Ficha Corrida

25/06/2016

Lula, o ódio não ultrapassa fronteiras

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Eurozona,FHC,José Serra,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 12:34 pm
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Serra_EUAQuando Lula ganhou sua primeira eleição, na véspera da posse, passei o réveillon em Buenos Aires. A Argentina vinha de uma crise que atendia por muitos nomes, mas o mais pomposo era irmão gêmeo do que antecedeu Lula. Carlos Menem foi pra Argentina o que FHC foi para o Brasil. O desmantelamento do Estado e a institucionalização da cleptocracia. A implantação de Gilmar Mendes no STF prova, contudo, a necessidade de proteger.

A diferença é que a Argentina teve de passar por De La Rua… Os jornais argentinos, na véspera da posse de Lula, estampavam manchetes que suspiravam esperança: ”Quem será nosso Lula?”. Lula e Dilma transformaram o Brasil, com  reconhecimento internacional. Graças aos veículos internacionais, os seus caçadores internos, tirando os mais alucinados, mantém uma boa dose de precaução. Salivam de raiva toda vez que um veículo externo expõe as vísceras dos golpistas.

Nenhum outro presidente brasileiro foi condecorado com tantos título de Doutor Honoris Causa quanto Lula. Tampouco terá, simplesmente porque nossa plutocracia incensa somente vira-latas. Nossa elite festeja quem escreve livros exaltando a subserviência aos EUA. FHC, camelô das ideias do sociólogo chileno, Enzo Faletto,  vendeu a Teoria da Dependência como suprassumo da nossa emancipação. Resumidamente, a ideia é que a dependência aos EUA é que nos dará independência. Sonham em nos transformarem numa grande Porto Rico. Segundo o Ministro José “Tarja Preta” Serra, bom mesmo é entregar a Petrobrax à Chevron.  O sonho da nossa plutocracia é comprar ternos chineses em Miami

A propósito da fragmentação da União Europeia, o jornal argentino Pagina12 se pergunta que fantasma avança sobre a Europa, porque sobre o Mercosul já sabemos de onde vem a ordem de desmantelamento. O fantasma brasileiro é decorativo, tão “brasileiro” como Halloween.

Enquanto no Brasil caçam Lula, n exterior continua sendo citado como um estadista profético.

¿Cuál fantasma?

Por Martín Granovsky

El salón entero aplaudió cuando la traductora pasó al francés lo que había dicho Lula en portugués: “Cuiden la Unión Europea, porque es un patrimonio de la humanidad”. Lo afirmó en su discurso de aceptación del Doctorado Honoris Causa en el prestigioso Centro de Estudios Políticos de París, conocido en la jerga de los investigadores como Sciences Po, en septiembre de 2011. Sin embargo, ni en ése ni en otros mensajes el ex presidente brasileño se permitió un elogio bobo de la UE. Para Lula, la integración europea había sido una herramienta de superación de las guerras. Lula, además, miraba a Europa como un espacio para la conquista de derechos sociales durante el siglo XX. Su alusión a la UE como patrimonio de la humanidad debía ser entendida en ese contexto: como una contribución regional a un mundo más pacífico y como el laboratorio del Estado de bienestar. De un Estado de bienestar que el líder brasileño llamaba a proteger hasta en sus más mínimas conquistas.

Ahora que el Brexit ya es una decisión popular y que el Reino Unido se irá de la UE, quizás la aproximación de Lula a la cuestión europea sirva para imaginar escenarios y problemas nuevos.

Las centrales sindicales hicieron campaña en contra del “exit”. La TUC, la CGT británica, sostenía que un Brexit significaría menor protección social, con riesgo para el sistema público de salud, y que la situación de los trabajadores podría empeorar. Aclaraba, por cierto, que las cosas no estaban bien. En el laborismo ese discurso sobre los riesgos de romper con la UE se hizo mayoritario y obligó a pronunciarse contra el Brexit a dirigentes tradicionalmente euroescépticos como el propio jefe, Jeremy Corbyn. En 1975 Corbyn votó a favor de romper con la Comunidad Económica Europea. En 1993 votó en contra del Tratado de Maastricht, que no solo fue la base jurídica de la UE sino su fundamento ortodoxo con topes al déficit fiscal. En 2008 dijo que la UE “siempre tuvo un serio déficit democrático”. Y el año pasado hizo un pronóstico de hecho sobre el Brexit: “Si Europa se convierte en una organización brutal que trata a todos sus miembros como ha tratado a los griegos, entonces Europa perderá el apoyo de muchos ciudadanos”. O sea que Europa como organización ya habría dejado de ser el escudo contra miles de años de guerra para convertirse en el fórceps capaz de apretar tanto, pero tanto, que produciría implosiones y explosiones en toda la región.

El futuro de Corbyn servirá para medir qué pasa en una Europa convulsionada por la dispersión, el desempleo, la crisis y la xenofobia. Su campaña contra el Brexit fue liviana y ahora, dentro del laborismo, los partidarios de quedarse en la UE lo acusan de haber ayudado a los simpatizantes de la salida. Pero el Brexit ganó en distritos industriales y laboristas como Birmingham, la segunda ciudad del Reino Unido.

El laborismo, ¿conseguirá retener políticamente a esos obreros para que terminen en la extrema derecha como sucede en los arrabales de Francia? Para ese reto, ¿hay alguna figura laborista mejor que Corbyn? ¿Cuánto tiene la TUC hoy de pertenencia a la élite política y cuánto de representatividad verdadera?

El Reino Unido siempre hizo gala de su diferencia con el resto de Europa. “British is different” es una frase clásica. Incluso hay chistes autoirónicos: “¿Saben qué es el sexo? Una actividad que se practica en el continente”. El continente, como es obvio, no abarca a las islas británicas.

El Brexit, entonces, ¿supone una tendencia europea o debe ser leído como un modo de confirmar la britaniquísima identidad en la diferencia?

Una UE con austericidio, como dice el economista Paul Krugman, o sea obsesionada con el recorte del gasto público, ¿es parte de la solución o es el problema? ¿No fue la UE de los últimos años la que permitió el reinado de la troika integrada por la Comisión Europa, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional? Veloz para montar la ola, el líder Pablo Iglesias de Podemos, el partido que busca ser el segundo en discordia en las elecciones de mañana, ya dijo que “de una Europa justa y solidaria nadie querría irse”.

“Un fantasma recorre Europa”, comenzaban Carlos Marx y Federico Engels el Manifiesto de 1848. “El fantasma del comunismo.” Hoy otro fantasma recorre Europa. El punto es saber cuál.

martin.granovsky@gmail.com

Página/12 :: El país :: ¿Cuál fantasma?

21/11/2014

União bolivariana e comedora de criancinhas Europeia

 

UE desembarca em segredo em Cuba

Bruxelas negocia acordos com Havana para influenciar seu futuro

Juan Jesús Aznarez Madri 19 NOV 2014 – 11:27 BRST

Ex-ministro de Relações Exteriores holandês, Frans Timmermans, em Havana. / efe

Há quase 20 anos, quando a perda dos subsídios soviéticos estava a ponto de acabar com a Revolução Cubana, um condescendente Fidel Castro recebia frequentemente a visita de governantes europeus e latino-americanos, que recomendavam ao líder a democratização do regime. Escutava os visitantes com a bíblica paciência de Jó, segundo sua própria confissão. “Não é para você ir embora, Fidel”, disse um presidente com quem teve uma relação amistosa. “A história lembrará de você com honras caso lidere uma transição ao pluripartidarismo e se permanecer na chefia do Estado simbolicamente, como o rei da Espanha, que reina mas não governa.” Obviamente, a proposta não funcionou, porque como respondeu Castro na IX Cúpula Ibero-Americana de 1999, realizada em Havana, “é impossível que Cuba abandone os caminhos da revolução e do socialismo”.

Embora, desde então, não tenha havido alterações no isolamento do hegemônico Partido Comunista de Cuba (PCC), as mudanças socioeconômicas ocorridas nos últimos anos na ilha parecem ter convencido a União Europeia de que é melhor se aproximar dos cubanos do que lhes dar as costas. O ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, visitará a capital cubana na segunda-feira para promover a liberalização econômica e estreitar alianças onde seja possível, mas sem recomendar mudanças políticas pois sabe que, no curto prazo, não estão previstas.

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Outros visitantes do bloco que chegaram antes tampouco apressaram Raúl Castro. Ao contrário das peregrinações internacionais pela liberação de presos políticos dos anos oitenta e noventa, os ministros europeus, deputados e funcionários de Bruxelas que viajam agora à maior das Antilhas, o fazem com expectativas menos urgentes: o objetivo é participar de uma eventual transição de maior alcance, com uma possível autorização de associações.

Em outubro, o secretário de Estado de Relações Exteriores do Reino Unido, Hugo Swire, aterrissou em Cuba, a primeira visita de um representante do Governo britânico depois de mais de 10 anos. Levava uma agenda parecida à de Margallo: pouco belicosa, apoiada em assuntos comuns, em investimentos, alianças internacionais e questões bilaterais.

Swire conduziu sua visita sem sugerir reuniões com a oposição como condição sine qua non, porque o regime destacou que os dissidentes já podem sair de Cuba. Neste ano também visitaram a ilha o ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e o então chefe da diplomacia holandesa, Frans Timmermans, atual vice-presidente da Comissão Europeia. “O diálogo é melhor do que o conflito”, afirmou Timmermans, o primeiro representante de um Governo holandês a visitar Havana desde 1959. Cuba é o único país da América Latina com o qual a UE não tem um acordo bilateral, já que adotou desde 1996 a chamada Posição Comum, criada por José María Aznar, que condicionava as relações com a ilha aos avanços democráticos e no campo de direitos humanos.

Margallo visitará a ilha depois da visita de diplomatas de três países europeus

Vencidas as resistências à flexibilização da Polônia e da República Checa, devido ao passado comunista de ambas, em abril Havana e a UE iniciaram o diálogo para fechar um novo acordo de cooperação econômica e política. O processo tem sido possível porque os Estados Unidos, cujo presidente Barack Obama é mais inclinado ao entendimento, não tentaram bloqueá-lo, ao contrário do que ocorreu durante a Administração do republicano George W. Bush (2001-2009), que abençoou a Posição Comum.

Pode acontecer, além disso, que a perda da maioria democrata no Congresso leve Obama a utilizar seus poderes executivos para aprovar medidas mais corajosas em relação à normalização diplomática com a estratégica ilha. Sem renunciar ao objetivo da democracia e das liberdades pretendido por Bruxelas, o propósito do bloco é concluir, no final de 2015, um conjunto de acordos que permita uma interlocução bilateral mais fluida.

“A Europa pode desempenhar um papel central no futuro de Cuba, aproveitando que a imagem dos EUA está muito deteriorada na ilha devido aos anos de política agressiva”, afirma William M. Leogrande, professor da American University, em Washington, e especialista em temas cubanos.

