Ficha Corrida

17/12/2015

Aécio se vangloria de ter cúmplices nos tribunais superiores

pozzobomAlguém que não seja de memória seletiva há de lembrar do preposto do Daniel Dantas lembrando que não precisava se preocupar pois ele teria, nos tribunais superiores, “facilidades”. A nota do Aécio Neves, embora coincida com o domínio do fato demonstrado por Daniel Dantas, ressuscita uma afirmação do seu correligionário, Jorge Pozzobom. Este deputado do PSDB gaúcho fez uma afirmação no ano passado que casa perfeitamente com a confiança com que Aécio Neves deposita nos tribunais superiores: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Recentemente até a Folha, a mais tucana dos grupos mafiomidiáticos, cobrou pela lentidão com que o Poder Judiciário julga os processos envolvendo peessedebistas. Não é lentidão, não. É proteção. Basta ver o que fez Rodrigo de Grandis ou mesmo Joaquim Barbosa.

Essa arrogância do PSDB em relação às instâncias superiores não é destituída de verdade.  Não é só o chamado mensalão mineiro, mas o tremsalão, as privatidoações, a compra da reeleição e toda putaria perpetrada pelo PSDB em todos os lugares onde governa. Vimos isso no RS, com Yeda Crusius, no Paraná com Beto Richa ou em São Paulo com Geraldo Alckmin. Não se precisa de bola de cristal para adivinhar as razões que levaram Aécio Neves fazer esta acusação aos Tribunais Superiores.

Será que mais esta patacoada do Napoleão das Alterosas vai virar pó?

Em nota, Aécio isenta Azeredo e aposta nos tribunais superiores

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves divulgou nota em que se declara “surpreso com a condenação em primeira instância do ex-senador Eduardo Azeredo” e afirma que os afiliados estão confiantes da reversão da condenação nas instâncias superiores; Azeredo foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão tucano, durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998

17 de Dezembro de 2015 às 07:20

247 – O presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, divulgou uma nota na noite desta quarta-feira em que se declara “surpreso com a condenação em primeira instância do ex-senador Eduardo Azeredo” e afirma que os afiliados estão confiantes da reversão da condenação nas instâncias superiores.

Azeredo foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão tucano, durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Leia a íntegra:

A decisão de primeira instância em relação a Eduardo Azeredo surpreendeu a todo o PSDB que conhece a trajetória política e a correção que sempre orientou a vida do ex-senador e ex-governador.
Respeitamos a decisão da Justiça, mas estamos confiantes de que nas instâncias superiores o ex-senador possa apresentar as razões de sua inocência e haja reavaliação da decisão.

Em nota, Aécio isenta Azeredo e aposta nos tribunais superiores | Brasil 24/7

28/09/2015

Minas a cabresto, sim!

OBScena: reunião de cópula do PSDB

FHC, Aécio Neves, José Maria Marin & Marco Polo del NeroQuando a Folha corta as asas de um tucano, temos que dar asas à imaginação…

A Folha abandona o Napoleão das Alterosas e abraça de vez a candidatura dos amigos do Marcola. Nesta manhã, ao lerem o editorial da Folha o pessoal do PCC deve ter tido a mesma sensação de Júlio César ao cruzar o Rio Rubicão: alea jacta est! O editorial vem casado com o artigo do ilibado membro da CBF/FIFA, João Dória Jr.

Como não lembrar de José Serra no Caso Lunus ou no artigo do Mauro Chaves no Estadão, “Pó pará, governador!”?!

Aliás, duvido que O Estado de Minas gaste pólvora com este chimango com outro “Minas a reboque, não”. Só os coxinhas e o MBL ainda acreditam em Aécio Neves e sua louca cavalgada em busca do santo Planalto Central. De modo que o abandonado o peso morto do tapetão do aviazinho mineiro, a Folha e demais membros do Instituto Millenium começam a edulcorar outro nome.

Os dados foram lançados. João Dória Jr. se lançou hoje, via Folha, para a Prefeitura de São Paulo.

Em breve deve ser lembrado do Marcola para o Governo do Estado de São Paulo. Ricardo Teixeira para o governo do Rio de Janeiro. E José Maria Marin e José Serra ou Geraldo Alckmin para o Planalto.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Asas de um tucano

Oscilando entre a vulgaridade confessa e a sugestão picante, uma copiosa literatura de entretenimento se produz na Grã-Bretanha em torno da vida íntima da casa real.

A curiosidade e a titilação não se limitam aos atuais herdeiros do trono –estando a rainha Elizabeth 2ª, pelo que se sabe, acima de pecadilhos mundanos–, mas também a figuras do passado.

Um típico exemplar do gênero, de autoria de Stephen Clarke, dedicou-se recentemente às não muito discretas escapadas daquele que seria o futuro Edward 7º, rei da Inglaterra entre 1901 e 1910.

Submetido ao controle rigoroso de sua mãe, a rainha Vitória, o jovem Albert Edward encontrou maneiras de entregar-se a movimentados, e não propriamente discretos, lazeres em Paris.

A crônica histórica tende a tratá-lo, hoje, com salaciosa indulgência –a que se pode acrescentar uma dose de diplomacia, uma pitada de geopolítica. As sendas de uma produtiva "entente" entre França e Inglaterra puderam abrir-se, em parte, graças à desenvoltura do membro da realeza nos estabelecimentos alegres da cidade luz.

As relações entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, sem dúvida, não se mostram tão tensas como as que marcaram França e Reino Unido ao longo da história. No papel de governador de Minas, e de herdeiro reluzente nas ordens do tucanato, o atual senador Aécio Neves aprimorou com garbo, mesmo assim, os contatos interestaduais.

Foram 124 viagens suas ao Rio de Janeiro, nos sete anos e três meses em que foi governador (2003-2010), a maioria delas entre quinta-feira e domingo. Partissem os voos do aeroporto de Cláudio, ao menos Aécio teria tirado aquela obra, construída com dinheiro público em terras familiares, do triste abandono em que se encontra.

Embora feitas em avião oficial, o fato é que não se registraram justificativas de Estado para tanta movimentação. Decreto assinado pelo próprio Aécio Neves permitiu seu acesso a aeronaves públicas em deslocamentos pessoais, "por questões de segurança".

Não será fora de propósito, em todo caso, invocar o antigo mote da mais alta condecoração britânica, a Ordem da Jarreteira: "honni soit qui mal y pense". Abominado seja quem pensar mal de tudo isso. Os ingleses entendem do assunto.

    02/05/2015

    Sartori, violência e insegurança é teu partido

    Não está proibido de José Ivo Sartori fazer um bom governo. Tem tempo para isso. O problema é que os indícios deixados nestes quatro primeiros meses são desanimadores. Primeiro aquela história de aumentar o próprio salário. Depois a entrega de uma Secretaria à própria esposa. Depois, todo dia uma maldade para cima de uma categoria de servidores. Seja ameaçando parcelar salários, seja ameaçando tirar direitos.

    A pá de cal, contudo, foi a contaminação com o PSDB. Como é sabido, José Ivo Sartori contou com o apoio e apoiou Aécio Neves. E assim se explica porque aumento o tráfico e a violência. O dinheiro da segurança pública está sendo investido em marketing na RBS. Apesar de todo o descalabro, não há uma nota sequer de cobrança do maior grupo de comunicação da região Sul. O compadrio entre PMDB e RBS é antigo. Vem pelo menos desde quando o cavalo do comissário entregou a CRT à RBS. A relação da RBS com políticos de baixa estatura ética e profissional já é folclórica. Não bastasse a simbiose vivida durante a ditadura, quando parasitava a ditadura e vice-versa, na democracia ensaiou participação nos governos de Antonio Britto, Germano Rigotto, Yeda Crusius e agora com Sartori. Paralelamente mas não afastados do mesmo projeto, foi desovando suas serpentes nos mais variados partidos que pôde alugar. Brito no PMDB, Zambiasi no PTB, Ana Amélia Lemos no PP gaúcho, Lasier Martins na mais recente sigla de aluguel, o PDT.

    A questão da segurança pública está entregue, pelo que se pode ver nos noticiários (chacinas, ônibus incendiados) ao PCC. Narcotráfico e PCC são fatos caros à parceria com o PSDB. Ou será mero acaso que o balaio de siglas que o apoiou estão envolvidas no helipóptero e no berço do PCC?! Já tivemos um governador próximo à RBS que era um notório consumidor de pó, agora a manada secundada pela égua madrinha da RBS está vendo a segurança de nosso Estado virando pó. Como diria o José Serra, no famoso artigo perpetrado pelo Mauro Chaves no Estadão: Pó pará, governador!

    Situação da segurança no governo Sartori está caótica, advertem policiais

    Isaac Ortiz: "A situação da segurança pública no Rio Grande do Sul hoje é caótica. Estamos assistindo gradual e aceleradamente o crescimento da violência em nosso Estado, presenciando coisas que a gente não conhecia, como chacinas, ataques com incêndio de ônibus, execuções dentro de ônibus, morte de criança por bala perdida".  Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Isaac Ortiz: “A situação da segurança pública no Rio Grande do Sul hoje é caótica. Estamos assistindo gradual e aceleradamente o crescimento da violência em nosso Estado, presenciando coisas que a gente não conhecia, como chacinas, ataques com incêndio de ônibus, execuções dentro de ônibus, morte de criança por bala perdida”. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Marco Weissheimer

    Os cortes de horas extras, diárias e de custeio estão provocando uma situação caótica na segurança pública do Rio Grande do Sul, aumentando a criminalidade e colocando em risco o bem estar e a vida da população. O alerta é da direção do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), ao analisar os quatro primeiros meses do governo de José Ivo Sartori (PMDB). Em entrevista ao Sul21, Isaac Ortiz e Fábio Nunes Castro, presidente e vice do sindicato, respectivamente, criticam a opção pelos cortes na segurança sem apresentar nenhuma política para o enfrentamento da criminalidade. “Estamos assistindo gradual e aceleradamente o crescimento da violência em nosso Estado, presenciando coisas que a gente não conhecia, como chacinas, ataques com incêndio de ônibus, execuções dentro de ônibus, morte de criança por bala perdida”, diz Isaac Ortiz.

    “Não se conhece qual é o projeto de segurança pública deste governo para os próximos quatro anos. Não há nenhum plano para enfrentar esses tipos de crimes que o Ortiz mencionou: ônibus incendiado, execução dentro de ônibus…”, acrescenta Fábio Castro. Na avaliação do Ugeirm, essa política é insustentável e vem provocando uma grande mal estar entre os servidores da área da segurança. “Na segurança pública, assim como na saúde, estamos lidando com vidas. Então, não se economiza nestas áreas. Cabe ao governante identificar o que se precisa e ir atrás dos recursos para satisfazer essas demandas e impedir que as pessoas morram”, defende Ortiz. E adverte: “se o governo fizer esse pacote que está cogitando para a área da segurança e para o serviço público em geral, vai enfrentar uma reação parecida com a que aconteceu no Paraná. Pode ter certeza disso”.

    Sul21: Qual é, na sua avaliação, a situação da segurança pública no Rio Grande do Sul e, em particular, a situação dos servidores da área, que estão trabalhando com uma nova realidade a partir das decisões do atual governo de cortar diárias e horas extras?

