Ficha Corrida

06/11/2016

Roteiro do safari, patrocinado pela Rede Globo, de caça ao Lula

OBScena: as origens do ódio da Globo ao Lula

Rede Globo x Lula

Tudo isso para que Eduardo CUnha, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Sérgio Machado, José Sarney possam continuar lavando e corrompendo.  A caça ao grande molusco é a maior cortina de fumaça do mundo. Menor que a Muralha da China, mas maior que o Muro de Berlim. Durante o período de caça a Lula, José Serra pode desfrutar dos 23 milhões depositados na Suíça, um heliPÓptero foi pelos ares com 450 kg de cocaína e Eduardo CUnha sumiu com 220 milhões deus múltiplas e variadas contas.

Isso, sim, que é crime organizado! Mais organizado só com powerpoint

Desorganizado era aquele que mantinha Miriam Dutra escondida na Espanha…

Lula: “há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo”

Por Fernando Brito · 05/11/2016

Do site do Lula, hoje:

Este texto é um registro, baseado em provas e fatos, não convicções, de como funciona a dinâmica da parceria público-privada entre o maior grupo de comunicação do país, de propriedade da família mais rica do Brasil, e funcionários públicos que deviam servir a toda sociedade brasileira, na perseguição de uma liderança política, reconhecida como o melhor presidente da história do Brasil.

Como as acusações e processos contra Luiz Inácio Lula da Silva costumam a nascer de matérias com graves incorreções e mentiras de veículos das Organizações Globo. E como essas matérias dão origem a custosas investigações por agentes públicos, que por sua vez são vazadas prioritariamente também para a Globo, em um mecanismo que se retroalimenta.

Assim será possível entender por que Lula diz que autoridades não podem ser “reféns da imprensa” e por que os advogados de Lula dizem que ele sofre um processo de “lawfare”, de uso de instrumentos jurídicos para a destruição da imagem e inabilitação de um adversário político.

O jornal O Globo publicou, no dia 26 de outubro deste ano, a reportagem: “Lava-Jato investiga outra cobertura usada por Lula” (http://oglobo.globo.com/brasil/lava-jato-investiga-outra-cobertura-usada-por-lula-20357937), assinada pelos repórteres Cleide Carvalho e Thiago Herdy. Ela versa sobre uma nova frente da Lava Jato, aquela investigação que era sobre milhões desviados da Petrobrás, mas que a cada dia vira mais uma investigação de qualquer bobagem relacionada a Lula.

A matéria informa que os investigadores questionam o que seria “uma operação de aluguel”. Com isso, querem dizer um aluguel de um imóvel efetivamente contratado e pago por Lula, segundo o que já comprovaram os próprios investigadores da Lava Jato.

Segundo a reportagem, “a operação” seria uma “simulação para dar caráter formal ao uso do apartamento por Lula ”. Chegou-se ao ponto em que se investiga como simulação de aluguel a própria definição de aluguel: pagar para usar temporariamente a propriedade de outra pessoa.

A matéria recupera uma outra reportagem do mesmo Thiago Herdy, de 12 de abril de 2015: “Diretor da Odebrecht pagou ‘voo sigiloso’ de Lula para Cuba em 2013”.  (http://oglobo.globo.com/brasil/diretor-da-odebrecht-pagou-voo-sigiloso-de-lula-para-cuba-em-2013-15850030)

Está escrito na reportagem: “A DAG foi usada pela Odebrecht para bancar despesas de avião usado por Lula em 2013, numa viagem a Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. O voo custou R$ 435 mil e foi classificado pela Líder Táxi Aéreo, responsável pela viagem, como ‘sigiloso’.

Essa viagem de Lula não tinha ligação oficial com os negócios da empreiteira. No trecho dos Estados Unidos, o ex-presidente tinha agendado um congresso de trabalhadores.”

O que Herdy escreve como recapitulação da matéria é pura e simplesmente uma mentira republicada. É mentira que a viagem não tinha relação com a Odebrecht. Lula deu uma palestra para a construtora na República Dominicana, por isso ela pagou o voo. Palestra registrada em vídeo, na imprensa local e com a devida nota fiscal. A classificação de “sigiloso” no voo só existe em um documento da Líder com o qual Lula não tem nenhuma relação. A viagem não era sigilosa. Foi divulgada por release da assessoria do ex-presidente e contou com uma série de atos públicos nos três países, devidamente registrados e divulgados. No compromisso que Lula atendeu nos EUA, Alexandrino de Alencar não estava presente.

Tudo isso é de conhecimento do Ministério Público e está provado em documentos que já foram vazados para a imprensa. Mas o texto do repórter induz o leitor a entender outra coisa. Que a viagem seria clandestina, que teria sido paga pela Odebrecht de modo dissimulado e sem motivo, e que Alexandrino teria acompanhado Lula aos Estados Unidos.

Mas por que essa insistência na informação errada 18 meses depois da primeira matéria, já equivocada?  Por conta das consequências da primeira mentira. Tomando por base a matéria de O Globo que fala de uma viagem sigilosa que não era sigilosa e outras notícias de jornais e da internet, o procurador Anselmo Lopes, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), deu início a um procedimento investigatório, chamado “Notícia de Fato”, oito dias após a publicação de abril de 2015 (saiba mais: http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito).

Em seu texto inaugural, de apenas 50 linhas, sem apresentar qualquer prova ou indício, o procurador Anselmo Lopes levantou a hipótese de que o ex-presidente Lula “poderia”, “em tese”, ser suspeito de tráfico de influência internacional, “caso se comprovasse” que teria recebido favores da empresa Odebrecht para “supostamente” influir sobre autoridades de países estrangeiros para que contratassem obras da empresa.  Criou-se uma notícia de fato sem fato, porque não apontou algo concreto a ser investigado, e sim gerou uma tese sem elementos concretos, tão somente baseada em uma notícia falsa de jornal.

Assim, a reportagem das Organizações Globo forneceu o elemento necessário para se abrir uma investigação sobre uma pessoa, tentando lhe atribuir um crime.

O procurador Anselmo Lopes disse que fez a notícia de fato após receber uma manifestação que estimulou a redação do tal documento, mas se recusou a dizer ao Conselho Nacional do Ministério Público quem ou por que vias foi provocado a fazer essa notícia de fato. Disse apenas que foi por via “informal”.

Nove dias depois, no dia 29 de abril, antes de qualquer parte ser citada ou ter conhecimento do incipiente procedimento investigatório, o repórter Thiago Bronzatto, então na revista Época, também pertencente às Organizações Globo já estava sabendo da existência da notícia de fato, e obteve formalmente o documento, como prova protocolo no Ministério Público do Distrito Federal.

Já no dia seguinte, Época foi às bancas levando uma capa espalhafatosa, onde mentiu ao dizer que se tratava de uma investigação coletiva do MPF-DF o que era nada mais do que uma simples notícia de fato, feita por um único procurador, a partir da própria imprensa. A matéria, que contém vários erros jamais corrigidos pela revista, (http://www.institutolula.org/as-sete-mentiras-da-capa-de-epoca-sobre-lula) ampliou e muito a tese sem fatos do procurador e estimulou o avanço do procedimento inicial a partir de uma reportagem mentirosa.

O inquérito, que segundo Época teria sido aberto em abril, foi efetivamente aberto apenas em julho, por um procurador substituto, antes do prazo dado pela procuradora titular do caso para receber os documentos que ela mesmo tinha solicitado ao ex-presidente para análise ( http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito) e 40 dias antes do término do prazo de procedimento inicial estipulado pela própria procuradora.

A notícia da abertura do inquérito, então, foi vazada para a Globonews, das mesmas Organizações Globo, no dia 16 de julho de 2015.

A partir dali, investigação do Ministério Público se estendeu por 14 meses, a consumir recursos públicos. No processo, vazaram para a imprensa telegramas diplomáticos secretos do Estado brasileiro sem nenhuma relação com o tema investigado, com consequências para a imagem do Brasil no exterior, para a diplomacia brasileira. Levantaram todas as viagens de Lula para o exterior após a presidência – qual era o avião, companheiros de viagem, dia e local de saída e chegada. A revista Época foi a principal beneficiada dos vazamentos, com ao menos duas capas (sobre Cuba e África) com muitas insinuações, danos às relações internacionais, mas sem nenhum crime encontrado.

Época, “patrona” da ação na imprensa, também teve acesso a documentos do processo antes dos advogados de defesa, violando o sigilo da Justiça em que corria a investigação. Um desses acessos, ilegal, foi dado pelo procurador Douglas Kirchner, que depois foi demitido do Ministério Público não por isso, mas pela acusação de agredir e torturar sua ex-mulher (http://www.conjur.com.br/2016-abr-06/cnmp-demite-procurador-republica-batia-mulher).

O Conselho Nacional do Ministério Público não puniu o vazamento de informações protegidas por segredo de justiça. Os 14 meses de investigação jamais confirmaram a tese inicial de “tráfico de influência internacional” que estava na notícia de fato. Mas os procuradores já estavam presos à primeira mentira e reféns da imprensa.

Em dezembro de 2015, derivaram a investigação em um inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do irmão da primeira esposa de Lula, Taiguara dos Santos, apresentado como milionário em matéria da revista Veja, por contratos da empresa Exergia com a Odebrecht para obras em Angola.

Embora não tenha detectado nenhum centavo da Exergia nas contas de Lula, nem tenha sido capaz de apontar qualquer ato ou conduta ilegal concreta do ex-presidente, durante a presidência ou depois dela, o Ministério Público Federal, após toda essa investigação, denunciou Lula por corrupção, tráfico de influência no Brasil e lavagem de dinheiro por conta dos contratos da empresa Exergia com a Odebrecht em Angola (a ampla maioria deles, contratos entre duas empresas privadas, sem nenhum recurso brasileiro direto ou indireto).

A tese criativa era de que Lula teria armado um esquema ao longo de sete anos, envolvendo três países diferentes (Brasil, Angola e Portugal) e mais de 7 bilhões de reais de liberação em créditos para ter, em troca, o pagamento de alguns meses do plano de saúde do seu irmão por Taiguara. Não faz o menor sentido, mas é essa a acusação na denúncia.

O Ministério Público, também após 14 meses de investigação, afirmou que as palestras de Lula em Angola em 2011 e 2014 seriam “supostas”, não teriam comprovação de terem sido feitos, apesar de terem informações sobre data, local e foto das palestras, e de existirem vídeos registrando os eventos.

Não é difícil adivinhar qual veículo de imprensa foi agraciado com a informação em primeira mão de que Lula seria denunciado para explicar eventuais irregularidades na liberação dos créditos. Claro que foi a revista Época.

Se a investigação durou longos 14 meses sem chegar em lugar nenhum, a denúncia foi aceita pelo juiz em apenas três dias, sendo que um deles era feriado. A defesa do ex-presidente prepara a resposta à acusação, onde irá evidenciar os devaneios da peça acusatória do Ministério Público, produzida dentro da lógica do chamado lawfare (Guerra Jurídica) para atender às demanda da imprensa, não do devido processo legal.

Esse procedimento se repete em outros casos. Foi o jornal O Globo que publicou, em dezembro de 2014, que Lula seria dono de um apartamento “tríplex” no Guarujá. Apesar das Organizações Globo martelarem que o apartamento 164-A do Condomínio Solaris seria de Lula, a Justiça de São Paulo e o próprio condomínio Solaris, em ação na Justiça de São Paulo, que cobra condomínios atrasados e podem levar a propriedade a leilão, já reconheceram que o apartamento é da OAS.

Mas como a Globo agora vai admitir que errou? Vai dar igual direito de resposta a quem ofendeu de maneira tão feroz e sistemática? Como vai escapar dessa situação? A Globo ainda não pediu desculpas nem pela edição do debate de 1989…

A busca por holofotes ao acusar Lula é tão grande que apenas a história desse apartamento envolve uma disputa entre dois Ministérios Públicos – o Federal do Paraná, com Deltan Dallagnol, e o Estadual de São Paulo, com Cássio Conserino – que fazem acusações diferentes, contraditórias uma com a outra, e ambas sem provas em relação ao apartamento (http://lula.com.br/um-apartamento-duas-denuncias-nenhuma-prova) . O Jornal Nacional deu nove minutos para a acusação de Conserino, outros dez para a acusação de Dallagnol. Nenhum registro sobre a Justiça de São Paulo reconhecer a OAS como dona do apartamento. Ou para as contradições entre as duas acusações que tiveram tanta publicidade no principal telejornal do país.

É este é o ambiente de massacre midiático, guerra jurídica e pressa desmedida para obter uma condenação de Lula em segunda instância antes das eleições de 2018. Uma parceria público-privada contra a democracia e o Estado de Direito.

Lula: "há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo" – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

11/10/2016

Tudo o que é sólido desmancha no ar

OBScena: trens conduzem os judeus aos campos de concentração, qualquer semelhança não é mera coincidência

Trens da mídia conduzem as massasNão há mal que sempre dure, nem bem que não se termine. A prosperidade econômica trazidas pelas transformações sociais levaram o Brasil a quitar suas dívidas impagáveis com o FMI. E foi além, ajudando a criar o Banco dos BRICs. Tudo parecia sólido como os aeroportos lotados, as ruas engarrafas de pobres dirigindo seu próprio carro. O Brasil virara um ator internacional, respeitado mundo afora. Lula fora o primeiro e único presidente brasileiro convidado para participar do G8. Tudo parecia tão sólido. Mas aí esqueceu-se que nem todos tinham solidez intelectual, porque ainda há uma massa de brasileiros que terceirizam o uso do cérebro. E, como sabemos, o diabo é segundo inquilino das descerebrados. O primeiro sempre foi a Rede Globo. O PT, de Lula e Dilma, trouxe crescimento econômico e feijão na mesa de milhões de brasileiros, mas esqueceu-se de que, antes, precisaria ter enchido os vazios da massa encefálica. Tanto mais avanços, maior se tornou a resistência dos privilegiados de sempre.

Essa lição está sendo tatuada na pele de todos os brasileiros de todas as ideologias. Só os indiferentes à sorte alheia saem-se incólumes da destruição do tecido sócio-econômico de uma sociedade e, principalmente, da desolação diante do inevitável retrocesso. Destes se pode dizer o que Fernando Pessoa dizia sobre felicidade: “Só as crianças e os loucos são felizes. Mas eles não sabem”. Só a ignorância explica que passividade com que os cordeiros se dirigem ao abate. Faz lembrar aqueles trens cheios de judeus com destino aos campos de concentração. O estouro da boiada contra a corrupção transformou o ódio em passividade bovina diante da mão leve em plena luz do dia.

