Ficha Corrida

31/07/2016

Proposta de solução final

OBScena: o golpe paraguaio é o coroamento do esforço dos grupos mafiomidiáticos para que a Veja possa retornar às capas anteriores a 2002

Veja capa380Qual era a capa da Revista Veja depois de oito anos de FHC? Na edição de 22 de janeiro de 2002, a Veja apresentava o resultado de 8 anos de privataria tucana: “Miséria ─ O Grande Desafio do Brasil”.  Oito anos depois, as políticas sociais do grande molusco tirou 36 milhões da miséria. A partir deste resultado, Ali Kamel foi  escalado pela Rede Globo para atacar as políticas de inclusão social. E ele deixou para a posteridade estampado em livro o testemunho do racismo global contra as políticas de inclusão social: “Não somos racistas”. Se isso já é muito, não é tudo. A plutocracia não parou por aí.

Danusa Leão, na Folha de São Paulo, resumiu o pensamento dos que odeiam as políticas sociais do Lula com esta pérola: “Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros -não é melhor ficar por aqui mesmo?”.

A RBS, fiel escudeira dos métodos da Rede Globo, a quem se filia e se perfila, também registrou, por meio de Luis Carlos Prates, outra pérola do pensamento caro a plutocracia vira-lata que patrocina caça ao grande molusco: “qualquer miserável agora tem carro”.

O ódio foi disseminado e a criminalização do bolsa família ganhou ares de batalha do bem contra o mal. Dos de Benz, contra os sem Benz. Mas, como dizem os golpistas, as instituições estão funcionando. Estão funcionando à moda antiga, porque ainda vige um velho brocardo jurídico, filho bastardo da máxima bíblica segundo a qual se deve dar a César o que é de César…: “dar a cada um o que é seu”; ao pobre, a pobreza, aos ricos, a riqueza. O ódio a quem inverteu a lógica dos investimentos públicos é de quem pensa que ajuda aos pobres priva os ricos da exclusiva posse de caros e viagens exclusivas, sem o estorvo dos filhos de porteiros, pedreiros e empregadas domésticas.

Aos que lutaram pelo fim do Bolsa Família, segue outra sugestão para melhor aproveitamento de crianças pobres. Se no tempo de Swift as crianças pobres poderiam servir de alimento aos ricos, a modernidade sugere o o tráfico de seus órgãos. Sirvam-se!

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres

Sebastiao Nunes – dom, 31/07/2016 – 07:51

Jonathan Swift, deão da catedral anglicana de Saint Patrick, em Dublin, nasceu em 1667, morrendo surdo e louco em 1745. Sua obra mais conhecida é “Viagens de Gulliver”. Uma dessas viagens foi para Lilliput, termo que significa “pequena puta”. Outra, para Laputa, que dispensa tradução.

            Dele, o texto curto mais importante é “Uma modesta proposta”, sendo o título completo “Uma modesta proposta para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o País, e para torná-los proveitosos aos interesses públicos”.

            Como o Brasil caminha a passos largos para se transformar numa indisfarçada antidemocracia, me apresso a reproduzir alguns trechos dessa notável e valiosíssima Proposta, contribuindo assim para que o Interino, seus ministros-interinos e a cúpula da FIESP possam aplicar tais ideias em seus experimentos antidemocráticos.

            Trata-se de obra amplamente disseminada entre intelectuais, mas não estou certo de que nossos políticos e juristas, mais empenhados em arquitetar golpes e colecionar malfeitos, tenham chegado a conhecê-la.

TEM POBRE DEMAIS NO BRASIL

            “É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhadas de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas, a fim de sustentar seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho.”

            “Uma criança que tenha saltado recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes minha solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.”

EQUACIONANDO O PROBLEMA

            “Agora, proporei humildemente minhas próprias ideias, que acredito não serão suscetíveis da menor objeção.”

            “Um americano, muito experiente, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servida ensopada, assada, grelhada ou cozida; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.”

            “Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que de cada 120 mil crianças nascidas, 20 mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. Que as 100 mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos e, quando a família jantar sozinha, os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, aguentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.”

            “Admito que esse alimento seja caro, portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, têm todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.”

ESCLARECENDO MELHOR

            “Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo, como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.”

            “Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.”

MAGNÍFICOS RESULTADOS

            “Suponho que as vantagens da proposta que faço são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.”

            “Os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.”

            “As parideiras constantes, além do ganho de oito xelins por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.”

            “Finalmente, haveria um grande incentivo ao casamento. Aumentaria o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática frequente), receando com isso um aborto.”

            Fica, portanto, encaminhada a Modesta Proposta do deão Jonathan Swift, transcrita sem qualquer alteração, que decerto não desagradará ao Interino, a seus ministros, aos membros do Supremo Tribunal Federal e de nosso judiciário, além da cúpula da FIESP, todos, sem dúvida, apreciadores de pratos delicados, raros e caros.

Ilustração: Intervenção sobre uma das “pinturas negras”, de Goya.

Imagens

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres | GGN

26/07/2016

Teoria da DependênCIA, de FHC & CIA

FHC & ClintonCom nojo dos nossos grupos mafiomidiáticos, vejo  todos os dias a RAI, Rede Internacional de Televisão Italiana. É uma espécie de fuga, confesso, e de saúde mental, gostaria de crer. Não perco os episódios “Un giorno nella Storia”. Hoje, por exemplo, falava de Vitaliano Brancati, um escritor siciliano que flertou com o início do fascismo mas que cedo renegou-o. Não é a todos que é dado a capacidade de identificar o ovo da serpente. Alguns só se dão conta depois de serem picados.

