Ficha Corrida

06/11/2016

O sequestro da Ana Júlia

Filed under: Ana Júlia Ribeiro,Educação Pública,El País,PEC 241 — Gilmar Crestani @ 12:35 pm
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Sabe aquele papo de que só a educação pode melhorar o país? Esqueça. Das três principais tarefas do Estado (segurança, saúde e educação), a primeira a ser negligenciada pelo padrão Alexandre Frota é a Educação. Por que será todo salafrário tem por princípio basilar minimizar recursos à educação?! Será porque um povo burro é mais fácil de ser ludibriado? Só mau caráter odeia alunos como Ana Júlia.

Analfabetismo PolíticoNão é inacreditável que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium tenham feito de conta que não houve um fato com repercussão mundial?! Poderia parecer um paradoxo o fato de que veículos que vivem de vender informação façam de conta que Ana Júlia não exista. Contudo, é exatamente a lógica com que trabalham os grupos mafiomidiáticos: toda e qualquer informação não seja “mediada” por eles não tem direito à existência.

O sequestro da Ana Júlia para que o Brasil não tome conhecimento de sua existência é tão criminoso quanto qualquer cárcere privado. Como não lembrar do Escândalo da Parabólica, quando o compadrio entre Rubens Ricúpero e Carlos Monforte vazaram a regra baixada pela Rede Globo?!

Por estas e por outras que o papel das velhas mídias é mais prejudicial ao futuro do Brasil do que o somatório da massa carcerária. Até porque não há crime maior que matar, a golpes, uma democracia!

Por que matérias como esta só saem em jornas de fora? Seria por isso que a ANJ quer impedir veículos estrangeiros de atuarem no Brasil?

Até aqui, parece que o maior crime da Ana Júlia é ser filha de petista. Quando faltam argumentos, a filiação vira pretexto, como se todo progressista, bem articulado, com foco na educação, só pudesse ser do PT. Fazer as perguntas certas no lugar certo, ou seria errado, é mau sinal?!

Não duvide que seus críticos queiram reintroduzir o MOBRAL…

Ana Júlia e a palavra encarnada

O movimento de ocupação da escola pública tornou-se a principal resistência ao projeto não eleito e pode ser a pedra no caminho do PSDB em 2018

Eliane Brum 31 OUT 2016 – 14:48 BRST

Ana Julia faz discurso sobre protestos nas escolas ocupadas A estudante Ana Julia, 16 anos, ao discursar na Assembleia Legislativa do Paraná. Reprodução

Ana Júlia Ribeiro resgatou a palavra num país em que as palavras deixaram de dizer. E que força tem a palavra quando é palavra. O vídeo que viralizou levando o discurso de Ana Júlia para o mundo mostra que a palavra dela circula pelo corpo. É difícil estar ali, é penoso arriscar a voz. Ela treme, ela quase chora, Ana Júlia se parte para manter a palavra inteira. A câmera às vezes sai dela e mostra a reação dos deputados do Paraná. Alguns deles visivelmente não sabem que face botar na cara. Tentam algumas opções, como numa roleta de máscaras, mas parece que as feições giram em falso. Deparam-se aflitos com a súbita dificuldade de encontrar um rosto. A palavra de Ana Júlia arruinou, por pelo menos um momento, a narrativa que começava a se impor: a da criminalização dos estudantes e de seu movimento de ocupação da escola pública. Mas a disputa ainda é esta. E tudo indica que se tornará cada vez mais pesada: são os estudantes que estão no caminho do projeto de poder do governo de Michel Temer e das forças que o apoiam. E são também eles que podem atrapalhar o tráfego de quem corre para 2018, em especial o PSDB de Geraldo Alckmin.

MAIS INFORMAÇÕES

A maior parte da imprensa ignorou o movimento de estudantes que, no final da semana passada, ocupavam cerca de 800 escolas públicas do Paraná e outras centenas pelo país, incluindo universidades, em protesto contra o projeto de reforma do ensino médio do governo Michel Temer (PMDB). Projeto apresentado como Medida Provisória, o que é só mais um sinal do DNA autoritário dos atuais ocupantes do poder. Os estudantes também ocuparam as escolas em protesto contra a PEC- 241, que congela gastos públicos por 20 anos e pode reduzir o investimento em educação e saúde, áreas estratégicas para o país, com impacto direto sobre os mais pobres.

A potência da voz de Ana Júlia é a da palavra que tem corpo

A ocupação das escolas públicas era – e é – o movimento mais importante deste momento no país – e o espaço na imprensa, quando havia, era mínimo. Até o dia em que um estudante matou outro a facadas, dentro de uma das escolas. Aí as matérias apareceram. Havia então o que dizer. Transformar um fato isolado, com suas circunstâncias particulares, em estigma de todo um movimento levado adiante por milhares de jovens é uma especialidade conhecida do não jornalismo e da política sem ética. E então veio o discurso de Ana Júlia. Não pós-verdade, mas verdade. A verdade dela, do coletivo de estudantes que ela ali representava. A potência da voz de Ana Júlia é a da palavra que tem corpo.

As reações ao discurso de Ana Júlia expressam a época histórica que encontra sua melhor crítica numa série de ficção: Black Mirror (Netflix), com suas distopias sobre a vida atravessada pelas novas tecnologias. Há pelo menos duas maneiras de esvaziar a palavra de Ana Júlia esvaziando Ana Júlia. Uma delas é ridicularizá-la. O tremor da voz, do corpo, as lágrimas viram “argumentos” para fragilizar seu discurso. É o velho truque usado contra as mulheres, usualmente reduzidas a “histéricas” ou “loucas” ou “mimimi”. O todo que constrói a voz é atacado para deixar sua palavra, o verdadeiro alvo, sem lastro. Sem corpo. Desde que seu discurso viralizou, seus 16 anos de vida estão sendo vasculhados na tentativa de encontrar qualquer episódio que possa ser torcido, para destruir sua palavra destruindo-a. Se não existir, pouco importa, fabrica-se – como se viu em vídeos e sites pela internet.

Mas há também uma outra forma de esvaziar a palavra de Ana Júlia, e esta parece inofensiva, “do bem”. É transformar Ana Júlia em “heroína” ou na “esperança de um país”. Nessa narrativa, Ana Júlia é isolada do grupo que sustenta seu discurso, seu corpo. Ela, que representava muitos, que era multidão, passa a ser conjugada no singular. Sozinha, Ana Júlia pode muito pouco.

O outro efeito dessa “celebrização” é a exigência do que Ana Júlia não pode ser – e não pode ser nem quando pode muito. Num país mastigado por uma crise que também é de palavra, não há como transferir para uma jovem de 16 anos a responsabilidade por “salvar” o Brasil, transformando-a em encarnação da “esperança”, esta que também é tão superestimada. Neste lugar simbólico, qualquer um, mesmo que tivesse 80 anos de idade, estaria condenado ao fracasso. Inflar sua palavra é também uma forma de despontencializá-la.

A única proteção contra esquartejamentos na arena pública é o coletivo

Ao esclarecer que seu discurso foi preparado em conjunto com o grupo de estudantes, pedir para não tirar fotos sozinha e evitar falar de sua vida pessoal, Ana Júlia parece conhecer os riscos de ser convertida em celebridade instantânea. Se esta conversão fosse completada, sua palavra viraria produto. E Ana Julia seria consumida e cuspida, como já aconteceu com tantos. Nos dias que se seguiram ao discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba, foi possível testemunhar muitas mãos, vindas de várias direções, tentando arrancar lascas da palavra-corpo de Ana Júlia. A única proteção contra esquartejamentos na arena pública é o coletivo, o grupo, o juntos – o movimento.

Em um momento do seu discurso de 10 minutos e 40 segundos, Ana Júlia menciona a morte do estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota e afirma: “Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olhar a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue de Lucas. Não só do Lucas como de todos os adolescentes que são vítimas disso. O sangue do Lucas está na mão de vocês, vocês representam o Estado”.

O presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), como um daqueles tubarões rápidos em detectar um flanco de oportunidade, acreditou que havia ali uma chance de atacar a menina e devolver o plenário ao seu ambiente natural, aquele em que peixinhos dourados não confrontam velhos carnívoros. “Aqui você não pode agredir o parlamentar…. Eu vou encerrar a sessão, eu vou cortar a palavra… (…) Não afronte deputado, aqui ninguém está com a mão manchada de sangue, não”, inflamou-se. Encerrar a sessão, “cortar a palavra”, seria mesmo uma bênção para uma parcela dos parlamentares.

Ana Júlia seguiu defendendo as palavras: “Eu peço desculpa, mas o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é da sociedade, da família e do Estado”. Nem precisaria pedir desculpas. Ela estava falando em português para pessoas que deveriam ter capacidade de interpretação de discursos em língua portuguesa. O deputado entendeu muito bem que ela não se referia a mãos literalmente “sujas de sangue” ou apontava uma relação direta com a morte do estudante, mas estava, sim, chamando atenção sobre a responsabilidade constitucional dos parlamentares em sua função pública. O deputado apenas preferiu apostar na burrice – e parece que ninguém perde no Brasil atual ao apostar na burrice.

Com o projeto conservador avançando, os partidos progressistas derrotados nas urnas, as esquerdas brigando entre si, sobrou para os estudantes uma responsabilidade grande demais

Há um ponto, neste episódio, que é justamente a responsabilidade dos adultos. Com a escola pública, com o Brasil. A ação dos estudantes tornou-se o principal movimento de resistência ao projeto não eleito do governo Michel Temer e das forças que o apoiam. Com a oposição fragilizada, o PT quebrado, capitais importantes como São Paulo e Rio nas mãos de conservadores e as esquerdas sem projeto e brigando entre si, sobrou para os estudantes secundaristas um peso grande demais. Neste sentido, foi um pouco assustador testemunhar adultos infantilizados tratando Ana Júlia como um oráculo de 16 anos. É preciso fazer melhor do que isso tanto para apoiar os estudantes, respeitando sua autonomia, quanto para construir um projeto capaz de ecoar no país.

A escola pública foi destruída e abandonada por décadas. Também o PT fez menos do que poderia, em especial nos ensinos fundamental e médio, durante os 13 anos que permaneceu no poder. Enquanto a classe média pôde matricular seus filhos nos colégios privados, ninguém se preocupou com os filhos dos mais pobres, que não tinham educação e viviam um cotidiano de violações. A violência começa pelo salário humilhante dos professores, o abandono dos prédios e uma escola que não educa, incapaz de qualificar o desejo e ampliar os mundos de crianças e adolescentes. Tudo indica que aqueles que ali estão não têm valor para o país, relegados ao lugar simbólico de restos.

Enquanto foi este o estado das coisas, bem poucos parecem ter se preocupado para além do discurso vazio, das palavras sem corpo sobre a importância da educação, que ressurgiam a cada eleição e que culminaram com “Brasil, Pátria Educadora”, o slogan do governo deposto de Dilma Rousseff. Dizer que “educação é prioridade” se tornou um falso consenso que, em vez de palavra, virou flatulência.

