Ficha Corrida

09/05/2016

Rede Globo é nome por trás do golpe

Desde o governo Olívio Dutra no RS percebi que a luta não era contra os partidos de direita. Eles têm ódio, mas não tem votos. Por isso criamos o ZeroFora e o Midi@ética. A descentralização das verbas publicitárias e a criação de uma Universidade Estadual desencadeou uma fúria encabeçada pela RBS mais abraçada pelo Instituto Millenium. A violência em Porto Alegre foi atribuída pela Revista Veja ao Governo Olívio. E nunca esteve tão baixa. Agora, por exemplo, há um assalto a cada 55 segundos, e a Veja sequer lembra do Tiririca da Serra.

No tempo de FHC a parabólica vazou o método Rede Globo de manipulação. Rubens Ricúpero foi o porta-voz da Rede Goebbels, mas coube ao Carlos Monforte a dobradinha ensaiada nos estúdios do PROJAC. Ali se revelava mais um cromossoma do DNA golpista. Como na fábula da rã e do escorpião, o golpismo está no DNA da famiglia Marinho. Mas a Globo tem todos os motivos para odiar Lula. Graças ao patrocínio de caça ao Lula acabou atraindo para si os holofotes, e assim se fica sabendo que ela e seus ventríloquos estão todos na listas que rolam por aí. Estão aí Lista de Furnas, Lista Falciani, Operação Zelotes, Lista Odebrecht, Panama Papers para mostrar porque Dilma deve sofrer um golpe e Lula, caçado.

O recrutamento de ventríloquos para o golpe atual deu-se mediante a farta distribuição de estatuetas. As estatuetas foram a senha assim como na máfia o “selinho”, e famiglia na turma do Eduardo CUnha. Funciona assim, a Globo recruta os ventríloquos e adestra os midiotas. E a plutocracia patrocina a chegada da cleptocracia no comando da República das Bananas.

Eduardo CUnha é apenas um mero instrumento nas mãos dos golpistas. A velha mídia foi a égua madrinha, e o STF deu o verniz jurídico ao Golpe Paraguaio. Mas nem mil de mão de verniz apagarão dos anais da história os registros que o povo, de norte a sul, está denunciando nos campos de futebol. O Brasileirão vem aí e com ele os contos de torcida: Temer, Jamais como cantou ontem a torcida Camisa 12 do Inter. Quarenta e dois mil torcedores lotaram o Beira-Rio e viu a maioria da torcida entoar contra o golpe. Rádios  e tvs sempre prontos a deram voz a favor dos golpistas, mas não repercutem nada a respeito do que se vê nos estádios. Vale aqui a frase atribuída a Abraham Lincoln.

“Pode-se enganar a todos por algum tempo;… Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”

O campeonato acabou. E a Globo também

E eles pensam que o povo não está percebendo

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publicado 09/05/2016

Os principais campeonatos estaduais do Brasil terminaram neste domingo (08). As finais foram marcadas por protestos de torcidas contra o Golpe e contra Michel Temer.
Sobrou também para a Rede Globo, acusada de Golpista.
As faixas traziam mensagens como ‘Temer Jamais’, além de ‘Golpe’, ‘Golpe Não’ e ‘Golpista’, todos com a letra ‘O’ substituída pelo símbolo da Rede Globo.

Na vitória do Internacional contra o Juventude, no Campeonato Gaúcho (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na vitória do Bahia, mas com título do Vitória, no Campeonato Baiano

Protesto durante vitória e título do Paysandu no Campeonato Paraense

O campeonato acabou. E a Globo também — Conversa Afiada

22/02/2016

Saiba quem são e como trabalham os caçadores do grande molusco

Os pontos em comum entre a mansão em Paraty, FHC, a Brasif e a Globo

seg, 22/02/2016 – 11:20

Da Revista Fórum

Entenda em 10 passos como FHC e Globo se tornaram um único escândalo

Mansão da família Marinho ilegal em Paraty (RJ), mesadão de FHC para Mirian Dutra, Brasif e Globo. O que esses elementos têm em comum? Confira o passo a passo da Fórum e ajude a mídia livre a montar esse ‘quebra-cabeças’ de escândalos

Por Redação

Baseada em apurações feitas pela mídia livre – com o silêncio da imprensa tradicional diante das recentes informações que envolvem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua ex-amante Mirian Dutra, a mansão da família Marinho em Paraty e a Brasif, empresa de Jonas Barcellos – a Fórum montou um passo a passo das últimas descobertas desse assunto e de como elas se relacionam entre si.

>> No dia 11 de fevereiro, o Diário do Centro do Mundo publica uma reportagem sobre o triplex da família Marinho em Paraty e aponta que este imóvel foi construído em área de preservação ambiental. Ao mesmo tempo informa que a casa estava em nome da Agropecuária Veine.

