Ficha Corrida

28/06/2014

Puteiro global

 

Huck indigna governo e faz Globo ser denunciada

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Emissora dos Marinho foi denunciada pelo crime de exploração sexual depois que o apresentador Luciano Huck fez uma ação nas redes sociais oferecendo brasileiras aos "príncipes encantados gringos"; ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário cobrou retratação por difundir que mulheres brasileiras estão disponíveis para estrangeiros; denúncia já foi protocolada no Ministério Público

27 de Junho de 2014 às 18:45

247 – Uma campanha promovida pelo apresentador Luciano Huck, da Globo, que incentiva mulheres brasileiras a conquistarem "gringos" que estão no País para a Copa do Mundo, causou grande polêmica nas redes sociais. Agora, o caso chegou à esfera judicial. Os blogs O Cafezinho, de Miguel do Rosário, e Megacidadania denunciaram a emissora por crime de exploração sexual.

"Ta no Rio? Solteira? Quer 1 principe encantado entre os ‘gringos’ q estão na cidade. Mande fotos e o pq; namoradaparagringo@globomail.com ", tuitou Luciano Huck na última terça-feira 24. "Está claro que a Globo cometeu um crime grave", escreve Miguel do Rosário, em seu blog. "A campanha teria que ser feita para homem, mulher e homossexuais. Se se trata de ‘amor’, por que só mulheres com ‘gringos’? Por que não homens com ‘gringas’? É muito estranho!", acrescentou.

A campanha também foi motivo de críticas pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos. "Espera-se da Globo o q Adidas teve q fazer: retratar-se pela absurda ideia d q toda mulher e menina do Br está disponível pra qquer gringo", escreveu no Twitter. "Tem q avisar comunicador da Globo q brasileiras sonham e realizam mais em suas vidas do q ele pensa:estudam, trabalham e até dirigem o país", criticou ainda.

Ao portal UOL, a Rede Globo, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que é contra qualquer tipo de violência. "O apresentador Luciano Huck, assim como toda a equipe de seu programa, é contra qualquer tipo de violência e sempre apoiou campanhas contra a exploração sexual de mulheres. A mensagem postada nas redes sociais de Luciano Huck se refere a um quadro já produzido outras vezes pelo ‘Caldeirão’ e, por outros programas com o intuito de promover o encontro entre pessoas, sejam elas brasileiras ou não. A nova edição do quadro é um projeto em estudo, que sequer está em produção, assim como outras iniciativas internas do programa", disse a emissora em um comunicado.

Leia abaixo o post do Cafezinho sobre o assunto:

Globo é denunciada no Ministério Público por crime de exploração sexual
Os blogs O cafezinho e Megacidadania registraram denúncia no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, contra a Globo, por crime de exploração sexual.

Clique aqui para você também fazer uma denúncia.

O crime é particularmente grave porque a Globo quis tirar proveito financeiro, de forma espúria, de um evento internacional, em que o Estado brasileiro mobilizou uma imensa estrutura pública para atrair estrangeiros de todo planeta.

Está claro que a Globo cometeu um crime grave.

O governo faz campanhas caríssimas para combater o tráfico internacional de mulheres, uma das maiores barbaridades do nosso século, e a Globo inicia uma campanha obscura, sinistra, para que jovens do Rio mandem um email com fotos de seus corpos para conhecer "gringos"?

Uma coisa assim teria que ser muito transparente. E jamais poderia ser feita por uma empresa que aufere a maior parte de seus lucros de uma concessão pública.

E que tem o direito exclusivo de transmissão dos jogos da Copa do Mundo!

A campanha teria que ser feita para homem, mulher e homossexuais. Se se trata de "amor", por que só mulheres com "gringos"? Por que não homens com "gringas"?

É muito estranho!

Texto da nossa denúncia:

Descrição:
Devassidão de Huck [TvGlobo] vulgariza o Brasil. Diante de campanha divulgada por Luciano Huck da Rede Globo em redes sociais (facebook e twitter), e no site da própria empresa e que tinha nítido caráter de incentivar, estimular, tirar proveito, induzir, atrair, facilitar, a lascívia da mulher, é momento de mostrar ao mundo que o Brasil recrimina o turismo sexual. Demais argumentos bem como comprovação da divulgação (cópia da mensagem nas redes sociais e site) é só acessar aqui.

Solicitação:
QUE A LEI SEJA APLICADA O Ministério Público tem a obrigação constitucional de abrir imediatamente procedimento contra a Rede Globo. TIPIFICAÇÃO: Do Lenocínio e do Tráfico de Pessoa para Fim de Prostituição ou Outra Forma de Exploração Sexual

Abaixo, a foto do cadastro de nossa denúncia no Ministério Público.

Os tuítes da deputada Maria do Rosário sobre a campanha:

E os posts de Luciano Huck:

Huck indigna governo e faz Globo ser denunciada | Brasil 24/7

24/04/2014

Millenium: de puteiro à putaria

A transformação camaleônica do Millenium, de puteiro a instituto, foi contada, ainda em 2010, pelo  Gilberto Maringoni. Daqueles tempos à esta época, a casa de tolerância foi tolerante com os seus e intolerante com os adversários. Como não podia deixar de ser, reúne a fina flor dos apoiadores da ditadura: RBS, Globo, Folha, Estadão & Abril.

Millenium: o mapa da mídia

24 de abril de 2014 | 08:30 Autor: Fernando Brito

milleniummapa

Meu bom amigo Antonio Mello, depois de um tempo de recarga de energia, reativa seu blog em grande estilo, com um precioso mapa das conexões do Instituto Millenium, núcleo de interferência da direita e do grande capital na mídia brasileira.

(Dentro do post há uma versão clicável, que se amplia.)

Por mais que a gente saiba das ramificações empresariais e midiáticas deste think tank conservador, impressiona o volume e a interconexão entre eles.

O mais curioso é que o Ibad do século 21, com todos os seus altares liberais ainda funciona, em parte, com dinheiro público, porque as doações que recebe para investir contra o Estado são dedutíveis do Imposto de Renda, à medida em que é classificada como Organização de Interesse Público.

Mas, claro, tudo ali é “limpinho”, exceto o Brasil, que é um traste. Nós é que somos os blogueiros “sujos”, financiados com verba pública, mesmo que dela não receba um centavo.

millenium2
Mídia corporativa e Instituto Millenium, aliados dos EUA, usam
‘indignados úteis’ para transformar o Brasil numa nova Venezuela

Antonio Mello

Quando se fala em Lei de Meios; quando se faz o programa Mais Médicos trazendo médicos do exterior, em sua grande maioria de Cuba, para realizar trabalhos em áreas em que nossos médicos brasileiros se recusam a trabalhar; quando se participa ativamente do Mercosul e se toma atitudes independentes dos EUA, como a crítica severa – o verdadeiro pito – que a presidenta Dilma passou no presidente Obama, a respeito da espionagem estadunidense; quando o governo age desse modo, a mídia corporativa o acusa de estar “Venezuelando” o Brasil.

Mas quem está querendo transformar o Brasil numa Venezuela (não no que o chavismo e a revolução bolivariana trouxeram de positivo para aquele país – fim do analfabetismo, assistência médica, participação popular no governo, fim da subserviência aos EUA ), quem está querendo fazer a venezuelização do Brasil é a mídia corporativa, que estimula diariamente o preconceito – evidenciado na reação dos médicos brasileiros à importação de estrangeiros pelo programa Mais Médicos -, a ocupação dos antigos espaços nobres pelos emergentes, essa “gente diferenciada” que tomou de vez aeroportos, shoppings, restaurantes, antes frequentados apenas pelos que em geral têm como medida de suas vidas os EUA, e que hoje se ressentem da dificuldade de encontrar mão de obra barata, ou até em condições análogas à de escravidão…

A partir do Instituto Millenium, eles estão montando seus exércitos com pistoleiros, antigos e recém recrutados (não vou citar nomes, pois todos sabem quem são eles) para diariamente disparar contra o governo.