Poucos descobriram em FHC um agente dos interesses norte-americanos. Menos ainda foram os que denunCIAram seu trabalho de quinta coluna. Eleito e tendo feito das tripas  coração para destruir, com o PDV e a privataria, pouco se associou seus antecedentes teóricos com a prática no executivo.

Afinal, será que é tão difícil assim entender que a Teoria da Dependência é seu tributo aos seus finanCIAdores ideológicos. Se eu disser que só serei independente se depender de meu pai, dirão que sou louco, mas essa tem sido o projto de vida de FHC: o Brasil só se tornará um país independente se submeter aos EUA. FHC acredita que é melhor viver de migalhas, embaixo da mesa, do que tentar participar do banquete. Nunca uma personagem da história do Brasil encarnou tão bem o Complexo de Vira-Lata. Quando teve a oportunidade, FHC pôs em prática sua teoria, de subserviente. O modelo fracassou de público e crítica.

A eleição de Lula foi um giro de 180º. Pegou um time desacreditado em si e transformou em campeão da transformação social. Não só em termos econômicos, mas na esperança de chegar à universidade, de ter acesso aos serviços públicos, como saúde, mas, sua primeira iniciativa foi atuar para que os miseráveis pudessem fazer pelo menos 3 refeições por dia. Nem precisa dizer que sofreu todo tipo de boicote e ódio. Basta citar apenas dois episódios emblemáticos: Danusa Leão, musa da plutocracia, manifestando sua inconformidade com o fato de ter de dividir aeroportos internacionais com filhos de empregadas domésticas. O segundo exemplo foi dado por um funcionário da RBS, Luis Carlos Prates, representante máximo da cleptocracia midiática, que se mostrou inconformado com o fato de que, nos governos petistas, “qualquer miserável agora pode ter um carro”. 

As cinco famílias que dominam os tradicionais meios de comunicação (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) atuam como caranguejos no balde: quando um pobre caranguejo está buscando sair do balde, os outros o puxam pelas pernas. Bastou o Brasil respirar um pouco de democracia para que a plutocracia se insurgisse e construísse esse golpe paraguaio. Um golpe que coloca no comando da nação um exemplo clássico de quadrilha a serviço. Minam as esperanças e entregam o patrimônio, arduamente construído por todos os brasileiros,aos moldes dos antigos sátrapas persas.

E tudo isso se tornou possível, inclusive o golpe em curso, graças ao amestramento da manada de midiota que tem na Rede Globo sua égua madrinha. Tanto é assim que hoje a justiça já não é mais aquela ditada pelo STF, mas pelo Merval Pereira, o porta-boss da elite cleptocrata.

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena

Por Fernando Brito · 26/07/2016

A natureza colonial de nossa elite, antes de significar a adesão à metrópole, implica a renúncia à ideia de ter um destino próprio. Ela  não se vê e não se quer como parte – privilegiada que seja – de uma nação, para o que é necessário compreender pertencer a um povo.

Num rabisco sociológico, não tem sentimentos de pertença – de ligação natural, de mesmo heterogênea, fazer parte de uma coletividade nacional. O prior, ainda seguindo este esboço, é que esta elite serve como referência para um grupo imensamente – e ponha imensamente num país com o grau de urbanização e o tamanho do Brasil – que a elas imita, porque a ele quer e crê pertencer.

Duro, mas preciso, o artigo da jornalista Eleonora de Lucena, na Folha de hoje, é um retrato agudo do comportamento desta elite, que não é apenas suicida, porque mata, ou tenta matar ao longo da história, a vocação do Brasil para ser uma das grandes – e certamente a de mais “biodiversidade” humana – nações deste planeta.

Escracho

Eleonora de Lucena*, na Folha

A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.

Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.

Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.

Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.

Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.

Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.

Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.

Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.

O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.

Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.

Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.

A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de “Fora, Temer!”. Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a “teologia da prosperidade” talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas.

*Eleonora de Lucena é repórter especial da Folha e foi Editora-executiva do jornal de 2000 a 2010

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

25/07/2016

Plebiscito separatista é para poderem comemorar mais uma derrota

O hino rio-grandense é a única música para muitos gaúchos. Mas, de tão embotados, sequer se dão conta, ou quiçá por isso, do que cantam: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”, e “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Tudo isso vem sendo cuidadosamente cevado, por anos a fio, pela RBS. Os negros e índios viraram escravos porque “não tem virtude”?! Que façanha deve ser vista por toda terra além do Manpituba? A derrota dos farroupilhas?!

Pois é, então vamos buscar algumas razões para separar do Brasil os três estados do sul:

A Ponte da Amizade com o Paraguai, por onde um dos heróis da república separatista fazia escambo, Newton Ishii?!

Álvaro Dias como nosso embaixador no Paraguai?!

Beto Richa e Yeda Crusius, com Fernando Francischini, de executivo, seriam exemplos para a educação do novo país?!

Lírio Parisotto para a Secretaria das Mulheres?!

Se Paulo Odone fosse o Presidente do novo país, a OAS construiria todas as sedes. O primeiro decreto seria para financiar a compra da Arena pelo Grêmio só para depois poder vender o Grêmio e a Arena juntos para a empreiteira do Piffero;

Luis Carlos Heinze cuidaria da nossa Funai e da igualdade racial?!

Luis Carlos Prates seria responsável pelo trânsito?!

A família Germano ocuparia, além da distribuição de Biscoitos Zezé, também dos assuntos da famiglia?!

O Gerdau cuidaria, além da fábrica de parafusos financiada pelo FUNDOPEN, também dos julgamentos do CARF?!

Augusto Nardes seria o Presidente do nosso tCU?!

