Ficha Corrida

25/08/2015

ENEM se fala mais nisso

OBScena: membro da Ku Klux Klan sendo atendido por médicos negros

KuKluxKlansendosocorridopormdicosnegrosOs grupos mafiomidiáticos, cabresteados por uma oligarquia excludente e preconceituosa, tem feito guerra contra qualquer política pública que busca abrir espaços mais republicanos de acesso aos bens e serviços públicos. Toda vez que se cria política pública de universalização e de melhoria para os mais necessitados, a gritaria é geral, mas restrita aos privilegiados de sempre. Privilegiados inclusive em se fazer ouvir.

Foi assim com o SUS, com as políticas de cotas e inclusão social, com o ENEM, com Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Cotas raciais

Para combater a política de cotas do Governo Lula, a Globo escalou Ali Kamel para perpetrar um petardo chamado “Não somos racistas”. O livro teve sua serventia. A Rede Globo avocou o direito de dizer o que é e o que não é racismo. Só uma empresa de jornalismo dirigida por ETs poderia sair-se com algo tão ridículo. Assim, a política de cotas serviu não só para resgatar uma dívida histórica com amplo segmento marginalizado da nosso sociedade, mas serviu ainda mais para mostrar quem são os que ainda hoje se aproveitam deste apartheid. Que pode haver alguns problemas na política de cotas não esta dúvida. Basta citar caso do Joaquim Barbosa e Mathias Abramovic, médico carioca, branco de olhos verdes, que se inscreve mais uma vez como cotista para uma vaga reservada a negros no Itamaraty. Embora estes dois casos tenham sido usados para detonar com a política de cotas, o que fica claro que é há pessoas de mau caráter em todas as etnias. Algo bem diferente é dizer que não há necessidade de cotas porque “não somos racistas”. Para complementar os dois exemplos anteriores, e ficando somente entre os famosos, que a realidade da vida real é ainda mais cruel, basta trazer a baila mais dois nomes ligados, em lados opostos, ao racismo: Rachel Sheherazade e Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo.E, para finalizar, ainda ontem saiu a informação que a polícia do Rio de Janeiro aborda ônibus e interrompe a viagem de jovens negros com destino à zona sul da cidade. Para encerrar, a guerra do Ali Kamel e da Rede Globo contra as cotas raciais fez brotar de maneira assustadora os movimentos nazi-fascistas.

Saúde Pública

O SUS/SAMU, o maior programa de saúde pública do mundo, é uma grande vítima. Por desvios funcionais, de caráter e de informação, a parcela da sociedade que não só tem recursos próprios para tratar da própria saúde como também pode adquirir plano de saúde particular, é a que mais ataca o SUS. Veja-se o caso do MBL, um grupelho de jovens desocupados mas muito bem finanCIAdos, se insurge contra qualquer política governamental que ouse usar recursos públicos em prol dos mais necessitados. Na marcha dos vadios para Brasília, um dos onze integrantes foi atropelado. Não foi seu plano privado de saúde que o resgatou e levou ao hospital público mantido pelo SUS. Foi a SAMU. Da mesma forma, quando a global famiglia Huck sofreu acidente aéreo, quem socorreu não foi seu plano privado, foi o SUS. Ainda dentro deste assunto é importante registrar que no Governo FHC foi criada a CPMF. O dinheiro que deveria te sido usado na saúde pública foi utilizado para qualquer coisa, menos para o fim a que foi criada. Bastou mudar o governo, e para impedir que o dinheiro passasse a ser utilizado de fato em saúde pública, a mesma classe reacionária, aquela que abriga os 300 picaretas do Eduardo CUnha, extinguiu a CPMF.

Exame Nacional de Ensino Médio

Uma das maiores batalhas contra os governos Lula e Dilma deu-se com a criação do ENEM. Em uníssono, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium martelaram dia e noite contra um dos programas de interesse público mais bem concebidos. A Veja faz sentido. Ela usa os dinheiros da venda de informação, que não é tributado, para entrar no mercado da educação. E não é só a distribuição de milhares de assinaturas pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Entrou também para o ramo dos livros didáticos. Os demais, para atenderem seus financiadores ideológicos, deste logo investiram contra. Lembro que em Porto Alegre, meninas de classe média e frequentadoras de cursos pré-vestibulares botaram narizes de palhaço e foram pra rua protestar. Elas ganharam espaço, os jovens de origem humilde e de periferia que sempre lutaram por mais acesso à educação pública gratuita e de qualidade, nunca tiveram espaço. Acontece que com o ENEM tem acesso às Universidade Públicas não aqueles filhos de classe média e média alta que puderam frequentar boas escolas particulares ou que puderam pagar caros cursinhos pré-vestibulares. Afinal, o que é público deve ser de acesso para todos os públicos. Não é engraçado que aqueles que advogam o ensino privado tenham lutado tanto para o acesso exclusivo ao ensino superior público? Por que não se contentaram com o ensino nas Faculdades Privadas? O ENEM, aliado a outras políticas públicas, como as cotas e o PROUNI, permitiram o acesso ao ensino superior a jovens que de outra forma chamais conseguiriam. As salas ficaram com uma cara mais parecida com a nossa heterogênea sociedade. Hoje, filho de pedreiro, de doméstica, de colono e outras tantas profissões mais simples tem acesso e compete com jovens de classes altamente privilegiadas. A efetiva mudança na sociedade vai demorar mais para ficar mais perceptível. Há que se esperar que essa nova leva de jovens retornem dos estudos e se integrem no mercado de trabalho para que a defesa destas políticas se torne mais contundente.

Luz para Todos

Vide o caso dos programas Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. É constrangedor ver colegas que usam o financiamento da Caixa para adquirir moradia combaterem o uso de dinheiro público no programa Minha Casa Minha Vida. Embora em menor escala, também por ser um programa público, o Luz para Todos foi ferrenhamente combatido. O exemplo da luz é paradigmático e simboliza o ódio de classe que desnorteia a cabeça de nossa direita Miami. Ao contrário da última frase atribuída ao poeta alemão, Goethe, nossas elites não querem “luz, mais luz”, porque em terreno escuro quem tem lanterna de celular comando o tráfico.

Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia

E por fim o Mais Médicos. Nada é mais emblemático do atraso mental, e por isso também mais simbólico, de nossas elites do que o programa Mais Médicos. Nem o bloqueio das contas de poupança pela Zélia Cardoso de Mello no governo Collor provou ira maior do que a vinda de médicos para atender a população onde não havia médicos. Os ataques não se devem apenas à perda do poder econômico de uma classe, mas atinge o seu mundo simbólico. Os cursos de Medicina eram redutos de acesso extremamente difícil. E um pouco devido a esta dificuldade, os formandos, genericamente falando, pensavam e alguns ainda pensam, que se tratava de uma cesso a um garimpo com pepitas garantidas. Pode-se dizer que foi este programa que fez com que a brasa do fascismo que estava coberta de cinza se destapasse. As manifestações mais raivosas, de mais baixo nível foi contra este programa de atendimento ao público mais carente de acesso à saúde pública. Se é verdade que poderia ser melhor, também é verdade que é melhor um médico nas condições atuais do que nenhum. É uma conclusão de uma clareza meridiana mas que mentes obnubiladas de ódio não captam. O problema maior continua sendo de comunicação, de informação. Acontece que há espaço para quem, por razões óbvias, condena este programa, mas pouco espaço se dá para mostrar o que aconteceu nos lugares onde eles estão. Não se ouve o público que está sendo atendido por este serviço.

