Ficha Corrida

16/04/2016

Deu no NYT, a gang da Rede Globo assalta em Brasília

Não existiria Eduardo CUnha sem a longa noite de silêncio e compadrio da Rede Globo.

Pelo menos desde a parceria com PC Farias que Eduardo CUnha é, como diria o velho Coronel Ponciano, teúdo e manteúdo pelas parcerias (via funcionária, Cláudia Cruz, uma prática que seguiu,com outra funcionária, Miriam Dutra, com FHC) da Rede Globo.

A obsessão em tentar incriminar Lula, Dilma e o PT é tergiversação para livrar o lombo de um parceiro fiel de longa data. A busca contínua em deslegitimar todas políticas sociais dos governos Lula e Dilma é prova suficiente do quanto nossa situação social decorre da exploração mafiomidiática.

Por um lado hipervalorizam todas as denúncias contra governos de esquerda, em oposição ao silêncio conspícuo em relação a personagens como Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Maria Marin, José “Tarja Preta” Serra, também elevado a categoria de star com Oscar de efeitos especiais no famoso episódio da bolinha de papel. A parceria desta mesma Rede Globo com a Brasif para esconder e manter em silêncio Miriam Dutra na Espanha, deixa a quem quiser ver todo o viés bandido do maior grupo de mídia deste país. E nem poderia ser diferente, considerando suas origens, parcerias e relações de compadrio.

As descobertas de fraude fiscal em tudo o que é paraíso de lavagem de dinheiro, graças aos órgãos investigativos estrangeiros, desnudam não só os métodos mafiosos, mas o silêncio endossante da PF/MPF a cada uma e a todas as falcatruas. Este compadrio é a parte mais substância do golpe paraguaio que todo o mundo assiste boquiaberto enquanto nossas instituições brincam de Pôncio Pilatos.

Não há parâmetro no mundo, nem mesmo nos países mais totalitários, que sirvam de comparação ao comportamento das cinco famiglias que dominam a mídia empresarial neste país.

A Venezuela conseguir curar seu câncer. Ou o Brasil acaba com o banditismo da velha mídia ou eles ainda vão transformar o Brasil num imenso Beco de Varsóvia. O muro da vergonha já foi erguido na frente do Congresso. Ele é a cara de nosso apartheid social. De um lado uma classe média branca, vestindo camisas com o escudo da CBF, de outro os movimentos sociais, desde sempre considerados uma casta inferior pelos que querem reinstalar a cleptocracia.

Capa do New York Times: “Gang de ladrões vai julgar Dilma”

Por jloeffler – No dia 15/04/2016

Published abril 15, 2016 Uncategorized Leave a Comment

NY TIMES GANG VAI JULGAR DILMA

NY TIMES

New York Times
Um corrupto de marca maior, já comprovado, continua a frente do Congresso Nacional. O futuro do Brasil esta em jogo, mas deputados dos mais variados partidos fazem um leilão de seu voto, alguns fazem enquete na internet pra saber como será seu voto, outros trocam de posição por minuto e a grande mídia marca a votação do futuro do Brasil, como se fosse uma grande decisão de campeonato. A Rede Globo e políticos como estes transformam o Brasil aos olhos do mundo numa “república de bananas”.

O Deputado Estadual Adão Villaverde reproduziu a capa e a matéria do NYT de hoje no seu Perfil do Facebook. Só espero que os Deputados Federais tenham a sensatez de não concluírem este Golpe contra o Brasil. O GOLPE não é contra o PT, a Dilma ou Lula. Este Golpe é contra o Brasil!!!

Fonte: https://luizmullerpt.wordpress.com/2016/04/15/capa-do-new-york-times-gang-de-ladroes-vai-julgar-dilma/

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

01/07/2015

Habermas, um clássico alemão pró-gregos

Creta - A Batalha e Resistência na Segunda Guerra MundialEstive duas vezes na Grécia. Guardo até hoje em minha carteira uma nota de 100 dracmas, a moeda mais antiga incinerada pelo Euro, como lembrança de minha primeira visita.  Na segunda vez, o Euro já era moeda corrente. E tudo estava mais caro. A parcela mais pobre empobrecia, a parte mais rica, enriquecia. A elite grega adotava, como se vê claramente, na aliança golpista jurídico-midiática brasileira, um velho brocardo jurídico: “dar a cada um o que é seu; ao rico a riqueza, ao pobre a pobreza”.

Na República Tcheca, onde o Euro não havia entrado, tudo era mais barato. O Euro foi muito bom para economia consolidadas como a alemã. Ângela Merkel, com seu Deutsche Bank fez mais pelo engrandecimento econômico alemão do que os panzers de Hitler. Que blitzkrieg  que nada, foi usando o banco central alemão que a Europa se ajoelhou à Alemanha.

Para quem quiser entender a resistência grega à subjugação do FMI há de ter um mínimo de conhecimento da história daquele povo. Não foram somente os 300 de Esparta que resistiram ao Império Persa. Da série de livros do historiador militar inglês, Antony Beevor, sobre a Segunda Guerra Mundial, recomendo o volume, para quem quer entender de onde sai a força do Syriza, que trata da Resistência grega naquela ilha, Creta: batalha e resistência na Segunda Guerra Mundial 1941/1945, disponível para download na internet.

