Ficha Corrida

26/06/2016

Pó, pará investigador!

Os grupos paulistas de mídia retomam a blindagem de José Tarja Preta Serra & Geraldo Marcola Alckmin à moda Mauro Chaves. Para quem não lembra, no calor da disputa entre correligionários, o ator da bolinha de papel fez publicar um artigo denunciando o toxicômano das gerais. Até Juca Kfouri apimentou a história com outros floreios. O Estadão, a pedido do Serra, atacou com o antológico “Pó pará, governador!”. O Estado de Minas devolveu em grande estilo, “Minas a reboque, não”.

(Em parêntese. Não está em discussão quem é o pai da criança e se existe ou não corrupção. O que se questiona são os pesos e medidas. Até porque, boa parte da corrupção deve ao finanCIAmento privado. Ou alguém acha que existe almoço grátis. Se uma empresa “doa” pra candidato, de vereador a presidente, ela o faz por filantropia? Então porque Gilmar Mendes, o cavalo de tróia que FHC deixou no STF, sentou encima do financiamento público por mais de um ano!?)

E não é que a rivalidade Minas x São Paulo reacende exatamente quando um paulista da Mooca, vestindo as cores da bandeira ianque, se coloca como postulante ao cargo do interino a quem serve e é servido!? Bastou sair na imprensa que a CONSIST, que levou Paulo Bernardo à prisão, é mais uma obra, como o fora Marcos Valério, do PSDB. Assim como a forma de arrecadação que apareceu no Mensalão fora criada em Minas pelo PSDB para abastecer a base de FHC, e que depois abasteceu a base de Lula, a CONSIST é uma invenção do então Prefeito José Serra, mas que também abasteceria Paulo Bernardo. A coincidência é que quando aparece o nome do Serra, a Folha revela a enésima delação do primeiro a ser comido. E não é só esta coincidência, porque outra maior se alevanta.

Os esquemas de Marcos Valério e da CONSIST só são criminosos quando tem algum petista. Enquanto for operado pelos inventores, nada acontece. Ambos guardam semelhanças também com os esquemas da Petrobrax.

Enquanto a corrupção na Petrobrás, sob FHC, matava Paulo Francis, sob Dilma rende criminalização do PT. Ninguém criminaliza PSDB, PMDB oU PP, que eram os verdadeiros operadores e que, por várias governos, corroeram a Petrobrás. Isso tudo revela uma verdade bem brasileira: aqui há dois tipos de corrupção, a boa e a ruim. É boa quando é praticada pelo candidato dos investigadores, é ruim quando é praticada pelos adversários ideológicos. O fato de ter virado pó, sem trocadilho, o assunto dos 450 kg de cocaína encontrados no heliPÓptero, diz tudo a respeito das instituições encarregadas de zelar pelo respeito às leis. Algumas assuntos viram pó, outros são consumidos.

Para concluir as coincidências. Eis que de repente reaparece Rodrigo de Grandis. Aquele procurador que engavetara os documentos suíços comprovando corrupção tucana na Alstom e Siemens está por traz da prisão do Paulo Bernardo. Uma coincidência a mais ou a menos não melhora a imagem, para quem está usando o cérebro e não a Rede Globo, a respeito do caráter da nossa plutocracia.

Como escreveu o Marcelo Semler, nunca se roubou tão pouco, mas o que importa é que isso propicia criminalizar o PT, caçar Lula e dar o golpe em Dilma. O resto é serventia da casa.

Sócio e ex-presidente da OAS relatará propina para assessor de Aécio Neves

Delator vai indicar propina na Cidade Administrativa (MG)

MARIO CESAR CARVALHO e BELA MEGALE
DE SÃO PAULO – 25/06/2016 17h13

O empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, vai relatar, com base em documentos, que pagou suborno a auxiliares do então governador de Minas Gerais, o hoje senador Aécio Neves (PSDB), durante a construção da Cidade Administrativa.

Trata-se da mais cara obra do tucano nos oito anos em que permaneceu à frente do Estado, entre 2003 e 2010.

O relato de Pinheiro sobre o centro administrativo, um complexo inaugurado em 2010 para abrigar 20 mil funcionários públicos, faz parte do acordo de delação premiada que está sendo negociado com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba e Brasília. O acordo ainda não foi assinado.

Ed Ferreira – 26.mai.15/Folhapress

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras em maio de 2015

Segundo Pinheiro, a OAS pagou 3% sobre o valor da obra a um dos principais auxiliares de Aécio, Oswaldo Borges da Costa Filho.

Conhecido como Oswaldinho, ele é apontado por tucanos e opositores como o tesoureiro informal de seguidas campanhas de Aécio, entre 2002 e 2014.

Aécio nega com veemência que tenha recebido qualquer recurso ilícito e que tenha havido irregularidades na obra —leia mais a respeito da nota enviada pelo senador mineiro a seguir.

Ele não comentou, no entanto, os relatos de que Oswaldo teria sido seu tesoureiro informal.

Estimada em R$ 500 milhões, a obra da Cidade Administrativa foi orçada em R$ 949 milhões, mas acabou custando R$ 1,26 bilhão, segundo documentos do governo de Minas obtidos pela Folha, mas que a atual administração, do PT, não comenta.

Esse foi o custo das obras de engenharia; com mobiliário e outros itens, o gasto total alcança R$ 2,1 bilhões, ainda de acordo com os dados obtidos pelaFolha.

Junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, a OAS fez um dos três prédios do complexo, o Edifício Gerais. No consórcio, a Odebrecht era a líder, com 60% do valor do contrato. A OAS respondia por 25,71% e a Queiroz Galvão, por 14,25%.

Como a OAS recebeu R$ 102,1 milhões, os 3% da suposta propina seriam equivalentes a pouco mais de R$ 3 milhões.

O CONTATO

Oswaldo é contraparente de Aécio: ele é casado com uma filha do padrasto do senador, o banqueiro Gilberto Faria (1922-2008). Tanto tucanos como opositores em Minas contam que o auxiliar atuou como tesoureiro informal das campanhas de Aécio para o governo de Minas, para o Senado e para a Presidência.

Após vencer a eleição para o governo em 2002, o tucano colocou-o para presidir a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, uma empresa pública dona de mineradoras, hotéis e fontes de água mineral.

Foi essa empresa, chamada Codemig, que fez a licitação em 2007 e cuidou da obra da Cidade Administrativa, o que foi considerado incomum, já que Oswaldo teve papel na arrecadação da primeira campanha de Aécio ao governo mineiro.

A família de Oswaldo também é proprietária de uma empresa de táxi-aéreo que é dona de um jatinho Learjet que foi usado por Aécio.

Ele tem uma coleção de carros raros, entre os quais um Rolls-Royce que Aécio costumava usar quando era governador. A joia da coleção, no entanto, é um Bugatti 1938.

Léo Pinheiro relatou a investigadores da Lava Jato que tem provas do caminho que o dinheiro percorreu até chegar ao assessor do tucano.

A LISTA

Oswaldo também é citado numa lista da Odebrecht na qual aparecem 316 políticos que teriam recebido propina, segundo a Polícia Federal. Ao lado do nome dele, aparece o nome de um diretor da Odebrecht em Minas e a mensagem de que o grupo viabilizaria uma doação de R$ 15 milhões para "Mineirinho", codinome que a PF está investigando para saber quem é.

A anotação é de setembro de 2014, quando Aécio disputava a eleição presidencial que foi vencida por Dilma Rousseff (PT).

A OBRA

Os primeiros esboços da Cidade Administrativa foram apresentados por Oscar Niemeyer em 2004, mas a obra só foi iniciada em 2007.

O complexo causou polêmica porque deslocou um contingente de 30 mil pessoas (20 mil funcionários e 10 mil visitantes) para uma área que fica a 20 quilômetros do centro de Belo Horizonte.

Inaugurado em 2010, o lugar é repleto de superlativos, de acordo com a propaganda do governo mineiro à época da inauguração. A obra foi anunciada como o maior prédio em construção na América naquela época, com o maior vão-livre do mundo.

Quatro inquéritos foram abertos para apurar possíveis irregularidades na obra. Um deles investiga se houve conluio entre as nove empreiteiras que fizeram a obra.

A assessoria de Aécio nega que tenha havido irregularidades nesse processo.

O Ministério Público não soube informar o estágio atual das investigações ou se alguma das apurações já foi encerrada.

OUTRO LADO

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse em nota à Folha que desconhece os relatos feitos pelo empresário Léo Pinheiro sobre suposta propina em sua administração e que considera as declarações "falsas e absurdas".

Carlos Roberto – 13.out.2009/Hoje em Dia/Folhapress

BELO HORIZONTE, MG, 13.10.2009: VISITA/OBRAS/MG - O governador, Aécio Neves, visitou na tarde de hoje no bairro de Serra Verde, as obras da cidade administrativa e participou da retirada de uma última viga de uma grande laje suspensa da obra. (Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/Folhapress) --- Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

O Senador Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

A nota afirma que acusações como essas precisam de provas, "sob o risco de servirem apenas a interesses outros que não os da verdade".

O senador afirma estranhar o que chama de vazamento "deste trecho" da delação de Pinheiro, da OAS, que o cita como beneficiário de propina.

Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa do senador, as obras da Cidade Administrativa foram contratadas por R$ 948 milhões em 2007 e tiveram custo final de R$ 1,26 bilhão, em 2010.

Entre as razões do aumento está a construção de um túnel que não estava previsto no projeto inicial e que demandou uma nova licitação.

O comunicado aponta que os aditivos firmados na construção da Cidade Administrativa mineira "corresponderam a 10% do valor inicial, percentual inferior aos 25% autorizados pela Lei 8.666 para obras públicas".

A assessoria de Aécio reitera que "a obra foi conduzida com absoluta transparência e controle da sociedade", inclusive com aprovação de órgãos de controle do Estado.

A nota afirma ainda que, antes da abertura da licitação, os editais foram submetidos a avaliação prévia do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado.

"Todas as especificações técnicas do projeto tiveram acompanhamento e monitoramento da empresa de auditoria externa, atestando e assinando juntamente com a gerência da obra", diz a nota divulgada.

Sobre a OAS, a assessoria do senador diz que a empreiteira apresentou um pedido de revisão nos valores a serem pagos quando a Cidade Administrativa foi finalizada, o que foi negado pela empresa que administrava a obra.

Segundo a assessoria de Aécio, a participação da OAS na obra foi de cerca de R$ 50 milhões, metade do valor obtido pela Folha. A decisão de dividir a construção em três lotes se deu para "baratear os custos de execução e abrir espaço para participação de mais empresas", de acordo com a assessoria.

Sobre o avião utilizado pelo senador, a assessoria afirma que a aeronave não pertencia a Oswaldo Borges, mas à família dele.

Questionada a respeito do uso do Rolls-Royce do empresário, a nota diz que Borges é "reconhecido colecionador de carros" e emprestou veículos de seu acervo para a posse dos governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.

A assessoria de imprensa de Aécio não quis se pronunciar sobre os relatos de Borges ter atuado como "tesoureiro informal" das campanhas do tucano.