Os mais jovens, por não terem vivenciado outra realidade, não têm ideia de como as coisas funcionavam há 15, 20 anos atrás. Os mais velhos hão de lembrar de como era difícil consultar um médico no INAMPS… Cursar uma faculdade pública…

28/12/2014

Objetivo alcançado: estelionato educacional

Filed under: Colégio Objetivo,ENEM,Manipulação — Gilmar Crestani @ 11:01 pm
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Como pode trabalhar com educação que não tem educação, quem age de forma nada ética? É por isso que a educação deveria ser sempre e só pública. Mas para que isso seja possível é preciso que os sonegadores paguem seus impostos. A maioria dos que mais falam no custo Brasil, no volume dos impostos, são os que menos pagam. Olha a Globo, sempre zelosa em falar na alta dos impostos se não é uma das maiores sonegadoras?

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/12/1566788-notas-dos-melhores-levam-escolas-tradicionais-para-o-topo-do-enem.shtml

Primeiro lugar do Enem dá ‘jeitinho’ para liderar ranking

sab, 27/12/2014 – 08:35

Jornal GGN – A escola primeira colocada no ENEM se utiliza de uma artimanha jurídica para aparecer sempre em primeiro lugar. Ela criou um novo CNPJ, ou uma nova escola, onde separa os alunos que mais se destacam para fazer a prova sob esta “nova escola” que fica no mesmo espaço físico. O desempenho desta sala é melhor do que o restante da escola. Ela aparece em primeiro, o restante na 569ª colocação.

Do Estadão

Blog do Mateus Prado

Escola campeã do ENEM ocupa, ao mesmo tempo, 1º e 569º lugar do ranking

A primeira colocada no ENEM não é uma escola, é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas listas diferentes.

Vários Fakes entre as primeiras colocadas no ENEM

A escola que se auto intitula a primeira colocada no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ocupa, ao mesmo tempo, a 1ª e a 569ª posição no ranking que a imprensa faz com os resultados do ENEM.  E  faz 5 anos que a escola usa do mesmo expediente (fingir ser outra escola para ficar em primeiro lugar no ENEM) e ninguém toma nenhuma providência.

Como ela fez isto ? Fácil. A escola, localizada na Avenida Paulista, em 2009 separou numa sala diferente os alunos que acertavam mais questões em suas provas internas. Trouxe, inclusive, alguns alunos de suas franquias pela grande São Paulo. E “criou” uma outra escola (abriu outro CNPJ), mesmo estando no mesmo espaço físico. E de lá pra cá esta ‘outra escola’ todo ano é a primeira colocada no ENEM. A 569ª posição é a que melhor reflete as condições da escola. O 1º lugar é uma farsa.

A primeira colocada no ENEM NÃO é uma escola, é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas listas diferentes. Uma minoria que acerta muitas questões vai pro CNPJ novo e fica em primeiro lugar no ENEM. Todos os demais – a maioria – fica no CNPJ antigo e tem resultados muito ruins no ENEM (em 2013 a 569ª colocação).

Todos estudam no mesmo prédio,  com os mesmos professores, com o mesmo material,  no mesmo horário, convivendo no mesmo pátio e no mesmo horário de intervalo.  O resultado (1º ou 569º) não é diferente por qualquer motivo pedagógico. É diferente porque a escola selecionou quem ela queria que fizesse as provas para representar o novo CNPJ.

No Rio a mesma instituição é a 3ª colocada e a 2015ª

No Rio de Janeiro tivemos mais um destes absurdos. A terceira colocada nacional, que nunca tinha aparecido nem perto das primeiras nacionais e nem nas primeiras posições do Rio de Janeiro, este ano apareceu em terceiro lugar nacionalmente. Mas uma análise um pouquinho mais aprofundada mostra que a escola em 2013 dividiu-se em 13 unidades diferentes (eram menos em outros anos, vários bairros do Rio receberam uma segunda unidade) e a unidade que aparece em terceiro lugar nacional teve somente 15 alunos que fizeram a prova. E sabe qual a posição de todas as 13 unidades da escola ? Ai vai : 3ª, 13ª, 19ª, 387ª, 509ª, 610ª, 739ª, 2105ª, 1549ª, 1034ª, 1010ª, 958ª, 764ª. É isto mesmo. A escola conseguiu ser as mesmo tempo a 3ª melhor escola e a 2105ª do ENEM 2013, e isto passando por escola 1010, escola 1034, escola 1549. É obvio e ululante, estas escolas foram criadas somente para aparecer entre as primeiras colocadas no ENEM. Mandaram pra “lá” quem acerta mais questões entre seus centenas, ou até milhares de alunos, e criaram uma ilusão de que possuem as melhores escolas do Brasil. Tem dúvida ? Tente matricular seu filho em alguma destas duas escolas. Sim, você vai conseguir (se puder pagar quanto eles pedem), mas não na turma que eles tanto usam como propaganda.

O expediente é usado por centenas de escolas em todo o Brasil

Não, isto não é exclusividade destas duas escolas. No Brasil todo temos centenas de escolas que trabalham com a regra na mão para tentar parecer que são a melhor e depois divulgar, em suas propagandas, que são a melhor escola do país, do estado, da região, da cidade e, em cidades grandes, como várias capitais, até mesmo que é a melhor escola de um determinado bairro.
Uma curiosidade é que a ‘primeira’ colocada no ENEM não aprovaria, se consideramos que seus cerca de 40 selecionados alunos tivessem a nota média divulgada no ENEM, NENHUM aluno para o curso de Medicina nas Federais mais tradicionais do Sudeste. E, pior, a escola verdadeira, aquela que faz a captação dos alunos que mais gabaritam em simulados, não aprovaria ninguém (se considerarmos que todos tivessem a média divulgada para a escola) em nenhum curso muito ou mediamente concorrido. Eles ficariam com nota média um pouco menor que 624 pontos, o que significa um pouco mais de um desvio padrão em relação ao aluno médio nacional, o que é um desastre pedagógico se consideramos as condições socioeconômicas dos alunos e o valor de sua mensalidade (superior a dois mil reais).

“Receita” para ficar entre as primeiras no ENEM

Antes de explicar a “receita” para alcançar os primeiros lugares nestas divulgações já digo, de antemão, que não adianta o MEC simplesmente falar que ele não faz e não divulga ranking, que quem faz isto é a imprensa. Pode até ser que hoje seja assim, mas algumas vezes, em anos anteriores, o MEC tinha ferramentas, em seu site, que classificava as escolas por ordem de nota, igual ao que fazemos com uma tabela de Excel. O MEC trabalhou para incentivar os atuais ranqueamentos.

A receita é simples para uma escola estar entre as primeiras colocadas: Tenha uma mensalidade alta (famílias de maior capital econômico tendem a ter maior capital cultural), selecione seus alunos com prova e/ou entrevistas (assim sua ‘escola’ já irá iniciar o ensino médio com os alunos que tendem a acertar mais questões do tipo ENEM/Vestibular), separe os alunos que acertam mais questões nos simulados e faça a matrícula destes num outro CNPJ, dê a esta ’nova escola’ um nome parecido ao da sua escola principal.  Distribua bolsas para os alunos de outras escolas que acertam muitas questões em seus simulados abertos, mesmo que a família destes alunos tenham plenas condições de pagar pelo curso (mas se o aluno não tiver condições econômicas de frequentar a sua escola você pode até ‘pagar’ para que ele esteja entre seus matriculados). Por fim não admita, em nenhuma hipótese, que alunos de inclusão (com necessidades especiais) estejam na escola (no CNPJ) que você deseja que apareça bem no ENEM. Depois disto é só correr pra galera e contar para a sociedade  a lorota de que sua escola é a melhor do país,  do estado,  da metrópole, da região, ou – para delírio de muitos – a melhor colocada do ENEM no bairro.

