Ficha Corrida

01/11/2016

Pó pará, pixuleco!

Filed under: Impunidade,Imunidade,José Serra,PSDB,Tarja Preta,Xico Sá — Gilmar Crestani @ 5:47 pm
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OBScena: Jorge Pozzobom vangloriando-se da imunidade do PSDB

pozzobom

José Serra é o autor intelectual do artigo do Mauro Chaves no Estadão que atacava a carreira do Napoleão das Alterosas: “Pó pará, governador”. Muito antes de aparecer o heliPÓPtero, tratava-se da disputa dentro do PSDB para ver quem seria o representante da sigla na corrida presidencial. O Tarja Preta tentou, pelas mãos do Mauro Chaves, detonar a candidatura do altruísta construtor de aeroportos em terras de familiares (Cláudio e Montezuma). O jornal porta-voz do irmão da Andrea Neves, O Estado de Minas, respondeu: “Minas a reboque, não”.

O blindagem tucana só quebra quando as placas tectônicas se movem. Os gaúchos chamamos isso de briga de bugio.

O que são dois pedalinhos perto dos 23 milhões de reais? Pixulecos, ora! Por isso não há powerpoint nem condução coercitiva. Aliás, até hoje não descobri qual foi o nome da operação que prendeu Eduardo CUnha. Constrangimento com um parceiro ou acabou o estoque de nomes esdrúxulos para operações da PF?!

Mas não gastemos nosso latim com pouco mau defunto. Gilmar Mendessaiu em defesa de Eduardo CUnha. Se faz isso com alguém do PMDB, o que não fará por alguém do PSDB? Já vimos que ele não permitiu que o primeiro a ser comido fosse comido. Se fez isso com Aécio Neves, o que não fará por José Serra.

A pergunta que não quer calar: se Aécio pode lavar em Liechtenstein por que $erra não pode lavar na Suíça?! Até que ponto o vazamento da lavanderia do $erra não é uma vindita pelo vazamento da lavanderia do Aécio?!

Sempre que aparece a bandidagem tucana e sua eterna impunidade não há como não lembrar do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom. A ideia de que todo dinheiro doado ao PSDB é lavado e limpo mas aquele doado às outras siglas é sujo explica porque o PSDB só perdeu pros votos brancos e nulos nestas eleições. Note que as falcatruas, provadas, do PSDB não ganham um segundo no Jornal Nazional da Rede Goebbels. Tirem as cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Rede Globo & RBS) e o PSDB só ganharia eleição entre presidiários.

Xico Sá chama Serra de $erra e tenta entender quebra de blindagem

"Trabalhei cem anos na imprensa paulistana. Não acho estranho a mídia esconder os 23 milhões do $erra. Fico pasmo é como isso vazou. Milagre?", questionou o jornalista, ex-colunista da Folha; "Entendam, amigos, quando falo que admiro $erra estar no noticiário, é porque esse cara sempre foi 100% blindado nos jornais de São Paulo. Não tô protegendo", explica ele, pelo Twitter; ministro das Relações Exteriores, José Serra foi acusado em delação da Odebrecht de receber R$ 23 milhões em propina por meio de conta na Suíça; a denúncia foi capa da Folha, mas os demais jornais e colunistas mantiveram silêncio sobre o caso

1 de Novembro de 2016 às 12:46 // Receba o 247 no Telegram

247 – Em comentários sobre a denúncia contra José Serra nesta terça-feira 1º, pelo Twitter, o jornalista Xico Sá chama o chanceler do governo Temer de $erra e tenta entender como se quebrou a blindagem a ele na imprensa para que o caso fosse tornado público.

"Trabalhei cem anos na imprensa paulistana. Não acho estranho a mídia esconder os 23 milhões do $erra. Fico pasmo é como isso vazou. Milagre?", questionou Xico Sá, que é ex-colunista da Folha de S.Paulo. "Juro que estou tentando entender o vazamento. Impensável na mídia brasileira. Tem algo errado", acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores foi acusado em delação premiada da Odebrecht de receber R$ 23 milhões em propina por meio de conta na Suíça. A denúncia foi capa da Folha, mas o restante dos jornais e colunistas mantiveram silêncio sobre o caso.

"Entendam, amigos, quando falo que admiro $erra estar no noticiário, é porque esse cara sempre foi 100% blindado nos jornais de São Paulo. Não tô protegendo", explica Xico Sá.

