Ficha Corrida

14/10/2016

Costa Rica & Bunda Suja, a dupla face do golpismo

guerras sujasNão tenho provas mas tenho  convicção de que há uma força tarefa nacional a serviço dos EUA. Destruíram empresas que competiam internacionalmente com empresas norte-americanas. Afundaram a Petrobrás com a mesma facilidade com que afundaram a P-36. Até porque o Brasil fica mais próximo dos EUA do que qualquer outro grande produtor de petróleo, com exceção da Venezuela.

Então, porque fazer guerra ao Iraque, Síria, Líbia, Egito ou Ucrânia se o Petróleo que o Tio Sam precisa pode ser obtido sem o desgaste de uma guerra? José Serra, não por acaso nomeado chanceler, já havia prometido em convescote em Foz do Iguaçu que entregaria a Petrobrax à Chevron. Isso também explica porque o ator da bolinha de papel foi homenageado com o significativo apelido de Tarja Preta

Como diz o ditado espanhol, “non creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Como revelou a Edward Snowden, a CIA não grampeava Serra ou FHC, mas Dilma e a Petrobrás. Talvez isso explique como foi possível grampear a presidência e os grampos tenham recebido leitura dramática por parte da Rede Globo. Como em 1964, os marines dos EUA usados no golpe falam fluentemente português.

A Casa das Américas, sob nova direção, ordenou e os quinta coluna agiram com eficiência. Não é inacreditável que a Polícia Federal saiba tudo o que acontece na Petrobrás, mas não saiba nada do avião que matou Eduardo Campos. Conseguem descobrir digitais de um sobrinho do Lula em Angola mas não conseguem identificar quem é o dono dos 450 kg de pasta base de cocaína do heliPÓptero?

De novo, não tenho provas mas tenho convicção que a CIA constrói as provas necessárias à atuação dos golpistas. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium só têm de amestrar a manada para que tudo seja aceito como se fosse um fato da natureza. Desconfie dos agentes que toda hora aparecem nas velhas mídias posando de heróis. Eles podem ser heróis para a Costa Rica, Panamá, Honduras, Paraguai,  Miami ou Washington, jamais para o povo brasileiro.

A atuação dos EUA nos subterrâneos da política internacional, inclusive usando sobreviventes nazistas, pode ser vista no documentário “Inimigo do meu inimigo” e lido no livro Guerras Sujas. Quem tem um neurônio já percebeu, quem não tem está no golpe.

Costa Rica impõe sigilo em papéis da embaixada brasileira, que podem explicar o golpe de 2016

Costa Rica decretou sigilo sobre 12 memorandos de sua embaixada no Brasil escritos entre janeiro e setembro de 2016, os quais supostamente versavam a respeito da situação política no país em meio ao processo de impeachment; declaração de reserva sobre os documentos listados significa que "nenhuma pessoa física ou jurídica, nacional ou estrangeira" poderá ter acesso a eles"; "Como governo, temos a responsabilidade, a obrigação, de proteger adequadamente correspondências cuja divulgação poderia trazer consequências danosas ao país em matéria de relações diplomáticas", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Manuel González; cabe notar que San José não apenas é a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, como sempre foi um aliado diplomático dos EUA na América Central

13 de Outubro de 2016 às 20:01 // Receba o 247 no Telegram

Da Agência Sputnik Brasil A Costa Rica acaba de decretar sigilo sobre 12 memorandos de sua embaixada no Brasil escritos entre janeiro e setembro de 2016, os quais supostamente versavam a respeito da situação política no país em meio ao processo de impeachment. O que dizem as entrelinhas do misterioso caso quanto ao cenário atual da América Latina? Sputnik explica!

"Está declarada reserva sobre os relatórios políticos apresentados pelo chefe da missão diplomática destacada na República Federativa do Brasil, cujo conteúdo se refere, parcial ou integralmente, a assuntos que possam comprometer relações bilaterais", diz o decreto publicado na terça-feira (11) no jornal oficial costarriquenho, o "La Gaceta".

A declaração de reserva sobre os documentos listados significa que "nenhuma pessoa física ou jurídica, nacional ou estrangeira" poderá ter acesso a eles, e que os destinatários dos informes, bem como os que receberam cópias das mensagens por parte do embaixador da Costa Rica no Brasil, deverão "guardar estrita confidencialidade em relação aos mesmos".

O governo costarriquenho justificou a ação com base em prerrogativas previstas na Constituição Política – em particular, na independência dos Poderes, e em resoluções da Procuradoria Geral da República que indicam que matérias relativas à segurança, à defesa nacional e às relações exteriores da República podem ser submetidas a segredo de Estado.

Na quarta-feira (12), o chanceler da Costa Rica, Manuel González, enviou uma declaração à imprensa brasileira reiterando a atitude tomada pelo governo de seu país: "Como governo, temos a responsabilidade, a obrigação, de proteger adequadamente correspondências cuja divulgação poderia trazer consequências danosas ao país em matéria de relações diplomáticas", afirmou o ministro das Relações Exteriores.

Façamos uma breve retrospectiva sobre o caso.

Correspondências secretas e guerra de informações

Em 18 de março, um mês antes do afastamento da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, todas as embaixadas brasileiras no exterior receberam uma mensagem do Itamaraty alertando sobre o risco iminente de golpe de Estado no país, e instruindo as representações diplomáticas a mediar o contato entre as organizações da sociedade civil locais e as do Brasil.

Algumas horas depois, a Secretaria Geral do Itamaraty abortou a ordem, alegando que as circulares haviam sido enviadas "sem autorização superior". Apesar disso, o episódio deixou claro que, mesmo dentro do Itamaraty, sempre houve dúvidas sobre a legitimidade do processo que derrubou a presidenta Dilma e levou Michel Temer à presidência, ao lado do tucano José Serra na chancelaria.

Talvez fosse necessário retraçar a cartografia dessa história aos idos de 2013, quando, segundo afirma o jornalista Pepe Escobar, teria sido deflagrada uma poderosa operação no país, "com pegadas da ação norte-americana", para atender a interesses internos e internacionais, tais como a criminalização do PT, a inviabilização de Lula como candidato em 2018, a implantação de uma "política econômica ultraliberal", a alteração das regras de exploração do pré-sal e a reversão da "política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul".

Desde os grampos da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) à Petrobras e à própria Dilma – escândalo cuja revelação, por parte do Wikileaks, desencadeou um período de esfriamento nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington – à chegada no Brasil, em agosto de 2013, de uma embaixadora norte-americana que já havia servido no Paraguai pouco antes do golpe parlamentar contra o presidente Fernando Lugo, há uma série de fatores que, de fato, levantam dúvidas sobre os interesses estrangeiros no impeachment de Dilma.

Em dezembro de 2012, o Wikileaks vazou um telegrama diplomático norte-americano que relatava a promessa feita pelo então candidato à presidência José Serra a uma executiva da petroleira Chevron, de que, se eleito, ele mudaria o modelo de partilha do pré-sal fixado pelo governo Lula – o que acaba de acontecer sob o governo Temer, com Serra na pasta de Relações Exteriores. Nesse contexto, pulamos para o dia 20 de setembro deste ano, quando, pouco antes de Michel Temer discursar na Assembleia Geral da ONU, o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, e o chanceler González abandonaram o salão, acompanhados no gesto por representantes de Bolívia, Equador, Venezuela, Cuba e Nicarágua.

https://twitter.com/i/videos/tweet/778345169582161921

No mesmo dia, a Presidência da Costa Rica afirmou que a decisão se dera de forma "soberana e individual", e que havia sido suscitada pela "dúvida de que, ante certas atitudes e atuações, se queira lecionar sobre práticas democráticas". A nota citou, particularmente, "certos atos de violência ocorridos após a conclusão do processo de ‘impeachement’", fazendo referência a uma série de episódios de violência policial e de repressão contra manifestantes que denunciaram o processo como golpe de Estado.

O ato diplomático, porém, causou profunda surpresa não só em Brasília, como também dentro da própria Costa Rica, insuspeita de "bolivarianismo". Cabe notar que San José não apenas é a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, como sempre foi um aliado diplomático dos EUA na América Central, tendo extinguido suas Forças Armadas em 1948.

Assim, em 29 de setembro, o deputado do Partido Libertação Nacional (PLN), Rolando González, um dos líderes da oposição costarriquenha, exigiu que o chanceler entregasse os memorandos escritos pela embaixada no Brasil no período de janeiro a setembro, a fim de verificar se eles continham alguma informação que pudesse fundamentar o gesto diplomático do presidente Solís na Assembleia Geral da ONU. E, em 3 de outubro, o governo assinou o decreto, publicado no dia 11, baixando sigilo sobre os documentos solicitados.

Démarche diplomática da Costa Rica

O presidente costarriquenho, eleito em 2014 com 77% dos votos, se define como um social-democrata de centro-esquerda no espectro político latino-americano. Apesar de nunca ter se pronunciado explicitamente contra o golpe no Brasil, sua retirada da Assembleia Geral da ONU antes da fala de Temer deixou claro suas hesitações a respeito do governo do peemedebista.

Em 22 de setembro, Solís reconheceu, em entrevista à CNN em espanhol, que as relações com o Brasil estavam "tensas" após o episódio, mas demonstrou cautela no trato com o governo Temer, reconhecendo o Brasil como uma "potência mundial e latino-americana".

"Nós nunca havíamos feito nenhuma observação sobre o ‘impeachment’ em ocasiões anteriores. Mantivemos uma atitude muito ponderada durante todo o período prévio à tomada de poder do senhor Temer e nos referimos aos processos posteriores porque nos preocupa que possam marcar uma tendência que leve o Brasil, que é una potência mundial e latino-americana, a um caminho que não seja o adequado", disse ele.

"Há um ato político indubitável que admito e explico: o tomamos porque nos preocupa a opacidade de alguns dos processos que se seguiram (depois do impeachment), a violência contra a oposição política e a possibilidade de uma lei de anistia que creio que deixaria impune uma série de feitos que são muito questionáveis e que a justiça brasileira terá que atender", acrescentou.

Em 29 de setembro, o chanceler Manuel González afirmou que a relação com o Brasil era "normal" e reiterou que a Costa Rica não tinha "nada a dizer" a respeito do processo de impeachment. "O que assinalamos são situações no exercício da presidência de Temer. Há preocupação sobre uma tendência a atos que podem afetar a democracia nesse país (Brasil)", disse ele em entrevista coletiva.

A tentativa de San José de amenizar o simbolismo do que ocorreu na Assembleia Geral (basta notar que foi a primeira vez em toda a história das participações do Brasil em órgãos multilaterais que outros países se retiraram, em protesto, enquanto um chefe de Estado brasileiro discursava, e que isso aconteceu no principal fórum global dos países, a ONU) parece obedecer a imperativos pragmáticos das relações exteriores, principalmente quando se leva em conta o tamanho do Brasil na conta das importações e exportações da América Latina.

A Bolívia, que sempre denunciou como ilegítimo o governo Temer, anunciou em 3 de outubro a normalização de suas relações diplomáticas com o Brasil. Certamente, o pragmatismo econômico exerceu grande papel nessa decisão, já que La Paz precisa discutir os termos da renovação do contrato de compra e venda de gás boliviano pelas empresas brasileiras, acordo que vence em 2019, bem como os planos de construção de hidrelétricas na Amazônia e a construção de uma ferrovia que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Uruguai, liderado pelo presidente Tabaré Vázquez, que também havia se posicionado a favor da presidenta Dilma durante seu processo de impeachment, também reavaliou sua posição, privilegiando o fato de que o Brasil está entre os maiores países compradores de produtos uruguaios.

Configuração de forças na América Latina

Existem dois fundamentos historicamente estabelecidos para o reconhecimento da legitimidade de um Estado nas relações internacionais: por um lado, a declaração interna de soberania; por outro, o reconhecimento externo de outros Estados.

Além da retirada inédita de representantes estrangeiros durante o discurso de Temer em setembro, alguns analistas viram na falta de aplausos durante a fala do peemedebista e no fato de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter "se atrasado" para fazer o seu último discurso no fórum (evitando desse modo se encontrar nos bastidores da ONU com o presidente brasileiro) certo isolamento nunca antes visto do Brasil na arena internacional, refletido pelas dúvidas acerca da legitimidade do governo Temer.

Ideologias à parte, e independentemente de se considerar o impeachment legítimo ou não, a cooperação entre os países da região com o Brasil é ameaçada por certa inabilidade da atual chancelaria.

Enquanto os governos de Dilma e o de Lula estreitaram os laços do país com os vizinhos latino-americanos e assumiram um papel de liderança na região, o governo Temer se afasta do continente e dos BRICS e volta a política externa para as grandes potências mundiais. Em suas primeiras ações, o novo chanceler acusou governos de países latino-americanos de "propagar falsidades" e disse que o secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) "extrapolava suas funções".

O cenário, enfim, parece caminhar para o fim da multilateralidade que caracterizou os esforços do país nos últimos anos. As perspectivas de integração da América Latina estão baixas. O Brasil parece se alinhar novamente aos EUA. Por outro lado, os governos de esquerda latino-americanos continuam sob ataque. Se o Brasil vai se tornar cada vez mais isolado ou se as nações vizinhas vão se render ao pragmatismo econômico ou ao neoliberalismo, só o tempo, e as resistências, irão dizer.

Costa Rica impõe sigilo em papéis da embaixada brasileira, que podem explicar o golpe de 2016 | Brasil 24/7

04/09/2016

Culpa in eligendo

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Cucarachas,EUA,Quinta Coluna,Tio Sam,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 11:22 am
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bandeira 4Vou concorda com as exigências da política imigratória dos EUA. Eles estão no chiqueiro deles. É por isso que lá prendem José Maria Marin, que no Brasil é, como Ricardo Teixeira, rei, teúdos e manteúdos da Rede Globo.

Vou discordar das acusações contra os agentes ianques porque nossos “cucarachas” que teimam em ir pros EUA merecem exatamente isso.

Quem não se respeita não vai ser respeitado. Quem não se valoriza, não será valorizado. Primeiro porque eu já mais pisaria nos EUA. Há anos tentam me levar pra lá. Prefiro a Croácia. Mil vezes a Grécia e, por que não, a Itália.

