Ficha Corrida

20/05/2015

Para proteger PCC, PSDB persegue Lula

pozzobomA blindagem do PSDB na velha mídia vem de longe. Mas vamos começar pela Folha, que em editorial admitiu que há proteção ao partido do Frias. Lá longe, quando Eliane Cantanhêde fazia parte dos celetistas da Folha, justificou a proteção por considerar o PSDB, ao contrário do PT, uma massa cheirosa

Antes, Judith Brito e a ANJ admitiram que os grupos mafiomidiáticos estavam na oposição ao lado do DEM/PSDB.

No âmbito das proteções institucionais os exemplos são exuberantes. A começar pela proteção mafiosa do então Procurador Geral Geraldo Brindeiro, também conhecido por Engavetador Geral. O MP, na pessoa do procurador Rodrigo De Grandis é só mais um exemplo da parcialidade de um órgão totalmente viciado em tucanar as investigações tucanas. Nem vamos falar em Gilmar Mendes, um jagunço a serviço do PSDB no STF.

A admissão literal pelo deputado tucano gaúcho, Jorge Pozzobom, de que tucano, ao contrário de petista, nunca é punido pelo Poder Judiciário entrou para o folclore do cinismo mais hipócrita da política desta direita golpista. Pior, denuncia um compadrio vergonhoso para quem tem vergonha na cara.

Como pode ter vergonha se o presidente do partido, Aécio Neves, acha natural dirigir bêbado e sem carteira? Ocupar cargo público em Brasília quando ainda era estudante no Rio de Janeiro. Com apenas 21 anos já era designado pelo tio Tancredo presidente da Caixa Loterias? Com 25 anos, graças à relação do tio Tancredo com José Sarney, ganhou duas rádios em Minas Gerais. É o mesmo sujeito que, governador, botou a irmã, Andrea Neves, para distribuir as verbas publicitárias para as rádios e jornais da família. Ela também distribuía para O Estado de Minas, e por aí se justifica a resposta deste grupo ao artigo do Mauro Chaves no Estadão(Pó pará, governador!) com o também antológico “Minas a reboque, não”.

A saga do Diadorim roseano continua com a distribuição de aecioportos pelas terras da família em Cláudio e Montezuma. Tio Quedo agradece! Não bastasse isso, mesmo depois de ter saído do governo de Minas, continuou usufruindo do transporte do helipóptero do Estado (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1623938-aecio-usou-aeronaves-de-minas-apos-deixar-governo-do-estado.shtml).

Os ataques do PSDB são puro diversionismo. Contando com a parcialidade da mídia organizada entorno do Instituto Millenium, o PSDB busca jogar nas costas do PT tudo que fez durante os 8 anos de FHC, nos governos do Choque de Gestão do Aécio em Minas, do Cássio Cunha Lima na Paraíba, do Antônio Imbassahy, Geraldo Alckmin em São Paulo, Beto Richa no Paraná e Yeda Crusius no RS.

Para esconder a epidemia de dengue, a crise d’água e o PCC em São Paulo, o PSDB persegue Lula. É o fator  2018 assombrando e potencializando a síndrome de abstinência de um partido que sobrevive com ajuda de aparelhos, aparelhos mafiomidiáticos.

Nem vamos entrar no terreno da transformação de Minas Gerais em centro de distribuição de drogas para o Nordeste, como divulgou a ADPF. A síndrome de abstinência, basta olhar para cara, não é só do Poder no Planalto Central.

Também, o que se pode esperar de um partido que vive a reboque de uma múmia traída pela própria amante, esse mercenário do EUA conhecido por FHC?!

‘PSDB, seu passado te condena’ bomba nas redes

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Campanha, convocada pelo PT em protesto à propaganda do PSDB e mobilizou as redes sociais com a frase "PSDB, seu passado te condena"; a hashtag foi a mais citada no Twitter no Brasil e ficou em quinto lugar no ranking mundial da plataforma; internautas compartilharam publicações com notícias negativas sobre a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de outras lideranças tucanas, como o senador Aécio Neves (MG)

20 de Maio de 2015 às 06:32

247 – O PT reagiu à propaganda do PSDB e mobilizou as redes sociais com a frase "PSDB, seu passado te condena". A hashtag foi a mais citada no Twitter no Brasil e ficou em quinto lugar no ranking mundial da plataforma.

A campanha começou pouco antes do programa do PSDB ir ao ar, com publicações com notícias negativas sobre a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de outras lideranças tucanas, como o senador Aécio Neves (MG).

Na peça, Aécio decidiu radicalizar ainda mais o discurso contra o Partido dos Trabalhadores e o governo da presidente Dilma Rousseff: "O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo, se calou ou nada fez para impedir", dirá o tucano na TV.

FHC também critica a "roubalheira" na Petrobras e diz que a "raiz da crise" atual está na eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

‘PSDB, seu passado te condena’ bomba nas redes | Brasil 24/7

04/04/2015

Comparando capas da Folha

Duas manchetes que explicam a… Folha!

folha-copaQuando um funcionário de jornal passa a exigir que a realidade seja aquela estampada onde trabalha estamos perto de qualquer coisa, menos da ética. Quando alguém ousa vender uma tese escrevendo “Basta passar os olhos pelo jornal” passo a desconfiar que se trata de benzedor, feiticeiro ou qualquer outro mistificador. A realidade dos jornais não tem nada a ver com a realidade da vida. Quem passa os olhos pela Folha, por exemplo, vê manchetes para incriminar jamais para informar. A Folha vende uma ideia, não uma verdade. Acreditar na ideia da Folha é uma coisa, mas a verdade passa longe das ideias da Folha.

Uma das ideias mais conhecidas da Folha, por exemplo, é de que no Brasil não houve ditadura mas ditabranda. O jornalismo praticado pela Folha pode ser explicado com a seguinte frase do jornal que André Singer e Judith Brito defendem: “não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada”. Até as peruas da Folha devem estar envergonhadas com as “explicações” do Singer.

Há manchetes que são desmentidas pelo próprio texto que a acompanham. E por que uma manchete não condiz com que vai se dizer? Por que, como faz André Singer, há pessoas para as quais “basta passar os olhos pelo jornal”. Ler, nem pensar. Pior, estão acostumados a acreditar no jornal como fanáticos acreditam no Torá, na Bíblia e no Alcorão como se contivessem verdades definitivas.

É por isso que a manada que hoje segue bovinamente a Veja é tão parecida com o jihadismo do Exército Islâmico. Eles não lêem, passam os olhos.

Para se ter uma ideia do equívoco do analista, a Folha se nega a tratar os corruptos pego na Operação Zelotes da mesma forma que os corruptos pego na Operação Lava Jato. Por quê? Por que na Operação Zelotes estão parceiros do Instituto Millenium. A máfia se protege. Enquanto a Folha carrega nas tintas em tudo o que disser respeito a Lula, Dilma, José Dirceu, alivia quando aparece um Marinho, um Sirotsky, um Frias. Imagine se houve na família de Lula, Dilma ou Dirceu um filho estuprador, ou se um deles fosse pego na Zelotes, que manchetes faria a Folha?

Explicar, André Singer, como fez a Reuters: “podemos tirar, se achar melhor”! Ou como fez a Folha onde trabalhas, com o “suposto primo” do governador Beto Richa

André Singer pratica o esporte preferido para quem quer ser bem quisto pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium: atacar o PT, Lula e Dilma.

ANDRÉ SINGER

Explicar, como?

O novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, é conhecido por ser sensato e cauteloso. Mas a proposta que fez à presidente soa a coisa de doido. Segundo Edinho, Dilma precisaria explicar à população que o ajuste fiscal consiste de medidas "para que a economia possa crescer de forma sustentável, gerando emprego e distribuindo renda" (Folha, 2/4). Como dizer isso após o desemprego subir de 4,3% em dezembro para 5,9% em fevereiro sem que Mãos de Tesoura recue nos cortes que tornarão a situação ainda mais difícil para os trabalhadores?

O fato de que a atual onda de demissões ainda responda à estagnação do ano passado em nada ajuda. Depois de visto o tamanho do PIB de 2014 e dos cortes de vagas no primeiro bimestre de 2015, a presidente voltou a prometer, terça passada, um "grande corte, grande contingenciamento".

Somada a uma taxa de juros que não para de crescer, o tamanho do ajuste pretendido torna moderada a projeção de recessão de 1% a 1,5%. Mesmo assim, já seria um recuo bem maior do que o de 2009, quando o PIB caiu pela última vez. Naquela ocasião, houve uma série de providências para gerar empregos, entre elas o lançamento do Minha Casa, Minha Vida. E agora?

Não sou economista e torço pelo contrário, mas há sinais de que possamos viver a primeira recessão séria desde o começo da década de 1990, com as naturais consequências, que já andavam meio esquecidas, em matéria de clima cotidiano. Basta passar os olhos pelo jornal. A Oi vai demitir mil funcionários em abril; Vivo e Nextel fizeram o mesmo, cada uma, nos últimos dois meses; a Pirelli anuncia "layoff" de 1.500 empregados; a Ford paralisou em protesto contra a demissão de 137 que estavam em "layoff"; a Queiroz Galvão dispensou 70 e colocou 500 em aviso prévio.

Muitos comparam as medidas atuais com o ajuste de Lula em 2003. Ocorre que, apesar do forte aperto orçamentário daquele ano, houve crescimento de 1,15%. Com isso, o desemprego, que já era muito alto (10,5%), ficou praticamente estável (10,9%). Em consequência, o desgaste do governo foi moderado.

Hoje o quadro é outro. Houve melhora constante desde 2004. No primeiro mandato de Dilma o desemprego caiu, apesar do crescimento econômico anêmico. Foi, aliás, o que lhe permitiu conquistar a reeleição. Ir para o olho da rua, quando se votou esperando mais oportunidades, provocará revolta capaz de afetar o âmago do lulismo.

