Ficha Corrida

04/09/2016

Jogo dos erros: descubra o intruso escanteado

Filed under: China,Dilma,G20,Michel Temer,Turquia — Gilmar Crestani @ 8:03 pm
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temvagaai

31/07/2016

Em causa própria

OBScena: uma imagem, Gilmar Mendes com José “Tarja Preta” Serra, Armínio Fraga e Eliseu Padilha, em reunião preparatória para o golpe paraguaio contra a democracia brasileira. Esta foto explica toda preocupação de Gilmar Mendes e seus êmulos com a democracia dos outros. Para bom entendedor, meia foto basta, a metade da direita…

Há um ditado português que diz “elogio em boca própria é vitupério”.  No caso, preocupação com o próprio pescoço é confissão. Ou, descendo ao popular, pimenta no dos outros é refresco…

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GILMAR MENDES, DIAS TOFFOLI E OTAVIO LUIZ RODRIGUES JUNIOR

Ameaça à independência judicial na Turquia

31/07/2016 02h00 – FOLHA DE SÃO PAULO

As notícias sobre a tentativa de golpe militar na Turquia causaram indignação em todo o mundo, dadas as naturais repercussões de uma ruptura da ordem democrática, em pleno século 21, em um país tão relevante no concerto internacional.

No entanto, a reação do governo turco merece veemente repúdio. Há quase 15 mil pessoas encarceradas, sem devido processo legal, formação de culpa ou ato judicial que lhes permita conhecer os fundamentos das prisões.

Em resposta ao malogrado golpe, autoridades judiciárias, militares e professores universitários foram presos e vêm sendo mantidos em condições subumanas, recolhidos em estádios e prisões improvisadas. São cenas que lembram práticas de ditaduras, não de governos democráticos em legítima reação a atos de insurgência. As democracias contemporâneas dispõem de meios de proteção sem o apelo a práticas dessa natureza.

Para que se tenha ideia da gravidade da situação, há juízes do Tribunal Constitucional, da Corte de Cassação e de vários tribunais de apelação presos ou com paradeiro desconhecido, sem falar em membros do Ministério Público, advogados e professores de direito, alguns deles conhecidos dos autores deste artigo.

Coincidentemente, muitas dessas pessoas promoveram ações, julgaram processos ou escreveram artigos denunciando casos de corrupção e restrições a direitos fundamentais na Turquia. Autoridades militares que foram presas, entre elas o comandante da Força Aérea, têm aparecido em fotografias com visíveis marcas de espancamento, o que põe em dúvida a legitimidade dos métodos utilizados pelo governo turco após o fracasso do golpe.

Qualquer ameaça à ordem democrática há de ser combatida com veemência. É legítimo o uso da força necessária para reagir a grupos que se levantam contra o Estado de Direito. Não se enfrentam ataques armados à democracia com flores. Nada justifica a insurgência de forças militares contra governos legitimamente constituídos.

Por outro lado, prisões em massa, inclusive de juízes, sem individualização de condutas, destituídas de provas, atentam brutalmente contra regras elementares de direitos humanos. É muito preocupante, ainda, a ameaça de restabelecimento da pena de morte para alcançar os supostos envolvidos na tentativa de golpe.

Não se deve admitir que um incidente como o ocorrido na Turquia possa servir de pretexto para agressões indiscriminadas a opositores políticos e a membros do Judiciário.
Nesse contexto, mostra-se urgente e necessária uma manifestação firme por parte da comunidade internacional. A Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa sobre questões constitucionais, e outros organismos já foram acionados para denunciar os abusos cometidos pelo governo turco.

O Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério das Relações Exteriores e a Associação dos Magistrados Brasileiros expediram comunicados em favor dos direitos fundamentais das pessoas presas ou desaparecidas.

O repúdio a tentativas de golpe não se transmuda, portanto, em tolerância a atos arbitrários de governos legítimos. É essencial o respeito às leis como forma de preservação do Estado de Direito.

GILMAR FERREIRA MENDES, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI é ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)

OTAVIO LUIZ RODRIGUES JUNIOR é professor doutor do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP

28/07/2016

Folha da Turquia

Folha da Turquia

Para esconder os expurgos brasileiros, em curso pela Cleptocracia instalada no Planalto pela mídia a serviço dos seus finanCIAdores ideológicos, a Folha de São Paulo comete um ato falho. Por que o golpe na Turquia tem importância mas o golpe no Brasil resta tratado como um fato da natureza. Como dizem os golpistas, as instituições golpistas estão funcionando. A única coisa que não funciona no Brasil do golpe paraguaio é a verdade. Nossa mídia nunca funcionou como tal. Sempre esteve à serviço da plutocracia. Nossas instituições existem para que a plutocracia continue sendo como há 500 anos.

O medo estampado na capa deste 28/07/2016 é mais uma cortina de fumaça, igual àquela em que fraudou uma pesquisa para tentar nos convencer que Temer é um estadista. Nem os jornais italianos ou alemães de dos anos 30 do século passado foram tão longe para tratar Mussolini e Hitler como o fazem hoje Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS. A Folha não está nem aí para os expurgos que a dupla Michel Temer & Eduardo CUnha, para atender interesses da Rede Globo, pratica no MINC. Foram 81 funcionários postos na rua porque Michel Temer precisa fazer funcionar sua máquina de destruição, e, ao mesmo tempo, adular seus patrocinadores. Os expurgos na EBC também não vem ao caso. Talvez seja o caso de se perguntar quanto da velha mídia sobraria se Dilma voltar e implantar os métodos de Erdogan?!

Hoje buscam dizer que o golpe turno foi  um auto golpe. Mas o que foi o golpe brasileiro? Quais foram as bases para afastar Dilma? Aliás, quais são os fatos que levam à caçada obsessiva do grande molusco? A velha mídia recrutou mercenários para massacrar o PT e expurgar Dilma e Lula.

Pelo andar da carruagem a única saída para Lula será se filiar ao PSDB e encher seus pedalinhos de cocaína. Hoje no Brasil os únicos inimputáveis são os filiados ao PSDB e os grandes traficantes.

No Brasil da Folha tem mais chance de virar ministro um mega traficante de cocaína do que um dono de pedalinho.

A Turquia é aqui!

Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer

27 de Julho de 2016

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“Um dos maiores vexames internacionais a que o país poderá ser submetido nos próximos anos é o conhecido uso desmesurado de dinheiro público pela família de Michel Temer”, diz interlocutora profundamente versada em intimidades dos centros de poder.  “Marcela é o ponto fraco de Temer”, diz a fonte. “Os caprichos dela ainda vão custar caro…”.

A conversa decorreu de fato envolvendo a mulher de Temer que saiu discretamente na mídia, mas que, fosse outro grupo político a ocupar o governo federal, teria ganhado grande destaque. Ou seja: se Lula ou Dilma governassem, o tema dessa reportagem daria pano pra manga.

Ainda estão frescas na memória de quem presta atenção no Brasil as picuinhas da imprensa contra os presidentes petistas. Lá em 2004, por exemplo, o mundo quase caiu sobre a cabeça de Lula porque a imprensa cismou com um arranjo floral nos jardins do Palácio da Alvorada que reproduziria uma “estrela do PT”.

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A imprensa caçou ferozmente qualquer tipo de vinculação pública do então presidente Lula com seu partido, como se tal vinculação fosse segredo. O portal G1 chegou ao absurdo de questionar o fato de a esposa do então presidente, Marisa Letícia, usar um maiô com uma estrela vermelha estampada.

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A obsessão midiática por supostos “abusos” dos presidentes “petistas” com a res pública perdurou até a era Dilma. Reportagem do Estadão de alguns anos atrás implicava com outra “estrela petista” que teria sido plantada na Granja do Torto.

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Na semana passada, a imprensa noticiou que a ida de Marcela Temer e de seu filho para Brasília tem provocado mudanças na rotina e nos protocolos do Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência da República.

Uma das medidas tomadas recentemente foi a proibição do uso do estacionamento público localizado na entrada do local, que chegou a ter seu acesso bloqueado por um período logo que Temer assumiu o comando do país, em maio deste ano.

O que se sabe é que o caso não ganhou o destaque merecido. Na verdade, não ganhou destaque algum. A notícia saiu bem escondidinha e sumiu em seguida.

Marcela proibiu o uso do estacionamento porque ficou incomodada com a exposição que poderia ter e com a possibilidade de que fossem feitas fotos da área privativa do palácio caso a imprensa ficasse naquele lugar.

Quando a imprensa vai cobrir a Residência Oficial do presidente da República, seguranças vêm indicando outra região onde os carros de reportagem e veículos particulares podem ser estacionados.

Esses locais são improvisados. Ficam em um canteiro de grama, afastado da entrada do Jaburu, que teve o meio-fio quebrado para facilitar o acesso, ou em faixa de asfalto com a marcação de proibição para o tráfego.

As demarcações são irregulares, mas estão lá porque “dona Marcela quer”.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou que a restrição ao uso do estacionamento público tivesse sido pedida por Marcela, mas não explicou por que tal medida só foi tomada após a chegada dela ao Palácio.

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Seja como for, a restrição intempestiva e inédita de uso de área pública simboliza um comportamento da família presidencial que em outros tempos geraria “indignação” na imprensa antipetista.

A fonte do Blog citou esse caso como decorrente de histórias sobre o comportamento de ditador de república bananeira que se diz que vem sendo adotado por Temer, sobretudo após virar presidente interino.

Em maio último, o tabloide  inglês “Daily Mail” publicou extensa reportagem sobre Marcela dando conta de uma vida de “família real” que os Temer se dão à custa de dinheiro público.

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O tabloide, que utiliza fotos postadas nos perfis do Instagram de pessoas próximas a Marcela, comparou os gastos da esposa de Michel Temer aos de Maria Antonieta, rainha da França na época da Revolução Francesa e esposa de Luís XVI, no fim do século 18.

Segundo o jornal britânico, os gastos financeiros da primeira-dama, de 33 anos, não refletem o momento de crise que o Brasil enfrenta.

Na artigo, o Daily Mail lista uma série de aquisições não só para Marcela, como para sua família. Entre eles, as viagens internacionais de primeira classe, cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para a mãe de Marcela, Norma Tedeschi, e uma vida regada a champanhe, roupas caras e festas badaladas para a irmã, Marcela Fernanda Tedeschi.

Ainda de acordo com a publicação, a família possui quatro camareiras somente para lavar e passar as roupas, além de duas empregadas, uma cozinheira e uma babá para cuidar de seu filho único, Michelzinho, de 7 anos.

As despesas, segundo o jornal, não param por aí: Marcela Temer teria promovido uma reforma em vários cômodos no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência em Brasília, que, de acordo com a publicação, custou milhões de reais de dinheiro público. Marcela teria ainda insistido para o marido comprar uma casa para sua mãe e sua irmã na capital federal avaliada em cerca de R$ 7 milhões.

Diante do comportamento anterior da imprensa, quando petistas governavam o país, surpreendeu a reação da imprensa brasileira ao que diz a homóloga britânica. Reportagem do jornal Folha de São Paulo tenta desqualificar a matéria atribuindo-lhe pequenos erros que, na prática, não invalidam uma só acusação de abuso do dinheiro público atribuído à família presidencial.

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Entre os erros que a imprensa brasileira atribuiu à matéria britânica está a informação de que Marcela estava ao lado do marido na cerimônia de posse de Temer como presidente interino, apesar de que ela não estava. E, ironicamente, a matéria critica o perfil de Marcela pelo “Mail” por citar críticas que teriam sido direcionadas ao casal sem divulgar o autor das falas.

Sim, você leu corretamente: a Folha criticou o jornal britânico por divulgar informações de fontes que não quiseram se identificar, como se, no Brasil, essa prática não estivesse por trás de nove entre dez denúncias midiáticas contra petistas.

O tabloide, segundo a Folha, afirmou “incorretamente” que a irmã de Marcela, Fernanda Tedeschi, chegou a posar para a revista “Playboy” e que as fotos depois “foram misteriosamente vazadas na internet”.

A defesa que Folha faz para a família Temer diz que a irmã de Marcela, Fernanda apenas assinou um contrato com a revista e desistiu antes de posar para o ensaio. As fotos que chegaram a ser divulgadas são de uma prévia antecipada pela Editora Abril, que publicava a “Playboy” na época.

O que isso muda em relação à denúncia da imprensa britânica? Se você disse nada, acertou.