Os que defendem aposentar a iniciativa de Aznar usam os mesmos argumentos dos que se opõem ao embargo: as sanções não funcionaram. De fato, o comércio entre os diferentes países da UE e Cuba já alcançou 2,5 bilhões de euros (cerca de 8 bilhões de reais). “Como um país que se tornou independente tarde e que depois caiu na tutela dos EUA, Cuba não reage bem às pressões estrangeiras, as desafia e age às vezes contra seus próprios interesses”, acrescenta Leogrande, em um artigo publicado pela London School of Economics.

De bom grado ou à força, Cuba aprovou iniciativas que agradam a UE e parece ter deixado para trás a ortodoxia econômica soviética. A política permanece inalterável. Em 2010, a mediação da Espanha e da Igreja Católica levou à libertação de mais de 100 presos políticos. O Governo de José Luis Rodríguez Zapatero pressionou Bruxelas contra a Posição Comum, e o de Mariano Rajoy não barrou as negociações em andamento. As relações entre a UE e Cuba entraram em uma fase de maior entendimento.

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01/11/2014

Independência do Banco Central à moda européia

 

El BCE toma el control de la banca

Fráncfort pasa a supervisar directamente las 130 mayores entidades de la zona euro

Claudi Pérez Bruselas 2 NOV 2014 – 00:00 CET

Sede del Banco Central Europeo, en Fráncfort. / MARTIN LEISSL (BLOOMBERG)

Es muy sencillo. No puede haber verdadera unión monetaria sin unión bancaria: el euro y la economía continental difícilmente pueden funcionar sin un mecanismo que rompa esa perversa interacción entre la fragilidad de los bancos y la de los Estados. Ese bucle tóxico ha sido devastador a lo largo y ancho de la crisis que estalló hace ya más de media década y sigue ahí, latente, a la espera de la próxima sacudida.

La Unión estrena esta semana un cambio sobresaliente en su arquitectura institucional, dentro de ese estado de transición permanente que es la construcción europea: el BCE asume los poderes de supervisión financiera tras los recientes exámenes al sector. Y aun así cuando se trata del euro siempre hay un pero: difícilmente puede haber una auténtica unión bancaria sin una unión fiscal y política. Porque cuando el BCE decida que hay que cerrar bancos es muy posible que haya que sacar la chequera del contribuyente: la banca es dependiente del Estado, como se demuestra cada vez que asoma las orejas una crisis, y hay países que ya no tienen músculo suficiente para pagar esa factura. Sí, es muy sencillo: no hay verdadera unión monetaria sin unión bancaria; y no hay verdadera unión bancaria sin unión fiscal.

La unión bancaria es una de los escasos efectos positivos de la crisis. Porque a pesar de las tácticas de distracción, el problema de Europa era y es la banca, empachada de deudas, incapaz de prestar, abrazada al Estado y a la barra libre del BCE, con sectores financieros cada vez menos europeos, más nacionales. Por eso ese es el cambio más ambicioso desde la adopción del euro: la transferencia a las autoridades europeas de la supervisión de los bancos, y el poder de cerrarlos usando dinero común, en un continente en el que antes no se dejaba quebrar ni a las lavanderías. Música celestial para el desarrollo de la construcción europea, y para mejorar el funcionamiento de un sistema financiero disfuncional, capaz de desestabilizarlo todo por su querencia por arriesgar demasiado. Al menos en teoría. Porque la realidad es más prosaica; más espinosa. Una unión bancaria requiere tres pilares: un supervisor común; una autoridad de resolución —de cierre— de bancos con un cortafuegos potente, que permita bajar la persiana de una entidad sin provocar grandes líos; y un esquema de garantía de depósitos común, que certifique que un banco español es tan fiable como uno alemán. Sin eso, la resistencia de la unión bancaria está en entredicho. Y Europa ha andado apenas la mitad del camino.

El supervisor puede poner la lupa en cualquiera de las 6.000 entidades de la eurozona a la más mínima sospecha

El supervisor asume el martes plenos poderes para los 130 grandes bancos continentales, y la posibilidad de poner la lupa en cualquiera de las 6.000 entidades de la eurozona a la más mínima sospecha. "Es un paso positivo, porque los supervisores nacionales han sido demasiado suaves en los últimos años, demasiado complacientes con sus campeones nacionales", apunta Nicolás Veron, del laboratorio de ideas Bruegel. Pero faltan cosas. "En la parte de resolución, ni el proceso de toma de decisiones está claro ni el cortafuegos, 55.000 millones que no estarán al completo hasta dentro de 10 años, tiene suficiente munición: Royal Bank of Scotland necesitó por sí solo una cantidad parecida. Y el esquema de garantía de depósitos ni siquiera se ha empezado a debatir", añade Veron.

La semilla del proyecto echó a andar en 2012, con la crisis de Bankia asustando a los líderes continentales, y después de que la banca irlandesa se llevara por delante al Estado, al Gobierno y prácticamente a toda la isla verde. Los objetivos del Consejo Europeo de entonces sentaban las bases de una idea luminosa: "Es imperativo romper el círculo vicioso entre los bancos y la deuda soberana", y será posible usar el mecanismo de rescate europeo (el Mede) para "recapitalizar directamente" los bancos en caso de problemas, incluso para los activos tóxicos heredados, pensando en los males de España, Irlanda y quizá de Italia.

En los meses posteriores, Berlín se encargó de peinar convenientemente todo lo que no le gustaba. Y al final "ni se rompe ese vínculo bancos-soberanos ni hay posibilidad de recapitalización directa salvo en casos excepcionales. Alemania impidió mayor ambición con esa actitud casi religiosa de evitar cualquier cosa que suene a mutualización", critica Paul de Grauwe, de la London School of Economics.

"El proyecto, tal y como está, es perfectamente válido para combatir crisis normales. Pero en medio de un estancamiento que va para largo y tiene peligrosas tendencias deflacionistas, ya no es descartable un accidente serio en Europa, que provocaría graves heridas en los bancos. En ese caso habría que volver a improvisar, porque esta unión bancaria se queda coja", apunta Barry Eichengreen, de Berkeley. "Para que el mercado monetario, bancario y de capitales europeo funcione correctamente se requieren pasos adelante en la unión política y fiscal. Y para ello, unas dosis de confianza entre los socios que a día de hoy no existe. Si quiere mi opinión, a Europa le queda un durísimo trayecto por delante", añade.

Se trata, en fin, de una unión bancaria a medias, light, según las fuentes consultadas en Bruselas y en Fráncfort. La unión fiscal que requiere una unión bancaria de veras aún queda lejos, sigue siendo la inalcanzable utopía europea de toda la vida. Las utopías, desde Tomás Moro, han desempeñado siempre el papel de liebres mecánicas, perseguidas ferozmente pero jamás alcanzadas por los galgos. A cada crisis, Europa se va acercando a la liebre: al cabo, la UE ha demostrado una resistencia extraordinaria, y en cada aprieto consigue que se violen tabúes, se crucen líneas rojas y se reescriban normas, en esa Europa de las reglas eternamente cambiantes; ningún tratado —muy a pesar de los alemanes— puede anticipar la creatividad de la historia. Por eso la unión bancaria es un paso capital para reforzar la construcción europea, según los mandarines del euro y a juicio de la mayoría de los analistas. Pero también por eso, porque la liebre siempre se escapa, es una vez más insuficiente: una unión bancaria que se queda en tierra de nadie, que no es de paja pero tampoco de ladrillo; una unión bancaria de madera, aún a merced de aquel lobo de la fábula, que soplaba y soplaba.

La unión bancaria es un paso adelante, pero bien mirado da la impresión de que el problema sigue intacto

En esta interminable crisis europea, el lobo es el sistema financiero. Y los soplidos se convierten a menudo en viento huracanado por la inestabilidad congénita asociada a la banca —según el olvidado Hyman Minsky—, que a pesar de la supuesta magia del mercado provoca líos a cada poco: las crisis bancarias se suceden con una regularidad pasmosa que no ha dejado de acelerarse en los últimos 30 años de desregulación y abuso de la hipótesis de los mercados eficientes y las expectativas racionales "y demás ideas que han ido demasiado lejos", según el analista Martin Wolf. Por eso expertos como Martin F. Hellwig, del Instituto Max Planck, o Ángel Ubide, del Peterson Institute, reclaman una vuelta de tuerca a la regulación asociada a las novedades de la unión bancaria. Anat Admati, de Stanford, asegura que Europa no deja de dar pasos en la dirección adecuada "y aun así su situación es particularmente frágil, por la simbiosis entre Gobiernos, reguladores y bancos. La unión bancaria supone dar varios pasos adelante. Pero cuando se mira con atención a los detalles da la impresión de que el problema sigue intacto. Todo lo que ha hecho Europa desde el estallido de la crisis es reforzar sus reglas fiscales, dar ayudas a los países con problemas y poner en marcha el supervisor". "Si los enormes riesgos que están ahí derivan en una nueva crisis y vemos fenómenos como reestructuraciones de deuda pública, los bancos se verán de nuevo en medio de graves tensiones", añade Xavier Vives, del IESE.

Ese es el miedo que atenaza a la UE. En público, los altos funcionarios europeos hacen esfuerzos por instaurar una narrativa optimista: España e Irlanda mejoran, la recuperación se ha desacelerado pero sigue ahí, los exámenes del BCE han devuelto confianza a los bancos, hay signos positivos aquí y allá. En privado, "los riesgos económicos, financieros, políticos y sociales ponen los pelos de punta", resume una fuente de la Comisión. El escenario central del mundillo económico es un estancamiento secular con tensiones desinflacionistas: sin crecimiento ni inflación ni reestructuraciones ni posibilidad de devaluar será difícil pagar las deudas, "y tras siete años de vacas flacas, es normal que cada vez más gente tenga dudas", apunta un crítico Philip Legrain, exasesor de José Manuel Barroso en la Comisión.

"Incluso en lo financiero, la fragmentación persiste. Los tipos de interés de la deuda pública en la periferia han bajado, pero el crédito lleva 29 meses cayendo y las empresas y los bancos del Sur pagan intereses más altos. El BCE pudo usar sus exámenes para agilizar todo el proceso de saneamiento, pero los resultados generan dudas. Suspenden 25 bancos, y se necesitan solo 10.000 millones de euros de capital, cuando hay estudios serios que hablan de necesidades de casi medio billón de euros", dice Legrain.

A pesar de los pesares, el BCE es la gran estrella de esta crisis. Mario Draghi va forjando su leyenda: sacó a la eurozona de la peor de sus pesadillas en 2012 con aquel whatever it takes ("haré todo lo necesario"), se inventó una fórmula para asustar a los mercados sin usar un solo euro, ha evitado un accidente en la banca con las sucesivas barras libres de liquidez y, en fin, "es el tipo que ha dicho de forma más lúcida lo que necesita Europa: inversión, flexibilidad fiscal donde sea posible, reformas y más política monetaria", apunta Joaquín Almunia, vicepresidente de la Comisión. Ahora, el Eurobanco tiene más músculo: junto a sus poderes en el control de la política monetaria, se convierte en un ‘zar de la banca’.