    Isaac Ortiz: A situação da segurança pública no Rio Grande do Sul hoje é caótica. Estamos assistindo gradual e aceleradamente o crescimento da violência em nosso Estado, presenciando coisas que a gente não conhecia, como chacinas, ataques com incêndio de ônibus, execuções dentro de ônibus, morte de criança por bala perdida. Isso tudo está acontecendo hoje no Rio Grande do Sul. Em contrapartida, não se vê uma reação do governo para combater essa criminalidade crescente. O governo deveria vir a público e anunciar iniciativas para coibir essas práticas. O que vemos, porém, é o contrário. O governo vem a público, faz uma caravana nas nove cidades-polo do Estado, para dizer que não tem dinheiro e não tem o que fazer. Isso é o que se viu do governo até aqui.

    "Quanto mais o governo diz que não tem condições para agir, que não tem dinheiro para hospital, que não tem dinheiro para educação nem para a segurança pública, a criminalidade avança porque ela tem o seu poderio de fogo".  Foto: Guilherme Santos/Sul21

    “Quanto mais o governo diz que não tem condições para agir, que não tem dinheiro para hospital, que não tem dinheiro para educação nem para a segurança pública, a criminalidade avança porque ela tem o seu poderio de fogo”. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Com isso, a criminalidade se organiza e cresce. Quanto mais o governo diz que não tem condições para agir, que não tem dinheiro para hospital, que não tem dinheiro para educação nem para a segurança pública, a criminalidade avança porque ela tem o seu poderio de fogo. O Estado, que deveria ser o responsável para coibir esse poder de fogo, não está fazendo nada, está achando normal. Na segurança pública, assim como na saúde, estamos lidando com vidas. Então, não se economiza nestas áreas. Cabe ao governante identificar o que se precisa e ir atrás dos recursos para satisfazer essas demandas e impedir que as pessoas morram. Na segurança pública, é preciso buscar recursos para a prevenção e para a punição posterior se o crime ocorreu.

    No caso da polícia militar é um absurdo o que fizeram com o corte de horas extras, que já representavam uma miséria.

    Sul21: Qual o valor dessa hora extra?

    Isaac Ortiz: Vinte e poucos reais, não passa disso. Essa medida impede que os policiais, além de suas seis horas diárias, trabalhem mais algumas horas para a população. Sem as horas extras, o policial vai buscar o bico. Essa economia acaba custando a vida de pessoas. Hoje [a entrevista concedida no dia 20 de abril] eu ouvi o secretário da Segurança falando que o efetivo da Brigada é este. Mas tem dois mil concursados da Brigada aguardando para frequentar a academia. Nós, na Polícia Civil, temos 650 concursados para cursar a academia. Leva de seis a sete meses para a formação desse policial. Quanto mais você atrasa a chamada desse pessoal para começar a fazer a academia, mais tempo vai levar para ele começar a prestar serviço à população.

    O governo do Estado é eleito para apresentar soluções para os problemas que a população enfrenta e não para dizer que não sabe o que fazer ou que não tem como fazer. Nós não elegemos um governante para ele nos dizer isso. Se é isso o que ele tem a dizer nem deveria ter participado das eleições. Elegermos um governador para resolver os problemas que temos na saúde, educação e segurança pública.

    Sul21: Como é que esses cortes estão impactando o dia-a-dia do trabalho dos policiais e dos demais servidores da área da segurança?

    Isaac Ortiz: Com o corte de custeio, daqui a pouco não vamos conseguir manter nem um serviço básico e importantíssimo para as delegacias que é a limpeza. O governo está atrasando o pagamento para terceirizadas desta área. Corte de custeio significa também não comprar mais papel, tinta para a impressora, diversos equipamentos, não ter manutenção nas viaturas. Tudo isso está impactando o dia-a-dia do trabalho dos policiais. Grandes operações estão deixando de ser feitas porque elas necessitam de planejamento e investigação. Como fazer isso sem horas extras, sem dinheiro para diárias ou para a gasolina e óleo diesel? Não tem como funcionar. O dia-a-dia dos policiais está sendo muito ruim. A gente tem conversado com o pessoal e eles têm manifestado uma sensação de impotência muito grande. O que eles podem fazer é trabalhar mais de graça para o Estado. Já estão fazendo isso, aliás.

    Os policiais civis trabalham em média, especialmente nas delegacias especializadas e nas delegacias do interior que têm pouca gente, 200 horas a mais por mês do que a sua carga horária normal. E não recebem por isso. Nós estamos alertando que isso representa um risco para a população. A gente não vê o governo fazendo uma reunião com a área da segurança para definir uma política de enfrentamento à criminalidade.

    Fábio Castro: Não se conhece qual é o projeto de segurança pública deste governo para os próximos quatro anos. Nenhum projeto importante na área da segurança pública foi apresentado até agora." Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Fábio Castro: Não se conhece qual é o projeto de segurança pública deste governo para os próximos quatro anos. Nenhum projeto importante na área da segurança pública foi apresentado até agora.” Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Sul21: Não houve nenhuma reunião com as entidades dos servidores da área da segurança?

    Isaac Ortiz: Nada. Tivemos uma conversa com a chefia de Polícia e uma conversa com o secretário, mas que não definiram nada. Quem tem a chave do cofre é o governador e o secretário Feltes. Tudo passa por eles, que não liberam nada.

    Fábio Castro: Não se conhece qual é o projeto de segurança pública deste governo para os próximos quatro anos. Nenhum projeto importante na área da segurança pública foi encaminhado até agora para a Assembleia. Há apenas alguns projetos cosméticos com modificações e unificação de alguns órgãos internos. Mas não há nenhum plano para enfrentar esses tipos de crimes que o Ortiz mencionou: ônibus incendiado, execução dentro de ônibus…

    Sul21: Na avaliação de vocês, esses casos estão relacionados aos cortes na segurança pública?

    Fábio Castro: Com certeza. A segurança pública tem problemas históricos. Seria uma injustiça dizer que esses problemas foram criados pelo atual governo. Mas se não existe uma política de segurança, abre-se a porta para todo tipo de criminalidade. É óbvio que, com menos policiamento na rua, a criminalidade se sente estimulada.

    Isaac Ortiz: Há um exemplo sobre isso. No final do governo Tarso, houve o caso daqueles chamados toques de recolher na zona norte de Porto Alegre. Na época, o governo instalou um posto móvel da Brigada e colocou policiais 24 horas por dia na área. Os brigadianos fazem o que podem, mas hoje, com os cortes, não teríamos policiamento para colocar lá. O governo precisa ter capacidade de reação diante desses casos concretos. Não pode simplesmente dizer que não tem dinheiro. Quarteis de bombeiros fecharam as portas pela falta de horas extras. Dois quarteis de bombeiros foram fechados na região carbonífera do Estado por essa razão. O governo não pode esquecer que isso coloca em risco a vida de pessoas.

    "A chacina que ocorreu recentemente em Cidreira, com a morte de seis jovens, deveria ter mobilizado uma força tarefa e merecia alguma declaração do governador e do secretário de Segurança. O governador parece nem saber que aconteceu uma chacina".  Foto: Guilherme Santos/Sul21

    “A chacina que ocorreu recentemente em Cidreira, com a morte de seis jovens, deveria ter mobilizado uma força tarefa e merecia uma declaração do governador e do secretário de Segurança. O governador parece nem saber o que aconteceu”. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    A cada crime que acontece tem que haver uma reação do Estado para identificar quem cometeu esses crimes. A chacina que ocorreu recentemente em Cidreira, por exemplo, deveria ter mobilizado uma força tarefa e merecia alguma declaração do governador e do secretário de Segurança. O governador parece que não está no Rio Grande do Sul, aparenta nem saber que ocorreu uma chacina que vitimou seis jovens. Ao invés disso, fica fazendo piadas na mídia. Não tenho nada contra piadas, mas quem perde um familiar quer ouvir outra coisa, especialmente de quem chefia o governo.

    Outro exemplo é o dos trabalhadores que trabalham no shopping ali no bairro Menino Deus e que não aguentam mais os assaltos naquela região. Recentemente mataram um trabalhador ali também. Qual é a providência que o governo está tomando em relação a esses problemas. Parece que está cego, surdo e mudo. A única coisa que está fazendo é percorrer o Estado dizendo que não tem dinheiro. Ao invés disso, o governo deveria estar percorrendo o estado dizendo que tem um plano, tem um projeto para resolver esses problemas.

    Sul21: Vocês chamaram um dia de paralisação agora para o dia 28. Qual é o objetivo desse ato e como ele ocorrerá? E qual é a estratégia das diversas categorias de servidores da segurança diante das medidas do atual governo?

    Isaac Ortiz: Há dois momentos importantes aí que devem ser destacados. No dia 21 de abril deveriam ter sido publicadas as nossas promoções, o que não ocorreu. O governo sequer indicou uma data para a publicação dessas promoções. E o 30 de maio é o último dia para o pagamento da primeira parcela do subsídio para a Polícia Civil, a Brigada Militar e a Susepe. Nós estamos nos mobilizando e já lançamos uma carta à população alertando sobre o que está acontecendo na Segurança Pública do Estado. O objetivo dessa paralisação do dia 28 é chamar a atenção da sociedade sobre isso que está ocorrendo e dizer que precisamos nos organizar. A sociedade deve ir para as Câmaras de Vereadores e prefeituras de seus municípios, e exigir de seus deputados que cobrem do governo uma reação a essa situação de total insegurança que estamos vivendo no Rio Grande do Sul.

    Como o Fábio falou, não estamos dizendo que isso é culpa exclusiva desse governo, mas ele precisa reagir e fazer alguma coisa, afinal foi para isso que foi eleito. Não basta ficar parado dizendo que não tem dinheiro. A crise é muito séria. Nós que estamos dentro da área da segurança pública sabemos o que está acontecendo dia-a-dia em Porto Alegre e em outras cidades do Estado. O governo tem que vir a público e mostrar um plano para enfrentar essa situação.

    Sul21: Isso nunca foi discutido nas reuniões que vocês tiveram com a Secretaria da Segurança Pública?

    Isaac Ortiz: Tivemos uma reunião com o secretário da Segurança e com o chefe de Polícia, além de uma conversa com o chefe da Casa Civil. Todos disseram que estavam engessados pela questão orçamentária.

    "Se o governo fizer esse pacote que está cogitando para a área da segurança e para o serviço público em geral , vai enfrentar uma reação parecida com a que aconteceu no Paraná. Pode ter certeza disso".  Foto: Guilherme Santos/Sul21

    “Se o governo fizer esse pacote que está cogitando para a área da segurança e para o serviço público em geral , vai enfrentar uma reação parecida com a que aconteceu no Paraná. Pode ter certeza disso”. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Fábio Castro: O governo alega falta de recursos para fazer qualquer coisa. O problema se agrava na medida em que, além do problema da insegurança e do aumento da criminalidade, os servidores sofrem um clima de terrorismo permanente inclusive em relação ao salário de cada mês. Todo mês há uma insegurança sobre se os salários serão pagos em dia ou não, a ponto de termos sido obrigados a ingressar na Justiça, junto com outras entidades da segurança pública para evitar o parcelamento dos salários. As ameaças de atrasos e parcelamentos, a não publicação das promoções, as notícias sobre a possibilidade de revisão dos critérios de aposentadoria, tudo isso cria um ambiente e insatisfação e insegurança para quem já tem uma profissão extremamente estressante. Nós queremos o diálogo com o governo, mas um diálogo que aponte para alguma solução e não simplesmente para a repetição do discurso de que não há dinheiro. Nós não vamos aceitar a retirada de direitos.

    Isaac Ortiz: O que estamos vendo com esses cortes de recursos é que os maiores prejudicados são os setores mais carentes da população. Não que as pessoas que tenham posses estejam livres do problema da insegurança. Vão sofrer também, pois a criminalidade vem em todos os níveis. Mas quem sofre mais é quem tem menos recursos e não tem condições de contratar uma segurança particular. Não há dúvida, porém, que todos vão sofrer com esse corte brutal de recursos na segurança pública.