Procurado, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho não atendeu as ligações nem ligou de volta para a reportagem. A Folha pediu ajuda à assessoria de Aécio para contatá-lo, sem sucesso.

16/10/2014

“Areia” do Grêmio

Filed under: Apropriação Indébita,ARENA,Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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ARENA DA OAS GREMIO FOTO RBS SITE 2013

Arena do Gremio: posse do terreno também é polêmica

A jornalista e ativista social Tânia Jamardo Faillace investigou todo o processo de transferência do terreno no bairro Humaitá, onde foi construida a Arena do Gremio.

A área de 38 hectares pertencia ao governo do Estado e foi vendida por R$ 50 milhões para a Humaitá Empreendimentos, controlada pela OAS.

Oito hectares estao ocupados com a Arena, no restante estão sendo construídos predios comerciais e residenciais pela OAS.

A jornalista recorreu ao Ministério Público pedindo uma investigação oficial sobre o negócio.

Ela garante: “Há inúmeras ilegalidades e houve quebra de contrato , a  transferência é nula, o terreno ainda ainda é propriedade do governo, ou seja, área pública”.

Reproduzimos o relato da jornalista:.

Histórico

Em 1963, o Estado do Rio Grande do Sul doou uma área de 38 hectares, perfeitamente definida, na zona Norte de Porto Alegre, à Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul para a instalação de uma universidade do trabalho, como então se chamavam escolas profissionais  técnicas em nível de Segundo Grau (tipo Escola Parobé).

O local era um banhado imprestável, a não ser para as espécies (aves) que lá faziam ninhos ou pouso de passagem, e como esponja natural de drenagem para o interior do bairro Humaitá.
A FCORS plantou no local centenas de árvores de espécies diferentes, aterrou onde era necessário, e criou uma excelente escola técnica, a Santo Inácio, com um belíssimo ginásio, permitindo o uso livre do resto do terreno pela população, como um parque popular. Havia na área  oito campos de futebol de várzea, mais uma sede de cultura tradicionalista.

Situado na zona Norte, a tradicional zona industrial da cidade, a escola estava então no local certo.

Sendo uma escola particular, embora destinada à profissionalização de técnicos da classe  trabalhadora, dependia em grande parte de convênios e sistema de bolsas.

Lá pelas tantas, o Estado e a Prefeitura não renovaram os convênios, e a escola passou a ter prejuízos, porque seu ensino era custoso e de alto nível (tirou mais de uma vez o segundo lugar em qualidade de ensino no Enem, segundo informação do presidente da entidade).

A construtora OAS, na ocasião – cinco ou seis anos atrás, – procurava um terreno barato para construir um estádio que pudesse oferecer (alugar/vender/permutar) ao Grêmio Futebol Portoalegrense em troca do Olímpico Monumental, cujo terreno era ambicionado para construções de luxo.

A OAS procurou os terrenos menos dispendiosos. Tentou o da Habitasul, achou caro. Procurou a FCORS.

A Federação não podia vender, nem arrendar, nem penhorar. As doações públicas são sempre condicionadas e limitadas.

O donatário não pode desistir do que faz nem mudar de ramo, ou perderá a doação, sem direito a indenizações pelas benfeitorias realizadas no local.

O então presidente do Grêmio pertencia ao staff do governo Crusius. Sabia da situação difícil da FCORS.

Elaborou-se, pois, um plano, ilegal e inconstitucional, e até delituoso, mas que foi empacotado e apresentado sob o pretexto do PAC da Copa.

A direção do clube não hesitou em colocar os interesses dos construtores acima dos interesses do clube, então em difícil situação financeira (tal e qual a FCORS),

A governadora, por outro lado, não se inibiu em passar por cima das leis do Estado e da União, e até dos interesses da educação no Estado.

a operação

A Federação não podia ser simplesmente expulsa do pedaço, porque cumpria exatamente com suas obrigações contratuais.

A governadora resolveu transferir as obrigações contratuais para outro terreno.

Em 2008, doou, pela lei 13.093 um outro terreno para a Federação, na estrada Costa Gama, no Extremo Sul do município. O terreno pertencia ao Circulo Operário de Porto Alegre, instituição privada independente da Federação.
Normalmente, para isso, ela teria antes que comprar esse terreno, desapropriá-lo ou confiscá-lo, a fim de dispor do mesmo para as suas doações.

Não poderia comprá-lo sem licitação e não tinha base legal para fazer uma licitação apenas para atender aos interesses indiretos da construtora.

Não podia desapropriá-lo, a menos que tivesse um projeto público que o exigisse, e então não teria como passá-lo adiante, e sim executar o tal projeto público.

Não podia confiscá-lo, porque não existiam dívidas fiscais que autorizassem a tomada do imóvel por dívidas.

Então, fez uma doação “de mentirinha”. O objetivo era passar os gravames para a Costa Gama e liberar o terreno de Humaitá.  A Assembléia Legislativa aprovou o monstro jurídico por unanimidade, ao que se soube.

Todos os partidos, pois, foram cúmplices dessa farsa explícita, que, num país mais respeitador das leis, renderia processos criminais para todo o mundo.

Dois anos depois, a Federação comprou o mesmo terreno (que ficticiamente lhe tinha sido doado) do Círculo Operário.

Uma transação normal, a dinheiro (provável adiantamento do que viria a receber pela negociação do terreno Humaitá por parte da interessada em lá construir).

Se quisesse, a Federação poderia simplesmente ignorar os tais gravames, já que se tratava de uma compra e não de uma doação.

Não, conscienciosamente, a FCORS averbou os gravames da falsa doação, onerando o terreno comprado normalmente.

Temos aí, vários atos de falsidade ideológica, cometidos por vários personagens, a começar pelas autoridades e os poderes públicos.

Com essa compra e averbação, foi então procedido o parcelamento da área do Humaitá.

Até janeiro de 2011, havia a mesma sido dividida em quatro porções.

Duas foram vendidas à Nova Humaitá Empreendimentos Imobiliários, com sede no mesmo endereço da construtora OAS.

Duas permaneceram em poder da Federação, estas ainda com os gravames de impenhorabilidade e inalienabilidade.

Mas o assunto não estava terminado, como ainda não está.

Uma outra empresa, a Arena Portoalegrense S/A, criada para ser a dona do estádio no Humaitá, entrou no CREA com uma “Anotação de Responsabilidade Técnica”, ART.

É o pedido de licença para construir. Apresentava-se como proprietária do terreno, o que não era verdade. Naquele ano, apenas metade fora vendida à Nova Humaitá Empreendimentos, e metade permanecia com a Federação.

Essa empresa, a Humaitá Empreendimentos, com um capital social de um mil reais, dizia-se proprietária do terreno e contratante da OAS para construir um estádio de 400 milhões de reais.

Casualmente, seu endereço de então era o mesmo da construtora OAS e da Nova Humaitá Empreendimentos, na avenida Mostardeiro 366/ 802, próximo à Florêncio Ygartua.
Conclusão

O terreno legalmente continua pertencendo ao Estado, e deve ser devolvido ao mesmo, já que todas as transações assinaladas se basearam numa lei inválida, sobre informações inverídicas, e portanto devem ser reconhecidas como NULAS.

Com base nas cláusulas do contrato original de doação, houve alteração do uso do imóvel, o que caracteriza a quebra do contrato, e obriga a devolução da área ao Estado, sem direito a indenizações por benfeitorias.

Tudo o que estiver construído no local, se estivermos vivendo num Estado de Direito e de normalidade jurídica, deve ser imediatamente entregue ao Estado, sem direito a compensações ao inadimplente e seus associados.

Estão disponíveis ao acesso público, os documentos legislativos e cartoriais referentes a todos esses movimentos até janeiro de 2011, segundo a listagem constante do Adendo, mais abaixo.

Denunciado o esquema ao Ministério Público Estadual ainda em julho de 2010, e municiado esse processo com diversos adendos e fotos posteriores, o MP ainda não se pronunciou.

ADENDO

Para quem quiser comprovar pessoalmente as asserções acima, segue lista dos principais  documentos a elas referentes até  janeiro de 2011, e como localizá-los:

– registro de imóveis da 4ª zona de Porto Alegre, livro 3-BX, fls. 126, nº 65.646

– registro de imóveis da 4ª zona, Torrens 22.940

– registro de imóveis da 4ª zona de Porto Alegre, Livro 3-D, fls. 138, nº 6.422, data 25/03.1965

– lei estadual 13.093, de 18/12/2008

– lei estadual 4.610, consolidada com a anterior, 18/12/2008

-  lei municipal 610, de 8/01/2009

– 4º tabelionato de notas de Porto Alegre, Livro 204-C, compra e venda, fls.95, nº52.657

– registro de imóveis 3ª Zona de Porto Alegre – matrícula 149.419

– registro de imóveis 4ª zona,  matrícula 157.918

– registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.921

– registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.919

– registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.920

– ART 5473176, Arena Porto Alegrense S/A – CREA/RS,  14/09/2010

– CNPJ 10938980/0001-21 – end. Mostardeiro 366/802 – Porto Alegre, RS

– ISSQN 53677722 – Arena Portoalegrense S/A – end. Mostardeiro 366/802 – Porto Alegre, RS

– CNPJ 10938773/0001-77 – Nova Humaitá Empreendimentos Imobiliários S/A – end. Mostardeiro 366/802 – Porto Alegre, RS

– Alvará de localização 4120043 – 13/11/2009 – Construtora OAS Ltda. – end. Mostardeiro 366/802 – Porto Alegre , RS

– Alvará de localização 451892 – 17/10/2011 – Empreendimentos Imobiliários OAS26 SPE – end. Mostardeiro 366/802 – Porto Alegre, RS

Tania Jamardo Faillace, jornalista e escritora

Arena do Gremio: posse do terreno também é polêmica | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

27/12/2013

Sem salários, sem estádio, sem títulos

Filed under: Dida,Humaitá,OAS — Gilmar Crestani @ 8:07 am
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gremio saidoUm clube que nasceu em 1983 e desapareceu na maternidade… mas como é imortal, comemora vaga como se fosse taça! Dida quer levantar taça, não promissórias!

Grêmio quer colocar salários em dia até a virada do ano. Atraso de três meses pode gerar rescisão de contrato

26 de dezembro de 2013

Até a virada do ano, o Grêmio pretende regularizar o pagamento dos salários dos jogadores, cujo atraso é de dois meses. Ao mesmo tempo em que planeja começar 2014 sem essa dívida, a direção se previne quanto a possíveis rescisões indiretas de contrato, já que alguns jogadores incluíram em seus contratos cláusula de liberação automática em caso de três meses de atraso.

Dois dias após o encerramento do Brasileirão, a CBF pagou os R$ 6 milhões a que o Grêmio se credenciou pelo vice-campeonato. Outra fonte de receita é a venda de Alex Telles ao Galatasaray-TUR. O clube receberá à vista a maior parte dos R$ 7,6 milhões a que tem direito pela negociação do lateral esquerdo – o negócio foi fechado por R$ 19 milhões e o Grêmio fica com 40%.

