Ficha Corrida

30/04/2015

PSDB: pós-graduação em má educação

educação

A violência como método é o verdadeiro choque de gestão do PSDB. Meritocracia é escolher um sádico para comandar a violência. No Paraná, Beto Richa escolheu Fernando Francischini, cujos métodos violentos não se medem exclusivamente pelo sanha de bater em professor. Foi escolhido para Secretário da Segurança porque fez toda campanha presidencial cavalgando ódio pelas redes sociais. Foi filmado dando entrevista com arma, de forma ostensiva, na cintura. A violência contra os professores foi comemorada pelo governador Beto Richa.

A violência como método no PSDB não é exceção, é regra. Longe de ser a primeira vez, tomara que seja a última.

Há exemplos recentes e antigos. Mas a mão que embala o cassetete é sempre do PSDB. Em março de 20101, os governos de Yeda Crusius e José Serra se irmanaram também na violência, usando os mesmos métodos.

Vamos lembrar do Massacre do Eldorado do Carajás. A perícia constatou que pelo menos 10 sem terras foram executados a queima roupa. O governador era Amir Gabriel, tucano de quatro costados. Aí estava o assassinato como método de enfrentamento dos problemas sociais. O vezo que dar medalha a capitão-de-mato que leva escravos para o pelourinho não é um ponto fora da curva. E só mais um exemplo que fecha com chave de ouro o caixão da filosofia policialesca medieval.

A violência é parte do cotidiano nas administrações do PSDB.

Durante o governo FHC, o exército também foi jogado contra os petroleiros. Na greve de Paulínia, a violência desceu com prazer. Pelo menos para um dos lados, dos que estavam batendo e de quem estava mandando bater.

Foi assim com a desocupação da favela Pinheirinhos, quando o mundo viu em tempo real, pelas redes sociais, o método tucano de solucionar problemas sociais. Virou verbete da Wikipédia: “Desocupação do Pinheirinho”. Coincidentemente, hoje na Folha de São Paulo, além desta capa ontológica da violência como método, há outra, em segundo plano, em que Geraldo Akckmin manda sua polícia bater nos viciados da cracolândia. É a contribuição do PSDB para melhoria da educação. Também, o que esperar de um partido que conta com finanCIAdores ideológicos que patrocinam a compra de ventríloquos para xingarem a Presidenta em evento com cobertura mundial. Pode-se jogar na conta da Multilaser, Banco Itaú, Ambev e todos os reis dos camarotes vips do Itaquerão a violência que campeia contra os movimentos sociais.

A violência contra trabalhadores é parte intrínseca do PSDB. A RBS cabresteou a manada gaúcha para eleger a paulista Yeda Crusius. A política social da funcionária da RBS foi conduzida pelo Cel. Mendes. O assassinato do integrante do MST, pelas costas, pode não ter sido um pedido mas foi comemorada pelo jornal Zero Hora do Grupo RBS de uma forma canhestra: “Agora o MST já tem seu mártir".

Se é verdade que a violência é parte da pedagogia tucana na educação, vamos dar mão à palmatória: a violência vem primeiro legitimada por quem desencadeia ideias repressivas, os meios de comunicação. Afinal, quem são os que disseminam ódio social? Quem não só apoiou a ditadura como também pede a volta da  ditadura? Os assoCIAdos do Instituto Millenium!

Como já escrevi em outro post, “Os bandidos das ruas são filhos das redações”. A violência é semeada por cinco famílias: Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky. São eles que dão legitimidade aos capitães-de-mato.

Não é mera coincidência que o comedido Ministro Teori Zavascki tenha feito constar em recente voto de sua lavra, no STF, condenando o medievalismo que toma conta de justiceiros. Coincidentemente, do Paraná!