Estamos assistindo a uma ação deliberada para destruir o pleno emprego, considerado incompatível, pelo capital, com o investimento competitivo. Melhor mudar de política do que tentar explicar o inexplicável.

avsinger@usp.br

ANDRÉ SINGER escreve aos sábados nesta coluna.

10/03/2015

PSDB sem mídia é Fernandinho Beira-Mar sem pó

manipulação mafiomidiáticaO PSDB sobrevive por aparelhos. Se não houvesse a obsessão das velhas mídias em atacar o PT, o PSDB já teria virado pó e cheirado pelos próprios correligionários. Por mais esforço que faça Judith Brito, ANJ ou Instituto Millenium, o PSDB é uma caçarola vazia. As gestões deles resultou em três quebras do Brasil que levaram FHC a mendigar ao FMI. Entregou um governo quebrado, devendo uma banana para cada gringo. E a auto estima dos Brasileiros igual ao respeito do Brasil no exterior. Abaixo do cu do cachorro.

Pelo que se tem notícia, nenhum outro país teve de suportar ver seus diplomatas terem de tirar os sapatos para entrarem nos EUA. Quando FHC entregou o sistema de vigilância da Amazônia, o SIVAM, para a Raytheon,num gesto de subserviência sem precedentes, ligou imediatamente a Bill Clinton para congratular-se com seu chefe.

Na época, até os que hoje lhe festejam denunciaram as maracutaias. Globo, Veja, Folha, Estadão, RBS todos denunciaram os vários de milhões entregues a uma empresa norte-americana para vigiarem o Brasil. Depois, o finanCIAmento ideológico calou a boca da imprensa, e tudo foi esquecido. Com o dinheiro recebido, entronizaram FHC na Academia Brasileira de Letras, deram-lhe colunas em todos os jornais e o consultam sobre tudo e todos. De repente, Lúcifer voltou a ser anjo.

Os slogans administrativos vendidos pelos amigos no coronelismo eletrônico estão caindo. Cadê o choque de gestão legado por Aécio Neves, Cassio Cunha Lima, Yeda Crusius e Geraldo Alckmin?! As administrações do PSDB são verdadeiros desastres. Não fossem pelas milhares de assinaturas dos jornais e revistas amigos distribuídos nas escolas públicas, o PSDB não lotaria aquele heliPÓptero. Incinerados não alcançam 450 kg de pó.

Mas eles têm os grupos mafiomidiáticos para diuturnamente empregando método Rubens Ricúpero, revelado no Escândalo da Parabólica: o que é bom para o PSDB eles mostram; o que é ruim, escondem.

Mesmo sendo o Presidente com a maior rejeição da História do Brasil, todos os dias ele aparece nas capas dos jornais e revistas deitando falação. Por que não colhem opinião dos peessedebistas que ocupam cargos executivos, como Beto Richa, Geraldo Alckmin ou os recém saídos, Antônio Anastásia e Yeda Crusius?!

E aí partimos para observarmos quem são as pessoas que o PSDB apoia contra o governo Lula e Dilma: Severino Cavalcanti, Renan Calheiros, Eduardo Cunha… Por que não apoiam alguém do PSDB? Simples, por que canalhas dão tapas mas escondem a mão!

É mais do que evidente, pelo que conheço inclusive de meus colegas, que a alta do dólar ricocheteia nas caçarolas. O tilintar das moedas usadas para trazer quinquilharias chinesas de Miami faz um barulho ensurdecedor nos bairros nobres. Exatamente como na Argentina. Os panelaços da Argentina eram e são feitos nos bairros nobres da Recoleta e San Telmo. Classe média, que por ser média não tem classe, como provaram os reis dos camarotes vips, financiados pela AMBEV (Jorge Paulo Lemann), Multilaser e Banco Itaú, na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão. Foi o mesmo comportamento adotado no dia internacional da mulher. A falta de educação é o único atributo destes diplomados. Fica assim provado que educação não se compra. Ou se tem de berço ou não se tem. Este comportamento, provado com exame de DNA, é típico de filhos de pai incerto e não sabido…

Este tal de panelaço de jornal teria sido real, não fosse a internet para desmentir. No tempo em que não havia internet, os jornais diziam o que bem entendiam e não havia forma de desmenti-los. Para os mais novos, que ainda acreditam nas manipulações da velha mídia, basta lembrar que a Rede Globo noticiou o maior comício por eleições diretas, em São Paulo, como se fosse apenas comemoração pelo aniversário da cidade. Claro, a Rede Globo, como avalista da ditadura, era contra eleições diretas. A própria Globo em sua (falta de) Memória, conta, a seu modo, a história…. E depois ainda ajudou a entronizar o Caçador de Marajás…

O nome mais bonito direcionado à Dilma foi de vaca. É essa gente diferenciada, que ridiculariza a lei do feminicídio, como fizeram com a Lei Maria da Penha, e pede o assassinato da Presidenta, que quer comandar o Brasil?!

E não poderia ter sido mais emblemático do déficit civilizatório dessa massa cheirosa que ter escolhido o dia internacional da mulher para fazerem tais ataques a primeira mulher da nação. Que fizessem tais declarações na roda de amigos, nas pocilgas onde vivem, não teria sido nada demais. Quando um juiz federal busca ridicularizar a lei do feminicídio em público, pelas redes sociais, vê-se que nossa sociedade dita ilustrada, com papel de decidir controvérsias sociais, desce a este nível, vê-se que é longo o caminho que temos de trilhar para chegarmos a um patamar mínimo de civilidade. Depois de usar o Porsche do Eike Batista, do sumiço de dinheiro, vem este outro enxovalhar a categoria.

Não admira que os mesmos que saudaram em editorial a chegada da ditadura, que com ela se mancomunaram para crescerem, tenham dificuldade de respeitarem a democracia. São os tais democratas que sonham uma democracia sem povo, só com a tal de “massa cheirosa”, cheirada pela porta-voz do PSDB, Eliane Cantanhêde

03/01/2015

Diversionismo folhetinesco: Folha ataca Haddad para esconder Alckmin

folhA Folha nos mostra na edição de hoje, de forma bem clara, como os a$$oCIAdos do Instituto Millenium tentam manipular a informação. O cotejo dos dois textos: um sobre o prefeito adversário, e outro sobre o governador amigo.

Trata-se da maneira como aborda os governos do Fernando Haddad, prefeito petista da Capital, e de Geraldo Alckmin, governador do Estado.

O juízo crítico em relação ao prefeito aparece já na manchete, com o adjetivo “só”. Em relação ao Governador, a assepsia do congelamento do orçamento orçado pelo próprio governo. E aí no primeiro parágrafo o apoio à manchete: “também decidiu cortar 15% dos cargos comissionados e 10% dos gastos com custeio”. E aí a própria Folha constrói a justificativa, sem atribuí-la ao governador. Não há nenhuma avaliação da capacidade do governador em construir um orçamento compatível. Nenhuma menção ao fato de que os cargos comissionados cortados foram criados pelo próprio governador.

A Folha poderia ter se perguntando se Geraldo Alckmin não teria criado 15% de cargos comissionados a mais do que necessitava… Se ao invés de cortar 10% dos gastos com custeio não teria sido mais inteligente em ter reduzido antes em 10% o custeio…

A se acreditar na Folha, Geraldo Alckmin  não promete e, por isso, está  isento de cobrança. Nestas horas não se fala em meritocracia, em choque de gestão… Cadê aquela história de que um bom gestor tem planejamento, metas a cumprir?! Pior, a Folha deixa a entender que o Orçamento é da Assembleia Legislativa, como se não houvesse necessidade de o Executivo encaminha-lo para aprovação. Mas há uma informação relevante: ”o governo de São Paulo tem cerca de 14 mil funcionários em cargos comissionados”. Ah, e no último parágrafo, o tal choque de gestão: “o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo.” Estou CUrioso para saber o que Sandra CUreau tem a dizer sobre isso….

Veja que interessante. Quando faz a avaliação do prefeito, a Folha ainda vai ouvir um velho integrante do PSDB paulista, Andrea Matarazzo. Quando fala da gestão Alckmin, não ouve a oposição.

Nenhuma menção ao fato de que o PSDB está no governo do Estado há quase trinta anos e que Haddad só cumpriu até agora 2 anos.

É, o que não fazem as milhares de assinaturas da Folha distribuídas pelo PSDB nas escolas públicas de São Paulo….

 

Alckmin anuncia congelamento de R$ 6,6 bi no Orçamento de 2015

Governador também decidiu cortar 15% dos cargos comissionados e 10% dos gastos com custeio

As medidas foram tomadas em virtude das previsões negativas de crescimento da economia brasileira

GUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

Um dia após tomar posse do seu novo mandato, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (2) medidas de contenção das despesas do Estado, afirmando que precisa se preparar para dificuldades previstas para a economia e a arrecadação de impostos nos próximos meses.

Alckmin contingenciou R$ 6,6 bilhões destinados pelo orçamento deste ano para investimentos e compras, o equivalente a 10% de todo dinheiro disponível para despesas que não tenham caráter obrigatório, como salários, pensões e empréstimos.

A Assembleia Legislativa aprovou para este ano um orçamento de R$ 205 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões foram reservados para investimentos. Alckmin não disse quanto será contingenciado na conta dos investimentos, mas a Folha apurou que deve atingir cerca de R$ 2 bilhões.

O valor contingenciado pelo governo representa 3% do orçamento total. Alckmin também não esclareceu quais serão as áreas mais atingidas, mas disse que as secretarias de Educação, Saúde e Segurança serão envolvidas. Os recursos bloqueados agora poderão ser liberados mais tarde, se a economia melhorar, segundo o governador.