O fato a destacar é que se estão erradas as informações sobre gastos exagerados feitos pela família Temer, cumpriria à imprensa brasileira investigar e publicar a verdade. As reformas feitas no palácio, todos os gastos abusivos com dinheiro público teriam que ser investigados e, em nada sendo encontrado, aí, sim, a imprensa brasileira poderia inocentar sua equivalente britânica, mas o assunto morreu em maio e nunca mais se ouviu falar do assunto.

Por outro lado, surgiram versões de que a preocupação com o suposto estilo imperial de Marcela, que dizem custar (muito) dinheiro público, seria “machismo”.

Não é difícil de isso ocorrer. Marcela é o alvo perfeito para machismo, tanto quanto Dilma. Porém, ninguém viu a mulher de Temer reclamando da Veja por tê-la qualificado como “bela, recatada e do lar”, o que, para qualquer mulher emancipada, é quase uma ofensa.

Porém, não pode haver machismo em uma denúncia objetiva de que Marcela gasta o dinheiro suado de nossos impostos com mordomias… Certo? Assim, o que se pede, ao fim e ao cabo, é que essa denúncia seja alvo da mesma “apuração jornalística” que implicava com um mísero canteiro de flores em administrações petistas.

Arrumemos cadeiras confortáveis para esperar por essa apuração.

Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer | Brasil 24/7

16/07/2016

Golpista brasileiro pede respeito aos golpistas turcos

Filed under: Golpe,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,Itamarati,José Serra,Turquia — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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serraditadorQuando o tarja preta solta uma nota pedindo “respeito às instituições” o recado não poderia ser mais claro. O exército turco, quer queiramos ou não, é uma instituição. Se é uma instituição boa ou ruim, “não vem ao caso”, mas é uma instituição tanto quanto o MP, o Executivo ou o Congresso. Como o exército turco perdeu e seus líderes já foram executados, faltou ao José Serra o apêndice da Reuters ao FHC: “Podemos tirar, se achar melhor…”

O bom do golpe turco é que ele delimita o caráter dos nossos golpistas e da passividade dos brasileiros. Enquanto lá já forma executados os líderes, aqui só fazemos escracho. Nunca ficou tão claro a falta de legitimidade e pequenez dos nossos golpistas. A diferença do golpe brasileiro em relação ao golpe turco é que aqui a nota do Itamarati exigiria mais respeito várias instituições. São muitas as “instituições” brasileiras que se uniram para dar o golpe. E só pessoas destituídas de qualquer senso de respeito próprio e à inteligência alheia não querem ver isso.

A diferença para o golpe turco é que aqui nossas “instituições” protegem os golpistas com “tarja preta”.

Brasil diz defender respeito às instituições após tentativa de golpe na Turquia

sexta-feira, 15 de julho de 2016 21:37 BRT

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores, José Serra, declarou nesta sexta-feira que o governo brasileiro defende o respeito às instituições, depois que militares da Turquia afirmaram ter tomado o poder no país.

"O governo brasileiro insta todas as partes a se absterem do recurso à violência e recorda a necessidade de pleno respeito às instituições e à ordem constitucional", disse Serra, segundo comunicado divulgado pelo Itamaraty.

O ministro brasileiro da Cultura, Marcelo Calero, está na Turquia para a 40ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco e aguarda no hotel os desdobramentos da tentativa de golpe militar no país, informou a pasta em comunicado.

De acordo com o Ministério da Cultura, a comitiva brasileira "está bem" e "em constante contato com o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília", além de contar com apoio do Consulado Geral do Brasil em Istambul.

Até o momento não há a confirmação do cancelamento da reunião, segundo a pasta.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro acompanha com atenção a situação na Turquia e "recomenda aos cidadãos brasileiros residentes ou de passagem por aquele país que tomem as medidas necessárias para garantir sua segurança até que a situação se normalize".

Em comunicado, o Itamaraty acrescentou que a embaixada em Ancara e o consulado em Istambul estão atentos à situação dos brasileiros, inclusive aqueles que integram delegações oficiais em visita à Turquia.

Militares da Turquia disseram nesta sexta-feira que tomaram o poder, mas o governo eleito afirmou que a tentativa de golpe será controlada, em uma disputa em que foram ouvidas explosões e disparos contra o Parlamento em Ancara.

(Por Marcela Ayres e Tatiana Ramil, em São Paulo)

Brasil diz defender respeito às instituições após tentativa de golpe na Turquia | Manchetes | Reuters

15/07/2016

A Turquia é aqui!

Violência Chega de hiPÓcrisia!

Não pensemos na Turquia. Pensemos nos bandidos brasileiros, sob a liderança da Rede Globo, que estão golpeando nossa democracia para instalar uma cleptocracia. Nossa plutocracia nos é mais nociva que as forças armadas turcas.

Não choremos a inexistência das armas de destruição em massa que justificaram o roubo do petróleo iraquiano. Choremos pela inexistências das pedaladas fiscais. Pedaladas estas que a Rede Globo e a RBS jogavam na nossa cara como granadas de mão.

Não pensemos no motorista do caminhão que matou 84 inocentes nas ruas de Nice, na França. Aqui perto, há bandidos na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht, no Panama Papers, na Operação Zelotes, no CARF cujo valores surrupiados matam muito mais. Não por acaso, as duas primeiras medidas dos golpistas brasileiros foi diminuir os investimentos em educação e saúde, sem falar no problema da violência social. A primeira medida do novo presidente do Congresso, objetivo primeiro do golpe, foi assassinar a CPI do CARF, que pegou os milhões que o Gerdau & Caterva. Quantas viaturas policiais daria para comprar os 450 kg de pasta base de cocaína pega no heliPÓptero! Quem não fica indignado com a transformação do dono da aeronave em ministro dos golpistas não tem direito de lamentar os crimes de Pablo Escobar, nem se dizer inconformado com os tiroteios da Vila Tronco e da Vila Cruzeiro.

Não choremos pela morte de policiais por franco atiradores nos EUA. Policiais brasileiros morrem todos os dias no combate ao crime. E também aqui os negros são sempre os primeiros na linha de tiro. E contra políticas inclusivas, inclusive cotas raciais, a Rede Globo escala Ali Kamel para perpetrar uma granada de mão com o nome “Não Somos Racistas”. Os dinheiros sonegados ou lavados na Suíça, Seychelles, Cayman, Liechtenstein fazem falta para a segurança pública e para as políticas de inclusão social.

