Ficha Corrida

13/09/2014

É da CIA e de quem a finanCIA!

EUAGloboA escolha de Marina Silva, com seu pentecostalismo tacanho, abotoa a fechadura aberta pelo WikiLeaks. Alguém ainda há de lembrar dos vazamentos do Julian Assange. Num dos tantos papéis que veio à tona, havia um que dizia do interesse da CIA em provocar conflitos religiosos no Brasil. O estres com o massacre palestino deixou a comunidade judaica à flor da pele. Tanto que abraçaram a causa da Marina, afinal os fundamentalismos se beijam primeiro para se matarem depois. Houve até manifestações das Igrejas Evangélicas em apoio à causa Norte-Americana no Oriente Médio. Nem digo israelense, porque Israel não passa de uma base aérea Norte-Americana em função do petróleo daquela região que move a economia ianque. Tentou-se trazer para o Brasil o conflito pelo petróleo. E esta é o outro lado da mesma moeda. O petróleo do Oriente Médio e o Pré-Sal no Brasil são igualmente de interesse dos EUA.

Candidata apoiada pela CIA disputa eleição presidencial no Brasil

RedeCastorPhoto

Eleições no Brasil: Marina Silva e a CIA-EUA é “caso” antigo

12/9/2014, [*]  Nil Nikandrov, Strategic Culture

CIA-Supported Candidate Runs for Presidency in Brazil

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Marina Silva é atual candidata do Partido Socialista à presidência do Brasil. Em meados dos anos 1980s, ela já atraíra a atenção da CIA, quando frequentava a Universidade do Acre. Naquele momento, estudava marxismo e tornara-se membro do Partido Comunista Revolucionário, clandestino. Durou pouco aquele “compromisso”: ela rapidamente se transferiu para a “proteção do meio ambiente’ na Região Amazônica. Os serviços especiais dos EUA sempre tiveram interesse muito especial naquela parte do continente, na esperança de construírem meios para controlar a área no caso de emergência geopolítica.

A CIA fez contato com Marina Silva. Não por acaso, em 1985 ela alistou-se no Partido dos Trabalhadores (PT), o que lhe abriu novas possibilidades de crescimento político.

Em 1994, Marina Silva foi eleita para o senado brasileiro, com fama de ativista apaixonada a favor da proteção ao meio ambiente. Foi quando começaram a circular informações sobre laços entre Marina Silva e a CIA. Em 1996, ela recebeu o Goldman Environmental Prize. [1]E recebeu inúmeras outras importantes condecorações: é praxe, quando se trata de “candidatos” que a CIA tem interesse em promover, que o “candidato” seja coberto de medalhas e condecorações.

Marina Silva serviu como Ministra do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até que, interessada em”‘voos mais altos” e, preterida, ela abandonou o Partido dos Trabalhadores e mudou-se para o Partido Verde, de início dedicada a protestar contra políticas ambientais apoiadas pelo PT. Foi realmente um choque, na política brasileira, que a ex-ministra tenha mudado tão completamente de lado, depois de quase 30 anos de atividade a favor do Partido dos Trabalhadores.

Nas eleições de 2010, a candidata da CIA obteve quase 20 milhões de votos, como candidata do Partido Verde; na sequência, para as eleições de 2014, aceitou lugar na chapa de Campos, como vice-presidenta, quando fracassaram seus esforços para criar seu “não partido”, mas “rede”, chamada “Sustentabilidade”. Dilma Rousseff, candidata do PT contra a qual se alinhavam já em 2010 todas as demais candidaturas, trazia planos para dar continuação às políticas independentes do presidente Lula. Nada disso interessava a Washington em 2010, como tampouco interessa hoje, em 2014.

Daquele momento até hoje, as relações entre Brasil e EUA só fizeram piorar, resultado do escândalo da espionagem & escutas clandestinas. A Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou a presidenta Dilma Rousseff e membros de seu gabinete. A presidenta brasileira chegou a cancelar visita oficial que faria aos EUA, como sinal de protesto. Os EUA jamais apresentaram pedido de desculpas ou comprometeram-se a pôr fim às atividades de espionagem. A presidenta Dilma, então, agiu: denunciou as atividades da Agência de Segurança Nacional e da CIA dos EUA na América Latina e tomou medidas para aumentar a segurança nas comunicações e controle sobre representantes dos EUA ativos no Brasil. Obama não gostou.