Do mote, rir para não chorar, rio por dentro toda vez que alguém próximo me diz: “Nunca pensei que as manifestações fossem dar nisso”. Sim, não foi por falta de sinais e aviso. Toda vez que a Rede Globo se posiciona a favor de algo, boa coisa não pode ser. Diagnóstico tão simples quanto certeiro. E só não notou que havia uma manada pronta para o adestramento quando até seres que se dizem bem pensantes entraram conduzidos como gado ao matadouro sem dar um berro. Quem poderia imaginar que Eduardo CUnha seria o homem mais poderoso depois do golpe, se desculpa um amigo. Parece antes encontrar uma desculpa para si do que uma justificativa para mim. E nisso mora mais um engano. O fato de CUnha não só não ter sido preso, em que pesem as toneladas de provas produzidas lá fora, contra ele e famiglia, já que no Brasil paira um cortina de fumaça sobre seu destino, explica também porque chegamos onde estamos. Atribuir a Eduardo CUnha é tomar a sombra pelo objeto. Basta entender que, não fosse CUnha, seria outro, porque se criaram as condições, que independeriam do ator, qualquer ventríloquo da Rede Globo o faria. Antes de CUnha a Globo já usara Joaquim Barbosa. E continuará usando, até porque os males deste país não são mais as saúvas, mas a produção fordiana de capachos. Neste momento a mídia já dá João Dória Jr em breve na Presidência. Todos os que saíram às ruas dizendo combater a corrupção nada mais foram que peões, como o foi Eduardo CUnha, da Rede Globo.

A aliança de alguns grupos de esquerda com Eduardo CUnha a serviço da Globo lembram os pactos de Hitler e Stálin, mas também de Hitler com Mussolini. Os resultados já estão aí, embora os aliados ainda tenham dificuldades para admitirem. Não se trata apenas do PSOL, mas, por exemplo, do Sindicato dos Servidores do Poderes Judiciários do RS, que vangloriavam da parceria com Ana Amélia Lemos, Eduardo CUnha para conseguirem um aumento de 70% nos salários. Foram parceiros das pautas bombas e de toda sorte de movimentos do golpe. E a bomba, a PEC 241, veio a cair exatamente sobre a cabeça da categoria que dizem defender. Os concurseiros do serviço público, ou pelo menos boa parcela, bem que está merecendo o congelamento de salários e o sucateamento da saúde e ensinos públicos.

Como diz o ditado, quando a cabeça não ajuda, o corpo padece. A categoria  padece as consequências do analfabetismo político de seus cabeças.

Como escreveu a historiadora Barbara Tuchman, A Marcha da Insensatez se fez ao andar. E estava aí na frente dos olhos, bastava não ser analfabeto político. Claro, houve também a combinação dos astros. O astro maior, aquele que é responsável pela existência dos buracos negros da economia internacional, já tinha dado sinais de sua fome: chamaram de primavera, o que não passava de peste negra, árabe. Como num jogo de dominó, foram caindo Iraque, Egito, Síria, Ucrânia, Síria. Na América Latina a Venezuela, bombardeada, literalmente, por todos os lados e meios, manteve-se, paupérrima e em frangalhos, de pé. Eram todos sinais de que o petróleo faz mal à saúde dos países que o tem. A sina de um país que tem uma elite predadora é ter uma malta sob controle. O único país que entrega sua riqueza, antes a Vale do Rio Doce e agora a Petrobrás, está fadado a ser um novo Porto Rico.

O ódio secular aos desfavorecidos pode ser encontrados com muita facilidade em vários segmentos sociais, todos de classe média. Aliás, quer um diagnóstico mais perfeito da doença de uma sociedade do que o combate enraivecido das agremiações médicas ao programa mais médicos. Comunidades que não tinham acesso ou muita dificuldade para ter acesso, foram olimpicamente desprezadas pelo segmento social mais privilegiado da sociedade. Os médicos formaram um dos principais pilares do golpe. Nada pode ser mais emblemático deste ódio ancestral do que o exemplo paradigmático de Ali Kamel, responsável pelo modelo de jornalismo da Rede Globo, escrevendo um calhamaço de quase mil páginas (Não Somos Racistas) para combater as políticas de inclusão social e racial?! A classe média, aquela das novelas da Globo, branca com serviçais pretas, viu na emancipação social um ataque frontal ao costume colonial da senzala ao pé da cozinha.

A emancipação social de uma extensa massa de excluídos desencadeou manifestações que fazem estátuas corarem: Danusa Leão, socialite das aspirantes a dondocas, se insurgiu com a socialização dos aeroportos. Afinal, qual a vantagem de se poder ir a Nova Iorque se até o filho do porteiro pode ir? Ou como aquele funcionário exemplar da RBS, Luis Carlos Prates, babando ódio com o fato de “agora todo mundo pode ter carro”. O ódio nazi-fascista veio sendo paulatina e metodicamente construídos pela velha mídia. Citei apenas três exemplo, mas o ódio contra o PT passou a ser condição para ganhar emprego nos decrépitos veículos da velha mídia. Comprar ternos, ou quinquilharias chinesas, em Miami é um sintoma de apartheid social que se expôs sem pudor nem constrangimento.

O golpe paraguaio, ao contrário do que disse o Ministro,  não foi um tropeço da democracia. Bastaria ter atentado para as cascas de banana que foram deliberadamente jogadas no caminho da Dilma. Disso até o maior beneficiário do golpe, Michel Temer, admite, como o fez na ONU.

O verniz institucional é a nova modalidade de golpe na América Latina. É ele que explica os tropeços nas democracias. Ele foi ensaiado em Honduras e no Paraguai. Tentou-se na Argentina, com a morte do agente da CIA, Alberto Nisman. Mas a demão de verniz, porque made in Paraguai, não sobrevive à menor brisa. Ao contrário, abaixo da primeira camada aparecem as digitais de notórios golpistas, não por acaso, são os mesmos que estão diuturnamente nas velhas mídias.

Não se irá muito adiante se as pessoas não compreenderam o que foram as quebradeiras de 2008, capitaneadas pelo Goldman Sachs e Leman Brothers. Não por acaso, nos EUA. Mas aí seria pedir de mais, que as pessoas tenham alguma prevenção em relação à sede sagrada do mundo golpista.

Os escritores Gersualdo Bufalino e Leonardo Sciascia diziam que os sicilianos, para não trabalharem, escreviam. A mídia brasileira para não administrarem, golpeia. Sem o papel doutrinador da mídia não teria havido golpe. Tanto que bastou o golpe se consumar para que a fatura fosse imediatamente paga: 900% de aumento da publicidade oficial não é nem nunca será mera coincidência. Não é por acaso também que os governos mais corruptos sejam também os mais amados pela mídia: Globo & FHC; Antonio Britto e Yeda Crusius & RBS. A aliança de FHC com a Rede Globo começou com uma estratégia brilhante: Miriam Dutra. Ali FHC foi capturado. O método se aperfeiçoou encobrindo a compra da reeleição, cuja técnica vazou pelas bocas de Rubens Ricúpero e Carlos Monforte no Escândalo da Parabólica. No RS, basta dizer que Antonio Britto deu de bandeja a CRT para a RBS. O grupo Correio do Povo, sem sucesso, esperneou, denunciou, protestou. A CRT seria, e foi, da RBS. Ninguém detém o controle de quase 80% do mercado midiático impunemente. Quem detém esta capilaridade pode fazer de qualquer funcionário, por mais medíocre que seja, senador.

No Caminho com Maiakóvski

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada
.”

21/08/2016

Silva para Silva

Entenda porque a plutocracia promove a caça obsessiva ao grande molusco. Ele é Silva. A cleptocracia roubou dos Silva até as Olimpíadas.

SilvasDo Portal do Movimento Popular:

Em 2009, um Silva foi a Copenhagen e convenceu o mundo que no seu Brasil, no Rio, era possível fazer uma Olimpíada.

Enquanto isso, em Marilia, outro Silva, aos 15 anos, dava seus primeiros passos no atletismo.

E na Cidade de Deus, uma Silva golpeava o destino no tatame.

Nesses sete anos, aquele Silva ajudou os dois jovens Silvas com programas sociais dedicados ao esporte.

"Bolsa esmola", diziam muitos não-silvas.

2016 chegou.

A Silva da Cidade de Deus e o Silva de Marilia colocaram seus ouros no peito para orgulho de milhões de outros silvas anônimos espalhados pelo país.

Aquele primeiro Silva, que tornou possíveis os sonhos de tantos silvas, foi expulso da festa pelos não-silvas que, neste exato momento, estão imaginando como fazer para se apropriar do ouro dos silvas. O Brasil não é generoso com os silvas. Mas é feito por eles.

Parabéns, Rafaela, Thiago, Luiz Inácio e toda a família Silva.

Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiaram os atletas que levaram medalhas na Olimpíada. Por Pedro Zambarda

Postado em 19 Aug 2016 – por : Pedro Zambarda de Araujo

Rafaela foi uma entre os muitos atletas beneficiados pelos programas sociais

Negra, moradora da favela, lésbica e militar da Marinha, Rafaela Silva foi a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada de 2016. Sensação nas redes sociais, ela foi  beneficiada diretamente do Bolsa Pódio, programa social do primeiro governo Dilma Rousseff, o desempenho da atleta levantou discussões sobre o papel dessas iniciativas na preparação de esportistas de ponta.

Rafaela não foi a única. Thiago Braz, um jovem de 22 anos, superou o recordista Renaud Lavillenie para chegar no ouro no salto com vara e também foi beneficiado pelo programa. Isaquias Queiroz, prata na canoagem, recebeu também a bolsa.

Para entender: a Bolsa Pódio foi concebida originalmente em uma lei de número 12.395, de 16 de março de 2011. Para entrar no programa, somente os 20 melhores atletas do ranking mundial ou na prova específica da modalidade podem fazer parte.

Há quatro grupos em que os atletas brasileiros poderiam se enquadrar. Se estivesse entre a 17ª e a 20ª posições, a judoca receberia R$ 5 mil de bolsa para estimular o seu desempenho. Na faixa entre a 9ª e a 16ª posições, o esportista recebe R$ 8 mil. Entre a 4ª e a 8ª posição, a bolsa sobe para R$ 11 mil. O financiamento máximo é de R$ 15 mil, para a 1ª, 2ª e 3ª posições nos rankings.

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Se o atleta cumprir os critérios e ter indicação por sua confederação esportiva, em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), será necessário enviar um plano esportivo para análise.

O documento será analisado pelos membros do COB (ou CPB), da confederação e do Ministério do Esporte. Depois de aprovado em todas as frentes, o contemplado tem seu nome publicado no Diário Oficial. A bolsa vale por 12 meses e pode ser renovada.

Rafaela Silva recebeu o benefício desde sua participação em 2012 na Olimpíada de Londres, quando foi desclassificada por dar um golpe ilegal contra a húngara Hedvig Karakas. Na época, ela foi chamada de a “vergonha da família”, mas superou o trauma e venceu quatro anos depois.

A bolsa ajudou tanto Rafaela que ela fez campanha pela presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, justificando seu voto. Além dela, dos 14 judocas brasileiros na Olimpíada, 13 recebem ajuda do programa petista.E o benefício de 2011 não foi o único para ela.

Pelo menos oito medalhistas brasileiros vieram do setor militar. O governo federal concede ainda mais incentivos financeiros para atletas alistados.

Rafaela Silva, por exemplo, é integrante da Marinha. Como terceiro sargento, ela faz parte do Programa de Atletas de Alto Regimento do Ministério da Defesa com o Ministério do Esporte.

A iniciativa ocorre com alistamento voluntário que leva em conta medalhas que a judoca conquistou anteriormente, que contam como pontos. Integrada ao programa, Rafaela recebe um soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além usar todas as instalações esportivas militares adequadas para seu treinamento.

Este outro programa foi lançado em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa consome pelo menos R$ 18 milhões e é inspirado em experiências bem-sucedidas em países como Alemanha, China, Rússia, França e Itália.

As duas bolsas, combinadas, mostram como os atuais militares e os governos de Lula e Dilma prepararam nossos atletas para esta Olimpíada.

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Pedro Zambarda de Araujo

Sobre o Autor

Escritor, jornalista e blogueiro. Autor do projeto Geração Gamer, que cobre jogos digitais feitos no Brasil. Teve passagem pelo site da revista EXAME e pelo site TechTudo.

Diário do Centro do Mundo Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiaram os atletas que levaram medalhas na Olimpíada. Por Pedro Zambarda

19/03/2016

Lula e o mito de Sísifo

Filed under: Caça ao Lula,Golpe Paraguaio,Lula Seja Louvado,Mitologia,Sísifo — Gilmar Crestani @ 9:47 am
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sisifoSísifo foi condenado a carregar uma pedra até o cume da montanha. Todo vez que lá chegava, a pedra rolava de volta ao ponto de partida e tinha de retomar a tarefa. O esforço sobre-humano para rolar a pedra morro acima cumulado com a determinação, infrutífera, de manter a pedra no alto e a frustração decorrente da consciência do esforço, revela o absurdo da vida humana na terra. Mas não só. Serve também para explicar situações em que tudo parece se voltar contra, criando uma sensação que a ciência chama de fadiga dos metais.

Assim como Freud utilizada o mito de Édipo para explicar o fenômeno humano da atração do filho pela mãe, Albert Camus viu n’O Mito de Sísifo uma explicação para o absurdo da existência humana, uma vez apenas nós humanos temos consciência da finitude. O desespero derivada desta constatação pode  levar ao suicídio. Mas esta não é solução. Não é por acaso que virou assunto caro a muitos filósofos, da antiguidade aos dias de hoje. Camus não concluiu pelo suicídio, mas pela revolta. O sujeito bipolar oscila entre o suicídio e a revolta. O homem de fibra tenaz racionaliza a revolta e a põe em causa que justifique aos vindouros a razão de sua existência. É por isso que o homem clássico grego concluiu que é melhor morrer lutando, uma morte honrosa, do que viver como escravo. Foi esta atitude que deu forças para que derrotassem, por exemplo, o poderoso império persa, até hoje assunto retomado em prosa em verso pelos mais variados ramos das ciências humanas.

Silva não contou com ajuda de equipe especializada para sair do ventre de D. Lindu. Veio ao mundo incorporando Sísifo. Mal nasce, começa a disputa por carinho e a atenção da mãe com os irmãos que o antecederam. Superada esta etapa, outra tarefa hercúlea lhe posta à mesa. O prato vazio. Tanto se repete que a migração se impõe. E de-le rolar pedras. Em terra estranha se requer doses ainda maiores de esforço e determinação. Como se todo dia, para sonhar com a janta e a cama, fosse necessário carregar nas costas uma Pedra da Gávea para o alto do Pico do Papagaio, sabendo que ao amanhecer ela estaria à porta esperando para ser novamente empurrada para o alto. Sabia que para sair do Silva e ganhar o Luiz Inácio teria de provar da bílis que o destino lhe impunha. A viagem de Silva para Lula foi mais longa e penosa que as vicissitudes de Sísifo. Pior do que a inclinação da montanha são as armadilhas que os seres humanos colocavam para que a pedra escorregasse. Não se comanda as maiores greves, em pleno período ditatorial, nem se inscreve o nome no panteão dos heróis da pátria sem vencer exércitos que mais parecem de zumbis pela rapidez com que se reproduzem. Contra todos os prognósticos, contra a força das maiores forças, Sísifo subiu a rampa do Planalto. Lula levara para dentro do Palácio um contingente de esperanças mais pesado que a Pedra da Gávea. E mal saberia ele que a pedra, ainda sob os ombros, só aumentaria de peso. Pior, firmada no alto como um marco no horizonte da humanidade, desceu a planície para aprecia-la.