A escolha de ir aos EUA tem enquadramento legal perfeito: culpa in eligendo… É a Meca da cultura vira-lata

O que falta na relação Brasil x EUA é reciprocidade, dar ianques que aportam por aqui o mesmo tratamento recebido lá. A culpa é destes governos de quinta coluna, de República das Bananas, destes que se curvam para tirar os sapatos para entrar nos EUA.

Ao se colocarem como capachos, indo beijar a mão do Tio Sam, nossos golpistas dão razão ao modus operandi ianque.

Há um ditado muito apropriado para o caso: em Roma, como os romanos. Quando nos EUA, comporte-se como os norte-americanos. Se quiser se comportar como brasileiros, vá pra Roma…

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA, por André Araújo

Andre Araujo – sab, 03/09/2016 – 13:01 -Atualizado em 03/09/2016 – 13:01

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA

por André Araújo

Dois casos em um mês. Não dão explicações, o que seria o minímo para um Pais como o Brasil que é o 5º em envio de turistas para os EUA. Algumas lições tem que ser tiradas desses dois lamentáveis casos.

1. A Polícia Federal brasileira, que é a nossa polícia de imigração, deve IMPEDIR a viagem de menores de idade aos EUA, MESMO COM AUTORIZAÇÃO DOS PAIS. Os EUA simplesmente não reconhecem essa autorização. A punição é desproporcional, absurda, feroz e traumática para os ou as menores.

Detém a menor, em local de onde não pode sair, portanto é PRISÃO, sem prazo. Para soltar a menor a famílea precisa ir aos EUA,contratar advogado, ir a um juiz. É um pesadelo. As famílias recorrem à diplomacia brasileira nos EUA, o que pouco adianta, há seculos diplomatas brasileiros DETESTAM se movimentar para atender brasileiros no exterior.

Portanto em nome do País e da lógica, a Polícia Federal tem que simplesmente não deixar embarcar menor desacompanhado para os EUA, é muito risco, a Imigração americana está no Homeland Security, um Ministério de brucutus paranóicos, nem o State Department mexe com eles, são considerados brutamontes grosseiros.

2.A Polícia Federal brasileira tem que fazer uma cartilha para brasileiros que viajam aos EUA, alertando sobre as maluqices, idiossincrasias, paranóias, implicâncias dessa gente mal educada e pouco civilizada, cismam com bobagens como  tirar foto no recinto deles, não pode dar risadinha, fazer piada, gracinha, falar alto, olhar direto, fazer sinais, tocar neles (ai está ferrado), no guichê vai um de cada vez, não podem ir duas amiguinhas, não fazer pergunta aos guardas, não se mostrar confuso ou atrapalhado, ter o endereço de destino em mãos sem hesitar, ESPECIALMENTE ser claríssimo, repito CLARÍSSIMO e sem hesitação do que vai fazer nos EUA, ou é turismo, ou é estudar, ou é visitar parente ou é fazer negócios, não fale que vai fazer uma coisa e se der tempo também vou fazer outra, se não falar inglês é melhor nem ir aos EUA, vai ao Pantanal, a Itacaré, a Troncoso, Itaipava, Caxambu ou Cartagena.

Nessa cartilha da Polícia Federal uma página para o "dress code" de viagem, ajuda muito e pode evitar problemas na imigração. Viajar de roupa composta, não precisa ser de grife mas roupa em ordem, sapato e não chinelo, calça social e não bermuda, um blazer ajuda muito e é bom para guardar documentos, pochete nunca, mochila parece terrorista com bomba, pasta ou maleta de couro e não de pano encardido, tudo isso ajuda a passar na imigração.

Nas academias de polícia nos EUA há curso completo de "profiling" ou seja, como achar suspeito pelo visual, sujeito chumbrega, encardido e cara de doidão aumenta o risco de checagem maior e aí acham pelo em ovo, se for de terno e gravata ai então passa batido. Ja vi sessentão embarcar para Washington em novembro de bermuda, havaiana e camiseta de padeiro e não levava casaco, desceu assim mesmo, a falta de noção é marca registrada de turista brasileiro, especialmente os de primeira viagem tipo "nova classe media".

Outra dica, se não são viajantes experientes EVITEM destinos de aeroportos secundários, a imigração é mais complicada e implicante, uma das mocinhas desceu em Detroit para ir a Miami, não tem cabimento, Miami, Nova York e Washington estão mais acostumados a latinos, Dallas, Houston, Chicago e Atlanta não recomendo, eu só uso Dallas mas estou acostumado, se vai na primeira vez por um aeroporto, procure ir nas demais vezes pelo mesmo.

3.No mundo há muitos lugares lindos, EUA tem que ser a última opção para quem não é traquejado em viagens internacionais. É um País de muitas regras e horários, jantam e dormem cedo, exigem pontualidade, são chatos e exigentes, cruz credo, só se vai em caso de necessidade.

4.O Itamaraty deve pegar mais pesado nesses dois casos, duas mocinhas brasileiras foram destratadas e humilhadas, não pode passar batido, ao que eu saiba, NÃO HOUVE UM NOTA DE PROTESTO, o que caberia principalmente pela desproporcionalidade da pena e pela imperdoável falta de explicações do motivo da detenção. Se não quer deixar entrar, é um direito do Pais receptor, então DEPORTA no primeiro voo, não pode é prender sem dizer porque.

As adolescentes brasileiras detidas nos EUA, por André Araújo | GGN

26/07/2016

Teoria da DependênCIA, de FHC & CIA

FHC & ClintonCom nojo dos nossos grupos mafiomidiáticos, vejo  todos os dias a RAI, Rede Internacional de Televisão Italiana. É uma espécie de fuga, confesso, e de saúde mental, gostaria de crer. Não perco os episódios “Un giorno nella Storia”. Hoje, por exemplo, falava de Vitaliano Brancati, um escritor siciliano que flertou com o início do fascismo mas que cedo renegou-o. Não é a todos que é dado a capacidade de identificar o ovo da serpente. Alguns só se dão conta depois de serem picados.

Poucos descobriram em FHC um agente dos interesses norte-americanos. Menos ainda foram os que denunCIAram seu trabalho de quinta coluna. Eleito e tendo feito das tripas  coração para destruir, com o PDV e a privataria, pouco se associou seus antecedentes teóricos com a prática no executivo.

Afinal, será que é tão difícil assim entender que a Teoria da Dependência é seu tributo aos seus finanCIAdores ideológicos. Se eu disser que só serei independente se depender de meu pai, dirão que sou louco, mas essa tem sido o projto de vida de FHC: o Brasil só se tornará um país independente se submeter aos EUA. FHC acredita que é melhor viver de migalhas, embaixo da mesa, do que tentar participar do banquete. Nunca uma personagem da história do Brasil encarnou tão bem o Complexo de Vira-Lata. Quando teve a oportunidade, FHC pôs em prática sua teoria, de subserviente. O modelo fracassou de público e crítica.

A eleição de Lula foi um giro de 180º. Pegou um time desacreditado em si e transformou em campeão da transformação social. Não só em termos econômicos, mas na esperança de chegar à universidade, de ter acesso aos serviços públicos, como saúde, mas, sua primeira iniciativa foi atuar para que os miseráveis pudessem fazer pelo menos 3 refeições por dia. Nem precisa dizer que sofreu todo tipo de boicote e ódio. Basta citar apenas dois episódios emblemáticos: Danusa Leão, musa da plutocracia, manifestando sua inconformidade com o fato de ter de dividir aeroportos internacionais com filhos de empregadas domésticas. O segundo exemplo foi dado por um funcionário da RBS, Luis Carlos Prates, representante máximo da cleptocracia midiática, que se mostrou inconformado com o fato de que, nos governos petistas, “qualquer miserável agora pode ter um carro”. 

As cinco famílias que dominam os tradicionais meios de comunicação (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) atuam como caranguejos no balde: quando um pobre caranguejo está buscando sair do balde, os outros o puxam pelas pernas. Bastou o Brasil respirar um pouco de democracia para que a plutocracia se insurgisse e construísse esse golpe paraguaio. Um golpe que coloca no comando da nação um exemplo clássico de quadrilha a serviço. Minam as esperanças e entregam o patrimônio, arduamente construído por todos os brasileiros,aos moldes dos antigos sátrapas persas.

E tudo isso se tornou possível, inclusive o golpe em curso, graças ao amestramento da manada de midiota que tem na Rede Globo sua égua madrinha. Tanto é assim que hoje a justiça já não é mais aquela ditada pelo STF, mas pelo Merval Pereira, o porta-boss da elite cleptocrata.

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena

Por Fernando Brito · 26/07/2016

A natureza colonial de nossa elite, antes de significar a adesão à metrópole, implica a renúncia à ideia de ter um destino próprio. Ela  não se vê e não se quer como parte – privilegiada que seja – de uma nação, para o que é necessário compreender pertencer a um povo.

Num rabisco sociológico, não tem sentimentos de pertença – de ligação natural, de mesmo heterogênea, fazer parte de uma coletividade nacional. O prior, ainda seguindo este esboço, é que esta elite serve como referência para um grupo imensamente – e ponha imensamente num país com o grau de urbanização e o tamanho do Brasil – que a elas imita, porque a ele quer e crê pertencer.

Duro, mas preciso, o artigo da jornalista Eleonora de Lucena, na Folha de hoje, é um retrato agudo do comportamento desta elite, que não é apenas suicida, porque mata, ou tenta matar ao longo da história, a vocação do Brasil para ser uma das grandes – e certamente a de mais “biodiversidade” humana – nações deste planeta.

Escracho

Eleonora de Lucena*, na Folha

A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.

Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.

Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.

Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.

Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.

Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.

Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.

Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.

O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.

Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.

Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.

A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de “Fora, Temer!”. Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a “teologia da prosperidade” talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas.

*Eleonora de Lucena é repórter especial da Folha e foi Editora-executiva do jornal de 2000 a 2010

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

23/02/2016

Pra que serve Exército se a Lava Jato transforma, sozinha, um país inteiro num puteiro (dos EUA)

kennedy_Nas minhas férias li dois livros tão diferentes quanto interessantes. Primeiro, O Grande Mar, de David Abulafia, historiador e professor britânico. É uma emocionante história vertical das civilizações que floresceram e feneceram no Mar Mediterrâneo. O outro livro é uma biografia da alma norte-americana: “Nêmesis, Onassis , Jackie e o Tringulo Amoroso que Derrubou os Kennedy – Peter Evans. Quem quiser ler e não puder comprar, ambos estão disponíveis na internet.

Há pontos em comum, como a informação de que os heróis da história também erram e morrem. Além disso, para uns são heróis. Para outros, bandidos. Linhas por vezes tênues separam grande momentos de evidência social do ostracismo, quando não da decadência e morte.

O surgimento, crescimento e grande evidência de países, impérios e empresas contam sempre com a cumplicidade da quinta coluna. Por vezes, há o lado bandido é superior ao lado herói, mas, no final, o que conta é a versão de quem detém o monopólio de dar a versão dos fatos.

A putaria e promiscuidade dos governantes dos EUA é algo tão antigo e comum quanto a propalada democracia. São democratas em casa, facínoras fora. Nunca vou esquecer uma charge, se não me engano do Pasquim, que mostra um torturador dando esmola a um mendigo na porta do DOI-CODI. O pai de família dá um beijo na esposa e nos filhos, se dirige ao trabalho e, antes de entrar para a sessão de tortura, estupro e morte, dá esmola a mendigo. Pois os Kennedy agiam como este torturador. E tinham, à exemplo do príncipe dos sociólogos golpistas, suas escravas sexuais, silenciadas sob ameaça ou mesmo com a morte, como fizeram com Marilyn Monroe. Não são só os pesos e medidas que os tornam universais, mas principalmente o firme propósito e a determinação canina em atingir os fins por quaisquer meios.

As investidas sexuais dos governantes é tão antiga quando a criação do mundo. Da mesma forma comportamentos pelos mesmos métodos e fatos a imprensa faz a deificação de uns e a demonização de outros. Tudo depende de quem detém o poder de contar.

Na formação do império norte-americano não é só o apoio dos governantes aos “líderes empresariais” nativos que conta, mas também o jogo sujo contra seus concorrentes, dentre o fora dos EUA. As recentes revelações de Edward Snowden e, antes, do Wikileaks, são prova suficiente do que os EUA, em parceria com elementos internos, são capazes de fazer.

O compadrio do Instituto Millenium com os vazadores de aluguel tem por objetivo único e exclusivo criminalizar uns para beatificar outros. A seletividade, os pesos e medidas são por demais evidentes.

Diante dos exemplos da história, do modus operandi ianque acredito nos bons propósitos da Lava Jato tanto quanto eles acreditam na honestidade do Lula.

Andre Araujo

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo

Andre Araujo – ter, 23/02/2016 – 07:30 – Por André Araújo

PERCIVAL FARQUHAR RETORNA COM A LAVA JATO – O americano Percival Farquhar foi o maior empresário do Brasil na primeira metade do Século XX. Criador junto com Alexander Mackenzie da Light & Power, empresa canadense que trouxe a eletricidade e bondes ao Rio de Janeiro e São Paulo, construtor e concessionário do Porto do Pará, do Porto do Rio Grande, da Cia.de Navegação da Amazônia, da holding das ferrovias brasileiras Brazil Railway, que provocou a Guerra do Contestado em Santa Catarina, do primeiro frigorifico do País em Osasco, da Societé do Gaz de Rio de Janeiro, da San Paulo Gas, da Itabira Iron, que seria depois a Cia.Vale do Rio Doce, da Amazon Land, que tinha como propriedade o Amapá, fundador da Acesita-Cia.de Aços Especiais Itabira, Farquhar tinha um espirito aventureiro, corrompia politicos, morava em uma vasto apartamento no Flamengo, tinha amantes brasileiras, nascido em 1864 em Pittsburgh, de família rica, morreu em 1953.

Seu império foi abalado pela Grande Guerra de 1914, que fechou os mercados europeus de capitais, Farquhar levantava capital em Paris, Londres, Buxelas, Toronto, também tinha empresas na Rússia e Cuba.

Farquhar criou a estância de luxo do Guarujá onde construiu o primeiro hotel cassino, o Grand Hotel de la Plage. Esse tipo de empresário estrangeiro controlando grandes pedaços da economia nacional tinha acabado e agora volta pelas mãos da Lava Jato que, ao destruir as defesas das empresas nacionais privadas e estatais, abre a porta para novos Farquhar.