    O que é preciso dizer também é que, se o governo fizer esse pacote que está cogitando para a área da segurança e para o serviço público em geral , vai enfrentar uma reação parecida com a que aconteceu no Paraná. Pode ter certeza disso. E nem vai depender de nós chamarmos a mobilização. A revolta vai ser natural. Infelizmente o nosso governador parece não estar dando bola para isso. Estamos muito preocupados com toda essa situação, mas essa preocupação não pode ser só dos policiais, tem que ser de toda a sociedade.

    Sul21: Como será a paralisação do dia 28?

    Isaac Ortiz: "O responsável por essa situação é o governador José Ivo Sartori, que precisa dizer a que veio". Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Isaac Ortiz: “O responsável por essa situação é o governador José Ivo Sartori, que precisa dizer a que veio”. Foto: Guilherme Santos/Sul21

    Isaac Ortiz: Toda a categoria está conclamada a participar dessa mobilização. Os policiais civis estarão paralisados das 8h30 às 18h. Neste período não deve haver circulação de viaturas. Todas devem ser mantidas paradas no órgão a que pertencem. Também não haverá cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de inquéritos ao Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária. As delegacias e plantões só atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade tais como: homicídio, estupro, ocorrências envolvendo crianças e adolescentes e lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que os plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da polícia civil.

    Os agentes devem se concentrar em frente aos seus locais de trabalho, prestando o apoio necessário aos colegas que estiverem de plantão no dia da paralisação e esclarecendo a população sobre os motivos do movimento paredista. Em Porto Alegre, a direção do Sindicato vai se concentrar na Área Judiciária, no Palácio da Polícia. As direções das entidades de servidores da Brigada e da Susepe também estão apoiando o nosso movimento. Não vão paralisar neste dia, mas também estão construindo a nossa mobilização. Essa paralisação não é para prejudicar a população, mas sim para mostrar para quem ainda não se deu conta o que está acontecendo com a Segurança Pública no Rio Grande do Sul. O responsável por essa situação é o governador José Ivo Sartori, que precisa dizer a que veio.

    Situação da segurança no governo Sartori está caótica, advertem policiais – Sul 21

    01/05/2015

    PSDB odeia quem consome pó… de giz!

    beto richa paranáFui professor, no início dos anos 90, por apenas um ano e meio. No Colégio Anchieta, de classe média alta, de Porto Alegre. Foi o suficiente. Salário baixo e filhos mimados de classe média não é para fracos como eu. Ter de ouvir de uma aluna que “lá em casa quem usa calça jeans é a empregada” não é nada.

    Os preconceitos sociais na classe média é algo de corar estátua de pedra. A mentalidade classe merdia é de que as políticas públicas destinadas às classes menos favorecidas farão com que escasseie o filé no seu strogonoff. Devido à minha primeira formação, Letras/UFRGS, mantenho contato com professores. São valorizados apenas em época d eleição. Depois, virem-se. Vi com bons olhos o lema do segundo mandato da Dilma. Ela contava e, por certo, ainda conta com o pré-sal, mas as sucessivas tentativas de inviabilizar a Petrobrás não é por outro motivo senão o de inviabilizar o Estado-Nação.

    Fosse pela corrupção, todos os partidos mencionados teriam seus membros presos. Por enquanto a pergunta que fica, por que só o PT? Por causa da eleição de 2018. A direita brasileira, encabeçada pelos grupos mafiomidiáticos liderados pela Rede Globo & RBS estão empenhados em derrubar um ex-presidente. LULA! Querem por todas as formas fazer pó do Lula para que o PSDB possa cheira-lo completamente.

    Dever de casa com o vampiro de Curitiba

    Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense

    Xico Sá 1 MAY 2015 – 09:32 BRT

    Hei de vencer, mesmo sendo professor. O mantra do adesivo que circulava em muitos fusquinhas dos anos 1970 e 80 está mais em voga do que nunca. Hei de vencer, vejo aqui no retrovisor da infância, Grupo Escolar Virgílio Távora, o mantra dos mestres estampado em uma faixa gigante na praça dos Ourives, Juazeiro do Norte.

    Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense. Hei de vencer, mesmo depois de uma longa greve, uma quaresma, que o tucano Geraldo Alckmin define simplesmente como novela —parte da imprensa também lista o protesto no gênero ficção, acredite sem-querer-querendo, meu brother Jack Palance.

    OUTROS ARTIGOS DE XICO SÁ

    Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV. Hão de pensar: se o cão, mesmo policial, mordeu o homem, no caso o cinegrafista Luiz Carlos de Jesus (TV Band), ainda não é lá essas notícias. Afinal de contas, o conceito clássico de notícia, como aprendemos na faculdade, é quando o homem morde o cachorro.

    Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora. Hei de vencer, ilustríssimo Paulo Freire, mesmo sendo terceirizado e não mais dono do meu próprio suor para vendê-lo sem atravessadores, como tu já discutias, método por método, ti-jo-lo por ti-jo-lo, ainda em tempos mobrais.

    Hei de vencer, professor Darcy Ribeiro, mesmo copiando, como em um antiditado construtivista, a sua lição de coisas mais conhecida:

    "Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu".

    Vampiro de Curitiba

    Hei de vencer, mesmo que tenha que convocar o “vampiro de Curitiba”, o perverso Nelsinho, personagem clássico do escritor Dalton Trevisan, para explicar como o sr. Rixa pode ser tão sádico com a turma do pó de giz. Só o vampiro, vagando pela madruga fria do Centro Cívico, é capaz de reconstituir o crime e explicar, tintim por tintim, miúdo humano por miúdo humano, a sanguinolenta pedagogia aplicada.

    Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora

    Estava escrito nos contos de Trevisan, curtos como os salários professorais, todo esse Boletim de Ocorrência. Um B.O. à maneira de Nelsinho talvez explicasse tudo, afinal de contas o vampiro, na sua ambivalência permanente, sempre fica entre o estranho e o familiar. É familiar que um governo tipo Rixa trate assim os professores: é estranho, mas necessário, que a gente ainda se espante e rejeite enxergar com a lente fumê da banalidade.

    Hei de vencer, mesmo sob a tonfa de uma gestão “desgracida”. Até parece frase, embora este cronista seja um péssimo aluno de redação e estilo, do professor Dalton, mestre dos meninos e velhos contistas. Donde tonfa —“ai que saudade da professorinha que me ensinou o beabá”—, venha a ser o popularíssimo cassetete, pedagogia de quem força na marra o ajoelhamento no milho da humilhação política.

    Agora de forma mais didática, repare como começa essa história de tonfa, na boca de um dos comandantes da PM paranaense:

    "Se precisar usar a tonfa, é por baixo! Nada de sair girando por cima", deu ordens aos espartanos.

    Problema é que, no “confronto”, sabe cumequié, meu caro vampiro de Curitiba, a tonfa acaba atingindo os elementos docentes em partes indesejadas da anatomia e não apenas nos membros inferiores, conforme orientação inicial à tropa.

    Hei de vencer, mesmo dando a cara a bater aos corretos portadores de tonfa. Hei de vencer, mesmo que chova bombas de helicópteros.

    Tonfa neles

    Quem essa professorada pensa que é, só porque dá aulas neste país de analfas, só por ensinar alguma coisa… Sabe-se lá o que passa em sala, deve ensinar um comunismo medonho às pobres criaturas indefesas. Coitada das criancinhas. Eu poderia estar por ai protestando, bando de vagabundo, cada abusadinho desses ganha muito mais que eu, no entanto sigo na lida, na trabalheira, com farda ou na base do bico… Desço a tonfa mesmo, sem dó nem piedade, quem manda vandalizar o coreto?

    Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet.

    Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV

    Exclamações sangrentas nas manchetes dos jornais clamam por “Confronto”. Hei de vencer, mesmo eu entrando com a face e o PM com a tonfa, hei-de.

    Tonfa neles, por baixo, por cima… Hoje a tonfa vai comer solta. Não foi por falta de aviso. Vai protestar, que deixe sua cabeça em casa. Hoje não tem selfie policial, só tonfa na confa —o mesmo que porrada, correria e confusão—, como o Nelsinho, o vampiro de Curitiba, sempre ele, descreveria o ocorrido no seu distrito.

    Por pouco a confa não sobra mesmo até para o vampiro. Conhecendo o cara minimamente, deveria estar na área do “confronto”, na cobiça de uma normalista linda, óbvio. O vampiro tarado busca alimentar seu desejo nos lugares mais impróprios, independentemente das ordens expressas dos sangues de barata de todas as patentes, ideologias, religiões e credos.

    O próprio criador, seu Dalton, reza a lenda, flanou, sob a proteção de um boné abaixado e com passadas largas do velho pisante Vulcabrás, no meio da carnificina. No seu raro passeio anual pela cidade, como o mais anônimo dos curitibanos, ninguém deu conta do vencedor do Prêmio Camões de literatura. Seu Dalton afina a surdina existencial todas as manhãs com o canto das corruíras. De tão discreto, seu Dalton nem chorou com gás lacrimogênio.

    E por falar em testemunhas oculares da história, quem também deu pinta na área do “confronto” foi o escriba Guilherme Caldas. Saiu para investigar comidinhas de baixa gastronomia, especialidade do seu blog na “Gazeta do Povo”, e voltou com o melhor retrato do sanguinolento ocorrido:

    “Gente ferida e assustada, um governador, digamos assim, desonesto, muita sujeira espalhada, incluindo cápsulas de escopeta e de invólucros de bombas molhados pela chuva do começo da noite. No meio daquele final de confusão, encontrei um amigo indignado com, entre outras coisas, a pipoca a R$ 5: “até o pipoqueiro metendo a mão na gente!”.

    Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet

    Calma, amigos do vampiro, o cronista que combate o raio gourmetizador, ali no meio da confa da tonfa, topou também, graças a Deus, com o Donizete, o Rei do Espetinho, que, alheio às pressões econômicas do momento, vendia seus sapecados de carne, linguiça, frango e coração a R$ 2. Donizete, autêntico habitante daquela Daltolândia, disse mais: só vai ao Centro Cívico em dias de bafafás, greves e protestos. No que o Caldas, safo, se saiu:

    “Pedi um de frango, paguei e tomei rumo. Num dia com tantas coisas ruins, o tempero do Rei do Espetinho estava bom”.

    Hei de vencer. Não me pergunte como. Hei de vencer, mesmo sendo o professor, naturalmente, um para-raio de tonfas e vampiros.

    Xico Sá, jornalista e escritor, publicou “Big Jato” (editora Companhia das Letras), entre outros livros.

    Xico Sá: Dever de casa com o vampiro de Curitiba | Opinião | EL PAÍS Brasil

    01/01/2015

    Liberdade de imprensa à moda mineira

    E, de repente, Andrea Neves está com a torneira mais seca que as dos paulistas. Aécio tem um jornal pra chamar de seu. Ganhou algumas rádios do tio Sarney, mas não as ouve porque vive no Rio. Fiquei curioso com a informação de que em Minas há grandes grupos de mídia. Minha curiosidade aumenta diante do sumiço do helicóptero com 450 kg de cocaína.

    Ah, sim, nenhum dos tantos grupos de mídia ainda havia revelado a fabricação em série de aeroportos em terras da famiglia Neves. Por que, sendo de Minas, da terra de uma família famosa na política, não informaram? Mesmo sendo de lá não sabiam ou, pior, sabiam mas não informavam porque a informação é um negócio que cujo preço pode-se resolver com dinheiro público?

    De que servem tantos grupos de mídia se para o essencial, que é informação, não servem?