"Mesmo depois escondendo, louve-se a @folha que manchetou $erra no caixa 2 de 23 milhões. Ñ vi em outra mídia, jamais veremos", diz ele em outro post. "Tento entender o vazamento dos 23 milhões do $erra por alguma briga interna c/ a mídia. Isso ter saído na imprensa é impensável, pensa Serra", especula.

Xico Sá chama Serra de $erra e tenta entender quebra de blindagem | Brasil 24/7

01/05/2015

PSDB odeia quem consome pó… de giz!

beto richa paranáFui professor, no início dos anos 90, por apenas um ano e meio. No Colégio Anchieta, de classe média alta, de Porto Alegre. Foi o suficiente. Salário baixo e filhos mimados de classe média não é para fracos como eu. Ter de ouvir de uma aluna que “lá em casa quem usa calça jeans é a empregada” não é nada.

Os preconceitos sociais na classe média é algo de corar estátua de pedra. A mentalidade classe merdia é de que as políticas públicas destinadas às classes menos favorecidas farão com que escasseie o filé no seu strogonoff. Devido à minha primeira formação, Letras/UFRGS, mantenho contato com professores. São valorizados apenas em época d eleição. Depois, virem-se. Vi com bons olhos o lema do segundo mandato da Dilma. Ela contava e, por certo, ainda conta com o pré-sal, mas as sucessivas tentativas de inviabilizar a Petrobrás não é por outro motivo senão o de inviabilizar o Estado-Nação.

Fosse pela corrupção, todos os partidos mencionados teriam seus membros presos. Por enquanto a pergunta que fica, por que só o PT? Por causa da eleição de 2018. A direita brasileira, encabeçada pelos grupos mafiomidiáticos liderados pela Rede Globo & RBS estão empenhados em derrubar um ex-presidente. LULA! Querem por todas as formas fazer pó do Lula para que o PSDB possa cheira-lo completamente.

Dever de casa com o vampiro de Curitiba

Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense

Xico Sá 1 MAY 2015 – 09:32 BRT

Hei de vencer, mesmo sendo professor. O mantra do adesivo que circulava em muitos fusquinhas dos anos 1970 e 80 está mais em voga do que nunca. Hei de vencer, vejo aqui no retrovisor da infância, Grupo Escolar Virgílio Távora, o mantra dos mestres estampado em uma faixa gigante na praça dos Ourives, Juazeiro do Norte.

Hei de vencer, mesmo sob as bombas e as porradas do governo Beto Richa ou Rixa (PSDB) na capital paranaense. Hei de vencer, mesmo depois de uma longa greve, uma quaresma, que o tucano Geraldo Alckmin define simplesmente como novela —parte da imprensa também lista o protesto no gênero ficção, acredite sem-querer-querendo, meu brother Jack Palance.

OUTROS ARTIGOS DE XICO SÁ

Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV. Hão de pensar: se o cão, mesmo policial, mordeu o homem, no caso o cinegrafista Luiz Carlos de Jesus (TV Band), ainda não é lá essas notícias. Afinal de contas, o conceito clássico de notícia, como aprendemos na faculdade, é quando o homem morde o cachorro.

Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora. Hei de vencer, ilustríssimo Paulo Freire, mesmo sendo terceirizado e não mais dono do meu próprio suor para vendê-lo sem atravessadores, como tu já discutias, método por método, ti-jo-lo por ti-jo-lo, ainda em tempos mobrais.

Hei de vencer, professor Darcy Ribeiro, mesmo copiando, como em um antiditado construtivista, a sua lição de coisas mais conhecida:

"Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu".

Vampiro de Curitiba

Hei de vencer, mesmo que tenha que convocar o “vampiro de Curitiba”, o perverso Nelsinho, personagem clássico do escritor Dalton Trevisan, para explicar como o sr. Rixa pode ser tão sádico com a turma do pó de giz. Só o vampiro, vagando pela madruga fria do Centro Cívico, é capaz de reconstituir o crime e explicar, tintim por tintim, miúdo humano por miúdo humano, a sanguinolenta pedagogia aplicada.