Nosso banco central seria comandado pelos donos ou pelos correntistas do Portocred?!

PP gaúcho cuidaria do braço gaúcho da Petrobrás ou daria origem ao ramo da Família Real!?

O presidente do parlamento seria Jardel?!

Se não temos mais a CRT o que o PMDB terá de entregar à RBS?!

Sem IBOPE ou DataFalha, a CEPA terá exclusividade para abastecer a RBS com pesquisas?

Olívio Dutra seria conduzido coercitivamente para qual presídio, de Charqueadas, Presídio Central ou Ilha do Presídio?!

Políbio Braga seria o porta-voz?

O Tiririca da Serra seria Ministro das Obras da Tumeleiro?!

Rodin seria considerado herói da nova pátria?

Só tenho uma certeza: a vitória dos separatistas garantiria a continuidade das comemorações pela perda da Revolução Farroupilha, mas logo esqueceriam a vitória plebiscitária.

Grupo organiza plebiscito informal para separar o Sul do resto do Brasil

Edu Andrade – 22.jul.2016/Folhapress

Os separatistas Gilberto Miranda, Edison Estivalete Bilhalva, Anidria Rocha e Liziney Barreiro

Os separatistas Gilberto Miranda, Edison Estivalete Bilhalva, Anidria Rocha e Liziney Barreiro

PAULA SPERB
DE COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PORTO ALEGRE

25/07/2016 00h58

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A gaúcha Anidria Rocha, 46, administra 20 grupos de Whatsapp e acompanha centenas de outros. O requisito para fazer parte é simpatizar com a causa "O Sul é Meu País", que deseja separar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do Brasil.

Moradora de São Jerônimo (a 70 km de Porto Alegre), a empresária lidera o movimento que organiza um plebiscito informal marcado para outubro, com 4.000 "urnas" nos três Estados.

A votação ocorrerá no dia 2 de outubro, simultaneamente às eleições municipais, das 8h às 17h. As urnas estarão a pelo menos cem metros dos colégios eleitorais.

A cédula fará a pergunta: "Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?".

A meta é alcançar 1 milhão de pessoas, o equivalente a 5% dos eleitores do Sul. Voluntários irão bancar custos de urnas e cédulas.

Segundo o promotor gaúcho Rodrigo Zilio, do gabinete eleitoral, a votação não tem legalidade, mas é permitida. Para ter algum valor, o plebiscito deveria seguir a lei 9.709, o que exigiria que fosse aprovado pelo Congresso e sob regulação da Justiça Eleitoral.

PELO MUNDO

O grupo argumenta que movimentos separatistas são comuns. "Falam em 400 movimentos por independência no mundo. A cada ano, três ou quatro países se separam", diz Anidria.

O último país a se tornar independente foi o Sudão do Sul, em 2011. Além deste, ela cita Namíbia, Timor-Leste, Eritreia e Palau como frutos de processos de separação.

Apesar de o primeiro artigo da Constituição definir que a república brasileira é "formada pela união indissolúvel dos Estados", o grupo pretende pleitear a ideia junto a órgãos internacionais.

Além da ONU, o resultado será levado para a Unpo, organização internacional que defende minorias não reconhecidas e seus territórios.

Os militantes comparam a iniciativa com o desejo separatista da Catalunha, na Espanha. Um jornal catalão publicou em março matéria com o título "El sur de Brasil sigue los pasos de Catalunya".

O movimento sulista, porém, é mais jovem. Foi fundado há 23 anos, em um congresso em Laguna (SC), com o liderança de Adílcio Cadorin, ex-prefeito da cidade.

‘XENOFOBIA’

O historiador Tau Golin, da UPF (Universidade de Passo Fundo), define o ato como "xenófobo". "É um movimento antibrasileiro que mostra a dificuldade certos grupos têm de se integrar à nação".

Os separatistas, diz, "não admitem a ideia de pluralidade" e consideram descendentes de italianos e alemães, comuns no Sul, como "especiais" ou "raça superior".

O atrito ecoa no MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho). Para o autor de músicas típicas gaúchas Daniel Brasil, 54, o MTG não defende abertamente o separatismo.

"Os caras comemoram uma coisa que ninguém ganhou nada", diz o artista sobre a Revolução Farroupilha, que queria criar a República Rio-Grandense e declarar independência do Império.

A disputa foi perdida, mas é intensamente comemorada em setembro pelos gaúchos. "Quando conseguirmos separar o Sul, eu mudo meu sobrenome", brinca Brasil.

28/12/2015

Flagrado no golpe, Nardes diz que vai relatar na privada

nardes na zelotes Na reunião dos sete anões, só Eduardo CUnha não apareceu no retrato. Estava ocupado demais em chantagear.

Eu estive na Sicília e em muitos lugares vi reuniões como essa em bares, restaurantes. No caminho de Agrigento para Palermo, parei em Corleone. Vi naquele mítico lugar senhores mais honestos do que estes. Como diria minha avó, o melhor não dá sabão… em pó! Se isso aí não é tráfico de influência então não sei o que seja.

Para se ter uma ideia do tamanho do Nardes, ele está Ministro do tCU graças ao famigerado Severino Cavalcanti, o breve. Nardes ainda precisa explicar não apenas a Operação Zelotes, que goza de um silêncio ensurdecedor de seus parceiros mafiomidiáticos, mas porque todos seus correligionários do PP gaúcho foram pegos na Operação Lava Jato. Seu ódio à Dilma deve-se ao fato de que ela, ao contrário de FHC, não quer engavetamento de investigações.