"À medida que a economia for crescendo, vamos descongelar os recursos", disse o tucano. "Queremos descongelar tudo. É uma medida de boa gestão, para nos prevenirmos em relação à receita e não termos no fim do ano problema fiscal", acrescentou.

O Estado também adotou essa precaução em anos anteriores, mas o contingenciamento deste ano é o maior, em valores absolutos, desde 2011, quando Alckmin assumiu seu mandato anterior.

No ano passado, quando o governador concorreu à reeleição, os investimentos foram preservados. Em 2013, eles sofreram um contingenciamento de R$ 1,1 bilhão.

O contingenciamento permite que o governador contenha despesas. Se os recursos não forem liberados mais tarde e não houver novas medidas como a anunciada agora, o Estado deverá gastar neste ano o mesmo que em 2014.

O governador também anunciou uma redução de 10% nos gastos das secretarias estaduais com custeio administrativo e um corte de 15% nos cargos comissionados, que podem ser usados para nomeações políticas.

Ao anunciar as medidas, Alckmin não soube detalhar quanto elas representam em valores absolutos. Segundo pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relativa a 2013, o governo de São Paulo tem cerca de 14 mil funcionários em cargos comissionados, incluindo secretarias, autarquias e empresas estatais.

Em novembro, logo após sua reeleição, o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo.

Em 2 anos, Haddad cumpre só 12% da meta para calçadas

Promessa era adequar 850 mil m² de passeios, alvos frequentes de queixas

Prefeitura afirma que andamento das obras foi prejudicado pela perda de arrecadação com o IPTU neste ano

JAIRO MARQUESDE SÃO PAULO

Motivo de reclamações frequentes dos paulistanos e causa de cerca de 20% das quedas atendidas no Hospital das Clínicas, as calçadas de São Paulo não tiveram, em dois anos, a prioridade prometida pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Até agora, só 12% da meta de readequar, em quatro anos, 850 mil m² de passeios públicos foram cumpridos, sendo que quase o total desse percentual foi gerado com obras realizadas em 2013.

Neste ano, dos R$ 52 milhões empenhados –isto é, reservados– na rubrica de melhorias do calçamento, só cerca de R$ 300 mil foram empregados, segundo dados oficiais do Orçamento.

A prefeitura botou parte da culpa pelo fracasso do andamento da meta no PSDB, partido de oposição que entrou com ação na Justiça para impedir o reajuste do IPTU.

"Por razões alheias à sua vontade, [a prefeitura] deixou de aplicar cerca de R$ 2,5 bilhões em diversas ações planejadas para 2013 e 2014. Em grandes números, essa conta reflete a perda de arrecadação de IPTU 2014, da ordem de R$ 800 milhões, por conta da judicialização promovida pelo PSDB", informou a gestão em nota.

Para a urbanista Lucila Lacreta, do movimento Defenda São Paulo, a prefeitura deveria mudar a lei para assumir a a responsabilidade de conservação dos passeios –que hoje é do cidadão.

Ela afirma que, em algumas situações, poderiam ser feitas parcerias com organizações diversas para a manutenção da "área pública".

"Caminhar bem e com segurança pela calçada é questão de mobilidade. A prefeitura precisa assumir isso. E não adianta apenas fazer o passeio, é preciso prever recursos para conservá-lo."

NOVAS METAS

A gestão Haddad fez um novo planejamento para tentar cumprir o restante dos 88% da meta de melhoria das calçadas, que envolve padronização, regularização do piso e acessibilidade.

A promessa agora é readequar 320,5 mil m² em 2015 e 329,2 mil m² em 2016.

Segundo a prefeitura, 98 mil m² de calçadas já foram contratados neste ano, mas as obras não foram feitas.

Dados da Secretaria Estadual da Saúde indicam que 1 a cada 5 vítimas de quedas atendidas pelo HC caíram em buracos abertos em calçadas.

O analista de sistemas Sandro Rodrigues, 42, já caiu duas vezes em buracos de calçadas de Cidade Ademar, na zona sul, e se machucou sem gravidade. Ele é cego e afirma que conhece "pouquíssimos" passeios na cidade que ofereçam segurança e regularidade para o pedestre.

"Infelizmente, a gente acaba se acostumando às más condições. Muitas vezes, ando ao lado da sarjeta, na rua, que é menos irregular", diz.

OUTRO LADO

Integrante da bancada do PSDB, o vereador Andrea Matarazzo rebateu a justificativa da prefeitura pelo baixo nível de investimentos.

"O problema não é falta de recursos, é incapacidade operacional. Se há dinheiro para ciclovia, para recapear as ruas, há também para os pedestres", afirma.

    19/12/2014

    Folha da malandragem

    É impressionante a capacidade do jornal da d. Judith Brito de se fazer às vezes de press release do Governador Geraldo Alckmin. Ao usar o superlativo “gastões” desloca o foco do choque de gestão para o “gastão”. O racionamento d’água passa a ser culpa dos…. ”gastões”! Quando se trata de cobrar da vítima a Folha tira da cartola o nome do valentão, Alckmin, o mesmo que acha que o dinheiro da Dilma, só R$ 3,5 bilhões, faria chover. Ao invés de ter tomado as medidas administrativas recomendadas, como a construção de cisternas, jogou o racionamento d’água para debaixo do tapete. Faz bem a Folha em associar Geraldo Alckmin ao ato de cobrar, e as vítimas ao ato de consumir… afinal são parceiros. A Folha, com as milhares de assinaturas que o Governo do Estado de São Paulo distribui nas escolas públicas, usa da malandragem para  jogar a culpa pela política de meritocracia para cima dos seus (des)governados. O Instituto Millenium deve estar orgulhoso da malandragem deste brilhante assoCIAdo.

    Choque de gestão: Vem com pelo menos um ano de atraso as medidas administrativas que teriam ajudado a amenizar a crise, a distribuição de “caixas d’água”. E a construção de cisternas, como na caatinga, no nordeste, quando começarão?!

    Malandragem dá um Tempo

    Barão Vermelho

    Vou apertar, mas mas vou aumentar agora
    Vou apertar, aproveitar para aumentar agora
    Se asseguro, malandro, pra fazer tua cabeça tem hora
    Se asseguro, malandro, pra fazer tua cabeça tem hora!

    CRISE DA ÁGUA

    Alckmin cobrará de ‘gastões’ taxa extra de água de até 50%

    Em meio à grave crise, medida vale a partir de janeiro em 31 cidades da Grande SP

    Governo irá distribuir caixas-d’água, além de kits de redução de vazão para torneiras das residências

    FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

    Em meio à maior crise hídrica de São Paulo e com os seus reservatórios sob risco de colapso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu cobrar uma sobretaxa de até 50% daqueles que ampliarem o consumo de água em relação à média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

    A chamada "tarifa de contingência" será aplicada a partir de 1º de janeiro aos clientes da Sabesp em 31 cidades da Grande São Paulo.

    Quem tiver um aumento de consumo igual ou menor que 20% em relação à média terá acréscimo de 20% na conta.

    Já os consumidores que gastarem acima de 20% em relação a sua média terão ônus de 50% na conta.

    "Queremos que todos colaborem, que todos participem. A medida não tem caráter punitivo, mas educativo", disse o governador paulista.

    CONSUMO BAIXO

    Para adotar a medida, Alckmin precisava de autorização da Arsesp (agência reguladora estadual de saneamento).

    Tanto o pedido do governo do Estado como a aprovação da agência ocorrem ao longo desta quinta-feira (18).

    Estarão livres da sobretaxa aqueles com consumo considerado baixo –inferior a 10 metros cúbicos mensais.

    Segundo o governo, se já estivesse ativa, a multa atingiria cerca de 440 mil consumidores. Alckmin tem se referido a ele como "gastões".

    Desde maio o governo cogita aplicar essa tarifa extra. Na época, quando recuou às vésperas do período eleitoral, o governo falava em punições mais brandas, com limite de 20% do valor da conta.

    Além dessa sobretaxa, o governo anunciou a extensão até o fim de 2015 do bônus de até 30% na conta para quem reduzir o consumo de água.

    CAIXAS-D’ÁGUA

    Alckmin anunciou ainda a distribuição de caixas-d’água de 500 litros para casas com problemas de abastecimento devido à redução da pressão nos canos da rede durante noites e madrugadas.

    Dez mil casas já teriam sido identificadas para receber esses reservatórios, principalmente nas periferias e lugares altos, onde a água costuma faltar com frequência.

    As caixas-d’água serão pagas pela Arsesp, ao custo de R$ 120 cada. A Sabesp também distribuirá kits de redução de vazão a ser instalados nas torneiras das casas.

    Com as medidas, a meta do governo estadual é reduzir os atuais 59 m³/s consumidos na Grande São Paulo para 56,5 m³/s. Antes da crise de abastecimento, a metrópole consumia 73,2 m³/s.

    05/12/2014

    Anotações não notadas pela velha mídia

    Se o problema da crise d’água em São Paulo não é de choque de gestão nem de meritocracia, mas falta de chuva, porque Geraldo Alckmin pediu 3,5 bilhões de reais à Dilma

    R$ 3,5 bilhões?!

    Desde quando dinheiro faz chover?!

    E os 4 bilhões auferidos pela SABESP na Bolsa de Valores de Nova Iorque vai para quem? Quer dizer que os lucros vai para quem comprou ações da companhia, mas quando surge o prejuízo a conta vai para o Governo Federal? Como sempre, o PSDB privatiza o lucro e socializa os prejuízos.

    Mas o melhor de tudo é que só Dilma faz chover….