Hei de vencer, mesmo sendo professor em qualquer ponto desta terra que já foi a pátria de chuteiras e agora se propõe, ainda somente no slogan publicitário, uma pátria educadora

Estava escrito nos contos de Trevisan, curtos como os salários professorais, todo esse Boletim de Ocorrência. Um B.O. à maneira de Nelsinho talvez explicasse tudo, afinal de contas o vampiro, na sua ambivalência permanente, sempre fica entre o estranho e o familiar. É familiar que um governo tipo Rixa trate assim os professores: é estranho, mas necessário, que a gente ainda se espante e rejeite enxergar com a lente fumê da banalidade.

Hei de vencer, mesmo sob a tonfa de uma gestão “desgracida”. Até parece frase, embora este cronista seja um péssimo aluno de redação e estilo, do professor Dalton, mestre dos meninos e velhos contistas. Donde tonfa —“ai que saudade da professorinha que me ensinou o beabá”—, venha a ser o popularíssimo cassetete, pedagogia de quem força na marra o ajoelhamento no milho da humilhação política.

Agora de forma mais didática, repare como começa essa história de tonfa, na boca de um dos comandantes da PM paranaense:

"Se precisar usar a tonfa, é por baixo! Nada de sair girando por cima", deu ordens aos espartanos.

Problema é que, no “confronto”, sabe cumequié, meu caro vampiro de Curitiba, a tonfa acaba atingindo os elementos docentes em partes indesejadas da anatomia e não apenas nos membros inferiores, conforme orientação inicial à tropa.

Hei de vencer, mesmo dando a cara a bater aos corretos portadores de tonfa. Hei de vencer, mesmo que chova bombas de helicópteros.

Tonfa neles

Quem essa professorada pensa que é, só porque dá aulas neste país de analfas, só por ensinar alguma coisa… Sabe-se lá o que passa em sala, deve ensinar um comunismo medonho às pobres criaturas indefesas. Coitada das criancinhas. Eu poderia estar por ai protestando, bando de vagabundo, cada abusadinho desses ganha muito mais que eu, no entanto sigo na lida, na trabalheira, com farda ou na base do bico… Desço a tonfa mesmo, sem dó nem piedade, quem manda vandalizar o coreto?

Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet.

Hei de vencer, mesmo que pancadaria braba e covarde seja chamada tecnicamente de “confronto” nas emissoras de rádio e TV

Exclamações sangrentas nas manchetes dos jornais clamam por “Confronto”. Hei de vencer, mesmo eu entrando com a face e o PM com a tonfa, hei-de.

Tonfa neles, por baixo, por cima… Hoje a tonfa vai comer solta. Não foi por falta de aviso. Vai protestar, que deixe sua cabeça em casa. Hoje não tem selfie policial, só tonfa na confa —o mesmo que porrada, correria e confusão—, como o Nelsinho, o vampiro de Curitiba, sempre ele, descreveria o ocorrido no seu distrito.

Por pouco a confa não sobra mesmo até para o vampiro. Conhecendo o cara minimamente, deveria estar na área do “confronto”, na cobiça de uma normalista linda, óbvio. O vampiro tarado busca alimentar seu desejo nos lugares mais impróprios, independentemente das ordens expressas dos sangues de barata de todas as patentes, ideologias, religiões e credos.

O próprio criador, seu Dalton, reza a lenda, flanou, sob a proteção de um boné abaixado e com passadas largas do velho pisante Vulcabrás, no meio da carnificina. No seu raro passeio anual pela cidade, como o mais anônimo dos curitibanos, ninguém deu conta do vencedor do Prêmio Camões de literatura. Seu Dalton afina a surdina existencial todas as manhãs com o canto das corruíras. De tão discreto, seu Dalton nem chorou com gás lacrimogênio.

E por falar em testemunhas oculares da história, quem também deu pinta na área do “confronto” foi o escriba Guilherme Caldas. Saiu para investigar comidinhas de baixa gastronomia, especialidade do seu blog na “Gazeta do Povo”, e voltou com o melhor retrato do sanguinolento ocorrido:

“Gente ferida e assustada, um governador, digamos assim, desonesto, muita sujeira espalhada, incluindo cápsulas de escopeta e de invólucros de bombas molhados pela chuva do começo da noite. No meio daquele final de confusão, encontrei um amigo indignado com, entre outras coisas, a pipoca a R$ 5: “até o pipoqueiro metendo a mão na gente!”.