As eleições presidenciais no Brasil estão marcadas para 5 de outubro de 2014. E Washington está decidida a fazer de Dilma Rousseff presidenta de mandato único. Não há dúvida alguma de que os serviços especiais já iniciaram campanha para livrar-se da atual governante brasileira. Começaram a agir com movimentos de protesto ditos “espontâneos”, que encheram algumas ruas e foram amplamente “repercutidos” na imprensa-empresa, nos quais os “manifestantes” pedem mudanças (aparentemente, qualquer uma, desde que implique “mudança de regime”) e o fim das “velhas políticas” [de fato, nenhuma política é ou algum dia será “mais velha” que o golpismo orquestrado pela CIA no Brasil e em toda a América Latina (NTs)]. Ouviram-se grupos de jovens em protestos contra a propaganda e os símbolos dos partidos políticos, especialmente do PT.

Não se sabe até hoje de onde surgiram os recursos com os quais Marina Silva começou a organizar sua “rede” Sustentabilidade. A nova “organização” visava a substituir os partidos tradicionais, que a candidata declarou “velhos”. Tendo obtido 19 milhões de votos, o que lhe valeu o 3º lugar nas eleições passadas, ela contudo não conseguiu cumprir todas as exigências legais para criar oficialmente sua nova “rede”. Até que a tragédia que matou Eduardo Campos e seis outras pessoas, perto de São Paulo, mês passado, deu a Marina Silva uma surpreendente segunda chance para tentar chegar à presidência do Brasil. Para conseguir ser a primeira mulher mestiça a chegar à presidência do Brasil, terá de derrotar a primeira mulher que chegou lá antes dela, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, PT; além o candidato Aécio Neves do PSDB, partido pró-business, que hoje amarga um 3º lugar nas pesquisas. A Casa Branca tem-se sentido frustrada.

Dia 13 de agosto de 2014, a campanha eleitoral presidencial no Brasil foi lançada em área de incerteza, quando um jato que conduzia o candidato do partido socialista, Eduardo Campos, tombou sobre bairro residencial de Santos, próximo de São Paulo. Morreram o candidato e seis outras pessoas, passageiros e da tripulação, no acidente que pode ter acontecido por causa do mau tempo, quando o Cessna preparava-se para pousar. As mortes geraram uma onda de comoção nacional, que provavelmente evoluirá para especulações sobre o efeito que terão nas eleições do próximo 5 de outubro de 2014. A presidenta Rousseff declarou três dias de luto oficial por Campos, ex-ministro do governo do presidente Lula. A aeronave passara por manutenção técnica regular e nenhum problema foi detectado. De estranho, só, que o gravador de vozes da cabine do avião não estava operando, o que gerou suspeitas. O gravador operara normalmente e gravara várias conversações na cabine, mas nada gravou no dia da tragédia. O avião já passara por vários proprietários (empresários norte-americanos e brasileiros, representantes de empresas de reputação duvidosa), antes de chegar à campanha dos candidatos Eduardo Campos e Marina Silva.

Para alguns comentaristas brasileiros e dos EUA, há forte probabilidade de que tenha havido um atentado, que resultou no assassinato de Eduardo Campos. Antes da tragédia, o avião foi usado pela agência antidrogas dos EUA, Drug Enforcement Administration (DEA). Enviados de antigos proprietários do avião tiveram acesso ao local do acidente, sob os mais diferentes pretextos. Difícil não conjecturar se teria havido agentes dos EUA por trás da tragédia. Mas ainda não se sabe exatamente sequer o que aconteceu. Saber quem fez, se algo foi feito,  demorará ainda mais.