Não foi a elite grega que resistiu. Foi o sentimento nacionalista do povo. Beevor pinta, de forma  muito feliz, as cores do povo cretense assim: “O caráter cretense, belicoso, orgulhoso, de generosidade compulsiva diante  de um amigo ou estranho em necessidade, ferozmente incapaz de perdoar um inimigo ou traidor, frugal no cotidiano mas pródigo nas comemorações era, naturalmente, muito influenciado pela paisagem de contrastes dramáticos em que viviam os ilhéus.”

A dívida alemã para com a Grécia é incomensurável. A Alemanha, sim, deveria ser condenada a pagar a dívida da Grécia pelos prejuízos humanos e materiais causados durante a Segunda Guerra Mundial. E até em agradecimento pelos sucessivos roubos feitos ao longo da história, como conta o próprio banqueiro alemão, Heinrich Schliemann, no livro que escreveu sobre a descoberta de Tróia (Ítaca, o Peloponeso e Tróia). Os sucessivos saques do eurocêntrico à Grécia também estão documentados no livro Os mármores de Elgin, a respeito dos  frisos do Partenon que estão no Museu Britânico. Hoje, há mais obras gregas fora do que na Grécia. O museu britânico tem mais peças sobre a Grécia que o museu nacional de Atenas.

E se tudo isso não bastasse, há o uso da cultura legada pelos gregos, sem pagar um centavo de royalties.

Habermas defende postura da Grécia

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Filósofo e escritor alemão, Jürgen Habermas diz que "são os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu"; "o acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento"

1 de Julho de 2015 às 08:05

Por Instituto Humanitas Usininas

“São os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu”. O comentário é de Jürgen Habermas, filósofo e escritor alemão em artigo publicado no jornal no El País, 28-06-2015. Habermas lembra que “a Alemanha deve o impulso inicial para sua decolagem econômica, do qual ainda se alimenta hoje, à generosidade dos países credores que no Tratado de Londres, de 1954, perdoaram mais ou menos a metade de suas dívidas”.

Segundo ele, “o acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento”.

Eis o artigo.

A última sentença do Tribunal de Justiça Europeu [que permite ao Banco Central Europeu (BCE) comprar dívida soberana para combater a crise do euro] lança uma luz prejudicial sobre a falida construção de uma união monetária sem união política. No verão de 2012, todos os cidadãos tiveram que agradecer a Mario Draghi, presidente do BCE, que com uma só frase [“farei o necessário para sustentar o euro”] salvou a moeda das desastrosas consequências de um colapso que parecia iminente. Ele tirou do sufoco o Eurogrupo ao anunciar que, caso fosse preciso, compraria dívida pública em quantidade ilimitada. Draghi teve que dar um passo à frente porque os chefes de Governo eram incapazes de agir pelo interesse comum da Europa; todos estavam hipnotizados, prisioneiros de seus respectivos interesses nacionais.

Naquele momento, os mercados financeiros reagiram – diminuindo a tensão – diante de uma única frase, a frase com a qual o presidente do BCE simulou uma soberania fiscal que absolutamente não possuía. Porque agora, assim como antes, são os bancos centrais dos países-membros os que aprovam os créditos, em última instância. O Tribunal Europeu não pode referendar essa competição contrária ao texto literal dos tratados europeus; mas as consequências de sua sentença deixam implícito que o BCE, com escassas limitações, pode cumprir o papel de credor de última instância.

O tribunal abençoou um ato salvador que não obedece em nada à Constituição, e o Tribunal Constitucional alemão apoiará essa sentença acrescentando as sutilezas às quais estamos acostumados. Alguém poderia estar tentado a afirmar que os guardiões do direito dos tratados europeus se veem obrigados a aplicá-lo, ainda que indiretamente, para mitigar, caso a caso, as consequências indesejadas das falhas de construção da união monetária. Defeitos que só podem ser corrigidos mediante uma reforma das instituições, conforme juristas, cientistas políticos e economistas vêm demonstrando há anos. A união monetária continuará sendo instável enquanto não for complementada pela união bancária, fiscal e econômica. Mas isso significa – se não quisermos declarar abertamente que a democracia é um mero objeto decorativo – que a união monetária deve se desenvolver para se transformar em uma união política. Aqueles acontecimentos dramáticos de 2012 explicam por que Draghi nada contra a corrente de uma política míope – até mesmo insensata, eu diria.

Estamos outra vez em crise com Atenas porque, já em maio de 2010, a chanceler alemã se importava mais com os interesses dos investidores do que com quitar a dívida para sanar a economia grega. Neste momento, evidencia-se outro déficit institucional. O resultado das eleições gregas representa o voto de uma nação que se defende com uma maioria clara contra a tão humilhante e deprimente miséria social da política de austeridade imposta ao país. O próprio sentido do voto não se presta a especulações: a população rejeita a continuação de uma política cujo fracasso as pessoas já sentiram de forma drástica em suas próprias peles. De posse dessa legitimação democrática, o Governo grego tentou induzir uma mudança de políticas na zona do euro. E tropeçou em Bruxelas com os representantes de outros 18 Governos, que justificam sua recusa remetendo friamente a seu próprio mandato democrático.