El BCE se hace mayor: "No solo asume más responsabilidad, sino que ha podido ver de cerca cómo están las entidades y eso le obliga a madurar de golpe: ya no solo debe mirar hacia la inflación, sino también a la estabilidad financiera. Y no puede haber estabilidad si el crecimiento no vuelve. Eso implica más medidas extraordinarias en Fráncfort; siempre que Draghi logre convencer a Berlín", avisa De Grauwe.

Pese a todo, el banco —y Draghi— son las grandes estrellas de ésta crisis

Francesco Papadia, ex alto funcionario del BCE, asegura que tanto los últimos exámenes como la puesta en marcha del supervisor son "progresos importantes", pero también sostiene que queda mucho por hacer: "Lo más urgente es detener la renacionalización del sistema bancario; la suavidad con la que actuaban los supervisores nacionales con algunos de los excesos en la banca no podía tolerarse por más tiempo. El BCE puede presionar ahora para reducir la concentración de deuda nacional en la cartera de las entidades financieras, por ejemplo", cierra.

Pronosticar lo que puede suceder con el euro supone una especie de expedición al horizonte. Pero es evidente que la economía no respira nada bien, a pesar del optimismo irresponsable de ciertos sectores. La debilidad de la banca afecta no solo a las economías que más han sufrido la crisis, sino también a los países que hasta ahora gozan de mayor estabilidad: los problemas en Italia son evidentes, y la marea sube hacia Francia, incluso a orillas de Alemania en algunos ámbitos.

Las políticas del BCE han logrado estabilizar el sistema, pero sin resolver el mar de fondo. La unión bancaria llega con varias promesas bajo el brazo. A partir de aquí, llega lo más difícil: para limar las deficiencias del proyecto se requiere solidaridad —otra de las maneras de decir dinero—, y en ese punto todo es siempre más peliagudo. En caso de jaleo manejable, el sistema está claro: antes de poner un solo euro para salvarlos, las entidades deberán vender activos, castigar a los accionistas y a los poseedores de deuda de baja calidad.

Deberán, en suma, imponer pérdidas a los acreedores para rebajar la factura de las ayudas. Y en caso de crisis sistémica ahí siguen los contribuyentes. "Puede sonar poco elegante en la semana de la puesta de largo del BCE, pero entrado ya el octavo año de la crisis, todavía hay que encontrar la forma de manejar los inmensos volúmenes de deuda en Europa", cierra Charles Wyplosz, del Graduate Institute.

El BCE toma el control de la banca | Economía | EL PAÍS

12/08/2014

América Latina dá xeque-mate nos ventríloquos dos EUA

Filed under: Europa,Eurozona,Rússia,Ucrânia,Ventríloquo — Gilmar Crestani @ 9:17 am
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Bruselas critica que América Latina se aproveche del veto ruso a Europa

La Unión Europea adelanta medidas de apoyo a explotaciones de melocotón y nectarina

Ignacio Fariza Bruselas 11 AGO 2014 – 21:44 CEST915

 

El comisario europeo de Comercio, Karel De Gucht. / EFE

La celeridad de varios Gobiernos latinoamericanos por ofrecerse como socio comercial a Rusia no ha sentado nada bien en Bruselas. La Comisión Europea transmitirá a los representantes de “un grupo de países” del continente americano su desacuerdo con la rápida reacción tras las sanciones rusas a los productos agrícolas de la UE, EE UU, Australia, Canadá y Noruega y les emplazará a “reconsiderar” sus contratos en ciernes con un socio “no fiable” como Moscú, según confirmaron el lunes fuentes comunitarias.

Con este movimiento, la UE busca dar un toque de atención por un movimiento que no consideran leal, aunque los Veintiocho no pretenden enturbiar sus buenas relaciones diplomáticas y comerciales con países como Brasil o Argentina.

“Podemos entender que productores y exportadores, empresas privadas en definitiva, busquen nuevas oportunidades. Lo que no compartimos es que haya Gobiernos detrás”, subrayaron. Estas mismas fuentes remarcan que la UE no se inmiscuirá en contratos privados, pero sí “lamentan” la actitud de este grupo de países y advierten de la escasa integridad de Moscú como socio comercial. “Sacrificarían una relación económica a largo plazo por beneficios a corto plazo”.

De esa actitud, Bruselas recibió el lunes mismo otra buena muestra. En este caso, de Buenos Aires: “Argentina generará las condiciones para que el sector privado, con el impulso del Estado, pueda satisfacer la demanda del mercado ruso”, afirmó el jefe de gabinete del Gobierno argentino, Jorge Capitanich, informa Efe.

Con la firma de estos acuerdos comerciales, Rusia —el quinto mayor importador de alimentos del mundo— busca suplir parte de las carencias que su ruptura unilateral con la UE y EE UU podría dejar en su mercado interior. Solo en 2013, las compras de alimentos europeos, ahora vetadas, sumaron 5.252 millones de euros.

En Bruselas ya había sentado especialmente mal que los embajadores de Argentina, Chile, Ecuador y Uruguay en Moscú se reunieran con el máximo responsable del Servicio de Inspección Agrícola y Ganadera ruso, Serguéi Dankvert, pocas horas después de que el Kremlin decretase la prohibición sobre las importaciones.

Argentina insiste

en impulsar

las exportaciones agrarias a Rusia

Pese al malestar, el Ejecutivo comunitario optará por una queja de perfil bajo. En los próximos días, representantes diplomáticos europeos trasladarán la protesta a sus homólogos latinoamericanos y, por el momento, el aviso no trascenderá al ámbito político. La UE estudia canalizar el mensaje a través de las delegaciones de estos países ante las instituciones comunitarias o a través de las oficinas de representación de la Comisión Europea en las capitales latinoamericanas.

El descontento comunitario con las gestiones de varios Gobiernos latinoamericanos con Moscú llega en un momento decisivo en las negociaciones para la firma de un tratado de libre comercio entre la UE y Mercosur —el bloque regional que engloba a Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela—. Tras casi dos décadas de conversaciones, los países latinoamericanos esperan una propuesta europea y los próximos meses, con la llegada de un nuevo Colegio de Comisarios a Bruselas, se presumen claves. Aunque el Ejecutivo comunitario prefiere no relacionar el malestar de la UE con el potencial acuerdo con Mercosur, varios funcionarios europeos sí contrastaban el lunes su actitud con la “lealtad manifiesta” de países como Australia, Canadá o Noruega, que han hecho suyas las sanciones a Rusia.

Bruselas lidia también con un malestar interno, el de los productores agrarios. Hay ya programada una reunión para abordar el asunto, este jueves, pero el comisario de Agricultura, Dacian Ciolos, aseguró el lunes que, por lo pronto, se adelantarán “medidas de apoyo” a los productores de melocotones y nectarinas, que al veto ruso suman los efectos de “condiciones meteorológicas adversas”.

Bruselas critica que América Latina se aproveche del veto ruso a Europa | Economía | EL PAÍS

16/05/2013

Na zona está e com o pibinho em baixa mas… Lula deve ser o culpado!

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Crise Financeira Européia,Eurozona — Gilmar Crestani @ 7:36 am
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Houve um tempo em que um tropeço de um “tigre asiático” fazia os gatos do Brasil miarem. Eram os tempos do sociólogo, intelectual brilhante, da teoria da dependência. Ventava no oeste asiático, tremia o Brasil. Por qualquer dá cá uma palha, o pires corria pelos cofres do FMI. Convenientemente, PSDB, DEM e Grupos Mafiomidiáticos esquecem este passado recente. Hoje todo norte, dos EUA a Europa, padece com crise e desemprego, mas Lula blindou a economia alavancando e dinamizando a economia interna. Resultado, se o Brasil não cresce como seria bom, não padece de recessão como a Europa e não precisa, como os EUA, inventar uma guerra externa para dinamizar a indústria bélica. Mais do que nunca, a Europa virou uma zona, e o Brasil navega com mares mais calmos e poderia ser ainda melhor não fossem estes caranguejos que puxam para baixo os que tentam sair do cesto do complexo de vira-latas.

Zona do euro tem sua recessão mais longa

No conjunto, os 17 países que utilizam a moeda comum registraram queda do PIB pelo 6º trimestre consecutivo

Produção recuou 0,2%; Alemanha, maior economia do bloco, apresentou recuperação fraca

MICHAEL SHEENDO "FINANCIAL TIMES", EM FRANKFURT

As economias dos 17 países da zona do euro encolheram nos três primeiros meses do ano, mantendo o bloco comercial em recessão pelo mais longo período desde que a moeda única foi adotada.

Trata-se de um novo indicador profundamente desfavorável, depois de o desemprego da região ter atingido sua mais alta marca.

Em nível nacional, a França voltou à recessão, a produção italiana continua a se contrair e até mesmo a Alemanha, a mais forte e maior economia da zona do euro, só conseguiu um retorno medíocre ao crescimento, de acordo com dados oficiais divulgados ontem.

As tendências divergentes entre Alemanha e França, as duas maiores economias da zona do euro, destacam as diferenças fundamentais que continuam a existir no interior do bloco monetário, e também mostram que mesmo os países mais fortes enfrentam desafios.

O Produto Interno Bruto (PIB) agregado dos países da zona do euro caiu em 0,2% no primeiro trimestre, ante o último trimestre de 2012, informou a Eurostat, a agência estatística da União Europeia. A contração foi ligeiramente pior que a prevista.

O sexto trimestre consecutivo de declínio representa o mais longo período de queda já registrado na zona do euro, superando a recessão causada pela quebra do banco Lehman Brothers em 2008 e 2009, ainda que a queda acumulada no atual período seja inferior à registrada na recessão passada.

"Todas as esperanças continuam depositadas em uma recuperação da demanda externa", disse Peter Vanden Houte, economista do banco ING. "Mas com o aperto fiscal nos Estados Unidos e a recuperação na China ainda em dúvida, o estímulo que as exportações líquidas propiciarão não será grande."

O Banco Central Europeu (BCE) cortou as taxas de juros em sua mais recente reunião, este mês, e se declarou pronto a continuar agindo caso a situação assim exija.

Embora a recuperação anêmica da Alemanha se deva em parte ao clima extremamente desfavorável do período, o crescimento inferior ao esperado desafia as suposições de que a economia alemã já estivesse a caminho de uma melhora sustentada.

"A lista de pontos negativos para a zona do euro é longa", disse Nick Kounis, economista do banco ABN Amro. "Consolidação fiscal, desemprego em alta, condições severas para empréstimos bancários, a alta do euro diante do iene e a demanda mundial chocha pesam negativamente sobre a economia."

