Ficha Corrida

03/12/2014

Tremsalão começou antes, com apoio da Suíça, mas não anda: não tem petista…

AlstomPSDBDas coisas que justificam um Gilmar Mendes no STF e um Rodrigo de Grandis no Ministério Público: PSDB! O mensalão começou em Minas, no tempo de FHC, mas só recebeu atenção e empenho quando passou a envolver também petistas. No caso do propinoduto tucano, as justiças alemã e suíça já se manifestaram condenando, respectivamente, Siemens e Alstom. No Brasil, como se trata de corrupção no seio do tucanato, some mais rápido que um helicóptero com 450 kg de cocaína. Ninguém viu nem verá uma capa da Veja com as corrupções do PSDB. Claro, há 20 anos o PSDB governa São Paulo e a principal obra foi e continua sendo a distribuição de assinaturas da Veja, Estadão, Folha nas escolas públicas do Estado.

A lei Rubens Ricúpero, revelada no Escândalo da Parabólica, continua vigendo e é a mais aplicada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium quando se trata do PSDB. Nem a Suíça lava mais banco que Grupos MafioMidiáticos.

Dizer que a Polícia Federal faz buscas é um eufemismo, até porque já estava tudo há muito tempo na gaveta do Rodrigo de Grandis. A Suíça mandou informações, mas em São Paulo, o PSDB sempre joga em casa.

Polícia Federal faz buscas na casa de ex-diretor da CPTM

REDAÇÃO

02 Dezembro 2014 | 23:41

Medida atende pedido de colaboração da Suíça, que reativou investigação sobre conta secreta de João Roberto Zaniboni em banco de Zurique

Fausto Macedo

A Polícia Federal fez buscas nesta terça feira, 2, na residência e no escritório do engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A missão foi executada a pedido do Ministério Público da Suíça, que reativou investigação sobre a origem do dinheiro (US$ 826 mil) que Zaniboni manteve depositado na conta Milmar, de sua titularidade, em Zurique.

Ele está sob suspeita de ter participado do cartel metroferroviário em São Paulo entre 1998 e 2008 – governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Um delegado da PF, dois agentes, um escrivão e um perito, além de um procurador de Brasília, cumpriram as buscas em Campinas, onde mora Zaniboni. A equipe apreendeu documentos, inclusive da época em que ele trabalhou na antiga Ferrovia Paulista S/A (Fepasa), nos anos 1970, e na CPTM.

O ex-diretor já foi indiciado pela PF, no inquérito que investiga o cartel, por corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O cartel metroferroviário foi denunciado pela multinacional alemã Siemens em acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), firmado em maio de 2013.

A batida desta terça feira da PF não tem relação com esse inquérito do cartel. Ela foi cumprida exclusivamente em colaboração com a Suíça, em procedimento que tramitou no Ministério da Justiça.

Os procuradores suíços querem saber as fontes das remessas para a conta de Zaniboni. Algumas transferências foram realizadas a partir de offshores sediadas em Montevidéu, no Uruguai.

Zaniboni chegou a ter um saldo de US$ 826 mil na conta secreta Milmar – iniciais de suas duas filhas –, alojada no Credit Suisse de Zurique. Os aportes em favor do ex-diretor da CPTM ocorreram entre 1998 e 2003. Ele alega que recebeu por consultorias e que já repatriou o dinheiro.

Parte do valor, US$ 250 mil, foi enviada pelo consultor Arthur Teixeira, que a PF aponta como lobista e pagador de propinas do cartel de trens. Zaniboni disse ter recebido por consultoria que prestou a Teixeira, ainda quando ocupava cargo na Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), antes mesmo de assumir a diretoria de operações da CPTM, o que ocorreu em 1999.

O pagamento, contudo, ocorreu no ano 2000, quando Zaniboni já estava na diretoria da CPTM – posto que ocupou entre 1999 e 2003.

O criminalista Eduardo Carnelós, que defende Teixeira, rechaça a acusação. Ele afirma que seu cliente “é um profissional sério, que jamais repassou dinheiro de corrupção”.

A operação da PF na casa de Zaniboni foi acompanhada pelo advogado Antonio João Nunes Costa, do núcleo de defesa do ex-diretor da CPTM.

O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que também representa o ex-diretor da CPTM, é taxativo. “Nenhum documento apreendido compromete a honra do sr. Zaniboni, um homem com mais de 50 anos de serviço público e dedicação ao governo de São Paulo. Ele tem a consciência absolutamente tranquila.”

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