Recordemos os primeiros encontros, quando os novatos – que se apresentavam de maneira prepotente motivados por sua vitória arrebatadora – ofereciam um grotesco espetáculo de troca de golpes com os residentes, que reagiam em parte de forma paternalista, em parte de forma desdenhosa e rotineira. Ambas as partes insistiam como papagaios que tinham sido autorizadas cada uma por seu respectivo “povo”. A comicidade involuntária desse estreito pensamento nacional-estatal expôs com grande eloquência, diante da opinião pública europeia, aquilo que realmente é necessário: formar uma vontade política comum entre os cidadãos em relação com as transcendentais fraquezas políticas no núcleo europeu.

As negociações para se chegar a um acordo em Bruxelas travam porque ambas as partes culpam a esterilidade de suas conversas não às falhas de construção de procedimentos e instituições, mas sim à má conduta de seus membros. O acordo não está fracassando por causa de alguns bilhões a mais ou a menos, nem por causa de um ou outro imposto, mas unicamente porque os gregos exigem que a economia e a população explorada pelas elites corruptas tenham a possibilidade de voltar a funcionar através da quitação da dívida ou uma medida equivalente, como, por exemplo, uma moratória dos pagamentos vinculada ao crescimento.

Os credores, por outro lado, não cedem no empenho para que se reconheça uma montanha de dívidas que a economia grega jamais poderá saldar. É indiscutível que a quitação da dívida será irremediável, a curto ou a longo prazo. No entanto, os credores insistem no reconhecimento formal de uma carga que, de fato, é impossível de ser paga. Até pouco tempo atrás, eles mantinham inclusive a exigência, literalmente fantástica, de um superávit primário superior a 4%. É verdade que essa demanda foi baixada para 1%, que tampouco é realista. Mas, até o momento, a tentativa de se chegar a um acordo, do qual depende o destino da União Europeia, fracassou por causa da exigência dos credores de sustentar uma ficção.

Naturalmente, os países doadores têm razões políticas para sustentá-la, já que no curto prazo isso permite adiar uma decisão desagradável. Temem, por exemplo, um efeito dominó em outros países devedores. E Angela Merkel também não está segura de sua própria maioria no Bundestag. Mas não há nenhuma dúvida quanto à necessidade de rever uma política equivocada à luz de suas consequências contraproducentes. Por outro lado, também não se pode culpar apenas uma das partes pelo desastre. Não posso julgar se há uma estratégia meditada por trás das manobras táticas do Governo grego, nem o que deve ser atribuído a imposições políticas, à inexperiência ou à incompetência dos negociadores. Essas circunstâncias difíceis não permitem explicar por que o Governo grego faz com que seja difícil até mesmo para seus simpatizantes discernir um rumo em seu comportamento errático.

Não se vê nenhuma tentativa razoável de construir coalizões; não se sabe se os nacionalistas de esquerda têm uma ideia um tanto etnocêntrica da solidariedade e impulsionam a permanência na zona do euro apenas por razões de astúcia, ou se sua perspectiva vai além do Estado-nação. A exigência de quitação da dívida não basta para despertar na parte contrária a confiança de que o novo Governo vá ser diferente, de que atuará com mais energia e responsabilidade do que os Executivos clientelistas aos quais substituiu. Tsipras e o Syriza poderiam ter desenvolvido o programa reformista de um Governo de esquerda e apresentá-lo a seus parceiros de negociação em Bruxelas e Berlim.

A discutível atuação do Governo grego não ameniza nem um pouco o escândalo de que os políticos de Bruxelas e Berlim se negam a tratar seus colegas de Atenas como políticos. Embora tenham a aparência de políticos, eles só falam em sua condição econômica de credores. Essa transformação em zumbis visa a apresentar a prolongada situação de insolvência de um Estado como um caso apolítico próprio do direito civil, algo que poderia levar à apresentação de ações ante um tribunal. Dessa forma, é muito mais fácil negar uma corresponsabilidade política.

Merkel fez o Fundo Monetário Internacional (FMI) embarcar desde o início em suas duvidosas manobras de resgate. O FMI não tem competência sobre as disfunções do sistema financeiro internacional; como terapeuta, vela por sua estabilidade e, portanto, atua no interesse conjunto dos investidores, principalmente dos investidores institucionais. Como integrantes da troika, as instituições europeias também se fundem com esse ator, de tal forma que os políticos, na medida em que atuem nessa função, podem se restringir ao papel de agentes que se regem estritamente por normas e dos quais não se podem exigir responsabilidades.