A venda de parte dos direitos de alguns jogadores da base também irá proporcionar certo alívio financeiro. Mesmo negociado, os jovens não terão saída imediata, a exemplo do que ocorreu com Guilherme Biteco quando foi vendido ao Hoffenhein-ALE.

– Do ponto de vista econômico, a situação está sob controle. A dificuldade é momentânea e sera ultrapassada rapidamente – garante o vice-presidente Romildo Bolzan Jr., que responde pela presidência durante as férias de Fábio Koff.

Ele destaca que a única dificuldade é quanto ao fluxo de caixa, que ele espera ver superada com um corte profudo de despesas.

Também integrante do conselho de administração, Nestor Hein confirma a preocupação do clube com eventuais rescisões indiretas. Alega que se trata de uma regra válida para todos os clubes. E é enfático ao dizer que o clube não corre risco:

– Não vamos perder os jogadores.

O empresário Giuseppe Dioguardi não confirma que o atacante Kleber seja um dos jogadores com cláusula de liberação a partir de três meses de atraso. Salienta a boa relação do jogador com o clube e a torcida e diz compreender o esforço do Grêmio em quitar os valores atrasados.

19/06/2013

A baiana Diana ao gaúcho Charles: “meu rei!”

Filed under: Humaitá,OAS,Príncipe Charles,Princesa Diana — Gilmar Crestani @ 9:32 am
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charles_tamponEra para ter sido um casamento real, mas pode demorar ainda 90 dias para que o noivo possa beijar a noiva. Tudo porque o noivo Charles descobriu que o Palácio de Buckingham pertencia à mãe rainha ElisOASbeth. Entre esperneios, ranger de dentes e cocô nas calças, se deram conta que o mO(r)done teria superfaturado o contrato com a viúva negra em R$ 245 milhões.  O casamento virou separação litigiosa, a ponto de Charles reconhecer: “- o filho Humaitá não é meu”. Humaitá, no tupi-guarani, significa “um dia será meu”…

Entre brindes e Koffs breaks, veio o acordo na Vara de Família e Sucessões. Nos próximos trinta anos Charles terá de pagar à Diana, para que ela cumpra com os deveres de esposa, módicos 42 milhões pensão. No acordo também ficou consignado que o pai poderá ver o filho, salvo se houver show do Roberto Carlos, nos fins de semana.

Daqui a 30 anos Charles terá direito de passar no registro de imóveis para tentar levantar o registro do filho Humaitá com o seu sobrenome. Até lá, entre amistosos e shows do Roberto Carlos, Charles não passará de tampax da Diana.

Correio do Povo | Esportes | “A Arena é do Grêmio”, declara Koff após aprovação do novo contrato

27/03/2013

Barraco na periferia

Filed under: Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 8:03 am
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Barraco na periferia é mortal, porque ninguém quer largar o osso. A tentativa de se encontrarem por meio de um fio de massa rendeu… piadas. A dama e o vagabundo virou clube vira-lata?

Se presidente e ex-presidentes vivem de barraco, em discussões de lavanderia, o que se pode esperar das torcidas organizadas e desorganizadas senão brigas generalizadas, dentro e fora do barraco. Uma coisa é certa, acredite em tudo o que um disser do outro. Acuado, Odono do Grêmio se escalou e foi festivamente recebido em todos os programas esportivos. Pretendia um contra-ataque fulminante, ao melhor estilo MMA: do pescoço para baixo é canela. E dele sarrafo!  Lá estão na foto os pais e mães de todas as brigas entre torcidas. Se estes elementos fossem segregados em colônias penais acho que os de pijama parariam de brigar. E por aí se entende este uniforme de presidiário que veste como pele.

A RBS, para dar uma mão ao desvalido dos charcos do Humaitá, comemora até o campeonato de regabofe. Enquanto as taças não vêm, gremistas comemoram levantando talheres e copos no “almoço mais esperado de todos os tempos”. Números não batem, mas os dirigentes, sim! Por isso, almoço só com coleira.

E assim se revela mais um dos Milagres de Fátima: a alma castelhana sobe à cabeça gremista em goles de vinho argentino.

De estômago cheio, os ânimos serenaram, o péssimo contrato com a OAS não deve mais servir de bode expiatório. Resumindo o pensamento do Odono:

“- A merda está feita mas é nossa merda. Teu papel, Koff, será transforma-la em adubo”.

Os bastidores do almoço que uniu Koff e Odone para renegociar contrato da Arena

Dirigentes históricos superaram suas diferenças políticas para defender os interesses do Grêmio

Os bastidores do almoço que uniu Koff e Odone para renegociar contrato da Arena Diego Vara/Agencia RBS

Entre goles de vinho argentino, dirigentes gremistas debateram pontos do contrato com a OAS Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Adriano de Carvalho e Jones Lopes da Silva

adriano.carvalho@zerohora.com.br; jones.silva@zerohora.com.br

Da reunião em almoço nesta terça, no restaurante Peppo, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, regada a vinho cabernet sauvignon argentino Angélica Zapata, os últimos três presidentes e o chefe do Conselho do Grêmio tiraram uma estratégia para negociar os nós do contrato com a OAS e escalaram Paulo Odone para se juntar às tratativas com a empreiteira da Arena.
Em lados opostos na mesa e na política interna do Grêmio, Fábio Koff e Paulo Odone acabaram por aparar arestas diante do ex-presidente Duda Kroeff e Raul Régis de Freitas Lima, do Conselho.

Durou uma hora e 10 minutos o almoço mais esperado dos últimos tempos da história do Grêmio. Em companhia de Kroeff, Koff foi a pé de seu escritório até o restaurante, onde chegou cedo demais, por volta das 11h30min. Ficou mais de uma hora e meia à espera de Odone. Só às 13h10min os quatro iniciaram a reunião.

Os bastidores do almoço que uniu Koff e Odone para renegociar contrato da Arena – Grêmio – ZH Esportes

22/03/2013

Se um gremista diz isto, o que sobra a um colorado?

Filed under: ARENA,Grêmio,Grupo RBS,OAS — Gilmar Crestani @ 9:03 am
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Como colorado gosto de pegar no pé dos gremistas, mas esta história da ARENA até os colorados já estão ficando com pena. Levados ao charco dos arrabaldes por uma administração fake, que contou com o conluio do maior grupo de comunicação do RS, tudo indica também que a nova direção já foi capturada e já dá sinais de que a única saída é cair, via direitos de transmissão (luvas), nos braços da RBS. Quem foi que organizou o evento Jogo contra a miséria”? Quem está promovendo o Show do Roberto Carlos? Os torcedores gremistas deveriam começar a observar os passos da GEO EVENTOS. O atual presidente Gremista havia declarado às emissoras de tv, quando da inauguração, que a ARENA colocaria cadeiras onde estava prevista a Avalanche do Paulo Odone. O SPORTV repórter de ontem, 21/03/2013, sobre a violência nos estádios, mostra Fábio Koff hipotecando sua palavra. Alguns meses depois, e já começa a pipocar. Koff já foi capturado pelos “royalties” do televisionamento… (Royalty é uma palavra inglesa derivada da palavra "royal", que significa ", aquilo que pertence ao Chefe de Estado, ou é relativo ao rei…).

Procure por informação no jornal azul, Zero Hora, a respeito do que está envolvido no imbróglio ARENA versus Grêmio e só vais encontrar excelências, ufanismo, bajulação. Até parece que informar é proibido. Aliás, informar, no Grupo RBS, é tabu. A RBS não informa, faz negócios!  Quando há “interésses”, como diria Brizola, bajulação é tabu. Mas, como diria aquele tal de Milton Friedman, não existe elogio grátis, daí que…

E por aí se explica o ódio destilado contra o Inter quando da negociação com a Andrade Gutierrez.

MORTE ANUNCIADA

Postado por Hiltor Mombach em 18 de março de 2013Esportes

MORTE ANUNCIADA
Dentre os inúmeros fatos que compõe  esse imbroglio da Arena, um se  apresenta evidente: o repentino aparecimento, na mídia e fora dela,  de uma legião de engenheiros de obra (mal) feita, a tecer críticas sobre tudo no Projeto. Se é bem verdade que muitos dos verborrágicos e midiáticos censores atuais, na realidade encontravam-se desde sempre imobilizados  porque sitiados, dentro e fora do clube, pela massa de róseas informações oficiais  sobre o novo estádio, bem como  pela permanente,   intensa e extensa propaganda laudatória acerca do belo negócio ajustado, tudo à conta da direção anterior e seus acólitos, também é verdade que uma boa parte dos atuais censores embarcou nesse trem oportunisticamente, nessa última baldeação. Profetas do acontecido. Outros, até pouco tempo engajados na tropa de choque virtual  que blindou o andar triunfal do empreendimento, chegaram, no clube,  a  liderar -  inclusive  oficialmente -  os procedimentos tendentes ao desenvolvimento dessa maravilha que aí está e que, hoje , ou cinicamente a vituperam ou procuram sofismaticamente  elidir  seus nocivos efeitos.
Isso se chama mimetismo. Quem sabe, impulsos camaleônicos.
Passou-se, nestes 4 anos e meio, por sobre regras normativas e éticas de todos os naipes para levar a cabo essa obra. Nos aspectos legais, administrativos e sociais. Só uma enciclopédia poderia abrigar a descrição de tantos  desvios, irregularidades e infringências cometidas por avatares em função de uma cega  perseguição à redenção existencial  do clube, o qual, diga-se de passagem, nunca pediu isso. Não precisava. Tinha – e sempre teve – um exercito à disposição, para resolver todos os problemas sem socorros, como historicamente, por mais de cem anos, o fizera.
Inventaram uma necessidade.
Desde maio de 2010 encontra-se à disposição do público a obra “Títulos patrimoniais e outras obrigações internas das associações sócio desportivas” – Reflexos no Projeto Arena do Grêmio”, de minha autoria, Ed. Sérgio Fabris, onde estão narrados minuciosamente os fatos que ilustraram tanto as vésperas quanto o nascimento dessas vinculações civis do clube com a OAS, bem como  descritas as expressivas  invalidades delas, ocorrentes desde o berço.
Talvez, por isso, tenham, os resistentes, como eu,   sido alcunhados de “secadores”, por um respeitável  ex-dirigente , no auge de sua euforia  pedrafundamentalista, imediatamente depois de um simulacro do Exodus, o  tupiniquim, ou seja, travessia Olímpico/Arena, a pé,  por legiões de gremistas iludidos e deslumbrados.
Na visão pretensamente messiânica desses caçadores de nuvens, Xangri-lá só podia ser  em Humaitá.
Também, para livre consulta, encontram-se no blog gremiopatrimonial.blogspot.com, um rosário de textos críticos efetuados pela Associação dos Gremistas Patrimoniais ao negócio Arena, no tempo subsequente à assinatura do contrato, inseridos em artigos intitulados Editoriais, produzidos em número de sete, neste quase cinco anos.
A consulta a essas duas fontes permitirá ao investigador, ao curioso, ao efetivo jornalismo investigatório uma visita, no tempo exato, aos eventos que, paulatinamente, nesse período,  vieram a provocar  esse tsunami que aparenta vir por aí. Dispensa-se  decifrar o enigma da Esfinge.
Tampouco se tratam de obras feitas. Nem motivadas por alpinismo social ou tropismo da notoriedade.
Consultem.
O que está acontecendo patrimonialmente com o Grêmio é morte anunciada.
ANTONIO CARLOS DE AZAMBUJA

MORTE ANUNCIADA Hiltor Mombach – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

20/03/2013

Gradis farão potreiro para o pessoal semi-aberto

Filed under: Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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A cada dia que passa fica mais difícil entender o que Paulo Odone fez com o Grêmio. Deu em troca uma propriedade bem localizada em troca de qualquer coisa fora da cidade, no meio de um banhado, ao lado de uma favela. Pior, abriu mão do que era seu, e assim terá que pagar, mande ou não seus jogos no mangue, a OAS. Só daqui a 20 anos o Grêmio decidirá se os jogos terão prioridade aos shows do Roberto Carlos. Não sei como a OAS descobriu que Roberto Carlos não continuaria fazendo shows por mais 20 anos. Ou como o Grêmio não desconfiou…

O Corpo de Bombeiros sabe que não foram os torcedores que caíram no fosso, foi o Grêmio.