O avião decolou do Rio de Janeiro, onde opera uma estação da CIA, em território do consulado dos EUA. Não há dúvidas de que aquele escritório é usado pela Agência. Talvez os serviços especiais do Brasil devessem dar atenção especial a personagens que rapidamente deixaram o país, imediatamente depois da tragédia em Santos. A morte de Eduardo Campos teve efeito instantâneo sobre a candidatura do Partido Socialista: Eduardo Campos jamais passara dos 9-10% de preferência nas pesquisas, mas Marina Silva rapidamente surgiu com 34-35%, na votação em primeiro turno. Agora, se prevê que a eleição seja levada para o segundo turno.

O principal problema de Marina Silva é que é sempre difícil entender quais seriam suas reais intenções e projetos. É uma espécie de “imprecisão” que se observa constantemente no discurso de candidatos promovidos pelos EUA. Marina Silva  mudou de lado, sempre muito dramaticamente, inúmeras vezes. Ao unir-se a Eduardo Campos, por exemplo, a candidata várias vezes se manifestou a favor de manter bem longe do Brasil as ideias de Chavez (Hugo Chavez – falecido presidente da Venezuela, conhecido pelas convicções socialistas e políticas de esquerda). Mas ela serviu ao governo do presidente Lula, conhecido e muito respeitado defensor do chavismo. (…)

De fato, ao tempo em que a campanha avança e as eleições aproximam-se, Marina Silva vai-se tornando cada vez mais neoliberal. Já disse que não vê sentido em fazer dos BRICS um centro de poder multipolar, nem em apressar a implementação de medidas já decididas dentro do bloco, como criar um banco de desenvolvimento, um fundo de reserva, etc. Já manifestou “dúvidas” sobre o Conselho Sul-Americano de Defesa, e diz, em discussões com assessores íntimos, que quer dar menos atenção ao MERCOSUL e à UNASUL (União das Nações Sul-Americanas, união intergovernamental em que se integram duas uniões aduaneiras, o MERCOSUL e a Comunidade de Nações Andinas, como parte do processo de integração sul-americana). Para Marina Silva, mais importante é desenvolver relações bilaterais com os EUA.

Fato é que os brasileiros estão já habituados a quase 20 anos de progresso social no país, com os governos do presidente Lula e da presidenta Rousseff. A população é ouvida, as reformas acontecem, o que foi prometido está sendo construído, o Brasil vive tempos de estabilidade e de avanços.

Se Marina Silva chegar à presidência (George Soros, magnata norte-americano, investidor e filantropo, tem alimentado a campanha dela com quantidade significativa de fundos), deve-se contar com o fim de vários programas sociais e políticos, o que pode vir a gerar grave descontentamento popular. Há quem diga que os escritórios dos EUA no Brasil estão repletos de agentes dos serviços especiais, encarregados de “gerar” “protestos” naquele país.

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Nota dos tradutores:

[1] Conheça o Goldman Environmental Prize; além de Marina Silva, outro brasileiro recebeu esse prêmio, um “Carlos Alberto Ricardo”, fundador da ONG Instituto Socioambiental, em 1992.

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[*] Nil Nikandrov é um jornalista sediado em Moscou cobrindo a política da América Latina e suas relações com os EUA; crítico ferrenho das administrações neoliberais sobre as economias nacionais latino-americanas. Especializou-se em desmascarar os esforços feitos pela CIA e outros serviços de inteligência ocidentais para minar governos progressistas na América Latina. Autor de vários livros – tanto de ficção e estudos documentais – dedicados a temas latino-americanos, incluindo a primeira biografia em língua russa de Hugo Chávez.

SQN

12/06/2013

Infantilismo político em Rede

Filed under: Eleições,Política — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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FERNANDO RODRIGUES

Infantilismo na campanha

BRASÍLIA – Mesmo o leitor que não acompanha a política de forma quase obsessiva como eu já terá topado com argumentos contrários à campanha eleitoral antecipada: "Não é bom para o Brasil" e "Esses políticos fariam melhor se trabalhassem um pouco e deixassem para cuidar da eleição só em 2014".

Nesta semana, recebi um comunicado da Rede, o novo partido em formação. O texto comenta com alegria a pesquisa Datafolha, na qual Marina Silva aparece numericamente em segundo lugar. O parágrafo final, em plural majestático, diz o seguinte: "Não consideramos oportuna ou benéfica para o país qualquer antecipação da disputa eleitoral de 2014. Somente após o cumprimento de todas as etapas de sua constituição, a Rede irá avaliar a oportunidade e a conveniência de uma candidatura nas eleições presidenciais".