Essa dissolução da política na conformidade com os mercados pode explicar a falta de vergonha com a qual os representantes do Governo federal alemão, todos eles pessoas sem mácula moral, negam sua corresponsabilidade política nas devastadoras consequências sociais que aceitaram, como líderes de opinião no Conselho Europeu, por causa da imposição de um programa neoliberal de austeridade. O escândalo dentro do escândalo é a cegueira com que o Governo alemão percebe seu papel de liderança. A Alemanha deve o impulso inicial para sua decolagem econômica, do qual ainda se alimenta hoje, à generosidade dos países credores que no Tratado de Londres, de 1954, perdoaram mais ou menos a metade de suas dívidas.

Mas não se trata de um escrúpulo moral, e sim do núcleo político: as elites políticas da Europa não podem continuar se escondendo de seus eleitores, ocultando até mesmo as alternativas ante as quais nos coloca uma união monetária politicamente incompleta. São os cidadãos, não os banqueiros, que têm de dizer a última palavra sobre as questões que afetam o destino europeu.

Habermas defende postura da Grécia | Brasil 24/7

10/10/2014

Blitzkrieg contra o PT

Pre-sal (2)Desde 2000 venho mostrando nos meus blogs a diferença de tratamento que a imprensa dá quando denúncias são contra o PT ou se são contra outros partidos. A Justiça Eleitoral barrou muitíssimos mais candidatos do PSDB às eleições, mas este dado passa batido. Quando alguém do partido dos grupos mafiomidiáticos é detido, não aparece o nome e muito menos o partido. Quando um presidiário solta falação, toma ares de verdade e todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium põem PT na capa.

Durante os períodos eleitorais os exércitos comandados pelos cinco marechais da mídia (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) passam seus panzers sobre qualquer prurido. Que a velha mídia consiga levar de roldão às cúpulas do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e do grande empresariado, há explicação para isso: a manutenção do status quo. Agora, quando as vítimas dessas superestruturas se deixam conduzir é porque não estão bem informadas sobre o leitmotiv que as une, ou mal intencionadas, pelo ódio com que foram adestradas para com o PT.

Ninguém está dizendo que no PT não haja pessoas que cometam erros. O que estou dizendo que é o tratamento dado em relação ao PT é muito diferente daquele dado ao PSDB, por exemplo.

Os vazamentos do Poder Judiciário, da Polícia Federal e do Ministério Público tem via de mão única. Quando um juiz é preso, ninguém condena em manchete o “Poder Judiciário”. Quando Pimenta Neves, Diretor de Redação do Estadão assassinou a colega Sandra Gomide, nenhum jornal condenou todos os jornalistas, todas imprensa ou mesmo o Estadão, que sabia dos assédios morais e sexuais de seu Diretor de Redação. A pergunta é, por que esta diferença de tratamento dispensada ao PT?

O que as pessoas que não pertencem às superestruturas deveria pensar é a razão que leva a esta diferença de tratamento. Por que será que o “Kehlsteinhaus” sempre reúne todos os que estiveram ao lado da ditadura, que são contra políticas sociais, que convivem muito bem com a entrega do patrimônio público?

Por que será que são os mesmos que lutam contra o Bolsa Família, as cotas raciais, o PROUNI, o PRONATEC mas são a favor de privilégios, isenções fiscais, subsídios, empréstimos a fundo perdido, empréstimo dos bancos públicos com juros subsidiados? Por que estas mesmas empresas que fazem de tudo contra as forças políticas de esquerda tomas empréstimos nos bancos públicos ao invés de tomarem nos bancos particulares? Será que as pessoas não se dão conta que empréstimos pessoais ou para aquisição de casa própria são menores nos bancos públicos do que nos bancos privados? E não seria exatamente por isso que a primeira coisa que fazem é se desfazerem dos bancos públicos? Por que será que todas as denúncias envolvem a Petrobrás? Não seria exatamente pelo interesse que os EUA tem no nosso pré-sal?

Que os generais se reúnam no “Ninho da Águia” para derrotarem as forças de esquerda é da natureza deles. Agora, que não se repita como na Alemanha, não sejamos como Os Carrascos Voluntários de Hitler

Hitler também conseguiu enganar muita gente por muito tempo, mas não conseguiu enganar todos o tempo todo.

Judith Brito tinha razão, a matéria da Folha, abaixo, não apresenta uma única prova sequer do que diz na manchete.

Propina ao PT era paga a tesoureiro, diz ex-diretor

cp10102014Suborno na Petrobras, segundo Costa, correspondia a 3% do valor dos contratos

Citado pelos depoentes, Vaccari refutou as acusações e disse que todas as doações ao PT são feitas dentro da lei

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRAALEXANDRE ARADE SÃO PAULOSAMANTHA LIMADO RIO

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef apontaram em interrogatório na Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebia para o partido recursos desviados de obras da estatal.

"A ligação era diretamente com ele", disse Costa em interrogatório em Curitiba (PR), na quarta-feira (8).

Vaccari refutou as declarações e disse que todas doações ao PT são feitas dentro da lei.

Três partidos se beneficiaram desse esquema: PT, PMDB e PP, segundo os depoentes. O doleiro disse que o intermediário do PMDB era o lobista Fernando Soares e ele próprio cuidava do suborno destinado ao PP.