 

fsp 30042015Protesto na Assembleia do PR termina com 170 feridos

PM usou bombas, balas de borracha e jatos de água para impedir invasão

Servidores tentavam bloquear projeto de Beto Richa (PSDB) que reduz contribuições do governo para pensões

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBAADRIANA BRUMCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CURITIBA

Confronto entre PMs e servidores do Paraná em frente à Assembleia Legislativa local deixou ao menos 170 pessoas feridas –43 hospitalizadas– na tarde desta quarta (29).

A confusão se acirrou em meio à votação na Casa, a portas fechadas, de um projeto do governador Beto Richa (PSDB) que reduz repasses do governo para pensões e transfere inativos de fundos previdenciários.

Foram ao menos duas horas de violência, que começou quando manifestantes tentaram romper o cerco da polícia na Assembleia. A PM usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água.

Na primeira hora, bombas eram lançadas ininterruptamente sobre os presentes. Alguns chegaram a achar que elas caíam do helicóptero da polícia. "Vinha bomba do céu", disse a professora Thelma Rossa, 36 anos, atendida após desmaiar na confusão.

Do outro lado, um grupo de jovens lançava pedras, paus e rojões contra os PMs. Contrários ao comando do ato, que pedia recuo, eles avançavam, aos gritos de "resiste".

Segundo a Secretaria de Segurança, parte dos ativistas eram black-blocks. Sindicatos dos servidores negam. Vinte policiais ficaram feridos; seis pessoas foram presas.

Os manifestantes –15 mil servidores, professores e estudante, segundo os sindicatos; 5.000 para a PM– queriam entrar na Assembleia para pressionar os deputados.

Em crise financeira, o governo quer passar uma parte dos aposentados pagos por um fundo do governo, que está deficitário, para o fundo previdenciário que tem saldo positivo de R$ 8 bilhões e recebe contribuição do Estado e dos servidores. Com isso, espera um alívio de R$ 1,7 bilhão ao ano no caixa.

O temor é que a migração de inativos, a cargo hoje do governo, consuma recursos do outro fundo e inviabilize a previdência no futuro.

A crise financeira do Paraná, um dos principais governos do PSDB, afeta a imagem do partido num dos aspectos mais explorados por políticos tucanos em seus discursos: a qualidade da gestão.

Desde o início da semana, a Assembleia paranaense foi cercada por PMs a pedido de Richa. Uma decisão judicial garantia a votação sem a presença de manifestantes. Com medo de que o prédio fosse invadido, o governo mobilizou quase 2.000 policiais.

O objetivo era evitar a repetição das cenas de fevereiro, quando grupos invadiram a Casa contra o ajuste fiscal proposto por Richa, que já incluía o projeto de previdência.

Durante a confusão, o prédio da Prefeitura de Curitiba, em frente à Assembleia, virou uma espécie de enfermaria, com o saguão principal tomado por centenas de pessoas.

A cada minuto, um novo ferido chegava. Com ferimentos por balas, escoriações, sangramentos, crises de choro, palpitações. Casos graves eram levados para hospitais.

Um deputado chegou a ser mordido por um cão da PM. Pelo menos dois cinegrafistas também ficaram feridos. E crianças de uma creche próxima passaram mal com o gás usado pela PM.

A sessão na Assembleia chegou a ser interrompida por dez minutos por causa do gás que atingiu o plenário.

Nas ações, a reportagem ouviu as ordens dadas por um dos comandantes da PM: "Se precisar usar a tonfa [cassetete], é por baixo. Nada de sair girando por cima".

Do lado de fora, manifestantes carregam cartazes e gritam "retira, retira" e "eu estou na luta". Já à noite, eles reconheciam a derrota.

O Ministério Público abriu uma investigação para apurar "eventuais excessos" da PM. Em nota, a OAB repudiou os ataques. Já o governo tucano informou que "lamenta profundamente" os atos de confronto e acusa "o radicalismo e a irracionalidade de pessoas mascaradas".

Colaborou JULIANA COISSI, de São Paulo

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