>> No mesmo dia, na Revista Fórum é publicada a matéria revelando que a nova esposa de FHC comprou um imóvel de R$ 950 mil reais e que, no mercado imobiliário, dizia-se que ele havia sido um presente do ex-presidente.

>> A Rede Brasil Atual publica uma reportagem onde explica que a casa dos Marinho em Paraty estava em nome de uma offshore do Panamá, a MF Corporate Servic, empresa do Grupo Mossack Fonseca.

>> O Tijolaço mostra que o helicóptero utilizado pelos Marinho era operado, até dezembro do ano passado, pelo Consórcio Veine – Santa Amália.

>> O Viomundo apresenta documentos de que o registro da Veine, na Anac, foi tranferido para a Vattne Administração, companhia que funciona na mesma sala da Cia Bracif Consórcio Empreendimento Luziania, empresa da Brasif.

>> O Tijolaço informa que a a Santa Amália, empresa que fazia consórcio com a Veine na operação do helicóptero dos Marinho, tem sede na fazenda do dono da Brasif, Jonas Barcelos.

>> Jonas Barcellos é pecuarista e dono da Brasif, multinacional que atua em setores diversos como venda de máquinas pesadas, biotecnologia animal e varejo de roupas.

>> Mirian Dutra dá uma entrevista no jornal digital Brazil com Z na Espanha e fala, entre outras coisas, que se ‘autoexilou’ para não atrapalhar a reeleição de FHC e que teria sido forçada a dizer em entrevista que o filho Tomás não era dele, mas de um biólogo.

>> No dia seguinte ela fala com Natuza Nery e Mônica Bergamo, ambas da Folha de S. Paulo e conta que recebia de FHC, por intermédio da Brasif, uma mesada de 3 mil dólares por mês.

>> FHC dá respostas contraditórias. Primeiro ele diz, a Natuza Nery, que nunca enviou recursos por empresas para Mirian Dutra. No dia seguinte, com a matéria de Mônica Bergamo, ele afirma que isso foi há 13 anos e que vai esperar a empresa, a mesma Brasil de Jonas Barcelos, em que está registrado o helicóptero da Globo, se manifestar.

>> Brasif: anote este nome. Ela é a ligação entre FHC, a Globo, o helicóptero da Globo, o triplex dos Marinho e o mesadão de 3 mil dólares de Mirian Dutra.

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Arte: Raphael Sanchez/Revista Fórum

FIFA no fiofó da Globo

 

Para entender o braço da FIFA no Brasil

seg, 22/02/2016 – 00:13 – Luis Nassif

Nos anos 70 a TV a cabo começou a ganhar força, assim como as transmissões esportivas internacionais. As redes de TVs tornam-se globais. E os eventos esportivos ganharam dimensão internacional. Ao mesmo tempo, a inclusão da África e da Ásia no negócio futebol ampliaram de forma inédita seu alcance.

É nesse novo quadro tecnológico que o futebol se torna um negócio bilionário. Na hora certa, no lugar certo, o cartola brasileiro João Havelange ajudou a dar forma final à FIFA. Desde os anos 20 o esporte já se constituía nos eventos de maior audiência do rádio. Com os avanços tecnológicos, os grandes espetáculos esportivos passaram a dispor de uma audiência global. E, dentre todos os esportes, nenhum chegou perto da popularidade e abrangência do futebol.

Em pouco tempo monta-se a rede global, com os seguintes personagens:

1.     A FIFA.

2.     As confederações

3.     Os clubes

4.     Os grupos de mídia hegemônicos em cada país filiado.

A parte econômico-financeira é composta do patrocínio aos torneios globais, torneios regionais e campeonatos nacionais. E os eventos os financeiros ocorrem na compra de direitos de transmissão para cada um dos eventos e nos patrocínios, e no mercado de jogadores.

A partir desses elementos teceram-se as relações de influência que acabaram resultando na organização criminosa desbaratada pelo FBI.

A base do poder na FIFA são as confederações nacionais.

Para garantir a perpetuidade do poder, há uma aliança simbiótica entre os dirigentes da FIFA, os grupos de mídia nacionais e os dirigentes das Confederações.

Em parceria com a FIFA os grupos de mídia conseguiram a exclusividade para os grandes eventos, que garantem os grandes patrocínios. E conseguiram os patrocínios para os eventos regionais e nacionais. O dinheiro captado serviu para irrigar os clubes e garantir a perpetuidade política dos grupos que controlam as confederações.

Por seu lado, a parceria sempre se dá com os grupos de mídia politicamente mais influentes. E garante a blindagem dos dirigentes das confederações – não apenas perante os governos nacionais como perante os sistemas de investigação locais.

Esse modelo criou tal blindagem político-policial que acabou transbordando para outras formas de ação de crime organizado, como a lavagem de dinheiro através do superfaturamento dos contratos e do comércio de jogadores.