    Abaixo, os principais beneficiários do esquema de corrupção instalado na Petrobrás desde os tempos de Geisel:

    …………………………………………………………………………………………………………./…………………………………………………………………………………………………………./

    Os vazamentos seletivos da Petrobrás são divulgados para atingir o PT, Dilma e Lula. Mas os vazamentos são tão mal feitos que deixam mais perguntas que respostas:

    Como o PP e o PMDB são da base aliada de Dilma, sempre que alguém destes partidos aparece, logo é associado à Dilma. Mas como explicar que o senador Francisco Dornelles (PP/RJ), beneficiário do esquema, não seja lembrado pelo primeiro emprego que deu ao primo Aécio Neves (de Vice-Presidente das Loterias Caixa) também não seja lembrado que deu apoio ao candidato Aécio?! Seria por ter sido Francisco Dornelles quem organizou o Diretório do PP do Rio em prol de Aécio?!

    …………………………………………………………………………………………………………./…………………………………………………………………………………………………………./

    João Pizzolatti, presidente do PP de Santa Catarina fez o sopão que bancou a aliança com o candidato do PSDB ao governo do Estado vizinho, Paulo Bauer, e da famiglia Bornhausen, do PS(d)B, também apoiador de carreira do Aécio?!

    …………………………………………………………………………………………………………./…………………………………………………………………………………………………………./

    E no PMDB não foi diferente. Do Norte ao Sul do país, embora o PMDB seja da base da Dilma, em cada Estado houve defecção. No Maranhão Sarney foi flagrado votando em Aécio Neves. Negou num primeiro momento, mas depois declarou se tratar de um gesto de gratidão ao Tancredo, de quem herdou, com o apoio, via porta-voz Antonio Brito (manteve o morto vivo até Sarney tomar posse) do Roberto Marinho. No Rio Grande do Norte Henrique Alves perdeu de candidato apoiado por Dilma. Na volta, perpetrou sua primeira vingança no Congresso, derrubando o decreto que previa a participação popular.

    …………………………………………………………………………………………………………./…………………………………………………………………………………………………………./

    Em Roraima, o Senador Romero Jucá, que foi líder do Governo, que por razões de política local, é mais um dos beneficiários do PMDB que estiveram ao lado da campanha de Aécio Neves contra Dilma.

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    EDUARDO CUNHA PC FARIAS pccunha

    E para coroar o círculo de coroinhas da campanha do Aécio Neves, Eduardo Cunha, do PMDB/RJ. Saíram duas minibiografias desta vestal: Minibiografia da vestal dos golpistas e Minibiografia da vestal dos golpistas – Parte II

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    Por fim, chegamos ao capo de tutti i capi, Aécio Neves! Aécio Neves havia preparado e dado a senha para a associação criminosa: “suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”.

    17/11/2014

    Rede Globo de Sonegação: sonegar também é matar!

    Os grupos mafiomidiáticos são protegidos por políticos desde a ditadura, quando cresceram e se fortaleceram graças aos laços traçados e transados com os ditadores. Não é mero acaso que a Folha trate a ditadura por ditabranda. O Instituto Millenium se encarregou de traçar, ao melhor estilo siciliano, um plano de mútua proteção. Graças à proximidade com partidos políticos, sentem-se à vontade para praticar todos os crimes que condenam nos partidos políticos adversários. A senhora da ANJ e do Grupo Folha, Judith Brito admitiu que os velhos grupos de mídia fazem oposição ao partido dos trabalhadores. Claro, ao contrário de FHC, que tinha um engavetador geral, Geraldo Brindeiro, agora todas as instituições atuam livre. Ao invés de jogar a corrupção para debaixo do tapete, ao invés de botar a Polícia Federal arrancar maconha no polígono das secas, agora podem investigar para proteger as instituições.

    A parceria da velha mídia com a corrupção pode se comprovada neste fim de semana. Quando nove das maiores empreiteiras do Brasil e algumas de renome internacional, como a Odebrecht, eles silenciam sobre a reponsabilidade, a participação dos corruptores. A corrupção corporativa sempre teve proteção das empresas de comunicação como a Globo. Gilmar Mendes, ao dar dois habeas corpus consecutivos, em menos de 24 horas a um banqueiro, Daniel Dantas, filma corrompendo, também é parte do esquema do qual a Globo é égua madrinha.

    “Injusto é pagar imposto no Brasil”: a 1ª reportagem da série do DCM sobre a sonegação da Globo

    Postado em 15 nov 2014 por : Joaquim de Carvalho

    globo2002

    Com esta matéria, inauguramos a série sobre o processo de sonegação de impostos da Globo envolvendo os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. É o terceiro projeto financiado pelos nossos leitores através de crowdfunding no site Catarse. O repórter Joaquim de Carvalho está apurando o caso em várias cidades. No final, teremos um documentário. Fique ligado.

    Em um dos momentos curiosos da eleição deste ano no Rio de Janeiro, a apresentadora da TV Globo Mariana Gross, após entrevistar ao vivo o candidato a governador Antony Garotinho, olha para a câmera, o que significa se dirigir aos telespectadores, e diz:

    – A Globo não sonega. A Globo paga seus impostos.

    Era a resposta a um comentário do candidato:

    – A Globo, por exemplo, é acusada de sonegar milhões em um esquema envolvendo laranjas. É uma acusação. Pode não ser verdade, eu até acredito que seja, mas é a minha opinião.

    O caso levantado na entrevista remete à assinatura do contrato de concessão de licença para a transmissão da Copa do Mundo de 2002, assinado no dia 29 de junho de 1998. De um lado, a ISMM Investments AG, da Suíça, representante da Fifa. De outro, a TV Globo e Globo Overseas, uma empresa holandesa controlada pela família Marinho. O valor do contrato era de 220,5 milhões de dólares, o equivalente hoje a 600 milhões de reais e dava direito à transmissão de 64 jogos da Copa e de todos os eventos relacionados.

    Oito anos e duas Copas depois, o auditor fiscal Alberto Sodré Zile, da Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro, encerrou uma investigação sobre a aquisição dos direitos de transmissão pela Globo e concluiu:

    “A Globo sonegou impostos, mediante fraude, no montante de 183 milhões de reais, em valores atualizados em 2006. Por considerar a fraude uma agravante da sonegação, aplicou multa em percentual dobrado, no valor de 274 milhões de reais. Com os juros de mora, calculados até 29 de setembro de 2006, Zile entregou à Globo uma conta de 615 milhões de reais.”

    O auditor fiscal fez ainda uma representação para fins penais, que deveria ser encaminhada ao Ministério Público. Nela, como um anatomista diante de um cadáver, descreve cada pedaço de um quebra cabeças que revela uma intrincada engenharia financeira.

    “Em um ano e meio, diversas operações societárias foram engendradas para que, ao fim, a TV Globo e a Globosat pudessem transmitir a Copa em que o Brasil se sagrou pentacampeão. Foram seis alterações sociais e duas empresas constituídas e destituídas neste curto espaço de tempo”, escreve.

    Segundo ele, as operações tinha “um único objetivo”: esconder das autoridades brasileiras a aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo pela TV Globo e, com isso, “fugir da tributação mais desfavorecida”.

    Alberto Zile reconhece o direito das empresas de buscar reduzir o pagamento de impostos. Mas diz que o chamado “planejamento fiscal” tem um limite: a fraude. E ele cita o caso da empresa Empire, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

    A Empire não tinha uma câmera sequer, muito menos microfone ou antena de transmissão, mas até alguns meses antes do início da Copa de 2002 eram dela os direitos de transmissão de um dos maiores eventos esportivos do planeta.

    A TV Globo pagou pela Empire cerca de 221 milhões de dólares, mesmo sabendo que a Empire, além de não contar com equipamentos, não tinha sequer um escritório. Sua sede era uma caixa postal nas Ilhas Virgens Britânicas, a PO Box 3340, compartilhada com a Ernst & Young Trust Corporation (BVI) Ltd.

    Na investigação, o auditor descobriu que, por trás da Empire, estava a própria TV Globo. Em sua defesa, o grupo sustentava que a compra da Empire fazia parte de uma estratégia de ampliação dos negócios da Globo no Exterior. Mas a farsa caiu por terra quando a Receita Federal fez um questionamento por escrito sobre a propriedade da Empire.

    Documento na Receita Federal

    Documento da Receita Federal

    O advogado José Américo Buentes admitiu: “Existe vínculo indiretamente”, porque os controladores da Globo e da Empire sempre foram as mesmas pessoas. Para o auditor fiscal, tudo não passou de “simulação”.

    O teatro que o auditor fiscal Zile descreve tem mais três capítulos: um no Brasil, outro no Uruguai e mais um na Ilha da Madeira. Depois de comprar a Empire, a Globo repassou as cotas da empresa a outra companhia, criada por ela no Rio de Janeiro, a GEE Eventos Esportivos Ltda, que, a exemplo da empresa das Ilhas Virgens, não tem estrutura para gravar em vídeo uma só entrevista, muito menos transmitir a Copa do Mundo. É empresa de fachada.

    Nas vésperas da abertura da Copa de 2002, a Globo fechou a GEE e dividiu com a Globosat (canal fechado) os direitos de transmissão. O dinheiro usado para pagar o ISMM, representante da Fifa, saiu da própria Globo, via uma simulação de empréstimo a uma empresa do Uruguai, a Power, e outra simulação de empréstimo com uma empresa chamada Porto Esperança, na Ilha da Madeira.