    Ou, como diria Al Capone: Business is busness.

    Imprensa mineira: por quem os sinos dobram, por Ângela Carrato

    qui, 01/01/2015 – 14:07

    do Observatório da Imprensa

    Imprensa mineira: por quem os sinos dobram

    Por Ângela Carrato

    Depois de terem participado ativamente das eleições em apoio ao candidato oposicionista Aécio Neves (PSDB), os principais jornais mineiros dão início a uma espécie de “caça às bruxas” assediando, constrangendo, ameaçando e demitindo jornalistas que não rezam pela cartilha tucana. Desta vez, as ameaças não partiram da irmã do candidato e antes todo-poderosa controladora da mídia no estado, Andrea Neves, mas das próprias empresas. Aliás, estas empresas vivem um “drama” inédito nas últimas seis administrações: continuar apoiando o governo ou partir para a oposição?

    A dúvida deve ser mesmo um tormento para elas. O maior grupo de mídia no estado, Diários Associados (Estado de Minas, TV Alterosa, rádio Guarani e portal Uai) em seus mais de 70 anos, uma única vez esteve na oposição, durante o governo Newton Cardoso (1987-1991), mesmo assim porque o governador cortou uma série de regalias e apoios que a empresa recebia por debaixo do pano.

    Se o jornal Estado de Minas manteve a posição de apoio total às administrações de Hélio Garcia, Itamar Franco e Eduardo Azeredo, foi a partir do tucano Aécio Neves (2003) que este apoio transformou-se em adesão incondicional. Além de possuir ações da S/A Estado de Minas herdadas do avô, Tancredo Neves, Aécio tornou-se íntimo do principal executivo do grupo, Álvaro Teixeira da Costa que, nas últimas eleições, extrapolou todas as medidas para respaldar o amigo e candidato.

    Enquanto o jornal Estado de Minas denunciava o suposto “aparelhamento” promovido pelo PT, considerava “natural” que seu dirigente subisse no palanque de Aécio Neves, abrisse, nas dependências da TV Alterosa, um comitê de campanha do tucano e, como se isso não fosse suficiente, ainda “convidasse” os funcionários para participar de ato público em apoio à candidatura de Aécio, na Praça da Liberdade. Detalhe: para demonstrar apoio, esses funcionários deveriam comparecer trajando azul e amarelo, as cores tucanas.

    Novos “cortes”

    O convite circulou na empresa em forma de comunicação interna enviada pelo setor de recursos humanos, mas comparecer tornou-se condição sine qua non para continuar gozando da “confiança” do patrão. Pressionados pela sobrevivência, ninguém reclamou, mas o absurdo chegou ao Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) que, em nota, esclareceu que nenhum jornalista ou profissional é obrigado a participar deste tipo de atividade.

    O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, era um dos poucos a conseguir manter, em seu trabalho, posição equidistante da militância tucana preconizada pela direção da empresa. Tanto que o suplemento “Pensar”, que circula aos sábados, junto com a edição regular do jornal, tornou-se uma espécie de “oásis”: reunia colaboradores de tendências, gostos e credos diversos, publicando artigos e promovendo discussões sintonizadas com o que de melhor acontecia no país e no mundo em matéria de cultura, arte, psicanálise, meio ambiente, comportamento e, naturalmente, política.

    Na segunda-feira (15/12), João Paulo foi “convidado” a deixar o jornal. Sua permanência ficaria condicionada a não mais abordar assuntos “políticos” na coluna que assinava no suplemento. Pelo visto, a direção dos Associados não gostou do artigo dele publicado em 6 de dezembro, intitulado “Síndrome de Capitu“, no qual afirmava que o Brasil já definiu, nas urnas, quem é situação nos próximos quatro anos, mencionando que faltava ao país, agora, ter uma oposição consequente. A referência, óbvia, era às posições golpistas estimuladas e assumidas por Aécio Neves, inconformado com o resultado das urnas (ver, neste Observatório, “Campo minado para pensar“).

    Jornalista e intelectual brilhante, João Paulo deixou o jornal. As demissões no Estado de Minas, pelo que se sabe, não vão parar aí. A empresa estaria esperando apenas vencer os três meses de estabilidade que constam da última convenção de trabalho dos jornalistas. Em outras palavras, a partir de janeiro novos “cortes” devem acontecer.

    A maior tiragem

    A situação financeira do Estado de Minas e dos Diários Associadas não é nada tranquila. Carro-chefe do condomínio até pouco tempo, o Estado de Minas tem visto sua receita minguar de forma tão acelerada quanto a perda de leitores. Para uma publicação que alardeava ser “o grande jornal dos mineiros”, de uma tiragem oficial de 75 mil exemplares diários, atualmente 60% encalham nas bancas. De acordo com a pesquisa “Democratização da Mídia”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgada em agosto de 2013 e confirmada por pesquisa do Ibope realizada no mesmo ano, o jornal alcança 1,3% dos leitores brasileiros, concentrados na região Sudeste, mais precisamente na capital mineira e Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Mas se a questão é cortar custos, o Estado de Minas poderia reduzir a tiragem e investir em jornalismo de qualidade, disponibilizando o conteúdo em suportes diversos. Certo? A empresa não pensa assim. Tanto que prefere manter a perda diária de 60% para sustentar artificialmente os preços que cobra dos anunciantes.

    De olho nos erros do concorrente, o jornal O Tempo tem avançado no que antes era considerado “propriedade” do Estado de Minas: os anúncios classificados. O encolhimento dos classificados do EM contrasta com o vigor dos pequenos anúncios no tabloide sensacionalista Super e no semanário Jornal da Pampulha, ambos da Sempre Editora, que publica O Tempo.

    Criado em meados da década de 1990 pelo empresário e político Vittorio Medioli – na época, deputado federal pelo PSDB – O Tempo nunca escondeu a pretensão de desbancar os Associados. Disposição acentuada depois de Medioli ter sido alvo de campanha dos Associados contra seus negócios (entre outras atividades, é dono da poderosa Sada, que faz transportes de veículos para a Fiat, Volkswagen, General Motors, Peugeot e Citroën). O carro-chefe da Sempre Editora, no entanto, é o Super, a publicação com maior tiragem no país, tendo superado os tradicionais O Globo e Folha de S.Paulo, com mais de 270 mil exemplares diários.

    Pauta dirigida

    Por uma questão de marketing, os veículos da Sempre Editora depois de anos fazendo campanha contra as administrações petistas em municípios mineiros e no Estado, agora parecem dispostos a manter certa equidistância do oposicionismo. Prova disso é que, na última campanha eleitoral, essas publicações foram as únicas a mencionar, com um mínimo de equilíbrio, as atividades de todos os postulantes à presidência da República e ao governo de Minas. Para os profissionais que lá trabalham, no entanto, o maior problema é que os dirigentes da Sempre sonham em fazer jornal sem jornalista, com os “enxugamentos” sendo frequentes. Lá também, novos “cortes” devem acontecer a partir de janeiro.

    Dos grupos de mídia em Minas, a Sempre é a única que possui sólida saúde financeira. Aliás, apenas 6% da receita dos negócios de Medioli provêm da editora, o que lhe garante considerável autonomia frente a governos.

    Dos três principais jornais mineiros, o Hoje Em Dia é, sem duvida, o que mais oscilações têm experimentado. Criado por Newton Cardoso em 1989, para enfrentar os Associados, a publicação foi vendida para o empresário Edir Macedo, da Igreja Universal em 1991, pouco depois de deixar o governo. De lá para cá, o jornal passou por sucessivas crises, com reflexos na linha editorial e na tiragem. Crises que abalaram o interesse de Macedo pela publicação que acabou sendo vendida para o Grupo Bel, do empresário Marco Aurélio Jarjour e filhos.

    Jarjour possui sete emissoras de rádio, a concessão de dois canais fechados de TV, atua no setor de diversões (boate Na Sala) e no de grandes shows, disposto a ampliar a aprofundar seus negócios em mídia. Para tanto, contava com a vitória de Aécio Neves para a presidência da República e não mediu esforços para ajudar o tucano.

    Estes esforços redundaram em exemplos do que de pior pode ser feito por um jornal. Na tentativa de desmoralizar a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, o comitê tucano divulgou denúncia de que o que o irmão dela teria sido funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte, entre 2003 e 2009. Imediatamente, o Hoje Em Dia enviou repórter à pequena cidade de Passa Tempo (oito mil habitantes), no interior de Minas, para apurar a denúncia.

    Até aí, tudo certo. O papel da mídia é apurar. O problema é que o repórter verificou que Igor Rousseff, o único irmão da presidente, não foi funcionário fantasma. No período em questão, trabalhava durante a semana na capital mineira e ia aos sábados e domingos para Passa Tempo, onde fixou residência depois da aposentadoria.

    Manchete desmentida

    A história de Igor foi confirmada por todos na cidade. Do dono da mercearia ao motorista da linha de ônibus que faz o trajeto entre a capital mineira. Ao invés de ver a matéria publicada tal como foi apurada, o repórter foi surpreendido ao ver seu texto alterado, nele incluída e destacada a fala de um vereador tucano, o único a “confirmar” que Igor não morava lá. A desmoralização maior para o HD veio com a publicação de reportagens sobre o assunto pela Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo que literalmente desmentiam a publicação.

    Assinada pelo repórter Diego Zanchetta e datada de 27 de outubro, a reportagem do ESP, por exemplo, apresenta Igor como ex-hippie, adepto do budismo e pessoa desprendida das coisas materiais. Avesso a qualquer tipo de badalação e residindo em uma casa simples, com um fusca verde na garagem, ele tenta, no momento iniciar uma criação de tilápia. Advogado por formação, é graduado também em Jornalismo e História e fala fluentemente inglês e francês. Igor faz questão de manter uma prudente distância da irmã e de todos que tentam se aproximar dele para chegar à presidente.

    Como se este desmentido nacional não bastasse, a direção do HD ainda tentou outra cartada em prol da candidatura de Aécio. Foi o único jornal a divulgar o resultado da pesquisa de um tal Instituto Veritas, que colocava, às vésperas do segundo turno, o candidato tucano à frente de Dilma. Em manchete, o HD destacava: Aécio 57% e Dilma 43%. Menos de 24 horas depois, era desmentido pelos, insuspeitos de serem petistas, institutos Ibope e Datafolha, que concordavam que os dois candidatos estavam tecnicamente empatados: Aécio com 51% e Dilma com 49%. Empate detectado, também, pelo tracking diário de campanha dos dois candidatos. Detalhe: a manchete do HD foi explorada à exaustão pelo comitê tucano nos programas do horário eleitoral de rádio e TV, com tudo indicando que tenha sido feita com este objetivo. O próprio senador Aécio Neves se valeu delas para, nos debates, “mostrar” para Dilma que estava ganhando em Minas e no Brasil.

    “Erros ortográficos” inexistentes

    No segundo turno, o HD superou-se. Publicou resultado de pesquisa do Instituto Sensus, contratado pelo PSDB, dando vantagem de 17 pontos para o tucano sobre Dilma Rousseff. Em menos de 48 horas, voltou a ser desmentido pelo Datafolha e pelo Ibope. O assunto repercutiu na imprensa nacional, mas foi praticamente ignorado pela mídia mineira. Blogs como o Diário do Centro do Mundo, do jornalista Paulo Nogueira, e da Cidadania, de Eduardo Guimarães, frisaram que se tratou de “crime eleitoral, sujeito às punições legais”. Como o PT não entrou na Justiça, o assunto parecia fadado ao esquecimento, exceto pela tentativa da direção do HD de aproveitar a ocasião e demitir um de seus mais antigos funcionários, o editor e dirigente sindical, Aloísio Morais Martins, na empresa desde sua fundação, há 27 anos.