Todas as escolas nas primeiras colocações no ENEM usam um ou mais dos expedientes que citei. Tem algumas que usam todos. Até as públicas melhores colocadas usam de um destes expedientes (elas selecionam os alunos com prova, que chamam de ‘vestibulinho’. Já começam o primeiro ano com quem, entre seus inscritos, acertam mais questões. Boa parte de seus alunos são provenientes de famílias de boas condições econômicas e/ou cultural).

Hoje a nota do ENEM só ajuda a gente descobrir que está matriculado em cada escola

O que é fundamental entender é, que do jeito que analisamos as notas do ENEM, que na média nacional são muito baixas para todas as escolas, tanto públicas como particulares (é bom explicar que 600 não é 60%, e 700 não é 70%, a nota do ENEM é dada em uma escala de desvio padrão) só conseguimos descobrir onde estão os alunos de melhores condições sócio econômicas. Só isto.

Notas são todas muito baixas, inclusive das escolas particulares melhores colocadas

Qualquer média, nas quatro provas objetivas, abaixo de 700 (700 é algo, para 2013, entre 80 e 90 acertos de um total de 180 questões) é muito baixa para escolas particulares.  Uma nota abaixo de 600 (600 foi, para 2013, um pouco mais ou pouco menos de 60 acertos nas 180 questões) demonstra que os três anos de ensino médio serviram para quase nada na formação do aluno, seja em escola pública ou particular. A média 600, nas quatro provas objetivas já é um desastre total na formação do aluno. A média 500, que é a nota do aluno mediano (o aluno do meio na escala de notas), é um desastre ainda maior, e metade dos alunos que estavam no terceiro ano e fizeram o ENEM ficaram com nota menor que 500 (em uma distribuição de desvio padrão metade da distribuição da amostra fica acima de 500 e metade fica abaixo de 500). Lembro que, como a nota é dada em desvio padrão, de média 500 e desvio 100, o aluno nunca zera, mesmo que erre todas as questões.

Como melhorar a avaliação das escolas de Ensino Médio ?

E existe solução para que o indicador seja mais claro e objetivo, tenha função pedagógica e não seja instrumento de propaganda de algumas escolas mal intencionadas? Sim, claro que há. Primeiro é óbvio que ter algum indicador é melhor do que não ter nenhum. Neste sentido é melhor a nota do ENEM, para avaliar as escolas, do que nada. Mas este indicador foi jogado ao país sem maiores explicações de seu significado e imediatamente apoderado pelas escolas e pelos sistemas de ensino que querem passar a impressão que as primeiras colocações são da responsabilidade deles. Não são. São resultado da história de vida dos alunos que as escolas captaram.

Escolas, ou sistemas de ensino, que usam de pelo menos alguns destes expedientes estão muito pouco preocupados com o desenvolvimento da Educação e com as reformas necessárias para que o Ensino Médio seja de fato uma porta de oportunidades com menor diferenças para ricos e pobres.

O ENEM, como avaliador do ensino médio, precisa criar mecanismos para que a sociedade possa olhar para uma escola e saber o que de fato ela acrescentou ao aluno. E a única forma de saber isto é saber ‘onde ele estava’ quando entrou no ensino médio e ‘onde ele chegou’ quando saiu dele. Dessa forma todos nós saberemos se o método, o material, os professores, a estrutura e tudo mais ao redor do aluno, na escola, colaboraram para sua formação no ensino médio ou se essa formação foi tão somente fruto de seu amadurecimento, de sua estrutura familiar e de sua convivência em sociedade.

A nota, das escolas, tem que ser dada à diferença entre onde ela recebeu a turma e até onde ela caminhou com ela. E não tem jeito, a única forma de fazer isto é criar um exame no fim do nono ano do ensino fundamental para que os alunos o façam e tenham seus resultados comparados com o que venham a ter no ENEM. E este exame precisa ter alguma coisa com poder de incentivo suficiente para atrair a maior parte dos alunos brasileiros a realizá-lo. E que se dediquem a estudar para ele. O ENEM tem algum tipo de incentivo a isto, com a possibilidade do aluno entrar em uma Universidade, mas ele não é absoluto. Milhões de pessoas que estão no ensino médio, mas não acreditam na perspectiva, de fato, de passar em uma Universidade Pública não chegam nem a fazer a inscrição para o ENEM – muitas vezes fazem, mas deixam de comparecer nos dias do exame ou simplesmente ‘abandonam’ a prova pela metade em um ou nos dois dias de Prova (isto acontece principalmente em Matemática, a última prova, no caderno de provas, do segundo dia do exame).

Com o ‘jeitinho’ que centenas de escolas usam pra burlar a avaliação feita pelo ENEM, e o consequentes ranking, nos deparamos com uma grande distorção entre esses resultados e o das escolas que não utilizam o artifício e, com essa situação, quem sai perdendo mais uma vez é a sociedade.

Primeiro lugar do Enem dá ‘jeitinho’ para liderar ranking | GGN

23/02/2014

SISU: oposição é contra porque tira vaga no ENEM, que também são contra…

Filed under: ENEM,SISU — Gilmar Crestani @ 9:38 am
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EnsinoCom uma oposição destas não é de admirar o resultado da última pesquisa eleitoral: os eleitores querem mudança, mas com Dilma. Mesmo quem não passa no ENEM nem no SISU tem inteligência suficiente para entender que a oposição não tem posição, e flutua na crítica inconsistente. Os candidatos, no SISU ou no ENEM, pelo menos querem aprender; a oposição, nem isso.

Universidades divergem ao avaliar programa de seleção

Instituições de ensino criticam modelo de escolha dos cursos, mas afirmam que balanço do Sisu é positivo

Sistema criado há 4 anos pelo MEC promete democratizar ensino superior; oposição vê pressão sobre o Enem

DE SÃO PAULO, para FOLHA

Aumento da evasão de estudantes, menos custos, alunos melhores em seus cursos. As avaliações das universidades federais em relação ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada) são divergentes.

Para a federal rural de Pernambuco, um problema do programa é que o estudante pode se candidatar para até dois cursos, em áreas totalmente diferentes.

"Os candidatos, na maioria, são jovens e têm outras oportunidades", disse a reitora Maria José de Sena. "Eles inicialmente escolhem o curso pela nota, não pela vocação. E depois vão em busca do curso de preferência."

A estadual do Piauí, que viu a evasão em medicina e engenharia civil saírem de 0% para 14% e 40%, afirma que o resultado final do Sisu é positivo (o sistema aceita universidades estaduais).

Apesar do aumento da evasão, a instituição aponta que não precisa gastar com o vestibular e que recebe verba federal para ajudar os alunos.

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a UFABC (SP) argumentam que o programa permitiu que estudantes de outros Estados procurassem as instituições, o que ajuda a melhorar o corpo discente.

LEVANTAMENTO

A Folha pediu os dados de evasão das dez universidades que mais receberam inscritos no Sisu no ano passado. Cinco não forneceram informações atualizadas.

Três delas disseram que a evasão subiu após a entrada no sistema: federal rural de Pernambuco, estadual do Piauí e tecnológica do Paraná. Essa última ponderou que a expansão de vagas pode ter influenciado o resultado.