    Nos dois casos, empresas credoras e devedoras são controladas pelas mesmas pessoas: os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

    Um trecho da representação contra os filhos de Roberto Marinho diz:

    “De fato, as operações arroladas, de forma sintética, no item 1.3, dão a clara ideia de que vários dos atos praticados pela fiscalizada estavam completamente dissociados de uma racional organização empresarial e, consequentemente, de que a aquisição dos direitos de transmissão, por meio de televisão, da competição desportiva de futebol internacional, com intuito de fugir da tributação mais desfavorecida.”

    globo 2

    Com a engenharia financeira, a Globo deixou de pagar à época o tributo pela aquisição dos direitos de transmissão: 15% sobre valor total, caso o negócio fosse feito diretamente com a Suíça, ou 25% caso se concretizasse nas Ilhas Virgens Britânicas, como a rigor se concretizou. As alíquotas são diferentes para locais considerados paraísos fiscais, como é o caso das Ilhas Virgens.

    A Globo recorreu da autuação junto ao Conselho do Contribuinte que, por unanimidade, deu razão ao auditor fiscal.

    Algumas semanas depois, quando o processo estava pronto para ser remetido ao Ministério Público Federal, que teria a prerrogativa para denunciar criminalmente os irmãos Marinho, uma funcionária da Receita Federal interrompeu seu período de férias para entrar na Delegacia e levar embora toda a documentação.

    Essa funcionária foi presa, mas com a ajuda de uma banca de cinco advogados, conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, numa decisão que tem, entre outras, a assinatura do ministro Gilmar Mendes.

    Dois especialistas tributários que entrevistei nesta semana falaram sobre o caso da sonegação, sem que soubessem os nomes dos envolvidos. Ambos consideraram os fatos graves, mas disseram que o risco dos culpados serem punidos é zero.

    Na Itália, até Sophia Loren passou uma temporada na cadeia pelo crime de sonegação fiscal. Nos Estados Unidos, a proprietária do Empire State passou uma temporada presa por deixar de pagar impostos. Recentemente, na Alemanha, o presidente do Bayern foi condenado pelo mesmo crime.

    No Brasil, o Código Tributário Nacional, de 1969, dá ao sonegador a chance de se acertar com o Fisco até a abertura do processo na Receita Federal. O Código está em vigor, mas, nesse ponto, virou letra morta, em razão de sucessivas decisões judiciais que estenderam a extinção da punibilidade até a aceitação da denúncia pela Justiça.

    Agora, uma corrente que já coleciona algumas vitórias nas cortes superiores, advoga que a punibilidade se extingue a qualquer tempo, desde que o sonegador pague seus débitos, mesmo com o processo judicial em andamento ou até concluído.

    De alguns anos para cá, o Congresso Nacional aprovou algumas vezes o chamado Refis, uma colher de chá para o devedor. A justificativa é ajudar o contribuinte em dificuldade e elevar a arrecadação do Fisco. Com isso, multas e juros de mora caem quase a zero.

    Em 2009, o Legislativo concedeu o Refis, e a Globo fez circular a versão de que quitou seu débito nessa leva de inadimplentes. A empresa nunca mostrou o DARF, e no processo da Receita Federal que vazou na internet consta apenas um DARF em nome da Globo. É no valor de R$ 174,50 e diz respeito a uma taxa de recurso.

    O ex-presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-SP, Raul Haidar, é um firme defensor da extinção da punibilidade a qualquer tempo. Perguntei a ele se esse entendimento não acaba por tornar a sonegação um crime que compensa. O contribuinte deixa de pagar e, apanhado no crime, adere a um Refis e segue a vida, sem pena, juros ou multa. Para quem paga impostos, é uma injustiça.

    “Injusto é pagar impostos neste país”, disse ele, encerrando a entrevista.

    Para o atual presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-SP, Jarbas Machioni, a extinção da punibilidade depois de iniciado o processo na Receita, é uma norma, de fato, injusta.

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    No caso da sonegação de impostos sobre o direito de transmissão da Copa de 2002, não são apenas os ventos do Judiciário que sopram a favor da Globo. O caso era desconhecido até que uma mão invisível vazou os primeiros papéis do processo na Justiça, sete anos depois.

    Pressionado por entidades civis do Rio de Janeiro, o Ministério Público determinou a abertura de inquérito na Polícia Federal, que recebeu o número 926/2013, e para tocá-lo foi designado o delegado Rubens de Lyra Pereira. Seu currículo despertava algum otimismo sobre o desfecho da investigação. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, faz mestrado e tem outras duas graduações em universidades públicas, Filosofia e Direito.

    Na semana passada, fui procurá-lo para falar da investigação. Rubens foi transferido. Ele deixou a Delegacia Fazendária e foi trabalhar no plantão da Polícia Federal, num movimento que revela desprestígio. Seu sucessor no inquérito é Luiz Menezes, que estava viajando.

    O chefe interino da Delegacia Fazendária, Rafael Potsch Andreata, não quis falar sobre o caso. “É sigiloso”, disse ele. O inquérito 926/2013 vai completar um ano, os fatos que deram origem à sonegação, dezesseis. A investigação realizada pelo auditor fiscal Alberto Sodré Zile terminou há oito anos e sua conclusão foi endossada pelo conselho que julgou o recurso da Globo:

    – A fiscalização, em face dos fatos descritos, constatou a simulação e, então, afastou o ato aparente para viesse à tona o negócio real: não recolher o imposto de renda na fonte devido pelo pagamento, ao exterior, em razão da aquisição do direito de transmissão, por meio de televisão, de competições desportivas.

    Com esta reportagem, começamos uma série sobre o caso da sonegação da Globo. Como mostra o relatório da Receita Federal, nosso ponto de partida, é um caso que se reveste de alto interesse público. Vamos procurar suspeitos e testemunhas, apurar o que houve nos paraísos fiscais e nos escaninhos do poder. Vamos dar nomes e mostrar o rosto que estão por trás de assinaturas de contratos, distratos, remessas de divisas, constituição de empresas.

    Há quase 50 anos, em plena ditadura militar, a Globo foi acusada de buscar um sócio estrangeiro para montar a sua rede de televisão, o que era proibido na época. A prova de que havia essa sociedade oculta era uma escritura pela qual a Globo vendeu ao grupo Time-Life o prédio onde hoje funciona o seu departamento de jornalismo, na rua Von Martius, no Rio de Janeiro.

    A escritura foi arrancada do livro de registro do 11º Ofício de Notas. Na época, o jornal O Estado de S. Paulo chegou a dar a notícia, e depois o assunto desapareceu da imprensa. De lá para cá, o número de publicações foi reduzido, e a Globo se consolidou como uma das maiores empresas de comunicação do mundo.

    Com esse projeto, financiado pelos leitores do Diário do Centro do Mundo, trabalhamos com a firme convicção de que um expressivo segmento da sociedade decidiu escrever uma nova página na história da mídia.

    Roberto Marinho e os filhos

    Roberto Marinho e os filhos

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    Sobre o Autor

    Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquim.gil@ig.com.br

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    14/11/2014

    Folha e sua perseguição e cerco a Haddad

    cp14112014Um dia e outro também, a Folha dá suas estocadas no prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Não só pode como deve. Até aí, morreu Neves. Acontece que pau de Chico não dá em Francisco. A Folha bate no Haddad mas se recusa a fazer o mesmo com Alkmin. Por mais paradoxal que pareça, o ultraconservador Estadão faz mais jornalismo que a Folha.

    A Folha tem a cara de pau de por na Capa cobrança de obras contra enchentes, mas jamais cobrou de Alckmin obras preventivas contra a seca. E o que está acontecendo em São Paulo neste momento, seca ou enchente?!

    Não que uma seja mais premente que a outra, o que chama a atenção é a diferença de tratamento para problemas semelhantes. O partidarismo exacerbado da Folha cega. Nem precisa ser muito inteligente para desconfiar que Judith Brito anda muito ocupada em ser oposicionista. Nestas horas a ANJ e o Instituto Millenium festejam, porque, como diz o ditado, quem sai aos seus não degenera. E a Folha deve ser um dos alunos mais aplicados na corrente oposicionista coordenada pelo Instituto Millenium.

    Gestão Haddad atrasa a entrega de obras contra as enchentes

    Haddad entrega menos da metade de ação antienchente

    Das 79 obras emergenciais prometidas em 2013, prefeitura concluiu apenas 27

    Outras 14 foram excluídas de pacote que já deveria ter sido entregue; algumas são inviáveis, diz gestão

    GIBA BERGAMIM JR.DE SÃO PAULO

    Menos da metade das obras antienchente anunciadas como emergenciais pelo prefeito Fernando Haddad (PT) foi entregue um ano e oito meses após a promessa de início de mandato na capital paulista.

    Das 79 obras do pacote, só 27 (34%) foram finalizadas, enquanto 14 (18%), por exemplo, foram excluídas por alegada "inviabilidade técnica".

    O início da gestão petista coincidiu com um período de seca que segue até hoje, o que resultou numa incidência menor de enchentes.

    Batizado de Programa de Redução de Alagamentos (PRA), o pacote inclui obras de médio e curto prazo, ao custo de R$ 133 milhões, como ampliações de galerias pluviais e canalizações de córregos para aumentar a capacidade de vazão da água.

    O programa foi anunciado em março de 2013. Na ocasião, menos de três meses após tomar posse, o prefeito disse que iria desengavetar 79 projetos que haviam sido abandonados por gestões passadas em regiões com cheias frequentes na cidade.

    Haddad disse à época que eram obras de prazo mais curto em comparação com outras de macrodrenagem –construção de piscinões e canalização de grandes córregos das zonas sul e oeste, por exemplo– e que poderiam ficar prontas em até um ano.

    Numa entrevista, no mesmo ano, Haddad disse que metade das obras poderia ser entregue até o final de 2013.

    Além das 27 obras já finalizadas, 16 serão entregues até dezembro, de acordo com o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe. Outras 22 estão "em fase de adequação de projeto" e 14 foram excluídas.

    A Folha solicitou à prefeitura a lista de obras excluídas, mas não teve resposta.