As escolas públicas só se tornaram um problema para as forças conservadoras quando os estudantes as ocuparam para exigir educação de qualidade

Ter escolas que não educam para os mais pobres nunca foi de fato um problema para as elites do país. Estava tudo bem assim. O problema surgiu quando os estudantes das escolas públicas de São Paulo entenderam que a “reorganização escolar” imposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que fecharia mais de 90 colégios e remanejaria mais de 300.000 alunos, era um abuso. Ocuparam então as escolas no final de 2015. E, mais do que ocuparam, cuidaram do que ninguém cuidava – limpando, pintando e consertando – e disseram que queriam, sim, ser educados. Cuidar das escolas e reivindicar ensino de qualidade virou uma transgressão a ser punida. E a ser criminalizada.

A ideia de que as escolas podem ser ocupadas, num sentido profundo, por aqueles que dela dependem para ter oportunidades na vida, se alastrou pelo país. “De quem é a escola? A quem a escola pertence?” foi uma das primeiras perguntas de Ana Júlia aos deputados do Paraná. É uma grande pergunta, e os estudantes têm uma resposta a propor.

Movimentos de “Ocupa Escola” começam, acabam e recomeçam em diversos estados do Brasil desde o ano passado. A ocupação das escolas do Paraná coincidiu, porém, com um momento ainda mais delicado do país: um projeto não eleito no governo federal, apoiado por um Congresso corrompido, tocando com grande rapidez reformas cruciais, como a PEC-241, sem debate com a sociedade.

Quem está, de fato, no caminho deste projeto de poder, tanto quanto das ambições de algumas figuras nacionais, neste momento de oposição fragilizada ou mesmo atarantada? Os estudantes secundaristas com seu “Ocupa Escola”, uma luta que ganhou uma dimensão muito maior do que eles poderiam prever. Assim, há várias forças tentando destruir o movimento, seguindo a cartilha de sempre: criminalizando-o.

É importante perceber que, de repente, a escola, com a qual bem poucos se importavam para além do discurso vazio, virou o alvo de ataques conservadores bem organizados. “Escola Sem Partido”, o projeto-aberração que busca criminalizar o pensamento crítico dentro das escolas e, portanto, acabar com a possibilidade de qualquer processo educativo, é uma das ofensivas em curso. “Escola Sem Partido é falar pros jovens, pra sociedade, que querem formar um exército de não pensantes, um exército que ouve e baixa a cabeça”, disse Ana Júlia aos deputados do Paraná.

O “sem partido”, vale prestar muita atenção, é a malandragem do momento. Ela busca encobrir todos os partidos que estes projetos tomam – e vender uma suposta neutralidade ideológica que não têm. Sem contar a crescente criminalização dos partidos políticos, tanto como conceito quanto como atores do processo democrático, algo que merece uma atenção exclusiva em outro artigo.

Entre as tentativas de deslegitimar o movimento dos estudantes, a mais corriqueira é anunciar que os alunos são “manipulados” e “aparelhados” justamente por partidos de esquerda. Fizeram o mesmo com Ana Júlia tão logo seu discurso viralizou na internet. É triste assistir a ela e a outros estudantes terem de explicar de novo e de novo para jornalistas e mesmo para parlamentares que o movimento é “apartidário” – o que é diferente de “sem partido”.

É impressionante que ainda funcione essa nova versão dos comunistas comendo criancinhas enquanto o Brasil se torna o país do mais um direito a menos por dia

Não fosse parte da população tão estúpida, perceberia que os partidos identificados com a esquerda foram derrotadas nas urnas nestas últimas eleições e que o projeto conservador vem atropelando o país de forma acelerada, transformando o cotidiano em mais um direito a menos por dia. Lula teria ligado para Ana Júlia para dizer que estava “emocionado” com o movimento? Era Lula que precisava disso, não Ana Júlia e o movimento que representa. Se tivesse preocupado com a causa dos secundaristas mais do que com a sua sobrevivência política, Lula teria inclusive se abstido deste telefonema.

Assim, é impressionante que ainda funcione essa nova versão dos comunistas que comem criancinhas enquanto os direitos da população estão sendo engolidos, digeridos e defecados em Brasília pelas forças que, mais uma fez, refazem o pacto conservador para manter os privilégios intactos. A tática de inventar um inimigo e alimentar com ele o medo da população é tão antiga quanto a humanidade. Que ainda funcione pode ser explicado por aqui pela péssima educação pública, que pode piorar ainda mais, como alertam os estudantes.

O MBL parece bem mais interessado em criminalizar os estudantes que ocupam as escolas do que em denunciar os corruptos que seguem dando as cartas em Brasília

O Movimento Brasil Livre (MBL), um dos protagonistas das manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff, tem atuado pela desocupação das escolas no Paraná e se esforçado para criminalizar o movimento dos estudantes. Aqueles que levantaram a bandeira da “corrupção” nas ruas do país, enquanto tiravam fotos junto com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), depois da deposição de Dilma parecem bem pouco interessados nos corruptos que seguem em Brasília dando as cartas. Mas, em contrapartida, estão muito empenhados em tirar os estudantes do caminho. Vale a pena observar com toda atenção que partidos o MBL apoia. Neste domingo, por exemplo, ajudou a eleger o novo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), numa eleição que teve vidros estilhaçados e até uma morte, ambos os episódios ainda mal explicados. É a primeira vez que o PSDB comandará a capital gaúcha.

Com a Lava Jato rondando José Serra e Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai chegando cada vez mais perto de ser o candidato do partido à presidência em 2018. Saiu das eleições de 2016, onde arriscou-se e ganhou, muito mais fortalecido. Se o PSDB foi o vencedor do pleito municipal, Alckmin – ao eleger João Doria prefeito de São Paulo ainda no primeiro turno, contrariando outros setores e caciques do partido, e ampliar a presença de sua base aliada nas prefeituras de outras cidades e regiões do estado – foi o campeão. Impressionante que ainda chamem de “picolé de chuchu” um dos políticos mais complexos – e assustadores – do Brasil atual.

Alckmin, o vencedor das eleições de 2016 que quer vencer em 2018, só perdeu batalhas significativas para os estudantes

Alckmin se reelegeu governador no primeiro turno, em 2014, em plena crise hídrica, negando a crise hídrica. Antes, em 2013, os protestos nas ruas aumentaram depois que a polícia de Alckmin arrebentou manifestantes e também jornalistas. Mas, em pouco tempo, com a ajuda de parte da imprensa, os manifestantes foram convertidos em “vândalos”. E, mais uma vez, Alckmin se safou.

Nos últimos anos, a única tentativa de Alckmin que não colou foi a criminalização dos estudantes que ocuparam as escolas públicas de São Paulo no final de 2015. Sua polícia começou a arrebentar crianças e adolescentes nas ruas e as imagens eram chocantes demais mesmo para os mais crédulos. Alckmin, o assustador, viu sua popularidade cair. O governador perdeu aquela batalha, e perdeu para adolescentes.

Os estudantes da escola pública estão no meio do caminho do projeto de poder de muita gente inescrupulosa. Com seus corpos franzinos. Com sua voz trêmula. Tão sós num momento em que os adultos que poderiam estar ao seu lado têm dificuldade para compreender a gravidade do momento e assumir responsabilidades.

Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes – o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos, e do romance Uma Duas. Site: desacontecimentos.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum

Ana Júlia e a palavra encarnada | Opinião | EL PAÍS Brasil

23/07/2016

Escola sem partido produz ministro sem educação

Filed under: Educação Pública,Golpistas,Mendonça Filho — Gilmar Crestani @ 3:40 pm
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Era para a gente se espantar. Que nada, a idiotia agora é regra. O nível, ou falta de, dos golpistas é de causar vergonha alheia. Mas sem-vergonha não nos causa vergonha, nem própria, nem alheia. Causa asco.

As boçalidades expelidas pelos golpistas só não é pior do que o estrago que fazem à democracia. Pelo nível intelectual a que se expõem, parecem todos amestrados na mesma escola da Rede Globo, as organizações Tabajara do golpe paraguaio. Quando alguém recebe de Alexandre Frota propostas para a educação, a fraude fica evidente.

Na República das Bananas em que transformaram o Brasil, a boçalidade sai do anonimato. Hoje nos governa. O que é pior, vem de pai para Filho…

Nunca uma frase do Barão de Itararé foi tão atual: “de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada”.

Ministro da Educação publica frase falsa de Drummond

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"Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz", disse Mendonça Filho creditando a frase ao escritor Carlos Drummond de Andrade, em homenagem ao dia do Amigo; segundo o colunista Lauro Jardim, entretanto, Drummond nunca escreveu tal trecho; "Especialistas em Drummond foram consultados e afirmaram desconhecer o trecho. Lucia Riff, que representa a obra do escritor, afirma que a frase não é de Drummond"

23 de Julho de 2016 às 12:57 // Receba o 247 no Telegram

247 – Para homenagear o Dia do Amigo, comemorado na última quarta-feira, 20, o ministro da Educação, Mendonça Filho, usou sua conta no Twitter para reproduzir um trecho de um poema que seria do escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade.

"Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz", diz o trecho publicado.

Segundo o colunista Lauro Jardim, entretanto, Drummond nunca escreveu tal trecho. "Especialistas em Drummond foram consultados e afirmaram desconhecer o trecho. Lucia Riff, que representa a obra do escritor, afirma que a frase não é de Drummond", conta.

Segundo o colunista, a assessoria do ministro da Educação disse que a citação foi retirada de um site que agrega frases e reflexões e admitiu que não há referência bibliográfica.

Ministro da Educação publica frase falsa de Drummond | Brasil 24/7

19/11/2015

O tripé do PSDB

Uma observação simples nas mais variadas gestões do PSDB, federais e estaduais, mostra algumas persistências interessantes perpassando todas as esferas. A presença do PSDB na administração pública se sustenta sob três grandes eixos.

Neoliberalismo

FHC & ClintonNo âmbito federal, o que vimos com FHC é a completa subordinação dos interesses nacionais ao capital internacional.

A imagem paradigmática do momento de desconstrução do Estado, à época, foi aquela foto do Clinton se apoiando nos ombros de FHC. Visto de hoje, é a privatização da Vale do Rio Doce. Entregue por valores inferiores à concessão de três aeroportos no governo Dilma, com a diferença de que os três aeroportos, depois de 20 anos, voltam às mãos do governo, já a Vale é um vale de lágrimas por onde passa.

A contrapartida desta política são as concessões públicas para a privada onde quem concede também recebe. Veja-se o caso do Aécio Neves, com concessão de rádio desde a tenra idade, as verbas públicas distribuídas pela irmã Andrea Neves para rádio e jornal da família ou a construção, com dinheiro público, de aeroportos em terras de familiares. O genro de FHC, Benjamin Steinbruch ganhou a Vale e a CSN.