    No dia 30 de outubro, Morais recebeu advertência da direção do HD por ter compartilhado, em sua página pessoal no Facebook, matéria crítica ao resultado das pesquisas dos institutos Veritas e Sensus divulgadas pelo jornal. A alegação era que a sua publicação havia “prejudicado” os negócios da empresa. Alegação no mínimo curiosa. Se havia comentários críticos ao HD na página de Morais, os comentários eram leves se comparados aos da própria página do jornal no Facebook. Em outras palavras, se o próprio jornal compartilhou a matéria, por que um cidadão, que no caso é também funcionário da empresa, não poderia fazer o mesmo? Afinal, as redes sociais são fontes e instrumentos de pesquisa e informação para jornalistas e não jornalistas.

    Suspenso e sem vencimentos desde o final de outubro, o caso de Morais foi parar na Justiça do Trabalho, onde a direção do HD pediu a abertura de inquérito para a sua demissão “por justa causa”. Uma audiência estava prevista para 11 de dezembro, mas acabou adiada por solicitação do jornal. Nova data está marcada para maio. Até lá o jornalista permanecerá afastado do trabalho e sem salário. Um dos mais competentes e conhecidos jornalistas mineiros, Morais integra a diretoria na atual gestão do sindicato e na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Some-se a isso que foi, por duas vezes, presidente do sindicato em Minas. Razão pela qual a avaliação que o atual dirigente da entidade, Kerisson Lopes, faz é de que se trata de “perseguição por parte da empresa”, que tenta encontrar uma forma de se livrar de um profissional sério e ético, que incomoda quem não tem compromisso com a liberdade de expressão.

    Antes deste episódio, Morais vinha sendo alvo de permanente assédio, com a direção doHD tentando imputar-lhe advertências por “erros ortográficos” que, comprovadamente, não cometeu. Sem falar que suas funções e turno eram alterados sem quaisquer justificativas. Morais só não foi demitido até agora por gozar de imunidade sindical.

    As chaves do cofre

    A exemplo dos demais jornais mineiros, o HD passou recentemente por mais um novo enxugamento e outros cortes estão previstos. Nos próximos meses, o jornal deve mudar de endereço, trocando o prédio de quatro andares que ocupa no bairro Santa Efigênia, próximo ao centro, por instalações menores, na saída para o Rio de Janeiro. Na redação e direção do jornal, a dança das cadeiras continua, buscando-se privilegiar apenas os “confiáveis”.

    Estado de Minas e Hoje em Dia têm até março (os clássicos 100 primeiros dias de uma administração) para decidir sobre a “linha editorial” a ser adotada. Permanecem na oposição sistemática ao PT, agora incluindo o governador Fernando Pimentel, como sempre fizeram em relação aos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva e ao primeiro de Dilma Rousseff, ou tentam outro caminho?

    Uma coisa é certa: como o ramal minimamente independente já está ocupado por O Tempo, a disputa acirrada vai acontecer entre Estado de Minas e Hoje em Dia para ver quem será o porta-voz da oposição tucana em Minas. Aécio precisará de visibilidade e os dois jornais poderiam garantir-lhe espaço, mas o problema é que os tucanos não têm mais as chaves do cofre das Alterosas e nem da presidência da República e compromisso com o jornalismo não é o forte destas empresas.

    ***

    Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG; o presente texto foi publicado no blog Estação Liberdade

    Imprensa mineira: por quem os sinos dobram, por Ângela Carrato | GGN

    19/12/2014

    Pó pará, governador!

    aecion

    A louca cavalgada rumo ao Absurdistão de um ex-candidato com Síndrome de Abstinência. A notícia de hoje da Folha de São Paulo resume o tamanho do Aécio Neves. Se ele queria punir quem o associou às drogas deveria ter processado quem primeiro levantou esta hiPÓtese, Mauro Chaves, do Estadão, com o clássico: Pó pará, governador! Por que Aécio Neves não processou José Serra, a mão por trás da acusação do articulista do Estadão?!

    Aécio ressuscita, via judiciário, o mote do artigo do jornal Estado de Minas em sua defesa: Minas a reboque, não!  Aécio é valente com twitteiro mas manso com Estadão. Por quê? Por que Aécio Neves nunca processou o Juca Kfouri (Aécio Neves condena intervenção estatal no futebol por ser amigo dos que “reduziram o futebol a pó”)? Será que Aécio Neves vai processar o site norte-americano TMZ, que também o associou ao pó?

    O tamanho de um homem também se mede pela tamanho de sua  covardia. Processar os menores com medo dos grandes, eis o verdadeiro caráter de Aécio Neves.

    Juiz manda Twitter revelar usuários a Aécio

    Senador será informado sobre identidades de 20 pessoas que o ligaram a uso de drogas

    DANIELA LIMAENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIAALEXANDRE ARAGÃODE SÃO PAULO

    A Justiça de São Paulo determinou a quebra dos sigilos cadastrais e eletrônicos de 20 usuários do Twitter que vincularam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a práticas criminosas e consumo de drogas. Os advogados do tucano agora terão acesso aos dados desses usuários, o que possibilitaria a identificação e pedido de punição individual.

    A decisão, do último dia 12, atende a pedido feito pelo tucano durante a eleição. Na ação, Aécio requisitava acesso a dados de 66 usuários da rede social. O próprio tucano retirou, depois, 11 nomes do processo. Dos mencionados como "caluniadores" e "detratores", 35 foram isentados de culpa pelo juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral.

    A Folha noticiou a ação em setembro e apontou que jornalistas, cineastas e professores universitários eram donos de perfis denunciados pelos advogados de Aécio. Após ser procurada pela reportagem, a equipe jurídica da campanha do então presidenciável disse ter havido uma falha e fez um pente fino na lista, deixando 55 nomes.

    Na época, o juiz determinou que o Twitter repassasse os dados para o tribunal, ressalvando que nenhuma informação fosse repassada aos advogados de Aécio até a análise do conteúdo veiculado feito pelos perfis listados.

    No dia 12, o magistrado decidiu que 20 dos perfis de fato produziram conteúdo que vinculou Aécio ao consumo ou tráfico de drogas.

    "Inegável que nossa Carta Magna garante expressamente o direito à liberdade de expressão e a livre manifestação do pensamento", diz o juiz no início da sentença.

    "Ocorre que, ao passo que nossa Constituição prestigia os direitos supramencionados, ela também reconhece a importância da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização caso ocorra alguma violação a tais garantias", conclui Amaral.

    Os demais, segundo o magistrado, apenas republicaram links de internet, não podendo, portanto, ser responsabilizados como autores.

    O Twitter recorreu alegando que os perfis têm direito a expressar opinião com liberdade e que a quebra representaria censura. Procurada nesta quinta (18), a empresa disse que tem como política não comentar processos legais.

    Os advogados de Aécio, por sua vez, argumentaram que os usuários formam uma "rede" paga por adversários para disseminar conteúdo difamatório nas redes sociais. "Difamação e calúnia são crimes previstos no código penal e não se confundem com o livre direto de opinião", diz Juliana Abrusio, sócia do escritório que representa Aécio.

    07/12/2014

    Ódio à Dilma tem origem na guerra fraticida no seio do PSDB, diz Folha

    aecio sanguesssugaNão é de hoje, mas a guerra no seio do PSDB já fez mais mortos que vitórias. O que já foi a política do café com leite, hoje é de faca entre os dentes e presuntos jogados no lixão. Veio a tona com o já clássico artigo do Mauro Chaves no Estadão: Pó pará, governador! Neste artigo vinha a luz as vísceras de uma guerra intestina desencadeada pelo mais beligerante dos tucanos,  José Serra. Tudo o que não passava de boatos em relação a Aécio Neves ganhou contornos de verdade saída que foi das hostes do PSDB. O consumo de drogas, misturada com a vida de playboy bêbados dirigindo com carteira de motorista vencida, pego em blitz da lei seca, só ganha espaço na mídia paulista. Em nenhum outro veículo das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) o Instituto Millenium permite a divulgação. Só a Folha, por ser uma espécie de press release do PSDB, tem autorização. Foi pela Folha também que saiu a informação dos aecioportos de Cláudio e Montezuma. Nenhum outro grupo mafiomidiático fez menção às construções dos aeroportos com dinheiro público para uso particular pelo então governador de Minas Gerais. Coincidentemente, a ADPF divulgou matéria afirmando que Minas Gerais virou centro de distribuição de droga para o Nordeste. Estatísticas da polícia dão conta de que para cada helicópteros com 450 kg apenas um é pego, outros dez voam sem serem molestados.

    Agora vem mais um petardo contra o punguista mineiro. Aquele senhor que, com os esbugalhados de quem está em síndrome de abstinência, passa os dias vociferando contra quem lhe impôs derrota dentro de casa, está sendo acusado de criador de factóides nada mais nada menos que por Geraldo Alckmin. E a Folha abraça da a posição do seu paulista da vez.

    A Folha reproduz uma frase emblemática do caráter nefasto do representante dos toxicômanos: "Nós vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada."  Esta frase é irmã siamesa desta outra, dita aos seus amigos que ocupavam cargos no Governo Federal, muitos deles na Petrobrás, conforme noticiou em 25/06/2014 o Estadão: Suguem mais um pouco e venham para o nosso lado”.

    Esse é o líder da oposição financiado pela AMBEV, Burger King, Multilaser, Banco Itaú para dar o golpe contra Dilma. E se o retrato se torna insuspeito na medida que foi feito pela empresa Folha que se especializou em atacar o PT para proteger o PSDB.

    Aécio ataca Dilma para se diferenciar de Alckmin

    Senador tucano pretende ‘sangrar’ governo petista e se manter líder na corrida para 2018

    Aliados do governador de São Paulo apostam que o senador mineiro não se segura ‘quatro anos com factóides’

    DANIELA LIMA, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

    "Nós vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada." A frase foi dita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a seus aliados no Congresso na véspera da votação do projeto que desobriga o governo a economizar o que estava previsto no ano.

    Mais do que o tom motivacional que o mineiro tem usado com sua tropa, a frase revela um estilo: "Eu estabeleci um patamar de oposição e não vou descer um degrau", disse a um interlocutor.

    A estratégia tem como foco mantê-lo como "o rosto da insatisfação com o governo Dilma Rousseff", mas despertou críticas dos adversários e temor nos aliados.

    Na última quinta-feira (5) a presidente sintetizou, sem citar Aécio, as queixas do PT. Em evento ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Dilma pediu "respeito ao resultado das urnas" e disse que era preciso reconhecer a vontade expressa pela população na eleição.

    O fato de a petista dizer o que disse e como disse evidenciou Aécio como o alvo da mensagem. Mas ao fazê-lo ao lado do governador tucano que desponta como principal rival interno do mineiro para a candidatura ao Planalto em 2018, ela gerou ao adversário um desconforto adicional.

    Aécio dá de ombros às análises de que promove um "terceiro turno" com suas declarações: "Nós não vamos nos inibir com esses discursos. Essa reação mostra o incômodo deles. Pela primeira vez o PT está conhecendo oposição e, além disso, uma coisa nova: a oposição conectada com a sociedade", afirmou o tucano a um aliado.

    A segurança do senador destoa da opinião de alguns de seus principais aliados. Na sexta (6), Aécio gravou um vídeo convocando pessoas a comparecerem a um ato anti-Dilma em São Paulo.

    Na fala, fez a ressalva de que o ato deveria acontecer "sempre nos limites da democracia" por saber que saudosos da ditadura participaram dos protestos anteriores.