Segundo dados da OCDE, o mercado de jogadores movimenta US$ 4 bilhões/ano, dos quais US$ 1 bilhão proveniente de lavagem de dinheiro. Parte relevante do dinheiro lavado vem dos subornos pagos por emissoras de televisão e patrocinadores aos dirigentes esportivos.

A internacionalização do futebol

A ampliação da globalização acabou introduzindo novos elementos nessa equação.

O primeiro, o da criação da cooperação internacional para o combate ao crime organizado, que ganhou ênfase após os atentados das torres gêmeas.

Como as organizações criminosas atuavam em nível global, havia a necessidade de uma cooperação em nível internacional. E aí sobressaiu a maior competência dos órgãos de investigação norte-americanos, especialmente devido à integração entre o FBI e as forças de segurança, conforme anotou Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra, em entrevista ao GGN, sobre o seu livro “Política, propina e futebol: Como o PADRÃO FIFA ameaça o esporte mais popular do planeta”.

E aí entraram em cena os interesses geopolíticos norte-americanos, a noção histórica de interesse nacional amarrado aos interesses dos grandes grupos que se internacionalizam.

Um dos últimos mercados nacionais protegidos era o das comunicações. E, nesse mercado fechado, as transmissões de partidas de futebol sempre foram um fator crítico para a hegemonia das emissoras. Basta conferir a imensa luta da Record para tentar romper com o monopólio das transmissões da Globo.

A entrada do FBI nas investigações coincide com a ofensiva internacionalizante dos grandes grupos de mídia norte-americanos e, também – segundo Chade – com as manifestações de junho de 2013 no Brasil, que passaram a percepção de que a opinião pública nacional não mais aceitaria passivamente a corrupção dos dirigentes esportivos.

Quando o FBI entrou na parada, o jogo passou a virar. A imensa organização criminosa começou a ruir. E, no rastro desse desmonte, teve início a invasão final dos grupos de mídia norte-americano sobre os superprotegidos mercados nacionais de mídia.

Segundo Chade, empresas como a Time Warner, Disney, ESPN montaram estratégias inicialmente fechando contratos com países e clubes menores, de maneira a cercar os esquemas dos clubes maiores, que dominavam as confederações.

Para se ter uma ideia do impacto do fim do monopólio das transmissões esportivas, analise-se o mercado britânico. Com a pulverização dos canais pagos, o único evento que consegue chegar em 15 pontos de audiência são as transmissões de partidas de futebol. O restante não passa de 5 pontos.

O papel da Globo na corrupção da Fifa

O imenso poder político desses grupos garantirá algum tempo a mais de blindagem, antes que a longa mão do FBI chegue até aqui. Em alguns casos, o que garante é a aliança com os governos nacionais.

Segundo Chade, a primeira reação dos dirigentes teria sido lamentar que as prisões tivessem ocorrido na Suíça. “Se isso acontecesse na América Latina, já tínhamos resolvido tudo e estaríamos em casa”, comentou um argentino, membro da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).  “Mas eles não estavam no Brasil nem em outra república latino-americana. As prisões ocorreram justamente na Suíça, país que passou a colaborar de forma estreita com os EUA”, continua Chade.

No caso brasileiro, a Globo estreitou relações com o MPF, tornando-se a principal âncora da Lava Jato. No seu horizonte estratégico, certamente estavam os problemas que vinham pela frente.

As principais operações identificadas foram compra de votos para a Copa de 1998, para a Copa de 2010 e a compra de apoio para a eleição de Blatter em 2011. E, importante, “a realização de acordos para a Taça Libertadores, a Copa América, a Copa do Brasil e as suspeitas sobre os Mundiais de 2018 e 2022”.

Continua o livro:

“De uma maneira constante, segundo a Justiça, a propina teria sido paga a Teixeira e Havelange para que influenciassem a Fifa na decisão de quem ficaria com os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006, incluindo o mercado brasileiro”.

Continua o livro:

“Uma rede de televisão no Brasil é citada como uma das envolvidas no suborno, ainda que seu nome tenha sido mantido em sigilo no documento público, uma vez que o processo não era contra ela. Naqueles Mundiais, os direitos de transmissão eram da Rede Globo. Para os suíços, o serviço dos dois cartolas teria sido comprado por essa e outras empresas que queriam manter contratos e relações com a Fifa. O documento revela uma movimentação milionária nas contas de Teixeira e Havelange. Ambos receberam subornos no valor total de pelo menos 21 milhões de francos suíços, depositados em contas abertas em paraísos fiscais. Os pagamentos ocorreram entre 1992 e 2004, e o tribunal decidiu processar os brasileiros por “atos criminosos em detrimento da Fifa”.

Prossegue a denúncia que “subornos compravam influência na Fifa e garantia de contratos no Brasil”.