Basta visitar a página de comentários de qualquer um desses recrutas, soldados ou oficiais do porcalismo (palavra divulgada por este blog – sorry, o diabo é sábio não porque é diabo, mas porque é velho…) vendidos para ver o efeito devastador que causam na cabeça daqueles que chamo, desde 2005, de “indignados úteis” (leia abaixo postagem de 2006 sobre eles), zumbis ressentidos, que se alimentam de ódio e recalque diante do empoderamento de milhões de brasileiros.

Continue lendo no Blog do Mello

Millenium: o mapa da mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

16/09/2013

ObsCenas

Filed under: Gilmar Mendes,Merval Pereira,Putaria Mafiomidiática — Gilmar Crestani @ 8:25 am
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Relações promíscuas

SQN

08/06/2013

Veja acumula lixo tóxico

Filed under: InVeja,Putaria Mafiomidiática,Veja — Gilmar Crestani @ 11:58 am
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Veja condenada por ofensa a professor de História

Enviado por luisnassif, sab, 08/06/2013 – 10:41

Por Charles Leonel Bakalarczyk

Merece destaque a decisão da Justiça gaúcha que condenou a Revista Veja, da Editora Abri, e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira a indenizar, por danos morais, no valor de R$ 80 mil, a um professor de História do Colégio Anchieta, situado em Porto Alegre.

O dano moral em liça emergiu da veiculação pela Veja, edição nº 2074, da matéria "Prontos para o Século XIX". Segundo a sentença de 1ª instância, confirma pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, a reportagem produzida pelas jornalistas descontextualizou e distorceu fatos, expondo aos leitores, de forma irônica, que educadores e instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.

A magistrada entendeu que a revista Veja pressupõe equivocadamente que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo em sala de aula. Também disse que a matéria agride ao concluir que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe.

A sentença, confirmada pelos desembargadores da 10ª Câmara Cível  do TJ/RS, ainda identifica que o texto das jornalistas ofendeu a honra do professor ao qualificá-lo, de forma pejorativa, como esquerdista, sem a sua autorização, de modo a extrapolar os limites da liberdade de imprensa.

Confiram a nota produzida pela assessoria de imprensa do TJ/RS:

Do TJ/RS

Revista de circulação nacional indenizará professor da Capital

Por veicular reportagem cujos fatos foram descontextualizados e distorcidos, a Editora Abril S/A e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira terão que indenizar um Professor de História de Porto Alegre, em R$ 80 mil, de forma solidária. A decisão da 10ª Câmara Cível do TJRS confirma sentença de 1° Grau, mantendo também a obrigação dos réus de publicar na revista Veja o teor da decisão da Juíza Laura de Borba Maciel Fleck.

Caso

Professor de História do Colégio Anchieta, na Capital, ajuizou ação indenizatória por danos morais em desfavor da Editora Abril S/A e das jornalistas autoras da reportagem intitulada "Prontos para o Século XIX", divulgada pela revista Veja nº 2074.  De acordo com o autor, a publicação teve o objetivo de expor ao leitor, de forma irônica, que os educadores e as instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.

Ele destacou um trecho da publicação:

"Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: ‘Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?’. Respondem os alunos: ‘A máquina’. Indaga, mais uma vez, o professor: ‘Quem são os donos das máquinas?’. E os estudantes: ‘Os empresários!’. É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: ‘Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso’. Fim de aula".

De acordo com o autor, a reportagem distorceu fatos ocorridos em sala de aula, o que foi expressado em tom ofensivo e permeada de generalização infundada. Mencionou que as rés fizeram afirmações gratuitas e levianas, tornando o autor uma espécie de “ícone” representativo de uma classe de profissionais ignorantes, despreparados.

Citados, as rés sustentaram que a equipe da revista foi autorizada a assistir aulas nas duas escolas citadas na matéria, assim como fotografar e divulgar os nomes dos professores. Alegaram que a gravação da aula demonstra os ensinamentos do autor em sala de aula, indo ao encontro com o entendimento de que não se observa neutralidade política na aula ministrada pelo autor.

1° Grau

Para a Juíza Laura Fleck, a publicação deixou de registrar que o professor ministrava aula sobre a Revolução Industrial, Século XVIII, estabelecendo relações entre o passado e o presente, a fim de estimular a atenção e o raciocínio dos alunos. "Forçou, a reportagem, ao afirmar a ideologia política do autor e estereotipá-lo como esquerdista por conta de seu método de ensino, desconsiderando os seus mais de 15 anos como professor e a tradição da escola, transpondo a fronteira da veracidade e da informação", afirmou a magistrada.

"Tenho que o conteúdo da matéria jornalística, além de ácido, áspero e duro, evidencia a prática ilícita contra a honra subjetiva do ofendido. A reportagem, a partir do momento que qualifica o autor como esquerdista, com viés, de resto, pejorativo, sem a autorização do demandante, extrapola os limites da liberdade de imprensa", ressaltou a julgadora.

"A revista está pressupondo que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo na escola. Da mesma forma, a publicação é agressiva ao afirmar que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe, induzindo o leitor a entender que o autor deve ser incluindo como este tipo de profissional", completou a Juíza, que fixou a indenização a título de danos morais em R$ 80 mil. A quantia vai acrescida de correção monetária pelo IGP-M a contar da publicação da sentença e de juros de mora de 1% ao mês incidentes a partir do evento danoso (20/08/08).

Condenou os réus, solidariamente, a publicarem na revista "Veja", sem qualquer custo para o autor, a sentença condenatória. A decisão é do dia 31/10/12.

Recurso

As partes recorreram ao TJ. O autor da ação buscou a majoração do valor da indenização por dano moral e os demandados defenderam a reversão completa da decisão proferida.

Ao analisar a apelação, o Relator, Desembargador Marcelo Cezar Müller, enfatizou que o direito de informação pode ser livremente exercido, mas sem necessidade de ofensa ao direito do professor, no caso, do autor da ação. "Contudo, na hipótese, a ofensa não era necessária e em nada contribuía para a apresentação do tema de forma clara e consistente ao público. Referiu-se o nome do professor de maneira a extrapolar o exercício regular de um direito. Isso porque uma parte da aula, que possuía um contexto, foi destacado e inserido na reportagem. Esse modo de apresentar o tema, em relação ao autor, escapou da completa veracidade do fato", avaliou o relator. "Existiu o excesso, sem qualquer necessidade, que não era requisito para ser exercido plenamente o direito de informar", completou o Desembargador.

O relator afastou a condenação referente à publicação da sentença condenatória na Veja, mas teve o voto vencido nessa questão. O Desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana divergiu do relator, e votou por manter a condenação também neste tópico. Ele foi acompanhado pelo Desembargador Paulo Roberto Lessa Franz.

Apelação Cível 70052858230

EXPEDIENTE

Texto: Janine Souza
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br

Veja condenada por ofensa a professor de História | Brasilianas.Org

01/02/2013

Putaria à moda da casa

O incesto entre Merval e Ayres Britto

Eu concordo com o patrão mais do que você!