Grêmio se retira de reunião sobre setor da Geral na Arena

Clube criticou postura do Corpo de Bombeiros em encontro nesta tarde

Grêmio se retira de reunião sobre setor da Geral na Arena<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP

Grêmio se retira de reunião sobre setor da Geral na Arena
Crédito: Divulgação / CP

O Grêmio se retirou da reunião desta terça-feira para resolver o impasse sobre a arquibancada da Arena destinada à torcida Geral. O clube foi representado pelo vice-presidente Nestor Hein, que criticou a postura do Corpo de Bombeiros. Antes do encontro, a corporação já havia indicado que pediria a instalação de cadeiras no setor.
Hein afirmou que o Corpo de Bombeiros “não enviou um representante à altura” para o encontro. Conforme o dirigente gremista, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no final de fevereiro foi desrespeitado na reunião desta tarde, que também teve a presença do Ministério Público, da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) e Brigada Militar.
“O representante do Corpo de Bombeiros não tinha condições de esclarecer algumas questões. Na reunião anterior, foi assinado um TAC, que se o Grêmio atendesse determinadas exigências daquela região, ela poderia voltar a funcionar. Mas o Corpo de Bombeiros não tem norte, nem direção. Numa reunião assina um TAC e na outra vem com novas exigências”, argumentou o Hein.
Nova reunião nesta quarta
Uma nova reunião foi marcada para a tarde desta quarta-feira. Segundo o major Riomar dos Santos, que representou os bombeiros, o comandante que esteve no início das tratativas estará presente no próximo encontro: “A princípio ficou agendada uma reunião para amanha, com o comparecimento do comandante que acompanhou as tratativas desde o começo”.
O promotor do MP Fábio Sbardelotto afirmou que a possibilidade da colocação de gradis ganhou força no encontro. “Foi uma reunião bem proveitosa, claro que com muitas divergências no início. A gente buscou um consenso, apesar das dificuldades e manifestações. A proposta de colocar proteções no local, e não cadeiras, será levada ao comandante dos bombeiros. Discutimos até que as cadeiras naquele espaço podem servir como armas. Por isso, essa possibilidade de proteções foi debatida”, explicou.
A área da Geral está interdita desde 31 de janeiro, quando após o gol do Grêmio diante da LDU, torcedores realizaram a tradicional “avalanche” e caíram no fosso. O clube já havia frisado que está disposto a colocar grades de contenção em todo setor. Desta forma, a comemoração seria evitada, mas a arquibancada continuaria com a torcida em pé.

19/03/2013

OAS – Orçamento da Arena Sarcófago

Filed under: ARENA,OAS — Gilmar Crestani @ 8:59 pm
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Se as empresas privadas construtoras, como OAS e Andrade Gutierez, cuja razão da própria existência são as obras, erram em seus orçamentos na construção da ARENA e na reforma do Beira-Rio, fica difícil atacar os orçamentos públicos para as obras das olimpíadas e para a Copa. Será pura mania de atacar o que é público para legitimar a inicitava nas privadas?!

Custo da Arena do Grêmio teve aumento superior a 50%

Orçamento saltou de R$ 300 milhões para R$ 475 milhões

Orçamento saltou de R$ 300 milhões para R$ 475 milhões<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer / CP Memória

Orçamento saltou de R$ 300 milhões para R$ 475 milhões
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

De pouco mais de R$ 300 milhões, quando foi assinado o contrato em dezembro de 2008, o custo da Arena do Grêmio saltou para R$ 475 milhões, no início das obras em setembro de 2010. Um aumento superior a 50% em menos de dois anos. Em agosto de 2011, a OAS fez os esclarecimentos da razão deste crescimento de valores na construção do estádio tricolor.
Obtido pelo Correio do Povo, este documento tornou-se um dos itens centrais no debate entre o clube e a construtora. "No momento prefiro não me manifestar sobre esse assunto", declarou o integrante do Conselho de Administração, Adalberto Preis, encarregado por Fábio Koff de cuidar da transição e das tratativas com a empreiteira.
Do aumento orçado em R$ 169 milhões, mais de um terço provém do crescimento dos gastos com a mão de obra. Ao longo da construção, foi preciso negociar com o sindicato um aumento no salário dos operários, além de garantir passagens aéreas para a visita deles às cidades natal, já que a maioria tinha origem no Nordeste. Esses gastos redundaram em um aumento de R$ 70 milhões.
Foi preciso também recalcular a quantidade necessária de estruturas metálicas, aumentando em 1 tonelada e gerando mais R$ 25 milhões de custos. Além disso, houve um aumento das estacas de fundação, somando outros R$ 7 milhões.
Há ainda a construção de uma praça para o acesso dos torcedores, que se trata do mezanino que fica sobre o estacionamento, apontado no item II do documento encaminhado pela OAS. O projeto original foi alterado e o estádio não foi construído sobre um shopping como previsto inicialmente, acarretando em mais R$ 65 milhões para a construção da obra.


Com informações de Hiltor Mombach e William Lampert

Correio do Povo | Esportes | Custo da Arena do Grêmio teve aumento superior a 50%

16/03/2013

Ninguém compra o que é seu!

Filed under: ARENA,Futebol,Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 9:59 am
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Mas vende o que não é. Como fez Odono do Grêmio… Engraçado é ver Pedro (des)Ernesto Denardin defender, em nome da RBS, a OAS. “O Grêmio não precisa comprar a Arena porque é dela”, bradava seu Ernesto. Como diria Brizola, ah! os interé$$es… O contrato de compra e venda estabelece que o Grêmio tem de pagar a OAS todas vez que clube, como mandante, jogar em outro lugar, como no Olímpico. Parecem os contratos da era FHC, vendendo o que era público, emprestando dinheiro público (BNDES) à iniciativa privada, e proibindo as Agências Reguladoras de… regularem.

Se a ARENA não é do Grêmio, o que aquele “do” está fazendo ali no meio da placa do nome?! Em todo caso, é sintomático o nome do local: “ARENA do GRÊMIO”. Este “do” parece meio envergonhado, espremido entre um casal em litígio de separação, como filho enjeitado… Como pais envergonhados, resolveram depositar o filho da relação num arrabalde, fora da civilização. Será o Humaitá uma sucursal da FEBEM!? Ou será só uma FASE?!

E não é que descobriram só agora que o Grêmio foi convidado para entrar na Arena apenas para ser comido pelo leão!

Impasse na Arena: OAS diz que não venderá estádio, Grêmio busca alternativas

Inaugurada no final do ano passado, Arena está dando mais manchetes fora do que dentro de campo | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Da Redação

Ainda não há acordo entre Grêmio e OAS sobre o que será feito do contrato envolvendo a Arena — e, a julgar pelos últimos acontecimentos, qualquer aperto de mãos ainda está longe de acontecer. O Grêmio busca mecanismos para fechar um potencial rombo financeiro, causado pelo comprometimento das rendas do quadro social — mas a OAS deixa claro não ter nenhum interesse em repassar ao Grêmio sua parte no empreendimento, a partir de uma opção contratual de compra que ganhou vulto na última semana.

Leia mais: Para evitar crise financeira, Grêmio pede à OAS revisão do contrato da Arena

O Grêmio está especialmente preocupado com a gestão de recursos envolvendo os sócios do clube. No momento, o Grêmio aluga parte da área destinada aos associados, em um valor que chega aos R$ 42 milhões ao ano e compromete quase a totalidade do valor arrecadado pelo clube a partir de seu quadro social. Para diminuir esse rombo, o clube tenta renegociar esse aluguel, o que pode passar por um aumento do tempo de parceria com a OAS — o que diminuiria, em teoria, o valor mensal do aluguel — ou, como vem sendo ventilado, a compra por parte do Grêmio da parte pertencente à construtora.

“Essa especulação surgiu apenas na mídia”, afirma Carlos Eduardo Barreto, diretor da OAS/Arenas, praticamente descartando qualquer negociação nesse sentido. “Não achamos que caiba tratar de questões relativas ao investimento feito para viabilizar a obra”, acentuou, acrescentando que não houve discussão sobre redução do aluguel na reunião com o Grêmio ocorrida na quinta-feira (14). Segundo ele, é preciso respeitar as condições originais do contrato, uma vez que a OAS contraiu obrigações com parceiros comerciais e bancos que financiaram o empreendimento.

Adalberto Preis, que representou o Grêmio na reunião, preferiu adotar um tom otimista, mas cauteloso. Embora diga que acredita em uma solução “bastante próxima”, preferiu não entrar em detalhes sobre os rumos da negociação. “Ambas as partes buscam uma solução equilibrada. O Grêmio não pode ter prejuízo nenhum. O equilíbrio orçamentário é importante para que o Grêmio possa ter um time vencedor, o que é fundamental para o sucesso da própria Arena”, ressaltou Preis, que disse ter saído “muito satisfeito” da reunião.

Um elemento que pode ajudar (ou dificultar) em um eventual acordo envolve as partidas do Campeonato Gaúcho disputadas no Olímpico no começo deste ano, quando já havia sido concluída a migração de sócios e a previsão era de jogos apenas na Arena do Grêmio. Como a solicitação para mudança de estádio nessas partidas foi feita pela Arena Porto-Alegrense, empresa responsável pela gestão do estádio, o Grêmio acredita que o valor a ser pago pelo Grêmio (ainda não quitado pelo clube) pode — ou deve — ser diminuído.

“Há muita reclamação de sócios (que não puderam ver jogos na Arena)”, acentua Adalberto Preis. “Nem Grêmio nem OAS sabem qual o valor a ser pago. O Grêmio tem consciência de que precisa pagar, pois disputamos três jogos na Arena até aqui. Mas não há um montante fixo definido. Penso que é possível que paguemos menos (do que o valor originalmente previsto)”.