Não repudiemos os militares turcos que atiraram contra o povo turco. Repudiamos aqueles que, vestindo camisas verde-amarelas com escudo da CBF, padrão FIFA, foram, cabresteados pela RBS, ao Parcão pedir a volta da ditadura militar e derrubar uma Presidenta honesta para colocar uma notória quadrilha.

Os mesmos meios de comunicação nacional que ajudaram Eduardo CUnha a golpear a democracia fazem caras e bocas, com ares de indignação, para falarem no golpe turco. Mas foram os mesmos que festejaram o golpe militar contra Hugo Chaves. Não invejemos os bandidos externos, os nossos são mais eficientes. Golpeiam à luz do sol, em pleno domingo à tarde, puxados pela transmissão ao vivo. Trataram do assalto à democracia como se fosse uma rodada do Brasileirão, narrando os votos como se fossem gols marcados pelo time do coração. A senha, cara a velha tradição mafiosa, era famiglia. Esses são bandidos que nos causam mais males que o exército turco.

Je ne suis pas, Hebdo. Je suis Dilma, roubada, vilipendiada pelos bandidos que tomaram de assalto os cofres públicos brasileiros.

Bando de hiPÓcritas!

16/08/2014

Alemanha copio o pior dos EUA

Filed under: Alemanha,BND,Espionagem,Turquia — Gilmar Crestani @ 1:04 pm
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Turquía, diana del espionaje alemán

El servicio de inteligencia de Berlín utiliza los mismos criticados métodos que EE UU

Enrique Müller Berlín 16 AGO 2014 – 14:04 CEST11

La canciller alemana, Angela Merkel, y el primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. / reuters

El servicio Federal de Inteligencia alemán (BND) recibió la orden del gobierno alemán de espiar sistemáticamente a Turquía, un miembro de la OTAN y, por lo tanto, un aliado estratégico de Alemania. La orden fue incluida en el llamado “perfil de orden del gobierno federal (APB en sus siglas en alemán)”, que se actualiza cada cuatro años y que está vigente desde 2009.

El trabajo secreto del BND en Turquía fue revelado este sábado por la revista Der Spiegel, que también señala que el servicio de inteligencia interceptó y grabó al menos una llamada telefónica realizada por el secretario de Estado, John Kerry, en 2013. La llamada de Kerry fue captada por una red de escuchas que posee el BND en Oriente Medio.

Según Der Spiegel, la red de escuchas del BND también captó en 2012, una conversación telefónica que sostuvo Hillary Clinton con el ex secretario general de Naciones Unidas, Koffi Annan. Las conversaciones interceptadas por el BND, según la revista, fueron captadas de casualidad y ambas fueron realizadas en el marco de una operación destinada a vigilar organizaciones terroristas en Oriente Medio.

Las escuchas ilegales realizadas por el BND, que aún tiene su sede en la localidad bávara de Pullach, y el espionaje que lleva a cabo en Turquía, además de provocar un revuelo diplomático en Berlín, deja al desnudo que el controvertido Servicio Federal de Inteligencia alemán utiliza los mismos métodos de la Agencia Nacional de Seguridad (NSA), que llevó a cabo desde la embajada de Estados Unidos en Berlín una escucha sistemática del móvil de la canciller, Angela Merkel y posiblemente de toda la familia política alemana.

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La “captura” de las conversaciones realizadas por Clinton y Kerry, fueron analizadas en forma discreta por la cúpula del BND que, después de leer las transcripciones, ordenó su destrucción. Pero, en una rara jugarreta del destino que marca el mundo del espionaje, la orden de destruir los documentos recayó en Markus R, un funcionario medio del BND, que trabajaba como agente doble para la CIA. Antes de destruir los documentos, el topo hizo sendas copias que entregó posteriormente a sus contactos de la CIA.

Gracias al trabajo del topo alemán, la CIA también tiene en su poder una copia del “perfil de orden del gobierno federal”, un confidencial “cuaderno de tareas” redactado por los ministerios de Asuntos Exteriores, Interior, Defensa, Economía, Finanzas y Desarrollo, junto con la cancillería, y que resume las informaciones que desea obtener el gobierno en el exterior.

El APB detalla, por ejemplo, metas precisas como someter a vigilancia organizaciones terroristas, producción y utilización de armas de destrucción masivas, Oriente Medio, Rusia y China, pero el documento da luz verde al BND para vigilar las comunicaciones en todos los países donde se sospecha que existen focos de terrorismo, pero supuestamente excluye del monitoreo a los países miembros de la Union Europea y de la OTAN, una faceta del documento que hace honor a la filosofia de la canciller Merkel que señaló que el espionaje entre países amigos era “inaceptable”, durante una conversación telefónica con Barack Obama.

Pero, a causa del escándalo de escuchas realizado por el BND y la revelación de que Turquía está siendo espiada sistemáticamente por la agencia de inteligencia alemana, la protesta de Merkel ha perdido toda su fuerza y validez.

“Las más recientes revelaciones confirman nuestras sospechas que los servicios alemanes también están involucrados en un juego ilegal de contraespionaje”, dijo Konstantin von Notz, un influyente diputado de los Verdes. “La canciller debe aclarar de inmediato desde cuando está al corriente y si las llamadas de Clinton y Kerry fueron sometidas a un análisis de inteligencia”, añadió.

La canciller y el BND, por el momento guardan silencio.

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09/06/2013

A árvore que nasce da praça Taksim

Filed under: Orhan Pamuk,Praça Taksim,Turquia — Gilmar Crestani @ 9:11 am
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TURQUIA

Uma árvore, um parque

A praça Taksim e a história de Istambul

ORHAN PAMUK

RESUMO

O Prêmio Nobel de Literatura manifesta apoio aos recentes protestos na praça Taksim, em Istambul, cujo estopim foi a decisão governamental de arrasar o parque Gezi. A partir de vigília realizada por sua família, em 1957, contra o corte de uma castanheira, ele evoca momentos afetivos e políticos ligados à praça e à cidade.