    No site do plano de metas da prefeitura há uma lista de 49, entre concluídas, em andamento e não iniciadas. Nem todos os dados, porém, estavam atualizados até a noite de quinta-feira (13).

    O secretário Garibe, que assumiu a pasta em abril, disse que a exclusão de algumas obras se deu por inviabilidade técnica ou financeira.

    Por exemplo, um projeto numa área onde seria construída uma nova galeria ficou inviável, segundo ele, por causa da necessidade de desapropriações e remoção de famílias daquele local.

    A reportagem visitou duas obras em andamento nesta semana. Numa delas, no acesso à Polícia Federal, na região da Lapa (zona oeste), operários da obra disseram que a previsão é finalizá-la somente no ano que vem.

    Nesta sexta, a prefeitura anunciará o plano de contenção de cheias para 2015.

    11/11/2014

    A$$oCIAdos do Instituto Millenium deixam ar de São Paulo irrespirável

    cp11112014 A Folha é insuperável na mistificação. Hoje traz na capa uma manchete que é um poço de contradição à prática da própria Folha. O atual prefeito de São Paulo, que trouxe novos ares para a Prefeitura, é combatido diuturnamente pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium pelo simples fato de ser petista. Fernando Haddad abriu portas e janelas, passou a construir BRTs, ciclofaixas tudo para arejar o clima. Mas os velhos grupos mafiomidiáticos passaram a tratá-lo como se fosse o autor de todos os problemas de São Paulo. A priorização do transporte coletivo (BRTs) e não poluente (ciclovias) foram duramente combatidos. Na implantação dos BRT, o Tribunal de Contas, um tribunal de faz de conta, todo nomeado por Serra/Kassab/Pitta/Maluf, suspendeu a obra para que depois a Folha pudesse dizer que a promessa do candidato não se realizou quando prefeito… Apesar de ter contra os projetos todos os privatistas de São Paulo, os BRTs e as ciclofaixas estão está saindo!

    Na insanidade do combate, botam repórteres e fotógrafos cobrirem o dia a dia, e à noite até para saber que horas o prefeito vai dormir. Todos os problemas detectados e que estão vindo à tona são atribuídos a ele, que está apenas limpando o lixão deixado por Serra e Kassab. Mas a Folha, com fez ontem, dá um jeito de atribuir ao Prefeito Fernando Haddad até a roubalheira dos seus antecessores, correligionários de d. Judith Brito.

    Quando Fernando Haddad criou a ciclovia/ciclofaixas, os três principais grupos de mídia paulistanos (Veja, Estadão e Folha), não só desceram o pau valendo como recrutaram o que existe de pior no reacionarismo paulista. Uma professora universitária, Lúcia Santaella chegou ao cúmulo de atribuir a cor das ciclos faixas, vermelhas, à identificação partidária do prefeito. Como o reacionarismo sempre vem bem acompanhado da burrice, sua fiel escudeira, a prof. dos paulistas não sabia, e deve ter raiva de quem sabe, que a cor vermelha das ciclofaixas é padrão internacional. Um burro da Veja chegou ao cúmulo de atribuir à cor vermelha ao logo da Copa como infiltração comunista. Esse povo está doente, seja pela contaminação pela água de esgoto que toma, seja pelo ar poluído que respira. Os dois juntos afetam o cérebro e prejudicam o raciocínio. Esta também dever ser a origem do ódio aos nordestinos.

    Com tempo seco, SP tem o ar mais poluído em 7 anos”. Pois é, e ainda lutam contra as ciclovias.

    Se isto já é ruim por si só, quando há uma oportunidade de valorizar atitudes que combatem exatamente a poluição, só porque a iniciativa vem de outro partido, a Folha e seus parceiros do Instituto Millenium entendem por bem atacar, desconstruir.

    O PSDB privatiza até o ar que os paulistas respiram. Dá preferência ao transporte particular em prejuízo do público. E quando o problema se apresenta, corre em busca de socorro à Dilma. Privatiza a SABESP, que negocia suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Ao invés de investir, distribui o lucro entre seus acionistas. Na hora do aperto, Geraldo Alckmin prefere fazer esmola com chapéu alheio na “bolivariana” Dilma.

    Que privatização é essa que os lucros ficam com a SABESP e seus acionistas dos EUA e os prejuízos têm de sair do tesouro nacional, do meu, do seu, do nosso suado imposto?! Essa moda de quebrar para depois passar o pires, diga-se de passagem, não é nova. Pelo contrário, é moeda corrente desde que FHC, como Judas, cantou três vezes o pires junto ao FMI.

    Com R$ 3,5 bilhões quantas Bolsa Família poderiam ser atendidas? Daria exatamente 50 milhões de Bolsas Família!!!

    É isso que os paulistas querem, Bolsa Incompetência?! Os paulistas comandados pela Veja, Estadão, Folha, PSDB não querem construir um muro para se separar do nordeste?! Por que agora o imposto pago pelos nordestinos pode ser usado para cobrir a incompetência administrativa dos paulistas?

    Há de se pensar também se a massa de ar quente que paira sobre São Paulo não foi causada pela marcha dos que pedem a volta da ditadura, sem que a Folha, Estadão e Veja tenham se preocupado em mostrar quem está na frente e quem está por trás deste movimento. Por que algo tão anacrônico passa batido pela imprensa paulista? Pedir a ditadura é normal? O nível de histerismo e ódio destilado por São Paulo também pode ter ajudado a manter o ar mais quente e poluído.

    Nestas horas, quando os  jornais publicam que Geraldo Alckmin foi à Dilma em busca do troco de R$ 3,5 bilhões, não aparecem as estatísticas dos Impostores do Impostômetro?! Cadê o custo Brasil? Assim são os Privatas do Caribe! É assim que funciona a meritocracia e o choque de gestão made in PSDB!

    04/11/2014

    Racionando o nome racionamento

    SABESP X MIDIANo futuro, quando alguém pesquisar nos principais grupos mafiomidiáticos a respeito do fornecimento de água em São Paulo no ano de 2014, não encontrará a palavra racionamento. O maior período de falta d’água não terá registro simplesmente porque os parceiros da oposição, de que falou D. Judith Brito e a própria ANJ, resolveram adotar a lei da Parabólica do Rubens Ricúpero.

    Até o uso de máquina que faz água está na pauta, mas a palavra racionamento está terminantemente proibido pelos manuais de redação. Só as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha espalhadas pelas escolas de São Paulo explica esta tão bem sucedida parceria.

    Há situações como esta em que o silêncio é mais eloquente do que as manchetes alarmantes.

    CRISE D’ÁGUA 

    Máquina que ‘faz’ água é oferecida ao Estado de SP

    Inventor se reúne com governo para apresentar usinas produtoras

    Não há estimativa de custos para o projeto; Secretaria de Recursos Hídricos diz que todo estudo é analisado

    FELIPE SOUZADE SÃO PAULO

    O inventor de uma máquina que "fabrica" água condensando a umidade do ar se reuniu nesta segunda-feira (3) com representantes do governo paulista para apresentar um projeto para amenizar a crise hídrica no Estado.

    O engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino foi recebido pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para mostrar a instalação de sua invenção, em escala maior, às margens dos rios Tietê e Pinheiros.

    Na reunião com representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, responsável por ações de combate à crise hídrica, ele afirmou que as máquinas funcionariam como usinas produtoras de água.

    A proposta, de acordo com a pasta, será agora analisada por técnicos, assim como ocorre com outros estudos.

    O chefe de gabinete da secretaria, Alexsandro Peixe Campos, foi um dos representantes do governo na reunião.

    O sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento da capital, teve nova queda nesta segunda, quando operava com 11,9% de sua capacidade. No domingo, seu nível era de 12,1%.

    A medição, no entanto, é anterior ao temporal que atingiu a região das represas durante a tarde de ontem.

    ‘CRIAR OPÇÕES’

    "O objetivo não é suprir completamente o abastecimento, mas criar opções para que as represas não sejam a única fonte", diz Paulino, sobre a proposta discutida com o governo do Estado.

    Segundo o engenheiro, o projeto, se aceito, seria o maior do mundo. Mas ainda não há estimativa de custo.

    Uma das versões da máquina produz 30 litros de água por dia e custa R$ 7.000. Outra versão, que chega a produzir 5.000 litros por dia, é vendida por R$ 350 mil.

    O local da hipotética instalação das usinas (nas marginais) foi escolhido devido à umidade elevada do ar–entre 50% e 90%–, que aumenta a produção de água.

    De acordo com o engenheiro, cada usina é capaz de produzir 2 milhões de litros de água por dia. Ele afirma ser possível construir 20 delas em cada uma das marginais.

    Considerando que um morador da Grande São Paulo gasta em média 161 litros de água por dia, segundo a Sabesp, uma usina seria capaz de abastecer 12.422 pessoas.

    Agora, diz Paulino, o plano deve ser apresentado ao comitê que administra a crise hídrica no Estado.

    01/11/2014

    A cada eleição a velha mídia aperfeiçoa o golpe

     

    O Brasil quer alternância de poder: na mídia

    1 de novembro de 2014 | 08:56 Autor: Miguel do Rosário

    democratizar-midia

    Na campanha eleitoral deste ano muito se falou em desejo de mudança, em alternância de poder, em atender os anseios das ruas.

    Pois bem, não houve assunto mais abordado nas ruas do que a democratização da mídia. Não há poder que esteja há mais tempo sem alternância do que a mídia.

    E não haverá mudança de fato no país se não mudarmos a mídia brasileira, que não faz justiça à nossa complexidade.

    Que se tornou um obstáculo ao nosso desenvolvimento político, cultural e até mesmo econômico.

    A mídia, claro, tenta sufocar o simples debate.