Proteção mafiosa

jornalismo de merdaAs práticas estaduais mostram uma conjunção com as duas gestões de FHC no âmbito Federal. A entrega de patrimônio público para a iniciativa privada que demonstra a inaptidão do PSDB pela administração.

Uma governança partilhada com os grupos midiáticos. Seja no Ceará, com Jereissati; na Paraíba, com Cássio Cunha Lima; em São Paulo, onde o PSDB distribui milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas; no Paraná, onde Beto Richa está no degrau mais baixo da lama da Samarco, mas cuja mídia o esconde muito próximo do paraíso. No RS tivemos o pior governo que este estado já teve com Yeda Crusius.

Não bastasse a apropriação do Estado  por verdadeiras máfias, cujos desdobramento das investigações continuam rendendo fruto até hoje, sempre recordando o que disse o deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. E aí entramos noutra seara que mantém estreitas ligações com o PSDB, a proteção do PSDB evidenciada pelo caso Rodrigo de Grandis, mas continuamente visto desde o Engavetador Geral, Geraldo Brindeiro, até o sumiço de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína.

Tudo o que diz respeito ao PSDB é engavetado até virar pó.

Má educação

EDUCAÇÃOO terceiro tripé se sustenta sobre a violência em relação aos profissionais da educação. Tudo começou com o PDV, no tempo FHC, que expulsou das universidades os melhores professores. Essa ideia anti-educacional fica mais clara quando contextualizada com outras políticas no mesmo sentido. As mudanças nas regras previdenciárias em relação ao tempo de serviço necessário à aposentadoria pelos servidores, que levou FHC a chamar aposentados de vagabundos. Outro dado que aponta nesta mesma direção foi a Lei  que proibia a criação de escolas técnicas e o total desinteresse pela criação de vagas e de novas universidades, num claro sentido que é uma política direcionada contra o conhecimento: a informação é extremamente nociva ao PSDB. Basta ver como Geraldo Alckmin, Beto Richa e Yeda Crusius trataram os professores.

Não bastasse isso, há outros dados que ajudam a compreender porque a informação é tratada, para lá dos cacetes e outros tipos de violência, como caso de polícia. Quando o principal porta-voz, Rubens Ricúpero revela o método de esconder o que é ruim e mostrar só o que é bom, mostra não só a captura de FHC, via Miriam Dutra, pela Rede Globo, como também que a informação é uma forma de dominação. Neste mesmo sentido veja-se o famoso escândalo da bolinha de papel. Nele, a máquina do PSDB em parceria com a Rede Globo buscou transformar uma bolinha de papel num ato de terrorismo. Não existisse internet e o monopólio da informação teria construído a ideia de uma horda de monstros agredindo José Serra.

E para fechar com chave de ouro este pé, basta dizer que Lula criou muito mais Universidades que todos os seus antecessores juntos. E por aí se verifica de onde brota todo ódio de uma classe média acostumada a não dividir o ensino gratuito de Universidades Federais com alunos oriundos de cotas raciais ou mediante acesso por um sistema mais democrático de ascensão social via educação.

Neste quesito é sintomática a direta associação do PSDB com uma classe média mal educada em todos os sentidos. A mesma classe média que manda a empregada bater panela ou a leva para tirar selfies em manifestações que pedem a volta da ditadura ao mesmo tempo em que torna Eduardo CUnha intocável. Viu-se isso também por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 quando os camarotes VIP do Itaquerão torcedores com camisa com o escudo da CBF, recrutados pela Multilaser e Banco Itaú, xingaram a Presidente Dilma. Deram-se a conhecer  a milhões de telespectadores ao redor do mundo…

 

17/11/2015

Perseguição a Lula servem para esconder isso

Filed under: Educação Pública,El País,Geraldo Alckmin,Perseguição,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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É claro que não vais encontrar isso na mídia venal brasileira. O PSDB faz bem o serviço de comprar os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Mas o El País parece que ainda não entrou no rol dos veículos distribuídos, como as milhares de assinaturas da Veja, nas escolas públicas de São Paulo.

Não tivéssemos no comando da mídia brasileira verdadeiras máfias familiares e não estaríamos tendo de buscar informação no exterior. Em relação ao PSDB, o acobertamento, a bem da verdade, não se deve exclusivamente à mídia. Há um compadrio, uma verdadeira relação umbilical de mútua proteção, com procuradores do tipo Rodrigo de Grandis. Os vazamentos seletivos, sempre buscando incriminar Lula e seus familiares é também parte deste compadrio.

A perseguição a Lula, ao PT e à Dilma é diversionismo para esconder a verdadeira bandidagem com a qual os acusadores se locupletam.

Por que isso não dá manchete nos jornais nem capa da Veja?

Por que a reforma que afeta 300.000 alunos em SP virou caso de polícia?

Para especialistas, falta de planejamento do Governo estadual agravou a crise

Gil Alessi São Paulo 14 NOV 2015 – 21:14 BRST

Escolas ocupadas em SP

Estudantes acampam em frente a escola ocupada. / R. Rosa (AgBr)

A mais nova dor de cabeça do governador Geraldo Alckmin não tem relação com as torneiras secas devido à falta de água, tampouco foi provocada por chacinas cometidas na periferia por policiais militares. Esta crise foi gestada quando o Governo decidiu efetuar uma reforma no sistema de educação, que fechará 94 escolas, mas vai mexer com a vida de 300.000 alunos de escolas estaduais de São Paulo. Para especialistas, teve como ingrediente principal a falta de diálogo do Governo com a comunidade escolar.

A tensão explodiu em outubro, quando alunos da rede pública tomaram as ruas para protestar contra o plano de reforma do sistema educacional no Estado – que até então não havia sido explicado claramente para os envolvidos. A insatisfação dos estudantes alcançou outro patamar na terça-feira, quando dezenas deles resolveram ocupar a escola Fernão Dias, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. “Nós gritamos e ninguém nos ouviu”, disse um dos ocupantes.

O movimento se espalhou para outras unidades, e na quinta-feira já eram seis os centros de ensino tomados pelos alunos. Na sexta-feira, houve outras adesões. A reação do Governo, de pedir na Justiça a reintegração de posse dos terrenos e acionar a polícia militar para sitiar algumas delas – no entorno da Fernão eram mais de 100 PMs e culminou com cenas de repressão com gás de pimenta – jogou mais gasolina em uma situação já inflamada. “É uma questão política, não de polícia!”, cantavam os estudantes que acampavam em frente à escola na noite de quinta-feira, sob o olhar atento da tropa de choque da corporação. Mexer com direitos básicos, como educação, tem um peso grande num país que ainda cobra pela melhoria da qualidade para sair das piores estatísticas do mundo.

No final de outubro, o plano de reforma de Alckmin, que será implementado a partir de 2016, foi detalhado pela Secretaria de Educação. Ele prevê o fechamento de 94 escolas (1,8% do total de rede), que terão seus prédios cedidos para outras finalidades educacionais, como creches e ensino técnico. Além disso, haverá o remanejamento de turmas em 754 unidades, para que haja apenas um ciclo educacional em cada – mais de 300.000 estudantes serão transferidos. Hoje, o ensino é dividido em três ciclos. O primeiro, agrega alunos do 1º ao 5º ano do Fundamental (entre seis e onze anos); o segundo, do 6º ao 9º ano do Fundamental (entre 12 e 14 anos); e o terceiro, alunos entre 15 e 17 anos no Ensino Médio.

A reforma pretende que o número de escolas que hoje recebem alunos dos três ciclos, as chamadas ciclos mistos, diminua. E as instituições que recebem apenas um dos três ciclos, aumentem. Os maiores receios da população são que com o novo plano os estudantes sejam obrigados a migrar para escolas com desempenho inferior à atual, mais distantes, e com salas superlotadas.

Não há comprovação de que a unificação do ciclo é benéfica

A medida do Governo foi anunciada alguns meses após o término de uma das maiores greves de professores do Estado, que durou 82 dias, de março a junho deste ano, e reivindicava melhorias salariais, que não foram atendidas. Tudo soma-se a este caldo de insatisfação, uma vez que muitos professores não sabem se continuarão a dar aulas nas escolas onde estão empregados atualmente. A Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo é contra a reforma, sob a alegação de que professores serão demitidos e haverá uma precarização nas unidades. A entidade convocou uma paralisação contra a medida para o dia 27 de novembro, sob o lema "Nenhuma escola fechada, nenhuma sala superlotada", e em seu site afirmou estar "em estado de greve contra a bagunça na rede de ensino" – o estado de greve é um indicativo de que os professores podem cruzar os braços novamente em breve.

A comunicação oficial para os familiares será neste sábado (14), quando as escolas ficarão abertas para que os diretores e supervisores esclareçam eventuais dúvidas dos pais. A Secretaria Estadual de Educação afirma que a medida foi adotada em um contexto de redução de demanda – o número de alunos caiu de 6 milhões em 1998 para 3,8 milhões atualmente. As razões apontadas são uma queda na natalidade da população e a absorção de boa parte dos alunos pelas redes particular e municipal. Além disso, a pasta informa que “o modelo [de ciclo único] é utilizado em outros países referências em educação”, e que escolas de segmento único do ensino médio “têm um rendimento até 28%s superior às demais”.

Especialistas discordam, e dizem que faltou diálogo por parte do Governo antes de tomar a medida. “A decisão veio de cima para baixo, e agora você vê como a comunidade está reagindo”, afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. De acordo com o cientista social, a justificativa para a unificação de ciclo é “muito superficial do ponto de vista pedagógico”, uma vez que “não existe nenhuma conclusão” de que o modelo é mais eficiente. Segundo ele, as melhores escolas são as com maior diversidade: “É importante que um aluno do ensino médio saiba interagir com um aluno mais novo. Isso enriquece o processo educacional”.

Cara é crítico do processo de fechamento – ou cessão de escolas para outro fim, termo adotado pelo Governo -, e aponta o que considera o “caminho ideal” a ser trilhado pelo Brasil, seguindo um modelo adotado nos países desenvolvidos: “Escolas que têm ociosidade [salas vazias e poucas turmas] devem avançar para a educação integral e ensino técnico para o ciclo médio na mesma unidade”. De acordo com o coordenador, “uma medida de gestão boa na área de educação precisa ser producente, facilitar o acesso à formação, e não restringir, que é o que o secretário fez”, diz o coordenador. Ele destaca que existe uma demanda pelo ensino estadual, comprovada por unidades com salas de aula lotadas. “O conjunto da história do país não tem sido de ampliação do direito à educação, e do nosso ponto de vista, é inaceitável o fechamento de escolas”, afirma.

É preciso debater publicamente a reforma para obter consensos mínimos

Das escolas que serão fechadas, 30 apresentaram desempenho superior à média do Estado no Idesp de 2014 – principal indicador de qualidade da educação paulista -, segundo reportagem do jornal o Estado de São Paulo.