Para compreender os acontecimentos em Istambul e entender essas pessoas corajosas que estão nas ruas, combatendo a polícia e sufocando com a fumaça venenosa do gás lacrimogêneo, quero começar com uma história pessoal.

Em meu livro de memórias "Istambul" (Companhia das Letras, 2007), escrevi sobre como minha família inteira vivia nos apartamentos que compunham o prédio Pamuk, em Ni?anta??. Em frente a esse prédio havia uma castanheira de 50 anos de idade, que, felizmente, continua ali. Mas, certo dia, em 1957, o prefeitura decidiu derrubar essa árvore para alargar a rua. Os burocratas presunçosos e governadores autoritários ignoraram a oposição do bairro.

Assim, no dia em que a árvore seria cortada, meu tio, meu pai e a família toda passaram dia e noite na rua, revezando-se para montar guarda. Dessa maneira protegemos nossa árvore; mas também criamos uma memória compartilhada que a família toda ainda recorda com prazer e que nos une.

Hoje a praça Taksim é a castanheira de Istambul e deve continuar a sê-lo. Vivo em Istambul há quase 60 anos e não posso imaginar que haja um único morador da cidade que não tenha pelo menos uma recordação vinculada de algum modo à praça.

Nos anos 1930, o velho quartel de artilharia que agora querem converter num shopping center continha um pequeno estádio de futebol onde eram promovidas partidas oficiais. O famoso "Taksim Gazino", que ocupava o centro da vida noturna de Istambul nas décadas de 1940 e 1950, ficava numa esquina do parque Gezi.

Mais tarde todas essas construções foram demolidas, árvores foram cortadas, novas árvores foram plantadas, e uma fileira de lojas e a galeria de arte mais famosa de Istambul foram instaladas em uma lateral do parque. Nos anos 1960 eu sonhava em ser pintor e expor meus trabalhos nessa galeria.

Nos anos 1970, a praça foi palco de comemorações entusiásticas do Dia do Trabalho promovidas por sindicatos e ONGs de esquerda e, durante algum tempo, eu mesmo participei dessas comemorações. (Em 1977, 42 pessoas foram mortas numa explosão de violência provocada e no caos que a seguiu.) Durante minha juventude, assisti com curiosidade e prazer a toda espécie de partidos políticos –partidos da direita e da esquerda, nacionalistas, conservadores, socialistas, social-democratas– promovendo comícios em Taksim.

Neste ano o governo proibiu a celebração do Dia do Trabalho na praça. Quanto ao quartel, que supostamente seria reconstruído, todos em Istambul sabem que ele acabaria como mais um shopping ocupando o último espaço verde que resta no centro da cidade.

O fato de que mudanças tão significativas na praça e no parque que abrigam as memórias de milhões de pessoas tenham sido planejadas e realizadas até a etapa da derrubada de árvores sem que a população de Istambul tenha sido consultada antes foi um erro grave do governo de Erdogan.

Fica claro que essa atitude insensível nasce do desvio crescente do governo rumo ao autoritarismo. (O relatório de direitos humanos da Turquia é hoje o pior de uma década.) Mas me enche de esperança e confiança ver que o povo de Istambul não vai abrir mão nem de seu direito de promover manifestações políticas na praça nem de suas memórias sem lutar.

tradução CLARA ALLAIN

05/10/2012

EUA solta do canil seu primeiro pitbull

Filed under: Isto é EUA!,Síria,Turquia — Gilmar Crestani @ 8:07 am

Ansiosos por mais uma guerra, os EUA sabem como desencadear uma. Infiltram em ambos os lados agentes de desestagilização. É o tal de dividir para governar. Esta não foi a primeira nem será a última em que os EUA arranjam uma justificativa de intervenção militar. Como na fábula da rã e do escorpião, “é da sua natureza”.

La guerra no tendrá lugar (por ahora)

Turquía insiste en que no abrirá un frente militar en el país vecino

Juan Carlos Sanz 4 OCT 2012 – 21:28 CET28

Un grupo de manifestantes en el centro de Estambul que protestan contra una posible intervención armada turca en Siria. / AFP

La lluvia de fuego de las baterías de artillería Tormenta, de fabricación surcoreana, que ha machacado en las últimas horas objetivos sirios no parece que vaya a incendiar, por ahora, la antigua tierra del norte de Mesopotamia. En primer lugar, porque el Gobierno de Turquía se ha apresurado a proclamar que la moción aprobada en la Gran Asamblea Nacional, que autoriza una operación militar contra Siria, no es una declaración de guerra, sino que sigue el modelo de las habituales incursiones —de ida y vuelta— del Ejército en el norte de Irak contra las bases de la guerrilla separatista del Partido de los Trabajadores del Kurdistán (PKK).

más información

El segundo argumento es para la comunidad internacional. Turquía insiste en que no abrirá un frente militar en el país vecino —ni siquiera para establecer, como pretende, una zona tampón de seguridad en territorio sirio: una franja fronteriza en la que proteger a los más de 80.000 refugiados que han huido de la guerra civil— sin contar con el visto bueno de Naciones Unidas. Pero la insalvable división entre los miembros permanentes del Consejo de Seguridad —con EE UU, Reino Unido y Francia a favor de la intervención, frente a Rusia y China, que rechazan toda injerencia internacional— lo hace inviable. La solidaridad expresada con inusual celeridad por la OTAN con un país miembro difícilmente se traducirá, por lo demás, en una implicación directa de la Alianza a favor de Turquía entre el Tigris y el Éufrates.

Y tercero y último, pero no menos importante, Turquía no está interesada en desencadenar un conflicto con Siria porque ya tiene su propia guerra en casa. En lo que va de año, cerca de 150 miembros de las fuerzas de seguridad turcas y unos 240 guerrilleros del PKK han muerto en los alrededor de 2.000 enfrentamientos armados o atentados, según ha reconocido el propio primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.

El conflicto kurdo se ha recrudecido en Turquía desde el estallido de la rebelión contra el régimen de Bachar el Asad en marzo de 2011. El islamista moderado Erdogan lleva intentando pacificar el sureste de Anatolia desde su llegada al poder, pronto hará una década. Pero el flujo de armas y milicias que atraviesa la ahora porosa frontera con Siria (hasta hace apenas un lustro estaba sembrada de campos de minas y alambradas) ha reactivado la actividad guerrillera. Aprovechando un largo alto, el PKK puede haber trasladado a algunas de sus fuerzas desde las montañas Qandil —en la triple frontera de Turquía con Irán y Siria— hasta las llanuras fluviales del sureste turco.