Esse esquema começou a operar em 1970, segundo o procurador Thomas Hildbrand, quando Havelange assumiu o poder. Testemunhas ouvidas por ele sustentaram que “o dinheiro vinha, em grande parte, de empresas que pagaram pela transmissão das imagens das Copas de 2002 e 2006. No caso do Brasil, o valor do contrato era de US$220 milhões. Outros contratos chegavam a US$750 milhões”.

Segundo eles, Teixeira e Havelange agiram com tal impunidade porque, por conta da “cultura” brasileira, as propinas equivaliam a suplementação de verbas

“Seria essa a suposta “cultura” dos brasileiros”, constata Chade. “Mais do que um absurdo e uma ofensa a milhões de pessoas, a estratégia da defesa revela, no fundo, a imagem que a entidade tem do país e de seus representantes. Essa imagem, de tão enraizada, foi usada até mesmo diante da Justiça”.

O melhor exemplo da forma como a FIFA agia foi na imposição do estádio de Brasília.

“Poucos dias após a final da Copa do Mundo, o estádio mais caro do Brasil e o terceiro mais caro do mundo recebeu outro momento de decisão: cem casais realizaram suas festas de bodas no palco que havia servido ao Mundial. O evento chegou a ser transmitido pela TV Globo, que pagou parte dos direitos da Copa e apagou qualquer tipo de crítica ao evento. Na reportagem, a emissora insistia que o casamento coletivo tinha sido uma “grande emoção” e que o estádio havia criado novas oportunidades. Com apenas dois times e ambos na quarta divisão do futebol brasileiro Brasiliense e Luziânia , o Distrito Federal passou a ser a imagem do escândalo da Copa do Mundo e de seu legado inexistente. Meses depois do final do Mundial, a falta de jogos no estádio Mané Garrincha levou o governo do DF a transferir parte de sua burocracia para o local e ocupou as salas com suas diferentes secretarias. Do lado de fora, o estacionamento feito para as torcidas se transformou em garagem para os ônibus da cidade. Um ano depois da Copa, o rombo no estádio era de mais de R$ 3,5 milhões”.

Sobre a corrupção cultural

O combate à corrupção exige mudança de padrões culturais. Não se pode aceitar passivamente conviver com empresas sobre as quais pairam suspeitas de atividades criminosas.

Afinal, como declarou o procurador Deltan Dallagnol “o nosso parâmetro para lidar com a corrupção deve ser o crime de homicídio. Quem rouba milhões, mata milhões”. A declaração foi dada na Globonews.

Segundo ele, o simples combate às pessoas corruptas não vai fazer com que a corrupção acabe no Brasil. “Nós precisamos mudar o sistema”, declarou no Programa do Jô.

O mesmo bordão foi brandido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, para criticar a Lei de Leniência:

“Infelizmente, a despeito de todas as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil, as primeiras e únicas tentativas do Governo após a publicação da Lei Anticorrupção foram sempre no sentido de contorná-la, de desrespeitar o mínimo ético imposto por essa legislação”.

Carlos Fernando é vice-secretário de cooperação internacional do MPF, setor incumbido de buscar apoio nas investigações internacionais e de fornecer elementos solicitados pelos parceiros. Segundo Chade, o Brasil tem sido o país latino-americano que menos atendeu aos pedidos do FBI até agora.

Para entender o braço da FIFA no Brasil | GGN

03/09/2015

Anastásia: “podemos tirar, se achar melhor”

JB Estatueta GloboQuando o suspeito é adversário do PT, Lula e Dilma, nem confessando vai preso. Há casos em que o corruptor admite, mas o corrompido continua gozando de imunidade. O exemplo mais notório, porque atual, é Robson Marinho. Nestas horas surgem aqueles papos “não vem ao caso”, “podemos tirar, se achar melhor”, “foi feito pra isso, sim”, a “literatura jurídica me permite”. Quando o suspeito é a cunhada do Vaccari, primeiro vai presa, depois verificam se era ela mesma ou outra pessoa.

O cuidado jornalístico é levado ao extremo para não ferir suscetibilidades. Não se acusa, e a linguagem é sempre na condicional. Se por do PT, a primeira palavra é Petralha. Se é do PSDB, mesmo sendo canalha, não vem ao caso.

Diante desta seletividade canhestra não basta insistir aos poderes para levarem ao cabo as investigações. Como o julgamento começa por meio dos AssoCIAdos do Instituto Millenium, a única forma de mudarmos este quadro é redirecionarmos as baterias contra as cinco famiglias: Civita, Mesquita, Frias, Marinho & Sirotsky. São elas que ditam a pauta da PF, MPF e Judiciário.

A Cosa Nostra tem uma forma de auto reconhecer, entre eles se cumprimentam com um beijo. A Rede Globo aperfeiçoou os métodos da Cosa Nostra, evoluiu da captura mediante a gravides de uma funcionária (Miriam Dutra) para a entrega de estatuetas.