João Cardoso Palma Filho, professor da Unesp e integrante do Conselho Estadual de Educação, acredita que faltou diálogo, e que a comunidade escolar “foi pega de surpresa” pelo anúncio da reforma. “Não vou dizer que apenas o diálogo resolveria, mas pelo menos neutralizaria a ação de pais, que saberiam que seus filhos estudariam perto de casa [o Governo afirmou que a distância entre a escola antiga e a nova não superará 1,5km], e que eles ainda teriam escolas”, diz. “No escritório, com uma planilha de Excel no computador, se resolve tudo. ‘Falta combinar com os russos’”, afirma, parafraseando o jogador Mané Garrincha.

Ele também critica a justificativa de que o ciclo único é positiva para o desempenho dos alunos. “Não há comprovação de que a unificação do ciclo é benéfica”. Cardoso diz que o argumento se baseia em alguns bons resultados da medida obtidos após a municipalização de parte do ensino nos anos 90. “Muitas escolas de ciclo único apresentaram bons resultados, mas essa separação não é garantia de bom desempenho da escola”, afirma, lembrando que “a secretaria estadual investiu pesadamente nisso”, mas que em muitos casos “o resultado foi péssimo, principalmente no ensino médio”.

"Sem consenso não há reforma"

“A educação, e sobretudo a mudança em educação, precisa ser preparada”, afirma o professor da Universidade de Brasília e ex-consultor da Unesco para a Educação Célio da Cunha. Segundo ele, resistências às mudanças são parte do processo, uma vez que educação envolve os valores da sociedade. “É preciso debater publicamente a reforma para obter consensos mínimos. Nenhuma reforma na educação no mundo avança hoje sem consenso”, diz.

O professor afirma que existem inúmeros exemplos na história brasileira e mundial de propostas de mudanças educacionais que eram boas, “mas que não foram devidamente apresentadas e discutidas com alunos, professores e pais, acabaram redundando em fracasso”. De acordo com Cunha, para dar certo, “é preciso que a reforma entre no imaginário da sociedade de modo geral”.

Escolas ocupadas em São Paulo: Por que a reforma que afeta 300.000 alunos em SP virou caso de polícia? | Brasil | EL PAÍS Brasil

03/05/2015

O dedo que alivia o rabo

Filed under: Beto Richa,Educação Pública,Fernando Francischini,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:41 pm
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beto richa recebe mensagem de jogador do londrina

O valentão das araucárias, Fernando Francischini, que dá entrevista com revólver na cintura num dia e no outro foge com o dedo entre as nádegas, botou o dedo do gatilho para servir Beto Richa. O dedo que alivia o rabo, é do valentão, mas quem pediu para ele puxar o porrete foi Beto Richa. Jogar a culpa no valentão de holofote não alivia para quem foi gravado em vídeo comemorando o porretaço nos professores. Não causa espanto porque esta prática está no DNA do PSDB. Fez assim Yeda Crusius no RS, faz assim Geraldo Alckmin em São Paulo. Botar toda culpa neste Fascistinha seria merecida, mas sabemos que a SS seguia o comando de Hitler.

Durante a campanha eleitoral Francischini rivalizou com Álvaro Dias a disputa pelo troféu asqueroso. Com um discurso de ódio e truculência agredia diuturnamente Dilma e Lula. A condição de agressor inconsequente guindou-o a Secretário de Segurança. Não é de admirar que a besta esteja solta no Paraná. Aliás, como um corrupto confesso, como Alberto Youssef, vira herói, alguma coisa está errada, não é mesmo?!

Valentão de Richa, Francischini deve cair

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Demissão de Fernando Francischini, o secretário de segurança responsável pelo massacre da Polícia Militar paranaense contra os professores na última quarta-feira, foi exigida, neste domingo, por ninguém menos que Valdir Rossoni, deputado federal e presidente do PSDB no Paraná; "A ação da policia foi desproporcional e desnecessária. Mas sei que se a tropa agiu daquela maneira, foi por ordem do comando. Não era o caso de se fazer uso de balas de borracha, cães, etc", disse Rossoni, por meio do Facebook; "espero – e tenho certeza – que o governador, com profunda análise dos fatos, tenha clareza para tomar as medidas necessárias que restabeleçam com urgência a verdade e a tranquilidade do povo paranaense. A começar pelos responsáveis pelas atitudes desmedidas, pelos desmandos, pelos exageros. Que sejam exonerados ou que peçam para sair"

3 de Maio de 2015 às 15:06

Paraná 247 – A permanência de Fernando Francischini à frente da secretaria de Segurança do Paraná se tornou insustentável. Quem pede, em público, sua demissão é ninguém menos que o deputado federal Valdir Rossoni (PSDB-PR), que também preside o diretório estadual dos tucanos. Leia, abaixo, texto postado pelo jornalista Esmael Morais:

Do blog do Esmael – O deputado federal Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB do Paraná, neste domingo (3), pelo Facebook, pediu as demissões do secretário da Educação, Fernando Xavier, e da Segurança Pública, Fernando Francischini.

Para preservar o “chefe” — o governador Beto Richa (PSDB) — do massacre contra os professores no último dia 29 de abril, Rossoni, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa, se apressa em culpar os dois “mordomos”.

Rossoni apenas verbaliza o que pensa o governador, que não tem coragem de vir a público para assumir a responsabilidade pela tragédia do Centro Cívico.

“O secretário da Educação está fora do contexto da pasta. É um ótimo técnico, seria muito útil em outra área, mas não está preparado para a área da Educação”, sentenciou Rossoni, cotado para assumir a chefia da Casa Civil no lugar de Eduardo Sciarra (PSD).

Para Rossoni, que fez uma nota calibrada pelo Palácio Iguaçu, se fosse durante sua gestão, a Assembleia e o governo não passariam tamanho vexame internacional.

“A começar pelos responsáveis pelas atitudes desmedidas, pelos desmandos, pelos exageros [Francischini]. Que sejam exonerados ou que peçam para sair”, recomendou o xerife Valdir Rossoni.

O diabo é que os professores que foram massacrados não se contentam com as cabeças de Francischini e Xavier. Os educadores e servidores públicos, que foram alvo de covardes ataques de bombas e cães da PM, querem a ‘renúncia já’ do governador Beto Richa. O tucano não tem condições políticas e morais para continuar no cargo.

Leia a íntegra da opinião de Rossoni:

Nos dias das votações que geraram confronto na praça eu estava em Brasília. Lá, tomei conhecimento dos fatos através da imprensa, com informações desencontradas. Ao voltar ao Paraná, assisti as imagens e, a partir do que vi, tirei algumas conclusões, que seguem:

1) A ação da policia foi desproporcional e desnecessária. Mas sei que se a tropa agiu daquela maneira, foi por ordem do comando. Não era o caso de se fazer uso de balas de borracha, cães, etc

2) O secretário da Educação está fora do contexto da pasta. É um ótimo técnico, seria muito útil em outro área, mas não está preparado para a área da Educação.

3) Espero que o governador, em nome dos seus eleitores e do seu partido, tome medidas imediatas para mudar o rumo da situação. Por mais que a APP-Sindicato faça o jogo do PT, o diálogo é fundamental na articulação política na preservação dos princípios democráticos. Do contrário, estarão dando munição a um sindicato pelego do PT.

4) A grande maioria dos professores e dos funcionários públicos não tem informação correta do que foi aprovado. É preciso esclarecimento.

Sim, houve excessos por parte do comando da Segurança. Também houve má fé por parte da APP e pessoas estranhas que desvirtuou a verdadeira intenção do projeto. Somos todos paranaenses e esta situação interessa somente a quem tem olhos para os votos da próxima eleição.

Espero – e tenho certeza – que o governador, com profunda análise dos fatos, tenha clareza para tomar as medidas necessárias que restabeleçam com urgência a verdade e a tranquilidade do povo paranaense. A começar pelos responsáveis pelas atitudes desmedidas, pelos desmandos, pelos exageros. Que sejam exonerados ou que peçam para sair.

Em nome da paz, do entendimento, do estado do Paraná e de seu povo.

Valdir Rossoni
Dep Federal
Presidente do PSDB

Valentão de Richa, Francischini deve cair | Brasil 24/7

01/05/2015

Porrada educadora made in PSDB!

Filed under: Beto Richa,Educação Pública,PSDB,Violência — Gilmar Crestani @ 10:39 pm
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AliceRuiz (1)

Insanidade Mental

Filed under: Beto Richa,Diploma,Educação Pública — Gilmar Crestani @ 10:15 pm
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beto richadO jornal curitibano, Gazeta do Povo, publica uma matéria que diz tudo a respeito do porque certas coisas só acontecem no Paraná.

Em se acreditando no que diz o jornal, os policiais deveriam aplicar em Beto Richa o mesmo pedagógico aplicado aos professores para ver melhora a cabeça do filho da mãe.

Afirmar que o estudo atrapalha a subordinação, o comando, é o mesmo que dizer só os ignorantes o seguem, porque não não pensam. Beto Richa nunca deve ter lido Fernando Pessoa. O bardo português diz que “só as crianças e os loucos são felizes, mas eles não sabem”.

Quando a gente pensa que já ouviu tudo em termos de insanidade aparece mais esta conclusão antológica do estrupício das araucárias. Ora, assim se justifica porque houve o massacre dos professores. É que eles, os professores, são os responsáveis pela independência das pessoas. São os professores os responsáveis pelos diplomas que dificultam o comando de um energúmeno.

De fato, é por asneiras como esta que se diz que a má educação está no DNA do PSDB. Agora dá para entender porque o PSDB odeia tanto professor. Os gestos da Yeda Crusius na greve dos professores gaúchos se repetem no Paraná. O PDV de FHC que expulsou os melhores cérebros das universidades foi apenas um aperitivo. Para competir com Dilma inventou a  tal de porrada educadora.

Demóstenes Torres atirou em quem via,  Ronaldo Caiado, mas acertou em quem não via, Beto Richa: “uma voz a procura de um cérebro”. O cérebro de Beto Richa é Fernando Francischini mas eles só consegue falar com arma na mão. É pelo cano que saem seus melhores argumentos.

Richa não quer PMs com estudo porque eles “se insubordinariam”

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O governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista à rádio CBN, nesta quinta-feira, que acha positivo que os policiais militares do estado não tenham diploma de curso superior.

A polêmica entre o governo e as associações que representam os policiais militares, que queriam que o governo passasse a exigir diploma dos que entram na corporação.

Segundo Richa, é bom que os policiais não tenham diploma, porque gente formada normalmente é muito insubordinada.

“Outra questão é de insubordinação também, uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”, afirmou o governador.

A declaração do governador é um desestímulo à educação e à cultura dentro da corporação. Nitidamente, o que Richa defende, em sua declaração, é que a PM dê preferência a pessoas que não estudem.

Além de tudo, mostra uma miopia em relação à realidade do mundo. Como se pessoas sem estudo superior não pudessem ser contestadoras ou insubordinadas (pela versão de Richa, as greves comandadas por Lula no ABC nunca existiram).