Universidades-Agencia-sem-tabelaDe novo, como Sísifo, viu os zumbis derrubando, pedra por pedra, o alicerce que fizera o Brasil ser visto de forma diferente pelos quatro cantos do mundo. Se havia persistência em empurrar trabalhos colossais morro acima, como a transposição do São Francisco, as cotas raciais ou a criação de 14 Universidade Federais, o PROUNI, o FIES, também é verdade que o ódio de seus detratores aumentara na mesma proporção dos prêmios o honrarias internacionais que vem acumulando. Tanto que o Estadão cobrava efeitos imediatos da criação das universidades, como se fosse uma revolução coperniana, mudando o eixo do mundo, da terra para o sol.

A cada passo rumo ao ápice do sucesso multiplicam-se os soldados da inveja, em proporção muitas vezes superiores ao exército de terracota do imperador Qin Shi Huang. Após a etapa de cada sucesso outro desafio sempre maior se lhe apresenta.

E, de repente, a perseguição de que é objeto o catapulta para sucessos ainda mais espetaculares. A caçada implacável de que é vítima tem feito Lula crescer. Por que Lula foi feito pra luta, independentemente dos desafios que vão sendo interpostos em seu caminho.

O conhecimento que Lula legou ao brasileiros mais humildes, vias universidades públicas gratuitas, incorpora-se à força que o mantém vivo e incomodando tanto. E isso que os resultados universitários sempre tardam pelo menos cinco anos para aparecerem. É um processo, que parece um milagre.

Para desespero de seus detratores, Lula, como Sísifo, não se suicida, se revolta. E luta!

16/08/2015

Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo

Filed under: Lula Seja Louvado — Gilmar Crestani @ 8:41 pm
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Exclusivo: por que Lula não aceitou ser ministro, por Ricardo Amaral

dom, 16/08/2015 – 19:18

Por Ricardo Amaral

Ao recusar um posto no ministério da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula produziu um raro momento de grandeza na cena política brasileira. Lula considera indigno de sua história buscar, no foro privilegiado, o salvo-conduto contra as arbitrariedades da hora. Virar ministro seria criar um constrangimento para o governo e para a presidenta. E isso Lula não fará jamais. É assim que se comporta um líder, que não precisa de cargos para exercer a política e dispensa refúgio para a dignidade afrontada.

Na plena vigência do estado de direito, Lula não teria nada a temer. Não cometeu nenhum crime, antes, durante ou depois de governar o País. Sua atividade como palestrante é o resultado da projeção internacional que conquistou. Recolhe impostos pelo que ganha licitamente. Não faz lobby, consultoria nem intermediação de negócios. O Instituto Lula não recebe dinheiro público, nem direta nem indiretamente. Mas, e daí?

No ambiente de terror policial insuflado pela oposição e pela mídia, Lula tornou-se alvo de toda sorte de violência. Agentes do terror lançaram uma bomba na sede do Instituto Lula. Agentes do Estado, que deveriam estar submetidos à Lei e à hierarquia, quebraram ilegalmente o sigilo bancário do ex-presidente e de um de seus filhos. As pegadas sujas do crime estão nas páginas de uma revista sórdida esta semana. Quebraram o sigilo de suas comunicações e, ao invés de denunciá-la, parte da imprensa associou-se à meganha bandida.

Há fortes motivos para crer que o próximo passo seja submeter Lula aos métodos parajudiciais da República de Curitiba: o mandado cego de busca; a condução coercitiva para mero depoimento; a prisão “preventiva” pela simples razão de que o sujeito está solto. Os vazamentos seletivos dos últimos dias desmoralizaram as negativas formais do juiz e dos promotores da Lava Jato: Lula é, sim, o alvo cobiçado da operação. Não para ser processado, pois não há acusação contra ele, mas para ser humilhado diante das câmeras.

No estado de exceção a que se encontra sujeita uma parte do País, ninguém poderia negar razão a Lula caso aceitasse a oferta solidária e leal da presidenta Dilma. Ministro, ele estaria a salvo das arbitrariedades da primeira instância e do terror policial-midiático. Mas Lula não é um ex-presidente qualquer – e nisso é preciso concordar, por razões opostas, com o autor original da frase: Merval Pereira.

O imortal do Globo sustenta que Lula não pode ser tratado como um cidadão de pleno direito, porque continua sendo um líder muito influente cinco anos depois de ter deixado o Planalto. Trapaça da história: o promotor que denunciou Lula na LSN por um discurso contra a ditadura, em 1980, também sustentou que a ameaça à segurança nacional não estava exatamente nas palavras do metalúrgico, mas na influência que ele exercia sobre as plateias.

De volta ao imortal: Lula não pode fazer palestras para empresas contratadas pelo governo (Merval talvez ignore que seu patrão, o Infoglobo, que tem contratos milionários com o governo, já contratou palestra de Lula). O Instituto Lula não pode receber doações empresariais (só o Instituto FHC pode, e pode até receber doação da estatal tucana Sabesp). Lula não pode encontrar governantes estrangeiros (embora seja o brasileiro mais respeitado ao redor do mundo). E, se isso fosse possível, Lula não poderia fazer política.

Este raciocínio autoritário, parcial e preconceituoso sustenta as torpezas cometidas contra Lula (e contra a verdade) pelos veículos e colunistas amestrados sob influência do sublacerdismo tosco e tardio que emana da rua Irineu Marinho. É o que explica as manchetes mentirosas atribuindo a Lula a propriedade de um apartamento que ele não tem, os “voos sigilosos” (em aviões invisíveis?), as “reuniões secretas” (em auditórios públicos, com cobertura da imprensa), os telegramas oficiais grosseiramente manipulados para virar notícia.

Lula é atacado justamente por ser o mais influente líder popular que o Brasil já conheceu. E por ser o maior obstáculo ao projeto regressista e conversador que, frustrada a aventura golpista, por suas contradições políticas e econômicas, precisa eliminar a liderança de Lula antes das eleições de 2018. A Pax Marinho, que ninguém se engane, é um movimento das elites econômicas para garantir a estabilidade necessária ao ambiente de negócios. Não é um pacto para preservar Dilma. E muito menos, para preservar Lula.

O que preserva Lula é sua liderança, sua coerência e seu caráter. Ao recusar o ministério, Lula promoveu um magnífico contraste com personagens políticos, institucionais e midiáticos nesta que é a mais rebaixada quadra da disputa política desde a redemocratização. Enquanto alguns ousam sequestrar instituições, para salvar a pele ou perseguir adversários, e outros se omitem de suas responsabilidades republicanas, por covardia ou conveniência, Lula decidiu simplesmente portar-se com dignidade.

A recusa de Lula é um gesto fundamentalmente moral. É corajoso, porque arrosta a arbitrariedade, e desprendido, porque preserva a presidenta. É mais uma lição do ex-retirante, ex-engraxate, ex-metalúrgico, ex-sindicalista para a educação política desta e de outras gerações. Isso é incompreensível para os abutres que tentam medi-lo pela régua de seu próprio e mesquinho caráter. Lula não é mesmo um ex-presidente qualquer. Lula é um líder.

Exclusivo: por que Lula não aceitou ser ministro, por Ricardo Amaral | GGN

Clarín, a hiena argentina

Filed under: Grupo Clarin,Grupo Globo,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 9:51 am
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clarin

Na abertura do romance Ana Karenina, Tolstói escreveu: “Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira”. Todos os grupos mafiomidiáticos são iguais. Os que não são mafiosos, vivem cada um à sua maneira.

O Grupo Clarín, irmão gêmeo da Grupo Globo, ambos paridos por ditaduras sangrentas, não sabe conviver com democracias e com instituições democráticas.  Maquinam, diuturnamente, contra os que não se submetem aos seus caprichos.

No Brasil, a Rede Globo capturou FHC mediante o uso de uma funcionária. Com a ameaça de tornar pública, conseguiu empréstimos do BNDES para viabilizar sua Globopar. Hoje, não se precisa de exame de DNA para se descobrir quem é pai dos ataques ao BNDES. Como nos versos do Augusto dos Anjos, a mão que afaga é a mesma que apedreja.

Vindo da Globo ou do Grupo Clarín, uma pedrada é um atestado de que a pedra contém mais componentes úteis que o somatório das partes que os compõem.

Assim como a Rede Globo havia decretado o fim de Lula em 2005 e o fim do PT em 2015, o Grupo Clarín também havia decretado o fim do kirchnerismo. Contudo, Maurício Macri, o Aécio Neves argentino, mantém-se politicamente vivo apenas sob ajuda de aparelhos. Em comum em ambos os grupos a mania de perseguir pessoas que ousam mostrar sua nudez. O estertor de suas existências convertem-se em combustível do ódio com que se dedicam a destruir reputações de seus adversários ideológicos.

A diferença entre a Argentina e o Brasil é que, lá, eles conseguiram um Ley de Médios. No início do quarto mandato petista não se vislumbra algo parecido por aqui.

EL PAIS › GRAFFIGNA Y DOS PERITAJES CALIGRAFICOS DESMIENTEN CARGOS CONTRA VERBITSKY

Lo único real es la malicia

En un reportaje que publicó ayer el diario Buenos Aires Herald, el brigadier Rubens Graffigna negó que Horacio Verbitsky hubiera escrito sus discursos o los de sus predecesores en la Fuerza Aérea. Dos peritajes caligráficos aseveran que los manuscritos no son de puño y letra de Verbitsky. Seis testimonios desmienten que el comodoro Juan José Güiraldes lo haya refugiado cuando el golpe de 1976. Más falacias del libro que anuncia la editorial Sudamericana, donde lo único real es la malicia.

Por Horacio Verbitsky

La categórica manifestación del brigadier Rubens Omar Graffigna de que nunca tuvo relación alguna conmigo, que jamás escribí ninguno de sus discursos ni tuve relación alguna con sus antecesores en la Fuerza Aérea, confirma la absoluta falsedad de la acusación difamatoria en mi contra, divulgada con insistencia por los medios del Grupo Clarín, empeñados en la demolición de todo lo que consideren próximo al gobierno nacional, y cuya repetición la editorial Sudamericana anuncia en un próximo libro. Graffigna, de 89 años, quien está bajo arresto domiciliario respondió a la consulta de la periodista Luciana Bertoia, del diario Buenos Aires Herald, que tituló en su tapa: “Verbitsky no fue mi escritor fantasma. Estaba en desacuerdo con la Fuerza Aérea”. Estaba asombrado de que se lo vinculara conmigo, dijo que sus camaradas se burlan de esa afirmación, la descalifica como un disparate y la interpreta como un intento de perjudicarme. Esta refutación coincide con dos dictámenes caligráficos realizados por la perita pública Diana Alicia Trotta, según quien esos manuscritos no son de mi puño y letra (ver páginas siguientes).

El libro es una iniciativa del director de la casa editora Penguin Random House, Juan Ignacio Boido, quien sin producir un solo best seller nacional desde que lo contrataron, ha bajado sus estándares éticos. Como algunos autores de mejor nivel no se prestaron, recurrió al crítico de Gran Hermano Gabriel Isaías Levinas, GIL, un marchand de arte a quien la familia de León Ferrari acusa de no haber devuelto obras que le entregaron para ser exhibidas en Francia. Columnista de los infotainers Jorge Lanata y Alejandro Fantino, GIL acumuló un camión repleto de basura en mi contra desde una página comercial con un nombre equívoco que pretende confundirse con las Madres de Plaza de Mayo. Luciana Bertoia, de 29 años, graduada como periodista en TEA, licenciada en Ciencia Política con diploma de honor en la UBA, magister en Derechos Humanos y Democratización por la Universidad Nacional de San Martín y la Unión Europea, y doctoranda en Ciencias Sociales en la UBA hizo lo que omitieron GIL, el Grupo Clarín, Boido y los abogados de Penguin Random House: una mínima verificación del gravísimo cargo de colaborar con la Junta Militar, cuyos crímenes denuncié dentro y fuera del país desde 1976 y sin pausa hasta hoy. Bastaba con la consulta a Graffigna y con un peritaje caligráfico serio, contra un completo cuerpo de escritura mío, como hizo Diana Trotta, y no con pocas palabras escritas a la disparada en las dedicatorias de dos libros, que ni siquiera es seguro que hayan sido escritas por mí y que tampoco los muestran porque dicen que sus propietarios me temen.

Esta coalición entre mercenarios que nada tienen que perder, porque debido a su incompetencia profesional carecen de cualquier respetabilidad, medios que hasta llegaron a inventar cuentas bancarias inexistentes de Máximo Kirchner y Nilda Garré, y la mayor editora multinacional, que recluta jóvenes sin escrúpulos decididos a abrirse paso sobre la base del escándalo, da como resultado un catálogo de mentiras, que voy a refutar con datos duros. Lo único real de esa operación es la malicia de sus responsables.

Los acusadores

Además de atribuirme la redacción de esos discursos, el libro también sostiene que gracias a la protección del comodoro Juan José Güiraldes salvé mi vida cuando se produjo el golpe de Estado de 1976. Las tres fuentes citadas para afirmar que el 24 de marzo de ese año me refugió en su campo de San Antonio de Areco son el ex gobernador de Buenos Aires y candidato al mismo cargo Felipe Solá, el ingeniero aeronáutico Edgardo Carranza y Juan Güiraldes (h). Yo tengo seis que lo niegan.

Solá reconoció haber concedido una entrevista a un colaborador del Big Brother, “pero pretendía que se respetara mi testimonio, con lo bueno y lo malo”. Recuerda que “cuando con tal de atacar a Verbitsky, Levinas publicó que Güiraldes había sido un intelectual orgánico del Proceso, yo reaccioné indignado”. A raíz de eso, uno de los hijos del comodoro, Pedro Güiraldes, replicó que “sí había sido un intelectual orgánico y que él tenía los papeles que lo probaban, con lo cual yo creo que le hacía un enorme daño”. Pedro Güiraldes increpó a Solá: “¿Vos le dijiste a Levinas que papá lo había guarecido a Horacio Verbitsky en la estancia? Eso no es cierto, me parece muy difícil porque yo no me enteré”. Cuando GIL advirtió que esto desarmaba la operación, Pedro borró ese post del muro de Solá en Facebook. Pero la fábula reaparece en el libro atribuida ahora al hermano de Pedro, Juan Güiraldes, quien dice haberla escuchado de sus padres. Es el mismo Juan Güiraldes que en abril de 2014 le dijo a Hernán López Echagüe que “a mí no me consta que Horacio Verbitsky hubiera colaborado en la escritura de los discursos”. Solá agrega que ante mi rotunda desmentida y los testimonios que la avalan, dudó de la veracidad de lo que había escuchado y recordó que “ya de viejito, el Cadete decía que el mejor jinete que había visto en su vida era yo, lo cual obviamente es un absurdo”.