Tradução de PAULO MIGLIACCI

16/03/2013

Europa: dura com os pequenos, submissa com os grandes

Filed under: Corralito,Europa,Eurozona — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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El rescate de Chipre provoca el primer corralito en la Eurozona

Nicosia impedirá retirar parte del dinero para asegurar que los depositantes pagan un nuevo impuesto

Luis Doncel Bruselas16 MAR 2013 – 06:29 CET585

El comisario Olli Rehn, con el ministro chipriota de Finanzas. / GEORGES GOBET (AFP)

Europa cerró anoche el acuerdo para rescatar a Chipre, pero a costa de imponer una tasa a los ahorradores que empuja a las autoridades a decretar un corralito parcial. El acuerdo alcanzado en la madrugada del sábado incluye un impuesto que se parece como una gota de agua a una quita en los depósitos chipriotas. Todas las cuentas de la pequeña isla del Mediterráneo —tanto de residentes como de no residentes— quedarán sujetas a una tasa, que se pagará solo una vez, del 9,99% para los que superen los 100.000 euros, y del 6,75% para los que no lleguen a esa cantidad.

Con esta medida, la Eurozona da un paso más allá al permitir por primera vez que los depositantes tengan que pagar parte del rescate, incluso los que tienen menos de 100.000 euros, la cantidad asegurada por las normas europeas. Jörg Asmussen, miembro del consejo de gobierno del Banco Central Europeo, aseguró que las autoridades ya han tomado las medidas necesarias para que la parte correspondiente a la tasa se quede “congelada” en las cuentas bancarias para garantizar que pueda ser recaudada. El Gobierno del conservador Nikos Anastasiadis aprobará este fin de semana una ley para permitir esta operación. Se sabrán entonces los detalles de un bloqueo que, en principio, no tendría por qué durar más que el tiempo necesario para recaudar el impuesto. Pero mientras tanto, los ahorradores chipriotas verán bloqueados parte de su dinero en los bancos. Las sucursales estarán cerradas el lunes por ser festivo.

El ministro de Finanzas de Chipre, Michael Sarris, admitió que esta decisión “ha sido muy difícil”, pero que las consecuencias de una bancarrota habrían sido peores. Sarris explicó que los ahorradores recibirán acciones de los bancos por un valor equivalente a lo que pierdan en sus depósitos. “El tamaño del sector bancario es tan grande [en Chipre] que hemos tenido que diseñar un programa específico en el que estaba justificado involucrar a los ahorradores”, aseguró el presidente del Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que estima que el nuevo impuesto sobre los depósitos recaudará 5.800 millones de euros. Con esta decisión, se supera el último escollo para aprobar un programa de ayudas de 10.000 millones de euros acordado tras diez horas de discusiones entre los ministros de la zona euro y los líderes del FMI y del BCE.

El Fondo Monetario Internacional ha logrado su objetivo de reducir el monto de un rescate que hace meses se calculaba en torno a 17.000 millones de euros, una cifra reducida en comparación con las ayudas concedidas a otros países, pero que equivale a todo el PIB chipriota. El organismo que encabeza Christine Lagarde, apoyado por Alemania, se ha empeñado en evitar a toda costa que la deuda pública del país se disparara hasta niveles insostenibles.

Pero si querían reducir el programa de asistencia financiera, el dinero había que buscarlo en otros sitios. Y sobre esas fuentes adicionales de ingresos es sobre lo que los ministros europeos han estado discutiendo hasta bien entrada la madrugada. Además de la tasa sobre los depósitos bancarios y otra sobre los intereses, se aprobará una quita para sus bonistas júnior, una subida del impuesto de sociedades al 12,5%, un ambicioso plan de privatizaciones y un ajuste presupuestario del 4,25% del PIB. Además, se redactará una evaluación independiente sobre el lavado de dinero en la banca y las autoridades de Nicosia se comprometen a reducir el tamaño de su sector financiero hasta alcanzar la media europea. “El Eurogrupo confía en que estas iniciativas permitan que la deuda pública de Chipre, que se prevé que llegue al 100% del PIB en 2020, permanezca en una senda sostenible e impulse el potencial de crecimiento de la economía”, asegura el comunicado.

Una de las obsesiones de países como Alemania era que el FMI participara en el programa de ayudas a la economía chipriota. Lagarde confirmó que propondrá al consejo de la institución que contribuya a financiar el rescate financiero, aunque no especificó con qué cantidad.

La mayor parte de la ayuda se destinará a recapitalizar a un sector financiero hipertrofiado que había quedado herido de muerte tras la quita de la deuda aprobada por sus vecinos griegos. El dinero que Europa va a prestar Chipre, cuya economía supone tan solo el 0,2% del PIB de la Eurozona, es muy inferior al inyectado en Grecia, Irlanda o Portugal —los otros tres países que han necesitado un rescate total—; o incluso en España, que recibió ayudas para su sector financiero. Pero muchos dirigentes temían que una quita entre los ahorradores chipriotas generara un pánico bancario que se extendiera al resto de la Eurozona.

El rescate de Chipre provoca el primer corralito en la Eurozona | Economía | EL PAÍS

03/02/2013

PIBinho e Pibão

Houve um tempo em que quando um “tigre asiático” torcia o pé, o Brasil estendia o pires ao FMI. Se o México contraía o “mal de Montezuma”, lá ia o pessoa do prof. Cardoso se ajoelhar ao FMI. Hoje, EUA caem, Europa liquidifica, e o Brasil continua crescendo. Pouco, mas crescendo. Sem se socorrer do FMI. Pelo contrário, emprestando. E ainda há quem, com pleno emprego, reclame. Mas só os vira-latas e vira-bostas!

EDITORIAIS

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Duas velocidades

Em 2013, emergentes puxarão de novo a economia mundial, com EUA em marcha lenta e Europa estagnada -porém não mais à beira do abismo

Impõe-se o padrão de dois ritmos de crescimento na economia global, o dos ricos e o dos emergentes.

Do lado dos desenvolvidos, o PIB americano teve retração de 0,1% no quarto trimestre de 2012, na taxa anualizada, enquanto na eurozona se estima redução de 1,5%.

Os países emergentes, por sua vez, ensaiam uma retomada. A projeção do FMI é que eles tenham crescido 6,6% (em termos anualizados) no último trimestre de 2012, resultado que, confirmado, terá sido o melhor desde o início de 2011.

Em que pese essa discrepância, o panorama da economia global até que não se afigura ruim. Mesmo que uma grande retomada econômica pareça distante, nesse contexto, o período de insegurança mais aguda parece ter ficado para trás.

Diminuíram os riscos de grandes acidentes, como a saída da Grécia da zona do euro, o que tem impacto favorável na Europa e nos EUA.

A redução do estresse financeiro na Europa é o avanço mais palpável obtido no ano passado. Ainda que aos trancos, as lideranças da eurozona parecem ter acordado um caminho para a ação.

Foram decisivos na restauração da confiança de investidores a decisão alemã de que não se admite a saída da Grécia do euro e o sinal verde do Banco Central Europeu, em setembro, de que fará "tudo o que for necessário" para socorrer os países em crise do bloco. A promessa é financiar a dívida desses governos sem restrições de volume ou de prazo.

O resultado é visível. Espanha e Itália, alvos da maior preocupação por suas dívidas crescentes, não têm mais de vender seus títulos a juros tão exorbitantes, como ocorreu até meados de 2012, cenário que era explicado pelo temor de que poderiam dar um calote.

Apesar da retração no fim de 2012, o panorama para os EUA melhorou. Por ora fica descartada a recessão por força do desacordo no Congresso quanto a corte de gastos no governo e aumento de impostos, o chamado "abismo fiscal".

Republicanos e democratas chegaram a um acordo parcial em janeiro, e espera-se que o impasse seja menor em março, quando terão de definir cortes nos gastos públicos e o teto da dívida do governo.

A expectativa é que o PIB dos EUA avance 2% no início deste ano e o que os preços no setor imobiliário, epicentro da crise, continuem a se recuperar. Isso traz um efeito positivo na saúde financeira de famílias endividadas e na disposição dos bancos para emprestar.

O Brasil, após o pífio resultado de 2012, quando o PIB deve ter avançado 1%, pode crescer 3% em 2013. Um desempenho mais fraco que o de seus pares, até na América Latina -e muito aquém do que é desejado e necessário.

30/10/2012

Europa em busca de rumo por que a desviou

Filed under: Europa,Eurozona — Gilmar Crestani @ 9:47 am

 

Antiguos líderes de la UE defienden una mayor integración para salvar el euro

El Instituto Berggruen reúne en Berlín a González, Blair, Schröder y Papandreu

Juan Gómez Berlín30 OCT 2012 – 10:57 CET37

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“También en mi época pensábamos que para líderes, los de antes”. Felipe González ironizaba sobre el recelo contra los dirigentes políticos actuales antes de explicar que “lo que en verdad ha cambiado es el margen de maniobra” de los Gobiernos ante “el sistema financiero mundial”. El expresidente del Gobierno español compartía estas reflexiones en una mesa redonda organizada por el Instituto Berggruen en Berlín, donde se debatió sobre el futuro de Europa después de la crisis. El ex canciller alemán Gerhard Schröder, a su derecha, explicó que cuando se fundó el euro, “Francia quería equipararse a la fortaleza económica alemana”, mientras que el entonces canciller alemán Helmut Kohl confiaba en que alentaría la unión entre los socios de Europa. Enfatizó Schröder que la crisis actual “es una crisis política y no de la moneda”, pero podría tener “el efecto paradójico” de impulsar la unidad europea como quería Kohl. Según la opinión más compartida entre los participantes en la mesa redonda, la integración es la vía para salvar el euro. Lo contrario supondría el fin de la moneda única y un revés brutal para 50 años de proyecto europeo.

La discusión contó también con el ex primer ministro británico Tony Blair y con Yorgos Papandreu, que presidió el Gobierno de Grecia entre 2009 y 2011. Compartieron sus opiniones con el político y financiero irlandés Peter Sutherland, miembro como ellos del Consejo para el Futuro de Europa que preside Nicolas Berggruen, así como con un grupo de editores de prensa (entre ellos el presidente de EL PAÍS, Juan Luis Cebrián) y periodistas. Antes de la reunión, Blair pronunció un discurso en el que llamó a resolver la crisis económica para plantear los objetivos de integración política y fiscal antes de consultar a los ciudadanos si aceptarían el nuevo escenario político. Alertó del peligro de que Reino Unido se descuelgue del proceso. Los euroescépticos, dijo, “están en lado equivocado de la historia”.