A função do Estado é estimular o estudo, e não o contrário. Mais do que isso: o governador não deveria desejar uma corporação de gente que simplesmente atende ordens cegamente, como ele parece querer. E, sim, fomentar um ambiente em que as pessoas sejam capazes de autonomia.

Richa poderia, sem nenhum problema, defender que não é preciso diploma para ser policial. Mas com outros argumentos.

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Richa não quer PMs com estudo porque eles “se insubordinariam” | Gazeta do Povo

PSDB odeia quem consome pó… de giz!

beto richa paranáFui professor, no início dos anos 90, por apenas um ano e meio. No Colégio Anchieta, de classe média alta, de Porto Alegre. Foi o suficiente. Salário baixo e filhos mimados de classe média não é para fracos como eu. Ter de ouvir de uma aluna que “lá em casa quem usa calça jeans é a empregada” não é nada.

Os preconceitos sociais na classe média é algo de corar estátua de pedra. A mentalidade classe merdia é de que as políticas públicas destinadas às classes menos favorecidas farão com que escasseie o filé no seu strogonoff. Devido à minha primeira formação, Letras/UFRGS, mantenho contato com professores. São valorizados apenas em época d eleição. Depois, virem-se. Vi com bons olhos o lema do segundo mandato da Dilma. Ela contava e, por certo, ainda conta com o pré-sal, mas as sucessivas tentativas de inviabilizar a Petrobrás não é por outro motivo senão o de inviabilizar o Estado-Nação.

Fosse pela corrupção, todos os partidos mencionados teriam seus membros presos. Por enquanto a pergunta que fica, por que só o PT? Por causa da eleição de 2018. A direita brasileira, encabeçada pelos grupos mafiomidiáticos liderados pela Rede Globo & RBS estão empenhados em derrubar um ex-presidente. LULA! Querem por todas as formas fazer pó do Lula para que o PSDB possa cheira-lo completamente.

Dever de casa com o vampiro de Curitiba

Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense

Xico Sá 1 MAY 2015 – 09:32 BRT

Hei de vencer, mesmo sendo professor. O mantra do adesivo que circulava em muitos fusquinhas dos anos 1970 e 80 está mais em voga do que nunca. Hei de vencer, vejo aqui no retrovisor da infância, Grupo Escolar Virgílio Távora, o mantra dos mestres estampado em uma faixa gigante na praça dos Ourives, Juazeiro do Norte.

Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense. Hei de vencer, mesmo depois de uma longa greve, uma quaresma, que o tucano Geraldo Alckmin define simplesmente como novela —parte da imprensa também lista o protesto no gênero ficção, acredite sem-querer-querendo, meu brother Jack Palance.

OUTROS ARTIGOS DE XICO SÁ

Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV. Hão de pensar: se o cão, mesmo policial, mordeu o homem, no caso o cinegrafista Luiz Carlos de Jesus (TV Band), ainda não é lá essas notícias. Afinal de contas, o conceito clássico de notícia, como aprendemos na faculdade, é quando o homem morde o cachorro.

Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora. Hei de vencer, ilustríssimo Paulo Freire, mesmo sendo terceirizado e não mais dono do meu próprio suor para vendê-lo sem atravessadores, como tu já discutias, método por método, ti-jo-lo por ti-jo-lo, ainda em tempos mobrais.

Hei de vencer, professor Darcy Ribeiro, mesmo copiando, como em um antiditado construtivista, a sua lição de coisas mais conhecida:

"Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu".

Vampiro de Curitiba

Hei de vencer, mesmo que tenha que convocar o “vampiro de Curitiba”, o perverso Nelsinho, personagem clássico do escritor Dalton Trevisan, para explicar como o sr. Rixa pode ser tão sádico com a turma do pó de giz. Só o vampiro, vagando pela madruga fria do Centro Cívico, é capaz de reconstituir o crime e explicar, tintim por tintim, miúdo humano por miúdo humano, a sanguinolenta pedagogia aplicada.

Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora

Estava escrito nos contos de Trevisan, curtos como os salários professorais, todo esse Boletim de Ocorrência. Um B.O. à maneira de Nelsinho talvez explicasse tudo, afinal de contas o vampiro, na sua ambivalência permanente, sempre fica entre o estranho e o familiar. É familiar que um governo tipo Rixa trate assim os professores: é estranho, mas necessário, que a gente ainda se espante e rejeite enxergar com a lente fumê da banalidade.

Hei de vencer, mesmo sob a tonfa de uma gestão “desgracida”. Até parece frase, embora este cronista seja um péssimo aluno de redação e estilo, do professor Dalton, mestre dos meninos e velhos contistas. Donde tonfa —“ai que saudade da professorinha que me ensinou o beabá”—, venha a ser o popularíssimo cassetete, pedagogia de quem força na marra o ajoelhamento no milho da humilhação política.

Agora de forma mais didática, repare como começa essa história de tonfa, na boca de um dos comandantes da PM paranaense:

"Se precisar usar a tonfa, é por baixo! Nada de sair girando por cima", deu ordens aos espartanos.

Problema é que, no “confronto”, sabe cumequié, meu caro vampiro de Curitiba, a tonfa acaba atingindo os elementos docentes em partes indesejadas da anatomia e não apenas nos membros inferiores, conforme orientação inicial à tropa.

Hei de vencer, mesmo dando a cara a bater aos corretos portadores de tonfa. Hei de vencer, mesmo que chova bombas de helicópteros.

Tonfa neles

Quem essa professorada pensa que é, só porque dá aulas neste país de analfas, só por ensinar alguma coisa… Sabe-se lá o que passa em sala, deve ensinar um comunismo medonho às pobres criaturas indefesas. Coitada das criancinhas. Eu poderia estar por ai protestando, bando de vagabundo, cada abusadinho desses ganha muito mais que eu, no entanto sigo na lida, na trabalheira, com farda ou na base do bico… Desço a tonfa mesmo, sem dó nem piedade, quem manda vandalizar o coreto?

Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet.

Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV

Exclamações sangrentas nas manchetes dos jornais clamam por “Confronto”. Hei de vencer, mesmo eu entrando com a face e o PM com a tonfa, hei-de.

Tonfa neles, por baixo, por cima… Hoje a tonfa vai comer solta. Não foi por falta de aviso. Vai protestar, que deixe sua cabeça em casa. Hoje não tem selfie policial, só tonfa na confa —o mesmo que porrada, correria e confusão—, como o Nelsinho, o vampiro de Curitiba, sempre ele, descreveria o ocorrido no seu distrito.

Por pouco a confa não sobra mesmo até para o vampiro. Conhecendo o cara minimamente, deveria estar na área do “confronto”, na cobiça de uma normalista linda, óbvio. O vampiro tarado busca alimentar seu desejo nos lugares mais impróprios, independentemente das ordens expressas dos sangues de barata de todas as patentes, ideologias, religiões e credos.

O próprio criador, seu Dalton, reza a lenda, flanou, sob a proteção de um boné abaixado e com passadas largas do velho pisante Vulcabrás, no meio da carnificina. No seu raro passeio anual pela cidade, como o mais anônimo dos curitibanos, ninguém deu conta do vencedor do Prêmio Camões de literatura. Seu Dalton afina a surdina existencial todas as manhãs com o canto das corruíras. De tão discreto, seu Dalton nem chorou com gás lacrimogênio.

E por falar em testemunhas oculares da história, quem também deu pinta na área do “confronto” foi o escriba Guilherme Caldas. Saiu para investigar comidinhas de baixa gastronomia, especialidade do seu blog na “Gazeta do Povo”, e voltou com o melhor retrato do sanguinolento ocorrido:

“Gente ferida e assustada, um governador, digamos assim, desonesto, muita sujeira espalhada, incluindo cápsulas de escopeta e de invólucros de bombas molhados pela chuva do começo da noite. No meio daquele final de confusão, encontrei um amigo indignado com, entre outras coisas, a pipoca a R$ 5: “até o pipoqueiro metendo a mão na gente!”.

Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet

Calma, amigos do vampiro, o cronista que combate o raio gourmetizador, ali no meio da confa da tonfa, topou também, graças a Deus, com o Donizete, o Rei do Espetinho, que, alheio às pressões econômicas do momento, vendia seus sapecados de carne, linguiça, frango e coração a R$ 2. Donizete, autêntico habitante daquela Daltolândia, disse mais: só vai ao Centro Cívico em dias de bafafás, greves e protestos. No que o Caldas, safo, se saiu:

“Pedi um de frango, paguei e tomei rumo. Num dia com tantas coisas ruins, o tempero do Rei do Espetinho estava bom”.

Hei de vencer. Não me pergunte como. Hei de vencer, mesmo sendo o professor, naturalmente, um para-raio de tonfas e vampiros.

Xico Sá, jornalista e escritor, publicou “Big Jato” (editora Companhia das Letras), entre outros livros.

Xico Sá: Dever de casa com o vampiro de Curitiba | Opinião | EL PAÍS Brasil

Porrada educadora

Filed under: Beto Richa,Educação Pública,Fernando Francischini,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:58 am
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Diz-se que no Japão apenas os professores não precisam se curvar na presença do Imperador.

No Paraná é o contrário. Todos têm de se curvar à famiglia Richa. Afinal, como diz o ditado, a fruta podre sem cai perto do pé. Quem não se curvar, Beto Richa atiça os pitbulls do Fernando Francischini. E haja PM Groselha para servir de pedagogia.

O PSDB, por meio de seus governadores Beto Richa  e Geraldo Alckmin, estão tentando se contrapor à “Pátria Educadora” da Dilma com a “Porrada Educadora”. E eles ainda comemoram 

Neste momento no Paraná tudo vale a pena simplesmente porque a mentalidade é pequena.

Método educativo da República das Araucárias festejado por anencefálicos e retardados em geral.

Beto Richa, PSDB e educação

30/04/2015

PSDB: pós-graduação em má educação

educação

A violência como método é o verdadeiro choque de gestão do PSDB. Meritocracia é escolher um sádico para comandar a violência. No Paraná, Beto Richa escolheu Fernando Francischini, cujos métodos violentos não se medem exclusivamente pelo sanha de bater em professor. Foi escolhido para Secretário da Segurança porque fez toda campanha presidencial cavalgando ódio pelas redes sociais. Foi filmado dando entrevista com arma, de forma ostensiva, na cintura. A violência contra os professores foi comemorada pelo governador Beto Richa.

A violência como método no PSDB não é exceção, é regra. Longe de ser a primeira vez, tomara que seja a última.

Há exemplos recentes e antigos. Mas a mão que embala o cassetete é sempre do PSDB. Em março de 20101, os governos de Yeda Crusius e José Serra se irmanaram também na violência, usando os mesmos métodos.

Vamos lembrar do Massacre do Eldorado do Carajás. A perícia constatou que pelo menos 10 sem terras foram executados a queima roupa. O governador era Amir Gabriel, tucano de quatro costados. Aí estava o assassinato como método de enfrentamento dos problemas sociais. O vezo que dar medalha a capitão-de-mato que leva escravos para o pelourinho não é um ponto fora da curva. E só mais um exemplo que fecha com chave de ouro o caixão da filosofia policialesca medieval.