Hei de vencer, mesmo diante do pensamento reto de qualquer soldado PM anônimo que vira herói imediato dos comentaristas de portais da Internet

Calma, amigos do vampiro, o cronista que combate o raio gourmetizador, ali no meio da confa da tonfa, topou também, graças a Deus, com o Donizete, o Rei do Espetinho, que, alheio às pressões econômicas do momento, vendia seus sapecados de carne, linguiça, frango e coração a R$ 2. Donizete, autêntico habitante daquela Daltolândia, disse mais: só vai ao Centro Cívico em dias de bafafás, greves e protestos. No que o Caldas, safo, se saiu:

“Pedi um de frango, paguei e tomei rumo. Num dia com tantas coisas ruins, o tempero do Rei do Espetinho estava bom”.

Hei de vencer. Não me pergunte como. Hei de vencer, mesmo sendo o professor, naturalmente, um para-raio de tonfas e vampiros.

Xico Sá, jornalista e escritor, publicou “Big Jato” (editora Companhia das Letras), entre outros livros.

Xico Sá: Dever de casa com o vampiro de Curitiba | Opinião | EL PAÍS Brasil

19/10/2014

Ombudsman reduz a liberdade de expressão da Folha ao que ela é: uma ditabranda!

ditabrandaOMBUDSMAN

VERA GUIMARÃES MARTINS – ombudsman@uol.com.br@folha_ombudsmanfacebook.com/folha.ombudsman

O voto que só não diz o nome

Saída do colunista Xico Sá  põe em xeque os critérios do que a Folha considera proselitismo político

Onde termina a liberdade de opinião e começa o proselitismo partidário? A Folha tropeçou ruidosamente na questão nesta semana, com o pedido de demissão do colunista Xico Sá, de "Esporte".

Na sexta (10), Xico enviou uma coluna em que declarava voto em Dilma Rousseff (PT). A Secretaria de Redação vetou, lembrando que o espaço não podia ser usado para isso: ele deveria mudar o texto ou publicá-lo na seção Tendências/Debates, na pág. A3. Ele rejeitou a proposta e anunciou sua demissão nas redes sociais, com posts em que acusava a "imprensa burguesa" de contar mentiras e investigar só um lado.

Nunca chegou a acusar o jornal de censura, mas foi essa a versão que se espalhou, provocando indignação e, sobretudo, incompreensão dos critérios do jornal.

"Poucos minutos de pesquisa revelarão dezenas de colunistas fazendo o mesmo em seus espaços cotidianamente. Meu Deus, a Folha publica semanalmente Janio de Freitas e Reinaldo Azevedo!", escreveu o leitor Marcel Davi de Melo, sintetizando o tom dos protestos.

É realmente uma situação difícil de entender. Qualquer leitor atento é capaz de identificar as preferências dos colunistas, escancaradas nas defesas que fazem de um determinado candidato ou nos ataques ao seu adversário. Para a direção do jornal, porém, isso não se enquadra no conceito de proselitismo.

"A crítica e o elogio a programas de governo, candidatos e partidos, bem como a expressão das inclinações político-ideológicas do colunista, não estão incluídos na restrição, que incide tão somente sobre proselitismo partidário (fazer propaganda de uma agremiação) e declaração de voto", explicou a Secretaria de Redação.

Bem, mas achar que o ambiente político permite discernir uma coisa da outra é flertar com a irrealidade. Quem realmente acredita que atacar ou defender sistematicamente um partido, como fazem alguns colunistas, não é "fazer propaganda de uma agremiação"?

Para piorar o que já é confuso, na mesma segunda-feira (13) em que se espalhou a notícia da demissão, o caderno "Eleições" publicou texto no qual Gregorio Duvivier declarava seu voto no PT. "Alguns podem e outros não?", perguntaram leitores.

Nesse caso houve falha de controle, admitiu o jornal. Toda coluna é desembargada pelo editor ou por um secretário, e a de Duvivier escapou do filtro. O lapso é sintoma de que a sutileza do critério não foi bem compreendida nem internamente.

A Secretaria de Redação diz que a regra foi estabelecida para prevenir que as colunas regulares do jornal se transformem em palanques em época de eleição. "Foi instituída também com a finalidade de estimular seus autores a estabelecer um diálogo qualificado com leitores de todos os matizes ideológicos e partidários, inclusive com aqueles, majoritários no público que lê a Folha, que não demonstram afinidades político-partidárias."

Além de não evitar o palanque, a norma caducou diante da multiplicação de colunistas e do acirramento da polarização partidária. Soa ingênuo crer que todos os autores estão interessados em dialogar com leitores de todos os matizes ideológicos. Parte deles está contente em pregar só para a sua plateia.