São personagens como Augusto Nardes, Lasier Martins, Luis Carlos Prates, Ana Amélia Lemos, Luis Carlos Heinze,  José Otávio Germano e Afonso Motta que levam os midiotas gaúchos pedirem a separação do RS do resto do Brasil, cantando: “Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra…”

Como não sou Presidenta, que espera não sobrar pedra sobre pedra, desejo-lhe boa cobertura, de pedra sobre pedra…

    Pedro Maciel

    Advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

    ¿Por qué no te callas Augusto Nardes?

    27 de Dezembro de 2015

    Por qué no te callas? Foi uma frase dita pelo rei Juan Carlos da Espanha ao presidente Hugo Chaves durante a XVII Conferência Ibero-Americana que acontecia no Chile em 2007.

    O motivo da malcriação do rei coroado pelo Franquismo foram as interrupções de Chaves durante a resposta do primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero emdefesa do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, a quem Chávez criticou duramente devido ao suposto apoio de Aznar ao fracassado golpe de estado contra o presidente Chaves em 2002.

    Lanço mão da frase do rei Franquista, jocosamente, pedir aos Ministros do TCU que se calem, pois o trabalho “técnico” deles acabou com a entrega do parecer que sugeriu a reprovação das contas de 2014 da Presidente Dilma Rousseff, não cabe a eles nenhuma critica pública ao senador Gurgacz, pois o trabalho agora é do congresso. A questão técnica será considerada, mas a questão não é apenas técnica, nunca foi.

    Um registro. Fico espantado ao ver o espaço que o tal Relator das contas de Dilma, Augusto Nardes, ainda tem na mídia tradicional e não tradicional, afinal esse senhor está envolvido no escândalo do CARF, por exemplo… O relatório produzido por investigadores da Operação Zelotes que aponta indícios sérios de que Augusto Nardes teria recebido R$ 2,6 milhão no contexto do escândalo do CARF; a Operação Zelotes investiga possíveis fraudes para comprar decisões no conselho. E o “impoluto” Nardes teria recebido a quantia de uma empresa de lobby, entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, quando Nardes já era ministro do TCU.

    E essa não é a única “arte” de Nardes… O gaúcho João Augusto Ribeiro Nardes legitimo herdeiro da UDN, foi vereador pela ARENA, deputado estadual pelo PDS em 1986, e já com a democracia vigente no Brasil, 1990, foi reeleito pelo PPR, um dos braços da ARENA que tinha como liderança Paulo Maluf; seu partido se tornou PPB e, depois, o que até hoje é denominado como PP. Por essas siglas, Nardes foi deputado federal de 1994 a 2005, quando renunciou para assumir a cadeira no TCU.

    Na sua primeira visita como réu no STF, Nardes foi processado em agosto de 2004 por crime eleitoral, peculato e concussão, por omissão de declaração em prestação de contas, quando concorreu à deputado federal, na Ação Penal 363. Na época, o ministro relator Marco Aurélio acatou a sugestão do então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, propondo um acordo com Augusto Nardes, por não possuir antecedentes criminais, não foi absolvido, foi bem defendido. Há ainda o alegado envolvimento do ministro do TCU com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mais especificamente com o esquema de controle e direcionamento de dinheiro público para as obras do Ministério dos Transportes, tem base no posto assumido por seu irmão, Cajar Nardes, em 2008, na gerência de projetos do Dnit.

    Ou seja, seria bom o Ministro Nardes calar-se e fazer uma análise de sua própria trajetória e do órgão técnico ao qual ele está vinculado, pois deve ser incomodo às pessoas de bem conviver com a suspeição que paira sobre a rápida ascensão do filho do presidente do TCU Tiago Cedraz, advogado que em menos de oito anos tornou-se milionário e que até ação da Policia Federal circulava sem constrangimentos pelos corredores do TCU ao lado de seus clientes famosos.

    Ademais, o argumento do Senador Gurgacz é sério: "é preciso ter cuidado para não criar, ao se reprovar as contas, uma jurisprudência que possa trazer um engessamento das administrações públicas nos três níveis: federal, estadual e municipal", e segue dizendo, "Temos 14 estados que nesse ano não cumpriram a meta fiscal. Estados governados por vários partidos. Por isso a importância de fazermos um relatório baseado na legalidade, na Constituição e não só baseado na presidente atual, mas na condição de gestão dos governos” e eu acrescento, um relatório baseado no interesse público, pois é sobre esse principio que os demais se sustentam.

    Pedro Benedito Maciel Neto, advogado, sócio da MACIEL NETO ADVOCACIA, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007.

    ¿Por qué no te callas Augusto Nardes? | Brasil 24/7

    16/07/2015

    PP gaúcho: Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra.

    ANA RBS LEMOSEm tudo o que acontecimento, bom ou ruim, a RBS busca sempre a presença de um gaúcho entre vítimas ou agraciados. Só não encontra seus ex-funcionários quando estes são pegos fazendo o que aprenderam com ela. A RBS não via nada de errado em Antônio Britto lhe entregar a CRT. A RBS também não sabia que sua funcionária, Ana Amélia Lemos era funcionária fantasma do Senado. Casada com um senador biônico, Ana Amélia tinha licença da RBS para diuturnamente atacar o PT e defender a RBS. Foi assim que a$$oCIOu à campanha do Aécio Neves e do Tiririca da Serra, José Ivo Sartori. O PP gaúcho tem esta tradição de se vincular à RBS e, desculpe à redundância, ao atraso político, econômico e cultural. Não é sem motivo que Mônica Leal virou Secretária da Cultura da paulista que inventou a “pantalha gaúcha” e o “bebê japonês”. Yeda Crusius, outra cria da RBS, legou ao Rio Grande a Operação Rodin em que aparecem os mesmos correligionários do PP e, vejam só, José Barrionuevo, da Central de Recados, do pastiche Zero Hora.