Para Costa, as empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras pagavam propina por receio de sofrer retaliação em concorrências do governo. "No meu tempo lá, eu não lembro de nenhuma empresa ter deixado de pagar."

Foi o primeiro interrogatório de Costa e Youssef após ambos terem feito um acordo de delação premiada para escapar de penas que podiam chegar a 50 e 100 anos, respectivamente. Eles foram presos em março, sob acusação de comandarem um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro no país.

O suborno na Petrobras, segundo Costa, correspondia a 3% do valor líquido dos contratos da Petrobras.

O ex-diretor disse que, desses 3%, 2% ficavam com o PT e 1% ia para o PP, partido que indicou Costa para o cargo na Petrobras em 2004. Ele ficou na estatal até 2012, quando foi demitido pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Costa contou que o desvio dos 3% valia para contratos em todas as diretorias da Petrobras. Nas encabeçadas por indicados pelo PT –a de exploração e produção, a de gás e energia e a de serviços, segundo ele–, os 3% iam integralmente para o partido.

A atual presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, foi diretora de gás entre 2007 e 2012, cargo ocupado antes por Ildo Sauer.

Guilherme Estrella foi diretor de produção e exploração entre 2003 e 2012. Renato Duque foi diretor de serviços entre 2004 e 2012. Costa, no entanto, não citou nominalmente Graça, Estrella e Sauer.

Segundo ele, a diretoria internacional, em que trabalharam Nestor Cerveró (2003 a 2008) e Jorge Zelada (2008 a 2012), abastecia o PMDB com 1% do valor dos contratos.

Em seu depoimento, Youssef contou que num contrato da Camargo Corrêa para a refinaria Abreu e Lima, de R$ 3,48 bilhões, o suborno que ele tinha conhecimento chegou a 2%. De acordo com ele, PT e PP receberam R$ 34 milhões cada um. A refinaria, de R$ 40 bilhões, é a obra mais cara em curso no Brasil. O ex-diretor da Petrobras disse que o contrato foi superfaturado para que houvesse suborno.

O doleiro disse que os acertos sobre propina eram feitos em reuniões com políticos, Costa, executivos de empreiteiras e ele próprio. O encontro ocorria em hotéis ou na casa de políticos, segundo ele. Os acordos eram registrado em atas, de acordo com ele.

A ação penal em que Costa e Youssef são réus, sobre desvios na Petrobras, corre sem segredo de Justiça. Por isso, os depoimentos foram disponibilizados nesta quinta-feira (9) pela Justiça Federal.

Os dois, no entanto, foram alertados pelo juiz Sergio Moro que não poderiam citar o nome de políticos nos depoimentos, já que eles têm foro privilegiado e só podem ser processados pelo Supremo.

Auxiliares de Dilma querem que Vaccari deixe a tesouraria do partido. Também pressionam para que ele saia do conselho de administração de Itaipu. O PT, porém, resiste ao afastamento.

Colaboraram NATUZA NERY, ANDRÉIA SADI e VALDO CRUZ, de Brasília

18/02/2012

Blitzkrieg econômica

Filed under: Blitzkrieg,Crise Financeira Européia — Gilmar Crestani @ 6:11 am

Ejército de ocupación

Por Alfredo Zaiat

Europa ha desarrollado sus conflictos en forma escabrosa con una violencia desmedida a lo largo de su historia. Su actual crisis económica, que sigue su curso sin un horizonte cercano de resolución, ha adquirido la característica de una avanzada beligerante sobre trabajadores y jubilados en defensa de la trinchera del sistema financiero. El ejército de ocupación no está integrado por soldados con armamentos sofisticados, sino que el vehículo de dominación para cercenar hasta barrer la soberanía política y económica de la mayoría de los países es el euro, bajo el comando general dirigido por Alemania (Banco Central Europeo y Comisión Europea), con el apoyo táctico supranacional del FMI.

Grecia es la batalla más encarnizada, con un nivel de exigencias impresionante y un ejercicio de poder avasallante, que se expresó luego de obtener el sometimiento del poder político heleno, que aprobó un ajuste de reducción salarial y despidos inmediatos de 15 mil trabajadores en un plan global de 150 mil, postergando el financiamiento prometido de 130 mil millones de euros. Los países europeos débiles, como España, tienen ese campo de batalla como espejo para acelerar su disciplinamiento.

Alemania logra erigirse así en la gran y única potencia europea, con el sacrificio a su clase trabajadora flexibilizada y salarios deprimidos, registrando marcas de productividad y competitividad de su economía que hunde al resto de los países del continente sitiados por el euro. No hay política de ajuste posible, con la moneda común como ejército de ocupación de la soberanía nacional, que pueda alentar la recuperación de esas economías con una Alemania industrial, exportadora y mercado laboral ultraflexibilizado. El resultado es la recesión general (Italia, Bélgica, Holanda, Grecia, España, Portugal ya la declararon) con una sola economía a salvo, la que impone las condiciones políticas, financieras y sociales de la Eurozona.