El ingeniero aeronáutico Carranza es autor de la pretendida novela Los Montoneros de su Majestad. Enconado contra los organismos de derechos humanos me recrimina allí “descabezar a las Fuerzas Armadas y enfrentar a la única institución que queda en pie en la Argentina: la Iglesia”. Luego de una cita del Antiguo Testamento menciona a diez justos “que entregaron su vida en la tarea de salvar a nuestro pueblo en las horas oscuras del horror”, entre ellos varios obispos y sacerdotes. Con indisimulado antisemitismo, agrega: “No creo que Verbitsky encuentre diez entre los suyos”. Esta es la clase de basura a la que apesta GIL.

La realidad

Seis testimonios demuestran mi presencia y mi militancia en la Capital cuando según GIL estuve escondido en la estancia. A mi exposa y madre de uno de mis hijos, la directora teatral Laura Yusem, le consta que “Horacio durante toda esa primera etapa de la dictadura y específicamente el primer mes estaba en Buenos Aires porque yo lo veía, para que mi hijo se encontrara con su padre”. Mi mujer en aquel momento, la economista María Wagner, agrega: “¡Qué se va a ir al campo de Güiraldes, es ridículo, son fantasías para involucrarlo en algo que no corresponde! Estuvo todo el tiempo conmigo. Tendría que haber pasado por sobre mi cadáver, encerrarme en el baño o drogarme. Durante esos primeros meses tan difíciles, cuando caían todos los compañeros, él estuvo trabajando día y noche para sacar información afuera de lo que estaba pasando en el país. Tenía un contacto, tenía una red para eso”. Ese contacto es Teobaldo Altamiranda, hoy de 85 años y directivo de la asociación de Familiares de Detenidos-Desaparecidos. La dictadura secuestró en 1977 a su hijo Rubén. Altamiranda formó parte de la resistencia peronista y fue correo secreto de Perón. Como navegante de Aerolíneas Argentinas, llevaba y traía mensajes a Puerta de Hierro. En junio de 1973 Perón pidió que integrara la tripulación del vuelo que lo trajo a la Argentina. Altamiranda colaboraba con Rodolfo Walsh, quien “me presentó a Horacio Verbitsky, que para mí era el Perro. El trabajo que realizaban Walsh y Verbitsky yo lo transportaba a Europa, me reunía con periodistas en España y daba a conocer el drama que estaba viviendo el pueblo argentino. En la semana del golpe, me reuní con Horacio y con la gran compañera de Rodolfo Walsh, Lilia Ferreyra, en un café, creo que era en la calle Venezuela, y ahí el Perro me empezó a pasar información de lo que estaba ocurriendo en el país”.

Otra de mis compañeras de entonces era Lila Pastoriza. Ambos colaborábamos con Walsh en la difusión de las violaciones a los derechos humanos. “Los días posteriores al golpe fueron de intercambio muy intenso de información, para ver qué tipo de canal les dábamos a las denuncias. Y también preparábamos algunos instrumentos de prensa clandestina que empezaron a circular un poco después. Es decir, tenemos una relación continua, nunca supe que se fuera de vacaciones a ningún lado, ni cosa por el estilo, ni que se recluyera en ninguna parte”.

Mi responsable directo era Gerardo Bocco, quien hoy es geógrafo de la Universidad Nacional Autónoma de México. Desde allí me envió un video: “Fui compañero de militancia de Horacio, entre 1975 y 1978, cuando tuve que abandonar el país. Como responsable tuve que estar al tanto de su seguridad, como era práctica común en esa época. Durante las semanas que antecedieron y siguieron al golpe de marzo de 1976 establecimos controles diarios, tanto personales como telefónicos. De hecho, durante un tiempo, viví en su casa debido a cuestiones de seguridad. Cualquier otra versión, falta a la verdad y a la ética”.

Agrega la periodista Dora Salas: “Verbitsky era concuñado de Luis Guagnini que fue primero mi amigo y luego mi pareja. Nos veíamos todas las semanas con él y su pareja de entonces, María Wagner, desde antes del golpe de Estado, cuando se produjo y después, hasta el secuestro de Luis Guagnini y mío, el 21 de diciembre de 1977. Me consta por eso que Horacio nunca estuvo escondido en ninguna parte excepto en su propia casa, en la ciudad de Buenos Aires”. Que cada cual saque sus propias conclusiones sobre la exactitud y la calidad de estos testimonios directos, contra las versiones de segunda mano que acarrea GIL, de oídas y ni siquiera confirmadas por la fuente citada.

Cuarta mano

El libro también recoge versiones de cuarta mano. Dice que durante el exilio en México el periodista Eduardo Molina y Vedia le dijo al ex militante de las FAL Sergio Bufano que yo colaboraba con la Fuerza Aérea. Me reuní con Bufano, quien admitió haber contado ese presunto diálogo. Le pregunté si podía reconstruirlo con mayor precisión. Sólo atinó a agregar que la fuente de Molina y Vedia había sido Susana Viau. Como Molina y Vedia murió, me dirigí a su hermano Juan:

–¿Alguna vez hablaron de mí y le escuchaste decir algo que avale o deseche esa versión?

–Estoy seguro de la falsedad de tal afirmación. Te respetaba completamente.

Lila Pastoriza habitaba con Lilia Ferreyra el departamento contiguo al de Molina y Vedia en la Villa Olímpica de México. “Estábamos en relación cotidiana con Eduardo. Hablábamos muchísimo de la Argentina, de la militancia, de nuestros amigos comunes entre los cuales estaba Horacio. Jamás dijo que trabajara para los militares. Es imposible que si hubiera pensado eso no lo hubiera hablado con nosotras”.

El hijo de Eduardo, Ernesto Molina y Vedia, tampoco cree que su padre hubiera dicho tal cosa:

–Ese tipo de juicios sobre las personas era común en otros miembros de la colonia argentina, pero no en él. Cuando hemos hablado sobre aquellos años o comentado algún artículo tuyo, jamás le escuché nada por el estilo. No me resulta verosímil.

También coincide la periodista y lingüista Eva Grosser, esposa de Molina y Vedia hasta su muerte:

–No me lo puedo a imaginar diciendo eso de vos. Siempre leíamos Página/12, tus artículos, simpatizaba con sus contenidos y propuestas. Nunca le escuché un comentario negativo sobre vos.

Estos testimonios son mucho más consistentes que la sola palabra atribuida a dos muertos por Bufano, un hombre que ha dedicado demasiados años de su vida a deplorar la militancia revolucionaria de la que fue parte.

La ofensa del heroísmo

Con ese fin, Bufano dirige Lucha armada, una revista que financia el representante en la Argentina de una empresa israelí vendedora de equipamiento de inteligencia, comunicaciones y seguridad. Allí Bufano escribió que para “ofrecer una imagen heroica” de Paco Urondo, Montoneros dijo que en junio de 1976 se había batido junto a su mujer, su hijita y otra compañera, “pero ellos eran demasiados, esa tarde aciaga”. Sobre la base de una anotación privada de Rodolfo Walsh, Bufano sentencia que se acudió a la mentira para ocultar que Urondo “había tomado el cianuro apresuradamente, sin ofrecer resistencia hasta la muerte”. El suicidio, agrega, “no puede ser tolerado por la dirección montonera, que en su periódico oficial modifica los hechos”. Su conclusión además de tendenciosa es falsa. La autopsia, realizada el 17 de junio de 1976 por el médico forense Roberto Edmundo Bringuer, rebate que Paco se haya suicidado. Ante el tribunal mendocino que en 2011 condenó a sus asesinos, Bringuer explicó que el cianuro deja el cadáver muy rosado, como si hubiera tomado sol, y un fuerte olor a almendras en el jugo gástrico, cosa que no ocurrió en este caso. La versión de la pastilla que citó Walsh con los pocos imprecisos datos que tenía a su alcance en diciembre de 1976, provino de René Ahualli, La Turca, quien iba en el pequeño Renault 6 con Urondo, su compañera Alicia Raboy y la beba de ambos, Angelita Urondo Raboy. Luego de una persecución en la que agotaron las municiones de la pistola y el revólver que llevaban como únicas armas, Paco les dijo a sus acompañantes que acababa de tomar la pastilla y las instó a huir. La conclusión del juicio fue que mintió para que La Turca y Alicia trataran de escapar mientras él se ofrecía como blanco para sus perseguidores, que se dividieron: el policía Celustiano Lucero golpeó a Paco en la nuca con la culata de un fusil, que según la autopsia fue la única causa de su muerte; Ahualli ingresó en una vivienda y escapó por los fondos; Alicia no encontró una salida y fue secuestrada y desaparecida. Angelita fue recuperada de la Casa Cuna por su abuela Teresa Raboy y su tía Beatriz Urondo. Es hoy una extraordinaria escritora y busca noticias sobre el destino de su madre. En otro artículo, Bufano escribió que por una “repetida y extrema pulsión por matar” muchos militantes revolucionarios “olvidaron elementales bases éticas y morales”. Es comprensible que sienta como una ofensa actos de heroísmo como el de Paco Urondo y que en vez de reconocerlo lo agravie, como ahora lo hace también conmigo. Le dije que había cometido un acto irresponsable y, como era de prever en tan escurridizo personaje, se alzó de hombros y se fue sin responder.

El brigadier Graffigna por el mismo
Audio de una parte de la nota

Página/12 :: El país :: Lo único real es la malicia

11/07/2015

Processo Kafkiano tem mais fases que Candy Crush

Filed under: Candy Crush,Cunhada do Vaccari,Dossiê Vaccari,Kafka,Operação Lava Jato — Gilmar Crestani @ 10:15 pm
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DOSSIÊ DE VACCARI CONTESTA TODAS ACUSAÇÕES DO MP

: SÃO PAULO,SP,05.02.2015:OPERAÇÃO-LAVA-JATO - O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na Polícia Federal, em São Paulo (SP), durante nona fase da operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5). Vaccari será obriga

Preso preventivamente na Operação Lava Jato há mais de quatro meses, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari, publicou uma ampla defesa neste fim de semana, organizada pelos advogados Pedro Dallari e Pedro Serrano; documento contesta todas as acusações formuladas pelo Ministério Público e aceitas pelo juiz Sergio Moro; “Em meio a um caso que, sem dúvida, choca a sociedade, as inúmeras denúncias contra Vaccari e sua família, replicadas ao longo de meses por todos os veículos de imprensa do país, deixam no ar a sensação de que Vaccari fez alguma coisa errada”, diz o texto; “No entanto, a investigação mostra que os fatos que nos chocam não têm relação com Vaccari. Ele não enriqueceu, não possui conta no exterior, não obteve vantagens indevidas. Solicitou doações oficiais para o PT, através de transações bancárias, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”; confira a íntegra

Di Brasil 247Preso preventivamente na Operação Lava Jato há mais de quatro meses, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari, publicou uma ampla defesa neste fim de semana, organizada pelos advogados Pedro Dallari e Pedro Serrano. Confira, abaixo, a íntegra:

Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

DEFESA DE JOÃO VACCARI NETO

A verdade sobre as acusações da Operação Lava Jato
ao ex-tesoureiro do PT e sua família

APRESENTAÇÃO ASSINADA POR PEDRO DALLARI E PEDRO SERRANO

Desde o início da Operação Lava Jato, João Vaccari Neto é alvo de acusações do Ministério Público, amplamente divulgadas pela imprensa.

Vaccari é citado nos depoimentos e em delações premiadas de investigados por ser tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. O fato fez com que ele e sua família passassem a ser alvo de investigação.

Além da esposa, Giselda, e da filha, Nayara, o cerco se estendeu à sua cunhada Marice, que havia sido funcionária do PT. Marice foi presa e libertada após ter sido constatado erro do Ministério Público.

Em meio a um caso que, sem dúvida, choca a sociedade, as inúmeras denúncias contra Vaccari e sua família, replicadas ao longo de meses por todos os veículos de imprensa do país, deixam no ar a sensação de que Vaccari fez alguma coisa errada.

No entanto, a investigação mostra que os fatos que nos chocam não têm relação com Vaccari. Ele não enriqueceu, não possui conta no exterior, não obteve vantagens indevidas. Solicitou doações oficiais para o PT, através de transações bancárias, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Mais do que isso, os fatos mostram a violência da investigação contra Vaccari e sua família. Vaccari foi conduzido coercitivamente a prestar depoimento, sem que tenha sido convocado a depor. Poderia ter se calado, mas esclareceu cada ponto. Fez o mesmo ao depor na CPI da Petrobras.

Segue abaixo um resumo da defesa apresentada por Vaccari e seus familiares sobre cada uma das nove acusações feitas pelo Ministério Público. A íntegra da defesa e os documentos que desmontam os argumentos da acusação estão anexo e disponíveis no Blog https://verdadesobrevaccari.wordpress.com. O jornalista Fausto Macedo também publicou os documentos em seu blog no site do jornal O Estado de S. Paulo.

A leitura atenta do caso e a defesa apresentada demonstram claramente que todas as acusações contra João Vaccari não procedem. As alegações em delação premiada de réus confessos, sem qualquer comprovação, não podem ser tidas como verdade.

Não existem motivos para a condenação de Vaccari, o que torna absurda a manutenção de sua prisão “preventiva”, mesmo após todas as alegações de irregularidades terem sido esclarecidas.

DOAÇÕES AO PARTIDO DOS TRABALHADORES

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
João Vaccari seria o operador responsável por receber dinheiro desviado de contratos da Petrobras por meio de doações eleitorais ao Partido dos Trabalhadores, desde 2003.

QUAIS SÃO OS FATOS
Vaccari foi eleito para o cargo de Secretário de Finanças do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores em 20 de fevereiro de 2010. No desempenho dessa função, atuou estritamente nos limites da lei brasileira. Solicitou e recebeu doações das maiores empresas do País, como qualquer tesoureiro de partido.

Todas as doações ocorreram por meio de transação bancária, com emissão de recibos, lançamentos contábeis e foram submetidas à análise e aprovação do Tribunal Superior Eleitoral.

A análise das doações efetuadas pelas empresas investigadas na Operação Lava-Jato evidencia que foram realizadas doações aos principais partidos do País. Inclusive àqueles que fazem oposição ao governo federal.