A maior malha de gasodutos do País, a Transportadora Associada de Gás, controlada pela Petrobras, está à venda. Vale seis bilhões de dólares e os candidatos a compra são a Brooksfield e o CPP, ambos canadenses. A Brooksfield é o novo nome da antiga Brascan, sucessora da Brazilian Traction, Electric and Power Co.Ltd., de Toronto, criatura de Farquhar, fundada em 1890. O CPP-Canadian Pension Plan, é o fundo de pensão dos funcionários públicos federais do Canadá, com sede em Toronto. O CPP já tem muitos investimentos no Brasil, conhece o País. As cassandras do jornalismo financeiro sempre repetiram que, após o rebaixamento do Brasil, fundos de pensão não poderiam mais investir no Pais. Nada disso. O rebaixamento do rating serve apenas para depreciar os ativos, ficam mais baratos mas os fundos de pensão precisam de taxas de retorno maiores do que 0,25% ao ano que obtém nos EUA e Canadá, o CPP consegue retornos excelentes investindo em países de risco, já tem muito dinheiro no Brasil e quer colocar mais, eles não operam com bancos, tem seus próprios analistas que fazem a análise do risco, não usam agências de rating.

Mas o fim de feira promovido pelo rebaixamento de valor e enfraquecimento da Petrobras e grupos nacionais não fica só na TAG. A Petrobras pensa também em vender sua parte no capital da Braskem, maior petroquímica da América Latina, onde a Petrobras tem 36,1% do capital. A Odebrecht com 38,3% e controla a companhia. Brooksfield e CPP não querem ser minoritários com a Odebrecht, porque está está sob investigações. Só lhes interessa o controle.

Os canadenses tambêm tem interesse na BR Distribuidora, desde que possam comprar o controle. Como a Petrobras está sendo investigada e processada nos EUA, eles não querem se associar à Petrobras, mas se for o controle podem se interessar.  Assim fica claro que companhias investigadas e processadas como Petrobras e Odebrecht e todas as demais, perdem valor e se tornam alvos de grupos estrangeiros.

A matéria está em ampla reportagem do jornal VALOR de 12 de fevereiro passado.

Farquhar volta triunfante começando de seu ponto de partida preferido, Toronto. A Lava Jato limpa a área e aplaina o caminho, vastos setores da economia nacional serão transferidos ao estrangeiro, tudo vendido na bacia das almas.

Percival Farquhar retorna com a Lava Jato, por André Araújo | GGN

16/11/2015

Não adianta latir, os EUA tratam cucaracha como vira-lata

Filed under: Complexo de Vira-Lata,EUA,Paulo Figueiredo Filho — Gilmar Crestani @ 11:51 pm
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Os EUA odeiam os puxa-sacos de porra nenhuma. Nem os cães são tão obsessivos na subserviência. Não há na história biológica animal invertebrado que desça mais baixo que o que mais baixo dos vira-latas. Por isso a raça superior se acha no direito de dar-lhe um pontapé na bunda.

A declaração do neto do ditador é uma piada pronta. Como sabemos, não havia corrupção na ditadura, e eles morreram pobres… E eu não me chamo Ahmed, nem sou Tramp eiro. Não é difícil de entender do sabujo, basta saber que seu avô preferia o cheiro de cavalos aos de humanos. Assim até parece que seu João Batista era profeta presbiteriano…

Sócio de Trump, neto de Figueiredo é revistado em aeroporto dos EUA e reclama: ‘Não me chamo Ahmed’

Postado em 16 de novembro de 2015 às 1:42 pm

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Diário do Centro do Mundo » Sócio de Trump, neto de Figueiredo é revistado em aeroporto dos EUA e reclama: ‘Não me chamo Ahmed’

26/10/2015

Os EUA e a Lava Jato

TioSam

EUA: por trás dos golpes, as garras, por Márcio Valley

Enviado por marcio valley dom, 25/10/2015 – 18:36

do blog do Marcio Valley

John Adams foi o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos, tendo George Washington como presidente, e seu segundo presidente, governando no período de 1797 a 1801. Iluminista e republicano, está inserido num contexto histórico que representa o início do fim de uma longa tradição, cujo berço é Grécia clássica e seu filho dileto é o senado romano, na qual o pensamento filosófico e a arte da oratória ainda eram fortes na política. Tempos nos quais não havia esperança para um candidato a político alienado da razão, das verdades e das condições históricas de sua própria época, como hoje parece ser apanágio necessário de parcela considerável dos políticos brasileiros.

Adams disse uma obviedade que, proferida pela boca de um pensador que experimentou o poder, ganha densidade: “Existem duas maneiras de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada, a outra é pela dívida.”

E disse outra que merece profunda e necessária reflexão pelos brasileiros, que estamos numa grave turbulência democrática: "Democracia nunca dura muito e logo se desperdiça, exaure, e mata a si mesma. Nunca houve até agora uma democracia que não tenha cometido suicídio."

As palavras chave aqui são espada, dívida e escravidão.

A sociedade ocidental experimenta, como forma de organização política, a democracia submetida ao estado de direito, entendida a democracia como o direito do cidadão de participar do poder político, em oposição às ditaduras e tiranias, e o estado de direito como o cabedal jurídico que limita a atuação estatal ao garantir os direitos e liberdades individuais, impedindo o despotismo e o esmagamento do cidadão pelo peso do Estado.

Não se pode discordar da afirmação de Churchill de que a democracia é o pior dos regimes políticos, porém não existe nada melhor. De fato, a democracia dá voz potencial a todos os cidadãos na escolha do próprio destino, sendo que a participação nos rumos da coletividade é um dos principais fatores de elevação da autoestima. Mesmo para quem advogue o socialismo, a democracia deve ser considerada indispensável como meio de alcançar a felicidade comum, caso contrário pode-se repetir a farsa que foi a experiência soviética.

A democracia, como forma de governo, encontrou um sistema econômico que aparentemente com ela forma um par perfeito na direção dos negócios públicos e privados: o capitalismo. Baseado na propriedade privada, nenhuma pessoa que defenda o liberalismo, entendido como a liberdade de autodeterminação da própria vida, pode ser contra o capitalismo sem incorrer numa contradição em termos.

Ainda assim, democracia e capitalismo parecem estar fracassando no objetivo de estender à humanidade a qualidade de vida que deveria ser um efeito necessário do desenvolvimento humano. Por quê?

A resposta parece ser: democracia e capitalismo degeneraram por excesso de liberdade deste último.

Praticamente todas as ações humanas estão sujeitas a alguma restrição de liberdade individual, pois tal restrição é absolutamente necessária à manutenção da saúde do tecido social. Seria impossível viver numa sociedade que não penalizasse o homicídio, a apropriação indevida do patrimônio alheio e a violação da liberdade sexual, apenas para ficar nesses exemplos.

A democracia e o capitalismo, como produtos da ação humana, não podem ficar de fora dessa restrição nas respectivas atuações. E, na verdade, estão de fato sujeitos a diversas restrições.

O problema é que o capitalismo consegue escapar dessas amarras e, livre, corrompe a democracia.

Enquanto o capitalismo manteve-se essencialmente territorial, ainda era possível exercer sobre ele algum pouco controle, ante a necessidade do capital, e muitas vezes do próprio capitalista, de permanecer no local da produção. Obrigado a estar no local, devia alguma submissão às leis locais, ainda que mínima. Tal possibilidade de controle, ainda que bastante rarefeita, não mais existe. Atualmente, desvinculado de qualquer território específico, nenhum país é capaz de lhe restringir a liberdade.
A primeira vítima dessa liberdade é justamente a democracia.

Historicamente, os ricos sempre foram senhores do Estado, num primeiro momento como monarcas e, posteriormente, como eleitores privilegiados. Salvo poucas exceções, ou os ricos estão no poder diretamente ou o poder é exercido pelos escolhidos da riqueza. A estreiteza da relação riqueza-governo é de tal ordem que se chega a justificar a existência do Estado como instituição garantidora da propriedade, nada mais.

Democracia real, portanto, sempre foi e continua a ser uma utopia longínqua.

Mesmo quando se fala em democracia clássica grega, isso guarda pouca relação com o que se entende hoje por democracia popular. O comparecimento à praça da Ágora era exclusividade de cidadãos homens nascidos de pais atenienses, uma casta de privilegiados. Mulheres e estrangeiros residentes eram excluídos da democracia. Além disso, havia servidão e escravidão em Atenas, obviamente sem direito algum, o que por si contraria o sentimento que temos hoje em relação aos fins e objetivos da democracia.

Contudo, num único e breve momento da história, que não chegou a cem anos, um espirro histórico em quase cinco mil anos de civilização, uma parte da própria elite, talvez entediada pela mesmice, inaugurou uma nova forma de pensar que hoje designamos por Iluminismo.

Os iluministas eram membros altamente intelectualizados da elite, pensadores que puseram a razão acima dos temores mitológicos que até então dominavam a humanidade. Durante esse período, Nietzche chegou a decretar a morte de Deus. O filósofo só não previu que, tratando-se de um ser todo-poderoso, no final do século seguinte, Ele ressuscitaria, e com bastante disposição para angariar fundos, nas igrejas pentecostais.

Essa facção diletante e aborrecida da elite europeia começou a pensar em coisas como o abandono das barbaridades da Idade Média, do obscurantismo religioso e das arbitrariedades do Estado. Iniciou um processo de valorização do ser humano, visando à construção de uma nova sociedade, fundada axiologicamente no altruísmo social e na dignidade da pessoa humana. Havia um quê de utilitarismo no objetivo pretendido por essa elite de intelecto entendiado que ousou desafiar as repugnâncias de sua época. Não era, propriamente, o bem do indivíduo que se buscava, mas da sociedade. Afinal, uma sociedade com uma carga menor de carências individuais é certamente capaz de gerar um ambiente menos perigoso para circular, possivelmente com um grau de felicidade geral maior e mais cheirosa e bonita de se ver.

Embora o ciclo do pensamento iluminista tenha durado pouco, encerrando-se no despertar do século XIX, ecos dessa forma racionalista de pensar, pressupondo a valorização do ser humano, persiste até os dias de hoje e foi consagrada em instrumentos históricos notáveis, como a constituição americana e a carta dos direitos humanos. Nossa constituição é recheada de valores iluministas.

Esse espirro histórico durante o qual uma fração da parcela rica da sociedade foi confrontada com sua obrigação moral de cuidar dos desvalidos veio a causar, tempos depois, reforçada pela influência de outros eventos históricos importantes, como a ascensão das ideias de Marx e as grandes guerras, um pequeno, mas significativo relaxamento na sofreguidão pelo lucro.
Por um breve momento, repentinamente parecia que a sociedade humana tinha encontrado o caminho para o florescimento de grande parte dos indivíduos, um arranjo saudável entre a busca pelo lucro e a necessidade de excluir a experiência humana da miséria abjeta.

Durante esse piscar de olhos, nós parecíamos realmente ser a espécie mais inteligente do planeta.

A legislação trabalhista protetiva ganhou impulso, um patamar salarial mínimo é garantido, estipula-se um máximo de horas para o trabalho, o Estado passa a conceder assistência social aos desfavorecidos, o acesso a uma educação fundamental é garantida, assim como o acesso à saúde básica, além de outras iniciativas vocacionadas à eliminação da condição de vida degradante.

Um pouco depois disso, em meados do século XX, ao bem-estar da população veio agregar-se uma outra concessão do capital: a redução da miséria pelo incremento na renda. Foi a época dos baby boomers americanos e dos Trinta Gloriosos da França. Nesse momento histórico também se inclui os cinquenta anos em cinco de Juscelino, no Brasil.

Entretanto, quando tudo indicava que a democracia e o capitalismo iriam cumprir o desígnio para o qual estavam predestinados, de conduzir a humanidade ao paraíso na Terra, salvar o planeta da miséria, eis que se inicia um desagradável retrocesso e se reacende a fogueira quase apagada da degradação da condição humana. Perdem-se totalmente ou são mitigadas as conquistas históricas do desenvolvimento civilizatório iniciado a partir do final do século XIX.

A América Latina viu-se arrebatada por ditaduras, no Oriente Médio inicia-se um processo de desestabilização política que ainda continua, a Europa ser torna um fantasma do que chegou a ser do que poderia ainda ser.

Quem é o culpado? Quem estragou a festa da civilização?

O culpado mais provável é a ressurgência da ótica do poder absoluto que dominava o cenário na época da barbárie humana, dos faraós, czares e imperadores. Retorna a vontade do rico de usar o seu poder de forma absoluta, inquestionável, acima do bem e do mal. Poder absoluto que, hoje, se traduz na perspectiva do lucro a qualquer preço, pensamento bárbaro similar à conquista total e da terra arrasada, que se colocou no passado e se coloca no presente acima dos interesses da humanidade. Esse espírito deletério é representado por algo que é celebrado e olhado de forma positiva até por quem é sua vítima: a globalização da economia.

A globalização não é um movimento recente, as grandes navegações do século XVI já representavam esse intuito, e tampouco é culpada pelo problema, trata-se apenas de ferramenta extremamente útil para alcançar o real objetivo: lucratividade desmedida, poder sem limites.

A globalização é atualmente a maior responsável pela renovação da escravidão em roupagens modernas. Hoje o senhor do escravo não precisa mais construir senzalas e nem necessita morar na casa grande. Ele obtém o trabalho gratuito pagando, por exemplo, cinquenta centavos de dólar por uma camisa numa fábrica em Bangladesh, que emprega costureiras por 20 dólares mensais. A corporação fashion americana ou europeia pode afirmar, assim, que não é ela a responsável por pagar esse salário miserável a um trabalhador seu. Certamente.

Numa sociedade saudável, a globalização seria ótima, desde que entendida como a liberdade plena de deslocamento do ser humano no planeta, pessoas e seus patrimônios. No despertar da humanidade, a globalização era um fato, inexistiam fronteiras e impedimentos ao tráfego humano.

Nossa sociedade, porém, está muito longe de ser saudável. Alguém já afirmou que somente uma pessoa muito doente pode se dizer perfeitamente adaptada a essa sociedade degenerada. Nesse sentido, a inquietação, o inconformismo, é que seria sinônimo de inteligência e saúde mental.

