadores ideológicos ou da necessidade de combater aqueles que odeiam. Se nas ditaduras latino-americanas é mais do que certo que todos os grandes grupos foram e são partidários da ditadura, também é verdade que nos países ditos democráticos, como EUA e Inglaterra, os meios de comunicação hegemônicos se aliam aos seus parceiros ideológicos.

Foi assim, por exemplo, que New York Post e News of the World entraram na construção da mentira a respeito da existência de armas de destruição em massa no Iraque para justificar o assalto à mão armada ao petróleo iraquiano.

Não é por acaso que na Itália o maior mafioso dos últimos tempos, Sílvio Berlusconi tenha ficado mais de 20 anos no poder. Ele é dono da Mediaset, uma espécie de Roberto Marinho à italiana.

No Brasil o Instituto Millenium, inspirado na SIP, foi criado para dar sistematização e operacionalidade na defesa do interesse das cinco famílias (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky). As manchetes para atacar os adversários ideológicos são idênticas e perfeitamente sintonizadas. Em contrapartida, toda vez que aparece uma falcatruas dos parceiros ideológicos, ou omitem ou tratam como se fosse um evento da natureza, sem demonizar a agremiação ou condenar o personagem envolvido.

Nada mais parecido com os grupos mafiomidiáticos brasileiros do que os argentinos. Ambos são frutos produzidos pelas respectivas ditaduras. O Grupo Clarin, não contente em se assoCIAr com a ditadura, precisou dela para poder ter dois filhos. A dona do Clarin, d. Ernestina Herrera de Noble  conseguiu da ditadura o que a esterilidade não lhe dava: Felipe e Marcela:

E esta semana o Grupo Clarin e demais assoCIAdos à SIP perpetraram mais uma das suas. O problema destes grandes grupos que atuam ao modo mafioso, é que a internet não permite mais que mintam sem que haja desmentidos. Acusaram até o papa de mentir, tudo para atacar a Presidenta Cristina Kirchner. O ódio ao governo argentino, como o ódio à Dilma, embota a razão e partem para ataques destrambelhados, sem qualquer lastro com a realidade. Tudo não passaria de uma ridícula “barriga jornalística” não fosse esta chaga de perseguir tudo e todos que não comungam das mesmas ideias, dos mesmos métodos.

"Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira"

Una clase de periodismo

Ya habían pasado varias horas desde que el Papa confirmara telefónicamente con el embajador argentino ante el Vaticano que su saludo por el 25 de Mayo era auténtico. También desde que el nuncio dijera lo mismo. También desde que el vocero oficial del Vaticano lo repitiera. Pero si uno abría a las 11 de la mañana de ayer la edición web del diario La Nación no podía enterarse de ello, a pesar de que los cinco principales títulos estaban dedicados al tema.

El más importante afirmaba: “Habló el nuncio Tschering de la carta de Francisco a Cristina: Fue una confusión”. El segundo ya entraba en detalles: “‘Hablar de mala lecha fue un exabrupto’, admitió monseñor Guillermo Karcher”. El tercero estaba destinado a abundar sobre la personalidad de Karcher: “El perfil del ceremoniero pontificio que quedó en medio del escándalo”. El cuarto encabezaba una columna de opinión: “Misterios e interrogantes detrás del papelón”, y el quinto simplemente informaba: “Qué dice la carta que generó la polémica”.

En toda la página de apertura la única referencia directa a la noticia del día estaba en letra menor detrás del segundo título, donde se aclaraba que el sacerdote “rectificó su desmentida”.

En ninguna de las notas se informaba sobre la conferencia de prensa donde el secretario general de la Presidencia, Oscar Parrilli, había leído la carta del embajador argentino Juan Pablo Cafiero, donde el propio Papa se encargaba de ratificar su carta. Una solitaria mención al tema ya no estaba accesible, pero si uno buscaba especialmente todo lo publicado por La Nación bajo el lema de “Francisco y la Argentina” aparecía una notita que reconocía que el vocero vaticano le había desmentido la desmentida a la corresponsal del diario en Roma. Sin embargo, no se mencionaba allí la participación personal de Francisco en el cúmulo de confirmaciones y desmentidas.

Justamente esa intervención del Papa motivó un llamativo título en la edición web de Clarín: “El Gobierno difundió una conversación con el Papa y cargó contra los medios”. En el link correspondiente se podía ver y escuchar toda la conferencia de prensa en la cual Parrilli lee la carta y después sólo agrega: “El gobierno argentino, frente a esta confusión, no tiene ningún comentario más que realizar”. La única mención a los comunicadores estaba en la carta de Cafiero que sostenía que “el Papa se manifestó molesto con algunos medios sin rigor para informar a la sociedad”. El Papa, no el Gobierno.