Mais do que isso, constata-se que a relação entre as doações efetuadas por empresas investigadas na Operação Lava Jato e aquelas realizadas pelas demais empresas aos principais partidos são, em montantes, proporcionais, conforme se percebe na figura abaixo.

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

O jornal O Estado de S. Paulo também chegou a mesma conclusão, como é possível ser constatado na reprodução da página A4 da edição de 29 de março de 2015.

Estadao

As informações apresentadas por João Vaccari Neto durante seu depoimento à CPI da Petrobras, no dia 9 de abril de 2015, também demonstram a
proporcionalidade das doações aos principais partidos e a legalidade das doações obtidas pelo PT.

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 1 – Pedido de prisão pelo MPF/PR, de 03/04/2015.
Anexo 2 – Resposta da defesa de Vaccari à acusação, de 27/04/2015.
Anexo 3 – Apresentação realizada por Vaccari na CPI da Petrobras, em 09/04/2015.

DEPÓSITOS NA CONTA DA ESPOSA, GISELDA

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
João Vaccari Neto teria enriquecido ilicitamente e tentou esconder este enriquecimento por intermédio de parentes próximos, utilizados para ocultar seu patrimônio proveniente de dinheiro recebido ilegalmente.

A quebra de sigilo de sua esposa, Giselda, indicaria movimentação financeira incompatível com a renda do casal, sendo constatados depósitos que totalizam R$ 583 mil entre 2008 e 2014, realizados em dinheiro de forma regular e fracionados.

Após a defesa ter apresentado os esclarecimentos solicitados pelo Juiz Sergio Moro, o MP se manifestou da seguinte forma: “Ante o exposto, considerando que os fundamentos que ensejaram a decretação da prisão de João Vaccari Neto se fazem hígidos, restando os ilícitos por ele praticados corroborados por diversos elementos de prova, notadamente documentos e depoimentos, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo indeferimento do pedido de revogação da prisão preventiva de João Vaccari Neto, requerendo a Vossa Excelência que a medida cautelar de prisão seja mantida, pois necessária para a garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e, também, por conveniência da instrução penal.”

QUAIS SÃO OS FATOS
Os recursos têm origem nos rendimentos do próprio Vaccari e foram realmente depositados na conta de Giselda, conforme apresentado pela defesa à Justiça.

Considerando o período de 2008 a 2014 (sete anos), em média, seriam R$ 6.900 por mês. Ele repassa regularmente à esposa os recursos necessários para a gestão da casa e do dia-a-dia da família, que ficava sob responsabilidade de Giselda, uma vez que Vaccari viajava com frequência em virtude de suas atribuições.

A defesa de Vaccari apresentou à Justiça a conciliação entre os extratos bancários de sua conta e da conta de Giselda (veja quadro abaixo), evidenciando que todos os depósitos em dinheiro na conta dela são precedidos de saques efetuados na conta dele.

O fracionamento dos valores em dinheiro deve-se a um fato prosaico: por orientação do banco, Giselda realiza os depósitos em caixa eletrônico do Itaú para agilizar o atendimento. Neste caso, o valor máximo para depósitos é de R$ 2.000,00 por envelope

Conciliação extratos

Mesmo após a defesa ter esclarecido todas as acusações que fundamentaram a prisão de Vaccari, o MPF ignorou todas as provas apresentadas pela defesa – inclusive os extratos bancários – e manifestou-se pela negativa da revogação da prisão, acatada pelo juiz federal Sérgio Moro.

A defesa de João Vaccari Neto, por meio do advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, emitiu nota pública sobre a decisão, em primeira instância, de manter o ex-tesoureiro do PT preso.

O despacho de Moro, no qual diz que somente na sentença será possível o exame mais aprofundado de fatos e provas, é questionado pela defesa. “Equivoca-se Sua Excelência, pois não se discute aqui a culpa do Sr. Vaccari, o que será examinado na sentença, mas a necessidade de sua prisão preventiva, que tem forte perfume de antecipação de culpa, o que é proibido pela legislação brasileira”, diz a nota.

Segundo D’Urso, “a Defesa espera que essa decisão seja reformada nas instâncias superiores, porquanto inexistem elementos para se manter tal prisão”.

Confira a nota na íntegra.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 4 – Em 28/04/2015, pedido de revogação da prisão preventiva de Vaccari.
Anexo 5 – Em 07/05/2015, Juiz Sergio Moro pede esclarecimentos sobre depósitos na
conta de Giselda como relevância para prisão.
Anexo 6 – Em 22/05/2015, defesa atende a Justiça e apresenta comprovação dos
depósitos.
Anexo 7 – Em 25/05/2015, Juiz Sergio Moro dá prazo de 5 dias para que MPF/PR se
manifeste.
Anexo 8 – Em 12/06/2015, MP se manifesta pela manutenção da prisão.


SUPOSIÇÃO DE RECEBIMENTO DE PROPINA EM DINHEIRO E VÍDEOS SOBRE
SUPOSTOS DEPÓSITOS DE MARICE NA CONTA DE GISELDA

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Com base na delação premiada de Alberto Youssef, a acusação afirma que João Vaccari Neto utilizaria sua cunhada, Marice Correa de Lima, como preposto na gestão dos recursos provenientes da propina destinada ao Partido dos Trabalhadores e também para receber vantagens pessoais. Como prova, os procuradores apresentaram um vídeo que mostraria Marice efetuando depósitos na conta de sua irmã Giselda, esposa de Vaccari.

O MP afirma também que Youssef teria entregue R$ 400 mil a Marice e outros R$ 400 mil ao próprio Vaccari, como sendo repasses de propina provenientes de contratos entre a Toshiba America do Sul e a Petrobras.

QUAIS SÃO OS FATOS
Em relação aos R$ 400 mil supostamente entregues ao Vaccari, ele nega. A versão de Youssef também é contrariada pela empresa Toshiba América do Sul, que nega ter pago qualquer propina em contratos com a Petrobras. Seu representante, Luis Carlos Borba, desmente em depoimento prestado perante a Polícia Federal a afirmação do doleiro, conforme reportagem publicada no jornal Valor Econômico em 31/03/2015.

Com relação ao local da entrega de recursos ao João Vaccari, o próprio Youssef se contradiz. Em um momento a entrega teria ocorrido em um restaurante. Em outro, a entrega teria sido feita no Diretório Nacional do PT, em São Paulo.

Com relação aos R$ 400 mil que teriam sido entregues à Marice, o doleiro se contradiz novamente em sua delação. Primeiro afirma que a entrega foi no escritório dele, depois fala que foi no estacionamento. Diz que a mulher tinha cabelos compridos, usava óculos e foi dirigindo. Marice nunca teve cabelos compridos, há mais de 10 anos não usa óculos e não tem a prática de dirigir.

Com base na declaração de Youssef, o Ministério Público afirmou que Marice mentiu em depoimento quando negou ter realizado depósitos na conta de Gilselda no ano de 2015. Marice foi mantida presa e somente foi posta em liberdade após Giselda ter feito declaração com firma reconhecida de que era ela quem aparecia nas imagens.

Mesmo com a declaração de Giselda e após a Folha de S. Paulo ter realizado perícia e
constatado o equívoco, o Ministério Público realizou perícia judicial, exigindo a
presença de ambas para reconstituição das cenas. O laudo da Polícia Federal
confirmou ser Giselda e não Marice quem aparece nas imagens.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 9 – Delação do Youssef afirma que entregou R$ 400 mil em dinheiro a
Vaccari e outros R$ 400 mil a Marice.
Anexo 10 – Reportagem do Valor Econômico de 31/03/2015, em que Borba desmente
Youssef.
Anexo 11 – Declaração de Giselda em que afirma ser ela nas imagens do
Banco Itaú.
Anexo 12 – Alvará de soltura de Marice Correa de Lima.
Anexo 13 – Reportagem da Folha de S. Paulo com perícia sobre imagens do Itaú.
Anexo 14 – E-mail de delegado da PF do Paraná convocando Giselda para realizar perícia em 14/04/2105 no Itaú.
Anexo 15 – Painel da Folha de S. Paulo, em 27 de maio de 2015, sobre resultado da
perícia da PF.


SUPOSTO RECEBIMENTO DE VANTAGENS DA OAS

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Marice Correa de Lima adquiriu a unidade 44 do empreendimento Edifício Navio Mar Cantábrico, no Guarujá/SP, pelo valor de R$ 200 mil. No ano seguinte, desistiu do negócio e revendeu o apartamento para a construtora OAS, incorporadora da obra, por R$ 432 mil. O lucro de mais de 100% em pouco mais de um ano, somado ao fato de que o mesmo apartamento foi vendido pela OAS em 2014 por R$ 337 mil, provariam, segundo os procuradores, que a operação foi uma fachada para repassar à Marice e ao seu cunhado João Vaccari Neto recursos provenientes de propina desviada da Petrobras.

QUAIS SÃO OS FATOS
Marice possuía os direitos sobre a unidade 44 do empreendimento Mar Cantábrico, edifício Návia que, com a alteração do projeto pela OAS, passou a ser a unidade 34 do edifício Salinas, empreendimento Solaris. Este fato não foi observado pelo Ministério Público. Houve o distrato do contrato com incorporadora.

Esta mesma unidade foi comercializada posteriormente pela OAS por R$ 498 mil e não por R$ 337 mil, como afirma o MP. O valor de comercialização é superior ao pago a Marice.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 16 – Documento demonstrando alteração do projeto e mudança de andar.
Anexo 17 – Matrícula imobiliária do ap.34 ed. Salinas, condomínio Solaris.

TRANSAÇÃO FINANCEIRA DE GISELDA COM A CRA

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
A esposa de João Vaccari Neto, Giselda, adquiriu em 2008 um imóvel em São Paulo. A quebra de sigilo bancário mostrou que poucos dias antes de fechar a compra, Giselda recebeu em sua conta um depósito de R$ 400 mil proveniente da empresa CRA – Comércio de Produtos Agropecuários. A empresa era gerida pelo advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, que confirmou aos procuradores ter efetuado a transferência a pedido de Claudio Mente.

QUAIS SÃO OS FATOS
João Vaccari Neto comprou uma casa para residir com a família. Para concluir o pagamento precisaria vender a casa na qual morava. Houve descasamento financeiro entre a compra da casa nova e a venda da anterior.

Para conseguir pagar o imóvel novo, Vaccari pediu, em 2008, dinheiro emprestado a Claudio Mente, um amigo da família. O empréstimo foi registrado em contrato e quitado em 2009, após a venda do imóvel anterior. Todas as operações ocorreram por meio de transação bancária e informadas à Receita Federal à época dos fatos. Vaccari sequer era tesoureiro do PT na ocasião em que todas essas operações foram realizadas.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 18 – Contrato de mútuo para empréstimo de R$ 400 mil entre CRA e Giselda.
Anexo 19 – Extrato bancário da CRA transferindo R$ 400 mil para conta da Giselda.
Anexo 20 – IR de 2008 da Giselda declarando o recebimento de R$ 400 de empréstimo
da CRA.
Anexo 21 – Extrato da Giselda transferindo R$ 400 mil para a conta da CRA.
Anexo 22 – IR de 2009 da Giselda declarando pagamento de R$ 400 mil para a CRA.
Anexo 23 – Recibo de quitação de contrato de mútuo entre Giselda e CRA.

EDITORA GRÁFICA ATITUDE

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Augusto Mendonça, executivo do grupo Setal Óleo e Gás (SOG), réu confesso, declarou em depoimento de delação premiada que a empresa efetuou, a pedido de João Vaccari, um pagamento de R$ 2,4 milhões à Editora Gráfica Atitude. Segundo Augusto, Vaccari alegou que os pagamentos quitariam propagandas veiculadas na Revista do Brasil, de responsabilidade da editora.

QUAIS SÃO OS FATOS
Vaccari nega ter dado essa orientação a Augusto Mendonça. A empresa Setal de fato firmou contrato de prestação de serviços com a Editora Gráfica Atitude. Mas, os responsáveis pela Editora negam qualquer gestão de Vaccari em seus contratos de patrocínio, seja em relação à Setal ou a qualquer outra empresa. Afirmam que não existe acerto algum com Vaccari e que não recebeu depósitos motivados.

O coordenador editorial e financeiro da Editora, Paulo Salvador, disse que todos os pagamentos recebidos tiveram relação com reportagens na Revista do Brasil e foram negociados pelo departamento comercial da Editora com representantes da empresa.

Salvador afirmou que todas as receitas obtidas pela Editora são usadas para o seu custeio e negou qualquer repasse ao PT. Os pagamentos foram feitos mediante transação bancária e emissão de nota fiscal.

Após a contratação, a Revista do Brasil, pertencente à Editora, ampliou sua cobertura sobre a recuperação de empresas brasileiras e sobre o conteúdo nacional de produtos e equipamentos na área de petróleo, como previsto na contrato firmado.

É importante observar que Augusto Mendonça, em depoimento à CPI da Petrobras, concedido em 23/04/2015, se mostra entusiasta do incentivo às empresas brasileiras da área de petróleo e ao conteúdo nacional para produção e serviços de equipamentos e produtos da área de petróleo. Ao ser questionado sobre o contrato com a Editora Atitute/Revista do Brasil, afirma que “tínhamos até a possibilidade de, através da revista, defender alguns temas ligados à atividade que acabamos não fazendo. Eu, particularmente, acabei não me dedicando a escrever sobre esses temas.”

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 24 – Denúncia do MPF-PR sobre delação de Augusto Mendonça envolvendo
Vaccari e a Editora.
Anexo 25 – Resposta de Vaccari à acusação sobre delação com relação à Editora.
Anexo 26 – Nota do coordenador editorial e financeiro da Editora.
Anexo 27 – Declaração Augusto Mendonça na CPI sobre conteúdo nacional e Editora.

ORIGEM DOS RECURSOS PARA COMPRA DE IMÓVEL DA FILHA

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
A filha de João Vaccari Neto recebeu, em 2009, uma doação de seu pai no valor de R$ 131.453,93; em 2013 um empréstimo de sua tia Marice Correa de Lima, no valor de R$ 345 mil; e uma doação de R$ 280 mil de sua mãe Giselda. Além disso, na quebra de sigilo bancário de Nayara constatou-se que o valor referente à doação de Giselda não foi transferido para sua conta, ainda que tenha sido sacado em espécie da conta de sua mãe.

Na conta corrente de Nayara aparece um depósito da empresa Arena de Indaiatuba Incorporadora Ltda., no valor de R$ 280 mil. Não há nenhuma relação conhecida entre Nayara e a empresa.

QUAIS SÃO OS FATOS
A movimentação da conta de Nayara foi um dos argumentos utilizados para a prisão de Vaccari. A defesa apresentou comprovantes da regularidade da evolução patrimonial e movimentação na conta de Nayara, corrigindo os equívocos do MP.