El mayor pueblo sin Estado del planeta, los cerca de 30 millones de kurdos diseminados en los tres países antes citados, parece sacar partido de cada conflicto que estalla en la región. Los kurdos del norte de Irak ganaron la autonomía regional, aunque los del norte de Siria deberán esperar a negociar su estatuto con quién salga vencedor de la guerra civil.

La guerra turco-siria no tendrá lugar, pero como apunta el director del Hurriyet Daily News, Murat Yetkin, “los vientos de guerra ya han empezado a soplar con fuerza y nadie sabe que pasará dentro de un mes tras la elección presidencial en EE UU”.

La guerra no tendrá lugar (por ahora) | Internacional | EL PAÍS

19/04/2012

EUA ‘traíram’ Brasil e Turquia. Que novidade!

Filed under: Brasil,Isto é EUA!,Lula,Trita Parsi,Turquia — Gilmar Crestani @ 9:14 am

No Brasil, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium ficaram ao lado dos EUA, claro. Nem poderia ser diferente. Eles são vira-latas com pedigree…

EUA ‘traíram’ Brasil e Turquia, e França e Grã-Bretanha tiveram ‘inveja’, diz autor de livro sobre Irã

Daniel Gallas

Da BBC Brasil em Londres

Atualizado em  18 de abril, 2012 – 07:32 (Brasília) 10:32 GMT

Lula, Amorim e Erdogan. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Após viagem a Teerã, Lula recebeu premiê turco em Brasília, no fim de maio de 2010

Os governos de Brasil e da Turquia foram "traídos" pela diplomacia americana, e potências como França e Grã-Bretanha tiveram "inveja" da capacidade dos dois países emergentes de convencer o Irã a assinar um acordo nuclear, segundo o especialista em Oriente Médio, Trita Parsi.

O analista lançou no mês passado, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o livro A Single Roll of the Dice ("Uma Única Jogada do Dado"), no qual entrevistou mais de 70 pessoas envolvidas nos esforços de diplomacia entre Estados Unidos e Irã, inclusive algumas autoridades brasileiras.

Um dos capítulos do livro é dedicado à missão de Brasil e Turquia, em maio de 2010, que acabou resultando em um acordo com o Irã. No entanto, poucas horas depois do anúncio, os Estados Unidos desautorizaram a iniciativa, preferindo adotar sanções contra o governo de Teerã.

Trita Parsi – que nasceu no Irã, mas fugiu com sua família quando criança e acabou construindo sua carreira nos Estados Unidos – conversou por telefone com a BBC Brasil.

BBC Brasil: No histórico do esforço de diplomacia entre Irã e potências ocidentais, o quão importante foi essa missão de Brasil e Turquia?

Trita Parsi: Eu acho que ela foi crítica, pois no fim das contas, a missão mostrou que a diplomacia poderia funcionar. O problema com a diplomacia que foi perseguida até então é que o timing ou as circunstâncias políticas nos países envolvidos não eram abertos o suficiente para que se chegasse a um acordo.

Se não fosse pelo esforço de Brasil e Turquia, poderíamos facilmente ter ficado com a impressão de que o esforço feito em 2009 por Obama havia levado à exaustão todas as iniciativas de diplomacia, e que não havia mais esperança. Brasil e Turquia mostraram que havia uma solução que poderíamos encontrar.

BBC Brasil: O que aconteceu com os EUA nesse processo? Os americanos mudaram de opinião depois que Brasil e Turquia conseguiram convencer o Irã a fechar um acordo, ou eles já estavam predispostos a não aceitar o sucesso da missão?

Trita Parsi: Infelizmente, acho que os EUA nunca levaram a sério esse acordo. Isso está claro hoje, olhando para trás. Eles esperavam que o Brasil (e a Turquia) fracassasse, e como resultado disso, que eles (americanos) pudessem gerar uma pressão por novas sanções. Quando Brasil e Turquia foram bem-sucedidos, isto atordoou os americanos e eles não estavam preparados para aceitar o acordo.

BBC Brasil: Então Brasil e Turquia – e sobretudo o ex-presidente Lula e o premiê turco Recep Tayyip Erdogan – foram traídos pela diplomacia americana?

Trita Parsi: Eu acho que sim. Eu acho que eles foram com boa vontade e fizeram o que achavam que seria necessário para obter o apoio dos EUA, e acabou se provando que não era bem assim. Agora, é verdade também que em algumas comunicações orais, autoridades dos EUA haviam deixado claro que eles não estavam muito contentes com os esforços de Brasil e Turquia.

Mas Brasil e Turquia são países independentes com vagas no Conselho de Segurança, e têm seu próprio papel a cumprir. Os EUA não podiam, necessariamente, dar um "não" completo a ambos. Mas daí eles enviaram uma carta a Lula dizendo "isso é o que você precisaria cumprir para que tudo funcione", e ele conseguiu cumprir.

Na minha visão, isso não é um dos melhores momentos da diplomacia americana ou de Obama.

Clique Leia também: EUA subestimaram diplomacia de Brasil e Turquia, diz livro sobre acordo com Irã

BBC Brasil: Existe algum papel que países emergentes – em especial Brasil e Turquia – podem cumprir nas negociações com o Irã, depois desta experiência tão frustrante?

Trita Parsi: O problema é que isso se tornou um marco negativo e desestimula outros países a se envolver, porque mesmo quando você é bem-sucedido, você acaba tendo problemas. O perigo é que isso se torne um empecilho para outros países que queiram ajudar no futuro.

O autor
  • Trita Parsi é nascido no Irã, mas morou quase toda a vida nos EUA, depois que sua família fugiu devido à perseguição política
  • Presidente e fundador da National Iranian American Council, uma entidade que defende a aproximação entre Irã e EUA
  • Colaborador de jornais e sites como Financial Times, Huffington Post e Wall Street Journal
  • Doutor em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University School
  • Contribui para o Woodrow Wilson International Center

BBC Brasil: Então os países emergentes não têm um papel em negociações como a do programa nuclear iraniano?