    Como um mão lava a outra, com seus funcionários na linha de frente da política gaúcha, a RBS não precisa de advogados para se defender nas Operação Zelotes e na Operação Pavlova. Da mesma forma, nada desabonador sobre eles sai na RBS. Neste consórcio, quando uma mão suja lava a outra, as duas ficam sujas.

    Como diz o hino riograndense, povo que não tem virtude acaba por ser escravo da RBS. E os escravos da RBS não só votaram nos seus funcionários Antonio Britto, Yeda Crusius, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins, como também se vangloriam de ser ignorantes. Só uma manada amadrinha pela RBS poderia colocar no Piratini mais esta peça folclórica, que faz do verdadeiro Tiririca parecer um intelectual de conhecimento enciclopédico. Perto de Luis Carlos Prates, outra prata da casa, o outro Luís, o Heinze, também prata desta plagas, pela suas considerações culturais em relação aos índios, se assemelha à Maria Teresa de Calcutá. Heinze é parte de uma tradição gaúcha que canta em prosa em verso o orgulho de grosso, idiota e preconceituoso. Nem vou falar na famiglia Germano, e seus Farid do mesmo saco!

    Graças a RBS, elementos como Augusto Nardes ganham projeção nacional. E nada a respeito deles é informado para a massa ignara que continua cantando nossas patranhas como se fossem façanhas.

    Moral de Cuecas: Augusto Nardes, do TCU e do PP, é denunciado por recebebimento de propina

    ministrosPropina2

    Do Brasil 29

    O ministro (“adorado” pela oposição) Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), autor de um relatório em que aponta irregularidades nas contas do governo federal em 2014 (as chamadas ‘pedaladas fiscais’) teve o nome envolvido em denúncias de propina em obras públicas em documentos apreendidos com executivos da Camargo Corrêa.

    A denúncia foi feita pela revista Carta Capital. A reportagem cita um “termo de acordo” de 500 mil reais de Nardes com o ex-diretor do DNIT( Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, e com o PP, o partido do ministro.

    O caso do cartel das empreiteiras que prestam serviços à Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, envolveu recentemente o nome do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, tornando ainda mais fragilizada a credibilidade da instituição que investiga Dilma.

    O empresário Ricardo Pessoa, em delação premiada, revelou à Justiça que pagava R$ 50 mil por mês ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro, para obter informações privilegiadas que dissessem respeito à sua empresa.

    (com informações do Brasil247 e Carta Capital)

    Lê também aqui no Blog:

    PP da Anamélia, do Germano e do Heinze mostram o que é hipocrisia
    A “carta de agradecimento” (?) da Ana Amélia a empreiteira OAS

    Luizmuller’s Blog | Espaço de divulgação de textos e ações que defendem trabalho decente no Rio Grande e no Brasil

    08/11/2014

    Coisas que o gaúcho fala

    Ali Aranha comeu KamelSirvam nossas patranhas  de modelo a toda terra. Para quem é gaúcho, tudo o que não faz sentido acaba ganhando sentido. A começar pelo hino. Afinal, “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Para justificar a escravidão o único argumento foi dizer que era um “povo que não tinha virtude”. Virtudes como a deputado Luis Carlos Heinze, o tiririca gaúcho, deputado federal mais votado do RS, que se elegeu com o lema de que “índios, gays e quilombolas não prestam”. 

    Quando alguém diz impunemente o que disse Heinze abre-se a porteira para que brotem Wilson B. Duarte da Silva. Ninguém ouvirá de Pedro Simon um discurso contra seus racistas. Se o fizesse, perderia sua virgindades junto à RBS. Ele que está sempre com o dedo em riste para acusar os outros, em situações como esta não abre a boca, mas leva seu dedo sujo direto do rabo para o nariz.

    Não causa surpresa quando um clube do tamanho do Grêmio seja o primeiro, e tomara seja o único,  a ser excluído de uma competição nacional por racismo. Tudo isso só é possível porque nos meios de comunicação o discurso racista já foi legitimado de antemão. Quando o maior responsável pelo jornalismo na Rede Globo escreve um livro para tentar provar que “Não somos racistas”, e o faz sob a benção de quem deveria zelar pela boa informação, tudo o mais está legitimado. Os maiores defensores da torcida racista do Grêmio batem cartão-ponto na RBS. Graças a RBS Pinochet é mais popular no RS que no Chile. Todos as pessoas que se destacam pelo conservadorismo, pelo ódio irracional aos movimentos sociais acabam ganhando espaço cativo na RBS. Que o diga Luis Carlos Prates

    Que existam dois racistas como Luis Carlos Heinze & Wilson B. Duarte da Silva, não seria anormal não fossem ambos sufragados por votações democráticas consagradoras. Consagrados por dois tipos de eleitores, mal informados ou mal intencionados. De qualquer forma, só poderia acontecer onde a Rede Globo, via RBS, detém 80% do mercado de informação. O ódio aos nordestinos brota das mesmas raízes plantadas por empresas como a Multilaser e o Banco Itaú. Até porque quem financia o preconceito preconceituoso é.

    Não é mero acaso que a meritocracia de aluguel do Aécio Neves, aquele que teve tudo menos por mérito, fez sucesso no RS. As bandeiras conservadoras, notadamente preconceituosas, encontram terreno fértil no RS. Por aqui, só valem políticas que transferem rendas para quem já tem. Uma velha lógica muito bem defendida pela nossa velha escola do Direito: “dar a cada um o que é seu; aos pobres, a pobreza, aos ricos a riqueza”.