A UFRJ (federal do Rio de Janeiro) afirmou que o índice não se alterou. Já os dados da UFSCar, de São Carlos, indicam aumento de evasão, mas, devido à metodologia adotada, não é possível precisar se isso está relacionado ao Sisu.

MAIS POBRES

O modelo foi criado pelo então ministro da Educação Fernando Haddad (PT), hoje prefeito de São Paulo.

A premissa era a de democratização do ensino superior, pois os alunos, especialmente os mais pobres, podem disputar vagas sem ter de viajar para os vestibulares.

O sistema seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Partidos de oposição afirmam que o Sisu colocou muita pressão no Enem, pois, com uma única prova, o aluno disputará centenas de milhares de vagas.

Os reitores da universidades federais cobram da União mais verbas para ajudar alunos pobres que tenham de se mudar para estudar.

 

Alunos de federais trocam vaga do Sisu por particulares

MEC constata que com sistema de seleção estudantes que entram em cursos sem desejar acabam migrando

Ministério da Educação vai apresentar, até o meio do ano, medidas para preencher as vagas deixadas pelos calouros

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

O sistema unificado de seleção de calouros, o Sisu, levou mais alunos a disputar vagas nas universidades federais. Parte deles, porém, migrou rapidamente para a rede particular.

A constatação é do próprio Ministério da Educação e da Andifes, entidade de reitores das universidades federais.

As duas instituições desenvolvem estudo para medir o tamanho da migração, detectada em análise preliminar.

Paralelamente, universidades afirmam já terem sentido aumento na evasão após a entrada no Sisu, implementado em 2010. É o caso da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Quarta instituição que mais recebeu inscritos em 2013, sua taxa de evasão subiu de 20% para 35%.

O abandono também cresceu na federal tecnológica do Paraná e na estadual do Piauí (veja mais no quadro).

Mesmo sem ter a quantidade exata de alunos que deixaram os cursos, o MEC analisa o volume como "importante" e decidiu apresentar, até o meio do ano, medidas para preencher essas vagas.

O PROCESSO

Segundo a gestão Dilma Rousseff (PT), os dados levantados apontam que os alunos que saíram dos cursos, basicamente, vão para outros. E a evasão geral não se altera.

A explicação do ministério para o fenômeno é que, com o Sisu, o aluno tem mais facilidade em ingressar na rede federal –pelo sistema, ele disputa vagas no país todo apenas com a nota no Enem.

O problema é que aquele que possui nota mais baixa tende a entrar não no curso que deseja, mas no que sua nota foi suficiente.

Ao mesmo tempo, também com o Enem, ele pode conseguir vaga na rede particular (menos disputada), na área que desejava. E custeado pela União por meio do Prouni (bolsas de estudo) ou do Fies (financiamento).

Assim, o aluno que queria engenharia, mas entrou em licenciatura na federal, pode em um ou dois anos conseguir vaga em engenharia, em faculdade particular.

"Para o aluno, a situação é ótima. Ele, no fim, estuda o que queria", disse à Folha o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller. "Mas é ruim para a instituição, pois a vaga fica ociosa."

TERCEIRA OPÇÃO

Isaias da Silva, 23, ilustra essa migração. Ele queria curso tecnológico ou licenciatura em letras na federal rural de Pernambuco.

"Mas eu só tinha nota para biologia. Não era o que queria, mas era o que eu tinha mais afinidade", diz. Ele não se adaptou e, após dois meses, deixou o curso para entrar em gestão em petróleo, particular, com Fies.

"A migração não é necessariamente negativa, porque o aluno encontra o que responde às suas expectativas", afirma o pesquisador Roberto Lobo, ex-reitor da USP. "Mas não está claro como a migração afeta o desenvolvimento do curso, a qualidade do ensino superior."

O número de inscritos no programa subiu de 800 mil, em 2010, para os atuais 2,6 milhões.

"No modelo de vestibular, o aluno já considerava seu desempenho ao escolher um curso", diz o representante dos reitores federais, Jesualdo Farias. "Mas agora, como o Sisu cresceu, queremos avaliar o impacto no sistema"

28/05/2013

Enem venceu

Filed under: ENEM — Gilmar Crestani @ 9:59 pm
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Como venho dizendo desde 2010, enquanto os cães ladram, a caravana passa:

1)  13/11/2010 – O carnaval fora de época da RBS

2) 02/11/2012 – Cadê os mauricinhos com nariz de palhaço? A verdade é que o ENEM substituiu a fábrica de cursinhos pré-vestibular. Em 2010, publiquei aqui: A prova do ENEM. O que disse à época continua valendo agora diante do reconhecimento, até pelo mais tradicional membro dos grupos mafiomidiático, do sucesso do ENEM: “O problema com os erros do ENEM, menos de 1%, nem de longe deveriam ter a repercussão que tiveram. E o tiveram por uma razão muito simples. As provas do ENEM eliminaram os cursinhos caça-níqueis. Todos são caça-níqueis. A gritaria, por exemplo, da RBS, é que com o término dos cursinhos, não há mais “simulão”, propagandas enganosas de um sem-número de cursinhos pré-vestibulares sem-vergonha nos seus mais variados veículos.  (Veículos de tração animal!!)”

 

Mercadante ao 247: “Com recorde, o Enem venceu"

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Política pública atacada em editoriais e no noticiário da mídia tradicional desde 2009, Exame Nacional do Ensino Médio avança na população estudantil; adesão cresce 28% sobre o ano passado, chegando agora a 7,8 milhões de inscrições; "É um verdadeiro tsunami a favor de mais ensino de qualidade", disse o ministro da Educação ao 247; Aloizio Mercadante se consolida como portador de boas notícias para a presidente Dilma Rousseff

28 de Maio de 2013 às 19:47

247 – O ministro Aloizio Mercadante, da Educação, está exultante. Na tarde desta terça-feira 28, ele comemorou um resultado que, na prática, deixa no vazio as críticas permanentes da mídia tradicional contra o Exame Nacional do Ensino Médio. Em editoriais com posicionamentos frontalmente contrários à substituição dos vestibulares tradicionais, ou no noticiário que superdimensionou problemas pontuais, jornais, revistas e tevês questionam a validade do Enem desde 2009. Foi o momento em que o exame, criado em 1998, passou a concorrer com os vestibulares tradicionais como via alternativa oficial de acesso ao ensino superior – e a trombar com interesses dos cursinhos pré-vestibular.

O Ministério da Educação divulgou hoje que 7,8 milhões de estudantes se inscreveram no Enem 2013, cujas provas serão aplicadas em 26 e 27 de outubro. É um número 28% maior do que o registrado no ano passado, de 6,4 milhões de inscritos. O pagamento das inscrições tem de ser feito até amanhã, mas mesmo com desistências o recorde de participação deverá ser mantido.

– O Enem venceu, resumiu ao 247 o ministro Mercadante. O recorde de inscritos mostra um verdadeiro tsunami de adesões e de exigências por mais ensino e, especialmente, por mais ensino de qualidade, completou.

O ministro acredita que o crescimento do público do Enem prova o acerto de políticas oficiais que criaram o ProUni, que concedeu 1,2 milhão de bolsas de estudo para o ensino superior, e o Fies, que financia com carência e juros reduzidos os alunos carentes que não poderiam pagar mensalidades de faculdades particulares. Foram assinados 850 mil contratos desse tipo de financiamento.