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, no Blog do Nassif:

O livro de Merval com prefácio de Ayres Britto

Enviado por luisnassif, sex, 01/02/2013 – 07:28
Por Marco Antonio L.
Do Diário do Centro do Mundo
A relação incestuosa entre a mídia e o judiciário
Paulo Nogueira
O livro Mensalão, de Merval Pereira, traz um prefácio de Ayres Britto, por incrível que pareça.
O pior livro de 2013 está prestes a ser lançado: Mensalão, de Merval Pereira.
Cuidado, pois.
Tratando-se de Merval, não poderia ser outra coisa que não a reunião de seus artigos maçantes e previsíveis ao longo do julgamento. Conteúdo novo? Talvez na próxima.
O livro é importante, não obstante.
Ele mostra a relação incestuosa entre a Globo (e a grande mídia) e o STF. O prefácio é de Ayres Britto, que presidia o Supremo durante o Mensalão.
Pode? Pode. É legal? É. É eticamente aceitável? Não.
O pudor deveria impedir o conúbio literário entre Merval e Britto.
Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem amoral, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.
Ali estava já a sentença de Gilmar.
A decência e o interesse público mandam distância entre os dois poderes, a mídia e a justiça. Na Inglaterra, se o juiz Brian Leveson, que comandou as discussões sobre a mídia e seus limites, confraternizar com um jornalista, a carreira de ambos estará encerrada.
No Brasil, é pena, isso não é bem assim.
Conheço Merval há anos. Quando eu começava carreira na Veja, ele foi, durante algum tempo, editor da seção de Brasil. Não virou manchete, porque não tinha elegância ao escrever, o que naquela época era um requisito na Veja.
De lá voltou a seu habitat, o Rio. Seu tento mais espetacular, nestes anos todos de regresso ao Rio, foi ter matado Hugo Chávez numa coluna que, não gozasse ele da imunidade de porta-voz do patrão, podia ter lhe custado a mensalidade que recebe. Seu mensalão, enfim.
Reencontrei-o quando fui integrante do Conedit, Conselho Editorial das Organizações Globo.
Rapidamente, nas reuniões semanais de terça-feira no Jardim Botânico, me impressionei com Merval e Ali Kamel.
Não pelo talento, não pelo brilho. Mas pela capacidade de reproduzir, alguns tons acima, tudo que a família Marinho pensava. Pareciam competir entre si, como se dissessem: “Eu concordo com o João mais do que você!” (Acho graça quando atribuem poder ideológico a Kamel: se seu patrão fosse progressista, ele seria progressista e meio.)
Aquilo evidentemente me incomodou. Uma vez, depois de uma reunião, fui almoçar com Luiz Eduardo Vasconcellos, sobrinho de Roberto Marinho, acionista minoritário do Globo e integrante do Conselho Editorial.
O cardápio, olhando para trás, foi suicida, para mim. Disse a Luiz Eduardo, um bom sujeito, aliás, que me chamava a atenção na reunião o fato de todos os participantes repetirem, basicamente, as ideias da família Marinho.
Onde alguma diversidade, onde algum esboço de pluralismo?
Alguns macaqueavam mais discretamente, outros com exuberância e estridência retórica. Era este o caso de Merval e de Kamel. Minha solidão naquele grupo era imensa, era universal, e não apenas por eu ser de São Paulo.
Merval, em seus artigos, se coloca como um Catão. Talvez um dia nosso Catão possa vir à luz do sol para explicar por que, trabalhando há tantos anos para todas as mídia da Globo, é um PJ – um artifício pelo qual ele e seu empregador pagam menos impostos do que deveriam, e ainda se concedem o direito de fazer sermões sobre moral.

O incesto entre Merval e Ayres Britto | Conversa Afiada

15/01/2013

Com vocês, o puteiro do Millenium

Filed under: A$$oCIAdos,Instituto Millenium,Putaria Mafiomidiática — Gilmar Crestani @ 9:50 pm

Instituto Millenium reúne só gente que odeia gente, mas ama ver a dita dura!

Saudades de 1964: A nova direita

Por Leandro Fortes, na revista CartaCapital:

Em 1º de março de 2010, uma reunião de milionários em luxuoso hotel de São Paulo foi festejada pela mídia nacional como o início de uma nova etapa na luta da civilização ocidental contra o ateísmo comunista e a subversão dos valores cristãos. Autodenominado 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, o evento teve como anfitriões três dos maiores grupos de mídia nacional: Roberto Civita, dono da Editora Abril, Otávio Frias Filho, da Folha de S.Paulo, e Roberto Irineu Marinho, da Globo.
O evento, que cobrou dos participantes uma taxa de 500 reais, foi uma das primeiras manifestações do Instituto Millenium, organização muito semelhante ao Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), um dos fomentadores do golpe de 1964. Como o Ipes de quase 50 anos atrás, o Millenium funda seus princípios na liberdade dos mercados e no medo do "avanço do comunismo", hoje personificado nos movimentos bolivarianos de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Muitos de seus integrantes atuais engrossaram as marchas da família nos anos 60 e sustentaram a ditadura. Outros tantos, mais jovens, construíram carreiras, principalmente na mídia, e ganharam dinheiro com um discurso tosco de criminalização da esquerda, dos movimentos sociais, de minorias e contra qualquer política social, do Bolsa Família às cotas nas universidades.
Há muitos comediantes no grupo. No seminário de 2010, o "democrata" Arnaldo Jabor arrancou aplausos da plateia ao bradar: "A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo?" Isso, como? A resposta é tão clara como a pergunta: com um golpe. No mesmo evento brilhou Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta. Como se verá ao longo deste texto, há um traço comum entre vários "especialistas" do Millenium: muitos se declaram ex-comunistas, ex-esquerdistas, em uma tentativa de provar que suas afirmações são fruto de uma experiência real e não da mais tacanha origem conservadora. Madureira não foge à regra: "Sou forjado no pior partido político que o Brasil já teve", anunciou o "arrependido", em referência ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o velho Partidão. Após a autoimolação, o piadista atacou, ao se referir ao governo do PT de então: "Eu conheço todos esses caras que estão no poder, eram os caras que não estudavam". Eis o nível.
O símbolo do Millenium é um círculo de sigmas, a letra grega da bandeira integralista, aquela turma no Brasil que apoiou os nazistas. Jabor e Madureira estão perfilados em uma extensa lista de colaboradores no site da entidade, quase todos assíduos freqüentadores das páginas de opinião dos principais jornais e de programas na tevê e no rádio. Montado sob a tutela do suprassumo do pensamento conservador nacional e financiado por grandes empresas, o instituto vende a imagem de um refinado clube do pensamento liberal, uma cidadela contra a barbárie. Mas a crítica primária e o discurso em uníssono de seus integrantes têm pouco a oferecer além de uma narrativa obscura da política, da economia e da cultura nacional. Replica, às vezes com contornos acadêmicos, as mesmas ideias que emanam do carcomido auditório do Clube Militar, espaço de recreação dos oficiais de pijama.
Meio empresa, meio quartel, o Millenium funciona sob uma impressionante estrutura hierárquica comandada e financiada por medalhões da indústria. Baseia-se na disseminação massiva de uma ideia central, o liberalismo econômico ortodoxo, e os conceitos de livre-mercado e propriedade privada. Tudo bem se fosse só isso. No fundo, o discurso liberal esconde um freqüente flerte com o moralismo udenista, o discurso golpista e a desqualificação do debate público. Criado em 2005 com o curioso nome de “Instituto da Realidade”, transformou-se em Millenium em dezembro de 2009 após ser qualificado como Organização Social de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça. Bem a tempo de se integrar de corpo e alma à campanha de José Serra, do PSDB, nas eleições presidenciais de 2010. Em pouco tempo, aparelhado por um batalhão de “especialistas”, virou um bunker antiesquerda e principal irradiador do ódio de classe e do ressentimento eleitoral dedicado até hoje ao ex-presidente Lula.
O batalhão de “especialistas” conta com 180 profissionais de diversas áreas, entre eles, o jornalista José Nêumanne Pinto, o historiador Roberto DaMatta e o economista Rodrigo Constantino, autor do recém-lançado PrivatizeJá. A obra é um libelo privatizante feito sob encomenda para se contrapor ao livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., sobre as privatizações nos governos de Fernando Henrique Cardoso que beneficiaram Serra e seus familiares. E não há um único dos senhores envolvidos com as privatizações dos anos 1990 que hoje não nade em dinheiro.
Os “especialistas” são todos, curiosamente, brancos. Talvez por conta da adesão furiosa da agremiação aos manifestantes anticotas raciais. A tropa é comandada pelo jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja, publicação onde, semanalmente, o Millenium vê seus evangelhos e autos de fé renovados. Alcântara é um dos dois titulares do Conselho Editorial da entidade. O outro é Antonio Carlos Pereira, editorialista de O Estado de S. Paulo.
Alcântara e Pereira não são presenças aleatórias, tampouco foram nomeados por filtros da meritocracia, conceito caríssimo ao instituto. A dupla de jornalistas representa dois dos quatro conglomerados de mídia que formam a bússola ideológica da entidade, a Editora Abril e o Grupo Estado. Os demais são as Organizações Globo e a Rede Brasil Sul (RBS).
O Millenium possui uma direção administrativa formada por dez integrantes, entre os quais destaca-se a diretora-executiva Priscila Barbosa Pereira Pinto. Embora seja a principal executiva de um instituto que tem entre suas maiores bandeiras a defesa da liberdade de imprensa e de expressão – e à livre circulação de ideias Priscila Pinto não se mostrou muito disposta a fornecer informações a CartaCapital. A executiva recusou-se a explicar o formidável organograma que inclui uma enorme gama de empresas e empresários.
Entre os “mantenedores e parceiros”, responsáveis pelo suporte financeiro do instituto, estão empresas como à Gerdau, a Localiza (maior locadora de veículos do País) e a Statoil, companhia norueguesa de petróleo. No “grupo máster” aparece a Suzano, gigante nacional de produção de papel e celulose. No chamado “grupo de apoio” estão a RBS, o Estadão e o Grupo Meio & Mensagem.
Há ainda uma lista de 25 doadores permanentes, entre os quais, se incluem o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho do falecido empresário José Alencar da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula. O organograma do clube da reação possui também uma “câmara de fundadores e curadores” (22 integrantes, entre eles o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o jornalista Pedro Bial), uma “câmara de mantenedores” (14 pessoas) e uma “câmara de instituições” com nove membros. Gente demais para uma simples instituição sem fins lucrativos.
Uma das atividades fundamentais é a cooptação, via concessão de bolsas de estudo no exterior, de jovens jornalistas brasileiros. Esse trabalho não é feito diretamente pelo instituto, mas por um de seus agregados, o Instituto Ling, mantido pelo empresário William Ling, dono da Petropar, gigante do setor de petroquímicos. Endereçado a profissionais com idades entre 24 e 30 anos, o programa “Jornalista de Visão” concede bolsas de mestrado ou especialização em universidades dos Estados Unidos e da Europa a funcionários dos grupos de mídia ligados ao Millenium.
Em 2010, quando o programa se iniciou, cinco jornalistas foram escolhidos, um de cada representante da mídia vinculada ao Millenium: Época (Globo), Veja (Abril), O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Zero Hora (RBS). Em 2011, à exceção de um repórter do jornal A Tarde, da Bahia, o critério de escolha se manteve. Os agraciados foram da Época (2), Estadão (1), Folha (2), Zero Hora (1) e revista Galileu (1), da Editora Globo. Neste ano foram contemplados três jornalistas do Estadão, dois da Folha, um da rádio CBN (Globo), um da Veja, um do jornal O Globo e um da revista Capital Aberto, especializada em mercado de capitais.
Para ser escolhido, segundo as diretrizes apresentadas pelo Instituto Ling, o interessado não deve ser filiado a partidos políticos e demonstrar “capacidade de liderança, independência e espírito crítico”. Os aprovados são apresentados durante um café da manhã na entidade, na primeira semana de agosto, e são obrigados a fazer uma espécie de juramento: prometer trabalhar “pelo fortalecimento da imprensa no Brasil, defendendo os valores de independência, democracia, economia de mercado, Estado de Direito e liberdade”.
O Millenium investe ainda em palestras, lançamentos de livros e debates abertos ao público, quase sempre voltados para assuntos econômicos e para a discussão tão obsessiva quanto inútil sobre liberdade de imprensa e liberdade de expressão. Todo ano, por exemplo, o Millenium promove o “Dia da Liberdade de Impostos” e organiza os debates “Democracia e Liberdade de Expressão”. Entre os astros especialmente convidados para esses eventos estão Marcelo Tas, da Band, e Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, ambos de Veja. Humoristas jornalistas. Ou vice-versa.
O que toda essa gente faz e quanto cada um doa individualmente é mantido em segredo. Apesar da insistência de CartaCapital, a diretora-executiva Priscila Pinto mandou informar, via assessoria de imprensa, que não iria fornecer as informações requisitadas pela reportagem. Limitou-se a enviar nota oficial com um resumo da longa apresentação reproduzida na página eletrônica do Millenium sobre a missão do instituto. Entre eles, listado na rubrica “código de valores”, consta a premissa da transparência, voltada para “possibilidade de fiscalização pela sociedade civil e imprensa”. Valores, como se vê, bem flexíveis.
Josué Gomes e Gerdau também não atenderam aos pedidos de entrevista. O silêncio impede, no caso do primeiro, que se entenda o motivo de ele contribuir com um instituto cuja maioria dos integrantes sistematicamente atacou o governo do qual seu pai não só participou como foi um dos mais firmes defensores. E se ele é contra, por exemplo, a redução dos juros brasileiros a níveis civilizados. O industrial José Alencar passou os oito anos no governo a reclamar das taxas cobradas no Brasil. A turma do Millenium, ao contrário, brada contra o “intervencionismo estatal” na queda de braço entre o Palácio do Planalto e os bancos pela queda nos spreads cobrados dos consumidores finais.
No caso de Gerdau, seria interessante saber se o empresário, integrante da câmara de gestão federal, concorda com a tese de que a tentativa de redução no preço de energia é uma “intervenção descabida” do Estado, tese defendida pelo instituto que ele financia. Gerdau e Josué se perfilam, de forma consciente ou não, ao Movimento Endireita Brasil, defensor de teses esdrúxulas como a de que os militares golpistas de 1964 eram todos de esquerda.
O que há de transparência no Millenium não vem do espírito democrático de seus diretores, mas de uma obrigação legal comum a todas as ONGs certificadas pelo Ministério da Justiça. Essas entidades são obrigadas a disponibilizar ao público os dados administrativos e informações contábeis atualizadas. A direção do instituto se negou a informar à revista os valores pagos individualmente pelos doadores, assim como não quis discriminar o tamanho dos aportes financeiros feitos pelas empresas associadas.
A contabilidade disponível no Ministério da Justiça, contudo, revela a pujança da receita da entidade, uma média de 1 milhão de reais nos últimos dois anos. Em três anos de funcionamento auditados pelo governo (2009, 2010 e 2011), o Millenium deu prejuízos em dois deles.
Em 2009, quando foi certificado pelo Ministério da Justiça, o instituto conseguiu arrecadar 595,2 mil reais, 51% dos quais oriundos de doadores pessoas físicas e os demais 49% de recursos vindos de empresas privadas. Havia então quatro funcionários remunerados, embora a direção do Millenium não revele quem sejam, nem muito menos quanto recebem do instituto. Naquele ano, a entidade fechou as contas com prejuízo de 8,9 mil reais.
Em 2010, graças à adesão maciça de empresários e doadores antipetistas em geral, a arrecadação do Millenium praticamente dobrou. A receita no ano eleitoral foi de 1 milhão de reais, dos quais 65% vieram de doações de empresas privadas. O número de funcionários remunerados quase dobrou, de quatro para sete, e as contas fecharam no azul, com superávit de 153,9 mil reais.
Segundo as informações referentes ao exercício de 2011, a arrecadação do Millenium caiu pouco (951,9 mil reais) e se manteve na mesma relação porcentual de doadores (65% de empresas privadas, 35% de doações de pessoas físicas). O problema foi fechar as contas. No ano passado, a entidade amargou um prejuízo de 76,6 mil reais, mixaria para o volume de recursos reunidos em torno dos patrocinadores e mantenedores. Apenas com verbas publicitárias repassadas pelo governo federal, a turma midiática do Millenium faturou no ano passado 112,7 milhões de reais.
A inspiração
As duas fontes de inspiração do Millenium datam do fim dos anos 1950, início dos 60. Fundado em 1959, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) foi criado por anticomunistas financiados pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, como o primeiro núcleo organizado do golpismo de direita nacional. 0 Ibad serviu de inspiração para a instalação, dois anos depois, do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), responsável pelo aparato midiático e propagandístico que viabilizou o golpe de 1964.
Tanto o Ibad quanto o Ipes serviram, como o Millenium, para organizar um fórum multidisciplinar, com forte financiamento empresarial, calcado no anticomunismo e na ideia de que o Brasil, como o mundo, estava prestes a cair na mão dos subversivos. À época os alvos eram João Goulart, Fidel Castro e Cuba.
Os institutos serviram ainda como central de financiamento, produção e difusão de programas de rádio, televisão e textos reproduzidos em jornais por todo o País. 0 material era anticomunista até a raiz e, como hoje, tinha como objetivo disseminar o medo entre a população e angariar simpatia para os golpistas, anunciados como salvadores da pátria ameaçada pelos ateus e baderneiros socialistas.
Em 1962, a farra de dinheiro em torno do Ibad, sobretudo recursos vindos do exterior, começou a irrigar campanhas eleitorais e obrigou o Congresso Nacional a tomar uma atitude, Um ano depois, uma CPI foi instalada na Câmara dos Deputados para investigar a origem do financiamento. Apesar de boa parte da documentação do instituto ter sido queimada antes da ação policial, ainda assim foi possível constatar um sem-número de doações ilegais captadas pela entidade, principalmente de empresas norte-americanas.
Em 1963, com base nas conclusões da CPI, o presidente João Goulart conseguiu dissolver o Ibad, mas era tarde demais.
Na cola de Jango continuava o Ipes, fincado na zona central do Rio de Janeiro, como o Millenium. Enquanto o Ibad se desfazia, o Ipes, presidido pelo general Golbery do Couto e Silva, conseguiu integrar os movimentos sociais ligados à direita e estendeu seus tentáculos até São Paulo. Golbery agregou à entidade mais de 300 empresas financiadoras, inclusive alguns dos gigantes econômicos da época, como a Refinaria União, a companhia energética Light, a companhia aérea Cruzeiro do Sul e as Listas Telefônicas Brasileiras.
Assim como o Millenium, o Ipes reunia empresários, jornalistas, intelectuais e políticos, principalmente da conservadora UDN. Durante a ditadura, o instituto ficou responsável pela produção de documentários ufanistas. Fechou as portas em 1972, quando os generais da linha-dura decidiram que não precisavam mais de linhas auxiliares para manter o regime de pé.