Los que habían leído las ediciones impresas de esos dos diarios no podían sorprenderse demasiado de lo reflejado en sus respectivas páginas web. Clarín tituló en letras catástrofe: “Escándalo por una supuesta carta del Papa a la Presidenta”, y enseguida acusaba al Gobierno: “Presidencia la difundió ayer y era un saludo por el 25 de Mayo. Pero más tarde, desde el Vaticano dijeron que la carta era ‘trucha’ y con ‘mala leche’. Entonces el Gobierno salió a explicar que la había recibido de la Nunciatura y por los carriles normales”. Un recuadro se indignaba: “Hubo perplejidad en el Vaticano”. Era el anuncio en tapa de la nota del enviado especial del diario al Vaticano, Sergio Rubin, donde se asegura que Karcher le transmitió a Francisco la “noticia” y “que éste le pidió que saliera a desmentirla”. Eso lo dice Rubin, no Karcher. También dice que la Casa Rosada cometió “un papelón de trascendencia internacional”, a pesar de las aclaraciones realizadas por el gobierno argentino, publicadas ayer por Página/12, que mostraban con documentación que si existía alguna irregularidad, ésta se había cometido en el área de la Nunciatura o el Vaticano. Para él, el único resultado de la comunicación oficial fue “hacer crecer la confusión”. Atento a su experiencia, Rubin asegura que “cualquier persona conocedora de la Iglesia se hubiera percatado que una carta del Papa no podría llevar el membrete de la Nunciatura, sino del Vaticano”, “más allá del tuteo a la Presidenta y los errores ortográficos”. Tanta perspicacia le habían faltado más temprano al propio Rubin que en el canal de cable TN, del Grupo Clarín, antes de la inusual desmentida de Karcher, explicaba minuciosamente los alcances de la carta del Papa a CFK y decodificaba para el común de los mortales las significativas aunque disimuladas críticas al Gobierno que implicaba.

El título interior de la noticia en Clarín es “Papelón diplomático: El Gobierno difundió una carta del Papa que resultó ser trucha”. Para los legos, compara en gran tamaño la carta “trucha” con otra anterior y resalta en colores fuertes las “diferencias”. El punto principal es el membrete (de la Nunciatura en la nueva y del Vaticano en la anterior), aunque se descartó para ello la felicitación enviada por el 25 de Mayo del año pasado, que llegó al Gobierno con el membrete de la Nunciatura. En otros recuadros, que completan la cobertura, se burla de la afirmación del secretario Parrilli de que “no sabemos por qué el Vaticano dijo que esta carta era falsa”.

La nota de Rubin termina con una conclusión tajante: “Alguien le debe una disculpa al Papa”. ¿Se referiría a Clarín o al propio Rubin?

La edición impresa de La Nación no se quedó atrás. La nota principal de tapa, firmada por Mariano Obarrio, empieza diciendo “La relación entre el Gobierno y el Vaticano quedó envuelta ayer en un inédito escándalo por la difusión de una falsa carta del papa Francisco a la presidenta Cristina Kirchner”. Al igual que en la edición web, la culpa de todo la tiene el Gobierno, aunque éste para entonces ya había dejado en claro que era ajeno a la confusión. El destacado principal de la nota afirma: “Del anuncio a la aclaración, un papelón en cuatro actos. La divulgación de la carta falsa de Francisco dejó en evidencia las fallas en la comunicación oficial”. El columnista Fernando Laborde tituló su nota “El más misterioso de los papelones presidenciales” y en su texto pasa por alto todos los datos conocidos hasta ese momento que demostraban que si había existido un papelón, correspondía buscarlo en los dominios de la Iglesia. El misterio, en todo caso, quedó reducido a los cambios que sufrió la nota en la edición web después de que se conociera la confirmación papal sobre la autenticidad de la carta. Se eliminaron todos los párrafos con insólitos argumentos sobre la incompetencia oficial, se acomodaron los otros y sin ninguna mención a los propios errores se pasó a explicar lo que el artículo en su versión original negaba. Para completar la edición, el diario no tuvo mejor idea que reproducir en forma destacada parte de los descalificadores mensajes que atraviesan las redes sociales del tono de “Mañana a la Nunciatura le cae la AFIP” o “Que aparezca con vida Marcela, la secretaria de la Nunciatura” y las opiniones muy calificadas de gente como el diputado del Frente Renovador Alberto Asseff, que asegura que “es imposible que la carta haya salido de la Nunciatura”. También La Nación recurre a la comparación gráfica de dos cartas bajo el educativo título de “Las diferencias entre un texto falso y otro verdadero”. Seguramente hoy aparecerá la errata correspondiente bajo el título “Las diferencias entre un texto verdadero y otro verdadero”.