A globalização, vista sob seu aspecto meramente econômico, admite apenas a liberdade de tráfego para o capital. Pessoas continuam locais e impedidas de atravessar fronteiras, vide o exemplo trágico dos refugiados, alvo da “piedade” europeia muitas vezes traduzida no afundamento de seus barcos.

Atualmente, o poder político real não está mais nas mãos dos presidentes das nações. Voltamos à era dos faraós, dos reis, dos imperadores. A única diferença é que, hoje, eles sentam em tronos incógnitos. Não se sabe mais quem são os reis e onde estão os seus castelos, porque eles perderam o ancestral orgulho de estar no comando. A nova onda do imperador é não ser admirado, somente temido. A invocação da genealogia e da heráldica tornaram-se anacrônicas e até perigosas para os soberanos num mundo apertado por sete bilhões de pessoas, em grande parte faminta, no qual matar milhares, em caso de convulsão, não é mais assim tão glamouroso. Hoje, nossos novos monarcas se apetecem somente pelo poder e pela riqueza. Alguns poucos, menos cerebrais, à isso acrescentam a vontade da fama.

Os novos reis não possuem um local definido, uma área geográfica, para a ação imperial. No antigo modelo, cada nação representava um pedaço do planeta dominado por seu próprio rei. O poder do rei estava adstrito ao território da nação. Isso é passado. Na atual divisão do poder, território nada mais significa. O comando não mais se divide entre nações e seus territórios, mas entre corporações e seus ramos de negócios. A economia está fatiada e cada uma das fatias representa um reino específico comandado por poucos monarcas absolutos. Há quem sustente que temos atualmente 147 reis, cada um deles comandando as corporações que encabeçam e que, em desdobramento, dominam todas as demais (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=rede-c…).

O poder dos novos reis emana, tanto das riquezas do passado, decorrentes da acumulação primitiva, como das riquezas modernas, obtidas por empreendedorismo e oportunismo. Munidos da força dessas riquezas, manipulam a política como meio de controlar os sistemas monetário e financeiro, ou seja, a toda a economia. Não se trata de uma conspiração, mas de orientação identitária a partir de uma ideia contida no senso comum, de que a riqueza deve ser mantida nas mãos de quem as detém e ampliada ao máximo, independentemente das consequências. Embora não seja uma conspiração, em toda a plenitude da palavra, isso não significa que não se reúnam ocasionalmente para traçar diretrizes comuns. Fazem isso com frequência regular no Fórum Econômico de Davos, na reunião de Bilderberg e em outros grupos menores, mas não menos importantes, como a sociedade Skull & Bones, além de outros, alguns dos quais talvez nem chegue ao conhecimento do público.

Como todo rei, eles precisam de um exército. Esse exército, atualmente, se chama Estados Unidos da América.

Os Estados Unidos não são "o" império, como muitos pensam. São apenas o soldado do imperador, a interface do poder, a máscara com a qual é encenado o teatro farsesco da democracia e da liberdade. São também a espada de que nos alertava John Adams, com a qual é imposta a vontade absoluta dos reis a todos os países.

Os Estados Unidos, como braço armado dos imperadores, submete a economia mundial à vontade do poder de quatro modos distintos: (a) corrompendo os governos nacionais, (b) mediante a concessão de empréstimos condicionados a exigências futuras virtualmente impossíveis de cumprir, concedidos por instituições como Banco Mundial e FMI, (c) assassinando políticos de países estrangeiros que incomodem ou (d) pelo velho, tradicional e eficaz método de invasão armada.

Independentemente do método, o objetivo é o mesmo: fragilizar a nação-alvo e obrigá-la ao cumprimento da agenda corporativa. Um interesse presente é a venda de ativos do colonizado. A privataria tucana praticada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso não possui outra explicação. Um intuito marcadamente presente é o controle de recursos naturais, principalmente o petróleo. Outras vezes, o desejo é instalar bases militares americanas no país. Enfim, a submissão das demais nações é interessante sempre e pelos mais variados motivos, mas principalmente por interesse em recursos minerais ou de proteção aos produtos das corporações internacionais.

Embora na superfície se tratem de solicitações americanas, o interesse subjacente, e principal, é das corporações. Apenas como exemplo, a guerra do Iraque favoreceu empresas de construção e petrolíferas, tendo o governo americano arcado com a totalidade do prejuízo. Na privatização brasileira, foram corporações que se beneficiaram do sucateamento de nossas estatais.

Constitui fato histórico reconhecido que o governo dos Estados Unidos atuou para desestabilizar governos de países soberanos, muitos deles pacíficos e amigos dos americanos, inclusive através de assassinatos políticos.

Foi assim em 1949, quando o governo americano auxiliou o golpe de estado que conduziu Husni al-Za’im ao comando da Síria. Alçado ao poder, Za’im implementou ações em benefício de corporações do petróleo.

Em 1953, os americanos, com apoio dos ingleses, derrubaram Mohammed Mossadegh, que fora democraticamente eleito presidente do Irã. Mossadegh ousou nacionalizar a indústria de petróleo iraniana, até então controlada por uma corporação britânica, porque entendia que essa riqueza mineral deveria beneficiar primeiramente o povo iraniano. Em seu lugar, ascendeu Mohammad Reza Pahlavi, um tirano autoritário, porém simpático ao poderio americano. Reza Pahlavi permaneceu no poder até 1979, quando uma revolução iraniana, liderada pelo Aiatolá Khomeini, o depôs.

Como agiram os americanos nesse episódio? Enviaram um emissário, munido de milhões de dólares, para corromper os adversários políticos de Mossadegh. Mossadegh, um democrata eleito, foi retratado pela imprensa como um tirano, enquanto Reza Pahlavi, um monarca absolutista despótico, era fantasiado de liberal.

Conduzido pela desonestidade da imprensa e por políticos corruptos totalmente desvinculados dos interesses do Irã, o povo aderiu ao golpe a auxiliou na queda de Mossadegh. Tiro no próprio pé, movido pela ignorância e pela fraude.

O modelo utilizado no Irã, contra Mossadegh, torna-se padrão para a derrubada discreta de governos incômodos: envio de poucos emissários americanos, preferencialmente um homem só, com acesso ilimitado a dinheiro, para corromper a imprensa e políticos locais.

O modus operandi é relatado por John Perkins, no livro Confissões de um Assassino Econômico, ele próprio tendo sido um desses agentes infiltrados.

Em 1954, na Guatemala, o governo de Arbenz Guzmán, eleito democraticamente presidente em 1951, desejava realizar uma ampla reforma agrária no país, em benefício de seu povo. Isso, porém contrariava amplamente os interesses de uma corporação americana do ramo de frutas. O governo dos EUA enviou emissários para corromper os políticos da oposição. Novamente a imprensa mundial agiu, passando a imagem de que Arbenz era um agente soviético. Arbenz foi deposto, sendo substituído por uma ditadura militar que atendia aos interesses da corporação prejudicada. Esse é considerado o primeiro dos vários golpes militares patrocinados pelos americanos na América Latina, Brasil inclusive.

Em 1963, no Iraque, o general Abd al-Karim Qasim, que havia liderado um golpe contra monarquia e proclamado a república, foi deposto e preso com apoio dos americanos. Qasim era nacionalista, o que sempre desagrada as corporações. De 1963 a 1968 há uma sucessão de golpes e assassinatos no poder iraquiano, sempre com suspeitas de participação dos americanos, até se estabilizar a presidência nas mãos de Ahmed Hassan al-Bakr do Partido Baath, auxiliado por um jovem político, que se tornará seu vice-presidente em 1979 e, finalmente, dez anos depois, passará a comandar o país, Saddam Hussein.
Saddam se tornaria marionete dos EUA em suas tentativas de derrubar o governo do Irã, iniciadas em 1980, novamente por interesses no petróleo.

Em 31 de março de 1964, João Goulart, democraticamente eleito vice-presidente do país e que assumiu de forma constitucional a presidência após a renúncia de Jânio Quadros, também sob a pecha de agente soviético e que também pretendia realizar uma reforma agrária no país, foi deposto por um golpe militar apoiado financeiramente pelo governo dos Estados Unidos. Como sempre, em seu lugar assumiu uma ditadura militar, que vigorou até 1984, vinte anos após.

Em 1981, Jaime Roldós, eleito democraticamente presidente do Equador em 1979, morreu num acidente de avião. Existem fortes suspeitas de que o acidente tenha sido obra do governo americano. Roldós, assim como Mossadegh no Irã, desejava, e estava adotando ações para esse fim, que o petróleo equatoriano beneficiasse o povo do Equador, o que desagradou as corporações do petróleo. Afirma-se que, não sendo possível desinstalar Roldós pela corrupção, restou a opção de simular um acidente de avião.

Hugo Chavez, eleito democraticamente para presidente da Venezuela em 1998, reelegendo-se em 2000 e novamente em 2006, foi duramente combatido pelo governo americano, com apoio integral da imprensa venezuelana. O discurso de Chavez era anti-neo-liberalismo e contrário à geopolítica americana. Em sua primeira eleição, Chavez encerrou um ciclo de 43 anos no poder de um conluio de políticos corruptos que englobava os três maiores partidos venezuelanos. Chavez utilizou o imenso poderia da Venezuela no petróleo como uma arma contra os americanos. Novamente um político nacionalista pretendendo utilizar o petróleo para ajudar o próprio povo. O percentual de venezuelanos classificados como pobres despencou de quase metade da população, 49,4% no ano de 1999, para menos de um terço, 27,8% no ano de 2010. A história revela que esse comportamento não agrada às corporações. Por isso, em 2002, com a imprensa totalmente contrária a Chavez, um golpe de estado o depôs, com fortes indícios de participação ativa dos americanos, que imediatamente reconheceram a legitimidade do governo golpista. Entretanto, ante a reação mundial negativa, o golpe foi um fracasso e, três dias depois, Chavez voltou ao poder.

Os exemplos de intervenção americana direta e indireta poderia continuar por longo tempo, como no golpe do Chile em 1973, na Argentina em 1976, na morte de Omar Torrijos do Panamá em 1981, na tragédia do Afeganistão, na invasão do Iraque em 2003, na Nicarágua e em El Salvador na década de 1980, Camboja, Vietnã e etc e etc…

Brasil. 2002. Um partido criado pelos trabalhadores e com origem nitidamente socialista elege o seu candidato para a presidência da república. O político de origem sindicalista e sem formação acadêmica, Luis Inácio Lula da Silva, após três tentativas infrutíferas, finalmente sobe a rampa do Palácio do Planalto, não sem antes se comprometer formalmente a não instalar um governo comunista no país, num documento denominado Carta aos Brasileiros, nítida concessão às corporações.

Lula surpreende os conservadores, pois sob seu governo a economia avança admiravelmente. De fato, no período de 2003 a 2010, o PIB brasileiro apresenta um aumento anual médio de 4% ao ano, enquanto o representante da elite neoliberal, o acadêmico laureado Fernando Henrique Cardoso, nos oito anos anteriores, obteve somente 2,3% ao ano. No último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, a taxa de desemprego era de 10,5% da população economicamente ativa. Lula a reduz para 5,3%. A arrecadação tributária bate recordes em cima de recordes, não por aumento da tributação, mas como reflexo de um incrível incremento no mercado interno. Lula liquida a dívida brasileira com o FMI e aumenta as reservas de US$ 37,6 bilhões para US$ 288,5 bilhões . A taxa de juros Selic cai de 25% ao ano para 8,75% ao ano. O Brasil atravessa sem grandes danos a maior crise econômica desde 1929, que foi a crise de 2008. O salário mínimo, que teve redução real (descontada a inflação) no governo FHC de cerca de 5%, consegue aumento real de cerca de 54% nos oitos anos do governo petista.

Enfim, Lula surpreendeu positivamente durante os oito anos de seu mandato. Contudo, somente obteve paz no primeiro mandato, de 2003 a 2006. A partir do final do primeiro mandato, todavia, passou a ser alvo de crítica feroz da grande imprensa e dos políticos de oposição, principalmente do próprio PSDB.

O que mudou?

Muitas coisas podem ter provocado essa mudança de atitude. Uma delas, talvez a mais relevante, foi o anúncio da descoberta de imensas jazidas de petróleo na camada do pré-sal, ocorrida justamente em 2006. Segue-se à descoberta o anúncio do governo petista de que essas jazidas de petróleo seriam resguardadas para o interesse nacional, inclusive com a possibilidade de criação de uma estatal específica para elas, a Petrosal, o que desagrada às grandes corporações de petróleo do mundo.

Petróleo, nacionalismo, interesses corporativos, ação desestabilizadora. A história se repete.

Um governo cujo sucesso, até então, e embora com um certo ar blasé, era reconhecido pela imprensa, numa reviravolta passa a ser alvo de uma campanha difamatória impiedosa dessa mesma imprensa. Ilícitos que, quando comprovados em governos passados, sequer mereciam manchetes, passaram a ser estampados na capa de jornais e revistas por meras suspeitas.

Adotou-se a prática da escandalização do banal, da manipulação dos fatos e da culpabilidade por dedução lógica.

O escândalo do mensalão transforma uma prática corriqueira em todos os partidos, incorreta, porém usual, de utilização das sobras do caixa 2 de campanhas para a conquista de apoio político, é manejado para parecer compra de votos. Se foi comprovada a compra de votos para votar a emenda da reeleição da Fernando Henrique Cardoso, obviamente interessado nessa emenda, e nada respingou na reputação de FHC, no mensalão afirma-se a compra de votos para aprovação de leis de interesse público, como leis da previdência e outras, sem que se pare para pensar porque um partido iria adotar tal prática para aprovação de projetos de interesse nacional. E ainda que se comprovasse o pagamento, e isso não foi provado, o erro estaria no partido que compra ou no político que precisa ser comprado para aprovar tais leis?

Sem conseguir evitar a reeleição de Dilma pelo PT, mesmo com o mensalão, a escandalização avança, provocando dissensões no próprio tecido social. Amigos deixam de se falar, parentes se dividem, pessoas brigam nas ruas por conta de opiniões contrárias, cadeirantes são agredidos por se manifestarem a favor do PT, velórios são vilipendiados pelo ódio político, pessoas públicas são agredidas em restaurantes em função de exercerem cargo no governo, sair à rua com uma estrelinha do PT aos poucos vai se transformando numa aventura mortal.