A violência é parte do cotidiano nas administrações do PSDB.

Durante o governo FHC, o exército também foi jogado contra os petroleiros. Na greve de Paulínia, a violência desceu com prazer. Pelo menos para um dos lados, dos que estavam batendo e de quem estava mandando bater.

Foi assim com a desocupação da favela Pinheirinhos, quando o mundo viu em tempo real, pelas redes sociais, o método tucano de solucionar problemas sociais. Virou verbete da Wikipédia: “Desocupação do Pinheirinho”. Coincidentemente, hoje na Folha de São Paulo, além desta capa ontológica da violência como método, há outra, em segundo plano, em que Geraldo Akckmin manda sua polícia bater nos viciados da cracolândia. É a contribuição do PSDB para melhoria da educação. Também, o que esperar de um partido que conta com finanCIAdores ideológicos que patrocinam a compra de ventríloquos para xingarem a Presidenta em evento com cobertura mundial. Pode-se jogar na conta da Multilaser, Banco Itaú, Ambev e todos os reis dos camarotes vips do Itaquerão a violência que campeia contra os movimentos sociais.

A violência contra trabalhadores é parte intrínseca do PSDB. A RBS cabresteou a manada gaúcha para eleger a paulista Yeda Crusius. A política social da funcionária da RBS foi conduzida pelo Cel. Mendes. O assassinato do integrante do MST, pelas costas, pode não ter sido um pedido mas foi comemorada pelo jornal Zero Hora do Grupo RBS de uma forma canhestra: “Agora o MST já tem seu mártir".

Se é verdade que a violência é parte da pedagogia tucana na educação, vamos dar mão à palmatória: a violência vem primeiro legitimada por quem desencadeia ideias repressivas, os meios de comunicação. Afinal, quem são os que disseminam ódio social? Quem não só apoiou a ditadura como também pede a volta da  ditadura? Os assoCIAdos do Instituto Millenium!

Como já escrevi em outro post, “Os bandidos das ruas são filhos das redações”. A violência é semeada por cinco famílias: Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky. São eles que dão legitimidade aos capitães-de-mato.

Não é mera coincidência que o comedido Ministro Teori Zavascki tenha feito constar em recente voto de sua lavra, no STF, condenando o medievalismo que toma conta de justiceiros. Coincidentemente, do Paraná!

 

fsp 30042015Protesto na Assembleia do PR termina com 170 feridos

PM usou bombas, balas de borracha e jatos de água para impedir invasão

Servidores tentavam bloquear projeto de Beto Richa (PSDB) que reduz contribuições do governo para pensões

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBAADRIANA BRUMCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

Confronto entre PMs e servidores do Paraná em frente à Assembleia Legislativa local deixou ao menos 170 pessoas feridas –43 hospitalizadas– na tarde desta quarta (29).

A confusão se acirrou em meio à votação na Casa, a portas fechadas, de um projeto do governador Beto Richa (PSDB) que reduz repasses do governo para pensões e transfere inativos de fundos previdenciários.

Foram ao menos duas horas de violência, que começou quando manifestantes tentaram romper o cerco da polícia na Assembleia. A PM usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água.

Na primeira hora, bombas eram lançadas ininterruptamente sobre os presentes. Alguns chegaram a achar que elas caíam do helicóptero da polícia. "Vinha bomba do céu", disse a professora Thelma Rossa, 36 anos, atendida após desmaiar na confusão.

Do outro lado, um grupo de jovens lançava pedras, paus e rojões contra os PMs. Contrários ao comando do ato, que pedia recuo, eles avançavam, aos gritos de "resiste".

Segundo a Secretaria de Segurança, parte dos ativistas eram black-blocks. Sindicatos dos servidores negam. Vinte policiais ficaram feridos; seis pessoas foram presas.

Os manifestantes –15 mil servidores, professores e estudante, segundo os sindicatos; 5.000 para a PM– queriam entrar na Assembleia para pressionar os deputados.

Em crise financeira, o governo quer passar uma parte dos aposentados pagos por um fundo do governo, que está deficitário, para o fundo previdenciário que tem saldo positivo de R$ 8 bilhões e recebe contribuição do Estado e dos servidores. Com isso, espera um alívio de R$ 1,7 bilhão ao ano no caixa.

O temor é que a migração de inativos, a cargo hoje do governo, consuma recursos do outro fundo e inviabilize a previdência no futuro.

A crise financeira do Paraná, um dos principais governos do PSDB, afeta a imagem do partido num dos aspectos mais explorados por políticos tucanos em seus discursos: a qualidade da gestão.

Desde o início da semana, a Assembleia paranaense foi cercada por PMs a pedido de Richa. Uma decisão judicial garantia a votação sem a presença de manifestantes. Com medo de que o prédio fosse invadido, o governo mobilizou quase 2.000 policiais.

O objetivo era evitar a repetição das cenas de fevereiro, quando grupos invadiram a Casa contra o ajuste fiscal proposto por Richa, que já incluía o projeto de previdência.

Durante a confusão, o prédio da Prefeitura de Curitiba, em frente à Assembleia, virou uma espécie de enfermaria, com o saguão principal tomado por centenas de pessoas.

A cada minuto, um novo ferido chegava. Com ferimentos por balas, escoriações, sangramentos, crises de choro, palpitações. Casos graves eram levados para hospitais.

Um deputado chegou a ser mordido por um cão da PM. Pelo menos dois cinegrafistas também ficaram feridos. E crianças de uma creche próxima passaram mal com o gás usado pela PM.

A sessão na Assembleia chegou a ser interrompida por dez minutos por causa do gás que atingiu o plenário.

Nas ações, a reportagem ouviu as ordens dadas por um dos comandantes da PM: "Se precisar usar a tonfa [cassetete], é por baixo. Nada de sair girando por cima".

Do lado de fora, manifestantes carregam cartazes e gritam "retira, retira" e "eu estou na luta". Já à noite, eles reconheciam a derrota.

O Ministério Público abriu uma investigação para apurar "eventuais excessos" da PM. Em nota, a OAB repudiou os ataques. Já o governo tucano informou que "lamenta profundamente" os atos de confronto e acusa "o radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas".

Colaborou JULIANA COISSI, de São Paulo

15/04/2015

Agora é científico: foi a marcha dos ignorantes!

Filed under: Direita,Educação Pública,Ignorância,Marcha dos Zumbis,USP — Gilmar Crestani @ 8:16 am
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educacao padrao fifaSe alguém tinha alguma dúvida a pesquisa da USP comprova. Nem no lugar mais distante da civilização foi reunida tanta ignorância em tão pouco espaço. A concentração da imbecilidade reuniu só respostas boçais. A pesquisa da USP nos obriga a revisitar o velho ditado “o ódio cega” para atualizado “o ódio cega e imbeciliza”.

A USP comprova que de que nada adianta bons colégios, acesso fácil à educação se o ambiente onde o indivíduo se desenvolve é doentio. É importante constatar que esta ignorância generalizada tem patrocinador. E sabemos quem são. Basta verificar quem recrutou a manada para xingar a Presidente Dilma na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão. São eles os assoCIAdos do Instituto Millenium, MBL, a Multilaser, a AMBEV e o Banco Itaú. Como diria o filósofo francês, Louis Althusser, são, atualmente, os verdadeiros aparelhos ideológicos do nosso mau estado. São eles os maiores responsáveis pelo déficit civilizatório desta parcela da sociedade reunida na marcha dos zumbis. São todos alunos da escolinha Ana Maria Braga. Foi-se o tempo em que nossa direita tinha bons filósofos, economistas, pensadores originais e de formação cultural sólida. Hoje, ao invés de sólida, a formação é sórdida!

Em São Paulo, onde a USP concentrou a pesquisa, há um dado concreto que ajuda a explicar o fenômeno revelado pela pesquisa. Os mais de 20 anos de governos tucanos, cuja principal política de ensino foi a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Estadão & Folha, só poderia resultar nisso.

Como diria a principal fonte de informação dessa turma, a Veja, é uma manada que descende diretamente do Boimate, cruza de bovinos como tomate!

A pesquisa da USP comprova a genialidade de um torneiro mecânico que tem um dedo a menos. Precisou o grande molusco sair do seu silêncio obsequioso para que nós, diplomados em vários conheceres, constatássemos que todos os larápios da Operação Lava Jato, da Operação Zelotes, da Lista Falciani do HSBC, da Rede Globo de Sonegação, Gerdau & RBS detém diploma de curso superior. Não há no meio de tanta bandidagem nenhum analfabeto ou com pouca instrução.

A falência do nosso ensino resta cabalmente comprovado! 

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação

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Pesquisa sobre o comportamento dos manifestantes da Avenida Paulista no último domingo mostra que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos, 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista, 71% que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT; foram feitas 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, entre 13h30 e 17h30 do último dia 12; dados são de pesquisa coordenada pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da USP; para Esther, a "despolitização" é "impressionante"

15 de Abril de 2015 às 05:42

247 – Uma pesquisa realizada com os manifestantes que foram à Avenida Paulista no último domingo 12, protestar contra o governo e pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, captou a insanidade das ruas e mostrou a força da desinformação de quem tem ido aos protestos.

As respostas das 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, feitas entre 13h30 e 17h30, mostram que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos e 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista no Brasil.

Dos entrevistados, 71% acreditam também que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT. Para 56%, o Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no Brasil.

"O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições" foi uma frase que recebeu a concordância de 42,6% dos manifestantes que responderam à pesquisa. Esse resultado em especial foi criticado hoje pelo presidente do PT, Rui Falcão (leia mais).

A maioria também não aponta nenhuma liderança política como referência. Apenas 8% citaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e 12%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os políticos que mais receberam a confiança dos entrevistados foram Geraldo Alckmin (29%), José Serra (23,8%), Aécio (22,6%) e Jair Bolsonaro (19,4%).

O levantamento foi coordenado pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo. "Entre um público que se autodefine como de direita ou de centro-direita [46%, segundo o Datafolha], políticos de oposição deveriam estar melhor colocados", comentou Esther Solano. Para ela, a "despolitização" é "impressionante".

Confira aqui a íntegra da pesquisa.

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação | Brasil 24/7

11/04/2015

Entenda porque a imprensa brasileira está falindo

Há imprensa brasileira só tem duas preocupações: incriminar o PT e aliviar para criminosos. Hoje o El País traz duas informações que não se encontra em nenhum veículo pátrio: a Greve invisível dos professores paulistas, e o retrocesso para os trabalhadores a aprovação da terceirização. Terceirização que é tratada pela mídia brasileira como uma simples troca de camisa no final de um jogo de futebol. Ah, já ia esquecendo, mas também apresenta a confirmação da tese defendida pelo deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom: Operação Zelotes esbarra em falta de apoio do Judiciário.