Com informações de Correio do Povo, Jornal do Comércio e Zero Hora

Sul 21 » Impasse na Arena: OAS diz que não venderá estádio, Grêmio busca alternativas

14/03/2013

OAS & Grêmio

Filed under: Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 11:01 pm
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O Correio do Povo denuncia, a RBS contemporiza. O tom das coberturas  são muito diferentes. O Correio recebe e publica; a RBS recebe e embolsa. Não sei quem passou a mão na bunda de quem, mas  a RBS estava lá e sabe? Neste festim alguém ficou com o botim.

O Grêmio vai ter de usar OB para estar a sangria…

Vira-Vira

pelos Mamonas Assassinas

Raiiios

Fui convidado pra uma tal de suruba,
Não pude ir, gremista foi no meu lugar
Depois de uma semana ele voltou pra casa,
Todo arregaçado não podia nem sentar.

Quando vi aquilo fiquei assustado,
Gremista chorando começou a me explicar.
Dai então eu fiquei aliviado,
E dei graças a Deus porque ele foi no meu lugar

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Passaram a mão na bunda e Gremista ainda não comeu ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já passaram a mão na bunda,
E gremista ainda não comeu ninguém!

Oh Colorado olha só como eu estou
Tu não imaginas como eu estou sofrendo
Uma teta minha a OAS ‘arancou’
E a outra que sobrou está doendo

Oh Gremista vê se larga de frescura
Que eu te levo no hospital pela manhã
Tu ficaste tão bonito monoteta
Mais vale um na mão da OAS do que dois no sutiã

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Passaram a mão na bunda e Gremista ainda não comeu ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já passaram a mão na bunda,
E gremista ainda não comeu ninguém!

bate o pé….

burrp (arroto)

hmm… bate o pé…

Oh gremista essa suruba te excita
Arrebita, arrebita, arrebita
Então vai fazer amor com uma cabrita
Arrebita, arrebita, arrebita
Mas gremista isto é bom que te exercita
Bate o pé, arrebita, arrebita
Pirata tu na cabeça tem titica
Larga de putaria e vá cuidar da padaria.

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Te passaram a mão na bunda e ainda não comeu ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já te passaram a mão na bunda,
E ainda não comeu ninguém!

Vamos lá gremistas; todo mundo dançando, raios! Todo mundo comigo! Uou, uou, uou, oh Gremio se deu mal vamo lá!
Ai, como dói…

12/03/2013

Garage sale

Filed under: Futebol,Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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Clique sobre a imagem para ver o texto completo!

Odone vendeu a mãe e o Grêmio foi de regalo… E por aí se entende outra barbaridade. Na venda, entregou também a administração. Quem decide as prioridades no uso da várzea não é o Grêmio. Em primeiro lugar shows, como o do Roberto Carlos, só depois vem as peladas, como aquela contra o Huachipato.

A insanidade do negócio gremista quase contaminou o do colorado. O mau exemplo anda rápido. E assim se justifica toda a histeria da RBS contra o Inter por não ter aberto as pernas, como o Grêmio.

Foi inesquecível o gol do Neymar contra o Inter na Libertadores passada. Mas mais inesquecível foi o histerismo do Pedro Ernesto Denardin narrando o jogo. Foi uma semana em que os veículos da RBS deitaram e rolaram, jogando casca de banana para ver se conseguiam tirar uma casquinha do Inter. Tentaram melar de todas as formas o negócio que o Inter estava fazendo. Tentaram, inclusive, introduzir, como autêntico cavalo de Tróia, um pool de empresas gaúchas para preparar o Beira-Rio para a Copa. Tudo muito suspeito, para dizer o mínimo. Foi mais um episódio vergonhoso deste grupo que se sustenta em virtude da passividade bovina dos gaúchos com relação aos seus desmandos. Na tentativa de conseguir com o Inter o que a OAS havia obtido do Grêmio, a Andrade Gutierrez conseguiu da RBS, sabe-se lá a que preço, o apoio para tentar cuspir no prato em que haviam comido. O acordo havia e precisava ser cumprido. O problema é que o acordo era bom para o Inter e nem tanto para a RBS. O jogo contra a pobreza no final do ano passado, no Humaitá, foi organizado pela RB$. Eles queriam mandar também no Beira-Rio.

Não fosse o apoio político da Presidenta Dilma e hoje o Inter também estaria sem estádio para chamar de seu.

Não é estranho que o grupo mafiomidiático que domina 80% do mercado de mídias no RS ainda não tenha produzido uma grande reportagem, em rádio, jornal ou tv, a respeito do que está acontecendo com o Grêmio? Não. Não é estranho.

Partindo da RBS é até natural. O contrário é que seria estranho. Não é que a RBS seja gremista. Se trabalhasse com informação ao invés de negócios não seria  RBS.

E não é de hoje que a RBS mistura interesses comerciais com manipulação de informação.

O artigo da imagem foi publicado originalmente no Observatório da Imprensa, em 21/11/2001.

Koff admite compra da Arena

Postado por redacao, CORREIO DO POVO, em 12 de março de 2013Grêmio

Hiltor Mombach e William Lampert
gremio_X_OASA possibilidade de o Grêmio formalizar uma oferta para a compra da Arena torna-se cada vez mais possível. Hipótese prevista na cláusula 7.4 do contrato firmado entre o clube e a OAS, em dezembro de 2008, obtido pelo Correio do Povo, e já admitida pelo presidente gremista Fábio Koff.
“O Grêmio está estudando este assunto. O Adalberto Preis é quem está tratando desta possibilidade”, salienta. Integrante do Conselho de Administração e ex-presidente da Grêmio Empreendimentos, durante a gestão de Duda Kroeff, Preis é bastante comedido ao comentar o assunto. “São dois pontos. É uma possibilidade prevista e não há nenhuma negociação em andamento”, salienta. No entanto, o dirigente admite que o assunto é analisado. “O Grêmio está estudando todas as hipóteses e esta é uma”, completa.
Prevista no contrato, no entanto sem nenhum valor estipulado. Este é um dos principais pontos analisados, para saber qual o valor que seria necessário desembolsar na compra. O Grêmio teria que assumir o financiamento feito junto ao BNDS, que gira em torno de R$ 260 milhões e serão pagos nos próximos sete anos.
Assim, como aponta o item 7.4.1, o banco precisa concordar com a opção de compra. O clube iria adquirir a totalidade da OAS Superficiária — no caso a Arena Porto-Alegrense —, responsável por explorar, nos próximos 20 anos a superfície do terreno em que foi construído estádio. Há quem garante que a OAS não tem interesse em administrar o estádio. Seus principais lucros não virão da exploração das áreas da Arena, mas dos empreendimentos imobiliários, tanto no Humaitá, como na Azenha.
Para a compra definitiva do novo estádio por parte do Grêmio, além de assumir o financiamento com o BNDS, o clube utilizaria para a proposta o valor do terreno do Olímpico, os índices construtivos nos terrenos dos dois bairros que a construtora irá explorar e as isenções fiscais dadas pelo governo para a obra. A área do atual estádio gremista foi avaliada em R$ 74 milhões, mas alguns apontam que poderia facilmente atingir um valor de R$ 100 milhões.
Pontos analisados na hipótese de montar uma oferta a OAS, estipulando a forma de pagamento, como relata a cláusula 7.4.2. No entanto, mesmo sem precisar um valor, em caso de a construtora rechaçar a primeira proposta, o contrato firmado prevê que um preço possa ser calculado, por uma empresa especializada. Relatado no item 7.4.4: “o preço para a opção de compra será aquele determinado a partir do Patrimônio Líquido Ajustado ou do Fluxo de Caixa Descontado da Superficiária, o que for maior”.
A aposta, porém, é que não seria preciso chegar a tal ponto e um acordo seria firmado bem antes.

Koff admite compra da Arena Hiltor Mombach – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

10/03/2013

Grêmio recicla “OB” usado da OAS

Filed under: Futebol,OAS — Gilmar Crestani @ 7:49 pm
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Esclarecimentos sobre a Arena do Grêmio

Postado por Juremir em 10 de março de 2013Esporte

Caro amigo Juremir

Importante posição da tua coluna deste domingo. Encaminho este email apenas para fazer um resgate histórico e justiça.
A contestação do ‘negocio’ Arena teve início em 2009, quando o Dr. Helio Dourado conseguiu uma cópia do contrato ‘secreto’ do Grêmio com a OAS e repassou a mim para fazer uma análise crítica do referido termo assinado. O parecer que segue em anexo, data do final de 2009 e tudo oque ali foi escrito, previsto e alertado, está começando a acontecer.

Desde aquela época, eu e o Dr Helio temos sido desqualificados, ridicularizados, humilhados e sempre criticados por pregar o apocalipse que jamais ocorreria, pois o negócio era perfeito. Com apenas dois meses de convivência e de execução do contrato, não somente tudo aquilo que foi dito e ESCRITO vem se confirmar, como está se dando com maior velocidade e maior poder destrutivo.

Todos devem sim pedir desculpas ao Dr. Helio Dourado por ter mantido uma posição firme e sólida, com base em dados técnicos que este teu amigo elaborou ainda naquele ano.

Passaram-se mais de três anos. Um sofrimento permanente pois jamais arredamos pé da nossa posição. Se deres uma olhada no blog – gremioacimadetudo.com.br  – estará toda nossa luta registrada no site.
Acredito que o Dr. Helio deva ser resgatado com justiça, pois aos 82 tem sido um dos poucos lúcidos a contestar o negócio que pode enterrar o Grêmio.

Se quiseres mais dados, informações, números….pode me procurar.
Abs

Gladimir Chiele

*

Análise crítica do contrato firmado entre Grêmio e OAS (2009)

Esta análise crítica tem o objetivo de fomentar o debate em torno da real proposição que cerca a relação contratual efetuada pelo Grêmio com a OAS, para a construção da Arena. As afirmações aqui contidas possuem a correspondente citação ou transcrição da respectiva cláusula contratual, visando elucidar melhor a questão.

Primeiramente, cabe esclarecer que o contrato possui cinco partes envolvidas. Quatro delas com maior intensidade e uma com participação reduzida. São elas:

Grêmio – firmatário do contrato

OAS – firmatária do contrato

Proprietária (OAS I) – empresa criada para adquirir o terreno no Humaitá

Superficiária (OAS II) – empresa a ser criada para receber o direito de uso do terreno do Humaitá, com a construção e exploração da Arena.

Grêmio Empreendimentos – participação no Conselho de Administração da empresa superficiária, constituindo minoria no referido conselho. A empresa receberá do Grêmio 10% de cada parcela do preço fixo e 20% do variável, quando este for pago. O Grêmio poderá vetar diretores indicados pela OAS, de forma ‘justificada’, aprovar orçamento, plano anual de uso da Arena e plano estratégico.