    "Negros já saem com loiras e comem em restaurantes. Estão quase brancos"

    A frase acima é do vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB) e foi proferida durante discurso contra vagas reservadas aos negros no serviço público

    vereador racismo rio grande do sul

    Vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB-RS)

    Durante discussão na Câmara de Rio Grande (RS) de projeto acerca da reserva de 20% de vagas para pessoas autodeclaradas negras ou pardas a fim de ingressarem no serviço público municipal, o vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB) constrangeu boa parte do público presente. De acordo com o parlamentar, “os negros querem se favorecer, isso que é racismo, afinal os negros já estão quase brancos, estão saindo com loira, polaca, estão comendo em restaurantes…”. Leia abaixo texto de Jailton de Freitas Neves, coordenador do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, publicado no Jornal Agora:

    “Na Sessão Plenária em que a pauta discutida na Câmara de Vereadores do Rio Grande/RS era o Projeto de Lei que dispõe sobre a reserva de 20% de vagas para autodeclarados negros e pardos para o ingresso no serviço público municipal. A Casa Legislativa estava amplamente ocupada por representantes de movimentos negros, coletivos, ONG’s, assim como cidadãs de diversos setores da sociedade riograndina, dentre as manifestações dos parlamentares, causou repúdio a todos presentes a fala do vereador Wilson B. Duarte da Silva (Kanelão), do PMDB.

    VEJA TAMBÉM: Por que me tornei a favor das cotas para negros

    O vereador Kanelão não se constrangeu em desqualificar a luta do Povo Negro entoando um discurso desrespeitoso àqueles que lutam por igualdade de oportunidades e contra toda forma de opressão: “Os negros querem se favorecer, isso que é racismo, afinal os negros já estão quase brancos, estão saindo com loira, polaca, estão comendo em restaurantes…”

    Desprezando os índices estatísticos nacionais e a realidade de nossa periferia, assegurou que o povo negro não necessita de políticas públicas para inserção no mercado de trabalho, uma vez que já frequentam restaurantes, galgam posições e até casam-se com brancas (os). Para o Vereador, o alegado embranquecimento dos Negros da cidade do Rio Grande, respalda a posição contrária às ações afirmativas. Não é de espantar a posição do vereador Kanelão – como representante da burguesia – à defesa de seus interesses. Discurso de teor racista, que seguido de vaias, causou indignação a todos.

    Dados divulgados pelo próprio governo demonstram que a mestiçagem racial não democratizou, de maneira alguma, as relações entre as “raças”. Isso simplesmente porque a riqueza do nosso País não foi “miscigenada”. Nos últimos dez anos dos governos do PT, os homicídios praticados contra jovens brancos diminuíram 33%, enquanto entre os jovens negros cresceu 23,4%. Os negros que representam 52% da população brasileira aparecem como 67% dos moradores das favelas. O número de 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos é um retrato cruel das diferenças raciais no Brasil e apenas apontam o estado emocional subjacente que vive cada pessoa e cada família negra brasileira.

    Embora trabalhem tanto quanto os brancos, os negros recebem salários muito menores. Conforme a Síntese de Indicadores Sociais 2012, publicada pelo IBGE, enquanto um branco recebe em média 3,5 salários mínimos mensais, uma simples mudança no tom da pele derruba esse rendimento para 2,2 salários no Estado, o que representa uma diferença de 59%.

    Como a dominação de classe, combinada à opressão racial, se manteve, o mito da democracia racial permanece até hoje como escudo ideológico dessa dominação/opressão. O Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe repudia o discurso e atitude do vereador Kanelão e se coloca como alternativa na luta contra o racismo burguês e capitalista e na defesa dos trabalhadores (as) negros(as) do Rio Grande. Esta luta transcende as questões raciais, pois mostra ser uma luta de classe, que precisa ser combatida com todo vigor.”

    "Negros já saem com loiras e comem em restaurantes. Estão quase brancos"

    05/07/2014

    Mais uma obra dos carniceiros da velha mídia

    Alguém ainda deve lembrar dos violentos ataques de falsa moralidade dos pittbulls da velha mídia. Sentados na poltrona do patrão, têm ataques epilépticos, babam, rosnam. Mas sempre em relação aos PPPP. Arnaldo Jabor, Rachel Sheerazade, Lasier Martins, Luis Carlos Prates, e toda uma matilha que infestam páginas de revistas e jornais vivem de fazer justiça com as próprias fezes. Não é muito diferente disso quando uma Eliane Cantanhêde espalha o terror em relação à febre amarela. Uma campanha da velha mídia levou milhares de pessoas pelo Brasil a fora a se vacinarem com medo de contraírem a doença. Algumas vieram a morrer, por efeitos colaterais da vacina, que viviam em regiões sem registro de caso nem risco de que viessem a ter.

    O ex-presidente do São Paulo, em entrevista a ESPN, contou a história a respeito das Olimpíadas na China. Por mais de 50 anos o Ocidente vendeu que os chineses comiam escorpiões, ratos e criancinhas. Bastou um mês de Olimpíadas para que o Ocidente descobrisse um mundo totalmente diferente daquele que a China, em vão, tentava mostrar ao Ocidente. É também isto que está acontecendo no Brasil. A velha mídia vendeu ao exterior um horror do Brasil que iria sediar a Copa. Bastou menos de um mês de Copa para que o mundo descobrisse que o maior problema do Brasil reside nos Grupos MafioMidiáticos. São eles que incitam o ódio, deturpam para eleger um Caçador de Marajás. Não fosse a Parabólica do Rubens Ricúpero e não saberíamos dos bastidores da Globo com FHC na eleição deste. O Escândalo Proconsult é outro exemplo de outro ponto fora da curva em que a velha mídia se mete.