Quero deixar registrado que sou totalmente favorável à campanha eleitoral eterna, antecipada, sem trégua, o tempo todo. Por um único e exclusivo motivo: não existe um político no planeta Terra que não esteja sempre em campanha, a cada minuto. O que alguns fazem é tergiversar, como no comunicado da Rede.

Alguém acredita que Marina Silva não esteja em campanha eleitoral? Claro que está. Assim como Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos. Mas, como a política é uma atividade vilipendiada pelos próprios políticos, eles preferem fingir.

Em certa medida, essa atitude melíflua dos políticos é reflexo do atraso institucional do Brasil e das regras obsoletas para partidos e eleições. Hoje, um prefeito ou governador cometerá uma infração eleitoral se ousar postar algo assim no Twitter: "No ano que vem, vote em mim". A lei só permite tal tipo de manifestação a partir de julho de 2014.

Esse infantilismo político diz muito do nível dos governantes. O pior de tudo é que os políticos se acomodam e acham boas essas regras surreais. E fingem que não fazem campanha.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

26/06/2011

Marina Silva, politicamente verde

Filed under: Cosa Nostra,El País — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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Marina Silva, cara de pau, confunde voto de protesto com apoio pessoal. Se tivesse um pouco mais de cultura política lembraria do Cacareco.  Indo um pouco mais longe lembro que Marina comete um dos típicos pecados que acometiam os heróis gregos, a hibris ou Nêmesis. A desmedida, de quem não ultrapassava o “justo meio” aristotélico, era severamente punida. Marina está se achado. Quem já subiu em árvore sabe quanto mais alto for, maior é o tombo…

Marina Silva quiere fundar un nuevo movimiento político en Brasil

La ecologista, llamada la "reina de la Amazonia", está en crisis con el Partido Verde

JUAN ARIAS | Río de Janeiro 23/06/2011

En las elecciones presidenciales de octubre pasado, la ecologista Marina Silva asombró al país al recibir casi 20 millones de votos en representación de un partido insignificante como el Partido Verde (PV), sin recursos y con un solo minuto de televisión diario. Hoy, menos de un año después, su partido está en profunda crisis, dividido y dispuesto a abandonar a su principal líder y capital político.

Silva dejó su cargo de ministra de Medio Ambiente en el Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva por discrepancias con la ministra de la Casa Civil, la hoy presidenta Dilma Rousseff. También abandonó el Partido de los Trabajadores (PT), en el que había luchado con Lula durante 30 años. Hoy, se dispone a fundar no un nuevo partido -por ahora- sino un "movimiento político" fuera de la lógica tradicional, que recoja el programa ambientalista y de transformación de la política que había presentado en la campaña electoral y gracias al cual recibió 20 millones de votos.

El sueño de Silva de convertir en un movimiento "democrático y moderno" al Partido Verde, al que se afilió para disputar las presidenciales, se ha desvanecido en estos meses. Aunque la exministra aún no ha anunciado oficialmente su salida, ya está más fuera que dentro, según los analistas políticos.

La ecologista quería abrir un diálogo con la sociedad y convertir al PV en un gran partido nacional, que tuviera en cuenta no solo los problemas ambientales sino la "reforma de la política", en la misma línea de los movimientos de los indignados. Sin embargo, quienes hasta su llegada dominaban el partido con más vocación de gobierno que de oposición, se han plantado a la jefa, dispuesta a revolucionarlo y relanzarlo con nuevas bases. Ellos quieren presentar candidatos a las municipales de 2012 y aspiran a tener cargos en el Gobierno nacional y en los Gobiernos locales.

¿Cuántos se quedarán con la llamada "reina de la Amazonia"? Difícil saberlo, pero según Mauricio Brusadin, presidente del PV de São Paulo, "los 20 millones de votos recibidos inesperadamente por el partido hoy se han convertido en una gran frustración para los que pretendían usar la fuerza política de Marina Silva en las próximas elecciones". Para él, el PV "ha ido del cielo al infierno" y está destinado "a pulverizarse".