A doação de R$ 131.453,93 efetuada pelos pais à sua única filha, Nayara, em 2009, não se refere a dinheiro, mas sim a direitos sobre cotas do empreendimento Vila Clementino, da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), pagos por Vaccari desde 2002, tudo declarado em seus respectivos Impostos de Renda.

O empréstimo de R$ 345 mil de Marice à sua sobrinha ocorreu para completar o valor da aquisição por Nayara de um imóvel no ano de 2013, para sua moradia. Tudo realizado pelo sistema bancário e devidamente declarado ao Fisco.

Com relação ao valor de R$ 280 mil depositado na conta de Nayara:

  1. a) É importante dizer que não existe qualquer relação com a empresa Arena (sic) Indaiatuba. A empresa afirma que não conhece a família de Vaccari e nunca realizou nenhum depósito na conta de Nayara, tendo se manifestado publicamente e perante à Justiça;
  2. b) O valor é proveniente de doação de sua mãe, Giselda, realizado por transferência bancária entre contas da mesma agência. Tudo devidamente declarado ao Fisco;
  3. c) Após Giselda ter solicitado explicações do Itaú, o banco confirmou a ela e à Justiça que o depósito na conta de Nayara teve origem na conta de sua mãe, Giselda;
  4. d) O MP se manifestou dizendo que o banco havia cometido um equívoco, e o Juiz anulou a suspeita sobre este assunto.

Mesmo após comprovada a regularidade da movimentação na conta de Nayara e de a defesa ter dado todas as explicações solicitadas pela Justiça, com documentos que comprovam tais explicações.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 28 – IR de Giselda, de 2009, declarando a cessão de direitos das cotas do
empreendimento, à sua filha Nayara.
Anexo 29 – E-mail enviado pelo Banco Itaú à Giselda informando que o valor de R$ 280 mil foi debitado em sua conta e creditado na conta da filha.
Anexo 30 – Decisão do Juiz Sérgio Moro sobre anulação da suspeita de empresa de Indaituba na Lava Jato.
Anexo 30a – Reportagens com declarações da advogada da Viena Indaiatuba informando que esclareceu ao MP que não tem nenhuma relação com o assunto.
Anexo 30b – Outra reportagem na qual Viena Indaiatuba nega acusação do MP.
Anexo 30c – Reportagem sobre o erro do MP e a Decisão do Juiz anulando a suspeita referente a Empresa Viena Indaiatuba e Nayara.
Anexo 30d – Reportagem do Jornal Correio Popular sobre o erro do MP e a Decisão do Juiz anulando a suspeita referente a Empresa Viena Indaiatuba e Nayara.

BANCOOP – COOPERATIVA HABITACIONAL DOS BANCÁRIOS DE
SÃO PAULO

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
O MPF/PR compartilha denúncia do processo referente à Bancoop, alegando
reincidência de práticas delitivas por Vaccari. A imputação do MPF/PR para incluir a
denúncia sobre a Bancoop no pedido de prisão de Vaccari refere-se a venda e não
entrega de diversos imóveis da BANCOOP no Estado de São Paulo.

A BANCOOP é uma cooperativa de crédito do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Em tese, pela acusação, a BANCOOP vendeu, mas não entregou apartamentos a aproximadamente 2500 pessoas.

QUAIS SÃO OS FATOS
A Bancoop é uma cooperativa habitacional, regida pela Lei 5.764/71, que já entregou
5.697 unidades habitacionais, restando três empreendimentos parcialmente
concluídos em negociação para solução.

Quanto ao fato de Vaccari responder a processo criminal, ainda sem sentença de
primeiro grau (caso Bancoop), isto não pode servir de argumento ou motivo para a sua
prisão, jamais cogitada no processo que corre em São Paulo.

No referido processo, já foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. Atualmente, o processo está suspenso para que o MP se manifeste sobre os 593 erros nos relatórios da quebra de sigilo bancário que embasaram a denúncia. Entre os 593 erros, a defesa apontou incorreções, como a de um cheque de R$ 38.804,66 (R$ 38
mil), considerado nos relatórios da acusação como sendo de R$ 38.804.366,00 (R$
38 milhões).

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 31 – Quadro demonstrando a situação dos empreendimentos da Bancoop.
Anexo 32 – Artigo publicado no blog do jornalista Fausto Macedo, no jornal O Estado de
S. Paulo.
Anexo 33 – Trecho de relatório entregue pela defesa de Vaccari apontando a existência de 593 erros na denúncia do MP.

ACUSAÇÃO DOS DELATORES

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
A petição de prisão preventiva se fundamentou no risco concreto de reiteração
delitiva, considerando que o réu ainda é (era) tesoureiro do PT e arrecadou doações
oficiais das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato para a campanha eleitoral
de 2014.

O MPF salientou que Vaccari está denunciado justamente por cobrar propina
por meio de doações eleitorais oficiais, o que demonstra que, possivelmente, ao
menos parte das doações de 2014 das empresas investigadas na Operação Lava Jato
seriam, na realidade, pagamento de propina pela obtenção de vantagem indevida.

Como prova das alegações, o MPF mencionou os depoimentos dos delatores Eduardo
Leite e Augusto Mendonça. O primeiro afirmou textualmente que Vaccari solicitou
propina para o PT por meio de doações oficiais da Camargo Correa. Já Augusto
Mendonça disse que Renato Duque lhe solicitou que procurasse Vaccari para pagar
parte da propina destinada ao PT por intermédio de doações oficiais.

O QUE DIZ O JUIZ SERGIO MORO
No embasamento da decretação de prisão preventiva de Vaccari, tendo como base
declarações de cinco réus que fizeram acordo de delação premiada – (1) Paulo Roberto
Costa, (2) Alberto Youssef, (3) Pedro Barusco, (4) Augusto Mendonça e (5) Eduardo
Leite –, o juiz Sergio Moro afirma que João Vaccari Neto participou intensamente do
esquema criminoso do pagamento de propina e de lavagem de dinheiro que
contaminou as operações da Petrobras e da SeteBrasil, cabendo a Vaccari o
recolhimento de valores em favor de agentes políticos do Partido dos Trabalhadores.

QUAIS SÃO OS FATOS
Vaccari era tesoureiro do PT e, como parte de sua função, se reunia com empresários e
solicitava doações para o PT. Tudo conforme determina a legislação específica. Tudo
dentro da Lei. As doações foram contabilizadas e aprovadas pelo TSE.

É importante observar que diversas declarações dos delatores demonstram a licitude
da atuação de Vaccari.

Um exemplo são as declarações do delator Augusto Mendonça. Utilizado pelo MP para
imputar a prática de crime a Vaccari, na verdade, as declarações isentam o tesoureiro
do PT. Mendonça diz que, quando, por orientação de Renato Duque, procurou o
tesoureiro do PT para efetuar doações, não disse a Vaccari que foi Duque quem o
mandou procurá-lo.

Eduardo Leite, da Camargo Correa, disse que, em 2010, Vaccari lhe entregou um
cartão de visitas do PT. Dias depois, Leite ligou para Vaccari e agendou um jantar. Na
ocasião, Vaccari solicitou doações eleitorais ao PT. Leite informou a Vaccari que, na
Camargo Correa, as doações eram tratadas com a área institucional da empresa.

No decorrer de 2012, Vaccari voltou a procurar a Camargo Correa. Nesta
oportunidade, a reunião ocorreu com a presença de outro responsável pela empresa,
além de Leite.

Com relação à operação do suposto esquema de recebimento de propinas originárias
em contratos entre empresas contratadas e a diretoria de Serviços da Petrobras,
alegada como sendo indicação do PT, o réu confesso e delator Alberto Youssef disse
que “se não me engano, era o senhor João Vaccari”. Ou seja, apesar de o MP e o juiz
Serio Moro afirmar ser Vaccari o “operador do esquema para recebimento de
propinas”, o próprio delator não mostra certeza desta afirmação.

Outro réu confesso e delator Paulo Roberto Costa, no Termo 67 de delação premiada,
disse que nunca se reuniu com Vaccari e apenas conhece o tesoureiro do PT por meio
de imagens veiculadas pela imprensa.

Por fim, o terceiro réu confesso e delator Pedro Barusco, durante depoimento
prestado à CPI da Petrobras, disse:

“… gostaria até de aproveitar para esclarecer um detalhe que tem saído muito na
mídia de que eu acusei o PT de receber duzentos milhões, ou cento e cinquenta
milhões. Na realidade, eu estou aqui com meu termo de acordo em mãos. O que eu
disse foi que eu estimava. Estimava, que por eu ter recebido a quantia que está
divulgada, como o PT tinha, ou cabia a ele receber o dobro ou pouco mais que eu
estimava que ele poderia ter recebido o dobro.”

E continua:

“Então, eu acho que isto foi realizado. É só isto que eu disse. Eu não acusei nada. Eu
falei que cabia a mim uma quantia. Eu recebi. Cabia ao PT uma outra quantia. E eu
estimo que possa ter sido até cento e cinquenta ou duzentos milhões…”

E conclui:

“Foi isto que falei no meu depoimento. E não sei como o João Vaccari recebeu, se
recebeu, se não recebeu, se foi doação oficial, se foi pago lá fora. Se foi pago aqui
dentro em dinheiro. Eu não sei. Então existia, vamos dizer, uma reserva de propina.
Uma reserva para o PT receber. Se ele recebeu, da forma que recebeu… Eu não sei!”

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 34 – Termo 67 da delação premiada de Paulo Roberto Costa.
Anexo 35 – Transcrição do depoimento de Pedro Barusco à CPI da Petrobras.
Anexo 36 – Termo de delação premiada de Augusto Mendonça.
Anexo 37 – Trecho da denúncia que transcreve declaração de Eduardo Leite.

*Obs.: Veja o Termo 55 da delação premiada de Alberto Youssef no Anexo 9.

ACESSE AQUI O ARQUIVO COMPLETO PARA DIVULGAÇÃO E IMPRESSÃO.

DOSSIÊ DE VACCARI CONTESTA TODAS ACUSAÇÕES DO MP | Luizmuller’s Blog

28/06/2015

Veja como funciona o lupanar da imprensa

Mais uma vez fica provado que a imprensa tem lado. O lado sujo. Será que precisar fazer um desenho melhor do que este para denunciar a forma bandida de atuar dos golpistas secundados pelos assoCIAdos do Instituto Millenium?!

É desalentador saber que há uma parcela considerável de brasileiros, mais precisamente de 12%, para os quais não adianta oferecer qualquer tipo de mapa para sair da louca cavalgada do golpismo rumo ao precipício. Quando a égua madrinha é o próprio Instituto Millenium, só capim para chamar a atenção da manada amestrada que o segue bovinamente.

O maniqueísmo da imprensa tem precedentes e resultou numa ditadura que tinha por método prender sem ordem de prisão, torturar por ódio, estuprar por prazer, esquartejar por método, esconder os pedaços de corpos por medo de vingança.  Ah, se as peruas da Folha falassem…

Se o PSDB ganhou mais de empreiteiras da Lava Jato, só doações ao PT são crime?

27 de junho de 2015 | 20:17 Autor: Fernando Brito

asclaras

O Miguel começou, eu pego o mote e sigo adiante.

O site AsClaras, mantido pela Transparência Brasil – organização que tem muita gente até simpática à oposição – consolidou todas as doações, por empresas e partidos.

E eles próprios separaram as doações das cinco maiores empreiteiras – as protagonistas da Lava-Jato – e os quatro maiores partidos políticos em 2014.

O que fiz, no gráfico acima, foi apenas apurar o percentual doado a cada partido por elas. O original está no link.

É  difícil crer, olhando os valores, que contratos com a Petrobras fossem o determinante para saber a quem doariam.

E impossível imaginar que as acusações que se faz ao PT não pudessem, da mesma forma, ser feitas ao PSDB, que recebeu até mais dinheiro das maiores empreiteiras acusadas pela investigação da Vara do Dr. Moro.

Porque é impossível suspeitar de quem recebe R$ 58 milhões e não tratar da mesma forma quem recebe R$ 65 milhões, mesmo sem ser, até a beirinha das eleições, favorito, não é?

São valores, é certo, imensos e que, declarados ou não, doados legalmente, ou de qualquer outra forma conspurcam a política.

É dinheiro demais e, sobretudo, como ocorre com os bancos, que ganham com os juros do BC, são empresas que têm boa parte de seu faturamento derivado de obras públicas.

O dinheiro privado, nas eleições, vem do dinheiro público.

Mas é essa a regra da política real, para todos os partidos e que acaba, inclusive, de se encaminhar para colocar na própria Constituição, sem que haja protestos daqueles que se apresentam como arautos da pureza.

A qualquer momento, qualquer dirigente de qualquer destas empresas, preso por seis meses e ameaçado de muito mais pode alegar que foram dadas por coação.

Aí está  porque além de todas as violações jurídicas, os procedimentos coercitivos, a partir de um certo ponto, comprometem a verdade que a investigação deve buscar.

Porque o arbítrio, na administração da Justiça, é como a corrupção na administração pública: você viola as regras do poder que lhe foi confiado para satisfazer seus apetites, ambições e razões.

E, no caso da imprensa, o dever de raciocinar, em lugar de funcionar como simples amplificador de versões sabidamente discricionárias.

Do contrário, vira simples instrumento de propaganda, como ocorre nas ditaduras.

Infelizmente, estamos trocando a possibilidade de moralizar o processo eleitoral – e em grande parte, sua sombra sobre as administrações – pela implantação da imoralidade praticada em nome da justiça.

Se o PSDB ganhou mais de empreiteiras da Lava Jato, só doações ao PT são crime? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

26/05/2015

Folha denuncia: em busca de imunidade, PT migra para o PSDB

Filed under: Folha de São Paulo,Imunidade,Manipulação,PSDB,PT — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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PSDB e MidiaDeu o óbvio, para fugir das perseguições constantes dos assoCIAdos do Instituto Millenium, PT decide migrar em massa para o PSDB.

No PSDB há liberdade para fazer o que bem entende sem sofrer a mesma perseguição implacável. Pelo contrário, roubo individual no PSDB, vide Robson Marinho, é considerado meritocracia. Se for coletivo, é choque de gestão. E ainda poderá fazer o que o PSDB sabe fazer de melhor, vender, com apoio do coronelismo eletrônico, o patrimônio nacional e lavar as comi$$ões no HSBC. Que o diga Márcio Fortes

José Dirceu poderá adquirir de Eduardo Azeredo a lógica do Mensalão Mineiro para não ser molestado. Ou com José Serra, no Tremsalão Tucano da Alstom e Siemens. Marta Suplicy descobriu que epidemia de dengue, crise d’água são coisas que não acontecem em governos do PSDB. Afinal, Geraldo Alckmin tem um governo de segurança pública exemplar. O PCC que o diga, faz tudo na maior segurança.

O Olívio Dutra poderá aprender com Yeda Crusius como ela consegue, mesmo após a conclusão do Operação Rodin, continuar livre, leve e solta.