    Foi a primeira vez que Aécio emprestou seu rosto aos mobilizadores do ato. Alguns tucanos viram um risco no gesto: para eles, ao estabelecer uma relação com esses movimentos, o mineiro se mistura a atos sobre os quais não tem controle absoluto.

    Para os mais prudentes, ao se aproximar de setores que pedem um golpe Aécio corre o risco de ser vinculado a eles: "Basta olhar para o PSDB. Quem são nossos quadros? São pessoas que lutaram pela democracia. Isso não cola", tem dito o senador a quem o questiona sobre o assunto.

    A postura incisiva não visa só desgastar Dilma: Aécio quer se diferenciar de Alckmin de olho em 2018. Mas aliados do paulista advertem: "Aécio não se segura quatro anos com factóides. Em algum momento a estrutura e a paciência de Alckmin farão a diferença", diz um interlocutor político do governador.

    02/12/2014

    Pó pará, Aécio!

    A mais longa síndrome de abstinência da história

    Aecio hjPOcritaAs operações da Polícia Federal, de que fala a ADPF, combinada com a perda das chaves do Aeroporto de Cláudio, deixaram Aécio Neves exasperado. A síndrome de abstinência persiste tanto mais porque apanhou nos dois Estados que ele tinha como se fossem sua própria casa: Minas e Rio.

    É por comportamentos como este que o partido que tinha por projeto ficar 20 anos no poder, como verbalizou o PC Farias do PSDB, Sérgio Motta, que FHC e seus sequelados estão alijados do Poder Central. Pior, é o retorno de Lula em 2014 que os enlouquece. Uma compra de reeleição do país tolera, será que terá estômago para digerir este tapetão de obsessão infantil de maus perdedores.

    Se ele pode me chamar, como eleitor de Dilma, membro de “organização criminosa”, por que eu não poderia chama-lo de toxicômano?!

    Pó pará, governador! Perdeu, playboy!

    JANIO DE FREITAS

    O presente de Aécio

    Se ele acha que está sendo ‘porta-voz da indignação’, fica evidente que não sabe mesmo o que está fazendo

    Ela se apropriou da política econômica defendida por Aécio, mas Aécio não se deixa abater e já demonstra que pode fazer o mesmo: adere à redução da desigualdade social por meio da distribuição de renda, defendida por Dilma na campanha.

    A reviravolta de Dilma foi mais surpreendente, mas a de Aécio é mais original no método. Veio pela TV, na amenidade noturna do fim de semana, e naquele estilo de elegância chamado "curto e grosso".

    Nas próprias palavras do ainda pretendente à Presidência da República: "Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político, eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinada por esse grupo político que aí está".

    De fato, Aécio não perdeu para um partido político. Perdeu para os eleitores, petistas, peemedebistas e nada disso, que lhe negaram o voto e o deram a Dilma. Qualquer deles agora habilitado, desde que capaz de alguma prova de sua adesão a Dilma, a mover uma ação criminal contra Aécio Neves por difamação, calúnia e injúria, e cobrar-lhe uma indenização por danos morais.

    Uma foto em manifestação, uma doação ou um serviço para a campanha, um cartaz ou um retrato na janela, uma propaganda no carro, em qualquer lugar do país podem se juntar às demais provas para dar uma resposta à acusação de Aécio Neves tão gratuitamente agressiva e tão agressivamente insultuosa.

    É difícil admitir que Aécio Neves esteja consciente do papel que está exercendo. A situação social do Brasil não é de permitir que acirramentos, incitações e disseminação de ódios levem apenas a efeitos inócuos, de mera propaganda política. Para percebê-lo, não é preciso mais do que notar a violência dos protestos com incêndios ou a quantidade de armas apreendidas.

    Se Aécio acha, como diz, que está sendo "porta-voz de um sentimento de indignação", pior ainda: fica evidente que não sabe mesmo o que está fazendo, e aonde isso o leva.

    19/10/2014

    Saiba onde nascem todas as denúncias contra Aécio

     

    Mídia e PSDB paulistas expuseram vida pessoal de Aécio

    Weden -sab, 18/10/2014 – 10:24 – Atualizado em 18/10/2014 – 12:13

    Há uma enorme hipocrisia no ar. Quando o PT e a rede trazem para campanha fatos dos hábitos "heterodoxos" de Aécio Neves, tanto como governador quanto como senador, não fazem mais do que repetir o que o próprio tucanato paulista trouxe à tona, através de seus jornalistas aliados, quando o político mineiro ameaçava a campanha de Serra à Presidência.

    Mesmo depois da eleição de 2010, a imprensa paulista continuou trazendo fatos delicados da vida do atual candidato, porque esperava ver um paulista candidato de novo. Mesmo que mais recentemente pareçam "se esquecer" do que fizeram, porque hoje apoiam Aècio, e criticar a atitude petista. Mas como esta afirmação é delicada, importante será mostrar as fontes que comprovam o que estamos falando.

    Por exemplo. O suposto uso de cocaína pelo ex-governador foi insinuado por um jornalista diretamente ligado ao também ex-governador José Serra. Isso se deu na época em que os dois tucanos disputavam o direito a ser o candidato à presidência, em 2010. Aqui embaixo a insinuação já famosa Pó pará, governador. O Estadão retirou o artigo de Mauro Chaves do arquivo digital, mas diversos sites recuperaram o texto no símile da página. Você pode encontrá-lo aqui:

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/como-o-estadao-fez-sumir-sua-chantagem-contra-aecio/

    O próprio programa Roda Viva, da TV Cultura, hoje ocupada pelo tucanato paulista, voltou ao assunto na entrevista com Aécio. Inclusive citando José Serra.

    https://www.youtube.com/watch?v=1f6LmE7vHIo

    O segundo "podre" da vida do candidato, a agressão a uma ex-namorada, também veio das mãos de um jornalista serrista. Juca Kfouri, no mesmo contexto eleitoral, divulgaria que Aécio bateu em sua namorada. Este artigo foi publicado no seu blog no portal Uol. Pode ser encontrado aqui.,

    http://blogdojuca.uol.com.br/2009/11/covardia-de-aecio-neves/

    Já depois da eleição de 2010, veio à tona o caso do bafômetro. O primeiro jornal a noticiar foi a Folha de S. Paulo. Você pode ler a nota aqui.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1804201106.htm

    A entrevista com Aécio bêbado foi divulgado pelo Estadão ainda neste ano:

    https://www.youtube.com/watch?v=1f6LmE7vHIo

    A denúncia sobre distribuição de ingressos no Mineirão por Aécio Neves foi de Jorge Kajuru, pela Band (outro veículo paulista), que o demitiu. E curiosamente foi o SBT, também paulista, por Hebe Camargo, que veio em defesa do jornalista. Uma outra entrevista sobre o caso foi feita na MTV, pertencente à Abril, também de SP.

    https://www.youtube.com/watch?v=yQycsM2nYXI

    A única "denúncia" que veio efetivamente do que Aécio chama de "submundo da iinternet" foi este aqui. Nele Aécio aparece embriagado num bar do Rio. Mas o PT não usou este vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=-5fC8dVTmL0

    Portanto, antes de falar da rede, Aécio deveria criticar os "amigos" tucanos paulistas e a imprensa bairrista de São Paulo.

    Mídia e PSDB paulistas expuseram vida pessoal de Aécio | GGN

    08/10/2014

    Diários A$$oCIAdos: Minas a cabresto, sim!

    Quando estourou a briga de gangues no PSDB, José Serra fez publicar por seu amigo no Estadão, Mauro Chaves, o famoso artigo: “Pó pará, governador! Os diárias associados, em nome de seu candidato Aécio Neves, fizeram um editorial: Minas a reboque, não! Se antes havia dúvida do total engajamento dos grupos mafiomidiáticos entorno de Aécio Neves, agora não há mais dúvida. Está explícito. Toda a escumalha de golpistas e malversadores do dinheiro público, que acobertaram todas as falcatruas do Aécio, agora estão com ele.

    O que o coronelismo eletrônico precisa explicar porque em Minas, na sua terra, o povo preferiu Dilma. Se quem conhece Aécio não vota nele, porque alguém que não o conhece votaria nele. Só por ignorância.

    Sindicatos detêm pressão pró-Aécio de jornal

    :

    Os sindicatos dos jornalistas e funcionários de empresas jornalísticas de Minas Gerais divulgaram nota, assinada por seus presidentes, Kerison Lopes e Marco Antônio Jacob, reagindo à "convocação" feita pelos Diários Associados, que editam os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense, para que seus funcionários participassem de atos de campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Qualquer tipo de pressão deve ser denunciada para que sejam tomadas de medidas jurídicas cabíveis para resguardar o direito ao voto dos eleitores. As duas entidades também esclarecem que os Diários Associados não falam em nome dos trabalhadores. O voto dos mineiros é livre", diz a nota; na campanha mineira, o presidente dos Associados, Álvaro Teixeira da Costa, chegou a subir no palanque de Pimenta da Veiga e Aécio Neves; mídia familiar adere, sem máscara, a Aécio; jornalistas mineiros indignados

    7 de Outubro de 2014 às 19:47

    Minas 247 – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais divulgou, nesta terça-feira, uma dura nota contra uma atitude tomada pelos Diários Associados, grupo de mídia que edita os jornais Estado de Minais e Correio Braziliense. Por meio de uma rede social, os Associados "convocaram" seus funcionários a participar de atos de campanha pró-Aécio.

    "Qualquer tipo de pressão deve ser denunciada para que sejam tomadas de medidas jurídicas cabíveis para resguardar o direito ao voto dos eleitores. As duas entidades também esclarecem que os Diários Associados não falam em nome dos trabalhadores. O voto dos mineiros é livre", diz a nota assinada pelo presidente do sindicato, Marco Antonio Jacob.

    Durante a campanha, o presidente dos Associados, Álvaro Teixeira da Costa, chegou a subir no palanque de Pimenta da Veiga, candidato derrotado em Minas, e de Aécio Neves.

    Ao longo desta campanha presidencial, praticamente todos os grupos da mídia familiar têm apoiado, de forma ostensiva, a candidatura Aécio (leia mais aqui).

    Leia, abaixo, a nota do sindicato:

    NOTA DE ESCLARECIMENTO
    Os Diários Associados divulgaram na intranet uma convocação, assinada em nome dos "funcionários", para a participação de uma caminhada a favor do candidato Aécio Neves, no sábado, com todos vestidos de azul ou amarelo, cores do PSDB. A mesma convocação  está sendo feita por apoiadores da campanha tucana por meio das redes sociais e Whatshap.
    O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e o Sindicato dos Empregados da Administração das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Belo Horizonte esclarecem aos trabalhadores que ninguém pode ser obrigado a participar de ato de campanha de nenhum candidato a cargo eletivo.
    Qualquer tipo de pressão deve ser denunciada para que sejam tomadas de medidas jurídicas cabíveis para resguardar o direito ao voto dos eleitores. As duas entidades também esclarecem que os Diários Associados não falam em nome dos trabalhadores. O voto dos mineiros é livre.
    Kerison Lopes
    Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
    Marco Antônio Jacob
    Presidente do Sindicato dos Empregados da Administração das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Belo Horizonte

    Sindicatos detêm pressão pró-Aécio de jornal | Brasil 24/7

    25/09/2014

    Depois de transformar Minas em tapera, Aécio (re)volta!