Nada impede a imprensa e um setor menos intelectualizado do PSDB de prosseguir nessa sanha acusatória. O governo se vê envolvido numa trama que envolve a grande mídia, um partido (PSDB) que representa os interesses neoliberais desejado pelas corporações, parcela do Ministério Público Federal e do judiciário federal simpáticos ao PSDB, com alguns de seus componentes inclusive tendo sido nomeados pelo próprio Fernando Henrique Cardoso.

A corrupção sistêmica, que Fernando Henrique Cardoso, recentemente, reconheceu existir desde o seu governo, e que soube e que nada fez pois sabia que isso seria mexer num vespeiro incontrolável, é atribuída ao único partido político que em toda a história brasileira agiu de forma republicana e deixou as instituições funcionarem no combate à corrupção.

Como se diz, o PT torna-se vítima de seu próprio republicanismo.

O povo, conduzido como massa de manobra, não percebe as discrepâncias no discurso oposicionista da moralidade seletiva e se agita contra o partido que forneceu as melhores condições jamais experimentadas pelos trabalhadores e pela parcela menos desfavorecida do país.

Contudo, por mais insana que se apresente a conduta da oposição tucana e da imprensa, não parece provável que assumiriam a possibilidade de causar uma ruptura social no país se não houvessem interesses ocultos muito mais sólidos.

A imprensa parece estar cavando a própria sepultura, ao enterrar sua credibilidade em toneladas de lama desveladas rapidamente pela internet. Um ato de suicídio dessa magnitude não pode representar um mero interesse em se livrar de um partido incômodo. Deve existir algo mais.

Quais são os verdadeiros interesses ocultos por trás desse movimento de desestabilização do governo brasileiro?

A equação possui governo de tendência socialista, petróleo, nacionalismo, escandalização pela imprensa e um partido político que atua de forma contrária aos interesses do próprio país.

Todas as vezes em que esses elementos estiveram presentes na mesma equação, os Estados Unidos da América atuaram em desfavor do governo nacional rebelde aos interesses das corporações.

Não há motivo algum para supor que agora fariam diferente.

Na eleição americana do ano 2000, Al Gore foi nitidamente alvo de uma fraude eleitoral que conduziu Bush filho ao poder. Poderia ter iniciado uma disputa jurídica acirrada para obtenção de recontagem. Republicanamente, porém, abdicou dessa disputa em nome da paz política dos Estados Unidos.

No Brasil, Aécio Neves, coloca a própria ambição política acima de um resultado político justo, honesto e reconhecido pelo seu próprio partido após realizar dispendioso e inútil esmiuçamento nas urnas eleitorais. Isso, todavia, não impede Aécio de assumir essa insanidade vexatória num comportamento que o fez ser apelidado corretamente por Jânio de Freitas de “taradinho do impeachment”.

Aécio Neves, cuja riqueza pessoal em grande parte é devida à ação política oligárquica de sua família e à sua própria atuação política, pois está envolvido na política desde antes de se formar na faculdade, se vende como um paladino da moralidade e da ética para maquiar o que é somente mera ambição política, egolatria e mania de grandeza. Se acha no direito de desestabilizar a nação em nome desses vícios de caráter, sendo ombreado nesse propósito por pessoa vaidosa que pensa incorporar a figura de estadista e de sábio político, Fernando Henrique Cardoso, mas que não revela a grandeza de impedir a luta fratricida que está se iniciando no Brasil.

Todavia, não se vê uma defesa contundente da democracia pelo “parceiro amigo” do Brasil, os EUA, que seriam capazes de adotar ações através das próprias corporações donas dos meios de comunicação brasileiros.

O silêncio dos americanos em relação a assuntos internos de outros países que com potencial de atingi-los, mesmo superficialmente, é revelador, pois sempre foi indicativo, não de neutralidade, mas de incitação, apoio material ou, no mínimo, posição favorável aos revoltosos.

O Brasil sempre foi um empecilho às corporações por sua inclinação a um alinhamento com os países sul-americanos e com outras nações menos privilegiadas.

Isso, por si só, já constitui uma ofensa ao imperialismo corporativo.

A gota d’água foi a política protecionista do pré-sal.

É muito possível, pelo que se extrai dos relatos históricos, que a tentativa de desestabilização do governo do PT, acentuado no governo da Dilma, possua garras de águia habilmente escondidas.

Garras que manipulam marionetes brasileiras.

no blog: http://marciovalley.blogspot.com.br/2015/10/estados-unidos-da-america-por-tras-dos.html

EUA: por trás dos golpes, as garras, por Márcio Valley | GGN

20/10/2015

Com uma meia verdade pode-se contar uma mentira inteira

Pre-sal (2)José Serra e FHC cumprem, por vias transversas, promessa feita a Chevron no convescote de Foz do Iguaçu. A meia verdade é que entidade dos EUA vão processar a Petrobrás nos EUA. A mentira inteira está em não contar que as informações foram fornecidas por aqueles que dizem investigar a Petrobrás para proteger o patrimônio nacional. Sim, há quem queira quebrar a Petrobrás para entrega-la de bandeja, como Petrobrax, aos EUA. Sim, duas matérias saídas em outros jornais explicam muito bem de onde partiu a mentira de ataque à Petrobrás.

A charge do Santiago, ao lado, foi publicada tão logo se anunciou a descoberta do Pré-Sal. Premonitória, mas evidente. Desde o nascimento da Petrobrás se soube que a sua defesa sempre implica na criminalização dos seus defensores.

Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito de quem são os Quinta Colunas atuais, e que sempre houveram no Brasil, basta ver o que saiu ontem, mas que a Folha de hoje sonega de forma olímpica:

Agentes dos EUA recolhem provas da Lava Jato em processo contra Petrobrás
Lava Jato terá ajuda dos EUA para investigar Odebrecht

Não é sintomático que as maiores empresas brasileiras, as únicas em condições de competirem com empresas dos EUA, sejam atacadas por todos os flancos?! Alguém consegue imaginar o serviço de inteligência brasileiro, o MPF e a PF indo aos EUA buscar subsídio para processarem a Coca-Cola, o McDonald’s no Brasil?!

Recentemente a Argentina também foi processada pelos fundos abutres nos EUA. Um juiz, nos EUA eles ou são eleitos pelo voto popular ou são indicados pelo Executivo, Thomas Griesa, deu ganho de causa aos abutres. Alguém ainda há de lembrar da arapongagem dos EUA na Petrobrás, revelada pelo ex-espião da NSA, Edward Snowden?! Eles investigava, no Brasil, dois alvos: Dilma Roussef e a Petrobrás. Bingo! As duas entidades que estão sob ataque virulento dos vira-latas também conhecidos como agentes dos interesses dos EUA no Brasil.

Nós brasileiros, ao contrário dos argentinos, já não dependemos de juiz nos EUA para atuar contra o Brasil…

Pimco e mais três entidades processam Petrobras nos EUA

THAIS BILENKY
DE NOVA YORK

19/10/2015 19h09 – Atualizado às 21h12

Na sexta-feira (16), mais quatro autores passaram a processar a Petrobras na Justiça americana. Um deles é a gestora de ativos Pimco, que abriu uma ação individual contra a companhia na corte de Nova York.

Os outros três autores passaram a integrar a ação coletiva já existente, liderada pelo USS, fundo de pensão inglês. São eles o Tesouro estadual da Carolina do Norte, a entidade que representa aposentados no Havaí e o gestor Union Investment.

A adesão das três entidades à ação coletiva não altera o rito na corte, mas fortalece o pleito. A acusação sustenta que US$ 98 bilhões das ações e títulos da Petrobras foram inflados artificialmente pela companhia ao superestimar o valor de alguns de seus principais projetos. Segundo os autores, a diretoria da estatal tinha conhecimento da prática.

Em tese, todos os investidores que tinham participação acionária na Petrobras no período contemplado (2009 a 2015) são representados pela ação coletiva. A abertura de processos individuais mostra confiança de que os autores serão ressarcidos.

A Pimco, gigante do mercado financeiro, acusa a companhia de inflar preços artificialmente e fazer declarações falsas sobre o valor de ativos e lucros. Afirma também que a Petrobras distorceu informações sobre seus métodos de controle interno de corrupção.

A ação cita os ex-presidentes Maria das Graça Foster (2012-2015) e José Sérgio Gabrielli (2005-2012), além de outros funcionários, por supostamente terem ciência das práticas ilícitas.

Entraram como coautores a gestora Allianz, Western Asset e o fundo de pensão de funcionários da Boeing, entre outros.

A ação diz que o valor da Petrobras caiu de US$ 310 bilhões, em 2008, para os atuais US$ 33 bilhões e que a "integridade" da companhia está em xeque. A Pimco pede indenizações a prejuízos acumulados entre 16 outubro de 2010 e 15 de maio de 2015.

REFLEXOS DA LAVA-JATO

Em junho, a Corte de Nova York negou pedido da Petrobras para encerrar a ação coletiva que pede ressarcimento por perdas com corrupção e informou que as partes deverão se preparar para o julgamento até o dia 1º de fevereiro de 2016.

Com a ação, investidores querem recuperar os prejuízos daqueles que aplicaram em ADRs (recibos de ações na Bolsa de NY) ou em títulos de dívida da Petrobras de janeiro de 2010 a março deste ano.

As ações se iniciaram depois da descoberta do escândalo de corrupção na estatal revelado pela Operação Lava Jato.

19/09/2015

EUA e Cuba, tem papo? Não, tem Papa!

Como na fábula da rã e do escorpião, não há porque pensar que os EUA mudarão a natureza de seu proceder. Continuarão atuando com truculência. Como Cuba não cedeu, os EUA cederam. Estão dando um passo atrás para avançarem rápido como uma blitzkrieg. Tão logo quanto possível, vão tentar transformar, novamente, Cuba num puteiro. Fulgêncio Batista morreu, mas o modus operandi dos EUA em relação ao seu quintal não mudou. E sempre haverá um FHC, um José Serra, um quinta coluna para tirar os sapatos e lamber as botas ianques.

Se alguém quer conhecer a natureza do ódio que os EUA armazenam em relação à Cuba leia “Os últimos soldados da guerra fria”.

A existência de Bradley Manning, Edward Snowden,  Julian Assange servem para nos mostrarem do que os EUA são capazes.

Premonición

Por Eduardo Valdés *

“Estados Unidos dialogará con Cuba cuando tenga un presidente negro y haya un papa latinoamericano”. Esta fue la respuesta de Fidel Castro al periodista Brian Davis quien, en 1973, durante una ronda de prensa a regreso de un viaje a Vietnam, le había preguntado cuándo creía que se podrían restablecer las relaciones entre Cuba y Estados Unidos.

Del 19 al 22 de este mes, el papa Francisco, el primer papa latinoamericano de la historia y además argentino, visitará Cuba como coronamiento del puente más importante que logró construir desde su elección a Sumo Pontífice que consiste justamente en el restablecimiento relaciones entre Cuba y Estados Unidos.

Un deshielo para el cual fue decisiva la reunión que tuvo lugar en marzo del año pasado en el Vaticano entre Barack Obama, el primer presidente negro de Estados Unidos, y el papa Francisco, aunque las conversaciones se desarrollaron en su primera etapa en Canadá. Decisiva fueron también las dos cartas idénticas que el Santo Padre dirigió al presidente Obama y a su par cubano Raúl Castro invitándolos a “resolver cuestiones humanitarias de interés común, con el fin de lanzar una nueva fase en las relaciones entre las dos partes” como precisó al respecto un comunicado emitido por el Vaticano. Dichas cartas fueron entregadas a sus destinatarios por el arzobispo de La Habana, el cardenal Jaime Ortega, otro gran protagonista de esta histórica mediación papal cuyo broche de oro será la llegada del Santo Padre a La Habana.

A ese respecto, los obispos de la Iglesia Católica cubana destacaron que “con esta visita, el Santo Padre quiere mostrarnos su cercanía en un momento en que, gracias también a su mediación, se respiran aires de esperanza en nuestra vida nacional por las nuevas posibilidades de diálogo que están teniendo lugar entre Estados Unidos y Cuba. ¡No es fácil vivir peleados con el vecino de al lado! ¡Por eso es muy importante lo que viene haciendo el Papa, como pastor universal de la Iglesia, en la búsqueda de la reconciliación y la paz entre todos los pueblos de la tierra!”

Con toda probabilidad el papa Francisco aprovechará esta importante visita, y aún más sus discursos ante el Congreso de Estados Unidos y las Naciones Unidas, para reiterar su llamado a la paz y volver a denunciar al tráfico de armas y a los intereses internacionales involucrados en este comercio.

Muchas veces el Santo Padre hizo referencia a este tema:

1) En la entrevista con el periodista Henrique Cymerman, publicada en el periódico catalán La Vanguardia el 12 de junio de 2014, lo explicó de forma muy contundente: “Descartamos a toda una generación para mantener un sistema económico que ya no se sostiene, un sistema que para sobrevivir tiene que hacer la guerra, como siempre han hecho los grandes imperios. Pero, puesto que no se puede hacer la tercera guerra mundial, entonces se hacen guerras locales. ¿Y esto qué significa? Que se fabrican y se venden armas, y de esta manera los balances de las economías idólatras, las grandes economías mundiales que sacrifican al hombre al pie del ídolo dinero, obviamente se sanan”.

2) Además, volvió a denunciar los intereses de los traficantes de armas y la indiferencia al respecto de los Estados durante la Misa de Pascua cuando también expresó la esperanza de que el pacto entre Irán y el Grupo 5+1 “constituya un paso definitivo hacia un mundo más seguro y fraterno”, para luego pedir el cese al fuego en Siria e Irak, haciendo extensiva la plegaría por Tierra Santa, Libia, Yemen, Nigeria, Sudán, la República Democrática del Congo y su “amada” Ucrania.

3) Por último, durante la audiencia general del miércoles 2 de septiembre, al recordar que en aquellos días se conmemora en Asia el final de la Segunda Guerra Mundial, el Papa volvió a denunciar que “los fabricantes y traficantes de armas están manchados con la sangre de los inocentes”.