E soa contraditório que um jornal que se orgulha de pôr em prática a mais ampla liberdade de opinião tente enquadrar o pleno exercício dessa liberdade no capítulo final da saga eleitoral. É mais ou menos como tentar passar a tranca depois que a porta foi arrombada.

Desde a quarta (15), estive procurando Xico Sá por telefone, e-mail e por um amigo em comum. Queria ouvir sua versão e pedir autorização para publicar no site a coluna suspensa, para conhecimento de todos os leitores. Não houve resposta.

Xico é uma pessoa querida, mas não posso deixar de mencionar duas atitudes que me incomodaram no episódio de sua saída.

A primeira é que sua "saraivada de posts de escárnio e maldizer nas redes sociais", como ele definiu em longa nota no Facebook, embolou na mesma vala de suspeição e descrédito todos os jornalistas. No seu "espasmo de ira", retratou os colegas como pusilânimes que se sujeitam a contar mentiras para produzir um "jornalismo safado".

A segunda foi escrever que mentiu muito quando era repórter de Folha e "Veja" e que um dia vai contar "tudo o que sabe" sobre assuntos que os grandes jornais não deixam publicar. Conte mesmo, Xico. Insinuações vagas não melhoram o jornalismo, pioram a política e mancham sua biografia.

14/10/2014

Folha acha feio tudo o que não é espelho

Folha ditaduraA propaganda descarada da Folha não se mede apenas na depreciação da Dilma e demonização de Lula e do PT. Se dá também pela auréola de santidade com que festeja cada ato dos correligionários de d. Judith Brito. O endeusamento de FHC se reside exclusivamente nas cozinhas das redações dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Não houve nem haverá notas que maculam a divindade olímpica do ventríloquo da CIA no Brasil. Mesmo quando foi descoberta a compra da reeleição, admitida e comprovada, não houve uma linha sequer nos grupos mafiomidiáticos. Todas as chicanas do PSDB foram engavetadas pelo Geraldo Brindeiro ou escondidas por Gilmar Mendes.

Há um caso clássico da confusão entre a velha mídia e a roubalheira perpetrada pelo PSDB. Trata-se dos desvios feitos por Robson Marinho. As Justiças da Suíça e da Alemanha já condenaram, respectivamente, as empresas Alstom e Siemens, mas no Brasil há um silêncio ensurdecedor só porque todos os envolvidos são do PSDB.

No Brasil, o único partido que tem salvo conduto da justiça, do ministério público e da polícia para roubar é o PSDB. Na do que fazem resulta em punição. Esse conluio mafioso só vai  acabar quando houver no Brasil um Di Pietro. Infelizmente, ainda não nasceu…

Onde está a ANJ que, nestas horas, não aparece para falar em liberdade de expressão, em defesa dos jornalistas?!

Xico Sá explica demissão da Folha por declaração de voto em Dilma

ter, 14/10/2014 – 17:08

Atualizado em 14/10/2014 – 17:10

Jornal GGN – O jornalista Xico Sá escreceu uma carta aberta a seus leitores para explicar a demissão recente da Folha de S. Paulo. Segundo ele, o episódio aconteceu em função de um artigo que ele escreveu e insistiu para que fosse publicado em sua coluna no caderno de Esportes. Era sobre o fla-flu eleitoral deste ano, com direito a afagos em Dilma Rousseff (PT), a quem credita o melhor projeto de governo. A polêmica caiu na internet após Xico Sá reclamar não só da falta de espaço, mas da cobertura parcial da grande mídia, que não publica denúncias sobre alguns políticos.

"Meu reclamo é/era pontual; por que só os caras de um lado são responsabilizados pela história universal da infâmia e ninguém publica, para valer, o ‘rebuceteio’ – para usar um clássico da pornochanchada nacional – do outro lado da suruba pornô-política, querido Reinaldo Moraes? É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura", disparou.

Leia a nota na íntegra.

NOTA AOS LEITORES E AMIGOS

Caríssimos amigos & leitores, pretendia nem mais falar desse assunto, mas devido à forma como se alastrou –rizomáticos riachos e riachinhos delleuzianos & gonzaguianos em busca do velho Chico em anos de bom inverno no Navio e no Pajeú-, creio que devo alguma satisfação na praça, além dos "pinduras" morais e existenciais de sempre. Valha-me meu bom Deus, viver é dívida, canelada e dividida de bola.