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Pero precisamente la desafección de los ciudadanos hacia una Europa que algunos perciben como empobrecedora u hostil fue otra de las claves de la jornada. El director de EL PAÍS, Javier Moreno, lo planteó en términos morales. La desconfianza en las instituciones europeas o hasta nacionales, dijo, radica en que los ciudadanos “se sienten desprotegidos” ante el paro o la amenaza de perder sus prestaciones sociales. Blair reclamó la necesidad de que los ciudadanos “vean que se deciden soluciones y que se hace en común”. La crisis del euro, advirtió, “ha revelado la necesidad de reformas, pero no las ha provocado”. En ese sentido, criticó a quienes presentan las reformas drásticas como una consecuencia de Europa y de su crisis “en lugar de decir la verdad: que son reformas que habría que hacer de todas maneras” como consecuencia de la globalización y del envejecimiento de la población europea.

Desde el sector más crítico con los rescates europeos, uno de los directivos del diario populista y conservador Bild preguntó a los veteranos políticos por qué no se puede dejar la Unión Europea tal y como está ahora y, desde aquí, tratar de arreglar los problemas políticos. Fue tajante en sus dudas sobre la unión política europea: “No la habrá, admítanlo”. Schröder replicó que eso no significaría conservar el estado actual de unidad, sino retroceder, “porque es obvio que el estado actual de integración no basta para mantener una moneda común”. González admitió que “se puede avanzar sin cambiar los tratados”, pero añadió que los acuerdos europeos “interesantes” no se terminan de aplicar. Recordó con sarcasmo las negociaciones “urgentísimas e históricas del mes de junio”, cuando se pusieron las vías para una unión bancaria que, sin embargo, no llegará antes de 2014. Los Consejos europeos, lamentó, “llegan con poco y tarde”.

El periodista Andreas Kluth del británico The Economist planteó diferencias entre los socios del euro citando un libro del famoso economista euroescéptico alemán Hans-Werner Sinn. Para atajar las diferencias de competitividad, dice, “habría que rebajar los salarios y los precios en Grecia un 30%, lo mismo que en España, así como un 20% en Francia y un 10% en Italia”. O permitir que suban en porcentajes similares en Alemania, Finlandia y Austria. González calificó la cifra de “muy arbitraria” y abogó por aumentar “la productividad por hora de trabajo”.

Antiguos líderes de la UE defienden una mayor integración para salvar el euro | Internacional | EL PAÍS

01/08/2012

Enfim, o sucesso das receitas do FMI aparece

Filed under: Eurozona,FMI — Gilmar Crestani @ 8:05 am

Não nos esqueçamos. Como o galo da madrugada, FHC cantou três vezes a pedra do FMI. Nas três vezes, o Brasil quebrou. Coisa de vira-lata que não aprende.

Desemprego na eurozona bate novo recorde

Total de pessoas sem trabalho chega a 17,8 milhões em junho; desde abril de 2011, 2,3 milhões perderam suas vagas

Com números ruins, aumenta a expectativa de que o BC Europeu anuncie novas medidas na reunião de amanhã

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O número de pessoas desempregadas nos 17 países que compõem a zona do euro atingiu novo recorde em junho, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Eurostat, o birô de estatísticas da União Europeia: 17,8 milhões de pessoas, 123 mil a mais que no mês anterior.

A alta do desemprego na eurozona foi a 14ª consecutiva; hoje, o total de gente sem trabalho na região é o maior desde a implantação da moeda única, em 1999. Estima-se que 2,3 milhões tenham perdido seus empregos desde abril do ano passado.

Em termos percentuais, a taxa, com ajuste sazonal, não se alterou entre maio e junho: está em 11,2%, nível recorde.

Mesmo na Alemanha, a maior economia da zona do euro -onde o desemprego ficou em 5,4% em junho-, já há sinais de desaceleração do crescimento e demanda menor por exportações de alto valor agregado. Com isso, a previsão é que o número de desempregados aumente.

"Os números do desemprego são mau presságio para as perspectivas de crescimento", avaliou Howard Archer, economista-chefe da IHS Global Insight para a Europa.

REUNIÃO DO BCE

Os dados ruins aumentaram a expectativa sobre a reunião do Banco Central Europeu prevista para amanhã -em princípio, ela decidirá sobre a taxa básica de juros, mas pode ser usada para o anúncio de outras medidas.

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, prometera fazer "tudo o que for preciso" para manter a zona do euro unida, o que alimentou especulações sobre a compra de títulos da Itália e da Espanha -dois dos principais focos da crise.

A possibilidade de compra desses títulos e as declarações de líderes europeus sobre a necessidade de preservar a união monetária animaram o mercado. Alguns analistas, porém, continuam pessimistas quanto ao futuro.

"Aconteça o que acontecer amanhã, com Draghi anunciando novas medidas ou não, os números da economia europeia são lamentáveis", disse Michael Hewson, da consultoria CMC Markets, à agência Associated Press.

A situação é particularmente ruim para os espanhóis, que continuam tendo a pior taxa de desemprego da zona do euro -de 24,8%- e agora se veem às voltas com uma fuga recorde de capitais (leia texto nesta página).

Nos EUA, em meio à preocupação com os reflexos da crise na Europa, o Fed (banco central americano) reúne-se hoje e deve avaliar a necessidade de novos estímulos à economia norte-americana.

JULIA SWEIG

16/07/2012

A Zona do Euro e a Argentina dos Kirchner

Filed under: Argentina,Crise Financeira Européia,Eurozona — Gilmar Crestani @ 9:32 am

LUIZ CARLOS BRESSER – PEREIRA, na Folha de São Paulo 

Euro – os riscos de um tabu

Melhor para todos os países europeus era decidirem em comum acordo pela descontinuidade do euro

Passei duas semanas na Espanha, participando de conferências acadêmicas e conhecendo o belo norte do país. Encontrei uma Espanha rica, ensolarada, mas triste, com pouca gente nas ruas e nos restaurantes.

Uma Espanha muito diferente daquela alegre e otimista que encontrei nas visitas dos últimos dez anos.

Em todos esses dias, li o "El País", e o clima das notícias e das opiniões nele veiculadas é ainda mais sombrio. Vejo uma Espanha em plena crise do euro, uma Espanha sem saída.

Nas últimas eleições, os espanhóis rejeitaram o governo social-democrata de José Luis Zapatero, porque este aceitava a "austeridade" que lhe impunham os alemães e a troica (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, FMI).

Elegeram um premiê conservador, Mariano Rajoy, que lhes prometia uma gestão mais soberana do país.

Mas nos seus primeiros seis meses de governo, a crise bancária do país se agravou, a Espanha foi obrigada a pedir socorro, e agora a troica lhe impõe maiores cortes de despesas, aumento de impostos e eliminação de direitos dos cidadãos.

Diante desse quadro, digo a meus amigos espanhóis que a austeridade não resolverá seus problemas (muitos deles concordam) e que melhor para todos os países europeus era decidirem em comum acordo pela descontinuidade do euro, para, assim, evitar uma crise maior e garantir a União Europeia. Diante dessa observação, eles se calam. A sobrevivência do euro é tabu para eles.

Na última semana, diante do ajuste de € 65 bilhões imposto à Espanha, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, não pôde deixar de se indignar e de lembrar de seu próprio país.

Porque a situação da Argentina em 2000 e 2001 era muito semelhante à dos países endividados da zona do euro. O Plano de Conversibilidade dos argentinos transformara o peso em uma moeda estrangeira, como o euro é uma moeda estrangeira para os europeus: uma moeda que não podem nem emitir, nem desvalorizar.

E ninguém tinha coragem de se insurgir e propor o abandono da paridade legal do peso com o dólar, porque essa paridade se tornara tabu.

Quem falasse contra ela estaria "traindo" a Argentina. É exatamente a mesma coisa que está acontecendo hoje na zona do euro: propor a desvalorização das moedas dos países endividados é traição.

Os argentinos não foram capazes de evitar o colapso de sua economia e a hiperinflação. Foi só depois que as duas coisas ocorreram, que a crise financeira mais terrível de que tenho lembrança se abateu sobre seu povo, que o governo foi mudado e o problema foi enfrentado -com coragem.

Terá a zona do euro também que esperar a crise violenta para reagir? Ou será ela capaz de tomar medidas suficientes de centralização bancária e de união fiscal que lhe permita evitar essa crise violenta?

Os governos europeus apostam na segunda alternativa, mesmo que ela tenha um custo muito maior do que o de dar um passo atrás e descontinuar de forma acordada o euro.

E os espanhóis que encontrei estão paralisados, pois sabem que não podem pressionar seu governo para uma medida unilateral de saída do euro.

Podem, entretanto, deixar de transformar a questão em tabu e começar a discuti-la. Proibir o debate é arriscado. Poderá custar caro para eles e para todos os europeus.

31/05/2012

Depois da porteira arrombada, culpa ideológica

Filed under: Crise Financeira Européia,Economia,Eurozona — Gilmar Crestani @ 8:05 am

 

La Comisión Europea debe ser democrática y transparente

Es necesario abordar el déficit democrático de la UE. El presidente de la Comisión debería ser elegido democraticamente y, a su vez debería poder seleccionar a los comisarios

Peter Sutherland 31 MAY 2012 – 07:29 CET1

El mayor logro económico del euro es sin duda alguna haber impedido que la economía europea se fracturase en la crisis económica y financiera desencadenada por la quiebra de Lehman Brothers. Sabemos, por el ejemplo de los años treinta, que en tiempos de crisis los Gobiernos nacionales tienen la tentación de creer que la devaluación y el proteccionismo redundan en beneficio de los intereses de sus electores; y qué destructivo es para todos que los Gobiernos nacionales caigan en esa tentación. La moneda única europea ha servido y seguirá sirviendo de baluarte contra dichas tendencias. Quienes afirman que el euro no es más que una camisa de fuerza de la que los Gobiernos nacionales harían bien en liberarse lo antes posible están diciendo, en definitiva, que la manipulación de divisas y el nacionalismo económico son la vía ideal para alcanzar la prosperidad. No lo creo en absoluto. Ni tampoco lo creen en su mayoría, por irónico que resulte, los más feroces críticos del euro cuando hablan de cualquier otro tema que no sea la moneda única.

Ahora bien, las ventajas económicas del euro no han consistido solo en evitar posibles daños. La baja inflación, la eliminación de los riesgos del cambio, el aumento del comercio en la eurozona y la mayor integración de los mercados financieros europeos han contribuido a la cultura fundamental de estabilidad monetaria y previsibilidad económica que el euro ha aportado a Europa. Las economías europeas bien administradas, en particular Alemania, han aprovechado esa estabilidad para mejorar su comportamiento económico, con una reacción apropiada a los incentivos y las disciplinas del sistema de la eurozona.