Tudo o que a imprensa brasileira vem sonegando, em dinheiro, vide RBS, ou em informação, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium, a gente vem garimpando na internet. Por isso também a relevância do acordo firmado ontem por Dilma com o dono do Facebook para levar internet gratis a todos os brasileiros. Agora se entende porque Dilma não se preocupou com aplicar uma lei de medios. Basta dar corda para eles se enforcarem. Tanto mais batem em Dilma, mas jornalistas vão sendo despedidos, mais falência, mais descobertas das falcatruas presentes (Operação Zelotes) ou passadas (Lista do HSBC).

Por mais que a Globo aplique a Lei Rubens Ricúpero para proteger o PSDB, escondendo o descalabro administrativo, que está levando a falência o famoso choque de gestão à moda tucana e, ao mesmo tempo, revelando o PCC, a epidemia de dengue em São Paulo, a falência de instituições como UNESP, UNICAMP e USP. De nada adiantam os serviços prestados por Rodrigo de Grandis, por Robson Marinho, as falcatruas com a a Alstom, Siemens no propinoduto dos trens uma hora acabam por vir a tona.

Professores de São Paulo: em greve e cobrando Alckmin há um mês

Categoria que pede aumento e melhores condições de trabalho reúne 20.000 em marcha

Marina Rossi São Paulo 10 ABR 2015 – 19:07 BRT

Professores em manifestação nesta sexta. / Taba Benedicto (Folhapress)

Ao menos 20.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, e 60.000 de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniram na tarde desta sexta-feira em frente à sede do Governo Estadual na capital paulista em mais um ato da categoria que está em greve desde 13 de março e decidiu, em assembleia, continuar a paralisação.

Segundo a Apeoesp, a greve teve adesão de 75% dos professores da rede de ensino estadual. As principais reivindicações são aumento de 75% no salário, melhores condições de trabalho, redução do número de alunos em sala de aula, redução da jornada de trabalho e a reabertura das salas de aula que foram fechadas.

Segundo Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, "essa é uma das maiores greves da história dos professores da rede estadual". Ela explica que, no início do ano, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu aumento de 18% no salário de dirigentes, supervisores e diretores das escolas, o que causou um racha na categoria. Devido ao aumento de salário, esses profissionais não aderiram à paralisação.

"A greve deste ano é muito forte", diz. "Contamos com o apoio dos alunos e dos pais também". Segundo Noronha, autoridades da Secretaria de Educação do Estado conversaram com os líderes do movimento no dia 30, mas não houve negociação. Por isso, a categoria decidiu por seguir com a paralisação.

O tom da nota da Secretaria da Educação é um termômetro da inexistência de negociação. A pasta rebateu os professores e disse que, nesta semana, o índice de comparecimento dos professores nas escolas foi de 91%. E que "ao contrário do que o sindicato prega enganosamente, a valorização dos professores tem sido foco da gestão. Os docentes garantiram, ao longo de quatro anos, um aumento de 45% em seus salários. O último reajuste se deu há oito meses".  A secretaria acusou o sindicato de "incitar os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação e usado, em alguns casos, até mesmo de violência".

Para os professores, um dos fatores que compromete a adesão é o medo dos profissionais de perder parte do salário. "Muitos professores temem pelo desconto no salário pelos dias parados de greve, por isso, não levam adiante a paralisação", disse a professora Sônia Mara de Paula, da escola Estadual Regina Barteleda, em Lorena (204km de São Paulo).

Apoio de estudantes

A manifestação ocorreu de forma pacífica e não houve confrontos. A PM não divulgou o tamanho do efetivo de policias que realizaram o trabalho nesse dia e tampouco publicou informações sobre a manifestação – e as ruas que estavam sendo bloqueadas – como costuma fazer em atos na cidade. Ao longo da marcha, realizada em um bairro nobre, diversas pessoas saíram nas janelas para apoiar o movimento.

Julia Ferreira, de 16 anos, era uma das estudantes que estavam presentes na manifestação. "Falta papel higiênico, água, as salas de aula têm mofo e estão superlotadas", disse ela, que estuda no colégio Nossa Senhora da Penha, em São Paulo. Steffany Alves Santos, de 17 anos, que faz parte do Movimento Estudantil Livre (MEL), diz que o maior problema de sua escola é a acessibilidade à infraestrutura oferecida. "Na minha escola tinha biblioteca e laboratório, mas não tinha funcionário lá", diz ela. "Por isso, para usar esses equipamentos, tínhamos que fazer requerimento, pedir a chave e só conseguíamos usar três semanas depois", contou ela, que estudava no colégio é o Santa Olímpia, em São Bernardo do Campo.

"O governador cortou muita verba para a educação", disse Sirlei Ferreira Camargo Carvalho, professora em duas escolas da cidade de Franca (393 km da capital). "Por isso, falta tudo, de água, a copo descartável. Mas o que mais falta mesmo é segurança, já que eu trabalho em locais muito vulneráveis."

Segundo Maria Izabel Noronha, o ato terminaria em frente à Rede Globo para pedir "mais isenção" na cobertura da paralisação. "A cobertura da imprensa é uma grande injustiça", disse.

Partidos como o PCO, PSOL e PCdoB estavam presentes com bandeiras e camisetas, assim como anarquistas e lideranças da torcida do Corinthians. Entre os cartazes, alguns com a foto de Geraldo Alckmin chamando o governador de "o exterminador do futuro". Também havia faixas contra a Lei da Terceirização, aprovada nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados.

Uma nova assembleia, seguida de manifestação, está marcada para a próxima sexta-feira, 17 de março em frente ao MASP.

Manifestação: Professores de São Paulo: em greve e cobrando Alckmin há um mês | Brasil | EL PAÍS Brasil

10/04/2015

Entenda porque paulistas, em pleno 2015, pedem a volta da ditadura

sabesp agua5diasDuas notícias de hoje na Folha de São Paulo, abaixo, ajudam, para quem quiser, entender os reclamos pela volta da ditadura. O declínio das instituições públicas paulistas não é obra do acaso, mas decorre de um choque de gestão igual ao implantado em Minas Gerais pelo mesmo PSDB. A definição de meritocracia made in PSDB está no demérito de quem tem para que os já tenham possam continuar tendo mais. Por aí também se explica porque a direita fica ouriçada com a política de cotas. Isto porque as pessoas de Benz têm de dividir espaço com pessoas sem bens! Pior, para evitar a sinergia de cores, o principal responsável pelo jornalismo da Globo, Ali Kamel, ousou por em livro porque “Não Somos Racistas”. A Globo não é racista, é muito pior. Além de sonegadora bilionária, apoia golpes, manipula, e incita ao ódio. A confissão de Rubens Ricúpero ao funcionário da Globo, Carlos Monforte, no famoso Escândalo da Parabólica deveria ser suficiente para entender. Mas como entender se a educação em São Paulo, onde a direita ousa pedir golpe militar em pelo século XXI, é feita mediante a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Folha e Estadão?!

A classe média é média na inteligência, mas elite no conservadorismo. Isto porque recebeu e tomou como verdade a lição de que para que uns, ela, tenham faz-se necessário que outros não tenham. Por isso o direito ainda também trabalha com uma máxima do tempo do império romano: “dar a cada um o que é seu; aos ricos, a riqueza, aos pobres, a pobreza”. A recente decisão do Congresso de precarização das relações do trabalho, a tal de terceirização, é também uma espécie de revogação da Lei Áurea. Não é mera coincidência que os mesmos que são contra as denúncias das forças tarefas que vasculham em busca de trabalho escravo também tenham votado a favor da terceirização.

As duas pontas que amarram a precarização das relações do trabalho que retiram do trabalhador cada vez mais direitos e as marchas dos zumbis pela retorno da ditadura estão ligadas à educação. É uma deficiência do nosso ensino não ter conseguido ensinar aos alunos o que foi e o que significa uma ditadura. Não se pode esperar que o esclarecimento do que seja viver numa ditadura venha exatamente de quem ajudou a implantar, ajudou a defende-la e sustenta-la. A Folha, por exemplo, emprestou peruas para transportar os presos clandestinos, após serem torturados, estuprados e esquartejados, para a vala comum do Cemitério de Perus. É por isso que a Folha ainda hoje trata a ditadura como se tivesse sido uma ditabranda. De fato, para quem dela participou e com ela se locupletou, a ditadura foi branda. Os que foram estuprados nos porões do DOI-CODI, ou presos e torturados na Operação OBAN, não foi nada branda.

Como se vê pelas duas matérias da Folha, não é mero acaso que os sinais mais evidentes de retrocesso político venha exatamente de São Paulo. É um programa muito bem conduzido e financiado por empresas do tipo Boilesen, Multilaser, Banco Itaú, AMBEV, Instituto Millenium. São tantas empresas lutando pelo retrocesso que não admira que até água tenha faltado em São Paulo. USP, UNESP e tantas outras que já foram as melhores do país, depois da longa destruição perpetrada pelo PSDB, pedem, triste ironia, água.

Não é mera coincidência que as principais ONGs e Institutos finanCIAdos pelos EUA ficam em São Paulo. É a má educação que lota a Av. Paulista na Marcha do Zumbis!

Crise financeira faz universidades públicas paulistas cortarem gastos

Unesp suspendeu aumento salarial via progressão na carreira; Unicamp barrou contratações

Medidas são similares às recentes tomadas pela USP; reitores temem maior queda no repasse das verbas

FÁBIO TAKAHASHIREYNALDO TUROLLO JR.DE SÃO PAULO

Em meio a cenário de crise orçamentária, Unicamp e Unesp decidiram suspender contratações ou aumentos salariais via progressão na carreira. As medidas são semelhantes às tomadas pela USP no ano passado –e que estão mantidas para 2015.

Há o temor entre os reitores de que ocorra queda neste ano nos repasses do governo estadual, principal fonte de renda dessas universidades públicas. Nos últimos meses, já cresceram menos do que a inflação, devido ao desaquecimento econômico.

As três instituições concentram cerca de 50% da produção científica do país. Os sindicatos dizem que as medidas de contenção podem causar a saída de servidores.

Na Unesp, portarias publicadas pela reitoria no fim de março suspenderam a progressão na carreira de professores e técnicos. A ascensão proporciona aumento de até 10% ao docente, mediante comprovação de produção.

No ano passado, 578 professores conseguiram o benefício. Neste ano, antes da suspensão, foram 83. A escola possui 3.700 ativos. A reitoria diz que a escola vive "momento orçamentário difícil".

Para o presidente do sindicato dos docentes, João Chaves Junior, há risco de "sangria" de servidores. "É confisco de direitos. Essas carreiras foram conquistadas com muita luta na instituição."

Já a Unicamp decidiu congelar contratações. Não pode haver acréscimo de pessoal na administração. Para as faculdades, foram bloqueados (contingenciados) 25% dos recursos para contratações.

Também estão suspensas designações de técnicos para cargos gerenciais.