Quizás el error político de Silva fue no haberse posicionado en la segunda vuelta de las presidenciales de 2010, ya que sus votos podían haber decidido la elección de uno de los dos candidatos en juego (Rousseff y el socialdemócrata José Serra). Prefirió su virginidad política, su silencio, su no compromiso y los 20 millones de votos se dividieron entre los dos candidatos.

Ganó las elecciones el PT y fue elegida presidenta Rousseff, su antagonista. Sus seguidores se sintieron huérfanos y hoy Silva quiere reconquistarlos lanzando un movimiento político nacional que podría desembocar en el futuro en un nuevo partido o ser absorbido por el sistema. Por lo pronto, su exadversaria en materia ecológica, Rousseff, ya se ha apoderado de la antigua bandera ambientalista de Silva, a quien convocó para una reunión de exministros de Medio Ambiente para discutir avances en dicho campo.

Hay hasta quien presume, como el analista político Reinaldo Azevedo, que Silva podría volver al regazo materno del Partido de los Trabajadores. Lula, que sigue vivo en el partido y en el Gobierno, amigo de cuna de la política, podría abrirle los brazos y hasta pedirle volver con mayores poderes. El enigma, por el momento, está en manos de las sibilas.

Mientras tanto, Silva acaba de sentenciar: "Estamos ante un desafío enorme, el de hacer lo que exigimos a los demás políticos".

Marina Silva quiere fundar un nuevo movimiento político en Brasil · ELPAÍS.com

26/03/2011

Os verdes apodrecem antes

Filed under: Estadão — Gilmar Crestani @ 10:15 am
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Ao virar partido de aluguel do PSDB, o PV abriu mão de amadurecer e caiu, como fruto podre, perto do pé em que buscou abrigo. O PV, pelas idéias defendeu no período eleitoral, equivale a Jaca. É fruto, mas parece abóbora. Vive pendurado, mas só é notado quando cai de maduro.

‘Esse não é o PV da Marina nem do Gabeira’, diz Marina Silva

Em entrevista ao ‘Estado’, ex-senadora e terceira colocada nas eleições presidenciais de 2010 fala sobre a disputa de poder dentro do partido

25 de março de 2011 | 23h 00

Roldão Arruda/SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo

A ex-senadora Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial do ano passado, passou ontem o dia dando entrevistas e participando de articulações políticas em São Paulo. Desde a campanha não encarava um período tão agitado. Ao contrário daquele momento, porém, ela não enfrenta um adversário fora do partido, mas no coração dele. Ao lado de militantes históricos e de recém-desembarcados no PV, reunidos no movimento chamado Transição Democrática, ela cobra a democratização do partido. Quer a realização de convenção e eleições para a escolha de nova diretoria ainda neste ano. Do lado de lá, o atual presidente, deputado José Luiz Penna, articula para continuar no cargo que ocupa desde 1999.

Na avaliação do presidente do PV, José Luiz Penna, há muita estridência nesse debate. Para ele, todos querem mudar o PV, havendo apenas divergência em torno do prazo.

Não se deve reduzir o rico processo de revitalização do partido a uma questão de prazo, embora seja muito importante. Afinal, há uma enorme diferença entre fazer a mudança nos próximos seis meses, como propomos, e em 12 meses. Se vencer a segunda hipótese, o processo será levado para 2012, um ano eleitoral, quando você trabalha a candidatura de prefeitos e vereadores ou fica discutindo questões internas. Mas o debate é mais abrangente do que isso. Trata-se do resgate de compromissos com os quais o PV já trabalhava quando me fez o convite para ingressar no partido, envolvendo a revisão programática, a reestruturação democrática e o lançamento de uma candidatura própria. A decisão da candidatura própria se cumpriu com sucesso. Em relação à revisão programática, também avançamos. A agenda que ficou para o período pós-eleitoral é a reestruturação do partido. O PV não pode continuar sendo um partido fechado.

Por que fechado? A direção diz que as filiações estão abertas.

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