Otros Estados miembros de la eurozona no han reaccionado tan bien como Alemania a los retos del euro. Cada vez se es más consciente de que incrementar la deuda para financiar un gasto público improductivo es un callejón sin salida que perjudica el crecimiento sostenible. Pero es muy difícil pensar que estos países hubieran podido estar mucho mejor fuera de la eurozona. El caso de Italia es especialmente significativo. Mario Monti, respaldado por una mayoría abrumadora en el Parlamento Italiano, está llevando a cabo en el país las reformas económicas y financieras que, como todo el mundo sabe ahora, otros Gobiernos italianos son responsables de no haber hecho. Sin tales reformas, la economía italiana no puede prosperar, ni dentro ni fuera de la eurozona. Me parece irónico que muchos de esos comentaristas que tanto gritan para exigir la reforma total del modelo económico europeo tradicional acojan a regañadientes esa misma reforma cuando surge de los propios mecanismos de la eurozona.

Las acusaciones de dictadura e inflexibilidad que se hacen a Alemania demuestran gran ignorancia

El papel que ha tenido Alemania durante los dos últimos años en la crisis de la deuda soberana en la eurozona ha suscitado críticas considerables, muchas de ellas injustas. Las acusaciones de dictadura e inflexibilidad que se le hacen demuestran gran ignorancia. Si hay alguna crítica que se le puede hacer a la señora Merkel es que, a menudo, ha dado la impresión de que le faltaba una visión estratégica para el gobierno de la eurozona. Sin embargo, es posible que tenga una visión que, por motivos políticos, está tardando en articular. La postura alemana sobre el carácter, el alcance y la duración de la ayuda financiera que debe darse a los miembros de la eurozona que están o pueden estar en dificultades ha evolucionado mucho en los últimos 18 meses. Y no existen motivos para pensar que esa evolución haya llegado a su fin. Igual que sus predecesores en la cancillería alemana, Merkel cree firmemente que el futuro económico y político de Alemania está dentro de la Unión Europea, de la que el euro es una manifestación fundamental. Pero no parece haber encontrado todavía un equilibrio político sostenible entre la necesidad imperiosa de estabilizar la eurozona y la comprensible resistencia de sus electores (y los de otros Estados importantes) a apoyar con dinero a otros Estados miembros que, hasta cierto punto, son responsables de sus propias desgracias. La señora Merkel no se equivoca al afirmar que, en países como Grecia, la reforma económica debería ser requisito previo para recibir ayuda financiera del resto de la eurozona. Lo que ocurre es que es un argumento que, llevado al extremo, podría acabar causando daños inmediatos irreparables por defender unos supuestos intereses a largo plazo.

Cuando se implantó el euro en 1999, los Gobiernos nacionales trataron de conservar la mayor autonomía posible en la toma de decisiones económicas. En retrospectiva, podemos ver que esa fue una estrategia inadecuada. Durante el último año y medio ha habido que dedicar mucho tiempo a reparar las brechas en la estructura original de gobierno del euro. El proceso no está terminado todavía, pero ya se ven unos cambios de estrategia extraordinarios en todos los Estados miembros de la eurozona. Ahora debemos pensar en el crecimiento y en cómo restablecerlo de forma sostenible, sobre todo en la periferia.

La reforma económica debería ser requisito previo para recibir ayuda financiera del resto de la eurozona

El Pacto Fiscal es una parte necesaria de lo que está por venir. Sin embargo, el proceso debe ir más allá para garantizar el futuro del euro. A juicio de algunos observadores externos, sigue habiendo un gran interrogante sobre el futuro a largo plazo de la eurozona. Pero poner un signo de interrogación no es lo mismo, en absoluto, que dar una respuesta. Al fin y al cabo, ninguna de las profecías de destrucción tan frecuentes en el pasado se ha hecho realidad hasta la fecha. Es más, nuestros avances, aunque a tropezones, nos han hecho comprender cada vez más a todos que debemos estar más unidos, no menos, para que Europa tenga prosperidad en el futuro. Eso significa que debemos combinar el análisis y las recetas económicas con la defensa política de una verdadera unión entre los pueblos de Europa. Lo cual entraña un grado de cohesión entre los países de la eurozona que refleje una unión política, y no un matrimonio provisional de conveniencia.

Los mercados mundiales no están aún convencidos de hasta dónde están dispuestos a llegar los países del núcleo duro de la eurozona para mantener la divisa y son conscientes de que para conseguirlo habrá que tener no solo disciplina en la periferia sino también crecimiento. Por ejemplo, ha habido un silencio relativo sobre los mecanismos -y su aplicación- que podrían utilizarse a la hora de dar ayuda (tal vez préstamos para gastos de infraestructuras). También falta claridad sobre las perspectivas y las condiciones de cualquier «mutualización» de la deuda pública. En este último aspecto, se ha producido lo que se ha llamado una mutualización «condicional» de la deuda soberana en la UEM, pero al problema del sobreendeudamiento no se le ha prestado toda la atención necesaria.

Es decir, queda mucho por hacer tanto en el plano político como en el económico, y, por supuesto, ambos se solapan. Mantener un apoyo general al proyecto a base de apagar fuegos es indispensable pero no suficiente. Necesitamos una visión de futuro que exprese un respaldo inequívoco a la integración permanente.

Al problema del sobreendeudamiento no se le ha prestado toda la atención necesaria

En el plano político, puede ser difícil, en un momento en el que, como es lógico, toda la atención parece centrada en la crisis de la deuda y el euro. Además, es comprensible que la suerte del llamado Tratado Constitucional y el atormentado proceso que llevó a la ratificación del Tratado de Lisboa disminuyan las ganas de los Gobiernos nacionales de pensar en más reformas sustanciales. Sin embargo, no hay duda de que la reforma es imprescindible para abordar la realidad innegable del déficit democrático. La verdad es que el Parlamento Europeo, con todo lo valiosos que son sus esfuerzos legislativos, no ha suministrado la legitimidad requerida. Lo que necesitamos es que se lleven a cabo, además, otros dos cambios.

El primero es la elección democrática del presidente de la Comisión, junto con nuevas medidas para dar legitimidad nacional a cada uno de los comisarios que él nombre. La elección del presidente de la Comisión es esencial. A su vez, el presidente debería tener la potestad de escoger a sus comisarios de unas listas nacionales de candidatos y al mismo tiempo mantener el requisito de que estén representadas todas las nacionalidades. En su selección debería tener obligatoriamente en cuenta el equilibrio político en el órgano propiamente dicho y como reflejo de la opinión pública en cada uno de los Estados miembros. La selección de los que estarían incluidos en las listas podría hacerse a través de los parlamentos nacionales o mediante un sistema de elecciones primarias como el de Estados Unidos. El segundo requisito para poder abordar el déficit democrático es que los parlamentos nacionales participen más en las deliberaciones de sus representantes en el Consejo europeo de ministros sobre las propuestas de legislación que haga la Comisión. Este es un elemento necesario para mejorar la calidad de las leyes y para dar a conocer a los electores todas las consecuencias de esas propuestas legislativas. Los apaños tecnocráticos, y a menudo indecorosos, que se llevan a cabo hoy en la trastienda entre la Comisión y los Estados miembros deben dejar paso a una mayor implicación nacional y la prueba definitiva de la transparencia pública.

Peter Sutherland fue comisario europeo y director de la Organización Mundial de Comercio. Es miembro del Consejo sobre el Futuro de Europa del Nicolas Berggruen Institute.

La Comisión Europea debe ser democrática y transparente | Internacional | EL PAÍS

26/05/2012

El fin del optimismo

Filed under: Crise Financeira Européia,Eurozona — Gilmar Crestani @ 7:49 am

Uma boa análise sobre a zona que virou a Euro!

La confianza en el progreso hizo posible que antiguos enemigos en la Segunda Guerra Mundial se comprometiesen en la Unión Europea. Pero también ha empujado a los políticos a pensar que para superar una crisis no hace falta decidir y basta con gestionar

José María Ridao 26 MAY 2012 – 00:49 CET14 

Imagen tomada en 2007 en Bruselas ante una foto de la firma del Tratado de Roma en 1957. / Thierry Roge  (REUTERS)

La facilidad con la que se recurre al término crisis en los discursos contemporáneos no es tanto una prueba de rigor en el “diagnóstico de nuestra situación” como de resignación ante “una forma difusa de hablar”. El historiador alemán Reinhart Koselleck, fallecido en 2006, no relaciona esta sugerente observación con el momento que atraviesa la construcción europea, sino que la sitúa en el contexto más amplio del uso y el abuso de una nómina de conceptos como progreso, decadencia, enemigo o revolución, que han influido en la percepción de los fenómenos políticos y sociales a lo largo de los siglos, y que han determinado, por ello, la manera de abordarlos desde los instrumentos que ofrece el poder. En el libro póstumo Historias de conceptos (Trotta), Koselleck identifica hasta tres sentidos distintos de crisis, los tres fruto de las grandes transformaciones ideológicas que ha ido experimentando Europa desde la Edad Media y los tres vigentes en la actualidad.

En su etimología griega, crisis aludía, según Koselleck, a una “resolución definitiva, irrevocable”, e “implicaba alternativas extremas que ya no permitían ninguna revisión: triunfo o fracaso, justicia o injusticia, vida o muerte, en definitiva, la salvación o la condena”. Al incorporarse a las lenguas vernáculas europeas, el término va perdiendo esta univocidad originaria y, siempre según Koselleck, “se registra una creciente y gradual expansión” de su significado. Una primera acepción, un primer sentido que habría adquirido el término crisis erigiría a la historia en tribunal de última instancia que dicta la “resolución definitiva, irrevocable” del devenir humano. A esta primera acepción, a este primer sentido se añadiría un segundo en el que crisis haría referencia a la acumulación de conflictos que, “resquebrajando el sistema, se unen para dar lugar a un nuevo contexto” y provocan “la superación del umbral de una época”. La última acepción, el tercer y último sentido que identifica Koselleck, aludiría al acabamiento de todo, al Apocalipsis. “Es un puro concepto de futuro”, escribe, “y apunta a una resolución final”.

El trágico fracaso de las grandes utopías concebidas en el siglo XIX y llevadas a la práctica en el XX parecía haber desacreditado el primer sentido del término crisis apuntado por Koselleck. Apelar hoy a la historia como tribunal de última instancia evoca de inmediato la coartada en la que coincidieron los totalitarismos de distinto signo para justificar sus atrocidades, y tiñe de sospecha los propósitos de cualquier gobernante que remita el juicio sobre sus acciones al momento en el que estas agoten sus resultados. La sospecha se reveló fundada en algunos acontecimientos de la última década como la guerra de Irak, donde el programa de democratizar el mundo mediante las armas fue orgullosamente enarbolado para justificar una agresión militar y su inevitable cortejo de muerte y destrucción. Puesto que se trataba de una guerra, es decir, de la más grave, de la más trascendental decisión que puede adoptar el poder político, invitaba implícitamente a extraer la equívoca conclusión de que el primer sentido del término crisis apuntado por Koselleck solo estaría presente en circunstancias donde lo que está en juego es la legitimidad o la ilegitimidad del recurso a la fuerza.