– O estudante percebe que há novas chances para crescer. O Enem aponta para a igualdade de oportunidades. O aluno sabe que, a partir do Enem, tem condições de seguir a carreira escolhida com apoio do poder público. Sabe que tem um mercado de trabalho para enfrentar. Ele reconhece que a situação está melhorando.

Além do fechamento recorde das inscrições do Enem, Mercadante festejou a aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do projeto de lei que destina cem por cento dos royalties do petróleo para o setor de Educação.

– Para aumentarmos o percentual da Educação no PIB, essa legislação é fundamental, comentou o ministro. Ele vai se especializando, assim, em ser um condutor de boas notícias para a presidente Dilma Rousseff.

Politicamente, o ministro vê suas chances de ser o candidato do PT ao governo de São Paulo subirem, ainda que, pessoalmente, tenha se retirado da disputa. O ‘não’ de Mercadante não foi levado a sério pelo ex-presidente Lula, que irá definir o nome do concorrente. Em entrevistas, Lula continua incluindo o ministro da Educação entre seus prováveis escolhidos.

Nesse campo, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Saúde, Alexandre Padilha, concorrem com ele, assim como o titular da Fazenda, Guido Mantega, também citado por Lula. Agora correndo por fora, o certo é que Mercadante voltou ao páreo em ritmo forte.

Mercadante ao 247: “Com recorde, o Enem venceu" | Brasil 24/7

11/01/2013

Jus Esperneandis

Filed under: Cursinhos Pré-Vestibular,ENEM,Palhaços — Gilmar Crestani @ 7:45 am

Os estudantes, com dinheiro para pagar advogado mas que não têm para pagar mensalidade, querem melar o programa que democratiza o acesso ao ensino superior. Nenhum vestibular de qualquer instituição dá acesso às redações, porque exatamente este que envolve o país todo teria de dar acesso? O que há é uma inconformidade para que o acesso ao ensino superior se dê de forma republicana. A República dos Doutores, como já foi chamado o Brasil, porque todos eram formados em Direito, e só existiam faculdades de Direito, chegavam a posições proeminentes. Estamos em pleno século XXI e ainda continuam as resistências à derrubada do patrimonialismo. Haveria que se mudar o foco da questão: porque todos querem estudar na UFRGS? Por que querem fugir das particulares, se as particulares, como dizem os de nariz de palhaço dos cursinhos particulares, é “tudo de bom”?! Se é verdade que há alunos com dificuldade para pagar uma particular, é mais verdade que o acesso à UFRGS sempre se deu a quem conseguiu proporcionar aos filhos os melhores colégios de segundo grau, que, de tão bons, exigem cursinhos pré-vestibulares… E quem é que pode pagar, além de um colégio particular, um cursinho “resolve questão”? Cursinho pré-vestibular não prepara ninguém para outro coisa que não seja conseguir uma boquinha nas melhores universidades, as públicas! São caça níqueis que usam estudantes para continuarem faturando alto.

Justiça suspende uma das liminares que tranca inscrições no Sisu

Aluna de Bagé poderá revisar prova do Enem e recorrer caso não concorde com nota da redação

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu, em parte, uma das liminares da Justiça Federal de Bagé, o que possibilitaria o prosseguimento das inscrições regulares para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). No entanto, o caso ainda depende de outra ação de Lucas Almeida Figueiredo, que também apresenta ordem de suspensão das inscrições. A liminar do segundo estudante será analisada por um desembargador nesta sexta-feira.
A decisão foi publicada no final da tarde desta quinta-feira, em resposta aos recursos impetrados por Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Advocacia-Geral da União (AGU). O responsável por analisar o caso foi o juiz federal João Pedro Gebran Neto.
Gebran manteve a parte da liminar que assegura vista da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e garante à estudante/autora Thanisa Ferraz de Borba o direito a recorrer caso não concorde com a nota obtida. O magistrado também determinou que o Inep dê a ela o direito de escolha prévia de duas instituições de ensino superior de sua preferência, com indicação de ordem de prioridade, e reserve as vagas.
Conforme a decisão, o Inep terá até as 12h desta sexta-feira para tomar as proviências cabíveis. Para o magistrado, a questão deve ficar restrita às partes que ajuizaram ações, não podendo influenciar a situação dos estudantes em geral. “As tratativas acordadas se restringem aos envolvidos que aderiram ao processo, não tendo o condão de vincular os candidatos que se submeteram ao Enem", explicou Gebran.
O MEC havia recorrido, na tarde desta quinta-feira, da decisão liminar da Justiça Federal em Bagé. De acordo com a AGU, o recurso segue a justificativa apresentada nas ações anteriores sobre o tema. Entre os argumentos usados está o de que vários vestibulares e exames comumente aplicados não preveem recurso das provas de redação, tal como ocorre com o Enem.
O MEC obteve duas decisões favoráveis sobre ações semelhantes, mantendo o acesso das correções das redações no dia 6 de fevereiro, conforme o edital do Enem. Na terça-feira (8), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região suspendeu pelo menos 150 liminares da Justiça Federal no Rio de Janeiro que determinavam a divulgação imediata dos espelhos da correção das redações do Enem, acompanhados das justificativas da pontuação. A decisão abrangeu os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
As inscrições para o Sisu, de acordo com o MEC, continuam sendo aceitas normalmente na internet e o cronograma continua mantido. A previsão é de que sejam encerradas na sexta. A primeira chamada dos selecionados está marcada para o dia 14 de janeiro. A primeira edição de 2013 do Sisu oferece 129 mil vagas em 101 instituições públicas de educação superior.

Correio do Povo | Notícias | Justiça suspende uma das liminares que tranca inscrições no Sisu

10/01/2013

Conexão Mossoró – Bagé

Filed under: ENEM,Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 7:45 am

E o interesses dos milhares de outros estudantes como ficam? Isto, sim, é individualismo exacerbado, pois o interesse público cede o interesse individual.

Divulgação de resultados do Sisu é suspensa pela Justiça

Liminar obtida no RS vale para todo o país

FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRE

A Justiça Federal no Rio Grande do Sul suspendeu a divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que estava prevista para segunda-feira.

A decisão provisória vale para todo o país.

A ordem atende a pedido de uma estudante que questionou os critérios adotados na correção de sua redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A aluna pleiteava a possibilidade de entrar com recurso para aumentar sua nota.

O juiz Gustavo Chies Cignachi, de Bagé (a 375 km de Porto Alegre), acatou o pedido e determinou a suspensão do prazo de inscrições no programa, que seriam encerradas às 23h59 (horário de Brasília) de amanhã.

Pelo Sisu, as notas do Enem são usadas por universidades federais que o adotam como critério de seleção, no lugar do vestibular.

Para o juiz, como não se pode pleitear o aumento da nota, há "risco de dano irreparável", pois o candidato inscrito no Sisu fica prejudicado na classificação.

Segundo ele, é "consequência lógica não ser possível a divulgação dos resultados do Sisu antes do julgamento das inconformidades eventualmente interpostas".

Ele afirmou ainda que a medida deve acarretar danos a outros candidatos e que isso é efeito da "amplitude" que o governo federal atribuiu ao Enem e ao Sisu.

O Ministério da Educação afirmou que vai recorrer da decisão.

ANOS ANTERIORES

Não é a primeira vez que o Sisu enfrenta ações judiciais. Em 2011, uma liminar -que acabou derrubada pela Justiça Federal após recurso do MEC- concedia a prorrogação das inscrições no programa para dar tempo aos candidatos que queriam revisão de suas notas do Enem.