En Alemania el 20 por ciento de los empleados, cinco millones de trabajadores, ganan un máximo de 400 euros mensuales. Este dato impactante se consigna en un esclarecedor artículo publicado en El País de Madrid, con el título “Sueldos de un euro a la hora en el ‘milagro’ laboral alemán”. También se informa que, según el Departamento de Trabajo alemán, los contratos con salarios bajos crecieron tres veces más rápido que otro tipo de empleos entre 2005 y 2010. Se menciona que los denominados “trabajadores pobres” han aumentado a un ritmo más acelerado en Alemania que en el resto de países con la moneda común. Esto ha derivado en que un 7,2 por ciento de los empleados ganaba tan poco que estaba cerca del umbral de la pobreza en 2010, cuando era un 4,8 por ciento en 2005. A la vez, el año pasado, la cantidad de contratados en Alemania superó por primera vez la barrera de los 41 millones de trabajadores. Es de las pocas economías europeas que no registra aumento de la tasa de desocupación. El crecimiento del empleo se ha debido fundamentalmente a la imposición, con el aval de los sindicatos, del modelo de bajos sueldos y de agencias de trabajo temporal, impulsado por la desregulación y la promoción de la flexibilidad y los contratos de bajos ingresos, subvencionados por el Estado, llamados mini-jobs. El número de trabajadores con contrato indefinido de salarios bajos –que ganan menos de dos tercios de los ingresos medios– se elevó un 13,5 por ciento hasta los 4,3 millones entre 2005 y 2010. Los datos de la OCDE reflejan que en Alemania los contratos con salarios bajos son el 20 por ciento de los trabajos a tiempo completo, frente al 8,0 por ciento en Italia y un 13,5 por ciento en Grecia.

Esa estructura del mercado laboral hace aún más competitiva la economía alemana, mientras el euro actúa como un cerco invulnerable para el resto de los países porque perdieron la herramienta de la devaluación de su propia moneda para moderar las diferencias de productividades. Por eso, la principal exigencia que deben cumplir para recibir recursos para atender la crisis financiera es la de implementar una reforma laboral del tipo alemán, de pérdida de derechos y reducción de salarios, además de despidos. Así lo expresó el secretario general de la OCDE, Angel Gurría, quien señaló que la situación actual de Alemania se debe “en gran medida a la implementación en su momento de importantes y a veces dolorosas reformas”. Entre ellas, destacó la reforma del mercado laboral, “que redujo sustancialmente el desempleo”. “Muchos países observan la receta que hizo posible este éxito: reformas del mercado laboral, agentes sociales flexibles y constructivos”, aleccionó.

Gurría se estaba refiriendo a que en 2003 Alemania se embarcó en un sistema de reformas que fueron calificadas como el mayor cambio en el Estado de Bienestar desde la Segunda Guerra Mundial. Mientras muchos de los países vecinos se movían en la dirección opuesta, los socialdemócratas alemanes en el gobierno desregularon el mercado laboral, y presionaron a sindicatos y empresarios para que pactaran una moderación salarial a cambio de seguridad en el empleo y crecimiento. Así un modelo laboral flexible y con subvenciones del gobierno permitieron a los empresarios ajustarse al ciclo económico sin necesidad de despidos masivos.

La diferencia con el actual momento es que Alemania realizó esa reforma con una economía mundial en auge, mientras que ahora esa exigencia a los otros países europeos es durante una recesión, déficit fiscal y crecimiento de la deuda. El resultado entonces es la profundización de la crisis y el aumento de la desocupación. Si bien la resistencia a esas políticas ha empezado a manifestarse con más intensidad en los últimos meses, el deterioro de las condiciones laborales y sociales y el elevado desempleo ya se extienden por más de tres años. Uno de los interrogantes es por qué no existe una oposición más firme de trabajadores y organizaciones sindicales a esa política de ajuste recesivo y despidos masivos. La respuesta se encuentra en la existencia de una importante red de cobertura social, que es un rasgo característico del modelo social europeo de la posguerra con el desarrollo del Estado de Bienestar. Esa contención permite que elevadísimas tasas de desempleo sean socialmente tolerables y políticamente manejables. Por eso los líderes europeos reinciden en medidas de ajustes que pueden generar tensiones sociales, pero sin provocar desestabilización política. El caso más notable es España, con un desempleo total del 23 por ciento, que se eleva a 46 por ciento para los jóvenes.

El Sistema Europeo de Estadísticas de Protección Social destaca que España es el país de la UE-27 con mayor peso del sistema de protección por desempleo en relación con todo el gasto social. Estima que las prestaciones y subsidios a los desempleados se duplicaron en los últimos años al ubicarse en más del 25 por ciento del gasto total en protección social. Alemania implementó el cambio drástico mencionado, cuando ultraflexibilizó el mercado laboral, al tiempo que aplicó el mayor recorte de subsidios por desempleo desde la posguerra, recortando el período de cobro de 32 a 12 meses como máximo.