Lula poderá, enfim, comprar sua reeleição por 200 mil réis ou assumir um filho com alguma jornalista da Globo sem ser molestado. Sempre haverá a chance de aparecer outra Miriam Dutra no conglomerado dos Marinho. Também o Lulinha, como a Luciana Cardoso, poderá viver em paz em algum gabinete do Senado. Não teremos mais os mosqueteiros da ética nas páginas amarelas da Veja simplesmente porque Demóstenes Torres, com todos os petistas no PSDB, não terá mais a quem acusar.

A OAS doou para a campanha da Dilma, a Andrade Gutierrez para Aécio. Com todos do PT no PSDB, a OAS não será criminalizada, gozando da mesma imunidade da Andrade Gutierrez. Uma chapa com Aécio e Dilma, ambos no PSDB, haverá paz para as empreiteiras construírem aeroportos nas terras do Tio Quedo.

Assim, ao mesmo tempo que esvazia o saco de pancadas dos que não tem votos, ganha imunidade para roubar. É o que dizia a própria Folha em editorial, corroborado pela afirmação do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom: “me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o riso de ser preso”.

Com a migração do PT ao PSDB ganham as instituições. Gilmar Mendes tira o traseiro de cima do processo do financiamento público das campanhas e Rodrigo de Grandis volta a trabalhar.

Além da migração em massa ao PSDB, o PT tem outra saída. Fundar um grupo de comunicação, com o modus operandi da RBS e da Rede Globo, ou uma siderúrgica aos moldes da GERDAU.

Também perderá sentido a existência de cabos eleitorais do PSDB no Ministério Público e na Polícia Federal. Os heliPÓpteros poderão, enfim, traficar em paz!

Este parece ser o sonho de uma noite de verão do editorialista da Folha. Claro, as reuniões partidárias do PSDB no Restaurante Fasano, numa mesa com quatro cadeiras, não parecem esvaziadas para a Folha.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

O PT se esvazia

Fruto de seus próprios desvios, partido enfrenta ameaça de defecções entre políticos paulistas e abandono da militância

Hortolândia saiu da eleição estadual de 2014 como último bastião do PT em São Paulo e pode chegar ao pleito municipal de 2016 como símbolo da deterioração do partido.

Distante cerca de 110 km da capital, o município de 212 mil habitantes notabilizou-se no ano passado por dar ao petista Alexandre Padilha sua única vitória sobre o governador Geraldo Alckmin (PSDB), 38,6% a 34,9%. As demais 644 cidades paulistas consagraram o tucano, que se reelegeu no primeiro turno com 57,3% dos votos.

Administrada pelo PT desde 2005, Hortolândia agora aparece numa lista de municípios nos quais políticos da legenda negociam migrar para o PSB, comandado em São Paulo pelo vice-governador Márcio França. Prefeitos e vereadores petistas consideram que assim terão mais chances na disputa do ano que vem, dada a crescente rejeição à sigla.

A fim de dissuadir potenciais desertores, dirigentes do PT têm feito viagens a cidades do interior do Estado. Calculam que, confirmadas as defecções, a agremiação terá até 30% menos prefeituras sob seu controle após a disputa municipal de 2016 –são, atualmente, 68 municípios paulistas.

O desânimo, porém, não acomete apenas quadros do partido; também afeta seus militantes. Basta dizer que, na sexta-feira (22), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou seu discurso na abertura do Congresso Estadual do PT em São Paulo para não ser visto diante de plateia reduzida.

No segundo dia do evento, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, desabafou: "Nunca vi uma reunião do PT tão esvaziada quanto ontem, quando se anunciava que o Lula viria, e tão esvaziada quanto hoje, quando no passado as pessoas disputavam o crachá para estar aqui".

No passado, seria preciso acrescentar, o partido não disputara uma eleição presidencial defendendo suas tradicionais bandeiras somente para arriá-las logo após a vitória. Tampouco estivera no centro dos principais escândalos de corrupção da política nacional.

Não admira, portanto, que cada vez menos gente esteja disposta a manter no peito um crachá do PT, ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas que se comprazem com o próprio antipetismo –embora, neste caso, se registrem exageros, como nos episódios em que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi hostilizado.

Se houve práticas corruptas, estas devem ser julgadas e condenadas pelos órgãos competentes; quanto às mentiras, elas já começam a cobrar seu preço em termos de prestígio e popularidade –uma fatura que o PT dificilmente deixará de pagar diante das urnas.

21/04/2015

A pergunta que não quer calar: por que só o PT?

Filed under: Operação Lava Jato,Por que só PT?,PPPP — Gilmar Crestani @ 9:19 pm
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Políticos de todos os partidos foram citados. Todos os partidos receberam dinheiro das empresas envolvidas na Lava Jato. Contudo, nisso tudo só há uma unimidade. Só vale se for contra o PT. Se a denúncia envolver outro partido, volta-se à prática histórica, ninguém viu, nem sabe, ninguém quer saber.

A perseguição e cerco ao PT pode provocar orgasmo nos onanistas, mas haverá de haver algum momento algum bom senso. Por que será que será que, de todos os citados, apenas os petistas vão presos?! Seria só para comprovar a teoria dos 4 Pês: pretos, putas, pobres e petistas?!

Lava Jato, só o PT é punido? E os outros?

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os procuradores que estão à frente da Operação Lava Jato deverão impor uma multa de R$ 200 milhões ao PT, valor equivalente ao citado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

O objetivo seria criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina". Sem recursos mínimos, o partido não teria meios para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.

O Jornal do Brasil, comprometido com a verdade e com a ampla e irrestrita amplitude da investigação, questiona: onde está o mesmo rigor com os demais partidos e políticos envolvidos na Lava Jato? Onde estão as medidas com relação ao PP? Como anda a investigação com relação ao envolvimento de ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra? O fato de ele já ter falecido minimiza seu suposto envolvimento? Ninguém responde pelos supostos crimes? A forma exageradamente direcionada com que as medidas estão sendo tomadas deixa transparecer um viés de perseguição. Enquanto supostos corruptos são perseguidos, outros são privilegiados. – JB

Os Amigos do Presidente Lula

04/03/2015

E se Fernandinho Beira-Mar emitir nota de esclarecimento?

O Grupo Abril, pela Veja, entende que pode substituir o código penal por Nota de Esclarecimento.  Já pensou se a moda pega. Se todo bandido começar a emitir nota de esclarecimento? Será o enterro do Código Penal. Onde estão os Repórteres Sem Fronteira para denunciar a bandidagem da redação? Cadê a ANJ, a Judith Brito e os beócios do Instituto Millenium?! Todos calados diante da bandidagem da Veja. Quem acoberta bandido é o quê?

A Veja é a mesma que publicou aquela descoberta científica chamada Boimate. Os jornalistas da Veja acreditam no cruzamento do boi com tomate, para que os bifes saiam temperados com “pomodoro” e tomate cheire à boi… Pior do perpetrar esta barbaridade, foram as entrevistas que a Veja fez para dar cunho de legitimidade… E não bastasse isso, Veja incorreu no mesmo erro ao cair na esparrela da Nueva Konigsberg, aquela cidadezinha paraguaia onde todos os moradores eram originários da terra natal de Kant. Só Veja consegue perpetrar cleptojornalismo e ainda ter uma manada a tiracolo.

Se as instituições funcionassem, principalmente o Judiciário, e mais precisamente o STF, estes bandidos não estariam agindo de maneira tão desenvolta. Eles contam com a parceria do Jagunço de Diamantino. Contam também com outros heróis dos golpistas, que montam empresas de lavagem para comprarem apartamento por dez dólares. O exemplo vem de cima. Se quem deveria dar exemplo usa apartamento funcional mesmo após a aposentadoria, monta uma empresa de fachada, Assas JB Corp, fugir do fisco, e ainda vira herói nacional, é porque ainda falta um longo caminho para nos tornarmos civilizados. E a bandidagem das redações, vide Pimenta Neves, agradece.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas?

3 de março de 2015 | 18:48 Autor: Fernando Brito

vejamentiu

Finalmente a Veja, edição Brasília admite a falsidade da matéria publicada no dia 18 de fevereiro e imediatamente desmentida pelo ex-presidente Lula de que estaria sendo organizada uma festa milionária para um inexistente sobrinho seu.

A nota, que você vê aí em cima, tem o título “Erramos”.

Deveria tê-lo “Mentimos”.

E ainda: “e ainda tentamos arrumar algo para continuar a mentir”.

Porque só isso explica porque mandaram o tal Ullisses Campbell, o desqualificado que  se prestou ao papel de inventar a história, para São Paulo, usar de expedientes e falsa identidade para xeretar a casa do irmão de Lula.

A “confissão de erro” da Veja tem o valor moral de um Alberto Youssef.

É algo como aquilo que disse dele o senhor Sérgio Moro: coisa de “bandido profissional”.

Daqueles que sabem que vão ficar impunes.

Porque, depois de 15 dias de estultos que acreditam naquele lixo reproduzindo a notícia, não vai ser o hipócrita “Erramos” que irá reparar o estrago.

Mas seria uma boa a família de Lula mover um processo contra o intrigante da Veja, para ele explicar como a revista bancava e mandava achar criar “provas” do que não existia.

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

27/11/2014

Só a obsessão anti-petista leva Gilmar Mendes a trabalhar

Filed under: Ódio de Classe,Gilmar Mendes,Obsessão,PEC da Bengala,STF,TSE — Gilmar Crestani @ 9:32 am
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A tara de Gilmar Mendes pelo PT é tão grande que inventaram até uma PEC da Bengala para mante-lo em atividade. Não há nada mais obsessivo na história do Poder Judiciário. E a explicação é simples. Sem o PT o PSDB teria ficado, na previsão do Sérgio Motta, 20 anos no poder. Na verdade, são duas as obsessões de Gilmar Mendes que o torna único: o grau de defesa do PSDB é inversamente proporcional aos ódio ao PT. Se isso não for doença então não sei o que é. Diante desta marcha da insensatez a pergunta que não quer calar é se tem exame psiquiátrico para entronar Ministro no STF?

Técnicos do TSE pediram digitalização de contas de Dilma, que Gilmar decide tornar públicas

qua, 26/11/2014 – 15:42

Patricia Faermann

Publicado às 12:23 e atualizado às 15:40

Independente de publicar cópias dos documentos oficiais, TSE divulgou prestação final de contas de todos os candidatos na internet

Toda a documentação de contas de Dilma chega ao TSE

Jornal GGN – A prestação final de contas de campanha da presidente reeleita Dilma Rousseff já foi publicada no endereço eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Não apenas de Dilma, mas o repositório de dados de todos os candidatos à eleição 2014 está disponível para consulta, desde a madrugada desta quarta-feira (26).

Já a decisão de Gilmar Mendes de digitalizar os recibos da campanha da presidente foi uma medida protocolar, acatando a solicitação do grupo de técnicos do TSE que analisam as contas. O pedido visa facilitar o acesso do Ministério Público Federal, dos partidos políticos e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) à documentação formal – cujos dados estão elencados nas planilhas publicadas hoje.

Tanto o MPF quanto os demais órgãos são os responsáveis por entrar com processo de impugnação da candidatura. O prazo de prestação final de contas se encerrou no último dia 25 de novembro. Assim, a qualquer momento será publicado o edital para a abertura do prazo de três dias que esses órgãos têm para eventual impugnação, com base na documentação formal que será digitalizada.

De acordo com o calendário eleitoral, o julgamento das contas e a homologação devem ser proferidos por Gilmar Mendes até o dia 10 de dezembro. Utilizando como justificativa o curto espaço de tempo, a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) – que integra técnicos do próprio TSE, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Receita Federal e do Banco Central do Brasil (Anexo) – encaminhou o seguinte despacho ao ministro Gilmar:

"Solicitamos à Vossa Excelência estudar a possibilidade de autorizar que os autos da prestação de contas estejam disponíveis fisicamente nas dependências desta Assessoria para consulta dos agentes elencados no art. 43 da Resolução TSE nº 23.406/2014, evitando-se, assim, retardo no exame da prestação de contas. Outrossim, solicitamos autorização para que todos os documentos físicos entregues na prestação de contas sejam digitalizados pela Secretaria de Gestão de Informações deste Tribunal, a fim de proporcionar maior agilidade na análise da documentação da prestação de contas".

Contrariando as repercussões positivas pela imprensa da decisão, Gilmar Mendes apenas acatou o pedido, nesta terça (25).

Entretanto, foi além.

A assessoria de imprensa do TSE esclareceu ao Jornal GGN que a digitalização não ultrapassa simples protocolos internos, uma vez que o pedido e a intenção pressupunham disponibilizar os dados ao MPF, à OAB e partidos políticos. "Essa documentação não é para vocês, jornalistas", explicou a assessoria, lembrando que as informações da prestação final de contas já estão no TSE.

Por outro lado, a decisão de Gilmar não mirava, apenas, os órgãos responsáveis: "autorizo a digitalização na forma solicitada e determino seja disponibilizado o arquivo eletrônico dos autos no sítio deste Tribunal Superior, na Internet, para que seja dada imediata e ampla publicidade às contas prestadas", decidiu.

Não existe fundamentação na legislação eleitoral para determinar as condições em que a digitalização das contas de campanha são permitidas. Mas, de acordo com a resolução n° 23.406, sobre a arrecadação e os gastos de recursos e prestação de contas, solicitações como essa cabem ao ministro relator do processo de análise. Compete ao relator, por exemplo, determinar a quebra de sigilos fiscal e bancário, solicitar a realização de diligências, designar servidores da Justiça Eleitoral para fiscalizar a arrecadação e aplicação de recursos, entre outras funções.

Por isso, no caso das contas da campanha de Aécio Neves (PSDB) à presidência, a ministra do TSE Maria Thereza Rocha de Assis Moura, relatora da prestação de contas do então candidato, é quem deveria solicitar a digitalização – o que não foi feito. Não é, dessa forma, uma demanda padrão a todos que concorreram ao segundo turno das eleições 2014.

Independentemente disso, as informações sobre receitas e despesas de todas as campanhas eleitorais do primeiro turno estavam disponíveis desde o dia 4 de novembro. Mas a prestação final de contas do segundo turno foi apresentada até ontem (25) à Justiça Eleitoral. A partir de hoje, esses dados podem ser conferidos no Repositório de Dados Eleitorais e na Consulta de Prestação de Contas Eleitorais.

Arquivo

Ícone application/pdfAcompanhamento Processo Contas de Dilma TSE

Ícone application/pdfTSE integra técnicos do TCU, Receita e Bacen

Ícone application/pdf

Técnicos do TSE pediram digitalização de contas de Dilma, que Gilmar decide tornar públicas | GGN

13/11/2014

Proximidade do Paraná com Paraguai explica

Filed under: Golpismo,Golpistas,Paraguai,Paraná — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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Nestas horas me vem à lembrança o hit do Língua de Trapo:

Ponte da Amizade, onde tudo pode
Pó de cocaína , pó de guaraná.
Ponte da Amizade onde tudo passa,
Caminhão e Kombi, Brasilia e Passat

Contrabando vem, Contabando vai
A gente vai levando, carregando tudo
Lá do Paraguai.