    O ódio da velha mídia, patrocinada por grupos como o Banco Itaú, foi mostrado ao mundo na abertura da Copa do Mundo. Ali estava sendo mostrado ao mundo o tipo de gente que tem ódio aos PPPP(preto, pobre, puta e petista). D. Judith Brito fez certo ao dizer que a Folha era a verdadeira oposição ao governo. Faltou a ela autorização do Instituto Millenium para dizer a verdade sobre os demais a$$oCIAdos.

    O professor ladrão e a Revolução Francesa, por Urariano Mota

    sab, 05/07/2014 – 10:52 – Atualizado em 05/07/2014 – 11:53

    Por Urariano Mota

    A Copa do Mundo é o assunto fundamental este mês. Mas a vida continua, dentro e fora dos estádios de futebol. Daí que é necessário falar do que não gostaríamos, mas é imperioso falar. Parece mesmo que não temos um minuto só de trégua, de paz, ainda que falsa. É o caso desta notícia, esta semana, que copio e passo a comentar agora.

    “Acusado de assalto, professor de História é obrigado a dar aula para provar inocência

    Espancado por moradores, André Luiz Ribeiro precisou dar aula sobre Revolução Francesa e ainda foi preso por dois dias

    Confundido com um ladrão….”

    Primeira pausa. Se fosse um ladrão estaria certo sofrer o que o professor sofreu?

    Mas continuando:

    “…Um professor de História foi espancado por moradores da periferia de São Paulo e só conseguiu se livrar do linchamento quando, segundo ele, foi obrigado a dar uma aula sobre Revolução Francesa. Mesmo assim, André Luiz Ribeiro, 27 anos, foi levado para a delegacia, onde ficou por dois dias, já que o dono do bar assaltado confirmou em depoimento que ele seria o ladrão.

    O professor contou que quando foi socorrido por Corpo de Bombeiros, teve de ‘dar uma aula’ sobre a Revolução Francesa para provar sua inocência. Os bombeiros declararam que ‘informações são improcedentes’ e que não houve ‘desrespeito ou deboche’. André conta que estava correndo na última quarta-feira, no bairro Balneário São José, em São Paulo, quando um bar foi assaltado.
    — Eu corro dez quilômetros todos os dias, estava de fone de ouvido, sem identificação porque moro por perto, e fui confundido com um dos três assaltantes. O dono do bar e o filho dele me acorrentaram. Umas 20 pessoas me cercaram e começaram a me bater. Acorrentaram meus braços e pernas e me colocaram de barriga para baixo na rua — conta o professor.
    Segundo ele, um dos bombeiros que o socorreu teria dito: ‘Se você é professor de História, então dá uma aula sobre Revolução Francesa’.”

    Outra pausa: notem que já houve, seguramente, deboche e abuso. O bombeiro pensou em pedir o impossível, pensou em se divertir com o homem espancado, ou seja, em livre leituras do seu ato: se você é professor, ô ladrão, dê uma aula de história, e sobre a Revolução Francesa. Quero ver. Vamos.
    Mas para desgraça da piada, o homem ferido era mesmo professor.

    Continuando:

    “— Falei que a França era o local onde o antigo regime manifestava maior força, e que a burguesia comandou uma revolta junto com as causas populares, e que havia fases da revolução”.

    Mas que poder de síntese, meus amigos. Que lucidez impressionante no fundo da dor. Quantos de nós conseguiríamos ter esta luz no meio da mais funda selva, quando tudo parecia perdido?

    Continuando, falou o mestre humilhado:

    “Falei por uns três minutos e perguntei se já estava bom.

    O professor de história também diz que foram os bombeiros que salvaram sua vida, pois enquanto ele dava a aula para provar que era professor, ouviu o proprietário do bar dizer que ia buscar um facão. Em seguida, a Polícia Militar chegou no local, o levou para o pronto-socorro da região. Depois, foi encaminhado à delegacia, onde ficou preso até sexta-feira.

    — O proprietário do bar assaltado, Djalma dos Santos, 70 anos, negou que tenha espancado o professor. Questionado se tinha certeza de que Ribeiro era um dos assaltantes, ele não confirmou.

    — A população que acorrentou, que bateu, eu não fiz nada. O que eu tinha que falar já falei na delegacia. Não adianta nada ficar perguntando, não vou retirar o que disse. Eu gritei que era ladrão e a população da rua foi atrás dele. Se ele não devia nada, vai dar uma mancada dessas de estar correndo no meio dos bandidos na hora do assalto? — afirmou o proprietário do bar”.

    Quanto cinismo do dono do bar. Ele não bateu, apenas atirou um homem às feras. “Podem matar”, foi a sua atitude.

    Continuando a notícia do crime:

    “A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o delegado André Antiqueira, titular do 101º DP, ‘se coloca à disposição para ouvir em depoimento quem tenha novas informações para acrescentar à investigação’, já que os criminosos que participaram do crime ainda não foram presos.

    — O professor foi preso em flagrante em cumprimento do artigo 302 do Código Penal, já que a vítima o reconheceu como um dos participantes do roubo ao estabelecimento comercial em duas oportunidades. A Justiça concedeu liberdade provisória ao acusado — diz nota da SSP”.

    Para mim, o gênio de Kafka não escreveria melhor que essa resposta burocrática do delegado de polícia.  Um inocente foi enquadrado no artigo 302 do código penal, e a justiça concedeu liberdade provisória ao inocente criminoso enquadrado. Para a polícia, o problema legal está resolvido, pelo visto. Mas a justiça humana é outra história, não entra no boletim de ocorrência. Voltemos ao mestre de história:

    “Só depois de explicar sobre a ascensão da burguesia é que o levaram ao hospital, diz.