Ano passado, no Ceará, o Ministério Público pediu à Justiça a anulação do Sisu devido uma suspeita de venda de vagas nas universidades. Neste ano, a Justiça Federal no Ceará entrou com liminar para que o MEC divulgasse as notas, mas medida foi anulada.

19/12/2012

A$$oCIAção

Filed under: A$$oCIAdos,ENEM,Gráfica Plural,Quad Graphics USA — Gilmar Crestani @ 7:53 am

Lembram da Gráfica Plural, que vazou as provas do ENEM e os palhaços foram incentivados, como fez o grupo RBS, a usarem nariz de palhaço? Pois é, a palhaçada pode ser maior. Hoje, na Folha, a própria diz que a Plural é uma “a$$oCIAção” entre o Grupo Folha e a Quad/Graphics USA. Se esta a$$oCIAção não diz tudo, explica muita coisa, inclusive o boicote, o vazamento e a forma orquestrada contra o ENEM. Muito singular esta associação da Plural, quem USA corre riscos…

Plural compra gráfica offset no Nordeste

DE SÃO PAULO

A Plural Indústria Gráfica, associação entre o Grupo Folha e a Quad/Graphics USA, adquiriu no mês passado a Quad/Graphics Nordeste Indústria Gráfica.

24/11/2012

A festa da relatividade

Filed under: ENEM — Gilmar Crestani @ 6:56 am

Até a véspera do segundo turno das eleições em São Paulo, onde concorriam José Serra e Fernando Haddad, os grupos mafiomidiáticos, em perfeita sintonia com o PSDB, batiam forte no ENEM para tentar macular o candidato responsável por dar o salto de qualidade ao referido exame. Portanto, não é surpresa que alguém da famiglia Schwartsman, passadas as eleições, saia a público para reconhecer não só a importância do ENEM como também apontar sua importância para a especialidade das escolas particulares, o manipulação. Especialistas em maquiagem, só deixam participar do ENEM os melhores alunos para assim elevarem a própria nota, e vestem de nariz de palhaço os outros para serem fotografados pela RBS (Carnaval fora de época da RBS) na defesa dos interesses privados. Por isso o tal meretismo, em termos de ensino, a panela do embuste. Quem tem mais méritos, a escola que põe somente seu melhor aluno para prestar a prova do ENEM, ou aquela que resgatou inúmeros com dificuldades de aprendizagem e os trouxe para a emancipação educacional?

Só para refrescar a memória dos Schwartsman, reproduzo o que publiquei AQUI em 15/11/2010: “Para o sociólogo mineiro Simon Schwartzman, os problemas operacionais e logísticos do Enem escondem a questão que realmente importa. "É a própria ideia do Enem, desse tamanho e com essa escala, que precisa ser discutida", diz o pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), que foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1994 e 1998 e diretor para o Brasil do American Institutes for Research de 1999 a 2002. "O correto seria voltar à ideia inicial do exame, menor e focado na avaliação de competências, não de conhecimentos", defende o especialista.” Taí, ó!

HÉLIO SCHWARTSMAN

A festa das avaliações

SÃO PAULO – Saíram as notas do Enem por escolas. Amanhã, universitários farão o Enade. A essas provas somam-se Saresp, Prova São Paulo, Pro­va Brasil etc. A profusão de exames para medir a qualidade do ensino em todos os âmbitos atesta que a avaliação veio para ficar.

E é ótimo que seja assim. Até meados dos anos 90, quando esses testes foram introduzidos, o nível do ensino das diversas re­des só podia ser adivinhado. A definição de políticas partia de exercí­cios de imaginação.

Implantar a avaliação não foi fácil. Autoridades tiveram de enfrentar a resis­tência dos alunos e a oposição dos sindicatos, mas as provas foram se multiplicando e ganhando sofisticação. Hoje, com o auxílio da Teoria da Res­posta ao Item (TRI), certos exames permitem comparar estudantes submetidos a pro­vas diferentes e avaliar a per­formance de uma instituição ao longo do tempo.

Não se deve, porém, perder de vista que os testes são uma ferramenta para pro­mover a qualidade do sistema, não um fim em si mesmo.

O modo como o público e a mídia recebem esse emaranha­do de exames tampouco é o mais sábio. É tolice, por exem­plo, imaginar que haverá mu­danças importantes nas notas ou nos rankings todos os anos. Se elas vierem, o mais provável é que tenha havido um proble­ma com o universo de examinandos ou a prova. Ganhos e perdas na educação tendem a seguir ritmo incremental.

A própria ideia de ranking merece cautela. Listas de melhores e piores são úteis, mas é necessário levar em conta as limitações da avaliação.

Um caso emblemático é o das escolas particulares de elite, que travam disputas milimétri­cas pelas primeiras posições no Enem. É fácil ganhar frações de ponto selecionando só os melhores alunos para fazer a prova, que não é obrigatória. Assim, um colégio que ofereça bolsas para alunos pobres ou que não ex­pulse os repetentes acaba, mais por suas virtudes que defeitos, perdendo posições.

06/11/2012

Acreditou em Veja, bem feito!

Filed under: Bandidagem,ENEM,Grupos Mafiomidiáticos,Veja — Gilmar Crestani @ 8:59 am

 

Revolta contra a revista Veja por induzir estudantes a serem expulsos do ENEM

A revista Veja virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar em seu perfil no Twitter (@VEJA) um polêmico post entendido como incitação a violar regras do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), com potencial para vazar o conteúdo da prova, durante sua realização, antes de seu término.
O post, publicado no domingo (4), uma hora antes do início da prova, dizia: "Compartilhe fotos do Enem no Instagram: #VEJAnoEnem. As melhores serão exibidas em VEJA".
O uso de celular e câmeras é proibido nos locais da prova, conforme o edital do exame. No sábado, 37 alunos foram desclassificados por infrigirem esta regra.
A revista se defende dizendo que convidou os internautas a enviar fotos sobre o Enem, e não da prova do Enem.  No entanto, no Twitter, os estudantes foram duros nas críticas à revista entendendo que estava induzindo-os a ser expulso do Enem:
Alguns comentários dos internautas sobre o caso:

Fe Príncipe ‏@itsfeprincipe
E depois seja eliminado da prova RT @VEJA Compartilhe fotos do Enem no Instagram: #VEJAnoEnem. As melhores serão exibidas em VEJA"

Luan da Costa ‏@LuanCostapb
Seja babaca e tenha sua prova anulada seguindo as orientações da toda poderosa @VEJA . #VEJAnoENEM

Carlos Eduardo Felix ‏@ceduardofelix
Se vc tirou foto da PROVA do ENEM por causa de um post da @VEJA, vc é um imbecil que nem merecia estar na sala de prova. #VEJAnoEnem

Luan da Costa ‏@LuanCostapb
mais um desserviço da na querida @VEJA #VEJAnoENEM . e agora ? o q vão argumentar?