Trita Parsi: Eu acho que eles têm sim. Mas na próxima vez, será preciso entender que estas iniciativas são bastante arriscadas. E entre todas as prioridades do governo brasileiro, este será um assunto que o presidente brasileiro está disposto a colocar muito de seu capital político? Ou não? Mas claramente, Brasil e Turquia mostraram que têm habilidade para mediar e fazer as coisas funcionarem. A diplomacia deles foi eficiente, bem-sucedida e construtiva. O problema é podermos nos certificar de que o acordo será aceito politicamente pelas grandes potências, depois de acertado.

BBC Brasil: Não foram apenas os EUA que desautorizaram o acordo. França e Grã-Bretanha também se manifestaram contra a Declaração de Teerã…

Trita Parsi: Eles não ficaram contentes. Mas é preciso lembrar que para a Grã-Bretanha e França – dois países com assento permanente no Conselho de Segurança e poder de veto, é francamente um pouco embaraçoso ver potências novatas como Brasil e Turquia chegarem e serem bem-sucedidas na diplomacia e em questão de meses, onde França e Grã-Bretanha fracassaram por tantos anos.

"É francamente um pouco embaraçoso ver potências novatas como Brasil e Turquia serem bem-sucedidas na diplomacia e em questão de meses, onde França e Grã-Bretanha fracassaram por tantos anos."

BBC Brasil: Então existe um pouco de inveja nisso?

Trita Parsi: Claro. Existe um sentimento que mostra que o mundo está mudando, que existem novas potências em ascensão, e que as velhas potências não são mais tão eficientes. E Brasil e Turquia, neste sentido, envergonharam a França e a Grã-Bretanha.

BBC Brasil: Mas as velhas potências continuam ditando as regras, já que o acordo não foi cumprido e novas sanções foram adotadas contra o Irã. Estas potências emergentes têm mesmo algum poder?

Trita Parsi: Eu não diria isso. Eu acho que é importante notar que mesmo que o acordo não tenha ido adiante, mas as sanções tenham, o que isso tudo mostra é que a ordem internacional não reflete a distribuição de poder real. França e Grã-Bretanha não tem poder – ou pelo menos não tiveram a habilidade – para obter um acordo. Mas por eles estarem no Conselho de Segurança, algo que ainda reflete a estrutura de poder de 1945, eles ainda têm a sua vaga e a sua voz. Mas eles não tiveram habilidade para resolver o assunto. Brasil e Turquia tiveram.

BBC Brasil: E os outros países – inclusive emergentes – que não manifestaram apoio ao acordo firmado por Brasil e Turquia. Por que eles não fizeram nada?

Trita Parsi: Levando em consideração o quão rápido os EUA rejeitaram o acordo – e de forma tão veemente e categórica – eu acho que havia muito pouca oportunidade para que outros países pudessem fazer qualquer coisa. Eu acho que parte do motivo de os EUA terem sido tão rápidos, duros e negativos foi justamente para impedir outros Estados de apoiarem Brasil e Turquia.

Lula e Ahmadinejad. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Para autor, Brasil e Turquia conseguiram avanço importante na diplomacia com o Irã

BBC Brasil: O senhor parece bastante otimista, em seus artigos recentes, com a nova rodada de negociações entre EUA e Irã que começou no fim de semana passado. Existe motivo para esperança?

Trita Parsi: Eu acho que existem alguns fatores que podem fazer com que isso funcione. Existe um desejo do governo Obama de evitar uma guerra, de baixar o preço do petróleo, existe uma abertura devido à aceitação do enriquecimento de urânio no Irã sob certos limites. Parece haver alguns novos ingredientes que podem fazer com que isso funcione. Mas novamente o teste definitivo será ver se os desafios políticos serão vencidos ou não. Não só a parte técnica.

BBC Brasil: É preciso convencer os atores internos no Irã e nos EUA de que um acordo é importante?

Trita Parsi: Exatamente. E convencer os países que se opõem a um acordo, como Israel.

BBC Brasil: Não é pouco provável que isso vá acontecer justo em um ano de eleições presidenciais nos EUA?

Trita Parsi: É muito fascinante. Eu não esperava que isso fosse acontecer em um ano de eleição. Mas parece que justamente por causa das eleições, isso se tornou importante. Ou seja, os preços do petróleo precisam cair. Porque se os preços de petróleo estão altos em um ano de eleições, isso significa que o preço da gasolina é alto. Se a gasolina fica cara, a geração de empregos não vai acontecer de forma eficiente. E isso pode fazer com que Obama perca as eleições.

BBC Brasil – Notícias – EUA ‘traíram’ Brasil e Turquia, e França e Grã-Bretanha tiveram ‘inveja’, diz autor de livro sobre Irã

19/03/2012

A Europa e seus muros

Filed under: Eurozona,Grécia,Turquia — Gilmar Crestani @ 7:29 am

Desde os tempos do Imperador Adriano, a Europa não faz outra coisa que criar muros. E os EUA também fizeram o seu na fronteiro com o México. Além do Muro de Berlim, que já caiu, há também o de Gaza, construído por Israel. Agora a Grécia, que já havia construído em Chipre, volta a cortar o fluxo imigratório com outro muro. Os europeus, infelizmente, parecem não aprender, continuam dando muro em ponta de faca…

La última frontera de Europa

Grecia levanta una valla de 10 kilómetros para frenar la inmigración ilegal desde Turquía, pese a que la UE niega fondos a Atenas para su construcción

M. A. Sánchez-Vallejo Atenas 18 MAR 2012 – 22:51 CET11

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Por activa o por pasiva, Grecia no hace otra cosa últimamente que darse de bruces con Europa. A la desconfianza que provoca en Bruselas la efectividad real de las reformas emprendidas, el Gobierno de Atenas ha añadido otro motivo de disenso: la petición de ayuda económica para construir una barrera en su frontera terrestre con Turquía. Un dique de contención para las mafias que trafican con personas, en palabras griegas; para Ankara, un “muro de la vergüenza”. Se trata de un tramo de algo más de 10 kilómetros de longitud que taponaría el curso común del río Evros, frontera natural entre ambos países; una zona ya patrullada por Frontex, la agencia europea de control exterior. La construcción, que se presenta como un imperativo de defensa nacional, implica el tendido de alambradas dobles de 2,5 metros de altura y la instalación de 25 cámaras térmicas. El presupuesto es de 5,5 millones de euros, que según la Comisión Europea (CE) Atenas deberá costear.