Como só os galãs vencem por nocaute, procurarei, mal-diagramado por natureza que sou, triunfar nessa luta por pontos, minando, nas cordas do ringue ideológico, vosso juízo emprenhado pelas redes sociais. Vamos lá;

1) Não há herói nenhum nesse episódio. O máximo que chego é a anti-herói macunaímico ou ao João Grilo do cordel teatralizado pelo bravo Suassuna. E olhe lá, e olhe lá, amiga Karina Buhr, eu só quero tocar meu tamborzinho cósmico.

2) Como já informaram alguns sites, pedi demissão do meu posto de colunista (do caderno de Esportes) da Folha, jornal com o qual mantenho uma velha relação de duas décadas, entre idas e vindas, furos, erramos assumidos variados, pés-na-bunda de ambas as partes, grandes momentos, crises profissionais e esticadas D.Rs (discussões de relação) gutenberguianas.

3) Eis que na sexta-feira, 10/10, mandei a coluna em cima da hora, só para variar. Nas linhas tortas -o velho Graça me entenderia nessa hora, embora corrigisse a minha escrita adjetivosa-, tratava do Fla-Flu eleitoral, defendia que os jornais saíssem do armário –como as publicações americanas- e tecia queixas à cobertura desequilibrada da Folha e da imprensa no geral. E repare que a Folha, senhoras e senhores, é bem melhor em se comparando aos outros jornalões, vide grande revelação do aeroporto privado de Aécio e o mínimo questionamento do choque de gestão nas Gerais, esse fetiche econômico insustentável até para a Velhinha de Taubaté do meu amigo Veríssimo.

Bem, como eu ia falando, defendia na coluna que os jornais assumissem suas explícitas posições, donde encerrei o desabafo gonzo-lírico-político usando o direito de declarar minha preferência pela Dilma.

4) A direção do jornal entendeu que o texto feria um dos princípios da casa; o de não permitir fazer proselitismo político ou eleitoral em favor de nenhum candidato. Sugeriu, civilizadamente, que alterasse o texto. Prosa vai, prosa vem. Refleti e mantive a escrita. Argumentei que outros colunistas, de alguma forma, feriam o princípio interno, no que me acho prenhe de razão, né não? Ou seriam textos inocentes?

5) Finquei pé, mais honra do que birra, pantins e queixumes. A direção do jornal sugeriu que eu poderia publicar, porém na página 3., na segunda-feira. É a página de "tendências & debates", na qual convidados, não gente da casa, manifesta livremente suas opiniões, inclusive de voto. Migrar para um espaço de "forasteiros" não me fez a cabeça, não achei que fosse a solução para o impasse. Qual o faroeste dos irmãos Cohen, achei que também teria o direito de ser, pelo menos um dublê, à esquerda, dos caras que botam para quebrar nas suas colunas da Folha. O faroeste moderno se chama "Onde os fracos não têm vez".

6) Daí o meu pedido de desligamento como colunista do jornal, função que exercia na figura de PJ (pessoa jurídica mediante nota fiscal), não como funcionário contratado pelo grupo Folha.

7) No dia seguinte, não mais na condição de colunista, soltei uma saraivada de posts de escárnio e maldizer nas redes sociais, em um espasmo de ira & lirismo que defini, no twitter, como um manifesto gonzo-político livremente inspirado na minha atual releitura de Hunter Thompson e na memória do genial Nezinho do Jegue, personagem de "O Bem Amado", do baiano Dias Gomes, que, uma vez alcoolizado, insultava a humanidade. Eis um direito divino, dionisíaco, um direito dos malucos, além muito além de todas as Constituições, como diria o gênio-mor Antonin Artaud e seu duplo.

8) Um dos posts dessa performance dionisíaco-tuiteira-brizolista, meu caro e amado Zé Celso, vociferava também contra os petistas, considerando que não desejava o (inevitável e irrefreável) uso da minha opinião como propaganda oficial. "Phueda-se o PT", com PH e tudo, dizia este monstruoso cronista. Relembrava que o governo do PT e de todas as siglas da sacanagem alfabética têm que ser investigados sim. Meu reclamo é/era pontual; por que só os caras de um lado são responsabilizados pela história universal da infâmia e ninguém publica, para valer, o "rebuceteio" –para usar um clássico da pornochanchada nacional- do outro lado da suruba pornô-política, querido Reinaldo Moraes?