PETROLÃO

PF reivindica continuação de apuração sobre tucano

Em ofício ao STF, Polícia Federal diz ter novidades sobre o caso Anastasia

Solicitação foi feita logo após o procurador Janot pedir arquivamento; PF cita um e-mail enviado ao gabinete de Dilma

RUBENS VALENTEMÁRCIO FALCÃO, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal o prosseguimento das investigações sobre o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao contrário do que havia decidido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em ofício na terça (1º) ao relator do caso no STF, Teori Zavascki, a PF apontou ter recebido novas informações que não eram de conhecimento de Janot quando o chefe do Ministério Público fez seu pedido de arquivamento.

A Polícia Federal ressaltou que os dados não são conclusivos, mas que as dúvidas precisam ser esgotadas.

Segundo a PF, a principal novidade do caso é um e-mail, acompanhado de anexos, enviado em janeiro por uma moradora de Minas Gerais ao Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff.

A Presidência, no mesmo mês, reenviou a informação, classificada como "correspondência de cidadã", ao Ministério da Justiça, que a encaminhou à PF para averiguação.

O e-mail aponta qual seria a casa de Belo Horizonte em que o policial federal Jayme Oliveira Filho, o Careca, homem ligado ao doleiro Alberto Youssef, teria entregue R$ 1 milhão, em 2010.

Inicialmente, Careca não soube dizer para qual político entregou o dinheiro. Depois, quando a polícia exibiu uma foto de Anastasia, ele disse que a pessoa era "muito parecida" com o senador.

Youssef não confirmou a informação e, em depoimentos posteriores, Careca permaneceu em silêncio.

A mensagem eletrônica foi objeto de um relatório da PF de Minas, também agora anexado aos autos. Os policiais concluíram pela "compatibilidade entre a narrativa de Jayme e o endereço indicado" na comunicação à Presidência.

O e-mail e o resultado do trabalho de checagem da PF só chegaram no último dia 25 ao grupo de trabalho montado pela PF em Brasília para tocar os inquéritos que apuram envolvimento de autoridades com foro privilegiado no caso Lava Jato, dois dias antes do parecer de Janot.

Em 27 de agosto, Janot solicitou a Teori o arquivamento do inquérito, sob o argumento de que não havia elementos mínimos que justificassem a continuidade da apuração. O pedido ainda está sendo analisado por Teori –os ministros do STF têm adotado como norma confirmar o arquivamento do inquérito quando o pedido é feito pelo procurador-geral.

Após o novo pedido da PF, Teori enviou os autos à PGR, para manifestação.

12/08/2015

O clã e os aviões do tráfico

OBScena: raio x do saco do Roberto Marinho encontra soldado desconhecido

originalDe repente, Arnaldo Jabor ficou sem palavras. William Waack ficou sem saber o que contar à CIA. Merval atolou-se no merdal das sabujices.

A aparente mudança de rumo da Rede Globo é um pontapé  no traseiro de seus vira-latas. Este caso é um caso clínico que serve para ilustrar de forma meridiana a Teoria do Domínio do Fato. Enquanto a Globo atiçava seus anencefálicos, a marcha dos zumbis crescia. Com o barulho da freada, os vira-bostas botaram o rabo entre as pernas e se acoitaram nas sombras. Estão recuperando energias para redirecionar as baterias contra alguma vítima que os donos apontarem o dedo.

Está mais do que evidente que  Ali Kamel defecou aquele amontoado de asneiras no monumental “Não somos racistas” sob os auspícios dos seus mecenas. Tudo para atacar a política de cotas adotada pelo inimigo figadal dos patrões, Lula e o PT. Por um biscoito, Kamel faz piruetas, deita e rola no colo dos patrões. Se consegue fazer parar quem também faz andar. Quem freou foi também quem tinha o pé no acelerador.

Esta súbita conversão do clã Marinho faz lembrar uma famosa tirada mafiosa saída dos livros do Mário Puso: “business is business”. Ao mesmo tempo, não há como não associar com os Versos Íntimos, do Augusto dos Anjos:

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Onde foram parar os valentes jornalistas da Globo que defendiam o impeachment? Por Paulo Nogueira

Postado em 11 ago 2015 – por : Paulo Nogueira

O patriarca morreu, mas o papismo foi mantido pelos três herdeiros

O patriarca morreu, mas o papismo foi mantido pelos três herdeiros

Uma coisa eu preciso reconhecer na família Marinho: ela sabe dar ordens.

Nisso, é bem diferente da família Civita, que não consegue pedir um café para o mordomo.

Nem bem João Roberto Marinho disse aos senadores do PT que transmitiria a seus editores o que ouvira deles, o noticiário da Globo mudou consideravelmente.

Em todas as mídias.

O que João ouviu é o que todos já sabiam: que a cobertura da Globo vinha sendo escandolasamente enviesada contra o governo.

João prometeu aos senadores que iria avisá-los do diagnóstico prontamente.