Sin embargo, cabe destacar otro aspecto del llamado del Santo Padre a construir la paz. En ocasión del encuentro con los 7 mil niños de la Fábrica de la Paz, él también explicó que la paz no consiste sólo en el silencio de las armas, sino que para que haya paz hace falta también que “cada día se dé un paso en la justicia, para que no haya niños hambrientos, enfermos que no tengan la posibilidad de ser ayudados en la salud. Hacer todo esto es hacer la paz. La paz es un trabajo, no es quedarse tranquilos, es trabajar para que todos tengan la solución a los problemas, a las necesidades que tienen en sus tierras, en sus patrias, en sus familias, en sus sociedades: así se hace la paz, ¡artesanalmente!”.

En dos entrevistas que el papa Francisco ha concedido recientemente, volvió a explicitar este concepto aun más claramente. Hablando de la crisis migratoria actual a la emisora portuguesa Radio Renascença dijo: “Vemos estos refugiados, esta pobre gente, que escapa de la guerra, que escapa del hambre, pero esa es la punta del iceberg” y precisó “pero debajo de eso, está la causa, y la causa es un sistema socioeconómico malo, injusto, porque dentro de un sistema socioeconómico, dentro de todo, dentro del mundo, hablando del problema ecológico, dentro de la sociedad socioeconómica, dentro de la política, el centro siempre tiene que ser la persona”.

Luego, hablando a la radio argentina Milenium, volvió a explicar que “vivimos en un sistema que por ganar dinero se ha desplazado al hombre del centro y se ha puesto al dinero desembocando en la existencia de sistemas corrompidos, con esclavitud, trabajo esclavo y descuido de la creación”.

En cambio, para construir la paz hace falta volver a poner el hombre al centro del proyecto político y eso no tanto como “ciudadano” o como “sujeto económico”, sino como “persona dotada de una dignidad trascendente” como pidió en su visita al Parlamento Europeo en Estrasburgo, el pasado 25 de noviembre.

Sin embargo, cabe destacar que esto comporta también promover una “globalización de la “solidaridad”, porque “la inequidad, la injusta distribución de las riquezas y de los recursos, es fuente de conflictos y de violencia entre los pueblos, porque supone que el progreso de unos se construye sobre el necesario sacrificio de otros y que, para poder vivir dignamente, hay que luchar contra los demás”, como subrayó el Santo Padre en la Exhortación Apostólica Evangelii gaudium.

Por su parte, también los obispos cubanos subrayaron que “la misericordia es también “ponerle corazón a la miseria” y añaden que “el papa Francisco, Misionero de la Misericordia, quiere invitarnos a que no nos cansemos de practicar la misericordia.”

Una esperanza en este sentido se expresa también de algunos documentos reservados de la Casa Blanca y del Departamento de Estado de Estados Unidos que dio a conocer el diario italiano La Stampa. En dichos documentos escritos para la preparación del primer encuentro entre el Papa y el presidente Obama, que se llevó a cabo en marzo del año pasado en el Vaticano, se afirmaba que “la herencia diplomática del papa Francisco todavía está en construcción, pero la ‘conversión pastoral’ que es la característica de su pontificado, está cobrando formas importantes. La presencia del Pontífice en el escenario global significa que sus acciones pastorales tendrán amplias implicaciones políticas”.

A ese respecto, permítanme afirmar que personalmente opino que esta previsión tendrá el mismo destino que la premonición de Fidel Castro.

* Embajador de la República Argentina ante el Vaticano.

Página/12 :: El mundo :: Premonición

Vá prá Cuba, Papa! Obama já foi

Todo vez que o midiota me cutuca para falar da ditadura cubana, lembro-lhe do documentário SOS Saúde do Michael Moore. O polêmico e premiado documentarista norte-americano mostrou a diferença entre Cuba e EUA. Por ela se entende porque Cuba aguenta 50 anos de bloqueio econômico, mas os EUA não aguentariam, como diria Ricardo Darín, bloqueio de cocaína por uma semana.

Nossos vira-latas não se contentam em tirar os sapatos para entrarem nos EUA. Adoram se vangloriarem de que preferem lavar pratos nos EUA do que trabalhar no Brasil. Direito deles. Mas aqui são brasileiros, lá, por mais pratos que lavem, serão sempre cucarachas.

Obama e Raúl Castro conversam na véspera da visita do Papa Francisco

É a terceira conversa telefônica entre os artífices da histórica retomada de relações

Silvia Ayuso Washington 18 SEP 2015 – 21:10 BRT

Obama conversa por telefone com Raúl Castro nesta sexta-feira. / Pete Souza (The White House)

Barack Obama e Raúl Castro voltaram a conversar. Foi por telefone na sexta-feira, poucas horas antes da chegada em Havana do Papa Francisco, mediador entre os governos dos Estados Unidos e de Cuba para negociar a aproximação que os dois realizaram nos últimos nove meses.

A conversa telefônica, cuja duração não foi revelada, manteve o foco na visita do Papa tanto a Cuba como, imediatamente depois, aos EUA. Os dois presidentes reconheceram a “contribuição” de Jorge Bergoglio e “no papel do Papa Francisco no avanço das relações entre os dois países”, na “nova etapa” que ambos estão empreendendo, segundo comunicados iguais da Casa Branca e de Havana.

Os dois Governos também indicaram que Obama e Castro discutiram detalhes do processo de normalização em curso desde dezembro. Ambos falaram sobre os “passos que EUA e Cuba podem dar, juntos e individualmente, para avançar a cooperação bilateral, mesmo que ainda continuarmos com diferenças sobre questões importantes, que serão discutidas de forma franca”, afirmou a Casa Branca.

A conversa por telefone, a terceira desde dezembro – Obama e Castro também se reuniram no Panamá em abril –, aconteceu horas depois que o Governo dos EUA anunciou uma nova série de medidas ordenadas por Obama que aliviam ainda mais as restrições impostas pelo embargo dos EUA às viagens e ao comércio com a ilha.

De acordo com Havana, sobre isso Castro “sublinhou a necessidade de aprofundar seu alcance e de eliminar definitivamente a política de bloqueio para o benefício dos dois povos.” Ainda assim, o presidente cubano “ratificou” a Obama “a vontade de Cuba de avançar nas relações com os Estados Unidos, com base no respeito e igualdade soberana”.

Obama e Castro vão se encontrar de novo no final de setembro em Nova York, onde ambos participam na Assembleia Geral da ONU. O presidente dos EUA falará na manhã de segunda-feira, 28, enquanto Castro, que participará pela primeira vez da ONU, vai falar no mesmo dia, mas à tarde. Nem Washington nem Havana quiseram confirmar se vai acontecer um novo encontro bilateral, apesar de que nenhum dos dois lados descarta algum tipo de “interação” entre os dois.

Obama e Raúl Castro conversam na véspera da visita do Papa Francisco | Internacional | EL PAÍS Brasil

16/08/2015

A ração que alimenta nossos vira-latas

Filed under: Arapongagem made in USA,EUA,ONU,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:30 am
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eua vergonhaNinguém tem o direito de recusar esta obviedade, os EUA estão por trás de todos os movimentos anti-democráticos brasileiros. Nestes dias, Equador, Venezuela e Brasil estão, como publicou hoje o jornal argentino Pagina12, na mira dos interesses imperialistas norte-americanos. Não é só a Petrobrás, que o José Serra, para se viabilizar junto aos ianques, já ofereceu à Chevron.

Um governo ventríloquo, como foi FHC, seria uma bênção. Não é mera coincidência, por isso, que um dos principais agentes de desestabilização política na América Latina, Arturo Valenzuela, tenha recebido espaço hoje na Folha. E veja, só o título com que ele começa a peroração: Venezuela precisa ter observadores para as eleições. Logo os EUA que fraudaram as eleições para George W. Bush, na Flórida, no ano 2000.

EUA espionaram ONU com apoio de tele

Gigante de telecomunicações AT&T ajudou agência de segurança a interceptar todos os e-mails das Nações Unidas

Por meio de diferentes métodos, companhia deu a órgão dos EUA acesso a trilhões de e-mails de sua rede

JULIA ANGWINJEFF LARSONDO "THE NEW YORK TIMES"

A habilidade da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) em espionar vastas quantidades de tráfico de internet no país teve como apoio a extraordinária parceria de décadas com uma única companhia: a gigante de telecomunicação AT&T.

Entre outras ações, a companhia deu assistência técnica para que fosse aplicada ordem de uma corte secreta que permitiu que fossem interceptadas todas as comunicações de internet na sede da ONU, um cliente da AT&T.

Embora se saiba há bastante tempo que as companhias de telecomunicações dos EUA trabalharam de forma próxima com a agência de espionagem, documentos da NSA recentemente divulgados mostram que a relação com a AT&T tem sido considerada única e especialmente produtiva.

Um documento a descreve como "altamente colaborativa", enquanto outro elogia a "extrema disposição [da companhia] para ajudar".

AMPLA GAMA

A cooperação da AT&T envolveu uma ampla gama de atividades confidenciais, de acordo com os documentos, datados de 2003 a 2013.

Por meio de diferentes métodos, cobertos por decisões judiciais, a companhia deu à NSA acesso a trilhões de e-mails que trafegavam em suas redes domésticas.

O orçamento ultrassecreto da NSA em 2013 para a parceria com a AT&T correspondeu a mais de duas vezes o valor gasto com o segundo maior programa desse tipo, de acordo com os documentos.

A companhia instalou equipamentos de monitoramento em ao menos 17 de suas centrais de internet em solo norte-americano, muito mais do que a Verizon, competidor que lhe é similar em tamanho.

E seus engenheiros foram os primeiros a testar novas tecnologias de monitoramento inventados pela agência de espionagem.

Um documento recomenda aos funcionários da NSA que sejam educados durante visitas às instalações da AT&T, afirmando: "Isso é uma parceria, e não uma relação contratual".

Os documentos, revelados pelo ex-funcionário da NSA Edward J. Snowden, foram revisados em conjunto pelo "The New York Times" e pela "ProPublica".

A NSA, a AT&T e a Verizon não quiseram se pronunciar sobre as revelações. "Não fazemos comentários sobre questões de segurança nacional", disse o porta-voz da AT&T.

Não está claro se os programas continuam operando da mesma forma atualmente.

Desde que as revelações de Snowden desataram um debate global sobre monitoramento, há dois anos, algumas companhias de tecnologia no Vale do Silício expressaram irritação com o que caracterizaram como intrusões da NSA e estabeleceram novas criptografias para coibi-las.

21/07/2015

Exorcismo: governos de Esquerda isolaram a besta do norte

cuba golpeA abertura das embaixadas dos EUA e Cuba mostram que o mundo evoluiu, menos a manada da direita brasileira que continua sendo amestrada pela Rede Globo. Não é sem motivo que enquanto os dois arqui-inimigos baixam as armas a direita brasileira levanta a bandeira do golpismo.

A involução da espécie homo brasiliensis pode ser medida pela desproporção com que congressistas, do tipo Eduardo CUnha, Feliciano e Malafaia dedicam ao nosso cu em comparação com a modernidade do país. Só Freud pode explicar esta fixação da direita hidrófoba, homofóbica e do vai pra CUba e nos destinos dos cus dos brasileiros.

Agora que Cuba deixou de servir de álibi golpista aos EUA uma pergunta aos coxinhas: quantos tempo os EUA sobreviveriam a um bloqueio econômico? Resposta, o mesmo tempo que um vampiro sobrevive sem o sangue de suas vítimas.

Se Cuba não mudou o que mudou? Os EUA. Então Cuba estava certa e os EUA, errados. Se os EUA estavam errados, não caberia um indenização por tantos anos de bloqueio econômico?

E os países capachos que apoiaram um erro?

É nisso que dá países ventríloquos, da diplomacia dos pés descalços, como o foi o de FHC. 

Com festa, EUA e Cuba reabrem embaixadas

Chanceleres celebram distensão após 54 anos, mas ressaltam diferenças entre países em discursos em Washington

Cubano pede fim de embargo; mojitos, protestos, palmas e gritos de ‘Viva Fidel’ se misturam em cerimônia

MARCELO NINIODE WASHINGTON

Entre vivas e protestos, a bandeira de Cuba voltou a tremular em sua embaixada nos EUA nesta segunda (20), mais de meio século após o rompimento entre os países. A reabertura da representação cubana em Washington, no mesmo imponente casarão onde funcionou até 1961, sela o histórico restabelecimento das relações diplomáticas, anunciado em dezembro.

"Eu não podia morrer sem ver isso", exultava o aposentado cubano Eloy Hernández, 88, que vive há 37 anos nos EUA. Sentado em uma cadeira dobrável sob um sol escaldante, ele mal escondia a emoção de viver um momento pelo qual esperou 54 anos.

"Nada é para sempre e um dia as coisas tinham que mudar. Espero que mudem para melhor também em Cuba."

Aliviando a ansiedade de Hernández e de dezenas de outros cubanos que foram ao local, a cerimônia começou com apenas seis minutos de atraso. Às 10h36 (11h36 de Brasília), a bandeira cubana foi hasteada no local pela primeira vez em 54 anos, sob aplausos e gritos de "Viva Fidel" da delegação cubana.

Com a reaproximação, a mansão no centro de Washington que funcionava como Escritório de Interesses cubanos volta a ser a Embaixada de Cuba nos EUA.

PROTESTOS

A rápida cerimônia arrancou aplausos também de cidadãos cubanos que não simpatizam com o regime socialista dos irmãos Castro.

"Viva Cuba"!, gritou a assistente de enfermagem Fanny Tromp, 65, há mais de duas décadas nos EUA. "Minha esperança é que isso acelere as reformas em Cuba, para o bem do povo. Mas não creio numa mudança de regime", disse, torcendo o nariz.

Entre as dezenas de pessoas que foram testemunhar o momento histórico, a maioria era a favor da reaproximação. Mas também houve protestos. No mais dramático, um homem se encharcou de tinta vermelha simbolizando "o sangue derramado pela ditadura castrista". Outros pediam com cartazes a libertação de prisioneiros políticos.

Apesar do clima de celebração, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, foi duro em seu discurso. Criticou o embargo dos EUA e exortou o presidente Barack Obama a usar o poder Executivo para removê-lo: "Os eventos históricos que vivemos só terão sentido com a retirada do bloqueio econômico, comercial e financeiro que tantos danos e privação causa a nosso povo".