El escenario es inquietante para esa red social europea de protección porque la crisis financiera y la recesión económica han provocado un incremento sensible del déficit fiscal y de la deuda pública. Ese cuadro ejercerá presión para desarticular ese modelo social, que hoy actúa como amortiguador del ajuste. “La dureza con la que Grecia es tratada actualmente nos puede parecer exagerada, y creo que ése es el caso”, se sinceró el premier italiano, Mario Monti, avisando sobre lo que le tocará al resto de los países subordinados al comando alemán, que avanza sobre Europa ahora con el tanque euro como ejército de ocupación.

azaiat@pagina12.com.ar

Página/12 :: Economía :: Ejército de ocupación

17/02/2012

Blitzkrieg “por una remera”

Filed under: Blitzkrieg,Messi — Gilmar Crestani @ 11:33 am

Messi intercambia su camiseta con Kadlec tras el partido.

DEPORTES › LA IDOLATRIA POR LIONEL MESSI ALCANZA LIMITES INCREIBLES

Se pelean hasta por la camiseta

Dos futbolistas del Bayer Leverkusen se enfrentaron por la casaca Nº10 del rosarino, al punto de que Messi les dio una a cada uno. Los dirigentes del club, enojados con la situación, los obligan a que sorteen las camisetas para beneficencia.

Se peleaban más para lograr el canje de la camiseta con Lionel Messi que por entender cómo neutralizar al Barcelona. Se pelearon después por la posesión de esa camiseta número 10 con la que el rosarino lideró a su equipo en la victoria 3-1 del martes. Tanta pelea para nada. El director deportivo del Bayer Leverkusen, Rudi Völler, obligará a dos de sus jugadores a subastar las camisetas que le cambiaron a Messi en el BayArena de Leverkusen.

“Les garantizo que Kadlec y Friedrich subastarán sus camisetas de Messi con fines benéficos”, dijo Völler, el goleador de Alemania en el Mundial de 1986, al diario Bild.

El ahora directivo del Leverkusen se mostró molesto por el altercado que protagonizaron los zagueros Manuel Friedrich y Michal Kadlec por la prenda del argentino en el entretiempo del partido de ida de octavos de final de la Champions League.

Según la versión de Bild, Kadlec, autor del único gol del Leverkusen, cambió la camiseta con Messi antes de la pausa. Camino de los vestuarios se desató una polémica con Friedrich, quien la reclamó para sí y se la quitó.

Cuando terminó el partido, Kadlec volvió a cambiar la codiciada camiseta con Messi –y esta vez se llevó la que el argentino vestía en el momento de convertir el tercer gol del Barça– anticipando que tendría “un lugar de honor”. El propio Kadlec dijo luego que remontar el 1-3 en calidad de visitante “sería un milagro mundial”.

“El noventa por ciento de los jugadores estaba concentrado en el juego. Pero a estos dos se les fue la mano. Todavía no hablé con ellos, pero lo voy a hacer”, anunció Völler. “La camiseta de Messi fue más importante que el partido para los futbolistas del Leverkusen”, titula en grandes caracteres el Bild.

Con ese gol postrero, tras pase de Dani Alves, Messi es el actual artillero de la Champions League, con 7 tantos, uno más que el alemán Mario Gómez, del Bayern Munich. Otros argentinos que se hicieron un lugar en la tabla de goleadores del prestigioso torneo son Federico Fernández, el defensor del Napoli, y Gonzalo Higuaín, el atacante del Real Madrid, con dos tantos cada uno.

Sergio Agüero marcó, a cinco minutos del final, el tanto del triunfo del Manchester City, 2-1 sobre el Porto, como visitante, en la Europa League. El Atlético Madrid que dirige Diego Simeone venció 3-1 al Lazio, con dos goles del ex River Radamel Falcao, mientras que el Athletic Bilbao de Marcelo Bielsa cayó 2-1 en Moscú ante el Lokomotiv. Manchester United superó 2-0 al Ajax con goles de Young y Chicharito Hernández.

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13/11/2011

Blitzkrieg do nazismo financeiro

Filed under: Angela Merkel,Bancos,Blitzkrieg,Crise Financeira Européia,Grécia — Gilmar Crestani @ 9:03 am
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“La democracia está desapareciendo”

El economista y parlamentario analiza el trastorno de las democracias europeas y denuncia el papel que ha desempeñado el capitalismo alemán en esta mega crisis. Para Schlecht, la democracia se está esfumando del Viejo Continente.

Por Eduardo Febbro

Desde Atenas

Afuera el primer ministro griego Giorgos Papandreu, reemplazado por un emisario del sistema bancario. Afuera el presidente del Consejo Italiano, Silvio Berlusconi, reemplazado por otro tecnócrata interlocutor del sistema financiero. La crisis de la deuda se cobró más que estas dos víctimas: en España se modificó la agenda electoral, en Portugal los partidos implementaron reformas dictadas por el Fondo Monetario Internacional y el Banco Central Europeo, en Irlanda el desastre condujo al mismo callejón. La democracia europea se convirtió en una democracia bancaria. El diputado y economista alemán Michael Schlecht, responsable del grupo parlamentario del partido Die Linke, La Izquierda, analiza en esta entrevista el trastorno de las democracias europeas y denuncia el papel que ha desempeñado el capitalismo alemán en esta megacrisis. Para Michael Schlecht, la democracia se está esfumando del Viejo Continente.