Delegados da Lava Jato atacam PT na internet

:

Durante a campanha eleitoral, perfis de policiais da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, que atuam na operação que investiga o esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef, chamaram o ex-presidente Lula de ‘anta’ e compartilharam reportagens a favor do então candidato tucano Aécio Neves; revelação, da jornalista Julia Dualibi, aponta politização da Operação Lava-Jato; ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, poderá tomar medidas disciplinares

13 de Novembro de 2014 às 05:17

247 – Delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, que atuam na Operação Lava Jato, que investiga o esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef, usaram as redes sociais para exaltar o tucano Aécio Neves e atacar o PT.

O delegado Marcio Anselmo, coordenador da Operação, por exemplo, escreveu: “Alguém segura essa anta, por favor", em uma notícia cujo título era: "Lula compara o PT a Jesus Cristo".

Em outros trechos divulgados em reportagem de Julia Dualibi, no Facebook, os delegados compartilharam propaganda eleitoral do então candidato tucano com o conteúdo da delação premiada de Youssef, que teria acusado Dilma e Lula de conivência com os desvios.

Eles também repassaram notícias sobre o depoimento à Justiça de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, dizendo que o PT recebia 3% do valor de contratos supostamente superfaturados.

Um deles, o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, participa de um grupo chamado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma coberta por uma faixa vermelha de "Fora, PT!". Ele também compartilhou um link da revista inglesa The Economist que defendia voto em Aécio e outras propagandas eleitorais do tucano.

A postura foi contestada por especialistas. Segundo o professor de Direito Administrativo Floriano Azevedo Marques, da USP, o servidor não pode se valer de informações sigilosas para fazer suas manifestações: “não convém que (o delegado) repercuta informações sobre a investigação que está conduzindo” (leia mais).

13/10/2014

Xico Sá, cabra marcado pra morrer

Liberdade de expre$$ão made in Folha. Eliane Cantanhêde faz campanha diuturnamente contra o PT. Disseminou a febre da febre amarela, criou o caos aéreo, e o ‪#‎naovaitercopa‬. A Folha nunca pôs reparo, simplesmente porque ela é casada com Gilnei Rampazzo, que cuidas das campanhas do PSDB paulista, partido do qual Judith Brito (da ANJ) se perfilou para fazer oposição. Bem diferente em relação ao Xico Sá, colunista de longa data, e um dos participantes do programa Extraordinários no Sportv, que foi posto pra rua porque ousou divergir e apoiar Dilma.

O Instituto Millenium não perdoa dissidência e trata os divergentes como desertores.
Não sei se isso ajuda a mudar alguma coisa, mas a luta não é só contra o que Aécio representa, mas a favor da diversidade de opiniões, à liberdade de expressão.  Todo dia um jornalista deserda das redações, solta os grilhões que os patrões os prendem e voltam para os braços do povo. O ódio de classe com que as cinco famiglias (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) tratam seus subordinados está por acabar. Como se pode ver, falta uma Lei Áurea para jornalista que não é puxa-saco do patrão.

Proibido de apoiar Dilma, Xico Sá deixa a Folha

:

Um dos mais veteranos colunistas da Folha, o jornalista Xico Sá deixou o jornal após ser impedido de publicar artigo em que declarava seu apoio à presidente Dilma Rousseff; em email ao 247, o editor-executivo da Folha, Sergio Dávila, confirmou a saída; "Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos"; Xico Sá declarou seu voto em Dilma no Twitter, no sábado, e criticou a "imprensa burguesa"; "Pq não investigar todos?", questionou

13 de Outubro de 2014 às 17:48

247 – O jornalista e escritor Xico Sá pediu demissão da Folha de S. Paulo depois de ter tido um artigo vetado pelo jornal. Na coluna, que seria publicada no sábado 11, no caderno Esporte, ele declarava seu voto na presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. A informação foi confirmada ao 247 nesta tarde pelo editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila. Leia abaixo seu email:

Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos. Se quiserem, podem escrever artigo em que revelam seu voto e defendem candidatura na pág. A3 da Folha. Esta opção foi dada a Xico Sá, que recusou a oferta.

No sábado, Xico Sá disparou ataques contra o que chamou de "imprensa burguesa" e contra o candidato Aécio Neves (PSDB) em sua página no Twitter. Ele também declarou seu voto em Dilma na rede social.

"Phoda-se o PT, a merda é q ñ há a mínima manchete contra os outros. ai tá a putaria jornalística e eu,lá de dentro, sei cuma funciona", escreveu Xico Sá no Twitter. "Amo encher a boca e dizer IMPRENSA BURGUESA. é q só há um lado a fuder, nisso é desonesta, escrota, fdp. P q ñ investigar todos?", questionou em seguida.

"Nego acha q por trabalhar na imprensa burguesa desde os 18 anos ñ posso ser contra a orientação política dos chefes. oxi,ai q devo ser mesmo. um dia ainda vou contar tudo q a imprensa ñ deixa sair se for contra a orientação política dos grandes jornais. só podem os reinaldões etc", ameaçou, citando o colunista Reinaldo Azevedo, de Veja.

Sobre as eleições, publicou: "façam bonito, vcs são do jogo, mas o governo brasileiro foi muito importante para o meu povo e eu estou com meu povo. Dilma é foda!!!". E ainda: "se fosse votar por vcs burguês era Aécio até o talo; mas cuma prefiro votar pelo meu povo da porra e q necessita, é Dilma, carajo". Xico Sá criticou Aécio e perguntou: "na boa, do fundo del corazón, cuma alguém pode em Aécio? juro q não vou julga-lo por nenhuma das 50 escrotidões q poderia julgá-lo".

xico sá ha retwitteado

xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

O sol de Kafka nas bancas de revistas #Copacabana http://instagram.com/p/uGN-d2n9Xr/

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

O gênio Nezinho do Jegue, diga-se, viva Dias Gomes, maravilhoso comuna da Bahia e do mundo

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

meu desabafo gonzo-político ficou algo entre o Nezinho do Jegue(o Bem Amado) e um Bakunin sincero de várzea. A tal da gota d’água, seu Chico

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  13 h Hace 13 horas

@tainanogueira_: hoje maior preocupação que quero ter é: escolher entre biquini de florzinha ou de arco-iris” aí sim, preocupação decente

xico sá @xicosa ·  23 h Hace 23 horas

da série "como pude": como pude perder a farra da Chiquita no Círio de Nazaré,a maior festa sacro-profana desde a Roma Antiga

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  24 h Hace 24 horas

Um espectro ronda min’alma, o espectro do brizolismo

xico sá ha retwitteado

Tupinambánarquista @NaTransversal ·  24 h Hace 24 horas

Queria só dizer uma coisa: analisem os mapas de votos nulos, queridos, surpreendam-se que quem cansou de votar é… http://fb.me/1DofsKUJT

Proibido de apoiar Dilma, Xico Sá deixa a Folha | Brasil 24/7

01/09/2014

Instituto Millenium acusa, julga e condena Poder Judiciário

Foi mais rápido do que eu pensava. Chegou o dia em que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium dispensam a intermediação do Poder Judiciário nos conflitos sociais. A velha mídia tomou para si o papel de polícia, promotora, defesa e juiz. Por isso pode desde logo botar o Poder Judiciário contra a parece e baixar a sentença: condenado. A pergunta que não quer calar é porque estes mesmos veículos não se juntaram para denunciar a censura na ditadura? Claro, foram eles os responsáveis pela implantação da ditadura. Conviveram pacificamente com a ditadura. Tanto que a ditadura para a Folha foi ditabranda.

Não contentes e ditarem que pode falar e quem deve silenciar, agora também querem julgar.

Ou a democracia acaba com o entulho da ditadura das cinco irmãs (Abril, Folha, Estado, Globo & RBS) ou elas ainda vão reimplantar a ditadura.  A RBS, em franca decadência, sobrevive por aparelhos: aparelhos ideológicos… Graças a finanCIAdores, a RBS sobrevive vendendo vinho (wine), especulação imobiliária (Nex Group), eventos (Engage Eventos).  Para consolidar o poder desova, todos os anos, agentes para se infiltrarem no poder público para drenarem recursos para a RBS. Foi assim com Antonio Britto, que deu de mão beijada a CRT para a RBS. Com Yeda o negócio foi outro, tentou mas não conseguiu: transferir o Asilo Padre Cacique para a RBS construir um amplo complexo imobiliário. Depois, tentou derrotar o Inter com a Andrade Gutierrez para poder se aliar a um grupo de empresários gaúchos para construir um shopping e um complexo hoteleiro. Deram com os burro n’água.

Aí a RBS vende dois gatos por lebre numa única tacada: Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Conta com os dois e senso de manada que por vezes ataca o povo bovino gaúcho para voltar a controlar os cofres públicos gaúchos. Será a chance de sobreviver. Se a funcionária não vencer o Piratini, a RBS vai virar uma grande loja vendedora de vinhos. Tão falsos quanto o noticiário de sexta que ela vende no domingo.

Me apontem uma única pessoa inteligente que ainda assina Zero Hora?

A “liberdade de expressão” da grande imprensa nas eleições

seg, 01/09/2014 – 17:46

Atualizado em 01/09/2014 – 17:46

Patricia Faermann

Jornal GGN – Folha, Estadão, Uol, Zero Hora, Gazeta do Povo, Google, Ibope e Datafolha uniram-se para lançar um portal que monitora processos judiciais contra publicações da imprensa sobre candidatos às eleições de 2014. A ideia original e, em um primeiro momento, de interesse público busca mostrar a censura judicial praticada por candidatos, de acordo com partidos e regiões brasileiras, tornando-se um censo e mapeamento de postulantes aos cargos representativos que bloqueiam a ampla e livre divulgação das informações que os eleitores têm o direito de saber.

Entretanto, os únicos veículos de comunicação que podem fazer o registro das ações sofridas são os parceiros, acima descritos, ou seja, restrito à grande imprensa. A ideia passa a ser, portanto, fazer um balanço das tentativas de bloqueio de informações da grande mídia.

"Os casos de censura judicial aumentam durante o período de eleições, quando candidatos tentam evitar que portais, redes sociais, blogs e publicações on-line noticiem informações que consideram negativas a suas candidaturas", informa a abertura da nota oficial do projeto "Eleição Transparente", uma contradição ao que de fato ocorre.

A base de dados é fornecida e atualizada diariamente pelas empresas, que se cadastram e preenchem um formulário com detalhes sobre a notificação judicial. Mas os nomes desses meios de comunicação não são divulgados na plataforma do projeto.

"Quem alimenta a base de dados são representantes legais de empresas que foram intimadas pela Justiça Eleitoral por causa de publicação de informações", é a explicação. "O portal Eleição Transparente é organizado pela Abraji com a ajuda de empresas de mídia e tecnologia que costumam ser alvos de processos de supressão de informações em período eleitoral", diz outra descrição sobre o projeto.

O segundo ponto em observação é que os únicos candidatos a presidência apresentados pela plataforma que entraram com processo contra a divulgação de informações, até o dia de hoje (01), são Luciana Genro (PSOL) e Dilma Rousseff (PT). Aécio Neves, candidato pelo PSDB, que possui, no mínimo, duas ações contra o Google, não consta no monitor. A ausência de um dos processos poderia ser explicado pelo fato tramitar em segredo de Justiça – informação esta que deveria estar exposta na plataforma.

O Jornal GGN entrou em contato com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativa (Abraji), a responsável por reunir as empresas e consolidar o projeto, para verificar o motivo. Enviamos o seguinte email a José Roberto de Toledo, jornalista do Estadão e presidente da Abraji:

"Olá, Toledo.

Estava conversando com Laury Bueno, que me tirou algumas dúvidas sobre o projeto ‘Eleição Transparente’. Em primeiro lugar, parabéns pela iniciativa.

Mas tive uma dúvida com relação a ações de candidatos que correm em segredo de justiça. Laury me respondeu que esses processos não são inseridos no sistema pelas empresas parceiras.

Entendo o teor do sigilo, mas questionei se omitir essas ações, mesmo que sem apresentar detalhes (apenas divulgando os nomes das partes, por exemplo), não seria ir na contramão do projeto, que busca deixar transparente as tentativas de censura.

Ele me passou o seu contato e agradeceria se pudesse me fornecer um posicionamento.

Obrigada, e aguardo o retorno".

A Abraji não respondeu ao questionamento de se omitir ações em segredo de Justiça, e enviou o seguinte posicionamento:

"Se não acreditássemos que o projeto ajudaria a medir o volume e dar publicidade aos casos, obviamente, não teríamos nos dado ao trabalho de fazê-lo. O site dá o link para o repórter minimamente investido no assunto ler tudo sobre o processo no próprio site da justiça eleitoral: não só ver do que se trata, mas também ter um acompanhamento em tempo real do seu andamento. Tudo a um clique de distância. Se isso é ir na contramão da transparência, eu gostaria de saber o que é a mão.

Atenciosamente

Jose Roberto de Toledo".

Ainda assim, outra ação de Aécio Neves (PSDB) contra o Google e uma contra o Facebook não estão em sigilo e não constam no portal.

A fim de entender a ajuda de "medir o volume e dar publicidade aos casos", o Jornal GGN testou a plataforma e pesquisou as ações sofridas pela empresa Folha da Manhã S/A, do jornal Folha de S. Paulo. O grupo tem 2 processos, um pelo PSB e outro não especificado o partido. Quando clicado, o cargo do candidato também não foi especificado. Quando a ação é acessada, verifica-se que o processo é da coligação Juntos com o Povo, liderada pelo PSDB, com PSD, PSB, PP, SD, PRB, PSC, PTB, PPS, PEN, PMN, PTC, PSDC, PTDOB, PRP.

Ainda que a ação de Aécio Neves não estivesse em sigilo, seu nome ainda poderia não aparecer na lista de candidatos, por se utilizar da coligação ou nome do partido em ações judiciais, como foi o caso da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5136 contra a Lei Geral da Copa, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. O processo foi protocolado em nome do partido, e não do candidato.

Mais uma curiosidade sobre a plataforma: os dados são compilados e visualizados por Partido, Cargo, Candidato, Empresa ou por Unidade Federativa. Neste último, logo verifica-se que o balanço é imparcial, uma vez que a maioria das publicações concentram-se na região sul e sudeste.

Como informado por José Roberto de Toledo, o objetivo da publicidade será alcançado. Da liberdade de expressão, não.

A “liberdade de expressão” da grande imprensa nas eleições | GGN

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