    AECIM DILÇMINHA_nAécio viaja 7 vezes para Minas em 7 dias

    Sob a ameaça de sofrer derrota dupla em seu reduto político, tucano concentra agenda de campanha no Estado

    PT é favorito ao governo mineiro; irmã de presidenciável assumiu comando regional da comunicação do PSDB

    PAULO PEIXOTODE BELO HORIZONTE

    Distante de uma vaga no segundo turno da corrida presidencial, Aécio Neves (PSDB) passou a concentrar sua agenda em Minas Gerais, onde ele ainda não deslanchou apesar de ser seu reduto político.

    Nos últimos sete dias, de 11 viagens do tucano, sete foram para cidades mineiras –sendo duas para Belo Horizonte. Ele tenta evitar uma derrota dupla (nacional e estadual) já na primeira etapa da eleição.

    Depois de quase 12 anos sob o poder de aliados de Aécio, que governou Minas de 2003 a 2010, o PT é agora favorito para o governo do Estado.

    Segundo pesquisa Ibope desta semana, a diferença entre Pimenta da Veiga (PSDB), candidato de Aécio ao governo, e Fernando Pimentel (PT), que lidera a corrida, é de 19 pontos –25% ante 44%.

    Após a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, Aécio havia despencado para a terceira colocação em seu próprio Estado.

    Agora, recuperou a segunda posição, atingindo 31% das intenções de voto dos mineiros no último levantamento, ante 32% da presidente Dilma Rousseff (PT). Na média do país, Aécio tem 19%.

    O plano inicial do tucano era abrir ampla frente de votos em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país.

    Na tentativa de ampliar seu apoio no Estado e ajudar Pimenta a diminuir a diferença sobre o candidato do PT ao governo, Aécio agendou outras duas visitas a Minas Gerais no último final de semana antes do primeiro turno.

    Nesta quarta-feira (24), o presidenciável tucano esteve em Uberaba e em Belo Horizonte, onde fez um novo apelo aos conterrâneos.

    "Faço um grande chamamento aos mineiros e às mineiras para que nos levantemos e nos coloquemos de pé contra a corrupção e a ineficiência, que não queremos no nosso Estado", disse Aécio.

    "Vamos chegar na frente em Minas Gerais, porque a nossa candidatura, a minha candidatura, traz o sentimento, a história, os valores de Minas Gerais", afirmou o tucano no Triângulo Mineiro, também nesta quarta (24).

    Nas últimas semanas, a campanha tucana em Minas passou por mudanças.

    Andréa Neves, irmã de Aécio, assumiu o comando das ações de comunicação. Na TV e nos discursos, adotou-se uma linha de ataques a Pimentel e ao PT. Servidores comissionados do Estado foram mobilizados, bem como aliados nos municípios.

    Colaborou DANIELA LIMA, de São Paulo

    16/09/2014

    Estado lamentável de Minas

    Vale para pessoas jurídicas o que o Barão Itararé dizia a respeito das pessoas física: quem se vende sempre recebe mais do que vale. Fica aberto e escancarado porque não sai nada a respeito da bandidagem que assola Minas Gerais. Nenhuma das falcatruas perpetrada em Minas saiu nas páginas deste pasquim fedorento. Temos aqui um exemplo do que aconteceu na Itália com Sílvio Berlusconi. Associado à máfia, o dono da Mediaset chegou a Primeiro Ministro e, em 20 anos, quebrou a Itália. Ao modo dos piores imperadores romanos, de Calígula, Nero e tantos outros, Berlusconi transformou a Itália num grande puteiro.

    A promiscuidade entre o poder público e grupos de mídia, como se vê neste caso de Minas, o principal problema que assola o Brasil. Não fossem os a$$OCIAdos do Instituto Millenium não teríamos tido ditadura, não teríamos tido Collor, muito menos FHC. Não nos esqueçamos, quem elegeu FHC foi a união do Rubens Ricúpero com a Rede Globo, ao melhor estilo do Escândalo da Parabólica.

    Não teríamos tido Antonio Britto, Yeda Crusius e agora Ana Amélia Lemos e Lasier Martins não fosse esta família mafiosa dos Sirotsky. O pior bandido é sempre aquele que diz trabalhar por Criança Esperança só para servir de álibi e lançar uma revista é uma guloseima para pedófilos, foi como o caso da Vogue pelo Grupo Globo.

    Cadê a SIP, a ANJ e os tais defensores da liberdade de imprensa? Diante destes senhores Fernandinho Beira-Mar mentia menos. E ele também sabia quem destes cheirava mais.

    Dono do Estado de Minas sobe no palanque tucano

    :

    O empresário Álvaro Teixeira da Costa (no detalhe), principal acionista dos Diários Associados, empresa que controla os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense, subiu no palanque de Aécio Neves e Pimenta da Veiga no último sábado em Belo Horizonte; ao que tudo indica, o grupo já escolheu seus candidatos tanto para os governos federal como de Minas Gerais

    16 de Setembro de 2014 às 08:06

    Minas 247 – Uma presença inusitada chamou atenção no último comício do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do candidato Pimenta da Veiga, que concorre ao governo mineiro, em Belo Horizonte. Estava lá, no alto do palanque, ninguém menos que o empresário Alvaro Teixeira da Costa, principal acionista dos Diários Associados, grupo de mídia que controla os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense.

    Os jornais não declararam apoio formal às candidaturas do PSDB aos governos federal e mineiro, mas tudo indica que é essa a linha editorial dos Diários Associados. Na semana passada, o grupo não divulgou uma pesquisa EM/DATA para o Palácio da Liberdade, que havia sido registrada pelo próprio Estado de Minas. Não se sabe o resultado, mas outros institutos têm apontado vantagem do petista Fernando Pimentel superior a dez pontos.

    Em Minas, onde Aécio pretendia abrir uma vantagem de 4 milhões de votos na disputa presidencial, as pesquisas também vêm apontando a liderança da presidente Dilma Rousseff. E o tucano aparece embolado com Marina Silva. Nos últimos dias, Aécio reforçou sua presença no estado e trata como questão de honra a vitória de Pimenta da Veiga. O PT também trabalha para decidir a disputa no primeiro turno.

    Dono do Estado de Minas sobe no palanque tucano | Brasil 24/7

    08/09/2014

    Liberdade de expre$$ão à moda Aética

    AeroPOÉ até engraçada, até porque não fui notificado, a atitude do candidato tucano.

    Todo mundo falava que o José Serra demitia, com um telefonema ao patrão, jornalista que ousasse criticá-lo. Aécio segue a mesma trilha.

    Há mais semelhanças entre Aécio e Serra do que sugere a vã filosofia. É o compadrismo com os grupos mafiomidiáticos do Instituto Millenium.

    Quando José Serra fez publicar, por sua pena de aluguel, Mauro Chaves o famoso artigo “Pó pará, Governador!” no Estadão, Aécio Neves fechou-se em copas e não trilou, nem trolou, nem processou. Mas botou seu jornal de aluguel, O Estado de Minas, para defende-lo: Minas a reboque, não

    Ora pois, direi ouvir estrelas, mas só se tiver cheirado um helipóptero!!! Aí da até apara ver a via-láctea…

    Carta aberta a Aécio Neves

    Postado em 07 set 2014 por : Paulo Nogueira

    Caro Aécio: qual é seu conceito de liberdade de expressão?

    Pergunto isso porque fui surpreendido com uma notificação judicial sua. Soube depois que outros 65 internautas tiveram a mesma surpresa desagradável.

    O DCM é acusado de ser um robô ou, o que não melhora muito a situação, “um grupo de pessoas remuneradas para veicular conteúdos ilícitos na internet.”

    Primeiro, e antes de tudo, isto configura calúnia.

    Somos, como bem sabem nossos 2,5 milhões de leitores únicos por mês, um site de notícias e análises independente e apartidário. O apartidarismo e a independência inexpugnáveis explicam por que crescemos mais de 40 vezes em 18 meses de existência.

    Jornalismo, quando se mistura a militância partidária, deixa de ser jornalismo. Essa convicção está na raiz do jornalismo do DCM.

    Nossa causa maior é um “Brasil escandinavo”, como gosto de dizer e repetir. Um país em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém em razão de sua conta bancária.

    É certo que, dentro dessa visão do mundo, entendo que o senhor representa um brutal atraso.

    O PSDB, no qual votei várias vezes, lamentavelmente deu nos últimos anos uma guinada profunda rumo à direita e se transformou numa nova UDN.

    Hoje, o PSDB simboliza um Brasil abjetamente iníquo. Os privilegiados estão todos a seu lado nestas eleições, e não por acaso.

    Caro candidato: nunca vi o senhor, ou algum outro líder tucano, se insurgir contra o mal maior do Brasil – a desigualdade.

    Nossos problemas com o senhor residem apenas no campo das ideias.

    Não fabricamos fatos, não inventamos coisas que o constranjam, porque não é este o tipo de jornalismo que praticamos.

    Mais que isso: não fazemos acusações levianas e irresponsáveis como as que o senhor fez contra nós.

    Se condenamos coisas como o aeroporto de Cláudio é porque entendemos que elas são a negação do “Brasil escandinavo” pelo qual tanto nos batemos.

    Não admiro sua postura com frequência, reconheço. No debate do SBT, quando um jornalista lhe perguntou sobre a visão de ética tucana depois de citar escândalos como o do Metrô de São Paulo e o Mensalão mineiro, o senhor disse que vivemos num estado de direito.

    Ninguém é culpado antes que se apurem os fatos, o senhor afirmou. Perfeito.

    Mas poucos dias depois, quando começou a circular uma lista de pessoas citadas por um ex-diretor da Petrobras, o senhor se apressou em fazer uma condenação ampla, geral e irrestrita.

    “É um novo Mensalão”, o senhor decretou. Estado de direito, portanto, é para o senhor e os seus amigos.

    Para os demais, o opróbrio imediato, a humilhação instantânea.

    Notemos também que o senhor prega a meritocracia ao mesmo tempo em que sua irmã ocupa um posto nobre no governo de Minas, pago pelo dinheiro do contribuinte.

    Vários relatos contam a dificuldade de fazer jornalismo independente em Minas.

    Isso ficou notavelmente claro para mim quando vi a sua notificação judicial contra nós.

    Jornalismo bom para o senhor, aparentemente, é o jornalismo que o aplaude.

    Fico pensando como seria complicado, para os jornalistas independentes, conviverem com o senhor na presidência.

    Felizmente, é uma hipótese de chance virtualmente equivalente a zero.

    Por ora, é só.

    Provavelmente voltarei a escrever para o senhor assim que ficar mais clara sua ação judicial.

    Grato pela atenção.

    Paulo Nogueira, diretor editorial do DCM

    (Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

    Paulo Nogueira

    Diário do Centro do Mundo » Carta aberta a Aécio Neves

    10/08/2014

    De Cláudio para Cláudio: por que o diário de bordo virou pó?

    Aécio PerrellaO que é mais importante, um helicóptero com 450 kg de cocaína ou a mudança de perfil de dois funcionários da Globo na Wikipédia?

    Por que um traficante com alguns papelotes vira matéria de capa acaba apodrecendo na prisão enquanto, neste caso, tudo vira pó. O que o silêncio da velha mídia sobre este assunto busca esconder?

    Por que ninguém liga os pontos para verificar se há ou não relação entre o ProAero do Aécio Neves e aquilo que a ADPF  julga como a criação de um centro de distribuição de drogas, a partir de Minas Gerais, para o Nordeste?

    Por que a amizade de Aécio Neves, e seus aeroportos particulares, com o dono do helipóptero, Zezé Perrella, não chamam a atenção da velha mídia?

    Será que, passadas as eleições, o assunto merecerá a merecida atenção, ou ficará restrita aos anais da história para, daqui a 50 anos, virar livro?

    Por que o Ministério Público, este verdadeiro mistério púbico, não se importa com grandes traficantes que têm políticos do PSDB em volta? Seria pelas mesmas razões com que Rodrigo De Grandis protege Robson Marinho?