Assim, a questão pode ser definida desta maneira:

Dos Termos dos Considerandos (Introdução ao Contrato)

1. A OAS cria uma empresa Proprietária para comprar o imóvel no bairro Humaitá. (Considerandos ‘v’)

1.1 – a Proprietária apenas destaca o imóvel para a construção da Arena. Área restrita à edificação do estádio. Nada mais. Não há qualquer participação do Grêmio no entorno, com o condomínio e centro de compras da OAS; (Considerandos ‘v’ do contrato)

1.2 – a Proprietária constitui direito de utilização da superfície do terreno a outra empresa (direito de superfície), denominada Superficiária, também criada pela OAS; (Considerandos ‘vi’ do contrato)

1.2 – nesta relação entre a Proprietária e a Superficiária, ambas da OAS, fixa-se um valor determinado para que a Superficiária pague para a Proprietária o uso do terreno e da Arena, durante 20 anos.  O valor será recebido pelo Grêmio após a transmissão da propriedade. (Considerandos ‘v’ do contrato)

2. A Superficiária (da OAS) constrói o prédio da Arena, no pedaço destacado do imóvel do bairro Humaitá, restrito especificamente para a construção da Arena. Ou seja, a Arena não terá nem área de estacionamento para o Grêmio (314 vagas somente), ficando o estádio confinado no referido pedaço. As demais vagas (1915) serão exploradas pela OAS. (Considerandos ‘vi’ do contrato)

3. A Superficiária vai explorar a Arena, em praticamente todas as suas dependências, recebendo todos os valores gerados a partir deste uso, pelo prazo de 20 anos. O Grêmio nada receberá deste uso, com exceção do preço fixo e variável. O preço variável é resultado de uma fórmula: Lucro Líquido = LLA – depreciação – amortização do financiamento – necessidade de capital de giro – investimento – principal do financiamento. Talvez não haverá o que distribuir.

Área de construção estimada: 181.000 m2. Área destinada ao uso do Grêmio (vestiários, memorial, salas administrativas e de imprensa – em torno de 10.000 m2 e o estacionamento de 314 vagas.

(Considerandos ‘vi’do contrato e itens 5.3 e 5.4 da escritura)

4. O Grêmio transmitirá à OAS todos os direitos sobre os imóveis da Azenha. Todos. (Considerandos ‘viii’ do contrato)

5. O Grêmio deve transmitir à Proprietária da OAS, os direitos sobre os imóveis da Azenha, tão logo estejam constituídas as duas empresas e houver a desoneração da área do Olímpico. Ou seja, a partir da existência da Proprietária e da Superficiária, e da conclusão da Arena, os direitos sobre os imóveis da Azenha já podem ser transmitidos em troca da área da Azenha (desonerada). (Considerandos ‘x’ do contrato).

Dos Termos do Contrato

1. A Arena somente ocupará uma parte do terreno adquirido pela OAS. Vale dizer, será da Arena o pedaço de área restrita à sua ocupação, sem qualquer entorno, nem mesmo para estacionamento, exceto as 314 vagas. Não haverá participação do Grêmio no entorno.

(Cláusula Primeira – 1.1 do contrato)

2. A OAS, pela empresa Superficiária, deverá construir a Arena em até 30 meses após o atendimento das condições previstas na Escritura de Superfície.

(Cláusula Segunda – 2.4.2 do contrato)

3. A OAS, através da empresa Proprietária do terreno, se compromete a transferir ao Grêmio a propriedade do Imóvel da Arena, após a data de conclusão da obra, porém sem qualquer direito sobre a mesma. O Grêmio, em troca da total transferência da área do Estádio Olímpico e os demais terrenos da Azenha, com quase 09 hectares, em zona de alta valorização imobiliária, receberá a propriedade da área no bairro Humaitá, mas sem poder mandar no que seria seu próprio estádio.

A Arena será transmitida ao Grêmio, mas quem permanecerá com os direitos sobre o estádio será a Superficiária, ao longo de 20 anos.

(Cláusula Segunda – 2.5 do contrato).

4. O Grêmio transmitirá à OAS (através da empresa chamada Proprietária) os direitos sobre os imóveis da Azenha, livres de quaisquer ônus, dívidas, penhoras, e eventuais embaraços, sejam administrativos, judiciais ou extra judiciais.

Receberá em contrapartida a propriedade de uma Arena, dentro de um pedaço de área onde caberá pouco mais do que o estádio e cujo direito de uso pertence a outra empresa. Trata-se de uma troca de praticamente 09 hectares, em zona valorizada, com um estádio construído, por um prédio em que o Grêmio será uma espécie de inquilino por 20 anos.

(Cláusula Terceira – 3.2.1 do contrato)

5. A empresa Superficiária da OAS terá os seguintes direitos sobre a utilização da Arena e além do estádio, ao longo de 20 anos:

5.1 – resultado da bilheteria de todos os eventos realizados;

5.2 – 100% da renda dos jogos dos campeonatos e amistosos;

5.3 – 100% da renda dos jogos que o Grêmio tiver direito nos estádios dos adversários, e outras receitas abaixo descritas;

(Cláusula Terceira – itens 3.4, 3.9 e 3.9.1 do contrato)

6. O Grêmio tem a obrigação de usar somente a Arena para todos os seus jogos dos campeonatos, torneios e amistosos, pelo fato de que a renda pertence a OAS.

(Cláusula Terceira – itens 3.5 e 3.5.1 do contrato)

7. Caberá ao Grêmio os direitos da TV, publicidade de campo e patrocínio da equipe, mas estes valores são concedidos em garantia para a OAS, a partir de 1º de janeiro de 2009, até o cumprimento as obrigações em desonerar toda a área da Azenha.

(Cláusula Terceira – item 3.6.1 e Cláusula Oitava – item 8.2 do contrato)

8. O Grêmio não pagará nada a OAS para realizar as partidas dos campeonatos em que tiver mando de campo, mas terá o custo de cada associado que pagar mensalidade ao Clube e que acessar a Arena. O torcedor será sócio da Arena e não do Grêmio.

(Cláusula Quinta – itens 5.1, 5.2. do contrato)

9. O Grêmio não poderá treinar na Arena, devendo manter Centro de Treinamento próprio para as atividades regulares.

(Cláusula Quinta – itens 5.2.1 do contrato)

10. O acesso do Grêmio à Arena será estabelecido pela OAS, da seguinte forma:

10.1 – a OAS, pelo Conselho de Administração, fará um plano anual de uso pelo Grêmio;

10.2 – não poderá haver prejuízo às atividades programadas pela OAS ou ao gramado;

10.3 – desde que possa gerar renda à OAS.

(Cláusula Quinta – itens 5.2.2 do contrato)

11. O Grêmio poderá acessar e usar as áreas destinadas às instalações administrativas, salas de reunião, imprensa e museu, pagando as despesas correspondentes.

(Cláusula Quinta – item 5.3 do contrato)

12. A Arena será administrada pela OAS por 20 anos, em todos os eventos que forem realizados, de acordo com o plano de exploração do estádio aprovado pelo Conselho de Administração da OAS.

(Cláusula Quinta – itens 5.4 e 5.5 do contrato)

13. O Grêmio poderá indicar 02 (dois) membros do Conselho de Administração da Arena, de um total de 05 (cinco). Ou seja, minoria permanente.

(Cláusula Quinta – item 5.7 do contrato)

14. Os Conselheiros do Grêmio poderão vetar as seguintes matérias:

14.1 – alteração no estatuto da empresa da OAS (Superficiária);

14.2 – reestruturação da Superficiária ou sua dissolução;

14.3 – declaração de auto falência;

14.4 – qualquer contrato acima de R$ um milhão, exceto da construção;

14.5 – alienação de bens acima de R$ cem mil, dentro do exercício.

(Cláusula Quinta – item 5.8 do contrato)

15. A participação na gestão da Arena, através do Conselho da OAS (Superficiária) será feita pela Grêmio Empreendimentos.

(Cláusula Quinta – item 5.9 do contrato)

16. O descumprimento genérico de qualquer cláusula do contrato prevê uma notificação, com prazo não inferior a 30 dias para sanar. Após o prazo acordado, multa de R$ 10.000,00 dia.

(Cláusula Sexta – item 6.1 do contrato)

17. A OAS não poderá transferir a terceiros o controle da Superficiária, mas somente com negativa justificada do Grêmio. Se não houver uma ‘boa’ justificativa, a Arena (direitos de superfície) poderá ser vendida para outros interessados. No entanto, o Grêmio terá direito de preferência em igualdade de condições com os terceiros.

(Cláusula Sétima – itens 7.1 e 7.1.1/2 e 7.2 do contrato)

18. A OAS deverá notificar o Grêmio quando receber proposta de terceiro, com prazo de 60 dias para aceitar as condições da referida proposta. O Grêmio deve exercer o direito de preferência, com base nos valores da proposta apresentada à OAS, na exata participação que a OAS quiser vender.

(Cláusula Sétima – itens 7.2.1, 7.2.2, 7.2.3 e 7.3 do contrato)

19. A qualquer momento o Grêmio poderá comprar a participação da OAS Superficiária, com a prévia concordância da instituição credora do financiamento.

(Cláusula Sétima – itens 7.4 e 7.4.1 do contrato)

20. O Grêmio cedeu em garantia das obrigações assumidas, a única grande fonte remanescente de renda, qual seja, o direito de transmissão televisiva dos jogos, desde 1º de janeiro de 2009. Não cumprido o cronograma de desoneração, a OAS poderá utilizar os recursos da TV, obtido através da centralização em um único banco.

20.1 – O contrato prevê a retenção diretamente na conta corrente do Grêmio;

20.1 – O valor a ser retido é a soma atualizada dos débitos e obrigações assumidos pelo Grêmio no Cronograma de Desoneração, divididos pelo número de meses faltantes até 31-12-2011. Após esta data, a retenção será total;

20.3 – O Grêmio declara no contrato que, para 2009, o fluxo anual de receitas da TV é superior a R$ 15 milhões;

20.4 – Os contratos futuros de TV deverão continuar servindo de garantia para o cronograma de desoneração da área da Azenha;

20.5 – O Grêmio autoriza a Superficiária no contrato a reter tais valores e já efetuar o pagamento à OAS em nome do Grêmio.

(Cláusula Oitava – itens 8.2, 8.2.1, 82.2.1, 8.2.4 e 8.3 do contrato)

Rescisão

21. A previsão de rescisão somente abrange os itens previstos na Cláusula Quarta, que tratam de condições NÃO obrigatórias para as partes. A notificação para o cumprimento de algo que não é obrigatório é de 90 dias e pode ensejar rescisão do contrato. As condições que o Grêmio pode exigir são:

21.1 – desmembramento do imóvel no Humaitá, com matrícula própria;

21.2 – aquisição do imóvel da Arena pela Proprietária;

21.3 – constituição do direito real de uso da OAS para a OAS;

21.4 – conclusão das obras da Arena.

21.5 – descumprido o prazo da notificação, multa de R$ um milhão;

(Cláusula Nona – itens 9.1, 9.1.1 e 9.2 do contrato)

22. O contrato veda rescisão após o início das obras. As hipóteses de rescisão, que praticamente não são previstas, somente podem ocorrer até o início da construção da Arena.