Postado por Miro

Altamiro Borges: Saudades de 1964: A nova direita

10/11/2012

Gilmar: provas são fartas. E contra o Dantas, Mino?

Os estupros do Dr Roger eram fartos ou falsos?

Saiu no Estadão:

‘Há fartura de provas’, afirma Gilmar Mendes sobre mensalão

Para ministro, foi criada ‘lenda urbana’ de que não havia provas suficientes para condenar os réus
SÃO PAULO – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, afirmou nesta sexta-feira, 9, ao ser indagado sobre a dimensão do esquema que ficou conhecido como mensalão, investigado pela Corte, que “o que está submetido ao STF é talvez um pequeno porcentual do que ocorreu”. Na avaliação de Mendes, mesmo assim há “uma fartura de provas, como raramente se tem”, no processo e foi criada uma “lenda urbana” de que não havia provas suficientes para condenar os réus.
Mendes, que participa em São Paulo de um evento da Escola da Advocacia Geral da União (EAGU), admitiu que o julgamento do processo no STF – na fase de dosimetria de penas – não deve terminar antes da aposentadoria do presidente da Corte, Ayres Britto. Ele deixará a casa compulsoriamente no dia 18, após completar 70 anos. “Nós temos só duas sessões e, por milagre, pode ocorrer (o fim do julgamento)”, ironizou. A expectativa de Mendes, contudo, é que o julgamento termine ainda este ano.
Passaportes. Questionado sobre as críticas feitas pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, sobre a retenção de passaporte dos condenados no processo, Mendes defendeu a decisão, tomada pelo ministro relator Joaquim Barbosa, e defendeu a cautela adotada pelo colega. “Até porque o juiz que conduz o processo depois fica com a responsabilidade sobre esse tema”, afirmou o ministro.
Mendes citou como exemplo o caso do médico Roger Abdelmassih, a quem ele próprio concedeu uma liminar para que pudesse em recorrer em liberdade da condenação por estupro e atentado violento ao pudor. Abdelmassih fugiu no início de 2011, segue desaparecido e procurado pela Interpol e supõe-se que ele tenha saído do País.
Ainda sobre as manifestações de Dirceu acerca de um possível cerceamento da liberdade de expressão e sobre a realização de um julgamento político do STF, Mendes rebateu: “não há nenhum julgamento político, o julgamento tem sido extremamente cuidadoso. Raramente vai haver um caso examinado com tanto cuidado”, concluiu.


Navalha

Se tem um juíz que entende de “fartura” é Gilmar Dantas(*).

Nem um vídeo do jornal nacional é fartura suficiente.

E os estupros comprovados do Dr Roger ?

Não eram estupros “fartos”?

Cadê o farto áudio do grampo ?

E quando foi “chantageado”, por que o Supremo Ministro não denunciou o chantagista à Polícia ?

Ou as provas não eram fartas ?

Hein, Mino ? (Clique aqui para ler o editorial da Carta desta semana .)

Logo o Ministro Supremo, que o Leandro Fortes e o Mauricio Dias localizaram na farta generosidade do governador tucano Eduardo Azeredo.

O Supremo Presidente Supremo considera que o mensalão (o do PT) é só a ponta do iceberg

Ali embaixo ainda tem muito angu.

Será o “safo” ? Qual dos “safos” ?

O Ministro de fartas provas vai incriminar os tucanodantas ?

Ou não será preciso, como disse o nobre Senador Demóstenes, “mandar subir” ?

Ou ele vai se dar por “impedido”?

( Será que o Ministro Supremo pensa que o amigo navegante é um parvo ?)