Presumo, pelo que conheço da Globo, que ele mandou um email sintético, que é seu estilo, aos integrantes do Conedit, o Conselho Editorial.

Acabou.

No Jornal Nacional da sexta-feira, um milagre: a dupla aparição de Dilma e Lula em reportagens diferentes.

Há quanto tempo o JN não abria espaço duplo para coisas do PT? Uma eternidade.

Os jornalistas da Globo sabem que o preço da visibilidade é a submissão.

Ou o papismo.

Na biografia de Bial sobre Roberto Marinho, um episódio revelador é narrado.

O jornalista Evandro de Andrade estava conversando com Roberto Marinho sobre a possibilidade de chefiar o Globo.

Evandro, numa carta, garantiu a RM que era “papista”. O papa falou, acabou: passemos para o próximo assunto.

Imagine, apenas a título de especulação, que Ali Kamel se insurgisse e continuasse a acelerar enquanto os patrões pedem que se freie.

Quantas horas até ele ser removido? E alguém trataria de espalhar, nos corredores do poder na Globo, que Kamel foi vitimado pelo Ibope. Pegou, afinal, o Jornal Nacional com mais que o dobro da audiência atual.

Mas isso não vai acontecer, porque Kamel é papista. Você não faz carreira na Globo se não for.

A Globo freando, as demais empresas jornalísticas fizeram o mesmo, excetuada a Abril com a Veja.

Para a Veja, não há mais recuo possível. O estrago por anos de jornalismo criminoso é de tal monta que simplesmente não existe um caminho de volta.

Os atuais leitores – analfabetos políticos de classe média que tem raiva de pobres, negros, homossexuais, índios e demais minorias – debandariam. E os antigos jamais retornariam.

A Folha e o UOL, da família Frias, parecem ter também desistido de atear fogo. Todos os dias, na home do UOL, o blogueiro Josias de Souza decretava o fim do governo.

Procurei Josias hoje, na home, e não encontrei. Fui a seu blog, e encontrei um tom que nada tem a ver com a gritaria dos últimos meses.

A coragem dos colunistas e comentaristas da grande mídia vai até o exíguo limite de uma ordem patronal.

No Facebook, Eric Bretas, diretor de mídias digitais da Globo, disse que o editorial da Globo provava que jornalistas e donos não têm a mesma opinião.

Respondi que respeitaria os aloprados da Globo se eles, diante das novas instruções de JRM, continuassem a fazer o que vinham fazendo.

Claro que isso não aconteceu.

Certamente os papistas da Globo encontraram, como sempre, vários motivos para pensar exatamente igual aos donos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Onde foram parar os valentes jornalistas da Globo que defendiam o impeachment? Por Paulo Nogueira

18/07/2015

A verdadeira terceirização

OBScena: gêmeos siameses separados no berço

Cunha & Marinho Gêmeos SiamesesComo no poema Quadrilha, do Drummond, Eduardo CUnha é e sempre foi pau mandado da Rede Globo. E agora, a mesma Globo, revolve os próprios intestinos e cospe que Celso Pansera se assume como pau mandado de Eduardo CUnha. Ora, há tempos que corre pela internet, mas não nos sites dos assoCIAdos do Instituto Millenium, que CUnha tem uma legião de testas de ferro que agem em nome dele. Como a prefeita de Rio Bonito, por exemplo.

A Globo aplicava com Eduardo Cunha a Lei Rubens Ricúpero que instituíra, com o pau mandado Carlos Monforte, no famoso Escândalo da Parabólica.

De nada adianta pegar pilantras como Cunha se as serpentes que os desovam continuam pilotando concessões públicas.

Ver os zumbis saindo das trevas e pelas páginas d’O Globo dá ainda mais prazer. Fica assim provado que os golpistas amestrados pela Globo e demais grupos mafiomidiáticos são mais sujos que pau de galinheiro. Até aí, nenhuma novidade, em todas as sujeiras da política brasileira sempre houve, pelo menos desde a Getúlio Vargas, o dedo sujo da imprensa.

Deputado reage a denúncia de Youssef: ‘Não sou pau mandado de ninguém’

Celso Pansera diz que pedido de quebra de sigilo bancário de familiares do doleiro não é ameaça

por Tiago Dantas e Thais Skodowski, especial para O GLOBO

17/07/2015 18:07 / Atualizado 17/07/2015 18:27


CURITIBA E SÃO PAULO — Um dia após o doleiro Alberto Youssef afirmar, em depoimento à Justiça Federal de Curitiba, que está sendo intimidado na CPI da Petrobras por um “deputado pau mandado de Eduardo Cunha”, o parlamentar Celso Pansera (PMDB-RJ) reagiu dizendo, nesta sexta-feira, que está apenas cumprindo seu papel de integrante da CPI. Nos últimos meses, Pansera solicitou duas vezes à CPI a quebra de sigilo bancário da ex-mulher e de duas filhas do doleiro. Os pedidos foram interpretados como uma forma de intimidação pelos advogados que defendem Youssef.