(Cláusula Nona – item 9.3 do contrato)

23. As partes acordam não ser a indenização por perdas e danos a forma adequada para o adimplemento das obrigações recíprocas.

(Cláusula Décima – item 10.1 do contrato)

24. O Grêmio deverá obedecer o cronograma de desoneração para receber a propriedade da Arena. Ou seja, entregar os imóveis da Azenha livres e desembaraçados para utilização pela OAS como melhor entender. Contudo, a Arena deverá permanecer alienada pelo período integral do financiamento. Receberá apenas o direito de propriedade constituído pela OAS a uma de sua controladas, mas sem o direito de uso, que caberá à Superficiária, e sem a propriedade do bem, pois o mesmo estará alienado ao agente financeiro.

(Cláusula Onze – alínea ‘k’ do contrato)

25. O contrato prevê a solução de eventuais divergências através de um Tribunal de Arbitragem, composto de três árbitros escolhidos de acordo com o Regulamento do Centro de Arbitragem Basil-Canadá, em São Paulo.

(Cláusula Doze – item 12.1 do contrato)

Cláusula Resolutivas

26. O contrato se resolve (extingue) se o Estado não aprovar lei de desoneração no imóvel do Humaitá até 5-03-2010.

26.1. – a Escola de 2º Grau Colégio Sto Inácio deve ser transferida no mesmo prazo;

26.2 – a Escola de 1º Grau Oswaldo Vergara e o CTG da mesma forma;

26.3 – escoteiros e um Posto da Brigada igualmente devem ser removidos até 5 de março de 2010.

26.4 – existência de impedimentos legais quanto a execução do projeto de construção ou situações que comprometam o retorno econômico-financeiro da OAS.

27. O contrato se extingue se até 5 de março de 2010 a Superficiária (OAS) não conseguir o financiamento mínimo de 45%, entre o montante de R$ 140 e R$ 170 milhões, com prazo de amortização de 10 anos.

28. Ocorrendo os eventos dos itens 26 e 27, o contrato fica extinto ou as partes encontrarão uma alternativa conjunta.

29. O Grêmio deverá indenizar a OAS se a exploração do imóvel da Azenha fique inviabilizada ou atrase por culpa do Grêmio, inclusive em vista de demandas de associados ou torcedores.

30. Cabe indenização pelo Grêmio por qualquer ação judicial investigação, fiscalização ou outro procedimento iniciado por qualquer pessoa ou autoridade em relação a qualquer imóvel da Azenha.

CONSTITUIÇÃO DO DIREITO DE SUPERFÍCIE

Por este instrumento de escritura pública, a OAS I (Proprietária) e a OAS II (Superficiária), concedem entre si o direito da OAS II construir a Arena sobre o imóvel de propriedade da OAS II. O Grêmio terá o direito de fiscalizar o cronograma das obras.

A OAS II ficará com o direito de usar a superfície, portanto da Arena, por 20 anos.

1. A Arena será multi-uso. Além de partidas de futebol, será usada para eventos culturais, artísticos, shows, concertos e afins, conforme cronograma da OAS II. Também contará com lojas, restaurantes e serviços.

(item 3.2 – da Escritura)

2. Os 20 anos correm a partir: da conclusão da Arena, da aceitação do estádio pela OAS e pelo Grêmio OU da transferência total da propriedade da Azenha. O que ocorrer por último.

(item 4.1 – da Escritura)

Pagamentos e custos

3. A OAS I (Proprietária) concede o direito de superfície do terreno da Arena à OAS II (Superficiária) gratuitamente pelo prazo de construção do prédio.

3.1 – Quando a obra for entregue, a Proprietária cobrará um valor fixo e um valor variável da OAS II, da seguinte forma:

a) valor fixo – 240 parcelas mensais de R$ 583.333,00 durante o período de pagamento do financiamento por parte da OAS II (Superficiária/Grêmio), previsto para 10 anos;

(item 5.1 – da Escritura)

b) valor fixo – após o período de pagamento do financiamento de 10 anos, a parcela mensal será de R$ 1.166.666,67, atualizados pelo IPCA-IBGE, desde dez/2008, até fechar as 240 parcelas;

(item 5.2 e 5.2.1 – da Escritura)

c) valor variável – pago pela OAS II (Superficiària) à Proprietária com base no lucro líquido da OAS II, apurados duas vezes ao ano. Durante o período de pagamento do financiamento da Arena, a OAS II pagará 100% do variável ao ano. Após o pagamento, o montante será de 65% do lucro líquido, semestralmente.

(item 5.3.1 – da Escritura)

* Não há no contrato previsão acerca da possibilidade da Arena ficar concluída e pronta para ser explorada antes da transferência dos imóveis da Azenha. Assim, em caso de uso da Arena não havendo transmissão da propriedade para o Grêmio, a Proprietária receberá as parcelas mensais, conforme previsto na Cláusula Segunda, item 2.5.1 do Contrato Principal.

4 – A Superficiária estimará a receita no Plano Anual, através do Plano de Negócios. Se a receita estimada for inferior a 80% da previsão, OAS I e OAS II vão elevar e reajuste acima do IPCA-IBGE.

(item 5.2.2.1 – da Escritura)

5 – A obra somente terá início se o Grêmio cumprir o cronograma de desoneração da Azenha e assinar a centralização dos créditos televisivos em banco de primeira linha, ‘penhorando’ tais créditos à OAS.

(item 6.27 ‘d’ e ‘e’ – da Escritura)

6 – O uso da Arena pelo Grêmio não é direito, mas obrigação, tendo em vista que a renda dos jogos será da OAS II (Superficiária). O Grêmio não terá que pagar para usar o campo de jogo.

(item 7.1.1 – da Escritura)

7 – Caso a OAS II e o Grêmio entenderem ser mais vantajoso jogar fora da Arena, o Grêmio fica autorizado, com a quase totalidade da renda convertida para a OAS II.

(item 7.4 – da Escritura)

8 – Em todos os jogos do Grêmio, a OAS II será responsável pela administração do estádio, não cabendo qualquer interferência do Grêmio. Nem mesmo com as autoridades de segurança pública.

(item 7.6 e 7.6.1 e 7.6.2 – da Escritura)

9 – Se o Grêmio perder o mando de campo por culpa da OAS II, será reembolsado das despesas com a realização da partida em outro local e poderá ficar com a renda do jogo.

(item 7.6.3 e 7.6.4 – da Escritura)

10 – Se o Grêmio perder o mando de campo por sua culpa, terá que reembolsar a OAS II com 60% da receita bruta da média dos últimos 05 jogos realizados na Arena.

(item 7.7 – da Escritura)

11 – Se a perda do mando for sem culpa do Grêmio e fora da Arena, o reembolso do Grêmio para a OAS II será de 60% da menor receita da Arena no campeonato.

(item 7.8 – da Escritura)

12 – O Grêmio pode usar áreas da Arena, como vestiários, 300 vagas de estacionamento, salas de reuniões e de imprensa, num total previsto de 20.000 m2. O custo operacional destas áreas é de responsabilidade do Grêmio.

(item 7.10 – da Escritura)

13 – A OAS II terá o direito de explorar a Arena durante os 20 anos, sem qualquer anuência ou autorização do Grêmio.

(item 8.1 – da Escritura)

Dos Associados

14 – O Grêmio poderá conceder desconto ou isenção do custo do ingresso à Arena para associados, desde que reembolse a OAS II cada real concedido.

(item 8.2 – da Escritura)

15 – Nenhum sócio ou torcedor terá acesso a Arena sem pagar ingresso, exceto se houver reembolso por parte do Grêmio.

(item 8.2.1 – da Escritura)

16 – A OAS II pagará os tributos sobre a Arena.

(item 9.1 – da Escritura)

Desoneração dos imóveis da Azenha

17 – O Grêmio possui dívidas de R$ 47.421.841,00 aproximadamente.

Maiores débitos:

a)    Zinho – negociado – R$ 7.000.000,00

b)   Tributos – Timemania – R$ 33.000.000,00

c)   Flamengo – 5.700.000,00

17.1 – Formas de amortização/desoneração

a)    30% liberados até 01-12-2009

b)   15% liberados até 01-06-2010;

c)   15% liberados até 01-12-2010;

d)   15% liberados até 01-06-2011;

e)    25% liberados até a conclusão das obras.

Escritura de Compra e Venda

A escritura de compra e venda foi assinada entre o Grêmio, a OAS I (Proprietária), a OAS II (Superficiária) e a OAS Construtora.

1. A Arena será construída em fração do imóvel do Humaitá. Ou seja, somente sobre o terreno que comporte o estádio, nada mais. Sem entorno.

(Considerandos ‘iii’ da escritura)

2. O imóvel é resultado de um aterro sanitário então existente no local, com profundidade superior a 20 metros.

3. Assim, a OAS I (Proprietária) adquire o imóvel, destaca parte dele para construir a Arena, constitui o direito de superfície para a OAS II (Superficiária), em troca de um valor de R$ 583.333,00 (para Superficiária ou Grêmio, após a transferência da Azenha para a OAS), durante o financiamento (10 anos) e de R$ 1.166.666,67, até completar os outros 10 anos. Os pagamentos iniciam ao Grêmio quando houver a transferência de propriedade da Arena ao Grêmio, que passará a ser a Proprietária.

(Considerandos ‘v’ da escritura)

4. A OAS I transfere ao Grêmio a propriedade da Arena, sem o direito de superfície, em troca o Grêmio transfere a propriedade dos imóveis da Azenha.

(Considerandos ‘v’ e ‘vii’ da escritura)

5. A escritura de compra e venda somente poderá ser rescindida se o contrato principal for rescindido.

(Cláusula Segunda – item 2.3.1 – da escritura)

6. O Grêmio não poderá se negar a cumprir a escritura, sob pena de adjudicação compulsória dos imóveis da Azenha.

(Cláusula Segunda – item 2.4 – da escritura)

7. Cabe ao Grêmio despejar eventuais inquilinos de áreas da Azenha.

(Cláusula Terceira – item 3.1.2 – da escritura)

8. A estimativa de valor da área da Azenha prevista no contrato é o montante constante do IPTU 2009, ou seja, valor venal, abaixo do valor de mercado.

(Cláusula Terceira – item 3.2 – da escritura)

9. O pagamento da OAS I ao Grêmio por toda área da Azenha será através do prédio da Arena, com o direito de superfície da OAS II por 20 anos. Elas por elas.

(Cláusula Terceira – item 3.3 – da escritura)

10. A venda dos imóveis da Azenha é na conformação ad corpus, ou seja, na totalidade, no estado em que se encontra, sem medidas ou metragem quadrada.

(Cláusula Terceira – item 3.6 – da escritura)

11. Se o Grêmio não regularizar a situação dos imóveis da Azenha em prazo de 60 dias da data do cumprimento da escritura, deverá indenizar a OAS I com base no cálculo da perda do potencial construtivo estimado no projeto de exploração da área. Ou seja, um valor de grande monta.