Paulo Henrique Amorim

Gilmar: provas são fartas. E contra o Dantas, Mino ? | Conversa Afiada

17/10/2012

As escolhas de cada um

Filed under: Putaria Mafiomidiática,SIP — Gilmar Crestani @ 7:18 am

A SIP odeia quem não reza pelo mesmo credo. Assim, ao invés de praticar a tolerância e a liberdade de escolha, ataca e tenda desqualificar o diferente. Mas não são todos que merecem os ataques dos coronéis da mídia. As ditaduras e os golpes de estado continuam sendo modelos preferenciais de governos. Por que um populista é pior que um ditador ou um simples golpista como Federico Franco? Depois da ficha falsa da Dilma e da reclassificação da ditadura em ditabranda, agora a Folha tenta reescrever a posição da SIP em relação às ditaduras. Como se não soubéssemos que as ditaduras foram implantadas e mantidas com apoio e para o lucro dos principais membros desta a$$oCIAção?!

Presidente da SIP toma posse e ataca populistas

Hoje há perigo para a liberdade, diz Mantilla

DE SÃO PAULO

O novo presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), o equatoriano Jaime Mantilla, tomou posse ontem de uma maneira que simboliza as ameaças à imprensa na América Latina, segundo ele.

Mantilla estava em Quito, Equador, e fez seu discurso para plateia em São Paulo por meio da câmera do Google +, a rede social do Google.

Ele disse que não veio para o encontro em São Paulo porque precisava cuidar de seu diário, o "Hoy", por causa das ameaças que o jornal sofre do governo do presidente Rafael Correa.

Dias antes, diretores da SIP informaram que Mantilla não viria, mas não deram conotação política à ausência. Diziam que ele estava com problemas pessoais.

Mantilla substitui o norte-americano Milton Coleman, ex-editor do jornal "Washington Post", na presidência da entidade. O mandato é de dois anos.

Em seu discurso de posse, Mantilla atacou os regimes populistas que tentam restringir a liberdade de imprensa na América Latina -e, em particular, o governo do presidente equatoriano. "Assumo esta presidência em um momento perigoso para a liberdade", afirmou num telão para a plateia da assembleia.

"As tendências de muitos governos de distintas ideologias é uniformizar o pensamento dos cidadãos livres, eliminar as tendências contrárias, aterrorizar e, inclusive, eliminar os que denunciam os abusos."

A SIP, entidade que se tornou conhecida pela defesa da liberdade de imprensa durante os regimes militares dos anos 60 e 70, coloca o Equador, a Venezuela e a Argentina no topo do ranking dos países em que há ameaças frequentes à imprensa livre.

A assembleia geral da entidade acabou ontem, após cinco dias de debates, nos quais participaram cerca de 450 jornalistas do continente americano.

MORTES E AMEAÇA

O informe final da SIP sobre o Brasil cita duas mortes de jornalistas neste ano -Valerio Luiz, em Goiânia (GO), e Décio Sá, em São Luís (MA)- e a ameaça sofrida pelo repórter da Folha André Caramante após ter publicado em 14 de julho um texto sob o título "Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook".

Sociedade Interamericana de Putas

Filed under: Putaria Mafiomidiática,SIP — Gilmar Crestani @ 6:41 am

Acabou o Lexotan na SIP 

Por Leandro Fortes, na CartaCapital:
Há quase 200 anos, os embaixadores das maiores potências da Europa se reuniram em Viena, na Áustria, com o mesmo objetivo que, por esses dias, juntou em São Paulo os barões da mídia panamericana na 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Nos dois casos – no Congresso de Viena e no convescote da SIP – a nobreza presente tinha o mesmíssimo objetivo: restaurar o passado, voltar ao status quo e, principalmente, eliminar do futuro o germe da revolução. Em 1814, a intenção era redesenhar a geopolítica europeia após o fim da Era Napoleônica e banir das mentes e dos corações dos cidadãos de então as ideias e ideais da Revolução Francesa.

Em 2012, o baronato da mídia associado à SIP, também em franco desespero, tenta a mesma coisa: resgatar um mundo hegemônico onde a imprensa determinava o perfil e o caráter dos governantes, onde a mídia tinha a exclusividade da intermediação dos fatos, das informações, das notícias, e era, por si só, a própria ideologia da comunicação.
A História, como se sabe, se repete como farsa.
A SIP foi criada em 1943, em Havana, Cuba, durante a ditadura-bordel de Fulgencio Batista. Acabou sediada em Miami, nos Estados Unidos e, como tudo o mais durante da Guerra Fria, rapidamente foi transformada em braço funcional da CIA e do Departamento de Estado dos EUA para dar suporte aos movimentos golpistas bancados pelos ianques na América Latina. Os tempos mudaram, mas a SIP, como a maioria de seus associados, quedou-se estagnada, triste e ultrapassada, exatamente como a mídia que orgulhosamente representa.
Assim como os ventos revoltosos do século XIX surpreenderam os nobres europeus em Viena, perdidos estão, no tempo e na circunstância, os porta-vozes dos oligopólios de mídia convidados a participar da assembleia da SIP, em São Paulo. Também estão apavorados. Os une o desespero das perdas e a incerteza de um futuro nebuloso sobre o qual não há mais quaisquer garantias de poder e lucro. Buscam na encenação montada sob as bandeiras das liberdades de imprensa e expressão um Napoleão Bonaparte que os justifique e, por isso mesmo, os redima. Encontram, aturdidos, generais do povo, pior, eleitos. Gente a quem sempre consideraram serviçais de menor monta: índios, mamelucos, mulatos, negros, caboclos, operários, mulheres.
Como era de se esperar, os dirigentes da SIP tem se revezado na tribuna para demonizar os napoleões que elegeram como inimigos da liberdade de imprensa: Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; e Evo Morales, da Bolívia.
Dilma Rousseff, do Brasil, esperada para falar no festim da SIP, desistiu de última hora. Enfim, se redimiu de ter participado do aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, jornal associado da SIP que, em 2010, estampou uma ficha falsa do DOPS da então candidata do PT à Presidência da República a fim de eternizá-la como terrorista e assassina.
Diante da cadeira vazia reservada a Dilma, os 600 participantes da assembleia da SIP sincronizaram um muxoxo generalizado, mas pelo menos se livraram da obrigação protocolar de respeitar a presidenta do País que os acolheu. Em poucos minutos, Dilma foi comparada ao general-ditador Ernesto Geisel e ao ex-presidente Fernando Collor, outros dois mandatários que se negaram a emoldurar, quando no Brasil, a feliz confraternização de empresários midiáticos do continente americano.
Até o final do encontro, espera-se que a presidenta seja igualada a Stalin, Hitler, Mussolini, Gengis Khan e Átila, o huno.
Embalados pelo medo do admirável mundo novo aberto pela internet, mas, sobretudo, unidos por um grau de descolamento da realidade muito próximo do delírio, os próceres da SIP vociferam em coro contra os governos progressistas aos quais, cada qual em seu canto americano, fazem oposição sistemática, partidária e, não raramente, golpista.
Temem, no detalhe, medidas como a Lei dos Meios, baixada na Argentina, que irá desmembrar, em breve, o império do Clarín, principal apoiador da sangrenta ditadura dos generais argentinos. No todo, se apavoram com a possibilidade de uma combinação capaz de disseminar, sobretudo na América do Sul, a ideia de um novo marco regulatório com poder de romper a hegemonia dos oligopólios de mídia e, enfim, criar mecanismos de democratização da informação – um direito humano imprescindível, mas negado desde sempre ao eleitor latino americano.
A tudo chamam de censura e, deliberadamente, misturam os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa para que, justamente, não se discuta nem um, nem outro.
Em Viena, pelo menos, a nobreza era genuína.

Altamiro Borges: Acabou o Lexotan na SIP

16/10/2012

SIP–Sistema Interamericano de Putas

Filed under: Putaria Mafiomidiática,SIP — Gilmar Crestani @ 9:12 am

Que me perdoem as verdadeiras…

Boas razões para a presidente Dilma não ter ido à SIP

O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.