    Os movimentos pela democratização da mídia não querem censurar ninguém.

    E são muito mais críticos ao governo do que a nossa mídia tradicional.

    A mídia tradicional quer o monopólio da crítica ao governo, porque sabe que o governo apenas se mobiliza quando criticado, então quem tem o poder de criticá-lo tem o poder de orientá-lo e, portanto, tem o poder de fato.

    Os movimentos sociais também querem o poder para criticar o governo, para forçá-lo a fazer a reforma agrária, a reforma urbana e a reforma política.

    Querem mais poder de crítica para forçarem o governo a investir em metrôs ao invés de elevar os juros.

    E por aí vai.

    *

    O Brasil é maior que a Globo

    O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

    31/10/2014

    Por Marcelo Salles, no Brasil de Fato

    Essas eleições entram para a História do Brasil como o momento mais nítido em que as corporações de mídia tentaram impor sua vontade ao povo. Mais do que em 1989, com a famosa edição do debate entre Lula e Collor. Mais do que em 2006, quando o foco do debate foi deslocado para pilhas de dinheiro expostas ad nauseam.

    Em 2014 apostaram todas as fichas e, a contrário de outras vezes, não o fizeram veladamente. Assumiram seu papel de partido político de oposição, conforme conclamou Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, vice-presidente da ANJ e colaboradora do Instituto Millenium.

    Faltando 11 dias para o segundo turno do pleito, os institutos de pesquisa davam empate técnico entre os dois candidatos – Aécio Neves à frente 2 pontos, dentro da margem de erro.

    Como resposta, a militância de esquerda foi às ruas, os movimentos sociais organizados reforçaram sua participação na campanha e a candidata à reeleição partiu para o enfrentamento nos debates. O mote era um só: comparar os governos tucanos e petistas, o que garantiu vantagem a Lula e Dilma em praticamente todos os setores. Se o oponente baixava o nível, a resposta vinha à altura.

    Nos oito dias seguintes, Datafolha e Ibope registraram crescimento de Dilma. No primeiro, de 49% para 53%; no Ibope, de 49% para 54%. Enquanto isso, Aécio caiu de 51% para 46% (Ibope) e 51% a 47% (Datafolha). Dilma encerrou a campanha com vantagem de 6 a 8 pontos de vantagem, cenário praticamente impossível de ser invertido em 48 horas.

    Aí surgiu a capa da revista Veja na sexta-feira, antevéspera do pleito, acusando, sem provas, Lula e Dilma de terem conhecimento de desvios na Petrobrás. De sexta até domingo a Veja atingiria algo entre 500 mil e 1 milhão de pessoas. A maioria das quais, no entanto, já tinham o voto decidido para Aécio. A capa da veja, por si só, merecia o repúdio na medida em que foi dado pela campanha do PT. A própria presidenta Dilma usou parte do tempo de propaganda eleitoral para denunciar a manobra da revista.

    No entanto, foi o Jornal Nacional do sábado, véspera da eleição, o grande responsável pela interferência na vontade popular. No primeiro bloco, Dilma recebeu 5 minutos, com destaque no suposto medo de avião e nos problemas com a voz. Enquanto Aécio teve direito a 5’55’’ a apresentá-lo como alguém incansável, que trabalha durante o voo e aparece com a esposa e os filhos no colo (“um cara família”). Em outro trecho, as imagens saltadas em repetição durante comícios, com a bandeira do Brasil nas costas, revelam, como num filme de ação, um homem destemido que estaria preparado para conduzir o destino da Nação.

    Logo no início do segundo bloco, o JN exibiu extensa reportagem sobre a capa da Veja. Aí, o que era de conhecimento de até 1 milhão de pessoas que já votariam Aécio, alcançou 30-40 milhões de pessoas, entre os quais um sem número de indecisos. Isto na véspera do pleito, sem que houvesse tempo para se organizar a estratégia de enfrentamento desse verdadeiro crime midiático. Como resultado, a vantagem de 6-8 pontos de Dilma caiu drasticamente, e quando terminou a apuração as urnas sacramentaram 51,5% x 48,5%.

    O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

    Marcelo Salles é jornalista.

    O Brasil quer alternância de poder: na mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    11/10/2014

    Folha hibernou por 11 anos no Instituto Millenium

    Só a engenharia reversa explica a Folha.

    Durante estes quase 12 anos de governo petista (8 de Lula + 4 de Dilma) não foi manchete da Folha a diminuição da miséria. Fiel às recomendações da d. Judith Brito, à ANJ e ao Instituto Millenium, a Folha é um exemplo bem sucedido do método Rubens Ricúpero: mostrar o que interessa à Folha e seu partido, e esconder o que interessa ao seu adversário, o PT. Porque se é verdade que é a primeira vez que para de cair, é porque ela vinha caindo todos os outros anos. Mas mostrar que a miséria estava caindo não era notícia boa para o PSDB… Nem mesmo, pela primeira vez, o Brasil ter sido tirado pela ONU do mapa da fome levou a Folha a colocar a informação na capa do seu jornal!

    É evidente que a miséria não acabou, por isso que Dilma precisa de mais quatro anos, afinal é a única que tem como bandeira o fim da miséria. Mas também é verdade que foi nos governos Lula e Dilma que houve enfrentamento da miséria. O mundo reconheceu e premiou Lula. No Brasil, gerou revolta na Casa-Grande. Não fossem tantos ataques ao Bolsa Família, que Aécio e sua turma chama de Bolsa Esmola, e talvez a miséria continuasse a cair. Parece que a Folha combate a política de diminuição da pobreza apenas para ter motivos para comemorar.

    Comemorar em manchete a estabilização da miséria é de uma pobreza sem precedentes!

    A Folha poderia, mesmo em tom negativo para atacar Dilma, explicar quais são s propostas dos dois candidatos para acabar com a miséria. Os correligionários da Folha já deram uma dica: querem jogar um bomba no Nordeste. FHC já disse que o nordestino de burro e desqualificado. Também chamou Dilma de gordinha, e viu nisso o único impeditivo para ela governar.

    Onde esteve a  Folha durante os 11 anos em que a miséria caiu que não deu uma manchete para comemorar?

    Por que será que a Folha está comemorando o fato de a miséria ter estabilizado. Se não parou de cair, também é verdade que não aumentou. Considerando o contexto internacional, com desemprego recorde na Europa, e admitindo que vivemos numa situação de pleno emprego. Considerando que o Brasil foi tirado, pela ONU, do mapa da fome no mundo, a Folha se apegar à miséria mental não é novidade. Novidade seria se a Folha tivesse comemorado que, finalmente, o Brasil havia sido tirada da situação vexatória de ser um país produtor de alimentos que já deu manchete: “Fome matou em 5 anos dez milhões de pessoas no nordeste brasileiro”.

    Miséria para de cair pela 1ª vez em governo petista

    Proporção de indigentes no país saiu de 5,8% para 6% da população em 2013

    Estudo realizado por instituto privado com base em dados oficiais coloca em xeque promessa de Dilma

    JOÃO CARLOS MAGALHÃESGUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

    Cálculos feitos com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013 indicam que, pela primeira vez em uma década de governo petista, a miséria parou de cair no país.

    As conclusões colocam em xeque uma das principais promessas da administração Dilma Rousseff: erradicar a pobreza extrema.

    Normalmente, esses cálculos são feitos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), subordinado à Presidência da República.

    Mas, alegando proibições legais, o órgão neste ano decidiu não divulgar até o fim das eleições interpretações da pesquisa.

    Os dados, no entanto, já foram explorados pelo Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), organização sem fins lucrativos que reúne alguns dos principais estudiosos da pobreza no país.

    De acordo com um estudo produzido pelo Iets, houve no ano passado um pequeno aumento no número de brasileiros indigentes. Ele saiu de 5,8% da população em 2012 (10,9 milhões de pessoas) para 6% da população (11,1 milhões de pessoas).

    Como a diferença é pequena, ainda mais em uma pesquisa feita por amostragem, os pesquisadores preferem portanto falar em estagnação, em vez de crescimento.

    Em relação ao número total de pobres, a tendência de queda foi mantida, também por uma diferença modesta: de 18% em 2012 (33,6 milhões de pessoas) para 17% (31,7 milhões de pessoas) do total da população.

    Os critérios do Iets para definir miseráveis e pobres são diferentes dos adotados pelo governo, mas nos últimos anos têm mostrado trajetórias semelhantes.

    Para o Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família, miseráveis e pobres são os que vivem em famílias de renda per capita abaixo de R$ 77 e R$ 154 por mês, respectivamente. Já o Iets usa linhas de R$ 123 e R$ 246.

    ESTUDO PARALELO

    A estagnação da miséria em 2013 é também confirmada por uma outra projeção, feita pela pesquisadora Sônia Rocha, ligada ao Iets, mas que usa critérios diferentes dos utilizados no levantamento geral do instituto.

    A partir de diferentes linhas estabelecidas para 25 regiões do país, ela calculou que em 2013 o número de indigentes aumentou de 4,1% para 4,7% da população, e o de pobres caiu de de 15,9% para 15,3%.

    As estatísticas oficiais e independentes mostram uma queda contínua da miséria e da pobreza de 2003 a 2012 –neste último ano, a melhora já mostrava desaceleração.

    Embora não haja ainda um diagnóstico consensual para a interrupção, os estudos do Ipea apontam que a redução da extrema pobreza está associada ao crescimento econômico, principalmente, e também à queda da desigualdade de renda.

    FREADA ECONÔMICA

    É provável, portanto, que ao menos parte da explicação passe pela freada da economia no governo Dilma. Neste ano, o PIB deve crescer 0,3%, pela previsão do FMI.