Entre os 500 convidados havia celebridades, como o cantor cubano Silvio Rodriguez e o ator americano Danny Glover, além de diplomatas e políticos. A festa foi brindada com mojitos servidos no bar Ernest Hemingway, no segundo andar da embaixada.

Pouco depois, ao lado de Rodríguez, foi a vez de o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, lembrar as "profundas diferenças" que persistem, citando temas como direitos humanos e a aplicação da lei internacional. Mas defendeu o diálogo para enterrar a hostilidade.

"Este marco histórico não significa o fim das diferenças que separam nossos governos, mas reflete a realidade de que a Guerra Fria terminou há muito tempo, e que os interesses dos dois países são mais bem servidos com engajamento que com distância", disse Kerry.

15/07/2015

Quer saber quem são os corruptos brasileiros?

EUAGloboQuer saber quem são os corruptos brasileiros? Pergunte aos EUA, são eles que corrompem, aqui e em qualquer outro lugar do mundo. Se nem sempre foi assim, pelo menos depois da  Segunda Guerra tem sido assim, com certeza. É claro que para haver comprador há que haver vendidos. A Chevron só compra porque há sempre um José Serra, um FHC que se vendem.  Para estes dois entreguistas brasileiros vale a máxima cunha pelo Barão de Itararé: “Quem se vende sempre recebe mais do que vale”.

Para essa massa de ignorantes da Marcha dos Zumbis, que pensam que a corrupção é só do tempo em que ela é combatida, ficam aí os arquivos dos EUA para provar que não só havia corruptos na ditadura, como está devidamente documentada nos EUA. Aqui, nossa velha imprensa não tem a dizer por ser exatamente parte da ditadura. E ditadura é, por si só, corrupção, posto que, para existir, corrompe a democracia. Do início ao fim, e até hoje, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, que já fizeram parte do IBAD, do IPES e frequentaram o DOI-CODI, estão sempre prontos a afrontarem a democracia a e apoiarem golpistas. A marcha dos vadios só existiu porque, sendo bem amestrados, houve também quem os amadrinhassem. As prisões de Julian Assange, Bradley Manning e Edward Snowden explicam quão atual continua a prática colonialista dos EUA.

Daqui a 50 anos os EUA vão abrir novos baús para revelarem quem são os quinta colunas que conectam os golpistas atuais aos interesses dos EUA. Mas não precisamos esperar tanto tampo para saber que lá estarão as digitais do José Serra, FHC, Aécio Neves, e toda esta matilha que trabalha contra o Brasil.

ELIO GASPARI

O baú dos americanos

Documentos do tempo da ditadura ajudarão no estudo das conexões de Washington com Brasília

O lote de 538 documentos liberados pelo governo americano durante a passagem da doutora Dilma por Washington é um tesouro para quem quiser reconstituir a teia das relações entre os dois países durante a ditadura. Eles estão no site do Arquivo Nacional.

Seu maior valor está na divulgação de mais de uma centena de papéis da Defense Intelligence Agency, a DIA. Ao contrário do que diz a sabedoria convencional, a Central Intelligence Agency não é o único serviço de informações americano e a DIA é a principal operadora de informações militares. Por exemplo: o famoso general Vernon Walters, adido militar no Brasil em 1964, era da DIA e só foi para a CIA anos depois, como seu vice-diretor. Walters foi substituído no Brasil pelo coronel Arthur Moura, um descendente de açorianos, afável, até divertido, fluente em português. Nos anos de chumbo ele foi o mais poderoso funcionário americano no Brasil. Promovido a general a pedido do presidente Médici durante seu encontro com o colega Richard Nixon, passou para a reserva e posteriormente tornou-se diretor da empreiteira Mendes Júnior (ela, a da Lava Jato).

A maioria dos telegramas da DIA foi redigida por Moura. Ele sabia muito –do general que entornava ao mulherengo e ao falastrão. Ajudava os amigos, levando remédios para o ministro do Exército. Moura foi um porta-voz convicto da máquina repressiva da ditadura. Em 1976, já na reserva, escreveu uma carta pessoal ao presidente Jimmy Carter descascando sua política de direitos humanos. Lembrou-lhe que quatro anos antes, ao passar pelo Brasil como governador da Georgia, elogiara a forma como a ditadura combatia o terrorismo. Lembrou ao presidente que ele visitara o país para defender os interesses da fabricante de aviões Lockheed, em cujo jatinho viajara. Alô, Lula. (O general fez chegar uma cópia da carta ao Planalto.)

Do exame da primeira metade do lote de papéis liberados vê-se que o embaixador Charles Elbrick, sequestrado em 1969, manteve o senso de humor na noite de sua libertação, quando foi ouvido por agentes americanos. Elbrick achara que ia morrer. Uma vez solto, disse que se um dia tivesse que ir para a cadeia, ou se voltasse a ser sequestrado, gostaria de receber o tratamento que tivera. Os sequestradores compraram-lhe cigarrilhas quando seu estoque de charutos acabou. Ao levarem comida, desculparam-se pela qualidade: "Nós não sabemos fazer de tudo".

Para quem persegue charadas, o papelório joga luz numa. Em novembro de 1969, quando Carlos Marighella foi morto em São Paulo indo ao encontro de dois freis, o consulado americano lembrou a Washington que sua conexão com os dominicanos do convento de Perdizes já havia sido exposta num telegrama de dezembro em 1968. De fato, há décadas sabia-se que houve um contato do consulado com "frei (dezoito batidas censuradas)". Ilustrando a incompetência da polícia, ele contara que Marighella estivera no convento, localizado nas cercanias do DOPS. Essas dezoito batidas parecem ter sido desvendadas. Outro telegrama, transmitido três dias depois da morte de Marighella e liberado agora, identifica o religioso da conversa de 1968 como "frei Edson Maria Braga" (dezessete batidas). À época havia um frei Edson em Perdizes, mas seu nome completo era Edson Braga de Souza. Era o prior do convento.

09/07/2015

Os EUA sabiam porque foram eles que apoiaram

OBScena: printscreen da Folha convocando atos contra Dilma

folha-impeachmentSó um celerado pode pensar que na ditadura não havia corrupção. A ditadura era A corrupção! Corrupção do sistema democrático. Corrupção na associação de grupos como Folha & Globo com a ditadura, não só em termos ideológicos, mas também operacional. E aí não falo somente no uso das peruas da Folha para desovar os pedaços humanos que sobravam das orgias no DOI-CODI com a participação ativa e passiva de seus finanCIAdores ideológicos, como Frias, Brilhante UStra e o dono da Ultragás, Boilensen. Como o dono da Folha, segundo a Comissão da Verdade, assistia, in persona, as sessões de tortura, estupro e assassinato dos presos políticos, seus descendentes acharam por bem chamar tudo isso de ditabranda. É o DNA que passa de pai para filho. Claro, os EUA também sabiam disso. O eufemismo, quando se trata de crimes, é “desaparecidos”. Não é tortura, assassinato, estupro, esquartejamento é só “desaparecimento”…

Os EUA não só sabiam dos desaparecimentos como ajudavam a desaparecer. As malas de dólares entregues a institutos como IPES e o IBAD, comandos por ventríloquos de Washington como FHC.  Estes institutos faziam o que o hoje faz o Instituto Millenium; promovem internamente os interesses dos EUA mediante financiamento de movimentos do tipo MBL, a marcha dos zumbis, além de espionagem industrial para se apropriarem do pré-sal. O entreguismo da época é o mesmo de José Serra querendo entregar de graça o pré-sal à Chevron. Embora desta vez não seja clandestino, mas de forma escandarada, via projeto de lei, no Congresso, o método é o mesmo do da ditadura e revisitado no neoliberalismo do Consenso de Washington, tão bem encampado pelos 8 anos de governo FHC.

Tanto é verdade a participação de institutos como o Instituto Millenium, que os veículos a$$oCIAdos aos Millenium convocaram as marchas que incluíam bandeiras de golpe militar e ditadura. Se em 1964 o Globo festejava e saudava a ditadura em editorial, agora a convocação dos golpistas é ao vivo com cobertura idem. O clima de ódio, que está desaguando num fascismo crescente, tem sido fomentado pelos mesmos grupos de mídia que fomentam o golpe a a ditadura. E com patrocínio dos EUA, como mostrou Edward Snowden.

EUA sabiam sobre desaparecidos na ditadura militar

Documentos secretos americanos foram entregues à Casa Civil e podem ser consultados na internet a partir desta quinta-feira (9)

Enquanto família do ex-deputado Rubens Paiva ainda buscava seu paradeiro, telegrama já relatava sua morte

NATUZA NERY RUBENS VALENTEDE BRASÍLIA

Um conjunto de documentos secretos dos anos 70 agora liberados à consulta confirma que o governo dos Estados Unidos recebeu, antes de se tornarem claras para os familiares, informações privilegiadas sobre o destino de pelo menos três desaparecidos políticos durante a ditadura militar.

Trata-se do ex-deputado federal Rubens Paiva (1929-1971) e dos militantes de esquerda Stuart Edgard Angel Jones (1945-1971) e Virgílio Gomes da Silva (1933-1969).

Os papéis integram um acervo de 538 documentos que tiveram seu sigilo desclassificado parcial ou totalmente pelo governo Barack Obama em decorrência da viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no final do mês passado.

Os documentos foram entregues à Casa Civil e deverão ser liberados à consulta a partir desta quinta (9) no site do Arquivo Nacional.

Sobre o ex-deputado Rubens Paiva, um telegrama diplomático confidencial de fevereiro de 1971, cujo sigilo foi afastado somente em maio passado, afirma: "Paiva morreu durante interrogatório ou de um de ataque cardíaco ou de outras causas".

Para os americanos, se a notícia se tornasse conhecida, era certo que seus amigos iriam iniciar uma "campanha emocional e dura contra o governo brasileiro por todos os meios possíveis".

O autor do telegrama, o diplomata morto em 2003 e veterano da II Guerra John W. Mowinckel, ao final do texto pede que o embaixador norte-americano no Brasil desenvolva ações para "convencer" o governo brasileiro "de que algo deve ser feito para punir ao menos alguns desses responsáveis –punir por julgamento público".

Quando o telegrama foi escrito, a família seguia buscando informações sobre o paradeiro de Paiva. A versão oficial distribuída à imprensa pelo Exército era que Paiva fora resgatado por um grupo de terroristas e permanecia desaparecido. Várias investigações posteriores à ditadura concluíram que o deputado foi morto sob tortura logo após ter se apresentado para um depoimento. Seu corpo nunca foi encontrado.

Outro telegrama datado de 30 de setembro de 1969 e liberado em 6 de maio passado confirma a prisão, por equipes da Oban (Operação Bandeirante), do militante da esquerda armada Virgílio Gomes da Silva, mas ressalta que o nome dele não foi divulgado para a imprensa, e que "possivelmente a polícia vai não dar conhecimento público de que ele foi preso".

Virgílio morreu de tortura horas depois da prisão, segundo testemunhas, mas a versão oficial na época foi que ele permanecia foragido.

DESESPERO

Um telegrama de agosto de 1971 confirma que o cônsul dos EUA James Reardon recebeu da polícia brasileira a informação de que "Stuart Edgar Angel Gomes" havia sido preso pela polícia, mas acabara "escapando". "Advogado e família estão muito interessados, na verdade desesperados, para descobrir a fonte da informação de Reardon", diz o documento.

"Interessante ver como os órgãos de segurança do Estado americano tinham conhecimento do aparato repressivo. Impressiona o conhecimento detalhado que tinham desses crimes", disse à Folha o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Sob seu comando está uma assessoria da Comissão da Verdade encarregada de organizar documentos inéditos.

15/06/2015

Os capachos estão nus

A notícia vem da Argentina, mas é paradigmática de um pensamento caro à Teoria da Dependência, tão bem defendida por FHC na teoria e na prática. Como é sabido, a Teoria da Dependência defende a tese de que só seremos independentes se admitirmos nossa dependência aos EUA. Uma elite subserviente sabe criar slogans que reproduz seu pensamento. Quem poderia cunhar a frase “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil” senão alguém saído de um golpe patrocinado pelos EUA?! Juracy Magalhães, primeiro embaixador em Washington depois do golpe de 64, entrou para a história não por suas obras mas pelo seu capachismo.

Juracy Magalhães vive em todo aquele que postula uma política externa alinhada com os EUA. O movimento de criação da ALCA serviu para identificarmos quem são nossos quinta colunas. Recentemente, outras vozes se fizeram ouvir por meio dos assoCIAdos do Instituto Millenium contra a criação do Banco dos BRIC  e contra os investimentos chineses. São as vozes das viúvas do capachismo.

Na Argentina não é diferente. O capital extrangeiro, como as golondrinas/andorinhas, vinha passar a noite e voltavam em revoada com os bolsos recheados. O HSBC limpava de todos, nacionais e transnacionais. Os chamados fundos abutres postulam um capitalismo sem risco. Querem aplicar em papéis públicos para altos ganhos, mas não querem correr riscos. Quando a Argentina quebrou, os fundos abutres recorreram aos EUA. E por lá encontraram juízes dispostos ao papel de carrasco. Imediatamente os beneficiários das negociatas na Argentina se fizeram ouvir para que o Governo Kirckner pagasse de imediato. O governo, que se preocupa mais com a Argentina do que com os investimentos de risco dos abutres, fez valer o interesse público sobre o privado. Diz o ditado gaúcho que não pega praga de urubu em cavalo gordo. A praga dos fundos urubus não pegaram porque o governo argentino é vivo.

O resultado apareceu. Os abutres, como os nossos tucanos, tem muito bico e pouco cérebro. Foram pegos na arapuca.

PAGANINIS

Por Alfredo Zaiat

La lista de políticos y economistas que reclamaron el pago inmediato de la sentencia del juez Griesa. Lo catastrófico del consejo quedó al descubierto con el nuevo fallo incorporando a los “me too”. Las posibles consecuencias de ese tipo de “errores”.

Los argentinos del Club Singer & Griesa

La suma de otros fondos buitre (los me too) a la sentencia Griesa demostró que el consejo de pagar era un error porque no solucionaba el problema y hubiera terminado en una muy elevada carga de deuda para los gobiernos que sucederán al de CFK.

Por Alfredo Zaiat *

El financista buitre Paul Singer y el juez Thomas Griesa.