A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas.

Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.

Fundada nos EUA em 1946, a entidade teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva do clima psicológico que antecedeu levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Entre seus membros mais proeminentes, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet. Outros grupos filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do sanguinário golpe de 1976.

Leia mais

A lista é longa. O vetusto matutino da família Mesquita, O Estado de S.Paulo, também foi adepto estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outras empresas brasileiras de comunicação, igualmente inscritas na SIP, seguiram a mesma trilha.

Seus feitos, porém, não fazem parte apenas da história. Estes veículos, mais recentemente, apoiaram o golpe contra o presidente Hugo Chávez (2002), a derrocada do hondurenho Manuel Zelaya (2009) e o afastamento ilegal do paraguaio Fernando Lugo (2012). Funcionam, a bem da verdade, como uma aliança intercontinental do conservadorismo.

Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula “não poderia ser chamado de democrata” e o incluiu entre os líderes que “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”. Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.

A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.

Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.

Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

Breno Altman é diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel

Opera Mundi – Boas razões para a presidente Dilma não ter ido à SIP

04/10/2012

Quer dizer que de Maomé pode…

Filed under: Putaria Mafiomidiática — Gilmar Crestani @ 9:12 am

Quando se trata de denegrir imagem do Islamismo, a CIA finanCIA. E a liberdade de expressão é o álibi. Então, o que impede imagens satíricas desse anacronismo medieval em que alguém é chefe pelo simples fato de nascer numa e não noutra família? Não costumamos ver imagens satíficas das assim chamadas famílias reais da Inglaterra, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia. Muito menos conseguimos charges dos donos dos grupos de mídia. Alguém já viu alguma charge das famílias que fundaram o golpista Instituto Millenium, ou de algum assoCIAdo da SIP? Cada charges satirizando as famíglias Sirotsky, Mesquita, Frias, Civita, Marinho? São raridades dignas de museu? Por quê?

La Casa Real sueca, indignada con un fotomontaje satírico

La caústica obra alude a los supuestos amoríos extraconyugales del rey Carlos Gustavo y muestra a la reina Silvia intentando borrar una esvástica, en alusión al pasado nazi de su padre

EFE Copenhague4 OCT 2012 – 12:18 CET

Fotomontaje de Elisabeth Ohlson Wallin con los reyes de Suecia como protagonistas. / TIDEN

Un fotomontaje satírico en el que se alude a los supuestos amoríos del rey Carlos Gustavo y a las vinculaciones con el nazismo de la familia de la reina Silvia han provocado el malestar de la Casa Real sueca. "Nadie está obligado a soportar cualquier cosa. Eso también vale para el rey y la reina. Las imágenes son insultantes, ofensivas y malvadas", ha señalado Svante Lindqvist, jefe de la Casa Real sueca, en un comunicado.

La sátira política es obra de Elisabeth Ohlson Wallin, una de las artistas del país nórdico más populares, y se ha publicado en el último número de la revista de orientación socialdemócrata Tiden. La imagen representa el cuerpo desnudo de la excantante Camilla Henemark —quien confesó a finales de 2010 haber tenido una relación sentimental con el rey—, sobre el que comen pizza varias personas involucradas en el escándalo que afectó al Rey.

Allí también aparecen, entre otros, algunos de sus supuestos amigos de escapadas, y el dueño de un club de alterne que quiso extorsionar al monarca tras la publicación de una biografía en la que se relataban sus romances y su agitada vida nocturna. En primer plano, de rodillas sobre el suelo, se ve a la reina Silvia, de origen alemán, tratando de borrar una esvástica, en alusión al pasado nazi de su padre, Walther Sommerlath. "Es mi resumen de cómo viví lo que salió sobre la Casa Real el año pasado. No es que sea antimonárquica, sino sensible al abuso de poder", ha explicado al diario Aftonbladet la autora del montaje, bautizado ‘La cena real’.

La obra alude también a la "humillación femenina", por los ataques sufridos por Henemark tras confesar su idilio con el monarca, explica Wallin, quien lamenta que la reina no aprovechara para tomar distancia cuando se supo del pasado nazi de su padre. "La casa real tiene por desgracia una tradición de puntos de vista de extrema derecha", afirmó la artista sueca, aludiendo a la correspondencia postal del rey Gustavo V con Hitler.

La Casa Real sueca no descarta emprender acciones legales, algo inusual en Suecia en estos casos, pero Wallin defiende el derecho a hacer sátira política con los escándalos que han rodeado de polémica a esta institución en los últimos tiempos. Un publicista sueco reveló hace un mes ser el autor de unas monedas falsas de una corona que circulaban desde el verano con la leyenda ‘Vr horkarl till kung’ (nuestro rey libertino o adúltero), aunque entonces la Casa Real se mantuvo en silencio.

La Casa Real sueca, indignada con un fotomontaje satírico | Gente | EL PAÍS

18/08/2012

E se a pressão fosse do PT?

O PSDB e seus correligionários na velha imprensa tem um modus operandi por demais manjado. A começar pelo jornal que é uma sucursal do PSDB, a Folha de São Paulo, que tem em seu staff d. Judith Brito, sempre minimiza questões envolvendo o cerceamento da liberdade de expressão quando parte do PSDB. Todos os principais dirigentes do PSDB já entraram com ações contra divulgações; Lula que apanha diuturnamente, nunca acionou a Justiça. A liberdade de expressão se resume na liberdade deles em caluniarem sem pudor.

Acordo busca normalizar ‘Revista de História da Biblioteca Nacional’

DO RIO – Uma disputa longa e que culminou na demissão de um conselho de notáveis foi encerrada ontem, com a assinatura de um acordo entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), para que esta continue editando a "Revista de História da Biblioteca Nacional".

A crise começou em março, após a Sabin demitir o editor Luciano Figueiredo por "razões administrativas".

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa, que escrevera uma resenha do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista. O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar.

A demissão de Figueiredo, que integrava o conselho editorial, levou os demais conselheiros a renúncia, em junho.

Desde então, o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, tentou encontrar uma fórmula que reconduzisse os conselheiros a seus cargos -eles queriam autonomia para contratar ou demitir o editor da revista, o que a Sabin negava.

Pelo acordo, a FBN passa a nomear o conselho editorial -que até hoje não era formalizado, mas convidado pela Sabin- e este, além de cuidar do conteúdo da revista, indicará uma lista tríplice com sugestões de nomes de editor.

A decisão final sobre contratação e demissão continua a cargo da Sabin, mas o conselho deverá ser ouvido.

Os antigos conselheiros não retornarão aos cargos.

04/08/2012

Caso Andressa: “Veja não faz e não publica dossiês”

Caso Andressa: “Veja não faz e não publica dossiês”Foto: Edição/247

Sem citar o nome do jornalista Policarpo Júnior, acusado por Andressa Mendonça de fazer parte de uma trama para chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, a pedido de Carlos Cachoeira, Veja se defende e diz que a relação com o bicheiro era de “fonte-jornalista”; Veja, de fato, não fazia dossiês; a revista terceirizava a produção ao contraventor

04 de Agosto de 2012 às 13:53

247 – De forma tímida, a revista Veja se defende, neste fim de semana, de mais um escândalo relacionado com o bicheiro Carlos Cachoeira, que também contribui para manchar sua reputação.

No começo da semana, como se sabe, Andressa Mendonça, esposa do contraventor, quase foi presa depois de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos com a ameaça de publicar um dossiê em Veja, pelas mãos do jornalista Policarpo Júnior, que era chamado por Cachoeira, nos grampos da Operação Monte Carlo, de “caneta”. Só não foi presa porque pagou uma fiança de R$ 100 mil – e em dinheiro vivo.