É muito desequilíbrio. É praticamente jornalismo de campanha. Não cobertura.

9) O pedido de demissão. Finalmente explico. Mais demorado do que a declaração de voto da queridíssima Marina, que infelizmente esqueceu a nova política na qual eu caí feito um patinho de primeiro turno na lagoa Rodrigo de Freitas.

A demissão. Suspense à Hitchcock.

Vixe. Volver a los 17, como cantaria Mercedes Sosa, a quem escuto ao fundo dessa escrita, alternando com Nação Zumbi, óbvio. Volver à minha pobre coluneta do caderno de Esporte da Folha. Defendi meu patrimônio imaterial único e universal, quase um sufrágio, meu direito, daí o finca-pé que resultou no meu pedido de afastamento do universo folhístico.

Ingenuidade achar que, em período de extremada passionalidade e justíssima crítica ao desequilíbrio na cobertura da "imprensa burguesa" (outro termo vintage comuno-anarquista usado e abusado nos meus posts com toda sinceridade desse mundo) neguinho não fosse compartilhar essa bagunça barroca toda, agora falo com meu irmão Wally Salomão, para o que der e viesse. Rede social é como aquela parada bíblica do olhai os lírios do campo, eles não tecem, eles não fiam…

10) Enfim, o resto é barulho, mas creio que narrei, com alguma vantagem pessoal comum aos narradores de primeira pessoa, a onda toda –ai de mim, amigo Walter Benjamin! Donde reafirmo, não há heroísmo algum além de uma refrega dramática de um velho cronista, talvez um pouco ultrapassado e dionisíaco, com la prensa burguesa, reafirmo o clichê da velha bossa, afinal de contas renascemos sempre num Cocoon metafísico de águas imaginárias e milagrosas.
Como diria, agora meu brother Arnaldo Baptista, quero voltar pra Cantareira.

Deus abençoe os velhos e as crianças, eis meu dizer sobre essa confusão toda que eu achei tão normal como falar do seu candidato no boteco da esquina, era assim na vida antigamente.
Por que isso virou tão chato e eu não posso?

Justo num texto tão babaca, defendendo uma candidatura que só consegue ser mil vezes melhor do que Aécio mesmo. Afinal de contas essa peleja é um W.O. da porra. Ou deveria ser para quem tivesse juízo.

Ah, cadê a dialética do esclarecimento das espumas flutuantes dos mares de cerveja, viejo Wander Wildner?

Aliás, por que eu não poderia escrever aquele texto babaca, aliás eu tenho sido um péssimo cronista, tanto de amor como de futebol, preciso me reciclar, reler todo o Machado de Assis, ele me ensina, também relatei isso aos meninos folhais.

Eu careço ouvir todo Jards Macalé, meu ídolo. Esse episódio cá Folha, aliás, não é político, é ridículo se pensamos na grandeza da vida. As folhas das folhas da relva, menino Holden, é o que doravante me interessa como razão de viver debaixo de uma árvore ou sob o guarda-chuva moral dos caras que viram polícia do texto sem saber que uma besteirinha de nada pode virar idiotice e totalitarismo.

Agora voltei de vez para "O Apanhador…", mas, juro, me perdõe, pela confusão toda com o jornal, com as redes sociais e qualquer coisa. Como dizia Holden, "gosto de Jesus e tudo, os apóstolos é que são uns chatos."

Beijos, Xico Sá, Copacabana, primavera do ano da graça de 2014

Xico Sá explica demissão da Folha por declaração de voto em Dilma | GGN

13/10/2014

Xico Sá, cabra marcado pra morrer

Liberdade de expre$$ão made in Folha. Eliane Cantanhêde faz campanha diuturnamente contra o PT. Disseminou a febre da febre amarela, criou o caos aéreo, e o ‪#‎naovaitercopa‬. A Folha nunca pôs reparo, simplesmente porque ela é casada com Gilnei Rampazzo, que cuidas das campanhas do PSDB paulista, partido do qual Judith Brito (da ANJ) se perfilou para fazer oposição. Bem diferente em relação ao Xico Sá, colunista de longa data, e um dos participantes do programa Extraordinários no Sportv, que foi posto pra rua porque ousou divergir e apoiar Dilma.