    ‘Foi algo surreal. Só acreditamos quando chega próximo de nós. Aí você vê que é muito real mesmo, esse ódio das pessoas. Essa brutalidade do ser humano.’

    Eu estou bem melhor, mas a ferida na alma, a inocência, está perdida.”

    E agora, merece destaque o depoimento corrido do mestre de história quase morto:

    “Quando vi, as pessoas olhavam na minha direção, provavelmente porque foi a direção que os ladrões tomaram. Eu estava indo no sentido contrário. Com fone de ouvido. Nem achei que tinha acontecido um roubo. Nem sabia que era comigo.

    Até onde eu lembro, eu ouvia Lion Man, do Criolo. Sou fã, gosto para caramba. O show dele já fui, é louco. Pelo fato de ele retratar as favelas, a realidade aqui. Também eu ouvi Facção Central, de rap, que tem uma causa social muito forte em pauta.

    Aí eu vi as pessoas se afastando bruscamente. Foi quando eu vi um Fusca vermelho para me atropelar, vindo com muita velocidade. Pararam quase em cima de mim. Aí desceram do carro o dono do bar e o filho. E começaram a me bater.

    Eu falava em todo momento que eu era inocente, que era professor. Eu não tinha documento nenhum porque estava correndo, todo mundo me conhece ali perto. Mas já me bateram, me jogaram no chão.

    Os dois começaram. Só que veio a multidão. Foi de 15 a 30 pessoas que me bateram. Nem me perguntaram, nem olharam para os meus bolsos para ver se eu tinha alguma coisa. Eu não ia fugir, já pus as mãos para cima quando se aproximaram, mas tomei um soco na cara.

    Ainda estava no chão, mas eles não acreditavam em mim. Eu disse que era professor, que estava ali por acaso. Aí um dos bombeiros falou para dar uma aula sobre Revolução Francesa. Foi o que me salvou.

    Eu estava arregaçado, mas consciente. O raciocínio fica difícil, porque você fica em choque. Eu falei da ascensão burguesa ao primeiro escalão, que tinha poder econômico, mas não poder político, e de como a revolução mudou a forma como vivemos hoje.

    Achei mesmo muito irônico esse ter sido o tema que ele perguntou, ali, naquele momento. Liberdade, igualdade, fraternidade. Falei sobre a queda da Bastilha. É um assunto que eu dou para 7ª série. Estava fresco na minha cabeça. Mas, mesmo assim, eu leio muito. Eu tenho conhecimento mínimo acerca da História.

    Foi algo surreal. Só acreditamos quando chega próximo de nós. Aí você vê que é muito real mesmo, esse ódio das pessoas. Essa brutalidade do ser humano.

    Nunca imaginei que eu ia ser preso um dia. Mas hoje eu tenho ferramenta para falar para os meus alunos”.

    É uma notícia, ao mesmo tempo, triste, que comove, e revoltante. Dependendo do ângulo sob o qual a gente olha, pode dizer que é uma vitória do conhecimento sobre a barbárie (o professor, acorrentado, quase morto, deu uma aula que o salvou), ou pode ser dito também que é uma vitória parcial da barbárie sobre o conhecimento, porque espancou e quis matar um homem por aparências frágeis, sem consistência, de franca e bárbara injustiça.

    Lembro do programa do rádio Violência Zero, na Tamandaré do Recife, onde eu, Marco Albertim e Rui Sarinho, trabalhamos, da reportagem à apresentação.  

    O Violência Zero era um programa de direitos humanos. Nele, travamos com travo esse conhecimento dos bárbaros que clamam vingança, matando. No estúdio da Rádio Tamandaré, no fim dos anos 80, sentíamos a disputa de ideias na sociedade do Recife entre punir sem medida e o direito à justiça. Mas não com essa força de agora, dos últimos meses. Na época, ainda que sem método científico, pelos telefonemas dos ouvintes, notávamos que a divisão entre os mais bárbaros e civilizados era quase meio a meio. O que houve agora para esse assalto de vingança?

    Vocês me perdoem eu não ter feito um comentário à altura desse crime. Eu ainda estou processando. Mas bem mereciam processos penais os comunicadores da televisão como a fascista Sheherazade do SBT. Para lembrar o que está na Wikipédia sobre ela:

    “Em 4 de fevereiro de 2014, Rachel comentou a ação de um grupo de pessoas que espancou um assaltante adolescente e o prendeu pelo pescoço a um poste com uma tranca de bicicleta, dizendo que aconteceu foi uma ‘legítima defesa coletiva’ contra a violência urbana. No comentário, a jornalista classificou o caso como resultado da "desmoralização da polícia" e da "omissão do Estado", além de dizer era ‘compreensível’ que o ‘cidadão de bem’ reagisse dessa maneira. Ela chamou o adolescente agredido de ‘marginal’ e pediu, em tom irônico, aos grupos em defesa de direitos humanos que estavam com ‘pena’ do jovem que ‘adotassem o bandido’".

    Essa comunicadora e seus semelhantes deveriam estar presos numa rigorosa solitária, onde se ouvisse a voz do professor André Luiz Ribeiro falando sobre a Revolução Francesa. Pelas paredes ouviriam da cabeça torturada do mestre uma aula de civilização contra As mil e uma barbáries.

    ***

    O texto foi usado para o comentário de Urariano Mota, na Rádio Vermelho, desta sexta-feira. Ouça aqui.

    O professor ladrão e a Revolução Francesa, por Urariano Mota | GGN

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