Cuando la Corte Suprema de Justicia de Estados Unidos decidió no ocuparse del juicio de los fondos buitre contra la Argentina, dejando firme la sentencia del juez Thomas Griesa, hubo una comunión de dirigentes políticos y economistas del establishment que recomendó pagar sin protestar. Era un consejo desacertado. En el momento de mayor debilidad relativa del país frente a ese conflicto, en el segundo semestre del año pasado, esa propuesta hubiese tenido graves consecuencias. Significaba acatar la orden del juzgado de Nueva York comandado por Griesa y desembolsar 1330 millones de dólares más intereses (ahora es un monto de unos 1800 millones). El costo financiero para la Argentina hoy sería elevadísimo si el Gobierno hubiera aceptado esa propuesta. Con el rústico argumento de que la suma no era elevada, que era un grupo reducido de querellantes y que el desembolso aliviaría el frente externo, aconsejaban aceptar una sentencia desproporcionada en relación al capital original de los bonos demandado. Más allá de lo que decía este frente local que actuó voluntaria o involuntariamente como aliado de los fondos buitre liderados por Paul Singer, pagar no solucionaba el conflicto con los buitres sino que, por el contrario, lo hubiese agravado. Resistir esa sentencia no fue sólo una cuestión de defensa de soberanía económica, aspecto que para muchos de los miembros del Club Singer & Griesa es un tema menor. Fue además una acertada decisión en materia financiera vinculada a la sustentabilidad de las cuentas públicas.

El error que hubiese implicado convalidar la propuesta de pagar la sentencia Griesa quedó en evidencia con la presentación realizada por los denominados me too (yo también, en inglés) en ese mismo juzgado de Nueva York. Los me too son fondos buitre que reclamaron ser incorporados con el mismo derecho que tienen los liderados por Singer en relación a la sentencia Griesa. Esos inversores representan 37 demandas colectivas de 526 fondos e individuos (498 cuentan con fallos a favor de otros juzgados), entre los que se encuentra también Singer.

Como era previsible teniendo en cuenta los antecedentes del juicio, Griesa aceptó ese pedido hace diez días. Entonces, ya no son los 1800 millones de dólares reclamados por Singer & Cía. sino que el monto se eleva, por lo menos, en otros 5400 millones y si se extiende al total del 7,6 por ciento que no ingresaron al canje de deuda, la suma alcanza de 17.000 a 20.000 millones de dólares.

Ante la evolución que tuvo el juicio de los buitres, ¿quiénes fueron los líderes políticos y economistas locales que aconsejaron pagar? y ¿qué argumentos utilizaron entonces para justificar el cumplimiento de la sentencia Griesa?

– Mauricio Macri: “El tiempo se acabó. Lo que corresponde para no seguir agravando las cosas, lo que hay que hacer es, con mucha tranquilidad, ir a la instancia que propone Thomas Griesa, no hay otro alternativa.” (La Nación, 17 de junio de 2014.) Dos días después reiteró el consejo en Radio Mitre: “Si hay que pagar al contado, habrá que pagar el contado. Si regularizamos este tipo de situación y generamos confianza, estos números van a ser insignificantes”.

– Sergio Massa: “Querer buscar culpables por el fallo de Estados Unidos es un error. Pagar es la oportunidad de dar un gesto como país”. (La Nación, 17 de junio de 2014.)

– Julio Cobos: “La voluntad de pago del Gobierno tiene que manifestarse también en el cumplimiento de la sentencia”. (Declaraciones en Radio Del Plata, 23 de julio de 2014, publicadas por la agencia Télam.)

– Ernesto Sanz: “No creo en una salida de negarse a acatar el fallo, sería malo”. (La Nación, 17 de junio de 2014.)

– Francisco de Narváez: “El rumbo no es el correcto. Es mejor un mal arreglo (con los fondos buitre) que ir a un default”. (Declaraciones a Radio Mitre, 14 de agosto de 2014, publicadas por El Cronista.)

– Elisa Carrió: “Lo que no se puede hacer es desacatar un fallo porque si no nadie nos dará un crédito. Lo que quiere Cristina es irse con el país destruido”. (En la presentación de su libro Humanismo y libertad, 5 de septiembre de 2014.)

Cualquier pago que hubiera realizado Argentina sin respetar lo acordado con los bonistas que aceptaron el canje 2005 y 2010 de títulos en default habría terminado en una insoportable carga de endeudamiento sobre los gobiernos que sucederán al de Cristina Fernández de Kirchner. Además, hubiera puesto en riesgo la exitosa reestructuración de deuda que implicó una fuerte quita de capital, reducción de la tasa de interés y extensión de los vencimientos. Cumplir sin chistar la sentencia Griesa (Argentina no desconoció el fallo Griesa, aunque lo cuestionó por incluir una interpretación extravagante de la cláusula pari passu) significaría una carga muy pesada para las cuentas públicas: equivale al 60 por ciento de las actuales reservas del Banco Central. El aspecto extravagante del reclamo buitre es que, invocando el pari passu, quieren cobrar más que los acreedores que aceptaron el canje, porque pretenden el ciento por ciento del capital más intereses sin la quita, extensión del plazo y disminución de la tasa. Griesa les concedió ese pedido aplicando además una tasa judicial de hasta el 9 por ciento anual sobre el monto de los bonos. La aceptación del criterio de los buitres ha violado, precisamente, el pari passu, puesto que colocó a esos fondos en una situación de preferencia sobre el resto.

El conocido grupo de economistas del establishment también había irrumpido en el debate público con el consejo de pagar a los buitres cuando quedó firme la sentencia Griesa.

– Carlos Melconian: “Los holdouts son tipos de buena voluntad. Compraron títulos para ahorrar. No hay ninguno en la oposición que tenga pelotas para explicarlo así. Es que si un amigo te debe guita y no te paga es un garca”. (Declaraciones a Radio América, 26 de agosto de 2013, publicadas en El Cronista.)

– Miguel Angel Broda: “Decidimos calzarnos los guantes e ir a la pelea. La verdad es que tuvimos el peor asesoramiento legal imaginable”. (Iprofesional.com, 8 de agosto de 2014.)

– Mario Blejer: “Hay que comenzar la negociación con la premisa de que hay que pagar todo. Pero una buena negociación sería que paguemos con bonos, a tasa baja y cantidad mucho menor a precio nominal de lo que exigen”. (Declaraciones a Radio La Red, 26 de junio de 2014, publicadas en La Nación.)

– Miguel Kiguel: “Esto deja al Gobierno entre la espada y la pared; es difícil negociar cuando el otro tiene el ancho de espadas en la mano. No pagar y cambiar la jurisdicción sería entrar en desacato con la Justicia de Nueva York, algo inédito”. (Iprofesional.com, 8 de agosto de 2014.)

– Federico Sturzenegger: “La soberbia y la impericia del gobierno se pagan con estos problemas y desgraciadamente todo va a repercutir sobre el bolsillo de los argentinos”. (Iprofesional.com, 8 de agosto de 2014.)

– Domingo Cavallo: “La mejor solución es sentarse a negociar con los acreedores que han obtenido este fallo a su favor. Argentina debería pagar con bonos a largo plazo y tratar de negociar una tasa de interés lo más baja posible”. (Declaraciones a Radio La Red, 16 de junio de 2014, publicadas en Perfil.)

– Daniel Artana: “Si no se llega a un acuerdo hay riesgos de agravar la recesión”. (Declaraciones a Radio Mitre, 28 de julio de 2014, publicadas por El Cronista.)

Cuando salieron a la luz los me too, el ministro de Economía, Axel Kicillof, explicó que la sentencia Griesa “fue una trampa muy bien armada en la que cayó la mayoría de los economistas de la oposición diciendo que había que ir a conseguir un descuentito y pagar”. Para agregar que “se está cumpliendo paso a paso lo que dijimos que iba a suceder. No eran solamente Paul Singer de NML y sus 1800 millones de dólares. Sino que era en buena medida de nuevo Paul Singer y por muchísima plata más que le reclamaban a la Argentina”.

Las afirmaciones aquí detalladas de esos políticos y economistas exhiben desconocimiento en materia legal e irresponsabilidad financiera en relación a las cuentas públicas. Además exponen la idea de que la prórroga de jurisdicción en tribunales extranjeros en la emisión de deuda obliga a la Argentina a aceptar la sentencia sin protestar ni escudarse en el concepto de soberanía. No es así. Existe un cuestión que algunos ocultan y otros ignoran: la diferencia entre inmunidad de jurisdicción e inmunidad de ejecución.

Aceptar tribunales extranjeros para dirimir litigios, como el abierto por los buitres por bonos del default 2002, no significa que un país deba someterse a cualquier sentencia que viole su propio ordenamiento legal o que atente contra decisiones soberanas en materia financiera. La prórroga de jurisdicción en tribunales extranjeros no anula la noción de que la actuación de los órganos políticos del Estado argentino se encuentra únicamente sometida a la soberanía popular y a los principios de la Constitución Nacional y no puede ser cuestionada por ningún órgano de un estado extranjero, como el Poder Judicial de Estados Unidos. La investigadora Julieta Rossi lo explica en “Derechos humanos, desarrollo nacional y deudas sobernas” (Informe 2015 Derechos Humanos en Argentina, del CELS): “El Poder Judicial de Estados Unidos ha obviado por completo que la Argentina está imposibilitada de pagar el 100 por ciento de sus acreencias a los fondos buitre porque implicaría un proceder ilegal que incumpliría sus leyes internas de reestructuración de deuda pública, aprobadas por el Congreso Nacional”.

El Gobierno no ha desconocido el derecho de los fondos buitre a cobrar por sus bonos, sino que ha reiterado en más de una oportunidad que no puede pagarlos tal como lo dispuso Griesa. Como muestra de voluntad de pago ha presentado una oferta pública y oficial a los buitres que les significa una ganancia de más del 300 por ciento del capital que habían invertido. Oferta que fue rechazada una y otra vez.

¿Por qué esos mismos políticos y economistas que han sido tan enfáticos en aconsejar el pago a los buitres según la sentencia Griesa, no han sido igualmente enérgicos en aconsejar a Singer & cía. la aceptación de la oferta argentina?

azaiat@pagina12.com.ar

* Con la colaboración de Federico Kucher.

Página/12 :: Economía :: Los argentinos del Club Singer & Griesa

13/05/2015

FHC, nosso homem nos EUA, todos os anos

Filed under: Bill Clinton,Capacho,CIA,EUA,FHC,Ventríloquo — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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FHC DepedenteUma tradição que se mantém desde os velhos tempos do velho Bill, os EUA adoram homenagearam seus serviçais. Principalmente os ventríloquos e capachos, que obrigam diplomatas tirar os sapatos para entrar naquela Casa Grande. Em situação normal, diria que FHC sofre da Síndrome de Estocolmo, mas o caso está mais para Complexo de Vira-Lata. Basta que veja o vídeo em que Bill Clinton espinafrou FHC em público!

A valorização de FHC nos EUA é inversamente proporcional ao seu tamanho eleitoral onde o conhecem de cor e salteado. Lá, um gigante latino; aqui, um anão patético. Parafraseando Ronaldo Caiado quando falou de seu colega de DEM, FHC é um homem à procura de um patrocinador.

A melhor notícia é que FHC conseguiu botar na comitiva todos os seus eleitores brasileiros. A segunda melhor notícia é que enquanto estavam lá, o interesse da CIA pelo narcotráfico deslocou-se para a Venezuela.

A Folha poderia ter relembrado seu leitores dos principais escândalos envolvendo FHC e os EUA, como a tentativa de entrega da Base de Alcântara aos EUA, o escândalo envolvendo o SIVAM e a Raytheon, a tentativa de entregar a Petrobrax à Chevron. Sem contar o “auxílio” do Bill Clinton para que o pires de FHC voltasse com FMI com os caraminguás que garantiriam sua reeleição

A teoria desde sempre defendida por FHC é por demais elucidativa: seríamos tantos mais independentes quanto mais dependêssemos dos EUA. É a tal de teoria da dependência. Para FHC, ser independente é depender dos EUA! Francamente, precisa desenhar?!

Mas como vivemos um momento de Lumpenjornalismo, o que era para ser informação vira hagiografia.

Homenageado nos EUA, FHC critica política econômica

Tucano diz que petistas acreditaram em ‘mágica’

GIULIANA VALLONEDE NOVA YORKVERA MAGALHÃESENVIADA ESPECIAL A NOVA YORK

Em discurso a empresários, diplomatas e à alta cúpula do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou nesta terça-feira (12) a política econômica da presidente Dilma Rousseff.

Ao receber o prêmio "Pessoa do Ano", da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Nova York, o tucano afirmou, sem citar o nome da petista, que o governo interpretou a política de conjuntura, adotada após a crise mundial de 2008, "como um sinal para fazer marcha à ré".

fhc submisso"Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado."

De acordo com FHC, o governo acreditou que haveria "fórmula mágica para o crescimento econômico". "O castelo de cartas desfez-se ao sopro da realidade", afirmou.

Na fala, FHC traçou um histórico das relações entre Brasil e EUA e fez um paralelo entre seu período e o momento atual do país. Criticou a corrupção, a que chamou de "práticas que a melhor eufemismo são ditas no Brasil como não republicanas".

"Tão grave quanto este desvio das boas práticas foi a pretensão de sustentar o poder a partir de políticas de hegemonia partidária pregada e posta em ação por grupos que se autodenominam como de vanguarda", afirmou.

FHC foi aplaudido com entusiasmo ao criticar o silêncio do Brasil diante do autoritarismo na Venezuela e do terrorismo do Estado Islâmico.

O evento homenageou ainda o ex-presidente americano Bill Clinton, que saudou a amizade com o tucano em seu discurso. Lembrou de quando se conheceram, em 1994, e afirmou que o tucano fez um governo "extraordinário".

"E ei-nos aqui, juntos no futuro", afirmou. "Poder é difícil de obter, difícil de exercer. O que define parceria é dividir sonhos, projetos. Fernando Henrique foi para mim esse parceiro", afirmou.

Entre os políticos presentes estavam os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Pedro Taques (PDT-MT), os senadores tucanos Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati e deputados de várias siglas.

A jornalista Vera Magalhães viajou a convite do grupo Lide

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