Página/12 :: El país :: Una clase de periodismo

27/01/2014

Grupo Clarín, com apoio da SIP, tem apoio da Folha

Filed under: Folha de São Paulo,Grupo Clarin,Grupos Mafiomidiáticos,SIP — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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O editorial é da Folha de hoje, 27/01/2014, mas a imagem de capa é de 26/12/2001. Ao se posicionar, sob comando da SIP, ao lado do Grupo Clarin, contra o governo da Argentina, a Folha cumpre seu papel. A Argentina, desde que Menem, Alfonsin, De La Rua legaram um país quebrado sob comando da oligarquia Rural, comandada pelo Sistema Financeiro Internacional, vem lutando bravamente para alavancar a economia.

Os interesses atingidos são poderosos, mas nada se compara a campanha encabeçada pelos amestrados da SIP. A SIP é para a América Latina o que o Instituto Millenium é para o Brasil. Aliás, este é um filhote daquela, amamentado pelos interesses de Globo, Folha, Veja, Estadão, RBS e, como na OBAN, financiado pelo Banco Itaú. Quando do panelaço que derrubou De La Rua, li num banco em Buenos Aires uma pichação no CityBank que não me sai da memória: “aqui hicimos mierda con su diñero!” A Folha e toda Recoleta sentem saudades do tempo em que acharam que o dólar era a moeda oficial da Argentina.

Mas a Folha não se furta ao principal do ideário do Neoliberalismo de Fujimori, Menem e FHC: “Gasta demais com salários, benefícios sociais e subsídios ao preço de energia e transportes públicos.” O problema, para os seguidores do Consenso de Washington, não são os juros e o financiamento para uma elite gastar em dólares, são os salários, os benefícios sociais e subsídios à energia e transportes públicos, que que beneficiam os que mais precisam.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

cp26122001Argentina esgotada

Maior desvalorização do peso desde 2002 é reflexo dos desequilíbrios que se acumularam no país vizinho ao longo dos últimos anos

A forte desvalorização do peso é um sintoma de que o modelo econômico e político vigente na Argentina faz 12 anos está próximo do esgotamento.

O país vizinho padece de escassez crescente de moeda forte, de dólares. Está desconectado do mercado financeiro internacional desde os calotes da dívida pública de 2001-2002. Não dispõe, portanto, de financiamento externo.

As intervenções do governo, tais como desapropriações, confiscos financeiros disfarçados, tabelamento de preços e controles no comércio exterior, afastam investimentos. O país conta apenas com o comércio exterior para obter divisas e pagar importações.

Tal fonte tem secado, no entanto. O baixo crescimento mundial desde 2008 limitou o preço e a quantidade de exportações. As intervenções do governo limitam a capacidade de produção. A inflação crescente e alta encarece os produtos argentinos, o que abala o saldo do comércio exterior.

Desde o final de 2010, as reservas argentinas em moeda forte baixaram em 43%. A fim de evitar redução crítica das reservas, o governo intensificou restrições ao comércio e aos negócios com dólares.

Tais medidas e a inflação, que afasta os argentinos do peso, criam uma demanda nervosa por dólares, o que por vezes suscita pânicos.

Na base dos problemas está a inflação, por sua vez alimentada por políticas econômicas entre extravagantes e insustentáveis. Desde 2009, o governo tem deficit. Gasta demais com salários, benefícios sociais e subsídios ao preço de energia e transportes públicos.

Embora aparentemente ainda pequenos, tais deficit são financiados de modo inflacionário e, além do mais, sustentam um crescimento econômico ora acima das possibilidades argentinas. O Banco Central financia o governo, além de ter o exótico papel de um banco de desenvolvimento.

O gasto excessivo produz inflação, que torna a Argentina pouco competitiva, o que leva à escassez de dólares, evidente na febre da desvalorização –que, em si mesma, seria um dos corretivos do problema. O peso não estava tão valorizado desde 2002.

Porém, de nada adianta uma desvalorização, que barateia a produção argentina, se a inflação continua a subir e a apagar tais ganhos de competitividade. Parece incontornável o controle do gasto público e o aumento da taxa de juros.