“Política de austeridad” es un eufemismo, el acta de defunción de la solidaridad como valor inspirador de la Unión

Como están demostrando las políticas europeas para hacer frente a la más difícil coyuntura económica desde 1929, la tragedia excepcional de ayer estaría ocultando el drama cotidiano de hoy. Los Gobiernos de la Unión parecen haber perdido de vista que, aun no tratándose del recurso a la fuerza, aun no tratándose de la situación extrema de una guerra, están gestionando la economía desde el primer sentido del término crisis apuntado por Koselleck; esto es, están remitiendo el juicio sobre sus acciones al momento en el que estas agoten sus resultados. Cada recorte del gasto público que arroja a la exclusión y la miseria a millones de ciudadanos europeos; cada gesto de indiferencia de los Gobiernos y las instituciones comunes hacia la angustia y el sufrimiento provocado por la bancarrota de países como Grecia, Irlanda y Portugal, a los que podían seguir otros como España o Italia; cada decisión adoptada bajo el paraguas de la denominada “política de austeridad” —en realidad, un eufemismo apenas velado para designar el acta de defunción de la solidaridad como valor inspirador de la Unión—, exige erigir a la historia en tribunal de última instancia para juzgar lo que se está haciendo.

Quién sabe lo que dirá la historia de la “política de austeridad”, si es que la historia fuese una criatura capaz de tomar la palabra por sí misma y no a través de sus ventrílocuos nunca inocentes. Lo que sí se sabe, lo que sí está ya demostrado, es que remitir el juicio sobre la “política de austeridad” al tribunal de última instancia de la historia, remitirlo a la prosperidad que se supone que habrá de producir en un futuro más próximo o más lejano, está permitiendo a los Gobiernos desentenderse de la suerte de quienes desean lo mismo que cualquier ser humano en cualquier lugar del mundo, y se encuentran con que de un día para otro no pueden garantizar a sus hijos ni siquiera el alimento y el techo bajo el que viven. Las políticas que se apliquen podrán ser unas u otras, como también serán unos u otros sus efectos económicos, tanto inmediatos como diferidos, y por eso es preciso que los Gobiernos actúen con equidad y discernimiento. Pero que el poder político, que los Gobiernos se desentiendan de la suerte de los ciudadanos afectados por esas políticas, que deje de tenerlos presentes salvo en la retórica necesaria para no hundirse en las encuestas y en las citas electorales, abre un abismo moral donde la desesperación cebará el nihilismo que solo aspira a destruir lo que existe sin importar lo que haya de venir después.

Los europeos que votaron contra la Constitución se sintieron estafados cuando sus líderes siguieron adelante pese al rechazo

Mientras duró el tiempo de bonanza, la Unión Europea adoptó la mayor parte de sus decisiones instalándose en el segundo sentido del término crisis. No sin cierta frivolidad, solía repetirse desde los Gobiernos y las instituciones comunes que el proyecto de la Europa unida siempre había avanzado a golpe de crisis; en palabras de Koselleck, mediante la acumulación de conflictos que, “resquebrajando el sistema, se unen para dar lugar a un nuevo contexto” y provocan “la superación del umbral de una época”. La ventaja de que la Unión Europea adoptara la mayor parte de las decisiones instalándose en este segundo sentido del término crisis es que concedía simultánea carta de naturaleza al optimismo y al progreso. Era, en efecto, una ventaja porque sin la concurrencia de ambas premisas, sin optimismo y sin confianza en el progreso, habría resultado difícil, cuando no imposible, que los antiguos enemigos en el conflicto más devastador de todos los tiempos, la Segunda Guerra Mundial, aceptasen comprometerse en un ambicioso proyecto de integración. Pero era también un inconveniente, un formidable aunque subrepticio inconveniente, puesto que inducía en los Gobiernos y las instituciones comunes la idea de que las dificultades, de que las crisis surgidas en el proceso de la construcción europea, estaban abocadas a un desenlace siempre feliz. O una vez más en palabras de Koselleck, estaban inexorablemente abocadas al alumbramiento de “un nuevo contexto”, a la constante “superación del umbral de una época”.

El optimismo y la confianza en el progreso que derivaba de la adopción por parte de los Gobiernos y las instituciones comunes del segundo sentido del término crisis apuntado por Koselleck explica la burocratización del proyecto europeo que ha denunciado, entre otros, Hans Magnus Enzensberger. En El gentil monstruo de Bruselas o Europa bajo tutela (Anagrama), Enzensberger reproduce, o finge literariamente reproducir, las preguntas y las críticas que dirige a un funcionario de la Comisión. De no tomar en consideración el optimismo y la confianza en el progreso en que se inspiran las respuestas, parecerían el soliloquio circular de un enajenado para quien el rumbo prefijado de la Unión Europea hacia su completa realización no exige decidir ante los obstáculos que sobrevengan, sino tan solo gestionar. La quiebra de Lehman Brothers y el inicio de los ataques especulativos contra el euro han puesto de manifiesto que, para que el proyecto de la Europa unida no fracase, para que alcance un desenlace feliz, es preciso decidir además de gestionar. Pero han puesto de manifiesto otra cosa, quizá más relevante: el optimismo y la confianza en el progreso desactivaron durante mucho tiempo las alarmas que debían haber saltado ante algunos obstáculos sobrevenidos en el proceso de construcción de la Europa unida.

La acepción de ‘crisis’ que está apareciendo no es la que augura un nuevo contexto sino la de Apocalipsis

Tal vez el obstáculo más grave, el obstáculo que no fue preámbulo de “un nuevo contexto” ni de la “superación del umbral de una época”, según el segundo sentido del término crisis apuntado por Koselleck, fue el rechazo de la Constitución europea en los referendos populares celebrados en Francia y en Holanda. Desechar el farragoso texto elaborado por la comisión que presidió Giscard d’Estaing no habría dejado una huella tan profunda si, en lugar de improvisar los pasos siguientes por vías de hecho, el Consejo Europeo hubiese adoptado como principal preocupación reconducir el proceso de construcción de la Europa unida a los procedimientos pactados, tanto entre los Estados miembro como entre estos y sus ciudadanos. Los europeos a los que se había solicitado el voto en los referendos sobre la Constitución se sintieron víctimas de una estafa por parte de sus líderes, que decidieron seguir adelante a pesar del rechazo expresado en las urnas y, además, jactándose de haber encontrado un camino, plasmado finalmente en el Tratado de Lisboa, que sorteaba el refrendo popular y prescindía de él.

El Tratado de Lisboa fue la criatura surgida de un precedente, convalidado al iniciarse los ataques especulativos contra el euro, por el que la voluntad de los líderes europeos comenzó a prevalecer sobre los procedimientos pactados. Hoy ese precedente está convirtiendo a la Unión, y más en concreto a la eurozona, en un espacio regido por lo que Jürgen Habermas considera en La constitución de Europa (Trotta) simples acuerdos internacionales al estilo clásico, que “poco tienen que ver con la formación de una voluntad política común de la Unión Europea”. Para hacer frente a los ataques especulativos contra el euro, la Alemania de Merkel y la Francia de Sarkozy, aunque no así la de Hollande, se erigieron en dueños absolutos de la situación y han venido imponiendo unilateralmente su criterio al resto de los miembros de la Unión. Entre las múltiples consecuencias que ha acarreado esta suplantación de los procedimientos pactados por la imposición del criterio de los líderes europeos, de algunos líderes europeos, hay una que remite a la reflexión de Koselleck en Historias de conceptos. La acepción, el sentido del término crisis que está haciendo acto de aparición en Europa, y también en el ánimo de los europeos, no es ya el que erigía a la historia en tribunal de última instancia ni tampoco el que auguraba el alumbramiento de “un nuevo contexto” y la “superación del umbral de una época”. Es la tercera acepción, el tercer sentido del término crisis, que Koselleck caracterizaba como acabamiento de todo, como Apocalipsis, el que está ganando un inquietante terreno.

Historias de conceptos. Estudios sobre semántica y pragmática del lenguaje político y social. Reinhart Koselleck. Traducción de Luis Fernández Torres. Trotta. Madrid, 2012. 320 páginas. 22 euros.

La constitución de Europa. Jürgen Habermas. Traducción de Javier Aguirre Román, Eduardo Mendieta, María Herrera, Francesc Jesús Hernández i Dobon, Benno Herzog y José María Carabante Muntada. Trotta. Madrid, 2012. 128 páginas. 15 euros.

El fin del optimismo | Cultura | EL PAÍS

25/05/2012

La ruptura entre París y Berlín bloquea la UE

Filed under: Alemanha,Angela Merkel,Eurozona,França,François Hollande — Gilmar Crestani @ 7:48 am

Los eurobonos se convierten en la principal divergencia entre Merkel y Hollande

Ambos gobernantes necesitan entenderse para armonizar austeridad y crecimiento

Luis Doncel Bruselas 24 MAY 2012 – 22:05 CET34

La canciller alemana, Angela Merkel, y el presidente francés, François Hollande, hablan antes del inicio de la cumbre informal europea en Bruselas. / LIONEL BONAVENTURE (AFP)

“Se suele decir que cuando Alemania y Francia no cooperan, tenemos un problema. Pero cuando lo hacen, tenemos otro”. Esta frase, salida de la boca de un diplomático de un pequeño país de la UE y recogida el miércoles por el Financial Times, resume a la perfección los nuevos vientos que recorren Europa.

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La victoria del socialista François Hollande ha acabado con el archifamoso directorio Merkozy, que generó bastantes resquemores entre aquellos socios que veían cómo París y Berlín —o mejor dicho, Berlín y París— cocinaban las decisiones que más tarde imponían al resto de la Unión.

Algunos se alegran de que la hasta ahora todopoderosa Angela Merkel, que apoyó sin tapujos a Nicolas Sarkozy antes de las elecciones, se haya topado con un contrapeso que le obligue a pensar en el crecimiento y en la creación de empleo, y no solo en la austeridad. Otros lamentan, sin embargo, que la ya de por sí errática dirección política de la UE pueda ahora atascarse en un momento clave.

La cumbre del miércoles sirvió para escenificar los nuevos tiempos, en los que los eurobonos se han convertido en la principal divergencia franco-alemana. “He presentado mi posición y el presidente francés ha expuesto la que ya había anunciado. Ha sido una discusión muy detallada”, aseguró la canciller, que solo estará dispuesta a garantizar la deuda de otros Estados cuando los alumnos díscolos hayan hecho todos los deberes en forma de reformas estructurales y dolorosos recortes.

La errática dirección de la UE puede ahora atascarse en un momento clave

Más directo fue el francés a la hora de explicar el encontronazo. “Merkel no considera un elemento de crecimiento, sino una perspectiva a largo plazo de integración. Yo creo que puede ser una ocasión de mutualizar la deuda futura que permita a los Estados una financiación más asequible”, aseguró Hollande en su bautizo en una cumbre.