(Cláusula Terceira – item 3.7, ‘c’ – da escritura)

Arbitragem

12. As dúvidas, ou divergências, do contrato de escritura de compra e venda, serão resolvidas em São Paulo, no tribunal de arbitragem, com base no Centro de Arbitragem da Câmara Brasil-Canadá.

(Cláusula Sétima – item 7.1 – da escritura)

Plano de Negócios

O Plano de Negócios da Arena foi desenvolvido pela OAS e pelo Banco Santander, sem qualquer participação do Grêmio. Na prática, o Grêmio figura como usuário autorizado da Arena, quando tiver jogos do calendário previamente definido pelo Conselho de Administração da OAS II a cumprir.

A gestão da Arena será ‘profissional’, com reduzida interferência do Grêmio, já que será feita pelo Conselho de Administração, onde a participação do Grêmio é minoritária.

Receitas

Naming Rights – o Grêmio perde o direito de dar nome ao seu estádio, ou seja, cabe a OAS nominar da forma como quiser o empreendimento, hoje conhecido como “Arena”. Exemplo é o estádio do Bayer de Munique batizado de Allianz Arena.

Patrocínio nas arquibancadas;

Pouring Rights – Venda de bebidas, camarotes, cadeiras, etc…tudo pela OAS. O Grêmio não tem participação direta alguma.

Locação para eventos e shows;

Locação de espaços para restaurantes,lojas, quiosques, etc

Cadeiras de Ouro – localizadas no centro do campo e atrás das goleiras;

Camarotes corporativos – centro do campo e atrás das goleiras;

Bilheteria de arquibancadas – 100% OAS

Passeios pela Arena – visitantes do estádio.

Gestão da Arena (Dados 2008)

 

Espaço 

Quantidade Capacidade  

Pessoas cada

Valor Unitário 

Ano

Valor Total Ano Valor Médio p/ Jogo
Camarote Presidencial  01 240 Cedido ao Grêmio Grêmio Grêmio
Camarotes VIP 

Meio

66 22 235.000,00 15.510.000,00 346,00
Camarotes VIP 

Fundos

64 20 188.000,00 12.032.000,00 276,00
Cadeiras 

Meio

4.192 01 4.080,00 17.103.360,00 120,00
Cadeira Fundo  2.816 01 2.720,00 7.659.520,00 80,00
Naming Rights  01 01 5.000.000,00 5.000.000,00
Bancadas  04 cont 01 300.000,00 1.200.000,00
Pouring Rights  03 01 500.000,00 1.500.000,00
Eventos 

Shows Grandes

01 Arena 300.000,00 300.000,00 ?
Eventos 

Shows Médios

20 Arena 80,00
Eventos Corporativos  70 Arena 5.000,00 a 20.000,00
Estacionamento  300 Grêmio      
Estacionamento/Jogos  1.655 20,00   20,00
Visitas Arena  15.000   5,00 75.000,00  

Numero de Jogos por ano – 34

POA, dezembro de 2009.

Gladimir Chiele

OAB/RS 41.290

Juremir Machado da Silva – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

21/01/2013

Ainda falta uma CPI dos corruptores

Filed under: Corruptores,Empreiteiras,Itaú,OAS,Privada — Gilmar Crestani @ 7:38 am

Maiores doadoras somam gasto de R$ 1 bi desde 2002

Construtoras e bancos são principais financiadores das campanhas eleitorais

Os números se referem à prestação de contas de partidos, comitês e do 1,5 milhão de candidatos das últimas seis eleições

PAULO GAMADE, F. de SÃO PAULO

As dez empresas que mais doaram nas eleições dos últimos dez anos desembolsaram mais de R$ 1 bilhão para financiar as campanhas de candidatos no país inteiro.

Nesse grupo há cinco construtoras, três bancos, um frigorífico e uma metalúrgica.

O montante repassado por elas a políticos entre 2002 e 2012 é suficiente para bancar quinze campanhas semelhantes à que levou Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, a mais cara de 2012. Equivale também ao custo da reforma que prepara o estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

As quatro primeiras posições são de empreiteiras: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão.

Todas elas mantêm contratos vultosos com o poder público -em São Paulo, por exemplo, as quatro participaram do consórcio que executou parte da linha 4-amarela do metrô e a OAS venceu a disputa por dois lotes do trecho norte do Rodoanel.

Só em 2012 o governo federal pagou R$ 213 milhões diretamente à Camargo Corrêa, a maior parte por contratos com o Ministério dos Transportes. A Queiroz Galvão recebeu outros R$ 420 milhões da União, segundo o Portal da Transparência.

Os números são de levantamento feito pela Folha nas prestações de contas de partidos, de comitês e dos cerca de 1,5 milhão de candidatos que concorreram a um cargo eletivo de 2002 a 2012. Os valores foram corrigidos pelo índice de inflação. Os dados são disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A quinta empresa na lista é a JBS. Entre seus acionistas está o BNDES, banco público de fomento que detém cerca de um terço da empresa.

Os outros líderes no levantamento são os bancos Alvorada (Bradesco), Itaú e BMG, a empreiteira UTC e a produtora de aço Gerdau.

CONCENTRAÇÃO

A concentração das doações é ainda maior se forem considerados os grupos a que essas empresas pertencem, já que parte dos conglomerados divide as doações entre subsidiárias. É o caso do Bradesco, que, além das doações do Banco Alvorada, investiu por meio do Bankpar (R$ 18,3 milhões) e da Tempo Serviços (R$ 20 milhões).

Há também grupos que dividem as doações de maneira equilibrada: a Vale doou R$ 107 milhões via quatro empresas, e a Odebrecht, R$ 68 milhões por sua construtora e pela Braskem.

O volume de doações registradas cresce a partir de 2010. Isso porque, até 2008, apenas candidatos e comitês declaravam suas contas eleitorais. As doações aos partidos eram informadas, sem discriminação, junto à contabilidade geral da sigla no final do ano.

A Folha ouviu as empresas sobre diretrizes do financiamento eleitoral.

O Itaú informou ter uma política específica que determina que as doações sejam feitas por um único CNPJ e diretamente a candidatos. Os repasses são definidos por um comitê, que analisa seus históricos e plataformas.

A Gerdau diz que doa para "fortalecer a cidadania e impulsionar a evolução social e econômica". A Odebrecht, que faz doações "em prol da democracia e do desenvolvimento econômico e social".

A Vale afirmou que busca se manter "imparcial" e não faz doações, mas que empresas do grupo não estão impedidas. O Bradesco e a Queiroz Galvão não se pronunciaram. As outras empresas dizem apenas que as doações são feitas de acordo com a legislação eleitoral.

11/01/2013

Pijamas de aluguel

Filed under: Grêmio,OAS — Gilmar Crestani @ 11:15 am

E que os gremistas parem de invejar quem tem um Estádio pra chamar de seu, que isso é uma merda!

Saúde e fôlego, Koff!

Postado por Hiltor Mombach em 11 de janeiro de 2013Esportes

A empresa Arena Porto Alegrense concorre com o Grêmio no que diz respeito a licenciamentos.
Consta que está em contrato firmado entre OAS e Grêmio que a Arena Porto Alegrense ficou autorizada a usar a marca Grêmio para licenciar produtos.
Obteve a autorização de forma gratuita.
O Grêmio, a oitava marca mais valiosa do Brasil, concorrerá com o Grêmio via Arena Porto Alegrense.
Ouço que será construída uma megaloja de venda de produtos na Arena.
E que serão abertos quiosques.
E que a Arena POA não estava autorizada a abrir lojas para comercializar os produtos. Iria vendê-los de porta em porta?
A Arena Porto Alegrense ganhou de graça (vale a redundância) a oitava marca mais valiosa do Brasil para lançar seus produtos.
Alguém dirá que o Grêmio vai receber 65% do que for comercializado.
Vai concorrer com ele mesmo e receber 65% quando recebia 100%.
E vai receber 65% do resultado líquido (35% são da OAS).
Ou seja, de nada.
Sim, porque o resultado líquido de 2013 deve apontar lucro zero.
Mais: o balanço só sairá ao final da temporada.

Ignorante é o cara que ignora, que não está a par de algo.
Fui ignorante.
Quando ouvi um integrante da direção passada dizer que o Grêmio havia comprado o 4º anel da Arena por R$ 23 milhões pensei que o Grêmio havia comprado o 4º anel. Comprou, sim, mas por uma temporada.
Ora, isto tem outro nome, aluguel.
Alguém me diz que o Grêmio terá que pagar para a OAS R$ 42 milhões anuais em aluguéis de espaços na Arena.
Se fizer isto por 20 anos terá pago R$ 840 milhões, quase dois estádios.

O ano de 2012 mal terminou mas já teria aparecido uma conta da OAS (ou da Arena Porto Alegre) para dividir com Grêmio durante 2013.
São R$ 14,9 milhões de despesas pré-operacionais.

O Grêmio criou espaço em seu site para vender produtos do Olímpico.
Ainda bem que a grama ainda não começou a ser comercializada.
No final do ano passado o torcedor abraçou o velho estádio, fez alentaço, chorou no Gre-Nal de despedida, enquanto os sócios viam suas mensalidades majoradas e os mais aquinhoados compravam camarotes para ver o time jogar na Arena.
Agora há esta possibilidade de começar o ano atuando no Olímpico.
Se, assim, no condicional, se isto acontecer, teremos uma enxurrada de visitas ao Procon. E ficará o mico de uma Arena inaugurada sem condições.

Saúde e fôlego, querido amigo Fábio Koff. Vai precisar. E muita para tocar este barco.

19/12/2012

ARENA é do Grêmio; Polo Norte, do Papai Noel

Filed under: ARENA,Grêmio,OAS,Papai Noel — Gilmar Crestani @ 9:18 am

Diretor da OAS diz: "A Arena é do Grêmio"

O presidente da Arena Porto-alegrense, Eduardo Pinto (na foto, ao lado do deputado federal Danrlei), acredita que Fábio Koff possa ter interpretado de forma errada algum ponto do contrato entre Grêmio e OAS, ao dizer que a Arena não pertence ao clube.

Presente à cerimônia de posse do novo presidente, ocorrida ontem, Pinto ressaltou que "a parceria é fantástica".

– Foi uma interpretação errada de algum ponto. Eu tenho certeza de que ele sabe da grandiosidade desse projeto para o Grêmio. Quem dá as garantias e paga as dívidas, caso ocorra algum problema, é a OAS. O torcedor gremista tem certeza de que a casa é dele – destacou o dirigente, que ainda não falou com Koff depois da entrevista do presidente eleito a Zero Hora.

Pinto comparou o contrato entre OAS e Grêmio ao financiamento de uma casa ou de um carro. Nos dois casos, existe a obrigatoriedade do pagamento de prestações, "mas o comprador tem a certeza de que o objeto é 100% seu".

Ele considerou "totalmente descabido" o projeto de tombamento do Estádio Olímpico, apresentado ontem na Câmara pelo vereador Pedro Ruas (PSOL).

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