O Instituto Millenium não perdoa dissidência e trata os divergentes como desertores.
Não sei se isso ajuda a mudar alguma coisa, mas a luta não é só contra o que Aécio representa, mas a favor da diversidade de opiniões, à liberdade de expressão.  Todo dia um jornalista deserda das redações, solta os grilhões que os patrões os prendem e voltam para os braços do povo. O ódio de classe com que as cinco famiglias (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) tratam seus subordinados está por acabar. Como se pode ver, falta uma Lei Áurea para jornalista que não é puxa-saco do patrão.

Proibido de apoiar Dilma, Xico Sá deixa a Folha

:

Um dos mais veteranos colunistas da Folha, o jornalista Xico Sá deixou o jornal após ser impedido de publicar artigo em que declarava seu apoio à presidente Dilma Rousseff; em email ao 247, o editor-executivo da Folha, Sergio Dávila, confirmou a saída; "Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos"; Xico Sá declarou seu voto em Dilma no Twitter, no sábado, e criticou a "imprensa burguesa"; "Pq não investigar todos?", questionou

13 de Outubro de 2014 às 17:48

247 – O jornalista e escritor Xico Sá pediu demissão da Folha de S. Paulo depois de ter tido um artigo vetado pelo jornal. Na coluna, que seria publicada no sábado 11, no caderno Esporte, ele declarava seu voto na presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. A informação foi confirmada ao 247 nesta tarde pelo editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila. Leia abaixo seu email:

Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos. Se quiserem, podem escrever artigo em que revelam seu voto e defendem candidatura na pág. A3 da Folha. Esta opção foi dada a Xico Sá, que recusou a oferta.

No sábado, Xico Sá disparou ataques contra o que chamou de "imprensa burguesa" e contra o candidato Aécio Neves (PSDB) em sua página no Twitter. Ele também declarou seu voto em Dilma na rede social.

"Phoda-se o PT, a merda é q ñ há a mínima manchete contra os outros. ai tá a putaria jornalística e eu,lá de dentro, sei cuma funciona", escreveu Xico Sá no Twitter. "Amo encher a boca e dizer IMPRENSA BURGUESA. é q só há um lado a fuder, nisso é desonesta, escrota, fdp. P q ñ investigar todos?", questionou em seguida.

"Nego acha q por trabalhar na imprensa burguesa desde os 18 anos ñ posso ser contra a orientação política dos chefes. oxi,ai q devo ser mesmo. um dia ainda vou contar tudo q a imprensa ñ deixa sair se for contra a orientação política dos grandes jornais. só podem os reinaldões etc", ameaçou, citando o colunista Reinaldo Azevedo, de Veja.

Sobre as eleições, publicou: "façam bonito, vcs são do jogo, mas o governo brasileiro foi muito importante para o meu povo e eu estou com meu povo. Dilma é foda!!!". E ainda: "se fosse votar por vcs burguês era Aécio até o talo; mas cuma prefiro votar pelo meu povo da porra e q necessita, é Dilma, carajo". Xico Sá criticou Aécio e perguntou: "na boa, do fundo del corazón, cuma alguém pode em Aécio? juro q não vou julga-lo por nenhuma das 50 escrotidões q poderia julgá-lo".

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xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

O sol de Kafka nas bancas de revistas #Copacabana http://instagram.com/p/uGN-d2n9Xr/

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

O gênio Nezinho do Jegue, diga-se, viva Dias Gomes, maravilhoso comuna da Bahia e do mundo

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  12 h Hace 12 horas

meu desabafo gonzo-político ficou algo entre o Nezinho do Jegue(o Bem Amado) e um Bakunin sincero de várzea. A tal da gota d’água, seu Chico

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  13 h Hace 13 horas

@tainanogueira_: hoje maior preocupação que quero ter é: escolher entre biquini de florzinha ou de arco-iris” aí sim, preocupação decente

xico sá @xicosa ·  23 h Hace 23 horas

da série "como pude": como pude perder a farra da Chiquita no Círio de Nazaré,a maior festa sacro-profana desde a Roma Antiga

Río de Janeiro, Río de Janeiro

xico sá @xicosa ·  24 h Hace 24 horas

Um espectro ronda min’alma, o espectro do brizolismo

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Tupinambánarquista @NaTransversal ·  24 h Hace 24 horas

Queria só dizer uma coisa: analisem os mapas de votos nulos, queridos, surpreendam-se que quem cansou de votar é… http://fb.me/1DofsKUJT

Proibido de apoiar Dilma, Xico Sá deixa a Folha | Brasil 24/7

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