Em sua nova edição, que dedica a capa à novela Avenida Brasil, Veja anuncia medidas judiciais para apurar o que chama de “uma bela de uma farsa”, protagonizada por Andressa.

A defesa, no entanto, deixa a desejar. Não há citação ao caso, na Carta ao Leitor, assinada por Eurípedes Alcântara – nela, ele aborda o julgamento da Ação Penal 470 e diz que “da lucidez, isenção e sabedoria jurídica dos onze ministros do STF poderá emergir um padrão mais elevado para a prática política no Brasil”.

Na reportagem interna sobre o caso, Veja não cita o nome de Policarpo Júnior. Diz apenas que “obscuros parlamentares ligados aos réus do mensalão tentaram criminalizar o trabalho de um jornalista da revista que teve Carlos Cachoeira como fonte de informação”.

Veja também anunciou providências judiciais para apurar a “farsa” e proclamou que “não faz e não publica dossiês”.

No entanto, apenas 50% da frase é verdadeira.

Veja, de fato, não faz dossiês. Até recentemente, a revista terceirizava a produção à equipe do bicheiro Carlos Cachoeira, integrada pelo araponga Idalberto Matias e pelo policial Jairo Martins.

Entretanto, evidentemente, publica. Foi assim, por exemplo, com diversos materiais produzidos pela trupe, como, por exemplo, as imagens do Hotel Naoum, em Brasília, em que autoridades do governo Dilma se encontram com José Dirceu.

A relação era tão próxima que o próprio Cachoeira se vangloriava de ter entregue a Policarpo todos os furos de sua carreira.

Caso Andressa: “Veja não faz e não publica dossiês” | Brasil 247

Abril, de Civita, é condenada a pagar R$ 200 mil ao governador de Sergipe

Filed under: Bandidagem,Grupos Mafiomidiáticos,Putaria Mafiomidiática,Roberto Civita — Gilmar Crestani @ 9:53 pm

Abril, de Civita, é condenada a pagar R$ 200 mil ao governador de SergipeFoto: Montagem/247

Denúncias contra Marcelo Déda, do PT, não foram comprovadas; reportagem se chamava “micareta picareta” e, segundo a revista, não tinha a intenção de ofender, apenas de informar

04 de Agosto de 2012 às 15:32

Por Elton Bezerra, do Conjur  – A Editora Abril foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe a pagar R$ 200 mil em indenização por danos morais ao governador do estado, Marcelo Déda (PT), devido ao conteúdo de uma reportagem publicada pela revista Veja em 2006 que o acusava de desvio de recursos públicos. O advogado Alexandre Fidalgo, do escritório Espallargas, Gonzalez, Sampaio, Fidalgo Associados, que defende a Abril, disse que vai recorrer da decisão.

Segundo o processo, na edição 1955 da revista, a reportagem intitulada “Micareta Picareta” afirmava que “Marcelo Deda, do PT, desviou dinheiro público para animar sua campanha a governador”.

Na decisão, a 1ª Câmara Cível do TJ-SE deu provimento parcial ao recurso apresentado pela Abril, que buscava afastar a condenação de primeiro grau. De acordo com sentença da 7ª Vara Cível de Aracaju, a editora foi condenada a pagar R$ 80 mil em danos morais, e os honorários advocatícios foram fixados em 20% da condenação. Já a decisão do TJ-SE aumentou o valor da indenização para R$ 200 mil e diminuiu os honorários de sucumbência para 15%.

Em defesa da revista, os advogados da editora disseram, durante o processo, que a publicação não teve a intenção de ofender, mas apenas de informar a sociedade sobre as investigações promovidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe.  A Abril sustentou, segundo o processo, que a sentença de primeiro grau baseou-se apenas no título e no subtítulo da reportagem, que, na avaliação da editora, têm função de apenas chamar a atenção dos leitores.

A relatora, desembargadora Suzana Maria Carvalho Oliveira, entretanto, discordou. “Diferentemente do que afirma a editora apelante, o título da reportagem e o subtítulo, não foram usados apenas com a intenção de chamar a atenção do leitor para a matéria que se seguia, e de fazer o papel da imprensa de informar a população sobre fatos e investigações de natureza grave, mas sim de criar a imagem de político corrupto e sem escrúpulos, com base em suspeitas que não foram confirmadas, mas tão somente investigadas pelo Tribunal de Contas de Sergipe.”

A Abril negou que tenha cometido calúnia, injúria ou difamação, uma vez que se limitou a noticiar suspeitas graves, amparadas por denúncia do Ministério Público Especial do Tribunal de Contas.

Para José Rollemberg Leite Neto, do escritório Eduardo Antônio Lucho Ferrão Advogados Associados, que defendeu Deda, a repercussão do caso na época e os reflexos no processo eleitoral foram decisivos para a fixação da pena. “A acusação de crime infamante, sem provas e sem qualquer tipo de oportunidade de esclarecimentos, acrescida de texto que tentou ridicularizar e desmoralizar o homem público, foi determinante para a condenação”, afirmou.

Clique aqui para ler a decisão.

Abril, de Civita, é condenada a pagar R$ 200 mil ao governador de Sergipe | Brasil 247

16/07/2012

Extra ! 73 ligações sobre e com Policarpo.

Filed under: CPI da Veja,Putaria Mafiomidiática — Gilmar Crestani @ 10:19 pm

O Conversa Afiada reproduz 73 transcrições de ligações captadas legalmente na Operação Vegas, aquela que o brindeiro Gurgel mandou parar.
Se não tivesse mandado parar, seria possível saber o que o Carlinhos Cachoeira queria falar com o Cerra.
De qualquer forma, é perfeitamente possível imaginar do que se tratava – clique aqui para ler “por que o Carlinhos precisava ir à SP do Cerra”.
O Conversa Afiada não editou, cortou ou acrescentou nada ao que recebeu de fonte de confiança.
Chama a atenção a profundidade dos laços que ligam a revista Veja ao crime organizado, aqui representados por Policarpo Júnior, Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira.
O Conversa Afiada chama atenção para as múltiplas tentativas dos criminosos e seus representantes no PiG de detonar o José Dirceu.
O que se percebe, com clareza, no vídeo es-pe-ta-cu-lar aqui exibido.
Dessas transcrições se percebe como o crime organizado se organizou desde a gênese do mensalão (o do PT, o que está por provar-se) para atingir José Dirceu e, por extensão, Lula e Dilma.
Leandro Fortes, na Carta Capital desta semana – clique para ler “A tramoia do Naoum – novos detalhes da parceria Veja-Cachoeira para invadir de forma ilegal a privacidade do ex-ministro”, mostra que o crime organizado se organizou com a Veja para trocar as imagens do Hotel Naoum.
Trocar por que mercadoria ?
É o que se percebe, com nitidez, no diálogo republicano de Cachoeira com Dadá, na transcrição # 47.
Nas conclusões, se verá que esse conjunto de transcrições não encerra o conjunto da obra de Policarpo com os criminosos.
Falta acrescentar a esse espetáculo repugnante o que está na Operação Monte Carlo.
Que o brindeiro Gurgel não conseguiu interromper.
Convém recordar que o Globo defendeu Robert(o) Civita, no histórico editorial “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”.
É pior.
E os mervais globais querem fechar a CPI.
Antes que o Cerra deponha e o Collor volte a discursar.
A propósito: será o Cerra inimputável ??
Paulo Henrique Amorim

A seguir, os 73 documentos e as conclusões:













































Extra ! 73 ligações sobre e com Policarpo. A CPI vai começar ! | Conversa Afiada

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