    Por que o MPF tem tanto medo do helicóptero do Pó, das ALstom, SIEMENS e Robson Marinho?

    Exclusivo: o caso do sumiço do diário de bordo do Helicoca, o helicóptero dos Perrellas

    Postado em 09 ago 2014 – por : Joaquim de Carvalho 

    Sobre o helicóptero a mídia não fala nada

    O diário de bordo sumiu

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    O piloto do helicóptero apreendido com 445 quilos de pasta base de cocaína quer falar com a Justiça. Mas até agora não encontrou nenhuma autoridade disposta a lhe dar o benefício da delação premiada em troca de suas informações.

    Rogério Almeida Antunes trabalhou para o senador Zezé Perrella e o deputado estadual Gustavo Perrella durante cerca de um ano.

    Recebia salário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde ocupava um cargo de confiança por indicação formal do deputado Alencar da Silveira, conhecido em Minas por divulgar no rádio o resultado do jogo do bicho.

    A indicação era do deputado Alencar, mas o cargo era da cota política de outro deputado, Gustavo Perrella, aliado de Alencar.

    O salário pago pela Assembleia representava 20% do que efetivamente Rogério recebia.

    A diferença, de cerca de 8 mil reais, era paga por fora, em cheques ou depósito bancários, feitos por ordem dos Perrella.

    Rogério nunca foi empregado da Limeira Agropecuária, empresa de Perrella em nome da qual está registrado o helicóptero.

    Oficialmente, o trabalho de Rogério era transportar o deputado e o senador para eventos políticos.

    Mas, segundo depoimento de Rogério prestado ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, o helicóptero foi usado também para passeios do senador e do deputado em Vitória, no Espírito Santo, e na cidade do Rio de Janeiro.

    Também serviu para levar celebridades para festas na fazenda da família. Uma das passageiras foi a atriz Deborah Secco, então casada com Roger, do Cruzeiro, cujo presidente era Zezé.

    A despesa com combustível do helicóptero era reembolsada pela Assembleia Legislativa. Em um ano, os reembolsos somaram cerca de R$ 15 mil.

    Como a lei proíbe reembolsos para despesas que não sejam efetivamente relacionadas ao mandato de deputado, Gustavo foi denunciado por improbidade administrativa e, se condenado, pode ser cassado.

    Mas o que Rogério contou ao promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público do Estado de Minas, seria uma pequena parte de tudo o que sabe.

    “O Rogério esteve aqui com o advogado dele e deu a entender que sabe muito mais, mas ele quer o benefício da delação premiada. Mas essa negociação só pode ser feita no processo por tráfico, lá no Espírito Santo. Aqui ele foi ouvido como testemunha”, conta Eduardo Nepomuceno.

    O advogado de Rogério, Paulo Henrique da Rocha Júnior, já tinha tentado na Justiça Federal do Espírito Santo iniciar uma negociação para obter esse benefício, em que o acusado colabora com a investigação, fornecendo informações importantes para o processo, em troca da redução da pena.

    O juiz do caso, Marcus Vinícius de Oliveira Costa, me contou que o advogado dele fez, de fato, essa “sondagem”.

    O juiz indicou o Ministério Público Federal para seguir nas tratativas, já que a delação premiada, em tese, deve ter a anuência de promotores e procuradores, pois a eles cabe o papel de fazer a denúncia.

    No Ministério Público, a negociação não avançou, entre outras razões porque o procurador que estava à frente do caso se afastou do processo por considerar que o inquérito estava “contaminado” por provas ilícitas – grampos telefônicos realizados em São Paulo não relacionados no processo.

    No dia em que Rogério prestaria depoimento à justiça, o juiz decidiu colocar todos réus em liberdade, e estuda a possibilidade de anular o processo, pela utilização de prova ilícita. Não tomou o depoimento de Rogério, e a delação premiada, por enquanto, não é cogitada.

    A delação premiada também foi objeto de discussão em outra instituição, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

    O piloto Rogério estava preso, e o pai dele, Osmar Antunes, esteve com dois deputados estaduais.

    Foi o pai do piloto quem tomou a iniciativa de procurar o deputado Paulo Guedes, através de uma antiga vizinha, do município de Brasília de Minas, onde Osmar morou antes de se mudar para Campinas, no estado de São Paulo.

    Rogério Almeida Antunes, um dos pilotos

    Rogério Almeida Antunes, um dos pilotos

    Essa vizinha conhecia uma assessora do deputado Paulo Guedes, e a conversa, então, foi marcada, com Osmar Antunes, o advogado dele, uma assessora do deputado Guedes e outro deputado do PT, Rogério Correia.

    “O pai do piloto me procurou, e dizia que o caso do helicóptero tinha implicações políticas e que seu filho tinha sido usado. Ele insinuava que a chave de tudo era o hotel fazenda em São Paulo. Queria falar mais, mas o advogado dele não permitia. Queriam os benefícios da delação premiada. Ficou acertado que voltaríamos a conversar. Mas, nesse meio de tempo, ele foi solto, e não fui mais procurado”, conta Paulo Guedes.

    Eu localizei o pai de Rogério, Osmar, na região de Campinas, onde ele tem uma propriedade rural. Osmar dizia estar num trator quando atendeu à minha chamada, pelo celular: ”O Perrella disse que meu filho roubou o helicóptero. Roubou por quê? O Perrella sabia que ele estava usando o helicóptero”, afirmou. “Ele não precisa roubar helicóptero. Graças a Deus, eu posso comprar um helicóptero e mandar para o Perrella.

    Osmar confirma que procurou os deputados que fazem oposição a Aécio. Sua preocupação é limpar a imagem do filho, embora admita que ele errou.

    O inquérito da Polícia Federal informa que, a caminho de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, o helicóptero dos Perrellas fez uma parada em Sabarazinho, a 15 quilômetros de Cláudio, o berço de um ramo da família do ex-governador Aécio Neves.

    Também informa que o dono da fazenda onde teria ocorrido o pouso chamou a Polícia Militar e entregou os galões de querosene vazios encontrados no local.

    Segundo a Polícia Federal, o pouso é confirmado pelo piloto Rogério.

    No entanto, em entrevista ao DCM, o segundo piloto da aeronave, Alexandre José de Oliveira Júnior, deu outra versão. Segundo ele, o pouso aconteceu em Divinópolis, a 60 quilômetros dali, onde houve reabastecimento do helicóptero.

    Se o helicóptero parou na fazenda em Sabarazinho para reabastecer, por que pararia de novo 60 quilômetros depois, para fazer a mesma coisa?

    A pergunta sugere que, se houve os dois pousos, um deles não foi para reabastecimento.

    É uma pergunta para a Polícia Federal responder, mas o inquérito terminou, e não está em andamento outra investigação sobre o caso.

    Para acabar com qualquer dúvida sobre os pousos ou sobre quem viajou no helicóptero dos Perrella, bastaria consultar o diário de bordo da aeronave.

    E, segundo os pilotos, o diário de bordo estava no helicóptero quando houve o flagrante dos 445 quilos de pasta base de cocaína em Afonso Cláudio.

    Mas no laudo da apreensão, feito pela Polícia Federal, não aparece o diário de bordo. Nas quase 1 200 páginas do processo, também não existe nenhuma referência a esse item obrigatório da aeronave. Até o manual do fabricante é citado do laudo de apreensão. Mas não o diário de bordo.

    No inquérito civil sobre o uso de verba pública da Assembleia Legislativa para pagar o combustível do helicóptero, o promotor mineiro Eduardo Nepomuceno queria saber quem viajou no helicóptero, e onde ele parou. Mandou um ofício a seu colega do Ministério Público Federal, em Vitória, pedindo cópia do diário de bordo.

    Na resposta ao promotor mineiro, o procurador disse que não tinha visto nenhum diário de bordo no inquérito da Polícia Federal, mas assegurou que mandaria um ofício à Justiça Federal, perguntando sobre sua existência.

    Também tive acesso ao inquérito e ao processo no Espírito Santo. Lá, não está o diário de bordo.

    Como também não existe no processo nenhum ofício do procurador perguntando sobre o diário de bordo.

    “Meu cliente [o piloto Rogério] garante que o helicóptero tinha o diário de bordo. Se sumiu, é um fato muito grave”, disse o advogado Paulo Henrique.

    Sobre o Autor

    Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. joaquim.gil@ig.com.br

    Diário do Centro do Mundo » Exclusivo: o caso do sumiço do diário de bordo do Helicoca, o helicóptero dos Perrellas

    27/07/2014

    Serra escancara as pistas de como Aécio decolou na carreira

    Aecioporto

    EDITORIAIS

    editoriais@uol.com.br

    O pouso do tucano

    Ainda que tenha sido feito de maneira legal na gestão de Aécio Neves, aeródromo contradiz discurso de ética e eficiência administrativa

    O senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, dedicou boa parte dos últimos dias à tentativa de justificar a construção de um aeródromo em Cláudio (MG), num terreno desapropriado pelo governo do Estado durante a gestão do tucano.

    Revelado por esta Folha no último domingo, o episódio desde logo chamou a atenção. Primeiro, porque as terras pertenciam a Múcio Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito de Cláudio. Depois, porque o uso da pista de pouso, pronta em 2010, dependia da autorização dos familiares do senador.

    Com 1 km de comprimento e condições de receber aeronaves turbo-hélice de pequeno e médio porte (até 50 passageiros), o aeródromo custou R$ 13,9 milhões aos cofres públicos, sem contar a indenização pela desapropriação. O valor oferecido pelo Estado, R$ 1 milhão, é até hoje discutido na Justiça.

    De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a pista ainda não teve sua operação liberada ao público. Mesmo assim, Fernando Tolentino, um dos filhos de Múcio, afirmou que ao menos um avião a utiliza por semana.

    Entre os usuários estaria o próprio Aécio Neves. Seu refúgio favorito, a Fazenda da Mata, situa-se a 6 km dali. Nas inúmeras explicações que deu ao longo da semana, o tucano não confirma nem nega que tenha aterrissado em Cláudio. O candidato também se eximiu de dizer por que as chaves do local ficavam nas mãos de seus parentes.

    Há mais, contudo. Nova reportagem desta Folha mostrou que, em 2001, o tio-avô de Aécio sofreu o bloqueio judicial da área onde está o aeródromo. O Ministério Público pede o ressarcimento dos gastos na construção de uma pista de pouso de terra em 1983, quando Tancredo Neves era o governador mineiro, e Múcio, prefeito de Cláudio.

    Para quem não podia dispor de parte das terras, a desapropriação não chega a ser mau negócio. E a indenização, paga com recursos de Minas, poderá ser usada por Múcio para, caso seja condenado, quitar sua dívida com o governo mineiro.

    Diante desses fatos, soam no mínimo inverossímeis as declarações de Aécio segundo as quais seus familiares não teriam se beneficiado pela obra. Também caem em descrédito as justificativas técnicas apresentadas pelo tucano.

    Pela narrativa oficial, o aeródromo tem importância para as indústrias locais, e a pavimentação da pista de terra representava a opção mais econômica para o Estado.

    Mais econômico, na verdade, teria sido não fazer obra nenhuma. A demanda por voos em Cláudio é pequena, e o aeroporto de Divinópolis fica a 50 km de distância.

    Ainda que todo o processo tenha sido feito de maneira legal, como sustenta Aécio Neves, restará uma pista de pouso conveniente para o tucano e seus parentes, mas de questionável eficiência administrativa. Não é pouca contradição para um candidato que diz apostar na união da ética com a qualidade na gestão pública.

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