Guilherme Athaide ‏@guiathaide
@Veja disse q pessoas foram desclassificadas por fotografarem o enem e pedem para estudantes fazerem isso p vcs #pqfazissoveja? #vejanoenem

Anita Silveira ‏@anitasilveira
#VEJAnoEnem dando lições de atrocidade. depois a culpa é MEC. que absurdo

Jardinho ‏@jaderplanob
e seja eliminado da prova RT @VEJA: Compartilhe fotos do Enem no Instagram: #VEJAnoEnem. As melhores serão exibidas http://goo.gl/e2wq1 Seguido por Reserva Cultural

"É difícil acreditar que isso foi escrito de forma inocente", diz professora
A coordenadora de língua portuguesa e professora de redação do Cursinho da Poli, Caroline Andrade, foi ouvida pelo site Universia e questionou a atitude da revista Veja: "é difícil acreditar que isso foi escrito de forma inocente, porque gera uma ambiguidade enorme e nenhum veículo midiático escreve sem um propósito. Se a publicação não agiu de má fé, ela acabou sendo até inocente na maneira como ela construiu nessa frase". (com informações do Universia, aqui, aqui e aqui)

Os Amigos do Presidente Lula

05/11/2012

Veja incita ao crime

Filed under: Crime de imprensa,Crime Organizado,ENEM,Veja — Gilmar Crestani @ 8:20 am

 

Twitter de Veja pediu fotos do Enem

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Como os alunos eram proibidos de levar câmeras fotográficas ou celulares às provas, publicação foi chamada de "talibã da imprensa" por supostamente estimular a fraude e a desclassificação de estudantes

5 de Novembro de 2012 às 06:10

247 – Nesta madrugada, às 0h44, o ator Paulo Cesar Pereio postou o seguinte tweet. "Veja partiu para a delinqüência. Inventa matéria contra Lula, frauda prova do Enem… É a talibã da imprensa, o PCC da comunicação." O motivo: antes da prova de redação, ocorrida neste domingo, o Twitter oficial de Veja postou, às 11h59m, a seguinte mensagem: "Compartilhe fotos do Enem no Instagram: #VEJAnoEnem. As melhores serão exibidas em VEJA goo.gl/e2wq1"

Detalhe: pelas regras do Exame Nacional do Ensino Médio, os alunos não poderiam levar nem câmeras fotográficas nem celulares aos locais das provas. E quem fosse flagrado tentando capturar alguma imagem seria imediatamente desclassificado, como ocorreu com dezenas de estudantes. Depois desse tweet infeliz, as fotos no Instagram não foram postadas no site de Veja.com.

Twitter de Veja pediu fotos do Enem | Brasil 24/7

02/11/2012

Cadê os mauricinhos com nariz de palhaço?

Filed under: Cursinhos Pré-Vestibular,ENEM,Palhaços — Gilmar Crestani @ 9:37 am

A verdade é que o ENEM substituiu a fábrica de cursinhos pré-vestibular. Em 2010, publiquei aqui: A prova do ENEM. O que disse à época continua valendo agora diante do reconhecimento, até pelo mais tradicional membro dos grupos mafiomidiático, do sucesso do ENEM: “O problema com os erros do ENEM, menos de 1%, nem de longe deveriam ter a repercussão que tiveram. E o tiveram por uma razão muito simples. As provas do ENEM eliminaram os cursinhos caça-níqueis. Todos são caça-níqueis. A gritaria, por exemplo, da RBS, é que com o término dos cursinhos, não há mais “simulão”, propagandas enganosas de um sem-número de cursinhos pré-vestibulares sem-vergonha nos seus mais variados veículos.  (Veículos de tração animal!!)”

Enem dá acesso a 91% das vagas em federais

Mais da metade das 59 instituições federais usará exclusivamente o exame em sua seleção no início de 2013

Diante do peso no acesso ao ensino superior, total de inscritos na prova já cresceu quase 37 vezes desde a 1ª edição

FLÁVIA FOREQUE

DE BRASÍLIA

ANDRESSA TAFFAREL

DE SÃO PAULO

LILO BARROS

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em sua 15ª edição, que ocorre neste fim de semana, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se tornou a principal porta de acesso às universidades federais do país.

Segundo levantamento feito pela Folha, das 165.854 vagas que devem ser oferecidas pelas federais no fim do ano, 150.774 poderão ser disputadas com auxílio do Enem, o que corresponde a 90,9% do total.

Os números ainda podem sofrer alterações porque algumas universidades ainda não publicaram o edital de seleção -nesses casos, a Folha tomou como referência as vagas ofertadas na edição do vestibular do final de 2011.

Pelo levantamento, 34 das 59 instituições federais usarão exclusivamente a nota da prova no processo de seleção para ingresso no início de 2013.

Outras 23 universidades utilizam o desempenho do candidato no Enem de três formas na seleção: para substituir o vestibular de parte dos cursos ofertados, para substituir a primeira etapa de seleção ou como bônus na composição da nota final.

Apenas duas instituições usam o Enem somente para as vagas remanescentes no processo seletivo.

Diante do peso do Enem para o acesso ao ensino superior, o número de inscritos na prova tem sido crescente. Entre 1998, data da primeira edição, e 2012, o número de candidatos aumentou quase 37 vezes -saltou de 157,2 mil para 5,79 milhões.

VESTIBULAR NACIONAL

"O Enem está se transformando crescentemente num vestibular nacional", conclui Ocimar Alavarse, professor de Educação da USP. Essa foi a intenção do MEC (Ministério da Educação) ao reformular a prova, em 2009.

Na ocasião, a pasta encaminhou uma carta à Andifes (associação de reitores) defendendo a nova política. Entre os argumentos estavam a indução a um currículo do ensino médio mais homogêneo e maior democratização do acesso às vagas.

"Exames descentralizados favorecem aqueles estudantes com mais condições de se deslocar pelo país", alegou o MEC.

NÍVEL SOCIOECONÔMICO

Para alguns especialistas em educação, o Enem não atendeu esse objetivo.

"O fato de eu poder disputar em mais universidades não necessariamente aumenta minha chance de ingresso. O desempenho está fortemente associado ao nível socioeconômico do candidato", afirma Alavarse.

Ele pondera, entretanto, que a lei de cotas deve provocar uma mudança no perfil do aluno das federais.

A nova regra, já em vigor neste processo de seleção, destina 50% das vagas em instituições federais para alunos que cursaram o ensino médio integralmente na escola pública.

Menos mal

Filed under: ENEM — Gilmar Crestani @ 9:21 am

A Folha que tanto lutou contra o ENEM, só porque era Fernando Haddad quem conduzia, acaba por escalar um amestrado para dizer, já que Haddad ganhou em São Paulo, que agora já não é mais contra, mas que ainda assim precisa “facilitar a logística”. Ah, bom…

HÉLIO SCHWARTSMAN

Enem 2012

SÃO PAULO – Espero que tudo dê certo com o Enem 2012, que acontece amanhã e depois. Não será surpresa, porém, se se registrarem problemas, como ocorreu nas três versões anteriores do exame. Não digo isso por crer em destino ou numa incompetência intrínseca do Inep. Ao contrário, o órgão é tecnicamente muito bom. O que motiva a apreensão é a escala ciclópica do teste.

O número de inscritos se aproxima dos 6,5 milhões. Se 5 milhões de fato fizerem as provas, basta que haja falhas em 0,2% delas para criar uma legião de 10 mil examinandos justificadamente furiosos que encontrarão uma imprensa ávida para relatar seus dissabores. E 0,2% não seria uma marca absurda. A título de comparação, no primeiro turno das eleições, sempre vistas como um caso bem-sucedido de logística, 0,55% das urnas eletrônicas apresentaram problemas e tiveram de ser substituídas. A diferença é que dificuldades na votação são resolvidas na hora com a troca da urna ou o sufrágio manual, mas as no teste, não.

O que me incomoda nessa história é que, independentemente de problemas, o MEC vem desperdiçando chances de aprimorar de forma significativa o Enem. Esse tipo de exame se baseia numa metodologia, a TRI, que permite comparar alunos que se submeteram a provas diferentes. Assim, seria possível promover várias edições do exame por ano. É o que ocorre com o SAT, o equivalente norte-americano do Enem.