Seria, enfim, uma política temporariamente recessiva, de contenção de salários e gastos sociais –o que evidentemente colocaria em cheque o pacto que mantém o peronismo do casal Kirchner no poder desde 2003.

A Argentina teve grande sucesso na superação da crise de 2001-2002. Não teve a capacidade de ver que eram necessários ajustes, pelo menos desde 2009. Os malabarismos da política econômica agora não dão mais conta de evitar os enormes desequilíbrios que se acumularam desde então.

23/10/2013

Manifestações contra a corrupção dos jornalistas preocupa SIP

Filed under: Corrupção,Jornalismo de Aluguel,SIP — Gilmar Crestani @ 8:10 am
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Quando estouraram as manifestações contra o aumento das passagens, que começou em Porto Alegre, os Grupos Mafiomidiáticos tentaram direcionar contra o Governo Federal. E as manchetes, coordenadas pelo Instituto Millenium, diziam tratar-se de luta contra a corrupção. Acontece que os manifestantes, de fato, estavam se manifestando contra a corrupção, do jornalismo brasileiro. Rede Globo, Record, RBS viraram alvos e foram homenageadas com aquilo que jogam no povo todos os dias: merda. A RBS, apesar da parceria com a Brigada Militar, foi presenteada com uma tonelada de cocô de porco. Os repórteres da Globo saíram às ruas camuflados, igual ao jornalismo de aluguel praticado pela Rede Globo. Constrangidos, foram pedir água na SIP, uma entidade mantida por FinanCIAdores Ideológicos. Violência, não. A SIP protesta contra os ataques à imprensa, mas os ataques dos a$$oCIAdos da SIP contra os governos democráticos estão liberados. Nenhuma palavra contra a corrupção da informação, que trocam por trinta dinheiros. Nenhuma palavra contra o fato de os principais grupos brasileiros terem sido partícipes da ditadura.

E a triste notícia vem de Minas, que a Folha entende ser um curral do Aécio Neves, único Estado com mortes de jornalistas. Duas!

Quase cem jornalistas foram alvo de agressões em protestos desde junho

DE SÃO PAULO – Profissionais de imprensa voltaram a ser alvo nos últimos dias de agressões cometidas por manifestantes ou por forças de segurança durante a cobertura de protestos em São Paulo e no Rio. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) listou 96 casos de junho até anteontem.

O número de ocorrências na realidade chega a 98 porque o relatório não inclui as agressões aos fotógrafos Marlene Bergamo, da Folha, e Nelson Antoine. Eles foram alvo da PM num ato contra o leilão do pré-sal, em São Paulo, anteontem.

Relatório sobre a liberdade de expressão aprovado pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) condenou os ataques a profissionais da imprensa. O documento, ratificado pela assembleia da entidade encerrada ontem em Denver (EUA), conta 70 casos de agressão –21 no Sete de Setembro.

Entidade condena ataques à imprensa em protestos de rua

Relatório sobre liberdade de expressão no Brasil também menciona mortes e censura

JOELMIR TAVARESEM DENVER (EUA)

A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa, na sigla em espanhol) aprovou ontem relatório sobre a liberdade de expressão no Brasil que condena os ataques a profissionais da imprensa durante as manifestações no país.

O documento foi ratificado pela assembleia anual da entidade, encerrada ontem em Denver, nos Estados Unidos.

O texto brasileiro, apresentado no domingo e elaborado pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), aponta 70 casos de agressão, 21 deles no Sete de Setembro.

A maioria das ações violentas nesse dia (85%) partiu da polícia, principalmente pelo "uso ostensivo de spray de pimenta", conforme o boletim.

O texto cita problemas ocorridos com três profissionais da Folha, entre eles o repórter-fotográfico Fábio Braga, que foi atacado por cães da Polícia Militar em Brasília, e Leandro Machado, detido enquanto acompanhava a prisão de um manifestante em São Paulo.

Homicídios de jornalistas em decorrência de seu trabalho também foram classificados como ameaças à liberdade de imprensa no Brasil.

De acordo com a ANJ, houve duas mortes neste ano –uma em Coronel Fabriciano (MG), em abril, e outra em Ipatinga (MG), em março.

Na América Latina, 14 profissionais foram mortos no último semestre, o maior número em 20 anos. "A demora nas investigações e no julgamento dos autores é preocupante", disse Mário Gusmão, vice-presidente da ANJ.

O documento relata ainda nove casos de ameaça a jornalistas, outros nove de censura judicial, além de ataques a prédios e carros de empresas de comunicação.