–La democracia europea la están construyendo los bancos, no los electores que deciden por una mayoría. Más allá de lo que pensemos de ellos, Papandreu y Berlusconi son las víctimas más recientes de esta nueva doctrina.

–La respuesta es muy simple. La democracia está desapareciendo día tras día en Europa. Por ejemplo, cuando el pasado 5 de junio se organizaron las elecciones en Portugal, la Troika (Fondo Monetario Internacional, Banco Central Europeo, Unión Europea) pidió a los dos partidos políticos portugueses que podían ganar las elecciones que firmaran un acuerdo, mediante el cual se comprometían a implementar las condiciones impuestas por la Troika. Ahora eso ocurrió con Grecia y le toca el turno a Italia. Por consiguiente, se puede decir que los portugueses no tuvieron elecciones verdaderamente libres. Se usó un arma contra ellos. En realidad, con esta política europea, Alemania está defendiendo con uñas y dientes los intereses financieros, los intereses del mercado. El gobierno de Angela Merkel tiene una actitud muy agresiva en este punto. Es una agresión sin tanques. Pero el resultado es el mismo.

–Ello equivale a decir que Alemania es hoy la gran policía financiera de Europa. Alemania, junto con Francia, ha sido la avanzada del reemplazo de poderes surgidos de las urnas por tecnócratas teledirigidos por los bancos.

–Alemania dando su acuerdo a lo que está ocurriendo. Alemania está preparando el terreno porque tiene un excedente de exportaciones mucho más grande que sus importaciones. En los últimos diez años el excedente alemán alcanzó un trillón de euros. Por otra parte, este excedente gigantesco acarrea una contrapartida del otro lado: hace que la deuda crezca en los países importadores. El 50 o 60 por ciento de la deuda creada por esta política alemana aparece en las cuentas de los demás países de Europa. Todos hablan de la deuda en Europa, pero nadie dice nada sobre el país que gana mucho con esa deuda. Y ese país es Alemania. La deuda de los países europeos es el resultado de la política alemana en el Viejo Continente. El núcleo de esta política es el dumping de los salarios. En los últimos diez años tuvimos un dumping salarial que llega al 5 por ciento, y ello sin tener en cuenta la inflación. Ningún otro país de Europa conoce una situación semejante derivada del dumping salarial. Esta política de dumping equivale a poner una ametralladora en las manos de los capitalistas alemanes. Es un arma muy destructora. En el siglo pasado, Europa estaba arrasada por tanques alemanes. Ahora está arrasada por la política de Angela Merkel.

–La desaparición de la democracia en Europa es un hecho considerable. El Viejo Continente es la cuna de la democracia. Es un ejemplo pésimo para el mundo. ¿Acaso no es el fin del poder y de los valores de Europa sobre el resto del planeta?

–Veremos qué nos dice el futuro. Creo que el año próximo los pueblos de Europa pueden luchar y levantarse en defensa de los intereses de la democracia y contra los mercados financieros. Ahí tendremos una posibilidad de restablecer la democracia en Europa. Esa es la lucha de la izquierda alemana en ese momento.

–¿Cree usted realmente que habrá un pueblo mayoritario dispuesto a plantear la lucha? ¿Acaso no es demasiado tarde, acaso la ideología del consumo no adormeció las conciencias?

–Creo que bajo las condiciones que existen hoy podemos ver el surgimiento de movimientos sociales fuertes, como ocurrió en Grecia. La situación que encontramos en Alemania incita a ello. La historia está abierta para que la escriban los pueblos.

–¿Qué le ha ocurrido a la socialdemocracia europea? Pese a que su enemigo ideológico, el liberalismo a ultranza, cometió todos los errores posibles y hundió al planeta, el discurso de la socialdemocracia no cuaja, no genera confianza. ¿Es una crisis de la socialdemocracia o una crisis del electorado?

–Las dos cosas. Estoy convencido de que dentro de un futuro inmediato tendremos una explosión en la Eurozona. Tenemos que escribir en los libros de historia que los socialdemócratas alemanes, junto al Partido Verde, fueron el poder político que generó las medidas que conducen al fin del euro. Los socialdemócratas y los verdes iniciaron el dumping salarial. Esa política es la responsable de lo que ocurre hoy. Reconozco el drama total que hay en este momento en Europa por culpa de esta situación. Durante muchos, muchos años, fue necesario que en Europa central hubiese guerras y muerte. Después de 1945 y por primera vez en la historia tuvimos 70 años de paz, lo que es totalmente anormal. La paz en este continente es una anomalía. Si recorremos la historia de Europa veremos que nunca antes tuvimos 70 años de paz seguidos. Ahora bien, esta paz es el resultado de los intercambios de ideas y de mercaderías que se llevaron a cabo bajo el techo de la construcción europea. Pero si este techo se rompe y se cae sobre la cabeza de los pueblos la situación se vuelve muy inquietante, peligrosa. Tal vez volvamos a lo mismo. Vamos a tratar de mejorar el movimiento de izquierda bajo estas nuevas condiciones, vamos a explicar mejor nuestra política para ganar la batalla.

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