Além de facilitar a logística e reduzir o impacto de falhas, o recurso a múltiplas sessões aliviaria a pressão psicológica que pesa sobre os alunos, que, no modelo atual, concentram em dois dias a definição sobre o próximo ano de suas vidas. Se houvesse mais de uma edição, quem não se saiu bem teria a oportunidade de tentar de novo alguns meses depois. Com isso, o próprio processo de seleção se tornaria mais preciso e justo. É pena que o MEC até hoje não tenha dado esse passo óbvio.

helio@uol.com.br

15/10/2012

Enem ficam vermelhos

Filed under: Bandidagem,ENEM,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 10:23 pm

 

Justiça condena gráfica da Folha a indenizar Enem

Enviado por luisnassif, seg, 15/10/2012 – 19:30

Por Vânia

Por falar em Folha…

Gráfica da Folha de São Paulo que vazou ENEM é condenada pela Justiça a indenizar o Governo

O valor de R$ 73,4 deverá ser pago ao INEP (Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) | Foto: Divulgação

A Justiça Federal determinou que o consórcio formado pela gráfica Plural do grupo Folha, que edita o jornal Folha de São Paulo, terá que pagar ao governo R$ 73,4 milhões, em função do vazamento da prova do ENEM em 2009.

O valor deverá ser pago ao INEP (Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). O ressarcimento serve para indenizar o INEP que na época precisou contrata emergencialmente enditades para repetir a aplicação da prova.

A Justiça Federal de Brasília deu o prazo de cinco dias para que o consórcio, formado pela gráfica Plural do grupo Folha, pague a multa. Se a decisão não for cumprida, o consórcio pode sofrer pena de penhora de bens para garantir que a dívida seja paga.

A prova do Enem foi retirada da gráfica Plural, que funciona em Santana de Parnaíba na grande São Paulo. Em setembro de 2009, o circuito de segurança da gráfica registrou o momento em que um funcionário saía do local com exemplares do caderno dois da prova do Enem debaixo da blusa. Depois ele tentou vender as provas para tevês e jornais.

http://sul21.com.br/jornal/2012/10/grafica-da-folha-de-sao-paulo-que-vazou-enem-e-condenada-pela-justica-a-indenizar-o-governo/

Justiça condena gráfica da Folha a indenizar Enem | Brasilianas.Org

20/01/2012

A luta contra o ENEM, apesar de todos os reveses, continua

Filed under: ENEM — Gilmar Crestani @ 8:43 am

A máfia não desiste. Nunca.

Justiça Federal no Rio nega a estudantes acesso à redação do Enem

19/01/2012 – 20h31

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Justiça Federal no Rio de Janeiro negou pedido de liminar feito pela Defensoria Pública da União (DPU) no estado para que todos os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) possam ter acesso às provas de redação corrigida. A decisão do tribunal é contrária à decisão da Justiça Federal no Ceará que na terça-feira determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ofereça para todos os 4 milhões de participantes do exame a vista da prova.

O edital do Enem não prevê que o estudante possa recorrer da nota obtida na redação, por isso muitos candidatos entraram com ações na Justiça pedindo vista da prova e, em alguns casos, revisão da pontuação. De acordo com o juiz Rafael de Souza Pinto, do Rio de Janeiro, o fato do edital não prever a possibilidade de recurso não configura “ilegalidade ou inconstitucionalidade”. O magistrado acrescentou que seria inútil fornecer ao estudante o acesso ao teor da prova, como previa a ação encaminha pela DPU, já que não há viabilidade de que a nota seja revista.

“O edital do Enem encontra-se publicado há diversos meses, razão por que seu conteúdo poderia ser impugnado, oportunamente, não me parecendo razoável que somente agora, após a realização de todas as provas (..) a DPU venha a Juízo questionar a legalidade de cláusulas editalícias, em relação as quais, é válido acentuar, há muito possuía prévia ciência”, diz a decisão de Souza Pinto.

O entendimento da Justiça Federal no Ceará foi o oposto da decisão publicada hoje. O juiz federal Luís Praxedes da Silva defendeu em sua decisão que o cerceamento de defesa dos candidatos que não puderam ter acesso às provas configura “ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório”.

No ano passado, uma situação similar acabou sendo resolvida pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Tribunais federais de diferentes estados concederam liminares com decisões contraditórias a respeito da prorrogação do prazo de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Enem para selecionar estudantes para universidades públicas. Para resolver a questão, o STJ cassou todas as liminares.

O MEC já tinha decidido recorrer da decisão da justiça cearense divulgada na quinta-feira. Hoje, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que se o MEC tivesse que cumprir a determinação de oferecer vista das provas de redação a todos os estudantes, a viabilidade da próxima edição do Enem, prevista para abril, estaria comprometida.

Edição: Rivadavia Severo

Justiça Federal no Rio nega a estudantes acesso à redação do Enem | Agência Brasil

23/12/2011

Chame o hidráulico

Filed under: ENEM,MEC — Gilmar Crestani @ 7:45 am

A culpa do vazamento não era do MEC nem do ENEM. Como sempre o PIG botou a culpa no público mas, mais uma vez, resta provado que o problema está na privada… Aliás, o outro vazamento, em circunstâncias muito singulares, se deu nas dependências da gráfica Plural, de propriedade da Folha de São Paulo, crítica contumaz do MEC.

Consórcio terá de pagar R$ 73 milhões por vazamento do Enem em 2009

Denunciado pelo ‘Estado’, caso levou ministro a suspender exame

22 de dezembro de 2011 | 22h 02

RAFAEL MORAES MOURA, O ESTADO DE S. PAULO

BRASÍLIA – O Consórcio Connasel, responsável pela aplicação do Enem em 2009, terá de indenizar o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em R$ 73,5 milhões. A Justiça Federal de Brasília determinou o pagamento por prejuízos causados com o vazamento da prova, revelado pelo Estado.

O Inep buscou um entendimento com o consórcio, mas o impasse acabou levando o governo a recorrer à Justiça. A decisão da juíza federal da 11.ª Vara, Clara da Mota Santos, de 1.º de dezembro, fixa prazo de cinco dias após notificação para o pagamento da quantia, sob o risco de bloqueio de bens e valores. Cabe recurso.

A reportagem não conseguiu contato com Funrio, Consultec e Instituto Cetro, que formaram o Connasel. O Inep não quis comentar.

O valor da indenização foi calculado com base no pagamento (em valores atualizados) que havia sido feito ao consórcio, além de multas e encargos legais. “Essa vitória demonstra que o governo não está inerte”, disse o procurador federal Fabio Munhoz, coordenador-geral de cobrança e recuperação de créditos da Procuradoria-Geral Federal.

Questionada se havia entrado com ação em virtude das falhas nas últimas duas edições do Enem, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que não foi preciso ajuizar ação pelos> problemas com a gráfica RR Donnelley em 2010. Quanto a 2011, ainda é aguardada a conclusão do inquérito da Polícia Federal.

O ministro Fernando Haddad (Educação) cancelou a prova do Enem 2009 após ter sido alertado pelo Estado da quebra do sigilo do exame. O jornal foi procurado por um homem que disse ter as provas. O vazamento levou o MEC a chamar às pressas o consórcio Cespe/Cesgranrio para a aplicação de nova prova. Em agosto deste ano, quatro pessoas foram condenadas pelo furto e vazamento.

Consórcio terá de pagar R$ 73 milhões por vazamento do Enem em 2009 – vida – educacao – Estadão

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