11/10/2013

República Bolivariana dos EUA

EUAGlobo

Governo Obama é o que mais vigia jornalistas, diz entidade de mídia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – Relatório do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgado anteontem mostra um número sem precedentes de processos contra fontes do governo e de apreensões de material jornalístico.

Conduzido por Leonard Downie Jr., ex-diretor-executivo do "Washington Post", o documento revela que, desde 2009, seis funcionários do governo e dois prestadores de serviços, incluindo Edward Snowden, foram alvo de processos criminais por vazar informações confidenciais à imprensa.

Os processos se baseiam na Lei de Espionagem de 1917.

Em todas as administrações anteriores, só três funcionários haviam sido processados.

O relatório aponta que Obama prometeu um governo transparente, o que não foi cumprido. Para driblar os jornalistas, a Casa Branca criou uma rede própria de sites, de mídia social e até um noticiário on-line para distribuir informações favoráveis e imagens.

A investigação de supostos informantes inclui detector de mentiras e quebra de sigilo de telefones e de e-mails.

"Este é o governo mais fechado e maníaco por controle que já cobri", disse David Sanger, correspondente do "New York Times" em Washington.

O secretário da Imprensa, Jay Carney, disse que essas reclamações fazem parte da tensão natural entre a Casa Branca e a mídia.

09/08/2013

Avós da Praça de Maio identificam 109 neto

Filed under: Abuelas de Plaza de Mayo,Ditadura,Roubo de bebês,SIP — Gilmar Crestani @ 9:34 am
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Sendo que dois estão nas mãos da dona do Grupo Clarin, maior grupo mafiomidiático argentino, que muito se beneficiou com a ditadura. Por sinal, parceiro estratégio dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium junto a SIP

El nieto 109 de las Abuelas de Plaza de Mayo es chileno

El hombre, que ahora tiene 34 años es hijo de un matrimonio que huyó a Buenos Aires

Rodrigo Cea Santiago de Chile 8 AGO 2013 – 06:32 CET50

Después de 37 años sin conocer su verdaderonorigen, Pablo Germán Attanasiu Laschan descubrió que ese es su verdadero nombre gracias a la Comisión Nacional por el Derecho a la Identidad (Conadi) de Argentina. El anuncio de la recuperación del nieto 109 por parte de la agrupación de las Abuelas de Plaza de Mayo lo hizo Estela de Carlotto, titular del colectivo quien señaló que Attanasiu, hoy de 38 años y con domicilio en Capital Federal, fue contactado en abril pasado para someterse a pruebas genéticas de identidad.

De manera voluntaria, fue él el que acudió hace un mes a realizarse los análisis que lograron determinar –con un 99,9% de certeza– que es hijo de Ángel Athanasiu Jara y Frida Laschan Mellado, un matrimonio de chilenos que perteneció al Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) y que huyó a Buenos Aires tras el golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet en 1973.

La pareja fue secuestrada en un hotel junto a su hijo –entonces de cinco meses y medio– en abril de 1976 por efectivos de seguridad del régimen de Jorge Videla en el contexto de la Operación Cóndor, el plan represivo coordinado durante las décadas de 1970 y 1980 por las dictaduras que gobernaron en distintos países Sudamérica.

Inscrito con una fecha de nacimiento falsa y como hijo de un matrimonio vinculado al régimen militar –el hombre actualmente está detenido por una causa de crímenes de lesa humanidad–, Pablo Attanasiu es el caso número 109 esclarecido por la agrupación Abuelas de Plaza de Mayo. Con alrededor de 30.000 personas desaparecidas durante la dictadura que rigió el país entre 1976 y 1983, se estima que los menores secuestrados fueron unos 500.

“Hay que darle tiempo, cuidarlo y acompañarlo”, comentó Estela de Carlotto sobre Attanasiu, quien –conmocionado aún por la noticia– no estuvo presente en la rueda de prensa en la que participaron otros nietos recuperados, como los candidatos a diputados Juan Cabandié y Victoria Montenegro. Por medio de una videoconferencia, dos tías de Attanasiu que viven en el sur de Chile manifestaron su alegría después de 37 años tratando de ubicar a sus familiares en cárceles y orfelinatos.

“La búsqueda es cada vez más urgente. Por eso, a quienes dudan de su origen, las Abuelas les decimos que el momento para resolver su identidad es ahora, que no esperen más. Saber quiénes son y de dónde vienen les va a quitar un peso de encima y les va a aliviar todo ese dolor que llevan adentro desde hace más de 30 años”, aseguró Estela de Carlotto en el comunicado que leyó en la sede de la organización.

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