— Não sou pau mandado de ninguém. Não devo favor nenhum a Eduardo Cunha. Ele é líder do partido, presidente da Câmara, mas fui eleito como resultado do meu trabalho. Fazer os requerimentos à CPI foi uma decisão minha. E só fiz isso porque foi o próprio Youssef quem falou dos patrimônios das filhas na delação dele — afirmou Pansera ao GLOBO.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quinta-feira, Youssef afirmou que suas filhas e a ex-esposa estavam sofrendo initmidação na CPI. Sem citar nomes, disse que as ameaças viriam de “um deputado pau mandado de Eduardo Cunha”. Na delação, o doleiro afirmou que Cunha também se beneficiava do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava-Jato.

— Fazer requerimento faz parte do papel de um deputado. Ele (Youssef) se sentir ameaçado com isso é ridículo. Se aquele recado foi para mim, ele é quem está me ameaçando e a Justiça tem que me proteger — disse Pansera.

O primeiro requerimento feito por Pansera foi aprovado pela CPI em 11 de junho. Os advogados do doleiro conseguiram uma decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) que impedia que o sigilo bancário dos familiares do delator fossem quebrados pela CPI. No dia 9 de julho, a comissão aprovou um novo requerimento de Pansera, dessa vez pedindo que o sigilo que já foi quebrado pela Justiça seja compartilhado com os deputados.

Deputado reage a denúncia de Youssef: ‘Não sou pau mandado de ninguém’ – Jornal O Globo

22/10/2014

Quem são os sócios da empresa que compra apoios para Aécio Neves?

O que a Folha não diz pode estar por traz de outra empresa, fundada por membros do Instituto Millenium, a Geo Eventos… A relação da Geo Eventos com a compra de apoio das celebridades americanas foi revelada pelo site Pragmatismo Político. A prática se constitui em infração eleitoral. Gostaria de saber o que fará a respeito o Ministério Público Eleitoral.

A foto abaixo ilustra a criação da empresa Geo Eventos, na incubadora do Instituto Millenium, e foi revelada pela Agência Dinheiro Vivo.

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Apoio de atriz a tucano foi ação de marketing

Empresa especializada diz ter agido por conta própria por postagens de celebridades na web

YGOR SALLESEDITOR-ADJUNTO DE MÍDIAS SOCIAISALEXANDRE ARAGÃODE SÃO PAULO

O apoio de duas celebridades americanas, a modelo Naomi Campbell e a atriz Lindsay Lohan, ao presidenciável Aécio Neves (PSDB) foi parte de uma ação de marketing planejada por uma empresa brasileira especializada nesse tipo de abordagem.

A companhia que fez a ponte com Lindsay e Naomi se chama Hollywood TV. Ela tem uma filial brasileira desde o ano passado, fundada por quatro sócios. Seu principal negócio é intermediar a relação entre marcas e celebridades –que, após receberem uma quantia, fazem postagens favoráveis ao cliente em alguma rede social.

Usuários do Twitter apontaram que a empresa estava por trás da ação porque o post de Lindsay Lohan, posteriormente apagado, continha a hashtag #htvbr. A própria empresa não escondeu o fato, já que divulgou a ação em seu site e nas redes sociais.

No entanto, um dos sócios da Hollywood TV nega que tenha recebido dinheiro pela publicidade. "Eu vou votar no Aécio, então usei a minha influência para conseguir os posts", diz Jairo Silva Soares.

O empresário explica que precisou apenas fazer alguns telefonemas. "A gente tem acesso [a celebridades], pedi a pessoas próximas", conclui.

A Justiça Eleitoral impede que partidos e candidatos paguem por publicidade na internet. Nas prestações de contas divulgadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não constam pagamentos ou doações em nome da Hollywood TV e de seus sócios.

13/06/2014

Que falta nos faz uma Mani Pulite, um Di Pietro?!

jb marinhoQuando estive na Sicília, três vezes desde 1990, encontrei inúmeros casos iguais aos da famiglia Marinho. Só que pertenciam aos subalternos. Por que o chefe, Capo di tutti i capi, habitava em Milão. Veio a ser, por 20 anos, primeiro ministro da Itália. O dono da Mediaset, da FININVEST, da Bompiano, da Mondadori, do Milan, Sílvio Berlusconi equivale, para a Itália, o que a famiglia Marinho é para o Brasil. Assim como a Máfia de Palermo, de Siracusa, da Calábria, de Nápoli são todas subordinadas ao comando do Forza Itália, no Brasil as famiglias mafiosas dos estados são aquelas que detém a retransmissão da Rede Globo. As filiais do RS, RBS, do Maranhão (Sarney), Collor em Alagoas, Alves em Natal, Jereissati no Ceará estão para a Globo como as famiglias das cidades italianas estão para o comando de Sílvio Berlusconi. O que é a criação do Instituto Millenium senão uma cópia do Forza Itália?!