Grecia recibirá este año 90 millones de euros de los fondos europeos de refugiados, integración, fronteras y retorno. Entre 2007 y 2010 se embolsó 215 millones. Pero, más allá de las cuentas, el muro provoca ondas concéntricas de implicaciones: la inutilidad de poner puertas al campo (razón esgrimida por la CE); la eventual violación del derecho de no retorno de personas con derecho a protección internacional —Grecia es uno de los países de la UE con menor tasa de concesiones de asilo—, según las ONG, y el afán de varios países europeos, con Francia a la cabeza, por el restablecimiento de controles en las fronteras nacionales de los miembros de Schengen en caso de presión migratoria insostenible en una frontera exterior de dicho espacio. Como presión migratoria insostenible pueden considerarse los 300 indocumentados que, según el Ministerio del Interior griego, franquean cada día los límites de Turquía y Grecia. En esa área fueron interceptados en 2011 unos 55.000 sin papeles, un 17% más que en 2010. La normativa europea no impide la construcción de barreras en los límites exteriores, pero Bruselas no contribuye económicamente.

¿Qué pesa más en este caso, el coste del muro, una política de asilo dudosa o el temor a una invasión del núcleo de Schengen? Anna Triandafyllidu, del think tank Eliamep y del Centro Robert Schuman del Instituto Universitario Europeo de Florencia, cree que Turquía no está colaborando. “¿Por qué iba a hacerlo?”, se pregunta, “cuantos más inmigrantes se dirijan a Grecia, menos problemas para Turquía, que es un gran distribuidor de migrantes en tránsito. Y Grecia no es capaz de frenarlos antes de pisar su suelo. Lo intentó con operaciones ilegales de devolución en 2007 y 2008, algo a lo que puso fin el Gobierno socialista en 2009. El problema es que hay un creciente número de personas cruzando, y Grecia no tiene capacidad de albergarlas ni tutelarlas. Pero ha dejado de tenerlas en detención temporal en condiciones inhumanas. En 2011, el Parlamento aprobó una ley que descentraliza la tramitación de asilo y crea centros en la frontera dirigidos por autoridades independientes y no por la policía, como antes”.

"No podemos afrontar solos un fenómeno global", afirma el Gobierno griego

Según el ministro de Asuntos Europeos turcos, Egemen Bagis, se trata de un símbolo de división entre la UE y los otros países. “No es el momento de hablar sobre nuevos muros en Europa, sino de nuevos puentes”, aseguró. Oktay Durukan, de la ONG Helsinki Citizen’s, considera que la actitud de la UE hacia Turquía, aplazando su adhesión, está obligando a Ankara a adoptar posturas más agresivas contra la inmigración. Según la ONG, Turquía recibe cada año 9.000 demandas de asilo. Muchos refugiados se quedan atrapados en una maraña burocrática entre 5 y 10 años. “Muchos se cansan de esperar e intentan cruzar la frontera”, comenta Durukan. La excepción de visado a algunos países y miles de kilómetros de frontera terrestre hacen de Turquía el corredor favorito de las mafias.

Fuentes del Ministerio del Interior griego insistían la semana pasada en que la ayuda exterior sigue siendo necesaria, mientras ligaban el flujo migratorio y el aumento de la delincuencia en el país. “No podemos afrontar solos un fenómeno global. La entrada de sin papeles ha creado una situación explosiva en una etapa de inestabilidad social y ni siquiera el muro es la solución: si no pueden pasar por allí, lo harán por Bulgaria o las islas. La solución final serán los centros de retención en la misma frontera. El primero estará listo en meses”.

La última frontera de Europa | Internacional | EL PAÍS

19/10/2011

Mundo surdo para curdos

Filed under: Curdistão,Turquia,Vale dos Lobos — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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Esta semana assisti um filme Turco, “Vale dos Lobos” na tradução portuguesa, no canal pago Space. Baseado em fatos reais, mostra toda a crueldade de uma guerra. Qualquer guerra. A crueldade só tende a aumentar se uma das partes envolvidas está os EUA. Se parece muito com os filmes B americanos, quando um valentão derrota um povo, só que o sinal é trocado. O turco humilhado humilha marines. Tangencial no filme, está a questão dos Curdos, o povo mais perseguido da atualidade, com o silêncio e a cumplicidade quase universal. São perseguidos pela Turquia, Iraque, Síria e todos os demais com quem fazem divisa. Não há ninguém para protege-los. Como diz um dos personagens do filme, o problema está no solo, rico em petróleo, por isso são obrigados a fugirem. O conflito tinha arrefecido para que a Turquia fosse aceita na comunidade europeia. A debilidade desta propicia a volta da repressão turca contra curdos. A ficção e realidade se mesclam.

La guerrilla kurda mata a 26 militares turcos en varios ataques cerca de Irak

Los militares penetran varios kilómetros en Irak para reprimir al PKK tras la muerte de 26 soldados.- Erdogan suspende un viaje a Kazajistán ante el peor ataque kurdo en varios años

Blanca López Arangüena Estambul 19 OCT 2011 – 11:17 CET5

Soldados turcos patrullan en una provincia del este de Turquía. / MUSTAFA OZER (FRANCE PRESSE)

Casi 30 soldados turcos han muerto en uno de los ataques más sangrientos del Partido de los Trabajadores del Kurdistán (PKK) desde que esta guerrilla fue fundada en 1984. Según informa la cadena de televisión NTV, los asaltos a ocho puestos de vigilancia del ejército en la provincia oriental de Hakkari, en la frontera con Irak, fueron simultáneos en las comarcas de Cukurca y Yuksekova y se prolongaron durante cuatro horas hasta las cinco de la madrugada. Los guerrilleros del PKK entraron en territorio turco procedentes del Kurdistán iraquí, país al que regresaron, según fuentes policiales. Comandos del Ejército turco se adentraron varios kilómetros en el norte de Irak para perseguir al centenar de atacantes, y helicópteros y aviones sobrevolaban la zona fronteriza y la artillería bombardeaba bases del PKK en suelo iraquí. Al menos 15 guerrilleros kurdos perecieron en la batalla.

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