MAIS VERBAS

A reitoria da USP diz que manteve medidas de contenção adotadas no ano passado, como redução no custeio. Contratações também estão bloqueadas, e programa de demissão voluntária, que abrangeu 8% dos técnicos, está em fase final de aplicação.

"O Orçamento de 2015 continuará a ser monitorado continuamente, e revisões estão previstas ao longo do ano", afirmou a reitoria, em nota.

Presidente do sindicato dos docentes da USP, Francisco Miraglia diz que os reitores deveriam pedir mais verbas. "A USP abarcou campus da zona leste e Lorena [escola de engenharia], sem acréscimo na cota. Agora, querem que paguemos pela falta de planejamento e de coragem de peitar o governo Alckmin."

A USP afirma que os reitores mandaram ofício com essa solicitação ao governo.

As universidades recebem 9,57% da cota do Estado no ICMS (principal imposto estadual). Com desaquecimento da economia, desde agosto de 2014 essa arrecadação cresce menos que a inflação.

O fenômeno se agravou em 2015. Segundo relatório da USP, em valores corrigidos, a variação do ICMS está em -2,7%; em dezembro, foi -1,2%.

 

Professores estaduais fecham rodovias de SP em protestos

Categoria fará novo ato em frente à sede do governo nesta sexta (10)

DE SÃO PAULO

Professores da rede estadual fizeram, na tarde desta quinta (9), protestos em ao menos cinco rodovias paulistas. Houve bloqueios na Anchieta, na Régis, Ayrton Senna, na Raposo Tavares e no trecho leste do Rodoanel. Todas as estradas, porém, foram liberadas no início da noite.

Os docentes, que decretaram a greve no último dia 13, decidiram na última assembleia da categoria, na semana passada, fazer atos em rodovias de São Paulo.

O maior dos bloqueios aconteceu na Ayrton Senna. A rodovia foi completamente fechada no km 34, na região de Itaquaquecetuba (Grande SP), sentido interior. Cerca de 250 professores participaram do ato no local, que durou quase duas horas.

Além das rodovias, a Polícia Militar registrou protestos de professores também em São Paulo. Eles aconteceram na avenida Padre José Maria, na zona sul, e na avenida Jacu-Pêssego, na zona leste.

Nesta sexta-feira (10), os professores deverão fazer um novo protesto na frente do Palácio dos Bandeirantes, na região do Morumbi, onde decidirão qual será o andamento da paralisação.

A categoria reivindica reajuste salarial de 75,33%, para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior –o piso dos professores estaduais é de R$ 2.415,89.

A categoria diz que a greve tem a adesão de 60% dos professores, enquanto a Secretaria de Educação afirma que 92% dos docentes continuam comparecendo normalmente às aulas. O Estado possui cerca de 230 mil professores

A secretaria afirmou em nota que "não pode pactuar com o movimento que tem incitado os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação".

A pasta disse ainda que, ao longo de quatro anos, a categoria teve aumento de 45% em seus salários.

31/03/2015

Menos corrupção, mais educação

rbs rapinaE se de repente, a Multilaser, o Banco Itaú, o Instituto Millenium, a AMBEV resolvessem, ao invés de financiar grupos para ofender a Presidente Dilma na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, (reis dos camarotes vips) tivessem usado o dinheiro para melhorar a educação de suas socialites de aluguel?!

E se a RBS investisse no nível de educacional dos seus funcionários de rádio, tv e jornal os R$ 150 milhões de que é acusada no Operação Zelotes?!

E se Luciano Huck, para vender mais camisas, ao invés de incentivar a pedofilia, o racismo e toda sorte de preconceitos começasse a investir o dinheiro gasto neste tipo de publicidade em mais em educação?!

E se Ronaldo Nazário, ao invés de maltratar travestis, de fazer festas como aquelas denunciadas pela TMZ, começasse a investir o dinheiro gasto com eles, em orgias, em mais educação de seus correligionários políticos?!

E se o Aécio Neves, ao invés de mandar construir aeroportos em terras do Tio Quedo tivesse usado o dinheiro para pagar melhorar os salários dos professores de Minas Gerais?!

E se a Rede Globo, ao invés de sonegar 650 milhões relativos às transmissões da Copa de 2002, destinasse estes recursos para promover a educação? E se ao invés de desviar os recursos do Criança Esperança, como revelou o WikiLeaks, destinasse, de verdade todos os recursos na educação das crianças?!

E se as empreiteiras que formaram o Cartel revelado na Operação Lava Jato tivessem investido em educação aqueles milhões usados para corromper?!

E se os corruptores tivessem usados em educação os bilhões usados para corromperem servidores públicos?!

E se o MBL, ao invés de tentar derrubar um governo eleito democraticamente, fizesse um rolézinho e usasse o dinheiro da CIA para incentivar a educação na periferia?!

E se, ao invés de esconderem do noticiário o helipóptero com 450 kg  de cocaína, a Globo não só mostrasse quem está por trás, e incentivasse para que o dinheiro fosse usado para dar uma bolsa família sob condição de que os jovens deixassem de entregar papelotes aos seus artistas?!

E se aqueles que esconderam o dinheiro na Suíça destinassem a parte referente só aos impostos para dar mais educação ao Luis Carlos Prates e ao Luis Carlos Heinze?!

E se o PP gaúcho destinasse o dinheiro desviado da Petrobrás para as prefeituras do interior do RS porem as peruas que transportam os alunos para às escolas?!

E se o dinheiro que o tesoureiro do  PSDB, Márcio Fortes, escondeu no HSBC da Suíça tivesse sido investido em educação?!

23/12/2014

Mais choque e menos gestão

PSDB MIDIAn

São Paulo de sempre e de novo. Até parece que os ataques desferidos pelos inconformados peessedebistas contra Dilma visam apenas desviar o foco sobre os incontáveis problemas criados as sucessivas gestões do PSDB em São Paulo. Se a decadência de São Paulo parece assunto batido, o atraso do Maranhão faz companhia e explica a junção dos dois Estados. O Maranhão, companhia hereditária do Sarney, o grande eleitor do Aécio Neves, mostra-se Estado-irmão de São Paulo. Não é mera coincidência que Sarney tenha sido por largos anos articulista da Folha, que tenha levado FHC para a ABL, e que todo seu poder decorre das relações umbilicais com Roberto Marinho e que este deve a construção de seu império à ditadura, à qual Sarney servia. O triunvirato de Sarney, Roberto Marinho & FHC é o resquício de um passado morto, tão morto como o volume d’água do Sistema Cantareira.

Hoje não há nada mais emblemático do nosso atraso do que a educação pública legada por dois clâs: dos Sarneys e dos PSDBs…

A política de segurança pública é uma piada, desde a criação e proliferação do PCC, o aumento contínuo por 17 meses nos roubos, a inoperância, por aparelhamento do Estado, das instituições responsáveis pelas investigações.

Nos serviços básicos, o castigo de São Pedro a quem só faz investimento público na Bolsa de Nova Iorque (SABESP), faz de São Paulo, no país com os maiores mananciais de água doce do mundo, único a te racionamento d’água. Nem no polígono das secas houve tanta imprevidência.

Na educação, UNESP  e USP estão em decadência mas sintonizadas com a queda também nas demais escolas públicas.

Tudo isso, que é muito mas não é tudo, não merece a atenção dos três maiores grupos da velha mídia situados naquele Estado: Veja, Estadão, Folha. Coincidentemente, também sede do Instituto Millenium. Seria em virtude das milhares de assinaturas destes jornais e revista distribuídos na escolas públicas. Taí, ó, uma triste coincidência: o Estado atrelado à velha mídia não se sintoniza com as novas mídias.

SP perde espaço entre escolas top do Enem

Em 2013, 32% dos colégios do Estado estavam na lista dos 10% melhores, ante 36% no exame nacional de 2009

Entre as 100 melhores escolas do Estado de SP, 28 delas são privadas da capital; a pior da cidade recebeu prêmio recente

DE SÃO PAULO

A participação das escolas paulistas entre as 10% melhores na prova do Enem caiu e atingiu o menor índice em cinco anos. Segundo os dados divulgados, 32% das instituições top são do Estado, enquanto em 2009 eram 36%.

Apesar da queda, São Paulo continua tendo a maior presença na elite das escolas do país –situação puxada pelas instituições privadas. Há apenas 1 escola pública paulista para cada 15 particulares do Estado nesta seleção.

E, dentre as 100 melhores escolas de São Paulo na lista, 28 são privadas da capital.

PRÊMIO

O colégio da capital com as menores notas no Enem, a escola municipal Vereador Antonio Sampaio (zona norte), acaba de ser premiado.

Um projeto sobre a diáspora africana pelo mundo ficou com o segundo lugar em uma das categorias de um concurso da prefeitura sobre ações a favor dos Direitos Humanos.

Em maio, dez alunos de ensino médio da escola paulistana foram para Maryland (EUA) aprender sobre como a a cultura africana é divulgada na América do Norte.

O professor Luiz Fernando Costa, que organizou o projeto premiado, afirma que a baixa participação dos alunos no Enem, por causa de greves, prejudicou o desempenho geral da instituição.

"Nós temos um bom aproveitamento de ingresso nas escolas técnicas. Em anos anteriores [2011] fomos a melhor escola municipal", afirma.

A prefeitura diz que vai discutir com as oito escolas municipais de ensino médio uma nova proposta curricular.

A melhor escola pública do Estado no Enem é o Cotuca, colégio técnico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que figura na 116ª posição do país.

A melhor pública da capital, a ETE São Paulo (escola técnica), ficou em 121º.

(ANDRÉ MONTEIRO E EDUARDO GERAQUE)

No MA, pior escola do país tem livros empilhados no lugar da biblioteca

DE SÃO PAULO

Três entre as dez escolas com os piores desempenhos no Enem 2013 estão no Maranhão. No povoado de Cachimbos, município de Jatobá (a 433 km de São Luís), está a última das 14.715 do ranking: a escola estadual Centro de Ensino Aluísio Azevedo.

Na cidade de 8.526 habitantes, a Aluísio Azevedo "segue o modelo da maioria das escolas do Maranhão", diz o professor de inglês Reijunior Santos Soares. "Temos uma estrutura precária, falta material, orientação e gestão."

A escola tem apenas 23 alunos –classificados pelo Inep como de nível socioeconômico "muito Baixo".

Apesar de no cadastro oficial da escola constar itens como laboratório de informática e biblioteca, a realidade parece ser outra. "Temos é uma sala cheia de livros empilhados", diz Rarison Coelho, 21, ex-aluno e ex-funcionário do colégio.

A nota média da escola, 397,03, corresponde a pouco mais da metade do desempenho da melhor escola, o colégio Objetivo Integrado, de São Paulo. Procurada, a Secretaria Estadual de Educação não respondeu. O diretor da escola não foi encontrado.

Apenas duas posições acima, na antepenúltima colocação no ranking, está o Colégio Estadual Professora Leda Tajra, em Buriti Bravo, município com 22 mil habitantes.

(EMILIO SANT’ANNA)

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