E não há nenhuma chance de tenham um Antonio Di Pietro simplesmente porque só se chega a Gurgel com o beija-mão dos Marinho. O ódio de Joaquim Barbosa a José Dirceu está diretamente ligado ao fato de ter se ajoelhado a ex-chefe da Casa Civil para conseguir chegar ao Supremo. Um vez ungido, vingou-se. Na máfia, quando o serviço é entregue, o executor corre beira a mão. Exatamente como fez Ayres Brito antes e em seguida Joaquim Barbosa.

Quando houver algo parecido com a Mani Pulite aí sim acredito que o Brasil será passado a limpo. Até lá, o Brasil continuará sendo passado para trás, graças também à manada que vai com docilidade bovina rumo ao matadouro.

O que a casa de praia dos Marinhos mostra sobre eles e sobre o Brasil

Postado em 11 jun 2014

por : Paulo Nogueira

A casa premiada e contestada

A casa premiada e contestada

Os três irmãos Marinhos dividiram o poder assim. Roberto Irineu, o primogênito, é o presidente.

João Roberto, o segundo, é o editor, e dele emanam as diretrizes a serem seguidas por todas as mídias do grupo.

José Roberto, o caçula, cuida da Fundação Roberto Marinho, e é tido, nas Organizações, como um cruzado do ambientalismo.

Mas parece que seu cuidado com o meio ambiente vale para o mundo, mas não para a família Marinho.

Veio à luz espetacularmente, ontem, uma ilha dos Marinhos na região de Paraty. Quem a tornou assunto nacional foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, suspeito de irregularidades, em depoimento na CPI da empresa.

Antes de seguir, um registro cômico. A Globonews vinha dando ao vivo o depoimento até Costa falar na ilha. Ele disse que, em suas novas atividades, tem um contrato firmado para vender a ilha. “É um projeto chamado Zest”, afirmou.

Neste momento, a Globonews interrompeu a transmissão da CPI da Petrobras e foi para outro lugar. Os editores mostraram agudo senso de sobrevivência.

Pausa para rir.

A ilha, em si, permanece num véu de fumaça.

Mas não a casa monumental dos Marinhos na região. Mais especificamente, na praia de Santa Rita, em Paraty. A melhor matéria feita sobre ela – e as polêmicas que a rondam — não veio da Folha, ou da Veja, ou do Estadão.

Veio de fora, da Bloomberg. A Globo não goza, com a Bloomberg, do esquema de proteção que Folha, Veja e Estadão lhe garantem no Brasil.

“Os herdeiros de Roberto Marinho, que criou as Organizações Globo, maior grupo de mídia da América do Sul, construíram uma casa de 1 300 metros quadrados, um heliponto e uma piscina numa área da Mata Atlântica que a lei, supostamente, preserva para manter intocada sua ecologia”, disse a Bloomberg, numa reportagem de 2012.

José Roberto, o homem-natureza da Globo, aparentemente não se importou em derrubar árvores em sua propriedade, e muito menos se intimidou diante da lei.

A Bloomberg foi ouvir o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Falou com Graziela Moraes Barros, analista ambiental do instituto. Ela foi investigar a suntuosa casa, que recebeu diversos prêmios arquitetônicos.

“Os Marinhos quebraram a lei ao construir a casa”, disse ela.

Dois guardas armados, ela contou, impedem que outras pessoas usem a praia — pública — em frente da casa. De certa forma, isso lembra a infame ocupação de um terreno público pela Globo ao lado de sua sede em São Paulo.

Coloquemos assim: a Globo trata o Brasil como propriedade privada, e ninguém dá um basta nisso.

Um juiz ordenou em 2010 que a casa fosse derrubada, mas evidentemente que não foi.

Não é fácil fiscalizar as coisas na região.

Em abril de 2013, uma bomba foi colocada na casa de uma analista ambiental do ICMBio. Ela não se feriu, mas se assustou. Pediu para ser transferida para fora do Rio de Janeiro. “Tenho família e estou com medo”, disse ao jornalista Andre Barcinski.

“Não foi o primeiro caso de profissional que abandonou a região”, contou Barcinski. “Há dois anos, uma fiscal ambiental pediu transferência depois ter dois carros queimados, em 2008 e 2011, na porta de casa.”

De volta à reportagem da Bloomberg, topo mais uma vez com Graziela. Ela se saiu com uma frase que é especialmente dolorosa, porque verdadeira.

“Muita gente diz que os Marinhos mandam no Brasil. A casa mostra que eles certamente pensam que estão acima da lei.”

Pausa para um lamento.

E clap, clap, clap de pé para a brava Graziela pela capacidade de enxergar e descrever o Brasil em poucas palavras.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » O que a casa de praia dos Marinhos mostra sobre eles e sobre o Brasil

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