Ficha Corrida

05/11/2012

A$$oCIAdos da SIP, uni-vos!

Filed under: A$$oCIAdos,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,SIP — Gilmar Crestani @ 7:40 am

Em recente convescote realizado em São Paulo, a SIP convocou e os a$$oCIAdos do Instituto Millenium arregaçaram as mangas. Todos contra a Presidenta da Argentina. Para estes grupelhos golpistas, lei só vale em benefício próprio, como aquela que isenta de impostos as empresas de comunicação. Agora, a lei que o Congresso argentino aprovou, e que o judiciário, provocado legitimou, o Executivo não pode, segundo os grupos mafiomidiáticos, cumprir. É bom lembrar que o Grupo Clarín, colega da Folha na SIP, assim como seus congêneres brasileiros, não tiveram nenhum problema com a ditadura. Tiveram uma convivência pacífica e profícua. O problema deles é com a democracia e a tripartição dos poderes.

EDITORIAIS

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Cristinoduto

Não bastassem as tensas relações que mantém com a imprensa oposicionista, o governo argentino revela uma face talvez ainda mais grave de sua estratégia antidemocrática e manipuladora.

Segundo dados oficiais, possivelmente subestimados, a administração Cristina Kirchner canalizou, neste ano, cerca de 600 milhões de pesos (mais de R$ 300 milhões) para órgãos alinhados com o governo. Em alguns jornais, os recursos de publicidade oficial cobrem mais de 90% dos custos.

Publicações governistas tiveram, de 2011 a 2012, acréscimos enfáticos nas verbas publicitárias. Uma publicação da cidade de Mendoza conheceu 266% de aumento nesse tipo de receitas, se comparado o primeiro semestre do ano passado com o mesmo período de 2012.

Somente critérios técnicos, como o volume de circulação e o público específico que se pretende atingir, deveriam orientar os governos na escolha dos veículos a serem utilizados para anúncios estatais.

Privilegiando jornais que lhe são favoráveis e diminuindo a publicidade nos órgãos de oposição, o governo Kirchner faz mais do que simplesmente revelar o que já se sabia desde suas primeiras investidas contra o grupo editorial "Clarín".

Não se trata apenas de tentar sufocar setores que criticam o governo. Trata-se, no fundo, de desqualificar toda a imprensa.

Não haveria necessariamente nenhum escândalo se um jornal celebrasse, como fez um diário de Buenos Aires, a volta da petrolífera YPF às mãos do governo com uma primeira página veemente. Mas o fato de esse mesmo jornal duplicar a receita de anúncios governamentais descaracteriza, em tese, o próprio valor de sua opinião.

Assim como a compra de votos de parlamentares é um atentado contra a própria lógica democrática, o "cristinoduto" atinge a imprensa argentina como instituição. Para criticar ou apoiar, a relação entre jornais e governos só se mantém saudável enquanto vale o princípio da máxima distância.

Com 18 jornais em circulação na capital, a Argentina pode, sem dúvida, dispor de uma imprensa múltipla, representativa das mais diversas correntes de opinião.

Nenhuma instituição pluralista e independente da sociedade civil consegue sobreviver, entretanto, se depende de favores, de mesadas e mensalões oferecidos pelo Estado -cujos recursos não pertencem ao governante ocasional, mas a toda a sociedade.

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