    A tendência revelada pela Pnad contradiz não apenas as promessas da presidente Dilma, mas previsões feitas recentemente pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

    Em maio, ela afirmou que "tudo aponta para a manutenção do ritmo acelerado da queda, pois os dados oficiais ainda não refletem todas as inovações do Brasil Sem Miséria [nome do conjunto de ações feitas pelo governo para reduzir a miséria]".

    21/08/2014

    Tautismo à moda Judith Brito

    Quem não lembra de Judith Brito, a porta-voz da direita no comando da quadrilha que pretende sodomizar o Brasil.

    Bonner e Poeta expõem o desespero tautista da TV Globo, por Wilson Ferreira

    Wilson Ferreira

    qui, 21/08/2014 – 13:23

    Atualizado em 21/08/2014 – 13:42

    A verborragia estudada e simulada de William Bonner e Patrícia Poeta (perguntas quilométricas e fisionomias treinadas em longos anos de experiência olhando para “teleprompters” nos estúdios de TV) na suposta entrevista com a candidata Dilma Roussef não quis dizer apenas que a TV Globo “não gosta dela”. A dupla de apresentadores do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora: o desespero “tautista” (tautologia + autismo) – ter que ao mesmo tempo assumir o papel de oposição política servindo de câmara de eco da pauta da grande mídia e institutos de pesquisa e ter que demonstrar histericamente que ela é imparcial para tentar recuperar uma audiência em queda pela perda de credibilidade e relevância.  A resposta da emissora para seu dilema existencial não poderia ser mais autista quando utiliza a técnica de dissociação psíquica na entrevista, velha tática do Manual Kubark de Interrogatório e Contra-inteligência” da CIA.

    Em 1985, no último bloco de debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, o jornalista Boris Casoy disparou uma pergunta a Fernando Henrique Cardoso: “Senador, o sr. acredita em Deus? A reposta dessa pergunta simples e direta fez ele perder uma eleição que parecia ganha.

    Um ano depois, durante a Copa do Mundo no México, o dublê de ator e jornalista Marcelo Tas, na pele do personagem cínico Ernesto Varela, conseguiu invadir a concentração da seleção brasileira para dar de cara com o cartola Nabi Chedid, então chefe da delegação. Varela foi direto: “depois da Copa, qual será a sua próxima jogada?”. Transtornado com a pergunta maliciosa, Nabi expulsou ele e o câmera Toniko Melo da concentração.

    No passado, perguntas simples e diretas eram
    capazes de desconstruir entrevistados

    Esses foram tempos onde a televisão ainda possibilitava a abertura de espaços para a realidade do mundo exterior, a realidade de um país que se abria politicamente depois duas décadas de regime militar. Uma década onde uma série de programas televisivos utilizavam uma linguagem experimental assentada na metalinguagem como possibilidade de desconstruir todos os chavões, clichês e estereótipos da grande mídia. Assim como o personagem Ernesto Varela, que através de perguntas diretas e inesperadas desmontava todos os clichês do jornalismo televisivo e, ao mesmo tempo, conseguia se sintonizar com a realidade de um país que mudava.

    O que testemunhamos no último dia 18 na espécie de “pinga fogo” da bancada do Jornal Nacional da TV Globo com a candidata à reeleição Dilma Roussef foi o sintoma de toda uma reversão que a televisão brasileira mergulhou em duas décadas depois dos experimentos televisivos radicais como Fábrica do Som, Perdidos na Noite, Goulart de Andrade e o próprio repórter amalucado Ernesto Varela da produtora Olhar Eletrônico.

    Os 40% de tempo de fala que os “entrevistadores” William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam na sabatina à candidata Dilma demonstraram não só como a metalinguagem e a autorreferência que domina hoje a TV deixou de ser radicalmente crítica como nas experiências descritas acima, para se tornar um sintoma de uma espécie de desespero tautista em que a TV Globo se encontra.

    Na verdade, Bonner e Poeta não estavam ali para entrevistar a candidata, mas para desesperadamente falar de si mesmos, como em todo programa do gênero talkshow da TV pós-moderna, ou “Neotevê” como dizia Umberto Eco. a atração já não é tanto as ideias ou a personalidade do entrevistado mas o estilo ou as idiossincrasias do entrevistador: suas conversas com os câmeras, as brincadeiras com o boom operator, as piadas e gozações com membros da banda musical de apoio etc. É como se a Neotevê fizesse um constante making-off. O mundo exterior é um mero pretexto para ela se desnudar na frente do telespectador.

    Simulação de imparcialidade com 
    fisionomias aprendidas em anos 
    olhando para
    os teleprompters dos estúdios

    Mas no caso de Bonner e Poeta há um ingrediente a mais, o desespero tautista: eles precisam simular o quanto eles são implacavelmente críticos e objetivos (supostamente estão ali para dar paulada em todos) e, ao mesmo tempo e de forma paradoxal, têm que se tornar uma espécie de câmara de eco da própria agenda criada pela grande mídia e pelos institutos de pesquisa nessas eleições: corrupção, mensalão, crise da saúde, crise econômica e inflação.

    Suas verborragias estudadas e simuladas (dedos em riste, soquinhos na mesa, os olhos apertados de Bonner sugerindo argúcia e gravidade e as expressões de ojeriza ou repugnância de Poeta – sobrancelhas erguidas e lábios apertados) expressam uma situação desesperadora para a grande mídia, mas em particular para a TV Globo: ela tem que assumir o papel de oposição (desde a convocação de Maria Judith Brito, em 2010 presidente da Associação Nacional dos Jornais) e, ao mesmo tempo, aparentar imparcialidade e credibilidade numa situação atual de curva descendente de audiência.

    As perguntas quilométricas de Bonner e Poeta, muito mais a repetição dos mantras estampados nas perguntas dos institutos de pesquisas, é o sintoma desse tautismo global, tendência generalizada da chamada Neotevê, mas que se torna dramática na atual condição esquizofrênica em que se meteu a Globo.

    O que é tautismo?

    Conceito criado pelo francês Lucien Sfez, o tautismo tem a ver com o que ele chamava de “comunicação confusional”, traço dominante contemporâneo onde o processo comunicacional teria se tornado um diálogo sem personagem. Só leva em conta a si mesmo, isto é, a comunicação como seu próprio objeto. (veja SFEZ, Lucien. Crítica da Comunicação. São Paulo: Loyola, 2000).

    Sfez: o tautismo é uma
    "comunicação confusional"

    Sistemas de comunicação que se tornam expansivos e complexos tenderiam às características de auto-organização e fechamento: de um lado a característica da tautologia (repetição lógica onde o resultado é igual a sua proposição; soma-se a isso o autismo onde o sistema de comunicação cria um mundo próprio com pouco ou nenhum contato com o mundo exterior.

    As redes das grandes mídias acabaram criando uma verdadeira câmara de eco onde seus experts, editores, chefes, colunista e executivos criaram uma agenda cujos temas são confirmados pelos números e estatísticas de pesquisas cujas perguntas tendenciosas acabam confirmando proposições e hipóteses. Tautismo, em síntese: discurso autorreferencial, delirante, neurótico.

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    Bonner e Poeta expõem o desespero tautista da TV Globo, por Wilson Ferreira | GGN

    21/06/2014

    Judith Brito obtém mais uma vitória

    É por demais conhecida a filiação partidária da Folha de São Paulo ao PSDB. Judith Brito defende com unhas e dentes, nas páginas da Folha, o direito de escolher o que é melhor para a Folha. Não é por acaso que Geraldo Ackmin distribui milhares de assinaturas do jornal da D. Judith nas escolas públicas de São Paulo. E a Justiça, mais uma vez, endossa a parceria. É por razões como esta que uma tapioca do Ministro do Esportes ganha mais espaço na velha mídia que um helicóptero com 450 kg de cocaína. FHC já defende a liberação da maconha; Aécio pedirá a liberação da coca?!

    Folha obtém liminar para manter coluna de Aécio

    :

    Folha de S. Paulo obteve na Justiça Eleitoral do Rio uma liminar que lhe dá direito a manter na internet uma coluna escrita pelo presidenciável tucano Aécio Neves, e ex-colunista do jornal; juiz Flávio Willeman, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, afirmou em decisão provisória que retirar a coluna da internet "seria uma restrição direta à liberdade de informação jornalística"; na última semana, o juiz Guilherme Pedrosa Lopes, do mesmo TRE do Rio, determinou que a Folha retirasse da internet uma coluna escrita por Aécio Neves; texto relata as "visões" e os "compromissos" do PSDB para combater as desigualdades sociais

    Brasil 24/7

    19/06/2014

    Folha é sósia do boimate

    Filed under: Boimate,Judith Brito,Nueva Konigsberg,Sósia de Felipão — Gilmar Crestani @ 8:11 pm
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    Folha HoróscopCredibilidade é tudo. Confiança é o segredo basilar do mercado onde se negocia informação. Depois do Boimate e Nueva Konigsberg pela Veja, a Folha entrevista sócia de Felipão. Não fosse a internet, que desmente dia a dia toda manipulação organizada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium e ainda estaríamos acreditando que não houve ditadura, mas ditabranda

    Essa Judith Brito e sua oposição astrológica…

    Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha

    DE SÃO PAULO

    19/06/2014 00h18

    Diferentemente do que foi publicado no site da Folha, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, não falou com o colunista Mario Sergio Conti.

    Quem falou ao jornalista foi um sósia do treinador, Vladimir Palomo.

    Felipão não estava em um voo do Rio para São Paulo. Ele passou o dia em Fortaleza.

    O texto também foi publicado pelo site do jornal "O Globo", do qual Conti é colunista.

    Mario Sergio Conti pede desculpas a Scolari, a Palomo e aos leitores pela confusão.

    Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha – 19/06/2014 – Folha na Copa – Esporte – Folha de S.Paulo

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