La presentación en sociedad del flamante presidente francés fue precisamente, según fuentes comunitarias, uno de los motivos que llevaron al Consejo Europeo a convocar la cumbre informal del miércoles, más allá de la mencionada agenda por el crecimiento, cuya concreción llegará en la cumbre del 28 y 29 de junio. Otros motivos para que los jefes de Estado y Gobierno quisieran verse las caras, según las mismas fuentes, era la necesidad de Irlanda de mostrar el interés europeo por fomentar el crecimiento y la creación de empleo antes del referéndum del próximo 31 de mayo en el que sus ciudadanos se pronunciarán sobre la política de austeridad; así como la voluntad de evitar suspicacias entre los socios europeos y mostrar que las decisiones se toman entre los Veintisiete, y que Berlín y París ya no hablan por toda Europa.

Un experto recuerda que al principio Chirac y Schröder no podían verse

Pese al choque inicial, nadie garantiza que la pareja Merkollande no acabe encontrando puntos en común. Los dos se necesitan demasiado como para empezar una guerra. Expertos como el politólogo alemán Stefan Seidendorf recuerdan que su relación ha empezado mejor que la de Jacques Chirac y Gerhard Schröder —“que no podían verse”—, o incluso que la de la propia Merkel cuando se las tuvo que ver en 2007 con un recién elegido Sarkozy. “Es normal que al principio no estén de acuerdo. Y que poco a poco vayan limando asperezas”, subraya una fuente diplomática francesa.

Frente a la división en torno a los eurobonos, Merkel y Hollande coincidieron en el diagnóstico sobre la madre de todos los problemas: ambos apuestan por la permanencia de Grecia en el euro y por el cumplimiento de las obligaciones a las que se ha comprometido. Sin embargo, según informó Reuters, responsables gubernamentales de la eurozona ya han dicho a los Estados miembros que preparan planes de contingencia por si finalmente Atenas abandona el club. La agencia de noticias, que cita tres fuentes familiarizadas con las conversaciones, asegura que el pasado lunes tuvo lugar una teleconferencia en la que se pidió a cada país que se preparara para lo peor.

Sin embargo, una alta fuente comunitaria desmintió que Bruselas dé ya por descontada la primera expulsión de la unión monetaria. “Grecia no va a salir del euro. No hay plan de contingencia ni plan B”, señaló el jueves con rotundidad, al tiempo que justificaba la obligación de los griegos de cumplir con sus compromisos. “Hemos de respetar a los votantes de una democracia. Pero también a los contribuyentes de 16 países que han ayudado a Atenas con 150.000 millones de euros, que es más que todo el PIB griego”, añadió.

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20/04/2012

A nova colonização europeia

Filed under: América Latina,Eurozona,Império Colonial — Gilmar Crestani @ 8:22 am

A nova colonização se dá com o consentimento de grupos nacionais que se beneficiam com os serviços prestados. Antonio Britto, quando vendeu a CRT para o consórcio formado pela Telefônica e RBS, garantiu espaço e voz nos veículos da RBS. Quando foi saído do Piratini, foi se desintoxicar na Espanha. O prof. Cardoso não fez diferente. Com a privatização do Brasil, enriqueceu sua família. Filhos, filhas e genros viraram milionários de uma hora para outra. Até a famiglia do ator da Bolinha de Papel, José Serra, tirou o pé da lama e fez seu pé de meia. Portanto, o colonialismo externo só se dá bem internamente porque primeiro vende-se a ideia de que ser dependente é legal, é bom  (Teoria da Dependência)…

El CAAC se acerca a América Latina

Una muestra reúne a 16 artistas que analizan distintos tipos de colonialismos

Margot Molina Sevilla 19 ABR 2012 – 20:28 CET

El artista uruguayo Joaquín Torres García (Montevideo, 1874-1949) le dio la vuelta al mapa de América del Sur en 1936 para establecer otro orden mundial y fundó Escuela del Sur. "No debe haber norte para nosotros, sino por oposición a nuestro sur. Por eso, ahora ponemos el mapa al revés y, entonces, ya tenemos justa idea de nuestra posición y no como quieren en el resto del mundo”, escribió el artista en su libro Universalismo constructivo. Contribución a la unificación del arte y la cultura de América (1944). Torres García, figura imprescindible en las vanguardias españolas —se instaló en Cataluña a los 17 años—, es el germen de la exposición La idea de América Latina, que se inauguró el jueves en el Centro Andaluz de Arte Contemporáneo (CAAC) de Sevilla.

La muestra, comisariada por Berta Sichel y el director del centro Juan Antonio Álvarez Reyes, incluye obras de 14 artistas latinoamericanos y dos andaluces —Chema Cobo y Federico Guzmán— en torno a la cartografía como elemento identificador de dos periodos muy concretos de América del Sur, sobre todo de las dos grandes colonizaciones que ha sufrido. "La idea de una comunidad geográfica ha estado muy presente desde la independencia de los estados de América Latina”, apunta Álvarez Reyes.

"El título, La idea de América Latina, está tomado de un libro de Walter D. Mignolo y se concibe en el momento en el que las élites latinoamericanas adoptan a Francia como modelo y dejan de lado lo hispanoamericano”, comenta el director del CAAC.

El centro recibe donaciones de Ignacio Tovar y Pepe Espaliú

Además del dibujo de Torres García como referencia, la exposición —abierta hasta el 24 de junio— reúne obras de dos generaciones: los primeros que usaron las técnicas audiovisuales en los 70 y los que nacieron a mediados de esa misma década. "Partimos de la idea del mapa, pero también del viaje como hace la argentina Adriana Bustos (Bahía Blanca, 1975) en su proyecto Antropología de la mula, en el que se centra en las personas que transportan droga en su cuerpo”, explica Sichel.

La pieza más reciente de la muestra está fechada este año y es la instalación Nuevos mercados (Telefónica /Colonisar), de Minerva Cuevas (México, 1975). Su obra, en la que manipula el logo de Telefónica, habla de las "nuevas colonizaciones europeas, que son económicas y se hacen a través de grandes empresas”, puntualiza el comisario.

"Hemos rescatado vídeos históricos como Mapas elementales, los tres primeros vídeos de Anna Bella Geiger (Brasil, 1933) de 1976 y en los que se la puede ver dibujando una mulata con el cuerpo de América Latina, un amuleto y una muleta”, comenta Sichel.

La muestra incluye, entre otros, una video-instalación de 1977 del chileno Juan Downey con 14 vídeos dentro del contorno del mapa de América y seis fotografías de la performance de Marta Minujín (Argentina, 1943) El pago de la deuda externa argentina en maíz, "el oro latinoamericano” (1985), en la que la artista salda la deuda de su país con Estados Unidos entregándole a Andy Wharhol mil mazorcas de maíz.

Mientras que el sevillano Federico Guzmán (1964) recurre a lo prehispánico en su instalación La pinta, en la que reproduce plantas de ayahuasca y chacruna, con cuya mezcla los indígenas preparan "una medicina sagrada para el alma y los dolores físicos”, dice el artista. "Viví tres años en Colombia y allí me interesé por la historia social de las plantas que, según los chamanes, se comunican con ellos. Así que ahora que se ha demostrado que el modelo mecanicista del mundo no funciona, tenemos que volver a la idea de un universo orgánico y al renacimiento del animismo”, comenta Guzmán.

El CAAC presentó también ayer dos obras donadas por el artista sevillano Ignacio Tovar y el depósito de la pieza Four provisional suicides, de Pepe Espaliú.

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15/04/2012

Europa autofágica

Filed under: Eurozona — Gilmar Crestani @ 9:23 am

Ou de como a direita faz com a própria casa. Sarkozy, Berlusconi, Merkel, Rajoy disputam o troféu pior político para a continuidade da Comunidade Econômica Européia. Mas devem ganhar o troféu “Zona” do Euro.

El lobo europeo

Esta crisis se está llevando por el desagüe lo que quedaba de la mínima solidaridad entre europeos

Lluís Bassets 15 ABR 2012 – 17:13 CET

El europeo es un lobo para el europeo. Esta crisis se está llevando por el desagüe lo que quedaba de la mínima solidaridad entre europeos. Es el paso previo a la quiebra del proyecto y fruto de una actitud suicida. Por más que nos digan que todos estamos en el mismo barco y que si la nave se hunde nos hundiremos todos, la cabra tira al monte y el lobo al cuello del otro lobo. El Costa Concordia se estrelló contra los arrecifes por culpa del capitán, pero el transatlántico europeo se hundirá si sigue así porque los capitanes se dedican a pelearse entre ellos en vez de decidirse por tomar un rumbo firme y claro, todos juntos y en favor de todos.

Estos días hemos tenido dos nuevas manifestaciones de la insolidaridad que lleva a dirigentes europeos a actuar como lobos con los otros dirigentes europeos. Sarkozy no ha dudado en utilizar las dificultades de España para vestir su pésimo balance presidencial: en cinco años ha duplicado el desempleo y el déficit comercial, crecido a un ritmo apenas del 1%, incrementado la deuda en 500.000 millones y perdido la clasificación máxima de la triple A. “Ningún presidente bajo la V República ha terminado su mandato con un balance tan malo”, ha escrito el director de Le Monde, Erik Israelewicz. La culpa: del candidato François Hollande que va a hacer de Francia una España, como si fuera a la vez Zapatero y Rajoy.

Mario Monti, el supermario tecnócrata que iba a enderezar a Italia con su visión europea por encima del partidismo, no le ha ido a la zaga. Carga sobre España las causas de su crisis porque teme el sorpasso, es decir, que la prima de riesgo que hay que pagar por su deuda vuelva a superar a la española como sucedió en los meses anteriores a la bendita expulsión de Berlusconi. Y luego, hecho el daño ajeno y sacado el beneficio propio, pide disculpas.

A ninguno de los dos les importa dañar al vecino con tal de sacar tajada política, e incluso buscan directamente el daño del vecino como fuente de su beneficio. Cuanto peor vaya el otro, mejor iré yo. Las crisis producen este tipo de comportamientos. Cuando los países tienen moneda propia se dedican a devaluarla para aventajar a sus vecinos en la competencia comercial. Si estas devaluaciones competitivas no bastan, se imponen aranceles y barreras comerciales, dificultando el comercio internacional. Son políticas que aceleran e intensifican la depresión y que incluso preceden a veces a medidas de retorsión más duras, de otro tipo. Véanse las guerras.

Cuando no hay posibilidad de cerrar mercados ni devaluar monedas como es el caso de la UE, entonces se practica la denigración del vecino para debilitar su credibilidad y perjudicarle ante los mercados. No lo han hecho tan solo Sarkozy y Monti. También viene haciéndolo desde el principio de la crisis la propia Alemania de Angela Merkel, el mayor lobo entre los lobos europeos.

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